Mediugórie - Eco
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Dezembro 1995 / Janeiro
1996 - Mês da Imaculada
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.11.95:
Queridos filhos! Hoje, convido cada um
de vocês a começar de novo a amar, por primeiro, a Deus que
salvou e redimiu cada um de vocês e, depois, aos irmãos e
irmãs que lhes estão próximos. Sem amor, filhinhos,
vocês não podem crescer em santidade nem podem fazer boas
obras. Por isso, filhinhos, rezem, rezem sem cessar, para que Deus lhes
revele o Seu amor. Eu convidei\ todos vocês a unirem-se a Mim e a
amar. Também hoje estou com vocês e convido-os a descobrir
o amor em seus corações e nas famílias. Para que Deus
possa viver em seus corações, vocês devem amar. Obrigada,
por terem correspondido ao Meu apelo.
Esta Mensagem nos faz contemplar antecipadamente o Natal para
podermos colher dele os frutos e sermos santos como a Imaculada. A santidade
consiste em amar a Deus e, concretamente, aos irmãos e irmãs
que nos estão próximos. Mas este amor não é
muito fácil e jamais comprado: devemos começar de novo a
rezar, rezar sem cessar, para que Deus nos revele o Seu amor e possamos,
assim, amar como Ele ama.
De fato, o amor de que se fala aqui não é amor
humano, como disse freqüentemente nas mensagens, mas amor divino,
que foi derramado em nossos corações pelo Espírito
Santo (Rom 5,5), o amor que nos faz crescer em santidade até tornar
o homem perfeito (Col 1,28), à imagem dAquele que nos criou e nos
faz realizar as boas obras que Deus de antemão preparou para que
nós as praticássemos (Ef 2,10). Nossa Senhora deseja que
nos seja revelado este amor tão grande, para que dele nos tornemos
participantes como Ela.
Depois, Ela nos torna a dizer os motivos pelos quais devemos
viver o maior mandamento, isto é, amar a Deus e aos irmãos,
ou seja, amarmo-nos como Ele nos amou (Jo, 13,34). Devemos amar a Deus
por aquilo que Ele fez por nós, como Salvador, enviando-nos Seu
Filho na carne: não para todos em geral, mas para cada um de nós
- sublinha - quando se manifestou a graça de Deus nosso Salvador
e o seu amor pelos homens, salvou-nos pela sua misericórdia (Tito
3,4); arrancou-nos do poder das trevas que nos tornava paralisados e impotentes
para realizar o bem e nos introduziu no reino do amor (Col 1,13). Assim
redimidos, estamos em condições de amar também os
irmãos.
Vêm, depois, os apelos mais suaves e práticos,
para ajudar-nos a realizar o acima exposto. Deseja que nos unamos a Ela,
como a mãe faz com seu filhinho, para que amemos com Ela e como
Ela é capaz. Quer fazer-nos descobrir a capacidade de amar: a) que
está em nossos corações, mediante o Batismo, em que
temos recebido a fé e a esperança (que passarão) e
a caridade (que jamais terá fim); b) capacidade que está
também na nossa família, porque foi santificada pelo sacramento
e, assim, tem a força de amar e de desenvolver o amor divino, sempre
vivo e que pode sempre ressurgir, enquanto aquele puramente humano está
sujeito à corrupção.
Vocês devem amar; desta vez não diz somente: desejo,
porque quer convencer-nos que, sem amor, não se pode viver, nem
realizar: quem não ama permanece na morte (1Jo 3,14). Mas, se “devemos”
significa que podemos. Como? Rezando Comigo sem cessar. Feliz Natal! don
Angelo
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.10.95:
Queridos filhos! Hoje, Eu os convido a
observarem a natureza, porque ali encontrarão Deus-Criador. Filhinhos,
hoje convido-os a agradecerem a Deus por tudo o que Ele lhes concede. Agradecendo
a Ele, descobrirão o Altíssimo e todos os bens que circundam
vocês. Filhinhos, Deus é grande e grande é o Seu amor
por cada criatura. Por isso, rezem para serem capazes de compreender o
amor e a bondade de Deus. Na bondade e no amor de Deus-Criador, Eu também
estou com vocês como um dom. Obrigada, por terem correspondido ao
Meu apelo.
Um agradecimento pelos dons
de Deus que nos revelam o Seu amor
Em primeiro lugar, Maria nos convida a observar a natureza,
que é o livro aberto de Deus, nessa mudança de estação,
que se reveste das mais variadas e esplêndidas cores. Melhor ainda,
convida-nos a observar a natureza, para ler nela as maravilhas de Deus:
Para toda parte que volto o olhar, vejo-Vos, ó imenso Deus, admiro-Vos
em vossas obras, reconheço-Vos em mim (Metastasio). Depois, convida-nos
a purificarmo-nos de tudo que não sai das mãos do Criador,
mas que foi depositado em nós pelo homem do pecado.
Outubro é também o mês das colheitas, marcado
em Israel pela festa das tendas e da colheita (Levítico 23, 39-43),
no qual Deus convidava seu povo a passar uma semana a céu aberto,
nos campos, debaixo de tendas de ramos, para saborear os seus dons e recordar
o caminho de 40 anos pelo deserto, símbolo do precário peregrinar
da nossa vida para Deus. Toda a palavra de Deus, depois, ajuda-nos a louvar
e a agradecer a Deus que se manifesta na criação: Ó
Senhor, nosso Deus, como é grande o vosso Nome em toda a Terra!
(Sal 8, veja também salmos 103, 148 e cântico de Dan 3).
Com as duas últimas mensagens, ligadas entre si, Maria
quer ensinar-nos a adorar a Deus, seja na Eucaristia (Enamorem-se do sacramento
do Altar, 25 de setembro), seja na natureza (25 de outubro). Nós
nos cansamos de contemplar Deus na natureza, porque os nossos olhos estão
plenos de idolatria da carne e das obras do homem, ou de produtos alienantes
da nossa civilização. Descobrir Deus é próprio
dos corações simples e puros, que sabem rezar, isto é,
unir-se a Deus. Somente Ele nos pode abrir os olhos para enxergar. De outro
modo, poder-se-ia ser estudioso da natureza para entender todos os segredos,
sem compreender o “porquê”, ou seja, o amor que sob ela se encontra,
amor com que Deus deseja falar a nós cegos, surdos e mudos. Da mesma
forma, somente os puros de coração encontrarão, na
Eucaristia, Jesus amigo e sua alegria, e assim tornar-se testemunhas do
seu amor.
Por que Nossa Senhora nos fala nestes termos? Porque nos vê
difíceis e sofisticados, e deseja que voltemos à simplicidade
da natureza. Ela não quer que permaneçamos durante horas
e horas diante da televisão ou com o jornal na mão, ou emudecer-se
em casa com divertimentos ou jogos sedentários, mas que saiamos
a meditar nas maravilhas da natureza, para retornar a nós mesmos.
De modo especial, deseja levar-nos a agradecer a Deus por tudo o que Ele
nos concede.
Circundado por um acúmulo de dons assim evidentes, fora
e dentro de nós, deveria brotar continuamente do nosso coração
um agradecimento sem fim. Pelo contrário, freqüentemente, sai
apenas o lamento porque “me falta isto, me falta aquilo” e, por isso, o
contínuo “quero, dê-me”. Sim, o agradecimento é a primeira
palavra que deve dizer o homem inteligente. Jesus vem à Terra dizer
obrigado por nós na Eucaristia - ação de graças.
Além disso, o contínuo agradecimento torna-se sempre mais
admiração consciente e amorosa pelo dom e, portanto, afasta
o coração da transgressão e plenifica-o do desejo
de colaborar com a obra de Deus, esmagando todo egoísmo.
Agradecendo a Ele, vocês descobrirão o Altíssimo
e todos os bens que os circundam Primeiro o agradecimento, depois a descoberta
do quanto Deus é grande e grande é o Seu amor por cada criatura!
Não deveria ser o contrário? Primeiro a descoberta e depois
o agradecimento? Não, somente rezando, isto é, parando em
nossa corrida desatinada rumo às coisas que passam, nós nos
apercebemos do Infinito que está acima de nós, do Deus que
me perscruta e me conhece... Vós me cercais por trás e pela
frente e estendeis sobre mim a vossa mão, para fazer-me viver (Sal
138).
É verdade, portanto, filhinhos, que devem rezar para
serem capazes de compreender o amor e a bondade de Deus. Assim serão
também curados do ateísmo que gera em vocês solidão,
rancor para com o homem e tudo que se vê de negativo e, por último,
o desespero. O amor de Deus, descoberto e vivido, gera em nós alegria
e otimismo. Entre os dons do amor de Deus, descobertos na oração,
também Eu estou como um dom para vocês, acrescenta Maria ao
final, apresentando-se por aquilo que é, para que nós saibamos
aproveitar, com presteza, desta última prova de amor de Deus por
todo o tempo em que no-la deixa. don Angelo
Uma fala confidencial:
“A Santa Missa está
no centro
da minha vida”
Celebrou-se, em 27 de setembro passado, o 30º aniversário
do Decreto conciliar Presbiterorum Ordinis sobre o Sacerdócio. Na
transmissão eurovisão dedicada ao aniversário, foi
inserida uma fala confidencial do Papa, que nos deu o trecho talvez mais
importante da sua biografia. Eis os pontos mais fortes dela: “No próximo
1º de novembro entrarei no 50º ano do meu sacerdócio.
Pensando na história da minha vocação, devo confessar
que ela foi uma vocação “adulta”, se bem que, em um certo
sentido, foi preanunciada no período da adolescência. Depois
do exame final no Liceo Ginásio de Wadowice, em 1938 comecei a estudar
filologia polonesa na Universidade Iagollonica de Cracóvia, o que
correspondia aos meus interesses e às minhas predileções
de então. Mas estes estudos foram interrompidos pela Segunda Guerra
Mundial, em setembro de 1939. A partir de setembro de 1940, comecei a trabalhar,
primeiro em uma mina de pedras e, depois, na fábrica Solvay.
A vocação sacerdotal amadureceu em mim justamente
naquela difícil situação. Amadureceu entre os sofrimentos
da minha Nação, amadureceu no trabalho físico, entre
os operários, amadureceu também graças à direção
espiritual de vários sacerdotes, especialmente do meu confessor.
Em outubro de 1942, apresentei-me ao Seminário Maior
de Cracóvia e ali fui admitido. Desde aquele momento, mesmo continuando
o trabalho como operário na fábrica Solvay, tornei-me um
estudante clandestino da Faculdade de Teologia da Universidade de Iagellonica,
e fui admitido entre os alunos do Seminário Maior de Cracóvia.
Recebi a ordenação sacerdotal em 1º de novembro de 1946
das mãos do Cardeal Adam Stefan Sapicha, na sua capela particular.
O sacerdote é o homem da Eucaristia. No período
de quase cinqüenta anos de sacerdócio, o que para mim continua
sendo o momento mais importante e mais sagrado é a celebração
da Eucaristia. É marcante em mim a consciência de celebrar
no altar o Cristo em pessoa. Nunca, no curso destes anos, deixei a celebração
do SS. Sacrifício. Se isto aconteceu foi apenas por motivos independentes
da minha vontade. A Santa Missa é, de maneira absoluta, o centro
da minha vida e de cada dia meu.
* O Primaz polonês inclui Mediugórie entre os grandes
Santuários Marianos - Na homilia feita em Fátima, nos festejos
de 13 de outubro, o Cardeal Glemp disse, entre outras coisas: “Através
da Mãe de Deus e Mãe da Igreja, os homens se aproximam uns
dos outros. Os homens que se encontram em oração em Lourdes,
na França, em Saragozza, na Espanha, em Fátima, Portugal,
em Altotting, na Alemanha, em Einsideln, na Suíça, em Mediugórie,
nos Bálcãs; junto à imagem da Mãe da Misericórdia,
em Vilnius, na Lituânia, na casa de Maria em Loreto e da Mãe
das Lágrimas em Siracusa, na Itália, na montanha de Lewocza,
na Eslováquia, em Jasna Gora, na Polônia, e em tantos outros
lugares de oração não apenas renovam as próprias
energias espirituais, não só encontram-se com a paz divina,
mas refortalecem a vida de fé em suas famílias e fortalecem
os laços de amizade entre os homens, porque sem esses não
podemos fazer a sociedade crescer”.
Os leigos franceses
levam Maria peregrina
por toda a França
De Le Puy, o coração mariano da França,
ainda antes de Lourdes, que tem suas raízes na proclamação
de “Maria Mãe de Deus”, no Concílio de Éfeso (ano
430), iniciou-se, em 8 de setembro, uma peregrinação singular,
o Tour de France de la Sante Vierge. Durante um ano inteiro, ela levará
a 36 mil municípios e cidades da França 108, entre as mais
famosas imagens e ícones da Virgem Maria, que uma equipe de 90 artistas
cuidadosamente reproduziram com fidelidade. Participará também
a imagem do Santo Sudário de Turim. A iniciativa partiu da associação
Notre Dame de France, fundada por Edmond Fricoteaux, que conta com 22 mil
membros, que se empenharão, pela duração de 12 meses,
mantendo uma oração perpétua, dia e noite, em dois
santuários de Paris.
Por que esta peregrinação? É simplesmente
uma resposta ao convite do Papa a viver os últimos anos deste século
XX como um Novo Advento na espera do 2000º Natal de Jesus Cristo.
Daí a iniciativa de uma oração intensa pela unidade
e pela paz de todo o povo de Deus: um projeto de leigos, um projeto popular
ao alcance de todos, em particular dos pobres e pequenos.
Assim, num cortejo de carros enfeitados e iluminados, as imagens
e ícones de Maria percorrerão as ruas das cidades e vilas.
Serão distribuídos medalhas e terços (mais de 2 toneladas
deles já estão prontos). A passagem do cortejo será
acompanhada por noites de adoração e de oração
nas Igrejas, nos hospitais, nas prisões e nos salões municipais
que acolherão Maria, ou simplesmente em casas particulares. Todo
o país está envolvido: até a Peugeot já colocou
à disposição 108 viaturas destinadas a conduzir as
réplicas por 2 milhões de quilômetros, de um lado a
outro da França.
A iniciativa popular tem como objetivo reaproximar os 60 milhões
de filhos franceses de Maria, a Mãe que vem preparar os corações
para o reencontro de Jesus. E talvez prosseguirá, por outros 3 anos,
por outros países, inclusive Itália... até chegar
à gruta de Belém na noite de Natal do ano 2000.
Assim nos escreve a nossa correspondente francesa: “Maria pegou
o seu bastão de peregrino para fazer visita aos seus filhos. Tivemos
a graça da sua passagem por nossa casa, porque não fora acolhida
na paróquia... No primeiro Advento não havia lugar para eles...
No segundo Advento Maria passa de casa em casa, dos pequenos, dos humildes
que A ajudam a reconquistar a sua realeza na França. É o
último recurso de uma Mãe para socorrer-nos e reconduzir-nos
à vida”. (Nicola)
Algumas observações - Estas manifestações
têm o caráter de um humilde e sincero testemunho, não
de uma provocação que brote de triunfalismo e suscite fáceis
reações negativas. E mais, são os organizadores os
primeiros a distinguir entre devoção e devocionismo: Maria
deve levar a Jesus, à sua Palavra, à verdadeira conversão
do coração, à graça. A sua passagem dever ser
ocasião para um pleno retorno à Igreja. “Por isso, há
um esforço, por parte dos guias - reconhece o diário católico
A Cruz - de unir a iniciativa à luz da Bíblia e a uma tentativa
de evangelização mais profunda”. O verdadeiro e sincero ecumenismo
não deverá sofrer por isso, como alguns temem, porque esse
consiste no partilhar as riquezas comuns, como o papel de Maria no mistério
de Cristo, e não em nos empobrecer reciprocamente.
O papel de Maria na Igreja foi sempre percebido pelo povo, e
não é por acaso que, também desta vez, são
os leigos a fazerem-se dele promotores; deve dizer algo ao laicismo corrente
e a uma planificação pastoral, que não mais falam
ao coração. Maria vem encher as fontes secas para que, novamente,
o povo de Deus possa alcançar a abundância da vida.
Mas, assim como Maria, semelhante a Jesus, é sinal de
contradição e o demônio teme a Sua presença,
é fácil compreender como em torno disso tenha surgido uma
grande polêmica entre quem sustenta e quem contraria. Mas, diante
da mobilização de tantos corações sinceros,
os novos bem-pensantes, leigos e católicos, reagem: repreende estes
discípulos! Mas igualmente pronta, parece-nos a resposta: se esses
se calarem, as pedras gritarão! Mas ai de quem não reconhece
os tempos da sua visita (cf. Lc 19, 39-44). Nós estamos certos de
que a humilde Maria, com a ajuda dos seus pequenos, poderá obter
grandes vitórias sobre o seu adversário e fará retornar,
a seu Jesus, muitos filhos da França.
Acolher aquelas lágrimas...
No domingo, 19 de novembro, éramos 10 mil em Palatrussardi:
um só coração na escuta, na oração,
no cântico. Depois do primeiro terço da manhã e breves
colocações de Pe. Leonard e de Iélena, ficamos comovidos
com as reflexões de Pe. Pablo, pároco de S. Agostinho de
Civitavecchia, sobre os Mistérios Dolorosos. Dor externada também
por Maria, que aqui se apresentou com uma mão no coração,
para significar o amor, e a outra aberta, como a pedir oração
e conversão. E ainda: se o Papa não pôde ir a Mediugórie,
Maria veio ao seu encontro: de Mediugórie às portas do Vaticano.
Mas só poucos filhos A acolhem. Prevalecem os prejuízos,
as investigações científicas, os disparates dos meios
de comunicação. Não compreendemos que Maria quer ajuda.
Aquelas lágrimas zombadas e, enfim, cassadas, estão
pedindo ajuda; são sinal de imenso amor que deve ser recíproco...
Devemos parar com a oração da sanguessuga: dê-me, dê-me.
O Céu nos concede tudo e nós o que damos? Pe. Pablo depois
rezou com intensidade por muitos irmãos incrédulos, inclusive
religiosos.
Pe Jozo falou da Eucaristia, que não é um símbolo,
mas Corpo. Dentre outras coisas, disse que a conversão de cerca
de 20 mil anglicanos ao catolicismo está vinculada a Mediugórie:
creram na Eucaristia e não nos ritos vazios; invejam a nós
católicos que temos sacerdotes, verdadeiros ministros de Deus. O
valor imenso do sacerdócio e a tristeza das estatísticas!
Mas Deus é Onipotente, se Lhe dissermos “sim”, como Maria e os Santos;
se Lhe dissermos “não”, nada pode fazer. O dia terminou com a adoração
e Santa Missa concelebrada por quatorze sacerdotes. (Gianni Romolotti)
Em Civitavecchia fala-se de curas miraculosas: Sobre quatro
ou cinco dessas estão investigando os especialistas do Vaticano,
enquanto a Comissão Teológica continua os seus trabalhos.
No entanto, o fluxo de peregrinos continua. “Cada domingo -
explica o Bispo Dom Grillo (outubro) - chegam aqui cerca de 40 ônibus
e 4 a 6 mil pessoas todas as semanas. Agora, com a estação
fria, penso em quantos ficarão expostos às intempéries
durante a peregrinação. Muitos já se lamentam porque,
em volta da Igreja de Santo Agostinho (bairro Pântano), onde está
atualmente guardada a imagenzinha de Nossa Senhora, falta tudo, a partir
dos serviços higiênicos. É necessário um galpão
onde as pessoas possam parar para rezar, para escutar, para confessar-se...
“ Hoje (22 de novembro) tivemos a confirmação da chegada
de ainda muitos peregrinos: no domingo, chegam até 20 ônibus,
e nos dias úteis 2 ou 3 ônibus e muitos carros. Por isso o
semanário Il Carroccio (35010 Vigodarzere PD) fez-se promotor de
uma lista para oferecer ao Bispo o referido galpão (ccp 12471353).
Notícias da Terra
Abençoada
Viagem missionária
de Pe. Slavko
à América
e à Irlanda
Depois do encontro da Costa Rica do ano passado, 100 representantes
de 17 Países latino-americanos participaram do encontro, desta vez
em Quito, no Equador, sobre o tema “Com Maria, educadores para a paz” com
Pe. Slavko.
Em um local a 40 km de Quito, definido como o centro do nosso
planeta, depois do Rosário, renovaram a consagração
ao Imaculado Coração de Maria, em nome do mundo inteiro.
A Santa Missa vespertina foi presidida pelo Arcebispo José Mario
Ruiz Navas, Presidente da Conferência Episcopal do Equador. No segundo
dia, o Cardeal Bernardino Echeverria R., OFM, responsável pelos
movimentos marianos junto à Conferência Episcopal, disse na
homilia da Missa: “... Com a minha presença aqui, desejo confirmar
a minha certeza de que, dos grupos fundados depois de Mediugórie,
no Equador e no mundo inteiro, vem o impulso para a renovação
da Igreja...” No terceiro dia, a celebração da Eucaristia
foi presidida pelo Arcebispo de Quito, Dom Antonio Gonzales. Foi também
enviada uma carta ao Santo Padre.
Depois do Equador, Pe. Slavko Barbaric’ foi à Alemanha
e à Áustria. Os encontros de oração ocorreram
em Mônaco, Innsbruck e Passau. Particularmente comovente foi o de
Mônaco, ocorrido num local adjacente aos muros da fortaleza medieval
mais antiga. Esta ressoava de oração e de cânticos
em língua croata aprendidos pelos fiéis.
Na Irlanda: de Maria brotam vocações e fidelidade
à Igreja - Exatamente 10 anos depois do primeiro grande encontro
ligado a Mediugórie, ocorrido na cidade de Bannilasloe, Pe. Slavko,
em fins de outubro, participou de um grande encontro na mesma cidade. Os
irlandeses têm estado entre os primeiros a responder às mensagens
de Mediugórie e a vir como peregrinos: também este ano, todos
os domingos, da Irlanda pousava no aeroporto de Split um avião com
pessoas que permaneciam em Mediugórie por uma semana.
Os próprios sacerdotes falaram do começo: Pe.
Paddgy Devine, professor em Black College de Dublin, afirmou que em Mediugórie
aconteciam não só conversões individuais a Deus, mas
à Igreja, à unidade com os pastores. São muitos os
testemunhos pessoais de cura física e espiritual e aqueles dos sacerdotes
que, em Mediugórie, reencontraram o sentido da sua vocação.
Na primeira noite, o Bispo Kirby dj Clonfert celebrou a Eucaristia com
30 sacerdotes e, na homilia, sublinhou que a devoção mariana
é cristocêntrica e aberta às necessidades do homem.
Uma surpresa: dois jovens sacerdotes, Martin Carlez e Oliver Divine, que
eram rapazes há 10 anos, depois da peregrinação a
Mediugórie, encaminharam-se ao sacerdócio e agora trabalham
como capelães: agradeceram publicamente a Maria pelo dom da vocação.
* Na Nigéria, surgiu uma família de irmãs,
que se propõe viver e transmitir a mensagem de paz de Mediugórie.
O fundador, D. John Bosco Akam, reitor do Memorial Seminary de Enug, levou
a Mediugórie o próprio Governador e membros do governo, além
do Bispo Gonsum Ganaka (vede entrevista no Eco 118, pg. 1). Homem de excepcional
inteligência, escreveu: “Sou sacerdote e educo os seminaristas na
Nigéria. Nós somos uma Igreja jovem, de apenas 100 anos.
O meu povo tem sede e fome de Deus. A minha peregrinação
a Mediugórie foi uma graça incrível. Foi a mais bela
experiência que fiz na Europa. Devo dizer que fiquei profundamente
comovido pela devoção com que se reza. A guerra na Nigéria
terminou sem nenhuma explicação lógica, do ponto de
vista diplomático ou político. Somente a oração
do Rosário levou a paz à Nigéria. Como não
crer na força dessa humilde oração?”
* Na aldeia das crianças órfãs de guerra,
parcialmente terminada, entraram os primeiros meninos, assistidos pelas
irmãs franciscanas Escolásticas da província de Mostar,
que cuidam da sua educação. Muitos peregrinos de todo o mundo
patrocinam a realização desta grande obra.
* Pedimos aos chefes de grupo de peregrinos que avisem com antecedência
ao Centro de Informações de Mediugórie, pelo fax 00
387 88 642339, sobre a procedência, data de chegada e permanência,
número de seus peregrinos, para poder dispor para eles um adequado
serviço pastoral (Missas, encontros, etc.).
Para informações sobre programas espirituais do
Santuário e outros, pedimos que se dirijam ao Escritório
de Informações em frente à Casa Paroquial (tel 00387-88650400),
de segunda a sábado (das 10h às 14h), e não ao Escritório
paroquial.
* Para dirigentes de grupos de oração e Caritas
ligados a Mediugórie haverá um seminário de orações
e informações em Tucepi, no hotel Alga, a 3 km de Makarska,
do dia 17 a 21 de março.
(do Press Bulletin, Mediugórie)
* Notícias de família - Vicka tem um cuidado materno
para com sua mãe. Renunciou a seus compromissos para tomar conta
dela na França, aonde a acompanhou incógnita. Ivan e Laureen
tiveram, em 20 de outubro, a sua primeira criança: Cristina Maria.
Maria Pavlovic’ espera um filho. Viva a vida!
* A mensagem sobre a adoração ao SS. Sacramento
(25 de setembro) teve um incrível eco no mundo. Muitos padres testemunharam
que os peregrinos de Mediugórie relançaram em suas paróquias
a adoração, abandonada há dezenas de anos.
Um dia Nossa Senhora tinha pedido ao grupo de oração
de Iélena para ajudá-La com a adoração porque
devia realizar um plano muito importante. Todos aqueles jovens, de 15 a
20 anos, decidiram responder, dedicando as noites do sábado à
adoração, e o primeiro sábado do mês adorar,
por turnos, durante toda a noite, na pequena Capela das Aparições,
com Pe. Tomislav Vlasic’. Também Vicka e Maria Pavlovic’ participaram.
Dessa forma, Nossa Senhora pôde alcançar as suas vitórias,
como Ela mesma relatou ao grupo, dizendo “mais forte do que uma fábrica
atômica”.
Cristãos e... muçulmanos
acolhem Pe. Jozo na Oceania
Encontramos Pe. Jozo radiante e em plena forma depois do seu
retorno a Siroki Brijeg da longa viagem pela Oceania: 46 mil quilômetros,
67 horas de vôo e 25 encontros na Austrália, Nova Zelândia,
Indonésia e Malásia, por toda parte acolhido com grandes
manifestações em inglês, com a inscrição:
Seja bem-vinda, Maria, Mãe e Rainha da Paz.
E nos fala com entusiasmo das grandes concentrações
de pessoas, das quais cerca da metade ocorreram nas respectivas catedrais;
350 sacerdotes participaram dos encontros, 7 Bispos concelebraram e demonstraram
a sua estima e afeto. Dom Kennedy, que bem conhecemos, tinha dito à
Conferência episcopal australiana reunida em Perth: “Acolham Pe.
Jozo: ele faz hoje aquilo que nós deveríamos ter feito há
anos”. E se vê como estes Bispos o acolheram e como responderam às
centenas de protestos chegados de Mostar, via fax!...
Depois fala em particular sobre alguns encontros: em Wellington,
na Nova Zelândia, Auckland, Hobart. Em Melbourne (5 encontros), dois
seminaristas, cuja vocação desabrochou em Mediugórie,
e que dentro de 2 anos serão sacerdotes, deram o seu testemunho
aos sacerdotes e religiosos reunidos no Xavier College e na Catedral de
St. Mary. Não se contam os testemunhos de vocações
e de conversões recolhidos aqui e ali, como em Albury. Em Christchurch,
entre os fervorosos fiéis de Mediugórie da comunidade dos
Mauros, testemunhou a netinha do Chefe, curada de câncer em Mediugórie.
Da Missa celebrada pelo Bispo na Catedral, também participou um
piloto sérvio que confessou ser desertor para não ser obrigado
a executar missões de destruição.
Em Sidney (4 encontros), Pe. Jozo viu, com alegre surpresa,
Josip Dabic’, seu companheiro de cela na prisão de Foca. Depois
do encontro na catedral repleta de fiéis até o inacreditável,
um jornalista perguntou-lhe por que tanta gente espera vê-lo e encontrá-lo.
Pe. Jozo respondeu: “Certamente não por curiosidade, porque os meus
encontros duram no mínimo 5 horas e as pessoas permanecem até
ao fim: é porque estou com o Senhor e com Nossa Senhora”. Em Adelaide,
na Catedral de São Francisco, o Arcebispo, depois de ter dado as
boas-vindas a Pe. Jozo, fez belíssima homilia sobre o Rosário,
dizendo tê-lo aprendido desde criança na família; segurou-o
na mão durante toda a Missa e o aconselhou como arma segura na defesa
contra todos os males. Foi edificante o seu comportamento durante todo
o encontro; também permaneceu ajoelhado durante toda a Adoração.
Em Djakarta, país com 90% de muçulmanos, mas com
forte minoria católica, onde não é permitida propaganda
de outras religiões, Pe. Jozo obteve, das autoridades governamentais,
permissão para falar, depois que de Saraievo tiveram dele informações
seguras; foi acompanhado com honras até a catedral, muito pequena
para conter a multidão e falou a católicos e muçulmanos.
Uma mulher convertida em Mediugórie foi a alma do encontro, ocorrido
na esplanada e durou sete horas, entre palestras, orações,
Santa Missa, cantos e folclore.
Em Singapura, a Cidade Jardim, falou num grande estádio
diante de 35 sacerdotes e 5 mil pessoas (quanta devoção nos
homens!). O Bispo e o clero, antes contra, deixaram-se convencer pela mudança
ocorrida nos muitos peregrinos de Mediugórie e no aumento das confissões.
Notamos, de passagem, que nas cidades visitadas por Pe. Jozo,
Eco em língua inglesa é muito difundido, especialmente entre
os grupos de oração; e isto tem, sem dúvida, ajudado
a manter vivo o fogo de Mediugórie e a criar este clima.
A catequese de Pe. Jozo
na Oceania
Matteo Rossi, que acompanhou Pe. Jozo em toda a viagem, assim
tenta sintetizar a sua catequese:... A Rainha da Paz, a Bem-aventurada
Virgem Maria que aparece em Mediugórie, há 14 anos e 3 meses,
diz: Eu os escolhi, tenho necessidade de vocês, vocês são
importantes. Vi no mapa geográfico como a sua terra é longínqua
de Mediugórie, mas sinto como os seus corações e a
sua fé estão próximos e no abraço da Mãe
e Rainha da Paz. Cheio de alegria e de agradecimento ao Senhor, venho testemunhar-lhes
aquilo que vi e ouvi, para que a minha alegria seja também a de
vocês...
Visitando a Austrália e a Nova Zelândia, pude ver
imensas extensões de terras sem uma casa, sem um homem: só
vacas e ovelhas, enquanto na Europa e outras partes do mundo o homem não
tem espaço suficiente para viver porque milhões de pessoas
estão concentradas em territórios apertados. E o homem acredita
encontrar remédio para isso, limitando os nascimentos, legalizando
o aborto e a eutanásia. Na China definitivamente é obrigatório
abortar depois do segundo filho. Eu soube que, se for aprovada a lei, a
Austrália será o primeiro país do mundo a praticar
a eutanásia em grande escala. Esta mentalidade diz que estamos distantes
de Deus, que o nosso egoísmo é grande, que nosso amor está
em crise. Nossa Senhora em Mediugórie, por mais de 14 anos, convida-nos
à conversão, a mudar a mentalidade. Eis de que maneira: com
humildade aceite as mensagens e coloque-as em prática. O Santo Rosário
rezado com o coração cada dia e a Bíblia lida diariamente
permitem a mudança e a abertura do coração a Jesus
que diz: Estou à porta e bato.
O Santo Rosário e a Palavra de Deus obtêm para
você a graça de entrar no mistério da Eucaristia, para
tornar-se pão repartido para os irmãos. Ela nos convida a
enamorarmo-nos do SS. Sacramento, por isso não tenha medo de gastar
o seu tempo diante do Santíssimo, porque somente Jesus pode responder
às suas questões existenciais, esclarecer as suas dúvidas,
libertar a sua vida de toda a escravidão e dar-lhe a paz e o amor.
Nossa Senhora disse: Com a oração e o jejum vocês
podem parar até a guerra. Nestes anos tenho recebido fax de todas
as partes do mundo, de grupos que rezam e adoram pela paz. Vim agradecer
a todos aqueles que, entre vocês, continuaram a rezar pela paz em
minha terra. Sim, porque digo-lhes que, no dia 5 de agosto passado, no
dia do aniversário de Nossa Senhora, aconteceu um grande milagre,
fruto da oração de milhões de peregrinos.
Em Kraina, 100 mil soldados sérvios retiraram-se repentinamente
das zonas ocupadas, deixando toneladas de armamento, depósitos subterrâneos
de dez andares, cheios de armas e munições. Mas como se retiraram?
Ninguém sabe responder. Um medo não humano os colocou em
fuga. E a Croácia retornou aos seus territórios! Não
pela ONU, nem pela América, nem pela NATO, mas somente pelas orações
de vocês! Agradeço-lhes e peço-lhes que rezem ainda
pela Bósnia-Herzegovina. Aceitando e vivendo as mensagens de Nossa
Senhora, não nos tornaremos responsáveis por outros órfãos
da guerra. As mensagens de Nossa Senhora são a semente de uma vida
nova e melhor; de uma paz duradoura sobre toda a face da Terra. Agradeço-lhes
pela sua resposta e por tudo aquilo que vocês fizeram e farão
pelas crianças órfãs. Saúdo-os e espero todos
vocês em Mediugórie. (Matteo Rossi)
Para o Orfanato de Pe. Jozo: Matteo Rossi, cp 54, 54100 Massa,
ccp 10810547; ccb 5432/62, Banca Toscana, p.za Aranci, Massa.
Saraievo cercada, escola
de vida
* Assim escreve ao Glas Koncila (n. 42, p. 8), uma moça
de Saraievo, vinda, há dois meses, a Zagreb para estudar economia:
“Para vocês pode parecer estranho, mas estou muito feliz por ter
vivido em Saraievo durante toda a guerra. Aquele “teatro de morte” ou “campo
de concentração”, como chamaram a cidade, foi verdadeiramente
uma escola de vida. Seria bom que muitos passassem por aquela escola: a
vida sobre a terra seria mais bela.
Os jovens, por primeiro, conheceram o poder da fé e aprenderam
a viver a comunhão cristã. Eu os vi, cada dia, correr, freqüentemente,
sob a chuva dos projéteis e das granadas, correr à catedral
para a Missa, ou para rezar e cantar... Aprendi a crer firmemente e a confiar
no Senhor. Os pequenos croatas, muçulmanos e sérvios, dividindo
a mesma sorte, aprenderam a viver juntos, fraternalmente”.
* Seis jovens de Saraievo entraram para o Seminário de
Zara para tornarem-se sacerdotes. Um deles, Ivan, conta-me: “Antes da guerra,
nunca pensei tornar-me sacerdote. Agora estou sempre mais convencido de
que viver como sacerdote é para mim a única garantia de felicidade
terrestre e celeste. “Estes rapazes vindos de Saraievo são como
a alma do seminário”, disse-me um responsável.
“Quando estava partindo para Zara, acrescenta Ivan, nossos vizinhos
choravam, fossem sérvios ou muçulmanos, como se fossem minha
família. Em Saraievo está verdadeiramente nascendo um mundo
novo, divino”. (Frei Jerko Penava).
OS LEITORES ESCREVEM
Por falta de espaço, selecionamos apenas duas das belíssimas
cartas que nos chegam.
* Eco me traz notícias do mundo de Deus - “... Através
dos meios de comunicação, somos informados, minuto por minuto,
sobre todas as coisas horríveis que acontecem no mundo, mas não
sabemos daquilo que vem do mundo de Deus. Por isso, interessa-me muito
o Eco, porque me aproxima de todos os fatos transcendentes de que nos dão
notícia no boletim... Mandem-no para mim e eu difundirei muitas
fotocópias dele”. (Hebe Paullello de Monza, Argentina).
* Das Clarissas de Osimo: “... Agradecimentos infinitos, desejo
compartilhar com você e colaboradores do Eco a alegria que Deus bendito
comunica a mim e às 45 irmãs, por meio do seu trabalho. Colocamos
você e os colaboradores que Maria põe ao seu lado, no nosso
coração, especialmente durante a adoração diurna
e noturna: entre o Tabernáculo e o Altar eu sempre o encontro para
amarmos juntos o amor traspassado e abandonado...”
Sair da Igreja depois de 3 minutos da Comunhão? - Vem-nos
assinalado um triste hábito dos fiéis que comungam.
Na comunhão nós recebemos o Corpo e o Sangue de
Jesus e sabemos que a dissolução no corpo humano daquela
hóstia tão sutil ocorre cerca de 10 minutos depois. Naqueles
minutos, somos tabernáculos vivos de Jesus, que é Deus, hóspede
de nossa casa. De costume, entre a Comunhão e a despedida Ide em
Paz, transcorrem 3 minutos; logo depois os fiéis saem da Igreja,
talvez com ar desatento e distraído, falando também de coisas
banais, sem levar em conta o mistério que guardam.
É tolerável em pessoa de fé esta profanação,
que demonstra tão grande rapidez com relação à
presença de Jesus em nós? Que nos priva de um especial momento
de graça? Que pode servir de escândalo aos incrédulos
e aos fracos? Sabemos como reagia S. Filipe Neri diante daquela senhora
que saía logo da Igreja depois da Comunhão: ordenava aos
clérigos que corressem atrás dela e a acompanhassem com as
velas acesas, porque levava embora o SS. Sacramento.
Propomos aos sacerdotes um gesto autêntico, de qualidade,
fazendo prolongar o silêncio depois da Comunhão, para fazer
companhia a um hóspede tão grande, até cerca de 10
minutos. Que sugiram aos fiéis como usar aquele tempo, recordando
a Palavra ouvida durante a Missa, ouvindo os desejos do Senhor, confiando-Lhe
as ocupações do dia ou as pessoas ou acontecimentos, ou na
reza de um mistério do Terço, para que Maria agradeça
e reze conosco. Encontrarão uma surpreendente correspondência
da parte dos fiéis, que assim recuperarão a fé no
valor da Eucaristia e dEla experimentarão os maravilhosos efeitos
e as muitas graças unidas, com um inegável crescimento na
maturidade cristã. A quem tem, será dado!
* Maria cura servindo-se do Eco - Curioso, mas não demais!
Uma certa Marianna Di Battisti, antes da Missa na Comunidade Cenáculo
de Mediugórie, em 14.10.85, testemunhava o que Maria havia operado
em Teramo, onde reside, à Via Paladini, 47. “Era-me espontâneo
dar o Eco aos doentes do hospital e dizer-lhes: “Tenha fé cega,
ali estão as palavras de Nossa Senhora”. Assim, eu o entreguei a
um meu parente, Luigi Merletti, de 68 anos, que devia ser operado de câncer
uma semana depois. “Peça a Nossa Senhora através deste folheto”,
disse-lhe. Ele o pegou e se foi muito contente. Na segunda-feira seguinte,
ele foi submetido pela enésima vez aos Raios-X: Nada mais foi encontrado
nele.
“Assim também em 8 de agosto, encontrei no hospital uma
jovem senhora, Baffoni Giuseppina, angustiada porque não podia dar
à luz. Dei-lhe o Eco, dizendo-lhe: “Agora tome este boletim e creia
que Nossa Senhora a ajudará. Poderia dar à luz também
logo”. Eu lho dei às 13h. Às 16h tinha já dado à
luz sem dor. O mesmo aconteceu também a Merlini Loredana di Castelli
(TE), sua vizinha de leito.
A alegria e a felicidade daquela simples paroquiana, era compartilhada
com o ancião e bem conservado salesiano, Pe. Alfredo, de Taranto,
acompanhante da peregrinação: “Nossa Senhora quis me recompensar
com muita alegria por aquilo que fiz pelas suas lágrimas, levando
duas vezes os peregrinos de ônibus a Civitavechia”. Feliz fé
dos simples que Deus premia!
Eco inicia o 12º ano - Agradecendo a Deus e confirmando
o nosso trabalho com Maria, em 21 de novembro festejamos o 11º aniversário
do Eco, que se encontra afadigado mas feliz pela alegria que nos trazem
as muitas cartas de consenso, pelo empenho dos nossos colaboradores na
difusão, pela generosidade dos leitores mais dedicados (especialmente
italianos, franceses e alemães) que permitem, com o seu trabalho,
sustento regular das despesas, em cerca de 85 milhões por número
(este ano o preço do papel subiu o dobro). Assim tornam possível
a impressão e a difusão das 5 edições por nós
geridas (italiano, francês, inglês, alemão, espanhol)
sempre em crescimento, com quase 500.000 exemplares (dos quais 380.000
italiano), mais o financiamento de 3 edições do Leste (russo,
polonês, romeno). Com as outras 6 edições autônomas,
Eco alcança, ao todo, 750.000 exemplares.
Um agradecimento à Imaculada que dirige e abençoa
nosso trabalho. Que Ela prepare nosso coração para um Natal
de decisão por Cristo. No seu Imaculado Coração, abençoamos
vocês e também a nós, em Nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Villanova M. 26.11.95 don Angelo
IMPORTANTE: ECO é gratuito
e vive de contribuições espontâneas dos leitores. Envie
a sua, através de cheque nominativo ou depósito em conta,
para Servos da Rainha em seu Estado. Em nome de Nossa Senhora, agrademos
àqueles que já o fazem regular-mente.
* Protejam Mediugórie das mensagens
estranhas. Embora próxima do parto, Marija Pavlovic' veio a Mediugórie
para o aniversário. Ela repetiu aos peregrinos a sua preocupação
com relação aos grupos de oração de Mediugórie:
"Nós, videntes, temos percorrido, longamente, com Pe. Jozo, todas
as graças, as batalhas, os sofrimentos destes 13 anos; e estamos
de acordo sobre um ponto importante: é urgente proteger Mediugórie,
no mundo, e não misturar a sua mensagem com outras revelações...
Marija lembrou-se disso na Itália
e na América... Recordemos que o Papa tinha recomendado a Pe. Jozo:
Protejam Mediugórie! E a própria Nossa Senhora repete sempre:
Vivam as mensagens que Eu lhes dou aqui. (25.6.94)
* ... O pároco, Pe. Landeka, pediu
a todos aqueles que falam em nome de Mediugórie que o façam
em obediência à paróquia.
(Eco 114, pág. 3)