Mediugórie - Eco 125

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.95:

Queridos filhos! Também hoje Eu me alegro com vocês e trago-lhes o Menino Jesus para que Ele os abençoe. Convido-os, queridos filhos, para que a vida de vocês esteja unida a Ele. Jesus é o Rei da Paz e somente Ele pode dar-lhes a paz que procuram. Eu estou com vocês e os apresento a Jesus de uma forma especial, agora neste novo tempo em que é preciso decidir-se por Ele. Este tempo é o tempo da graça. Obrigada, por terem correspondido ao Meu apelo.

Como ficar unido a Jesus?
Como decidir-se por Ele
neste “novo tempo”?

1. No dia de Natal, Nossa Senhora veio com o Menino Jesus, muito, muito alegre - disse Maria Pavlovic’. A Rainha da Paz trouxe-nos Jesus, o Rei da Paz, para que nos abençoasse, isto é, transmitisse-nos a Sua paz: Paz na terra; paz que dará aos discípulos também na hora da paixão, para que nada os perturbe, para que nada os amedronte: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Esta é a paz que supera toda inteligência e que deve reinar nos nossos corações (Col 3).
É o dom que abrange todos os dons e faz repousar na segurança de Deus em qualquer circunstância: Shalom! É o dom que todos procuram, mesmo sem percebê-lo, porque somente Ele, o Rei da Paz, pode dar a paz que procuramos.
2. Por isso, Maria convida-nos para que a nossa vida esteja unida a Jesus, como os ramos à videira, porque, Sem Mim nada podeis fazer... Para permanecer nEle é preciso que as Suas palavras permaneçam em nós (Jo 15). Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós viremos a ele, e nele faremos a nossa morada (Jo 14). A isso se chama, comumente, viver na graça de Deus. Mas é preciso recorrer às fontes da graça: a oração e os sacramentos. Corramos aos sacramentos: à Eucaristia, para unir-nos na oferta de Jesus e vivê-la em nós. Que a sua Palavra se torne alimento da nossa vida.
Procuremos adorar para tornar-nos amigos e enamorados dEle; recorramos à confissão, porque o seu perdão nos renova sempre; prostremo-nos aos pés da Cruz, para aprender a amar como Ele e abraçá-la a cada dia. Do contato vivo com Jesus, saímos renovados, compreendemos o que Deus deseja de nós e recebemos a força de cumpri-lo, multiplicando-se o tempo e as energias para muitas boas obras, sem perda de esforço.
3. Maria, como sempre, assegura-nos estar conosco e apresenta-nos a Jesus para sermos protegidos e fortalecidos por Ele. Mas por que, justamente neste novo tempo em que é preciso decidir-se por Ele? Este novo tempo é o tempo da grande provação, em que a Mulher, juntamente com os seus filhos, está combatendo contra o dragão (Apoc 12,13.17). O demônio, sabendo que tem pouco tempo, realizará sinais e prodígios enganosos (bem o vemos!)... a ponto de seduzir, se isso fosse possível, até mesmo os escolhidos; enquanto o Filho do Homem reunirá, dos quatro cantos da terra, os Seus servos, assinalados com o selo do Deus vivo (Mt. 24, 24; Apoc. 7, 3; 20, 8 - 9).
É necessária uma decisão para unir-nos a Ele: Quem não está comigo, está contra mim (Mt. 12, 30). Porque somente Cristo vence e, então, venceremos com Ele. Se ficarmos unidos a Ele, Ele mesmo cuidará de nós e conduzirá nossa vida pelo caminho espaçoso, preparará tudo para nós, cumulando-nos de paz e de abundância, de força e segurança. Se nos decidirmos por Ele, qualquer estrada se abre: Provai e vede quanto o Senhor é bom (Sl. 33)! Quando acolhemos Jesus na barca, toda tempestade se acalma. Dizemos, também, o nosso Eis-me aqui! e tudo Ele realiza. Decidam-se, também vocês, pelo amor (20.11.86).
Esta decisão é também para estar com a Igreja neste tempo de perturbação: porque os dias são maus (Ef. 5, 16), e para estar fora do dilúvio iminente, é preciso, decididamente, subir à arca da salvação preparada por Jesus. Aqui não se trata de uma igreja ideal que termina tornando-se seitas de divisão, de acordo com o plano de Satanás; mas da Igreja visível, a católica de Roma, chamada pelos Santos Padres de Presidente da caridade, em obediência filial ao Papa, símbolo da unidade de todos os membros de Cristo. Quem permanece fiel ao Papa será salvo da confusão geral que já começou, porque as forças do inferno não prevalecerão contra a Igreja de Pedro.
4. Este é tempo de graça. É, verdadeiramente, uma graça, cada dia da presença e da condução de Maria, que dura há anos e nos conduz pela estrada segura. Reconheçamos o tempo da sua visita, para não ficarmos excluídos da sua paz (Lc. 19, 42. 44). Neste tempo de grande apostasia, o céu está aberto por seu mérito, e chovem as graças. E verão obras bem maiores do que estas. Sabe-o bem quem confiou, quem acolheu o seu apelo. d. A.

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.1.96:

Queridos filhos! Hoje, convido-os a decidirem-se pela paz. Peçam a Deus que lhes dê a verdadeira PAZ. Vivam a paz em seus corações e compreenderão, queridos filhos, que a paz é dom de Deus. Queridos filhos, sem amor vocês não podem viver a paz. O fruto da paz é o amor e o fruto do amor é o perdão. Eu estou com vocês e convido-os, a todos, filhinhos, para que, em primeiro lugar, perdoem na família e, então, serão capazes de perdoar aos outros. Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo.

Pela paz na família e
nas comunidades

Telefonando de Kampala (Uganda), onde chegou, no curso da sua missão na África, Pe. Slavko explicou, em seu costumeiro estilo simples e concreto, a mensagem que é seqüência daquela de Natal, em que Maria nos convida a ficar unidos a Jesus para ter a paz.
1. Agora, na primeira mensagem do novo ano, Maria convida-nos a que nos decidamos pela paz. Sem esta decisão, nada acontece. Nem mesmo Deus pode dar-nos a paz, se não nos decidirmos por ela. Com a paz vêm o respeito, a defesa, o amor, o serviço a toda vida, como disse o Papa na Evangelium Vitae.
2. Mas há uma segunda condição para se ter a paz: pedir a Deus que nos dê a paz, porque Ele é a verdadeira paz e também pode concedê-la. Às vezes, esperamos a paz de outras pessoas ou de situações diferentes, mas a verdadeira paz é dom de Deus: Deixo-vos a minha paz. Abandonemos qualquer esperança de obtê-la em outra parte e aproximemos o coração ao que nos diz Maria. Mas se, mesmo com a oração, a Missa e o jejum, não obtivermos ainda a paz? É porque, apesar de tudo, não houve uma decisão radical e uma oração constante.
3. Presentemente, Maria nos fala das conseqüências da paz em nós. Da paz vem o amor. Se não existe amor, não pode haver paz, e vice-versa. E do amor vem o perdão. Assim, o nosso desejo de paz deve abranger todas as pessoas e os acontecimentos com que nos relacionamos. Não se pode querer a paz, excluindo o amor e o perdão. A nossa decisão não pode estar dividida: é a decisão por Deus e por tudo o que Ele deseja.
4. Nossa Senhora está conosco e, como Mãe, olha para coisas bem concretas. A paz deve começar, em primeiro lugar, na família, com o perdão aos nossos familiares. É um engano admitir ter paz e amor para com os outros, não os exercendo com a própria família ou com a comunidade. Aqui é mais difícil perdoar e dar o abraço da paz, especialmente a quem nos ofendeu. (Em certas comunidades, os jovens procuram dar a paz justamente a quem fora motivo de antipatia ou de intrigas). Aqui é preciso ir além, com as pessoas com quem vivemos ou trabalhamos; depois, o resto será mais fácil.
Deus, certamente, deseja dar-nos a paz, mas é preciso a nossa colaboração, como dizia Santo Agostinho: “Quem te criou sem ti, não pode salvar-te sem ti”. Esta mensagem será também o nosso programa para a quaresma, servindo de estímulo e motivo para a cura de muitos relacionamentos na família e na Igreja, e para novos contatos com os irmãos.

“Demos às crianças um futuro de paz!” depois de tantas violências

Depois da carta do ano passado, dedicada às crianças, eis a mensagem que o Papa entregou-lhes, sobre este tema, no dia da paz, em 1996. Ele se dirige “aos homens e às mulheres de boa vontade, convidando cada um para ajudá-las a crescer num clima de paz autêntica: é um direito delas, é um dever nosso.” Em seguida, com tristeza, observa como os direitos à vida inocente têm sido violados nos anos passados.
(Nos últimos dez anos, um milhão e meio de crianças foram mortas nos conflitos armados, quatro milhões tornaram-se inválidas, cegas ou com lesões cerebrais; cinco milhões refugiadas, doze milhões erradicadas de suas terras; muitas torturadas ou obrigadas a assistir a violências de todo o gênero; muitas utilizadas pelos grandes para a prática de violências... Em Ruanda, até meninos se tornam executores de colegas a golpes de facão. Sem falar de fome, doenças, abandono, pragas comuns dos povos pobres). Mas quantas outras formas de violência, freqüentemente menos potentes, e nem por isso menos terríveis...
“Convenientemente ajudadas e amadas, as próprias crianças são capazes de tornar-se protagonistas de paz, construtoras de um mundo fraterno e solidário...
Se a família é o primeiro lugar no qual elas se abrem para o mundo, essa deve ser para elas a primeira escola de paz... É necessário que elas aprendam a história da paz e não somente a das guerras vencidas ou perdidas. Ofereçam-se a elas, portanto, exemplos de paz e não de violência! A paz é dom de Deus, mas depende dos homens acolhê-lo para construir um mundo pacífico. Eles conseguirão acolhê-lo somente se tiverem a simplicidade de coração das crianças. É este um dos aspectos mais profundos e paradoxais da mensagem cristã: tornar-se pequenos. Antes de ser uma exigência de moral é uma dimensão do mistério da encarnação...”
“As crianças da Terra - disse o papa na praça de São Pedro, no dia 1º de janeiro de 1996 - são rebentos do terceiro milênio: elas imploram para o seu amanhã o fermento de paz, a herança de um mundo unido e solidário. Que o mundo, tão necessitado de paz, se disponha a escutar seus rogos! Os pequenos encarnam as esperanças, as ansiedades, as potencialidades do convívio humano; são testemunhas e mestres de esperança, sentimento por eles vivido com alegre entusiasmo. Não apaguemos, de seus corações, a esperança; não sufoquemos suas expectativas de paz!”
Audácia de testemunhos
em clima de entrega

Apresentamos um extenso trecho de uma entrevista com Pe. Daniel-Ange, verdadeiro testemunho da atualidade, fundador da escola de evangelização ”Juventude-Luz”, que atua em todas as partes do mundo para firmar a juventude na fé, após ter passado 13 anos no deserto africano e 8 como eremita nos Alpes da Provença.

O Papa ou a coragem dos profetas
Pergunta: O que se espera da ida do Papa à França no próximo ano, para o encontro internacional dos jovens?
Resposta: Eu espero um fantástico despertar da fé na Igreja da França. Tudo depende da preparação que os Bispos fizerem. É uma graça extraordinária: vamos querer aproveitar? Eu, que sou de origem belga, fiquei dolorosamente impressionado diante da frieza com que o Papa foi recebido na Bélgica: é o sinal da decadência da Igreja na Europa.
Mas os últimos textos de João Paulo II - sete documentos em 18 meses - são um sopro extraordinário: neste entusiasmo juvenil do Papa encontramos a inspiração dos Padres da Igreja. São textos que dão o tom do terceiro milênio. Porém, numa igreja superlotada, encontrei somente duas pessoas que tinham lido Evangelium Vitae, este magnífico hino à vida contra a cultura da morte. O mesmo poderíamos dizer para as duas obras-primas Ut unum sint e Orientale lumen.
P. O que é mais perigoso para a Igreja: o Totalitarismo do tipo clássico, como o comunismo, ou o materialismo prático do Ocidente atual?
R. É o totalitarismo desta ideologia de morte que João Paulo II diagnosticou em Denver e na Evangelium Vitae. Trata-se de um fenômeno comparável ao nazismo, quase com a mesma origem. Constata-se aqui uma falta de coragem na Igreja. Neste contexto de covardia, João Paulo II traz um nítido contraste porque ele tem a audácia dos profetas.
P.: A encíclica “Evangelium Vitae” alerta para a desobediência civil perante fenômenos como o aborto e a eutanásia...
R.: Nós somos destinados ao martírio (no sentido de testemunho dado diretamente): porque, como cristãos já estamos isolados no coração da sociedade. João Paulo II nos convida a imitar os mártires dos Países do Leste, cuja coragem, como testemunhas da fé, abriu uma brecha no muro do comunismo. A geração de hoje é chamada ao martírio, rejeitando namorar a ideologia de morte do ambiente. Nas escolas, freqüentemente, os jovens cristãos são desprezados, escarnecidos, etiquetados como crentes e, às vezes, não aprovados nos exames.
P.: Não existe hoje uma forma incruenta de martírio, mediante o linchamento moral ou através da “mídia”?
R.: Existe. De fato, João Paulo II evoca o martírio em todos os seus textos. Em 1989, chegando a Santiago de Compostela, disse desejar honrar os mártires. E, recentemente, na Orientale Lumen, teve a ousadia de propor aos ortodoxos a canonização coletiva dos mártires do comunismo. Já voltamos ao tempo dos primeiros cristãos, com novos modelos de coragem. A multiplicação dos processos de canonização é importante: declarar santa uma pessoa, é isto que faz as estrelas brilharem na nossa noite.
A castidade, milagre da graça
João Paulo II é muito zeloso ao declarar santos em cada igreja local e em cada estado de vida. Cada canonização que realiza tem um sentido preciso. Canonizar os mártires do comunismo e do nazismo: isto valoriza a coragem. Uma pequena coisa, como o caso do Bispo Gaillot, faz esquecer a Igreja do Céu. No mundo ocidental há uma conspiração de total silêncio sobre Deus. E, no entanto, do estar com Deus depende a nossa verdadeira felicidade. Mas, como dizia Soljenitzin, o mundo esqueceu-se de Deus.
P.: Quais anticorpos podem ser encontrados contra os atuais vírus da morte?
R.: Sem o Espírito Santo o mundo atual está tão endurecido e não pode mais continuar. Em Ruanda, no meio do inferno, aconteceram milagres de santidade: pessoas foram mortas enquanto cantavam o Magnificat e, vários meses depois, seus corpos foram encontrados intactos. Precisa-se voltar aos dons e aos carismas do Espírito Santo, especialmente em matéria de castidade, para recriar uma vida cristã. Nestes tempos, encontramos juramentos coletivos de castidade total feitos por milhares de jovens nos EUA, no Canadá, no Brasil, na Polônia, na Itália. Tais fenômenos são silenciados por grande parte da mídia. Hoje, é impossível manter-se casto sem um milagre da graça, isto é, sem a intervenção pessoal de Deus. Não é possível ser cristão humanamente, só o é divinamente. Desta forma, será possível vencer o conformismo do ambiente pagão.

Foi perguntado a Iélena...

Iélena Vasili passou as festas natalinas em Mediugórie e agora voltou a Roma para concluir os estudos teológicos na Universidade Dominicana de Angelicum. Estão com ela a irmã e a prima. Impressiona aos que a escutam pela sabedoria e pela grande profundidade. À minha pergunta “O que lhe ensina a Gospa neste tempo, durante as locuções interiores?“, respondeu-me:
“Deus está presente em todos os momentos da nossa vida, nas menores ações do nosso dia e também nas coisas materiais e aparentemente mais insignificantes. Ele Se nos dá plenamente em cada segundo e nós, indevidamente, limitamos a nossa atenção e acolhida a Ele somente a horários marcados. Certamente há momentos em que devemos parar para Ele, mas não cessemos de estar abertos a Ele a cada segundo. Então seremos enriquecidos pelo constante dom que Ele nos faz de Si próprio e até o menor instante será pleno de grande valor. Assim vivia a Virgem na terra: uma comunhão contínua com Deus”.
Toda mulher, de muitas maneiras, é chamada à maternidade - Iélena, agora com 23 anos, ainda não se decidiu sobre o futuro. “É importante - disse ela - que eu viva plenamente o presente. Eu não me preocupo, absolutamente, pelo futuro, porque Deus o conhece. Casando-me ou não, não tem importância para mim e não me preocupo, porque Deus já preenche totalmente o meu coração. Cada mulher é chamada à maternidade e esta é a razão para ela; mas existem mil maneiras de viver esta maternidade, não somente a carnal. Eu aprendo de Maria a ser mãe de almas, mesmo diante dos livros. O mundo não compreende esta realidade e assim morre por falta de maternidade...”. (irmã Emmanuel)
Notícias da terra abençoada

A vila dos meninos órfãos,
em Mediugórie

Uma descoberta das mais felizes reservou-nos a visita ao vilarejo para as crianças órfãs, que está surgindo num grande espaço a cerca de 2 km depois da escola de Mediugórie. São 4 as primeiras casas, bem construídas, funcionais, cada uma com 9 leitos, com serviços independentes. Numa delas, Pe. Slavko celebrou a Santa Missa, rodeado por um grupo de crianças e de adultos, as primeiras estando acompanhadas por quem as assiste: umas vinte pessoas, num clima muito familiar. Em seguida, a alegre comitiva levou, para cada casa, uma imagem benta da Rainha da Paz, o que foi acompanhado pela bênção do ambiente. Os menores, que se deixavam levar afetuosamente pela mão, tinham chegado em estado lamentável, diz-se. Agora encontram-se renascidos, bem aclimatados e felizes.
“Em janeiro de 1995 - diz-nos Pe. Slavko Barbaric’, responsável pelo projeto - iniciamos os trabalhos no vasto terreno de 41.000 m2, comprado da Prefeitura de Citluk, para construir uma vila destinada a órfãos e crianças abandonadas. Chamá-lo-emos “Vilarejo da Mãe” por uma razão muito simples: hoje a mãe está em crise e dela vem a crise da criança. Existem muitas crianças abandonadas, seja por causa da guerra, seja pelos conflitos na família. Agora, 4 casas já estão terminadas e 2 já estão habitadas; outras crianças estão chegando. Três irmãs e a mãe de um franciscano ocupam-se delas.
Estamos construindo também uma grande creche que será freqüentada pelas crianças da Paróquia e pelos órfãos igualmente, para que seja superada a mentalidade de gueto. Em seguida, haverá também uma casa para as irmãs, a Capela e um prédio para a administração. Terminadas estas, faremos também outras casas para os órfãos, uma para mães solteiras e, talvez, uma para idosos. As casas até então construídas têm os seus nomes escolhidos pelos benfeitores: Betlehem (peregrinos belgas); Bleuttenbactter - Rebentos (Vacallo Suíça, fundação para a infância); Lichtenstein - Pétalas; Licht Mariens - Luz de Maria (Áustria). A creche será chamada Santa Teresa do Menino Jesus, doação dos amigos das crianças que não desejam ser identificados. Na grande área surgirão, também, quadras esportivas, jardins e tudo quanto um vilarejo precisa.
A mensagem da paz é um convite a criar boas condições para a vida: “onde se respeita a vida, onde ela é amada, é defendida e servida, ali começa a paz “(João Paulo II na encíclica Evangelium Vitae). Como e quando estará tudo concluído dependerá da bondade dos benfeitores. Até agora, tudo caminha bem.
(Para contribuir com a obra: Pe. Slavko Barbaric’, Zupni Ured, 88266 - Medjugorje, Bósnia-Herzegovina, via Croatia).

Retiros espirituais na Casa Regina Pacis - É uma das mais belas respostas aos convites de Nossa Senhora. Com a iniciativa de Pe. Slavko, desenvolvem-se, já há dois anos, “seminários” de cinco dias em que se vive em retiro na escola da Virgem, em oração e jejum a pão e água. Muitos são os frutos desta nova experiência, de acordo com os jovens que dela participam. A Virgem, às vezes, através de algum vidente, tem expressado a Sua satisfação, vendo os jovens atentos para ajudá-La em seus planos.
Cerca de 250 pessoas, principalmente jovens, prepararam assim o Natal de 1995, em cinco encontros sucessivos. Outros três encontros já estão programados para a Quaresma: de 26.2 a 2.3; de 10 a 14.3; de 31.3 a 6.4, iniciando-se às 16 h e terminando às 12 h, com tradução para as diversas línguas.
Para participar, dirigir-se a Zupni Ured, 88266 Medjugorje - Bósnia-Herzegovina, Via Croatia: Fax (387)88 642 339.

Curada depois da comunhão
Eis um dos muitos testemunhos de curas operadas pelo poder de Deus em Mediugórie e transmitida a nós pela senhorita inglesa Eolleen McHugo: “Sofro de artrite reumatóide há 21 anos. Em 1994, fiquei no hospital por mais meses; recebi muitos cuidados, sem qualquer melhora. Em 1995, além de uma profunda depressão e dores agudas, durante alguns meses, fui obrigada a permanecer numa cadeira de rodas. Com alguma melhora, continuava sofrendo dores mais ou menos agudas: subia as escadas com muita dificuldade porque não era capaz de dobrar bem os joelhos e não podia permanecer de pé por mais de 10 minutos. Não conseguia levantar os braços sobre os ombros, nem mesmo para pentear-me.
Estava sem forças; sentia-me inútil e um peso para a família. Cheguei a Mediugórie em 6 de outubro. A viagem parecia-me uma tortura interminável, tanto que os tornozelos e as mãos estavam inchados e quase pretos. Na manhã seguinte, fui à Missa com muita dificuldade. A dor estava ainda mais forte e eu me perguntava como poderia resistir a uma hora de Missa. Porém, depois da comunhão, senti a dor descer ali, como uma chuva leve, da cabeça aos pés. Desejava ficar de pé e estirar-me.
Uma vez fora da Igreja, sentia-me leve como uma pluma. Chorava e dizia a meu pai: “Acho que algo de especial me aconteceu na Igreja. Veja, consigo dobrar os joelhos”. Levantei os braços até sobre a cabeça; depois, experimentei subir as escadas; subi e desci e, depois, corri com as mãos levantadas sobre a cabeça. Abracei os meus pais; choramos e agradecemos ao Senhor pelo seu Amor misericordioso. Naquela mesma noite, subi ao Krizevac’, até ao pé da Cruz e agradeci ao Senhor”. A Redação
* Pe. Slavko, acompanhado por Miriana, partiu, em 15 de janeiro, para a África: a primeira escala ocorreu na Ilha Maurício, muito sensível a Mediugórie, depois que o Cardeal Margeot visitou o nosso Santuário; em seguida, prosseguiram para a IIha da Reunião. No dia 22, Pe. Slavko, sozinho, esteve em Uganda, onde visitou muitas cidades. Também ali, o Cardeal Wamala semeou bem, depois da sua visita a Mediugórie no ano passado.
* Vicka, por causa de sinusite persistente, não pôde subir, em dezembro, à Colina, para as costumeiras aparições da terça-feira e da sexta-feira. Para ela vale o que Nossa Senhora pediu em setembro: Rezar juntos os Mistérios Gozosos diante da Cruz, em família ou em comunidade, segundo Suas intenções; e está triste porque nós não o fazemos.
* Em meados de janeiro, Irmã Elvira, da comunidade Cenáculo, partiu para o Brasil, onde permaneceu duas semanas, dando início a uma nova fundação para acolher meninos carentes. Em seguida, viajou para a Flórida, onde, em Miami, abriu outra comunidade Cenáculo, a de S. Agostinho.
* Pe. Iozo retornou cansado da sua viagem do início de dezembro à Inglaterra, onde falou das mensagens de Maria e do seu papel na Igreja, atualmente. Foi recebido em todos os lugares com muita atenção. Encontrou-se, privadamente, com o Bispo anglicano Frank Seargent e com o responsável pelas relações ecumênicas internacionais, Dr. Richard Marsh, que lhe mostrou seu rosário vindo de Mediugórie.
Falou na célebre Igreja anglicana de S. Martin des Champs, no coração de Londres, onde o padre Fr. Robert Llewelyn encerrou o encontro da noite dizendo que na sua paróquia existem dois grupos do rosário: “Não desejamos que sejam apenas os católicos a possuírem as coisas melhores”. Outros testemunhos demonstraram o interesse dos anglicanos pelo Rosário. Depois do ano das grandes viagens, Pe. Iozo não tem por enquanto outros programas: poderá dedicar-se melhor aos peregrinos.
* A confissão faz desaparecer a lepra... - Recordemos o convite de Maria: Dediquem à reconciliação o primeiro sábado de cada mês (1983). Reconciliação significa que deve desaparecer também toda sombra de rancor, de tensão ou de divisão com os irmãos: perdão total. Assim a confissão pode fazer milagres.
Eis o que aconteceu a Pascal, um francês de 42 anos, que havia abandonado a Deus e a Igreja logo depois da primeira comunhão. Tocado por uma conferência sobre Mediugórie, depois de perder a mulher, “fui confessar-me e o padre teve que ouvir 30 anos de horrores... Mas qual não foi o meu assombro ao constatar que estava curado também da minha doença: uma acne purulenta, com infecções na pele, no rosto e no peito, que produziam furúnculos e pústulas com sucessivas cicatrizes: 9 anos de sofrimento sem qualquer remédio. Agora, depois da confissão, tudo desapareceu sem deixar marcas, a não ser raras cicatrizes. Atualmente, rezo e vou à Missa todos os Domingos; desapareceu completamente o ódio que tinha contra todos e experimento uma grande alegria no fundo do coração”.
* Os peregrinos propõem aos videntes muitas perguntas sobre questões atuais a serem feitas a Nossa Senhora: divorciados casados uma segunda vez, homossexuais, casamento de padres, sacerdócio para mulheres; da reencarnação à fé muçulmana e budista; das profecias catastróficas ao retorno de Cristo; das aparições ao aborto, ao ecumenismo, etc. Maria, que partilha os sofrimentos dos corações, disse no passado: No Evangelho vocês têm todas as respostas... façam o que ensina a Igreja. Sobre todas estas questões, a Igreja já se pronunciou claramente: Ela possui o mandato de Jesus. Nada mais há a acrescentar. Todas as famílias deveriam ter o Catecismo da Igreja Católica, uma das mais belas obras do Pontificado de João Paulo II. Quanto ao S. Padre, Maria no-lo apresentou como o mais dileto dos meus filhos, que Eu mesma escolhi para estes tempos (25.8.94). (do diário de Irmã Emmanuel)
* A festa da Imaculada atraiu grande número de peregrinos, principalmente da Croácia, Itália, América, França, Alemanha, Áustria, República Checa, Eslováquia, Polônia, Bélgica e Argentina e muitos portadores de ajuda. À tarde, na Colina das Aparições, foi rezado o Rosário da Paz em 9 idiomas. A televisão italiana (Rai-TV) preparou, durante alguns dias, reportagem sobre Mediugórie e sobre a comunidade Cenáculo, com comoventes testemunhos dos jovens, transmitida na Itália no dia da Epifania.
* Pelo Natal havia uma grande atmosfera de paz entre os fiéis vindos de todas as partes do mundo. Os mais numerosos eram da Itália, França, América, Áustria e Alemanha. Cerca de 3.000 fiéis participaram da vigília de orações iniciada às 22 horas, terminando com a Santa Missa celebrada à meia-noite. A Tv croata, a “Associated Press” e a Reuter transmitiram as funções litúrgicas, participando delas vários ministros do governo croata.
* No fim de ano, 3000 jovens, vindos principalmente da Itália e dos Estados Unidos, reuniram-se às 22 horas para a vigília animada de maneira impressionante pelos jovens da comunidade Cenáculo; depois, acolheram no silêncio o ano novo e participaram da Missa que terminou a 1h 30m. Cerca de 40 jovens prepararam o ano novo com retiro na Domus Pacis.
* O seminário de oração e informações, que se realizará no Hotel Alga de Tucepi, começará às 19h do Domingo, 17 de março, com a Missa de Pe. Leonard Orec’ e terá programa muito intenso de 3 dias. Todas as manhãs, terá início com a oração às 7h 30m. Às 9h, conferência seguida de trabalhos dos vários grupos lingüísticos e, por fim, encontro com o conferencista; às 12h 30m, almoço; às 15h, conferência seguida de conversa com o conferencista; às 17h 15m, Rosário; às 18h, Santa Missa e, depois do jantar, adoração ou encontro com os padres de Mediugórie (Pe. Slavko, Iozo, Milienko, Ivan).
Os temas tratados: A Palavra de Deus nas mensagens de Nossa Senhora (Kurt Knotzinger); Com Nossa Senhora no terceiro milênio (Pe. Liudevit Rupcic’); Grupos de Oração no movimento espiritual mariano (Pe. Slavko); Colaboração entre os vários centros (Pe. Milienko Stoic’), etc.
Terminará na quinta-feira do dia 21, com a partida para Mediugórie às 9h, onde haverá entrevista à imprensa, almoço e visita à Colina das Aparições e à Comunidade Cenáculo.
* Pe. Slavko na Itália - Convidado por amigos de Mediugórie, juntamente com Maria Pavlovic’, participou, a partir de 13 de novembro, de encontros de oração em Trezzo d’Adda, no Santuário de Montenero junto a Livorno, em Ptrato, em Bolonha (Igreja de S. Martinho), com grande participação de fiéis e testemunhos da vidente Maria.
Além disso, presidiu um “seminário de oração em Cervia, de que participaram 200 pessoas. O encontro teve início em S. Pedro in Bagno (Forli), a paróquia de Carmelo Puzzolo, autor das estações da Via-Sacra do Krizevac’. O encontro deveria terminar na colina próxima, onde foram colocadas cópias das mesmas estações mas, por causa do mau tempo, continuou na Igreja, onde o próprio artista e a mulher deram magníficos testemunhos pessoais. (do Press Bulletin)
A VIVÊNCIA DOS SACRAMENTOS
para tornar-se Igreja viva
A respeito deste tema, Pe. Tomislav Vlasic’, acompanhado por alguns membros da comunidade “Kralica Mira...”, dirigiu, em Numana (AN), de 3 a 6 de janeiro de 1996, um encontro para formação das almas oferecidas. Não obstante algumas dificuldades de natureza organizacional, 700 pessoas lotaram os locais destinados ao encontro, percorrendo nos 3 dias, como de costume, as etapas do tríduo pascal (eucaristia, penitência e vigília da ressurreição). Desta forma, as almas ficaram em condições de distanciar-se gradualmente dos “rumores do mundo” para mergulhar totalmente em Deus. Surgiu uma atmosfera plena de silêncio e de recolhimento, favorecida pela adoração noturna ao SS. Sacramento e abundantes e palpáveis graças..
Pe. Tomislav procurou tornar vivas as realidades das graças presentes nos sacramentos e indicou como o homem de hoje pode aprender, com a ajuda deles, a caminhar na Igreja, através da força vivificante que a própria Igreja recebeu do Senhor.
O Batismo não é algo de abstrato, mas uma realidade concreta, viva e presente em nós que somos chamados a experimentar para que não permaneça somente um conceito entre as nuvens. A Imaculada constitui o exemplo por excelência desta realidade viva: Ela responde plenamente a Deus, mas o faz através do nevoeiro da incompreensão. A sua abertura torna-se, no entanto, o lugar onde é concebida a vida divina. Por isso, o Batismo encontra imagem no Advento e no Natal: no Advento, as almas se abrem a Deus para preparar o lugar ao novo nascimento de Jesus e a novo banho na água da Graça.
Nos sacramentos, que deveriam ser vivos nos cristãos, está sempre presente uma dinâmica tal como é dinâmico o amor de Deus: Esse não conhece a condição de paralisia nem de letargia. Esta dinâmica conduz-nos a caminhar incessantemente na Luz divina também através do sacramento do Crisma, que nos permite distinguir a verdade da mentira, o Esposo do sedutor. O Crisma não é apenas o sacramento da maturidade cristã mas, em virtude do Espírito Santo presente nele, alimenta em nós contínuo processo de crescimento espiritual na fé, na esperança e na caridade.
Passando, depois, ao sacramento da Reconciliação, foi destacado como o cristão deve entrar em perfeita comunhão com Deus; deve encontrar nela o mais caro amigo a quem confiar as fraquezas, os pecados, as frustrações... deve ir além do medo e sentir-se salvo pelo Senhor. Ele deseja vir ao encontro de cada homem, deseja curar todas as suas feridas, ungindo com o bálsamo da Graça as profundas realidades humanas. Assim, através da Unção dos enfermos, Ele favorece a nossa cura, seja física ou espiritual.
“A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja”, afirma o Catecismo, e Pe. Tomislav ressaltou a importância da preparação que a precede, da correta participação no sacrifício eucarístico e de como podemos alcançar o ápice: Devemos simplesmente abrir o coração, porque nele já está tudo presente em virtude dos outros sacramentos que, juntos, encontram a própria e máxima expressão na Eucaristia. Este caminho, através da Eucaristia, não termina com a ressurreição, mas prossegue em direção a Deus, através da ascensão, onde a Eucaristia alcança o seu vértice, porque encontra cumprimento na SS. Trindade.
O panorama foi, finalmente, concluído com os “sacramentos do serviço”, assim como são chamados pela Igreja, ou “sacramentos da missão”: a Ordem sacerdotal e o Matrimônio. A vida das almas oferecidas, sustentada pelos sacramentos vividos, enfim, não é nada mais que a vida e missão vividas por Maria e pelos Santos: tornar-se “sacramento vivo” na Igreja de Cristo. Muitos que participaram pela primeira vez sentiram o desejo de oferecer a própria vida ao Senhor e de fazer parte da comunidade de almas oferecidas, realidades vivas e ativas por toda a Itália.
A celebração eucarística da Epifania marcou o término de um encontro que ainda permanece aberto, pois os participantes estão empenhados em aprofundar os assuntos através da leitura dos textos bíblicos sugeridos para este fim. Deste modo, esses estarão em condições de prosseguir o caminho até o próximo encontro sobre a Igreja viva. Frei Kresimir

* ÚLTIMAS: Maria Pavlovic’ Lunetti, em 24 de janeiro, deu à luz, com felicidade, o segundo filho, Francisco Maria.

Como tocar os corações?
O segredo de Maria

“Sem amor nada podem fazer...”; “Se viverem as minhas mensagens, todos perceberão e não precisam mais de palavras...”; “Se rezarem e jejuarem com o coração, o gelo dos corações mais endurecidos se derreterá e a conversão será fácil para os que a desejarem...”; “Através da oração e do jejum, poderão deter até as guerras e as catástrofes naturais...”; “Toda agitação vem de Satanás...”; Derrotem-no com o Rosário na mão”. “Destruam nos outros os influxos de satanás...”. “O amor seja o único meio...” (Das mensagens de Mediugórie)

A graça e a paz do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo, no único Espírito, estejam com todos vocês. Amém.
Villanova Maiardina, 26.1.96 d. Angelo

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