Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.95:
Queridos filhos! Também hoje Eu me alegro com vocês e trago-lhes o Menino Jesus para que Ele os abençoe. Convido-os, queridos filhos, para que a vida de vocês esteja unida a Ele. Jesus é o Rei da Paz e somente Ele pode dar-lhes a paz que procuram. Eu estou com vocês e os apresento a Jesus de uma forma especial, agora neste novo tempo em que é preciso decidir-se por Ele. Este tempo é o tempo da graça. Obrigada, por terem correspondido ao Meu apelo.
Como ficar unido a Jesus?
Como decidir-se por Ele
neste “novo tempo”?
1. No dia de Natal, Nossa Senhora veio com o Menino Jesus, muito, muito
alegre - disse Maria Pavlovic’. A Rainha da Paz trouxe-nos Jesus, o Rei
da Paz, para que nos abençoasse, isto é, transmitisse-nos
a Sua paz: Paz na terra; paz que dará aos discípulos também
na hora da paixão, para que nada os perturbe, para que nada os amedronte:
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Esta é a paz que supera toda
inteligência e que deve reinar nos nossos corações
(Col 3).
É o dom que abrange todos os dons e faz repousar na segurança
de Deus em qualquer circunstância: Shalom! É o dom que todos
procuram, mesmo sem percebê-lo, porque somente Ele, o Rei da Paz,
pode dar a paz que procuramos.
2. Por isso, Maria convida-nos para que a nossa vida esteja unida a
Jesus, como os ramos à videira, porque, Sem Mim nada podeis fazer...
Para permanecer nEle é preciso que as Suas palavras permaneçam
em nós (Jo 15). Se alguém me ama, guardará a minha
palavra, e meu Pai o amará, e nós viremos a ele, e nele faremos
a nossa morada (Jo 14). A isso se chama, comumente, viver na graça
de Deus. Mas é preciso recorrer às fontes da graça:
a oração e os sacramentos. Corramos aos sacramentos: à
Eucaristia, para unir-nos na oferta de Jesus e vivê-la em nós.
Que a sua Palavra se torne alimento da nossa vida.
Procuremos adorar para tornar-nos amigos e enamorados dEle; recorramos
à confissão, porque o seu perdão nos renova sempre;
prostremo-nos aos pés da Cruz, para aprender a amar como Ele e abraçá-la
a cada dia. Do contato vivo com Jesus, saímos renovados, compreendemos
o que Deus deseja de nós e recebemos a força de cumpri-lo,
multiplicando-se o tempo e as energias para muitas boas obras, sem perda
de esforço.
3. Maria, como sempre, assegura-nos estar conosco e apresenta-nos a
Jesus para sermos protegidos e fortalecidos por Ele. Mas por que, justamente
neste novo tempo em que é preciso decidir-se por Ele? Este novo
tempo é o tempo da grande provação, em que a Mulher,
juntamente com os seus filhos, está combatendo contra o dragão
(Apoc 12,13.17). O demônio, sabendo que tem pouco tempo, realizará
sinais e prodígios enganosos (bem o vemos!)... a ponto de seduzir,
se isso fosse possível, até mesmo os escolhidos; enquanto
o Filho do Homem reunirá, dos quatro cantos da terra, os Seus servos,
assinalados com o selo do Deus vivo (Mt. 24, 24; Apoc. 7, 3; 20, 8 - 9).
É necessária uma decisão para unir-nos a Ele:
Quem não está comigo, está contra mim (Mt. 12, 30).
Porque somente Cristo vence e, então, venceremos com Ele. Se ficarmos
unidos a Ele, Ele mesmo cuidará de nós e conduzirá
nossa vida pelo caminho espaçoso, preparará tudo para nós,
cumulando-nos de paz e de abundância, de força e segurança.
Se nos decidirmos por Ele, qualquer estrada se abre: Provai e vede quanto
o Senhor é bom (Sl. 33)! Quando acolhemos Jesus na barca, toda tempestade
se acalma. Dizemos, também, o nosso Eis-me aqui! e tudo Ele realiza.
Decidam-se, também vocês, pelo amor (20.11.86).
Esta decisão é também para estar com a Igreja
neste tempo de perturbação: porque os dias são maus
(Ef. 5, 16), e para estar fora do dilúvio iminente, é preciso,
decididamente, subir à arca da salvação preparada
por Jesus. Aqui não se trata de uma igreja ideal que termina tornando-se
seitas de divisão, de acordo com o plano de Satanás; mas
da Igreja visível, a católica de Roma, chamada pelos Santos
Padres de Presidente da caridade, em obediência filial ao Papa, símbolo
da unidade de todos os membros de Cristo. Quem permanece fiel ao Papa será
salvo da confusão geral que já começou, porque as
forças do inferno não prevalecerão contra a Igreja
de Pedro.
4. Este é tempo de graça. É, verdadeiramente,
uma graça, cada dia da presença e da condução
de Maria, que dura há anos e nos conduz pela estrada segura. Reconheçamos
o tempo da sua visita, para não ficarmos excluídos da sua
paz (Lc. 19, 42. 44). Neste tempo de grande apostasia, o céu está
aberto por seu mérito, e chovem as graças. E verão
obras bem maiores do que estas. Sabe-o bem quem confiou, quem acolheu o
seu apelo. d. A.
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.1.96:
Queridos filhos! Hoje, convido-os a decidirem-se pela paz. Peçam a Deus que lhes dê a verdadeira PAZ. Vivam a paz em seus corações e compreenderão, queridos filhos, que a paz é dom de Deus. Queridos filhos, sem amor vocês não podem viver a paz. O fruto da paz é o amor e o fruto do amor é o perdão. Eu estou com vocês e convido-os, a todos, filhinhos, para que, em primeiro lugar, perdoem na família e, então, serão capazes de perdoar aos outros. Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo.
Pela paz na família e
nas comunidades
Telefonando de Kampala (Uganda), onde chegou, no curso da sua missão
na África, Pe. Slavko explicou, em seu costumeiro estilo simples
e concreto, a mensagem que é seqüência daquela de Natal,
em que Maria nos convida a ficar unidos a Jesus para ter a paz.
1. Agora, na primeira mensagem do novo ano, Maria convida-nos a que
nos decidamos pela paz. Sem esta decisão, nada acontece. Nem mesmo
Deus pode dar-nos a paz, se não nos decidirmos por ela. Com a paz
vêm o respeito, a defesa, o amor, o serviço a toda vida, como
disse o Papa na Evangelium Vitae.
2. Mas há uma segunda condição para se ter a paz:
pedir a Deus que nos dê a paz, porque Ele é a verdadeira paz
e também pode concedê-la. Às vezes, esperamos a paz
de outras pessoas ou de situações diferentes, mas a verdadeira
paz é dom de Deus: Deixo-vos a minha paz. Abandonemos qualquer esperança
de obtê-la em outra parte e aproximemos o coração ao
que nos diz Maria. Mas se, mesmo com a oração, a Missa e
o jejum, não obtivermos ainda a paz? É porque, apesar de
tudo, não houve uma decisão radical e uma oração
constante.
3. Presentemente, Maria nos fala das conseqüências da paz
em nós. Da paz vem o amor. Se não existe amor, não
pode haver paz, e vice-versa. E do amor vem o perdão. Assim, o nosso
desejo de paz deve abranger todas as pessoas e os acontecimentos com que
nos relacionamos. Não se pode querer a paz, excluindo o amor e o
perdão. A nossa decisão não pode estar dividida: é
a decisão por Deus e por tudo o que Ele deseja.
4. Nossa Senhora está conosco e, como Mãe, olha para
coisas bem concretas. A paz deve começar, em primeiro lugar, na
família, com o perdão aos nossos familiares. É um
engano admitir ter paz e amor para com os outros, não os exercendo
com a própria família ou com a comunidade. Aqui é
mais difícil perdoar e dar o abraço da paz, especialmente
a quem nos ofendeu. (Em certas comunidades, os jovens procuram dar a paz
justamente a quem fora motivo de antipatia ou de intrigas). Aqui é
preciso ir além, com as pessoas com quem vivemos ou trabalhamos;
depois, o resto será mais fácil.
Deus, certamente, deseja dar-nos a paz, mas é preciso a nossa
colaboração, como dizia Santo Agostinho: “Quem te criou sem
ti, não pode salvar-te sem ti”. Esta mensagem será também
o nosso programa para a quaresma, servindo de estímulo e motivo
para a cura de muitos relacionamentos na família e na Igreja, e
para novos contatos com os irmãos.
“Demos às crianças um futuro de paz!” depois de tantas violências
Depois da carta do ano passado, dedicada às crianças,
eis a mensagem que o Papa entregou-lhes, sobre este tema, no dia da paz,
em 1996. Ele se dirige “aos homens e às mulheres de boa vontade,
convidando cada um para ajudá-las a crescer num clima de paz autêntica:
é um direito delas, é um dever nosso.” Em seguida, com tristeza,
observa como os direitos à vida inocente têm sido violados
nos anos passados.
(Nos últimos dez anos, um milhão e meio de crianças
foram mortas nos conflitos armados, quatro milhões tornaram-se inválidas,
cegas ou com lesões cerebrais; cinco milhões refugiadas,
doze milhões erradicadas de suas terras; muitas torturadas ou obrigadas
a assistir a violências de todo o gênero; muitas utilizadas
pelos grandes para a prática de violências... Em Ruanda, até
meninos se tornam executores de colegas a golpes de facão. Sem falar
de fome, doenças, abandono, pragas comuns dos povos pobres). Mas
quantas outras formas de violência, freqüentemente menos potentes,
e nem por isso menos terríveis...
“Convenientemente ajudadas e amadas, as próprias crianças
são capazes de tornar-se protagonistas de paz, construtoras de um
mundo fraterno e solidário...
Se a família é o primeiro lugar no qual elas se abrem
para o mundo, essa deve ser para elas a primeira escola de paz... É
necessário que elas aprendam a história da paz e não
somente a das guerras vencidas ou perdidas. Ofereçam-se a elas,
portanto, exemplos de paz e não de violência! A paz é
dom de Deus, mas depende dos homens acolhê-lo para construir um mundo
pacífico. Eles conseguirão acolhê-lo somente se tiverem
a simplicidade de coração das crianças. É este
um dos aspectos mais profundos e paradoxais da mensagem cristã:
tornar-se pequenos. Antes de ser uma exigência de moral é
uma dimensão do mistério da encarnação...”
“As crianças da Terra - disse o papa na praça de São
Pedro, no dia 1º de janeiro de 1996 - são rebentos do terceiro
milênio: elas imploram para o seu amanhã o fermento de paz,
a herança de um mundo unido e solidário. Que o mundo, tão
necessitado de paz, se disponha a escutar seus rogos! Os pequenos encarnam
as esperanças, as ansiedades, as potencialidades do convívio
humano; são testemunhas e mestres de esperança, sentimento
por eles vivido com alegre entusiasmo. Não apaguemos, de seus corações,
a esperança; não sufoquemos suas expectativas de paz!”
Audácia de testemunhos
em clima de entrega
Apresentamos um extenso trecho de uma entrevista com Pe. Daniel-Ange, verdadeiro testemunho da atualidade, fundador da escola de evangelização ”Juventude-Luz”, que atua em todas as partes do mundo para firmar a juventude na fé, após ter passado 13 anos no deserto africano e 8 como eremita nos Alpes da Provença.
O Papa ou a coragem dos profetas
Pergunta: O que se espera da ida do Papa à França no
próximo ano, para o encontro internacional dos jovens?
Resposta: Eu espero um fantástico despertar da fé na
Igreja da França. Tudo depende da preparação que os
Bispos fizerem. É uma graça extraordinária: vamos
querer aproveitar? Eu, que sou de origem belga, fiquei dolorosamente impressionado
diante da frieza com que o Papa foi recebido na Bélgica: é
o sinal da decadência da Igreja na Europa.
Mas os últimos textos de João Paulo II - sete documentos
em 18 meses - são um sopro extraordinário: neste entusiasmo
juvenil do Papa encontramos a inspiração dos Padres da Igreja.
São textos que dão o tom do terceiro milênio. Porém,
numa igreja superlotada, encontrei somente duas pessoas que tinham lido
Evangelium Vitae, este magnífico hino à vida contra a cultura
da morte. O mesmo poderíamos dizer para as duas obras-primas Ut
unum sint e Orientale lumen.
P. O que é mais perigoso para a Igreja: o Totalitarismo do tipo
clássico, como o comunismo, ou o materialismo prático do
Ocidente atual?
R. É o totalitarismo desta ideologia de morte que João
Paulo II diagnosticou em Denver e na Evangelium Vitae. Trata-se de um fenômeno
comparável ao nazismo, quase com a mesma origem. Constata-se aqui
uma falta de coragem na Igreja. Neste contexto de covardia, João
Paulo II traz um nítido contraste porque ele tem a audácia
dos profetas.
P.: A encíclica “Evangelium Vitae” alerta para a desobediência
civil perante fenômenos como o aborto e a eutanásia...
R.: Nós somos destinados ao martírio (no sentido de testemunho
dado diretamente): porque, como cristãos já estamos isolados
no coração da sociedade. João Paulo II nos convida
a imitar os mártires dos Países do Leste, cuja coragem, como
testemunhas da fé, abriu uma brecha no muro do comunismo. A geração
de hoje é chamada ao martírio, rejeitando namorar a ideologia
de morte do ambiente. Nas escolas, freqüentemente, os jovens cristãos
são desprezados, escarnecidos, etiquetados como crentes e, às
vezes, não aprovados nos exames.
P.: Não existe hoje uma forma incruenta de martírio,
mediante o linchamento moral ou através da “mídia”?
R.: Existe. De fato, João Paulo II evoca o martírio em
todos os seus textos. Em 1989, chegando a Santiago de Compostela, disse
desejar honrar os mártires. E, recentemente, na Orientale Lumen,
teve a ousadia de propor aos ortodoxos a canonização coletiva
dos mártires do comunismo. Já voltamos ao tempo dos primeiros
cristãos, com novos modelos de coragem. A multiplicação
dos processos de canonização é importante: declarar
santa uma pessoa, é isto que faz as estrelas brilharem na nossa
noite.
A castidade, milagre da graça
João Paulo II é muito zeloso ao declarar santos em cada
igreja local e em cada estado de vida. Cada canonização que
realiza tem um sentido preciso. Canonizar os mártires do comunismo
e do nazismo: isto valoriza a coragem. Uma pequena coisa, como o caso do
Bispo Gaillot, faz esquecer a Igreja do Céu. No mundo ocidental
há uma conspiração de total silêncio sobre Deus.
E, no entanto, do estar com Deus depende a nossa verdadeira felicidade.
Mas, como dizia Soljenitzin, o mundo esqueceu-se de Deus.
P.: Quais anticorpos podem ser encontrados contra os atuais vírus
da morte?
R.: Sem o Espírito Santo o mundo atual está tão
endurecido e não pode mais continuar. Em Ruanda, no meio do inferno,
aconteceram milagres de santidade: pessoas foram mortas enquanto cantavam
o Magnificat e, vários meses depois, seus corpos foram encontrados
intactos. Precisa-se voltar aos dons e aos carismas do Espírito
Santo, especialmente em matéria de castidade, para recriar uma vida
cristã. Nestes tempos, encontramos juramentos coletivos de castidade
total feitos por milhares de jovens nos EUA, no Canadá, no Brasil,
na Polônia, na Itália. Tais fenômenos são silenciados
por grande parte da mídia. Hoje, é impossível manter-se
casto sem um milagre da graça, isto é, sem a intervenção
pessoal de Deus. Não é possível ser cristão
humanamente, só o é divinamente. Desta forma, será
possível vencer o conformismo do ambiente pagão.
Foi perguntado a Iélena...
Iélena Vasili passou as festas natalinas em Mediugórie
e agora voltou a Roma para concluir os estudos teológicos na Universidade
Dominicana de Angelicum. Estão com ela a irmã e a prima.
Impressiona aos que a escutam pela sabedoria e pela grande profundidade.
À minha pergunta “O que lhe ensina a Gospa neste tempo, durante
as locuções interiores?“, respondeu-me:
“Deus está presente em todos os momentos da nossa vida, nas
menores ações do nosso dia e também nas coisas materiais
e aparentemente mais insignificantes. Ele Se nos dá plenamente em
cada segundo e nós, indevidamente, limitamos a nossa atenção
e acolhida a Ele somente a horários marcados. Certamente há
momentos em que devemos parar para Ele, mas não cessemos de estar
abertos a Ele a cada segundo. Então seremos enriquecidos pelo constante
dom que Ele nos faz de Si próprio e até o menor instante
será pleno de grande valor. Assim vivia a Virgem na terra: uma comunhão
contínua com Deus”.
Toda mulher, de muitas maneiras, é chamada à maternidade
- Iélena, agora com 23 anos, ainda não se decidiu sobre o
futuro. “É importante - disse ela - que eu viva plenamente o presente.
Eu não me preocupo, absolutamente, pelo futuro, porque Deus o conhece.
Casando-me ou não, não tem importância para mim e não
me preocupo, porque Deus já preenche totalmente o meu coração.
Cada mulher é chamada à maternidade e esta é a razão
para ela; mas existem mil maneiras de viver esta maternidade, não
somente a carnal. Eu aprendo de Maria a ser mãe de almas, mesmo
diante dos livros. O mundo não compreende esta realidade e assim
morre por falta de maternidade...”. (irmã Emmanuel)
Notícias da terra abençoada
A vila dos meninos órfãos,
em Mediugórie
Uma descoberta das mais felizes reservou-nos a visita ao vilarejo para
as crianças órfãs, que está surgindo num grande
espaço a cerca de 2 km depois da escola de Mediugórie. São
4 as primeiras casas, bem construídas, funcionais, cada uma com
9 leitos, com serviços independentes. Numa delas, Pe. Slavko celebrou
a Santa Missa, rodeado por um grupo de crianças e de adultos, as
primeiras estando acompanhadas por quem as assiste: umas vinte pessoas,
num clima muito familiar. Em seguida, a alegre comitiva levou, para cada
casa, uma imagem benta da Rainha da Paz, o que foi acompanhado pela bênção
do ambiente. Os menores, que se deixavam levar afetuosamente pela mão,
tinham chegado em estado lamentável, diz-se. Agora encontram-se
renascidos, bem aclimatados e felizes.
“Em janeiro de 1995 - diz-nos Pe. Slavko Barbaric’, responsável
pelo projeto - iniciamos os trabalhos no vasto terreno de 41.000 m2, comprado
da Prefeitura de Citluk, para construir uma vila destinada a órfãos
e crianças abandonadas. Chamá-lo-emos “Vilarejo da Mãe”
por uma razão muito simples: hoje a mãe está em crise
e dela vem a crise da criança. Existem muitas crianças abandonadas,
seja por causa da guerra, seja pelos conflitos na família. Agora,
4 casas já estão terminadas e 2 já estão habitadas;
outras crianças estão chegando. Três irmãs e
a mãe de um franciscano ocupam-se delas.
Estamos construindo também uma grande creche que será
freqüentada pelas crianças da Paróquia e pelos órfãos
igualmente, para que seja superada a mentalidade de gueto. Em seguida,
haverá também uma casa para as irmãs, a Capela e um
prédio para a administração. Terminadas estas, faremos
também outras casas para os órfãos, uma para mães
solteiras e, talvez, uma para idosos. As casas até então
construídas têm os seus nomes escolhidos pelos benfeitores:
Betlehem (peregrinos belgas); Bleuttenbactter - Rebentos (Vacallo Suíça,
fundação para a infância); Lichtenstein - Pétalas;
Licht Mariens - Luz de Maria (Áustria). A creche será chamada
Santa Teresa do Menino Jesus, doação dos amigos das crianças
que não desejam ser identificados. Na grande área surgirão,
também, quadras esportivas, jardins e tudo quanto um vilarejo precisa.
A mensagem da paz é um convite a criar boas condições
para a vida: “onde se respeita a vida, onde ela é amada, é
defendida e servida, ali começa a paz “(João Paulo II na
encíclica Evangelium Vitae). Como e quando estará tudo concluído
dependerá da bondade dos benfeitores. Até agora, tudo caminha
bem.
(Para contribuir com a obra: Pe. Slavko Barbaric’, Zupni Ured, 88266
- Medjugorje, Bósnia-Herzegovina, via Croatia).
Retiros espirituais na Casa Regina Pacis - É uma das mais belas
respostas aos convites de Nossa Senhora. Com a iniciativa de Pe. Slavko,
desenvolvem-se, já há dois anos, “seminários” de cinco
dias em que se vive em retiro na escola da Virgem, em oração
e jejum a pão e água. Muitos são os frutos desta nova
experiência, de acordo com os jovens que dela participam. A Virgem,
às vezes, através de algum vidente, tem expressado a Sua
satisfação, vendo os jovens atentos para ajudá-La
em seus planos.
Cerca de 250 pessoas, principalmente jovens, prepararam assim o Natal
de 1995, em cinco encontros sucessivos. Outros três encontros já
estão programados para a Quaresma: de 26.2 a 2.3; de 10 a 14.3;
de 31.3 a 6.4, iniciando-se às 16 h e terminando às 12 h,
com tradução para as diversas línguas.
Para participar, dirigir-se a Zupni Ured, 88266 Medjugorje - Bósnia-Herzegovina,
Via Croatia: Fax (387)88 642 339.
Curada depois da comunhão
Eis um dos muitos testemunhos de curas operadas pelo poder de Deus
em Mediugórie e transmitida a nós pela senhorita inglesa
Eolleen McHugo: “Sofro de artrite reumatóide há 21 anos.
Em 1994, fiquei no hospital por mais meses; recebi muitos cuidados, sem
qualquer melhora. Em 1995, além de uma profunda depressão
e dores agudas, durante alguns meses, fui obrigada a permanecer numa cadeira
de rodas. Com alguma melhora, continuava sofrendo dores mais ou menos agudas:
subia as escadas com muita dificuldade porque não era capaz de dobrar
bem os joelhos e não podia permanecer de pé por mais de 10
minutos. Não conseguia levantar os braços sobre os ombros,
nem mesmo para pentear-me.
Estava sem forças; sentia-me inútil e um peso para a
família. Cheguei a Mediugórie em 6 de outubro. A viagem parecia-me
uma tortura interminável, tanto que os tornozelos e as mãos
estavam inchados e quase pretos. Na manhã seguinte, fui à
Missa com muita dificuldade. A dor estava ainda mais forte e eu me perguntava
como poderia resistir a uma hora de Missa. Porém, depois da comunhão,
senti a dor descer ali, como uma chuva leve, da cabeça aos pés.
Desejava ficar de pé e estirar-me.
Uma vez fora da Igreja, sentia-me leve como uma pluma. Chorava e dizia
a meu pai: “Acho que algo de especial me aconteceu na Igreja. Veja, consigo
dobrar os joelhos”. Levantei os braços até sobre a cabeça;
depois, experimentei subir as escadas; subi e desci e, depois, corri com
as mãos levantadas sobre a cabeça. Abracei os meus pais;
choramos e agradecemos ao Senhor pelo seu Amor misericordioso. Naquela
mesma noite, subi ao Krizevac’, até ao pé da Cruz e agradeci
ao Senhor”. A Redação
* Pe. Slavko, acompanhado por Miriana, partiu, em 15 de janeiro, para
a África: a primeira escala ocorreu na Ilha Maurício, muito
sensível a Mediugórie, depois que o Cardeal Margeot visitou
o nosso Santuário; em seguida, prosseguiram para a IIha da Reunião.
No dia 22, Pe. Slavko, sozinho, esteve em Uganda, onde visitou muitas cidades.
Também ali, o Cardeal Wamala semeou bem, depois da sua visita a
Mediugórie no ano passado.
* Vicka, por causa de sinusite persistente, não pôde subir,
em dezembro, à Colina, para as costumeiras aparições
da terça-feira e da sexta-feira. Para ela vale o que Nossa Senhora
pediu em setembro: Rezar juntos os Mistérios Gozosos diante da Cruz,
em família ou em comunidade, segundo Suas intenções;
e está triste porque nós não o fazemos.
* Em meados de janeiro, Irmã Elvira, da comunidade Cenáculo,
partiu para o Brasil, onde permaneceu duas semanas, dando início
a uma nova fundação para acolher meninos carentes. Em seguida,
viajou para a Flórida, onde, em Miami, abriu outra comunidade Cenáculo,
a de S. Agostinho.
* Pe. Iozo retornou cansado da sua viagem do início de dezembro
à Inglaterra, onde falou das mensagens de Maria e do seu papel na
Igreja, atualmente. Foi recebido em todos os lugares com muita atenção.
Encontrou-se, privadamente, com o Bispo anglicano Frank Seargent e com
o responsável pelas relações ecumênicas internacionais,
Dr. Richard Marsh, que lhe mostrou seu rosário vindo de Mediugórie.
Falou na célebre Igreja anglicana de S. Martin des Champs, no
coração de Londres, onde o padre Fr. Robert Llewelyn encerrou
o encontro da noite dizendo que na sua paróquia existem dois grupos
do rosário: “Não desejamos que sejam apenas os católicos
a possuírem as coisas melhores”. Outros testemunhos demonstraram
o interesse dos anglicanos pelo Rosário. Depois do ano das grandes
viagens, Pe. Iozo não tem por enquanto outros programas: poderá
dedicar-se melhor aos peregrinos.
* A confissão faz desaparecer a lepra... - Recordemos o convite
de Maria: Dediquem à reconciliação o primeiro sábado
de cada mês (1983). Reconciliação significa que deve
desaparecer também toda sombra de rancor, de tensão ou de
divisão com os irmãos: perdão total. Assim a confissão
pode fazer milagres.
Eis o que aconteceu a Pascal, um francês de 42 anos, que havia
abandonado a Deus e a Igreja logo depois da primeira comunhão. Tocado
por uma conferência sobre Mediugórie, depois de perder a mulher,
“fui confessar-me e o padre teve que ouvir 30 anos de horrores... Mas qual
não foi o meu assombro ao constatar que estava curado também
da minha doença: uma acne purulenta, com infecções
na pele, no rosto e no peito, que produziam furúnculos e pústulas
com sucessivas cicatrizes: 9 anos de sofrimento sem qualquer remédio.
Agora, depois da confissão, tudo desapareceu sem deixar marcas,
a não ser raras cicatrizes. Atualmente, rezo e vou à Missa
todos os Domingos; desapareceu completamente o ódio que tinha contra
todos e experimento uma grande alegria no fundo do coração”.
* Os peregrinos propõem aos videntes muitas perguntas sobre
questões atuais a serem feitas a Nossa Senhora: divorciados casados
uma segunda vez, homossexuais, casamento de padres, sacerdócio para
mulheres; da reencarnação à fé muçulmana
e budista; das profecias catastróficas ao retorno de Cristo; das
aparições ao aborto, ao ecumenismo, etc. Maria, que partilha
os sofrimentos dos corações, disse no passado: No Evangelho
vocês têm todas as respostas... façam o que ensina a
Igreja. Sobre todas estas questões, a Igreja já se pronunciou
claramente: Ela possui o mandato de Jesus. Nada mais há a acrescentar.
Todas as famílias deveriam ter o Catecismo da Igreja Católica,
uma das mais belas obras do Pontificado de João Paulo II. Quanto
ao S. Padre, Maria no-lo apresentou como o mais dileto dos meus filhos,
que Eu mesma escolhi para estes tempos (25.8.94). (do diário de
Irmã Emmanuel)
* A festa da Imaculada atraiu grande número de peregrinos, principalmente
da Croácia, Itália, América, França, Alemanha,
Áustria, República Checa, Eslováquia, Polônia,
Bélgica e Argentina e muitos portadores de ajuda. À tarde,
na Colina das Aparições, foi rezado o Rosário da Paz
em 9 idiomas. A televisão italiana (Rai-TV) preparou, durante alguns
dias, reportagem sobre Mediugórie e sobre a comunidade Cenáculo,
com comoventes testemunhos dos jovens, transmitida na Itália no
dia da Epifania.
* Pelo Natal havia uma grande atmosfera de paz entre os fiéis
vindos de todas as partes do mundo. Os mais numerosos eram da Itália,
França, América, Áustria e Alemanha. Cerca de 3.000
fiéis participaram da vigília de orações iniciada
às 22 horas, terminando com a Santa Missa celebrada à meia-noite.
A Tv croata, a “Associated Press” e a Reuter transmitiram as funções
litúrgicas, participando delas vários ministros do governo
croata.
* No fim de ano, 3000 jovens, vindos principalmente da Itália
e dos Estados Unidos, reuniram-se às 22 horas para a vigília
animada de maneira impressionante pelos jovens da comunidade Cenáculo;
depois, acolheram no silêncio o ano novo e participaram da Missa
que terminou a 1h 30m. Cerca de 40 jovens prepararam o ano novo com retiro
na Domus Pacis.
* O seminário de oração e informações,
que se realizará no Hotel Alga de Tucepi, começará
às 19h do Domingo, 17 de março, com a Missa de Pe. Leonard
Orec’ e terá programa muito intenso de 3 dias. Todas as manhãs,
terá início com a oração às 7h 30m.
Às 9h, conferência seguida de trabalhos dos vários
grupos lingüísticos e, por fim, encontro com o conferencista;
às 12h 30m, almoço; às 15h, conferência seguida
de conversa com o conferencista; às 17h 15m, Rosário; às
18h, Santa Missa e, depois do jantar, adoração ou encontro
com os padres de Mediugórie (Pe. Slavko, Iozo, Milienko, Ivan).
Os temas tratados: A Palavra de Deus nas mensagens de Nossa Senhora
(Kurt Knotzinger); Com Nossa Senhora no terceiro milênio (Pe. Liudevit
Rupcic’); Grupos de Oração no movimento espiritual mariano
(Pe. Slavko); Colaboração entre os vários centros
(Pe. Milienko Stoic’), etc.
Terminará na quinta-feira do dia 21, com a partida para Mediugórie
às 9h, onde haverá entrevista à imprensa, almoço
e visita à Colina das Aparições e à Comunidade
Cenáculo.
* Pe. Slavko na Itália - Convidado por amigos de Mediugórie,
juntamente com Maria Pavlovic’, participou, a partir de 13 de novembro,
de encontros de oração em Trezzo d’Adda, no Santuário
de Montenero junto a Livorno, em Ptrato, em Bolonha (Igreja de S. Martinho),
com grande participação de fiéis e testemunhos da
vidente Maria.
Além disso, presidiu um “seminário de oração
em Cervia, de que participaram 200 pessoas. O encontro teve início
em S. Pedro in Bagno (Forli), a paróquia de Carmelo Puzzolo, autor
das estações da Via-Sacra do Krizevac’. O encontro deveria
terminar na colina próxima, onde foram colocadas cópias das
mesmas estações mas, por causa do mau tempo, continuou na
Igreja, onde o próprio artista e a mulher deram magníficos
testemunhos pessoais. (do Press Bulletin)
A VIVÊNCIA DOS SACRAMENTOS
para tornar-se Igreja viva
A respeito deste tema, Pe. Tomislav Vlasic’, acompanhado por alguns
membros da comunidade “Kralica Mira...”, dirigiu, em Numana (AN), de 3
a 6 de janeiro de 1996, um encontro para formação das almas
oferecidas. Não obstante algumas dificuldades de natureza organizacional,
700 pessoas lotaram os locais destinados ao encontro, percorrendo nos 3
dias, como de costume, as etapas do tríduo pascal (eucaristia, penitência
e vigília da ressurreição). Desta forma, as almas
ficaram em condições de distanciar-se gradualmente dos “rumores
do mundo” para mergulhar totalmente em Deus. Surgiu uma atmosfera plena
de silêncio e de recolhimento, favorecida pela adoração
noturna ao SS. Sacramento e abundantes e palpáveis graças..
Pe. Tomislav procurou tornar vivas as realidades das graças
presentes nos sacramentos e indicou como o homem de hoje pode aprender,
com a ajuda deles, a caminhar na Igreja, através da força
vivificante que a própria Igreja recebeu do Senhor.
O Batismo não é algo de abstrato, mas uma realidade concreta,
viva e presente em nós que somos chamados a experimentar para que
não permaneça somente um conceito entre as nuvens. A Imaculada
constitui o exemplo por excelência desta realidade viva: Ela responde
plenamente a Deus, mas o faz através do nevoeiro da incompreensão.
A sua abertura torna-se, no entanto, o lugar onde é concebida a
vida divina. Por isso, o Batismo encontra imagem no Advento e no Natal:
no Advento, as almas se abrem a Deus para preparar o lugar ao novo nascimento
de Jesus e a novo banho na água da Graça.
Nos sacramentos, que deveriam ser vivos nos cristãos, está
sempre presente uma dinâmica tal como é dinâmico o amor
de Deus: Esse não conhece a condição de paralisia
nem de letargia. Esta dinâmica conduz-nos a caminhar incessantemente
na Luz divina também através do sacramento do Crisma, que
nos permite distinguir a verdade da mentira, o Esposo do sedutor. O Crisma
não é apenas o sacramento da maturidade cristã mas,
em virtude do Espírito Santo presente nele, alimenta em nós
contínuo processo de crescimento espiritual na fé, na esperança
e na caridade.
Passando, depois, ao sacramento da Reconciliação, foi
destacado como o cristão deve entrar em perfeita comunhão
com Deus; deve encontrar nela o mais caro amigo a quem confiar as fraquezas,
os pecados, as frustrações... deve ir além do medo
e sentir-se salvo pelo Senhor. Ele deseja vir ao encontro de cada homem,
deseja curar todas as suas feridas, ungindo com o bálsamo da Graça
as profundas realidades humanas. Assim, através da Unção
dos enfermos, Ele favorece a nossa cura, seja física ou espiritual.
“A Eucaristia é o coração e o ápice da
vida da Igreja”, afirma o Catecismo, e Pe. Tomislav ressaltou a importância
da preparação que a precede, da correta participação
no sacrifício eucarístico e de como podemos alcançar
o ápice: Devemos simplesmente abrir o coração, porque
nele já está tudo presente em virtude dos outros sacramentos
que, juntos, encontram a própria e máxima expressão
na Eucaristia. Este caminho, através da Eucaristia, não termina
com a ressurreição, mas prossegue em direção
a Deus, através da ascensão, onde a Eucaristia alcança
o seu vértice, porque encontra cumprimento na SS. Trindade.
O panorama foi, finalmente, concluído com os “sacramentos do
serviço”, assim como são chamados pela Igreja, ou “sacramentos
da missão”: a Ordem sacerdotal e o Matrimônio. A vida das
almas oferecidas, sustentada pelos sacramentos vividos, enfim, não
é nada mais que a vida e missão vividas por Maria e pelos
Santos: tornar-se “sacramento vivo” na Igreja de Cristo. Muitos que participaram
pela primeira vez sentiram o desejo de oferecer a própria vida ao
Senhor e de fazer parte da comunidade de almas oferecidas, realidades vivas
e ativas por toda a Itália.
A celebração eucarística da Epifania marcou o
término de um encontro que ainda permanece aberto, pois os participantes
estão empenhados em aprofundar os assuntos através da leitura
dos textos bíblicos sugeridos para este fim. Deste modo, esses estarão
em condições de prosseguir o caminho até o próximo
encontro sobre a Igreja viva. Frei Kresimir
* ÚLTIMAS: Maria Pavlovic’ Lunetti, em 24 de janeiro, deu à luz, com felicidade, o segundo filho, Francisco Maria.
Como tocar os corações?
O segredo de Maria
“Sem amor nada podem fazer...”; “Se viverem as minhas mensagens, todos perceberão e não precisam mais de palavras...”; “Se rezarem e jejuarem com o coração, o gelo dos corações mais endurecidos se derreterá e a conversão será fácil para os que a desejarem...”; “Através da oração e do jejum, poderão deter até as guerras e as catástrofes naturais...”; “Toda agitação vem de Satanás...”; Derrotem-no com o Rosário na mão”. “Destruam nos outros os influxos de satanás...”. “O amor seja o único meio...” (Das mensagens de Mediugórie)
A graça e a paz do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo, no único
Espírito, estejam com todos vocês. Amém.
Villanova Maiardina, 26.1.96 d. Angelo
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