Mediugórie - Eco 126

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.96:

Queridos filhos! Hoje convido-os à conversão. Esta é a mensagem mais importante que lhes dei aqui. Filhinhos, desejo que cada um de vocês seja portador das minhas mensagens. Convido-os, filhinhos, a viverem as mensagens que lhes dei durante estes anos. Este tempo é tempo de graça. Especialmente agora que também a Igreja convida-os à oração e à conversão. Também Eu, filhinhos, convido-os a viverem as minhas mensagens que lhes dei durante este tempo em que apareço aqui. Obrigada, por terem correspondido ao Meu apelo.
Ainda e sempre “convertam-se”

Em sintonia com a Igreja, Maria dá-nos a mensagem certa para este “tempo propício” da Quaresma, que se insere no tempo de graça da Sua vinda à Terra para preparar a verdadeira Páscoa. Convida-nos à conversão. Esta é a mensagem mais importante que nos deu aqui, porque da conversão vem todo o resto e essa não conhece tréguas. Mas não é a paz a primeira mensagem de Mediugórie? As primeiras palavras ditas aos videntes pela Virgem foram: Desejo estar com vocês para convertê-los e reconciliar o mundo inteiro (26.6.81). A paz é a meta para a qual Ela nos deseja levar e “de que todos nós sentimos necessidade”: a conversão é o seu caminho.
1. Conversão é o primeiro convite de João Batista às multidões, repetido, depois, por Jesus: Convertei-vos e crede no Evangelho; se não vos converterdes, perecereis todos da mesma forma. Conversão, no termo original, é arrependimento (“metanóia”, isto é, mudança de mentalidade, arrependimento dos próprios pecados), seguido de mudança de vida (“epistofré”).
Conversão é retorno total do coração a Deus, para que este coração não fique dividido, mas seja fogo a arder por Ele, de acordo com o primeiro mandamento: Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração... e ao próximo como a ti mesmo, melhor, como Eu vos amei; conforme a imagem trinitária, na qual fomos criados, isto é, em plena comunhão com os irmãos, como nas três Pessoas, sem fechamentos nem setores do coração invioláveis, onde se aninham os ídolos próprios, mas na abertura total ao amor.
Convertam-se, portanto, à comunhão. Se você possui algum irmão ou irmã em Cristo, ou cônjuge, fale-lhe com confiança do seu dia, confessando-lhe os seus erros, como sinal de vontade de correção e de pureza interior: Não se ponha o sol sobre o seu pecado. Assim faziam os primeiros cristãos, como atesta Tiago: Confessai uns aos outros os vossos pecados. E Jesus: Se o irmão pecou, vai e adverte-o sozinho, enquanto repreendia os apóstolos porque calavam-se sobre o que haviam falado no caminho (Mc 9, 33). Se não houver abertura concreta com o irmão, é provável que existam cadeias ligando-nos ou males ocultos dos quais não desejamos nos libertar.
2. Pela conversão, nós começamos a examinar os relacionamentos com as pessoas próximas. É significativo que nas Missas


(25 de março - Anunciação do Senhor)
Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.

da Quaresma, a Igreja nos faz ler os passos, do Antigo Testamento ao Evangelho, que falam da reconciliação e das obras de misericórdia, especialmente em família e para com os irmãos menores: Tirar a opressão e a acusação... dar o pão (melhor, a alma, vulg.) ao faminto... não desprezar a tua própria carne... não ter preferências, não julgar... não fomentar o ódio, mas repreender francamente o teu próximo, assim não carregarás um pecado em seu lugar. Quer outra prova de conversão? Está pronto a deixar sua ocupação para ouvir ou servir o irmão, o pequeno que tem necessidade de você? ou demora ou se nega porque perturba o seu cômodo viver?
3. Praticamente: rezar é o primeiro passo para a conversão, porque permite a Deus iluminar-nos com a sua palavra para descobrir os nossos erros e dar-nos a força para lutar contra eles. Depois vem o jejum daquilo que embaraça o coração e torna impossível a comunicação entre Deus e nós; principalmente o jejum do pecado, depois da TV e de certas leituras ou curiosidades; o jejum de um pouco de sono para velar com o Senhor (quantas graças sobrevêm!). Depois, o jejum a pão e água, nas quartas e sextas-feiras, é um sinal prático de docilidade a Maria e de participação na paixão do Senhor e na luta contra o pecado.
Daí vem a sede daquilo que deseja dizer-nos Jesus na sua Palavra e o desejo de unir-nos ao seu Corpo e Sangue na Eucaristia: esta é a S. Missa. Em seguida, há a confissão que responde à necessidade de purificação do pecado e que leva a uma consciência pura e delicada: nela recebe-se o toque divino que sara, o abraço de Deus e um afago que é transparência do coração.
4. Ao final, Maria convida-nos a ser portadores das mensagens (noutra vez disse “missionários”), a vivê-las, não somente “ouvi-las e delas falar” (25.5.91); doutro modo, as nossas palavras não terão crédito e sequer poderemos tornar digna de fé a presença de Maria. Aprendamos a recitar freqüentemente o Salmo 50 (Miserere), em que é descrito o arrependimento, a conversão, o espírito novo, o desejo de comunicar a vida nova (“ensinarei aos errantes os teus caminhos”) e o louvor perene a Deus. Assim, Nossa Senhora prepara-nos para a Páscoa. d. Angelo

TEMPO DE MARIA:
uma catequese ininterrupta
do Papa

O Papa percorreu, nas últimas audiências da quarta-feira, um verdadeiro caminho de catequese mariana, para esclarecer a posição insubstituível de Maria na vida da Igreja e do mundo.
1. “O rosto mariano da Igreja... Torna-se sempre mais delineado nos séculos, com o desenvolvimento da reflexão mariológica e do culto à Virgem”, explicou em 15 de novembro. “Certamente a Virgem Santíssima é inteiramente referida a Cristo, fundamento da fé e da experiência eclesial e a Ele conduz. Por isso, obedecendo a Jesus, que reservou à Mãe um papel todo especial no plano da salvação, os cristãos têm venerado, amado e invocado Maria de maneira particularíssima e intensa e têm-Lhe atribuído uma posição de destaque na fé e na piedade, reconhecendo-A caminho privilegiado para Cristo, Mediador supremo...”
“A dimensão mariana da Igreja revela-se em numerosas manifestações da vida dos fiéis, testemunhando o lugar assumido por Maria em seus corações. Não se trata de elemento superficial, mas é um vínculo afetivo profundo e consciente firmado na fé, que leva os cristãos de ontem e de hoje a recorrer habitualmente a Maria para entrar na mais íntima comunhão com Cristo”. Esta referência a Maria reúne cristãos empenhados, fiéis da fé simples e até os distantes.
Para confirmar isso, o Papa fala dos Santuários marianos como atrativos de multidões de fiéis e centros de evangelização. E “como na primeira comunidade, à espera do Pentecostes, Maria impele muitos cristãos ao apostolado e ao serviço dos irmãos: o que se vê em inúmeras obras, iniciativas e manifestações que se estendem por toda a vida da Igreja”. Avante, portanto, com Maria!
2. Nem pouco nem demais sobre Maria: - Certamente não era aquilo que os jornais tinham intitulado “Devotos sim, fanáticos não” o sentido do que disse o Papa na catequese de 3 de janeiro. Eis as suas palavras: “É preciso sublinhar que a doutrina e o culto mariano não são frutos do sentimentalismo... De resto, Jesus mesmo convidara os seus contemporâneos a não se deixarem guiar pelo entusiasmo com relação a sua Mãe, reconhecendo em Maria sobretudo aquela que é Bem-Aventurada porque ouve a Palavra de Deus e a põe em prática (Lc 11, 28). Não apenas o afeto, mas principalmente a luz do Espírito deve levar-nos a compreender a Mãe de Jesus e a sua contribuição para a obra da salvação...
O mistério de Maria exige um método de reflexão doutrinal não menos rigoroso do que o usado em toda a teologia... O Concílio exorta fortemente os teólogos e os pregadores da palavra divina “a absterem-se, com todo o cuidado, de qualquer falso exagero...” (LG 67). Estes derivam dos que incorrem numa atitude maximalista, que pretende estender sistematicamente a Maria as prerrogativas de Cristo e todos os carismas da Igreja... É necessário, pelo contrário, salvaguardar sempre, na doutrina mariana, a infinita diferença existente entre a pessoa humana de Maria e a pessoa divina de Jesus...
Analogamente, o Concílio exorta teólogos e pregadores a “absterem-se da estreiteza de mentalidade, isto é, do perigo da minimização que pode manifestar-se em posições doutrinais, em interpretações exegéticas e em atos de culto, tendentes a reduzir e quase a esvaziar a importância de Maria na história da salvação, a sua virgindade perpétua e a sua santidade... Convém, sempre, evitar tais posições extremas em favor de uma coerente e sincera fidelidade à verdade revelada, assim como está expresso na Escritura e na Tradição apostólica. O mesmo Concílio oferece-nos um critério que permite discernir a autêntica doutrina mariana: “Na Igreja, Maria ocupa, depois de Cristo, o lugar mais alto e mais próximo de nós” (LG 54).
3. “Maria, a face oculta da Trindade” - A Virgem Mãe, “termo fixo de conselho eterno” (Dante), ajuda-nos a descobrir a ação do Pai na origem do plano da salvação... que se cumpriu na Encarnação.... por obra do Espírito Santo com a participação da mulher, de quem nasceu o Filho de Deus e toda a Igreja. Maria, portanto, como filha predileta, alma mãe e esposa ilibada, reflete a todos os seus filhos, de maneira excepcional, as obras da Santíssima Trindade (10 de janeiro).
4. “A primeira mulher aliada de Deus contra satanás”: Assim o Papa, em 24 de janeiro, observa que a história da salvação coloca em destaque, desde o Antigo Testamento, sempre mais claramente, a figura de uma mulher. Entre as palavras bíblicas que A prenunciam, o Concílio cita aquelas com que Deus revela, depois da queda de Adão, o seu plano de salvação: Eu porei inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a descendência dEla, essa te ferirá a cabeça (Gen 3, 15). Tais expressões, denominadas desde o século XVI “Protoevangelho”, isto é, primeira Boa Nova, deixam entender que “a primeira reação de Deus diante do pecado não foi a de castigar os culpados, mas de envolvê-los ativamente na obra redentora... Revelam, também, o singular destino da mulher... Fora aliada da serpente para arrastar o homem ao pecado. Agora Deus, invertendo esta situação, anuncia que Ele fará da mulher a inimiga da serpente e a Sua primeira aliada.
“Quem é esta mulher... nova, chamada a restaurar o papel e a dignidade da mulher, que contribui para a mudança do destino da humanidade, colaborando, mediante a sua missão materna, para a vitória divina sobre satanás?” O Papa afirma que é Maria; “e reconhecemos na <sua descendência> Jesus, que triunfou sobre o poder satânico no mistério da Páscoa”.
Conclui o Papa: “Nós aqui notamos, com alegria, como o termo <mulher>, usado de forma genérica no Gênesis, leva-nos a associar à Virgem de Nazaré e à sua missão na obra da salvação, de forma especial as mulheres, chamadas segundo o desígnio de Deus a empenhar-se na luta contra o espírito do mal. As mulheres que, como Eva, poderiam ceder à sedução de satanás, da solidariedade com Maria recebem uma força superior para combater o inimigo, tornando-se as primeiras aliadas de Deus na estrada da salvação.
Esta aliança misteriosa de Deus com a mulher manifesta-se em formas múltiplas até em nossos dias: na assiduidade das mulheres à oração pessoal e ao culto litúrgico, no serviço da catequese e no testemunho da caridade, nas numerosas vocações femininas à vida consagrada, na educação religiosa na família...” Estes sinais concretos realizam o Protoevangelho e sugerem “uma extensão universal da palavra <mulher> entre e além dos confins visíveis da Igreja, mostrando que a vocação única de Maria está inseparável da vocação da humanidade e, em particular, daquela de cada mulher, que se ilumina na missão de Maria, proclamada primeira aliada de Deus contra satanás e o mal”.
Notícia da Terra Abençoada

Testemunho de Arcebispo
americano em Mediugórie

Nos primeiros dias de fevereiro, tivemos a visita do Arcebispo Phillip Hannan de Nova Orleans, agora emérito, fundador de estação de rádio e televisão que tem o objetivo de dar a conhecer o sofrimento de tantos irmãos e levar-lhes socorro. Ele, juntamente com a equipe de televisão, visitou algumas cidades da Bósnia, inclusive Tuzla e Saraievo, onde encontrou o Cardeal Puljic’, para dar a conhecer ao público americano os projetos humanitários para aquelas populações. Depois, foi ao Santuário Rainha da Paz em Mediugórie, onde permaneceu dois dias. Ele foi à Vila da Mãe, onde as dores e os sofrimentos daquelas crianças órfãs tocaram-no profundamente e, em lágrimas, disse: “O próprio Deus inspirou os construtores desta vila”. O Arcebispo visitou, depois, e admirou a comunidade Cenáculo, onde jovens toxicodependentes curam-se da droga.
Era a terceira vez que vinha a Mediugórie e, antes de partir, disse: “Aqui tenho sempre sentido uma atmosfera de paz e de fé. Sempre tenho encontrado uma particular paz em todos aqueles que estiveram aqui. Voltam para casa com uma fé aprofundada, retornam à vida sacramental e à oração. Começam grupos de oração que são fonte de graça para muitos. Por esse motivo, recomendo a todos, especialmente aos jovens, que venham em peregrinação à Rainha da Paz e que comuniquem aos outros a sua experiência. Que, deste modo, forme-se uma corrente de paz e fé no mundo”.

Mais de 500 casos
de curas prodigiosas

Embora os padres de Mediugórie conservem a devida discrição sobre estes fatos, sabemos que os casos de cura conhecidos são inumeráveis. Aqueles sobre os quais foi reunida documentação científica superam os 500. Uns trinta deles têm as características da extraordinariedade absoluta e possuem toda uma documentação que atesta a doença em sua gravidade, a cura inesperada com caracteres e formas desconhecidas pela ciência médica. Para muitos destes casos foram iniciadas desde 1984, e pelos anos seguintes, sérias pesquisas científicas, junto àquelas sobre os videntes (estes resultados foram sempre positivos).
Sabemos que, habitualmente, Deus não deixa faltar “sinais e prodígios” para ajudar e confirmar a fé naquilo que dEle procede, como as manifestações sobrenaturais, as palavras proféticas e a veracidade e santidade de seus testemunhos. Confirma-o o Evangelho: Estes serão os sinais que acompanharão aqueles que crêem... e o Senhor operava junto a eles e confirmava a Palavra com os prodígios que a acompanhavam (Mc 16,16-18).
Pe. Iozo “sumo sacerdote” de todos os indianos! - Depois de ter contado sobre a sua longa viagem pela Oceania, relatamos um particular da sua estada no Canadá, por ele mesmo contada. “Alguns indianos canadenses desejavam um encontro comigo e pediram ao seu Bispo para organizá-lo. O encontro ocorreu próximo à sua pequena Igreja e foi tão comovente que todos começamos a chorar: um encontro irrepetível. Na sua fala de boas-vindas, diante do Bispo e do seu delegado, o chefe indiano falou de um momento histórico para o Canadá e para o povo indiano. Os 99% dessa gente são católicos e igualmente desejam pertencer a Maria, aceitando também a sua mensagem de paz para o mundo. Em seguida, o chefe chamou-me de “sumo sacerdote” e chefe honorário de todos os indianos, segundo a decisão do Conselho. Quando recebi as minhas insígnias, o homem que guardava o kalumet da paz veio a mim, dizendo que os indianos tinham decidido acendê-lo pela Croácia. Depois de acendê-lo, deram-no a mim, passando-o, depois, de mão em mão, a todos os presentes, com o grito “pela Croácia!”. Depois disto, eles rezaram por mim e por todo o povo croata. O chefe, com o terço na mão, definiu Mediugórie como terra abençoada de onde vêm as mensagens por eles sonhadas e abençoou Mediugórie e o povo croata, pedindo para que a guerra terminasse definitivamente”.

Testemunho de um piloto americano - Já temos falado do piloto americano, Scott O”Grady, salvo depois da queda do seu avião em junho de 1995 (Eco 122). Ele que descreveu num livro os sofrimentos, a fome, a sede, o frio e o medo que sofreu, escondido na floresta, à espera de socorro, contou também o particular mais significativo da inteira operação de resgate. “Pensando que a sobrevivência é, em primeiro lugar, um teste espiritual, experimentei algo incrível. Repentinamente, no meu esconderijo, veio-me à mente o relato da mãe de um amigo meu que, antes da guerra, esteve em Mediugórie, onde se testemunha a aparição de Nossa Senhora. Então dirigi-me a Nossa Senhora e, imediatamente, senti a sua presença, que tornava-se sempre mais clara e tangível até o momento em que A vi. É difícil descrever com palavras. A visão produziu em mim uma incrível sensação de calor e plena de alegria e de paz. Havia alguém que rezava e velava pelo meu retorno para casa.
Aquela visão foi o que de mais importante me aconteceu na Bósnia. Deu-me a coragem para resistir nos momentos mais difíceis. Com o seu livro, o piloto americano tornou pública a declaração por ele mesmo dada imediatamente depois da operação de resgate: < Nossa Senhora de Mediugórie me salvou>“.

Vinte jovens artistas participaram na casa de oração Domus Pacis de um seminário artístico, dirigido pelo famoso artista italiano Carmelo Puzzolo, autor dos painéis em bronze da Via-Sacra do Krizevac’ e dos Mistérios do Rosário na Colina das Aparições. Ele é grande amigo de Mediugórie. Estava presente também a pintora acadêmica senhora Milena Tomas, que vive e trabalha em Mediugórie. (do Press Bulletin)

* Pe. Slavko fez, juntamente com Miriana, uma bela viagem pelo Oceano Índico. Igrejas cheias, abarrotadas. Interrogado a respeito do reconhecimento oficial da Igreja sobre Mediugórie, respondeu com expressão de bom humor: “Os comunistas foram os primeiros a reconhecer as aparições de Mediugórie. Em 1981, já no terceiro dia, eles disseram aos videntes: “A Gospa de vocês está conosco”. Parecia o espírito maligno do Evangelho que gritava diante de Jesus: <Que há entre nós, Jesus de Nazaré? Viestes arruinar-nos?>“.

* Pe. Iozo viajou para a Itália. Em março, partirá com Pe. Ivan para uma missão em Saraievo. Pregarão em muitas paróquias. Rezemos por eles porque as almas têm muita necessidade da Palavra de Deus.

* Francesco Maria Lunetti, segundo filho de Maria Pavlovic’, nasceu em 24 de janeiro. Tudo bem para ele e para sua mãe, que recebeu a mensagem de janeiro, no dia seguinte, no hospital. Nossa Senhora teve a delicadeza de evitar os horários de cuidados e de visitas, para estar livremente com Maria Pavlovic’.


* Philip Dragicevic’, tio de Iákov, morreu repentinamente. Ele havia acolhido em sua casa Iákov quando, aos 10 anos, com a morte da mãe, ficara só. Dragicevic’ foi para Iákov como um pai. (do Diário de Irmã Emmanuel)

Mediugórie continua
em Civitavecchia

Milhares de conversões, 23 curas físicas - “É um acontecimento racionalmente não explicável. Certamente aconteceu algo de inexplicável em minhas mãos. Poderei morrer, mas repetirei sempre o que vi e o que aconteceu em minhas mãos”, afirmou o Bispo Dom Gerolamo Grillo, no segundo aniversário das lágrimas da imagenzinha de Nossa Senhora de Mediugórie, em Civitavecchia. O Bispo fala também de “muitíssimos casos, de 20 a 23, de curas atribuídas à intercessão de Maria; sobretudo de dois, dos quais um menino, parece tratar-se de retorno de coma irreversível.
Em seguida, fala das graças infinitas, de 300 mil peregrinos do mundo inteiro, em um ano. Milhares e milhares, depois, converteram-se: entre eles 120 testemunhas de Jeová, muitos protestantes e alguns budistas. Crescem também os ex votos “sobretudo - diz o Bispo - as promessas de casais separados e agora reconciliados, sapatinhos de crianças, algumas seringas de jovens escravos da droga”. Tudo prova de como “Nossa Senhora desperta o próprio afeto materno, principalmente nos jovens casais, nos jovens e nas crianças”. O Bispo também negou que a lacrimação pudesse ser fruto de uma “presença diabólica” e muitos exorcistas confirmaram-me a ausência de influxos demoníacos.
Não obstante tudo isto, o prelado confessa que perdurava o seu ceticismo: “Se é verdadeiro, dai-me um sinal. Dois dias antes que chorasse em minhas mãos, sonhei com Nossa Senhora que me confiava uma mensagem. Na manhã seguinte, não me lembrava mais de nada; porém, não era uma mensagem triste ou ruim, mas doce e de amor”.
Dom Grillo também explicou o porquê da entrevista ao Tg1 que revelou ao mundo as lágrimas da imagenzinha nas suas mãos. “Fiz somente para salvar a imagenzinha de Nossa Senhora: tive uma inspiração que me falava do seqüestro da imagenzinha por parte dos investigadores. Revelando ao mundo que Nossa Senhora tinha chorado nas minhas mãos, quis tornar público tudo e impedir que ela fosse levada embora”.
Isto afirmou o Bispo, apresentando o livro O mistério das Lágrimas, de Andrea Tornielli (Ed. Segno). O livro relata também o testemunho inédito do principal cardiologista de Civitavecchia, prof. Marco Di Gennaro. O médico confirma agora ter verificado com os próprios olhos “que produziam-se modificações no rosto da imagenzinha de Nossa Senhora. Eu vi quando fora submetida em Roma às primeiras análises, o sangue tinha a clássica cor da hemoglobina oxidada, isto é, era um vermelho escuro. Quando Dom Grillo me chamou, no mesmo dia da lacrimação nas suas mãos, tive como ver um traço sutilíssimo de uma cor vermelha e brilhante, típica do sangue vivo e fresco”.
No 1º aniversário das lágrimas, em 2 de fevereiro, foi visto na paróquia de S. Agostino al Pantano um espetáculo de fé e fervor superior ao normal. Ininterruptamente chegava gente de todas as partes durante o dia inteiro, não obstante a chuva contínua. Calcula-se pelo menos 10 mil pessoas presentes. Das 6h da manhã às 22h 30min, dezenas de sacerdotes revezavam-se a cada hora para celebrar, melhor, concelebrar Santas Missas e atendiam sem interrupção às confissões.
Depois, de Civitavecchia partiu a procissão penitencial de que participaram centenas de pessoas, desafiando a chuva por um percurso de 8 km. À chegada, o Bispo celebrou, com muitos sacerdotes, uma Missa solene, sob o átrio da Igreja, diante da qual o galpão não podia abrigar todos os fiéis presentes. Ele, numa calorosa homilia, recordou o testemunho da lacrimação ocorrida nas suas mãos e, depois, fez solenemente a consagração de toda a cidade ao Coração Imaculado de Maria. Com intenso fervor, grupos de crianças rezaram o Rosário da Paz em frente ao jardim onde se deu a lacrimação.

Também Iélena foi uma vez a Civitavecchia. Perguntou, depois, a Nossa Senhora por que não podia passar inobservada como desejava, mas tornara-se ainda centro de atração. E Nossa Senhora, que é sempre humilde serva, respondera a Iélena: “Também eu sofro por ser centro de atração; mas se a minha presença serve para aproximar os homens a Jesus, Eu continuo a minha missão. Esta geração deseja ainda sinais, mas o sinal é Jesus; se estes sinais (as lágrimas de Civitavecchia) não mais conduzem a Jesus, não se justifica mais sua existência”.

O PROGRAMA
de Maria para a paz

Relatamos, em síntese, o que disse Pe. Slavko no retiro de Cervia (nov/95) sobre o tema “Educar para a Paz”.
Os grupos, célula-mãe da paróquia - A espiritualidade mariana é simples: não se deve complicá-la. É bom que os grupos de oração façam coisas simplíssimas: Rosário e adoração, Missa e confissão, e concretas atividades maternas pela paróquia: desta forma, certamente não se engana e não se dispersa. Os grupos marianos devem permanecer em nível materno muito concreto. Esses deveriam ser a “célula-mãe” de uma paróquia e sustentar ali um autêntico espírito de oração, fazendo brotar dela atividades concretas. Se se cultiva uma autêntica espiritualidade mariana, torna-se também ativo.
Não basta aprofundar as mensagens. É preciso conhecer com amor e amar conhecendo. Uma mãe que tem um filho doente ama-o, mas não pode operá-lo: seria perigoso se o fizesse sem ter competência para tanto. Mas também é um pouco perigoso um médico que opera sem amor. Assim os grupos, que se limitam a conhecer as mensagens sem colocar em prática o amor, não criam as condições para a paz. Antes refugiam-se na oração sem fazer algo de concreto na paróquia e não dão um bom exemplo. É necessário ser ativo, deixando-se inspirar através da oração, doutra forma afasta-se da realidade.
A oração - Naturalmente, para construir a paz é necessário, em primeiro lugar, cultivar um profundo espírito de oração, procurando encontrar mais tempo para o encontro pessoal com Deus. Muitos repetem continuamente que não têm tempo para a oração, mas isso significa, em certo sentido, acusar a Deus de ter criado um dia não bastante longo. Se, depois, conseguissem de Deus um dia de 25 horas, certamente nada mudaria: continuariam a não rezar.
O jejum - Outro elemento fundamental a educar para a paz, e assim criar as condições, é constituído pelo jejum. O jejum nos convida a abrir os olhos sobre o que temos e estarmos satisfeitos com ele: doutra maneira, somos tentados a querer sempre mais, permanecendo sempre insatisfeitos. O consumismo de hoje, na verdade, é muito mais perigoso do que o comunismo, porque é engano. Seria bom, como nos pede Nossa Senhora, jejuar duas vezes por semana, possivelmente a pão e água, na quarta e na sexta-feira. Nisso, porém, é bom não sermos rígidos: quando estamos em companhia de outras pessoas, em viagem, no hotel, em uma festa, não é oportuno jejuar. Junto com o jejum normal na própria casa, há também o jejum da TV, de certas leituras e curiosidades, do fumo e do álcool.
Não nos esqueçamos, depois, de que o jejum faz bem ao corpo, à alma e ao espírito! Através do jejum, aos poucos são acorrentadas as paixões que normalmente nos seduzem. Esta é a experiência de milhares de místicos na história da Igreja. Não é verdade que o jejum nos torna nervosos: antes, ele nos faz descobrir que somos nervosos. Jejuando, cresce em nós um processo de purificação, especialmente do orgulho e do egoísmo. O jejum, de fato, faz-nos abrir os olhos sobre os nossos defeitos e sobre as nossas negatividades. É melhor descobrir logo as doenças espirituais que estão em nós, de outro modo mais tarde será sempre mais difícil extirpá-las. O jejum, por outro lado, é recomendado não só pela Igreja católica. Na Igreja ortodoxa, o jejum é praticado, de costume, justamente na quarta e na sexta-feira, com muita seriedade; e também muitas outras religiões conhecem o jejum, em particular o Islamismo, o budismo e o induísmo.

É também o programa do Papa - Construir as condições para a paz significa também esforçar-se para difundir uma nova “cultura da vida”, a nova civilização do amor. Na sua encíclica Evangelium Vitae, o Santo Padre, depois de ter reconhecido o superpoder dos meios que sustentam a cultura da morte, diante daqueles de que dispõe a “cultura da vida”, exorta a confiar na ajuda de Deus, ao qual nada é impossível... O próprio Jesus nos mostrou com o seu exemplo que oração e jejum são as principais e mais eficazes armas contra a força do mal (Mt 4, 1-11) e ensinou a seus discípulos que alguns demônios não se expulsam se não dessa forma (Mc 9, 29). Reencontremos, portanto, a humildade e a coragem de rezar e jejuar para conseguir que a força vinda do Alto faça desabar os muros de enganos e mentiras, que escondem aos olhos de tantos nossos irmãos e irmãs a natureza perversa de comportamentos e de leis hostis à vida, abrindo seus corações a propósitos e projetos inspirados à civilização da vida e do amor (ver parágrafo 100).
O Papa, portanto, convida-nos a romper os muros do mal em volta de nós por meio da oração e do jejum. É possível “abrir os olhos” sobre tantas realidades negativas, diz o Papa, somente se se utilizam concretamente estes meios. Para muitos que ainda repetem querer esperar que o Papa reconheça oficialmente Mediugórie e as suas mensagens, antes de começarem a rezar e jejuar seriamente, necessitaria dizer que é uma espera inútil, visto que o Papa, muitas vezes, “reconheceu” a importância da oração e do jejum e esta encíclica é disso a mais recente prova.
Não esperar a paz de fora - Nossa Senhora fala, antes de tudo, da paz do coração. Deveremos agir de maneira que a nossa paz interior seja independente do ambiente externo. A verdadeira paz, de fato, não deveria depender dos acontecimentos externos, mas vir da liberdade interior. A alma humana não pode permanecer vazia: se não se preenche de conteúdos positivos, preenche-se de conteúdos negativos. Por isso, não se pode dizer que crescemos espiritualmente se não desenvolvemos a sensibilidade pela vida ao nosso redor: e isto é verdadeiro critério para entender se temos recebido bem a espiritualidade mariana. O Papa, no parágrafo 5 da Evangelium Vitae, dirige a todos, e a cada um, apaixonado apelo em nome de Deus: Respeite, defenda, ame e sirva a vida, cada vida humana! Somente por esta estrada encontrará justiça, desenvolvimento, verdadeira liberdade, paz e felicidade! Portanto, onde se respeita a vida há paz, onde falta este respeito começa a destruição.

Duas pernas - O jejum e a oração são como duas pernas que na vida espiritual são necessárias, não apenas para estar de pé, mas também para caminhar. Jejum e oração, portanto, são os verdadeiros fundamentos sobre os quais edificar a paz. De fato, desejar a paz faz bem, mas resulta inútil se, depois, não queremos rezar e jejuar. A oração sempre unida ao jejum ajuda-nos a fazer a vontade de Deus. Nós, em geral, dizemos que é um milagre quando Deus aceita a nossa vontade, isto é, quando nos concede uma graça que havíamos pedido com insistência. Pelo contrário, o verdadeiro milagre é quando se aceita fazer a sua vontade! (Angelo Masciello, Foggia)

Quatro passos concretos
para um caminho espiritual

Quando, dentro de nós, deixamos Deus agir e se desenvolvem os seus programas, tudo aquilo que é exterioridade cai, torna-se inútil. Este apelo é muito grande, mas a estrada a percorre somente quem caminha no coração, por dentro. É preciso, portanto, dar alguns passos na vida espiritual. Ler Rom 10,9-13...
1. O primeiro passo no caminho espiritual é reconhecer Deus como Senhor de tudo. É o temor do Senhor que não é o medo de Deus. Infelizmente, perdemos o sentido do temor reverencial que fazia prostrar Moisés diante de Deus, com admiração e estupor.
Estamos cheios de medo porque não encontramos o aspecto positivo deste temor que nos faz amigos de Deus. Disto vêm interpretações e atitudes negativas: o pobre, o aflito, o sofredor que pecou sente-se um coitado, em vez de sentir-se feliz como Nossa Senhora; o humilde que espera torna-se um iludido em vez de explodir de alegria na espera do Senhor; quem pecou teme o castigo de Deus, em vez de exultar pela sua misericórdia. O temor reverencial põe a criatura diante do seu Criador com admiração e amor, tornando-a livre. A contemplação da sua grandeza a atrai e a eleva.
2. O segundo passo é reconhecer que Deus é o Senhor, Senhor de todas as situações. Aquilo que expressamos no Creio deve tornar-se um ato interior, concreto, palpável e vivido em nossa profundidade. Eu, pessoalmente, experimentei-o quando, em um período particular da minha vida, percebia, ao meu redor, barreiras de fechamentos; estava mesmo tudo fechado, com muitos problemas que não conseguia removê-los, desbloqueá-los. As pessoas estavam contra mim, contra aquilo que Deus desejava de mim e disso eu estava muito seguro.
O que fiz então? Assim me dirigi a Deus: “Vós sois o Senhor, entrego a Vós a mim próprio e esta situação. Sede Vós a cuidar dela; dela não sou mais responsável. Estou pronto para tudo o que quiserdes fazer de mim. Desejais que eu vá para a prisão? Então irei. Desejais algo de pior? Também farei. Nada Vos direi. Ofereci-me e por isso não desejo saber nem como, nem quando, nem onde. Vós sois o Senhor, fazei como desejais!”
Dispus-me a uma atitude de doação total. Deixei as pessoas, situações, tudo. E, naquele momento, senti que a minha alma estava livre, os problemas não mais me esmagavam. Recomecei a viver, a respirar. Esta é uma atitude de adoração: Deus é Deus, que posso sugerir-Lhe? Por que devo condicioná-Lo? Deus é o Senhor. A mim nada pertence. Sei que Ele é o Senhor de todas as situações; Ele ocupa-se do meu passado como se fosse presente, ocupa-se dos outros porque são seus. Tudo usa para o perfeito bem. Deus pode fazê-lo. Viver esta atitude significa viver em liberdade: desaparecem os temores, as preocupações, as curiosidades.
Nestes tempos, preocupa-nos, freqüentemente, saber quando Jesus virá, de onde virá. Mas que importância tem saber quando, onde? O que conta é que Ele é Senhor de mim hoje, do meu passado e do meu futuro. Isto abre-nos o coração à luz e nessa podemos caminhar. Onde você não vê, vê o Senhor. Assim você pode caminhar também no escuro porque é Ele que o conduz. É belíssimo saber que Ele pode mudar todo o seu passado! É somente com essa atitude que ocorre a abertura da alma e que podemos exclamar com São Francisco: ”Meu Deus e meu Tudo”. De outra maneira, permanece-se fechado nos erros, nas ofensas feitas e recebidas, nos fracassos.
3. Permita a Deus conduzi-lo adiante em qualquer situação. Às vezes, a alma percebe o que Deus deseja, mas não confia, não deseja mover-se, permanece preguiçosa. Precisa ser “ativo no coração”, permitir ao Senhor que a sua palavra e a sua vontade tornem-se vida em nós. Quantas comunidades e grupos sentem tantas coisas belas, mas não se movem, porque falta-lhes esta vivacidade, uma resposta generosa pela qual Deus pode transformar-nos, ultrapassando todos os nossos conhecimentos e cálculos. Se não se ultrapassam estas nossas visões, permanece-se no escuro.
Deus está ALÉM de tudo isto. É justamente a razão pela qual Jesus não fez milagres na sua cidade: estavam estacionados em seus conceitos, em suas esperas. Enquanto o ato de fé é grandioso e leva-nos aonde não pensamos: é onde desejam conduzir-nos Jesus e Maria se temos uma atitude de total abertura. E dentro de nós o Espírito de Deus exclama: Aba, Pai: devemos unir-nos a Ele também quando não sabemos como rezar. Isto significa estar abertos na estrada da luz, do conhecimento de Deus. Sem esta abertura, sem oferecer esta grande possibilidade ao Espírito dentro de nós, todos os encontros, todas as Escrituras, tudo aquilo que temos aprendido a nada serve e podemos não nos mover.
A Escritura diz: Aquele que nEle crê não será decepcionado e acrescenta: Aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo (Rom 10, 11.13). Vejam o poder da oração! E nós ainda não a experimentamos justamente porque faltam os pressupostos: reconhecer Deus como Deus, como Senhor de todas as situações. Não a temos ainda experimentado porque estamos fechados em nossos conceitos, em nossos pontos de vista. Não estamos ainda livres, como nos ensina a Escritura. Eis porque devemos chegar à dinâmica interior, que não devemos confundir com a efusão afetiva. Esta atividade é uma liberdade de espírito, que nos torna completamente disponíveis e prontos para qualquer sinal do espírito e torna-nos plenos de fé ativa e de alegria.
4. Depois, chega-se ao perfeito amor. Permanecem a fé, a esperança e a caridade, porém a maior de todas é a caridade (1 Cor 13). E se desejamos ver a estrada aberta até o fim, resta-nos somente o amor puro. Quando estamos com Deus, então somos um só com Ele, em nós vem a força; a sua corrente de vida traspassa-nos. Quem então nos separará do amor de Cristo? Nem a morte, nem as perseguições, nem a fome, nem a espada... Mas em todas estas coisas nós somos mais que vencedores pela virtude dAquele que nos amou (Rom 8, 31-39).
Vejam, no centro está a abertura para receber este amor, que existe em você e por você em qualquer condição em que se encontrar. Quando você está aberto a este amor, já está repleto. Quando estamos neste amor, também todos os dons extraordinários encontram o seu justo lugar. Chegamos ao ponto de uma total clareza. Antes, porém, é necessário chegar ao nebuloso e perder todo o resto. De outra maneira, este amor puro não pode manifestar-se. Nenhum mestre nem encontro nem livro pode-nos ajudar, se não colocamos em prática estas coisas: convido-os a viver estes passos na liberdade para poder, assim, ajudar a Igreja e o mundo. (Pe. Tomislav Vlasic’)


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ESCREVEM OS LEITORES

Uma razoável proposta - Concomitante ao nosso artigo sobre a necessidade de, pelo menos, 10 minutos de recolhimento depois da S. Comunhão (Eco 124), foi apresentada à Sagrada Congregação dos Sacramentos uma proposta para garantir um adequado agradecimento. Ei-la: A Comunhão seja dada logo depois da Consagração, com eventuais retoques no texto que a segue. O tempo restante consentiria unir-se ao agradecimento de Jesus, à sua oração sacerdotal e à invocação do Pai-Nosso. Também pelo cumprimento da paz, que agora perturba um pouco o recolhimento que precede a Comunhão, parece mais feliz a praxe ambrosiana de oferecê-lo antes de fazer a oferta, como exorta Jesus no Evangelho.
Levar a sério a Missa - Os videntes confirmam uma mensagem dada pela Virgem sobre a Missa, antes que se iniciassem as mensagens “oficiais” da quinta-feira (depois mensais) a Maria Pavlovic’, na Quaresma de 1984. Ei-la: Queridos filhos! Procurem chegar à Igreja um pouco antes da Missa para preparar os seus corações para acolher Jesus; e depois da Missa permaneçam um pouco de tempo para falar com Ele, em lugar de sair logo como fazem. Então Deus poderia fazer mais milagres em sua vida e existiriam menos doentes entre vocês. Sim, desde o início a Virgem nos advertiu, freqüentemente, de sermos demais levianos no modo com que participamos e vivemos a Missa, confirmou um vidente. (S.E)

“A Virgem peregrina da França veio repousar por 8 dias em nossa casa. Depois de 5 meses de viagem, já era tempo de descanso. Para ela, por tantos anos, há inverno sobre a terra, mas Ela não se dá descanso enquanto não tiver aquecido os corações. Agora cai neve e não é mais possível seguir; então temo-La no aconchego, acariciamo-La, cantamos para Ela e invocamo-La. Sem deixá-La, trabalhamos no silêncio para a difusão da sua mensagem pelo mundo inteiro. Todos nos sentimos envolvidos pelo seu amor materno. Quanta graça ter uma Mãe assim que nos une à Santíssima Trindade!” (Colette e Jean-Marie Evrat, Dole).

Acolhamos o convite de Maria e a graça de Jesus para uma verdadeira conversão, que nos liberte dos nossos vícios, para entrar numa comunhão fraterna de vida como fruto da Páscoa. Sejam abençoados agora e sempre.
Villanova M. 26.2.96 don Angelo


IMPORTANTE: ECO é gratuito e vive de contribuições espontâneas dos leitores. Sobre você que, na humildade e no escondimento, vem contribuindo de forma tão valiosa em favor desta obra da Rainha da Paz, imploramos a bênção e a proteção dAquela que arde de amor por nós e conhece o segredo dos corações.