Mediugórie - Eco 127
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.04.96:
Queridos filhos! Hoje, convido-os de novo a colocarem a oração em primeiro lugar em suas
famílias. Filhinhos, se Deus estiver em primeiro lugar, então, em tudo que fizerem, procurarão a
vontade de Deus. Desta forma, a sua conversão quotidiana será mais fácil. Filhinhos, com
humildade, procurem o que não está em ordem em seus corações e, assim, compreenderão o que
precisam fazer. A conversão será para vocês um dever diário que realizarão com alegria. Filhinhos,
Eu estou com vocês, abençôo a todos e convido-os a tornarem-se minhas testemunhas através da
oração e da conversão pessoal. Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo!
Procurar na oração
a vontade de Deus
para uma conversão diária
Na mensagem precedente, Maria exorta-nos a colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida;
agora exorta-nos a colocar a oração em primeiro lugar em nossas famílias. Talvez um apelo à
prática do mês de maio em família? Mas isto ainda significa colocar Deus no centro dela. Nossa
Senhora retorna sempre à oração como base para a vida familiar. Sem ela, é querer os frutos sem a
árvore (e onde não é possível a oração em família, cabe, a quem compreendeu, rezar por todos).
Mas qual oração? Antes de tudo, a oração da manhã e a da noite, que nos colocam diante de Deus
para adorá-Lo, ouvi-Lo, agradecer-Lhe, confiar-Lhe todas as ações do dia e pedir-Lhe perdão.
Quanta diferença entre fazer as orações por hábito, para sentir-se desobrigado, e, pelo contrário,
colocar-se diante de Deus, com o coração aberto e sincero! Neste caso, compreende-se logo o
que Ele deseja e procura-se fazê-lo: então, em tudo que fizerem, procurarão a vontade de Deus.
Rezar e fazer a vontade de Deus é uma só coisa. Se se é assíduo nessa oração, de forma filial e
sincera com Deus, chega-se a uma conversão quotidiana porque assim é fácil reconhecer as
próprias quedas e corrigir-se. Quão útil é o exame de consciência verificando como foi o nosso dia,
os nossos relacionamentos, o nosso trabalho. Ele é o melhor antídoto a todo egoísmo, às divisões e
aos contrastes que destroem a paz entre as pessoas, a ponto de torná-las isoladas, seguindo cada
uma sua própria estrada, seja na família ou no ambiente em que vivemos.
Justamente assim, filhinhos, diz-nos a Mãe, com um sentido de cuidado, de ternura e de confiança:
com humildade, procurem o que não está em ordem em seus corações e compreenderão o que
precisam fazer. A conversão contínua exige o arrependimento permanente. Um grande marco seria,
em primeiro lugar, pedir perdão por todas as ofensas, para uma purificação que permite o
crescimento no amor: toda falta poderá tornar-se ocasião para um passo adiante.
Então a conversão será para nós um dever diário a cumprir com alegria, porque nisso veremos a
necessidade e vigiaremos a nós mesmos. Se o nosso dia não transcorre na atenção à conversão,
caminhamos apenas sob o plano do homem velho, que nos arrasta
Mãe do Bom Conselho - Genazzano (Itália)
com a força das paixões terrenas: construímos sobre a areia e não sobre Jesus, pedra viva.
Por fim, Nossa Senhora revela-nos o porquê de tudo quanto nos disse. Deseja que nos tornemos
suas testemunhas, para os homens conhecerem, através de nós, a sua bondade materna que tem a
força de demovê-los de uma vida insensata e atraí-los para o reino do amor. Quanto empenho Ela
nos oferece! Mas para isso assegura-nos: está conosco e nos abençoa a todos.
Mensagem tão sábia e prática de uma educadora incomparável: a sua é uma direção espiritual
simples e válida para todos, indo ao centro dos problemas para fazer-nos crescer segundo Cristo,
sem tantas palavras inúteis.
É verdade o escrito por um amigo (Nicola B.): As mensagens de Nossa Senhora, juntamente com
a Palavra de Deus, valem mais do que todas as outras devoções, ainda que belas, porque,
daquelas, emanam decisões concretas, de Deus, na escolha da vida, a cada dia. don Angelo
Retornam as multidões de peregrinos - Mediugórie viveu estas semanas antes e depois da Páscoa
como nos melhores tempos de antes da guerra. Especialmente durante as festas da Páscoa,
multidões de peregrinos chegavam de todas as partes do mundo: Áustria, Alemanha, Itália, América
do Norte, França, Argentina, Espanha, Polônia, República Theca, Brasil, etc. Não sendo a Igreja e
as áreas adjacentes suficientes para acolher a todos durante a programação vespertina, as liturgias
do Tríduo Pascal foram celebradas separadamente em nove diferentes idiomas. Uns vinte
sacerdotes, continuamente, atenderam às confissões. Durante a Quaresma houve cinco retiros
espirituais de jejum e de oração na Domus Pacis, com a participação de cerca de 200 peregrinos.
O programa vespertino de Mediugórie para o horário de verão desenvolve-se das 18 às 21h: às
18h, Rosário; às 19h, Santa Missa, seguida da benção e da terceira parte do Rosário. Há adoração
ao SS. Sacramento, na quinta-feira, às 20 h, depois da Missa e, na quarta-feira e no sábado, das
22 às 23h. Todos os domingos, às 15h, Rosário da paz na Colina das Aparições e, em todas as
sextas-feiras, à mesma hora, a Via-Sacra no monte Krizevac.
O significado de Mediugórie para a Igreja
CHAMADA URGENTE
a acolher e viver
a Palavra de Deus
para enfrentar os tempos
Seminário de Oração e de Informações - ocorrido em Tucepi, de 17 a 21 de março/96 (Eco
126-B). Ao final, foi publicada a seguinte declaração que servirá como guia para o futuro:
Conscientes das circunstâncias em que se encontram a Igreja e o mundo, procuramos, em oração,
o caminho a percorrer com Nossa Senhora rumo ao século 21. As conferências e a troca de
informações que tivemos durante as discussões e os trabalhos, segundo os grupos lingüísticos,
levaram-nos às conclusões que desejamos anunciar a todos os grupos de oração, aos Centros de
Paz, aos peregrinos e à paróquia de Mediugórie:
1. O futuro, por incerto que seja, está nas mãos de Deus. Mas Deus espera a nossa contribuição
para torná-lo mais seguro e humano, e Nossa Senhora tem chamado a todos nós, através das
palavras do seu Filho, à conversão total (junho de 1990, julho de 1991).
2. Leiam a Sagrada Escritura, vivam-na e rezem para compreender os sinais destes tempos
(junho de 1991, agosto de 1993). As mensagens de Nossa Senhora em Mediugórie são, para nós,
um urgente apelo a viver o Evangelho do seu Filho.
3. É desejo de Nossa Senhora que em todo o mundo sejam organizados grupos de oração que
abram os corações dos participantes à obra do Espírito Santo, para reconhecer, na Bíblia, a
palavra de Deus para o nosso tempo e para descobrir, na oração, as estradas da sua atuação.
4. Os grupos de oração deveriam ser o coração e a alma das comunidades paroquiais, uma fonte
de confiança e de amor e paz eficazes.
5. Com o seu arquivo, a livraria, o escritório de informações, o Press Bulletin, o Robofax, a
Internet, a BBS e a rádio, brevemente em funcionamento, o Centro de Informações MIR está a
serviço dos peregrinos, dos Centros de Paz e dos grupos de oração.
6. Recomendam-se cooperação e troca de conhecimentos entre o Centro de Informações MIR e
os Centros espalhados por todo o mundo, como também uma aproximação mútua entre os Centros
existentes num mesmo País.
O seminário encerrou-se com peregrinação a Mediugórie, onde os representantes dos grupos
lingüísticos também concederam entrevista à imprensa. Depois, foi organizada a apresentação dos
sete livros do Pe. Slavko Barbaric.
Pedem-se, para os peregrinos,
estruturas, apoio espiritual,
e um centro ecumênico
Apresentamos o relato final com que Alberto Bonifácio quis focalizar os pontos de vista do grupo
italiano (do qual participaram também representantes brasileiro, espanhol e bolivianos):
Acompanhamos tantos peregrinos nos anos passados e levamos muitos auxílios humanitários
durante a guerra (e continuamos ainda ... até Saraievo, Tuzla e Gracanica ao norte), porque
amamos Nossa Senhora, amamos Mediugórie e reconhecemos a importância e a urgência da sua
mensagem. Ficamos agradecidos a Nossa Senhora e também a esta paróquia, aos seus padres, aos
videntes e às famílias, por tudo aquilo que recebemos.
Desejando, em seguida, que a paz traga muitos peregrinos para este lugar bendito, oferecendo a
tantos irmãos e irmãs a oportunidade da conversão, acrescenta: Todos sentimos a grande
responsabilidade que temos de nos tornar servos humildes e puros de Maria e de suas mensagens
(o Evangelho). Esta responsabilidade é para nós que acompanhamos grupos de peregrinos e
grupos de oração, assim como para a paróquia e o Santuário que recebem esses peregrinos.
Portanto, desejamos que: 1. As testemunhas destes acontecimentos, videntes e sacerdotes,
continuem a oferecer aos peregrinos, especialmente aos novos, seu importantíssimo testemunho,
estudando as maneiras, os lugares e os tempos melhores, através de um eficiente serviço de
informações que possa fornecer todas as indicações necessárias.
2. Os peregrinos isolados e sem guia bem preparado sejam auxiliados pelos guias locais e pelas
publicações do Santuário. A propósito dos guias, todos devemos estar atentos e evitar que estes
orientem os peregrinos para fanatismos perigosos ou para mensagens destituídas da verdade.
3. A paróquia assuma o empenho para a presença permanente de um sacerdote para cada grupo
lingüístico com maior número de peregrinos, disponível para as confissões, orientação espiritual e
liturgias.
4. Sejam melhoradas as infra-estruturas: ruas, estacionamentos (especialmente para os ônibus),
calçadas, caminhos de pedestres da Igreja para o Podbrdo e da Igreja para o Krizevac, um centro
médico, serviços higiênicos, telefones, etc.
5. Enfim, realizar um grande desejo e um grande sonho: que Mediugórie se torne um grande centro
ecumênico, como e ainda mais que Assis, sempre dentro do espírito de São Francisco. Um grande
centro do perdão, da reconciliação, do amor, da paz, promovendo encontros ecumênicos de várias
confissões cristãs e de várias religiões. Que Mediugórie se torne também um grande centro de
caridade para todos os pobres da guerra na Bósnia: nas três dioceses católicas, entre os ortodoxos
e os muçulmanos, utilizando parte dos recursos econômicos ofertados pelos numerosos peregrinos.
A Rainha da Paz, Mãe de todos, com a sua presença e o seu amor continue a nos iluminar e a nos
converter... (Pe. Agostino).
Tucepi (Croácia) - Mar/96 - Sacerdotes de Mediugórie e participantes do Seminário de Oração e
de Informações.
Nem a idade nem a fraqueza
seguram o Papa
Uma surpreendente energia, que não pode vir do homem, continua sustentando o Papa, apesar de
parecer ceder ao cansaço e aos males da idade. A mesma força que vem do alto o sustenta nas
tensões quotidianas que o atingem pessoalmente de dentro e de fora da Igreja. É realmente verdade
que até os adolescentes podem esgotar-se e jovens robustos podem cambalear, mas aqueles que
contam com o Senhor renovam suas forças; dá-lhes asas de águia. (Is 40,30). Assim ele não
renuncia aos seus intensos programas, embora, às vezes, deva adiá-los, como em Sena, onde o
esperava o importantíssimo encontro com o mundo do trabalho no dia de São José.
Em Sena: A solidariedade social
acima de qualquer cálculo de interesses
Na cidade de Santa Catarina, o Papa indicou uma solução evangélica e prática para as atuais
tensões sociais, que foi também apreciada pelos políticos, forças sindicais e trabalhadores
presentes. Perante o novo milênio apresenta-se a todos a oportunidade de perguntar-se sobre as
próprias responsabilidades para eliminar as injustiças (como o desemprego, o subemprego ou
trabalho negro, a insegurança no trabalho) e estabelecer, também no mundo do trabalho, novas
relações caracterizadas pela fraternidade, justiça e solidariedade: Deixem-se reconciliar com Deus
para tornar mais humanas as condições das pessoas e dos povos...
A primeira causa das graves injustiças, também em escala mundial, é sem dúvida o ofuscar-se da
consciência moral, conseqüência da exclusão de Deus do horizonte do coração humano e da
sociedade. Se nos inspiramos numa visão puramente materialística e hedonística da vida, é muito
difícil que a lógica do bem comum entre onde domina a lógica do interesse individual e que se
perceba a exigência de respeitar, servir e promover o homem todo em cada homem, especialmente
no mais fraco e indefeso...
Trabalho, empresa e solidariedade devem andar juntos, fazendo da empresa não um lugar de
conflito de interesses, mas uma comunidade de trabalho que visa ao bem comum para todos os
seus membros; harmonizando também as exigências produtivas com a proteção do próprio
território... É necessário fazer do princípio da solidariedade o critério constante das decisões
político-econômicas. É uma ilusão pensar que a mais ampla liberdade de mercado se traduza
automaticamente em riqueza para todos... O Estado com as suas regras deve garantir as
exigências da liberdade econômica e os direitos do trabalho e do trabalho para todos. O acordo
entre as instituições públicas, econômicas, sociais e culturais deve assegurar a valorização das
potencialidades locais e permitir a melhor utilização dos recursos disponíveis no território.
Chegou, então, a hora de uma nova política de solidariedade social, que não tem nada a ver com o
assistencialismo comodista, pernicioso a longo prazo aos próprios assistidos, mas que se baseia em
intervenções que visam a estimular o senso de responsabilidade e de produtividade das categorias
mais fracas, assegurando-lhes, ao mesmo tempo, a possibilidade concreta de expressar as próprias
capacidades...
O Papa, em seguida, evoca uma testemunha superpartidária, Santa Catarina, que já em 1300 assim
se dirigia aos governantes: Vocês desejam reformar nossa cidade; mas eu lhes digo que este desejo
nunca se realizará se não fizerem todo o esforço para destruir o ódio e o rancor que reina entre
vocês por causa do amor próprio, isto é, se não se esforçarem para atender ao bem comum de
toda a cidade e não-somente ao seu próprio bem. Aquele que tem autoridade não é constituído em
autoridade para atender ao seu próprio interesse, mas ao bem comum de toda a cidade (do diálogo
da Divina Providência).
Políticos, não se esqueçam da família! - É grave - disse ainda o Papa na praça do Palio - que a
maternidade se torne, às vezes, motivo de medo para as jovens mães que chegam a contrastar ou,
em casos extremos, renegar a sua vocação por medo de perder o emprego ou não poder
encontrá-lo. E dirige um contundente apelo aos políticos presentes, lembrando-os de que a
família é a célula da sociedade e, como tal, deve sempre ser defendida e sustentada... São
necessárias leis justas que tutelem os mais fracos e, mais ainda, pessoas abertas e imbuídas de
autêntico espírito de caridade.
Jovens, sejam profetas da vida e da alegria- Peço-lhes que sejam profetas da vida: sejam tais
por palavras e gestos, rebelando-se contra a civilização do egoísmo que freqüentemente considera
a pessoa humana um instrumento e não um fim, sacrificando a dignidade e os sentimentos em nome
do mero interesse; façam isso ajudando concretamente a quem precisa de vocês e que, talvez, sem
sua ajuda seria tentado ao desespero.
Peço-lhes para serem profetas da alegria: o mundo reconhecer-nos-á se soubermos comunicar
aos nossos irmãos o sinal de uma grande esperança já realizada, a de Jesus que por nós morreu e
ressuscitou. Não se esqueçam de que o futuro da humanidade está nas mãos daqueles capacitados
a transmitir, às gerações do amanhã, razões de vida e de esperança.
Digo-lhes ainda, como o Anjo a José: Não temam receber Maria (Mt 1,20) no caminho da vida...
Não tenham medo de confiar nEla, de entregar em Suas mãos maternas todos os problemas,
preocupações, expectativas e projetos. Sobretudo confiar a Ela o projeto que envolve toda a sua
vida: a vocação no oferecimento sincero de todo o seu ser: isto como antecipação da mensagem
do Domingo de Ramos para o dia mundial da juventude.
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Nossa Senhora e o canto - o concerto de 21 de junho atrairá multidões; rezemos para que a
Virgem se sirva do amor à música de seus filhos para infundir, em seus corações, também o amor
ao Seu Filho Jesus. Que Ela inspire compositores e cantores para expressar dignamente os
louvores de Deus e elevar a Ele os corações. Aqui em Mediugórie, Ela transformou cantores
pagãos em cantores cristãos (depois de tê-los libertado do lixo da droga).
Ela mesma deu lições de canto quando, no início dos grupos de oração de Ivan, observou: Não,
queridos filhos, vocês não sabem cantar com o coração. E Ela mesma cantou junto com os videntes
e a esses, depois, juntou-se o grupo. Nenhum dos videntes tem voz muito feliz, mas a sua mestra de
canto ensinou-lhes como cantar com o coração.
Ela nunca compôs cantos, alguns diziam, mas expressou sua preferência por alguns da antiga
tradição croata que exaltam a Paixão, a Ressurreição e a glória de Jesus. Esses são ainda cantados
durante as aparições noturnas na Colina e tocam profundamente a alma de maneira singular.
Existem - disse-lhes Ela claramente - cantos inspirados pelo Espírito e outros não (que diria dos
nossos?).
Em missão pela Itália,
Pe. Iozo encontra-se com muitos bispos
Em fevereiro e março, Pe. Iozo manteve encontros de oração em várias cidades da Itália com
grande afluência de fiéis e, depois, na Suíça (Lugano, Zurique e Mendrizio).
Em Nápoles, Pe. Iozo encontrou-se com o cardeal emérito, Corrado Ursi, grande amigo de
Mediugórie, na Igreja de Jesus Novo,. Depois o Bispo de Ischia abraçou o Pe. Iozo e disse-lhe
Seja bem-vindo, padre. Obrigado por aquilo que faz por nós e por toda a Igreja; rezaremos pela
sua missão.
Em Massa, a concelebração Eucarística foi presidida pelo bispo D. Eugenio Binini que agradeceu a
Pe. Iozo pela sua presença e missão.
Em Florença, o cardeal Silvano Piovanelli acolheu o padre, abraçando-o e ficando com ele durante
meia hora. Ao final, deu-lhe a sua bênção. O encontro na igreja de São Salvador, no largo
Michelangelo, terminou com manifestação luminosa em honra de Nossa Senhora.
O remédio de Maria - Em Pontassieve, Pe. Iozo levou ao povo a bênção do Cardeal que foi
muito bom para com ele e havia reforçado a importância dos encontros de orações porque é
necessária e urgente a conversão do mundo e de cada um de nós.
O padre depois exortou os fiéis a acolher as mensagens de Nossa Senhora e a colocá-las em
prática: Para mim, Mediugórie é um sinal que nos convida a aprender a ver corretamente. Deve-se
levar Jesus à família e ao povo, com o perdão, e aceitar a cruz que é o caminho da conversão: por
isso indicou os meios de sempre, dando também um exemplo. Poucos dias antes, levei um rapaz
croata ao hospital de Parma, atingido no olho por um projétil. O médico, maravilhado pela
serenidade e simplicidade do rapaz, perguntou-lhe: Mas como faz para ser assim tranqüilo depois
do que passou? É um milagre que você esteja vivo. O jovem respondeu: Este é o meu remédio e
a minha serenidade, mostrando o terço que tinha no bolso.
Dom Luciano Giovannetti, de Fiesole, agradeceu-lhe por ter vindo à sua Diocese e Pe. Iozo
pediu-lhe que ajudasse a Nossa Senhora, na próxima Conferência Episcopal, para que outros
Bispos cressem em Mediugórie.
Em Canda de Rovigo, o bispo D. Martino Gomiero teve palavras de encorajamento para o Pe.
Iozo, especialmente depois que D. Grillo de Civitavecchia lhe pedira para acolher a Pe. Iozo em
sua Diocese, como uma bênção.
Pe. Slavko na África: no final de janeiro, visitou as ilhas de Reunião e Maurício, um pequeno
paraíso na terra pelo seu clima tropical e suas belezas naturais. Estas terras, remotas e pouco
habitadas, emergem do Oceano Índico a 700 km ao sul de Madagascar. Com 90% de católicos,
há tempo conhecem a mensagem da Rainha da Paz, por obra de tantos peregrinos que foram a
Mediugórie e, depois, formaram grupos de oração e centros para a paz.
Na ilha de Reunião, Pe. Slavko, em companhia de Miriana e família, participou de encontros de
orações em 10 igrejas que não podiam conter a multidão de fiéis. Na igreja de São Francisco de
Sales, o Cardeal Jean Margeot, que antes esteve em Mediugórie e convicto divulgador das
mensagens, celebrou a Eucaristia acompanhado de 20 sacerdotes.
Também na ilha de Maurício, o Bispo local, D. Maurice Piat, participou de um grande encontro de
oração com 20 sacerdotes, confirmando a importância da mensagem. Pe. Slavko, em seguida,
prosseguiu para Uganda, onde o esperava o Cardeal Wamala, também peregrino de Mediugórie.
(Press Bulletin).
* Festival dos jovens - Neste ano ocorrerá o sétimo, de 31 de julho a 6 de agosto, tendo como
tema Das trevas à luz.
Recomenda-se aos participantes que levem a Bíblia, fone-de-ouvido e um rádio FM para as
traduções simultâneas.
* Cinco novos sinos foram abençoados pelo Pe. Tomislav Pervan na festa da Anunciação. Um
deles foi dedicado a Nossa Senhora, no 15º Aniversário das aparições diárias na paróquia de
Mediugórie. O segundo foi dedicado ao patrono São Tiago, e o terceiro, aos 64 franciscanos da
Herzegóvina, no seu 50º aniversário de martírio,.
* Sexta-feira de dor - Ivan chegou da Austrália com Laureen e a pequena Kristina. Na noite da
Sexta-Feira Santa, estávamos na Colina das Aparições. Nossa Senhora, como em cada
Sexta-Feira Santa, estava dolorosa. Abençoou-nos e deu-nos esta mensagem: Queridos filhos!
Agradeço-lhes porque sei que estão unidos a Mim na dor. Filhinhos, quando voltarem para casa
nesta noite, rezem os Mistérios Dolorosos diante da Cruz. Vão na paz do Senhor, queridos filhos!
E desapareceu no sinal da cruz luminosa, como de costume. Mas Ivan, durante a aparição, vira,
próximo a Ela, Jesus nas dores da Paixão.
Páscoa: uma subida ao Calvário
que liberta da cruz!
Mediugórie, noite de Páscoa. Anna, uma moça francesa de 29 anos, corre, dança, salta, dá voltas,
dirige, como um cisne, o grupo de peregrinos franceses: não se sabe bem se ela ri ou chora de
alegria. Naquela manhã, ao levantar-se, já tinha diante de si o programa habitual: dores agudas,
calmante à base de ópio, humilhações... porque Anna nasceu com deficiência nos pés. O pai é
miopático, a mãe hemiplégica e ela sofre de hipotonia muscular congênita nos pés: foi submetida a
três cirurgias e já sabe que em breve não poderá mais, de forma alguma, caminhar.
Mas naquela manhã, decide-se por fazer uma loucura: chegar, com a ajuda de amigos, até à
primeira estação da Via-Sacra do Krizevac para pedir a cura dos seus pais. Sabe bem que pagará
caro por esta doidice e por isso prepara uma dose máxima de calmante.
Com sacrifício e com grandes dores chega à primeira estação. Depois, uma força a impulsiona a
continuar subindo, mesmo sentindo grande dor, não nos pés: ela sente que se comunica com Jesus,
como se Ele lhe transmitisse uma pequena parte do seu sofrimento e lhe pedisse para sofrer com
Ele e com Ele oferecê-lo. Acontece o inacreditável: ela se encontra, passo após passo, no alto do
Krizevac, com todos os outros. Depois desce com os seus dois ajudantes, mas percebe que as
dores desapareceram sem qualquer calmante. E ei-la no seu quarto, saltando, girando, caminhando
na ponta dos pés... pela primeira vez em sua vida.
Na noite da Páscoa, Anna coordena a dança. No dia seguinte ela subirá à Colina das Aparições
para agradecer. Pe. Iozo pediu-lhe para recolher toda a documentação médica a fim de constatar a
cura.
Mas, para Anna, o melhor presente de Páscoa é o encontro com a Virgem, mais ainda do que a
cura. Desde a adolescência, ela resistia a Nossa Senhora e desejava conduzir a sua barca sem
Deus, mas não tinha paz. Em Mediugórie, reatou o diálogo com Maria, diante de uma estampa que
lhe oferecera Pe. Iozo. Reconciliou-se com Ela e consagrou toda a vida ao seu Imaculado
Coração: dessa forma, chegou também a paz. Anna pressente que Nossa Senhora tem planos para
ela, e já Lhe deu o sim total, embora não sabendo o que a espera.
Um jovem budista
chamado no Krizevac...
Philippe Jeanneau de Tonnay-Charente deu este testemunho público em 3 de março de 1996, que
nos foi enviado:
Queridos irmãos e irmãs, duas palavras para dar-lhes o meu testemunho! Completo, hoje, 25 anos:
depois de 20 anos de ateísmo, no início de março de 1994, o meu caminho espiritual me levava a
tornar-me monge budista. Mas, ali, encontrei-me num deserto espiritual.
E justamente então compreendi que me faltava algo: não tinha o Amor. Sentia um apelo interior
muito forte, mesmo não sabendo de onde vinha. Depois uma voz baixa me perguntava: Por que
procura tão longe o que está à tua porta? Ao mesmo tempo veio-me uma grande vontade de rever
o filme de Jesus a que assistira na televisão quando era ainda criança: era a única instrução religiosa
que tivera!
Pouco depois fui à casa de um cristão para perguntar-lhe se tinha o filme tão desejado. Sim, ele o
tinha. Era o filme Jesus de Nazaré, de Zeffirelli. Desde o início do filme enamorei-me de Maria e
fui igualmente subjugado por Jesus a ponto de esquecer-me de comer. Diante do meu entusiasmo,
o amigo mostrou-me o vídeo sobre Mediugórie que, francamente, eu desconhecia por completo.
Ali compreendi, num relampejar, quase que por fulguração, que a Fonte era Deus, mas para
chegar a Ele era necessário passar por Maria. Ela, depois, me conduziria a Jesus, seu Filho; e Jesus
me conduziria ao Pai. Então eu me disse: Se realmente a Virgem aparece lá, seria um idiota
morrer sem ter visto.
Uma semana depois eu estava em Mediugórie. E lá conquistou-me a imensa paz. Percebi que ali se
respirava. Não se tinha a impressão de estar em um país em guerra. Tocaram-me a alegria, a
serenidade e a beleza irradiantes dos rostos dos jovens croatas. Reunidos espontaneamente, com
os seus violões, cantavam a Deus sem nenhuma vergonha. Eu falava comigo: Como desejaria ter a
fé deles!
Um dia depois, na montanha do Krizevac, isolado, com a cabeça sobre os joelhos, sentia-me
infeliz. Eu não sabia mais o que era: cristão? ainda budista? Depois de tudo, num instante, uma
pequena mão alongou-se abaixo dos meus olhos para dar-me algo. Levantei a cabeça e vi-me
diante de uma pequena garota a oferecer-me um objeto. Quando peguei esse objeto, senti-me
tomado de um imenso amor. Reconheci jamais ter recebido um semelhante presente: era um
presente de amor. Naquele instante, ter-lhe-ia dado, talvez, qualquer coisa em agradecimento. Eu
procurava comigo algo que tivesse de mais precioso, mas antes de encontrar, ela já havia
desaparecido. Então pus-me a contemplar o que me dera: apenas uma medalha da Virgem. Mais
tarde soube tratar-se da Medalha Milagrosa da Rue du Bac.
Enquanto eu a olhava, parecia dizer-me: Eu sou a solução dos seus problemas.
Levantei-me e, descendo da Colina, eu Lhe dizia: Está bem, Maria, faço contrato Convosco.
Colocarei em prática exatamente as 5 coisas que Vós nos pedis: O Rosário diariamente, o jejum a
pão e água nas quartas e sextas, a Missa o mais freqüentemente possível, a leitura da Palavra de
Deus em todos os dias e a confissão em todos os meses. Depois se verá.
Sim, se verá... Ver-se-á que o pequeno vietnamita adotado em 1972, com a idade de 16 meses, e
que chegara à França com o olhar perdido e profundamente triste, reencontrou hoje o seu sorriso.
O sorriso eterno e a paz, aceitando, depois de um longo combate espiritual, desposar o Amor,
deixando-se Amar... e tornando-se padre... Philippe
A Igreja viva
De 18 a 21 de abril, Pe. Tomislav Vlasic dirigiu o segundo encontro para a formação de almas
oferecidas (Numana, AN). O tema proposto A Igreja viva, foi o ponto de chegada de um
itinerário preparado no encontro precedente em que foi tratado o tema Os Sacramentos vividos.
Assim como eu tinha convidado a viver os sacramentos, hoje convido a todos para se tornarem
Igreja que vive o seu mistério: devemos tornar-nos vivos em Cristo ressuscitado e desenvolver o
que existe em nós!
A Igreja é o dom maior de Deus aos homens e nela encontram-se presentes todos os dons. É um
sacramento que contém todos os sacramentos: de fato, a Igreja substitui o próprio Deus sobre a
terra porque a SS. Trindade vive na Igreja e, através dela, realiza as suas obras. Com estas
palavras, Pe. Tomislav acolheu os 600 participantes, introduzindo-os imediatamente no cerne da
temática.
Tomando como base os acontecimentos que o haviam envolvido pessoalmente nos dias anteriores
aos do encontro, a morte da própria mãe e de Pe. Salvatore, o inesquecível guardião do convento
de Lama dei Peligni (CH), Pe. Tomislav indicou como podemos sentir a sua presença viva em nós:
Os Santos e os Anjos, vivos entre nós, não é uma teoria, mas uma dimensão que a alma percebe.
Sinto-me agora muito mais cheio da presença da minha mãe do que há uma semana. As almas do
purgatório estão vivas entre nós e desejam ajudar-nos, mas, ao mesmo tempo, esperam o nosso
auxílio. Quando nos abrimos a essa realidade, estamos em grau de participar da Comunhão dos
santos, da Igreja universal.
A imersão em Deus, através da meditação e da oração, tem sido o instrumento privilegiado para
fazer compreender o tema tratado através da experiência de uma Igreja viva no coração de cada
pessoa e em toda a assembléia: Devemos entrar numa comunhão viva entre nós: as distâncias não
impedem às almas de tocar-se e, tornando-se um em Cristo, a Igreja se renova.
Pe. Tomislav exortou, portanto, a desenvolver a harmonia entre o divino e o humano em cada
pessoa, no matrimônio, nas comunidades, nos grupos. Isto é possível quando a Igreja promove a
vida dos conselhos evangélicos como valores fundamentais, seja para os leigos, ou para os
consagrados (obediência à voz de Deus em nós e nos outros; pureza de coração e de mente;
pobreza de espírito que nos ensina a fazermo-nos os últimos e a viver Deus como o nosso tudo).
A alma que deseja viver profundamente a sua entrega a Cristo deve integrar estes valores, como
uma flor em que todas as pétalas estão unidas. À Igreja ameaça o grande perigo do farisaísmo, que
eqüivale a conhecer tudo de Deus sem jamais tê-lo encontrado. Quando nós fazemos de tudo para
que cada expressão exterior nossa manifeste Deus, então tornamos visível a comunhão que vivemos
interiormente com o Pai.
A Igreja nos ensina a manifestar a fé que se fundamenta no mistério pascal: Anunciamos a vossa
morte, Senhor... significa: Não tememos porque Deus tudo faz por nós, até dar a sua própria
vida!... Anunciamo-Lo, portanto, com a nossa vida e inserimos os nossos sofrimentos e a nossa
morte na sua morte para que possamos ser um permanente anúncio pascal. Proclamamos a vossa
ressurreição... Não em palavras, mas morrendo ao nosso egoísmo, favorecemos o nascimento de
uma nova criatura em nós, uma criatura redimida, aí, em nós, viverá também a nova Igreja, a
Jerusalém Celeste.
Na espera da vossa vinda!... Quantas perguntas, quantas discussões sobre a próxima vinda de
Cristo! O nosso esperar deve estar, antes, radicado em Maria e na Igreja: uma espera confiante,
paciente, que não passa através do próprio eu ou através das previsões de videntes. A Igreja é
una e a interpretação dos acontecimentos divinos deve passar através dela; assim evita-se o risco
de uma pessoa inventar uma Igreja sua, criada pelo próprio eu.
Estar na espera significa estar na luz e cada comunidade de almas oferecidas deveria ser uma
lâmpada acesa: as virgens que esperam o esposo são uma realidade! continua Pe. Tomislav. A
lâmpada que arde em nós é o Cordeiro imolado, o Amor sacrificado do Pai. Se estivermos em grau
de viver esse amor de Deus que se doa além dos confins do sofrimento e da morte, se vivermos os
sacramentos, procurando ser cordeiros que se oferecem uns aos outros nos braços de Maria, então
todos os dons presentes na Igreja fluirão. A Igreja quer viver dentro de nós! Nas comunidades e
nos grupos devemos estreitar-nos no amor oferecido para dar vida aos sacramentos: este amor nos
protege e fecha as portas do inferno... Com isto queremos colocar em prática o que ensina a Igreja
Católica: praticar o Evangelho!
Como de costume, a conclusão tem mais do que tudo a esperança de uma abertura, de um impulso
à missão. As reflexões sobre Igreja viva esperam assumir atitudes concretas e visíveis nas almas
de quantos estavam presentes e se deixaram conduzir com docilidade pelo pastor. Com estes
propósitos e esperanças as almas oferecidas dirigem-se para o ano dedicado pelo Pontífice a Jesus
Cristo (1997), a fim de serem anúncio vivo da sua vinda. irmã Stefania
Edições de Eco no Exterior
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02-980-7806.
Neste mês consagrado a Maria, aproximando-nos dEla com coração e confiança de crianças,
descobriremos a força de sua intercessão e receberemos o dom que o seu Coração deseja
comunicar-nos: o amor a Jesus! Desça sobre vocês a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
don Angelo
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amor de Nossa Senhora operará milagres em sua vida.
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volta ao Rebanho de Cristo.
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Paz lhe retribua duplamente.
15º ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DA RAINHA DA PAZ - 25 DE JUNHO DE 1996
Demos a Maria o mais belo presente, que é o objeto dos Seus sonhos: decidamo-nos pela
santidade, com a Sua ajuda. Eu desejo conduzir cada um de vocês à santidade completa, disse
Ela. Que ninguém tenha medo de dizer SIM à santidade pois ela é o sim à Plenitude do Amor. O
que poderíamos desejar mais ardentemente do que o amor em sua plenitude?! Para colocar isso em
prática, sozinho ou em família, faça a novena em preparação ao dia 25 de junho para que
desapareça do seu coração qualquer obstáculo no caminho do amor e assim possa oferecer o SIM
como nunca antes. (Ir. Emmanuel)
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