Mediugórie - Eco 127b

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.05.96

Queridos filhos! Hoje, desejo agrade-cer-lhes por todas as suas orações e sacrifícios que Me ofereceram, durante este mês a Mim consagrado. Filhi-nhos, desejo também que todos vocês sejam ativos neste tempo que, através de Mim, está unido ao Céu de modo especial. Rezem para entender que, com a sua vida e com o seu exemplo, vocês todos precisam colaborar na obra da salvação. Filhinhos, Eu desejo que os homens se convertam e vejam em vocês a Mim e ao meu Filho Jesus. Eu intercederei por vocês e ajudá-los-ei a se tornarem luz. Ajudem aos outros, porque, ajudando-os, as suas almas também encontrarão a salvação.
Obrigada, por terem correspondido ao Meu apelo!

Vejam em vocês a Mim e a Jesus,
para se converterem e se salvarem

Nossa Senhora continua apontando, embora veladamente, o seu papel na obra da salvação, através do poder que Deus lhe deu neste "tempo", e continua pedindo nossa colaboração. É o tempo em que o céu está unido a nós de modo especial, através da pre-sença de Maria que já dura 15 anos... Precisamos aproveitar este dom.
Em primeiro lugar, com delicadeza e condescendência maternal, Ela deseja agradecer a todos aqueles que A ajudaram com as orações e os sacrifícios oferecidos neste mês a Ela consagrado, isto é, no mês de maio, particularmente "Seu" como o mês de outubro. Neste ano houve, talvez, na Igreja uma volta significativa para esta prática, pelo menos em muitos lugares. Ela nos agradece, estimulando-nos a continuar. Tão necessária e fecunda, e também gratificante, é a nossa colaboração a uma Mãe tão grande e zelo-sa: zelo redobrado com aquele "também": vocês também sejam ativos como Eu, neste tempo.
Em seguida, Ela especifica de que natureza deve ser nossa colaboração: é necessário que vocês colaborem com a vida e com o exemplo na obra da salvação dos homens. Isto exige de nós sermos instrumentos em suas mãos para a salvação do mundo (25.3.94). Mas como poderemos colaborar com esta obra de salvação? Não simplesmente com a transmissão de uma doutrina, de práticas religiosas, com modernas programações, nem pela propaganda insistente e bem arquitetada. O verdadeiro apostolado é a vida. Não pode fazer o bem quem não é bom. Você não pode difundir a paz se não estiver em paz.
Ela deseja tirar-nos de um certo ativismo convulsivo ou de uma propaganda que copiamos do mundo. Nem mesmo o peso que desejamos exercer sobre pessoas, com uma presença do tipo eficientíssimo, pode contar; muitas vezes é contraproducente, gera in-cômodo e até desgosto. Se pensamos em tornar-nos luz materialmente presente em toda parte para ser fermento, erramos largamen-te.
Eu desejo que os homens se convertam... Ela arde, da mesma forma que Deus, com o desejo de que os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tim 2,4). Mas como poderão se converter? Vendo em vocês a Mim e ao Meu Filho. Não diz: vendo só o bem em vocês, ou vendo uma vida melhor do que a dos outros, com uma certa prática religiosa; mas vendo a Jesus e a Maria em vocês. É a força da santidade que move as almas. Maria chama-nos sempre à santidade, não pela metade, mas à santi-dade perfeita e convicta com Jesus e entre nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste. Isto desejam ver os homens, e não se deixam iludir por meio de palavras. Quando era perguntado aos peregrinos o que viram em Ars, eles respondiam: "Vimos Deus num homem".
Diz ainda: Ajudá-los-ei a se tornarem luz. Luz é a plenitude da verdade em nós, com uma vida que espelha todo ensinamento do Evangelho (e também há alegria plena e a paz verdadeira que dela surge). A isto devemos decidir-nos se queremos ser presença de Maria e seus autênticos colaboradores, ou, como dizia no trecho precedente, suas testemunhas. Isto significa ser sal da terra e luz do mundo. Também o fruto da presença de Maria em nós é luz e paz, porque Ela é a Mãe daquela Sabedoria que é pura, pacífica, con-descendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos... (Tg 3,17-18).
Dessa forma, manifestaremos sua pureza, sua bondade, sua paz e, por nosso intermédio, Ela atrairá a si muitos corações extravia-dos, sem rumo ou desesperados. Então, de nós e de nossa conversão depende a salvação dos outros. Se os ajudarmos assim, salva-remos também a nós mesmos, como afirma a Escritura: Aquele que fizer um pecador retroceder do seu caminho errado, salvará sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados (Tg 5,20). Quem salva os outros salva a si mesmo. don An-gelo

A história de Mediugórie:
é sempre Maria a renovar a Igreja
com os movimentos espontâneos

Extraímos, de um colóquio do Pe. Slavko, profundas reflexões, decorrentes de longa vivência e experiência de Medjugorje.
... Aqui estiveram homens benditos que têm divulgado mensagens em forma de testemunhos de fé, embora não tendo sido chama-dos pela Igreja a fazê-lo, mas, às vezes, por esta obstaculizados. Deus poderia ter escolhido, para os seus planos, um caminho mais facilmente aceito pela hierarquia eclesiástica. E, no entanto, escolheu este caminho, pela ação da base, sem impor a fé de cima; Deus toca o coração dos homens e estes tornam-se suas testemunhas: desenvolvem-se forças às quais não se pode impor limites, nem pela ação do Estado nem pela da Igreja. Deus se mostra paciente, quando o homem, há muito, perdeu sua paciência... Aqui em Mediugórie foram abordados assuntos de que a Igreja, há décadas, tem medo de tratar; por exemplo o jejum! Muitas pessoas encontraram aqui em Me-diugórie o caminho que leva ao Evangelho.
Existe, na Itália, um Mosteiro das Clarissas, para onde doze jovens entraram após ter visitado Mediugórie. O Bispo de Ancona per-guntou a cada uma delas, em separado: "Como você reagiria se a Igreja não reconhecesse Mediugórie?" Todas deram a mesma res-posta: "Para mim tal problema não existe, porque não estou seguindo Mediugórie, mas a Jesus Cristo". Mediugórie representa um momento de mudança; ali as pessoas encontram o caminho certo, e as comunidades identificam a direção em que este caminho deve se desenvolver. É Maria Quem chama e conduz.
Existe aqui um potencial de leigos que, de improviso, criam coragem, desenvolvem qualidades de coordenação, gerando, assim, iniciativas antes consideradas impossíveis. Pe. Slavko mencionou a grande conferência de Miami (uma entre tantas), onde os relato-res, em grande parte, não eram eclesiásticos. Pela mudança operada em Mediugórie, estes mostram-se responsáveis; os sacerdotes os acompanham, mas a direção está sempre nas mãos dessas pessoas simples. Os próprios homens de Igreja reencontraram suas verdadeiras funções; não são mais apenas guias; colocam-se a serviço dos homens.
São os leigos que fortalecem as bases de Mediugórie - Pe. Iozo teve apenas que reconhecer as aparições de Nossa Senhora e Esta foi logo aceita pela comunidade paroquial. A polícia prendeu o pessoal da Paróquia e cercou a Igreja, mas os leigos, testemunhas e videntes combateram a ação e a esses, depois, juntaram-se os sacerdotes. No começo, procurou-se preservar as mensagens e, em seguida, difundi-las. Aos sacerdotes, então, seguiram-se bispos de muitos países e aos bispos um dia seguirá também o Papa.
"... A Europa dirige-se para o paganismo - dizia o Cardeal Ratzinger, em 1992 - e a Igreja corre o risco de ficar atrás, como uma velha máquina enferrujada". Para alcançar uma renovação e, nesse sentido, está-se trabalhando, são necessários "movimentos" e a ajuda de muitos. "Nestes momentos mais críticos da Igreja, em que o velho mecanismo enferrujado não conseguiu resistir ao vértice da decadência, estes movimentos (e acrescentemos "carismas") têm sido o ponto de partida da renovação e do renascimento".
Tanto as atuais quanto as futuras aspirações do renascimento são e serão caracterizadas pelo espírito mariano, como o foram nos séculos passados. (É notório que os grandes fundadores de ordens ou restauradores da vida cristã - como São Francisco e São Domingos - sempre atribuíram a Nossa Senhora a inspiração e a direção de suas obras. E a Virgem, depois, com as suas aparições, deu um forte impulso à vida cristã em tempos e lugares onde havia perigos de que ela se apagasse - ndr).
Para compreender melhor os futuros desenvolvimentos, é preciso também voltar ao papel de Maria nos primeiros anos do cris-tianismo. Na primeira Sexta-Feira Santa, quando o Filho de Deus entregou seu espírito, o mundo desmoronou para os discípulos. "Todos O abandonaram", dizem as Escrituras, menos uma Mulher aos pés da Cruz. Somente esta Mulher permaneceu agarrada fir-memente à fé. Como se poderia, doutro modo, explicar que Seu Filho, no momento da morte, Lhe confiasse Seus discípulos e, assim, todos os homens?
Ela permaneceu como elo de ligação a manter todos unidos. Quando Jesus subiu ao Céu, Maria reuniu todos para a oração no Ce-náculo, como também hoje faz, nas aparições: Rezem, rezem, rezem. Dessa forma, contrariando a tese errada, segundo a qual Maria teria passado os últimos anos com João em Éfeso, tudo leva a crer que Maria, depois da Ascensão de Jesus, viveu em Jerusalém, onde podia acompanhar o desenvolvimento da comunidade cristã perseguida, até a sua morte (por volta do ano 50 D.C.). E, mesmo afastada, suportou o assalto psicológico dos sacerdotes e escribas que viam nEla a pedra de escândalo como seu Filho. Depois da partida de Pedro e dos outros discípulos, Ela permaneceu na nova comunidade para dar testemunho e representar um sinal de espe-rança para todos. Por isso é tão amada por todos nós.
É difícil imaginar que Maria, tendo trabalhado durante 20 anos na construção da jovem Igreja, não tenha mais hoje qualquer papel a desenvolver, pelo menos em momentos difíceis, encorajando os discípulos como já fizera há 2000 anos. Por isso, Ela afirma fre-qüentemente nas mensagens de Mediugórie: Estou com vocês. Vocês não estão sozinhos. Maria está particularmente junto à Igreja perseguida e aos homens desesperados. Deus enviou-me para ajudá-los (21.01.96). Cada aparição de Maria tem trazido, à história da Igreja, um forte impulso para o desenvolvimento. Avante, portanto, com Ela, também agora. (Texto reduzido e adaptado pela revista Glas Mira).

O Papa fala de Jejum,
também televisivo, em sintonia
com a Rainha da Paz

Na Quaresma, o Papa dedicou as alocuções dos "Angelus" dominicais, tão inspiradas e ouvidas, à penitência quaresmal. Todos perceberam que falava do jejum no mesmo sentido de que fala Maria em Mediugórie. Prova da sintonia, fácil de se revelar, entre as mensagens de Maria e os ensinamentos do Vigário de Cristo.
Assim disse, abrindo essa série de reflexões: "A penitência parece um discurso de outros tempos, mas, sendo que "penitência " indica arrependimento pelos pecados cometidos e propósito de emendar-se, quem não precisa disso? As práticas penitenciais externas, que pareciam afrouxadas com o desaparecimento da abstinência e do jejum tradicionais, nunca são um fim em si mesmas, mas uma ajuda para a penitência interior, que consiste em libertar o coração, com a ajuda da graça, das presas do pecado, a fim de orientá-lo para o amor a Deus..." (25 de fevereiro).
"A penitência deve ser praticada, antes de tudo, na fidelidade dos deveres do próprio estado, na aceitação das dificuldades provenien-tes do próprio trabalho e da convivência humana, na paciente suportação das provas de vida terrena. Algumas penitências voluntárias, como aquelas que a Igreja sugere, sustentam exatamente estas atitudes. Elas convidam a participar da Cruz de Cristo; e a vontade huma-na, sob o influxo da graça, fortalece-se para estar pronta a obedecer plenamente à lei de Deus". (3 de março)
"O jejum exige, na ingestão dos alimentos, uma sobriedade, necessária não somente quando o alimento é abundante, mas também quando a superalimentação gera doenças... Como podemos nos banquetear tranqüilamente quando inúmeros seres humanos sofrem e morrem de fome! Jejum implica também renunciarmos a alguma coisa para partilhá-la com quem precisa..."(17 de março)
"É claro que o jejum penitência é algo bem diferente das dietas terapêuticas, mas, a seu modo, pode ser considerado uma terapia da alma. Praticado, de fato, como sinal de conversão, facilita o empenho interior para se dispor à escuta de Deus... reafirmando a si mesmo o que Jesus disse a Satanás: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. "Hoje, na sociedade do bem-estar, o consumismo, longe de aplacar as necessidades, cria outras sempre novas, gerando freqüentemente um ativismo exagerado. Tudo parece necessário e improrrogável e quase não se encontra mais tempo nem para estar um pouco consigo mesmo. Entra em ti mesmo - alerta S. Agostinho - e te encontrarás. Está em jogo não somente nossa vida espiritual, mas também nosso equilíbrio pessoal, familiar e social".
"O jejum penitência pode nos ajudar a recuperar nossa interioridade. A moderação no alimento se estende também a outras coisas não ne-cessárias e, portanto, sustenta sobremaneira a vida do nosso espírito. Sobriedade, recolhimento e oração andam juntos. Este princípio pode-mos aplicá-lo também ao uso dos meios de comunicação. Eles têm uma indiscutível utilidade, mas não se podem tornar os donos de nossa vida. Em quantas famílias o televisor substituiu e até silenciou o diálogo entre as pessoas!" (10 de março).
No qüinquagésimo aniversário de sacerdócio, o Santo Padre enviou para a Quinta-Feira Santa uma carta aos sacerdotes. "Consideremos nossa vocação, irmãos" e o que ela exige de nós. Termina com uma oração de agradecimento pelo dom do sacerdócio: Te Deum laudamos! Numa visita aos seminaristas de Roma, relembrando o passado, disse confidencialmente: "Alguém pode ser Bispo ou Padre, mas a coisa mais importante é que a cada dia ele pode celebrar a Eucaristia e confessar..."

Notícias de Mediugórie

* Comunhões e Concelebrantes em Mediugórie, durante o mês de abril/96: 72.000 Santas Comunhões foram distribuídas e 1.548 pa-dres, da região e do exterior, concelebraram a Santa Missa, com uma média diária de 53 sacerdotes.

* No dia 20 de abril de 1996, festa de S. Jorge, padroeiro deste País, 700 fiéis da cidade de Vitez, Bósnia central, vieram em peregrina-ção a Mediugórie. No Santuário, participaram da Santa Missa pelos familiares falecidos, benfeitores e pelo povo da cidade. Durante a guerra, cerca de 700 pessoas daquela cidade perderam a vida.

* Festival Internacional de Música "Mediugórie 96" - Um espetáculo musical intitulado "Mensagem de Paz de Mediugórie para o Mundo" ocorrerá no dia 21 de junho de 1996. Esse evento dar-se-á durante o festival internacional de música "Mediugórie 96" e no 15º aniversário das Aparições de Nossa Senhora na paróquia de Mediugórie. Será feita a primeira apresentação da "Missa de tempore aevum", do italiano Flavio Colusso. Participando com Jose Carreras estarão a soprano Cecilia Gasdia, doze corais de doze países de todos os continentes, quatro atores para a leitura do Evangelho e a Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Croata. O concerto será dirigido pelo maestro Vjekoslav Sutej, um dos mais prestigiados regentes no mundo da nova geração.
A venda dos ingressos será feita a partir de 16 de maio, 1996, pela agência de viagens "Globtour - Medjugorje". Todas as informações ne-cessárias poderão ser obtidas pelo telefone 00 387 88 651393 e pelo fax 00 387 88 650 393.

* Marcha da Paz - No dia 24 de junho de 1996, haverá a "Marcha da Paz", a quinta da espécie. Começará às 6h e 45min em frente ao convento franciscano de Humac, com oração e bênção dos peregrinos, partindo para Mediugórie às 7h. Na chegada a Mediugórie, os peregri-nos reunir-se-ão em frente à Igreja para breve oração comunitária.
A "Marcha da Paz" é idéia surgida no coração dos peregrinos e dos amigos de Mediugórie, durante os dias mais intensos da guerra em 1992. A marcha de oração de 13 km é a resposta à falta de paz, à violência e ao ódio e serve como impulso à paz autêntica e à reconciliação.

* Peregrinação Internacional dos Soldados - A peregrinação de soldados ao Santuário da Rainha da Paz já está se tornando tradição. Originou-se há 2 anos por desejo dos soldados croatas da Herzeg-Bósnia, não obstante os terríveis acontecimentos da guerra, de visitar sua Mãe e agradecer-Lhe pelo seu amor e cuidados. Essa prática levou a estabelecer como data oficial o primeiro sábado do mês de Junho.
Com o fim dos perigos da guerra, criou-se a possibilidade também para soldados de outros países estarem presentes no Santuário, na-quele dia. A conclusão foi de que ele se tornasse um dia internacional. Assim, desejamos restabelecer os laços com aqueles que desejam vir. Pedimos que nos informem o mais breve possível, mesmo que sua intenção de vir não seja para logo.

* Viagens seguras - Com o fim das hostilidades nestes territórios, percebe-se o crescente número de peregrinos que vêm a Mediugórie. A confirmação disso é o aumento do número de Comunhões ocorrido nos primeiros meses deste ano. Há ainda aqueles que continuamente expressam o desejo de vir a Mediugórie. Assim, nós avisamos que peregrinação a Mediugórie tem-se tornado completamente segura. A melhor maneira de vir a Mediugórie é através da República da Croácia, de avião ou navio até Split, daí seguindo pela costa do Adriático até Mediugó-rie. (Press Bulletin - Paróquia de Mediugórie)

* Uma amiga francesa, recentemente, trouxe aqui um ônibus cheio de crianças. Ela pre-parou-as cuidadosamente para a Confissão e Mis-sa. Ensinou-lhes a rezar, entregar seus corações a Jesus e adorá-Lo... Depois de cinco dias em Mediugórie, foram esplêndi-dos os frutos verifi-cados naqueles inocentes e pequenos corações, tão desejosos de des-cobrir a verdade. Um dos frutos foi este: depois da adoração ao Santís-simo Sacramen-to, um menino de 6 anos procurou minha amiga. Ele estava radiante e disse a ela: "Você sabe, durante a adoração... bem, Jesus veio e falou-me. Ele me disse: Faça o Sinal da Cruz freqüentemente e faça-o bem!

* Festival da Juventude - A paróquia de Mediugórie está toda empenhada nos preparativos para o Festival que será realizado entre 31 de julho e 6 de agosto, sob a direção do Pe. Slavko. Além dos testemunhos dos videntes e do Pe. Iozo, ouviremos famosos palestrantes como as irmãs Elvira (Itália) e Briege McKenna (EUA). Espera-se um grande número de jovens de todos os países.

* A Gospa, que está sempre desejando unir as famílias, algumas vezes tem apresentado soluções fantásticas: uma senhora italiana veio a Mediugórie com um grupo de peregrinos. Ela estava divorciada e não mais via o marido fazia 20 anos. O ex-marido também decidiu-se por vi-ajar para Mediugórie na mesma época, com outro grupo. Os dois grupos subiam a montanha do Krizevac’ no mesmo dia e, ao chegar no alto da montanha, o casal divorciado encontrou-se face a face aos pés da Cruz. Que choque! Encontrando-se novamente, reconciliaram-se, con-versaram e rezaram juntos. A notícia logo se espalhou pelo vilarejo. Eles decidiram recomeçar sua vida de casados. Sua alegria era tamanha que a todos contagiava. Todos louvavam Nossa Senhora pela magnífica vitória do seu Coração.

* Irmã Emmanuel iniciou, recentemente, um trabalho de divulgação das mensagens da Rainha da Paz na televisão americana. Alguns da-queles que vivenciaram os primeiros tempos das aparições também deram o seu testemunho. Pe. Iozo relembrou o choque que teve quando descobriu que as crianças falavam a verdade e que sua paróquia fora escolhida pela Mãe de Deus. Ele também descreveu o seu tempo passa-do na prisão (coisa que raramente faz) e as horas dedicadas a falar para os guardas comunistas a respeito de Deus. O seu maior sofrimento fora a proibição de celebrar a Santa Missa e não ter a Bíblia, mas grande foi o consolo que recebeu vendo ao seu redor corações que se abri-am.

* Pe. Iozo - Nesta semana ele disse a um grupo o seguinte: "Em Mediugórie, o milagre não está nas aparições de Nossa Senhora, nem nas palavras que Ela nos dirige. O milagre é a resposta do peregrino que aceita a mudança do seu coração e da sua vida. Este é o grande milagre!
Veja S. Francisco. O milagre não está no fato de Jesus ter-lhe falado para reconstruir Sua Igreja. Não, o milagre aconteceu quando Fran-cisco, filho do comerciante de Assis, deixou tudo para seguir a Cristo e tornar-se pobre aos olhos do mundo.
Também no Evangelho, nós vemos Jesus chamar um jovem rico. O milagre não foi o ver Jesus e ouvi-Lo. O milagre aconteceria em sua resposta. Mas ele não respondeu. Preferiu suas grandes riquezas a Jesus, e o milagre não aconteceu.
Em Mediugórie, é o peregrino quem decide se vai acontecer um milagre hoje. Deus fa-lar conosco não é um milagre. Isso é normal. Em Mediugórie é o peregrino quem decide que o milagre aconteça. Ele abre o coração e responde ao apelo... e ocorre o milagre!"

* Miriana espera, com alegria, o nascimento do seu terceiro filho pelo Natal. Ela cancelou todas as suas viagens para palestras, mas ainda continua recebendo os peregrinos aqui.

* A notícia sobre os acontecimentos de Mediugórie deverá se espalhar de forma significativa, uma vez que o Festival de Música dar-se-á aqui, um pouco antes do 15º aniversário das aparições e também por causa da presença do tenor Jose Carreras. As autoridade da cidade de Citluk (a 6 km de Mediugórie) convidaram Tudjman, Presidente da Croácia, o Rei da Espanha, Juan Carlos, e outros dignitários estrangeiros. Rezemos para que tudo isso sirva para a glória de Deus e maior divulgação, pelo mundo, das mensagens de Mediugórie. Para Nossa Senhora, contudo, cada um de nós é importante. Numa tarde festiva, um sacerdote croata disse-me: "Hoje, vieram aqui algumas personalidades políti-cas importantes." Depois, continuou: "Minha mãe também estava aqui. Como ela sempre faz, veio a pé da vila (a 10 km) para honrar Nossa Senhora. Ela tem 80 anos de idade. Estas são, na verdade, as pessoas importantes de Mediugórie!"

* Nossa querida Anna, que teve a grande conversão e cura na Páscoa (veja Eco 127 página 3) voltou recentemente a Mediugórie para 10 dias com um grupo de peregrinos. Ela relatou que em Paris seu médico, um ateu, dissera inicialmente: "Você está melhor porque tem tido pen-samentos positivos." Mas depois que todos os exames clínicos comprovaram que os pés de Anna reagiram normalmente, ele exclamou: "Bem, isso eu não posso explicar!" Para Anna, subir as montanhas não é mais problema. O que, porém, mais toca os peregrinos é o testemunho da sua conversão e a alegria de pertencer a Nossa Senhora.

* Vicka estava em Split e, por acaso, encontrou um jornalista. Quando ele soube quem era ela, falou alto e claramente que não acreditava em Deus, nem na outra vida, nem em qualquer outra coisa. "Minha avó acreditava na vida eterna, mas eu não penso que ela exista!" Ele espe-rou que Vicka se aproximasse dele, mas não! Ela ouviu-o amorosamente. Com um sorriso, ela disse-lhe: "Você é livre para escolher o seu ca-minho! Quanto a mim, posso apenas dizer-lhe a verdade e fazê-lo saber o que nos disse Nossa Senhora: "Deus existe. Depois da morte há a eternidade. A reencarnação não existe." Mas você é livre para não acreditar nisso. Sua avó estava certa em acreditar na vida eterna, mas se você decidir de outra maneira, a escolha é sua! É isso, disse-lhe a verdade!"
O jornalista foi tão tocado pela sua alegria e liberdade que finalmente disse-lhe: "Em breve irei a Mediugórie!" Isso recorda-me o que Ber-nardete de Lourdes respondeu aos seus médicos: "Eu não devo obrigá-los a acreditar nisso, mas tenho que informá-los."

* "Tenho 19 anos e moro próximo a Chartres (França). Para mim, religião era mais uma tradição de família do que qualquer outra coisa. Um dia, porém, alguns ami-gos falaram-me sobre Mediugórie. Aqui-lo tocou-me muito e eu senti que Nossa Senhora estava tam-bém me convidando. Três meses mais tarde, tive a oportunidade de ir até lá. Era o Natal de 1993. Duran-te a peregrinação, minha fé tornou-se em meu coração profundamente fortalecida. Graças a todas as orações, fui capaz de experimentar um profundo relaciona-men-to com Deus. A experiência foi tão forte que, ao voltar para casa, continuei a "viver Mediugórie" da forma como Nossa Se-nhora estava pedindo em Suas Mensagens. Foi uma grande mudança em minha vida!
Um ano depois, durante o Natal de 94, como acontece com cada um, acompanhei com grande interesse o seqüestro do avião da Air France da Algéria para Marseille. Naquele dia, como se faz em Mediugórie, comecei a rezar os Mistérios Dolorosos especialmente pelas intenções de Maria e, naturalmente, pedi-Lhe que fizesse algo pelos reféns então ameaçados de morte. Eram 5h da tarde. Eu re-zava com confiança quando, de repente, eu tive uma visão muito clara do local, como se eu tivesse uma tela dentro de mim. Era incri-velmente real: eu pude ver todos os arredores próximos ao avião e tudo que estava acontecendo ali. Então, vi um grande Rosário en-volvendo tudo em volta do avião e ouvi, distintamente, uma voz dizer-me: "O Rosário é a arma número um contra Satanás". Eram 5h e 15min. Mais tarde, compreendi que o GIGN (Esquadra Francesa antiterrorista) tinha intervindo naquele preciso momento.
À noite, vi as notícias na televisão e, para minha grande surpresa, vi os aconteci-mentos se desenrolarem justamente da for-ma como eu os vira antes, confirman-do o resultado feliz para os reféns. Reco-nheci que aquilo ocorreu pela intervenção de Maria. Naquele momento, fiquei envolvido por grande alegria e paz. Estava claro que Maria quis que eu compreendesse o poder da oração e que Ela a usa para ajudar Seus filhos quando eles estão mais necessitados.
Pulei de alegria do sofá, louvando a Deus. Agradeci à Rainha da Paz pelo fantástico poder da Sua intercessão. A Gospa, em Me-diugórie, insiste no poder do Rosário rezado com o coração e, naquele dia, Ela deu-me uma prova irrefutável disso".
(Diário de Irmã Emmanuel - Mediugórie)

A VOZ DOS PEREGRINOS

Þ Para nós, o maior sinal da presença da Rainha da Paz em Mediugórie, cidade simples e acolhedora, é o espírito de oração que ali im-pera. Todos os dias, participa-se da Santa Mis-sa, do Santo Rosário e da Adoração. Essas orações são feitas nos mais diferentes idio-mas, mas todos rezam com o mesmo espí-rito. A nossa fé ficou fortalecida e em nossos corações habita o desejo de lá retornar um dia.
Rita de Cássia, Mariinha e João Ribeiro (Brasília - DF)

Þ Ao subir à Colina das Aparições, tirei os sapatos, oferecendo meus pés em sacrifício pelos pedidos de Maria. Inicialmente, tive receio de não conseguir chegar ao destino e medo de machucar-me. Mas alguém conduzia-me pelo caminho. Poucas pedras tocaram o solado dos meus pés. Parecia-me caminhar sobre pétalas de rosas.
Renata Figueiredo (Araraquara - SP).

Þ Trabalho no comércio e nunca saio antes das 19h. Há dois anos, fiz concurso para secretária da Creche administrada pela Prefeitura da minha cidade. Esse era o emprego com que sonhava: trabalhar apenas de segunda a sexta-feira e ter mais disponibilidade para dedicar-me às coisas de Deus.
Eu já havia iniciado o pagamento da peregrinação de abril/96 quando, em princípio de março, fui chamada para assumir a vaga, tão espe-rada, de secretária da Creche. Tinha apenas quinze dias para sair da firma em que trabalho. A oportunidade era aquela, pois não me dariam outra.
Eu precisava tomar uma decisão: o novo em-prego ou a viagem a Mediugórie em abril. Fui à igreja e rezei, colocando toda essa situação nas mãos de Maria. Em casa, minha mãe me aconselhou a transferir a viagem pa-ra o próximo ano; meu irmão também opinou, dizendo que chance de um emprego como aquele tão cedo eu não teria novamente.
Só mesmo Maria poderia entender o meu coração. O Seu apelo era tão forte, que assinei uma carta desistindo da vaga e não fiquei triste; sei que é mais importante preencher o meu coração do que uma vaga na Prefeitura.
Desde quando conheci a Rainha da Paz, através de uma estampa, fiquei encantada com a sua beleza e suavidade e não me pude conter. Escrevi logo para Servos da Rainha e comecei a receber o jornalzinho Eco de Mediugórie, informativo de tudo o que acontece em Mediugórie. Tocavam-me muito os testemunhos dos peregrinos que voltam transformados. Hoje, também eu posso dizer: sim, é verdade. Naquele peque-no pedaço de Paz e de unidade a fé supera todas as diferenças de línguas, costumes e idades. Todos somos iguais perante a "Mãe" e Ela res-peita o nosso jeito de ser. A única coisa que nos pede é a abertura do coração, a sua transformação. Antes de olharmos para o coração do nosso irmão, devemos primeiro saber como está o nosso, pois é ele que a "Mãe" quer transformar e encher de amor para que possamos viver Suas mensagens e levá-las aos outros.
Imagine um lugar onde reina Paz e amor entre a natureza e os homens, onde somos verdadeiros, onde ganhamos sorrisos e partilhamos lágrimas de amor e de alegria: Mediugórie.
Deus se revela naquela Terra rochosa, onde tudo faz sentido. Era a noite do nosso primeiro dia em Mediugórie. De lanterna na mão e des-calça, subi à Colina das Aparições. A noite estava muito fria. Subi e desci sem ferir os pés e depois não senti qualquer mal-estar. Já passava da meia-noite quando descemos. Os passarinhos cantavam alegres. Estávamos em 15 pessoas, talvez. Foi muito lindo estar na colina da Rai-nha da Paz, onde a Terra e o Céu estão unidos tão fortemente. Por Maria, as portas estão abertas e as graças se espalham pelo mundo. Te-mos de acolhê-las, antes que terminem. É tempo de conversão, é tempo de Maria.
Não me esqueço da Adoração ao Santíssimo e à Santa Cruz. Aqui o amor é cantado com amor, não importa se a língua é outra, pois o nosso coração compreende e responde. Somos envolvidos pelo amor de Jesus e de Maria. Ela nos prepara antes para vivermos esta presença através da reza do Santo Rosário. Na Missa, ensina-nos a amar e a adorar Jesus. Sentimos fortemente a sua presença. Jesus é o amor, a paz e a liberdade trazida pela Mãe da Paz.
Rosilane O Silva (Jaraguá do Sul - SC).

GRAÇAS ALCANÇADAS

Minha filha Débora tinha um problema sério no ouvido que os médicos não conseguiam curar. Com fé, pedi a intercessão da Rainha da Paz. Graças a Deus minha filha está curada. Maria José S. Vilela (Itajubá - MG).
Após gravíssimos problemas com o marca-passo em mim instalado, e tendo passado por cirurgias, hoje sinto-me bem, graças a Deus e à Rainha da Paz. Ultimamente, submeti-me a vários exames, inclusive de esforço, e tudo está bem.
Maria Luiza de Souza (Brasília - DF).

Em 1994, uma parenta do meu esposo, dona de centro espírita no Rio de Janeiro, veio com o marido passar o Ano Novo conosco aqui em Natal. Sempre que os convidava para a Igreja, não podiam, mas viviam em bebedeiras.
Antes de regressarem, a mulher pediu-me um adesivo com a estampa da Rainha da Paz para colocar no seu carro e receberem a proteção da Virgem em sua viagem de volta para o Rio. Mesmo não gostando, seu marido aceitou.
Passados dois meses, recebi um telefonema seu, dizendo que fora tocada pela Rainha da Paz e, aceitando servir ao Deus verdadeiro, des-truíra o "centro" que possuíra durante 23 anos. Seu testemunho foi divulgado em muitas igrejas e rádios do Rio de Janeiro. Márcia Lima (Natal - RN)

Tenho 63 anos, sou casada e mãe de 5 filhos. Há dois anos, os exames constataram que eu tinha câncer na mama. Em abril deste ano mandei, por uma peregrina de Mediugórie, um botão de rosa para Nossa Senhora Rainha da Paz. Quando ela regressou, disse-me que, ao chegar a Mediugórie, depois de 8 dias de viagem, o botão ainda estava perfeito. Essa foi a certeza de que tinha obtido a graça. Voltei ao médi-co e refiz os exames. Resultado: nada de grave. Magdalena R. Maguari (Araraquara - SP).

INTERNET - Servos da Rainha divulgando Mediugórie também via Internet. Trabalhos disponíveis: Apressai a Vossa Conversão (mensagens); Convertam-se Sem Demora (história completa); Eco de Medjugorje (boletim mensal); informações sobre peregrinações e outros. Nosso endereço:
http://www.persocom.com.br/srainha
Divulgue este endereço para seus familiares e amigos que vivem no Brasil e no exterior. Assim, em qualquer parte do mundo, eles poderão ficar sempre bem informados sobre os acontecimentos de Mediugórie. Agradecemos ao jovem Bruno Isaías (16 anos), responsável pela im-plantação, em nossa Associação, desse moderníssimo sistema de divulgação das mensagens da Rainha da Paz

AVISO: Pedimos às pessoas que nos escrevem, enviando contribuições ou pedidos de material, que o façam sempre através de carta re-gistrada, já que nestes últimos quatro meses um grande número de correspondências extraviou-se. A Administração dos Correios informou nada poder fazer se a carta não vier registrada.

CAMPANHA: Ponha uma adesivo em seu carro! Em comemoração aos 15 anos das Aparições diárias da Rainha da Paz em Mediu-górie, neste mês de junho, estamos fazendo uma promoção de belíssimos adesivos com a estampa da Rainha da Paz. Já incluídas as despesas com o correio, o preço unitário é de R$0,20, para um pedido mínimo de 50 unidades.

O Retiro para os Escravos de Amor a Maria será realizado nos dias 22 e 23 de junho, no Instituto N. Senhora da Piedade, tel. 248-1520. O pregador será o Pe. Joaquim que virá de Pe-lotas - RS. Estão sendo convidados todos os que já se consagraram a Nossa Senhora, se-gundo a fórmula de S. Luiz Maria de Montfort.


15 Anos das Aparições diárias da Rainha da Paz em Mediugórie - Em Brasília, haverá adoração ao SS. Sacra-mento durante todo o dia 25 de junho, terminando, às 20h, com a Santa Missa na Gruta do Instituto N. Senhora da Piedade, na QI 5, Ch. 7, Lago Sul. A novena em preparação a essa festa deverá começar no dia 17 de junho.