Mediugórie - Eco 130b

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.11.96

Queridos filhos! Hoje, mais uma vez, convido-os à oração, a fim de que vocês se preparem para a vinda de Jesus através da oração, do jejum e de pequenos sacrifícios. Filhinhos, que este tempo seja para vocês um tempo de graça. Aproveitem cada momento e pratiquem o bem, porque somente assim poderão sentir o nas-cimento de Jesus em seus corações. Se vocês, com suas vidas, derem o exemplo e se tornarem sinal do amor de Deus, a alegria reinará nos corações dos homens. Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo.

Qual é a oração e o empenho para acolher Jesus?

O Natal é uma dádiva do alto. É uma oportunidade de graça que nos é oferecida por pura iniciativa divina e que deve ser acolhida por um coração bem disposto. Esta festa não é apenas a comemoração de um acontecimento, mas o "memorial" de um mistério que se repete, pleno da mesma graça de 2 mil anos atrás. Deus ainda bate à nossa porta para comunicar-nos a vida divina, aquela do seu Filho feito Homem. Aproveitemos de tão grande dádiva e então este tempo será de graças e nos tornaremos sinal do amor de Deus. Assim os homens verão, através de nós, esta alegria e poderão acolhê-la. Paz na terra aos homens por Ele amados. Eis o cerne da mensagem.
1. Desde as primeiras mensagens, Nossa Senhora nos fala como preparar e viver o Natal; hoje, explica-nos ainda as condições. Antes de tudo, convido-os, mais uma vez, à oração. É preciso dar o tempo e o coração a Deus para que Ele possa comunicar-nos o seu Amor, a sua sede ardente de nos levar à primitiva comunhão de amor, de nos ouvir ainda di-zer "Pai", junto com seu Filho, e dar-nos tudo, tudo mesmo o que nos faz felizes de verdade.
Mas precisamos criar as condições para rezar e acolher o seu amor, aprendendo da manjedoura, como nos ensina Ma-ria: por meio da oração, do jejum e de pequenos sacrifícios, preparem-se para a vinda de Jesus. Jesus nasce em nós mesmos mediante a oração, a qual é possível e eficaz quando preparada pelo jejum.
Isto quis dizer Pedro quando exortava: Sede prudentes e vigiai na oração (1Pd 4, 7).
2. Para se rezar é preciso, em primeiro lugar, o jejum do silêncio diante da invasão diária dos homens e das coisas. É preciso fazer, decididamente, cortes em tudo que não é necessário, de forma que o coração se torne uma gruta de pobre-za e silêncio em que Jesus pode habitar. Deus não encontra lugar onde há uma mente atulhada de vãs curiosidades, de discursos inúteis, de leituras, de fantasias e de paixões que ocupam o coração. Lembre-se aqui do jejum da televisão. Da mesma forma, Jesus não encontra lugar onde há excesso de bens materiais, preocupações com exigências intermináveis e procura contínua e excessiva do que satisfaz à carne. De tudo isto o demônio se serve para nos hipnotizar e impedir nossa dedicação para com Deus, até conseguir atenuar muito ou mesmo fazer desaparecer o sentido do pecado. A alma deve encontrar silêncio para rezar, para estar atenta às urgências de Deus e não às próprias, para dispor-se às suas divi-nas obras. O amor fará tudo isto. E levará também a renunciar a muitas coisas, isto é, a fazer pequenos sacrifícios para alimentar o óleo da lâmpada.
3. Para que este seja um tempo de graça, devemos aproveitar cada momento e dispor do nosso tempo não mais de acordo com o nosso desejo, mas na busca contínua da vontade de Deus, nas muitas ocasiões que Ele nos oferece para fazer o bem, ou seja, no cumprimento de todas as obras por Ele desejadas.
Para uma dádiva assim tão grande, é preciso o máximo empenho. Ter sempre presente no coração a meta e não des-viar a atenção, como alguém que corre em direção a um alvo e não tem tempo para voltar-se nem para a direita nem para a esquerda. Todo grande amor exige uma total dedicação do coração e não admite soluções de continuidade nem saídas imprudentes. A mãe está tão atenta ao seu filho, que jamais o perde de vista, quer quando presente ou ausente. Assim deve ser o esforço, a atenção da alma ao dom de Deus. Nada nos pode desviar dEle. As testemunhas do primeiro Natal foram totalmente envolvidas pelo acontecimento. Correram sem demora para o Menino. Vendo-o, relataram o anúncio e voltaram glorificando a Deus por tudo quanto tinham visto e ouvido, como lhes fora dito (cf. Lucas, 2, 16). Muitos vieram de longe, a custo de muitos sacrifícios e perigos, e ofereceram tudo (cf. Mt 2). E por que deveria ser hoje diferente com relação ao nosso Natal?
Temos grande responsabilidade ao deixar passar em vão a vinda do Senhor. Se acolhermos o convite de Maria, Jesus virá habitar em nós, difundiremos a alegria e a paz do Natal e contribuiremos para que ela prevaleça nos corações dos homens, apesar de tudo. d. Angelo

NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE

Os Videntes

Vicka já retornou dos Estados Unidos, onde esteve por duas semanas. Iákov está sempre aqui e fala regularmente aos pere-grinos. Miriana está na Itália com sua família. Maria Pavlovic’ também está na Itália. Em outubro esteve em Mediugórie e volta-rá para a festa da Imaculada Conceição. Ivanka permanece aqui e leva vida dedicada a sua família. Ivan ainda se encontra nos Estados Unidos e ali dá o seu testemunho.

Os Peregrinos

No mês de novembro, embora em menor número, havia grupos de peregrinos vindos da Polônia, da Itália, dois grupos do México, muitos dos Estados Unidos e, faz poucos dias, chegou também um grupo do Brasil.
Mediugórie atrai as pessoas e, naturalmente, continua sempre ajudando a renovação da Igreja, que é também o desejo prin-cipal de Maria.
O Pós-guerra

Graças a Deus, a situação política está se estabilizando. Muitos refugiados estão retornando e esperamos que, principalmente na próxima primavera, muitos farão o mesmo, a fim de recomeçar uma vida normal. Uma total reconciliação não é muito fácil, mas desejamos que sejam saradas as feridas e, assim, viver a paz um ao lado do outro. (Pe. Slavko)

Aviso aos Sacerdotes

Pedimos a todos os sacerdotes que tragam alva, estola e "celebret" do seu superior. Pedimos também a todos os sacerdotes que celebrem as Santas Missas nos locais do Santuários, de acordo com o escritório paroquial, e não em casas particulares ou na Colina das Aparições e no Monte Krizevac’.

Aviso aos Peregrinos

Desejamos informar a todos os peregrinos que o programa de oração da tarde, no horário legal, é das 17h às 20h: às 17h, Santo Rosário, às 18h, Santa Missa, bênçãos e terceira parte do Rosário.
A Adoração ao Santíssimo, nas quartas-feiras e nos sábados, é das 21h às 22h e, nas quintas-feiras, logo após a Santa Missa vespertina. A Adoração diante da Cruz do Senhor é feita todas as sextas-feiras, depois da Missa, na Igreja. A cada Domingo, às 15h, reza-se o Santo Rosário pela paz, na Colina das Aparições. Nas sextas-feiras, faz-se a Via-Sacra no monte Krizevac’, sem-pre às 15h. As confissões são possíveis todas as tardes, meia hora antes do início das celebrações vespertinas.
As Santas Missas, nas diversas línguas, são celebradas na Igreja pela manhã, de acordo com o programa do dia.
Bispos em Mediugórie

Dom Augustine Harris, Bispo inglês da Diocese de Liverpool, permaneceu uma semana em Mediugórie, como diretor espiritual de dois grupos de peregrinos. Confessou e concelebrou incansavelmente. Eis alguns trechos de sua declaração:
"Quando nasci, em 1917, havia guerra. Ao ser ordenado, em 1942, também havia guerra. Agora estou aqui em Mediu-górie e fala-se muito de paz após a terrível guerra que aconteceu na terra de vocês... O que Maria deseja dizer-nos é não repetir sempre o mesmo erro, aquele de falar da paz e não descer ao fundo da alma e do coração, onde se realiza a paz verdadeira. Maria aqui nos ensina a verdadeira paz... Em Mediugórie, reza-se muito, mas devemos estar atentos para que esta oração entre em nosso coração e o transforme... Para mim está claro que é necessário falar sempre aos peregrinos sobre a profundidade da oração: meditar e viver o que proclamamos. O que é importante aqui é a confissão. As pessoas estão realmente predispostas a encontrar-se face a face consigo mesmas. Elas estão dispostas ao arrependimento e a fa-zer penitência. Estou convencido de que esta é a experiência mais forte de Mediugórie: renovar-se e converter-se. Mas é preciso repetir continuamente às pessoas que isso é apenas o início e não o fim do processo da conversão. Devem partir daqui com a forte decisão de continuar a rezar em casa, pessoalmente, em suas famílias e nos grupos de oração..."
Recentemente, o Santuário foi visitado também pelo Bispo John Baptist Odama, recém-ordenado Bispo e administrador da Diocese mais nova da Uganda. Dentre outras, ele disse:
"Os peregrinos que encontrei estão particularmente conscientes da importância dos acontecimentos que ocorrem aqui. As pessoas realmente escutam e é sempre possível escutar. Todos estão abertos a algo superior, que aqui realmente é oferecido. Percebi um grande interesse pela realidade espiritual e notei uma grande devoção pela Eucaristia...
Quando começamos a subir o monte Krizevac’, começou a chover. Depois veio granizo. Por um momento, pensei retornar a casa porque parecia não ter qualquer sentido prosseguir. Mas algo me impelia a prosseguir. Não queríamos voltar, e continuar era muito difícil. A um certo momento, comecei a rezar para ter mais força. Não queria parar. Devo confessar que, ao chegar ao topo, estávamos completamente molhados, mas todo o cansaço havia desaparecido. Sentia-me mais leve do que um pássaro. Essa experiência foi importante para mim. Assim acontece na vida. Freqüentemente parece não podermos continuar, que é muito difícil, mas, se começamos a nos abandonar à vontade de Deus, tudo corre bem. Impressionou-me muito a oração do Ro-sário na Colina das Aparições... aquela multidão de pessoas, rezando conosco na Colina... É preciso guiar o povo. Se o sacer-dote reza, também o povo reza. Foi muito bonito quando, depois da oração do Rosário, nos ajoelhamos no local das aparições e rezamos juntos o Creio, 7 Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias. Senti-me unido à Igreja universal que reza com Maria e procura vi-ver como Maria. Vejo que aqui as pessoas responderam verdadeiramente. Por onde quer que se ande, vêem-se pessoas rezan-do, sozinhas ou em grupos, lendo a Sagrada Escritura, meditando. Aqui é tão natural ver as pessoas rezarem, que parecem es-tranhas aquelas que não rezam. Em outros lugares é justamente o contrário...
As aparições são um presente de Deus. Estive presente a uma aparição com a vidente Maria. Rezamos juntos o Rosá-rio. De repente, nada mais se ouvia... Nada vi, mas senti a presença de Maria e, através da Sua presença, senti a presença de Deus. Maria é somente um instrumento. Através de Maria, Deus nos aproxima dEle... Seria bom que todos os Bispos vi-essem aqui para ver o que Maria faz, ensinando-nos o que devemos fazer... Somente agora compreendi o que podemos fazer e o que é mais importante é que rezemos. Rezei realmente com o coração para que o Senhor torne a nós, sacerdo-tes, capazes de anunciar a Sua Palavra a todos os homens. (Press Bulletin)
Quem vai para o Céu

Quando Iákov perdeu sua mãe, Nossa Senhora consolou-o, dizendo: "Sua mãe está comigo!" Nossa Senhora disse que ape-nas um pequeno número de pessoas vai diretamente para o Céu e que a maioria vai para o Purgatório. Indagado, Iákov disse que sua mãe nada fez de especial para ir tão rapidamente para o Céu. Disse que ela vivia os Mandamentos de Deus, conforme Jesus diz no Evangelho e Nossa Senhora fala em Suas mensagens.
Vicka, prima de Iákov, falou a respeito da mãe de Iákov: "Ela era uma pessoa muito simples, não fazia milagres, nada de ex-traordinário, mas colocava todo o seu coração no que fazia. Isto é o que deseja Nossa Senhora. Cada pessoa tem um trabalho a realizar. Eu, por exemplo, falo aos peregrinos sobre as mensagens, você escreve livros, outros fazem outras coisas, mas a única coisa que vale é colocar todo o coração e amor no que se faz. Cada um pode fazer o mesmo. As pessoas são muitos complica-das! Pensam que é preciso realizar grandes coisas, coisas difíceis. Não! O que importa é o coração. O que Deus olha é o cora-ção."
Nenhum dos videntes tem medo da morte. Em 1989, Vicka disse: "Morrer é algo simples. É como passar de um quarto a ou-tro da casa, ou como de um canto a outro do quarto." Assim como Iákov, ela também viu o Céu, o Purgatório e o Inferno. Quan-do fala sobre a felicidade dos eleitos, pode-se perceber que ela tocou o Céu: "Eu não posso descrevê-lo para vocês, não existem palavras para isso, eu posso somente vivê-lo em meu coração."
Em 1986, Nossa Senhora disse a Iélena: "Se vocês se abandonarem a Mim, não sentirão sequer a passagem desta para a outra vida. Vocês começarão a viver a vida do Céu já na Terra."

Protestante vê a Gospa

Barry Welling é inglês, de família protestante, mas, já em 1992, não gostava de ouvir falar de Deus! Durante anos, sua espo-sa, Pat, rezava e implorava. Um dia, em 1992, Barry viu, pela televisão, que precisavam de motoristas para levar alimentos à Bósnia e decidiu oferecer seus serviços. Foi assim que chegou a Mediugórie, sem saber que fora a própria Nossa Senhora que o levara até ali, usando seus meios favoritos: um apelo ao seu bom coração. E ali revelou-se a ele. Barry abriu-se à fé.
No final de outubro de 1996, junto com sua esposa Pat, ele acompanhou um grupo de peregrinos ingleses. No Krizevac’, ao chegar à 14ª estação, Barry não podia acreditar no que via: Nossa Senhora estava ali de pé, próxima ao Sepulcro, com vestido cinza-azul, da forma como os videntes A descrevem, de beleza indizível... Novamente, junto ao painel da Ressurreição, Ela veio. Estava radiante. Nada disse, mas sorriu para Barry, que explodiu em lágrimas e continuava repetindo: "Por que a mim?! Por que a mim?!" E ali estava ele, ex-protestante, a contar para 30 católicos que tinha visto Nossa Senhora! Que Nossa Senhora apresse o dia em que todos compreendam o quanto Ela os ama! (irmã Emmanuel)
Pastor luterano descobre
a "religião do coração"

Necessidade de Maria, da confissão, da unidade. Muitos cristãos de outras confissões são sensíveis aos apelos de Me-diugórie. Um famoso pastor luterano norueguês, Erik Rostboll, ficou aqui três semanas com a esposa Kirsten, desejando conhecer o clima de oração deste lugar e descobrir algo sobre a realidade da Santa Mãe. Estudara história e literatura pré-cristã em Tubinga. Escreveu 15 livros, muitos dos quais traduzidos em diversas línguas e colabora com o rádio e a im-prensa.
O seu livro de maior sucesso é um romance sobre Pedro, para os homens de hoje: E o Galo Cantou a Segunda vez!, onde sublinha a escolha dos apóstolos feita por Jesus, especialmente de Pedro: Sobre este homem Ele fundou a Igreja! Se nos deixarmos guiar por Deus, Ele pode escolher também a nós como seus apóstolos.
O segundo livro, A Santa Pobreza, conta suas viagens para o Extremo Oriente, durante as quais visitou mosteiros bu-distas e conversou com muitos daqueles monges. Ficou impressionado pela riqueza da vida espiritual, rodeada de tanta pobreza material. É justamente neste ponto que eles mostram ser homens "vivos". Nossa mentalidade está baseada na força, na riqueza, no consumo e, por isso, perdemos as riquezas do espírito. No Oriente, a religiosidade não é somente um modo de pensar ou uma construção intelectual, mas é um modo de viver; e assim deveriam fazer os cristãos.
Erick confessa que queria se tornar eremita, mas, por causa de seus conhecimentos literários e místicos, foi aconse-lhado pelo seu bispo a fazer conferências para os fiéis. Um dia o bispo fez-lhe a proposta de ordená-lo pastor para uma comunidade e ele aceitou. Vinte anos trabalhou para uma rádio. Aquele desejo persistente de se tornar eremita desapare-ceu quando conheceu uma mulher de bons sentimentos com quem se casou. Com ela veio a Mediugórie.
Quando voltaram de Mediugórie, ela, entusiasmada, foi aconselhada pelo marido a falar de sua experiência; para ele não estava ainda tudo bem claro, especialmente a oração do Rosário. Não se sentia completamente de casa em Mediugó-rie e não podia orar como naquele lugar se ora, enquanto a esposa progredia na escola de Maria. Porém, já tinha entendi-do uma coisa: a pobreza da Igreja luterana, onde tudo era entregue à razão, inclusive, as diferenças que separam as duas Igrejas. Com grande dor aprendera que não podia receber a Eucaristia, porque não era católico.
"Lembro-me de que um dia um cardeal, que conhecia bem, me chamou à atenção dizendo que não poderia receber a Comunhão, embora estando na fila com as outras pessoas. Eu protestei em alta voz: "É Jesus que me chama, eu preciso receber a Comunhão". Neste ponto, o Cardeal cedeu, mas me disse: "Por favor, receba-a com muita seriedade". Estou muito esperançoso de que esta questão entre as Igrejas um dia seja resolvida. Penso que a Igreja luterana deveria reen-contrar a confissão pessoal. É verdade que nela se fala muito do perdão dos pecados e da Eucaristia, mas falta a confis-são". A senhora Kirsten acrescenta que ambos se esforçavam para rezar com o coração, mas sofreram por causa da se-paração das Igrejas.
Voltando para casa, questionavam-se se deveriam aconselhar os fiéis de sua Igreja a irem ou não a Mediugórie. Erik achava ser prematuro enquanto não fosse resolvido o problema de receber a comunhão. A esposa, pelo contrário, argu-mentava que deveriam aconselhar a todos a irem a Mediugórie, para receber pelo menos a bênção, de modo que fosse despertada neles a dor pela separação e renovada, assim, a sua fé no único Senhor.
Somente Cristo poderia ajudá-los a superar a separação, mas, no entanto, os fiéis teriam encontrado a Mãe de Deus e a confissão.
O calor do diálogo entre os dois cresceu tanto que ambos se apaixonaram por Mediugórie. Erik sustentava que deveri-am deixar de lado aquilo que separa as duas Igrejas, assim como as discussões. Deveriam aproximar-se do Cristo vivo, através de sua Mãe. Dessa forma, também nós nos aproximaremos uns dos outros. E um dia, quando estivermos disponí-veis a fazer tudo aquilo que Deus nos pede, já estaremos unidos e não mais separados. Ele deseja a paz a todos os ho-mens. (de Mediugórie Offiziel)

Retorna ao Sacerdócio
depois de 20 anos e
conta o drama dos padres
que deixam o Ministério

É raro encontrar uma pessoa que depois de 20 anos volta ao sacerdócio. É o caso de Bob Sodlack, 50 anos mais ou menos, professor de ensino superior, que voltou a Mediugórie para agradecer a Maria por este dom. Viera pela primeira vez a Mediugórie em 1990, para orar pela sua família que, depois de 13 anos, estava à beira da destruição. A tantos pediu ajuda, mas sem êxito, e já estava pensando no pior. Suas repetidas vindas a Mediugórie lhe abriram o coração; perdoou a todos e começou a sentir uma força nova e a viver uma nova vida.
Pergunta: O que fez para salvar o seu matrimônio?
Resposta: Tentei tudo. Por amor de meus dois filhos queria salvar a todo custo meu casamento. Cheguei a oferecer a minha esposa uma casa com o intuito de ajudá-la a ter confiança que Deus poderia salvar a nossa união. Propus a Kathy rezarmos juntos; fui às irmãs de Madre Tereza para rezar com elas. Depois de 6 meses, mesmo sem nenhum êxito, disse-lhes que continuava tentando. Elas, porém, me responderam: "Nós estamos rezando pelo seu retorno ao sacerdócio!" Contestei e insisti: "Rezem pelo nosso casamento!" E elas me responderam com um sorriso...
P: - Como conheceu Mediugórie e veio até aqui?
R. - Ouvira falar de Mediugórie muito antes, mas não dera importância. Um dia, porém, ouvi a conferência de uma pessoa que eu conhecia bem. Meu coração ardia ao ouvir, pelas suas experiências, a força da intercessão de Maria e dis-se comigo mesmo: "Vou pedir que salve a minha família". E assim vim a Mediugórie em novembro de 1990. Rezei assim: Maria, sei que fiz mal em deixar o sacerdócio, mas suplico-Vos: salvai meu casamento, temos dois filhos. No dia seguin-te, fui à Missa e ouvi o Pe. Iozo falar sobre o sacerdócio. Chorei, sem identificar a razão, mas as lágrimas desciam sozi-nhas. Nunca me sentira tão tocado como naquela vez.
Enquanto estava na América, nem de longe me passara pela mente a idéia de voltar ao sacerdócio: lá estamos muito na teoria, na teologia, na psicologia, na sociologia, mas a vida espiritual está ausente. Ao término do sermão e da oração, escrevi um recado ao Pe. Iozo: "O senhor pode atender uma pessoa que há 20 anos atrás era padre?" Dali há pouco o Pe. Iozo me convidava para um encontro. Entre tanta gente, chamava exatamente a mim! Fui imediatamente, um tanto per-turbado e nervoso. Pe. Iozo me esperava e abri-lhe o coração. Ele me escutou, falou pouco e no fim disse que eu tinha esquecido os valores eternos e que sozinho deveria decidir-me sobre o meu futuro caminho.

Ativismo esvazia o sacerdote

P: O que provocou a crise no seu sacerdócio?
R. Especialmente o comportamento do meu pároco: tarefas superficiais que eu devia realizar, planejamento, reuniões... e quase nada de vida espiritual. Ocupava-me de atividades caritativas. Por falta de tempo, não rezava o Breviário. Em seguida, comecei a estudar psicologia com a esperança de encontrar alguma resposta. Uma única coisa não deixei: a Santa Missa, pela qual tive sempre veneração.
Encontrei, depois, um sacerdote que disse não acreditar na Eucaristia, admirando-se da minha fé; um outro me falava do di-reito à morte. Tudo isto me abalou. Por todo lado se falava contra o celibato, que para mim se tornava cada vez mais pesado. Tendo que organizar encontros, excursões, afastei-me também da Eucaristia. Tive a sensação de que estava perdendo algo.
Mais tarde encontrei uma jovem que veio a se tornar minha esposa. Estava cada vez mais sozinho e isolado. E dentro de mim sentia o vazio. Procurei um psicólogo: para ele estava claro que eu precisava deixar o sacerdócio e me casar. Falei também sobre isto com sacerdotes. Mas nenhum me falou para evitar esse passo: queriam apenas ajudar-me psicologicamente. Acabei perdendo a confiança nos padres.
Muitos de meus professores haviam deixado o sacerdócio, após o Concílio. Então dei meu passo: ficou em mim uma profun-da tristeza, mas nunca quis questionar o por quê disso nem dei atenção a dúvidas. Continuei, porém, freqüentando a Igreja, a Missa, embora não pudesse receber a Comunhão.
P: Voltando de Mediugórie, o que fez?
R. Fiquei mais tranqüilo e comecei a pensar seriamente na possibilidade de um retorno ao sacerdócio. Encontrava motivos prós e contras. Rezava toda noite o terço e chorava. Mas depois do que fiz da minha vida, era possível que Deus ainda me chamasse? Meu coração estava em tempestade e na Páscoa seguinte voltei a Mediugórie em busca de uma resposta.
Um dia entrei na capelinha das aparições, onde se celebrava a Santa Missa em francês. O celebrante falava do sacerdócio. Chorei. Depois da Missa lhe pedi um conselho. Respondeu-me: Reze!
P: E a que conclusão chegou?
R. Voltando para casa, rezava no avião: "Nossa Senhora, se é vosso desejo que eu volte ao sacerdócio, não me é suficiente apenas uma semana convosco em Mediugórie, mas um ano inteiro". Porém, não me era possível dispor de um ano inteiro devi-do aos meus compromissos. No entanto, continuava pensando em voltar. De fato, isto aconteceu. Voltei a Mediugórie, ainda que meu irmão médico se opusesse por causa do encrudescer da guerra.
P: E quanto tempo ficou em Mediugórie?
R. Fiquei durante 6 boas semanas e colaborei com o Festival dos Jovens. Encontrei Pe. Tomislav Vlasic, que me causou profunda impressão. Apesar da guerra visitei muita gente e senti que procuravam a Deus. No meu coração tornava-se cada vez mais evidente que quem procura a Deus precisa encontrar-se com um sacerdote. Se as pessoas não procuram a Deus, também não precisam de padres. Eu fora o primeiro a parar de procurá-los, mas agora a necessidade de um sacerdote para mim se fazia cada vez mais premente... Voltei para casa e procurei o Arcebispo de New York, muito aberto aos meus problemas, que me aju-dou a anular em Roma a precedente volta ao estado leigo, quando meu filho menor completar 18 anos. Enquanto isso, também, minha esposa aceitou minha decisão. Encontrei também uns padres que deixaram o sacerdócio: alguns ficavam admirados, ou-tros aprovavam, outros condenavam. A um deles eu disse:
"Vai a Mediugórie e, então, compreender-me-ás; compreenderás que o sacerdote pode ser tal somente pela graça de Deus. Lá a Igreja é uma realidade, igualmente a Missa, os Sacramentos e a Confissão: é isto que me faz retornar. É muito bonito experi-mentar que Deus existe, que Nossa Senhora aparece, que nos é dado tanto amor. Volta tu também." Ele me olhou pensativo sem nada dizer.
P: Depois da sua experiência, segundo você, por que o padre abandona sua vocação?
R. É difícil explicá-lo. Não quero condenar a ninguém, mas creio que o motivo seja a falta de fé. Quando a fé em Deus e, particularmente, em Jesus na Eucaristia enfraquece, qualquer um arruina-se. Não deixa o sacerdócio quem crê na Eucaristia, quem crê no que está celebrando. Hoje percebo muito os problemas dos padres. Soube de um amigo que estava deixando o sa-cerdócio. Fui a ele, falei-lhe, animei-o e descobri os meios que o permitem fazer uma peregrinação a Mediugórie: espero...
P: Qual é a responsabilidade da comunidade, no que diz respeito a vida do sacerdote?
R. Se a comunidade paroquial não reza, não se aproxima do seu sacerdote e não reza por ele, o sacerdote fica sozinho. Na minha paróquia vi de tudo, mas não encontrei pessoas santas, famílias boas, que rezassem e vivessem a adoração. Via-as so-mente na Missa, e mais nada.
Depois, brigas, separações, bebedeiras, drogas, falsidades: era o pão cotidiano deles. Nada que me inspirasse positivamente, nem eles me estimulavam para um trabalho espiritual. Acabei perdendo o meu espírito e aconteceu o que aconteceu. Não con-deno a ninguém, mas agora sei o quanto somos responsáveis uns pelos outros.
P: O que dirá no seu primeiro sermão?
R. Não posso pensar naquele dia, mas tudo está previsto: sei que é um presente de Nossa Senhora. É quase certo que, nos primeiros momentos, reencontrando-me no altar, chorarei e então lhes direi simplesmente: amem ao Senhor e à Virgem.
P: Gostaria de dizer-nos ainda alguma coisa?
R. Mediugórie, para mim, foi uma revolução: vim para rezar pela minha família e voltei para o sacerdócio: coisa que sequer sonhava fosse possível. Mediugórie é para mim a prova daquilo que Deus pode. Estou muito agradecido.
Convido todos os sacerdotes a viver intensamente a vida espiritual e a ajudar os outros no caminho do espírito, sem nunca perder a coragem. E, embora pareça que as pessoas não procurem a Deus, elas o fazem. Gostaria de dizer a cada comunidade paroquial: Rezem pelos seus sacerdotes. Façam o que Nossa Senhora nos ensina: rezem uns pelos outros. Quantas vezes Ela nos convidou a rezar pelos sacerdotes e pelos Bispos! Ela é Mãe e sabe do que precisamos.
Permaneço unido a todos vocês na oração. (da Glas Mira, set.96, tradução D. Emigio Carletti, Trieste)

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(061) 243-9293 - Mensagem
Disponível a partir das 21 h do dia 25

Estimado(a) Leitor(a)! Agradecemos, e retribuímos de coração, os votos que estamos recebendo de Santas e Felizes Festas de Natal e Ano Novo! Que o Menino Jesus, Rei do Universo, nasça em nossos corações por meio de nossa Mãe Imaculada e Estrela da Evangelização que, com segurança, paz e amor, guia os nossos passos rumo ao terceiro milênio.

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Goiânia-GO: Tel. (062) 261-7110 - Socorro
e (062) 224-5025 - Olga
João Pessoa-PB: Tel: (083) 226-5721 Emília
Lagoa Prata-MG Tel. (037) 261-1645 Ma.Aparecida
Maceió-AL: Tel. (082) 223-6011 Wanda
Macapá-AP: Tel. (096) 222-2064 Zulma
Natal-RN: Tel. (084) 217-5174 Maria de Fátima
Foz Iguaçu-PR: (045) 573-5879 Osmar Toebe
Patrocínio-MG: (034) 831-2126 Bernadete
Porto Velho-RO: Tel. (069) 221-0043 Martha
Pouso Alegre-MG: Tel (035) 421-2517 Ma.Aparecida
Rio de Janeiro-RJ: Tel. (021) 577-0081 Luciane
Salvador-BA: (071) 245-3991 Therezinha Souto Maia
Teresina-PI: Tel. (086) 222-4174 Maria do Socorro
Vila Velha-ES: Tel. (027) 339-1395 Lenira
(027) 329-5165 Izabel


Peregrinações 1997
No próximo ano, os nossos grupos farão sempre uma experiência de 8 dias em Mediugórie.
Programa 1: dura 18 dias e compreende: Roma, Sta. Rita, Assis, Lanciano, Pe. Pio, Loreto e Mediugórie (fev, jun, jul, set, out e nov).
Programa 2: dura 25 dias, compreende o Programa 1 e inclui Turim, Lourdes, Fátima e Lisboa (mai, jun, jul e set).
Programa 3: dura 32 dias, engloba os Programas 1 e 2 e inclui Terra Santa (jun, jul).
O valor para fevereiro (incluindo as passagens aéreas, taxas, hotéis, alimentação (café, almoço, jantar), translados, ingressos e seguro: R$ 2.510,00.
Mais informações: tel (061) 244-4949 - Servos da Rainha (Brasília-DF)

Endereço para correspondência:
Servos da Rainha
Caixa Postal 02576
70279-970 - Brasília - DF
Tel.: (061) 244-4949

Nossa Sede: CLS 212, bloco C, Lj.12