Mediugórie - Eco 131

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.96

Queridos filhos! Hoje estou com vocês de uma forma especial, segurando em meus braços o Menino Jesus. Filhinhos, convido-os a abrirem-se ao Seu convite. Ele convida-os a alegria. Filhinhos, vivam ale-gremente as mensagens do Evangelho, que estou repetindo desde o tempo em que estou com vocês. Filhinhos, Eu sou a Mãe de vocês e desejo revelar-lhes o Deus do Amor e o Deus da Paz. Não desejo que a vida de vocês esteja na tristeza, mas transcorra na alegria, para a vida eterna, de acordo com o Evangelho. Somente assim a vida de vocês terá sentido. Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo.

Vivam a alegria do Evangelho

Nesta mensagem natalina Nossa Senhora revela-se como o ostensório de Jesus. Ela é a tenda do Sol, que sai como Esposo do seu tálamo (cf. Sal 18). No Natal, Ela própria, radiosa, trazendo-O nos braços, nô-Lo mostra como a Luz do mundo e nossa vida: Nele havia vida e a Vida era a luz dos homens (Jo 1,4); Eu vim para que tenham a vida e para que a tenham em abundância (Jo 10, 10). Esta plenitude de vida é a nossa comunhão com Deus, que foi rompida com o pecado, mas que Jesus novamente nos doou. Ele, na verdade, é o Evangelho, isto é, o alegre anúncio do Amor e da Paz de Deus: Deus está novamente conosco: o Emanuel.
A nossa Mãe deseja que nos abramos ao convite de Jesus, que é convite à alegria: Levanta-te, minha amiga, vem, formosa minha - Ele repete a cada um - voltou o tempo das canções... Mostra-me o teu rosto, faz-me ouvir a tua voz (cf Cant 2,10-14), tanto Lhe somos caros e deseja dar-nos a sua alegria divina. Depois do perdão que lhes dei, perseverai no meu amor... como também eu persisto no amor do meu Pai. Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa (Jo 15, 9-11).
Agora Maria nos convida a viver alegremente as mensagens do Evangelho, que Ela nos repete há 15 anos e 6 me-ses. Ela nos confirma que as mensagens são as mesmas do Evangelho e com elas veio para nos revelar o Deus do Amor e o Deus da Paz... Não desejo que a vida de vocês esteja na tristeza, mas transcorra na alegria, ou melhor, em uma alegria que jamais terá fim ("para a eternidade"): se não fosse assim, a vida não teria sentido.
Por que, então, freqüentemente estamos na tristeza? Devemos examinar-nos qual é o motivo. A tristeza é a ausência de Deus e é causada pelo pecado que nos separa dEle. São também as tribulações, as cruzes, os fardos da vida carrega-dos sem Ele, que veio para carregá-los por nós (Mt 8, 17). São os desejos e as paixões frustradas, a procura desmedida de uma posição, de bens e de prazeres que nos deixam amargurados e destruídos. É inútil procurar aquilo que oferece alegria imediata e satisfação. Somente seguindo a vontade de Jesus e carregando a própria cruz, ter-se-á a alegria verdadeira que ninguém poderá tirar... e a própria tristeza se há de transformar em alegria, como a aflição da mulher diante das dores do parto (Jo 16, 20-21).
É triste ver cristãos emburrados, cheios de lamúrias, reivindicações, desiludidos: totalmente o oposto do Evangelho da alegria. Os Atos dos Apóstolos nos mostram uma comunidade cristã que se reunia na alegria e singeleza de coração... ca-tivando a simpatia de todo o povo, mesmo nos acontecimentos tristes e nas perseguições (At 2,42-47; 5,41; 9,21).
Jesus trouxe à terra a alegria de Deus e a paz aos homens de boa vonta--de, convidando-os a carregar o jugo sua-ve e o fardo leve das suas mensagens evangélicas. Se não aceitarmos isso, permaneceremos cansados e opri-midos (Mt 11, 28-30) - e que Deus não permita, desesperados - e sucumbi-remos. Acolhamos o Natal e a sua men-sagem de amor e anunciaremos a todos a alegria e a paz que dele brotam.
d. Angelo
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE

Natal

Durante todo o mês de dezembro chegaram grupos de peregrinos que vieram rezar. O Natal foi magnífico. Na véspera, às 21h, os jovens da Comunidade Cenáculo de Ir. Elvira fizeram uma encenação viva do Natal e havia muitas pessoas presentes. Às 22h, retornamos à Igreja, onde tivemos Adoração contínua em preparação para a Missa da meia-noite. Havia um profundo clima de oração. À meia-noite, celebramos a Santa Missa com a participação dos peregrinos e paroquianos.

Ano Novo

As celebrações do Ano Novo tiveram uma preparação semelhante à do Natal, com a Santa Missa iniciando-se às 23h30min e, exatamente à meia-noite, a celebração da Consagração: "Isto é o meu corpo, este é o meu sangue." Dessa forma, pedimos a Deus para transformar os nossos corações, as nossas famílias e o mundo inteiro e, através da nossa conversão, todos tenhamos a paz.
Nós também estamos iniciando o "Ano do Filho", porque, como vocês já sabem, o Papa dedicou os três próximos anos - 1997, 1998 e 1999 - ao Filho, o Espírito Santo e ao Pai. Assim, iniciemos realmente este Novo Ano em nome de Jesus e viva-mos, de fato, nossa vida por Ele e com Ele e encontraremos a paz por meio dEle e com Ele.

Os Videntes

As aparições continuam. No momento, Vicka, Iákov, Miriana, Ivanka e Maria Pavlovic estão em Mediugórie. Ívan e sua fa-mília estão nos Estados Unidos desde agosto e retornarão em março. Maria Pavlovic teve a aparição do dia 25 de dezembro na Capela de Adoração. Ela nos transmitiu a mensagem e disse que Nossa Senhora estava novamente com o Menino Jesus nos braços, mas, desta vez, o Menino Jesus não olhava para as pessoas que se encontravam ali diante dEle, mas contemplava Sua Mãe. Pe. Slavko

Encontro Educativo e Espiritual

Conforme já informado anteriormente, o Encontro educativo e espiritual para quem dirige grupos de oração, grupos de ajuda humanitária e grupos de peregrinos ligados a Mediugorie, será realizado no hotel "Sunce", em Neum, de 24 a 28 de fevereiro de 1997. Estes encontros que organizamos uma vez por ano são de grande importância para quem trabalha na difusão das Mensa-gens de Nossa Senhora e também para todos nós. Assim podemos colaborar melhor e encontrar soluções para todas as dificul-dades que encontramos com as peregrinações.
A participação no Encontro deve ser comunicada ao Centro de Informações, pelo fax 00 387 88 651 444.

Sacerdotes
Encontro internacional

De 1 a 5 de julho de 1997, será organizado um encontro internacional para os sacerdotes, cujo objetivo é ajudar a todos os sacerdotes interessados em conhecer a espiritualidade de Mediugórie.
Durante as numerosas peregrinações, freqüentemente os sacerdotes têm expresso o desejo de participar de um encontro as-sim. Por isso, decidimos começar neste ano. Os organizadores serão os Pe. Slavko e Pe. Cosimo Cavaluzzo. Para esse en-contro ficam convidados os sacerdotes que trabalham com cura interior de outros sacerdotes. O encontro consta de conferências, diálogos, oração e participação comum na liturgia vespertina da Igreja de São Tiago.
Todos os esclarecimentos necessários poderão ser obtidos no Centro de Informações "MIR" Mediugórie, pelo fone 00 387 88 651 988. As inscrições poderão ser feitas pelo fax 00 387 88 651 444. Os primeiros 40 sacerdotes inscritos serão alojados na casa de oração da Paróquia, "Domus pacis". Se houver mais participantes, o organizador providenciará a acomodação.

Arquivo do Santuário

Pedimos a todos aqueles que possuem fotografias ou diapositivos tirados em Mediugórie que nos enviem para enriquecer o arquivo do Santuário. Particularmente interessantes são as fotos e diapositivos dos primeiros anos das aparições.
A melhor maneira para enviá-los será através dos peregrinos ou participantes do Encontro em Neum. Pelo correio não há se-gurança total. (Press Bulletin)

Pe. Iozo na América Latina

O testemunho de Pe. Iozo na América Latina tocou mais de 100.000 pessoas em 37 encontros de oração! Entre 1º e 20 de novembro, ele visitou Porto Rico, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e México. O Arcebispo Dom Beranza-ran Berlie, que pessoalmente convidou Pe. Iozo para o Congresso Eucarístico de Yucatan, onde Pe. Iozo pronunciou a mensa-gem de abertura, encorajou-o a continuar levando as mensagens de Mediugórie que mostram às pessoas o caminho que conduz a Deus. O Cardeal D. Agullero, assim como outros Bispos, também encorajou-o a continuar.

Paz em lugar de amargura

Hrvoje, um croata de Saraievo, veio a Mediugórie porque trabalha como motorista de ônibus. Embora fosse batizado, passa-va o tempo todo criticando a peregrinação, dizendo que essas devoções eram apenas perda de tempo. Após voltar para casa, sentiu que, espontaneamente em seu coração, estava rezando Ave-Maria. Isto surpreendeu-o enormemente. Durante os próxi-mos 7 dias, ele teve que passar por uma série de provações, e mesmo assim esta oração interior não o abandonava. Depois dessa onda de provações, sua oração tornou-se mais intensa e toda a situação de sua família começou a mudar. Sua esposa, que o tinha abandonado, voltou para casa; sua filha e seu genro, que nunca falavam com ele, embora vivendo sob o mesmo te-to, começaram a falar-lhe carinhosamente, etc. Ele, então, compreendeu como fora abençoado em Mediugórie, como a graça pode transformar situações e pessoas. Ele deu as boas-vindas ao amor da Gospa para com "homens duros" como ele. Agora Hrvoje é totalmente um outro homem. Em seu coração, há paz em lugar de amargura. (Irma Emmanuel)

TU ES PETRUS (Tu és Pedro)

Há 50 anos sacerdote entre os sacerdotes: não existe velhice para o sacerdote

Nunca houve uma exaltação do "Sacerdos in aeternum" como aquela que aconteceu nos 50 anos de sacerdócio do Santo Padre! Nunca uma manifestação tão familiar e ouvida num lugar tão solene! 700 sacerdotes da diocese de Roma celebraram com ele no dia 1º de novembro e cerca de 1500, entre padres, bispos e cardeais de toda parte do mundo, or-denados como ele em 1946, celebraram com ele os 50 anos de sacerdócio na véspera da sexta-feira, 7 de novembro. Continuaram, em seguida, a festa no Domingo, dia 10, com o pontificial em S. Pedro e com a manifestação pública na praça; em seguida, participaram do almoço comum na antecâmara da sala Nervi.
Não há velhice para o sacerdote, parecia quisesse dizer o Papa a todos os seus coetâneos: "Se a 50 anos do "Eis-me aqui", pronunciado no dia da ordenação sacerdotal, as forças do corpo vão lentamente se enfraquecendo, o mesmo, po-rém, não acontece com outra força, a interior.""
"Somos ministros de Deus e da sua Esposa e, pelo tempo que Deus quiser, espera-nos uma tarefa formidável. Não nos surpreenda a tentação de repetir a queixa de Jeremias: Ai de mim, Senhor Deus, eis que eu não sei falar porque sou velho... Cada dia colocamos à disposição de Cristo os nossos lábios, as nossas mãos... Não, não pode existir vocação maior do que esta e o avançar dos anos não pode ser considerado um impedimento" (7 nov). "Caríssimos sacerdotes! Es-tamos hoje reunidos nesta basílica para lembrar aquele momento solene de 50 anos atrás quando, vacilantes, tomamos pela primeira vez em nossas mãos o cálice da salvação. Herdamo-lo do próprio Cristo. O cálice que seguramos naquele momento em nossas mãos, revivia a atmosfera plena de mistério da última ceia..." (10 nov).
Testemunhos e
"recomendações" jubilares

Sacerdotes provenientes do cárcere ou das mais ousadas aventuras trouxeram testemunhos e "recomendações" jubila-res. Citamos somente aqueles de dois sacerdotes anciãos do extremo oriente que, com sotaque e emocionados, falaram de suas igrejas perseguidas: Birmânia e China. No final, ousaram apresentar alguns desejos que tinham no coração e que deveríamos assumir: a) rigor na preparação para os sacramentos e na formação dos padres; b) o celibato: é a primei-ra garantia de que um padre pertence a todos... c) todas as Igrejas, mesmo as mais novas, devem responsabilizar-se pelo mundo inteiro; (e, por último, não se esquecer do latim e do gregoriano...).
(Lembranças e reflexões sobre sua vocação estão contidas no seu livro-testemunho: "Deus e Mistério" dedicado, na ocasião, aos sacerdotes, Livraria Ed. Vaticana).

Triunfo e imolação

Foram dias de consolação bem merecidos pelo Santo Padre. Mas, ao breve triunfo de Jesus no Dia de Ramos, seguiu-se a Paixão; à Ceia Pascal, sua imolação na Cruz. O Papa sabe que esta sorte espera também a ele como verdadeiro dis-cípulo, ou melhor, Vigário de Jesus. Tudo isto virá por obra dos inimigos que tramam contra ele... Mas ele, como manso cordeiro (Jer 11,19) não abre a boca contra os adversários que o rodeiam, não se queixa, tem somente palavras de paz: isto nos alegra ainda mais. Nele Jesus ainda se entrega por nós. Oremos unânimes, com força, como fazia a Igreja de Je-rusalém por Pedro na prisão: Que o Senhor o conserve, o fortifique... e não o abandone nas mãos de seus inimigos.

Porta Santa será aberta
na noite de Natal de 1999

A preparação para o grande Jubileu do ano 2000 começou no início do Advento, em 30 de novembro 1996. Esta meta está sempre presente na visão do Papa; esperamos que esteja também na visão dos destinatários deste grande dom: "Todo o programa de preparação para o 3º milênio deveria nos ajudar a descobrir a glória de Deus, que se revelou em Cristo no Evangelho, e a nos levar, se Deus quiser, até ao limiar da Porta Santa que será aberta na noite de Natal do ano de 1999": porta de graça e de misericórdia divina.

Dia mundial da Paz

"Ofereça o perdão e receberá a paz" é o tema do dia mundial da paz, 1º de janeiro de 1997: "A paz se constrói no perdão que devemos dar e receber; este tem uma força irresistível. A reconciliação, que vem de Deus, não elimina a exi-gência da reparação e da memória para aprender das experiências sofridas, que somente o amor constrói, enquanto o ódio produz apenas ruína..."
O segredo
da força do Papa

João Paulo II, 76 anos, 50 de sacerdócio: os sofrimentos causados pelas doenças, atentado, duras batalhas em defesa da verdade, longe de enfraquecê-lo, tornaram-no cada vez mais forte.
Qual o segredo disso? foi perguntado a D. Vincenzo Thu, vietnamita, secretário particular do Papa durante 8 anos, junto com o polonês D. Dziwisz, até fevereiro de 96. Resposta: a Santa Missa é o ato cotidiano que constitui o centro do seu dia. Como ele mesmo disse, nunca perdeu uma missa, nem estando doente. Quando acamado, fazia instalar o altar pertinho da cama, um celebrava e ele acompanhava, concelebrando. Nem mesmo as 72 viagens ao exterior e a visita a 120 dioceses italianas impediram-no da Santa Missa, que ele sempre coloca como momento central de seus encontros.
O grande empenho com que o Papa se dedica à oração desde as 5h30min da manhã, com a Missa que se segue, gera nele um clima de comunhão durante o dia todo; é a grande força que o sustenta. Ele permanece sereno e tranqüilo porque está sem-pre em união com o Senhor. (Outro colaborador relata: "Quando está na sua Capela particular e reza à vontade, se não tem nin-guém, prostra-se diante do Santíssimo e permanece ali com os braços abertos em cruz. Permanece assim durante horas, noite adentro. Ele, enfim, sabe que está em companhia do Cristo de quem é Vigário na terra. Às vezes, atrasando em ir para cama, é até preciso ser puxado pelos pés").
Como reza o Papa? Estar pertinho dele e ver como reza é uma experiência única. Reza apaixonadamente, de olhos fechados e com freqüentes invocações, como: "Ó Senhor! Ó meu Deus!" Ele confiava aos sacerdotes: "Eu tomo nota das intenções que me são indicadas por pessoas do mundo inteiro e guardo-as no genuflexório de minha capela, para que, a todo momento, este-jam presentes na minha lembrança, mesmo quando não posso repeti-las expressamente todo dia. Ficam lá, o Senhor as conhe-ce..."
Fechando os olhos, mergulha na oração. Fica tão concentrado na oração que, às vezes, quando abre os olhos, não sabe em que ponto está do missal. O seu abandono na oração é tão grande, que entra quase em estado de êxtase. Vi, também, freqüen-temente bispos e cardeais concelebrantes que ficaram impressionados ao ver o Santo Padre rezando. Um cardeal contava que, durante o Conclave, toda vez que, à noite, entrava na Capela Sixtina, encontrava-o ajoelhado, num canto a rezar.
Faz a Via-Sacra todas as semanas, observa os jejuns seriamente e reza o Rosário inteiro todos os dias. Na sua devoção a Maria, inspira-se, como é sabido, em S. Luís M. de Montfort, do qual tomou o lema Totus Tuus (Tudo Teu); leu S. Teresa d’Avila, S. João da Cruz e S. Bernardo. Numa manhã, não o víamos chegar para as audiências. Fui procurá-lo e o encontrei com as mãos cruzadas, olhando para Nossa Senhora no alto, com tanta intensidade, que parecia uma criança diante de sua Mãe.
Outra vez, num rígido frio de dezembro, nós o procurávamos e fomos encontrá-lo no terraço, diante de um pequeno altarzi-nho de Nossa Senhora de Fátima. Ele estava ajoelhado, com um manto preto, de padre, nas costas. Chamei-o, mas ele continu-ou a rezar ainda um pouco sem se levantar. Ajeitando alguns papéis seus, descobri que, quando escreve homilias ou encíclicas, num canto de cada página há sempre uma invocação a Maria.
É um Papa que escuta e lê muito? Dedica aproximadamente uma hora à leitura pessoal, das 22 às 23 horas: lê artigos ou li-vros selecionados durante o dia. É também muito atencioso quando lhe falam. Normalmente, na terça-feira, convida 5 ou 6 es-pecialistas em várias disciplinas, já preparados para discutir temas de grande relevância: de questões teológicas a políticas, das novas descobertas da física às armas nucleares.

Cetro de Maria com Vojtyla

O Cardeal Wyszynski contou um fato "inusitado", acontecido numa procissão mariana, em Cracóvia, que ele dirigia. O bispo Vojtyla estava perto da estátua de Nossa Senhora quando um movimento brusco dos portadores fez cair o cetro das mãos de Maria. Vojtyla prontamente o agarrou para não deixá-lo cair. "Nossa Senhora cedeu seu cetro a Vojtyla", comentou o Cardeal Wisziynski (Avvenire, 9 nov/96).

Prece à Imaculada

Diante da Imaculada, na praça de Espanha, em Roma, o Papa, após ter elevado um hino à "beleza" de Maria, assim rezou:
Agradecemo-Vos, ó Imaculada, por estardes no meio de nós, nesta Vossa imagem elevada no alto, que lembra o prodí-gio da graça, que o Senhor realizou em Vós, e estimula o nosso constante empenho em vencer toda forma de mal.
Agradecemo-Vos, ó Virgem Santa, por nos ter aqui chamado para contemplar Vossa Imaculada Conceição e renovar o empenho pessoal de participar na Missão cívica que pretende fazer resplandecer o rosto do Vosso Filho em cada canto da Cidade.
Agradecemo-Vos, ó Mãe nossa, pelo dom deste encontro anual com o mistério de vossa beleza, que cada vez mais en-cante, porque única e incontaminada - Tota pulchra es Maria!" (Toda bela sois, ó Maria).


Lance fora as amarguras do ódio,
acolha o amor de Deus que
o encherá e será missionário

Na base da ação missionaria "existe uma obra essencial: o amor salvífico de Cristo, aquela força que sai de Jesus e salva o mundo". Foi assim que Pe. Tomislav Vlasic concluiu a sua viagem pelo norte da Itália, em 20 de outubro. "Sem essa força, e aquele amor, nem o dinheiro nem as ações, nada valem. Na missa, dizemos: Senhor, não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra... Esta palavra é uma ação de Deus que salva". A este ponto, ele fala de uma mulher estrangeira atacada por satanás, que a assaltava e a sufocava, principalmente numa viagem onde se praticavam missas negras. Chegando a Mediugórie, participou de uma Missa celebrada debaixo do toldo, e satanás desapareceu: "Nunca mais o vi. Sinto-me repleta, sinto-me forte e não mais tenho medo", disse ela.
"Quando a ação divina penetra em uma alma e a plenifica, as forças negativas são anuladas, o mal foge. Pergunto-lhes: Que-rem também vocês ter essa experiência?... Eu posso oferecer-me por vocês na Missa, posso indicar-lhes os passos, mas não posso percorrer esta estrada por vocês. Somente vocês poderão fazê-lo. O amor de Deus é gratuito para todos. Mas diante dele e necessário não rejeitar, não dizer: desculpe-me, não tenho tempo". E aqui Pe. Tomislav dá um exemplo de como Jesus, João Batista e os Santos acolheram o amor de Deus e se colocaram à sua disposição em tudo. "A Imaculada procurou somente a Deus; era humilde e pobre. Como toda criatura, nada podia fazer, mas apresentou-se a Deus: "Eis-me aqui". A sua alma estava aberta para receber esta graça, a misericórdia de Deus penetrou-a e toda a vida da Virgem esteve neste caminho. Mesmo aos pés da cruz, não parou diante do sofrimento de Jesus, continuou andando e aceitou o que Deus queria no sacrifício do Filho. Por isso participou da sua glorificação e, ainda em Pentecostes, recebeu a graça do Espírito".
"São Francisco ouviu a palavra de Jesus vinda do crucifixo e retirou-se para caminhar naquele amor. Caminhou e, antes da morte, dizia: "Fiz pouco, bem pouco. Gostaria de começar agora", porque a estrada se abre sempre mais. Deus é imenso, a sua riqueza se manifesta sempre mais. O tesouro está preparado para nós.
Agora dirijam-se a Deus e procurem a vida. Não procurem a saúde, as coisas, as suas soluções, mas a vida que Deus conce-de à pessoa porque Deus se doa totalmente ao homem, como a vida preenche o homem. Nós, pelo contrário, buscamos outras coisas, conseguimos muito na vida, mas não alcançamos a vida. Deus oferece "a Vida" em plenitude. Quando vocês tiverem a verdadeira Vida, os problemas não mais poderão perturbá-los, porque serão mais fortes do que a morte, do que as doenças, do que as provações.
Procurem a Vida, dirijam-se a Deus com as mãos vazias. Se for um pecador, aproxime-se de Deus e diga-Lhe: "Sou um pe-cador, perdoai-me!" Mas reconheça o seu pecado; que o pecado não o feche dentro de si. Quando se sentir um nada, aproxime-se de Deus e diga-lhe: " Nada sou, procuro-Vos, desejo a Vida". Quando você for humilhado, se permanecer na humilhação, en-tão está sepultado e sobre você cresce a erva que se chama inveja, ciúme, tensão, preocupação e amargura. Se você se apro-funda na sua miséria então permanece miséria, porém se nela você levanta os olhos para Deus, dizendo: "Pai livra-me dessa mi-séria, não Vos peço a condenação dos meus adversários nem a saúde para mim, desejo a vida em Vós!" Isto o elevará a Deus e sentirá a vida em Deus.
Sob cada problema seu, sob cada pecado, há um ídolo que você adora. São Francisco, que se elevava até Deus, não era perturbado nem pelos ladrões nem pelos pecadores: almas semelhantes não são vulneráveis e nos sentimos bem ao seu lado. A misericórdia de Deus foi preparada para nós. Podemos recebê-la. Então chegamos neste ponto: aproximar-se de Deus para sen-tir-se amado por Ele na alma, no corpo, por todo lado. Sentirmo-nos amados por Ele nas dificuldades, nas dores, isto é, ser leva-dos, elevados a Ele. Quem não experimenta que Deus o ama de maneira infinita não pode ser missionário, mas transmite somente a teo-ria de Cristo, transmite as palavras, ou torna-se fanático. Por outro lado, quem se sente amado gratuitamente por Cristo e não coloca ne-nhum obstáculo, sente-se penetrado por essa força divina, e esta é missão.
Não esperemos, pois, de forma passiva, o amor misericordioso. Deus precisa dos nossos corpos e das nossas almas. Que a sua misericórdia torne-se ativa através dos nossos olhos, pensamentos, desejos, reflexões e encontros. Podemos nos tornar missionários do amor misericordioso de Cristo se o nosso ser se transformar em Jesus. Como é belo sentir-se perdoado! Mas de-vem aprender a absorver a misericórdia de Deus. Como é belo sentir-se transformado da amargura para a doçura!
Mas como posso lançar fora a amargura? Debaixo de sua amargura existe algum ídolo que você adora. Pegue então esse ídolo que lhe causa amargura, porque debaixo da ofensa que lhe causa amargura existe algo que interessa muito mais do que Deus, e então, se alguém tira de você aquela pequena coisa, você fica aberto à amargura. Como você gostaria de ter o rosto fe-liz de Maria! Se se sentir amado por Deus e abandonar-se à Sua vontade, até mesmo o seu físico começará a se transformar. Torna-se uma outra pessoa, o caráter se transforma. Naquele momento a ação salvífica age em cada um de nós e, através de nós, também ao nosso redor.
Peço-lhes: Não andem com os seus pensamentos na África. Vão para suas casas e encontrem o seu marido, a sua mulher, o filho, a sogra. Se com eles se verifica a força salvífica de Cristo, se você ama os seus familiares com o amor misericordioso, es-teja seguro de que esta força salvífica corre por todos os países do mundo. Como você pode fantasiar de ir a África se é incapaz de amar com o amor misericordioso de Cristo sua mãe? Engana-se, é uma fuga.
Nesta tarde, desejaria muito colocá-los no Coração de Jesus que os ama e não se escandaliza dos seus pecados, das suas fraquezas ou complexos. Se desejarem dar tudo a Ele e viver de acordo com seu Coração, se entrarem neste Coração, sentirão a força salvífica, não apenas para vocês, mas para todos os homens.
Papa abençoa Imagem

Uma réplica da Imagem de Tihalijna, que se tornou símbolo da Rainha da Paz, foi abençoada pelo S. Padre no dia 8 de de-zembro, juntamente com outras 200 imagens e 50 ícones, que fizeram o giro pela França, percorrendo cidades e vilarejos. Aquela imagem será peregrina na Herzegóvina, levando a mensagem da Paz e também ajuda humanitária às populações croa-to-católicas, muçulmanas e sérvio-ortodoxas, sem distinção.

Franciscanas em Mediugórie

As irmãs Franciscanas da Imaculada, de Florença, através do Centro Maria, de Roma, organizaram, de 5 a 10 de outubro, uma peregrinação singular, com a participação de uma ou duas irmãs de cada convento da congregação, tanto da Itália como do exterior, com o fim de confiar o Instituto à Virgem Imaculada. É interessante ver os efeitos nos testemunhos que as irmãs escre-veram em publicação própria do Instituto. Muitas, antes de ir, não estavam entusiasmadas com a peregrinação; depois, ao voltar, só falavam sobre Mediugórie. A superiora geral, Madre Lúcia, chamou, depois, todas as suas freiras a Florença para a visita de Pe. Iozo que celebrou a Missa e proferiu um longa catequese.

Curada em Mediugórie

A senhora Scanu Geruina, de Marribiu (OR), fora operada em 1971, em Gênova, para retirada de um nódulo na tiróide. O nó-dulo reapareceu 15 anos depois e estava cada vez maior, apesar dos tratamentos. Já estava marcada uma nova cirurgia, mas a senhora sentiu que devia fazê-la somente depois de uma peregrinação a Mediugórie. Foi a Mediugórie e, logo que retornou à Itá-lia, em poucos dias o nódulo desapareceu completamente. A documentação e os laudos médicos da primeira divisão radiológica do hospital S. Martins de Gênova já foram encaminhados a Mediugorie para exames. (Centro Maria, Roma)

Como se deve rezar

Um santo monge disse: Mesmo depois de ter lido muitos livros e ter instruído os outros, foi com uma pobre mendiga, em mi-nha casa, que mais aprendi. Minha mãe mandou-me levar a esmola aos pobres. Um dia, quando eu tinha 7 ou 8 anos, uma ve-lha mendiga, ao receber o pão, disse-me: "Meu filho, faça bem suas orações!" Respondi-lhe que minha mãe me fazia rezar todos os dias. E ela: "Em que você pensa quando reza?" Fiquei muito embaraçado, nada sabia a respeito... E ela disse-me:
"Escuta, menino, vou ensinar-te a rezar bem e a ser muito bom... Quando te ajoelhares, faz bem o Sinal da Cruz e imagina que Jesus está diante de ti... no seu berço... na Cruz... nos braços da Santíssima Virgem, e oferece a Ele a tua oração como se O visses... E quando a oração terminar, fica ajoelhado ainda um pouco e diz a Ele tudo o que tens no coração; as dores que sentes, os prazeres que experimentas, o que desejas fazer, o que pensas... Vê, menino, não terás sempre tua mãe ao teu lado, mas sempre terás o Bom Deus. É preciso que te habitues a abrir-Lhe o coração e a pedir-Lhe conselho, a exprimir-Lhe tudo aquilo de que necessitas. Essa é a oração". Todos os livros do mundo nada me ensinaram a mais do que aquela boa mulher. (E esta não é a oração com o coração que Maria nos ensina?).

Abençôo-os do presépio de onde brotou a árvore da vida que dá frutos mesmo no inverno (Ap 22,2). Alegremo-nos e acolhamos a vida que se manifestou.
Villanova Maiardina, 26/dez/96.
d. Angelo

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(061) 243-9293 - Mensagem
Disponível a partir das 21 h do dia 25



Peregrinações 1997

Para este ano, temos grupos partindo em quase todos os meses, sempre permanecendo 8 dias em Mediugórie.
Programa 1 (18 dias): Roma, Sta. Rita, Assis, Lanciano, Pe. Pio, Loreto e Mediugórie.
Programa 2 (25 dias): compreende o Programa 1 e inclui Turim, Lourdes, Fátima e Lisboa.
Programa 3 (32 dias): engloba os programas 1 e 2 e inclui Terra Santa.
Programa 4 (25 dias): compreende o programa 1 e inclui Terra Santa.
Escreva ou telefone solicitando-nos o Programa detalhado.

Endereço para correspondência:
Servos da Rainha
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70279-970 - Brasília - DF
Tel.: (061) 244-4949

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