Mediugórie - Eco 132

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.97

Queridos filhos! Também hoje convido-os, de forma especial, a abrirem-se a Deus Criador e a tornarem-se ativos. Neste tempo, filhinhos, convido-os a ver quem precisa de sua ajuda espiritual ou material. Com o seu exemplo vocês serão as mãos estendidas de Deus que a humanidade procura. Somente assim vocês compreenderão que são chamados a testemunharem e a tornarem-se alegres portadores da Palavra e do Amor de Deus. Obrigada por terem correspondido ao meu apelo.

"Vocês serão as mãos estendidas de Deus que a humanidade procura"

O tempo da Quaresma e da Páscoa é particularmente de graça: por isto Maria nos convida "de modo particular". A fazer o quê? A nos abrirmos a Deus Criador e a nos renovarmos, como a natureza que na primavera se renova e floresce sob a ação do sol. Mas como nos abrir? Certamente pela oração assídua e sincera, atenta à inspiração de Deus, pronta para acolher sua graça e firme em querer realizá-la.

Por que nos abrir a Deus "Criador"? O Espírito Santo é chamado de "Criador" (Vinde, Espírito Criador), para que continue criando, pela conversão, corações novos que realizem obras novas, que transformem as relações entre os irmãos para realizar o desígnio de Deus que é o de formar um só corpo e um só espírito entre os homens. Assim tudo será recriado e renovará a face da terra (Sl 103).

Como tudo isto é diferente, quando se deseja construir um mundo sem Deus, com as próprias forças, como Maria disse na última mensagem! Os corações dóceis à ação do Espírito, longe de serem indolentes ou parados, tornam-se ativos no cumprimento de todo bem que Ele inspira.

Convido-os a ver quem precisa de sua ajuda. O que nos impede de ver quem precisa de nós? O pecado, o nosso egoísmo, os ídolos para os quais vivemos, que fecham nossos olhos perante Deus e os homens: assim vemos só a nós mesmos e ficamos fechados no nosso mesquinho mundo, insensíveis às necessidades dos irmãos, como se apenas nós existíssemos.

Também o espiritualismo ou o pietismo de muitas almas devotas, à procura de satisfações íntimas, tornam essas almas cegas e já recompensadas. A elas dizemos: Querem adorar um deus acima das nuvens e não querem ver a Deus em seus irmãos, onde é bem mais palpável e necessitado de ajuda: aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. (1 Jo 4,20).

Os primeiros cristãos não precisavam de discussões e de técnicas para convencer os pagãos: estes conheciam a Jesus vendo como os cristãos se amavam: Vejam como se amam! Abram, portanto, os olhos para ver as necessidades espirituais e materiais dos irmãos e façam tudo o que for necessário para sua salvação espiritual: principalmente a oração, o jejum e o testemunho.

Em sua viagem à África do Sul, Pe. Slavko diz que, em todas as aparições vespertinas, Nossa Senhora recomendava a Vicka rezar pelas necessidades de muitas pessoas: os jovens, as famílias, os infiéis, as realizações de seus planos, etc. Depois, ajudar os irmãos em suas necessidades materiais: se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: "ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos" , mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma (Tg 2, 15-17).

O que resulta da nossa ajuda espiritual ou material aos irmãos? Seremos as mãos estendidas de Deus que a humanidade procura: somente através de nós poderão ver a bondade de Deus e conhecer que Ele é Pai e cuida dos seus filhos. Os homens procuram estas mãos estendidas de Deus e nós os rejeitaremos?

Quando, em lugar de falar de amor, fizermos obras de amor, compreenderemos o papel que Deus nos confiou e experimentaremos a alegria de ser instrumentos dEle: se amarmos, não com palavras, mas por atos e em verdade, tranqüilizaremos a nossa consciência, caso essa nos censure (IJo 3, 18-20). Então proclamaremos, não em vão, a Palavra de Deus que vivemos em nós e difundiremos o Amor que Ele infundiu em nossos corações mediante o seu Santo Espírito (Rm 5,5). Vinde, Espírito Criador! d.A.

NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE

Os Videntes

Vicka, Iákov, Miriana e Ivanka estão em Mediugórie. Maria está na Itália e Ivan encontra-se em viagem à Austrália.

Vicka e Pe. Slavko fizeram uma viagem à África do Sul e visitaram Zimbabwe e Malawi. Por toda a parte, muitas pessoas participaram dos encontros de oração. Houve, também, muitos encontros com sacerdotes e religiosas. Em todas as tardes, realizavam programação idêntica à de Mediugórie, com Vicka tendo a aparição sempre antes da Missa. Nessas aparições, Vicka disse que a Virgem sempre recomendava a necessidade de rezar pelos jovens, pela Igreja, pela Papa, pelas famílias e, principalmente, pela realização de um dos Seus planos. Pode-se afirmar que nos países africanos a mensagem de Mediugórie está realmente sendo vivenciada e divulgada.

Agora posso ver claramente

Pe. Slavko dá-nos a conhecer uma, dentre as muitas graças experimentadas nessa viagem à África, apresentado-nos a história de Michelle Maroun, de Johannesburg, na África do Sul:

"Aos 14 anos de idade, comecei a sentir dores de cabeça. Após consultar médicos e fazer muitos Raios-X, concluíram que nada havia de errado comigo. Três anos mais tarde, com a idade de 17 anos, comecei a ter crises. O médico pensava que fosse epilepsia e mandou-me fazer um EEG que nada acusou. Em seguida, disse que eu poderia estar sofrendo de enxaquecas ou ataques de ansiedade e parou por aí.

Cinco anos mais tarde, as crises tornaram-se muito fortes e fui encaminhado a um neurologista que fez outro EEG e tumografia computadorizada. Os resultados sempre mostravam que eu era sadia. Contudo, devido às crises, o médico decidiu prescrever-me medicação para epilepsia. Ao ler sobre os efeitos colaterais, decidi a não tomar os medicamentos.

Esta decisão foi, obviamente, uma mensagem de Deus porque, dois anos mais tarde, já com a idade de 24 anos, tive uma crise aguda e, devido a isso, finalmente foi detectado um tumor cerebral, maligno, que foi removido em 27 de novembro de 1996. Durante a operação, o cirurgião precisou tocar o meu nervo ótico a fim de remover o tumor. Por causa disso, fiquei cinco semanas sem poder abrir o olho. Depois de sete ou 8 semanas, já podia abri-lo completamente, mas o olho estava totalmente fora de foco, com a íris empurrada para um lado do olho. Eu enxergava tudo com imagem dupla e podia ler apenas com o outro olho.

No dia 6 de fevereiro de 1997, participei da Santa Missa em que Nossa Senhora, Rainha da Paz, apareceu a Vicka Ivankovic. Durante a aparição, ajoelhei-me e pedi a Ela, com muita fé:

"Querida Mãe, Maria, por favor, ajudai-me e removei todo o câncer da minha cabeça. Espero ficar completamente recuperada. Sei que tendes muitas outras coisas mais importantes a fazer no mundo, mas, por favor, pedi a Jesus que me cure."

Durante minha oração, senti uma dor tão aguda na cabeça, que pensei não ser capaz de resistir até o final da Missa. Contudo, enquanto Nossa Senhora ainda estava presente, peguei uma folha de papel e, para surpresa minha, consegui ler com os dois olhos. Olhei à minha volta e não mais via as coisas com dupla imagem. Terminou a aparição e, aos poucos, a dor de cabeça desaparecia, ao mesmo tempo em que meu olho voltava para o lugar, e não mais para o lado. Pe. Slavko - 28/fev/97

Encontro Educativo e Espiritual

O encontro anual foi realizado entre os dias 24 e 28 de fevereiro, em Neum, a 50 km de Mediugórie. Estiveram presentes os Padres de Mediugórie, Vicka e 130 representantes de 21 países. O encontro destinava-se às pessoas que trabalham com a divulgação das mensagens, grupos de oração, ajuda humanitária e dirigentes de peregrinos ligados a Mediugórie. Como nos anos anteriores, participou desse encontro o coordenador da Associação Servos da Rainha. O tema tratado este ano foi "A Família". O encontro terminou com a reza do Santo Rosário na Colina das Aparições.

Pároco de Mediugórie informa:

Gostaríamos de solicitar a todos aqueles que divulgam as Mensagens da Rainha da Paz e publicam eventos de Mediugórie que considerem o Centro de Informações de Mediugórie "MIR" como a única fonte oficial de informações. Havendo algo novo em relação às aparições, o Centro imediatamente o tornará público. Desta maneira, será evitada a disseminação de informações não aprovadas. O que for urgente, imediatamente será colocado nas páginas da INTERNET: http://www.tel.hr/medjugorje na seção "Informazioni".

Pe. Ivan Landeka, OFM, pároco

Encontro Internacional

de Oração para Jovens

O Oitavo Encontro de Oração para Jovens terá lugar de 31 de Julho a 6 de Agosto de 1997, com o tema "Tu és Meu Filho Muito Amado". Estarão presentes todos os videntes e os sacerdotes de Mediugórie. O encontro terminará no dia 6 de agosto, com a reza do Rosário na subida do monte Krizevac, às 3 horas da manhã, seguido da Santa Missa ao pé da Cruz ao amanhecer do dia.

Cardeal fala sobre Mediugórie

O prefácio de um livro recentemente publicado com o título "Palavra de Maria", do autor italiano Luciano Moia, foi escrito pelo Cardeal Esílio Tonini, Arcebispo Emérito de Ravenna. Relatamos uma declaração muito concisa sobre Mediugórie apresentada em resposta a uma pergunta que lhe foi formulada.

Pergunta: Em todos os lugares de aparições, verdadeiras ou presumidas, verificam-se extraordinários incentivos à devoção. Constatam-se conversões, volta-se a oração, redescobre-se a fé. Quem esteve em Mediugórie afirma que naquele lugar parece verdadeiramente que a fé tem vida, o sobrenatural parece tornar-se realidade tangível. E isto, em uma sociedade como a nossa, fria e indiferente, não poderia já ser considerado um pequeno ou grande milagre?

Resposta: Sim, sei que tudo isto acontece. A Mediugórie chegam milhares de peregrinos, reza-se, reencontra-se a fé. É um grande dom e por isso devemos agradecer ao Senhor. A Igreja, porém, aguarda um certo tempo antes de pronunciar-se. É uma cautela justa. Qualquer dúvida deve ser examinada e qualquer incerteza sanada. Pessoalmente penso que a hesitação do Episcopado local e suas diversas posições devem ser motivo de reflexão. É indispensável, contudo, esperar o pronunciamento oficial do Vaticano. Confio na promessa eterna feita por Cristo aos Apóstolos e aos seus sucessores: O juízo da Igreja que será pronunciado em nome de Cristo será aquele que me convencerá sobre a credibilidade de uma aparição ou de um acontecimento sobrenatural.

Pelos frutos se conhece a árvore

O Pe. Gianni Sgreva, fundador da comunidade "Oásis da Paz", visitou recentemente Mediugórie. Ele vai a Mediugórie mais vezes ao ano, sempre que as circunstâncias o permitam porque, além da comunidade de Mediugórie, dirige comunidades em todos os continentes.

Por ocasião da sua última visita, disse-nos algo a mais a propósito de sua comunidade. Por falta de espaço, transcreveremos apenas parte da sua declaração.

"Os jovens que freqüentavam os grupos de oração que eu acompanhava, com o passar do tempo, sentiram a necessidade de formar uma comunidade que se baseasse nas mensagens de Mediugórie e fosse, portanto, fruto direto de Mediugórie. Eu, pelo contrário, procurava fugir da idéia de uma nova comunidade porque já tinha o meu caminho, a minha vocação e o meu trabalho de professor. Todavia, o desejo e a vontade dos jovens em concretizar as próprias necessidades e suas aspirações eram, a cada dia, mais fortes. Comuniquei tudo isto ao meu diretor espiritual e ao meu provincial. Eles me pediram que seguisse o curso dos acontecimentos e assim fiz. Atormentava-me a pergunta seguinte: "Como formar e conduzir uma comunidade ligada a uma realidade como aquela de Mediugórie, em que se verificam ainda "aparições inexplicáveis"? Antes de criar a comunidade, falei também com o Cardeal Ratzinger. Ele escutou com atenção e disse-me o que fazer. A propósito de Mediugórie falou: "não se preocupe com a árvore, preocupe-se com os frutos, com as vocações. Mediugórie está confiada aos nossos cuidados". Falei também com o Santo Padre. Falei-lhe da comunidade e das vocações ligadas à experiência de Mediugórie. O Santo Padre escutou-me, aproximou-se de mim, recomendou-me que não o esquecesse e disse-me: "preocupe-se com as vocações e reze por mim todos os dias."

Os princípios das comunidades são: a vida consagrada e a gratidão à Virgem que se serve de nós como instrumento de paz. Além dos votos habituais, a comunidade possui um outro: "ser paz" e difundir a paz na Igreja e no mundo. A comunidade conta, atualmente, com aproximadamente 140 membros. Neste ano temos 20 noviços e para o próximo já existem mais de 20. Existem verdadeiramente muitas vocações, embora não se divulgue muito". Press Bulletin

Libertado do tormento infernal

No mês passado, Ivica, um rapaz de 26 anos, de Split (Croácia), esteve aqui pela quarta vez. Sofria de esquizofrenia e tinha que viver sob forte medicação. Há cinco anos, sem nenhuma razão aparente, começou a ouvir vozes que constantemente o perseguiam, não o deixando dormir à noite, dizendo-lhe: "você nada vale", "Deus odeia você", a guerra começou por sua causa", "é por sua causa que o mal existe no mundo", "você devia suicidar-se", etc. E seu estado piorava à medida que o tempo passava.

Em Janeiro, estava terrivelmente magro, seu corpo definhava, até sua pele rompia-se. Sofria não somente de tormentos interiores, mas também de humilhações e terríveis efeitos colaterais dos remédios que consumia sempre em maior quantidade. Ivica sentia-se esmagado a tal ponto, que seus familiares pensavam que fosse cometer o suicídio.

Uma amiga minha levou-o a Pe. Iozo que nunca recusa rezar por um doente. Ele rezou sobre Ivica por alguns minutos somente, pois sua programação estava muito cheia. Pe. Iozo nada sabia sobre a história de Ivica. Com muita compaixão e fé o abençoou. Poucas horas mais, tarde Ivica contou a minha amiga: "desde o momento em que Pe. Iozo rezou sobre mim, parei de ouvir as vozes". Então minha amiga perguntou: "Há quanto tempo você está ouvindo essas vozes?" Ele respondeu: "Há cinco anos!".

Ivica tem uma profunda fé em Deus e realmente ama Nossa Senhora. Há algumas semanas está agradecendo esta maravilhosa libertação que permitirá reduzir seus remédios e voltar à vida. A paz e o louvor substituíram os tormentos infernais que o torturavam dia e noite. Vamos continuar rezando por ele!.

Recomendações de N. Senhora

Dia 11 de fevereiro, durante a aparição na Colina ao vidente Ivan, Nossa Senhora disse que nos abençoava pela Quaresma. Sabemos que nos últimos anos Ela recomenda ler novamente as mensagens dadas sobre a Quaresma e também as passagens na Bíblia relacionadas com este tempo.

Lágrimas de Sangue

são verdadeiras

Boas notícias chegam no momento em que João Paulo II se prepara para visitar Saraievo: A imagem da Rainha da Paz, vinda de Mediugórie, que chorou lágrimas de sangue por 14 vezes em Civitavecchia, acaba de ocupar as manchetes na Itália. Depois de dois anos de estudos, o fenômeno foi julgado "sobrenatural" pela comissão teológica da Itália. (Il Messagero, 6 de fevereiro de 1997). No início desse acontecimento, Maria Pavlovic disse à irmã Emmanuel: "São verdadeiras!". Irmã Emmanuel

"Jesus dom do Pai"

Com este tema realizou-se, de 2 a 6 de janeiro em Numana (AN), perante 500 pessoas e em clima familiar, o encontro dirigido pelo Pe. Tomislav Vlasic, para a formação das almas oferecidas que vivem o seu chamado na "Comunidade". Na Comunidade não desejamos outra coisa, a não ser viver o mistério da Igreja. O máximo que Deus pode dar sobre a terra é a Igreja: a comunhão com Deus. Todo o nosso percurso, nascer de Deus e a Ele voltar, livres na união com Ele, é o serviço da Igreja. Assim focalizou Pe. Tomislav a função destas pequenas famílias espirituais, presentes em todo o território nacional, cujo número durante o ano de 1996 quase duplicou em relação ao ano anterior, passando de 50 para 97.

Os dias se passaram seguindo o ritmo do Tríduo Pascal, concluindo-se com a Vigília da Ressurreição, na qual se renovaram as promessas batismais e o ato de consagração "a Jesus por Maria".

Apresentamos aqui as passagens fundamentais das conferências do Pe. Tomislav.

1. O ano de Cristo: "Jesus Cristo está dentro de nós. Jesus Cristo veio em nós e dentro de nós hoje Ele age. Perdoa, liberta e reconcilia com Deus, tornando a pessoa repleta. Estes anos de preparação são um acontecimento em cada um de nós e, portanto, precisamos estar abertos a uma dinâmica interior... Devemos expressar a presença de Jesus dentro de nós, porque existe o perigo de viver estes anos como ateus. É a participação interior que conta: precisamos desenvolvê-la e é esta a razão de estarmos aqui...

Qual o apelo para este ano? Somos chamados a manifestar a presença de Jesus que está em nós. Cada um deveria manifestar Jesus Cristo, manifestar a dignidade do homem, levar a libertação de Deus ao mundo. Porque tanto medo do futuro? Jesus coloca-se totalmente à nossa disposição, mas nada pode Ele forçar dentro de nós. Abrindo-nos, permitimos-Lhe agir. Somos responsáveis por nós e pelos outros, pela Igreja...

2. Como responder a este apelo? A Igreja mostra Jesus Cristo como único Mediador. É o apelo de toda a Igreja. Poucos são aqueles que atendem: Maria Santíssima conseguiu fazê-lo. Para chegar até lá, precisamos vencer todos os ídolos que dentro de nós tomaram o lugar de Jesus Cristo crucificado. São eles: as teorias, os hábitos, as forças humanas, a lógica, as nossas projeções... Em qualquer lugar onde existem estes ídolos, Jesus não é o único Mediador. E se não cremos nesta verdade, tudo isto fica sendo apenas um discurso. Devemos permitir que Jesus aja em nós, eliminando os demais mediadores, sem negar os valores humanos, mas deixando espaço para Jesus.

1º passo: deixar todas as razões para repousar... Trago-lhes um exemplo. Uma moça manifestou-me seu desejo de pertencer a Jesus. Escutei-a. Depois, respondi-lhe: Você tem argumentos válidos e sabe tudo. Porém lhe falta algo: enquanto a escuto sei que o Senhor a ama através de mim, mas você nada sentiu, a porta de sua alma está fechada, ficou tensa, triste. Então rezamos e tudo passou. Disse-me: Estou cansada. Respondi-lhe: Vá repousar três dias no sepulcro com Jesus para nEle encontrar força. Bastaram algumas horas e a moça se transformou. Disse-lhe: Todas as razões que me apresentou são válidas, mas somente se você se abrir ao amor de Deus. Portanto, escolham um repouso incondicional em Deus.

As razões válidas que bloqueiam o amor, o colocam em estado de tensão. Quando recebem o amor de Deus, não podem ficar tensos, preocupados. É necessário deixar todas as razões, mesmo aquelas mais válidas, porque atrás destas pode agir também satanás. Para entrar no repouso da Ressurreição, os Apóstolos tiveram que deixar todas as argumentações.

... e morrer a si mesmos para renascer para uma nova vida. 2Cor 4,7: Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. Os nossos argumentos devem ser como vasos de barro. Assim aceito a morte - a humilhação, a negação - por causa de Cristo e isto dá vida ao outro e frutifica ao mesmo tempo no nosso corpo. Assim rezamos na Missa: Anunciamos a Vossa morte, Senhor... Esta abertura à morte de Cristo é uma passagem para a Ressurreição dentro de nós. Se não morrermos a todas as nossas razões para nos abrirmos ao amor, este poder extraordinário não pode desabrochar. Se acontecer isto, poderemos testemunhar a Jesus único Salvador-Mediador. Isto nos abre para o 2º passo: a abertura à Sua vinda. Uma abertura serena para o cumprimento, um horizonte sereno; o Espírito Santo pode fazer tudo naquela alma voltada para a Eternidade, onde tudo se realiza: nesta atitude, a alma floresce e é fecunda.

3. Os passos concretos. Disse-lhes estas coisas a nível teórico mas, em concreto, somente a graça e as virtudes podem nos ajudar. Provações: vocês foram provados e sentiram as defesas: agressividade ou depressão perante as calúnias. Nas provações em família, em casa, com os filhos, como reação, afloram espontaneamente as preocupações humanas. Se, pelo contrário, agem os mecanismos de abertura incondicional ao amor de Deus, então, embora chorando e sofrendo, ficamos abertos e desta provação saímos vitoriosos. Inevitavelmente isto se reflete também sobre os outros.

A oração. Precisamos sacrificar tudo para que dentro de nós o espaço do amor de Deus fique livre. Não se consegue isto apenas vivendo na comunidade, mas por meio de uma decisão interior contínua, um exercício ininterrupto de abertura e entrega a Deus. Então não basta uma oração rezada ou lida. A vida comunitária é verdadeira se existe abertura. Cada pessoa deve fazer e experimentar estes passos, de outra forma, é impossível construir na vida comunitária a comunhão entre as almas. Chega-se, então, a uma oração existencial. Como temos necessidade de respirar, assim a nossa alma deve respirar o amor de Deus. Na dinâmica da oferta, isto significa relacionar-se constantemente com Deus e viver este amor incondicionalmente.

Abandono. Aqui se vê a importância do sofrimento. Se não agradecemos pelos sofrimentos, não podemos experimentar o amor de Deus. Em minha experiência vi como Deus, para atrair ao amor uma alma que prometeu se abandonar integralmente a Ele, deve, às vezes, forçá-la, amarrando-lhe mãos e pés, para que o deixe agir. Feliz quem encontra esta porta aberta em si, a porta do abandono. O morrer a si mesmo passa pelo abandono. Se a alma rejeita isto e se defende, então procura para si amarguras e tristezas. Se, pelo contrário, abandona-se, a alma experimenta alegria e paz.

Missão. Por que o sofrimento? Por que Deus o permite? Quando não pertenço mais a mim mesmo, mas a Deus, então Ele pode enviar-me ao mundo para sacrificar-me. Portanto, não sou mais eu que me sacrifico, mas Deus Pai, porque a Ele me doei e a Ele pertenço. Quando repetimos: Eis-me aqui!, somos como os Anjos: esperamos a missão. Quando estivermos prontos para sermos oferecidos em paz, então o Pai nos envia para as provações; então em todos os casos vence Jesus dentro de nós porque todos os ídolos caem. E Deus Pai tem dentro de nós o seu Filho que se doa pelo mundo. Não se apresentem a Jesus com as teorias, não procurem convencer a ninguém, mas ajam e vivam com simplicidade. Podem permanecer escondidos. Recomendo a todos aqueles que querem ser "amor sacrificado" que permaneçam humildes e escondidos, sem ostentação. Em vocês este processo é tudo. Manifestem-no na simplicidade.

4. Maria é ativa dentro de nós. Por que Maria pede a consagração? Por que Ela aparece em tantos lugares? Porque Maria é ativa! Ela nos prepara e nos acompanha para o Jubileu. Hoje, Deus Uno e Trino está particularmente presente nas almas. Alerto-os: não fiquem cegos, surdos e insensíveis! Repito: Ele está já presente e quer agir em nós e por meio de nós! Que sua caminhada nestes anos não seja um folclore: isto nada vale. O importante é uma abertura interior para sentir a presença de Cristo em nós mesmos.

Na última conferência, Pe. Tomislav indicou vários passos concretos a seguir para realizar a comunhão da comunidade no Espírito Santo, caminhando com Jesus para o Pai. Eis a conclusão: Este encontro com o Pai é o ponto culminante do amor universal. Com esta atitude uma comunidade não pode ficar fechada em si mesma. Sente a missão de amar a todos: esta abertura ao universal nos leva a sermos férteis e este amor de Deus alimenta a humanidade. (Nicola).

Jovem esposa: o canto de um

amor casto que ainda existe

"Nunca abrimos mão da oração."

Maria Dugandzic, natural de Matiaca, que dirige o escritório de informações de Mediugórie, é feliz em saber que também os leitores de Eco conhecem aquilo que a graça de Deus operou na sua vida conjugal, como ela confiou aos jovens da Comunidade Cenáculo.

Nasci em Split, 33 anos atrás; lá mesmo estudei e me formei em economia e comércio. Em 1984, fiz as primeiras viagens a Mediugórie, como peregrina. Em seguida, comecei a acompanhar os peregrinos como guia, mas logo este trabalho se tornou uma missão. Entendi que não era mais por acaso que me chamavam para guia, mas tinha que entrar mais neste caminho de fé para melhor servir aos peregrinos e colocar à sua disposição minhas capacidades intelectuais, físicas e espirituais.

Enquanto isso, eu estava na escuta de Deus para entender se tinha que escolher a vida matrimonial ou a religiosa. Escolhi formar uma família. Conheci o meu marido em 1986, na vigília da Natividade de Nossa Senhora e ele morreu na guerra na vigília da Assunção, em 1995. Não guardo rancor contra a guerra que o matou, mas sinto-me muito tranqüila porque, quando a guerra começou, ele e eu nos decidimos a permanecer aqui para defender a nossa casa. Estávamos bem conscientes dos riscos que essa decisão acarretava: para meu marido, vestir farda militar, significava estar em constante perigo.

Quando a guerra iniciou, tinha apenas uma menina de dois anos. Pensava: "Se meu marido morrer, que vou fazer?" Esse pensamento me obsessionava a tal ponto, que um outro filho não chegava. Em 93, finalmente, nasceu outra menina.

Agora sinto meu marido mais próximo do que antes, e cada dia mais. Não é a lembrança do homem que eu amava. A relação que eu tenho com ele é como aquela que mantemos com os Anjos, com os Santos, com o Senhor. Sinto que a minha família não é mais uma família clássica, mas é uma comunidade formada de cinco pessoas: nós três, meu marido e Deus. Hoje meu marido me aceita assim como sou, porque ele é livre de tudo e sinto que acompanha nossos passos e que me ajuda a criar as meninas muito melhor e com mais fruto. Sinto muito pela sua morte, sofro porque não está mais conosco, porém, no fundo, sou feliz porque ele está no Céu.

Uma vez, olhando para sua foto, fui muito dura comigo mesma: perguntei-me se amava verdadeiramente aquele homem. Eu disse a mim mesma: "se verdadeiramente o amo, o que desejo para ele mais do que a Eternidade, o Paraíso?"

As meninas sabem que o pai está no Céu e para elas o Céu não é uma fábula ou um conto de fadas. Elas nasceram e Nossa Senhora já aparecia aqui em Mediugórie; cresceram nesta realidade. Para elas Nossa Senhora é uma pessoa real e elas sabem que seu pai está nesta realidade. São felizes porque é como se ele estivesse aqui; elas e eu vivemos a mesma realidade. Outro dia, a maiorzinha andava na praia com outra menina e esta disse-lhe: "Vou tomar banho com meu pai..." Ela respondeu: "Eu também estou com papai e mamãe; mamãe está aqui e papai está no Céu". O pessoal ficou impressionado.

Esta comunhão dos Santos, que vivo com meu marido, com minhas filhas, com todo o céu, com toda a Eternidade, não seria possível se não tivesse havido uma relação clara de amor com ele quando era vivo. Ele e eu tivemos sempre um respeito máximo de um para com o outro e ele foi sempre um homem polido, puro. Tivemos sempre a convicção de que, para ter um amor frutuoso, precisa-se viver um amor que brota de dentro do coração. Deve ser o espírito que nos une e não somente o corpo: e isto sempre vivenciamos. Vivemos durante dois anos em castidade completa: quando esperava as meninas e no período após o nascimento. Não era fácil viver aquela realidade, mas vivi o respeito pleno de meu marido. Eu era como uma morada onde havia a vida e ele compreendia que era um dom renunciar a algo de exterior para fazer crescer o amor verdadeiro, afetuoso, interior.

Penso que muitos casais têm problemas exatamente porque não existe entre eles este respeito e porque se diz: "Eu penso, eu tenho direito". Aqui está o erro: não viver o outro como um dom. Compreendi que no matrimônio, para ser felizes, para viver um amor verdadeiro e frutuoso, que se reflete nos filhos, marido e mulher devem pensar: "não sou eu importante, mas sim você e o seu crescimento". Se não tivéssemos vivenciado antes essa preparação, hoje não poderíamos viver esta união.

Eu não me sinto viúva! Não me sinto uma mulher sem marido: meu marido está aqui, mas numa outra vida e eu preciso esperar ainda um pouco para chegar até lá. Deus permitiu que fosse assim, Ele sabe o porquê, conhece o nosso bem porque nos ama; disto estou profundamente convicta. Ninguém sabe o que nos espera na vida: coisas boas ou difíceis. Devemos estar abertos em cada momento ao seu grande amor, porque Ele nos prepara.

Pergunta: Antes, falava de respeito: de que tipo de respeito?

Resposta: Respeito em todos os sentidos! Ele foi um dom para mim, dom que eu não mereci. Ele tem sua bondade, suas qualidades, seus dons e quando você sente que a escolha não foi você que o fez, mas se sentiu impulsionada por dentro, então você pode viver o outro como um dom, como algo de muito querido que lhe foi dado: você não pode fazer outra coisa a não ser respeitá-lo. Por exemplo, manter relação era um dom: ele, na sua liberdade, decidia doar-se a mim e eu, na minha liberdade, decidia doar-me a ele. Mas era o espírito de ambos que levava a nos unir, nunca a paixão.

Perguntei-me, muitas vezes, por que me enamorei daquele homem. É um dom de Deus amar uma pessoa que você não conhece; precisa-se reconhecer este dom e, quando o reconhecemos, não podemos jogá-lo fora, não se pode dizer: o amor é meu! O amor é de Deus, plantado por Ele no nosso coração, e precisamos usá-lo exatamente como coisa divina. Como algo que Ele colocou em nossas mãos, para que nós pussamos manuseá-lo com carinho.

P.: Houve momentos de tensão e de cansaço?

R.: Sim, passamos por tensões, até fortes, por momentos difíceis, mas não podemos nos esquecer de que somos responsáveis pelo "dom" e que precisamos vencer a fraqueza humana. Ele tocava violão, gostava muito; mas durante a guerra não tocou, não cantou, estava mais tenso e era mais difícil comunicar-se com ele; porém nunca abrimos mão da oração. Os momentos difíceis se superam com o diálogo! É muito importante conversar; é o nosso orgulho humano que nos impede de pôr tudo às claras, que nos faz dizer: "é ele que deve ceder..."; é o mal que nos tenta, que quer destruir o nosso dom.

D.: No início falou de castidade matrimonial: pode falar-nos algo a respeito?

R.: O assunto é difícil. Antes de praticar o sexo, precisamos estar decididos a aceitar os filhos. Se não, que não se faça! Esta é uma idéia fundamental na minha vida. Não é que eu, todas as vezes, estivesse disponível a ter filhos porém, por dentro, devemos estar abertos a esta possibilidade porque, caso contrário, permanece apenas um ato físico.

Não devemos ser escravos desse medo de ter filhos ou não. Para mim, contracepção é também quando se evita a relação nos dias férteis; penso que cada um de nós terá que encontrar a resposta na própria consciência. Quando se começam a usar outros meios contraceptivos, o físico se torna objeto de paixão e não existe mais o amor que deseja se multiplicar nesta relação; então o seio de uma mãe torna-se uma tumba.

P.: Você se casaria outra vez?

R.: Não! Porque meu marido está vivo! Aceito que a Igreja nos deixe livres; não condeno as pessoas que voltam a se casar, não somos iguais; para mim, isto se pode fazer só uma vez, porque esta união permanece! Como disse antes, meu marido está vivo; se eu não acreditasse nisto, colocaria também em dúvida a minha fé em Nossa Senhora, em Jesus. Eu creio que Jesus está vivo, que Jesus é uma realidade e penso que cada um de nós é assim. Como posso dizer que meu marido não está vivo e Nossa Senhora está? Não há diferença: ambos estão no Céu, na Eternidade.

P.: Na oração, nunca teve momentos de aridez?

R.: Sim, muitas vezes. Nesses momentos precisamos persistir; são momentos que passam e dos quais saímos cada vez mais fortes.

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Disponível a partir das 21 h do dia 25

Peregrinações 1997

 

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Escolha uma data para ir a Mediugórie, dentre as seguintes opções:

1. Mês de Maria - inclui Fátima e Lourdes (25 dias), saída 26 de abril
2. 16º Aniversário das Aparições diárias, saídas: 7 e 14 de junho;
3. Férias escolares, saída 12 de julho;
4. Festival dos Jovens e Aniversário de N. Senhora, saída 26 de julho;
5. Exaltação da S. Cruz, saída 6 de set;
6. Nossa S. Rosário, saída 11 de outubro;
7. Última viagem do ano, saída 8 de nov.

Escreva ou telefone solicitando-nos o Programa para 1997, inclusive para T. Santa e Fátima. Vagas limitadas para cada programa. Os nossos grupos permanecem sempre 8 dias em Mediugórie.

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Servos da Rainha
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