Mediugórie - Eco 138

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.08.97

Queridos filhos! Deus conce-de-Me este tempo como presente para vocês, a fim de poder ins-truí-los e conduzi-los pela estra-da da salvação. No momento, queridos filhos, vocês não com-preendem esta graça, mas em breve chegará o tempo em que vocês lamentarão por estas men-sagens. Por isso, filhinhos, vivam todas as palavras que Eu tenho transmitido a vocês durante este tempo de graça e renovem a ora-ção, até que ela se torne alegria para vocês. Convido, de forma especial, todos os consagrados ao meu Imaculado Coração a se tornarem exemplo para os ou-tros. Convido todos os sa-cerdotes, religiosos e religiosas a rezarem o Rosário e a ensinarem os outros a rezar. Filhinhos, o Rosário é para mim parti-cu-larmente querido. Através do Ro-sário abram-me seus corações e poderei ajudá-los. Obrigada por te-rem correspondido a Meu ape-lo.

"Escutem-me! Vocês vão lamentar por este tempo de graça"

Nossa Senhora, com palavras vela-das de tristeza, coloca diante de nós a responsabilidade de dar importância ou não à sua presença entre nós. Nestes 16 anos, Ela não se cansou de falar-nos do Céu, de onde pode ver os acontecimentos da Terra sob a luz da eternidade, que desta vida, breve como um relâmpago, depende a felicidade eterna e que este é o tempo em que satanás, com milagres, procura induzir ao erro, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos (Mt 24,24).
Justamente por isso, Ela obteve de Deus a permissão para vir em socorro aos seus filhos, para instruí-los e conduzi-los pela estrada da salva-ção, de forma que não errem o cami-nho. Por isso, há 16 anos, repete-nos, com zelo materno, alguns pontos práti-cos que são uma síntese do Evange-lho. Fala de todas as men--sagens que nos dirigiu neste tem--po de graça, ou seja, de tudo que é necessário para sairmos incólumes da grande sedução. Quem as vive sen-te-se na paz de Deus, mesmo em meio à confusão que satanás está semeando até entre os cristãos. Como é grande o bem que Deus nos tem feito! Não o temos experimentado também nós?
No momento vocês não compre-endem esta graça (da minha presen-ça): isto é, mesmo aqueles que a ela correspondem não compreendem toda a importância. Mas em breve virá o tempo em que a lamentarão. Quem tiver rejeitado a mensagem, ou não a tiver aceito com seriedade, lastimará a ocasião perdida. O que significa este em breve? Será que está próximo o fim das aparições?... A quem dirige estas palavras assim graves? Em primeiro lugar àqueles que ouviram as mensa-gens mas depois, passado o entusias-mo inicial, abandonaram tudo e preferi-ram enveredar pela estrada larga e mais fácil. Dirige-se também aos que as rejeitaram, não discernindo o tempo da visita do Senhor e aos que discu-tem: "Será verdade? Não é possível". Esses perderam a oportunidade e as lamentarão. E não será mérito nosso se não estivermos entre eles!
Acolher e viver suas palavras signi-fica, em primeiro lugar, rezar. Desde o início, não há uma mensagem em que Maria não nos exorte à oração. Maria derruba nossa pastoral baseada no agitar-se, no correr, no ativismo e pro-gramas. Tudo isso é diferente da pro-posta do Evangelho, centrada no rela-cionamento interior com Deus, do qual vem todo o bem, ou melhor, o verda-deiro amor para com os irmãos.
Por que diz: revivam a oração? Porque se nos limitamos a uma recita-ção, ao cumprimento de uma obriga-ção, a oração não produz frutos de vida. Reviver a oração significa reco-meçar sempre, já que é fácil adorme-cer-se; significa também seguir as ins-pirações interiores ou as solicitações da Palavra de Deus e dos exemplos dos outros que Nossa Senhora coloca di-ante de nós. Então experimentaremos quantos frutos nos trará a oração, como força para vencer o pecado, e tornar-se-á alegria!
Entre todas as orações, Nossa Se-nhora volta a recomendar-nos o Rosá-rio. Sim, porque com ele, isto é, com as Ave-Marias - diz-nos - vocês tocam continuamente o meu Coração e abrem-no para que Eu possa ajudá-los. Do convite que faz a todos que se consagram ao seu Coração Imacu-lado, compreendemos em quem Ela confia para chegar a todos os outros; comecemos a servir-lhes de exemplo.
Em particular, dirige-se a todos os sacerdotes e religiosos para que re-zem o Rosário. Infelizmente sabemos que esta prática, como ferro velho, foi aban-donada por muitas congregações e conventos. Ah se soubessem a eficá-cia daqueles três Terços, que Ela nos pe-diu para rezar, diariamente, desde a fes-ta da Assunção do primeiro ano das apa-rições! A oração do Rosário é uma ma-neira de nos abandonarmos inteira-men-te a Ela e sermos protegidos, como em uma fortaleza invencível, de todo assalto do inimigo. É a maneira de ser-mos carregados nos braços por Ma-ria, que cuida das ocupações e dos pro-blemas diários e nos faz perseverar na graça sem nos cansarmos. Ensine-mos também os outros a rezar e ve-re-mos multiplicadas as graças e os fa-vo-res de Maria, que "não se deixa ja-mais vencer em generosidade e se doa, sem reserva, a quem nEla coloca toda a sua confiança" (Montfort, n.181). don Angelo

O tempo está se esgotando

De acordo com o que a Rainha da Paz tem dito desde o início das apari-ções em Mediugórie, poder-se-ia dizer que a situação da humanidade seria a seguinte: o ateísmo e a confusão das pessoas atingiu um nível perigoso. Por esse motivo, tornou-se necessário que Deus falasse visivelmente ao mundo de hoje, pois quem seria esse Deus se Ele abandonasse o seu povo?
Um dia viemos ao mundo. A partir daí começou a história do nosso relaci-onamento com Deus. Não tivemos a opção de escolher de que maneira gostaríamos de vir ao mundo, mas te-mos a opção de escolher a maneira de como nos conduzir nesta vida. Foi nos dado um tempo e, independentemente do que fazemos, esse tempo está se esgotando. É como um relógio de areia que às vezes temos a oportunidade de observar.
A Rainha da Paz nos lembra cons-tantemente que este tempo está real-mente se esgotando. Com isso Nossa Senhora não deseja nos ameaçar, mas apenas lembrar-nos da nossa condição. Sem a percepção de nossa condição, estamos em risco de começar a agir à maneira de "O que me importa!". Esse é o modelo que constantemente nos é apresentado pela nossa civilização. Mas o tempo está passando e, por esse motivo, devemos nos preocupar em vi-ver na companhia de Deus e da Rainha da Paz. Pe. Milienko Stoic’

Concedei aos pais a graça de rezar com seus filhos

Deus, nosso Pai, agradecemo-vos por terdes concedido este tempo a Ma-ria e Ela, com vossa permissão, ó Pai, orienta-nos e ensina-nos. Agradecemo-vos pelas pessoas que, através destas mensagens, abriram a Vós os seus co-rações. Nós vos agradecemos e vos louvamos por todas as pessoas que, durante este tempo, andam convosco pelo caminho da santidade. Pedimo-vos abençoeis todos aqueles que, atra-vés das mensagens de Mediugórie, en-contraram a paz interior. Pedimo-vos também envieis o vosso Santo Espírito aos nossos corações, a fim de que possamos compreender estas graças e possamos viver cada palavra que nos tendes dirigido através de Maria. Con-cedei-nos a graça de podermos reno-var a oração e que ela se torne alegria para nós. Pedimo-vos, ainda, nos per-doeis por todas as vezes que rezamos apenas por razões de interesse exclu-sivamente pessoal. Concedei-nos a graça de, em primeiro lugar, procurar-Vos na oração, porque nos amais. Concedei a todos os pais a graça de rezar com seus filhos, a fim de que também eles se abram à oração e ex-perimentem alegria ao rezar. Abençoai os jovens que vos procuram como bom educador e Mestre. Abençoai os con-sagrados para que possam se tornar exemplos para os outros. Abençoai os Padres, os religiosos, religiosas e cate-quistas para que, verdadeiramente, decidam-se pela oração e toda a vossa Igreja se torne uma Igreja que reza. Através do Santo Espírito, abri e preparai os nossos corações para aceitar vosso auxílio. Pai, abençoai todas as famílias e todos os grupos de oração. Abençoai a Igreja inteira para que, durante este tempo, pos-samos caminhar, com Maria, pela estrada da santidade. Pai, nós vos agradecemos pelo amor que nos ten-des demonstrado. Pai Santo, através do Espírito Santo, nós vos louvamos juntamente com vosso Filho, Jesus Cristo. Amém.
Pe. Slavko - Mediugórie, 29.8.97
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE

Os videntes

Vicka, Ivan e Iákov estão em Mediu-górie e Maria Pavlovic está na Itália. Miri-ana, com sua família, está nos Estados Unidos, participando de vários encontros e da Conferência Mariana em Modesto, Califórnia. Ivanka continua também em Mediugórie (Milêtna), levando uma vida mais voltada para a família.

Proclamada em 18 idiomas

Continua grande o afluxo de peregri-nos a Mediugórie. No mês de agosto o Santuário foi bastante visitado.
Como vocês sabem, na primeira se-mana tivemos o Festival dos Jovens que contou com mais de 5.000 participantes. Tudo correu bem. Os momentos mar-cantes do Encontro foram a Procissão Eucarística e a noite em que os rapazes do Cenáculo de Irmã Elvira apresentaram uma peça baseada na parábola do Filho Pródigo, que contou com a presença de aproximadamente 15.000 pessoas. De-pois, foi também bastante interessante o Festival Internacional de Músicas de Ma-ria de que participaram jovens cantando músicas em 18 idiomas. Foi impressio-nante ver como Maria é honrada em to-das essas diferentes partes do mundo. Por último, o Festival terminou no alto do Krizevac e foi um acontecimento ines-quecível. Começamos às 5h da manhã rezando em preparação à Santa Missa. Concelebraram 93 Sacerdotes e, de acordo com estimativas, havia cerca de 7.000 pessoas no alto da montanha.
Os mais numerosos, como nos anos anteriores, foram os jovens vindos da República Tcheca, mas havia também 200 coreanos e 170 de Beirute, Líbano.
Essa foi certamente uma semana be-líssima e plena de graças para nós e também para os jovens.
Pe. Slavko Barbaric, Mediugórie, 30/8/97.

Encontro anual de dirigentes

O encontro anual para dirigentes de grupos de oração, de ajuda humanitária e de peregrinos relacionados com Mediu-górie, será realizado de 9 a 13 de março de 1998, em Neum, no hotel Sunce. O tema do encontro será "O Movimento Espiritual de Mediugórie". Outras infor-mações (programa, inscrições, etc.) serão publicadas oportunamente.

Assunção de Nossa Senhora

No dia 15 de agosto, festa da As-sun-ção de Nossa Senhora, havia um gran-de numero de peregrinos em Me-diu-górie. Praticamente é impossível enu-merar todos os países de onde vie-ram peregrinos, que superavam os anos anteriores. Muitos peregrinos che-ga-ram descalços já nas primeiras horas da manhã, vindos da Herzegóvina e do sul da Croácia. Às quatro horas da tarde, o Rosário da paz foi rezado na Colina das Aparições. A Missa vespertina foi concelebrada por 55 sacerdotes e presidida por Pe. Jozo Muzic, professor de teologia na faculdade de Split.
Press Bulletin
Mensagem do Papa: PAZ

Vale relembrar a mensagem de Nossa Senhora dirigida ao Papa, atra-vés de Iélena Vasili: "Recomendo a to-dos e, em particular ao Santo Padre, que divulguem a mensagem que recebi de meu Filho. Desejo confiar ao Papa a mensagem pela qual Eu estou aqui: PAZ. Ele precisa divulgar a mensagem pelo mundo inteiro, reunir os cristãos através da sua palavra e da sua prega-ção e difundir, particularmente entre os jovens, as mensagens que recebe de Deus em suas orações, quando Deus o inspira." (16.8.83)
Nossa Senhora também recomen-dou ao seu grupo de oração que reci-tasse todas as manhãs 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai pelas in-tenções do Papa. Irmã Emmanuel

Aconteceu no aniversário

No dia 25 de junho, após uma pro-longada oração de cura pelos doentes feita por Pe. Iozo, enquanto a multidão saía lentamente, um grupo de polone-ses permanecia diante do altar exterior, juntamente com a Irmã Alessandra. Fi-caram rezando até altas horas da noite, ao redor de Justina, uma garota enco-lhida em sua cadeira de rodas. Tam-bém duas italianas de Finale Emilia (MO), entre elas Mirella Pincelli, que relatou o fato à Antenna 1, quiseram permanecer, atraídas pela fervorosa oração. Depois, uniram-se aos demais durante a imposição das mãos e uma delas colocou as mãos sobre as perni-nhas da criança que pareciam dois pe-quenos tubos.
A um certo momento, Justina co-meçou a bater os pés e, com voz rou-ca, gritou "Jesus". Enquanto sua mãe lhe segurava as mãozinhas, a criança se levantou e começou a caminhar so-zinha, subindo os degraus e andando ao redor do altar. Os presentes acom-panhavam-na com o olhar, atônitos e comovidos. Em seguida, cantaram "Glória a Deus"! A mãe pedia à filha que descesse , mas ela, sem se preo-cupar, continuava caminhando...
Sabemos que centenas destes ca-sos estão registrados no escritório da Paróquia e testemunham que Maria veio visitar os homens e também deixa sinais, ainda que discretos como este. (M.P.)

Iélena e sua experiência
com Nossa Senhora

Iélena Vasili, 25 anos, tem o dom da locução interior e atualmente estuda teo-logia em Roma. Durante suas férias em Mediugórie, freqüentemente atende aos peregrinos com a sua sabedoria que co-nhecemos, agora acrescentando também a precisão teológica. Assim falou aos jo-vens durante o Festival:

A minha experiência é diferente da-quela dos seis videntes... Nós videntes somos uma prova de que Deus nos chama pessoalmente. Em dezembro de 1982, tive uma experiência com o meu Anjo da Guarda e, mais tarde, com Nossa Senhora que me falava no coração. O primeiro chamado foi um pedido à conversão, à pureza do cora-ção para estar, depois, em condições de acolher a presença de Maria...
A outra experiência é sobre a oração. Hoje lhes falarei somente dela. Durante todo este tempo, o que mais me animou foi o fato de que Deus nos chama e de-pois se revela como Aquele que é, que era e que sempre será. A primeira con-vicção é de que a fidelidade de Deus é eterna. Isto significa que não somos nós apenas que procuramos Deus, não é apenas a solidão que nos leva a procurá-Lo, mas é Deus mesmo que por primeiro nos encontra.
O que nos pede Nossa Senhora? Pede-nos que procuremos a Deus, pede a nossa fé, que é algo concreto e não abstrato. Na Bíblia, Deus fala muitas vezes sobre o coração e pede a conversão. O coração é lugar onde Ele deseja entrar, é o lugar da decisão e, por isso, Nossa Senhora em Mediugó-rie nos pede para rezar com o cora-ção, que significa decidir-se e doar-se totalmente a Deus... Quando rezamos com o coração, nós mesmos nos ofe-recemos. O coração é também a vida que Deus nos dá, e que vemos através da oração. Nossa Senhora nos diz que a oração é verdadeira somente quando se torna entrega de si próprio. Quando o encontro com Deus suscita em nós o agradecimento a Ele, este vem a ser o sinal mais evidente de que O encon-tramos. Isto nós vemos em Maria. Quando Ela recebe o anúncio do Anjo e visita Isabel, aí nasce em seu Cora-ção o agradecimento, o louvor. Nossa Senhora pede-nos que rezemos para receber a bênção...
Nossa Senhora nos tem indicado diversas formas de oração, por exem-plo o Rosário ... A oração do Rosário é muito válida porque inclui um ele-mento importante: repetição. Sabemos que a única maneira de sermos virtuo-sos é repetindo o nome Deus, e tê-Lo sempre presente. Por isso, o Rosário significa penetrar o Mistério do Céu e, ao mesmo tempo, renovando a lem-brança dos mistérios, entramos na gra-ça da nossa salvação.
Nossa Senhora nos tem mostrado que, depois da oração com os lábios, vem a meditação e, em seguida, a con-templação. É válida uma busca intelectu-al de Deus, mas é importante que a ora-ção não fique aí, mas vá um pouco mais adiante. A oração deve dirigir-se para o coração. A oração nesse nível é o dom que recebemos e que nos permite o en-contro com Deus. Esta oração é o silên-cio. Aqui a palavra vive em nós e produz frutos. O exemplo mais luminoso desta oração é Maria e o que mais nos permite dizer o sim é a humildade.
A maior dificuldade na oração é a distração e também a preguiça espiri-tual. Também aqui é somente a fé que nos pode ajudar. Devemos nos reco-lher e pedir a Deus para nos dar uma grande fé, uma fé forte. A fé nos dá a conhecer o mistério de Deus: aí o nos-so coração se abre. Com relação à preguiça espiritual, existe só um re-médio: a ascese, a cruz. Nossa Senho-ra nos convida a olhar este aspecto po-sitivo da renúncia. Ela não nos pede para sofrer por sofrer, mas para dar espaço a Deus. Também o jejum deve tornar-se amor; leva-nos a Deus e nos permite rezar.
Um outro elemento para o nosso crescimento é a oração comunitária. A Virgem sempre nos dizia que a ora-ção é como uma chama e todos juntos nos tornamos uma grande força. A Igreja nos ensina que a nossa Adora-ção não deve ser apenas pessoal, mas comunitária. Ela convida a nos reunir e crescer juntos; quando Deus se revela na oração, leva-nos a um auto conhe-cimento e também a uma comunhão recíproca. Nossa Senhora coloca a Santa Missa acima de qualquer oração. Ela nos dizia que, naquele momento, o Céu desce à Terra. E, se depois de tantos anos, não entendemos a gran-deza da Santa Missa, não podemos entender o mistério da Redenção.
Como Nossa Senhora nos con-duziu durante estes anos? Foi um ca-minhar na paz, na reconciliação com Deus Pai. O dom que recebemos não é propriedade nossa e, portanto, não é somente para nós... Ela nos encami-nhou a nosso pároco da época para começar um grupo de oração e tam-bém nos prometeu que Ela mesma nos guiaria, pedindo-nos para rezarmos juntos durante quatro anos. Para que esta oração fosse fundamentada na nossa vida, pediu-nos, antes, que nos encontrássemos uma vez por semana, depois, duas e, em seguida, três vezes.
1. Os encontros eram muitos sim-ples. Cristo estava no centro, devería-mos rezar o Rosário de Jesus que é centrado na vida de Jesus, com o obje-tivo de compreender Cristo. Todas as vezes nos pedia o arrependimento, a conversão do coração e, se antes de rezar, tivéssemos dificuldades com as pessoas, deveríamos pedir perdão.
2. Em seguida, a nossa oração tor-nava-se sempre mais oração de renún-cia, de abandono e de entrega de nós mesmos, em que precisava oferecer a Deus todas as nossas dificuldades: isto durante 15 minutos. Nossa Senhora convidou-nos a oferecer toda a nossa pessoa e pertencer totalmente a Ela. De-pois disso, a oração tornava-se uma ora-ção de agradecimento e terminava com a bênção. O Pai Nosso é a essência de to-dos os nossos relacionamentos com Deus e cada encontro terminava com essa oração. No lugar do Rosário, rezá-vamos 7 Pai-Nossos, Aves e Glórias, de forma especial pelos que nos orientam.
3. O terceiro encontro da semana era destinado ao diálogo e à troca de experiências entre nós. Nossa Senhora nos dava o tema e nós o discutíamos. Nossa Senhora dizia-nos que assim se doava a cada um de nós, comparti-lhando a nossa experiência, e Deus nos enriquecia a todos. A coisa mais importante é o acompanhamento espi-ritual. Pediu-nos um diretor espiritual porque, para entender a dinâmica da vida espiritual, devemos compreender a voz interior: aquela que devemos procurar na oração, isto é, a vontade de Deus, a voz de Deus em nossos co-rações. (4 de agosto de 1997).
Sacerdotes

Miriana não esconde que Nossa Senhora deseja a santidade dos sacer-dotes e também o povo a exige. Ivan repetiu as palavras da Virgem durante a aparição em que os sacerdotes reza-vam com ele: Louvado seja Jesus Cristo, meus queridos filhos. Quando os vejo aqui, fico muito alegre. Aben-çôo-os com a minha bênção materna. A renovação espiritual iniciada aqui deve continuar em suas paróquias. Queridos filhos, não se cansem de convidar todos à oração. A Mãe pedirá a seu Filho por vocês. Por isso, rezem, rezem, rezem! Vão na paz de Deus.

O amor na família

Amar e ser amado é o desejo mais profundo e fundamental de cada ser humano. Nem se precisa dizer o quanto é importante o amor e o fato de ser aceito no interior da família, escola de vida. A falta de amor e de aceitação dentro da família deixam feridas muito profundas. Sabe-se muito bem que a criança, desde sua concepção, sente e percebe se está sendo aceita com amor ou não. Gra-ças à prática terapêutica, sabemos que freqüentemente os traumas e os temores que podem acompanhar uma pessoa a vida inteira são provo-cados pelo fato de que a mãe ou o pai pensaram abortar o próprio filho.
Nesse sentido, a mensagem do 13 de dezembro de 1984 é muito clara. Antes de tudo, é necessário começar a amar no íntimo da família; depois se pode falar de amor nas comunida-des paroquiais e, enfim, do amor en-tre todas as pessoas. Através desta mensagem, Maria quis preparar a comunidade paroquial para aceitar os peregrinos: "... e em seguida poderão amar e aceitar todos aqueles que aqui virão" (13/12/84).
Maria, plenamente segura, como mãe, pede na mesma mensagem que a semana em que deu esta mensa-gem seja considerada como um mo-mento particular em que se deve aprender a amar. É a semana antes do Natal, a festa do amor e da vida. Começa-se a aprender a amar no momento em que a pessoa humana toma a decisão de amar na intimida-de do lar. Na mesma mensagem, Ma-ria repete as palavras de São Paulo: sem amor nada se consegue. O amor substitui todas as leis e torna-as ver-dadeiras, mas nenhuma delas pode substituir o amor. Sem o amor nada tem valor e o amor dá um valor eter-no a tudo. (1Cor 13,1-13). Antes do quarto aniversário, 16 de junho de 1985, Maria novamente nos convida-va a amar os membros da família e, somente depois, seríamos capazes de amar as outras pessoas. Do ponto de vista cronológico, pode-se afirmar que Mediugórie, no fim de 1984 e es-pecialmente em 1985, tornou-se um Santuário internacional. Quando as aparições de Mediugórie começaram, de um lado houve pressões dos co-munistas e tentativas de esvaziar aquele acontecimento e, do outro, a ordem episcopal opôs-se a Mediugó-rie. O Bispo de então, Dom Pavao Zanic, no final de outubro de 1984, publicou uma nota oficial sobre Me-diugórie. Às vezes parecia que as forças contrárias à Igreja iriam con-seguir apagar os acontecimentos de Mediugórie. Porém, pode-se notar claramente que Maria continuava a levar adiante a sua missão e não se preocupava com as críticas contrári-as que se apresentavam. Nada fala-va delas, mas continuava a exortar e a educar a comunidade paroquial no amor, pois este vence tudo. No Natal de 1991, quando a guerra na Croácia se espalhou e se sentiam os primei-ros sinais da guerra na Bósnia-Herzegovina, Maria exortava nova-mente à paz e ao amor. O amor é misericórdia e deve ser pregado; Jesus no-lo dá para que tudo seja abençoado com a bênção da paz e do amor. Na mensagem de abril de 1993, Maria usa a imagem da natu-reza que desperta na primavera e convida todos os seres humanos a se abrirem ao amor como se abre a na-tureza ao Deus-Criador. Os corações que se abrem ao amor, como a natu-reza, vivem e demonstram em pri-meiro lugar seu amor no interior da família. O amor salvará a família da desordem e do ódio e reconduzi-la-á ao seu interior, o espírito de oração. Através da oração, Deus nos dará a força para nos amarmos uns aos ou-tros. Maria bem sabe o quanto é im-portante para nós compreendermos o seu convite ao amor e participarmos do processo do amor que renasce. Por isso repete que nos ama com amor maternal. O amor materno é a condição da vida em geral. Este tipo de amor, em particular, é ativo e é a condição para a criação de uma nova vida. Sem este amor, a vida não pode começar nem sobreviver.
A tomada de consciência do amor de Deus (que nos criou) e do amor materno de Maria são as condições para que cada ser humano escolha o amor e para que cada amor ferido seja curado. Deus se tornou presente em nosso meio através de Jesus Cristo que, com amor infinito, aceita-nos incondicionalmente, base para qualquer outro tipo de amor, especi-almente na família, pois Deus se nos revelou como Pai nosso.
O amor é a base da paz na família porque, quem não tem amor, não consegue viver a paz como nos ensi-na Maria na mensagem de 25 de ja-neiro de 1996.
Naquela mensagem, Maria fala da relação entre o amor e o perdão. Nós, seres humanos, somos fracos. Pecamos e, pecando, ameaçamos o amor. Dura pouco o amor de quem não perdoa e ficará condicionado a muitas coisas. Somente quem ama pode perdoar. Resta-nos só a oração para que possamos compreender e aceitar, com o coração, o convite ao amor e ao perdão.
Pe. Slavko, Neum, fev/97.

Chegou a hora de ir a Nínive

Você não pode deixar a sua cruz ou a sua mulher. O nosso sacramento é Jesus e se você perde a mulher, perde também Jesus.
O Rosário é um sinal importante de união nas famílias. É uma arma assim como o é a corda para o alpinista que o sustenta, porém mais forte.
Muitos dizem: É melhor rezar bem uma Ave-Maria do que repetir a mesma oração cinqüenta vezes". Mas eu digo que se sentirem tocados no coração, vo-cês têm necessidade de repetir a Ave-Maria mais ainda do que cinqüenta ve-zes.
Não é fácil, ainda que humanamente, acreditar, especialmente aqui na Iugoslá-via (Vivia-se na época o regime comu-nista).
É mais fácil para um ateu, ou para um filho de quem tem a carteira do partido, conseguir um trabalho; para um cristão é mais difícil. A fé aproxima você das pes-soas. Aqui próximo de nós existe um professor que perdeu o emprego da es-cola porque há dois anos abraçou a fé. Somente com a força da oração conse-guiu escolher o amor de Jesus.
Comece a rezar diariamente a partir de hoje. A oração é mais importante do que o ar e o sangue. Recentemente con-verteram-se dois policiais que eram ateus. Eles perderam tudo. Um deles vie-ra a Mediugórie como espião mas, como São Paulo, foi tocado e se converteu.
Somente a graça pode mudar seu país e o mundo. O que Nossa Senhora procura? Ela procura um carmelita, um franciscano, uma mãe que reza.
O país de vocês atingiu a mais pro-funda crise de valores. Mas, é no mo-mento em que a escuridão é maior que nasce o novo dia, e então todos procura-rão a Jesus. Vocês devem fazer como Jonas: chegou o momento de não mais discutir, mas de ir a Nínive.
Não é mais necessário lutar contra o Senhor e Nossa Senhora. Ajoelhados somos mais fortes. Os cinco mistérios do rosário são a nossa arma.

O Papa no Rio de Janeiro

O programa oficial da Festa Testemunho que acontecerá no Maracanã, no dia 4 de outubro, já está definido. O evento, que está previsto para durar 3 horas e contará com a participação de 140 mil fiéis, co-meçará às 17h com a apresentação de efeitos cênicos ao som da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Coro do Teatro Municipal.
A Festa Testemunho será um evento evangelizador e tem por objetivo ressaltar a importância da família como dom e compromisso, esperança da humanidade para o Terceiro Milênio.
O Papa João Paulo II será recebido no estádio ao som da música "A bênção, João de Deus". Quando chegar ao seu lugar, no altar em forma de cálice que será montado, ele verá, através da core-ografia, um grande quadro na sua frente com a inscrição "João Paulo, nós te amamos".
A encenação da Festa contará com 1.500 pessoas. No começo, elas entrarão no gramado do Maracanã por 5 pontos diferentes representando os povos e as famílias dos 5 continentes. A coreografia girará em torno de textos do Pe. José de Anchieta, visando uma alusão à família brasileira, que é formada de várias etnias.
Durante o evento, casais represen-tantes de diversos países darão testemu-nhos de suas vidas em família e, de ou-tros continentes, famílias falarão através de teleconferências. Vários telões estarão fazendo a tradução simultânea em alguns idiomas.
Por volta das 19h20, o Papa João Paulo II fará um discurso de aproxima-damente 25 minutos. Em seguida, haverá uma apresentação coreográfica ao som do coro e da orquestra. Às 19h51, o Papa abençoará todas as famílias. O encerra-mento da Festa Testemunho está pre-visto para as 20h, ao som da música "A bênção, João de Deus". (15º Boletim da Comissão Organizadora, julho de 1997, Rio de Janeiro. Tel.: (021) 532-7300)

"Servos da Rainha"
se reúnem em Quixadá

O Encontro nacional coordenado pela Associação Servos da Rainha e destina-do aos interessados na vivência das mensagens da Rainha da Paz, será reali-zado de 13 a 16 de nov/97, em Quixadá (CE), junto ao Santuário Nossa Senhora, Rainha do Sertão, sede brasileira da Co-munidade Mariana Oásis, Vagas limita-das. Inscrições em Fortaleza: Casa de Maria - Sônia, tel.: 085 - 227-3628.

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Peregrinações 1997

Neste 6 de setembro estará partindo o grupo que vai participar da Festa da Exaltação da Santa Cruz, no dia 14.9.97.
Outro grupo partirá em 11 de outubro.