Mediugórie - Eco 142
Nossa Senhora aparece diariamente em Mediugórie, Bósnia-Herzegovina, desde 24.6.81. Apresenta-se como Rainha da Paz e, através de 6 jovens, faz ao mundo um urgente apelo à conversão, afirmando serem as mais longas, mais intensas e últimas aparições.
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.97
Queridos filhos! Também hoje Me alegro com vocês e convido-os ao bem. Desejo que cada um
de vocês medite e leve a paz em seu coração e diga: ´Eu desejo co-locar Deus em primeiro lugar
em minha vida!´. Dessa maneira, fi-lhinhos, cada um de vocês se tor-nará santo. Filhinhos, digam a
ca-da um: ´Desejo o bem a você!´ e ele lhes retribuirá com o bem e o bem, fi--lhinhos, habitará no
co-ra-ção de cada homem. Filhinhos, nes--ta tarde, trago-lhes o bem de meu Filho, que deu a Sua
vida pa-ra salvá-los. Por isso, filhi-nhos, a-le-grem-se e estendam su-as mãos a Jesus, que é
somente bem. Obrigada por terem corres-pon-dido a Meu apelo.
Natal: digam a ca-da um:
´Desejo o bem a você!´
Diante de um Natal com tantos so-frimentos para o homem, Maria ofere-ce-nos o Natal que cura.
Ela não pode-ria expressar com palavras mais sim-ples, e plenas, o que significa o Natal e a
mudança que ele deve operar em cada um de nós, até se tornar verdadeiro programa de santidade.
Alegro-me com vocês. No Natal, Nossa Se-nhora alegra-se pelo bem que Deus nos concede por
meio de Suas mãos e con-vida-nos a acolhê-Lo como único bem.
Pede-nos três coisas:
1. Cada um se ponha a meditar em silêncio. O quanto é fácil para nós dis-trair-nos com os
próprios motivos do Natal, procurando sensações e emo-ções, em vez de nos concentrarmos no
Natal! Medite e abra o coração a Deus no silêncio e veja Sua misteriosa vinda até nós. Assim
compreenderá o quanto é grande a sua pessoa e aquela que está a seu lado, e que você deveria
amá-la como Deus o ama.
2. Depois, que cada um de vocês leve a paz em seu coração, em pri-meiro lugar aceitando o
perdão que Ele lhe oferece. Como se pode acolher Jesus, estando-se em pecado, que é a negação
do amor?
3. Diga: ´Eu desejo co-locar Deus em primeiro lugar em minha vida!´ Amarás o Senhor Deus com
todo o teu coração... Tudo gira em torno daquelas palavras: aceitar Jesus que vê somente o Pai,
como nos ensina da manjedoura. Então os Anjos cantarão: paz na terra! É inútil falar de paz se não
se coloca Deus, isto é, a Verdade, em primeiro lugar. Você deve decidir-se. Basta isto para se
tornar santo: veja como Maria simplifica as coisas?!
Mas veja como se obedece ao Pai. Jesus, da manjedoura, nos diz: acolha o meu amor e ame como
eu. E Nossa Senhora acrescenta: Filhinhos, digam a ca-da um: ´Desejo o bem a você!´ Quantas
vezes vimos os rapazes da Comunidade Cenáculo olharem-se nos olhos e dizerem: ´desejo o bem
a você!", quando fazem o cumprimento da paz! É a conseqüência prática do Natal. E por que não
podemos dizer as mesmas palavras ´desejo o bem a você!" e desejá-lo verdadeiramente (ou pelo
menos fazê-lo entender) àquela pessoa da nossa família, ao idoso, às pessoas mais próximas de
nós, àquela pessoa pouco amável ou marginaliza-da, talvez ao irmão, à esposa ou ao pai? Será que
podemos criar obstácu-los aos outros quando Deus rompeu as distâncias e veio até nós? Como
resis-tir diante do amor de Jesus que deu a Sua vida pa-ra nos salvar? Quem somos nós para dizer
"não" ao irmão? Prestem atenção. Nossa Senhora não pede para desejarmos o bem a "todos" em
sentido geral (é fácil!), mas para desejar a "cada um": "Desejo o bem a você", porque isto nos
compromete também com quem não nos agrada. Aqui está a verdadeira conversão e a paz. Por
outro lado, não diz "eu o amo", palavra muito vulgarizada, mas "desejo o bem a você", isto é, o seu
verdadeiro bem, que é Deus para você. O Natal, se "refletirmos", deve aprofundar os nossos
relacionamentos, caso contrá-rio, não produz frutos.
Este compromisso singular que Ma-ria nos oferece é também pleno de promessas: o irmão nos
retribuirá com o bem. Talvez não imediata-mente, mas virá, porque a gota, pela constância, cava a
pedra. E o bem habitará no cora-ção de cada ho-mem. Esta é a única forma para que o mundo
inteiro encontre a paz. Como toda mãe, Ela é sempre otimista por-que, em Deus, vê a
possibilidade de cada homem se dobrar à força do amor até formar uma única família.
Então, a-le-grem-se e estendam suas mãos a Jesus, como Ele as estende a vocês. Não desejar a
Jesus, que é o sumo Bem, faz mal a vocês. Decidam-se, portanto, a olhar somente a Ele e a
sempre dizer-Lhe "sim", a fim de serem transformados vocês e o mundo ao redor de vocês. d.
Angelo
NOTÍCIAS
Natal e Ano Novo
No curso da novena de Natal, os pa-roquianos e peregrinos rezaram juntos o Rosário na Colina
das Aparições e depois participaram da programação vespertina da Paróquia.
Também foi realizada uma vigília de oração para o Ano Novo na Igreja de Mediugórie, começando
às 22h e termi-nando com a celebração da Santa Missa, à meia-noite.
Mediugórie
No momento, todos os videntes estão em Mediugórie, com exceção de Ivan que se encontra nos
Estados Unidos. Ma-ria Pavlovic com o marido e seus três fi-lhos chegaram um pouco antes do
Natal. Vicka, Miriana e Iákov estão sempre dis-poníveis para o atendimento aos peregri-nos.
Todos nós desejamos aos videntes muita força, perseverança e as bênçãos de Deus para que
possam viver suas responsabilidades, oferecendo-nos um testemunho fiel do amor de Deus.
A Rádio de Mediugórie
Na terça-feira, 25 de novembro de 1997, foi inaugurada a Rádio "Mir-Studio Medjugorje". Seu
diretor é Frei Milienko Stojic e Maria Duganzic é a redatora-chefe.
O objetivo dessa Rádio é ser serviço aos peregrinos que chegam à Paróquia de Mediugórie.
Esperamos que, com o passar do tempo, ela chegue até sua casa, onde quer que se encontre. Os
es-túdios da Rádio foram abençoados em 7 de novembro por Dom Lazaro Perez, bispo da cidade
mexicana De Autlan Ja-lisco.
Toda ajuda para a Rádio será bem-vinda. Pedimos, de forma especial, que enviem CDs com as
músicas de seu país com as quais possamos acolhê-los quan-do chegarem ao Santuário da Rainha
da Paz, em Mediugórie. Agradecemos-lhes antecipadamente.
Encontro de Jovens
O IX Encontro Internacional de Ora-ção dos Jovens será realizado entre 31 de julho e 6 de agosto
de 1998.
O tema desse Encontro será "Vinde Santo Espírito Criador", com um subtema para cada dia.
Participarão como pales-trantes, além dos sacerdotes de Mediugó-rie, outros convidados
especiais. Estarão presentes, também, os videntes Iákov, Miriana e Vicka. Durante o Encontro,
ha-verá Adoração permanente ao Santíssi-mo Sacramento. Press Bulletin
Pedido à Mãe do Céu
Frei Iozo costuma dizer que "aqueles que vêm a Mediugórie são chamados pela Gospa, de uma
forma especial." Esta é uma grande graça! Por que não pedir esta graça? Algumas vezes, os
jo-vens dizem: "Eu sonho em ir a Mediugó-rie, mas não posso pagar." Então suge-rimo-lhes que
rezem assim: "Mãe, a Se-nhora já convidou milhões de pessoas para ir a Mediugórie, por que não
me convida? Não sou eu também um filho amado? Eu não preciso também fre-qüentar essa escola
de amor? Por favor, arranje tudo para tornar possível essa vi-agem!" Na maioria das vezes, já
antes do fim do ano, eles ouvem alguém lhes dizer: "Bem, eu tenho um bilhete de so-bra para
Mediugórie, você gostaria de re-cebê-lo de presente?"
Aparição no dia de Natal
O Natal foi uma festa de intimidade com o Céu. Após a belíssima mensagem do dia 25, podíamos
ler nos olhos da vi-dente Maria toda a doçura e radiante ale-gria trazidas pelo Menino Jesus. Ele
amo-rosamente abraçava Sua Mãe, conforme explicou Maria Pavlovic que acabara de vê-lo com
seus próprios olhos, como acontece em cada noite de Natal.
Incrivelmente bela: Maria
Um comerciante deu-me um lindo testemunho. Um dia, quando rezava na Igreja de Mediugórie,
diante da imagem de Nossa Senhora, a Virgem, em pessoa, apareceu-lhe de forma muita real, viva
e incrivelmente bela. Ela nada falou. Plena de gratidão e alegria, olhava para cada pessoa que
chegava para saudá-La e re-zar. Algumas ofereciam-Lhe flores. Feliz, Ela acolhia cada pessoa que
vinha rezar e, quando saía, cobria-a com o seu terno olhar.
Esse senhor me disse: "Ela me olhava com tanta felicidade, que fiquei extasia-do. Não podia conter
tanta alegria. Ela me dava as boas-vindas como se eu fos-se a pessoa mais importante da terra.
Fi-quei por longo tempo apenas olhando para Ela e rezando. Quando terminei mi-nhas orações,
Ela ainda continuava ali. Depois fui-me embora, pensando que Ela permanecesse naquele local
mesmo no dia seguinte. Mas, ao voltar com a minha esposa, não mais A encontramos. Desde
aquele dia, nunca mais A vi daquela ma-neira, mas sinto o amor ardendo no meu coração logo que
encontro uma pessoa em quem identifico Cristo. É dessa ma-neira que Jesus está me dando seu
amor para acolher as pessoas, mesmo aquelas desconhecidas que vêm à minha loja. Não sou uma
pessoa religiosa, não sei rezar bem, mas amo imensamente a Gospa! Falo com Ela sobre todas as
coi-sas, mas, a Deus, amo cada vez mais..."
Esse senhor está radiante, é humilde e alegre. Com sua vida, testemunha o amor de Deus muito
mais do que com palavras. Irmã Emmanuel
O Espírito e a Esposa dizem:
VEM!
Men-sagem do Santo Padre para o xxxv dia mundial de oração pelas vocações
Veneráveis Irmãos no Episcopado, que---ridos Irmãos e Irmãs do mundo inteiro!
O caminho de preparação para o Grande Jubileu do ano 2.000 situa o Dia Mundial de Oração
pelas Vocações deste ano debaixo da "nuvem luminosa" do Es-pírito Santo, que age perenemente
na Igreja, enriquecendo-a com aqueles mi-nistérios e carismas de que precisa para levar a termo a
sua missão.
1. "Jesus foi conduzido ao deserto, pelo Espírito..." (Mt 4,1).
Toda a vida de Jesus transcorre sob o influxo do Espírito Santo; no início é Ele quem envolve a
Virgem Maria, no misté-rio inefável da Encarnação; no rio Jordão, ainda é Ele quem dá testemunho
do Filho predileto do Pai, e o conduz ao deserto. Na sinagoga de Nazaré, Jesus afirma
pessoalmente: "O Espírito do Senhor re-pousa sobre mim" (Lc 4,18). Ele promete esse mesmo
Espírito aos discípulos, como garantia perene da sua presença no meio deles. No alto da cruz,
entrega-o de volta ao Pai (cf. Jo 19,30), selando, assim, a madrugada de Páscoa da Nova Aliança.
Por fim, no dia de Pentecostes, efunde-o sobre a comunidade primitiva, para consolidá-la na fé e
lançá-la nas es-tradas do mundo.
Desde então, a Igreja, corpo místico de Cristo, percorre os caminhos do tem-po, impelida pelo
vento do mesmo Espí-rito, iluminando a História com o fogo ar-dente da palavra de Deus,
purificando o coração e a vida dos homens com os rios de água viva que brotam de seu seio (cf. Jo
7,37-39).
Dessa forma, realiza-se a sua voca-ção a ser «povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do
Espírito Santo» (S. Ci-priano, De Dominica Oratione, 23: CCL 3/A, 105), e «depositária do
mistério do Espírito Santo, que consagra para a mis-são aqueles que o Pai chama, mediante seu
Filho, Jesus Cristo« (Pastores dabo vobis, 35).
"Vós sois uma carta de Cristo... es-crita com o Espírito do Deus vivo... sobre as tábuas de carne
dos vossos corações" (2 Cor, 3,3).
Com o Batismo, cada cristão come-ça a viver na Igreja sob "a lei do Es-pírito, que dá vida em
Cristo Je-sus" (Rm 8,2) e, sob a guia do Espíri-to, entra em diálogo com Deus e com os irmãos, e
reconhece a extraor-dinária grandeza da própria vo-cação.
A celebração deste Dia é uma ocasi-ão propícia para anunciar que o Espírito Santo de Deus
escreve, no coração e na vida de cada batizado, um projeto de amor e de graça, o único que pode
dar pleno sentido à existência, abrindo a es-trada para a liberdade dos filhos de Deus e habilitando
a oferecer a própria contri-buição, pessoal e insubstituível, para o progresso da humanidade no
caminho da justiça e da verdade. O Espírito não so-mente ajuda a pessoa a colocar-se com
sinceridade perante as grandes perguntas do próprio coração - de onde venho, para onde vou,
quem sou eu, qual é a finalida-de da vida, como empregar o meu tempo - mas abre caminho para
respostas co-rajosas. A descoberta de que cada ho-mem e cada mulher tem o seu lugar no
coração de Deus e na história da huma-nidade constitui o ponto de partida para uma nova cultura
vocacional.
3. "O Espírito e a Esposa dizem: Vem!" (Ap 22,17).
Essas palavras do Apocalipse levam-nos a considerar a relação fecunda entre o Espírito Santo e a
Igreja, da qual bro-tam as diversas vocações, e a fazer me-mória daquele «Pentecostes» em que
cada humanidade cristã é gerada na uni-dade, plasmada pelo fogo do Espírito na multiplicidade dos
dons, e enviada a le-var a Boa Notícia a todo coração que es-pera por ela.
De fato, se é verdade que o chamado sempre tem a sua fonte em Deus, é igualmente verdadeiro
que o diálogo vo-cacional se dá na Igreja e por meio da Igreja. A força do Espírito que impeliu
Pedro a ir à casa do centurião Cornélio, para levar a ele a salvação (At 10,19) e que disse:
"Separem para mim Barnabé e Saulo, para a obra à qual os destinei" (At 13,2), não se esgotou. O
Evangelho continua a se difundir "não somente por meio da palavra, mas também com po-der e
com o Espírito Santo" (1 Ts 1,5).
O Espírito Santo e a Igreja, sua místi-ca Esposa, repetem também aos homens e às mulheres do
nosso tempo o seu "Vem!".
Vem ao encontro do Verbo Encarna-do, que quer tornar-te partícipe de sua própria vida!
Vem acolher o chamado de Deus, vencendo titubeios e adiamentos! Vem e descobre a história de
amor que Deus te-ceu com a humanidade: Ele quer realizá-la também contigo.
Vem, e saboreia a alegria do perdão acolhido e dado. O muro de separação que existia entre Deus
e o homem, e en-tre os mesmos seres humanos, foi demo-lido. As culpas foram perdoadas, o
ban-quete da vida está preparado para todos.
Felizes aqueles que, atraídos pela força da Palavra, e plasmados pelos Sa-cramentos, pronunciam
o seu «Estou aqui!».
Eles se encaminham pela estrada da total e radical pertença a Deus, fortes da esperança que não
decepciona, "porque o amor de Deus foi derramado em nos-sos corações por meio do Espírito
Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).
Continua no próximo número...
Perguntas sobre a oração
1. Por que rezar?
Muitos cristãos comportam-se como estudantes que se esquecem do que gostariam de ser.
Imaginem um estu-dante que desejava se tornar um bom médico e, depois de anos de estudos,
es-quece-se de que pretendia ser médico. O que acontece com os estudos? As horas de estudos
tornaram-se uma perda de tempo!
Por que estudar, se esqueceu que desejava tornar-se médico? Da mesma forma, muitos já não
rezam porque não sabem mais por que rezar! Para muitos, rezar significa perder tempo. Para
muitos, jejuar significa apenas passar fome e nada mais. E, naturalmente, se pensam assim, com
certeza não rezarão nem je-juarão. Mas, quando uma pessoa sabe por que reza e por que jejua,
mais facil-mente alcança a paz.
2. Vocês possuem um lugar para a oração?
Nossa Senhora convida-nos a arran-jar um lugar para a oração. É o que já ouviram muitas vezes:
um lugar com a Bíblia, a cruz, o terço... Um lugar onde se cria uma atmosfera que ajuda a rezar.
Por exemplo, a família come na cozinha ou em outro local e, em seguida, a mãe e o pai dizem:
agora vamos à sala ou ao lugar de oração.
É mais fácil também concentrar-se, entrar em clima de oração. Vejam: quan-do construíram suas
casas, pediram ao arquiteto que pensasse em tudo. Nos países mais ricos, reserva-se espaço
também para colocar o segundo carro, o terceiro... Mas, quem pediu ao arquiteto que reservasse
um belo local para a ora-ção? Ou talvez, quando compram uma casa, procuram logo onde se
poderia ar-ranjar um espaço para a oração? O im-portante é entender que é necessário re-zar em
família e, por isso, possuir um lu-gar para a oração.
3. Vocês rezam quando tomam as feições? Sejamos sinceros: a oração entre os católicos está em
crise. Muitos não rezam, nada rezam! Muitos dizem que rezam, mas, quando se pergunta: "Quanto
tempo você reza durante o dia?", com freqüência, respondem: o Sinal da Cruz, o Angelus, uma
Ave-Maria e basta! E dizem: "sim, rezo"! Quem procede as-sim não pode dizer que reza. A oração
é um encontro com Deus e, se desejarmos nos encontrar com uma pessoa, precisa-mos de tempo.
Mas nós, pelo contrário, nos desculpamos, dizendo: não tenho tempo. Nós, católicos, somos
mesmo es-pecialistas nesta desculpa: não tenho tempo!
Ultimamente, falando sobre a oração, digo assim: se os católicos começassem a comer tanto
quanto rezam, em duas semanas, dois terços dos católicos teriam partido desta vida e um ter-ço
permanece-ria com o seu pároco, admitindo-se que este sobrevivesse. Es-tou certo de que muitos
de nós estaría-mos já mortos caso comêssemos na mes-ma proporção em que rezamos e, em
nosso túmulo, escre-ver-se-ia: "Aqui des-cansa em paz um bom católico que era honesto, que se
de-cidiu a comer tan-to quanto rezava". Mas, se começar-mos a rezar na medida em que
come-mos, seguramente a situação mudará!
Deus criou o nosso coração e a nossa alma de forma a termos necessidade de um encontro diário
com Ele. Se alguém não come, morre. Assim, quem não reza, espiritualmente está morto e, dessa
for-ma, não pode amar, não pode perdoar, não sabe ser amigo e não pode ter paz. Por isso,
Nossa Senhora pede-nos que correspondamos ao Seu convite à ora-ção: porque deseja que Seus
filhos vi-vam, que as famílias possam viver e, de-pois, que o mundo inteiro possa viver em paz,
para sempre. Espero que esta pere-grinação ajude-os um pouco a darem a resposta ao convite à
oração.
4. Você reza por que o deseja?
Nossa Senhora, depois, convida-o também à oração pessoal, feita com amor, pela qual se decidiu
por amor. As-sim, sua oração não dependerá mais de quem reza ou não, pois você rezará da
mesma forma, desde que tenha tomado esta decisão por amor. Hoje em dia, não é fácil,
principalmente para os jovens, tomar uma decisão pessoal pela oração. A mentalidade que estamos
criando não ajuda o espírito de oração ou uma deci-são por Deus.
Por exemplo, conheço países católi-cos onde é dito ao filhinho que pode es-colher ir ou não às
aulas de catecismo. Eu estaria de acordo com essa liberdade belíssima se existisse também a
mesma liberdade para todas as outras matérias e, talvez, a sala onde se ensina matemática não
estivesse tão cheia! Ou, por exem-plo, há quem tome esta decisão: quando os meus filhos tiverem
18 anos, decidirão pela religião; nada desejo impor. Estou de acordo também com esta liberdade,
desde que as outras coisas também não sejam impostas.
Um exemplo: vocês impuseram a lín-gua portuguesa (italiana, etc.) a seus fi-lhos. Por que não
respeitaram até que completasse 18 anos? Tudo se impõe! Vejam a televisão! Nossa Senhora
segu-ramente não apoia o fanatismo e tam-pouco deseja impor à força o que quer que seja; o Seu
desejo é que haja uma decisão pessoal.
Outro exemplo: se você se encontra com um bêbado pela estrada com duas garrafas nas mãos e
uma terceira que está bebendo, ninguém dirá que é doen-te, mas apenas que possui problemas em
sua vida e que, por isso, o coitadinho be-be. Mas se pelo caminho encontrarem alguém com um
terço, virá a pergunta: esse aí é um sábio ou um louco? A maio-ria dirá que é um louco! Vejam
como é difícil a muitos decidirem-se por Deus, pela oração, pela Missa; porque não é fá-cil
decidir-se em ser diferente dos outros. As famílias, muitas vezes, não ajudam; por causa disso
Nossa Senhora reco-menda os grupos de oração como ajuda. Portanto, decidam-se por Deus e
pela oração e verão que realmente é possível.
Frei Slavko, 16.08.97
O poder da oração
Na sua palestra em Reggio Emilia, (Itália), em 30.11.97, Frei Iozo pediu que vivêssemos, com
fidelidade e simplicida-de, as mensagens que Nossa Senhora deu tanto em Fátima como em
Mediugó-rie e que tivéssemos uma fé absoluta em Maria e colocássemos nEla toda a espe-rança.
O encontro tocou de modo particular quem jamais pensara que as pessoas pudessem permanecer
mais de quatro horas em um recolhimento tão profundo como ocorreu ali. Impressionou muito a
história das conversões de fiéis verifica-das nas últimas viagens, especialmente as mais recentes na
América... Como são poderosos a fé e o amor dos testemu-nhos escolhidos por Maria, quando
en-contram almas humildes e abertas às Suas mensagens. (Nella C.)
Permitam que Deus che-gue aonde deseja
Marcado pelo pecado, carregado de problemas, de medos e inseguranças, o homem tem uma
profunda necessidade de encontrar Deus que lhe sirva de socor-ro e sustento. Em sua infinita
bondade de Pai, Deus jamais se cansa de abrir os braços a quantos O procuram com fé e coração
sinceros. Mas, para obter o que é útil à sua cura, o homem deve, em pri-meiro lugar, sacrificar algo
que possui.
O mais difícil de se abrir mão no ca-minho da fé é justamente a nossa lógi-ca, as nossas convicções
perfeitas, car-regadas de experiências e de hábitos (principalmente espirituais), que impedem a
criatividade de Deus e nos tornam duros e severos, como o eram os fariseus do tempo de Jesus.
Também a nossa justiça, aquela que nos leva a dizer "estou pron-to", "tenho razão", ou "é injusto!"
deve ser oferecida a Deus como sacrifício, de ou-tra maneira estaremos mortos à vida da Graça.
Na verdade, as virtudes, muitas vezes, não encontram lugar em nós, por-que o nosso coração está
completamente ocupado pela lógica, pela justiça e pelos formalismos humanos, implacáveis juízes e
rigorosos advogados...
(Deus é como um gênio da literatura, inexaurível, que escreve continuamente e de maneira
imprevisível no livro da nossa vida. Desejamos logo ver concluído esse livro para nos sentirmos
satisfeitos em relação aos outros, poder usufruir da nos-sa experiência e possuir algo de estável.
Mas, enquanto permanecemos parados em nossos esquemas, tudo passa, por-que Deus continua
com seu imprevisível projeto e, se não o seguirmos e não nos abandonarmos à Sua vontade,
permane-ceremos atrás, parados).
Por isso, é necessário entrar em pro-fundo silêncio, ali encontrar a Deus e dEle esperar todas as
respostas. No silêncio interior, vivido diante de Deus, as palavras humanas não nos podem ajudar
ou nos ofender, porque nada e ninguém poderá jamais tirar de nós "a esperança que vai contra
toda esperança". Os me-dos não terão mais razão de existir, por-que será Deus a nos prover de
tudo, em todas as situações e circunstâncias.
Quando nos encontramos totalmente abandonados a Deus, ajudamos nossa alma a libertar-se da
escravidão do peca-do e a abrir-se à ação da Misericórdia. Não eram assim os Fariseus, que
pos-suíam uma lógica e uma justiça humana perfeitas, mas permaneciam fechados à Misericórdia
divina.
Por esse motivo, a oração não deve ser busca de bens ou soluções, mas de-sejo de se encher da
Misericórdia de Deus, da Graça, do perdão, do que natu-ralmente comporta o sacrifício de todo o
resto, na certeza de receber aquilo de que realmente precisamos. É preciso sa-ber colocar tudo
sobre o altar e, quanto mais dermos a Deus, tanto mais Ele po-derá nos oferecer.
O fundamento da vida espiritual é sentir que Deus é Deus, que Deus é o Senhor, que Deus é o
Salvador e saber exclamar com confiança: "Meu Senhor e meu Deus!", justamente da maneira
como fez São Tomé depois da Ressur-reição de Jesus. Mas para fazê-lo é ne-cessário antes
libertar-se de todas as certezas e experiências de que nos jul-gamos "ricos". Elas, na verdade,
trazem consigo expectativas que terminam im-pedindo o livre agir do Espírito Santo em nós. Dentre
outras, as expectativas de sucesso e frutos espirituais podem ser um obstáculo até mesmo maior do
que aquelas de ordem material, porque são criadas em nome de Deus.
Se permitirmos que Deus aja como de-seja e transforme as nossas expectativas, Ele poderá
conduzir-nos adiante e atrair-nos a Si. Isso implica até mesmo em morrer aos próprios
conhecimentos e previsões e deci-dir-se a vencer, com coragem, a fraqueza pessoal, o medo e as
trevas.
O nosso relacionamento com a Graça desenvolve-se e amadurece quando esti-vermos conscientes
de que, sozinhos, nada podemos fazer e, com fé, rezarmos e esperarmos que Deus nos ajude.
So-mente dessa maneira Deus poderá utili-zar-se de nós de acordo com o Seu pla-no, que
desconhecemos. A única experi-ência espiritual que conta verdadeira-mente é a nossa capacidade
de crer in-condicionalmente na Providência divina, na verdade de que Deus é Deus, na cer-teza de
que a nossa passagem através do escuro, da dor e da fraqueza é uma oferta agradável a Ele...
(de uma palestra de Frei Tomislav)
Compreender a nossa vo-cação cristã
Na base da vida cristã há um fato que une o nosso destino a Deus: a vinda, a morte e a
ressurreição de Jesus, que o Batismo imprime em cada um de nós. Assim, tornamo-nos
participantes da na-tureza divina (2Pr 1, 4), como filhos do Pai, como irmãos em Cristo, como
mora-da do Espírito Santo que nos leva a reali-zar o plano eterno que Deus tem para conosco. Por
isso, renunciamos a sata-nás, às suas obras, às suas seduções e aderimos plenamente à fé cristã.
Esta é a vocação santa, que não provém de nós, mas de Deus, que nos predestinou desde a
eternidade para sermos conformes à imagem de seu Filho (Cf. Rm 8, 29) e co-herdeiros da vida
eterna. Este apelo deve transformar a nossa vida. Exorto-vos - escreve S. Paulo - que leveis uma
vida dig-na da vocação à qual fostes chamados... não vivendo mais como pagãos, que andam à
mercê de suas idéias frívolas ... entregues aos prazeres (seria bom ler todo o capí-tulo 4º da Carta
aos Efésios). Aquele que afirma permanecer em Cristo deve tam-bém viver como Ele viveu (1Jo 2,
6).
Cuidai da vossa vocação! Este dom de Deus deveria encher-nos de alegria e levar-nos ao
compromisso de correspon-dermos a ele com todas as forças, assim como os primeiros cristãos
que estavam dispostos a sacrificar sua vida para per-manecerem fiéis. Os santos mártires morriam
testemunhando: eu sou cris-tão e amo Deus acima de tudo. Nossa Senhora vê com clareza e nos
aponta o exemplo de quem viveu a verdade, que é uma somente: o chamamento de Deus, o desejo
dAquele a Quem pertence a nos-sa vida e que nos resgatou a preço de seu sangue (cf. 1Pd 1,
18-19).
Devemos nos alegrar por sermos cristãos, diz-nos Nossa Senhora, felizes em poder corresponder
ao amor de Deus; não apenas isso, mas transmitir o dom recebido aos nossos irmãos que o
igno-ram. Estender as mãos não significa con-quistá-los a qualquer custo. Maria deseja servir-se
de nós, do nosso exemplo para muitos filhos distantes, que Ela não pode alcançar sem a nossa
ajuda. Nós, que fomos mais beneficiados, devemos nos sentir responsáveis pela salvação deles.
Não podemos viver apenas para nós mesmos, para um pietismo que nos satisfaz, nem nos
contentar em sermos boas pessoas, voltados apenas para os próprios interesses. O bem se
propaga por si próprio. Um sinal seguro de que al-guém vive a alegria cristã é a necessida-de de
difundi-la, de gritar de cima dos te-lhados a boa nova, com respeito e humil-dade. d. Angelo
CONTRIBUIÇÕES PARA O ECO
O Eco é enviado gratuitamente, mas sobrevive com as contribuições voluntárias dos Leitores que
podem ajudar com os custos de impressão e correio.
Estamos enviando a todos os Leito-res, a cada 6 meses, uma ficha para de-pó-sito da contribuição
expontânea no Bco. do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rai-nha -
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Graças a Deus, a Nossa Senhora e aos Leitores de boa vontade, cada depó-sito feito até agora
cobriu, em média, os custos com o envio do Eco a mais 4 Lei-tores que não têm condições de
colabo-rar. Até o momento, 5% já deposita-ram suas contribuições. Contamos com a boa vontade
dos estimados Leito-res e esperamos que, no mínimo, 20% colaborem, possibilitando-nos
continuar a di-vulgação sem diminuir a tiragem mensal.
Agradecemos a todos que estão aju-dando Nossa Senhora, seja vivenciando, seja divulgando Suas
mensagens ou aju-dando financeiramente.
Nos Estados em que temos Repre-sentantes, as contribuições devem ser enviadas diretamente a
eles.
Peregrinações - 1998
Neste ano, é bastante flexível o pro-grama das nossas peregrinações. Você pode participar do
programa inteiro ou de partes dele, saindo de qualquer Capital do Brasil, sem acréscimo, inclusive
dos Estados do Norte e Nordeste.
Dentre as várias possibilidades, apre-sentamos, a seguir, algumas opções:
1. MEDIUGÓRIE
Saída Volta Duração Valor - US$
21/Mai 02/Jun 13 dias 2.150
10/Set 22/Set 13 dias 2.400
22/Out 03/Nov 13 dias 2.150
2. ITÁLIA e MEDIUGÓRIE (Roma, Assis, Sta. Rita de Cássia, Lanciano, Pe. Pio e Lo-reto e
Mediugórie)
Saída Volta Duração Valor - US$
15/Mai 02/Jun 19 dias 2.900
04/Set 22/Set 19 dias 3.100
16/Out 03/Nov 19 dias 2.900
3. PORTUGAL, ITÁLIA e MEDIUGÓRIE (Fátima, Lisboa, Roma, Assis, Sta. Rita de Cássia,
Lanciano, Pe. Pio e Loreto e Mediu-górie)
Saída Volta Duração Valor-US$
04/Mar 20/Mar 17 dias 2.950 (*)
12/Mai 02/Jun 22 dias 3.300
09/Jun 30/Jun 22 dias 3.850
21/Jul 11/Ago 22 dias 3.850
01/Set 22/Set 22 dias 3.520
13/Out 03/Nov 22 dias 3.300
4. TERRA SANTA, PORTUGAL, ITÁLIA e MEDIUGÓRIE (Terra Santa, Fátima, Lisboa,
Roma, Assis, Sta. Rita de Cássia, Lanciano, Pe. Pio e Loreto e Mediugórie)
Saída Volta Duração Valor-US$
27/Fev 20/Mar 22 dias 3.910 (*)
05/Mai 02/Jun 29 dias 4.380
02/Jun 30/Jun 29 dias 4.590
14/Jul 11/Ago 29 dias 4.590
25/Ago 22/Set 29 dias 4.450
06/Out 03/Nov 29 dias 4.330
(*) Em Fev/Mar, somente Roma e Lanciano na Itália.
Os Valores acima incluem: as Passa-gens, Translados, Taxas e Gorjetas, Hospedagem em Hotéis 3
e 4 estrelas (Mediugórie: hotel categoria turística), Café da manhã, Almoço e Jantar com
refrigerantes durante toda a viagem, Se-guro Total de Viagem (Saúde e Extravio de Bagagem),
Bolsa de Viagem, filme e livros sobre Mediugórie, 2 Camisetas e Livrinho Croata - Português.
Parte do valor acima, correspondente à passagem aérea, poderá ser paga com cartão de crédito,
em até 6 parcelas, com juros de 2% ao mês. A parte restante poderá ser paga parceladamente,
mas quitada antes da viagem.
Independentemente do programa es-colhido, é fixo o período de permanência em cada localidade:
3 dias em Portugal, 7 dias na Terra Santa, 6 na Itália e 8 em Mediugórie. O bilhete aéreo permite
vol-tar depois do grupo, caso haja interesse em estender a viagem.
As vagas são limitadas. Reserve a sua o quanto antes. Solicite também o programa detalhado ou
mais informações diretamente à nossa Sede em Brasília (tel. 061-345-7500) ou a quem nos
repre-senta em seu Estado.
Filme do Papa
Produzida pela Comissão Organiza-dora da Visita do Papa, o vídeo é uma síntese de toda a sua
visita ao Brasil e apresenta conteúdo e imagem excelen-tes, com duração de 1h30. Preço no
nos-so escritório: R$ 15,00. Preço para envio pelo correio: R$ 20,00.
FELIZ 1998
Agradecemos e retribuímos, de cora-ção, a quantos nos enviaram belíssimos cartões e mensagens
com votos de Santo e Feliz Natal e Próspero Ano Novo. O incentivo de vocês e suas orações
re-cobram-nos as forças. Foi muito bom servir a Nossa Senhora e a cada um de vocês no ano que
terminou. Protegidos pelo Seu manto, possamos dizer o mes-mo no final deste que se inicia.
Amém.