Mediugórie - Eco 143 

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.98

Queridos filhos! Hoje, mais uma vez, convido todos vocês à oração. So-mente com a oração, queridos filhos, seus corações serão transformados, tornar-se-ão melhores e mais sensí-veis à Palavra de Deus. Filhinhos, não permitam que satanás os seduza e faça de vocês o que deseja. Eu os convido a se tornarem responsáveis e decididos e, na oração, consagrar a Deus cada dia. Que a Santa Missa, fi-lhinhos, não seja para vocês um hábi-to, mas vida. Vivenciando diariamente a Santa Missa, vocês sentirão neces-sidade de santidade e crescerão na santidade. Eu estou perto de vocês e intercedo junto a Deus por cada um de vocês, a fim de que Ele lhes conceda a força para transformar seus corações. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

Decidam-se a rezar para
transformar seus corações

Nesta mensagem, Nossa Senhora nos alerta sobre satanás, que quer nos desviar da oração para fazer de nós o que deseja. Ela nos convida a sermos responsáveis e decididos a repeli-lo, con-sagrando cada dia a Deus para crescer-mos em santidade.
Mais uma vez, convido todos vocês à oração. Quem não reza corta seu rela-cionamento com Deus e a dependência dEle; conta com sua própria suficiência e caminha pela estrada da mentira. Quem reza, ouve a vontade de Deus e pede Sua graça para colocá-la em prática. Vejam como a oração transforma os corações, substituindo os nossos senti-mentos carnais por aqueles de Deus. "Enquanto vocês rezam, posso agir em seus corações", disse-nos uma vez Nos-sa Senhora, ao passo que, sem a oração, nada muda e tudo piora. A oração é o canal aberto entre o Céu e nós, por onde passa a graça de Deus e o seu Espírito nos dá um novo coração para amarmos a Deus e aos irmãos. Se encontrarmos o Coração de Deus, que nos fala, que nos ama, que é misericordioso, o nosso cora-ção será transformado e se conformará ao dEle. E dessa forma, encontraremos a confiança dos filhos que tudo podem ob-ter da bondade divina: Tudo é possível a quem crê, tudo mesmo.
Seus corações tornar-se-ão mais sensíveis à Palavra de Deus. Deus sempre nos fala, especialmente na Pala-vra anunciada na Igreja. Que nos impede de escutá-la, acolhê-la, degustá-la e, en-fim, fazer o que ela nos manda? Sem dúvida, um coração cheio de preocupa-ções não pode dar ouvidos a Deus! O homem natural não compreende as coi-sas do Espírito de Deus (1Cor 2, 14). A oração é a terra boa onde a Palavra é acolhida e produz frutos, porque aí per-mitimos o Espírito operar.
Aqui Maria volta a falar de satanás. Não permitam que ele os seduza e faça de vocês o que deseja. Não nos esqueçamos de que a vida do homem sobre a terra é uma luta (Jó 7, 1), luta sem-pre mais evidente em quem deseja vi-ver para Deus. E satanás, expulso pelo Mais Forte, deseja reentrar na fortaleza da alma. Por isso, vigiai e orai, repete Je-sus; orar sempre sem jamais deixar de fa-zê-lo. Não tem sentido, na vida cristã, a in--genuidade e o falso otimismo de quem igno-ra e até nega a ação de satanás e que, por isso, sem perceber, torna-se sua ví-tima.
"O homem, nos recordam os padres do Concílio, encontra-se incapaz de su-pe-rar por si mesmo os assaltos do mal, de forma que cada um se sente como que acorrentado. Mas o próprio Senhor veio libertá-lo e dar-lhe forças, renovando-o no seu interior e expulsando o príncipe deste mundo" (Gaudium et Spes, n. 13).
Eis por que "quem reza se salva, quem não reza se condena". Por isso, satanás procura desviar-nos da oração, com todas as forças, seduções, pretex-tos, ainda que aparentemente bons; e vence fácil quando encontra a alma desprotegi-da da defesa de Deus, porque não reza.
Aqui Maria nos exorta a sermos res---ponsáveis. Responsáveis pelo que? Pela nossa vida que tem um único senti-do porque pertence a Deus; pe-la nossa vocação cristã, por todos quan--tos espe-ram nosso testemunho pa-ra seguir o bem; por toda a Igreja, que não podemos trair e para qual não po--demos ser peso morto. É preciso estar decididos porque temos em mãos a chave da vida: tudo depende da nossa vontade.
Para não deixar a vida em poder de satanás, Maria nos ensina a consagrar, na oração, cada dia a Deus, para que o adversário não encontre em nós qualquer espaço para si. Na prática: na oração da manhã, consagrar o nosso dia a Deus (por exemplo, como a consagração de Montfort), pedindo-lhe Sua bênção (e a de Nossa Senhora). Depois, vem o encontro com Deus, à noite, em que fazemos um balanço, para pedir-Lhe perdão, agradecer-Lhe e novamente nos oferecer a Ele.
Maria volta a falar-nos da maior ora-ção: isto é, da Santa Missa, como vida, não como hábito. O hábito é um perigo porque pode tornar ineficaz o maior mistério da terra, a alavanca que pode mover o mundo. A Missa torna-se vida quando trazemos na vida a obra de Jesus, que na Missa se renova e se torna nossa: daí a sua oferta total ao Pai e o seu doar-se aos homens. Dessa forma, a Missa nos renova, tornando-nos espelho de Jesus no mundo. É verdade que so-mos fracos, mas Jesus, na Missa, acolhe-nos sempre com o perdão. Ir à Missa e sair sem que nada mude, sem nenhum propósito, com as mesmas divisões, com os mesmos egoísmos: eis aí o escândalo que diminui o valor da Missa junto aos que estão distantes, a ponto de fazer com que eles a abandonem.
Vivenciando diariamente a Santa Missa, sentirão a necessidade de san-tidade e nela crescerão. Se agora Nossa Senhora fala da Missa diária, é porque tem confiança que o pequeno exército remanescente de seus filhos, por graça, mais fiel, pode, decididamente, apontar mais alto. Permanece verdadeiro o que Nossa Senhora disse uma vez aos vi-dentes: "Se tivessem que escolher entre a minha aparição e a Santa Missa, deve-riam escolher a Missa, porque, na Missa, encontrarão meu Filho".
Por último, Maria nos assegura que está perto de nós e intercede junto a Deus por cada um de nós. Ela diz ex-pressamente "para cada um de nós", para que nenhum se sinta menos amado ou me-nos chamado. E também diz o porquê: "para que Deus lhes dê a força de trans-formar os seus corações". Don Angelo
NOTÍCIAS

Mediugórie

No momento, Vicka e Iákov estão na Itália, assim como Maria Pavlovic. Miriana e Ivanka estão em Mediugórie. Como sabemos, Ivanka está voltada exclusivamente para sua família e não atende os peregrinos, levando a vida normal de dona de casa que possui três filhos. Atualmente, os principais grupos presentes em Mediugórie são provenientes da Polônia, França, Itália, Inglaterra e Alemanha. Pe. Slavko es-teve na Polônia, de 12 a 24 de janeiro, com 2 rapazes da Comunidade Cená-culo, de Irmã Elvira. Participaram de vários encontros, inclusive através da Rádio Maria. Essa Rádio surgiu a partir de experiências vividas em Mediugórie e hoje já cobre toda a Polônia e en-contra-se também na Rússia, Ucrânia, Canadá e Estados Unidos. Ela é ver-dadeiramente uma obra de Maria, pois divulga as mensagens, transmite 3 Ro-sários diariamente e realmente é "A voz de Maria nas Famílias", como é chamada.

Uma existência abençoada

Há muitos anos que a Rainha da Paz fala através da Paróquia de Me-diugórie e, para nós, tornou-se algo perfeitamente normal. As crianças nas-cidas a partir do início das Aparições estão crescendo e para elas é mais do que normal que o Céu fale conosco. Elas e nós vivemos simplesmente em uma época abençoada... Frei Miljenko Stojic

Ano Novo

As orações começaram às 22h e ter-minaram com a Santa Missa à meia-noite. Participaram milhares de fiéis, sen-do mais numerosos os jovens dos países europeus e dos Estados Unidos. Dessa forma, os paroquianos e peregrinos en-cerraram o ano e começam o Novo Ano cantando e rezando pela paz de que têm tanta necessidade o mundo e o homem de hoje. O aumento de peregrinos, de ano para ano, demonstra a profundidade da ex-periência daqueles que, pelo menos uma vez, passaram as últimas horas do ano em oração em Mediugórie. Quem participa uma vez retorna. Neste mundo inseguro e inqui-eto, os jovens decidem confiar o futuro a Deus.

Rezar e Jejuar

O Santo Padre João Paulo II, em sua Encíclica "Evangelho da Vida", convida-nos: "...retornem ao jejum e à oração com coragem e humildade..." e também Nossa Senhora, em Suas men-sagens, tem-nos convidado muitas vezes ao jejum e à oração. Uma vez, assim falou: "... com o jejum e a oração po-dem-se deter até mesmo as guerras..."
Em preparação à solene festividade cristã da Páscoa, haverá 5 retiros de oração e jejum na casa "Domus Pacis", em Mediugórie. O primeiro inicia-se em 2 de março de 1998 e o último termina um pouco antes da Páscoa.
Convidamos todos os interessados a se aproximarem mais profundamente do mistério da Redenção de Cristo e parti-cipar desses retiros, pois são ricos de experiências. Esses retiros são organi-zados e conduzidos por Frei Slavko.
CD para a nossa Rádio

Há pouco tempo, pedimos que nos enviassem CDs com músicas de seu País. Já recebemos alguns e somos gratos por isso. Pedimos, também, o envio de CD com músicas de Páscoa, a fim de podermos dar-lhes boas-vindas com a nossa Rádio, tocando músicas do seu País quando chegarem ao Santuário Rainha da Paz em Me-diugórie. Desde já agradecemos-lhes cordialmente.

É preciso mostrar aos fiéis que existe um caminho

Mediugórie é muito conhecida no Mé-xico. Soube das aparições, pela primeira vez, há quinze anos, quando se começou a falar sobre elas. Para ser sincero, quando nós bispos tomamos conheci-mento de notícias sobre aparições e fe-nômenos semelhantes, geralmente so-mos cautelosos em nossas declarações. Normalmente acontece que, num primei-ro momento, dizemos não ser possível, desejamos logo negar. Sempre tememos confirmar notícias relativas a aparições, pois temos medo de que isso se trans-forme em fanatismo. Esta era a minha convicção pessoal no início. Sucessiva-mente, em 1985, estive na Itália. Encon-trei-me com um casal que vinha de Me-diugórie. A partir de então, comecei a in-teressar-me sempre mais. Eu costumava dizer que não era verdade. Sustentava que, depois das aparições de Nossa Se-nhora em Guadalupe, não se poderia mais falar de outras aparições, porque Maria de Guadalupe é a Rainha do Méxi-co. Começava a se divulgar sempre mais a missão de Maria aqui em Mediugórie e de como Ela falava por meio de alguns jovens. Eu temia que viesse a se criar uma espécie de fanatismo religioso. O meu grande interesse começou no mo-mento em que, por acaso, encontrei o li-vro do teólogo René Laurentin, em que falava sobre as aparições do mundo intei-ro. Li o livro com muito interesse, mesmo porque o autor é um sacerdote e meu ex-professor em Roma, onde freqüentei su-as aulas sobre a doutrina mariana... As-sim, prossegui a leitura com maior inte-resse ainda. Nesse livro, encontrei uma frase tocante em que Pe. Laurentin dizia: "...atravessamos uma época em que os jardins da Igreja não dão mais frutos e chegou o momento em que a Virgem vem renová-los dando-lhes novo vigor..." Cheguei à conclusão de que os proble-mas que existem na Igreja não são resol-vidos e que, talvez, os responsáveis se-jam os pastores da Igreja. Senti-me um deles. Temos necessidade de mais sa-cerdotes santos e pastores que se inte-ressem a viver de acordo com Jesus Cristo, o Bom Pastor e o Santíssimo Co-ração de Jesus. Todos estes aconteci-mentos abriram as portas ao ateísmo, ao secularismo, a uma sociedade consu-mista, que criaram uma cultura de valo-res em contraposição ao ensinamento evangélico. Lendo as experiências de Pe. Laurentin, falei: "Com certeza, esta não é uma ficção, ele diz a verdade." Certa vez, falei com um amigo teólogo. Aconselhou-me a não ir a Mediugórie, dizendo que não enriqueceria os conhecimentos de teologia. O professor Laurentin contou-me que teólogos assim falam mal de Mediugórie, mas não dizem a verdade, pois servem-se da doutrina mariana para o ensino, mas não possuem um relacio-namento vivencial de Maria. Tudo isto ajudou-me a descobrir em mim mesmo um grande interesse no que diz respeito a Nossa Senhora, ainda que Ela sempre ti-vesse tido um lugar de destaque em toda a minha vida. No brasão da minha dioce-se, temos uma estrela que representa a Virgem. Desejei, com todas as minhas forças, que o símbolo da Virgem estives-se presente no brasão da nossa diocese. Depois da leitura do livro de Laurentin, o interesse com relação a estes aconteci-mentos vem crescendo sempre mais. Além disso, tenho encontrado muitos pe-regrinos que estiveram em Mediugórie. Ao retornarem ao México, encontram-se espiritualmente enriquecidos e dispostos a viver os benefícios no espírito da nova Evangelização. Tudo isso evidencia os frutos de Mediugórie, mesmo que a Igreja oficial veja ainda com cautela estes acontecimentos. Eu penso que é preciso, em primeiro lugar, prestar muita atenção nos frutos de Mediugórie. Agora encon-tro-me aqui com uma centena de pere-grinos mexicanos e posso afirmar ter visto bons frutos.
Convidarei os fiéis a virem a Me-diugórie. É pena que seja tão distante do México. Nós cultivamos a fé, e a devoção à Bem-Aventurada Virgem Maria ocupa um lugar de destaque. Penso que o fundamento do meu con-vite seja aquele de desenvolver a ve-neração à Virgem. Vejo que Maria, como diz o Concílio Vaticano II, reza e intercede junto a Cristo e isto é o que experimentei aqui em Mediugórie. Nesta manhã, falamos com a vidente Vicka. Falou-nos das mensagens de Nossa Senhora sobre a conversão, o jejum, a oração, o perdão, a santa con-fissão e sobre todos aqueles valores que hoje em dia estão sendo lenta-mente esquecidos. Pessoalmente, pen-so o seguinte: se a Virgem procura, por meio de Cristo, fazer renascer estes valores, então isto deveria ser o empe-nho fundamental de cada sacerdote e, de maneira particular, de nós bispos. É preciso mostrar aos nossos fiéis que existe um caminho de salvação neste mundo e esse caminho é Cristo. Cristo é o nosso Salvador e aqui vemos que Sua Mãe convida-nos a isso: viver os valores que nos conduzem à salvação. Trata-se da oração, da reconciliação, da conversão e do jejum que nos apro-ximam mais da cruz de Cristo. Em nossos dias, como também no tempo de S. Paulo, a cruz tem se tornado um sím-bolo negativo, e não apenas para os que não crêem. Todos gostariam de uma vida simples. Os homens têm medo das pro-vações e procuram eliminar de suas vi-das a presença da cruz. Por isso, vejo que a Virgem deseja dar-nos um grande conselho: renovar todos os valores cris-tãos que foram negligenciados, de manei-ra particular, a oração e a conversão. To-dos devemos nos reconciliar com Deus e com a Igreja por meio do sacramento da santa Confissão porque, se nos reconcili-armos sinceramente com Deus, podere-mos, mais facilmente, seguir o caminho de Cristo. Seguir Cristo não de qualquer maneira, mas estar dispostos a carregar Sua cruz e a testemunhar Sua fé.
Dom Lazaro Perez, diocese De Autlan Ja-lisco, nov/97 Press Bulletin

Qual o caminho a seguir?

No início do Novo Ano, trocamos os cum-primentos de "Feliz Ano Novo", mas mui-tas pessoas, ansiosamente, indagam sobre o futuro. "O que fazer?" "Qual o ca-mi-nho a seguir?". Em Mediugórie, um pa-dre fez esta linda comparação, ao falar a uma jovem que estava preocupada por-que nada sabia sobre o plano de Deus para a sua vida: "Quando você dirige, à noi--te, de uma cidade a outra, a luz do farol não lhe permite ver toda a extensão da estrada, mas apenas a pequena parte do caminho que você precisa enxergar. Nos-sa Senhora procede da mesma manei-ra quando nos conduz! Ela nos leva ao Paraíso, mas não nos mostra toda a es--trada de uma só vez, revela somente a par--te que é necessária. Não tente vislum-brar com os olhos uma milha adiante, pois você arriscaria não fazer corretamen---te a curva que está logo à sua frente! Não fixe também o olhar no retrovisor e não olhe para trás, pois você bateria o car-ro numa árvore. Viva o dia de hoje e acre-dite em Nossa Senhora!" Irmã Emmanuel

Men-sagem do Santo Pa-dre para o xxxv dia mundial de oração pelas vocações
(parte final)
4. "Há diversidade de carismas, mas um só é o Espírito" (1 Cor 12,4).
Na vida nova que brota do Batismo e se desenvolve mediante a palavra e os Sacramentos, alimentam-se os carismas, os ministérios e as várias formas de vida consagrada. Quando a comunidade cristã vive em atitude de plena fidelidade ao seu Senhor, é possível gerar novas vo-cações no Espírito. Isso supõe um inten-so clima de fé e de oração, um generoso testemunho de comunhão e de estima dos múltiplos dons do Espírito, uma pai-xão missionária que, vencendo os fáceis e ilusórios egoísmos, impulsiona ao dom total de si, pelo Reino de Deus.
Cada Igreja particular é chamada ao compromisso de sustentar o desenvolvi-mento dos dons e dos carismas que o Senhor suscita no coração dos fiéis. Neste Dia, no entanto, a nossa atenção se volta, de modo especial, para as vo-cações ao sacerdócio e à vida consagra-da, para o papel fundamental que elas têm na vida da Igreja e no cumprimento de sua missão.
Oferecendo-se ao Pai, na cruz, Jesus fez de todos os seus discípulos "um reino de sacerdotes e uma nação santa (Ex 19,6), e os constituiu como "um edifício espiritual", "um sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus" (1Pd 2,5). A serviço desse sa-cerdócio universal da Nova Aliança, ele chamou os Doze, a fim de que estives-sem com ele, e também para mandá-los a pregar, e para que tivessem o poder de expelir os demônios (Mc 3,14-15). Hoje o Cristo continua a sua obra de salvação, por meio dos Bispos e dos sacerdotes que, na Igreja e para a Igreja, «são uma representação sacramental de Jesus Cristo Chefe e Pastor, proclamam autori-zadamente a sua palavra, repetem seus gestos de perdão e de oferta da salva-ção».
Além disso, como «não recordar com gratidão ao Espírito a abundância das formas históricas de vida consagrada suscitadas por Ele e presentes no tecido eclesial? Elas se apresentam como uma árvore de muitos ramos, que aprofunda suas raízes no Evangelho e, em todas as estações da Igreja, produz frutos copio-sos». A vida consagrada se situa no pró-prio coração da Igreja, como elemento decisivo para a sua missão, já que expri-me a íntima natureza da vocação cristã e a atenção de toda a Igreja-Esposa para a união com o "único" Esposo.
Essas vocações, necessárias em to-dos os tempos, hoje o são ainda mais, num mundo marcado por grandes con-tradições e tomado pela tentação de marginalizar Deus das escolhas funda-mentais da vida. Vêm à mente as pala-vras evangélicas: "A messe é grande, mas os operários são poucos! Rogai, pois, ao dono da messe, que mande ope-rários para a sua messe!" (Mt 9,37-38; cf. Lc 10,2). A Igreja acolhe todos os dias essa ordem do Senhor e, com esperança confiante, eleva suas preces ao "Dono da messe", reconhecendo que só Ele pode chamar e enviar seus operários.
Faço votos para que a celebração anual do Dia Mundial de Oração pelas Vocações suscite no coração dos fiéis uma invocação mais intensa para obter novas vocações para o sacerdócio e a vida consagrada, e desperte a responsa-bilidade de todos, especialmente dos pais e dos educadores da fé, no serviço às vocações.
5. Dai as razões da esperança que existe em vós (cf. 1Pd 3,15).
Em primeiro lugar, convido a vós, ca-ríssimos Bispos, e convosco os presbíte-ros, os diáconos e os membros dos Insti-tutos de vida consagrada, a incansavel-mente darem testemunho da plenitude espiritual e humana que impele cada um de vós a se fazer "tudo para todos", para que o amor de Cristo possa atingir o mai-or número possível de pessoas.
Estabelecei relações apropriadas com todos os componentes da sociedade; valorizai as vocações ministeriais e ca-rismáticas que o Espírito suscita nas vos-sas comunidades, facilitando a comple-mentaridade e a colaboração; dai o vosso contributo, para que cada qual cresça na direção da plena maturidade cristã. Que, olhando para vós, alegres servidores do Evangelho, os jovens e as jovens pos-sam perceber o fascínio de uma existên-cia inteiramente dedicada a Cristo, no ministério ordenado ou na escolha radical da vida consagrada.
Vós, esposos cristãos, estai prontos a dar razões da realidade profunda da vos-sa vocação matrimonial: a harmonia em casa, o espírito de fé e de oração, o exer-cício das virtudes cristãs, a abertura para os outros, sobretudo os pobres, a partici-pação na vida eclesial, a serena fortaleza em enfrentar as dificuldades quotidianas, constituem o terreno favorável para a maturação vocacional dos filhos. Enten-dida como «igreja doméstica», sustenta-da pela graça sacramental do matrimô-nio, a família é a escola permanente da civilização do amor, onde é possível aprender que a plenitude da vida só pode brotar do livre e sincero dom de si.
E vós, professores, catequistas, ani-madores pastorais e todos que desempe-nhais papéis educativos, no vosso servi-ço importante e difícil, senti-vos coopera-dores do Espírito. Ajudai a juventude a li-bertar o coração e a mente de tudo que lhe impede a caminhada; estimulai-os a dar o melhor de si, numa constante pro-pósito de crescimento humano e cristão; com a luz e a força da palavra evangéli-ca, formai neles os sentimentos mais profundos de modo que, se forem cha-mados, possam realizar sua vocação para o bem da Igreja e do mundo.
Neste ano, colocando no centro o Es-pírito Santo, a caminhada de preparação para o Jubileu do Ano 2.000 convida-nos a dar uma especial atenção ao sacra-mento da Crisma. Por isso, desejo agora reservar uma palavra específica para aqueles que, nesse tempo, recebem tal sacramento. Caríssimos, voltando-se para vós, durante o rito da Confirmação, o Bispo diz: «O Espírito Santo, que agora estais recebendo de presente, como uma marca espiritual, completará em vós a semelhança com Cristo, e irá unir-vos mais fortemente à Igreja, como seus membros vivos». Portanto, começa para vós um tempo privilegiado, durante o qual sois convidados a vos questionardes e a questionar a comunidade cristã, da qual vos tornastes membros vivos, sobre o sentido pleno a dar à vossa existência. É um tempo de discernimento e de es-colha vocacional. Escutai o convite de Jesus: "Vinde e vereis". Dai o vosso tes-temunho a Cristo na Comunidade eclesi-al, segundo o projeto inteiramente pesso-al e irrepetível que Deus tem sobre vós. Deixai que o Espírito Santo, derramado em vossos corações, vos guie para a verdade e faça de vós testemunhas da li-berdade autêntica e do amor. Não vos deixeis subjugar pelos mitos fáceis e fa-lazes do efêmero sucesso humano e da riqueza. Pelo contrário, não tenhais medo de percorrer os caminhos exigentes e co-rajosos da caridade e do empenho gene-roso. Aprendei a dar, perante todos, "os motivos da esperança que existe em vós" (1 Pd 3,15)!
6. "O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza" (Rm 8, 26).
O Dia Mundial pelas Vocações se qualifica, antes de tudo, pela oração pe-las vocações ao sacerdócio e à vida con-sagrada, expressão máxima de um clima habitualmente orante, que a comunidade cristã não pode dispensar. Neste ano, queremos nos dirigir com muita confiança ao Espírito Santo, para que conceda à Igreja de hoje e de amanhã o dom de numerosas vocações: Espírito de Amor eterno, que procedes do Pai e do Filho, nós te agradecemos por todas as voca-ções de apóstolos e de santos que fecun-daram a Igreja. Nós te suplicamos: conti-nua ainda essa tua obra! Recorda-te de quando, no dia de Pentecostes, desceste sobre os Apóstolos reunidos em oração com Maria, a mãe de Jesus, e olha para a tua Igreja que hoje tem uma necessida-de especial de sacerdotes santos, de testemunhas fiéis e legítimas da tua gra-ça; ela precisa de consagrados e consa-gradas que revelem a alegria de quem vive só para o Pai, de quem faz sua a missão e a oferta de Cristo, de quem, com a caridade, constrói o mundo novo. Espírito Santo, Fonte perene de alegria e de paz, és Tu que abres ao divino cha-mado o coração e a mente; és Tu que tornas eficaz todo impulso para o bem, a verdade, a caridade. Do coração da Igreja que sofre e luta pelo Evangelho, sobem ao Pai os teus 'gemidos inexpri-míveis'. Abre os corações e as mentes dos jovens e das jovens, para que uma nova florescência de santas vocações re-vele a fidelidade do teu amor, e todos possam conhecer Cristo, luz verdadeira vinda a este mundo para oferecer a cada ser humano a firme esperança da vida eterna. Amém. Com afeto, envio a todos uma especial Bênção Apostólica. Castel Gandolfo, 24/9/97.

Partilha: caminho para a paz

Trecho da mensagem do Papa do dia 1º de janeiro de 1998

Aproxima-se a largos passos o Jubileu do ano 2000, um tempo visto pelos crentes como dedicado de modo especial a Deus, Senhor da história, um apelo a todos para a radical dependência da cri-atura do seu Criador. Mas, segundo a tradição da Bíblia, o Jubileu era também o tempo da libertação dos escravos, da restituição da terra ao seu legítimo pro-prietário, do perdão das dívidas, e do conseqüente restabelecimento das for-mas de igualdade entre todos os mem-bros do povo. Portanto, trata-se dum tempo privilegiado para alcançar aquela justiça que conduz à paz.
Em virtude da sua fé em Deus-amor e da sua participação na redenção univer-sal de Cristo, os cristãos são chamados a comportar-se segundo a justiça e a viver em paz com todos, porque "Jesus não nos deu simplesmente a paz. Deu-nos a sua paz, acompanhada de sua justiça. Uma vez que Ele é paz e justiça, pode tornar-Se a nossa paz e a nossa justiça". Pronunciei estas palavras já lá vão quase vinte anos, mas hoje, no horizonte das mudanças radicais em curso, elas adqui-rem um sentido ainda mais concreto e vivo.
Um sinal distintivo do cristão deve ser, hoje mais que nunca, o amor pelos po-bres, os débeis, os doentes. Viver este imperioso compromisso requer uma in-versão total daqueles supostos valores que induzem a procurar o bem apenas para si próprio: o poder, o prazer, o enri-quecimento sem escrúpulos. É precisa-mente a esta conversão radical que são chamados os discípulos de Cristo. Quantos se empenharem a seguir por esta estrada, experimentarão verdadei-ramente "justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14,17), e hão-de saborear "um fruto de paz e de justiça" (Hb 12,11).
Desejo propor novamente aos cristãos dos diversos continentes a seguinte ad-vertência do Concílio Vaticano II: "Satisfaçam-se antes de mais nada as exigências da justiça, para que não se ofereça como dom de caridade aquilo que já é devido a título de justiça". Constrói-se uma sociedade verdadeiramente solidá-ria, quando aqueles que possuem bens não se limitam a retirar apenas do supér-fluo para ajudar os pobres. Além disso, não basta oferecer bens materiais; é pre-ciso espírito de partilha, para se sentir como um título de honra a possibilidade de dedicar os próprios cuidados e servi-ços às necessidades dos irmãos em difi-culdade. Tanto nos cristãos como nos seguidores de outras religiões e em mui-tos homens e mulheres de boa vontade, sente-se hoje o apelo a um estilo de vida simples como condição para que possa tornar-se realidade a eqüitativa partilha dos frutos da criação de Deus. Quem vive na miséria não pode esperar mais: precisa agora e, por isso, tem direito a re-ceber imediatamente o necessário.
Onde encontrar Cristo

Onde O encontraremos? Só podemos encontrá-Lo, abrindo nossos corações aos apelos do seu amor (cf. Jo 14, 23). Podemos encontrá-Lo no nosso próximo, especialmente no pobre, no faminto e nos necessitados (cf. Mt. 25, 40). Pode-mos encontrá-Lo pessoalmente quando dois ou três estiverem reunidos em seu nome (cf. Mt 18, 20). Podemos descobri-lo na sua Palavra (cf. Jo 1, 1) e no mila-gre da criação (cf. Rm 1, 20). Nós O en-contramos nos sacramentos, de modo especial no sacramento da Reconcilia-ção, que nos revela a sua misericórdia (cf. Jo 20, 21-23). Mais plenamente O encontramos na Eucaristia, pela qual Ele quer alimentar-nos com o seu próprio Corpo e Sangue (cf. Jo 6, 51ss). Numa palavra, Jesus deseja estar sempre pre-sente entre nós. Sigamos a admoestação da Carta ao Hebreus: "Corramos com perseverança para o combate que nos cabe, com o olhar fixo no autor e consu-mador da fé, Jesus" (Hb 12, 2)...
Finalmente, o encontro pessoal com Jesus Cristo conduz à solidariedade, que é uma exigência da caridade, sempre que praticada no âmbito das relações humanas. Solidariedade total é partilhar o que somos, o que cremos e o que temos. Jesus é o nosso perfeito exemplo, pois Ele "aniquilou-se a Si mesmo, assumindo a condição de servo" (Fl 2, 6). A solidari-edade impele a considerarmo-nos como irmãos e irmãs, assim como Jesus o fez. A solidariedade nos chama a amar e par-tilhar uns com os outros. Ela é fruto da caridade pessoal, que nos leva a amar o próximo pobre de nossa comunidade, e a realizar o apelo mundial do Santo Padre para a solidariedade com os pobres do mundo, preparando a celebração do Grande Jubileu. À luz da solidariedade, neste planeta criado por um Deus amoro-so, não há lugar para guerras e conflitos e para a corrida armamentista... (trechos da Mensagem da Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América).

Maria, Senhora de Guadalupe, Mãe de toda a América, ajudai-nos a ser fiéis dispensadores dos grandes mistérios de Deus. Ajudai-nos a ensinar a verdade que vosso Filho anunciou e a estender o amor, que é o primeiro mandamento e o primeiro fruto do Espírito Santo. Ajudai-nos a confirmar na fé nossos irmãos. Ajudai-nos a difundir a esperança na vida eterna. Ajudai-nos a preservar os grandes tesouros espirituais dos membros do povo de Deus que nos foram confiados.
Rainha dos Apóstolos! Aceitai nossa disponibilidade a servir sem reservas à causa do vosso Filho, à causa do Evan-gelho e da paz, fundamentada na justiça e no amor entre os homens e entre os povos.
Rainha da Paz! Salvai as nações e os povos de todo o Continente que tanto confiam em Vós; salvai-os das guerras, do ódio e da subversão. Fazei com que todos, governantes e governados, apren-dam a viver em paz, se eduquem para a paz, cumpram tudo o que exigem a justi-ça e o respeito dos direitos de cada ho-mem, para que assim se consolide a paz.
Escutai-nos, Virgem "morena", Mãe da esperança, Mãe de Guadalupe!
João Paulo II, 12.12.97, Missa de encer-ramento da Assembléia Especial do Sí-nodo dos Bispos para a América.
CONTRIBUIÇÕES PARA O ECO

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Em nome de Nossa Senhora, agra-decemos a todos.
Nos Estados em que temos Repre-sentantes, as contribuições devem ser enviadas diretamente a eles.

Peregrinações - 1998

Síntese atualizada dos nossos roteiros:

1. Itália e Mediugórie (18 dias);
2. T. Santa e Mediugórie (18 dias);
3. T. Santa, Itália, Mediugórie (25 dias);
4. Itália, Mediugórie, Lourdes e Fátima
(25 dias);
5. T. Santa, Itália, Mediugórie, Lourdes
e Fátima (32 dias);
6. Itália, Mediugórie, Lourdes e Paris
(25 dias)
7. T. Santa, Itália, Mediugórie, Lourdes e Paris (32 dias).

Os roteiros poderão ser feitos tam-bém em parte.
Os nossos programas compreendem, durante toda a peregrinação, o serviço de guias que falam o português.

Lugares a serem visitados:

PORTUGAL: Fátima e Lisboa;
TERRA SANTA: Nazaré, Caná da Gali-léia, Cafarnaum, Lago da Galiléia, Rio Jordão, Monte Tabor, Jericó, Jerusalém, Betfagé, Betânia, Belém e Ain Karim.
ITÁLIA: Roma, Assis, Santa Rita, Lanci-ano, Pe. Pio, Loreto, Turim;
MEDIUGÓRIE: Santuário Rainha da Paz, Colina das Aparições, montanha da Cruz e Siroki Brijeg;
FRANÇA: Lourdes, Cura D´Ars, Paray-le-Monial - Santuário Coração de Jesus, Nevers - Convento Santa Bernadete, Pa-ris - Medalha Milagrosa - Rue du Bac - Santa Catarina Labouré, Lisieux - Con-vento das Carmelitas - Sta. Teresinha do Menino Jesus
As vagas são limitadas. Inscreva-se o quanto antes. Solicite também a nossa pro-gramação completa.

Ponte Aérea Brasil - Mediugórie
Semanalmente, temos saída para Mediugó-rie, com permanência de 3 dias. Saída na 5ªfeira e retorno na 3ªfeira. Valor US$ 1.760. Inclui os bilhetes aéreos, taxas, visto para en-trada na Croácia, translados, hospedagem e alimentação completa, vídeo e livro sobre Mediugórie, camiseta e boné. Os peregrinos partirão do Brasil com destino a Milão (Itália) e ali serão recebidos pela empresa italiana, juntando-se ao grupo de peregrinos italianos. O trecho Milão / Mediugórie será feito por via aérea (1h de vôo) e por via terrestre (150 km). Consulte-nos sobre descontos para casal e grupos, bem como sobre financiamento atra-vés de cartão de crédito.

Adorem, sem interrupção, o Santíssi-mo Sacramento do Altar... Assim estarão unidos com o mundo inteiro... Quando adoram a Jesus, vocês estão também perto de Mim...
Em 2/2/98, foi entronizado o Santíssi-mo Sacramento, com a celebração de uma Santa Missa campal, na Casa de Maria, representante, em Fortaleza, da Associação Servos da Rainha.