Abrir-se na oração para chegar à conversão
Nossa Senhora não se cansa de convidar-nos à oração,
porque nela tudo se inicia e sem ela nada se move. Nossa Senhora utiliza-se
da imagem da primavera para fazer-nos entender o que acontece quando nos
abrimos a Deus por meio da oração: abram-se a Deus como com
uma flor se abre aos raios do sol da manhã. É preciso que
a vida se desperte, que compreendamos o que Deus deseja de nós,
que iniciemos um novo relacionamento de amor com Ele e com os irmãos.
A oração que não nos leva à conversão
não pode ser verdadeira nem encontro com Deus, diante do Qual o
mal não pode reinar.
Mas por que Maria, logo a seguir, exorta-nos a não ter medo?
Porque estamos cercados por muitos temores com relação ao
futuro, preocupados com a saúde, com o sucesso, com as pessoas que
nos são queridas. Isto nos impede uma abertura verdadeira a Deus
e torna a oração cansativa e sem frutos. A oração
de que nos fala Maria conduz à conversão, ou seja, afasta-nos
do medo, leva-nos à confiança em Deus. Medo é estar
com os olhos voltados para si próprio e estar sempre inquieto ou
iludido. Conversão é ter um coração aberto
e voltado para Deus, é confiar num Pai onipotente e sentir-se seguro
em Seus braços.
Agindo assim, o pecado torna-se uma vergonha, algo indesejável,
que nos dá medo, porque bela é a vida com Deus e grande o
amor que ofendemos (ou ignoramos). Choraremos de arrependimento, e também
de alegria, vendo os braços de Jesus abertos, que nada espera além
da nossa conversão.
Converter-se é sair dos nossos esquemas de justiça
dos fariseus, das nossas opiniões fixas, das nossas riquezas materiais
e espirituais. É preciso um abandono confiante a Ele, tantas vezes
pedido por Nossa Senhora. É verdade, temos muito medo de colocar
nossa vida nas mãos de Deus. Talvez tenhamos ainda muita confiança
em nós próprios, a ponto de não renunciarmos ao controle
(verdadeiro ou presumido) da nossa vida, causando-nos temor o total abandono
a Ele.
Essa conversão que transforma nossa vida é o propósito
das mensagens que Nossa Senhora tem dado até agora, e a oração
é o meio indicado para alcançá-la. A oração
que nos abre ao Senhor é aquela em que nos demoramos, em que permanecemos
batendo à Sua porta ou nos colocamos diante dEle, permitindo que
nos olhe e penetre o nosso ser. Uma oração rápida,
superficial ou de rotina, não nos abre, assim como não se
abre a flor que não está firme na terra e não recebe
ar nem água.
A conversão é dom de Deus, dom que faz os santos e
Maria assegura que nos ajuda a alcançá-lo. Eu estou com vocês
e intercedo por cada um. O fato de nos conhecer pessoalmente, como uma
mãe conhece seus filhos, e interceder por cada um de nós,
deve causar-nos alegria, esperança, libertando-nos de todo temor.
Ela age dessa forma para chegarmos à grande graça da conversão.
Então compreenderão a graça da minha presença
junto a vocês. Parece-lhes pouco que, pela conversão de vocês,
Eu esteja aqui por 17 anos? Neste tempo, Eu estou aqui para aproximá-los
de Deus, para que se acostumem a viver nEle e Ele em vocês. Como
Ele é infinito, também a nossa flor continuará abrindo-se,
sem jamais absorver todo o sol e vida de Deus. Por isso, jamais deve cessar
a oração que nos abre a Ele e nunca digamos que já
é suficiente o nosso empenho. Don Angelo
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Últimas
Os videntes Vicka, Ivan, Miriana e Ivanka estão em Mediugórie.
Iákov e Maria Pavlovic estão na Itália.
A programação vespertina de oração da
Paróquia de Mediugórie (no horário de verão
- março a setembro), é a seguinte: Às 18h, início
do Santo Rosário; às 19h, a Santa Missa e, depois, as bênçãos
e último Terço do Rosário.
Há Adoração ao Santíssimo Sacramento
do Altar nas quartas-feiras e sábados, das 22h às 23h, e,
na quinta-feira, logo após a Santa Missa vespertina.
A adoração e orações diante da Cruz
do Senhor ocorrem em todas as sextas-feiras, na Igreja de São Tiago,
depois da Missa vespertina.
Em todos os Domingos, às 15h (16h), reza do Rosário
pela paz na Colina das Aparições e, nas sextas-feiras, no
mesmo horário, a Via-Sacra no monte Krizevac.
Diariamente, há possibilidade de confissões no início
das orações da tarde, assim como em outros horários
em que se encontrem sacerdotes disponíveis.
Missas nos diversos idiomas são celebradas na parte da manhã
e devem ser marcadas com antecedência, na Sacristia ou no Escritório
de Informações.
O Escritório de Informações da Paróquia
de Mediugórie, situado próximo ao souvenir paroquial, fica
aberto das 8h às 20h, diariamente. Informações também
podem ser obtidas pelo telefone 00 387 88 651 988.
A Páscoa continua
Não apenas nos dias da Semana Santa e no período pascal,
mas durante todo o ano eclesiástico, surgem-nos questionamentos
sobre Jesus Cristo, sua missão e significado. Alguns deles permanecem
sem elucidação. E mesmo quando parece estarmos chegando perto
de uma resposta, algo novamente nos distancia. Dessa forma, estamos continuamente
expostos a exigências da vida, discussões e nem tudo fica
claro. Apenas por meios humanos não temos condições
de responder a tudo. Com esses, o dom da fé é atingível
apenas parcialmente. A graça, no entanto, é o verdadeiro
caminho. Mas isto nem sempre nos satisfaz, como aconteceu com os Apóstolos
e os contemporâneos de Jesus. Vejam, quando se fala da fé
na ressurreição, é interessante a maneira como os
Apóstolos e os discípulos chegaram a sua compreensão.
A fé na Ressurreição cresceu gradualmente em seus
corações, segundo uma seqüência própria
e o tempo. Nem tudo terminou na manhã da Ressurreição.
Lembremo-nos do sepulcro vazio, a dúvida de que alguém tivesse
roubado o corpo do Senhor e, depois, Tomé, Emaús, a aparição
de Jesus aos Apóstolos às margens do Lago, a acusação
de que os Apóstolos tinham roubado o corpo, mesmo sabendo-se que
o sepulcro estava bem vigiado. Passou também algum tempo até
Pedro reconhecer, publicamente, que Jesus estava vivo, que tinha ressuscitado.
O caminho da fé que os Apóstolos trilharam é
também o nosso e precisamos percorrê-lo. Ele não é
simples como a passagem através de um rio, mas contínuo e
longo. Em seu trajeto, deparamo-nos com novas indagações
e respostas.
A celebração uniforme da Páscoa pela Igreja
no mundo inteiro é um grande testemunho e estímulo. A Igreja,
uma vez ao ano, reúne-se de forma especial em torno do Ressuscitado,
por meio dos sacramentos, da oração, da Sua presença.
Por isso, a nossa celebração da Ressurreição
não começa e não termina com a Páscoa do calendário.
Não termina nem mesmo no final do tempo pascal, na festa de Pentecostes.
De uma Páscoa bem preparada e cristãmente celebrada, recebemos
força e resposta a muitas indagações sobre a vida
e a fé.
Como na assembléia dos Apóstolos, que meditavam no
mistério e no significado da Ressurreição de Jesus,
Nossa Senhora ainda hoje encontra-se em meio a nós, meditando e
oferecendo-nos indicações e conselhos. Com Ela, a estrada
dos fiéis é mais simples. Sua união com a Igreja e
com cada um, em particular, é uma preciosa graça. Frei Ivan
Landeka
A Páscoa em Mediugórie
Durante a Semana Santa e também na Páscoa, chegavam
a Mediugórie numerosos grupos de peregrinos, desejosos de preparar-se
e, juntos, celebrar a mais importante festa cristã. Aproximadamente
dez mil peregrinos estavam presentes no Santuário da Rainha da Paz.
Devido ao grande número de fiéis, a liturgia da Quinta-Feira
Santa e os ritos da Sexta-Feira e do Sábado Santo foram organizados
em nove idiomas, conforme os grupos lingüísticos presentes.
Os grupos estrangeiros mais numerosos provinham da Áustria, Alemanha,
Itália, América, França, Argentina, Polônia,
República Theca, Espanha, Hungria, Romênia, México,
Holanda, Austrália, Líbano, Canadá, Nova Zelândia,
Bélgica, Eslovênia e Eslováquia, além de peregrinos
provenientes de todas as regiões da Croácia e das paróquias
circunvizinhas. Em todas as tardes, durante a programação
de orações vespertinas, que duram três horas, cerca
de 20 sacerdotes atendiam confissões, continuamente.
No Domingo de Páscoa, Frei Tomislav Pervan, Provincial dos
franciscanos da Herzegóvina, abençoou a imagem do "Ressuscitado",
obra e presente do escultor contemporâneo Andrej Ajdic. A imagem,
feita em bronze, tem altura de 6 metros e foi colocada, provisoriamente,
atrás da igreja paroquial. Em volta da imagem será preparado
também um espaço para a oração, pois uma obra
como essa servirá, sem dúvida, como estímulo à
oração e à vida espiritual. Um exemplar do "Ressuscitado",
em miniatura, foi presenteado ao Santo Padre por ocasião de sua
visita pastoral à Eslovênia.
Diocese modelo
Ouvi falar, pela primeira vez, sobre Mediugórie, através de meus paroquianos. Os que vieram a Mediugórie, retornaram com bons frutos: oração com o coração, jejum, retorno à vida sacramental, além de se tornarem membros ativos da comunidade paroquial. Formaram muitos grupos de oração. Vim com um grupo de peregrinos que visitou a Terra Santa. Estes acontecimentos de Mediugórie marcaram-me profundamente. Tudo apresenta-se muito normal e natural. Nada vejo de estranho. As pessoas falam das aparições de maneira simples e um grande número de fiéis procura viver as mensagens de Nossa Senhora. Para mim, pessoalmente, foram muito úteis as experiências de jejum e de oração. Procurarei, principalmente, encontrar tempo de rezar antes da Santa Missa e apresentar esta experiência também às paróquias de minha Diocese. Vocês aqui, na paróquia de Mediugórie, rezem, jejuem e sejam apóstolos do amor na vida quotidiana. Esta é a preparação de todos nós para a celebração do Grande Jubileu. Dom John Dew, Bispo auxiliar de Wellington, Nova Zelândia.
Fiel a Nossa Senhora
Fiel também à Igreja
Vim a Mediugórie, pela primeira vez, antes de me tornar Bispo
Auxiliar. Agora vim com um grupo de peregrinos. Percebo aqui a presença
de Nossa Senhora de forma particular. Observo que um grande número
de fiéis vem a Mediugórie e volta com uma renovada fé
e experiência de oração, jejum, Confissão, Santa
Missa e Adoração. Quem é fiel a Nossa Senhora é
também fiel à Igreja. A devoção a Nossa Senhora
é muito importante. A minha mensagem para vocês da Paróquia
é esta: vivam as mensagens, amem Nossa Senhora, amem a Eucaristia,
não se descuidem da Confissão, encontrem tempo para rezar,
rezem diariamente pelo menos um Terço do Rosário. A todos
vocês, prometo minhas orações e bênção.
Desejo rezar, de forma especial, pelos franciscanos, porque tudo quanto
acontece aqui é grandioso e os franciscanos possuem uma grande responsabilidade.
Estou consciente de todos os seus sofrimentos e dificuldades, mas perseverem
no bem. Dom Donald Montrose, Bispo de Stockton, Estados Unidos
Press Bulletin
Páscoa e Divina Misericórdia
Por ocasião das festas pascais, peregrinos de diversos países
visitaram Mediugórie. Como ondas do mar, chegavam ao pé da
Cruz do Krizevac, antes de cantar alegremente a Ressurreição.
Muitos peregrinos foram também a Mediugórie para a
novena da Divina Misericórdia, que iniciou-se na Sexta-Feira Santa,
conforme as instruções recebidas de Jesus por Irmã
Faustina. As promessas de Jesus são impressionantes: "Desejo que,
durante esses 9 dias, você traga almas à fonte de Minha Misericórdia,
para que possam haurir dEla força e alívio e todas as graças
de que necessitam nas dificuldades da vida, principalmente na hora da morte.
Cada dia, você trará um diferente grupo de almas para mergulhá-las
no oceano de Minha Misericórdia, trazendo todas elas para a casa
de Meu Pai." (Diário, § 1209). Naquele dia (Domingo da Divina
Misericórdia - 1º Domingo após a Páscoa), as
profundezas de Minha terna Misericórdia são abertas... As
almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão obterão
o completo perdão dos pecados e remissão de suas penas."
(§ 699)
Jesus, eu confio em Vós!
Pertencente à Comunidade das Bem-Aventuranças, Clotilde testemunha: "Na Sexta-feira Santa, no caminho de volta do Krizevac, após rezar a Via-Sacra, Chris e eu éramos os "anjos da guarda" de Aude, uma jovem deficiente. Vendo a grande descida de volta, Aude demostrava grande desânimo. Percebendo-a imóvel por causa do medo, Chris parou um pouco para que Aude respirasse e se acalmasse. Pediu-lhe para repetir: "Jesus, eu confio em Vós." Aude obedeceu, hesitante no início, mas, aos poucos, com mais confiança. Chris então pediu-lhe que repetisse: "Jesus, entrego-Lhe o meu medo." Somente após três tentativas, Aude conseguiu repetir a frase inteira. Chris, então, disse: "Vamos continuar a descida, seu medo acabou, já que você o entregou a Jesus!" Durante toda a descida, a cada obstáculo que surgia, Aude rezava: "Jesus, eu confio em Vós!". Ela venceu todas as dificuldades com passo firme. Uma vez, quase perdeu o equilíbrio, mas novamente repetiu: "Jesus, eu confio em Vós!" Ao chegar ao sopé da montanha, em frente à Estação em que Jesus é condenado à morte, Aude disse: "Sou como Jesus. As pessoas zombam de mim e nada posso dizer. Apenas rezo!" Com a alegria de uma criança, sentia-se agradecida por ter sido a primeira do seu grupo a chegar.
Aparições na Colina
Após o retorno de Ivan dos Estados Unidos, reiniciaram as aparições na Colina, para alegria dos peregrinos.
Aparições a Vicka
Na aparição de 20.4.98, Nossa Senhora pediu a Vicka
um grande sacrifício: Ela não lhe apareceria durante 45 dias,
até 6 de junho. Esta é a 4ª vez que ocorre interrupção
das aparições a Vicka. Já em 1980, quando ela se encontrava
muito doente, não teve as aparições durante 50 dias.
Em 2 outras ocasiões, ela também deixou de ver Nossa Senhora
por 20 e 30 dias.
Qual a razão para isso? De acordo com Vicka, Nossa Senhora
oferece-lhe, dessa maneira, a oportunidade de uma renúncia espiritual
e sacrifício que ela, de boa vontade, aceita. "Desde que a Gospa
me pede isso, eu o aceito", disse. Vicka afirma que é uma interrupção
temporária das aparições. Além disso, nenhum
dos videntes sabe ainda quando vão terminar as aparições
diárias.
De acordo com Vicka, os outros 5 videntes nunca experimentaram semelhantes
interrupções das aparições.
Pescoço à forca
Quem me convenceu dessas aparições foi Frei Iozo. Ali
está uma testemunha verdadeira, de acordo com as palavras de Pascal:
"Eu acredito nas testemunhas que expõem seus pescoços à
forca". Frei Iozo foi preso e torturado. E quem estaria disposto a dar
sua vida por algo que não existe? Também estou muito impressionado
com a qualidade dos padres desta paróquia e com o fervor dos fiéis.
A Missa vespertina é um Pentecostes vivo, que se repete a cada dia!...
Sinto que Maria nos atrai a Mediugórie, inspirando-nos confiança.
As pessoas têm necessidade de uma Mãe e aqui A encontram,
de uma maneira toda especial.
Dom Gerard Dionne, bispo aposentado de Edmundston, New Brunswick,
Canadá, em visita a Mediugórie.
Videntes fazem exames
Nos dias 22 e 23.4.98, os videntes Ivan, Vicka e Maria Pavlovic foram
a uma cidade próxima a Como, Itália, para se submeterem a
novos exames. Como Iákov estava em Mônaco, participando de
alguns encontros sobre Mediugórie, não pôde juntar-se
aos demais. Usando aparelhos sofisticados, os exames foram realizados por
uma equipe médica composta de 11 especialistas, sob a direção
do Dr. Orghadi. Tudo parece estar satisfatório, mas nenhum resultado
pode ser publicado agora, porque os estudos ainda não terminaram.
Com humor, Maria Pavlovic diz: "Nós, videntes, somos os únicos
na vila a possuir certificados médicos provando que somos normais!".
Irmã Emmanuel
A cruz do Papa
Um homem curvo pela enorme atividade, sob o peso de anos que já
pesam, pelas intervenções cirúrgicas a que foi submetido,
pelos sofrimentos morais e físicos de cada dia, com força
de vontade quase sobre-humana. Para servir à Igreja e ao homem,
ele enfrenta viagens extenuantes para encontrar-se com multidões
e pessoas importantes. Deixando os 15ºC de Roma, enfrenta os 50ºC
da Nigéria. Vê-lo molhado de suor, sob o peso dos paramentos,
celebrar uma compridíssima Santa Missa, ler discursos e falar sem
ceder ao cansaço, sem esquivar-se do imenso trabalho, é como
ver o Rosto do Cristo sofredor que avança pelo Caminho do Calvário,
exclusivamente com o objetivo e o desejo de fazer a Vontade do Pai, até
à consumação.
Assim segue o Papa seu caminho de sofrimento e de empreendimentos
de todos os dias, sem vacilar, sempre pronto e preparado para todos os
compromissos com as multidões, com assembléias litúrgicas,
às vezes, intermináveis, e com os encontros individuais.
Confrontando sua cruz com nossas pequenas dores que não conseguimos
tolerar, compreenderemos o que significa doar-se até ao extremo
por causa do Evangelho. Mas o Senhor lhe conserva uma prodigiosa lucidez
de mente, presença de espírito e força moral, sem
que nada lhe falte para enfrentar, a cada dia, sua grande missão.
E o seu pontificado já se aproxima dos 20 anos (16.10.98).
Que não falte nossa oração por Ele!
COMPROMISSO DE ORAÇÃO PELO PAPA
O Santo Padre pediu aos fiéis na Polônia que se colocassem
de joelhos para levar a termo o que o Cardeal Wyszynyki profetizou a Seu
respeito: "Vós deveis introduzir a Igreja no Terceiro Milênio"
(Eco de Mediugórie 144). Dom Paolo Maria Hnilica, bispo titular
de Rusado, reforça esse pedido, solicitando uma novena de oração
do Terço, com as crian-ças, de 1º a 9 de cada mês,
durante to-do o ano de 1998 (Eco de Mediugórie 145).
As famílias que atenderem a este convite poderão escrever
para Servos da Rainha, informando o nome e idade de todos os participantes.
Suas cartas serão apresentadas a Nossa Senhora através de
um dos videntes de Mediugórie.
O Senhor me diz para caminhar
Na tarde de terça-feira, 17.3.98, logo após nossa chegada
da Bósnia, com um comboio de ajuda humanitária, durante a
S. Missa vespertina, percebemos que um jovem em cadeira de rodas começou
a gritar algo incompreensível e, por isso, foi levado para fora
do Santuário. No dia seguinte, tornamos a vê-lo na Comunidade
Cenáculo, durante a aparição extraordinária
a Miriana. Alguns do nosso grupo conversaram com ele. Dessa forma, soubemos
que se tratava de um jovem italiano, de 15 anos, chamado Andrea. Encontrava-se
em Mediugórie com os pais e com um grupinho de amigos. Parecia tratar-se
de um estado de convulsão muito grave, com movimentos desordenados
por todo o corpo, mãos encolhidas e rosto desfigurado, de forma
que até suas palavras saíam quase sempre de forma incompreensível.
No entanto, tinha gestos amigáveis, procurava falar e perguntava
às pessoas que estavam à sua volta como se chamavam. Era
impossível não notá-lo, pois naqueles dias, em Mediugórie,
somente ele era visto em cadeira de rodas.
Ainda no dia 18, logo no início da celebração
Eucarística, Andrea começou a gritar. O pai tinha-o tirado
da cadeira de rodas e, segurando-o pelo braço, fê-lo sentar-se
num banco do lado direito. A partir dali, gritando repetidamente uma frase
ainda incompreensível, e caminhando como uma criança em seus
primeiros passos, dirigiu-se para o altar, enquanto seu pai, pasmo e preocupado,
encontrava-se atrás dele, pronto para segurá-lo, caso viesse
a cair. O celebrante fez sinal para que saísse, porque, de fato,
perturbava. Então Andrea, sempre gritando, voltou-se e encaminhou-se
para a porta dos fundos, percorrendo todo o corredor central. Mas o que
gritava Andrea? Soubemos, depois, que repetia sempre as mesmas palavras:
"O Senhor me diz para caminhar!" Antes, porém, das 19h, enquanto
a Missa chegava ao fim, outros amigos do nosso grupo chegavam à
igreja e viram Andrea ainda na cadeira de rodas, cercado pelos pais e pelo
seu grupinho de amigos, na área à direita do Santuário.
Havia no grupo um certa agitação. Alguém convidou
Andrea a descer da cadeira e caminhar. Ele começou a caminhar e
repetia, agora de maneira clara: "O Senhor me diz para caminhar!" O rosto
e as mãos agora estavam normais, descontraídos, sem as contrações
de antes. Alguém à sua frente controlava seus passos ainda
incertos, semelhantes aos de uma criança de um ano. Percorreu todo
o espaço diante do Santuário, passando da direita para a
esquerda, rumo aos confessionários, passando também até
pela mureta de grades. O pai chorava convulsivamente no ombro de outro
senhor. A mãe também chorava descontroladamente. Nossa amiga
Lori perguntou à mãe se Andrea já tinha caminhado
antes. "Não, senhora. Começou há poucos instantes
na igreja. Perturbava e não sabíamos o que dizia, por isso
saímos..." Todos choravam! Todos dominados por uma comoção
incontrolável.
Andrea também chorava e estava agitado. Começava,
talvez, a perceber que sua vida mudava porque foi tocado por um acontecimento
extraordinário, transformante, vindo de um Amor superior.
Enquanto aquele jovem e seu grupo se dirigiam à pensão,
nosso grupo, profundamente tocado, testemunha "ocular" deste acontecimento
assim tão forte, elevou a Deus um hino de ação de
graças: "Louvores e glória a Ti, Senhor Jesus! Graças
infinitas a Ti, Maria, Medianeira de todas as graças e, portanto,
Medianeira também deste milagre!" Alberto Bonifácio
Frei Tomislav responde...
"Vidas doadas" na simplicidade e familiaridade com Deus.
Pergunta: Frei Tomislav, o senhor esteve em Mediugórie, quase
desde o início das aparições. O que nos pode dizer
de sua experiência?
Resposta: Diria que minha experiência é esta: diante
de qualquer sinal divino devemos procurar Deus seriamente. Porém,
não um Deus nebuloso, mas o Deus revelado, Deus Pai que se manifesta
no Espírito Santo por meio do Filho. Procurar a comunhão
com todas as criaturas, em comunhão com Deus, significa viver a
comunhão com a Igreja universal: com os Santos, com os Anjos, com
as almas do Purgatório e com a Igreja peregrina aqui da terra. Neste
quadro de comunhão com Deus, podemos ver tudo quanto Deus coloca
à disposição do homem como instrumento de Graça.
Nestes tempos, Deus nos deu sua Mãe de uma maneira toda particular.
Nesta abertura a Deus, todas as coisas tornam-se claras e não se
pode mais permanecer na escuridão, porque o próprio Deus
se revela.
P.: Por que o senhor faz referência a um Deus nebuloso?
R.: Utilizo como palavra-chave, pelo menos percebo-o assim. Muitíssimas
pessoas procuram Deus, mas, ao mesmo tempo, não desejam abrir mão
do egocentrismo, do egoísmo. Tais pessoas buscam um Deus nebuloso,
que satisfaz seus prazeres, seus caprichos, um Deus que ilude... e não
desejam ver Deus da forma como Ele é, como se revela: Deus Eterno.
A busca desse Deus nebuloso abre a estrada a muitas heresias e leva a buscar
Deus em movimentos fora da Igreja, nos métodos, nas técnicas,
em meditações específicas. É uma busca de Deus
que termina sempre com o encontro de um ídolo. Todos nós
somos chamados a procurar o Deus revelado e permitir que Ele se revele
em nós e através de nós.
P.: Partindo desta experiência, o senhor formou uma Comunidade
de irmãs e irmãos que vivem recolhidos no convento, e também
grupos consagrados (as irmandades). Guia-os e ensina-lhes a estrada que
o Senhor lhe tem mostrado...
R.: Esta pergunta toca-me de maneira particular, principalmente
quando diz: "ensina-lhes...". O meu propósito inicial era o de viver
o mistério de Deus, alargar o espaço e o tempo na minha vida
para mergulhar sempre mais na experiência de Deus. Este era o meu
desejo. Ensinar aos outros veio como necessidade de compartilhar a experiência
de Deus e basta. Daqui nascem e se desenvolvem as Comunidades e as Irmandades
de leigos...
P.: Alguém, porém, diz que muitos jovens que entram
nas Comunidades, ou nos grupos religiosos são pessoas frustradas
que buscam um refúgio na religião.
R.: A palavra frustrado é muito comprometedora... Nesta palavra
vejo uma parte muito delicada, tanto para quem é frustrado e procura
Deus, quanto para quem acolhe a pessoa frustrada. Se a pessoa frustrada
não faz a experiência de encontrar um grande "Vós",
Deus, através da comunhão de irmãos e irmãs,
facilmente essa pessoa se fecha em sua frustração e procura
Deus como antídoto ao seu infantilismo e à sua imaturidade.
Por seu turno, quem acolhe um jovem frustrado tem a obrigação
de conduzi-lo a Deus, ao grande interlocutor, onde a pessoa tem a possibilidade
de abrir-se à plena vida, à vida eterna. Jesus amou e ama,
de maneira infinita, a ninguém ilude: Ele leva ao Pai, à
plenitude, e não permite que nenhuma doença permaneça
em quem procura alcançar essa plenitude. Aqui está a responsabilidade
de todos nós que acolhemos jovens que sentem a vocação.
P.: Para a sua comunidade, o senhor escolheu uma vida radical, a
vida contemplativa.
R.: As definições "radical" e "contemplativa", mesmo
sendo claras, podem, também, ser ambíguas. Diria que escolhemos
um caminho gradual para a plenitude. Procuramos tocar o fundo e o ápice
da plenitude, tocar a dor, a morte, e encontrar ali a vida (porque a vida
eterna inicia-se na dor, na morte), para, depois, ressuscitar essa alma
e conduzi-la ao ápice. A própria Igreja, depois do Concílio,
definiu a Eucaristia como fonte e ápice... De nossa parte, nada
há de rigoroso, inibidor, mas apenas um desenvolvimento que respeita
as etapas de cada um, que permite queimar todas as marcas do pecado nas
almas, para, em seguida, conduzir as pessoas a desabrochar-se à
vida divina.
P.: Os conceitos apresentados pelo senhor "vida ofertada", "amor
sacrificado", às vezes atemorizam... e são um obstáculo
a uma resposta livre ao chamado das "almas ofertadas".
R.: Mas é verdade, também, que a palavra de Deus,
às vezes, é proposta de maneira pouco compreensível...
É preciso simplesmente esperar a resposta de Deus no próprio
coração, estar dispostos a receber esta resposta e caminhar
segundo as indicações do Senhor. A vida ofertada não
é mais do que amor, e amor puro que, contrariamente ao amor egoísta,
se doa, se oferece. O amor puro é estável, por isso se exprime
de forma mais expressiva na dor, nas injustiças, nas cruzes, na
morte, assim como Jesus nos mostra no sermão das Bem-Aventuranças.
Ofertar a vida completamente a Deus, com amor, significa entrar
em comunhão de vida. O amor permanente de Deus que se doa de forma
perfeita, e da criatura que se doa sem colocar obstáculos, é
amor doado, é a vida divina, é a vida eterna. E não
pode ser diferente.
P.: Pode dizer algo sobre a especificidade do seu método
formativo?
R.: Voltemos ao início do assunto; A característica
principal é a simplicidade. Viver o Evangelho com simplicidade,
familiarizar-se com a Virgem Maria, com os Santos, com os Anjos, com toda
a Igreja, com todas as criaturas. Familiarizar-se com o Amor de Deus que
é perfeito, mesmo num pecador. É preciso encontrá-lo,
vê-lo, adorá-lo, amá-lo... Porque o Amor não
é amado. Essa atitude das almas abre a possibilidade de Deus agir
dentro de nós, levando-nos além dos confins da nossa maneira
de compreender e querer. Por isso Deus nos conduz através de provações.
P.: Como o senhor vê o futuro da Igreja e da humanidade, de
forma especial na celebração do Jubileu? O que acha das diversas
previsões de catástrofes?
R.: Vejo o futuro muito belo. Somos chamados a contemplar Deus,
a Sua grandeza, a vida eterna: uma dimensão que podemos ver desde
agora, ainda na terra. Deus não é alguém que não
sabe resolver os problemas da fábrica, do escritório, da
escola. Deus é o bom Pai que tem Suas mãos sobre todas as
criaturas da humanidade. Mesmo quando nos permite provações,
sabemos que essas servem para a purificação, para essa grande
obra que Deus deseja realizar. Todas as profecias falam do triunfo de Deus
no final dos tempos, do triunfo do Coração Imaculado de Maria.
Devemos simplesmente abrir-nos e contemplar Deus, dessa forma poderemos
ver o nosso futuro com confiança, esperança, muita alegria
e amor.
P.: Estamos aqui na Colle Dom Bosco. O senhor observa uma certa
ligação entre o nosso tempo e o sonho em que Dom Bosco viu
duas colunas na Igreja, a Eucaristia e Maria?
R.: Obviamente! Maria, no momento da concepção de
Jesus, torna-se Esposa do Senhor, de maneira excelsa. Aos pés da
Cruz, Maria é Esposa sublime na profundeza do compartilhamento do
amor de Deus que sofre pela humanidade. Neste amor Eucarístico pascal
da Cruz, Maria é partícipe por excelência. Todos os
documentos que o Papa publicou durante o seu pontificado são uma
preparação, através da Virgem Maria, a este triênio
preparatório ao Jubileu. O coração do Jubileu são:
o Congresso Eucarístico, o ecumenismo e a celebração
da Santíssima Trindade.
P.: E para concluir?
R.: Oremos... Deus Pai, Vós nos criastes e nos conheceis
perfeitamente. Fazei com que Vos busquemos como Deus verdadeiro. Atraí-nos
com o vosso amor. Ó Deus, Espírito Santo, iluminai a nossa
mente, o nosso coração, descei sobre nós como descestes
sobre a Virgem Maria. Ela, por vosso meio, concebeu o Filho. Fazei com
que nossas almas concebam Jesus Cristo, sigam-nO e, por meio dEle, em Vós,
ofereçam-se ao Pai, em todas as provações.
Concedei que nossas almas entrem no cenáculo com Maria Santíssima
e permaneçam abertas a todos os dons do Espírito Santo. Ó
divino Espírito Santo, uni-nos a todas as criaturas, a Maria Santíssima,
aos Anjos, aos Santos, às almas que sofrem no Purgatório
e às pessoas que sofrem na terra, a fim de que todos possamos nos
sentir no amor de Deus. Ó Espírito Santo, descei sobre todos
os leitores deste jornal, a fim de que possam sentir a manifestação
de Deus Pai, de Deus Filho, no Espírito Santo. Amém.
Medjugorje Torino (jan-fev/98, n. 79)
Contribuições para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie devem
ser feitas através de depósito em nome de Servos da Rinha,
no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5. Para nosso controle, pedimos
que sempre nos informem os depósitos efetuados. As contribuições
também podem ser enviadas através de cheque nominativo a
Servos da Rainha, em carta registrada, ou através de Vale Postal.
Agradecemos a todos que, através do Eco, ajudam na divulgação
das mensagens da Rainha da Paz, dom de amor do Seu Imaculado Coração
à Igreja de nosso tempo.
25 de junho de 1998
17 anos de Aparições diárias
Queridos filhos: Acolham e vivam minhas mensagens seriamente, para que suas almas não caiam na tristeza quando Eu não estiver mais com vocês e quando não os guiar mais pela mão, como crianças em seu primeiros passos... Quando Eu não estiver com vocês, será importante recordarem-se das minhas palavras e de tudo o que lhes disse... No momento, filhinhos, vocês não compreendem esta graça, mas em breve chegará o tempo em que vocês lamentarão por estas mensagens...
Saída dos Próximos Grupos:
16/maio - Itália e Mediugórie;
6 e 13/jun - 17º Aniversário das Aparições
- Diversos programas, permitindo visitar também: Terra Santa e Santuários
da Itália, da França e de Portugal.
22/jul - Itália e Mediugórie - Festival de Jovens
e Aniversário de Nossa Senhora.