Mediugórie - Eco
147
Junho de 1998 - N. S. Rainha
da Paz
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.05.98
Queridos filhos! Hoje convido-os a se
prepararem, através da oração e do sacrifício,
para a vinda do Espírito Santo. Filhi-nhos, este é um tempo
de graça e, por isso, convido-os, novamen-te, a decidirem-se por
Deus-Criador. Permitam-Lhe que os transforme e os mude. Que o co-ração
de vocês esteja pronto a escutar e a viver tudo aquilo que o Espírito
Santo tem em Seu projeto para cada um de vocês. Filhinhos, permitam
ao Espírito Santo conduzi-los pela estrada da verdade e da salvação
rumo à vida eterna. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Deixem-se transformar pelo
Espírito Santo
Esta mensagem aparece como uma preparação
para Pentecostes. É, tam-bém, uma orientação
prática para este tempo de graça, que abrange o Ano dedi-cado
ao Espírito Santo e, de maneira sin-gular, os 17 anos de aparições
diárias de Maria sobre a Terra. Deve-se notar que Nossa Senhora
não nos convida a pedir, mas a preparar a Vinda do Espírito,
por-que nesta festa Ele realmente vem. Toda festa é momento especial
de graça.
Aqui Nossa Senhora mostra a iniciati-va
do Espírito Santo, a Quem devemos sim-plesmente acolher com presteza,
como dom exclusivo de DEUS, permitin-do-Lhe operar em nosso íntimo.
É real-men-te Espirito Criador, como canta o hino de Pentecostes,
porque cria em nós no-vas disposições, um novo ser
espiritu-al, que pode dirigir-se a Deus chamando-O Pai (Rom 8,15), que
pensa como Deus (1Cor 2, 10.13), que ama como Deus (Rom 5,5), que produz
frutos divinos: "mi-se--ricórdia, bondade, humildade, doçura,
pa--ciência" (Col 3,12). Por isso, rezamos: "Criai em mim, ó
Deus, um coração puro".
Decidam-se por Deus-Criador, isto é,
decidam-se a deixar que Deus opere em vocês. Como? Através
da sua Pala-vra, dos sinais, das inspirações, das pes-soas,
dos acontecimentos. Porque Ele tem um projeto para cada um de vocês.
A insistência com que Maria convida: Permitam que o Espírito
Santo os transforme... e os conduza pela estra-da da verdade (cf. Jo 14,26)
é sinal que Ela vê a resistência que oferecemos à
sua obra, apegados que somos aos nos-sos programas de vida, até
mesmo espi-rituais, ou pior, aos nossos pecados ou maus hábitos.
Mas Ele deseja fazer em nós algo diferente: transformar-nos, como
fez com os Apóstolos que, depois de Pentecostes, deixavam surpresos
até mesmo os pertencentes ao Sinédrio pela sua segurança,
pois eram homens sem estudos e sem instrução (At 4, 13).
Não se pode imaginar a mudança e a cora-gem que o Espírito
Santo é capaz de operar no homem, Ele que projetou e deu ordem ao
universo, e de pobres criaturas tem feito santos. O mesmo pode operar também
em vocês, creiam, desde que seus corações estejam preparados.
Tudo está na maneira como nos dispo-mos, como os apóstolos
no Cenáculo, abrindo-nos à oração, no recolhimento,
fechando-nos na cela interior do coração, de que fala S.
Catarina, buscando no si-lêncio e presença de Deus.
De forma especial, devemos nos fe-char
ao espírito do mundo: vós estais no mundo, mas não
sois do mundo (Jo 17, 15-16). Quando se está em meio ao ba-rulho
ou distraído, o coração não pode escutar nem
viver o que o Espírito Santo inspira. Por isso, devemos fazer cortes
em nossos hábitos mundanos, em nossos relacionamentos humanos, no
palavrea-do, nas diversões, considerando-os des-prezíveis
diante da obra do Espírito. Por acaso não acreditamos que
Jesus deseja tornar-nos partícipes de sua alegria ple-na?
Sede, portanto, prudentes e vigiai na
oração, admoesta-nos São Pedro (1Pd 4, 7). A temperança
requer sacrifícios que transformam o coração para
dar lugar ao Espírito Santo. Sejamos dóceis às vo-zes
interiores com que o Espírito nos convida a acolher seus projetos
e fa-zer-nos seguir, mesmo sem perceber, seus caminhos de salvação
rumo à vida eterna.
Sabemos como o Espírito age onde
encontra presente sua Esposa, Ele, que nEla, encontra Deus. Devemos vivenciar
Maria e permitir que o Espírito realize em nós seu projeto
(S. Luís Maria de Mon-tfort) d. Angelo
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Pentecostes
Para a festa de Pentecostes, che-gou a
Mediugórie um grande número de peregrinos, provenientes do
mundo inteiro. Os poloneses e os franceses encontravam-se em maior número.
Havia também grupos do Brasil, Ar-gentina, Canadá, Estados
Unidos, Austrália, Filipinas, Hungria, Romênia, Inglaterra,
Itália, Bélgica e Ucrânia.
Houve vigília, com adoração
ao San-tíssimo Sacramento até à meia-noite.
Convite à perseverança
As estatísticas de que dispomos
demonstram que, depois dos anos de guerra, os peregrinos voltam a Mediu-górie
em número cada vez maior. Os primeiros meses de 1998 confirmam e
evidenciam que a quantidade de pere-grinos está crescendo sempre
mais, al-cançando os níveis de 1990, ano de maior afluxo.
Não obstante as dificul-dades, o Santuário segue sua vida
normal. A todos nós, à paróquia, aos videntes, aos
peregrinos, aos organiza-dores de peregrinações, aos sacerdotes
que trabalham no Santuário e aos que acompanham os peregrinos, algo
de concreto se nos impõe. Isto de forma alguma é novidade,
mas deve ser feito de maneira plenamente conscienciosa e sincera.
Nossa Senhora, falando-nos e con-vidando-nos
a uma vida cristã, coloca Deus em primeiro lugar e deseja que façamos
o mesmo. Ela nos oferece o Seu auxílio e convida-nos a seguir pela
estrada da reconciliação, da oração, do jejum
e da conversão. O ponto central de todas as Suas mensagens é
o Evangelho do seu Filho. Jesus Cristo é o centro. Por isso, as
mensagens con-vidam-nos a optar por Deus, a adorar seu Filho, a ler as
Sagradas Escrituras, a rezar diante da Cruz, a celebrar a Eucaristia. Nossa
Senhora chama nos-sa atenção não sobre Si própria,
mas sobre Jesus Cristo.
Esta moral de fé obriga todos nós
a ouvir bem o ensinamento religioso de Maria, a olhar para situações
concretas e não permitir que acontecimentos me-nos importantes ou
secundários assu-mam um significado fundamental. Convido todos os
amigos, e aqueles que veneram a Rainha da Paz, a per-severarem, com humildade,
no serviço do Reino de Deus nos anos vindouros. Somente neste serviço
poderão ser re-alizados os desejos de Nossa Senhora.
Frei Ivan Landeka -Pároco de Mediu-górie
Aqui algo de especial acontece
Foram os padres franciscanos que trabalham
na minha Diocese em Ontá-rio os primeiros a me falarem sobre Mediugórie.
Nos últimos dezessete anos, tenho ouvido falar, e não so-mente
deles, que Nossa Senhora apa-rece aqui todos os dias. Para mim era uma
descoberta surpreendente, mas não sabia se dava crédito ou
não, pois estes acontecimentos ainda não foram reconhecidos
oficialmente.
Neste ano, celebro o qüinquagésimo
aniversário da minha ordenação sacer-dotal. Um grupo
de peregrinos que vi-nha a Mediugórie pediu-me para acompanhá-lo
nesta viagem. Para mim foi um belo presente, pois há tempos desejava
constatar com os meus pró-prios olhos o que acorre aqui.
Tudo que vi durante a minha per-manência
em Mediugórie tocou-me profundamente. É difícil encontrar
algo semelhante em qualquer outra parte. Impressionaram-me profundamente
a fé das pessoas deste lugar, a participa-ção na Santa
Missa e o espírito de sa-crifício. Vi grandes multidões
subirem os montes de difícil acesso, confessa-rem-se e rezarem.
Chegavam de todas as partes do mundo. É difícil, portanto,
chegar à conclusão de que tudo isto acontece por acaso, que
Mediugórie seja um lugar normal onde nada acon-tece. Penso que somente
a fé pode trazer aqui essas pessoas, uma fé que se torna
algo concreto. Tudo isso pode ser comparado a Lourdes ou Fátima.
Naturalmente não posso exprimir um juízo definitivo, pois
isto compete so-mente ao bispo local. Todavia, em base dos frutos que vejo,
posso dizer seriamente que algo de especial acon-tece neste lugar. Não
são os francisca-nos que atraem as pessoas. Na minha paróquia
também há franciscanos, mas ali nada acontece de especial.
É Deus Quem conduz essas pessoas até aqui.
Com freqüência, tenho falado
com pessoas que vieram a Mediugórie. Al-gumas já vieram até
mais vezes, não obstante a longa e dispendiosa viagem. Essas pessoas
têm testemunhado sua fé com um renovado ardor. Deus, em seus
corações e nos corações dos ou-tros, por meio
de sua Mãe, faz brotar uma nova esperança. Acredito que Nossa
Senhora verdadeiramente apa-rece aqui. De outra forma, não saberia
explicar o fenômeno que se vive neste vilarejo. Não é
possível que seja ação de satanás, porque aqui
as pessoas re-zam. Igualmente, não pode ser uma trapaça.
Pode-se enganar as pessoas por pouco tempo, não milhões de
pes-soas durante dezessete anos. É justa-mente pelos frutos que
acredito que neste lugar algo de especial acontece. Não pode haver
frutos assim tão bons em uma árvore má.
Observando a vida litúrgica de
Me-diugórie, nada vejo de estranho. Esta é a vida normal
de todos os dias da Igreja. Celebra-se a Missa como em todas as partes.
Ontem à noite tivemos adoração ao Santíssimo
Sacramento do Altar. Tudo foi muito simples: pou-cas palavras, alguns cânticos,
justa-mente como a Igreja deseja. As pesso-as sentem-se dispostas a passar
horas ajoelhadas. Também nós fazemos o mesmo em nossas igrejas,
mas as pessoas não vão assim em tão grande número.
Por quê? Não poderia respon-der sem dizer que aqui Deus se
encon-tra presente de forma especial.
Gostaria que a Paróquia de Mediu-górie
continuasse ainda dando teste-munho da sua fé por meio da oração
e do jejum. Se ela estiver disposta a res-ponder ao convite de Maria, será
tam-bém mais fácil para nós que chegamos aqui de todas
as partes do mundo. Sua responsabilidade é realmente muito grande.
Espero que esteja à altura e permaneça simples como agora.
Mui-tos peregrinos que vêm aqui levam em seus corações
a lembrança da fé e da hospitalidade que conheceram na Pa-róquia
de Mediugórie. É uma grande honra para esta Paróquia
que Nossa Senhora a visite de forma especial e lhe fale em língua
croata. Espero que essa Paróquia e todo o povo croata jamais perca
de vista o que acontece aqui. Mediugórie, abril de 1998
Dom Gerard Dinon, Bispo do Canadá.
Press Bulletin
Isso parte o meu coração!
A pequena Roxanne, de 6 anos e meio, passou
a semana da Páscoa em Mediugórie com um grupo de crianças
trazidas pela irmã Sabine, da nossa Comunidade. Um dia, a Irmã
contou a Roxanne a história de Nossa Senhora de Fátima. A
criança, vendo a estampa em que Maria mostra seu Coração
cer-cado de espinhos, ficou impressionada e chorou de pena: "Oh, não!
Isso parte o meu coração!" Quando ela voltou para a pensão
naquela noite, sua mãe, sem saber que naquela manhã a filha
ouvira a história, deu-lhe de presente o livro de Fátima
com a fita cassete. O resto da semana Roxanne passou ou-vindo a fita e,
no final, disse a irmã Sa-bine: "Não quero que Nossa Senhora
tenha mais espinhos em seu Coração. Vou fazer sacrifícios
para tirá-los dEla!"
Meu sacerdócio nasceu
em Mediugórie!
Enviado a Mediugórie para provar
que Nossa Senhora não aparece ali, Frei Salvador, sacerdote mexicano,
pensava que, através de declarações negativas, poderia
apagar o entusias-mo dos mexicanos por aquele Santuá-rio. Mas não
previra o amor maternal com que Maria tomaria conta dele, aproveitando-se
dessa sua missão "anti-Gospa". Logo que chegou a Me-diugórie,
Frei Salvador viu-se obrigado a admitir que tudo que encontrara eram provas
e mais provas de que a Mãe de Deus estava realmente presente, tra-balhando
nos corações com uma força jamais observada antes.
Em poucos dias, o sacerdote estava profunda-mente transformado, a ponto
de dizer: "Meu sacerdócio nasceu em Mediugó-rie!"
Uma vez de volta ao México, deu
um testemunho muito positivo, surpre-endendo a igreja local. Quando soube
que ele desejava implantar em sua pa-róquia um programa diário
de oração, semelhante ao da Igreja de São Tiago em
Mediugórie, o seu bispo disse: "Boa sorte!". Agora, para admiração
de to-dos, sua grande igreja realmente ga-nhou vida e está sempre
cheia, é até muito pequena para acolher a todos que chegam
para rezar. As Santas Missas são celebradas uma após a ou-tra,
a cada hora, mesmo durante a se-mana. Observe-se que sua paróquia
é grande e possui apenas 2 sacerdotes! Em sua mais recente peregrinação
deste ano, rezava diante da imagem de Nossa Senhora, em Tihálina.
Enquanto confiava sua paróquia às mãos de Ma-ria,
dizia-Lhe: "Quero-A em minha igreja! Desejo uma imagem igual a essa! A
Senhora sabe, não tenho di-nheiro nem sei onde adquiri-la. Por isso,
Mãe, o problema é da SENHORA!"
Dois meses mais tarde, no dia 1º
de maio, um caminhão veio fazer uma entrega... Era uma imagem de
Nossa Senhora, igualzinha à de Tihálina! O que aconteceu
foi o seguinte: enquanto Frei Salvador rezava em silêncio, uma senhora
teve, em seu coração, a gran-de inspiração
de oferecer uma imagem igual àquela a sua igreja no México.
Ela tinha o dinheiro e sabia onde en-contrá-la. E eis que chega
a Gospa, fa-zendo Sua entrada para iniciar o mês de Maria!
Dentre muitas outras bênçãos,
muitas vocações para o sacerdócio já começaram
a florescer naquele novo oásis de paz. Irmã Emmanuel
Oásis da Paz
A segunda casa da Comunidade mariana "Oásis
da Paz", no Brasil, foi aberta em João Pessoa (PB), no início
de maio/98. Além do seu fundador, Pe. Gianni Sgreva, esteve presente
tam-bém Pe. Slavko, de Mediugórie. Após permanecer
alguns dias na casa da Comunidade, em Quixadá (CE), Pe. Slavko retornou
à Itália, passando por Recife.
Procurar a face do Senhor
Iélena Vasili aos peregrinos italia-nos,
em 2 janeiro de 1998. Anotações de Alberto Bonifácio.
... A minha experiência é
diferente daquela dos outros videntes. Eu não tenho aparições
como os outros seis videntes. No entanto, neste tipo de ex-periência
pode-se falar também de vi-são, de uma certa forma. Mais
do que tudo, é o dom de uma presença forte de Nossa Senhora
durante a oração... Diríamos que é uma experiência
do coração, porque não é apenas uma idéia
ou um pensamento que vem à nossa mente, mas verdadeiramente uma
pessoa.
Como para encontrar o outro é pre-ciso
sempre usar o coração, de outra forma o encontro permanece
muito su-perficial, assim também acontece com relação
a Deus, com esta experiência na oração. O coração,
verdadeira-mente, é envolvido e, assim, podemos falar de uma locução
interior.
Essa experiência iniciou-se um ano
e meio depois do início das aparições. Primeiramente
apareceu um Anjo e, depois, Maria. A experiência com o Anjo vejo-a
agora como uma prepara-ção para o que veio depois, até
porque as primeiras palavras do Anjo me pare-cem agora muito significativas:
primei-ramente pediu-me a confissão, por-tanto, uma pureza do coração
para conseguir ver.
Penso que o primeiro passo para uma vida
cristã seja pedir perdão. Em seguida, Nossa Senhora nos ensinaria
também a rezar. Quando nos coloca-mos diante de Deus, devemos pedir
perdão, pedir misericórdia, primeiro passo rumo à
conversão. Depois, du-rante uns quinze dias, ouvi também
Nossa Senhora e, algumas vezes, também Jesus.
Outra menina, Mariana, juntou-se ao grupo
de oração e também teve essa experiência a partir
de março de 1983. No início, ela dizia sentir apenas a presença
de Maria, mas, em outubro do mesmo ano, também ela começou
a receber mensagens. Penso que é mais ou menos esta a nossa missão:
receber essas iluminações, inspirações e, de-pois,
transmiti-las ao grupo de oração que Nossa Senhora nos pediu
para formar aqui na Paróquia. Éramos uns sessenta jovens
e, juntos, procuramos aprofundar e vivenciar as mensagens que Nossa Senhora
dava aos videntes, pois essas tinham o mesmo teor da-quelas que recebíamos
no grupo. De uma forma especial, foi um caminho de oração.
Nossa Senhora sempre coloca a oração em primeiro lugar, porque
a nossa vida cristã recebe sua força através deste
encontro com Deus. As-sim, se não houver esse encontro com Ele,
torna-se muito difícil falar de vida espiritual; porque isso não
é um traba-lho nosso. Penso que logo descobrimos que em nossa vida
cristã pouco pode-mos fazer, pois é a graça divina
que nos conduz.
É por isso que Nossa Senhora nos
leva à oração, para que a oração se
torne, de fato, uma fonte de graça para o caminho. Leva-nos aos
sacramen-tos, porque, somente através da graça, podemos nos
aperfeiçoar. A Confissão e a Eucaristia tornam-se o centro
de nossa vida cristã. Nossa Senhora tem falado de diferentes tipos
de oração. Falou muitíssimo do Rosário. Esta
oração é sempre pedida, mesmo de-pois de muitos anos.
Parece-me que Nossa Senhora a pede porque o Rosá-rio traz um grande
benefício à nossa espiritualidade. Se somos convidados a
imitar a Cristo, se somos chamados a nos tornarmos como Ele, nada há
de melhor do que o Rosário.
O Rosário é como uma mini-catequese
de toda a nossa fé, porque todos os mistérios da fé
são meditados e vivenciados através do Rosário. Re-zar
o Rosário, penso, faz-nos tornar como Maria, que, como nos lembra
o evangelista, "conservava todas estas palavras, meditando-as no seu Cora-ção"
(Lc 2,19). Penso que também nós, da mesma forma, somos chamados
a conservar estes mistérios em nossos corações através
do Rosário.
Nossa Senhora disse que devemos procurar
duas coisas. Em primeiro lugar, devemos buscar a face do Se-nhor. Muitas
vezes, há o perigo de procurarmos a nós mesmos, de querer
até mesmo coisas boas, justas, porém não percebemos
que alguém está ao nosso lado. Por isso, Nossa Senhora nos
pede para levantarmos o olhar, descobrir Cristo na oração.
Dessa for-ma, a oração deve ser cristocêntrica. O segundo
passo, porém, é procurar a vontade do Senhor. Depois do en-contro
com Deus, torna-se natural per-guntar-nos: o que desejais de mim, Se-nhor?
Além do Rosário, Nossa Senhora insiste muito no silêncio,
que é uma escuta, um certo momento de passivi-dade, que nos tornará
verdadeiramente um dom para o outro, disponíveis a ouvi-lo. Penso
que é algo realmente difícil na experiência humana,
porque somos propensos a sermos protago-nistas. Penso, contudo, que a oração
de escuta nos ensina adorar, compre-ender quem é o verdadeiro Autor
da vida.
A penitência acompanha sempre este
caminho de oração e torna-se também a oração
do corpo. É um ter-mo que quase não se encontra na ter-minologia
moderna. Não somos habi-tuados a fazer penitência porque pen-samos
que já sofremos muito. Porém, parece que a penitência,
principal-mente no momento da preguiça, no momento de um sono espiritual,
é jus-tamente aquela que nos sacode, que nos permite novamente tomar
fôlego e continuar. Dessa forma, Nossa Senho-ra aqui insiste muito
no jejum, princi-palmente aquele a pão e água. Acho que também
este tem um grande signi-ficado: viver com este pão material tor-na-se,
em um certo sentido, a espera daquele Pão verdadeiro que recebe-mos
na Eucaristia. Por isso, uma inter-pretação eucarística
desta forma de jejum me parece a mais correta.
Síntese de algumas
respostas às perguntas feitas pelos peregrinos
Conheço pouco os grupos de Roma,
pois os estudos que faço ali não me permitem muito tempo
livre. Reúno-me com um grupo de amigos para rezar o Rosário.
A espiritualidade de Mediugórie
não é um movimento. E aí está a sua bele-za.
Não sendo um movimento particu-lar, todos podem dele participar.
Agra-da-me muito a universalidade da Igreja e, dessa forma, não
me sinto aqui em um movimento definido como tal. Per-tenço a Mediugórie.
Talvez seja esta a nossa espiritualidade, a espiritualidade mariana.
É no silêncio e na oração
que sinto a presença física de Maria, mas isto não
é programado. Quando somos crianças, pedimos sempre: "Mamãe,
dá isso, dá-me aquilo". Porém, uma vez amadureci-dos,
encontramo-nos na presença do Se-nhor, prontos a acolher aquilo
que Ele nos oferece. Mas é preciso o silêncio e a oração
contínua para não perder esta presença que nos acompanha
no cora-ção. Para se possuir sempre essa pre-sença,
é preciso nutrir este tipo de expe-riência, essa oração
contínua, com mo-mentos fixos de oração, porque mesmo
se há uma presença que nos acompanha (a de Deus), essa, se
não for cultivada, desaparece. Por isso, precisamos rezar em momentos
prefixados.
Com relação a grupos de
oração, nunca elaborei um trabalho baseado no que vivenciei.
Diria somente que o grupo de oração me parece uma experiência
quase inevitável para um crescimento espiritual. Não é
possível imaginar um caminho solitário com o Senhor. Deus
nos chama a uma comunhão com os ou-tros. Dessa forma, somos sempre
cha-mados a estar em um grupo de oração. Este poderá
ser a família. Aliás, a família deveria ser o primeiro
grupo de oração, ali onde nos é oferecida a primeira
espi-ritualidade. Depois, a nível de paróquia, porque esta
é a nossa Igreja imediata, existindo na paróquia diferentes
grupos. Falo apenas da necessidade. A maneira, no entanto, depende do tipo
de espiritua-lidade que possuem.
O Rosário é sempre muito
útil e tam-bém as orações espontâneas.
A leitura da Bíblia é importante porque a nossa oração
não deve ser arbitrária, mas deve possuir um conteúdo
preciso, que nos foi revelado, não como nas religiões orien-tais
onde a mente pode sempre vagar. Devemos apoiar-nos no Evangelho. Em seguida,
precisamos ter um momento para trocar as nossas experiências, para
encorajar-nos mutuamente no caminho espiritual que é uma comunhão
em Cris-to, mas também uma verdadeira comu-nhão entre nós.
Não é muito difícil
discernir quem nos fala durante a locução interior. A pre--sença
de Deus sempre nos traz mui--ta paz e calma, sentido de liberda-de e de
plenitude. A presença do inimi-go, pelo contrário, traz angústia
e trevas.
Atualmente, ainda tenho locuções
interiores, porém não mais tão fre-qüentes como
no início.
Com relação aos meus estudos,
de-sejei levar esta experiência espiritual tam-bém para o
nível intelectual, porque o in-telecto faz parte integrante da nossa
pes-soa humana. Antes, diria, se começa-rem um caminho, procurem
interessar-se um pouco por aquilo que diz a Igreja, o Ma-gistério,
pois temos necessidade de uma orientação. Não somos
auto-su-ficientes, e Cristo não nos quis assim. É claro que
Deus desejou uma Igreja, uma hierarquia, um Papa. É belíssimo
introdu-zir essa experiência na experiência de toda a Igreja,
porque todos estes dons são para o crescimento da Igreja. Enfim,
estar em Roma é algo especial, porque ali se encontra o coração
da Igreja.
Nos grupos de oração, a
orientação de um sacerdote é extremamente im-portante.
As pessoas têm necessidade de uma orientação, ainda
que neste mundo todos clamem por "liberdade e indepen-dência". Quando
faltam orientadores, prendemo-nos a muitas coisas erradas. Há necessidade
de quem nos leve adi-ante, principalmente os jovens. É neces-sário
haver alguém que consiga oferecer um pouco de luz. Não digo
que ele deva caminhar por você, pois isto seria negati-vo. Nossa
Senhora em Mediugórie sem-pre tem pedido um diretor espiritual para
o grupo.
Ajoelhe-se e confesse-se!
Numa tarde de outubro de 1886, Charles
de Foucauld, elegante oficial que retornava da África, apresentou-se
ao Padre Huvelin, em Paris:
"Padre, não tenho fé. Peço-lhe
que me oriente."
Padre Huvelin olhando-o, disse: "Ajoelhe-se.
Confesse-se a Deus. Creia."
"Mas eu não vim para isto!"
"Confesse-se."
Ele ajoelhou-se e confessou toda a sua
vida. Assim também fazia o Santo Cura d´Ars com aqueles que
se apre-sentavam a Ele para contar suas crises de consciência.
Quando o abade via o penitente le-vantar-se
absolvido, perguntava: "Você está em jejum?" "Sim". "Então
venha comungar!"
Assim Charles de Foucauld fez a sua ´segunda
primeira Comunhão´.
Deus o havia atraído e feito cativo.
A partir daí, a vida do ex-oficial seria intei-ramente incendiada
pelo Senhor. Desco-briria, depois, que sua vocação era o
de-serto.
Construiria um eremitério no centro
da Argélia, e ali passaria a vida em penitên-cia e oração
pela conversão do mundo muçulmano. Morreria assassinado du-rante
uma revolta em Tamanrasset.
Durante vinte e sete anos, não
dormiu sequer uma noite na cama. Dormia numa esteira no chão, num
caixão, no assoalho da igreja.
Numa manhã, um oficial dos Caçado-res
da África, amigo seu, tendo-se le-vantado bem cedo para ir ao eremitério,
encontrou-o deitado ao abrigo de um muro inacabado.
"Mas o que é isso? Não dorme
mais na capela?"
"Não" - respondeu. _
"Mas me disse que estava tão bem
lá!"
"É justamente por isso que me mudei."
Pouco tempo depois, escolhia a sa-cristia
para dormir. Era tão apertada que não dava para se estender.
A quem ten-tava notar a descomodidade, respondia:
"Jesus, na Cruz, não estava estendi-do."
"Perdoa-me se o deixo sozinho - dis-se-lhe
um dia um sacerdote que devia ausentar-se."
"Oh! eu nunca fico só."
Algumas palavras suas demonstram a grandeza
espiritual verdadeiramente ci-clópica e têm a medida da sua
incandes-cência interior: "Viver cada minuto como se tivesse que
morrer como mártir esta noite."
O Papa: "O confessor não
é um psicoterapeuta"
Em diversas circunstâncias, o Papa
falou com veemência sobre a Confissão e, no passado, Ele mesmo
ia a S. Pedro atender confissões.
Agora voltou ao assunto, em 21 de março.
Ao falar num curso promovido pela Penitência Apostólica, disse
que o confessor não é nem pode ser uma alter-nativa ao estudo
do psicanalista ou do psicoterapeuta... Este Sacramento é chamado
pelos Padres como a segunda tábua de salvação depois
do naufrágio (referindo-se às quedas ocorridas depois do
Batismo)...
Na verdade, a Confissão perdoa
os pe-cados pessoais cometidos depois do Ba-tismo, tanto os mortais quanto
os ve-niais... É importante que os fiéis, na Con-fissão,
procurem instaurar aquele proces-so interior que leva à paz superior,
que con-siste na conformidade à vontade de Deus. É, porém,
injustificada a atitude de quem procura no confessor um curador ou um médico,
no sentido técnico da pa-lavra. Se o estado de saúde do penitente
exigir curas médicas, o confessor não as-suma esse encargo,
mas envie o peni-ten-te a competentes e honestos profissionais.
Em seguida, o Santo Padre declarou que,
do encontro com a figura de S. João Maria Vianney, em Ars, chegou-se
à con-vicção de que o sacerdote realiza uma parte
essencial da sua missão através do confessionário,
através daquele "fazer-se prisioneiro" do confessionário.
No silêncio do deserto,
torna-se mais incisiva a percepção da presença benéfi-ca
de Deus, que prepara grandes coisas para quantos estão dispostos
a crer nEle e a viver na Sua luz.
João Paulo II, Retiro
Espiritual, 7.3.98.
Ao Coração
de Jesus (19/junho)
Ó Jesus, agora que já me
encontro no vosso dulcíssimo Coração, não desejo
separar-me de Vós. Oh! Como é bom e doce habitar em vosso
Coração! Vosso Coração, ó bondoso Jesus,
é o tesouro valioso, é a pérola preciosa que descobri
no segredo do vosso Coração ferido, como no campo lavrado.
Quem lançará fora essa pérola? Eu, no entanto, lançarei
fora todas as pérolas do mundo...
(São Boaventura)
DIA DA RAINHA DA PAZ - 25
DE JUNHO -
17º Aniversário
das Aparições
No dia 6 de agosto de 1981, Nossa Senhora
disse que desejava ser conheci-da, nessas aparições em Mediugórie,
como A RAINHA DA PAZ.
O dia do aniversário das aparições
de Mediugórie é 25 de junho. Foi a própria Nossa Senhora
quem comunicou isso aos jovens, em 1982, um mês antes do primeiro
aniversário. Ela explicou que o dia 24 foi apenas uma preparação,
mas, de fato, o primeiro encontro ocorreu no dia 25 de junho. Foi também
neste dia que o grupo dos seis videntes já estava completo.
Nos dias 6 e 13 deste mês partem
nossos grupos de peregrinos para partici-par das comemorações
dos 17 anos de Aparições diárias da Rainha da Paz
em Mediugórie.
Próximos Grupos:
* 29/ago e 5/set - (Exaltação
da Santa Cruz) - Diversos programas. Além da Itá-lia e Mediugórie,
permitem visitar tam-bém Terra Santa e Santuários da França
e de Portugal.
Experiência de Mediugórie
Convidamos todos os Leitores do Eco e
amigos de Mediugórie para o 2º En-contro Nacional Servos da
Rainha, a ser realizado em Itaici (SP), de 29/out a 1º/nov deste ano.
A exemplo do Encontro ocorrido no ano passado em Quixadá (CE), o
deste ano objetiva também ofere-cer aos participantes uma experiência
da espiritualidade mariana de Mediugórie e o testemunho vivo das
pessoas que já vi-sitaram aquela terra abençoada.
A celebração da Santa Missa,
as pa-lestras e os exercícios espirituais serão oficiados
por Bispo e sacerdote com profundo conhecimento e vivência das mensagens
de Mediugórie.
A acomodação será
feita, a princípio, em apartamentos e quartos com dois leitos, que
já possuem toda a roupa de cama e banho. Para famílias e
amigos, há possibilidade de acomodação em apartamentos
e quartos com maior nú-mero de leitos.
Os participantes deste encontro deve-rão
chegar a Itaici na tarde de quinta-feira (29.10.98). O Encontro termina
após o almoço no Domingo (1º.11.98).
Não estão incluídas
no valor acima as despesas com passagens, que ficarão a cargo de
cada participante.
O custo total do Encontro, por pessoa,
será de R$ 155,00 e deverá ser deposita-do no Banco do Brasil,
em nome de Ser-vos da Rainha - Brasília - Ag. 0452-9, conta 2.892-4.
O valor acima, que tam-bém poderá ser pago parceladamente,
cobre as despesas com hospedagem, alimentação completa (café,
almoço e jantar) e bebidas não alcoólicas nas refeições,
durante todo o encontro.
Cópia do depósito, nome,
endereço e número de telefone para contato deverão
ser enviados por fax, carta ou comunica-dos por telefone a Servos da Rainha
(Brasília). Estas e outras informações po-derão
também ser obtidas junto aos Dis-tribuidores do Eco de Mediugórie
em seu Estado.
Contribuições
Deposite suas contribuições
para ma-nutenção do Eco de Mediugórie no Banco do
Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha - Brasília.