Mediugórie - Eco 152
Novembro de 1998 - Todos os Santos
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.10.98:
Queridos filhos! Hoje, convido-os a se aproximarem do meu Imaculado Coração. Convido-os a renovarem, em suas famílias, o fervor dos primeiros dias, quando os convidei ao jejum, à oração e à conversão. Filhinhos, vocês aceitaram minhas mensagens com um coração aberto, embora não soubessem o que era a oração. Hoje convido-os a abrirem-se completamente a Mim a fim de que Eu possa transformá-los e conduzi-los ao Coração de meu Fi-lho Jesus, para que os plenifique com o Seu Amor. Somente assim, filhinhos, vocês encontrarão a verdadeira Paz, a Paz que somente Deus lhes dá. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Aproximem-se do meu Imaculado Coração
Nossa Senhora convida-nos a renovar o fervor inicial, quando as pessoas eram tocadas por suas mensagens e co-meçavam a rezar, a jejuar, a converter-se, isto é, a perdoar, a praticar a paz e a confessar seus pecados. Foi uma verda-deira explosão de graças na paróquia. "Tanto é verdade - diz Frei Slavko - que os comunistas pensavam que se tratasse de uma contra-revolução. Eles perceberam uma força que não se podia explicar", do mesmo jeito que aconteceu em torno da primeira comunidade cristã (At 2). Também Paulo admoestava suas comunidades ao fervor primitivo, dizendo: Lembrai-vos dos dias de outrora, logo que fostes iluminados. Quão longas e dolorosas lutas sustentastes (Hb 10, 32).
A mensagem é dirigida não apenas à Paróquia de Mediugórie, da qual Nossa Senhora desejava fazer um modelo para toda a Igreja, mas também a todos nós que temos bebido na mesma fonte. Por que, então, depois de um início luminoso, veio a diminuição do fervor, o esmorecimento que vai até ao abandono do caminho iniciado? Para muitos, infelizmente, foi apenas um entusiasmo passageiro: como a semente que caiu em meio às pedras e depois secou. Esses tropeçam diante das primeiras dificuldades. Muitos, também, deixam-se sufocar pelas preocupações mundanas, pela ilusão das riquezas e pelas múltiplas cobiças (Mc 4, 19).
Por que tudo isso? Porque houve pouca oração incessante, capaz de assegurar a graça de Deus e ajudar desapegar-se das coisas mundanas e supérfluas. Esse é o jejum essencial do qual o jejum a pão e água é apenas um sinal. Dessa ma-neira, satanás tem tirado partido de nós. Sabemos que ele persegue particularmente os filhos da sua Inimiga (Montfort, 54). Quantas vezes, Ela nos disse: satanás é forte e quer destruir os meus planos!
Justamente por isso, Deus nos preparou um refúgio seguro: aproximem-se do meu Imaculado Coração. Ele é um jardim protegido, uma fonte lacrada, inacessível a satanás, onde se respira somente Deus. Ali está o rio e os seus regatos que alegram a cidade de Deus; Deus está no seu centro, ela é inabalável (Sl 45, 5-6). Aproximar-se do seu Imaculado Co-ração significa ouvi-La, isto é, escutar Suas mensagens com que nos abre a estrada em um mundo pleno de confusão e nos previne das ciladas de satanás.
Então, continua Maria, vocês aceitaram minhas mensagens com um coração aberto, isto é, com a simplicidade das crianças que logo abraçam o que é bom, sem cálculos nem conhecimento. Também naquela época, as pessoas tinham acolhido as mensagens embora não soubessem o que era a oração. E, dessa forma, a graça entrou, sem obstáculos, nas famílias e na paróquia. Recomecem como no início.
Também hoje convido-os a abrirem-se completamente a Mim, isto é, sem reservas, sem impor condições. Dessa forma, poderei transformá-los e conduzi-los ao Coração de meu Filho Jesus e, assim, torná-los capazes de acolher a plenitude do amor. Se desejarmos estar seguros de ter aberto completamente o coração a Ela, há um sinal infalível: a verdadeira paz do coração, aquela que somente Deus pode dar. Aquela que resiste a toda tempestade e está pronta a qualquer sacrifício. don Angelo
 
Os videntes
No momento, Vicka, Miriana e Ivanka encontram-se em Mediugórie. Iákov e Maria estão na Itália e Ivan, nos Estados Unidos. Os três - Vi-cka, Maria e Ivan - estão ainda tendo as aparições diárias. Iákov, logo que retornou dos Estados Unidos, disse que, no momento, não desejava falar aos peregrinos porque fica triste quando começa a falar sobre a interrupção das aparições, de seus encontros diários com Nossa Senho-ra.
Os peregrinos
Neste mês de outubro, vimos um aumento de peregrinos vindos de todos os continentes, superlotando a igreja todos os dias, mesmo nas Missas dos diferentes grupos lingüísticos. Nas Missas vespertinas, a igreja não comportava todos os fiéis, ficando muitos peregrinos do lado de fora. Dessa forma, Maria está chamando Seus filhos e, graças a Deus, muitos estão mesmo corres-pondendo. Há, também, muitos sacerdotes, principalmente vindos da Polônia e dos países de língua inglesa. As Missas vesperti-nas são, normalmente, concelebradas por 40 ou 50 sacerdotes. Na próxima semana, de 26 de outubro a 1º de novembro, um grupo de 1.000 franceses estarão aqui, porque é seu mês de férias e resolveram corresponder aos apelos da Virgem Maria. Além destes, há aqui peregrinos de 50 países e somos muitos agradecidos a Deus por cada pessoa que está disposta a escutar a mensagem de Nossa Senhora e a colocá-la em prática em sua vida. A própria Nossa Senhora, não podemos nos esquecer dis-so, está constantemente agradecendo-nos pela nossa resposta a Seu convite.
Lugar de muita oração
Dom Albin Malysiak, bispo polonês, 81 anos, colabora com João Paulo II há 20 anos. Ao visitar Mediugórie nesse mês de ou-tubro, declarou:
Mesmo depois que se tornou Papa, continuamos amigos e nos encontramos sempre que possível. Estarei com o Papa no iní-cio de novembro e, novamente, no início de março do próximo ano. Durante dez anos, colaborei com ele como pároco e profes-sor de teologia e, por dez anos, como bispo auxiliar. Trabalhar com ele foi para mim uma grande alegria. Ele é uma grande pes-soa, honesto e sincero. Sempre teve uma grande compreensão para com os outros. Foi professor na Universidade Católica de Lublin. Ensinou ética social e ocupou-se da causa dos pobres e dos abandonados. Sempre fui um próximo colaborador seu. Juntos, sofremos por causa do comunismo e isto nos uniu de modo particular.
Todos esperamos a posição oficial do Vaticano sobre Mediugórie. Eu, pessoalmente, estou certo de que os videntes têm apa-rições verdadeiras. Encontrei-me com alguns deles. Nesta manhã, encontrei-me com Vicka. Ela é muito feliz e transmite paz. Creio que este é um lugar de aparições, porém, em primeiro lugar, é um lugar de muita oração. E foi isto que, de maneira parti-cular, tocou-me. Estive no monte Krizevac. Vi muitas pessoas rezarem de maneira realmente piedosa e em recolhimento diante da cruz. Contei um grupo: eram 70 pessoas rezando em silêncio, sentadas nas pedras, em volta da cruz. Era no período da tarde e fazia muito calor, mas este não as incomodava. O silêncio e o espírito de oração impressionaram-me. Retornarei a casa com a imagem gravada no coração daqueles que rezam.
Admiro os franciscanos que aqui trabalham. Estão com as pessoas, rezam com elas e estão disponíveis para palestras e con-fissões. Pergunto-me onde encontram tanta força. Na igreja, ouve-se a oração dos fiéis. Quando rezamos juntos o Pai-Nosso, foi maravilhoso ouvir todas aquelas línguas rezarem em uníssono, assim como a língua polonesa, ouvida de maneira bem distinta. Fico feliz porque muitos peregrinos vêm com os sacerdotes.
Na Polônia, falarei sobre Mediugórie. Falarei da devoção e da fé das pessoas que encontrei. Falarei também durante os meus encontros com as pessoas e nas homilias. Na Polônia já se fala muito sobre Mediugórie e é por isso que vim.
Por último, gostaria de dizer que fiquei muito impressionado com o trabalho dos franciscanos em Mediugórie. No que diz res-peito à devoção mariana, fico feliz em ver que eles são fiéis à doutrina da Igreja e aos apelos do Santo Padre. O amor para com Nossa Senhora, que se vê aqui nas pessoas, ajuda a crescer na fé aos que chegam. Todos nós precisamos procurar acolher as mensagens que Nossa Senhora nos manda. Trata-se da paz no mundo e, por isso, devemos cultivar o amor de uns para com os outros, e o amor produzirá a paz. Aqui, de maneira especial, colocam-se em destaque os pedidos, mas, também, a resposta à oração. Tudo quando se encontra nas mensagens está de acordo com a doutrina da Igreja. É forte o convite a viver na fé e de acordo com os sacramentos. Espero que estas mensagens se difundam sempre mais e que sempre mais pessoas venham e acolham-nas, enquanto esperamos que o Vaticano reconheça Mediugórie. Abençôo-os e desejo-lhes a paz.
Reunião em Mediugórie
Cerca de 350 membros de associações, que divulgam as mensagens da Rainha da Paz, organizam grupos de oração e pro-movem peregrinações, provenientes de 18 países de língua espanhola, reuniram-se em Mediugórie no final de setembro, durante uma semana de oração, reflexão e troca de experiências.
Frei Slavko e Iélena
No final de agosto e início de setembro, Frei Slavko e Iélena participaram de vários encontros na Inglaterra, sendo que em to-das as tardes o programa vespertino de oração era sempre igual ao de Mediugórie.
S. Francisco em Mediugórie
Em todo o mundo católico, e em especial nas comunidades franciscanas, no dia 4 de outubro se celebra a festa de São Fran-cisco de Assis. O mesmo acontece também em Mediugórie. No dia da morte de S. Francisco, 3 de outubro, durante a Santa Mis-sa vespertina, uma dezena de jovens da paróquia de Mediugórie foram acolhidos na comunidade juvenil franciscana, enquanto outros vinte jovens, que já faziam parte daquela comunidade, fizeram seus primeiros votos. Naquele dia, a Igreja estava alegre-mente enfeitada com flores e velas, mas o principal ornamento eram os jovens que, entre todas as criaturas, S. Francisco tanto amava. Os franciscanos e as franciscanas, assim como membros da comunidade juvenil, entraram na Igreja em procissão, can-tando e se colocaram diante do altar para a celebração do ritual da morte de S. Francisco.
Índios em Mediugórie
Homens de todas as raças e línguas visitam Mediugórie, inclusive os índios. Na primeira quinzena de outubro, chegaram a Mediugórie um grupo de índios australianos e também outro grupo de índios provenientes das reservas canadenses.
Durante a sua permanência de duas semanas em Mediugórie, os índios alegraram os nossos jovens de maneira especial. Di-ante da Igreja de Mediugórie, com seus cantos e danças tradicionais, despertavam a atenção dos nossos jovens e dos peregri-nos. Muitos jovens viram, dessa forma, seus sonhos realizados, pois agora podiam ver de perto o que antes só conheciam pelos filmes.
Mediugórie se propaga
Alguns peregrinos do Kazaquistão, depois de visitarem Mediugórie e estimulados pela experiência vivida sob a cruz do Krize-vac, construíram em Ozernoj, Kokszetauskay, uma cruz idêntica àquela de Mediugórie. Essa cruz foi abençoada pelo Cardeal polonês, D. Glemp, em presença do Bispo do Kazaquistão, Dom Jan Pawel Lenge.
Pelo mundo inteiro, Mediugórie está deixando marcas evidentes. No Panamá, foi construída uma igreja, próxima ao aeropor-to, idêntica à de Mediugórie. Como o Panamá é visitado por numerosos turistas, muitos visitam aquela igreja que lhes recorda a de Mediugórie, onde, em todas as tardes, é realizado um programa de oração semelhante ao de Mediugórie, além da adoração regular ao Santíssimo Sacramento do Altar. Essa igreja foi abençoada em maio de 1997 e é dedicada à Mãe de Deus. Press Bulletin
A fé dos Pais
Como nos atesta a Sagrada Escritura, os hebreus compreenderam, aos poucos, o que Deus lhes dizia e esperava deles. Já tinham errado, cometido desacertos, mas, graças aos profetas e às palavras de Deus, conseguiram retornar ao caminho justo. Dessa forma, com perseverança, como as abelhas ao produzir o mel, eles, juntos, colocaram sua esperança em Deus. Resulta-do: graças a eles, Deus falou ao mundo inteiro.
Nestes últimos tempos, Deus fala a cada um de nós e deseja que sejamos suas testemunhas neste mundo. Ele fala, de forma especial, na paróquia de Mediugórie e deseja que suas palavras cheguem aos confins do mundo. Quem as acolher será um co-laborador, um amigo em quem Deus pode confiar.
Os tempos são difíceis e, se não o fossem, Nossa Senhora não nos teria falado por tanto tempo. Os tempos são difíceis por causa da nossa rejeição coletiva à fé de nossos pais. Toda a nossa sociedade tem tomado o caminho errado. Novamente temos necessidade de profetas que nos reconduzam ao caminho certo. Meditando nas mensagens que a Rainha da Paz nos transmite, podemos notar como Ela também nos considera profetas. Mas isto está suficientemente claro para nós? Se estiver, não deve-mos ter medo da nossa missão. Retornemos ao que nossos pais acreditavam, abracemos sua fé e andemos corajosamente adi-ante. Não importa se alguém nos criticar. A vitória é nossa. Frei Milienko Stoic
Vicka ajuda irmã Elvira
Vicka, em breve, irá à Ilha de São Domingos (Caribe), para ajudar irmã Elvira, da Comunidade Cenáculo, em suas obras de caridade.
Sinal para índio
No Canadá, um belo movimento de conversão está ocorrendo entre os índios da tribo Mic-Mac. Eles estão ligados a Mediugó-rie desde o momento em que elegeram Frei Iozo Zovko como seu "Diretor Espiritual".
Eis como tudo começou: Peter Barlow, o cacique de New Brunswick, acabara de perder um filho. Ele foi a Mediugórie com outros índios e participaram de um retiro com Frei Iozo, em março de 1997.
No primeiro dia, na casa onde seu grupo estava hospedado, ele notou um sinal desenhado no vitrô. Surpreso, chamou a dona da pensão que examinou cuidadosamente a janela e notou que o estranho sinal encontrava-se entre os painéis de vidro duplo da janela. Para alcançá-lo, seria preciso fechar um dos painéis.
Enquanto a família croata procurava desvendar o mistério, Peter então compreendeu tudo. Muito surpreso e sem palavras, caiu em prantos. Por dentro, seu coração derretia-se: a Mãe de Deus tinha ouvido seu clamor e viera consolá-lo. Na verdade, aquele sinal desenhado na neve, Peter, o Grande Cacique, sabia muito bem o que significava. Era específico da tribo Mic Mac e quer dizer "SEJA BEM-VINDO"!
O sinal permaneceu no vidro durante toda a peregrinação, desaparecendo dois dias depois.
No verão de 1997, Peter deu um barco de pesca ao outro filho, que acabara de completar 18 anos. Um trágico acidente, po-rém, aconteceu naquele verão e Wilder foi esmagado debaixo do barco, à vista do pai. Com o coração partido, Peter decidiu-se ir a Mediugórie novamente neste outono, a fim de readquirir a paz do coração e pedir à Rainha da Paz que abençoasse sua famí-lia. Ele chegou a Mediugórie com outros índios. Os índios de sua tribo têm grande desejo de ir a Mediugórie. Dois dias antes de sua chegada, Angélika, a dona da pensão, alegrou-se ao ver que o Céu "confirmara sua chegada", já que o sinal novamente se formara entre os painéis da janela, apesar do bom tempo que fazia naquele mês de outubro. O sinal permaneceu durante toda a peregrinação, que terminou ontem, e hoje ainda continua lá. A convite de Peter, pude confirmar, com meus próprios olhos, esta nova graça de Nossa Senhora. De fato, aqueles índios tinham aceitado com seriedade os apelos da Mãe de Deus à conversão e à vivência de Suas mensagens, sem buscar sinais. Mas o coração maternal da Gospa quis encorajá-los, dando-lhes as "boas-vindas" ao Seu Oásis de Paz, na linguagem própria dos índios!
Este é apenas um exemplo visível do Seu carinho para com um de Seus filhos que se decidiram a deixar-se conduzir a Jesus por meio dEla. Em troca, Nossa Senhora abençoou-o conforme sua cultura e personalidade. Se, às vezes, nos encontramos bastante cegos sem poder reconhecer esses sinais, no Céu descobriremos todas as Suas maternais intervenções que marcaram nossa vida de fé.
O purgatório existe
Como fez em Fátima, também em Mediugórie Nossa Senhora tem falado muito com os videntes sobre o Céu, o Purgatório e o Inferno.
Nossa Senhora tem falado claramente sobre outros credos: Muitos pensam que depois da morte nada existe. Não, queri-dos filhos, este é um grande erro. Depois da morte existe a Eternidade. Para aqueles que pensam que temos muitas vidas na terra, Ela responde: Queridos filhos, reencarnação não existe.
Porque muitos cristãos não mais acreditam na existência do Purgatório, eles não rezam pelos entes queridos já falecidos, es-quecendo-se de que, no Purgatório, seu sofrimento é terrível. Quando Nossa Senhora levou Vicka para ver o Purgatório, a vi-dente ficou com o coração partido ao ver tanto sofrimento e disse: "Se Iákov e eu, naquele momento, não tivéssemos recebido uma graça e força especiais, que não eram desta terra, não seríamos capazes de suportar tudo aquilo. Desde então, rezo muito por aquelas almas, porque elas estão esperando por nossas orações a fim de poderem entrar no Céu."
Nossa Senhora fala insistentemente sobre a liberdade que Deus dá a cada um de nós. Sim, podemos ir diretamente para o Céu se for essa a nossa firme decisão de, com a graça de Deus, seguir o caminho da santidade. Quem não se decide pela santi-dade, escolhe livremente o Purgatório (que pena!). Também temos a "terrível" liberdade de nos colocarmos contra Deus. Aí as-sumimos o risco de ir para o Inferno e ficarmos eternamente separados de Deus. Somos livres para escolher. O amor é sempre livre.
Recentemente, o Papa João Paulo II disse: "Encorajo os católicos a rezarem, com fervor, pelos mortos, pelos membros de su-as famílias e por todos os nossos irmãos e irmãs falecidos, para que possam obter a remissão das penas devidas a seus pecados e possam ouvir o chamado do Senhor: Vem, ó minha pobre alma, para o repouso eterno... Eu asseguro aos fiéis que rezarem pelos mortos, pela intercessão de Nossa Senhora, que cordialmente prometo-lhes minha Bênção Apostólica. Prazerosamente estendo-a durante o ano milenar a todos que rezarem pelas intenções das almas do Purgatório, que tomarem parte na Eucaristia e que oferecerem sacrifícios pelos mortos." (Osservatore Romano, 13.09.98).
Acreditar na existência destes três lugares depois da morte não é opcional na Igreja. Se um católico disser: "Não acredito no Purgatório", é simplesmente sua opinião pessoal, mas não a fé da Igreja. Aquela opinião, portanto, não tem nenhuma validade, mesmo se vier de um religioso ou teólogo. No dia 25 de setembro, Nossa Senhora convidou-nos a ser suas testemunhas, viven-do a fé de nossos pais. Esta é nossa fé: "A todos que morrem na graça de Deus e na Sua amizade, mas ainda estão imperfeita-mente purificados, está assegurada sua salvação eterna, mas após a morte serão purificados, a fim de alcançarem a santidade necessária para entrar na alegrias do Céu. A Igreja dá o nome de Purgatório a essa purificação final do eleito, que é inteiramente diferente do castigo de quem é condenado (Catecismo da Igreja Católica, §1030).
A tradição da Igreja baseia-se na Bíblia, especialmente em Mateus 12, 31-32, em I Cor 3, 15 e em Macabeus 12, 46.
Em Mediugórie, muitos peregrinos encontram uma Mãe que lhes dá de volta a fé da Igreja e que também cura seus corações feridos antes da realidade da morte. Novamente encontram a serenidade depois de anos de tormento por causa da perda de al-guém da família. Muitos perdem o medo diante da morte e organizam suas vidas para um final verdadeiro, a eternidade. Irmã Emmanuel
Abençoar Sempre
Como e quando podem os leigos abençoar?
Nossa Senhora, em Mediugórie, recomendava aos jovens do primeiro grupo de oração que pedissem a bênção e que aben-çoassem. Também os leigos podem fazê-lo.
Em virtude do sacerdócio comum recebido no batismo, todos os leigos católicos podem abençoar pessoas, lugares e ativida-des que se encontrem no seu ambiente.
Abençoar é pedir a Deus que dê Sua Graça para executar o que é do Seu agrado. Por isso, a bênção é a confirmação da vontade de Deus e o auxílio para realizá-la.
Os leigos têm muitas ocasiões para abençoar. Na oração do Ofício Divino, rezado em comum, quando não se encontra pre-sente um sacerdote ou um diácono, conclui-se com a bênção: "O Senhor nos abençoe, nos preserve de todo o mal e nos condu-za à vida eterna. Amém".
Mas como abençoar? a) Fazendo um sinal da cruz sobre uma pessoa. Pensemos na bênção de um pai ou de uma mãe sobre o filho, como se usava, no passado, em muitas famílias cristãs; b) aspergindo água benta, em forma de cruz, dizendo: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Assim costumava fazer o chefe da família na mesa, com um raminho de hissope ou de rosmaninho, na vigília do Natal. c) E também invocando a bênção de Deus com as palavras próprias e o sinal da cruz, em to-das as circunstâncias em que for necessário.
Os leigos não podem abençoar nas circunstâncias e com fórmulas reservadas aos sacerdotes e aos diáconos, como se en-contra no ritual. Mas há muitíssimas ocasiões para abençoar, também quando se trata de inimigos ou pessoas distantes. Mas so-bretudo, nossa vida deve ser uma bênção, que produza nas pessoas com quem convivemos o bem de Deus, como a própria palavra o indica: abençoar.
don Angelo
Carta a Nossa Senhora
"Mãe do Céu, no passado, procurei-Vos de forma errada. Procurei-Vos na Ilha de Páscoa, no Candomblé, no Peru, em Machu Pichu, no espiritismo, nas pirâmides do México, em Chi chen Itza. Procurei-Vos por todas as partes, mas somente agora Vos en-contrei.
Agora, Mãe Celestial, operai em mim este milagre: arrancai de mim este coração de pedra e dai-me um coração de carne, mais humano, com um pedacinho da carne do Coração de Jesus de Lanciano!"
Em Mediugórie, por onde andava, procurava sempre uma pedra em forma de coração. Não sei exatamente o porquê. Depois, percebi minha incoerência. Eu fora a Mediugórie justamente para trocar o coração e agora ficava a procurar um coração de pe-dra...
Na segunda aparição de que participou o nosso grupo, na Colina da Aparições, 6a.feira, às 22h30, juntamente com o vidente Ivan, tive a graça de ver Nossa Senhora. Lá estava Ela, luminosa, alegre, vestida de um branco e beleza indescritíveis. Uma paz que não é deste mundo apoderou-se de mim. Por algum tempo, senti-me fora do espaço. Quando voltei a mim, percebi que ao meu lado havia um objeto branco. Era uma pedra, em forma de coração... Era o meu coração que tinha sido trocado. Agora, de coração novo, rezo pela conversão de tantos irmãos e irmãs. Francisco Serra (Santa Cruz do Sul - RS)
Até que a morte nos separe
Tínhamos uma vida comum, como a de qualquer casal. Íamos à Santa Missa aos Domingos e isso bastava. Estávamos pas-sando por dificuldades financeiras, pois meu marido estava desempregado. Havia um novo emprego em vista, onde ele iria ga-nhar muito bem. Durante um mês inteiro, assisti à Santa Missa diariamente, para que meu marido conseguisse o emprego. Era o nosso grande desejo. Se era o desejo de Deus, não Lhe perguntamos.
Veio o almejado emprego e, com ele, muito dinheiro. Apesar disso, a nossa vida conjugal já não ia tão bem. Ele não desejava ter filhos, distanciava-se de mim cada vez mais. Aí chegou o dia em que me falou de separação. Achei tudo muito estranho. In-sisti em que ficasse comigo, pois sempre acreditei no casamento que dura até à morte. Por mais algum tempo ele ainda ficou, porém sofri muito, pois chegava tarde em casa e me desprezava.
Através de sua tia, fiquei sabendo que se envolvera com uma moça de seu local de trabalho. Desesperada, não queria acre-ditar no que estava ouvindo. Quando chegou naquela noite, mandei-o embora.
Fiquei revoltada. Por que Deus permitira isto? Só pensava em procurar uma maneira de anular o casamento e construir nova família, ter filhos...
No íntimo do coração, sentia a necessidade de ir ao encontro de Jesus, pois diziam: Ele cura, salva e liberta. Procurei-O de-sesperadamente. Comecei a participar da Santa Missa todos os dias. Conheci várias pessoas de grupos de oração que muito me ajudaram. Participei de retiros com meus pais e amigos. Em todas as orações que fazíamos, sentia que haveria a reconciliação. Às vezes, não acreditava. Queria que tudo acontecesse logo. Queria rezar um mês e resolver minha vida.
Passaram-se um, dois... seis meses. Procurei meu marido para avaliar como iam as coisas. Foi grande a decepção. Ele esta-va muito agressivo e não queria me ver. Fiz ainda outras tentativas, mas tudo em vão.
Um senhor ensinou-me a rezar e a confiar mais em Deus e em Nossa Senhora. Em seguida, indicou-me um sacerdote santo que me orientava e rezava pelo meu casamento. Esse sacerdote aconselhou-me a rezar pela conversão do meu marido e que jamais pensasse em anulação, pois nosso casamento tinha sido válido e, nesses casos, de forma alguma a Igreja pode declará-lo nulo.
Participava das vigílias pelas famílias, confessava-me mensalmente, participava diariamente da Santa Missa, rezava o Rosá-rio e fazia muitas novenas.
Transcorrido um ano, eu já tinha aprendido muito. Minha fé estava mais forte, pois o sofrimento aproximara-me mais de Deus. Pensando que já era tempo de ir novamente ao encontro do meu marido, resolvi procurá-lo, porém com a decisão de que seria a última vez.
Foi a pior conversa que já tivemos! Voltei para casa aniquilada. Tive vontade de abandonar tudo. A provação era grande de-mais para mim. Desejei ardentemente o divórcio, mesmo sabendo que não era esse o caminho. Eu queria livrar-me logo daquela cruz! Não mais ia à Missa diária e, quando o fazia, era sem vontade e chorava muito.
Mas eu precisava de uma resposta de Deus. Restava-me uma última esperança: meu pai queria levar-me a Mediugórie para que eu experimentasse ali o amor de Deus através de Maria Santíssima.
Em setembro deste ano, parti para Mediugórie com meus pais, no grupo Servos da Rainha. Meu desejo era colocar tudo nas mãos de Nossa Senhora para que Ela me esclarecesse e indicasse o caminho a seguir. Pensei em deixar lá o meu álbum de ca-samento, mas o coordenador da peregrinação orientou-me a trazê-lo de volta, depois que Nossa Senhora o abençoasse no mo-mento da aparição à vidente Vicka. Por isso, deixamos o álbum dois dias com Vicka para que ela apresentasse nosso casamento à Gospa.
A estada em Mediugórie foi maravilhosa. Tivemos, também, a graça de participar de duas aparições extraordinárias, à noite, com o vidente Ivan, na Colina das Aparições. Sempre apresentava a Nossa Senhora meu marido e nosso casamento, pedindo-Lhe que fosse realizada a vontade de Deus. Rezei também pela moça que estava com ele.
Ao receber o álbum de volta, nosso coordenador pediu-me que tivesse confiança em Nossa Senhora. Já estava me sentindo tranqüila e até rezava pelas intenções da Virgem Santíssima. Sentia forte que algo iria acontecer, porém não sabia quando nem como. Sentia que ainda precisava rezar muito.
Ao chegar a casa, mandei algumas lembranças para meu marido e escrevi-lhe uma última carta, pois eu não tinha mais o que falar-lhe. Pedi-lhe que não entrasse com o processo de separação e contei-lhe um pouco da viagem.
Ao receber a carta - contou-me sua mãe - ele ficou muito emocionado e disse que estava cansado daquela vida de pecado. Naquele momento, seu duro coração era penetrado pela graça de Deus. Quem resiste ao apelo da Mãe Santíssima?
Minha mãe convidou-o para vir à nossa casa e ele aceitou. Ao vê-lo, eu não sabia o que fazer. Chorei muito, mas, desta vez, de felicidade, pois Nossa Senhora realizava em nossas vidas a vontade de Deus e, com um abraço, reflorescia nosso casamen-to.
Transcorridos alguns dias, fomos ao meu Diretor Espiritual e meu marido se confessou. Em 16 de novembro, iremos celebrar a renovação no nosso casamento, durante a Missa pelas famílias, dia em que estaremos completando 4 anos e dois meses de casados.
Estamos muito felizes. Agora nos confessamos e participamos da Missa com freqüência. À minha muito amada Mãezinha do Céu, Nossa Senhora Rainha da Paz, meu eterno agradecimento.
Jociane F. Lovato (Curitiba - Pr)
Mediugórie no Brasil
A Associação Servos da Rainha, juntamente com a Comunidade Mariana Oásis das Paz e Dom Adélio Tomasin, Bispo de Quixadá (CE), tem organizado, nestes dois últimos anos, um encontro nacional para quem deseja ter uma experiência de Mediu-górie aqui mesmo no Brasil. Durante o encontro, segue-se programa idêntico ao de Mediugórie, através da liturgia, orações, exercícios de piedade e palestras - verdadeiro caminho interior na escola de Maria.
Neste ano o Encontro foi realizado em Itaici (SP), entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, com a presença de mais de 200 participantes. Quatorze Estados se fizeram representar, destacando-se um grupo de 46 pessoas provenientes de Salinas, interior de Minas, distante mais de 1.000 km de Itaici. Quem já tinha tido a graça de conhecer Mediugórie pôde reviver sua experiência da Terra Abençoada e os demais puderam experimentar um pouco do que é Mediugórie.
Não podendo participar do Encontro, Vicka mandou a seguinte mensagem para os participantes, no dia 28.10.98:
Queridos amigos! Sinto muito não poder estar com vocês, mas estarei aí em espírito, e vou rezar por todos. Que a Rainha da Paz os abençoe com a Sua bênção de Paz e de Amor. Eu os amo e rezo por todos vocês. Sua Vicka.
Informações sobre o Eco
O nosso informativo Eco de Mediugórie é editado e enviado mensalmente a nossos leitores. Qualquer interrupção no rece-bimento do mesmo, queira, por gentileza, entrar em contato conosco, através do tel. (o61) 345-7500 ou por carta. Atualmente, por motivo de economia, o Eco está sendo enviado como impresso, em envelope aberto.
As contribuições para sua manutenção devem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha. Que a Rainha da Paz os abençoe!
Peregrinações a Mediugórie:
Na próxima edição do Eco, daremos informações sobre as peregrinações para Meidugórie no decorrer do próximo ano (1999).