Mediugórie - Eco 153
Dezembro de 1998 - Natal do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.11.98:33
Queridos filhos! Hoje Eu os convido a se prepararem para a vinda de Jesus. De maneira especial, preparem seus corações. Que a santa Confissão seja, para vocês, o primeiro passo para conversão e, depois, queridos filhos, decidam-se pela santidade. Que a conversão de vocês e sua decisão pela santidade comecem hoje e não amanhã. Filhinhos, Eu os convido, a todos, para a estrada da salvação e desejo mostrar-lhes o caminho do Paraíso. Por isso, filhinhos, sejam meus e decidam-se comigo pela santidade. Filhinhos, aceitem a oração com seriedade e rezem, rezem, rezem. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Vem, Senhor Jesus!
Existem algumas orações breves, porém grandes? A oração de apenas uma palavra? "VEM!" Esta é uma oração antiga, a oração do Advento, a oração pelo Espírito (K. Hemmerle).
Entramos no tempo conhecido como Advento. O nome deste tempo significa muito, está ligado à realização de uma espera, uma espera que terá como fruto uma chegada. O Advento tem sentido somente se seguido do Natal, mas Natal de um coração que crê. Para esta nova esperança é necessário saber que comportamentos humanos foram perdidos, quais foram enfraquecidos e quais devem ser restabelecidos.
Se nossa vida não oferece respostas claras à pergunta sobre Jesus Cristo: "quem é e o que faz por nós?", é porque não somos verdadeiros cristãos e o espírito e a verdade de Cristo não penetraram na nossa pele, não estão em nosso coração, em nossos ossos e em cada poro de nosso ser. Eis porque o tempo do Advento é um sério exercitar-se que nos liberta e nos permite dizer livremente: Vem, Senhor Jesus! Essa prática consiste na abertura a Deus, que verdadeiramente veio ao mundo, porém não suficientemente à minha pessoa, com a conversão e a oração. Nossa Senhora nos é de grande valia nesse ponto: "Queridos filhos, desejo conduzi-los para perto de meu Filho!" O conteúdo das mensagens e de suas recomendações liberta-nos do medo de Deus e encoraja-nos a proclamar com alegria: VEM, SENHOR JESUS!
Frei Ivan Landeka - pároco de Mediugórie
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Últimas
Os videntes que ainda estão tendo aparições diariamente são: Vicka, Maria Pavlovic e Ivan. Vicka está na Terra Santa com um grupo de peregrinos italianos. Maria está na Itália e Ivan, nos Estados Unidos. Iákov, Miriana e Ivanka estão em suas casas, aqui em Mediugórie. Eles levam vida bem normal com suas famílias. Miriana e Iákov continuam falando aos peregrinos.
A partir de meados de novembro, diminuiu o número de peregrinos. No momento, há grupos do Líbano, Itália, França, Inglaterra, Alemanha, Áustria e Polônia. Dessa forma, está calmo aqui. Isso é importante para a paróquia, para nós franciscanos e para as irmãs, pois assim temos mais tempo para nossa oração pessoal. No final desta semana, tivemos um grupo de 30 peregrinos, acompanhado por dois Bispos, que seguiram toda a programação do grupo. Um deles fez a homilia da Festa de Cristo Rei, afirmando, na oportunidade, que agora estava compreendendo melhor o papel de Maria na vida do cristão. Ele incentivou todos os presentes a permanecerem no caminho com Maria. Dessa forma, disse, todos poderíamos ajudar na construção no Reino de Deus aqui na terra. Frei Slavko, Mediugórie, 26.11.98
Sede minhas testemunhas
As pessoas estão ansiosas por descobrir, em sua vida, a dimensão espiritual que a televisão, o secularismo e o materialismo sufocam. Na verdade, muitas pessoas realmente já perderam essa dimensão. Vindo a Mediugórie, os peregrinos redescobrem-na e, ao voltar para casa, ajudam os outros a redescobri-la. Realmente é um milagre o que as pessoas vivenciam aqui e levam consigo, para suas famílias e comunidades paroquiais. Muitas pessoas não podem vir a Mediugórie, por diversos motivos, e, por isso, têm necessidade de testemunhos que as ajudem a descobrir a paz interior e a encontrar Deus. Muitas delas, ao voltar para casa, tomam consciência do quanto Deus lhes proporcionou em Mediugórie, e isso também posso dizer a respeito de mim mesmo. Também eu adquiri aqui maior consciência da presença de Deus nos sacramentos, na Igreja, nas Sagradas Escrituras e nos homens.
Em Mediugórie, recebi nova motivação espiritual. Alguém, talvez, pense que nós, bispos e sacerdotes, não precisamos desta renovação, mas isso não é verdade, porque também para nós esse revigoramento é indispensável. Encontrei muitos sacerdotes que vieram a Mediugórie e compreenderam melhor o significado da própria vocação. È isso que repito continuamente a mim mesmo. Direi às pessoas que Mediugórie é um lugar aonde se deve ir para renovar a fé. Neste lugar encontrei muita gente com fé profunda e que reza com fervor. Compreendi que as pessoas, não obstante os grandes sofrimentos, permaneceram fiéis a Deus.
Aqui redescobri Deus e esta é uma prova da presença de Nossa Senhora neste lugar. É justamente esta a Sua missão. Às vezes, as pessoas vêm aqui para encontrar Maria e, ao contrário, encontram a Deus. Este é o Seu de-sejo, pois Ela nada quer para Si, mas tudo faz para que os homens conhe-çam melhor seu Filho Jesus. Nossa Se-nhora deseja difundir a paz de Deus em meio aos homens, em meio a Seus filhos.
Convido todas as pessoas que vêm a Mediugórie a se tornarem um exemplo para os outros quando retornarem a casa. Que elas possam se tornar um convite à paz, à oração e à conversão. Quem vem aqui é porque encontrou alguém que lhe deu um testemunho favorável sobre Mediugórie e demonstrou-lhe como sua vida mudou para melhor. Todos nós devemos ser testemunhas e evangelizar os outros. Essa é a nossa missão: levar aos homens a Boa Nova de Deus que salva. Devemos levar Jesus e Nossa Senhora a este mundo e aju-dar os outros a compreender que a vida com Deus é necessária a este mun-do e a cada um de nós. Devemos ser testemunhas para aqueles que Deus mandou em nossa vida. Rezarei por todos vocês. Que Deus os abençoe!
Dom Kenneth Steiner, bispo auxiliar de Portland, Oregon Press Bulletin
Nossa Senhora jejuava?
Quando morava em Saraievo, Miriana tinha uma vizinha muçulmana, com 93 anos de idade. A vidente notou que aquela senhora, mesmo com idade avançada, fazia rigorosamente o jejum exigido por sua religião. Certo dia, Miriana disse-Lhe: "Vovó, a senhora já tem bastante idade, não precisa mais jejuar assim!" A senhora muçulmana respondeu-lhe: "Enquanto eu puder ir sozinha ao banheiro, posso ainda jejuar." Miriana conta esse acontecimento aos peregrinos que ainda hesitam em fazer o jejum de 2 dias por semana (quarta-feira e sexta-feira), como pede Nossa Senhora.
A insistência de Nossa Senhora não é algo novo nem arbitrário. No livro "Didache" (precioso documento do primeiro século da Igreja sobre a vida cristã e o ensinamento dos Apóstolos), lemos: "Nós (cristãos) jejuamos na quarta-feira e na sexta-feira. Os hipócritas (uma infeliz palavra usada para designar os fariseus) jejuam nas terças e quintas-feiras." O Evangelho menciona também o jejum de dois dias por semana (Lc 18, 12). Nossa Senhora está simplesmente trazendo-nos de volta essa tradição dos primeiros tempos da Igreja, que Ela mesma provavelmente seguia juntamente com os Apóstolos e discípulos.
"Pai Nosso"
Respondendo ao convite do Papa João Paulo II, já entramos no ano dedicado ao Pai, antes do Grande Jubileu. A Santa Virgem Maria, por outro lado, dá-nos milhares de sinais de que deseja a nossa imersão nEle, a Quem chama "O Grande Pai". A quem abre o coração, Ela ajuda a vencer os obstáculos devidos a famílias destruídas, medo, rejeição de autoridade e maus exemplos...
Minha amiga mexicana, Helga, fez uma novena a Padre Pio, pedindo para ir a Mediugórie (Boa maneira para quem não pode custear uma viagem!). Padre Pio inspirou seus amigos a pagar sua peregrinação. Mediugórie foi, para ela, a ante-sala do Céu. Ao voltar, queria ler tudo que se referisse a Mediugórie e, um dia, descobriu algo intrigante: Nossa Senhora tinha formado um grupo de jovens, explicando-lhes a Oração do Pai Nosso. "Vocês não sabem rezar o Pai Nosso", disse-lhes. Por isso, recomendou ao grupo que rezasse somente essa oração durante toda uma semana, para que pudesse aprender a rezá-la com o coração. Quando começaram a experiência, parte dos jovens descobriu que algumas palavras do Pai Nosso ficavam presas em suas gargantas. Alguns deles, por exemplo, não conseguiam rezar com o coração: "Seja feita a vossa vontade". Outros tiveram dificuldades com: "Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido."
Helga testemunha: "Essa história tocou-me tão profundamente, que decidi a fazer a mesma experiência durante uma semana. Mas, para surpresa minha, descobri que eu não era capaz de rezar com o coração, nem mesmo as primeiras palavras do Pai Nosso. Embora me esforçasse bastante, não era capaz de chamar Deus de "meu Pai". Comecei a refletir e lembrei-me de que, por causa do divórcio de meus genitores, meu pai não estivera ao meu lado quando dele mais necessitava. Imediatamente, senti forte raiva de Deus, que me tinha privado de um pai. Disse-Lhe: "Como o Senhor pode me pedir para chamá-Lo de "Pai", quando sequer sei o que é ter um pai?! O Senhor sabe muito bem que papai nos deixou quando eu tinha apenas 6 anos e pouco o conheço, pois, tendo se casado, nunca se interessou por nós."
Durante uma semana inteira, continuei acusando a Deus, mas, no final, já era capaz de começar a perdoá-Lo. Primeiro, perdoei a Deus por ter permitido o divórcio de meus pais. Depois, pedi-Lhe a graça de perdoar meus pais por não se terem esforçado para salvar o casamento e, finalmente, a graça de perdoar meu pai por nos ter abandonado. No dia seguinte, durante a Missa, não pude acreditar no que ouvia! A leitura do Evangelho era exatamente aquela em que Jesus ensina aos Apóstolos a rezar, dizendo-lhes: "Quando rezarem, digam: "Pai Nosso..." No carro, voltando para casa, senti uma vontade irresistível de gritar, o mais alto que pudesse, e com todas as minhas forças: "Pai Nosso! Sim, Vós sois também meu Pai, meu Papai querido, meu Pai do Céu, eu Vos amo, eu Vos amo imensamente! Por favor, perdoai-me por nunca antes tê-Lo chamado Pai, como o faço agora, com todo o meu coração!"
Cinco anos mais tarde, Helga recebeu a graça que tanto esperava: ver seu pai novamente e dizer-lhe que o perdoava por tê-los abandonado. Ela foi também o instrumento de sua conversão no leito de morte, ao deixar esta terra na paz de Deus, após reconciliar-se com toda a família. Este é o fruto do Pai Nosso e de Nossa Senhora! Querida Gospa, desejamos aprender com a Senhora como rezar o "Pai Nosso". Irmã Emmanuel
Irei hoje à tua casa
"É preciso que eu fique hoje em tua casa..." é o anúncio de Jesus dirigido a Zaqueu (Lc 19).
Quando sentimos a presença de Cristo à porta do nosso coração, dois sentimentos distintos se apresentam: alegria, porque Deus é grande, infinito e pleno de dons mas, ao mesmo tempo, medo, porque Jesus é Luz pura que revela o que em nós, na nossa casa, está ainda no escuro, permanecendo empoeirado nos cantos. Isso provoca uma resistência imediata, porque, no íntimo, sentimo-nos pecadores e tememos que Jesus, com sua revelação, nos surpreenda, enquanto é nosso desejo permanecer escondidos.
Em geral, procuramos Deus para satisfazer os nossos interesses, mas, dessa maneira, a porta do coração permanece fechada e Jesus não pode penetrá-lo. A luz divina desorienta a nossa lógica... Da forma como visitou Abraão, S. Paulo, a Virgem Maria, também hoje Deus deseja visitar e transformar o homem, o cosmo, o universo. Quando visita uma alma, Deus convida-a a sair, por si própria, da sua condição de pecado. Abraão teve que "sair" de sua atitude de possessão, embora isso fosse legítimo e profundamente radical em seu sentimento de pai. No momento em que "saiu", tornou-se pai de muitos povos.
Quando rezamos e sentimos que Deus penetra a nossa vida, devemos logo "sair" de nós mesmos para sermos transformados pela presença de Cristo em nós. O perigo maior para a alma é o nosso egocentrismo, porque ele tem o poder de bloquear a ação de Deus. O ingresso de Deus em nós está, de fato, condicionado à nossa disposição de sermos transformados. Jesus, entrando na casa de Pedro para curar sua sogra, terminou curando também outras pessoas presentes, simplesmente porque elas estavam abertas à sua presença. Em outra ocasião, Jesus também transformou Zaqueu interiormente, pois estava disposto a segui-Lo... Da mesma forma, quando o Mestre visitou Mateus, convidou-o a deixar tudo, a sair do seu mundo para tornar-se discípulo. Deus visita-nos porque deseja levar-nos ao Pai. Chegamos agora ao ponto central da nossa reflexão. Não basta apenas rezarmos, adorarmos, fazermos a nossa devoção... Em tudo isto deve haver uma forte decisão de mudança contínua e total disposição de sermos transformados, de sairmos de nós e penetrar no mundo de Deus.
O desejo de sermos visitados por Jesus deve ser, portanto, igual à disposição de sermos transformados. Existem dois elementos fundamentais que nos ajudam a sair de nós mesmos: a humildade e a serenidade de espírito. Esses elementos nos permitem romper o bloqueio do orgulho e da lógica humana e ajudam-nos a ter incondicional confiança em Deus. Maria, no momento da Anunciação, foi humilde e serena e, justamente por isso, Deus quis entrar no Seu coração e no Seu corpo.
Se nos esforçarmos para guardar a serenidade interior, favoreceremos o crescimento de nossa confiança em Deus. Quem desenvolve essa confiança, abre o seu ser, reconhece que Deus é Amor e desabrochará como uma planta na primavera. A tragédia do homem é sua incapacidade de abrir-se ao Amor e à Bondade de Deus, porque satanás fará de tudo para bloquear essa abertura.
Abertas a Deus, nossas almas começarão a desenvolver-se. Por isso, proponho que realizem dois passos. São Paulo escreve que o Amor e a Paz de Deus excedem a todo pensamento humano. Por isso, precisaria afastar todo pensamento e permitir que o Amor de Deus opere mais. Em segundo lugar, é preciso crer firmemente que Deus nos perdoa mesmo quando nosso coração nos acusa, atingido por remorsos, escrúpulos, sentimentos de culpa, feridas...
Não podemos sair de nós mesmos e sermos curados se não nos abrirmos a uma confiança que ultrapassa tudo isso, na certeza de que Deus é bom e fará de tudo para salvar-nos. A alma deve encontrar aberta a porta da salvação, a porta pela qual somos transformados.
Mas quem poderá ajudar-nos a fazer tudo isso?... Maria Santíssima. Devemos nos tornar Seus amigos. Não limitemos nossa devoção a uma oração, mas abramo-nos interiormente para sentir a presença da Mãe. Tornemo-nos amigos dos Anjos, dos Arcanjos: eles nos comunicarão a vida do seu espírito. Estes seres puros contemplam continuamente a Deus e nos transmitem sua constante abertura. Dessa maneira, nossas almas se abrandam, os bloqueios desaparecem e somos recriados.
Deus tem dado muitos sinais de sua presença no curso da História. Mas isto pouco vale quando falta a nossa atenção interior, o desejo de ver, seguir e compreender o Senhor. Deus deseja tocar os pontos mais delicados de nossa alma. Então, na oração, procuremos não pronunciar apenas as palavras, mas deixemos que Deus nos toque profundamente; peçamos-Lhe que nos transforme, que nos conceda a luz, que nos introduza na verdade plena. E quando viermos a sentir em nós os impulsos do Espírito Santo, deixemos Deus livre para agir com uma forte dinâmica: a dinâmica da Ressurreição. Assim, venceremos nossa morte interior, a incapacidade de transmitir o poder de Deus e de viver em harmonia com os outros.
Devemos permitir que Deus nos envolva, nos transforme, nos promova e, assim, experimentaremos o quanto a vida do cristão é uma vida de qualidade. Ainda é tempo dessas graças particulares que Deus concede aos homens para conduzi-los à ressurreição, ao desabrochar das almas. Abramos nossas almas, portanto, a Jesus, porque Ele deseja visitar-nos para nos transformar em novas criaturas.
(Pe. Tomislav, 10.10.98, em Colledonbosco (AT) - anotações de Irmã Stefania)
Ela nos ensina a rezar
Assim falou Iélena Vasilj aos peregrinos italianos e franceses, em 12 de agosto deste ano:
"O caminho mais precioso que fizemos com Nossa Senhora foi o do grupo de oração. Maria convidou os jovens desta paróquia e Ela própria Se ofereceu como guia. No início, falou de quatro anos, depois não soubemos como parar, e assim continuamos por mais quatro anos. Penso que quem reza pode experimentar o que Jesus queria dizer a João quando lhe confiou Sua Mãe. Na verdade, através deste caminho, Nossa Senhora verdadeiramente nos deu vida e tornou-Se nossa Mãe na oração e, por isso, nos fazemos sempre acompanhar por Ela.
O que nos disse sobre a oração? Coisas muito simples, porque não tínhamos outras referências espirituais. Eu nunca tinha lido São João da Cruz ou Santa Teresa d´Ávila, mas, através da oração, Nossa Senhora nos fez descobrir as dinâmicas da vida interior. Como primeiro passo, há a abertura a Deus, principalmente por meio da conversão. Libertar o coração de qualquer bloqueio para encontrar-se com Deus. Eis aí o papel da oração: dar continuidade à conversão e tornar-se como Cristo.
Primeiramente foi um anjo que me falou, dizendo-me que deixasse o pecado e, depois, através de uma oração de entrega, procurar a paz do coração. A paz do coração é, antes de tudo, o libertar-se de todas aquelas coisas que nos são obstáculos ao encontro com Deus. Nossa Senhora nos disse que, somente com esta paz e libertação do coração, podemos começar a rezar. Esta oração, que é também da espiritualidade monástica, chama-se recolhimento. É importante entender, porém, que o objetivo não é apenas uma paz, uma quietude, mas um encontro com Deus.
Na oração, portanto, não se pode falar de fases, de segmentos, porque tudo isso se encontra quando fazemos uma análise. Não posso dizer que a paz, o encontro com Deus acontece em tal minuto, mas encorajo-os a procurar essa paz. Quando nos libertamos, algo deve preencher, pois Deus não quer nos deixar órfãos na oração, mas plenificar-nos com o seu Santo Espírito, com a Sua vida. Por isso lemos as Sagradas Escrituras e, de forma especial, rezamos o Santo Rosário.
Para muitas pessoas, o Rosário parece uma contradição à oração fecunda, mas Nossa Senhora nos ensinou o quanto é contemplativa esta oração. O que é a oração, senão este contínuo mergulho na vida de Deus? O Rosário permite-nos entrar no mistério da Encarnação, Paixão e Ressurreição de Cristo. A repetição é útil porque a nossa natureza humana tem necessidade dela para fazer nascer uma virtude. Não tenham medo da repetição, ainda que corra o risco de a oração se tornar exterior. Santo Agostinho nos ensina que, quanto mais repetimos, mais rezamos, mais o nosso coração se dilata. Dessa forma, quando vocês insistem na oração, sejam fiéis e nada mais façam, a não ser pedir a graça de Deus para suas vidas. Tudo depende da nossa libertação e do nosso sim.
Depois, Nossa Senhora nos ensinou a não nos esquecermos de que a oração é uma forma de agradecimento, verdadeira atitude interior de reconhecimento por tudo de maravilhoso que Deus fez. Este agradecimento é também sinal da profundidade de nossa fé.
Em seguida, Nossa Senhora nos convidou a abençoar sempre. Aqui não falo da bênção sacerdotal, mas do convite a colocar-se na presença de Deus em todas as circunstâncias da nossa vida. Abençoar significa viver como Isabel que reconheceu a presença Deus em Maria. Assim devem ser nossos olhos. Penso que seja este o maior fruto da oração, tudo repleto de Deus e, quanto mais rezamos, mais nossos olhos podem ser curados e ter uma atitude de reconhecimento. Isto, em síntese, é como estruturamos a experiência de oração."
Pergunta: Ouvi dizer que Nossa Senhora tem uma voz de bandolim?
Resposta: Não seria justo para com os outros instrumentos! Não posso comentar este aspecto, porque não ouço uma voz exterior.
P.: O desencorajamento é algo humano ou pode vir do maligno?
R.: Pode ser uma grande tentação ligada a nosso orgulho, quando não confiamos na Providência Divina e no projeto que Deus tem para nós. Freqüentemente, perdemos a paciência com Deus e, assim, também nossa esperança. Como diz S. Paulo: a paciência produz a esperança. Por isso, encarem a vida como um verdadeiro caminho.
É preciso ter paciência consigo mesmo, mas também com os outros. Às vezes, há necessidade de uma cura particular e precisa-se de uma ajuda mais específica. Penso, portanto, que, na vida espiritual, é preciso habituar-se a este paradoxo, vivendo a verdadeira tristeza pelos nossos pecados, o que não deve ser ocasião para desespero. Se nos desesperarmos por causa dos nossos pecados ou por causa dos pecados dos outros, é sinal de que não confiamos em Deus. Satanás sabe que essa é a nossa fraqueza e, por isso, tenta-nos assim.
Necessidade de um grupo e de um Diretor Espiritual -
P.: O que você pode nos dizer para seguir o mesmo caminho?
R.: Antes de pensarem numa caminhada de oração, pensem em um grupo de oração, principalmente os jovens. É muito importante viver a nossa espiritualidade não apenas na dimensão vertical, mas também na horizontal. Isto leva a uma quotidiana fidelidade pessoal. Tanto para os jovens quanto para os demais, Nossa Senhora recomenda, não sei quantas vezes, a oração em família. Às vezes, convida-nos a rezar pelas famílias, porque Ela vê a solução de muitos problemas por meio da oração em família. A família é o primeiro grupo de oração e, por isso, recomendou-nos iniciar o nosso dia rezando em família, porque é somente Cristo que mantém a verdadeira união entre os membros da família.
Depois, recomendou-nos a Missa diária. Se, por algum motivo, deixamos de rezar, devemos ir, pelo menos, à Santa Missa, porque ela é a maior oração e dá sentido a todas as outras orações. Todas as graças vêm da Eucaristia e, mesmo quando rezamos sozinhos, somos ainda nutridos pelas graças recebidas na Santa Missa.
Além da Santa Missa, Nossa Senhora recomendou-nos rezar muitas vezes durante o dia, empregando também 10 a 15 minutos para entrar no espírito de oração. Seria bom se conseguissem permanecer também um pouco em silêncio e em adoração. Nossa Senhora pediu para rezarmos três horas, aí incluída a leitura espiritual que é muito importante porque evoca a vida espiritual de toda a Igreja.
P.: Antes de ter as locuções, como era sua vida de oração?
R.: Rezava como muitos de vocês que vêm aqui. Levava uma vida reta, ia à Missa aos Domingos, rezava antes das refeições e, nas festividades, rezava mais. Na verdade, não havia esta familiaridade com Deus. Depois, veio o convite forte à união com Deus por meio da oração.
Deus não nos pede que rezemos apenas para nos sentirmos bem, pois faço tantas coisas, agrado a muitas pessoas e também a Deus. Ele nos pede uma vida unida à Sua e isso acontece na maior parte da oração.
P.: Como você entendeu que estas locuções não vinham do maligno?
R.: Por meio de frei Tomislav Vlasic, que vocês seguramente conhecem. Para uma vida espiritual, é essencial o discernimento dos dons.
P.: Como foi a sua transformação espiritual com as locuções?
R.: Para mim é um pouco difícil falar sobre esse assunto, porque eu tinha apenas 10 anos quando tiveram início as locuções e, depois, Deus nos transforma a cada dia. O homem é a única criatura não acabada. Se entregamos a Deus a nossa liberdade, tornamo-nos completos e este caminho dura toda a vida, assim também eu estou apenas no caminho.
P.: No início, você teve medo?
R.: Medo, não, mas, talvez, um pouco de confusão, um pouco de incerteza.
P.: Quando fazemos escolhas espirituais, como podemos reconhecer o discernimento verdadeiro?
R.: Penso que freqüentemente procuramos Deus apenas quando devemos tomar uma decisão ou conhecer o que devemos fazer em nossa vida e esperamos uma resposta imediata, quase miraculosa. Deus não age assim. Para resolver os problemas, devemos nos tornar homens e mulheres de oração; devemos nos habituar a escutar sua voz e isso nos permitirá reconhecê-Lo. Porque Deus não é um "juke-box" onde se coloca uma moeda e sai o que desejamos ouvir; em qualquer caso, trata-se de uma escolha importante, e por isso, eu aconselharia a escolha de um sacerdote, um diretor espiritual permanente.
De que tem medo satanás?
No passado, Pe. Amorth falou-nos muitas vezes sobre o drama "único" de uma possessa, Giovanna, recomendando-a a nossas orações. Alguns leitores escreveram-nos pedindo notícias suas. "Giovanna - escreve o irmão missionário, Pe. Ernesto - ainda não foi libertada e sofre cada vez mais. Sobre ela são atiradas, ininterruptamente, as flechas do inimigo de Deus... Desejamos ajudar essa irmã crucificada que paga especialmente pelos sacerdotes? (Ela tem arrancado de minhas mãos muitos deles e é por isso o meu desespero - confessou satanás). Mas, de que maneira podemos ajudá-la? Principalmente com a Santa Missa e o Rosário, de preferência completo e rezado em grupo..."
Eis o que aconteceu durante um exorcismo realizado pelo Pe. Candido, famoso exorcista de Roma:
"Estávamos rezando o Rosário quando, possuída por satanás, Giovanna puxou o meu terço e reduziu-o a pedaços, sibilando: "Vocês e sua devoção de velhinhas!" Pe. Candido, então, pôs no pescoço dela um grande terço, mas Giovanna, não podendo suportá-lo, sacudiu a cabeça e o pescoço para todos os lados, arquejando furiosamente. "Mas como você pode ter medo da devoção de velhinhas?" Desafiou Pe. Candido. Satanás respondeu, gritando: "Ele me vence." O Pe. continuou: "Por que ousou ofender o Rosário de Maria, agora deve tecer-lhe louvores. Em nome de Deus, responda: "O Rosário é poderoso?" Resposta: É poderoso na medida em que for bem rezado." Como se faz para rezá-lo bem? Resposta: É preciso saber contemplá-lo." O que é contemplar?" Resposta: Contemplar é adorar.!" Mas não se pode adorar Maria! Resposta: É verdade, sim, mas é adorável (?!)" . E tomando com graça, entre os dedos, uma conta do Terço, disse: Cada conta é uma luz e é preciso rezá-lo bem, a fim de não se perder nenhuma gota desta luz." Estranho profeta que, contra a vontade e contra si próprio, teve que admitir o poder do Rosário!"
Eco di Maria
Mamãe, foi essa Moça!
Meu marido e eu fazemos pastéis e vendemos em nossa barraca. Acordamos sempre muito cedo e dormimos tarde. Os pastéis são feitos em nossa própria casa. Um dia, precisei sair, minhas duas filhas estavam na escola e meu marido ficou em casa com nosso filho, Isaías Oséias, de 3 anos. Por causa do cansaço, meu esposo logo dormiu. Nosso filhinho, muito esperto, abriu a porta do quarto onde se encontrava o cilindro, ligou-o e começou a passar a massa (só trigo). Num certo momento, sua mãozinha começou a passar no cilindro, moendo, junto com o trigo.
Ao retornar, encontrei-o com a mão um pouco machucada, mas sem nenhum osso quebrado. Ele me falou: "Uma moça bonita entrou e me disse: "Filho, puxe este fio!" Eu puxei e o cilindro parou". Olhando para a estampa da Rainha da Paz, disse-me: "Mamãe, foi essa moça quem me mandou puxar o fio."
Estou tão feliz que não consigo expressar a alegria de ter sido visitada pela Mãe do Céu.
Zilda dos Santos Silva - Caruaru (PE)
No lugar da Tv rezo o Terço
Católica não praticante, voltei à Igreja há pouco tempo e ganhei de minha irmã o livro sobre Mediugórie: Convertam-se Sem Demora! À medida que avançava na leitura do livro, ia me modificando e, chegando quase ao final da leitura, senti forte desejo de fazer sacrifícios, renúncias... Diminuí o café e deixei de lado a televisão. Embora sentisse fortes dores de cabeça, cada dia que passava eu ficava maravilhada com o que estava acontecendo comigo e refletia: estou grávida e nem pelo filho que trago no ventre consigo diminuir o café, mas, por Nossa Senhora, agora estou conseguindo. Amo-a imensamente!
No lugar da Tv rezo o Terço e sei que vou conseguir rezar o Rosário. Também já faço minha confissão freqüentemente. Até há pouco tempo, tinha muita dificuldade de ler, por causa da hipermetropia. Mesmo renovando os óculos, o problema continuava. Agora, percebo que algo de extraordinário aconteceu comigo, pois já consigo ler muito bem a Bíblia e outros livros bons.
Embora sabendo que ainda preciso continuar no caminho da conversão, sei que posso contar com a ajuda de Maria, Rainha da Paz, no caminho para Deus.
Iraci de S. Gomes, Valparaíso de Goiás-GO
Informações sobre o Eco
O nosso informativo Eco de Mediugórie é editado e enviado mensalmente a nossos leitores. Qualquer interrupção no recebimento do mesmo, queira, por gentileza, entrar em contato conosco, através do tel. (o61) 345-7500 ou por carta. As contribuições para sua manutenção devem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha. Que a Rainha da Paz os abençoe!
Peregrinações
Um grupo de peregrinos deve ser bem organizado, possuir um sacerdote que o acompanhe e um leigo com bastante experiência sobre a realidade de Mediugórie. O papel do guia do grupo é muito importante e requer muito amor, devoção e uma decisão sempre renovada de servir ao próximo.
A experiência tem mostrado que, para melhor aproveitamento por parte do peregrino, esse deve viajar sem nenhuma preocupação de cunho material e, assim, dedicar-se mais à oração. Pensando nisso, a Servos da Rainha organiza seus grupos fazendo incluir no preço dos programas:
- todas as passagens e taxas;
- carregadores de malas;
- translados;
- alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar) durante toda a peregrinação;
- refrigerantes ou água mineral nas refeições;
- acomodação em apartamento duplo, em hotéis de 3 ou 4 estrelas;
- gorjetas
- camisetas, boné, bolsa de viagem, livro e filme sobre Mediugórie;
- seguro saúde e extravio de bagagem.
- guia, falando português durante toda a peregrinação.
Nossos programas para os meses de abril, junho, julho, setembro e outubro de 1999 incluem a Terra Santa, Itália e Mediugórie.
 
Grupo Especial de Fev/99 - Somente Mediugórie: Saída dia 26/fev e retorno 07/março/99. Valor: US$ 1.995.
 
Desejamos aos nossos Leitores um Feliz e Santo Natal. Que as bênçãos de Jesus, Maria e José os acompanhem durante todo o Ano Novo. Agradecemos, de coração, a todos que nos enviaram cartões e cartas com votos de felicitações pelo Natal do Senhor.