Mediugórie - Eco
153
Dezembro de 1998 - Natal
do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.11.98:33
Queridos filhos! Hoje Eu os convido a
se prepararem para a vinda de Jesus. De maneira especial, preparem seus
corações. Que a santa Confissão seja, para vocês,
o primeiro passo para conversão e, depois, queridos filhos, decidam-se
pela santidade. Que a conversão de vocês e sua decisão
pela santidade comecem hoje e não amanhã. Filhinhos, Eu os
convido, a todos, para a estrada da salvação e desejo mostrar-lhes
o caminho do Paraíso. Por isso, filhinhos, sejam meus e decidam-se
comigo pela santidade. Filhinhos, aceitem a oração com seriedade
e rezem, rezem, rezem. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Vem, Senhor Jesus!
Existem algumas orações
breves, porém grandes? A oração de apenas uma palavra?
"VEM!" Esta é uma oração antiga, a oração
do Advento, a oração pelo Espírito (K. Hemmerle).
Entramos no tempo conhecido como Advento.
O nome deste tempo significa muito, está ligado à realização
de uma espera, uma espera que terá como fruto uma chegada. O Advento
tem sentido somente se seguido do Natal, mas Natal de um coração
que crê. Para esta nova esperança é necessário
saber que comportamentos humanos foram perdidos, quais foram enfraquecidos
e quais devem ser restabelecidos.
Se nossa vida não oferece respostas
claras à pergunta sobre Jesus Cristo: "quem é e o que faz
por nós?", é porque não somos verdadeiros cristãos
e o espírito e a verdade de Cristo não penetraram na nossa
pele, não estão em nosso coração, em nossos
ossos e em cada poro de nosso ser. Eis porque o tempo do Advento é
um sério exercitar-se que nos liberta e nos permite dizer livremente:
Vem, Senhor Jesus! Essa prática consiste na abertura a Deus, que
verdadeiramente veio ao mundo, porém não suficientemente
à minha pessoa, com a conversão e a oração.
Nossa Senhora nos é de grande valia nesse ponto: "Queridos filhos,
desejo conduzi-los para perto de meu Filho!" O conteúdo das mensagens
e de suas recomendações liberta-nos do medo de Deus e encoraja-nos
a proclamar com alegria: VEM, SENHOR JESUS!
Frei Ivan Landeka - pároco de Mediugórie
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Últimas
Os videntes que ainda estão tendo
aparições diariamente são: Vicka, Maria Pavlovic e
Ivan. Vicka está na Terra Santa com um grupo de peregrinos italianos.
Maria está na Itália e Ivan, nos Estados Unidos. Iákov,
Miriana e Ivanka estão em suas casas, aqui em Mediugórie.
Eles levam vida bem normal com suas famílias. Miriana e Iákov
continuam falando aos peregrinos.
A partir de meados de novembro, diminuiu
o número de peregrinos. No momento, há grupos do Líbano,
Itália, França, Inglaterra, Alemanha, Áustria e Polônia.
Dessa forma, está calmo aqui. Isso é importante para a paróquia,
para nós franciscanos e para as irmãs, pois assim temos mais
tempo para nossa oração pessoal. No final desta semana, tivemos
um grupo de 30 peregrinos, acompanhado por dois Bispos, que seguiram toda
a programação do grupo. Um deles fez a homilia da Festa de
Cristo Rei, afirmando, na oportunidade, que agora estava compreendendo
melhor o papel de Maria na vida do cristão. Ele incentivou todos
os presentes a permanecerem no caminho com Maria. Dessa forma, disse, todos
poderíamos ajudar na construção no Reino de Deus aqui
na terra. Frei Slavko, Mediugórie, 26.11.98
Sede minhas testemunhas
As pessoas estão ansiosas por descobrir,
em sua vida, a dimensão espiritual que a televisão, o secularismo
e o materialismo sufocam. Na verdade, muitas pessoas realmente já
perderam essa dimensão. Vindo a Mediugórie, os peregrinos
redescobrem-na e, ao voltar para casa, ajudam os outros a redescobri-la.
Realmente é um milagre o que as pessoas vivenciam aqui e levam consigo,
para suas famílias e comunidades paroquiais. Muitas pessoas não
podem vir a Mediugórie, por diversos motivos, e, por isso, têm
necessidade de testemunhos que as ajudem a descobrir a paz interior e a
encontrar Deus. Muitas delas, ao voltar para casa, tomam consciência
do quanto Deus lhes proporcionou em Mediugórie, e isso também
posso dizer a respeito de mim mesmo. Também eu adquiri aqui maior
consciência da presença de Deus nos sacramentos, na Igreja,
nas Sagradas Escrituras e nos homens.
Em Mediugórie, recebi nova motivação
espiritual. Alguém, talvez, pense que nós, bispos e sacerdotes,
não precisamos desta renovação, mas isso não
é verdade, porque também para nós esse revigoramento
é indispensável. Encontrei muitos sacerdotes que vieram a
Mediugórie e compreenderam melhor o significado da própria
vocação. È isso que repito continuamente a mim mesmo.
Direi às pessoas que Mediugórie é um lugar aonde se
deve ir para renovar a fé. Neste lugar encontrei muita gente com
fé profunda e que reza com fervor. Compreendi que as pessoas, não
obstante os grandes sofrimentos, permaneceram fiéis a Deus.
Aqui redescobri Deus e esta é uma
prova da presença de Nossa Senhora neste lugar. É justamente
esta a Sua missão. Às vezes, as pessoas vêm aqui para
encontrar Maria e, ao contrário, encontram a Deus. Este é
o Seu de-sejo, pois Ela nada quer para Si, mas tudo faz para que os homens
conhe-çam melhor seu Filho Jesus. Nossa Se-nhora deseja difundir
a paz de Deus em meio aos homens, em meio a Seus filhos.
Convido todas as pessoas que vêm
a Mediugórie a se tornarem um exemplo para os outros quando retornarem
a casa. Que elas possam se tornar um convite à paz, à oração
e à conversão. Quem vem aqui é porque encontrou alguém
que lhe deu um testemunho favorável sobre Mediugórie e demonstrou-lhe
como sua vida mudou para melhor. Todos nós devemos ser testemunhas
e evangelizar os outros. Essa é a nossa missão: levar aos
homens a Boa Nova de Deus que salva. Devemos levar Jesus e Nossa Senhora
a este mundo e aju-dar os outros a compreender que a vida com Deus é
necessária a este mun-do e a cada um de nós. Devemos ser
testemunhas para aqueles que Deus mandou em nossa vida. Rezarei por todos
vocês. Que Deus os abençoe!
Dom Kenneth Steiner, bispo auxiliar de
Portland, Oregon Press Bulletin
Nossa Senhora jejuava?
Quando morava em Saraievo, Miriana tinha
uma vizinha muçulmana, com 93 anos de idade. A vidente notou que
aquela senhora, mesmo com idade avançada, fazia rigorosamente o
jejum exigido por sua religião. Certo dia, Miriana disse-Lhe: "Vovó,
a senhora já tem bastante idade, não precisa mais jejuar
assim!" A senhora muçulmana respondeu-lhe: "Enquanto eu puder ir
sozinha ao banheiro, posso ainda jejuar." Miriana conta esse acontecimento
aos peregrinos que ainda hesitam em fazer o jejum de 2 dias por semana
(quarta-feira e sexta-feira), como pede Nossa Senhora.
A insistência de Nossa Senhora não
é algo novo nem arbitrário. No livro "Didache" (precioso
documento do primeiro século da Igreja sobre a vida cristã
e o ensinamento dos Apóstolos), lemos: "Nós (cristãos)
jejuamos na quarta-feira e na sexta-feira. Os hipócritas (uma infeliz
palavra usada para designar os fariseus) jejuam nas terças e quintas-feiras."
O Evangelho menciona também o jejum de dois dias por semana (Lc
18, 12). Nossa Senhora está simplesmente trazendo-nos de volta essa
tradição dos primeiros tempos da Igreja, que Ela mesma provavelmente
seguia juntamente com os Apóstolos e discípulos.
"Pai Nosso"
Respondendo ao convite do Papa João
Paulo II, já entramos no ano dedicado ao Pai, antes do Grande Jubileu.
A Santa Virgem Maria, por outro lado, dá-nos milhares de sinais
de que deseja a nossa imersão nEle, a Quem chama "O Grande Pai".
A quem abre o coração, Ela ajuda a vencer os obstáculos
devidos a famílias destruídas, medo, rejeição
de autoridade e maus exemplos...
Minha amiga mexicana, Helga, fez uma novena
a Padre Pio, pedindo para ir a Mediugórie (Boa maneira para quem
não pode custear uma viagem!). Padre Pio inspirou seus amigos a
pagar sua peregrinação. Mediugórie foi, para ela,
a ante-sala do Céu. Ao voltar, queria ler tudo que se referisse
a Mediugórie e, um dia, descobriu algo intrigante: Nossa Senhora
tinha formado um grupo de jovens, explicando-lhes a Oração
do Pai Nosso. "Vocês não sabem rezar o Pai Nosso", disse-lhes.
Por isso, recomendou ao grupo que rezasse somente essa oração
durante toda uma semana, para que pudesse aprender a rezá-la com
o coração. Quando começaram a experiência, parte
dos jovens descobriu que algumas palavras do Pai Nosso ficavam presas em
suas gargantas. Alguns deles, por exemplo, não conseguiam rezar
com o coração: "Seja feita a vossa vontade". Outros tiveram
dificuldades com: "Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós
perdoamos a quem nos tem ofendido."
Helga testemunha: "Essa história
tocou-me tão profundamente, que decidi a fazer a mesma experiência
durante uma semana. Mas, para surpresa minha, descobri que eu não
era capaz de rezar com o coração, nem mesmo as primeiras
palavras do Pai Nosso. Embora me esforçasse bastante, não
era capaz de chamar Deus de "meu Pai". Comecei a refletir e lembrei-me
de que, por causa do divórcio de meus genitores, meu pai não
estivera ao meu lado quando dele mais necessitava. Imediatamente, senti
forte raiva de Deus, que me tinha privado de um pai. Disse-Lhe: "Como o
Senhor pode me pedir para chamá-Lo de "Pai", quando sequer sei o
que é ter um pai?! O Senhor sabe muito bem que papai nos deixou
quando eu tinha apenas 6 anos e pouco o conheço, pois, tendo se
casado, nunca se interessou por nós."
Durante uma semana inteira, continuei
acusando a Deus, mas, no final, já era capaz de começar a
perdoá-Lo. Primeiro, perdoei a Deus por ter permitido o divórcio
de meus pais. Depois, pedi-Lhe a graça de perdoar meus pais por
não se terem esforçado para salvar o casamento e, finalmente,
a graça de perdoar meu pai por nos ter abandonado. No dia seguinte,
durante a Missa, não pude acreditar no que ouvia! A leitura do Evangelho
era exatamente aquela em que Jesus ensina aos Apóstolos a rezar,
dizendo-lhes: "Quando rezarem, digam: "Pai Nosso..." No carro, voltando
para casa, senti uma vontade irresistível de gritar, o mais alto
que pudesse, e com todas as minhas forças: "Pai Nosso! Sim, Vós
sois também meu Pai, meu Papai querido, meu Pai do Céu, eu
Vos amo, eu Vos amo imensamente! Por favor, perdoai-me por nunca antes
tê-Lo chamado Pai, como o faço agora, com todo o meu coração!"
Cinco anos mais tarde, Helga recebeu a
graça que tanto esperava: ver seu pai novamente e dizer-lhe que
o perdoava por tê-los abandonado. Ela foi também o instrumento
de sua conversão no leito de morte, ao deixar esta terra na paz
de Deus, após reconciliar-se com toda a família. Este é
o fruto do Pai Nosso e de Nossa Senhora! Querida Gospa, desejamos aprender
com a Senhora como rezar o "Pai Nosso". Irmã Emmanuel
Irei hoje à tua casa
"É preciso que eu fique hoje em
tua casa..." é o anúncio de Jesus dirigido a Zaqueu (Lc 19).
Quando sentimos a presença de Cristo
à porta do nosso coração, dois sentimentos distintos
se apresentam: alegria, porque Deus é grande, infinito e pleno de
dons mas, ao mesmo tempo, medo, porque Jesus é Luz pura que revela
o que em nós, na nossa casa, está ainda no escuro, permanecendo
empoeirado nos cantos. Isso provoca uma resistência imediata, porque,
no íntimo, sentimo-nos pecadores e tememos que Jesus, com sua revelação,
nos surpreenda, enquanto é nosso desejo permanecer escondidos.
Em geral, procuramos Deus para satisfazer
os nossos interesses, mas, dessa maneira, a porta do coração
permanece fechada e Jesus não pode penetrá-lo. A luz divina
desorienta a nossa lógica... Da forma como visitou Abraão,
S. Paulo, a Virgem Maria, também hoje Deus deseja visitar e transformar
o homem, o cosmo, o universo. Quando visita uma alma, Deus convida-a a
sair, por si própria, da sua condição de pecado. Abraão
teve que "sair" de sua atitude de possessão, embora isso fosse legítimo
e profundamente radical em seu sentimento de pai. No momento em que "saiu",
tornou-se pai de muitos povos.
Quando rezamos e sentimos que Deus penetra
a nossa vida, devemos logo "sair" de nós mesmos para sermos transformados
pela presença de Cristo em nós. O perigo maior para a alma
é o nosso egocentrismo, porque ele tem o poder de bloquear a ação
de Deus. O ingresso de Deus em nós está, de fato, condicionado
à nossa disposição de sermos transformados. Jesus,
entrando na casa de Pedro para curar sua sogra, terminou curando também
outras pessoas presentes, simplesmente porque elas estavam abertas à
sua presença. Em outra ocasião, Jesus também transformou
Zaqueu interiormente, pois estava disposto a segui-Lo... Da mesma forma,
quando o Mestre visitou Mateus, convidou-o a deixar tudo, a sair do seu
mundo para tornar-se discípulo. Deus visita-nos porque deseja levar-nos
ao Pai. Chegamos agora ao ponto central da nossa reflexão. Não
basta apenas rezarmos, adorarmos, fazermos a nossa devoção...
Em tudo isto deve haver uma forte decisão de mudança contínua
e total disposição de sermos transformados, de sairmos de
nós e penetrar no mundo de Deus.
O desejo de sermos visitados por Jesus
deve ser, portanto, igual à disposição de sermos transformados.
Existem dois elementos fundamentais que nos ajudam a sair de nós
mesmos: a humildade e a serenidade de espírito. Esses elementos
nos permitem romper o bloqueio do orgulho e da lógica humana e ajudam-nos
a ter incondicional confiança em Deus. Maria, no momento da Anunciação,
foi humilde e serena e, justamente por isso, Deus quis entrar no Seu coração
e no Seu corpo.
Se nos esforçarmos para guardar
a serenidade interior, favoreceremos o crescimento de nossa confiança
em Deus. Quem desenvolve essa confiança, abre o seu ser, reconhece
que Deus é Amor e desabrochará como uma planta na primavera.
A tragédia do homem é sua incapacidade de abrir-se ao Amor
e à Bondade de Deus, porque satanás fará de tudo para
bloquear essa abertura.
Abertas a Deus, nossas almas começarão
a desenvolver-se. Por isso, proponho que realizem dois passos. São
Paulo escreve que o Amor e a Paz de Deus excedem a todo pensamento humano.
Por isso, precisaria afastar todo pensamento e permitir que o Amor de Deus
opere mais. Em segundo lugar, é preciso crer firmemente que Deus
nos perdoa mesmo quando nosso coração nos acusa, atingido
por remorsos, escrúpulos, sentimentos de culpa, feridas...
Não podemos sair de nós
mesmos e sermos curados se não nos abrirmos a uma confiança
que ultrapassa tudo isso, na certeza de que Deus é bom e fará
de tudo para salvar-nos. A alma deve encontrar aberta a porta da salvação,
a porta pela qual somos transformados.
Mas quem poderá ajudar-nos a fazer
tudo isso?... Maria Santíssima. Devemos nos tornar Seus amigos.
Não limitemos nossa devoção a uma oração,
mas abramo-nos interiormente para sentir a presença da Mãe.
Tornemo-nos amigos dos Anjos, dos Arcanjos: eles nos comunicarão
a vida do seu espírito. Estes seres puros contemplam continuamente
a Deus e nos transmitem sua constante abertura. Dessa maneira, nossas almas
se abrandam, os bloqueios desaparecem e somos recriados.
Deus tem dado muitos sinais de sua presença
no curso da História. Mas isto pouco vale quando falta a nossa atenção
interior, o desejo de ver, seguir e compreender o Senhor. Deus deseja tocar
os pontos mais delicados de nossa alma. Então, na oração,
procuremos não pronunciar apenas as palavras, mas deixemos que Deus
nos toque profundamente; peçamos-Lhe que nos transforme, que nos
conceda a luz, que nos introduza na verdade plena. E quando viermos a sentir
em nós os impulsos do Espírito Santo, deixemos Deus livre
para agir com uma forte dinâmica: a dinâmica da Ressurreição.
Assim, venceremos nossa morte interior, a incapacidade de transmitir o
poder de Deus e de viver em harmonia com os outros.
Devemos permitir que Deus nos envolva,
nos transforme, nos promova e, assim, experimentaremos o quanto a vida
do cristão é uma vida de qualidade. Ainda é tempo
dessas graças particulares que Deus concede aos homens para conduzi-los
à ressurreição, ao desabrochar das almas. Abramos
nossas almas, portanto, a Jesus, porque Ele deseja visitar-nos para nos
transformar em novas criaturas.
(Pe. Tomislav, 10.10.98, em Colledonbosco
(AT) - anotações de Irmã Stefania)
Ela nos ensina a rezar
Assim falou Iélena Vasilj aos peregrinos
italianos e franceses, em 12 de agosto deste ano:
"O caminho mais precioso que fizemos com
Nossa Senhora foi o do grupo de oração. Maria convidou os
jovens desta paróquia e Ela própria Se ofereceu como guia.
No início, falou de quatro anos, depois não soubemos como
parar, e assim continuamos por mais quatro anos. Penso que quem reza pode
experimentar o que Jesus queria dizer a João quando lhe confiou
Sua Mãe. Na verdade, através deste caminho, Nossa Senhora
verdadeiramente nos deu vida e tornou-Se nossa Mãe na oração
e, por isso, nos fazemos sempre acompanhar por Ela.
O que nos disse sobre a oração?
Coisas muito simples, porque não tínhamos outras referências
espirituais. Eu nunca tinha lido São João da Cruz ou Santa
Teresa d´Ávila, mas, através da oração,
Nossa Senhora nos fez descobrir as dinâmicas da vida interior. Como
primeiro passo, há a abertura a Deus, principalmente por meio da
conversão. Libertar o coração de qualquer bloqueio
para encontrar-se com Deus. Eis aí o papel da oração:
dar continuidade à conversão e tornar-se como Cristo.
Primeiramente foi um anjo que me falou,
dizendo-me que deixasse o pecado e, depois, através de uma oração
de entrega, procurar a paz do coração. A paz do coração
é, antes de tudo, o libertar-se de todas aquelas coisas que nos
são obstáculos ao encontro com Deus. Nossa Senhora nos disse
que, somente com esta paz e libertação do coração,
podemos começar a rezar. Esta oração, que é
também da espiritualidade monástica, chama-se recolhimento.
É importante entender, porém, que o objetivo não é
apenas uma paz, uma quietude, mas um encontro com Deus.
Na oração, portanto, não
se pode falar de fases, de segmentos, porque tudo isso se encontra quando
fazemos uma análise. Não posso dizer que a paz, o encontro
com Deus acontece em tal minuto, mas encorajo-os a procurar essa paz. Quando
nos libertamos, algo deve preencher, pois Deus não quer nos deixar
órfãos na oração, mas plenificar-nos com o
seu Santo Espírito, com a Sua vida. Por isso lemos as Sagradas Escrituras
e, de forma especial, rezamos o Santo Rosário.
Para muitas pessoas, o Rosário
parece uma contradição à oração fecunda,
mas Nossa Senhora nos ensinou o quanto é contemplativa esta oração.
O que é a oração, senão este contínuo
mergulho na vida de Deus? O Rosário permite-nos entrar no mistério
da Encarnação, Paixão e Ressurreição
de Cristo. A repetição é útil porque a nossa
natureza humana tem necessidade dela para fazer nascer uma virtude. Não
tenham medo da repetição, ainda que corra o risco de a oração
se tornar exterior. Santo Agostinho nos ensina que, quanto mais repetimos,
mais rezamos, mais o nosso coração se dilata. Dessa forma,
quando vocês insistem na oração, sejam fiéis
e nada mais façam, a não ser pedir a graça de Deus
para suas vidas. Tudo depende da nossa libertação e do nosso
sim.
Depois, Nossa Senhora nos ensinou a não
nos esquecermos de que a oração é uma forma de agradecimento,
verdadeira atitude interior de reconhecimento por tudo de maravilhoso que
Deus fez. Este agradecimento é também sinal da profundidade
de nossa fé.
Em seguida, Nossa Senhora nos convidou
a abençoar sempre. Aqui não falo da bênção
sacerdotal, mas do convite a colocar-se na presença de Deus em todas
as circunstâncias da nossa vida. Abençoar significa viver
como Isabel que reconheceu a presença Deus em Maria. Assim devem
ser nossos olhos. Penso que seja este o maior fruto da oração,
tudo repleto de Deus e, quanto mais rezamos, mais nossos olhos podem ser
curados e ter uma atitude de reconhecimento. Isto, em síntese, é
como estruturamos a experiência de oração."
Pergunta: Ouvi dizer que Nossa Senhora
tem uma voz de bandolim?
Resposta: Não seria justo para
com os outros instrumentos! Não posso comentar este aspecto, porque
não ouço uma voz exterior.
P.: O desencorajamento é algo humano
ou pode vir do maligno?
R.: Pode ser uma grande tentação
ligada a nosso orgulho, quando não confiamos na Providência
Divina e no projeto que Deus tem para nós. Freqüentemente,
perdemos a paciência com Deus e, assim, também nossa esperança.
Como diz S. Paulo: a paciência produz a esperança. Por isso,
encarem a vida como um verdadeiro caminho.
É preciso ter paciência consigo
mesmo, mas também com os outros. Às vezes, há necessidade
de uma cura particular e precisa-se de uma ajuda mais específica.
Penso, portanto, que, na vida espiritual, é preciso habituar-se
a este paradoxo, vivendo a verdadeira tristeza pelos nossos pecados, o
que não deve ser ocasião para desespero. Se nos desesperarmos
por causa dos nossos pecados ou por causa dos pecados dos outros, é
sinal de que não confiamos em Deus. Satanás sabe que essa
é a nossa fraqueza e, por isso, tenta-nos assim.
Necessidade de um grupo e de um Diretor
Espiritual -
P.: O que você pode nos dizer para
seguir o mesmo caminho?
R.: Antes de pensarem numa caminhada de
oração, pensem em um grupo de oração, principalmente
os jovens. É muito importante viver a nossa espiritualidade não
apenas na dimensão vertical, mas também na horizontal. Isto
leva a uma quotidiana fidelidade pessoal. Tanto para os jovens quanto para
os demais, Nossa Senhora recomenda, não sei quantas vezes, a oração
em família. Às vezes, convida-nos a rezar pelas famílias,
porque Ela vê a solução de muitos problemas por meio
da oração em família. A família é o
primeiro grupo de oração e, por isso, recomendou-nos iniciar
o nosso dia rezando em família, porque é somente Cristo que
mantém a verdadeira união entre os membros da família.
Depois, recomendou-nos a Missa diária.
Se, por algum motivo, deixamos de rezar, devemos ir, pelo menos, à
Santa Missa, porque ela é a maior oração e dá
sentido a todas as outras orações. Todas as graças
vêm da Eucaristia e, mesmo quando rezamos sozinhos, somos ainda nutridos
pelas graças recebidas na Santa Missa.
Além da Santa Missa, Nossa Senhora
recomendou-nos rezar muitas vezes durante o dia, empregando também
10 a 15 minutos para entrar no espírito de oração.
Seria bom se conseguissem permanecer também um pouco em silêncio
e em adoração. Nossa Senhora pediu para rezarmos três
horas, aí incluída a leitura espiritual que é muito
importante porque evoca a vida espiritual de toda a Igreja.
P.: Antes de ter as locuções,
como era sua vida de oração?
R.: Rezava como muitos de vocês
que vêm aqui. Levava uma vida reta, ia à Missa aos Domingos,
rezava antes das refeições e, nas festividades, rezava mais.
Na verdade, não havia esta familiaridade com Deus. Depois, veio
o convite forte à união com Deus por meio da oração.
Deus não nos pede que rezemos apenas
para nos sentirmos bem, pois faço tantas coisas, agrado a muitas
pessoas e também a Deus. Ele nos pede uma vida unida à Sua
e isso acontece na maior parte da oração.
P.: Como você entendeu que estas
locuções não vinham do maligno?
R.: Por meio de frei Tomislav Vlasic,
que vocês seguramente conhecem. Para uma vida espiritual, é
essencial o discernimento dos dons.
P.: Como foi a sua transformação
espiritual com as locuções?
R.: Para mim é um pouco difícil
falar sobre esse assunto, porque eu tinha apenas 10 anos quando tiveram
início as locuções e, depois, Deus nos transforma
a cada dia. O homem é a única criatura não acabada.
Se entregamos a Deus a nossa liberdade, tornamo-nos completos e este caminho
dura toda a vida, assim também eu estou apenas no caminho.
P.: No início, você teve
medo?
R.: Medo, não, mas, talvez, um
pouco de confusão, um pouco de incerteza.
P.: Quando fazemos escolhas espirituais,
como podemos reconhecer o discernimento verdadeiro?
R.: Penso que freqüentemente procuramos
Deus apenas quando devemos tomar uma decisão ou conhecer o que devemos
fazer em nossa vida e esperamos uma resposta imediata, quase miraculosa.
Deus não age assim. Para resolver os problemas, devemos nos tornar
homens e mulheres de oração; devemos nos habituar a escutar
sua voz e isso nos permitirá reconhecê-Lo. Porque Deus não
é um "juke-box" onde se coloca uma moeda e sai o que desejamos ouvir;
em qualquer caso, trata-se de uma escolha importante, e por isso, eu aconselharia
a escolha de um sacerdote, um diretor espiritual permanente.
De que tem medo satanás?
No passado, Pe. Amorth falou-nos muitas
vezes sobre o drama "único" de uma possessa, Giovanna, recomendando-a
a nossas orações. Alguns leitores escreveram-nos pedindo
notícias suas. "Giovanna - escreve o irmão missionário,
Pe. Ernesto - ainda não foi libertada e sofre cada vez mais. Sobre
ela são atiradas, ininterruptamente, as flechas do inimigo de Deus...
Desejamos ajudar essa irmã crucificada que paga especialmente pelos
sacerdotes? (Ela tem arrancado de minhas mãos muitos deles e é
por isso o meu desespero - confessou satanás). Mas, de que maneira
podemos ajudá-la? Principalmente com a Santa Missa e o Rosário,
de preferência completo e rezado em grupo..."
Eis o que aconteceu durante um exorcismo
realizado pelo Pe. Candido, famoso exorcista de Roma:
"Estávamos rezando o Rosário
quando, possuída por satanás, Giovanna puxou o meu terço
e reduziu-o a pedaços, sibilando: "Vocês e sua devoção
de velhinhas!" Pe. Candido, então, pôs no pescoço dela
um grande terço, mas Giovanna, não podendo suportá-lo,
sacudiu a cabeça e o pescoço para todos os lados, arquejando
furiosamente. "Mas como você pode ter medo da devoção
de velhinhas?" Desafiou Pe. Candido. Satanás respondeu, gritando:
"Ele me vence." O Pe. continuou: "Por que ousou ofender o Rosário
de Maria, agora deve tecer-lhe louvores. Em nome de Deus, responda: "O
Rosário é poderoso?" Resposta: É poderoso na medida
em que for bem rezado." Como se faz para rezá-lo bem? Resposta:
É preciso saber contemplá-lo." O que é contemplar?"
Resposta: Contemplar é adorar.!" Mas não se pode adorar Maria!
Resposta: É verdade, sim, mas é adorável (?!)" . E
tomando com graça, entre os dedos, uma conta do Terço, disse:
Cada conta é uma luz e é preciso rezá-lo bem, a fim
de não se perder nenhuma gota desta luz." Estranho profeta que,
contra a vontade e contra si próprio, teve que admitir o poder do
Rosário!"
Eco di Maria
Mamãe, foi essa Moça!
Meu marido e eu fazemos pastéis
e vendemos em nossa barraca. Acordamos sempre muito cedo e dormimos tarde.
Os pastéis são feitos em nossa própria casa. Um dia,
precisei sair, minhas duas filhas estavam na escola e meu marido ficou
em casa com nosso filho, Isaías Oséias, de 3 anos. Por causa
do cansaço, meu esposo logo dormiu. Nosso filhinho, muito esperto,
abriu a porta do quarto onde se encontrava o cilindro, ligou-o e começou
a passar a massa (só trigo). Num certo momento, sua mãozinha
começou a passar no cilindro, moendo, junto com o trigo.
Ao retornar, encontrei-o com a mão
um pouco machucada, mas sem nenhum osso quebrado. Ele me falou: "Uma moça
bonita entrou e me disse: "Filho, puxe este fio!" Eu puxei e o cilindro
parou". Olhando para a estampa da Rainha da Paz, disse-me: "Mamãe,
foi essa moça quem me mandou puxar o fio."
Estou tão feliz que não
consigo expressar a alegria de ter sido visitada pela Mãe do Céu.
Zilda dos Santos Silva - Caruaru (PE)
No lugar da Tv rezo o Terço
Católica não praticante,
voltei à Igreja há pouco tempo e ganhei de minha irmã
o livro sobre Mediugórie: Convertam-se Sem Demora! À medida
que avançava na leitura do livro, ia me modificando e, chegando
quase ao final da leitura, senti forte desejo de fazer sacrifícios,
renúncias... Diminuí o café e deixei de lado a televisão.
Embora sentisse fortes dores de cabeça, cada dia que passava eu
ficava maravilhada com o que estava acontecendo comigo e refletia: estou
grávida e nem pelo filho que trago no ventre consigo diminuir o
café, mas, por Nossa Senhora, agora estou conseguindo. Amo-a imensamente!
No lugar da Tv rezo o Terço e sei
que vou conseguir rezar o Rosário. Também já faço
minha confissão freqüentemente. Até há pouco
tempo, tinha muita dificuldade de ler, por causa da hipermetropia. Mesmo
renovando os óculos, o problema continuava. Agora, percebo que algo
de extraordinário aconteceu comigo, pois já consigo ler muito
bem a Bíblia e outros livros bons.
Embora sabendo que ainda preciso continuar
no caminho da conversão, sei que posso contar com a ajuda de Maria,
Rainha da Paz, no caminho para Deus.
Iraci de S. Gomes, Valparaíso de
Goiás-GO
Informações
sobre o Eco
O nosso informativo Eco de Mediugórie
é editado e enviado mensalmente a nossos leitores. Qualquer interrupção
no recebimento do mesmo, queira, por gentileza, entrar em contato conosco,
através do tel. (o61) 345-7500 ou por carta. As contribuições
para sua manutenção devem ser depositadas no Banco do Brasil,
Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha. Que a Rainha
da Paz os abençoe!
Peregrinações
Um grupo de peregrinos deve ser bem organizado,
possuir um sacerdote que o acompanhe e um leigo com bastante experiência
sobre a realidade de Mediugórie. O papel do guia do grupo é
muito importante e requer muito amor, devoção e uma decisão
sempre renovada de servir ao próximo.
A experiência tem mostrado que,
para melhor aproveitamento por parte do peregrino, esse deve viajar sem
nenhuma preocupação de cunho material e, assim, dedicar-se
mais à oração. Pensando nisso, a Servos da Rainha
organiza seus grupos fazendo incluir no preço dos programas:
- todas as passagens e taxas;
- carregadores de malas;
- translados;
- alimentação completa (café
da manhã, almoço e jantar) durante toda a peregrinação;
- refrigerantes ou água mineral
nas refeições;
- acomodação em apartamento
duplo, em hotéis de 3 ou 4 estrelas;
- gorjetas
- camisetas, boné, bolsa de viagem,
livro e filme sobre Mediugórie;
- seguro saúde e extravio de bagagem.
- guia, falando português durante
toda a peregrinação.
Nossos programas para os meses de abril,
junho, julho, setembro e outubro de 1999 incluem a Terra Santa, Itália
e Mediugórie.
Grupo Especial de Fev/99 - Somente Mediugórie:
Saída dia 26/fev e retorno 07/março/99. Valor: US$ 1.995.
Desejamos aos nossos Leitores um Feliz
e Santo Natal. Que as bênçãos de Jesus, Maria e José
os acompanhem durante todo o Ano Novo. Agradecemos, de coração,
a todos que nos enviaram cartões e cartas com votos de felicitações
pelo Natal do Senhor.