Mediugórie - Eco 154
Janeiro de 1999 - Epifania do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.98
Queridos filhos! Na alegria deste Natal, desejo abençoá-los com minha bênção. De maneira especial, filhinhos, dou-lhes a bênção do Menino Jesus. Que Ele os encha com Sua paz. Hoje, filhinhos, vocês não têm paz, mas anseiam por ela. Por isso, com meu Filho Jesus, neste dia, convido-os: rezem, rezem, rezem porque, sem oração, vocês não têm nem ale-gria, nem paz, nem futuro. Aspirem à paz e procurem-na, porque Deus é a verdadeira paz. Obrigada por terem corres-pondido a meu apelo.
Sem oração não existe paz
Hoje, Nossa Senhora, na alegria do Natal, deseja abençoar-nos com Sua bênção. Abençoar significa querer bem a uma pessoa, falar bem dela, desejar-lhe o bem e manifestá-lo com palavras, como, por exemplo: Deus o abençoe; Nossa Se-nhora o proteja; Deus lhe dê a paz, ilumine-o e o guarde. Todas estas expressões são bênçãos. Pensando na bênção que Maria deseja dar-nos, peçamos a graça de poder recebê-la. Também nós podemos e devemos abençoar, isto é, falar bem dos outros e sempre evitar falar mal. Quantas vezes, ouvimos dizer: fizeram-me mal, alguém me amaldiçoou. E, infeliz-mente, às vezes, também de nossa boca saem maldições. Hoje, no entanto, queremos renunciar a tudo isso e receber a bênção da Santíssima Virgem.
Mais adiante, Nossa Senhora diz que nos dá a bênção do Menino Jesus. Bênção significa, também, a presença da pes-soa que nos ama. O nome de Jesus, em Isaías 7,14, é: "Emanuel", "Deus conosco". A maior bênção para todos nós é a presença de Jesus. Ele é o Príncipe da Paz. Seu desejo, Sua vontade, Sua vinda, e também missão, é encher-nos com Sua Paz. Paz, no conceito bíblico, significa plenitude dos bens espirituais, psíquicos e físicos. Jesus quer bem a nós e de-seja conceder-nos Sua paz.
Depois, Nossa Senhora diz que no momento não temos paz. Muitas pessoas, muitas famílias, a Igreja, e muitos países não têm paz, estão envolvidos em guerra aberta. Mas, também muitos, mesmo não havendo guerra, não possuem paz no coração. Nesta mensagem, Nossa Senhora indica-nos como alcançá-la. Com Seu Filho Jesus, convida-nos: Rezem, re-zem, rezem!. De novo, repete três vezes este convite e diz-nos que, sem oração, não podemos ter nem alegria, nem paz, nem futuro. Na mensagem de Novembro, Ela disse: devemos aceitar a oração com seriedade e também repetia: Rezem, rezem, rezem. Pedia que nos decidíssemos pela conversão, pela santidade e também pela oração, hoje e não amanhã.
No final desta mensagem, Nossa Senhora convida-nos: Aspirem à paz e procurem-na. Este desejo é normal em to-dos nós, mas não nos devemos esquecer de que Deus é a verdadeira paz. Muita gente, querendo a paz, começa a procu-rá-la nos atalhos. Outros procuram a paz que oferece o mundo: nos bens materiais, no alcoolismo, na droga e em outras coisas que nos prometem paz fácil. A verdadeira paz somente Deus pode nos oferecer.
Que a mensagem de hoje nos dê novo impulso para o ano que começa. Se buscamos a paz, decidamo-nos pela ora-ção. Frei Slavko
Últimas
Durante as últimas semanas, houve um enorme número de croatas que se confessaram. Os muitos confessionários estavam sempre cheios de penitentes durante todos os dias. A partir do dia 16 de dezembro, fizemos a novena de Natal na Colina das Aparições. Ali rezamos o Rosário. Colocamos nas intenções todos os peregrinos que têm vindo a Mediugó-rie, a fim se manterem fiéis a Maria em sua estrada para a Salvação. Em todos os dias houve um bom número de pessoas rezando conosco. No momento, o maior número de peregrinos é o de língua francesa. Para o Novo Ano estamos esperan-do ainda mais peregrinos, que virão da Alemanha, Itália, Áustria, República Theca, Eslováquia, Estados Unidos, Inglaterra e da Coréia. No dia 31 de dezembro, começaremos as orações às 22h e, às 23h15, iniciaremos a Santa Missa, de forma que a Consagração se realize exatamente à meia-noite. Que a realidade da transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus seja também um sinal para a transformação dos tempos e mude-nos interiormente para o Novo Ano. Es-pero que muitos peregrinos, também em suas casas, na noite do Ano Novo 1998-99, estejam unidos a nós através da ora-ção, rezando por todos os planos e programas que Maria tem para o mundo.
Com relação aos videntes, Vicka continua tendo as aparições diariamente. Maria Pavlovic está na Itália. Ívan, no mês de dezembro, esteve aqui por duas semanas, mas já retornou aos Estados Unidos. Miriana e Ivanka estão em casa, como sempre. Iákov teve sua primeira aparição anual hoje, dia 25. Como vocês já sabem, no dia 12 de setembro a Virgem Ma-ria confiou-lhe o 10º segredo e disse-lhe que, a partir daquele dia, ele não teria mais as aparições todos os dias, mas, sim, no dia 25 de dezembro de cada ano. Nossa Senhora também deu-lhe uma mensagem hoje e encorajou-o a permanecer no caminho de Jesus e ser testemunha nesse caminho de paz e de amor pelo qual Deus trabalha nas pessoas e através delas. Em seguida, Nossa Senhora prometeu aparecer-lhe anualmente, como está ainda fazendo com Miriana e Ivanka. Ela escolheu o Dia do Natal para essa aparição anual e tive a permissão de estar presente. Iákov se preparou, primeiro, com a Santa Confissão e, depois, participando da Santa Missa na Comunidade de Irmã Elvira. Em seguida, com sua es-posa e filhos e poucos amigos, começou a rezar em sua casa, momento em que Nossa Senhora apareceu-lhe. Depois da aparição, que teve início às 11h50 e durou 12 minutos, Iákov escreveu:
Nossa Senhora estava alegre. Ela cumprimentou-me, como sempre, com "Louvado seja Jesus Cristo!" Falou-me a respeito dos segredos e, depois, deu-me esta mensagem:
Queridos filhos! Hoje, no aniversário de meu Filho, meu Coração está repleto de imensurável alegria, amor e paz. Como Mãe de vocês, desejo que cada um sinta no coração a mesma alegria, paz e amor. Por isso, não te-nham medo de abrir seus corações e oferecerem-se completamente a Jesus, porque apenas dessa forma Ele po-derá entrar em seus corações e enchê-los de amor, paz e alegria. Abençôo-os com minha bênção materna."
Depois da aparição, Iákov chorou por algum tempo. Já refeito, disse que chorou não porque Nossa Senhora estivesse triste, mas porque a aparição tinha sido, para ele, muito breve. Para nossos videntes, as Aparições de Nossa Senhora são algo muito extraordinário, e, para nós, cristãos normais, asseguro-lhes que, o seu significado para os videntes é quase inimaginável para nós. Podemos apenas ser agradecidos pelo fato de podermos acreditar que Maria está, de fato, apare-cendo diariamente, e isto , na verdade, é uma imensa graça. Suas aparições, para alguns deles apenas uma vez ao ano, são, também, uma grande graça e incalculável ajuda para todos nós. Por isso, peço-lhes que se abram à bênção materna de Maria, e que, neste Novo Ano, permaneçamos todos no caminho de Nossa Senhora. Frei Slavko, Mediugórie, 25.12.98
Festa da Mãe de Deus
Não é por acaso que no primeiro dia do ano civil a Igreja comemora o nome de Maria Mãe de Deus. O término de um ano e o início de outro que se celebra de forma pomposa não são marcados apenas por novas esperanças e expectativas, mas também por apreensões e medo. Propriamente do futuro esperamos muito e, com o desejo de ter ou ser algo mais, mistura-se também a ânsia do êxito. Podemos esconder nossos medos e nossas esperanças, mas se isto vier a acontecer, devemos saber que há necessidade sempre de recomeçar do início e isto nos cansa.
A Igreja coloca a imagem de Maria Mãe de Deus no início do ano e tem motivos: para a Igreja, Maria é uma "nova cria-ção". No seu ser e no seu seio não se encarnou o medo, mas o novo Adão. Isto não aconteceu sem perguntas e medos, nem todas as suas preocupações foram resolvidas por antecipação.
O mundo em que vivemos é marcado pela mistura de esperança e medo. Podemos nos dirigir às pessoas com boas esperanças ou apenas com maus pressentimentos. O lugar do cristão não está seguro em meio aos profetas das desven-turas. O seu lugar é do lado daqueles que tem boas esperanças, não obstante as reais dificuldades.
"Acredito no sol, mesmo quando não brilha; creio no amor, mesmo quando não o sinto; creio em Deus, mesmo quando não O vejo."
Com estas palavras de um jovem hebreu, escritas no gueto de Varsóvia, e com bênção de Deus e por intercessão de Nossa Senhora, desejo-lhes dias abençoados no Ano que chega.
Frei Ivan Landeka - pároco de Mediugórie
Natal e Ano Novo
Em preparação ao Natal, além do pro-grama das orações da tarde na Igreja, realizou-se a Novena. Du-rante o período do Advento, houve três retiros de oração e jejum na casa de oração "Domus Pacis", dos quais par-ticiparam 150 peregrinos locais e do exterior. Os participantes desejaram, atra-vés do jejum e da oração, prepararem-se para o Natal e aproximarem-se do mis-tério do nascimento de Deus na terra.
Por ocasião da festa do Natal, reinou no Santuário da Rainha da Paz uma atmosfera de paz, oração e comunhão entre os fiéis vindos de todas as partes do mundo. Como o Natal é uma festa familiar, encontravam-se em Mediugórie, naquele dia, cerca de apenas 1000 peregrinos. Os grupos mais numerosos vinham da França, Coréia, Itália, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e México.
A celebração eucarística teve início com a apresentação de teatro e músicas de crianças. Dessa maneira, foram dados os votos de Feliz Natal aos fiéis presentes e aos peregrinos de Mediugórie, provenientes de todas as partes do mundo. Na igreja, repleta de fiéis, as orações tiveram início às 22h e terminaram com a Santa Missa à meia-noite. O dia de Natal transcorreu em clima de paz e de alegria natalinas entre os paroquianos e fiéis reunidos em volta da Mãe.
Encontro formativo e de Oração
O encontro deste ano tem como título: "A peregrinação - parte do nosso caminho de fiéis". Será realizado de 28 de fe-vereiro a 5 de março de 1999, no hotel Sunce, em Neum (distante 30 km de Mediugórie). Esse encontro terá a duração de seis dias, portanto, um a mais do que nos anos precedentes. Os primeiros quatro dias, como tem sido até agora, serão de-dicados à oração, às palestras, à troca de experiências, encontro com os padres e videntes de Mediugórie, enquanto o pe-núltimo dia será totalmente dedicado à renovação espiritual. Como em todos os anos, terminaremos este encontro com uma peregrinação coletiva a Mediugórie.
Está prevista a tradução simultânea em todas a línguas dos participantes. Pede-se levar, ou adquirir no local, um pe-queno rádio FM com fone de ouvido. O preço total do evento (alojamento e refeições) é de 315 marcos por pessoa, a se-rem pagos aos organizadores do encontro, na portaria do hotel.
Vir, ver e viver a fé
Vivo Mediugórie pela fé. No Evangelho lemos que Jesus foi a Nazaré e leu na sinagoga. Muitos se admiraram por causa de suas palavras, alguns protestaram, dizendo conhecer sua família, sua mãe e seu pai. Creio que seja necessário vir aqui, encontrar tempo, ver e viver a fé. Dessa maneira, poderemos conhecer Mediugórie. Não é fácil falar sobre Me-diugórie. Trata-se de uma experiência profunda, íntima, pessoal. Aqui se experimenta a paz interior, a reconciliação. Des-cobre-se facilmente a verdadeira fé cristã. Por isso, é um momento de renovação. Para expressá-la com palavras simples é preciso vir aqui, ver, encontrar e ouvir as pessoas, subir os montes, participar da programação vespertina e encontrar tempo para uma oração pessoal, no silêncio. Tenho tido experiências pessoais de reconciliação comigo mesmo. Em todos nós existe uma parte que não conhecemos, um lado pagão. Por se tratar de libertação interior, de reconciliação, é possível perceber, às vezes, de maneira mais forte, os ataques de satanás, mas, ao mesmo tempo, encontra-se também a força para vencê-lo. A Virgem Maria traz consigo uma luz que nos ajuda a ver o seu caminho e a compreender melhor a nossa missão. Ela nos acompanha ao longo do nosso caminho e deseja guiar-nos até à vida com Deus. Mediugórie nos abre, de fato, a estrada à Santíssima Trindade. É isto o que faz Maria aqui e por isso sou-Lhe agradecido.
Dom Louis Kebreau, bispo de Haiti, que visitou Mediugórie em novembro/98 Press Bulletin
Aparição na Cruz Azul
No dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, demos as boas-vindas a Nossa Senhora na Cruz Azul e, apesar do frio, nossos corações ardiam! Através de sua bênção, Maria trouxe grande paz aos corações dos peregrinos presentes. De acordo com Ivan, a Gospa encontrava-se muito feliz. Três anjos vieram com Ela. O vidente Ivan recomendou-Lhe os doentes e todos nós. Mais uma vez, Ela convidou-nos a rezar principalmente em família. Em seguida, pediu que "nos pre-parássemos para o Grande Dia que se aproximava" (Natal).
Natal que agrada a Deus
Nossa Senhora passou o seu 17º Natal conosco e é bom relembrar como Ela preparou o grupo de oração dos jovens para viver esta "Festa da Alegria", de maneira correta, da forma como realmente agrada a Deus. Ela insistia em que pu-séssemos prioridade em obras concretas de misericórdia e de amor para com aqueles que estão abandonados, doentes, sofrendo, e que fôssemos compassivos para com aqueles que, durante estes dias de festa, sentem-se mais do que nunca abandonados ou desesperados. Numa palavra, sejamos para eles um presente de alegria! Convidou-nos também a ler e partilhar, em nossas famílias, as passagens da Bíblia referentes a este tempo do Advento. Muitas vezes, pediu-nos para desligar a televisão durante os 9 dias antes do Natal (para não sairmos do espírito de contemplação). Ela realmente diz: Quando assistem os programas de televisão, vocês não rezam e seus corações ficam distantes de Mim. Na luta provocada pela visão materialista do Natal, por parte do Ocidente, como seríamos felizes, se tomássemos as mãos de Ma-ria e nos deixássemos introduzir, por meio dEla, nas alegrias celestes! No mais crucial da guerra, disse-nos na Montanha: Queridos filhos, que este Natal seja mais feliz que todos os outros. Desejo que sejam felizes nas famílias como fomos na Gruta, quando meu Filho nasceu (Advento de 1992).
Primeiro ir a Mediugórie
Tiago e Clara, franceses, estavam preocupados em ver sua filha, Mariana, distanciar-se cada vez mais da fé. Estava casada com um muçulmano que não aceitava batizar os três filhos. Como costumavam fazer a cada ano, Tiago e Clara foram fazer a visita de algumas semanas na casa da filha. Foi um choque! Tiveram toda a razão de ficarem desapontados ao encontrarem o jovem casal em situação dramática. A atmosfera na casa estava tão carregada e envenenada, que os pais estavam pensando em ir logo embora. Sua filha não falava mais com o marido e o mesmo acontecia por parte dele. Não mais se olhavam e estavam em total desacordo sobre a criação dos filhos. A menor palavra servia de pretexto para discussões, de sorte que a separação parecia iminente. Mariana estava agressiva e perdera a paciência. Confidenciou a seus pais que estava pensando em partir com as crianças, mas eles lhe disseram: "Por favor, não tome qualquer decisão, até retornarmos do nosso retiro em Mediugórie. Iremos a Mediugórie para um retiro de jejum e oração de cinco dias, com Frei Slavko. Você verá que, através do jejum e da oração, tudo poderá ser obtido, até mesmo parar as guerras! Iremos en-tregar seus problemas e cruzes a Maria, com grande confiança. O que quer que pareça insolúvel do ponto de vista huma-no, não o é para Ela."
Em Mediugórie, apesar do sofrimento, Tiago e Clara penetraram no Coração de Maria e começaram a viver tudo que Ela pedia, contido nos 5 pontos (1. Rosário - reza diária com o coração; 2. Missa - participação diária, ou, pelos menos, aos domingos, com Comunhão; 3. Bíblia - leitura diária de pequenos trechos, vivenciando-os durante o dia e, nas quintas-feiras, ler Mt. 6, 24-34); 4. Jejum - praticá-lo às quartas e sextas-feiras, a pão e água, com mais oração e amor; 5. Confis-são - fazê-la mensalmente e, também, logo após ter cometido um pecado grave, mortal). Estavam plenos de paz e tinham certeza de que, de Sua parte, Maria evitaria a destruição da família e ainda a abençoaria.
Numa tarde, após regressarem a sua casa na França, sua filha telefonou-lhes. O marido a levara para um fim de se-mana sem os filhos, algo incrível da parte dele! Quatro dias mais tarde, ela lhes telefonou novamente: "Ontem meu mari-do disse que queria falar-me. Logo pensei: ele vai pedir o divórcio. Esperei que o pior acontecesse. Mas vocês não podem acreditar, ele disse-me o contrário: "Peço-lhe perdão pelo mal que lhe causei. Não se preocupe e creia, vou mudar, você é importante para mim, amo-a, temos lindos filhos." Enquanto falava comigo, senti um nó garganta. Não fui capaz de dizer uma palavra sequer, apenas chorava."
Efetivamente Mariana notou uma rápida mudança em seu marido. Tornou-se atento e carinhoso, começou a telefonar-lhe do escritório, durante o dia... foi uma imensa fonte de paz para ela e, por isso, tornaram-se mais gentis. Os três filhos foram batizados e, com profunda gratidão a Deus, Tiago e Clara concluíram: "Que grandes mudanças presenciamos em tão pouco tempo! Maria sabia como era desesperadora a situação e, de maneira incrível, respondeu às nossas orações!"
Alegria no sofrimento
Vicka, com problemas de coluna, sofreu muito nas últimas semanas. Enquanto permanecer acamada, não poderá falar aos peregrinos. Sua recuperação levará algum tempo. Ela, que tão frequentemente visitava os doentes, confortando-os e testemunhando-lhes o amor de Jesus e de Maria, está agora fazendo muito mais por eles: compartilha com eles, com amor, o mesmo sofrimento em sua cama de dor, e reza mais do que antes.
Na década de 80, Vicka já experimentara enormes sofrimentos físicos e Nossa Senhora ensinou-lhe muito sobre o imenso valor do sofrimento oferecido a Deus. "São raros aqueles que compreendem o grande valor do sofrimento - disse Ela a Vicka. Se pelo menos soubessem que graças seus sofrimentos trazem para si próprios e para os outros! Vicka pode testemunhar, com sua própria experiência, que, quando suportado assim, o sofrimento realmente torna-se "o caminho da ale-gria".
Sofrimento aceito:
maturidade espiritual-
Desejo assegurar-vos que as famílias que participam deste Encontro, e todos os fiéis que se solidarizam conosco, abraçam com afeto toda a fa-mília humana tocada pelo sofrimento. Abraçam, hoje, especialmente a vós que passais pela provação intensa da dor, que só o misterioso desígnio da Providência divina pode ajudar-vos a compreender.
A Igreja não pode deixar de sentir no coração o dever da proximidade e da participação neste mistério doloroso, que associa tantos homens e mulheres de todos os tempos ao estado de Jesus Cristo durante a sua Paixão. Quando o mal bate às portas de um ser humano, convida sempre cada qual a reconhecer na própria existência o reflexo de Cris-to, o «Homem das Dores»...
No plano salvífico de Deus, «o sofrimento, mais do que qualquer outra coisa, torna presentes na história da humanida-de as forças da Redenção. Precisamente como o Se-nhor Jesus salvou o seu povo, amando-o «até o extremo», «até a morte de cruz», também continua a convidar de algum modo todos os discípulos a sofrerem pelo Reino de Deus. Quando é unido à Paixão redentora de Cristo, o sofrimento humano torna-se um instrumento de maturidade espiritual- e uma mag-nífica escola de amor evangélico.
A vós, doentes, convido-os a olhar sempre com fé e esperança para o Redentor dos homens. A misericórdia divina sa-berá acolher vossas preces e súplicas para, se for do agrado do Pai e para o vosso bem, curar-vos dos males que vos afli-gem. Ele, porém, enxugará sempre vos-sas lágrimas, se souberdes olhar para a sua Cruz e antecipar na esperança a re-compensa destes padecimentos. Tende confiança, Ele não vos abandona!
Desejo exprimir, também, a todos vós que trabalhais no Hospital - médicos, enfermeiros, farmacêuticos, amigos vo-luntários, acompanhantes, sa-cerdotes, religiosos - o reconhecimento da Igreja pelo exemplo que ofereceis e pela caridade com que desempenhais vosso serviço à sociedade. «Tal serviço é uma via de santificação como a própria doença»...
A ciência, que o Criador pôs em vossas mãos, seja sempre instrumento de respeito absoluto da vida humana e da sua sacralidade, como já reconhecia o antigo e sempre atual juramento de Hipócrates.
«Juntamente com Maria, Mãe de Cristo, que estava aos pés da cruz, detemo-nos ao lado de todas as cruzes do ho-mem de hoje», como também hoje desejo fazê-lo ao lado deste Hospital, para de-clarar abertamente que a Igreja tem ne-cessidade dos doentes e da sua oblação ao Senhor, a fim de obter graças mais abundantes para a humanidade inteira.
Alocução do Santo Padre aos enfermos do Instituto N. Câncer, durante o II Encontro Mundial com as Famílias, realizado no Rio de Janeiro, outubro de 1997.
A Fé e Sua Antena
Jesus, sentimo-nos como vossos discípulos no deserto. Guiai-nos em nossa busca enquanto estamos aqui, ajudai-nos a abrir nossos corações e olhos, concedei-nos o dom da fé para que conheçamos Vossa vontade, para iluminar-nos e permitir que Vos conheçamos, nosso Criador e Pai.
Gostaria de permanecer todo o dia com vocês, perante o grande dom que é a fé. Vocês são guias de peregrinos em Mediugórie. Aqueles que acompanham e guiam os outros conhecem o caminho de Deus. Se um guia não conhece o ca-minho, é um falso guia, um falso profeta. Como guias, vocês são responsáveis pela fé de outros. Aquele que crê, aprende a rezar; aquele que é um ateu não pode rezar porque tem medo. A fé, então, é o primeiro passo.
Nos telhados dos edifícios das cidades, vemos muitas antenas que têm a tarefa de captar sinais eletrônicos e transmiti-los aos aparelhos de televisão. A tarefa da antena é captar os sinais. Se a antena não está na posição correta, a imagem não será clara. A televisão pode ter custado muito, mas não transmitirá o sinal se a antena não estiver adequadamente posicionada. A fé é a antena da vida cristã.
Se funciona, sempre capta a Palavra que vem do Senhor.
As três virtudes teologais são: amor, esperança e fé. Por que elas são teologais? Porque são dons dados a todos por Deus, doados ao homem como semente e potencialidade. Deus não pode criar um homem sem dar a ele o dom da fé.
A família e a comunidade têm o dever de desenvolver a fé na criancinha. Um ateu não existe por natureza, porque cada indivíduo tem este grande dom dentro de seu coração. Conseqüentemente, a tarefa de um guia é ajustar a antena de cada pessoa, de modo que a fé possa ser desenvolvida.
Deus interveio diretamente na conversão de São Paulo. Paulo, depois, lutou para desenvolver a fé nos outros.
Comecemos do ponto anterior: não há sequer um homem que não tenha fé. Há somente aqueles que a perderam ou que negligenciaram seu desenvolvimento.
Como o homem perde a fé? Deixando a oração em comunidade, não freqüentando os sacramentos ou negligenciando a oração.
Não há mais regimes que imponham a fachada exterior de uma fé no povo. Hoje a fé é vivida, por convicção, em meio a um mundo pagão.
Há um mecanismo: o coração - a vida que ajusta a antena.
Um homem sem fé é um avião sem motor, incapaz de voar.
Por que existem homens sem fé? Pascal e Santa Teresa declaram que superar maus hábitos significa desenvolver a fé. Uma programação imperfeita bloqueia a fé. Não é possível sintonizar uma antena em dois programas; você não pode servir a dois mestres.
Se os maus hábitos são arrancados, a semente da fé encontra solo fértil e desenvolve-se rapidamente. Quando uma família ou paróquia decide rezar, frutos são produzidos imediatamente, e até aqueles de coração duro em relação a Deus transformar-se-ão. Este ano, durante o período natalino, todas as famílias da minha paróquia receberam a visita do padre em suas casas, para a Bênção de Natal, até mesmo aqueles que, por motivos políticos ou ideológicos, antigamente fecha-vam as portas.
Que aconteceu? Não há rebeldia mais, todos desejam Jesus. Esta graça, asseguro-lhes, nasce da oração. Ideologias são disseminadas através dos discursos; a fé, por meio da oração.
Conseqüentemente, a antena da fé é a oração. Se a antena está danificada, a fé fica bloqueada. Privar o homem da fé é como privar a terra do sol. O sol do cristão é Deus. É possível viver até sem liberdade, mas não sem fé, não sem o Se-nhor, não sem crer nEle, esperando nEle e amando-O.
O homem que renunciou a sua fé para seguir outros valores, imediatamente perdeu tudo como cristão, como filho. A fé não é um assunto particular. O homem tem fé para manter os outros, aqueles de sua própria geração e os que virão. Os pais devem passar a fé para os filhos. Não é possível dizer que os filhos escolherão a fé mais tarde. Uma criança não é capaz de saber e acreditar quando desejar. Alguns sábios dizem que um homem recebe cerca de 3.500 dons; dois terços são desenvolvidos dentro da família. Entre estes está a fé, que não se desenvolve se a família não tiver fé. Por esta ra-zão, a família é a instituição sacramental, o templo, o santuário e o solo fértil para a fé.
Além da família, e se essa faltar, há uma família maior, a comunidade. Conseqüentemente, a fé vivida pode desenvol-ver-se. Por isso, é importante que a comunidade seja forte e viva na fé. Nada nasce de algo que está morto. Mesmo as epidemias são transmitidas dos vivos. É uma lei da física.
Os frutos são graça de Deus e os guias podem distribuir estes dons em nome dEle. O que, então, significa ter fé? Afir-mo-lhes que, de forma alguma, é um conhecimento.
Acreditar significa estar pronto para realizar tudo o que o Senhor lhes mandar, mesmo quando parecer contraditório, como quando pediu aos apóstolos que jogassem as redes durante o dia. O fundamento da fé não é a lógica. A fé é obedi-ente.
Eu creio no nome de Jesus, o Deus que redime.
Nosso desenvolvimento econômico aumentou a instrução, mas esquecemos a fé.
O fiel sabe como sofrer, da forma como o souberam os trinta e dois frades mortos, a uma hora na manhã, do dia 7 de feverei-ro de 1945, num convento próximo daqui.
Sem fé não é possível dar um bom exemplo.
Erich Fromm escreveu: "Hoje há uma grande confusão porque estão faltando as testemunhas e o testemunho. Não há mais guias que conheçam a estrada, e a estrada certa é a da fé. Sem fé o homem é estéril e sem coração, vive no medo sua própria identidade".
Uma pessoa sem fé é como um meteoro fora da órbita. Jesus diz: "Aquele que crê tudo pode".
Uma das condições necessárias exigidas pela fé é a de se tornar pequeno, como crianças, porque as criancinhas acreditam em tudo.
Quando os videntes viram Nossa Senhora, logo comunicaram o ocorrido, logo entenderam, porque a experiência era uma re-alidade para eles. Por outro lado, os adultos fizeram milhares de perguntas.
Desejo convidá-los a tornarem-se como criancinhas, crianças perante o Pai e perante a Mãe. Derramemos nossas vidas nas mãos do Senhor, em Seu cálice. "O testemunho" (Frei Iozo). Tradução: Ehusson Chequer
Seu lugar é no coração
Falar sobre Mediugórie é agradecer a Deus pela vinda gloriosa de Maria. Mediugórie... tão distante e tão perto! Não se encontra na mídia, mas no coração. Naquele vilarejo percebe-se a presença Divina. O amor está presente nas pessoas, nos lugares e até mesmo nas montanhas que desafiam os mais incrédulos.
Muitas vezes, chegamos a Mediugórie pensando em ver coisas extraordinárias, esquecendo-nos de que o mais extraordinário somos nós mesmos, criados que somos à imagem e semelhança de Deus. Existirá algo mais grandioso do que a própria vida?
Missão sublime e difícil tem a Mãe do Divino Amor! Tempo de graça. Tempo de conversão. Tempo de abertura do coração ao amor de Deus. Oh, Senhor! Se descobríssemos quanta beleza possuímos dentro de nós e nos deixássemos conduzir pela for-ça que vem do vosso Amor, seríamos capazes de ouvir Vossa Mãe que, carinhosamente, pede-nos, com amor, a reza do Rosá-rio, a participação na Santa Missa, a Confissão, a leitura da Sagrada Escritura e o Jejum.
Mediugórie é exatamente isso: a recuperação da vida, um despertar da consciência e um reavivamento da identidade cristã, em unidade com toda a Igreja.
Rosemary Salomão Evangelista da Costa - Teresina (PI)
Eco de Mediugórie
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Peregrinações 1999
Para os grupos de abril, junho, julho, setembro e outubro de 1999, o programa abrange: Mediugórie (uma semana), Terra Santa e santuários da Itália. A peregrinação completa tem a duração de 17 dias (US$ 3.210). Excluindo-se a Terra Santa, reduz-se para 12 dias (US$ 2.550), ou para 10 dias, se excluída também a Itália (US$1.995). Em Julho, alta estação, haverá acréscimo em função da passagem aérea internacional. Para os Estados do Norte e do Nordeste, há acréscimo, em todos os programas, por causa do bilhete nacional.
Grupo Especial de Fev/99 - Somente Mediugórie: Saída dia 26/fev e retorno 07/março/99. Valor: US$ 1.995.
Para melhor comodidade e aproveitamento por parte do peregrino, já se encontram incluídos no preço dos nossos programas de viagens:
- todas as passagens e taxas;
- carregadores de malas;
- translados;
- alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar) durante toda a peregrinação;
- refrigerantes ou água mineral nas refeições;
- acomodação em apartamento duplo, em hotéis de 3 ou 4 estrelas;
- gorjetas
- camisetas, boné, bolsa de viagem, livro e filme sobre Mediugórie;
- seguro saúde e extravio de bagagem.
- guia, falando português durante toda a peregrinação