Mediugórie - Eco
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Janeiro de 1999 - Epifania
do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.12.98
Queridos filhos! Na alegria
deste Natal, desejo abençoá-los com minha bênção.
De maneira especial, filhinhos, dou-lhes a bênção do
Menino Jesus. Que Ele os encha com Sua paz. Hoje, filhinhos, vocês
não têm paz, mas anseiam por ela. Por isso, com meu Filho
Jesus, neste dia, convido-os: rezem, rezem, rezem porque, sem oração,
vocês não têm nem ale-gria, nem paz, nem futuro. Aspirem
à paz e procurem-na, porque Deus é a verdadeira paz. Obrigada
por terem corres-pondido a meu apelo.
Sem oração
não existe paz
Hoje, Nossa Senhora, na
alegria do Natal, deseja abençoar-nos com Sua bênção.
Abençoar significa querer bem a uma pessoa, falar bem dela, desejar-lhe
o bem e manifestá-lo com palavras, como, por exemplo: Deus o abençoe;
Nossa Se-nhora o proteja; Deus lhe dê a paz, ilumine-o e o guarde.
Todas estas expressões são bênçãos. Pensando
na bênção que Maria deseja dar-nos, peçamos
a graça de poder recebê-la. Também nós podemos
e devemos abençoar, isto é, falar bem dos outros e sempre
evitar falar mal. Quantas vezes, ouvimos dizer: fizeram-me mal, alguém
me amaldiçoou. E, infeliz-mente, às vezes, também
de nossa boca saem maldições. Hoje, no entanto, queremos
renunciar a tudo isso e receber a bênção da Santíssima
Virgem.
Mais adiante, Nossa Senhora
diz que nos dá a bênção do Menino Jesus. Bênção
significa, também, a presença da pes-soa que nos ama. O nome
de Jesus, em Isaías 7,14, é: "Emanuel", "Deus conosco". A
maior bênção para todos nós é a presença
de Jesus. Ele é o Príncipe da Paz. Seu desejo, Sua vontade,
Sua vinda, e também missão, é encher-nos com Sua Paz.
Paz, no conceito bíblico, significa plenitude dos bens espirituais,
psíquicos e físicos. Jesus quer bem a nós e de-seja
conceder-nos Sua paz.
Depois, Nossa Senhora diz
que no momento não temos paz. Muitas pessoas, muitas famílias,
a Igreja, e muitos países não têm paz, estão
envolvidos em guerra aberta. Mas, também muitos, mesmo não
havendo guerra, não possuem paz no coração. Nesta
mensagem, Nossa Senhora indica-nos como alcançá-la. Com Seu
Filho Jesus, convida-nos: Rezem, re-zem, rezem!. De novo, repete três
vezes este convite e diz-nos que, sem oração, não
podemos ter nem alegria, nem paz, nem futuro. Na mensagem de Novembro,
Ela disse: devemos aceitar a oração com seriedade e também
repetia: Rezem, rezem, rezem. Pedia que nos decidíssemos pela conversão,
pela santidade e também pela oração, hoje e não
amanhã.
No final desta mensagem,
Nossa Senhora convida-nos: Aspirem à paz e procurem-na. Este desejo
é normal em to-dos nós, mas não nos devemos esquecer
de que Deus é a verdadeira paz. Muita gente, querendo a paz, começa
a procu-rá-la nos atalhos. Outros procuram a paz que oferece o mundo:
nos bens materiais, no alcoolismo, na droga e em outras coisas que nos
prometem paz fácil. A verdadeira paz somente Deus pode nos oferecer.
Que a mensagem de hoje nos
dê novo impulso para o ano que começa. Se buscamos a paz,
decidamo-nos pela ora-ção. Frei Slavko
Últimas
Durante as últimas
semanas, houve um enorme número de croatas que se confessaram. Os
muitos confessionários estavam sempre cheios de penitentes durante
todos os dias. A partir do dia 16 de dezembro, fizemos a novena de Natal
na Colina das Aparições. Ali rezamos o Rosário. Colocamos
nas intenções todos os peregrinos que têm vindo a Mediugó-rie,
a fim se manterem fiéis a Maria em sua estrada para a Salvação.
Em todos os dias houve um bom número de pessoas rezando conosco.
No momento, o maior número de peregrinos é o de língua
francesa. Para o Novo Ano estamos esperan-do ainda mais peregrinos, que
virão da Alemanha, Itália, Áustria, República
Theca, Eslováquia, Estados Unidos, Inglaterra e da Coréia.
No dia 31 de dezembro, começaremos as orações às
22h e, às 23h15, iniciaremos a Santa Missa, de forma que a Consagração
se realize exatamente à meia-noite. Que a realidade da transformação
do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus seja também
um sinal para a transformação dos tempos e mude-nos interiormente
para o Novo Ano. Es-pero que muitos peregrinos, também em suas casas,
na noite do Ano Novo 1998-99, estejam unidos a nós através
da ora-ção, rezando por todos os planos e programas que Maria
tem para o mundo.
Com relação
aos videntes, Vicka continua tendo as aparições diariamente.
Maria Pavlovic está na Itália. Ívan, no mês
de dezembro, esteve aqui por duas semanas, mas já retornou aos Estados
Unidos. Miriana e Ivanka estão em casa, como sempre. Iákov
teve sua primeira aparição anual hoje, dia 25. Como vocês
já sabem, no dia 12 de setembro a Virgem Ma-ria confiou-lhe o 10º
segredo e disse-lhe que, a partir daquele dia, ele não teria mais
as aparições todos os dias, mas, sim, no dia 25 de dezembro
de cada ano. Nossa Senhora também deu-lhe uma mensagem hoje e encorajou-o
a permanecer no caminho de Jesus e ser testemunha nesse caminho de paz
e de amor pelo qual Deus trabalha nas pessoas e através delas. Em
seguida, Nossa Senhora prometeu aparecer-lhe anualmente, como está
ainda fazendo com Miriana e Ivanka. Ela escolheu o Dia do Natal para essa
aparição anual e tive a permissão de estar presente.
Iákov se preparou, primeiro, com a Santa Confissão e, depois,
participando da Santa Missa na Comunidade de Irmã Elvira. Em seguida,
com sua es-posa e filhos e poucos amigos, começou a rezar em sua
casa, momento em que Nossa Senhora apareceu-lhe. Depois da aparição,
que teve início às 11h50 e durou 12 minutos, Iákov
escreveu:
Nossa Senhora estava alegre.
Ela cumprimentou-me, como sempre, com "Louvado seja Jesus Cristo!" Falou-me
a respeito dos segredos e, depois, deu-me esta mensagem:
Queridos filhos! Hoje, no
aniversário de meu Filho, meu Coração está
repleto de imensurável alegria, amor e paz. Como Mãe de vocês,
desejo que cada um sinta no coração a mesma alegria, paz
e amor. Por isso, não te-nham medo de abrir seus corações
e oferecerem-se completamente a Jesus, porque apenas dessa forma Ele po-derá
entrar em seus corações e enchê-los de amor, paz e
alegria. Abençôo-os com minha bênção materna."
Depois da aparição,
Iákov chorou por algum tempo. Já refeito, disse que chorou
não porque Nossa Senhora estivesse triste, mas porque a aparição
tinha sido, para ele, muito breve. Para nossos videntes, as Aparições
de Nossa Senhora são algo muito extraordinário, e, para nós,
cristãos normais, asseguro-lhes que, o seu significado para os videntes
é quase inimaginável para nós. Podemos apenas ser
agradecidos pelo fato de podermos acreditar que Maria está, de fato,
apare-cendo diariamente, e isto , na verdade, é uma imensa graça.
Suas aparições, para alguns deles apenas uma vez ao ano,
são, também, uma grande graça e incalculável
ajuda para todos nós. Por isso, peço-lhes que se abram à
bênção materna de Maria, e que, neste Novo Ano, permaneçamos
todos no caminho de Nossa Senhora. Frei Slavko, Mediugórie, 25.12.98
Festa da Mãe de Deus
Não é por
acaso que no primeiro dia do ano civil a Igreja comemora o nome de Maria
Mãe de Deus. O término de um ano e o início de outro
que se celebra de forma pomposa não são marcados apenas por
novas esperanças e expectativas, mas também por apreensões
e medo. Propriamente do futuro esperamos muito e, com o desejo de ter ou
ser algo mais, mistura-se também a ânsia do êxito. Podemos
esconder nossos medos e nossas esperanças, mas se isto vier a acontecer,
devemos saber que há necessidade sempre de recomeçar do início
e isto nos cansa.
A Igreja coloca a imagem
de Maria Mãe de Deus no início do ano e tem motivos: para
a Igreja, Maria é uma "nova cria-ção". No seu ser
e no seu seio não se encarnou o medo, mas o novo Adão. Isto
não aconteceu sem perguntas e medos, nem todas as suas preocupações
foram resolvidas por antecipação.
O mundo em que vivemos é
marcado pela mistura de esperança e medo. Podemos nos dirigir às
pessoas com boas esperanças ou apenas com maus pressentimentos.
O lugar do cristão não está seguro em meio aos profetas
das desven-turas. O seu lugar é do lado daqueles que tem boas esperanças,
não obstante as reais dificuldades.
"Acredito no sol, mesmo
quando não brilha; creio no amor, mesmo quando não o sinto;
creio em Deus, mesmo quando não O vejo."
Com estas palavras de um
jovem hebreu, escritas no gueto de Varsóvia, e com bênção
de Deus e por intercessão de Nossa Senhora, desejo-lhes dias abençoados
no Ano que chega.
Frei Ivan Landeka - pároco
de Mediugórie
Natal e Ano Novo
Em preparação
ao Natal, além do pro-grama das orações da tarde na
Igreja, realizou-se a Novena. Du-rante o período do Advento, houve
três retiros de oração e jejum na casa de oração
"Domus Pacis", dos quais par-ticiparam 150 peregrinos locais e do exterior.
Os participantes desejaram, atra-vés do jejum e da oração,
prepararem-se para o Natal e aproximarem-se do mis-tério do nascimento
de Deus na terra.
Por ocasião da festa
do Natal, reinou no Santuário da Rainha da Paz uma atmosfera de
paz, oração e comunhão entre os fiéis vindos
de todas as partes do mundo. Como o Natal é uma festa familiar,
encontravam-se em Mediugórie, naquele dia, cerca de apenas 1000
peregrinos. Os grupos mais numerosos vinham da França, Coréia,
Itália, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e México.
A celebração
eucarística teve início com a apresentação
de teatro e músicas de crianças. Dessa maneira, foram dados
os votos de Feliz Natal aos fiéis presentes e aos peregrinos de
Mediugórie, provenientes de todas as partes do mundo. Na igreja,
repleta de fiéis, as orações tiveram início
às 22h e terminaram com a Santa Missa à meia-noite. O dia
de Natal transcorreu em clima de paz e de alegria natalinas entre os paroquianos
e fiéis reunidos em volta da Mãe.
Encontro formativo e de
Oração
O encontro deste ano tem
como título: "A peregrinação - parte do nosso caminho
de fiéis". Será realizado de 28 de fe-vereiro a 5 de março
de 1999, no hotel Sunce, em Neum (distante 30 km de Mediugórie).
Esse encontro terá a duração de seis dias, portanto,
um a mais do que nos anos precedentes. Os primeiros quatro dias, como tem
sido até agora, serão de-dicados à oração,
às palestras, à troca de experiências, encontro com
os padres e videntes de Mediugórie, enquanto o pe-núltimo
dia será totalmente dedicado à renovação espiritual.
Como em todos os anos, terminaremos este encontro com uma peregrinação
coletiva a Mediugórie.
Está prevista a tradução
simultânea em todas a línguas dos participantes. Pede-se levar,
ou adquirir no local, um pe-queno rádio FM com fone de ouvido. O
preço total do evento (alojamento e refeições) é
de 315 marcos por pessoa, a se-rem pagos aos organizadores do encontro,
na portaria do hotel.
Vir, ver e viver a fé
Vivo Mediugórie pela
fé. No Evangelho lemos que Jesus foi a Nazaré e leu na sinagoga.
Muitos se admiraram por causa de suas palavras, alguns protestaram, dizendo
conhecer sua família, sua mãe e seu pai. Creio que seja necessário
vir aqui, encontrar tempo, ver e viver a fé. Dessa maneira, poderemos
conhecer Mediugórie. Não é fácil falar sobre
Me-diugórie. Trata-se de uma experiência profunda, íntima,
pessoal. Aqui se experimenta a paz interior, a reconciliação.
Des-cobre-se facilmente a verdadeira fé cristã. Por isso,
é um momento de renovação. Para expressá-la
com palavras simples é preciso vir aqui, ver, encontrar e ouvir
as pessoas, subir os montes, participar da programação vespertina
e encontrar tempo para uma oração pessoal, no silêncio.
Tenho tido experiências pessoais de reconciliação comigo
mesmo. Em todos nós existe uma parte que não conhecemos,
um lado pagão. Por se tratar de libertação interior,
de reconciliação, é possível perceber, às
vezes, de maneira mais forte, os ataques de satanás, mas, ao mesmo
tempo, encontra-se também a força para vencê-lo. A
Virgem Maria traz consigo uma luz que nos ajuda a ver o seu caminho e a
compreender melhor a nossa missão. Ela nos acompanha ao longo do
nosso caminho e deseja guiar-nos até à vida com Deus. Mediugórie
nos abre, de fato, a estrada à Santíssima Trindade. É
isto o que faz Maria aqui e por isso sou-Lhe agradecido.
Dom Louis Kebreau, bispo
de Haiti, que visitou Mediugórie em novembro/98 Press Bulletin
Aparição na
Cruz Azul
No dia 8 de dezembro, festa
da Imaculada Conceição, demos as boas-vindas a Nossa Senhora
na Cruz Azul e, apesar do frio, nossos corações ardiam! Através
de sua bênção, Maria trouxe grande paz aos corações
dos peregrinos presentes. De acordo com Ivan, a Gospa encontrava-se muito
feliz. Três anjos vieram com Ela. O vidente Ivan recomendou-Lhe os
doentes e todos nós. Mais uma vez, Ela convidou-nos a rezar principalmente
em família. Em seguida, pediu que "nos pre-parássemos para
o Grande Dia que se aproximava" (Natal).
Natal que agrada a Deus
Nossa Senhora passou o seu
17º Natal conosco e é bom relembrar como Ela preparou o grupo
de oração dos jovens para viver esta "Festa da Alegria",
de maneira correta, da forma como realmente agrada a Deus. Ela insistia
em que pu-séssemos prioridade em obras concretas de misericórdia
e de amor para com aqueles que estão abandonados, doentes, sofrendo,
e que fôssemos compassivos para com aqueles que, durante estes dias
de festa, sentem-se mais do que nunca abandonados ou desesperados. Numa
palavra, sejamos para eles um presente de alegria! Convidou-nos também
a ler e partilhar, em nossas famílias, as passagens da Bíblia
referentes a este tempo do Advento. Muitas vezes, pediu-nos para desligar
a televisão durante os 9 dias antes do Natal (para não sairmos
do espírito de contemplação). Ela realmente diz: Quando
assistem os programas de televisão, vocês não rezam
e seus corações ficam distantes de Mim. Na luta provocada
pela visão materialista do Natal, por parte do Ocidente, como seríamos
felizes, se tomássemos as mãos de Ma-ria e nos deixássemos
introduzir, por meio dEla, nas alegrias celestes! No mais crucial da guerra,
disse-nos na Montanha: Queridos filhos, que este Natal seja mais feliz
que todos os outros. Desejo que sejam felizes nas famílias como
fomos na Gruta, quando meu Filho nasceu (Advento de 1992).
Primeiro ir a Mediugórie
Tiago e Clara, franceses,
estavam preocupados em ver sua filha, Mariana, distanciar-se cada vez mais
da fé. Estava casada com um muçulmano que não aceitava
batizar os três filhos. Como costumavam fazer a cada ano, Tiago e
Clara foram fazer a visita de algumas semanas na casa da filha. Foi um
choque! Tiveram toda a razão de ficarem desapontados ao encontrarem
o jovem casal em situação dramática. A atmosfera na
casa estava tão carregada e envenenada, que os pais estavam pensando
em ir logo embora. Sua filha não falava mais com o marido e o mesmo
acontecia por parte dele. Não mais se olhavam e estavam em total
desacordo sobre a criação dos filhos. A menor palavra servia
de pretexto para discussões, de sorte que a separação
parecia iminente. Mariana estava agressiva e perdera a paciência.
Confidenciou a seus pais que estava pensando em partir com as crianças,
mas eles lhe disseram: "Por favor, não tome qualquer decisão,
até retornarmos do nosso retiro em Mediugórie. Iremos a Mediugórie
para um retiro de jejum e oração de cinco dias, com Frei
Slavko. Você verá que, através do jejum e da oração,
tudo poderá ser obtido, até mesmo parar as guerras! Iremos
en-tregar seus problemas e cruzes a Maria, com grande confiança.
O que quer que pareça insolúvel do ponto de vista huma-no,
não o é para Ela."
Em Mediugórie, apesar
do sofrimento, Tiago e Clara penetraram no Coração de Maria
e começaram a viver tudo que Ela pedia, contido nos 5 pontos (1.
Rosário - reza diária com o coração; 2. Missa
- participação diária, ou, pelos menos, aos domingos,
com Comunhão; 3. Bíblia - leitura diária de pequenos
trechos, vivenciando-os durante o dia e, nas quintas-feiras, ler Mt. 6,
24-34); 4. Jejum - praticá-lo às quartas e sextas-feiras,
a pão e água, com mais oração e amor; 5. Confis-são
- fazê-la mensalmente e, também, logo após ter cometido
um pecado grave, mortal). Estavam plenos de paz e tinham certeza de que,
de Sua parte, Maria evitaria a destruição da família
e ainda a abençoaria.
Numa tarde, após
regressarem a sua casa na França, sua filha telefonou-lhes. O marido
a levara para um fim de se-mana sem os filhos, algo incrível da
parte dele! Quatro dias mais tarde, ela lhes telefonou novamente: "Ontem
meu mari-do disse que queria falar-me. Logo pensei: ele vai pedir o divórcio.
Esperei que o pior acontecesse. Mas vocês não podem acreditar,
ele disse-me o contrário: "Peço-lhe perdão pelo mal
que lhe causei. Não se preocupe e creia, vou mudar, você é
importante para mim, amo-a, temos lindos filhos." Enquanto falava comigo,
senti um nó garganta. Não fui capaz de dizer uma palavra
sequer, apenas chorava."
Efetivamente Mariana notou
uma rápida mudança em seu marido. Tornou-se atento e carinhoso,
começou a telefonar-lhe do escritório, durante o dia... foi
uma imensa fonte de paz para ela e, por isso, tornaram-se mais gentis.
Os três filhos foram batizados e, com profunda gratidão a
Deus, Tiago e Clara concluíram: "Que grandes mudanças presenciamos
em tão pouco tempo! Maria sabia como era desesperadora a situação
e, de maneira incrível, respondeu às nossas orações!"
Alegria no sofrimento
Vicka, com problemas de
coluna, sofreu muito nas últimas semanas. Enquanto permanecer acamada,
não poderá falar aos peregrinos. Sua recuperação
levará algum tempo. Ela, que tão frequentemente visitava
os doentes, confortando-os e testemunhando-lhes o amor de Jesus e de Maria,
está agora fazendo muito mais por eles: compartilha com eles, com
amor, o mesmo sofrimento em sua cama de dor, e reza mais do que antes.
Na década de 80,
Vicka já experimentara enormes sofrimentos físicos e Nossa
Senhora ensinou-lhe muito sobre o imenso valor do sofrimento oferecido
a Deus. "São raros aqueles que compreendem o grande valor do sofrimento
- disse Ela a Vicka. Se pelo menos soubessem que graças seus sofrimentos
trazem para si próprios e para os outros! Vicka pode testemunhar,
com sua própria experiência, que, quando suportado assim,
o sofrimento realmente torna-se "o caminho da ale-gria".
Sofrimento aceito:
maturidade espiritual-
Desejo assegurar-vos que
as famílias que participam deste Encontro, e todos os fiéis
que se solidarizam conosco, abraçam com afeto toda a fa-mília
humana tocada pelo sofrimento. Abraçam, hoje, especialmente a vós
que passais pela provação intensa da dor, que só o
misterioso desígnio da Providência divina pode ajudar-vos
a compreender.
A Igreja não pode
deixar de sentir no coração o dever da proximidade e da participação
neste mistério doloroso, que associa tantos homens e mulheres de
todos os tempos ao estado de Jesus Cristo durante a sua Paixão.
Quando o mal bate às portas de um ser humano, convida sempre cada
qual a reconhecer na própria existência o reflexo de Cris-to,
o «Homem das Dores»...
No plano salvífico
de Deus, «o sofrimento, mais do que qualquer outra coisa, torna presentes
na história da humanida-de as forças da Redenção.
Precisamente como o Se-nhor Jesus salvou o seu povo, amando-o «até
o extremo», «até a morte de cruz», também
continua a convidar de algum modo todos os discípulos a sofrerem
pelo Reino de Deus. Quando é unido à Paixão redentora
de Cristo, o sofrimento humano torna-se um instrumento de maturidade espiritual-
e uma mag-nífica escola de amor evangélico.
A vós, doentes, convido-os
a olhar sempre com fé e esperança para o Redentor dos homens.
A misericórdia divina sa-berá acolher vossas preces e súplicas
para, se for do agrado do Pai e para o vosso bem, curar-vos dos males que
vos afli-gem. Ele, porém, enxugará sempre vos-sas lágrimas,
se souberdes olhar para a sua Cruz e antecipar na esperança a re-compensa
destes padecimentos. Tende confiança, Ele não vos abandona!
Desejo exprimir, também,
a todos vós que trabalhais no Hospital - médicos, enfermeiros,
farmacêuticos, amigos vo-luntários, acompanhantes, sa-cerdotes,
religiosos - o reconhecimento da Igreja pelo exemplo que ofereceis e pela
caridade com que desempenhais vosso serviço à sociedade.
«Tal serviço é uma via de santificação
como a própria doença»...
A ciência, que o Criador
pôs em vossas mãos, seja sempre instrumento de respeito absoluto
da vida humana e da sua sacralidade, como já reconhecia o antigo
e sempre atual juramento de Hipócrates.
«Juntamente com Maria,
Mãe de Cristo, que estava aos pés da cruz, detemo-nos ao
lado de todas as cruzes do ho-mem de hoje», como também hoje
desejo fazê-lo ao lado deste Hospital, para de-clarar abertamente
que a Igreja tem ne-cessidade dos doentes e da sua oblação
ao Senhor, a fim de obter graças mais abundantes para a humanidade
inteira.
Alocução do
Santo Padre aos enfermos do Instituto N. Câncer, durante o II Encontro
Mundial com as Famílias, realizado no Rio de Janeiro, outubro de
1997.
A Fé e Sua Antena
Jesus, sentimo-nos como
vossos discípulos no deserto. Guiai-nos em nossa busca enquanto
estamos aqui, ajudai-nos a abrir nossos corações e olhos,
concedei-nos o dom da fé para que conheçamos Vossa vontade,
para iluminar-nos e permitir que Vos conheçamos, nosso Criador e
Pai.
Gostaria de permanecer todo
o dia com vocês, perante o grande dom que é a fé. Vocês
são guias de peregrinos em Mediugórie. Aqueles que acompanham
e guiam os outros conhecem o caminho de Deus. Se um guia não conhece
o ca-minho, é um falso guia, um falso profeta. Como guias, vocês
são responsáveis pela fé de outros. Aquele que crê,
aprende a rezar; aquele que é um ateu não pode rezar porque
tem medo. A fé, então, é o primeiro passo.
Nos telhados dos edifícios
das cidades, vemos muitas antenas que têm a tarefa de captar sinais
eletrônicos e transmiti-los aos aparelhos de televisão. A
tarefa da antena é captar os sinais. Se a antena não está
na posição correta, a imagem não será clara.
A televisão pode ter custado muito, mas não transmitirá
o sinal se a antena não estiver adequadamente posicionada. A fé
é a antena da vida cristã.
Se funciona, sempre capta
a Palavra que vem do Senhor.
As três virtudes teologais
são: amor, esperança e fé. Por que elas são
teologais? Porque são dons dados a todos por Deus, doados ao homem
como semente e potencialidade. Deus não pode criar um homem sem
dar a ele o dom da fé.
A família e a comunidade
têm o dever de desenvolver a fé na criancinha. Um ateu não
existe por natureza, porque cada indivíduo tem este grande dom dentro
de seu coração. Conseqüentemente, a tarefa de um guia
é ajustar a antena de cada pessoa, de modo que a fé possa
ser desenvolvida.
Deus interveio diretamente
na conversão de São Paulo. Paulo, depois, lutou para desenvolver
a fé nos outros.
Comecemos do ponto anterior:
não há sequer um homem que não tenha fé. Há
somente aqueles que a perderam ou que negligenciaram seu desenvolvimento.
Como o homem perde a fé?
Deixando a oração em comunidade, não freqüentando
os sacramentos ou negligenciando a oração.
Não há mais
regimes que imponham a fachada exterior de uma fé no povo. Hoje
a fé é vivida, por convicção, em meio a um
mundo pagão.
Há um mecanismo:
o coração - a vida que ajusta a antena.
Um homem sem fé é
um avião sem motor, incapaz de voar.
Por que existem homens sem
fé? Pascal e Santa Teresa declaram que superar maus hábitos
significa desenvolver a fé. Uma programação imperfeita
bloqueia a fé. Não é possível sintonizar uma
antena em dois programas; você não pode servir a dois mestres.
Se os maus hábitos
são arrancados, a semente da fé encontra solo fértil
e desenvolve-se rapidamente. Quando uma família ou paróquia
decide rezar, frutos são produzidos imediatamente, e até
aqueles de coração duro em relação a Deus transformar-se-ão.
Este ano, durante o período natalino, todas as famílias da
minha paróquia receberam a visita do padre em suas casas, para a
Bênção de Natal, até mesmo aqueles que, por
motivos políticos ou ideológicos, antigamente fecha-vam as
portas.
Que aconteceu? Não
há rebeldia mais, todos desejam Jesus. Esta graça, asseguro-lhes,
nasce da oração. Ideologias são disseminadas através
dos discursos; a fé, por meio da oração.
Conseqüentemente, a
antena da fé é a oração. Se a antena está
danificada, a fé fica bloqueada. Privar o homem da fé é
como privar a terra do sol. O sol do cristão é Deus. É
possível viver até sem liberdade, mas não sem fé,
não sem o Se-nhor, não sem crer nEle, esperando nEle e amando-O.
O homem que renunciou a
sua fé para seguir outros valores, imediatamente perdeu tudo como
cristão, como filho. A fé não é um assunto
particular. O homem tem fé para manter os outros, aqueles de sua
própria geração e os que virão. Os pais devem
passar a fé para os filhos. Não é possível
dizer que os filhos escolherão a fé mais tarde. Uma criança
não é capaz de saber e acreditar quando desejar. Alguns sábios
dizem que um homem recebe cerca de 3.500 dons; dois terços são
desenvolvidos dentro da família. Entre estes está a fé,
que não se desenvolve se a família não tiver fé.
Por esta ra-zão, a família é a instituição
sacramental, o templo, o santuário e o solo fértil para a
fé.
Além da família,
e se essa faltar, há uma família maior, a comunidade. Conseqüentemente,
a fé vivida pode desenvol-ver-se. Por isso, é importante
que a comunidade seja forte e viva na fé. Nada nasce de algo que
está morto. Mesmo as epidemias são transmitidas dos vivos.
É uma lei da física.
Os frutos são graça
de Deus e os guias podem distribuir estes dons em nome dEle. O que, então,
significa ter fé? Afir-mo-lhes que, de forma alguma, é um
conhecimento.
Acreditar significa estar
pronto para realizar tudo o que o Senhor lhes mandar, mesmo quando parecer
contraditório, como quando pediu aos apóstolos que jogassem
as redes durante o dia. O fundamento da fé não é a
lógica. A fé é obedi-ente.
Eu creio no nome de Jesus,
o Deus que redime.
Nosso desenvolvimento econômico
aumentou a instrução, mas esquecemos a fé.
O fiel sabe como sofrer,
da forma como o souberam os trinta e dois frades mortos, a uma hora na
manhã, do dia 7 de feverei-ro de 1945, num convento próximo
daqui.
Sem fé não
é possível dar um bom exemplo.
Erich Fromm escreveu: "Hoje
há uma grande confusão porque estão faltando as testemunhas
e o testemunho. Não há mais guias que conheçam a estrada,
e a estrada certa é a da fé. Sem fé o homem é
estéril e sem coração, vive no medo sua própria
identidade".
Uma pessoa sem fé
é como um meteoro fora da órbita. Jesus diz: "Aquele que
crê tudo pode".
Uma das condições
necessárias exigidas pela fé é a de se tornar pequeno,
como crianças, porque as criancinhas acreditam em tudo.
Quando os videntes viram
Nossa Senhora, logo comunicaram o ocorrido, logo entenderam, porque a experiência
era uma re-alidade para eles. Por outro lado, os adultos fizeram milhares
de perguntas.
Desejo convidá-los
a tornarem-se como criancinhas, crianças perante o Pai e perante
a Mãe. Derramemos nossas vidas nas mãos do Senhor, em Seu
cálice. "O testemunho" (Frei Iozo). Tradução: Ehusson
Chequer
Seu lugar é no coração
Falar sobre Mediugórie
é agradecer a Deus pela vinda gloriosa de Maria. Mediugórie...
tão distante e tão perto! Não se encontra na mídia,
mas no coração. Naquele vilarejo percebe-se a presença
Divina. O amor está presente nas pessoas, nos lugares e até
mesmo nas montanhas que desafiam os mais incrédulos.
Muitas vezes, chegamos a
Mediugórie pensando em ver coisas extraordinárias, esquecendo-nos
de que o mais extraordinário somos nós mesmos, criados que
somos à imagem e semelhança de Deus. Existirá algo
mais grandioso do que a própria vida?
Missão sublime e
difícil tem a Mãe do Divino Amor! Tempo de graça.
Tempo de conversão. Tempo de abertura do coração ao
amor de Deus. Oh, Senhor! Se descobríssemos quanta beleza possuímos
dentro de nós e nos deixássemos conduzir pela for-ça
que vem do vosso Amor, seríamos capazes de ouvir Vossa Mãe
que, carinhosamente, pede-nos, com amor, a reza do Rosá-rio, a participação
na Santa Missa, a Confissão, a leitura da Sagrada Escritura e o
Jejum.
Mediugórie é
exatamente isso: a recuperação da vida, um despertar da consciência
e um reavivamento da identidade cristã, em unidade com toda a Igreja.
Rosemary Salomão
Evangelista da Costa - Teresina (PI)
Eco de Mediugórie
Solicite sua assinatura
mensal pelo tel. (061) 345-7500 ou por carta. As contribuições
espontâneas para sua manutenção devem ser depositadas
no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha.
Que a Rainha da Paz o abençoe!
Peregrinações
1999
Para os grupos de abril,
junho, julho, setembro e outubro de 1999, o programa abrange: Mediugórie
(uma semana), Terra Santa e santuários da Itália. A peregrinação
completa tem a duração de 17 dias (US$ 3.210). Excluindo-se
a Terra Santa, reduz-se para 12 dias (US$ 2.550), ou para 10 dias, se excluída
também a Itália (US$1.995). Em Julho, alta estação,
haverá acréscimo em função da passagem aérea
internacional. Para os Estados do Norte e do Nordeste, há acréscimo,
em todos os programas, por causa do bilhete nacional.
Grupo Especial de Fev/99
- Somente Mediugórie: Saída dia 26/fev e retorno 07/março/99.
Valor: US$ 1.995.
Para melhor comodidade e
aproveitamento por parte do peregrino, já se encontram incluídos
no preço dos nossos programas de viagens:
- todas as passagens e taxas;
- carregadores de malas;
- translados;
- alimentação
completa (café da manhã, almoço e jantar) durante
toda a peregrinação;
- refrigerantes ou água
mineral nas refeições;
- acomodação
em apartamento duplo, em hotéis de 3 ou 4 estrelas;
- gorjetas
- camisetas, boné,
bolsa de viagem, livro e filme sobre Mediugórie;
- seguro saúde e
extravio de bagagem.
- guia, falando português
durante toda a peregrinação