Mediugórie - Eco 155
Fevereiro de 1999 - Apresentação de Jesus no Templo
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.99
Queridos filhos! Convido-os novamente à oração. Vocês não têm desculpa que devem trabalhar mais, porque a natureza está ainda em profundo sono. Abram-se na oração. Renovem a oração em suas famílias. Coloquem a Sagrada Escritura em um lugar visível em suas famílias, leiam-na, meditem-na e aprendam como Deus ama o seu povo. Seu amor manifesta-se também nestes dias, pois envia-me para convidá-los ao caminho da salvação. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Abram-se a Deus e renovem a oração em família
No renovado convite à oração, Maria dirige-se principalmente à sua paróquia agrícola e, repetindo os apelos do início das aparições, quando as pessoas no inverno lotavam a Igreja durante as Missas vespertinas, observa: agora vocês não têm desculpa que devem trabalhar nos campos, porque a natureza está ainda em profundo sono. Seria de perguntar-se: então ficaremos dispensados de rezar quando tivermos muito trabalho? É bem ao contrário. Aos mesmos homens e mulheres da paróquia Ela dizia, em 30.05.85: que a oração, ó queridos filhos, seja alimento quotidiano para vocês, sobre-tudo nestes dias, nos quais o trabalho dos campo fatiga-os a tal ponto que vocês não conseguem rezar com o coração. Rezem, e assim poderão superar todas as canseiras. A oração será, para vocês, alegria e repouso. É evidente que Nossa Senhora não diz isto apenas para eles. Ela compreende o nosso cansaço, mas oferece-nos os meios para superá-lo e re-cobrar alegria e repouso.
Abram-se na oração. Significa que, mesmo na oração, pode-se permanecer fechado para Deus e aberto somente aos nossos pensamentos, ou seja, rezando apenas com os lábios e não com o coração. É preciso, antes de rezar, invocar o Espírito Santo para que esvazie o coração do que é nosso e enchê-lo de Si para o encontro com  Deus. E se ainda persis-tir essa barreira entre nós e Deus, torna-se necessário continuar invocando-O. Isso é sinal de que o coração deseja abrir-se a Ele. Deus quer provar se, de fato, você O deseja. Percebendo que você O procura, Ele se aproxima.
Abrir-se a Deus é tomar a decisão de conhecer Sua vontade e não colocar diante dEle a nossa ou os nossos problemas para conseguir uma solução. Ele quer o nosso coração para plenificá-lo de Si. A respeito dos nossos problemas, disse-nos: buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo (Mt 6, 33); confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós (1Pd 5, 7). Essa abertura não é apenas durante a oração: é abertura a Deus para que entre em nossa vida e conduza-a, segundo o Seu desejo. É realmente verdade que a oração começa depois de se ter rezado, entrando em um relacionamento novo com Deus, solícito a cumprir Sua vonta-de.
Renovem a oração em suas famílias. Quantas vezes tem repetido! A família se salva e permanece unida através da oração, porque, se os membros da família se relacionam com Deus, não podem viver desordenados. Mas, por que diz: renovem? Porque é preciso retomar a oração se tiver sido abandonada; ou melhor, torná-la nova, com um renovado em-penho, como a coisa mais importante, de maneira que não caia no hábito, não caia na rotina. Maria pediu, em outro lugar, para tornar a oração ativa com a contribuição e a inspiração de cada um, dando espaço, por exemplo, a um pequeno exame de consciência, a um pensamento sugerido pela Palavra de Deus, à oração de intercessão para as necessidades pessoais e dos outros.
Depois, repete - e parece dizer “no lugar da televisão!” - para colocar a Sagrada Escritura em um lugar visível, len-do-a e meditando-a  Desta maneira, fica clara a escolha feita pela família: que o homem vive de toda a palavra que proce-de da boca de Deus (Mt 4, 4) e não das vaidades e modelos vazios que todos os dias nos agridem.
Assim aprenderão como Deus ama o seu povo. Devemos tê-Lo sempre presente, de outra forma não saberemos por que vivemos! Esta é a verdade sobre o homem que a Palavra de Deus nos revela: de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único (Jo 3, 16). Está claro, pelas palavras da mensagem que, em toda página da Sagrada Escritura, lida em família, está presente esse amor, ainda que, à primeira vista, não pareça. Somente os olhos da fé, iluminados pelo Espírito, podem compreendê-lo. E agora, em continuidade ao mesmo amor, Deus envia-nos sua Mãe: nestes dias, Ele envia-Me para convidá-los ao caminho da salvação. Significa que Deus, como última prova do seu infinito amor, em harmonia com a missão do Filho, envia-nos Maria. Pode-se, assim, não dar importância a um dom de amor tão grande e manter os olhos fechados diante dos prodígios que Suas aparições já têm realizado nos corações?                                Pe. Angelo
Notícias de Mediugórie
Últimas
Nestes dias, em Mediugórie está mais calmo, mas há grupos da Coréia, Itália, França, Polônia e dos países de língua inglesa. Na passagem de Ano, havia peregrinos de todos os cantos do mundo. De 4.000 a 5.000 fiéis estiveram em ora-ção, lotando completamente a Igreja e o novo salão. A Adoração teve início às 22h e a Consagração ocorreu exatamente à meia-noite. Muitos peregrinos disseram, depois, que a maneira de celebrar esse tempo especial tinha-os tocado profun-damente e que, realmente, tinham experimentado a melhor maneira de comemorar as festas de fim de ano, rezando e agradecendo pelo ano que terminava e pedindo graças para o Novo Ano.
A profundidade da experiência de quem passa as festas de fim de ano rezando em Mediugórie é percebida pelo au-mento constante, a cada ano, do número de peregrinos nessa data. Quem experimenta uma vez, retorna nos anos se-guintes.
 
Multiplicação do Pão
Em 1998, no Santuário de Mediugórie, foram distribuídas 1.066.000 comunhões e 27.854 sacerdotes, provenientes de todas as partes do mundo, celebraram a Santa Missa.
A Escola de Maria
“Ouvi falar sobre os acontecimentos de Mediugórie logo que se iniciaram as aparições. Nos últimos tempos, fala-se muito de aparições e, como Bispo, quase que semanalmente ouço falar de aparições, visões, mensagens. Durante o perí-odo do comunismo na Iugoslávia, freqüentemente passava as férias em Istria, mas nunca fui ao sul, embora pudesse fazê-lo. Mas uma dúvida sempre me acompanhava. Por que essas mensagens, simples como são, repetem-se continuamente? Sempre o convite à oração, ao jejum, ao arrependimento, à oração e à paz. Pensei: tudo isso deve ter um significado. O que faz uma mãe? Como educa seus filhos? Essa situação, repetindo as mesmas coisas, também vivi em casa! Da forma como peço que rezem, façam isso ou aquilo, também o faz Maria em Mediugórie. Ela fala sempre da mesma maneira aos jovens que agora já se tornaram adultos. E que outra coisa deveria fazer o vigário em sua paróquia? Ele sempre convida à oração. Certa vez, João Paulo II disse que os sacerdotes deveriam ser os primeiros a rezar e ensinar os outros a rezar. Maria, como boa Mãe, age dessa maneira. Ela ensina a rezar e o faz de modo muito simples. Afirmo que, para mim, vale realmente, como sinal distintivo, a palavra de Cristo: Vós os reconhecereis pelos seus frutos!
Minhas impressões sobre Mediugórie são surpreendentes. Sei que freqüentemente vêm a Mediugórie grupos de Salis-burgo e, ao retornarem, criam grupos de oração e é sempre maior o número dos que dizem: “Em Mediugórie, descobri mi-nha vocação!” Penso que nos esquecemos de três coisas que podemos encontrar em Mediugórie: confissão, conversão e vocação. Na Áustria, esperamos, inutilmente, que isso aconteça. Sobre a conversão não se fala porque as pessoas dizem não ter necessidade dela. A confissão entre nós está desaparecendo, com exceção dos Santuários e das igrejas onde se vive e se procura este sacramento. As vocações diminuem a cada dia. Em Mediugórie, pelo contrário, acontecem continu-amente: confissões, conversão e vocações!
Pergunto-me: o que devemos fazer para que alguém se converta? Freqüentemente digo aos membros das associações que, em seus programas, falta a conversão. Somos, talvez, aqueles que não precisam de conversão, como diz Jesus no Evangelho. A conversão diminui quando não há mais confissão e quando são sempre mais escassas as vocações. Per-guntam-nos como é possível manter os seminários. Em Mediugórie, vê-se tudo isso. Encontramos justamente o que falta em nosso País.
Acredito na veracidade de Mediugórie, há tempo. Desejava conferir. Quando os peregrinos convidaram-me para acom-panhá-los a Mediugórie, respondi: Há tempo que já estou mais próximo de Mediugórie do que muitos! Minhas impressões são fortalecidas pela simplicidade dos videntes e do programa vespertino de oração. Tudo está de acordo com o espírito da Igreja, muito, muito simples e, ao mesmo tempo, com muita devoção, muita fé e, acima de tudo, um forte desejo de conversão e de real mudança.”
Dom Georg Eder, Arcebispo de Salisburgo, Áustria - dez/98.
 
Os guias de Mediugórie
Os jovens de Mediugórie, que se candidatam a uma vaga de guia do Santuário da Rainha da Paz, são submetidos a testes de conhecimento das Sagradas Escrituras e das mensagens de Nossa Senhora, bem como prova de conhecimento geral da atividade turística, história, geografia e cultura regional. No escritório de Informações da Paróquia, os responsá-veis por grupos de peregrinos poderão solicitar o serviço desses jovens que trabalham como guias locais porque, possuin-do informações atualizadas dos acontecimentos, serão de grande ajuda aos peregrinos durante a sua permanência em Mediugórie.
Comunicar a chegada
O Escritório de Informações das Paróquia de Mediugórie solicita aos organizadores de grupos de peregrinos que comu-niquem a data da chegada e o número de peregrinos, pois este conhecimento prévio é de extrema importância para uma organização mais eficaz de espaço e tempo no Santuário. A comunicação poderá ser feita por fax (00 387 88 651 444) ou por e-mail (medjugorje-mir@medjugorje.hr).
Press Bulletin
Aparição a Miriana
No dia 2 de janeiro, Miriana teve sua encontro mensal com Nossa Senhora. O local deste encontro foi mudado do “gal-pão verde”  para a Comunidade Cenáculo de Irmã Elvira. Chovia a cântaros e havia grande multidão. Os que estavam próximos à vidente contaram que, quando Nossa Senhora apareceu, o rosto de Miriana tornou-se radiante de alegria! Du-rante a aparição, a vidente freqüentemente balançava a cabeça em sinal de concordância com Nossa Senhora. Via-se o movimento de seus lábios, mas suas palavras não se podiam ouvir até próximo ao final da aparição. A este ponto, pude-mos ouvir bem claramente que ela começava a rezar o “Pai-Nosso” com Nossa Senhora. Neste momento, sua face tor-nou-se mais radiante ainda, enquanto cada um ouvia o “Pai-Nosso” como se fosse a primeira vez em sua vida! Era como se o Espírito Santo estivesse criando cada palavra para nós, como nunca antes. Devagar, muito devagar; parecia que cada palavra permanecia suspensa no ar, esperando que Miriana descobrisse o que viria a seguir. E imediatamente ficou claro para nós que, no rosto de Miriana (e através de sua voz), estávamos testemunhando o reflexo de um incrível êxtase: a oração pessoal de Nossa Senhora ao Pai! O tempo parou e nossos corações uniram-se ao Coração de Nossa Senhora, adorando o Pai no começo deste ano que Lhe é dedicado, em preparação ao Grande Jubileu do Ano 2000!
 
Preferência pelos jovens
Desde o começo de Suas aparições em Mediugórie, Nossa Senhora falou em primeiro lugar aos jovens. Na verdade, Ela escolheu 6 jovens da vila e apareceu-lhes como uma jovem da sua idade. Havia ali muitos adultos preparados, mas foi aos jovens (Maria Pavlovic e Ívan, Iélena e Mariana) que Ela pediu que chamassem outros jovens a fim de formá-los através da oração e sob Sua maternal direção. Finalmente, Ela afirmou claramente que os jovens eram Sua “grande, grandíssima esperança”. Em uma das raras ocasiões em que falou do Santo Padre, Ela O convidou a “conduzir juntos os cristãos através de suas palavras e ensinamentos; que levasse, particularmente aos jovens, as mensagens recebidas do Pai através da sua oração, quando Deus o inspira,” (a Iélena, 16 de setembro de 1983).
Hoje, Mediugórie tem se tornado um verdadeiro “local de encontro” para os jovens, a tal ponto que, no Festival de Jo-vens, em julho de 98, compareceram 15.000 deles, sem incluir os milhares de jovens que chegam em peregrinações du-rante o ano todo.
O impacto de Mediugórie na juventude através do mundo é uma graça que vem diretamente do Céu, já que não há qualquer propaganda. Na verdade, quando um jovem encontra a fonte da vida, da cura, da transformação interior, ele dá testemunho a seus amigos e a notícia se espalha através da palavra falada. Os jovens sabem que em Mediugórie não te-rão os prazeres fáceis que o mundo lhes oferece hoje, mas, pelo contrário, encontrarão ali a exigente maneira de viver que Maria oferece a todos: conversão, escolha da santidade. Este exigente caminho, porém belo, mostra-lhes o verdadeiro programa de vida que desesperadamente procuram.
Neste ano do Pai, decidamo-nos a nos tornar ponte entre o coração do jovem e o Coração do Pai, de acordo com a oração do Papa João Paulo II: “Agradecem-Vos, bondoso PAI, pelo dom do Ano Jubilar; que ele seja um tempo de graça para nós, o ano do grande retorno à Casa do Pai, onde, pleno de amor, Vós esperais vossos filhos perdidos para abraçá-los em vosso perdão e desejar-lhes boas-vindas à mesa do banquete festivo.”
Videntes são reexaminados
Em 1984, os videntes de Mediugórie foram submetidos a exames médicos e psicológicos pela primeira vez, por uma equipe de médicos franceses. Em 1985, um segundo grupo, dessa vez formado por médicos italianos, também realizou exaustivos testes nos videntes
Agora, no segundo semestre de 1998, outra equipe médica italiana realizou novos exames nos videntes, terminando seu trabalho depois do teste final realizado em Maria Pavlovic. Mesmo antes de publicar os resultados, Dr. Gaghiardi deu a conhecê-los em nota de dezembro/98, informando que, depois de 17 anos de aparições, os videntes não apresentam nenhum sintoma patológico, isto é, estado de hipnose, distúrbios dissociativos ou perda de contato com a realidade. De acordo com os estudos realizados nos videntes, durante o êxtase, eles não experimentam estado hipnótico. Em resumo, esses testes científicos mostram que os videntes não são manipulados, não fingem e que este (inexplicável) estado de êxtase não altera, de forma alguma, seu comportamento “normal” da vida diária. Nenhuma doença foi encontrada.
É muito natural que nenhum aparelho consiga gravar o que está acontecendo aos videntes na hora da aparição. É igualmente interessante notar que nenhum dos estudos realizados contradizem o que eles dizem e experimentam. Como destacou um dia o professor Joyeux: “é fácil detectar, através de exames médicos, quem falseia estado de êxtase. Sabe-mos, no entanto, que nem todos aqueles que se dizem “videntes” aceitam ser submetidos a exames deste tipo!”.
Irmã Emmanuel
A oração do Papa
Como Moisés, rezando sobre o monte (Êx 17) ou como Jacó, lutando com o anjo (Gen 32)?
O Santo Padre, sabendo que Deus deseja usar de misericórdia para com este mundo, oferece-se como mediador entre Deus e o povo.
Uma indiscrição de seus mais íntimos colaboradores: o Papa prolonga sempre mais suas orações. Levanta-se sempre mais cedo pela manhã. Os secretários encontram-no já ajoelhado diante do altar ao nascer do dia. Parece que, com mais freqüência ainda, levanta-se de noite e prostra-se diante do Santíssimo. Como sabemos, Ele possui o dom da oração con-tínua, isto é, está sempre em comunhão com Deus, até mesmo quando recebe pessoas, fala e concede audiências. É a oração que jorra do seu coração, ainda que sua mente esteja ocupada. Isso percebe-se também na concentração profunda que seu rosto apresenta durante as Santas Missas em praças superlotadas. “Não é a ausência de um velho, mas uma pre-sença que o enleva. E como agir para não se desanimar diante de todos os males do mundo? Simplesmente coloca-se nas mãos do Senhor, sabendo que Deus tudo pode. De todas as grandes coisas realizadas quando estava com plenas for-ças, a mais indispensável faz ainda, e sempre mais. Temos um pontífice, um intercessor, se possível, mais forte do que quando começou há 20 anos”. (M. Blondet)     A redação
Retornemos ao fervor inicial
Frei Iozo expôs aos jovens  participantes do Festival os acontecimentos do início. Eis, em síntese, alguns pontos, para que também nós retornemos “ao fervor inicial”.
“... Ao retornar de Zagreb, e ouvindo falar de aparições, tive logo a impressão de que fosse uma armadilha organizada pelos inimigos da Igreja, para desencorajar e aniquilar meu trabalho, especialmente com os jovens. Podia ver rios de pes-soas correrem para o Podbrdo, sem que a polícia interviesse. Interroguei os jovens, gravando tudo e impressionava-me sempre mais a sua serenidade, em contraste com o meu ceticismo... Um dia, estando a rezar o Breviário na Igreja, sem-pre preso às minhas dúvidas, ouvi uma voz, mais forte e mais clara do que esta com lhes falo, que dizia:
“Sai e protege os videntes!” Deixei o Breviário no terceiro banco - lembro-me bem - e saí. Eu estava sozinho na Igreja, porque todos estavam na colina. Ainda segurava a maçaneta e não havia colocado os pés fora, quando os videntes vinha gritando: “A polícia nos persegue!” “Bem, venham comigo”. Levei-os a uma sala da casa paroquial e tranquei a porta. Saí e sentei-me debaixo dos ciprestes. Logo chegou a polícia e perguntou-me: “Viu os jovens?” Respondi: “Sim, passaram”. Eles correram para o vilarejo Biakovici.
No dia 30 de junho (1981), fiz até uma homilia em que dizia aos fiéis não serem necessárias as aparições e que Jesus se encontrava na Igreja. “Que necessidade há de subir a Colina? Venham para a Igreja onde, com certeza, vocês encon-tram Jesus...”
Ao término da Missa, senti alguém puxar minha túnica. Era Iákov que trazia uma mensagem para povo. Dei-lhe o microfone e ele disse: “Nossa Senhora deseja que rezem o Rosário”. Quando me dirigia à sacristia, percebi que as pessoas não se movi-mentavam para sair, pelo contrário, esperava chorar: toda a Igreja chorava e vi muitos terços nas mãos. Voltei logo para o pres-bitério para rezar o Rosário com os fiéis. Uma simples frase de Nossa Senhora, repetida por uma criança, tinha conseguido aquilo que eu jamais conseguira obter com todas as pregações nos 8 meses que estava em Mediugórie. Também de noite, a Igreja e a pracinha defronte estavam repletas e, enquanto se rezava continuamente o Rosário, Nossa Senhora apareceu e aben-çoou toda a gente, todos os presentes e toda a Igreja. Depois, repetiu: “Rezem assim todos os dias”.
As pessoas, então, sentiam-se cheias de alegria, porque conheciam a vontade de Nossa Senhora. Sucessivamente, Maria disse que era necessário jejuar nas quartas e sextas-feiras. Todos jejuaram a pão e água, até mesmo os trabalha-dores. Não se limitaram a trocar a carne pelo peixe!
Depois de 3 dias de jejum, começaram as confissões. Mais de 150 sacerdotes confessaram durante o dia inteiro e a noite. O clima na paróquia tinha mudado completamente. Aí, depois destes 3 dias, Nossa Senhora, feliz, disse-nos: “Re-zem com o coração, não por hábito” e ainda, “Antes de rezar, cada um deve perdoar os inimigos, oferecê-los ao Pai e desejar para eles a graça e a bênção”. Falei aos meus paroquianos e eles, juntos, responderam: “Sim”, pois, naqueles di-as, em Mediugórie, todos eram um só coração. Mas como era difícil perdoar! Parecia ter entrado num deserto, depois de tanto entusiasmo. Disse aos meus paroquianos que pedissem a graça de poderem perdoar e recomeçar a rezar. Ficamos na Igreja, todos calados, por cerca de 20 minutos, e parecia não ter porta de saída. Então a Virgem Maria deu-nos um grande presente: um senhor, no centro da Igreja, em alta voz, rezou assim: “Senhor, eu perdoei. Perdoai-me”. E começou a chorar. Então todos choramos como se tivesse sido aberta uma torneira d’água. Todos sentimos o desejo de rezar como ele e formou-se na Igreja um só coro que dizia: “Senhor, também eu perdoei, perdoai-me”, repetiam mil vozes.
Aí foi possível rezar o Rosário e rezamos, de fato, com o coração - não podemos esquecê-lo - e aprendemos de onde brotam o amor e a reconciliação. Durante a Liturgia, sentimo-nos verdadeiramente à mesma mesa e no dia seguinte, pelas estradas de Mediugórie, aconteceram outras obras grandiosas: as pessoas que não se olhavam, realmente tinham perdo-ado, retomaram os cumprimentos e, juntas, sentavam-se à mesma mesa. Na manhã seguinte, vimos no céu uma enorme inscrição luminosa: PAZ, que se movimentava do Krizevac para a Igreja, como um rio de fogo. Aí entendemos o que era necessário fazer para que o Senhor nos desse a paz verdadeira...”
Depois, Frei Iozo falou assim aos peregrinos: “Feliz é a Mãe de Deus, e feliz também é cada pessoa que cumpre a Sua vontade. “Hoje convido-os a serem como Jesus, através da oração”, disse Nossa Senhora em uma mensagem. Aí ve-rão os frutos, pois Deus disse que estes não faltarão. É preciso rezar com coração puro e aberto. É preciso rezar com o coração. É necessária uma grande disponibilidade e humildade na oração para ser como Jesus. Não se reza mais porque não se reza em família...
Mesmo alguns consagrados já não rezam. Mediugórie permanece viva porque reza. Não é preciso um pároco moderno, mas que permaneça diante do Santíssimo e que reze. Se não rezamos em família, mesmo que formos à igreja, à Missa, não temos fé. O nosso agir não pode ser substituído por nenhuma regra que elimine ou reduza a oração. Todos aqueles que não rezam estão contra Mediugórie. Quem não reza é como a figueira que não produz frutos. A mensagem mais co-mum de Nossa Senhora é esta: ser como Jesus, por meio da oração, do jejum e dos sacrifícios. Diz Maria: “Vocês não podem testemunhar nem falar sobre a oração se não rezarem”. Nossa Senhora não nos permite falar da oração se não rezarmos e, da mesma forma, falar das mensagens se não as vivermos. A oração do coração acontece quando nos deixamos guiar pelo Espírito Santo. Não se muda com a inteligência, mas com o coração e com o amor. Vivemos um tempo de graça, como nos diz Maria. Aproveitemo-nos deste momento.” Eco di Maria
Todas as gerações me proclamarão Bem-Aventurada.
Chegada de uma imagem da Rainha da Paz ao povoado de Tataíra, município de Desterro (PB), interior da Paraíba, distante mais de 400 km de João Pessoa, levada pelo casal Rizete e Jose Sinval de Sá.
Missão na África
Com as palavras do Salmo 98 quero louvar ao Senhor pelas maravilhas que tem operado pelo vosso trabalho e dedica-ção no serviço da divulgação das mensagens de Maria, Rainha da Paz.
Quero desejar a todos as alegrias do Presépio neste Natal e pedir a Jesus muitas bênçãos para vós para todo 1999.
Quero lhes agradecer também pelo fiel envio do Eco de Mediugórie, que tanto bem me faz e me anima nos meus traba-lhos de promoção humana e cristã junto deste meu povo de Moçambique.
Foram muitas as provações pelas quais tenho passado nesta terra de missão, e as últimas têm sido tão dolorosas, que somente a fé e confiança no Coração Divino de Jesus e a certeza da proteção de minha Mãe Celeste é que me têm dado forças para continuar a serviço do Reino do Pai e na missão a que Ele aqui me enviou.
Sempre, desde o meu batismo, fui consagrada por meus pais e padrinhos a Maria Santíssima. Já na vida religiosa fiz, há 32 anos, uma consagração filial ao seu Imaculado Coração, a título de filhinha legítima de Maria.
Sim, eu sei que Ela me ama muito e está sempre comigo, aqui na missão na África. Falo sempre dEla às crianças, aos jovens, às famílias, mas preciso muito de oração para continuar a minha missão e levar a minha cruz na paz, serenidade e fé. Quando fordes a Mediugórie, dizei à Mãe que eu, aqui em Iuluti, Moçambique, amo-A muito. Que Ela peça a seu Filho Jesus por mim. Que, se for a vontade do Pai e de seu Filho Jesus, que eu seja liberta do sofrimento que aqui estou a vi-ver. Se é para eu continuar com este sofrimento, que me seja dada a força e alegria de aceitar e lhe oferecer a minha dor. Conto com vossas orações. Obrigada por tudo, especialmente pelo envio do Eco de Mediugórie. Com afeto e orações.
Irmã Valdete das Graças Correa
 Moçambique - África)
44 anos sem se confessar
Desde que comecei a receber o jornal Eco de Mediugórie, comecei a rezar o terço todos os dias. Comecei a pedir uma grande graça a Nossa Senhora, pois estava afastado da Confissão havia 44 anos. Comecei a pedir a conversão  e a cora-gem de me confessar, pois não comungava porque não me confessava. E o tempo foi assim se passando, até que Nossa Senhora concedeu-me essa grande graça. Agora estou feliz. Vou à Missa, participo totalmente da Cerimônia. Estou muito fe-liz.
Sebastião Roberto da Silva (Itajubá - MG)
 
Ecos de um aborto
Nota sobre um aborto cometido em outubro pp., apesar dos esforços para salvar a vida da genitora, uma menina de dez anos de idade, e da criança, que já tinha mais de quatro meses.
“Anunciamos o Crucificado (1Cor 1,23)
Prezados irmãos e irmãs, filhos e filhas desta nossa querida diocese de S. Luís de Montes Belos. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
A nossa diocese está de luto.
Todos estão ao corrente da gravidade dos fatos ocorridos a partir de nossa pequenina cidade de Israelândia e triste-mente culminados no hospital de Jabaquara em São Paulo.
A comunidade católica de Israelândia, apoiada também por fiéis de outras Igrejas e por pessoas várias de boa vontade, deu um belíssimo testemunho de apreço à vida que de Deus recebemos, e pode pregar de cima dos telhados “o Evange-lho da vida”.
Com efeito, “o Evangelho da vida está no centro da mensagem de Jesus. Amorosamente acolhido cada dia pela Igreja, há de ser fiel e corajosamente anunciado como Boa-nova aos homens de todos os tempos e culturas. Tudo quanto se opõe à vida, como seja toda espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário, tudo o que viola a integridade da pessoa humana... todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes, ao mesmo tempo que corrom-pem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente, e ofen-dem gravemente a honra devida ao Criador” (João Paulo II).
Foram vãos todos os nossos esforços, uma verdadeira maratona em favor da vida, e o empenho concreto do Pró-vida de Anápolis e de S. Paulo ficaram sem o efeito tão ansiosamente esperado. Éramos movidos pelo único intento de salvar a vida de um inocente indefeso, mas nem a família, nem as autoridades, nem os próprios médicos nos quiseram ouvir. De nada valeram os nossos serviços oferecidos, os nossos pedidos, os nossos rogos e o nosso pranto.
E agora, meus irmãos, que tudo passou, nós estamos tristes, mas não derrotados.
Saibam todos que “nenhuma circunstância, nenhum fim, nenhuma lei do mundo poderá jamais tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito, porque contrário à Lei de Deus, inscrita no coração de cada homem, reconhecível pela própria ra-zão, e proclamada pela Igreja” (João Paulo II).
Se é verdade que os homens às vezes agem sem ter presente a vontade soberana de Deus Criador, é verdade também que a nobre causa da vida tem do seu lado o Espírito Santo, o Onipotente, “que é o Senhor e dá a vida”.
A Igreja e a nossa comunidade diocesana continuarão lutando para testemunhar ao mundo que a vida humana é sagra-da e inviolável em cada momento de sua existência, inclusive na fase inicial que precede o nascimento. Desde o seio materno, o homem pertence a Deus, que tudo perscruta e conhece, que o forma e plasma com suas mãos, que o vê quando ainda é um pequeno embrião informe, e que nele entrevê o adulto de amanhã, cujos dias estão todos contados e cuja vocação está já escrita no “livro da vida” (cf. Sl 138, 13-16).
Nada no mundo nos demoverá da luta em favor da vida humana e da sua defesa desde o seio materno.
Gostaria hoje de agradecer a todos os que nos ajudaram concretamente e a todos os que se solidarizaram conosco por fax, telefone e mensagens. Em particular, agradeço o empenho admirável do Pe. Fernando de Iporã e da Ir. Zélia. A Ir. Zélia demonstrou com a vida como a consagração a Deus é fecunda e operante.
Agradeço, sensibilizado, ao Pe, Luiz Carlos Lodi e ao Pró-vida de Anápolis, como também aos prezados irmãos Bispos, Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, Arcebispo de Goiânia, e Dom Manoel Pestana, Bispo de Anápolis, pelo apoio que deram.
Agradeço ainda ao Pró-vida de São Paulo por todas as providências em ajuda de nossa causa.
Enfim, irmãos e irmãs, ao mesmo tempo em que agradeço aos homens, desejo agradecer ao Pai Eterno, porque, pela Paixão e morte de seu Filho, podemos crer no amanhã.
E, como foi cometido um grande delito, que resultou na morte de um inocente, como Pastor da Igreja que está em S. Luís de Montes Belos, invoco sobre todos nós, e especialmente sobre Israelândia, e de modo especial sobre as pessoas envolvidas neste grave delito, a misericórdia divina. “Tem piedade do teu povo, Senhor!” (Joel 2, 17). “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34).
† Washington Cruz C. P.
Bispo de S. Luís de Montes Belos (GO)”
(Pergunte e Responderemos, nº 440)
Eco de Mediugórie
 
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Peregrinações 1999
       Saídas: abril, junho, julho, setembro e outubro. Roteiro completo (17 dias, US$ 3.210): Mediugórie (uma semana), Terra Santa e santuários da Itália. Excluindo-se a Terra Santa, é reduzido para 12 dias (US$ 2.550), ou para 10 dias, se excluída tam-bém a Itália (US$1.995). Em Julho, alta estação, haverá acréscimo em função da passagem aérea internacional. Para os Estados do Norte e do Nordeste, há acréscimo, em todos os programas, por causa do bilhete nacional.
Os preços acima incluem: todas as passagens e taxas; carregadores de malas; translados; alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar) durante toda a peregrinação; refrigerantes ou água mineral nas refeições; acomodação em apartamento duplo, em hotéis de 3 ou 4 estrelas; gorjetas; camisetas, boné, bolsa de viagem, livro e filme sobre Mediugórie; seguro saúde e extravio de bagagem e guia, falando português durante toda a peregrinação.
Grupo Especial de Fev/99 - Somente Mediugórie: Saída dia 26/fev e retorno 07/março/99. Valor: US$ 1.995.