Mediugórie - Eco 156 

Março de 1999 - Anunciação do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.99

Queridos filhos! Eu também hoje estou com vocês de uma forma especial, meditando e vivendo em meu Coração a Paixão de Jesus. Filhinhos, abram seus corações e dêem-me tudo que se encontra neles: as alegrias, as tristezas e cada dor, mesmo a mais pequenina, para que eu possa oferecê-las a Jesus, a fim de que Ele, em seu incomensurável amor, queime e transforme suas tristezas na alegria de sua Ressurreição. É por isso que agora os convido, filhinhos, de modo particular, a abrirem seus corações à oração para que, através dela, vocês se tornem amigos de Jesus. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.

Dêem-me suas tristezas e Jesus transformá-las-á em alegria

Nossa Senhora, neste tempo de Quaresma, convida-nos, com doçura, a participarmos da Paixão de Jesus para, como Ele, tomarmos parte na alegria. Participamos de seus sofrimentos para chegar à Ressurreição (cf. Fil 3,10).
Ela está conosco ao meditar sobre a Cruz porque, por amor de nós, seu Filho sofreu e morreu, mudando, assim, a nossa sorte. É um convite também para que meditemos a Paixão de Jesus na Via-Sacra. Quão diferentes nos sentimos depois de chorarmos no caminho doloroso da Cruz de Jesus... Mas há também o Caminho da Mãe, em que meditamos as dores que traspassaram a alma de Maria, como uma espada.
Nossa Senhora, em Kibeho, em 1982, ofereceu a coroa das setes dores "como remédio eficaz para aquilo que se pode chamar de "o mal do século": a negação do pecado e, portanto, a ausência do arrependimento necessário para o perdão de Deus". Podemos dizer-lhes, por experiência, o quanto é eficaz!
Ela não somente medita, mas, encontrando-Se na glória, vive também a Paixão de Jesus e a nossa. Pede-nos para abrirmos-Lhe nossos corações para não perdermos a coragem ao pensar nas dores que nos esperam, ante as quais sucumbiríamos se não vislumbrássemos o que vem depois da cruz e que Ela já experimentou: a glória da ressurreição. Não são comparáveis os sofrimentos do momento presente com a glória futura que nos será revelada (Rom 8, 18).
Abram seus corações e dêem-me tudo que se encontra neles. Dêem-me tudo: as tristezas, as angústias, as ansiedades que se agitam com relação ao futuro, suas depressões e seus fracassos, suas doenças, as enfermidades corporais e até as menores dores. Por que "dêem-me?"
Dêem-Me - Ela conhece nossa tentação de rejeitar o sofrimento, que até Jesus experimentou: Pai, afasta de mim este cálice... e o silêncio de Deus: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Ela sabe que somos levados a nos rebelar contra a cruz e a nos abater ante qualquer angústia.
Dêem-Me, porque Ela sabe que terminaremos por desperdiçar o tesouro da graça que são as cruzes. Essas cruzes, como para uma mulher as dores do parto, se transformarão em alegria quando, assumidas por Jesus, se tornarão motivo de alegria, a ponto de dizer como São Paulo: superabundância de alegria em toda tribulação.
Dêem-Me, porque Ela é Medianeira de todas as graças, como em Caná, onde transformou em festa a humilhação de uma família. Dêem-Me também suas alegrias porque é fácil que elas os iludam e os distanciem da verdade: Eu as purifico e as faço úteis ao bem de vocês.
Bem, Ela sabe que nos é impossível superar as provações da paixão e, por isso, diz-nos: dêem-Me tudo para que possa oferecer a Jesus. Quão importante é o envolvimento de Maria em nosso dom de oferta, de purificação, de conversão e de ressurreição para o triunfo do amor sem medida do Senhor Jesus!
E Jesus queimará os nossos sofrimentos com o seu incomensurável amor e transformá-los-á na alegria da sua Ressurreição. Desde agora já a antegozamos, mas virá o tempo em que seremos para sempre como Ele é (IJo, 3, 2).
No final, Maria exorta-nos a abrirmos nossos corações na oração, para que nos tornemos amigos de Jesus. Aproveitemos este tempo de graça para entrar na amizade de Jesus, através de uma oração mais sincera, em que aprendemos a dizer como Ele: seja feita não a minha, mas a vossa vontade. Isso significa ser amigos de Jesus. Se, com a ajuda de Maria, aceitarmos entrar na sua Paixão, entraremos com Jesus na glória do Pai, que ninguém nos poderá tirar. Pe. Angelo
_
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE

Últimas

Vicka, imobilizada por várias semanas devido a um problema dorsal, reiniciou, em janeiro, com coragem, seus encontros com os peregrinos. Estava muito abatida e magra.
Nestes dias, ela, Miriana e Ivanka estão em Mediugórie. Iákov está visitando várias cidades da Polônia, dando seu testemunho. Maria Pavlovic está na Itália e Ívan, na América.

Provações

Todas as vezes, o início da Quaresma é um encontro com o episódio das provações de Jesus, depois da permanência de quarenta dias no deserto. A pergunta fundamental a ser feita não é como Jesus foi colocado à prova, mas de que maneira se defendeu.
O que satanás queria dizer a Jesus e o modo em que O colocou à prova são uma tentativa de demonstrar que era uma bobagem e inútil o que Ele fazia no deserto; que o retiro de oração e jejum são inúteis e a nada levam.
De que serviria ter fome e nada possuir para aplacá-la? Satanás oferece sua própria solução para tudo isto: glória, influência e bem-estar, em lugar de sua real missão.
Em suas mensagens, Nossa Senhora, muitas vezes, nos chamou a atenção sobre a força de satanás que quer destruir a obra de Deus. Ainda não terminou o tempo das provações e das tentações. Mas nós temos orientações, os ensinamentos de Jesus: "Afasta-te de mim, satanás. Não tentes o Senhor teu Deus... Não se vive somente de pão e água, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus."
Frei Ívan Landeka (pároco de Mediugórie)

Retiro formativo e de Oração

Neste ano, o Encontro destinado aos divulgadores de Mediugórie foi, como no ano passado, realizado também em Neum, cidade da Bósnia-Herzegovina, distante 75 km de Mediugórie, de 28 de fevereiro a 5 de março, com a participação de aproximadamente 150 representantes de 10 países e os padres franciscanos de Mediugórie (participou deste Encontro o coordenador da "Servos da Rainha"). O tema deste ano foi: Peregrinação, uma parte do nosso caminho de fé.
Para quem divulga as mensagens da Rainha da Paz, organiza grupos de peregrinos e para quem trabalha em Mediugórie, esse Encontro também serve para um enriquecimento através da troca de experiência entre os participantes. Press Bulletin

Contei-Lhe tudo

Irmã David, francesa, 48 anos de idade, pertencente a uma Ordem de ensino, caiu em profunda depressão por causa de seu intenso trabalho. Enquanto se recuperava na casa de sua irmã e, mesmo com o adequado tratamento médico, sofria cruéis tormentos e percebeu no íntimo que não servia para a vida religiosa. Achou que tinha estragado sua vida e já não serviria para mais nada. Contudo, não deixou de rezar e, mais do que nunca, pedia a Jesus e a Maria que a ajudassem.
No dia 20 de junho, sua parenta Aline, antes de partir para Mediugórie, fez-lhe uma visita. Ao ver seu sofrimento, contou-lhe das graças que o Céu estava derramando em Mediugórie e sugeriu que a religiosa escrevesse uma carta para Nossa Senhora, que ela a levaria. Naquela mesma noite a carta foi escrita. Irmã David apresentou a Maria seus tormentos, seus sofrimentos e todos os "porquês" que a estavam atormentando. "Contei-Lhe tudo que estava no coração...", - disse-nos - e senti imensa confiança que, através do seu amor maternal, Nossa Senhora me ajudaria."
Em Mediugórie, Aline naturalmente rezou muito e aproveitou-se do encontro com Vicka para entregar-lhe a preciosa carta. Isso aconteceu na manhã do dia 26 de junho. De sua parte, a irmã seguiu, em espírito, toda a peregrinação, sem nada saber sobre os locais e programa. Numa manhã, percebeu que os tormentos estavam se enfraquecendo e que a vida estava, aos poucos, voltando. Experimentou claramente o ponto crucial. Desapareceu a obsessão de ter fracassado na vida. Quando Aline voltou e contou-lhe sobre a peregrinação, as duas constataram que a melhora começou precisamente no dia em que a carta foi apresentada por Vicka a Nossa Senhora, contrariando o sombrio diagnóstico médico. Que maravilhoso presente para irmã David! Sete meses mais tarde, ela pode testemunhar: "Eu apenas posso tirar de tudo aquilo o fruto positivo de uma maior intimidade com Nossa Senhora e com seu Filho. Desde então, a oração do Magnificat sempre canta em meu coração e a alegria jamais cessa de fluir. Que fantástico!!! Cada tarde, uno-me à Paróquia de Mediugórie na oração dos 7 Pai-Nossos, Aves e Glórias (antiga tradição dos franciscanos, de grande uso em Mediugórie).
Perguntamos-lhe: "O que diria àqueles que sofrem como a senhora sofreu?" Respondeu: "Eu diria que a ajuda médica é importante, mas o que me salvou foi a grande confiança em Deus e o maternal auxílio de Maria e também nunca ter desistido de rezar!"


Quando se confessar

Nestes dias, Nossa Senhora convida-nos a meditar na Paixão de Jesus e é bom relembrar um importante pedido que Ela fez ao grupo de oração local, pedido muito claro, prático e frutuoso, que toda verdadeira mãe daria: "Vocês deveriam dedicar 3 dias por mês à confissão: 1ª Sexta-feira do mês seguida do sábado e do Domingo (1985)." Nossa confissão mensal pode ser feita em um desses três dias, mas as palavras de Nossa Senhora também nos levam a examinar nossas relações e tomar iniciativas para perdoar nossos vizinhos, a fim de que nenhum mal se enraíze em nossos corações e destrua nossa paz. Três dias de limpeza primaveril! E somente assim, na alegria de uma consciência pura, que entraremos na verdadeira contemplação de Jesus e seremos Seus amigos. Irmã Emmanuel

A cura pela confissão

Na palestra feita durante o Festival dos Jovens, Pe. Cosimo Cavaluzzo enfocou a confissão como cura do pecado: "Jovens, olhem bem para seus corações... O que ganharam com o pecado? Nada. E perderam a paz, a alegria, a confiança em vocês mesmos... Perderam tudo, e isto ainda não é o fim. Deus procura sempre aproximar-se de vocês. Jesus não veio para condená-los, mas para amá-los, para curá-los, para salvá-los".
Pe. Cosimo enumera alguns dos pecados que nos separam do amor de Deus: o egoísmo, a impureza, o mau desejo, a dissipação, todas as coisas que nos impedem de colaborar com o Espírito Santo, sem o qual não há vida, não há verdadeira alegria e não há paz.
Prossegue convidando os jovens a terem confiança na Igreja, a mesma que Cristo desejou e mediante a qual Ele está constantemente presente no meio de nós. "Na pessoa do confessor que acolhe a sua confissão está presente Jesus que procura encontrá-lo, que o perdoa por tudo e o ama! Pode-se viver puro, humilde, na verdade, através da oração. Nosso aliado é o Espírito Santo que em nós intercede. É Ele a nossa força. Ele tudo pode em nós e por nós. É necessário, porém, procurá-Lo e estar consciente disto: você pode se tornar um santo!
Tomemos dois vícios de nossa vida e empenhemo-nos com Maria para vencê-los. Se nos esforçarmos, Deus nos ajudará porque Lhe somos caros. São Pedro diz para confiar ao Senhor todas as preocupações que Ele proverá. Você é um filho de Deus. Deus toma conta de você. Você existe porque Deus pensou em você. Você é aquele jovem em quem Jesus fixou os olhos e amou. Entre nos olhos de Jesus. Você tem necessidade desse olhar de Jesus. Por isso, chega de tanta falta de coragem! Jesus olha para você, pensa em você.
Rezemos ao Espírito Santo, porque é Ele Quem nos convence que Jesus nos ama, deseja-nos bem e sempre pensa em nós. Jesus nos diz: Eu sou seu consolador, amor, eu estou com você. Você é para mim um filho querido. Meu coração consome-se por você. Meditem como o coração de Deus se consome por nós.
Decidamo-nos a encontrar um diretor espiritual, pois de outra forma não se consegue ir adiante. É preciso fazer as promessas e depois realizá-las e ter familiaridade com Jesus-Eucaristia. Deixem-se beijar por Jesus-Eucaristia (nós, sacerdotes, devemos rezar à noite!). Estabeleçam uma hora por semana para estar com Jesus, diante dEle. Ali encontrarão o Amor e este lhes dará a alegria. Ao lado da Eucaristia coloque a Confissão. Confessemo-nos com freqüência, ainda que caiamos nos mesmos pecados.
Abra o coração a Jesus na confissão. Ele tem sempre algo a dizer-lhe. Estabeleçamos um tempo para a confissão: uma vez por semana, a cada 15 dias, mas não deixemos passar um mês. Se agirmos assim, viveremos na alegria e na paz. Viveremos na plena alegria, não pela metade. Também para nós sacerdotes será do mesmo jeito e aí teremos a plena alegria! Os jovens têm necessidade de sacerdotes plenos de alegria.
Os jovens têm este direito. Jovens! Somente Deus poderá preencher seus corações. Demos-Lhe, portanto, confiança plena e contínua. Eis um exercício prático: quando as coisas não vão bem, você deve fazer um ato de fé e dizer: alegria minha, Cristo ressuscitou! Recebe uma pancada na cabeça, deve dizer: alegria minha, Cristo ressuscitou! A alegria de Cristo contagia, não é possível escondê-la. Por isso, você precisa decidir se deseja ou não caminhar na alegria".

Padre Pio e a oração

Pe. Gabriel Amorth envia-nos algumas recordações dos 26 anos passados, visitando Padre Pio.
"Sobre Pe. Pio, ficou famosa a autodefinição que deu a um jornalista: "Sou apenas um pobre frade que reza". Estava a contemplá-lo com o terço na mão; chamava-o sua arma e escreveu ao diretor espiritual que rezava pelo menos 5 Rosários completos todos os dias. Isso significa que, em termos de tempo, 5 horas diárias dedicadas ao Rosário. Dormia muito pouco e tinha capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Meditava os mistérios. Assim sofria visivelmente as dores da Paixão de Cristo, e sentia também na alma as dores de Maria, tendo-A como a maior mártir, verdadeira Rainha dos Mártires.
Quanto mais avançava em idade, mais Padre Pio sentia a necessidade de dar mais espaço à oração. Já no final dos anos 40, percebi que o tempo dedicado às confissões era por demais reduzido. Já ia longe o tempo em que confessava até 16 horas por dia. Pe. Michelangelo lhe observou um dia: "Estimado Padre, não poderia confessar por um pouco mais de tempo? Aqui estão pessoas que vêm de muito longe, do exterior e, para se confessarem com o senhor, devem esperar muitos dias". Eis sua resposta: "Querido Pe. Michelangelo, pensa que as pessoas vêm aqui por causa de Padre Pio? Não. Elas vêm para ouvir uma palavra do Senhor. E se eu não rezar, que poderei oferecer-lhes?"
A necessidade da oração vinha-lhe sugerida pela consciência de ser indigno; sentia-se um grande pecador, com o constante risco e temor de cometer um pecado e perder a fé. Por isso, foi sempre um grande mendigo da oração. Lembro-me de que, se desejasse vê-lo iluminar-se de alegria, bastava dizer-lhe: "Padre, rezo pelo senhor". Agradecia com entusiasmo. Parecia querer dizer: "Finalmente encontrei um que me entende!"
Sentia muitíssimo o estímulo à oração, até porque sentia a necessidade de santificar-se para santificar. Era uma preocupação que procurava infundir principalmente nos sacerdotes. Recordo-me bem quando me confessei com ele, pouco depois da minha ordenação sacerdotal. Quando lhe disse ser um padre novo, falou-me com força: "Lembre-se que um sacerdote deve ser um propiciador. Ai se é ele a precisar de auxílio! Lembre-se bem disso". Pe. Gabriel Amorth
(Pe. Pio será declarado beato no dia 2 de maio. O Papa fez o anúncio em 21 de dezembro, declarando concluído o processo de beatificação, depois do reconhecimento do milagre obtido por Consiglia De Martino, curada imediatamente após tê-lo invocado).

Caminho para o Pai

Jovens de toda a Itália reuniram-se também neste ano em Numana, para o encontro dirigido por Frei Tomislav, de 7 a 10 de janeiro, com o tema "Rumo ao Pai". Para muitos foi, de fato, um verdadeiro e real caminhar que, como sempre, comporta: lutas, esperas e decisões. O ápice daqueles dias, ritmados pela oração, foi o sábado, na Vigília da Ressurreição, com a renovação das promessas batismais. Transcrevemos aqui alguns momentos-chave desse "caminho".
1. Que espécie de cristãos somos nós? - O que acontece em nós? Somos capazes de ver onde se encontram as trevas dentro de nós? Examinemos alguns pontos.
Se nos sentimos esmagados, pisados, encontramo-nos ainda nas trevas. Aceitamos o cristianismo como uma ideologia. A religião e a fé são, para nós, uma fonte de medo? Se o nosso relacionamento com Deus é assim, então estamos ainda nas trevas. Se aceitamos a fé como um simples meio de consolo, significa que ainda somos infantis, não desenvolvidos, porque a fé é a fonte da vida e não de consolações. Outro aspecto é ainda a escravidão das devoções, quando essas não nos transformam, mas nos esmagam...
2. Um Jubileu para entrar na Luz - se nossa espiritualidade não está inserida na Santíssima Trindade, permanece confusa, individualista. É o ponto mais importante da nossa dinâmica interior. Somente assim, podemos alcançar a nossa identidade plena: tornar-nos filhos de Deus-Pai e entrar na luz plena.
Este tempo de preparação ao Jubileu é um grande Pentecostes para entrar no batismo do Espirito Santo. A chave para entrarmos é a cruz. Sabem por que muitos cristãos estão deprimidos, fracos? Porque não aceitaram a cruz de Jesus Cristo! Nela temos as graças para acolher e carregar as nossas. Porque as rejeitamos, tornamo-nos sempre mais fracos. No entanto, toda provação é permitida como instrumento para nossa purificação e salvação dos outros! Vocês não sabem quantos sofreram para que hoje vocês tivessem fé. Vocês não sabem quão grande é a missão que lhes confiou Jesus Cristo!
3. Encontrar o Pai - O Pai é temido porque é desconhecido, é desconhecido porque é temido. Racionalmente não se pode falar do Pai porque Ele é Nascente, Fonte de tudo. Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que saí de Deus (Jo 16, 27). Jesus nos fala abertamente do Pai, sem imagens, sem conceitos e a nossa alma tem a capacidade de entender essa linguagem, no Espírito Santo. Jesus nos introduziu no Espírito Santo e nos mostra a Face do Pai que nos ama. Aqui se abre o colóquio entre nós e o Pai; aqui o homem encontra sua identidade de filho de Deus.
De fato, o nosso peregrinar na terra almeja conduzir-nos à criatividade plena, no sentido de, como filhos, participarmos da criatividade do Pai, isto é, participar da Ressurreição de Cristo. Deus Pai, a Quem nos ofertamos, não é uma realidade passiva, mas Onipotente, Inteligente, Criadora. Ele opera em nós e, em sentido positivo, tem ciúme de nós e pensa em nós dia e noite. Com esta abertura, muda-nos, transforma-nos por dentro.
4. Que atitudes nos dificultam, portanto, neste encontro? - A primeira é aquela de posse. Esquemas, idéias e opiniões próprias tornam-se, dessa forma, algo como semente que não deseja nascer, desabrochar. Essa atitude tem muitas conseqüências: conduz à passividade espiritual o dizer: "não posso, não sei" e também leva à indecisão. Como conciliar isso com a criatividade do Pai?
Que razão se esconde por debaixo disso? Na verdade, vocês querem manter e guardar seus pecados, suas feridas. Há uma outra atitude: aquela de rebelião. O homem, diante do mal, torna-se inseguro e, desejando dominar, faz crescer em si uma maior negatividade, como se desejasse superar e derrotar o mal inicial. Porém, fazendo assim, levanta-se como juiz, em vez de submeter-se a Deus que perdoa e cura. E enfim, destrói a si próprio e aos outros. Até mesmo o nosso menor fechamento leva a isso. É ação dos demônios: acentuar nossos fechamentos para nos separar do Pai e fazer crescer em nós a agressividade, o ódio, as trevas... O encontro com o Pai é, pelo contrário, uma cura, uma reconciliação. Por isso, a única estrada para sair das trevas é a Confissão. É cansativo porque estamos "enamorados" das trevas, mas é somente experimentando o amor do Pai que podemos renascer, desabrochar.
5. Viver com o Pai - Dois passos para entrar neste relacionamento com o Pai, através do Filho, no Espírito Santo. Um primeiro passo é abrir-se ao Espírito Santo, de modo incondicional.
Significa retirar todos os privilégios, nossa etiqueta de fiéis e nosso conhecimento. Mas, também, tirar todas as barreiras, as negatividades, as misérias que colocam diante de nós. Abrir-se de maneira virginal, livre, como Maria. Um segundo passo consiste em oferecer nossa vontade. Peço-lhes que não comecem por analisar a vocês mesmos, seus valores e defeitos. Se o fizerem, vão encontrar mil desculpas. Ofereçam sua vontade. A atitude de Maria diante do Anjo foi a de discernir se aquela era ou não a vontade de Deus. Quando compreendeu, ofereceu-Se... Dessa forma, inserimo-nos na dinâmica da Trindade, onde Jesus cede o lugar ao Espírito Santo, retira-se e o Espírito O glorifica e O revela. A Santíssima Trindade é o contrário do egoísmo. As pessoas divinas promovem-se entre Si e Se glorificam. Isso faz-nos entender como devemos nos comportar.
6. Pelo Pai vocês são enviados! - Tantos jovens permanecem céticos porque falta uma orientação clara nos cristãos. Por isso, vocês são enviados. O mundo não conhece o Pai. Neste ano, anunciem-No. A ninguém devem converter, mas não se fechem no medo, na timidez. Nada poderão realizar se não for forte em vocês essa missão. Com a sua completa e incondicional doação ao Pai, vencerão as trevas. Não poderão convencer os jovens, é verdade, mas poderão iluminá-los com esta luz que há em vocês! Por isso, aceitem essa missão!
Nicola
Novo ritual de Exorcismo

Em 26 de janeiro, foi solenemente apresentado à imprensa internacional o novo ritual de exorcismos. Sabe-se que o Concílio Vaticano II, em sua Constituição "Sacrosanctum Concilium", tinha estabelecido a atualização dos textos litúrgicos. Em particular, no nr. 79, insistia na atualização dos sacramentais, dos quais fazem parte os exorcismos.
O novo documento é caracterizado por uma ampla parte introdutória, totalmente nova com relação ao Ritual Romano, de 1614, em que se resumem os fundamentos bíblicos dos exorcismos. Trata-se de verdades claramente expressas na Bíblia, de forma particular em todo o Novo Testamento. São verdades nunca postas em dúvida no passado, motivo pelo qual não havia necessidade de relembrá-las quando saiu o Ritual de 1614. Mas hoje, os tempos mudaram. O racionalismo e a incredulidade conquistaram espaço e, por isso, foi oportuno acrescentar ao ritual do exorcismo uma síntese bíblica para recordar os princípios que fundamentam os exorcismos.
Quais são estes princípios, ou melhor, essas verdades claramente reveladas? Antes de mais nada, e existência dos anjos e dos demônios. Depois, em particular, o "poder das trevas" . Usando-se as palavras do Vaticano II, vemos que "toda a história humana é permeada por uma luta incessante contra o poder das trevas, que durará até o último dia" (GS 37).
Além da ação ordinária, que é a de tentar o homem ao mal, o demônio pode ter também uma ação extraordinária, ou seja, uma ação maléfica e nociva que atinge as pessoas, as coisas e lugares, manifestando-se de diversas maneiras. A Igreja sempre rezou e reza para que os humildes sejam libertados das insídias do demônio. Essa oração, em certos casos, toma a forma de exorcismo, baseado no exemplo de Jesus, exorcista por excelência (é Ele Quem derrotou satanás e deu também a nós o mesmo poder). Jesus deu aos apóstolos, e depois aos discípulos, e por fim a todos que crêem nEle, o poder de expulsar os demônios. Em particular, a Igreja, depois, instituiu no século IV o sacramental do exorcismo, com o qual a Igreja ordena publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra a influência do maligno ou libertado de seu domínio.
Recordemos quantas vezes Nossa Senhora em Mediugórie, em suas mensagens, preveniu-nos contra o demônio. Ela disse que satanás é forte e deseja destruir seus planos. A vida cristã, a oração, os sacramentos, são sempre a defesa mais eficaz. Em certos casos, porém, torna-se necessário o recurso aos exorcismos. Esperamos que o novo ritual seja uma ocasião para alertar os cristãos quanto aos erros que abrem as portas à "influência do inimigo, e seja, ao mesmo tempo, um momento para que as autoridades eclesiásticas procurem indicar um grande número de sacerdotes dedicados a esse ministério, quase totalmente esquecido há três séculos na Igreja Latina...
Pe. Gabriel Amorth

Milagre espetacular

Todos vocês já ouviram um amigo, um conhecido, um parente dizer: "Acredito em milagres somente quando me for demonstrado que um braço ou uma perna amputada for reconstituída!" Eis aqui, pelo menos uma vez isso foi documentado com todas as garantias históricas necessárias. Vittorio Messori, famoso escritor escolhido por João Paulo II para entrevistá-lo no livro "Cruzando o Limiar da Esperança", pesquisou esse fato, examinou toda a documentação original conservada nos arquivos do lugar e dedicou a esse acontecimento seu último livro Il Miracolo.
Aconteceu em 29 de março de 1640, no Canadá, vilarejo na região espanhola de Aragona. Naquela tarde, por intercessão de Nossa Senhora do Pilar (a veneradíssima Virgem de Saragozza), a um jovem camponês foi restituída de improviso a perna direita, amputada havia dois anos.
Deste fato foi testemunha todo o vilarejo. Poucos horas depois, este fato foi registrado em documento por um notário. Alguns meses mais tarde, o Arcebispo de Saragozza iniciou um acurado processo, em que compareceram dezenas de testemunhas que, sob juramento, atestaram a veracidade do prodigioso acontecimento. Encontramo-nos, portanto, não apenas diante de um fato único, mas também provado como nenhum outro, que nos confirma o quanto Maria nos pode obter de seu Filho. Eco de Maria

A perna amputada

Estava um rapaz em Mediugórie, de quem Nossa Senhora muito gostava. Ele tinha a perna amputada acima do joelho. Ela disse aos videntes que o curaria, logo que o Sinal prometido se manifestasse. No Natal de 1981, durante uma aparição, Ela chegou a mostrar aos videntes a sua perna doente. Ela mesma levantou a prótese sintética e, por baixo, aparecia a perna curada. Em meados de 1982, disse que, depois do Sinal, ele seria completamente curado. Nossa Senhora tem prometido muitas curas depois do Sinal. As condições para cura são: fé firme, oração, jejum, boas obras e abandono à vontade de Deus. Isto é válido para os doentes e suas famílias. Se o doente estiver fraco e não puder rezar, deve crer e a família deve jejuar e rezar muito.
Do Livro Convertam-se Sem Demora!

Eco de Mediugórie
O Eco é publicado mensalmente. Seu envio é gratuito e mantido pelas contribuições espontâneas dos leitores. Solicite sua assinatura pelo tel. (061) 345-7500 ou por carta. As contribuições devem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha. Aos que desejarem um maior número de exemplares, pedimos contribuir com os custos de impressão e correio. Que a Rainha da Paz os abençoe!

Por que ir a Mediugórie?

Ir a Mediugórie é fazer uma experiência que marca toda a vida do peregrino, enriquecendo-o com uma fé mais forte, de forma singular, através da oração, meditação, adoração ao Santíssimo Sacramento do Altar, participação da Eucaristia, subida à Colina das Aparições e à Montanha da Cruz, encontros com os sacerdotes e videntes de Mediugórie, e troca de experiências. Ao voltar para casa, com uma fé renovada, o peregrino poderá ajudar mais a família, a comunidade paroquial e o próprio País, e divulgar as mensagens de paz de Nossa Senhora, no espírito do Evangelho.
Um grupo de peregrinos para Mediugórie requer uma boa organização, possuir um sacerdote que o acompanhe e um leigo com bastante experiência sobre a realidade de Mediugórie. O papel do guia do grupo é muito importante e requer muito amor, devoção e uma decisão sempre renovada de servir ao próximo.
Lembramos aos leitores que nossos preços incluem: todas as passagens (aéreas e marítimas), taxas de aeroportos e portos, carregadores de malas, alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar), com refrigerantes, durante toda a peregrinação, gorjetas, camisetas, boné, bolsa de viagem, livro e filme sobre Mediugórie e seguro saúde e extravio de bagagem. Sem as preocupações de cunho material, nossos peregrinos poderão se dedicar mais à oração. Nossos programas incluem a Terra Santa, Itália e Mediugórie.
Próximas saídas: junho, julho, setembro e outubro. Roteiro completo (17 dias, US$ 3.210): Mediugórie (uma semana), Terra Santa e santuários da Itália. Excluindo-se a Terra Santa, é reduzido para 12 dias (US$ 2.550), ou para 10 dias, se excluída também a Itália (US$1.995). Em Julho, alta estação, haverá acréscimo em função da passagem aérea internacional. Para os Estados do Norte e do Nordeste, há acréscimo, em todos os programas, por causa do bilhete nacional.