Mediugórie - Eco 156
Março
de 1999 - Anunciação do Senhor
Mensagem
da Rainha da Paz, de 25.02.99
Queridos
filhos! Eu também hoje estou com vocês de uma forma especial,
meditando e vivendo em meu Coração a Paixão de Jesus.
Filhinhos, abram seus corações e dêem-me tudo que se encontra
neles: as alegrias, as tristezas e cada dor, mesmo a mais
pequenina, para que eu possa oferecê-las a Jesus, a fim de que
Ele, em seu incomensurável amor, queime e transforme suas
tristezas na alegria de sua Ressurreição. É por isso que agora
os convido, filhinhos, de modo particular, a abrirem seus
corações à oração para que, através dela, vocês se tornem
amigos de Jesus. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Dêem-me
suas tristezas e Jesus transformá-las-á em alegria
Nossa Senhora, neste tempo de Quaresma, convida-nos, com doçura,
a participarmos da Paixão de Jesus para, como Ele, tomarmos
parte na alegria. Participamos de seus sofrimentos para chegar à
Ressurreição (cf. Fil 3,10).
Ela está conosco ao meditar sobre a Cruz porque, por amor de
nós, seu Filho sofreu e morreu, mudando, assim, a nossa sorte.
É um convite também para que meditemos a Paixão de Jesus na
Via-Sacra. Quão diferentes nos sentimos depois de chorarmos no
caminho doloroso da Cruz de Jesus... Mas há também o Caminho da
Mãe, em que meditamos as dores que traspassaram a alma de Maria,
como uma espada.
Nossa Senhora, em Kibeho, em 1982, ofereceu a coroa das setes
dores "como remédio eficaz para aquilo que se pode chamar
de "o mal do século": a negação do pecado e,
portanto, a ausência do arrependimento necessário para o
perdão de Deus". Podemos dizer-lhes, por experiência, o
quanto é eficaz!
Ela não somente medita, mas, encontrando-Se na glória, vive
também a Paixão de Jesus e a nossa. Pede-nos para abrirmos-Lhe
nossos corações para não perdermos a coragem ao pensar nas
dores que nos esperam, ante as quais sucumbiríamos se não
vislumbrássemos o que vem depois da cruz e que Ela já
experimentou: a glória da ressurreição. Não são comparáveis
os sofrimentos do momento presente com a glória futura que nos
será revelada (Rom 8, 18).
Abram seus corações e dêem-me tudo que se encontra neles.
Dêem-me tudo: as tristezas, as angústias, as ansiedades que se
agitam com relação ao futuro, suas depressões e seus
fracassos, suas doenças, as enfermidades corporais e até as
menores dores. Por que "dêem-me?"
Dêem-Me - Ela conhece nossa tentação de rejeitar o sofrimento,
que até Jesus experimentou: Pai, afasta de mim este cálice... e
o silêncio de Deus: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
Ela sabe que somos levados a nos rebelar contra a cruz e a nos
abater ante qualquer angústia.
Dêem-Me, porque Ela sabe que terminaremos por desperdiçar o
tesouro da graça que são as cruzes. Essas cruzes, como para uma
mulher as dores do parto, se transformarão em alegria quando,
assumidas por Jesus, se tornarão motivo de alegria, a ponto de
dizer como São Paulo: superabundância de alegria em toda
tribulação.
Dêem-Me, porque Ela é Medianeira de todas as graças, como em
Caná, onde transformou em festa a humilhação de uma família.
Dêem-Me também suas alegrias porque é fácil que elas os
iludam e os distanciem da verdade: Eu as purifico e as faço
úteis ao bem de vocês.
Bem, Ela sabe que nos é impossível superar as provações da
paixão e, por isso, diz-nos: dêem-Me tudo para que possa
oferecer a Jesus. Quão importante é o envolvimento de Maria em
nosso dom de oferta, de purificação, de conversão e de
ressurreição para o triunfo do amor sem medida do Senhor Jesus!
E Jesus queimará os nossos sofrimentos com o seu incomensurável
amor e transformá-los-á na alegria da sua Ressurreição. Desde
agora já a antegozamos, mas virá o tempo em que seremos para
sempre como Ele é (IJo, 3, 2).
No final, Maria exorta-nos a abrirmos nossos corações na
oração, para que nos tornemos amigos de Jesus. Aproveitemos
este tempo de graça para entrar na amizade de Jesus, através de
uma oração mais sincera, em que aprendemos a dizer como Ele:
seja feita não a minha, mas a vossa vontade. Isso significa ser
amigos de Jesus. Se, com a ajuda de Maria, aceitarmos entrar na
sua Paixão, entraremos com Jesus na glória do Pai, que ninguém
nos poderá tirar. Pe. Angelo
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NOTÍCIAS
DE MEDIUGÓRIE
Últimas
Vicka,
imobilizada por várias semanas devido a um problema dorsal,
reiniciou, em janeiro, com coragem, seus encontros com os
peregrinos. Estava muito abatida e magra.
Nestes dias, ela, Miriana e Ivanka estão em Mediugórie. Iákov
está visitando várias cidades da Polônia, dando seu
testemunho. Maria Pavlovic está na Itália e Ívan, na América.
Provações
Todas as vezes, o início da Quaresma é um encontro com o
episódio das provações de Jesus, depois da permanência de
quarenta dias no deserto. A pergunta fundamental a ser feita não
é como Jesus foi colocado à prova, mas de que maneira se
defendeu.
O que satanás queria dizer a Jesus e o modo em que O colocou à
prova são uma tentativa de demonstrar que era uma bobagem e
inútil o que Ele fazia no deserto; que o retiro de oração e
jejum são inúteis e a nada levam.
De que serviria ter fome e nada possuir para aplacá-la? Satanás
oferece sua própria solução para tudo isto: glória,
influência e bem-estar, em lugar de sua real missão.
Em suas mensagens, Nossa Senhora, muitas vezes, nos chamou a
atenção sobre a força de satanás que quer destruir a obra de
Deus. Ainda não terminou o tempo das provações e das
tentações. Mas nós temos orientações, os ensinamentos de
Jesus: "Afasta-te de mim, satanás. Não tentes o Senhor teu
Deus... Não se vive somente de pão e água, mas de toda a
palavra que sai da boca de Deus."
Frei Ívan Landeka (pároco de Mediugórie)
Retiro
formativo e de Oração
Neste ano, o Encontro destinado aos divulgadores de Mediugórie
foi, como no ano passado, realizado também em Neum, cidade da
Bósnia-Herzegovina, distante 75 km de Mediugórie, de 28 de
fevereiro a 5 de março, com a participação de aproximadamente
150 representantes de 10 países e os padres franciscanos de
Mediugórie (participou deste Encontro o coordenador da
"Servos da Rainha"). O tema deste ano foi:
Peregrinação, uma parte do nosso caminho de fé.
Para quem divulga as mensagens da Rainha da Paz, organiza grupos
de peregrinos e para quem trabalha em Mediugórie, esse Encontro
também serve para um enriquecimento através da troca de
experiência entre os participantes. Press Bulletin
Contei-Lhe
tudo
Irmã David, francesa, 48 anos de idade, pertencente a uma Ordem
de ensino, caiu em profunda depressão por causa de seu intenso
trabalho. Enquanto se recuperava na casa de sua irmã e, mesmo
com o adequado tratamento médico, sofria cruéis tormentos e
percebeu no íntimo que não servia para a vida religiosa. Achou
que tinha estragado sua vida e já não serviria para mais nada.
Contudo, não deixou de rezar e, mais do que nunca, pedia a Jesus
e a Maria que a ajudassem.
No dia 20 de junho, sua parenta Aline, antes de partir para
Mediugórie, fez-lhe uma visita. Ao ver seu sofrimento,
contou-lhe das graças que o Céu estava derramando em
Mediugórie e sugeriu que a religiosa escrevesse uma carta para
Nossa Senhora, que ela a levaria. Naquela mesma noite a carta foi
escrita. Irmã David apresentou a Maria seus tormentos, seus
sofrimentos e todos os "porquês" que a estavam
atormentando. "Contei-Lhe tudo que estava no
coração...", - disse-nos - e senti imensa confiança que,
através do seu amor maternal, Nossa Senhora me ajudaria."
Em Mediugórie, Aline naturalmente rezou muito e aproveitou-se do
encontro com Vicka para entregar-lhe a preciosa carta. Isso
aconteceu na manhã do dia 26 de junho. De sua parte, a irmã
seguiu, em espírito, toda a peregrinação, sem nada saber sobre
os locais e programa. Numa manhã, percebeu que os tormentos
estavam se enfraquecendo e que a vida estava, aos poucos,
voltando. Experimentou claramente o ponto crucial. Desapareceu a
obsessão de ter fracassado na vida. Quando Aline voltou e
contou-lhe sobre a peregrinação, as duas constataram que a
melhora começou precisamente no dia em que a carta foi
apresentada por Vicka a Nossa Senhora, contrariando o sombrio
diagnóstico médico. Que maravilhoso presente para irmã David!
Sete meses mais tarde, ela pode testemunhar: "Eu apenas
posso tirar de tudo aquilo o fruto positivo de uma maior
intimidade com Nossa Senhora e com seu Filho. Desde então, a
oração do Magnificat sempre canta em meu coração e a alegria
jamais cessa de fluir. Que fantástico!!! Cada tarde, uno-me à
Paróquia de Mediugórie na oração dos 7 Pai-Nossos, Aves e
Glórias (antiga tradição dos franciscanos, de grande uso em
Mediugórie).
Perguntamos-lhe: "O que diria àqueles que sofrem como a
senhora sofreu?" Respondeu: "Eu diria que a ajuda
médica é importante, mas o que me salvou foi a grande
confiança em Deus e o maternal auxílio de Maria e também nunca
ter desistido de rezar!"
Quando se
confessar
Nestes dias, Nossa Senhora convida-nos a meditar na Paixão de
Jesus e é bom relembrar um importante pedido que Ela fez ao
grupo de oração local, pedido muito claro, prático e frutuoso,
que toda verdadeira mãe daria: "Vocês deveriam dedicar 3
dias por mês à confissão: 1ª Sexta-feira do mês seguida do
sábado e do Domingo (1985)." Nossa confissão mensal pode
ser feita em um desses três dias, mas as palavras de Nossa
Senhora também nos levam a examinar nossas relações e tomar
iniciativas para perdoar nossos vizinhos, a fim de que nenhum mal
se enraíze em nossos corações e destrua nossa paz. Três dias
de limpeza primaveril! E somente assim, na alegria de uma
consciência pura, que entraremos na verdadeira contemplação de
Jesus e seremos Seus amigos. Irmã Emmanuel
A cura
pela confissão
Na palestra feita durante o Festival dos Jovens, Pe. Cosimo
Cavaluzzo enfocou a confissão como cura do pecado: "Jovens,
olhem bem para seus corações... O que ganharam com o pecado?
Nada. E perderam a paz, a alegria, a confiança em vocês
mesmos... Perderam tudo, e isto ainda não é o fim. Deus procura
sempre aproximar-se de vocês. Jesus não veio para condená-los,
mas para amá-los, para curá-los, para salvá-los".
Pe. Cosimo enumera alguns dos pecados que nos separam do amor de
Deus: o egoísmo, a impureza, o mau desejo, a dissipação, todas
as coisas que nos impedem de colaborar com o Espírito Santo, sem
o qual não há vida, não há verdadeira alegria e não há paz.
Prossegue convidando os jovens a terem confiança na Igreja, a
mesma que Cristo desejou e mediante a qual Ele está
constantemente presente no meio de nós. "Na pessoa do
confessor que acolhe a sua confissão está presente Jesus que
procura encontrá-lo, que o perdoa por tudo e o ama! Pode-se
viver puro, humilde, na verdade, através da oração. Nosso
aliado é o Espírito Santo que em nós intercede. É Ele a nossa
força. Ele tudo pode em nós e por nós. É necessário, porém,
procurá-Lo e estar consciente disto: você pode se tornar um
santo!
Tomemos dois vícios de nossa vida e empenhemo-nos com Maria para
vencê-los. Se nos esforçarmos, Deus nos ajudará porque Lhe
somos caros. São Pedro diz para confiar ao Senhor todas as
preocupações que Ele proverá. Você é um filho de Deus. Deus
toma conta de você. Você existe porque Deus pensou em você.
Você é aquele jovem em quem Jesus fixou os olhos e amou. Entre
nos olhos de Jesus. Você tem necessidade desse olhar de Jesus.
Por isso, chega de tanta falta de coragem! Jesus olha para você,
pensa em você.
Rezemos ao Espírito Santo, porque é Ele Quem nos convence que
Jesus nos ama, deseja-nos bem e sempre pensa em nós. Jesus nos
diz: Eu sou seu consolador, amor, eu estou com você. Você é
para mim um filho querido. Meu coração consome-se por você.
Meditem como o coração de Deus se consome por nós.
Decidamo-nos a encontrar um diretor espiritual, pois de outra
forma não se consegue ir adiante. É preciso fazer as promessas
e depois realizá-las e ter familiaridade com Jesus-Eucaristia.
Deixem-se beijar por Jesus-Eucaristia (nós, sacerdotes, devemos
rezar à noite!). Estabeleçam uma hora por semana para estar com
Jesus, diante dEle. Ali encontrarão o Amor e este lhes dará a
alegria. Ao lado da Eucaristia coloque a Confissão.
Confessemo-nos com freqüência, ainda que caiamos nos mesmos
pecados.
Abra o coração a Jesus na confissão. Ele tem sempre algo a
dizer-lhe. Estabeleçamos um tempo para a confissão: uma vez por
semana, a cada 15 dias, mas não deixemos passar um mês. Se
agirmos assim, viveremos na alegria e na paz. Viveremos na plena
alegria, não pela metade. Também para nós sacerdotes será do
mesmo jeito e aí teremos a plena alegria! Os jovens têm
necessidade de sacerdotes plenos de alegria.
Os jovens têm este direito. Jovens! Somente Deus poderá
preencher seus corações. Demos-Lhe, portanto, confiança plena
e contínua. Eis um exercício prático: quando as coisas não
vão bem, você deve fazer um ato de fé e dizer: alegria minha,
Cristo ressuscitou! Recebe uma pancada na cabeça, deve dizer:
alegria minha, Cristo ressuscitou! A alegria de Cristo contagia,
não é possível escondê-la. Por isso, você precisa decidir se
deseja ou não caminhar na alegria".
Padre Pio
e a oração
Pe. Gabriel Amorth envia-nos algumas recordações dos 26 anos
passados, visitando Padre Pio.
"Sobre Pe. Pio, ficou famosa a autodefinição que deu a um
jornalista: "Sou apenas um pobre frade que reza".
Estava a contemplá-lo com o terço na mão; chamava-o sua arma e
escreveu ao diretor espiritual que rezava pelo menos 5 Rosários
completos todos os dias. Isso significa que, em termos de tempo,
5 horas diárias dedicadas ao Rosário. Dormia muito pouco e
tinha capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Meditava
os mistérios. Assim sofria visivelmente as dores da Paixão de
Cristo, e sentia também na alma as dores de Maria, tendo-A como
a maior mártir, verdadeira Rainha dos Mártires.
Quanto mais avançava em idade, mais Padre Pio sentia a
necessidade de dar mais espaço à oração. Já no final dos
anos 40, percebi que o tempo dedicado às confissões era por
demais reduzido. Já ia longe o tempo em que confessava até 16
horas por dia. Pe. Michelangelo lhe observou um dia:
"Estimado Padre, não poderia confessar por um pouco mais de
tempo? Aqui estão pessoas que vêm de muito longe, do exterior
e, para se confessarem com o senhor, devem esperar muitos
dias". Eis sua resposta: "Querido Pe. Michelangelo,
pensa que as pessoas vêm aqui por causa de Padre Pio? Não. Elas
vêm para ouvir uma palavra do Senhor. E se eu não rezar, que
poderei oferecer-lhes?"
A necessidade da oração vinha-lhe sugerida pela consciência de
ser indigno; sentia-se um grande pecador, com o constante risco e
temor de cometer um pecado e perder a fé. Por isso, foi sempre
um grande mendigo da oração. Lembro-me de que, se desejasse
vê-lo iluminar-se de alegria, bastava dizer-lhe: "Padre,
rezo pelo senhor". Agradecia com entusiasmo. Parecia querer
dizer: "Finalmente encontrei um que me entende!"
Sentia muitíssimo o estímulo à oração, até porque sentia a
necessidade de santificar-se para santificar. Era uma
preocupação que procurava infundir principalmente nos
sacerdotes. Recordo-me bem quando me confessei com ele, pouco
depois da minha ordenação sacerdotal. Quando lhe disse ser um
padre novo, falou-me com força: "Lembre-se que um sacerdote
deve ser um propiciador. Ai se é ele a precisar de auxílio!
Lembre-se bem disso". Pe. Gabriel Amorth
(Pe. Pio será declarado beato no dia 2 de maio. O Papa fez o
anúncio em 21 de dezembro, declarando concluído o processo de
beatificação, depois do reconhecimento do milagre obtido por
Consiglia De Martino, curada imediatamente após tê-lo
invocado).
Caminho
para o Pai
Jovens de toda a Itália reuniram-se também neste ano em Numana,
para o encontro dirigido por Frei Tomislav, de 7 a 10 de janeiro,
com o tema "Rumo ao Pai". Para muitos foi, de fato, um
verdadeiro e real caminhar que, como sempre, comporta: lutas,
esperas e decisões. O ápice daqueles dias, ritmados pela
oração, foi o sábado, na Vigília da Ressurreição, com a
renovação das promessas batismais. Transcrevemos aqui alguns
momentos-chave desse "caminho".
1. Que espécie de cristãos somos nós? - O que acontece em
nós? Somos capazes de ver onde se encontram as trevas dentro de
nós? Examinemos alguns pontos.
Se nos sentimos esmagados, pisados, encontramo-nos ainda nas
trevas. Aceitamos o cristianismo como uma ideologia. A religião
e a fé são, para nós, uma fonte de medo? Se o nosso
relacionamento com Deus é assim, então estamos ainda nas
trevas. Se aceitamos a fé como um simples meio de consolo,
significa que ainda somos infantis, não desenvolvidos, porque a
fé é a fonte da vida e não de consolações. Outro aspecto é
ainda a escravidão das devoções, quando essas não nos
transformam, mas nos esmagam...
2. Um Jubileu para entrar na Luz - se nossa espiritualidade não
está inserida na Santíssima Trindade, permanece confusa,
individualista. É o ponto mais importante da nossa dinâmica
interior. Somente assim, podemos alcançar a nossa identidade
plena: tornar-nos filhos de Deus-Pai e entrar na luz plena.
Este tempo de preparação ao Jubileu é um grande Pentecostes
para entrar no batismo do Espirito Santo. A chave para entrarmos
é a cruz. Sabem por que muitos cristãos estão deprimidos,
fracos? Porque não aceitaram a cruz de Jesus Cristo! Nela temos
as graças para acolher e carregar as nossas. Porque as
rejeitamos, tornamo-nos sempre mais fracos. No entanto, toda
provação é permitida como instrumento para nossa purificação
e salvação dos outros! Vocês não sabem quantos sofreram para
que hoje vocês tivessem fé. Vocês não sabem quão grande é a
missão que lhes confiou Jesus Cristo!
3. Encontrar o Pai - O Pai é temido porque é desconhecido, é
desconhecido porque é temido. Racionalmente não se pode falar
do Pai porque Ele é Nascente, Fonte de tudo. Pois o mesmo Pai
vos ama, porque vós me amastes e crestes que saí de Deus (Jo
16, 27). Jesus nos fala abertamente do Pai, sem imagens, sem
conceitos e a nossa alma tem a capacidade de entender essa
linguagem, no Espírito Santo. Jesus nos introduziu no Espírito
Santo e nos mostra a Face do Pai que nos ama. Aqui se abre o
colóquio entre nós e o Pai; aqui o homem encontra sua
identidade de filho de Deus.
De fato, o nosso peregrinar na terra almeja conduzir-nos à
criatividade plena, no sentido de, como filhos, participarmos da
criatividade do Pai, isto é, participar da Ressurreição de
Cristo. Deus Pai, a Quem nos ofertamos, não é uma realidade
passiva, mas Onipotente, Inteligente, Criadora. Ele opera em nós
e, em sentido positivo, tem ciúme de nós e pensa em nós dia e
noite. Com esta abertura, muda-nos, transforma-nos por dentro.
4. Que atitudes nos dificultam, portanto, neste encontro? - A
primeira é aquela de posse. Esquemas, idéias e opiniões
próprias tornam-se, dessa forma, algo como semente que não
deseja nascer, desabrochar. Essa atitude tem muitas
conseqüências: conduz à passividade espiritual o dizer:
"não posso, não sei" e também leva à indecisão.
Como conciliar isso com a criatividade do Pai?
Que razão se esconde por debaixo disso? Na verdade, vocês
querem manter e guardar seus pecados, suas feridas. Há uma outra
atitude: aquela de rebelião. O homem, diante do mal, torna-se
inseguro e, desejando dominar, faz crescer em si uma maior
negatividade, como se desejasse superar e derrotar o mal inicial.
Porém, fazendo assim, levanta-se como juiz, em vez de
submeter-se a Deus que perdoa e cura. E enfim, destrói a si
próprio e aos outros. Até mesmo o nosso menor fechamento leva a
isso. É ação dos demônios: acentuar nossos fechamentos para
nos separar do Pai e fazer crescer em nós a agressividade, o
ódio, as trevas... O encontro com o Pai é, pelo contrário, uma
cura, uma reconciliação. Por isso, a única estrada para sair
das trevas é a Confissão. É cansativo porque estamos
"enamorados" das trevas, mas é somente experimentando
o amor do Pai que podemos renascer, desabrochar.
5. Viver com o Pai - Dois passos para entrar neste relacionamento
com o Pai, através do Filho, no Espírito Santo. Um primeiro
passo é abrir-se ao Espírito Santo, de modo incondicional.
Significa retirar todos os privilégios, nossa etiqueta de fiéis
e nosso conhecimento. Mas, também, tirar todas as barreiras, as
negatividades, as misérias que colocam diante de nós. Abrir-se
de maneira virginal, livre, como Maria. Um segundo passo consiste
em oferecer nossa vontade. Peço-lhes que não comecem por
analisar a vocês mesmos, seus valores e defeitos. Se o fizerem,
vão encontrar mil desculpas. Ofereçam sua vontade. A atitude de
Maria diante do Anjo foi a de discernir se aquela era ou não a
vontade de Deus. Quando compreendeu, ofereceu-Se... Dessa forma,
inserimo-nos na dinâmica da Trindade, onde Jesus cede o lugar ao
Espírito Santo, retira-se e o Espírito O glorifica e O revela.
A Santíssima Trindade é o contrário do egoísmo. As pessoas
divinas promovem-se entre Si e Se glorificam. Isso faz-nos
entender como devemos nos comportar.
6. Pelo Pai vocês são enviados! - Tantos jovens permanecem
céticos porque falta uma orientação clara nos cristãos. Por
isso, vocês são enviados. O mundo não conhece o Pai. Neste
ano, anunciem-No. A ninguém devem converter, mas não se fechem
no medo, na timidez. Nada poderão realizar se não for forte em
vocês essa missão. Com a sua completa e incondicional doação
ao Pai, vencerão as trevas. Não poderão convencer os jovens,
é verdade, mas poderão iluminá-los com esta luz que há em
vocês! Por isso, aceitem essa missão!
Nicola
Novo
ritual de Exorcismo
Em 26 de janeiro, foi solenemente apresentado à imprensa
internacional o novo ritual de exorcismos. Sabe-se que o
Concílio Vaticano II, em sua Constituição "Sacrosanctum
Concilium", tinha estabelecido a atualização dos textos
litúrgicos. Em particular, no nr. 79, insistia na atualização
dos sacramentais, dos quais fazem parte os exorcismos.
O novo documento é caracterizado por uma ampla parte
introdutória, totalmente nova com relação ao Ritual Romano, de
1614, em que se resumem os fundamentos bíblicos dos exorcismos.
Trata-se de verdades claramente expressas na Bíblia, de forma
particular em todo o Novo Testamento. São verdades nunca postas
em dúvida no passado, motivo pelo qual não havia necessidade de
relembrá-las quando saiu o Ritual de 1614. Mas hoje, os tempos
mudaram. O racionalismo e a incredulidade conquistaram espaço e,
por isso, foi oportuno acrescentar ao ritual do exorcismo uma
síntese bíblica para recordar os princípios que fundamentam os
exorcismos.
Quais são estes princípios, ou melhor, essas verdades
claramente reveladas? Antes de mais nada, e existência dos anjos
e dos demônios. Depois, em particular, o "poder das
trevas" . Usando-se as palavras do Vaticano II, vemos que
"toda a história humana é permeada por uma luta incessante
contra o poder das trevas, que durará até o último dia"
(GS 37).
Além da ação ordinária, que é a de tentar o homem ao mal, o
demônio pode ter também uma ação extraordinária, ou seja,
uma ação maléfica e nociva que atinge as pessoas, as coisas e
lugares, manifestando-se de diversas maneiras. A Igreja sempre
rezou e reza para que os humildes sejam libertados das insídias
do demônio. Essa oração, em certos casos, toma a forma de
exorcismo, baseado no exemplo de Jesus, exorcista por excelência
(é Ele Quem derrotou satanás e deu também a nós o mesmo
poder). Jesus deu aos apóstolos, e depois aos discípulos, e por
fim a todos que crêem nEle, o poder de expulsar os demônios. Em
particular, a Igreja, depois, instituiu no século IV o
sacramental do exorcismo, com o qual a Igreja ordena publicamente
e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um
objeto seja protegido contra a influência do maligno ou
libertado de seu domínio.
Recordemos quantas vezes Nossa Senhora em Mediugórie, em suas
mensagens, preveniu-nos contra o demônio. Ela disse que satanás
é forte e deseja destruir seus planos. A vida cristã, a
oração, os sacramentos, são sempre a defesa mais eficaz. Em
certos casos, porém, torna-se necessário o recurso aos
exorcismos. Esperamos que o novo ritual seja uma ocasião para
alertar os cristãos quanto aos erros que abrem as portas à
"influência do inimigo, e seja, ao mesmo tempo, um momento
para que as autoridades eclesiásticas procurem indicar um grande
número de sacerdotes dedicados a esse ministério, quase
totalmente esquecido há três séculos na Igreja Latina...
Pe. Gabriel Amorth
Milagre
espetacular
Todos vocês já ouviram um amigo, um conhecido, um parente
dizer: "Acredito em milagres somente quando me for
demonstrado que um braço ou uma perna amputada for
reconstituída!" Eis aqui, pelo menos uma vez isso foi
documentado com todas as garantias históricas necessárias.
Vittorio Messori, famoso escritor escolhido por João Paulo II
para entrevistá-lo no livro "Cruzando o Limiar da
Esperança", pesquisou esse fato, examinou toda a
documentação original conservada nos arquivos do lugar e
dedicou a esse acontecimento seu último livro Il Miracolo.
Aconteceu em 29 de março de 1640, no Canadá, vilarejo na
região espanhola de Aragona. Naquela tarde, por intercessão de
Nossa Senhora do Pilar (a veneradíssima Virgem de Saragozza), a
um jovem camponês foi restituída de improviso a perna direita,
amputada havia dois anos.
Deste fato foi testemunha todo o vilarejo. Poucos horas depois,
este fato foi registrado em documento por um notário. Alguns
meses mais tarde, o Arcebispo de Saragozza iniciou um acurado
processo, em que compareceram dezenas de testemunhas que, sob
juramento, atestaram a veracidade do prodigioso acontecimento.
Encontramo-nos, portanto, não apenas diante de um fato único,
mas também provado como nenhum outro, que nos confirma o quanto
Maria nos pode obter de seu Filho. Eco de Maria
A perna
amputada
Estava um rapaz em Mediugórie, de quem Nossa Senhora muito
gostava. Ele tinha a perna amputada acima do joelho. Ela disse
aos videntes que o curaria, logo que o Sinal prometido se
manifestasse. No Natal de 1981, durante uma aparição, Ela
chegou a mostrar aos videntes a sua perna doente. Ela mesma
levantou a prótese sintética e, por baixo, aparecia a perna
curada. Em meados de 1982, disse que, depois do Sinal, ele seria
completamente curado. Nossa Senhora tem prometido muitas curas
depois do Sinal. As condições para cura são: fé firme,
oração, jejum, boas obras e abandono à vontade de Deus. Isto
é válido para os doentes e suas famílias. Se o doente estiver
fraco e não puder rezar, deve crer e a família deve jejuar e
rezar muito.
Do Livro Convertam-se Sem Demora!
Eco de
Mediugórie
O Eco é publicado mensalmente. Seu envio é gratuito e mantido
pelas contribuições espontâneas dos leitores. Solicite sua
assinatura pelo tel. (061) 345-7500 ou por carta. As
contribuições devem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag.
0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha. Aos que
desejarem um maior número de exemplares, pedimos contribuir com
os custos de impressão e correio. Que a Rainha da Paz os
abençoe!
Por que ir
a Mediugórie?
Ir a Mediugórie é fazer uma experiência que marca toda a vida
do peregrino, enriquecendo-o com uma fé mais forte, de forma
singular, através da oração, meditação, adoração ao
Santíssimo Sacramento do Altar, participação da Eucaristia,
subida à Colina das Aparições e à Montanha da Cruz, encontros
com os sacerdotes e videntes de Mediugórie, e troca de
experiências. Ao voltar para casa, com uma fé renovada, o
peregrino poderá ajudar mais a família, a comunidade paroquial
e o próprio País, e divulgar as mensagens de paz de Nossa
Senhora, no espírito do Evangelho.
Um grupo de peregrinos para Mediugórie requer uma boa
organização, possuir um sacerdote que o acompanhe e um leigo
com bastante experiência sobre a realidade de Mediugórie. O
papel do guia do grupo é muito importante e requer muito amor,
devoção e uma decisão sempre renovada de servir ao próximo.
Lembramos aos leitores que nossos preços incluem: todas as
passagens (aéreas e marítimas), taxas de aeroportos e portos,
carregadores de malas, alimentação completa (café da manhã,
almoço e jantar), com refrigerantes, durante toda a
peregrinação, gorjetas, camisetas, boné, bolsa de viagem,
livro e filme sobre Mediugórie e seguro saúde e extravio de
bagagem. Sem as preocupações de cunho material, nossos
peregrinos poderão se dedicar mais à oração. Nossos programas
incluem a Terra Santa, Itália e Mediugórie.
Próximas
saídas:
junho, julho, setembro e outubro. Roteiro completo (17 dias, US$
3.210): Mediugórie (uma semana), Terra Santa e santuários da
Itália. Excluindo-se a Terra Santa, é reduzido para 12 dias
(US$ 2.550), ou para 10 dias, se excluída também a Itália
(US$1.995). Em Julho, alta estação, haverá acréscimo em
função da passagem aérea internacional. Para os Estados do
Norte e do Nordeste, há acréscimo, em todos os programas, por
causa do bilhete nacional.