Mediugórie - Eco
158
Maio 1999 - Mês de
Maria
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.04.99
Queridos filhos! Também hoje os
convido à oração. Filhinhos, sejam alegres portadores
da paz e do amor nes-te mundo sem paz. Por meio do jejum e da oração,
testemunhem que são meus e que vivem minhas mensagens. Rezem e busquem!
Eu rezo e intercedo por vocês perante Deus para que se convertam
e para que a vida e o com-portamento de vocês sejam sempre cristãos.
Obrigada, por terem correspondido a Meu apelo.
Sejam minhas testemunhas
e alegres portadores da paz
Muito embora o destino do mundo pareça encontrar-se nas
mãos dos poderosos e a sorte dos povos confiada às mais mortíferas
armas, apesar de toda aparência, existe outra realidade que se encontra
ativa na História. Depois da Paixão e Morte, Jesus ressuscitado,
à frente de seu "exército" de pequenos, humildes, mansos
e sofredores, derrotará o último ini-migo: a morte (1Cor
15, 26).
Logo no começo, Maria convida-nos, como sempre, a rezar
para obter a paz. A guerra tem raízes profundas em nosso coração,
no pecado original, na quebra da aliança com Deus. A paz é
puro dom de Deus, é fruto da morte e ressurreição
de Jesus: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como
o mundo a dá (Jo 14, 27). É um dom que o homem pode acolher
ou rejeitar e, como todo dom de Deus, cresce na partilha. Não é
somente para nós, mas deve ser comparti-lhada; de outra forma enfraquece-se
e esgota-se
Ressuscitado, Jesus se apresenta à comunidade em oração
com a saudação: A paz esteja convosco. Também nós,
por meio da oração, poderemos acolher a paz de Deus, sentir
sua vibração no coração e tornar-nos
alegres portadores da paz e do amor neste mundo sem paz. Porém,
ser portador da paz e do amor de Jesus eqüivale possuir e comunicar
a sua Vida, isto é, a graça. Quem está em pecado não
pode ter paz nem rezar eficazmente pela paz, nem comunicá-la.
Não se trata, pois, de exprimir alguma palavra ou sentimento
de solidariedade, ou oferecer apenas alguma ajuda mate-rial. É preciso
testemunhar Jesus, anunciar a Sua vida. Ser como Jesus, manso cordeiro
imaculado, vai além de nossas forças. Isso só acontece
como dom do Pai e do seu Espírito. Se fizermos nosso o "Sim" de
Maria e o "Sim" de Jesus, po-deremos ser cordeiros em meio aos lobos, grão
lançado à terra para produzir fruto, pão que sacia
a fome de injustiça do mundo. Isso é, na realidade, ser cristãos
no comportamento.
Como Maria é a Rainha da Paz, a paz e a salvação
só prosperarão com a sua face materna. Por isso, torna-se
neces-sário que seus filhos sejam suas testemunhas no mundo. Ou
melhor, que pareça a todos sermos seus, levando a marca inconfundível
de suas mensagens, e especialmente a oração e o jejum.
O jejum implica sobriedade e, por isso, é a antítese
de qualquer corrida em busca do sucesso, das riquezas, do poder e também
da violência. É essencialidade e, portanto, unido à
oração, é elemento necessário na busca de Deus,
como da paz: Rezem e busquem.
Maria está conosco: repete-o ainda um vez. Ela reza e intercede
por nós, a fim de que nos convertamos e para que nossa conversão
seja real, contínua e perseverante. Desta forma seremos sal da terra
e luz do mundo.
Nuccio e c.
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Mediugórie em segurança
Nesses dias, muitas pessoas do mundo inteiro perguntam-nos como
está a situação na região em que se encontra
a pa-róquia de Mediugórie. Desejamos dizer com toda clareza:
a situação está segura, como antes.
A guerra em Kôssovo não tem qualquer ligação
com Mediugórie. Trata-se de outro país, com problemas totalmente
di-versos. As pessoas ainda hoje confundem o que se encontra no território
da assim chamada ex-Iugoslávia e pensa ainda tratar-se de único
país. Chegou o momento de colocar fim a esse tipo de concepções.
Não mais existe a ex-Iugoslávia. Existem apenas os países
que se libertaram da tirania iugoslava e do país da Iugoslávia
(Sérvia e Montenegro), última porção de uma
idéia errada. Por isso, quando vocês vêm a Mediugórie,
não é à Iugoslávia ou ex-Iugoslávia,
mas ao país Bósnia-Herzegovina.
Mesmo quando havia guerra na Croácia e na Bósnia-Herzegovina,
a situação era tranqüila na paróquia de Mediugórie.
Os peregrinos jamais abandonaram este lugar de paz e de oração...
Desde o início de suas aparições, a Rainha
da Paz tem falado da paz e da necessidade de rezar pela paz. Ela
disse que, com a oração e o jejum podem-se parar até
mesmo as guerras. Nós realmente entendemos? Chegamos mesmo a pensar
que Ela disse aquilo por dizer e que algo semelhante não nos aconteceria?
Chegou o momento de ouvir a Rainha da Paz e começar, finalmente,
a rezar pela paz. E na espera de que rezemos mais, as possibilidades de
se evitar a guerra são sempre menores. Que essa oração
seja duradoura, mesmo quando tudo nos parece tranqüilo. (Press Bulletin
- Paró-quia de Mediugórie - 21.04.99)
Ainda uma vez, repetimos: a situação em Mediugórie
não mudou em nada. A guerra em Kôssovo acontece em outro País,
sem qualquer ligação com o nosso. Todos os aeroportos da
Croácia estão operando regularmente.
Portanto, Mediugórie é um lugar de oração
e de paz e oferece total segurança a todos que aqui chegam.
(Press Bulletin - 05.05.99)
* Na semana passada, o Arcebispo de Peña Blanca, Panamá,
Dom José Dimas Cedeño, visitou Mediugórie junta-mente
com um grupo de peregrinos de seu País.
Os videntes
Vicka e Ivan retornaram dos Estados Unidos. Miriana, Iákov
e Ivanka estão todos em Mediugórie. Apenas Maria Pavlo-vic
está na Itália. Os três: Vicka, Ivan e Maria Pavlovic
ainda estão tendo as aparições diárias e já
se passaram 17 anos e 10 meses desde a primeira aparição,
em 25 de junho de 1981. Por quanto tempo essas aparições
diárias irão continuar, ninguém o sabe.
No momento, há aqui muitos peregrinos vindos da Alemanha,
França, Áustria, Inglaterra, Polônia, Coréia,
Estados Uni-dos, Chile, Irlanda e Itália. Nos fins de semana, há
uma maior afluência de peregrinos, notadamente da Eslovênia,
Croácia e de nosso País, Bósnia-Herzegovina.
Rádio "Mir" Mediugórie
A rádio "Mir" Mediugórie funciona há mais
de um ano, nas freqüências 100,1; 101,5; 102,3 FM. Graças
à ajuda e à per-severança, conseguimos torná-la
uma voz reconhecível entre tantas outras. Naturalmente não
pararemos aqui. Continua-remos a trabalhar com empenho pelo seu crescimento
e pela divulgação, através dela, das mensagens da
Rainha da Paz.
Diariamente, a partir das 17h, são transmitidos o Rosário
e a Santa Missa da Igreja de São Tiago, de Mediugórie.
Press Bulletin
Clima de grande alegria
Os peregrinos que nestes dias chegam a Mediugórie têm
experimentado uma atmosfera de grande alegria e paz aqui. Essa região
da Bósnia-Herzegovina fica bem distante de Kôssovo, cerca
de 400 km.
Notando alguns lugares vazios na igreja, Frei Iozo disse aos grupos
de peregrinos de língua inglesa: "No ano passado, por ocasião
da Páscoa, havia milhares de peregrinos; mas o plano de satanás
era interromper a vinda deles este ano. Satanás queria ter a certeza
de que os peregrinos não receberiam as graças que lhes tinham
sido reservadas aqui (...) Agora cabe a vocês vivenciar Mediugórie
e levar suas mensagens a todas as partes! Vocês não se encontram
em uma pe-regrinação particular. A peregrinação
de vocês é para os outros!"
As armas de satanás
Vicka recomendou trabalharmos pela paz em nossos corações
através da oração, o que ajudará a obter a
paz para Kôs-sovo. Disse ela aos peregrinos: "A Gospa diz que se
fala demasiado sobre a guerra e que não rezamos o suficiente. Ansi-edade
e medo não ajudam; pelo contrário, são armas do inimigo".
Sejamos portadores da paz e, com humildade, colocar em prática
tudo quanto Nossa Senhora está nos ensinando aqui por quase 18 anos.
Na verdade, nesse tempo de dificuldades, o inimigo acha fácil ferir-nos,
injetando-nos seus medos en-venenados. Procuremos evitar toda espécie
de agitação e os comentários desnecessários!
A certeza do Papa
Em 19 de novembro, o Papa João Paulo II declarou: "Não
será a escuridão a reinar no ano 2000, mas o amor de Deus
que envolverá o novo século. Esse será um tempo de
graças e o cumprimento do seu plano de amor para com toda a hu-manidade
e para com cada um de nós (...) Diante dos conflitos que estão
explodindo aqui e ali em vários continentes (...), eu compartilho
a esperança de Santo Agostinho diante dos atos de vandalismo: "Não
tenham medo. Não se trata de um mundo velho que termina, mas de
um mundo novo que começa. Um novo alvorecer parece surgir no céu
da História". O Papa conhece a 3ª parte do segredo de Fátima,
até agora não divulgada. Ele também conhece a profecia
de Nossa Se-nhora: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará."
Nestes dias de agonia para milhares de irmãos nossos, unamo-nos
a Maria e ao Santo Padre em sua viva esperança!
Aparição na
Colina
Na terça-feira, 27.4.99, os peregrinos puderam novamente
participar da aparição na Colina. De acordo com Ivan, Nossa
Senhora pediu-nos, de forma especial, para vivermos a mensagem dada em
25 de abril. Disse também: "Vivam minhas mensagens para que Eu possa
continuar dando-lhes outras."
Você toca muito alto
Depois do nascimento de seu primeiro filho, Marilyn, 37 anos, passou
a ter sérios problemas de audição. Em Paris, seus
médicos disseram que ela não deveria mais ter filhos, caso
contrário, poderia ficar totalmente surda. Depois de quatro anos,
Marily estava novamente grávida, esperando o segundo filho. Toda
a equipe médica fez-lhe pressão para que abor-tasse. Ela,
porém, resistiu com firmeza, preferindo a surdez a matar seu filho,
para a grande alegria do pequeno Jean, nascido na Páscoa de 1997.
Realmente, Marilyn ficou surda após o nascimento do filho. Mesmo
usando aparelhos sofisti-cados, ouvia muito pouco e foi preciso aprender
a leitura labial. Mas em nenhum momento lamentava por ter trazido ao mundo
o pequeno Jean!
Em março deste ano, ela veio a Mediugórie, onde celebrou
conosco a Festa da Anunciação. Marilyn, naturalmente, ofe-receu
seu filho a Nossa Senhora. Foi uma peregrinação de muitas
orações. Durante a Missa do meio-dia, em francês, sentindo-se
incomodada pelo barulho do órgão da igreja, disse ao organista
Agostino: "Você está tocando muito alto!" Ele respondeu que
tocava normal, como sempre. Imagino que Marilyn ouviu claramente sua resposta!
Sim, ela podia ouvir cada palavra!
Desde então, retirou seus aparelhos de audição,
pois sua audição tinha sido recuperada perfeitamente. Nossa
Senhora estava recompensando-a por ter escolhido a vida. Que maravilha!
O filhinho tem agora 2 anos e sua mãe tem de volta os ouvidos para
ouvir, com alegria, suas primeiras palavrinhas!
Divina Misericórdia
Em Roma, a festa da Divina Misericórdia (Domingo, 11) reuniu
uma enorme multidão de fiéis na praça de São
Pedro, e o clima era de grande alegria. Em Mediugórie, essa Festa
foi destacada pelos principais celebrantes e poucos foram os peregrinos
que não fizeram a novena da Divina Misericórdia! Aqui em
Mediugórie, onde os confessionários estão entre os
mais freqüentados no mundo, e onde até as pedras das montanhas
são transformadas em confessionários, a Divina Mise-ricórdia
é celebrada de uma forma muito especial!
Irmã Emmanuel
Jesus Misericordioso
Jesus apareceu à irmã Faustina em 22.2.1931 e pediu-lhe
que fosse pintado um quadro "igual ao que você vê" e
escre-vesse embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Dois feixes de raios,
um vermelho e outro branco saíam do Coração de Jesus
e se alargavam até cobrirem o mundo inteiro. "Veja, irmã
Faustina, estes raios significam a água e o sangue saídos
do meu peito: a água que purifica as almas e o sangue que é
a vida da alma. A água: os sacramentos do Batismo e da Peni-tência;
o sangue: a Eucaristia." Quantas lutas ela teve que enfrentar antes que
o quadro, pintado graças ao esforço do seu confessor, fosse
exposto pela primeira vez no santuário de Ostra Brama, em Vilnius!
Imediatamente, o quadro despertou a atenção e foram alcançadas
extraordinárias graças de conversão.
Outros pedidos de Jesus: A festa da Divina Misericórdia
a ser celebrada no primeiro Domingo depois da Páscoa, com uma novena
a ser iniciada na Sexta-Feira Santa e o Terço da Divina Misericórdia.
Terço da Divina Misericórdia
Você o rezará no terço do Rosário que
usa habitualmente. Começará com um Pai-Nosso, uma Ave-Maria
e o Creio. Depois, nas contas grandes do Pai-Nosso, recitará esta
oração: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue,
Alma e Divindade de Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus
Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Nas contas pequenas da Ave-Maria, prosseguirá dizendo por dez vezes
consecutivas: Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia
de nós e do mundo inteiro. Para terminar, rezará, por três
vezes, esta invocação: Deus Santo, Deus forte, Deus Imortal,
tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Frei Iozo propõe
9 novenas
Iniciando-se em 18 de maio, aniversário do Papa, e com término
em 6 de agosto, frei Iozo sugere que, para obter a paz, cada um assuma
o compromisso da reza diária do Rosário completo (Mistérios
Gozosos, Dolorosos e Gloriosos) e do jejum nas quar-tas e sextas-feiras.
Nas situações mais graves, Maria sempre interveio para atender
a oração unânime de seu povo.
Eco de Maria
Indulgências
Continuação... (informações extraídas
do "Manual de Indulgências, Normas e Concessões", editora
Paulus, e da revista "Pergunte e Responderemos", nº 442. Para uma
informação completa, recomendamos a leitura destas duas obras).
As considerações publicadas na edição
anterior do Eco comprovam que a Igreja, ao instituir as indulgências,
teve em vista auxiliar os seus filhos que tenham obtido o perdão
de seus pecados, mas ainda devam prestar reparação pelos
mesmos. A Igreja reconhece que na Comunhão dos Santos os fiéis
vivos podem obter indulgências em favor dos irmãos falecidos
que no purgatório ainda tenham de prestar satisfação
por pecados cometidos nesta vida.
É muito importante notar que ninguém pode lucrar
indulgência sem que tenha previamente confessado suas faltas gra-ves
(as obras indulgenciadas não obtêm o perdão do pecado
como tal) e sem que excite em si o espírito de contrição
que o levaria a prestar as rigorosas penitências da Igreja antiga.
Sem este ânimo interior, nada se pode adquirir. Donde se vê
que a praxe das indulgências está longe de reduzir a religião
a formalismo e mercantilismo.
Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão
dos pecados, nem vendeu indulgências. O perdão dos pecados,
como dito, sempre foi pré-requisito para as indulgências.
Mais: quando a Igreja indulgenciava a prática de es-molas, não
intencionava dizer que o dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria
apenas fomentar a caridade ou as dispo-sições íntimas
do cristão como fator de purificação interior. Não
há dúvida, porém, de que pregadores populares e muitos
fiéis cristãos dos séculos XV e XVI usavam de linguagem
inadequada ou errônea ao falarem de indulgências. Foi o que
deu origem aos protestantes de Lutero e dos reformadores. Na verdade, é
muito difícil ganhar uma indulgência plenária. Quem,
ao recitar breve prece indulgenciada ou ao fazer visita a um santuário,
pode ter a certeza de estar contrito dos seus pecados a ponto de não
lhes ter mais o mínimo apego? O velho homem, mais ou menos arraigado
em cada cristão, é ca-prichoso e sorrateiro. Para dominá-lo,
é necessária assídua vigilância com o auxílio
da graça.
A praxe atual - A Igreja continua a conceder indulgências
plenárias e indulgências parciais. Aquelas significam a re-missão
de toda a satisfação correspondente a pecados já absolvidos;
estas, a remissão de parte desta satisfação.
Fica, porém, abolida a indicação de dias e
anos de indulgência parcial. O valor das indulgências parciais
é, doravante, expresso em termos mais compreensíveis.
Com efeito, sabemos que toda boa obra (prece, esmola, mortificação...)
tem anexo a si um determinado mérito; se al-guém realiza
tal obra em espírito de contrição, adquire a remissão
de uma parte de sua satisfação purgatória. O Papa
Paulo VI determinou que as pessoas que praticam uma ação
indulgenciada pela Igreja obtêm (além da remissão anexa
ao ato bom como tal) uma igual remissão devida à intervenção
da Santa Igreja. Isto significa, em última análise, que a
medi-da das indulgências parciais é a medida do arrependimento
e do amor a Deus com que alguém pratica a ação indulgenci-ada.
Se o cristão a realiza com ânimo rotineiro e tíbio,
pouco lucra; ao contrário, quanto mais fervor ele empenhar na exe-cução
da obra indulgenciada, tanto mais também será ele indulgenciado.
Vê-se como esta disposição é apta a
fazer do instituto das indulgências um estímulo para o afervoramento
da piedade dos fiéis.
O Manual de Indulgências, promulgado pelo Papa Paulo VI,
em 1967, enuncia três concessões gerais que podem ter por
objeto qualquer ato da vida cristã. Desde que realizada com fervor
ou em espírito de oração e união com Deus,
toda ação do cristão pode não apenas redundar
em aumento da graça santificante em sua alma (efeito este que se
segue sem-pre a qualquer ato fervoroso), mas também pode obter remissão
da expiação devida a pecados anteriormente cometidos pelo
cristão e alívio para as almas do purgatório. Toda
a trama da vida cristã, desde que vivida de maneira consciente (afastada
a rotina, que depaupera os atos humanos), pode assim adquirir valor e significado
novos. Todavia, é necessário, para tanto, que o cristão
procure elevar freqüentemente o seu espírito a Deus, sacudindo
a tendência à indiferença ou à mediocridade
que constantemente ameaçam a vida do homem sobre a terra.
Eis as três grandes concessões:
1) É concedida indulgência
parcial a todo cristão que, no cumprimento de seus deveres e no
suportar as tri-bulações da vida presente, levante a mente
a Deus com humilde confiança, proferindo, ao mesmo tempo, alguma
invocação piedosa. Esta invocação pode ser
dita mentalmente apenas, não sendo necessária uma oração
vocal ou labial.
Mediante esta primeira norma, a Santa Igreja tem em mira estimular
os seus filhos a fazer de toda a sua vida uma ora-ção contínua,
de acordo com o preceito do Senhor: "É preciso orar sempre" (Lc
18,1). Visa também a exortar os fiéis a cumprir os deveres
de seu próprio estado, de modo a conservar e aumentar a união
com Cristo...
A invocação, quanto à indulgência, é
considerada como complemento da obra, com a qual o fiel eleva o espírito
a Deus com humilde confiança no cumprimento de seus deveres ou na
tolerância das aflições da vida. A piedosa invocação
completa essa elevação do espírito: ambas são
como uma pérola que se insere nas atividades humanas e as adorna,
ou como o sal que tempera e dá gosto...
A invocação pode ser brevíssima, expressa
em uma ou poucas palavras ou só concebida na mente. Deve-se preferir
aquela que melhor concorda com as circunstâncias das ações
e da pessoa: ela brota espontaneamente do coração. Po-dem-se
escolher as que o uso antigo mais aprovou. Eis alguns exemplos:
Creio em vós, Senhor! Graças a Deus! Seja feita a
vossa vontade! Salvai-me! Senhor, não me abandoneis! Coração
de Jesus que tanto nos amais, fazei que eu vos ame cada vez mais! Coração
de Jesus, confio em vós! Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera!
Doce Coração de Maria, sede a minha salvação!
Enviai, Senhor, operários à vossa messe! Graças e
louvores sejam dados a todo o momento ao santíssimo e diviníssimo
Sacramento! Jesus, manso e humilde co-ração, fazei nosso
coração semelhante ao vosso! Meu Deus e meu tudo! Meu Senhor
e meu Deus! Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos,
porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! Rogai por nós, santa
Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Senhor,
aumentai a nossa fé! Senhor, salvai-nos, pois perece-mos!
2) É concedida indulgência
parcial ao cristão que, movido por espírito de fé
e misericórdia, coloca a sua pes-soa ou os seus bens ao serviço
dos irmãos que padecem necessidades.
Desta forma, deseja a Santa
Igreja incentivar o ardor da caridade nos fiéis, levando-os a servir
ao próximo. Todavia, não qualquer obra de caridade é
indulgenciada; requer-se seja prestada em favor de quem precise de algum
benefício, quer corporal (alimento, roupa, dinheiro...), quer espiritual
(consolo, instrução...).
Praticando essas obras com fervor, o cristão viverá
as grandes normas ditadas pelo Senhor Jesus e os Apóstolos:
"Tive fome, e vós me destes de comer. Tive sede, e vós
me destes de beber. Estive desabrigado, e me acolhestes; nu, e me vestistes;
doente, e me visitastes. Estive no cárcere, e vieste ver-me. Em
verdade vos digo que, todas as vezes que fizestes isto a um destes meus
irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes" (Mt 25, 35-36.40).
"Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros. Assim
como eu vos amei, vós deveis amar uns aos outros. Por este sinal
todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros" (Jo 13, 34s).
"A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é
esta: confortar os órfãos e as viúvas em suas aflições
e conservar-se puro da corrupção deste mundo" (Tg 1, 27).
Cf. Tg 2, 15s.
"Se alguém possui bens deste mundo e, vendo seu irmão
passar necessidade, lhe fechar o coração, como pode habitar
nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos nem de palavra, nem de
língua, mas por atos e de verdade" (1Jo 3, 17s).
E o Concílio Vaticano II enfatiza:
"Onde quer que haja alguém que careça de comida e
bebida, de roupa, casa, medicamentos, trabalho, instrução,
de condições necessárias para uma vida realmente humana,
que esteja atormentado pelas tribulações ou pela doença,
que sofra exílio ou prisão, aí a caridade cristã
deve procurá-lo e descobri-lo, aliviá-lo com carinhosa assistência
e ajudá-lo com auxílios oportunos" (Decreto "Apostolicam
Actuositatem", nº 8).
3. É concedida indulgência
parcial ao cristão que, movido por espírito de penitência,
se abstenha espontaneamen-te de algo que lhe seja lícito e agradável.
Esta terceira grande determinação representa algo
novo na praxe da Igreja. Visa a atender aos tempos atuais; as leis do jejum
e da abstinência foram mitigadas; não obstante, os fiéis
são exortados a praticar a penitência por outras vias. Na
verdade, a pe-nitência nunca poderá ser surpresa na vida cristã,
pois dá aos fiéis participação na Paixão
de Cristo a fim de que possam ter parte igualmente na ressurreição
gloriosa do Senhor. É por isso que a Santa Igreja procura estimulá-la
mediante a determinação citada.
A abstinência e as privações voluntárias
do cristão se tornam frutuosas, por excelência, quando são
associadas à caridade, ou seja, quando redundam em benefício
do próximo; que o cristão dê aos mais pobres aquilo
de que não usa em seu proveito!
A penitência é recomendada por numerosos textos bíblicos:
"Se alguém quer seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua
cruz todos os dias e siga-me" (Lc 9,23).
"Se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo
modo" (Lc 13,5).
"Todos aqueles que participam das lutas (do estádio), abstêm-se
de tudo. Eles, para obter uma coroa corruptível; nós, pelo
contrário, uma incorruptível. De minha parte, portanto, também
corro, mas não na incerteza; pratico o pugilato, mas não
como quem fere o ar. Trato rudemente o meu corpo e o conduzo como escravo"
(1Cor 9, 25-27).
"Trazemos sempre conosco, em nosso corpo, a morte de Jesus, para
que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo" (2Cor 4,
10).
"Na medida em que participais dos sofrimentos de Cristo,
alegrai-vos, para que, na manifestação de sua glória,
vos alegreis também e exulteis" (Pd 4,13).
Outras concessões
Citamos, a seguir, orações e devoções
enriquecidas de indulgências, que atraem os fiéis às
obras de piedade, caridade e pe-nitência (ver texto completo no Manual
de Indulgências, Normas e Concessões:
1. Indulgência Parcial:
Inspirai, ó Deus... Ato de fé. Ato de esperança.
Ato de Caridade. Ato de Contrição. Adoração
ao SS. Sacramento. Ó Deus verdadeiro... Aqui estamos... Divino Espírito
Santo... A vós, São José... Ação de
graças pelos benefícios... Santo Anjo do Se-nhor... Anjo
do Senhor e Rainha do Céu... Alma de Cristo, santificai-me... Visita
ao cemitério com oração pelos defuntos. Visita a cemitério
de antigos cristãos ou "catacumbas". Comunhão espiritual.
Creio. Ofício dos defuntos. Das profundezas, Sl 129 (130)... Doutrina
cristã (ensino da)... Senhor Deus Todo-Poderoso... Eis-me aqui,
ó bom e dulcíssimo Jesus... Ouvi-nos, Senhor Santo, Pai...
Dulcíssimo Jesus (Ato de reparação)... Dulcíssimo
Jesus, Redentor do gênero humano... Ladainhas (Santíssimo
Nome de Jesus, Sagrado Coração de Jesus, Preciosíssimo
Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, Santíssima Virgem Maria, São
José e Todos os Santos). Magnificat. Maria, ó Mãe
da graça... Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria...
Miserere (Sl 50 (51). Novenas (antes do Natal, Pentecostes e Imaculada
Conceição). Uso de objetos de piedade (crucifixo ou cruz,
terço, escapulário, medalha, bentos ritualmente, por qualquer
sacerdote ou diácono). Ofícios breves (Paixão de Nosso
Senhor Jesus Cristo, Sagrado Coração de Jesus, Santíssima
Virgem Maria, Imaculada Conceição e São José).
Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas.
Oração mental. Oremos pelo Pontífice N... Ó
sagrado banquete... Participação na sagrada pregação.
Prece pela unidade dos cristãos. Recolhimento mensal. Dai-lhes,
Senhor (aplicável somente às almas do purgatório)...
Retribuí, Senhor, a vida eterna... Reza do Terço ou do Rosário.
Leitura espiritual da Sagrada Escritura. Salve, Rainha. Santa Maria, socorrei
os pobres... Santos Apóstolo Pedro e Paulo... O culto aos Santos,
no dia da celebração litúrgica. Sinal da Cruz (Em
nome do Pai...). Visita às igrejas estacio-nais em seu próprio
dia. À vossa proteção recorremos... Tão sublime
sacramento... Te Deum (A vós, ó Deus)... Veni Creator (Ó
vinde, Espírito Criador)... Vinde, Espírito Santo, enchei
os corações... Visitai, Senhor, esta casa... Visita pastoral,
quando aí se faz a visita pastoral. Renovação das
promessas do batismo em qualquer fórmula de uso.
2. Indulgência Plenária:
Adoração ao SS. Sacramento (ao menos meia hora).
Visita às basílicas patriarcais de Roma (rezar Pai Nosso
e Creio). Bên-ção Papal. Visita ao cemitério
com oração pelos defuntos (cada dia, de 1 a 8 de novembro).
Adoração da Cruz na Sexta-Feira da Paixão. Eis-me
aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus (nas sextas-feiras das Quaresma)...
Congresso eucarístico (participação do en-cerramento).
Exercícios espirituais (ao menos por três dias). Dulcíssimo
Jesus (Ato de reparação, recitado publicamente na sole-nidade
do Sagrado Coração de Jesus)... Dulcíssimo Jesus,
Redentor do gênero humano (recitado publicamente na solenidade de
Jesus Cristo Rei)... Indulgência plenária na hora da morte,
através da bênção apostólica do sacerdote;
ou, em sua ausência, re-citação de orações
com um crucifixo ou uma simples cruz. Uso de objetos de piedade (crucifixo
ou cruz, terço, escapulário, me-dalha, bentos pelo Sumo Pontífice
ou por um Bispo; a indulgência plenária é ganha na
solenidade dos Apóstolo São Pedro e São Paulo (29/Jun),
rezando-se a profissão de fé com qualquer fórmula
aprovada. Participação na sagrada pregação,
no tempo das santas missões e no encerramento. Primeira comunhão
(quem assiste e quem faz a primeira comunhão). Primeira missa do
neo-sacerdote (celebrante e assembléia ganham a indulgência
plenária). Reza do Terço ou do Rosário, na igreja,
em oratório, em fa-mília, em comunidade religiosa ou piedosa
associação. Jubileus de ordenação sacerdotal
(25, 50, 60 anos). Leitura espiritual da Sagrada Escritura (meia hora pelo
menos). Visitar as igrejas estacionais em seu próprio dia e assistir
às sagradas funções. Síno-do diocesano, concedida
a indulgência uma só vez ao fiel que visitar a igreja em que
o sínodo se realiza (Pai Nosso e Creio). Tão sublime sacramento,
na Quinta-Feira Santa, depois da missa da Ceia do Senhor e na ação
litúrgica da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.
Te Deum (A vós, ó Deus), quando recitado em público,
no último dia do ano. Veni Creator (Ó vinde, Espírito
Criador), no primeiro dia de janeiro e na solenidade de Pentecostes, recitado
publicamente. Via-sacra. Visita à igreja pa-roquial na
festa do titular e no dia 2 de agosto (indulgência da Porciúncula
- Pai Nosso e Creio). Visita à igreja ou altar no dia da dedicação
(Pai Nosso e Creio). Visita à igreja ou oratório na comemoração
de todos os fiéis defuntos, aplicável somente às almas
do purgatório (Pai Nosso e Creio). Visita à igreja ou oratório
de religiosos na festa do fundador (Pai-nosso e Creio). Visita pastoral,
quando aí se faz a visita pastoral, assistindo a uma função
sagrada presidida pelo visitador. Renovação das promessas
do batis-mo em qualquer fórmula de uso, se feita na celebração
da Vigília Pascal ou no aniversário de seu batismo.
Contribuições
As contribuições recebidas no mês de abril
para os custeios do Eco foram ligeiramente maiores do que aquelas verificadas
nos meses anteriores, porém ainda insuficientes para a continuidade
regular do nosso informativo. Temos notado um esforço redo-brado
por parte de alguns leitores, enquanto a grande maioria permanece ainda
indiferente. Continua, portanto, o nosso apelo aos leitores que ainda não
fizeram sua contribuição este ano: socorram-nos, a fim de
garantirmos a continuidade da edição mensal do nosso Eco
de Mediugórie. As con-tribuições devem ser depositadas
no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha,
ou enviadas através de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos
da Rainha, em carta regis-trada.
Festa do 18º Aniversário
Nosso próximo grupo estará partindo em 11 de junho,
para as comemorações do 18º aniversário das aparições
diárias de Nossa Senhora em Mediugórie, visitando, antes,
a Terra Santa e santuários da Itália, perfazendo, ao todo,
17 dias. Há possibili-dade, também, de fazer apenas Mediugórie.
Ainda há tempo para você juntar-se ao nosso grupo. Telefone:
061 345-7500.