Mediugórie - Eco 158
Maio 1999 - Mês de Maria
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.04.99
Queridos filhos! Também hoje os convido à oração. Filhinhos, sejam alegres portadores da paz e do amor nes-te mundo sem paz. Por meio do jejum e da oração, testemunhem que são meus e que vivem minhas mensagens. Rezem e busquem! Eu rezo e intercedo por vocês perante Deus para que se convertam e para que a vida e o com-portamento de vocês sejam sempre cristãos. Obrigada, por terem correspondido a Meu apelo.
Sejam minhas testemunhas e alegres portadores da paz
Muito embora o destino do mundo pareça encontrar-se nas mãos dos poderosos e a sorte dos povos confiada às mais mortíferas armas, apesar de toda aparência, existe outra realidade que se encontra ativa na História. Depois da Paixão e Morte, Jesus ressuscitado, à frente de seu "exército" de pequenos, humildes, mansos e sofredores, derrotará o último ini-migo: a morte (1Cor 15, 26).
Logo no começo, Maria convida-nos, como sempre, a rezar para obter a paz. A guerra tem raízes profundas em nosso coração, no pecado original, na quebra da aliança com Deus. A paz é puro dom de Deus, é fruto da morte e ressurreição de Jesus: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá (Jo 14, 27). É um dom que o homem pode acolher ou rejeitar e, como todo dom de Deus, cresce na partilha. Não é somente para nós, mas deve ser comparti-lhada; de outra forma enfraquece-se e esgota-se
Ressuscitado, Jesus se apresenta à comunidade em oração com a saudação: A paz esteja convosco. Também nós, por meio da oração, poderemos acolher a paz de Deus, sentir sua vibração no coração e tornar-nos  alegres portadores da paz e do amor neste mundo sem paz. Porém, ser portador da paz e do amor de Jesus eqüivale possuir e comunicar a sua Vida, isto é, a graça. Quem está em pecado não pode ter paz nem rezar eficazmente pela paz, nem comunicá-la.
Não se trata, pois, de exprimir alguma palavra ou sentimento de solidariedade, ou oferecer apenas alguma ajuda mate-rial. É preciso testemunhar Jesus, anunciar a Sua vida. Ser como Jesus, manso cordeiro imaculado, vai além de nossas forças. Isso só acontece como dom do Pai e do seu Espírito. Se fizermos nosso o "Sim" de Maria e o "Sim" de Jesus, po-deremos ser cordeiros em meio aos lobos, grão lançado à terra para produzir fruto, pão que sacia a fome de injustiça do mundo. Isso é, na realidade, ser cristãos no comportamento.
Como Maria é a Rainha da Paz, a paz e a salvação só prosperarão com a sua face materna. Por isso, torna-se neces-sário que seus filhos sejam suas testemunhas no mundo. Ou melhor, que pareça a todos sermos seus, levando a marca inconfundível de suas mensagens, e especialmente a oração e o jejum.
O jejum implica sobriedade e, por isso, é a antítese de qualquer corrida em busca do sucesso, das riquezas, do poder e também da violência. É essencialidade e, portanto, unido à oração, é elemento necessário na busca de Deus, como da paz: Rezem e busquem.
Maria está conosco: repete-o ainda um vez. Ela reza e intercede por nós, a fim de que nos convertamos e para que nossa conversão seja real, contínua e perseverante. Desta forma seremos sal da terra e luz do mundo.
Nuccio e c.
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Mediugórie em segurança
Nesses dias, muitas pessoas do mundo inteiro perguntam-nos como está a situação na região em que se encontra a pa-róquia de Mediugórie. Desejamos dizer com toda clareza: a situação está segura, como antes.
A guerra em Kôssovo não tem qualquer ligação com Mediugórie. Trata-se de outro país, com problemas totalmente di-versos. As pessoas ainda hoje confundem o que se encontra no território da assim chamada ex-Iugoslávia e pensa ainda tratar-se de único país. Chegou o momento de colocar fim a esse tipo de concepções. Não mais existe a ex-Iugoslávia. Existem apenas os países que se  libertaram da tirania iugoslava e do país da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro), última porção de uma idéia errada. Por isso, quando vocês vêm a Mediugórie, não é à Iugoslávia ou ex-Iugoslávia, mas ao país Bósnia-Herzegovina.
Mesmo quando havia guerra na Croácia e na Bósnia-Herzegovina, a situação era tranqüila na paróquia de Mediugórie. Os peregrinos jamais abandonaram este lugar de paz e de oração...
Desde o início de suas aparições, a Rainha da Paz tem falado da paz e da  necessidade de rezar pela paz. Ela disse que, com a oração e o jejum podem-se parar até mesmo as guerras. Nós realmente entendemos? Chegamos mesmo a pensar que Ela disse aquilo por dizer e que algo semelhante não nos aconteceria? Chegou o momento de ouvir a Rainha da Paz e começar, finalmente, a rezar pela paz. E na espera de que rezemos mais, as possibilidades de se evitar a guerra são sempre menores. Que essa oração seja duradoura, mesmo quando tudo nos parece tranqüilo. (Press Bulletin - Paró-quia de Mediugórie - 21.04.99)
Ainda uma vez, repetimos: a situação em Mediugórie não mudou em nada. A guerra em Kôssovo acontece em outro País, sem qualquer ligação com o nosso. Todos os aeroportos da Croácia estão operando regularmente.
Portanto, Mediugórie é um lugar de oração e de paz e oferece total segurança a todos que aqui chegam.
(Press Bulletin - 05.05.99)
* Na semana passada, o Arcebispo de Peña Blanca, Panamá, Dom José Dimas Cedeño, visitou Mediugórie junta-mente com um grupo de peregrinos de seu País.
Os videntes
Vicka e Ivan retornaram dos Estados Unidos. Miriana, Iákov e Ivanka estão todos em Mediugórie. Apenas Maria Pavlo-vic está na Itália. Os três: Vicka, Ivan e Maria Pavlovic ainda estão tendo as aparições diárias e já se passaram 17 anos e 10 meses desde a primeira aparição, em 25 de junho de 1981. Por quanto tempo essas aparições diárias irão continuar, ninguém o sabe.
No momento, há aqui muitos peregrinos vindos da Alemanha, França, Áustria, Inglaterra, Polônia, Coréia, Estados Uni-dos, Chile, Irlanda e Itália. Nos fins de semana, há uma maior afluência de peregrinos, notadamente da Eslovênia, Croácia e de nosso País, Bósnia-Herzegovina.
Rádio "Mir" Mediugórie  
 
A rádio "Mir" Mediugórie funciona há mais de um ano, nas freqüências 100,1; 101,5; 102,3 FM. Graças à ajuda e à per-severança, conseguimos torná-la uma voz reconhecível entre tantas outras. Naturalmente não pararemos aqui. Continua-remos a trabalhar com empenho pelo seu crescimento e pela divulgação, através dela, das mensagens da Rainha da Paz.
Diariamente, a partir das 17h, são transmitidos o Rosário e a Santa Missa da Igreja de São Tiago, de Mediugórie.
Press Bulletin
Clima de grande alegria
Os peregrinos que nestes dias chegam a Mediugórie têm experimentado uma atmosfera de grande alegria e paz aqui. Essa região da Bósnia-Herzegovina fica bem distante de Kôssovo, cerca de 400 km.
Notando alguns lugares vazios na igreja, Frei Iozo disse aos grupos de peregrinos de língua inglesa: "No ano passado, por ocasião da Páscoa, havia milhares de peregrinos; mas o plano de satanás era interromper a vinda deles este ano. Satanás queria ter a certeza de que os peregrinos não receberiam as graças que lhes tinham sido reservadas aqui (...) Agora cabe a vocês vivenciar Mediugórie e levar suas mensagens a todas as partes! Vocês não se encontram em uma pe-regrinação particular. A peregrinação de vocês é para os outros!"
As armas de satanás
Vicka recomendou trabalharmos pela paz em nossos corações através da oração, o que ajudará a obter a paz para Kôs-sovo. Disse ela aos peregrinos: "A Gospa diz que se fala demasiado sobre a guerra e que não rezamos o suficiente. Ansi-edade e medo não ajudam; pelo contrário, são armas do inimigo".
Sejamos portadores da paz e, com humildade, colocar em prática tudo quanto Nossa Senhora está nos ensinando aqui por quase 18 anos. Na verdade, nesse tempo de dificuldades, o inimigo acha fácil ferir-nos, injetando-nos seus medos en-venenados. Procuremos evitar toda espécie de agitação e os comentários desnecessários!
A certeza do Papa
Em 19 de novembro, o Papa João Paulo II declarou: "Não será a escuridão a reinar no ano 2000, mas o amor de Deus que envolverá o novo século. Esse será um tempo de graças e o cumprimento do seu plano de amor para com toda a hu-manidade e para com cada um de nós (...) Diante dos conflitos que estão explodindo aqui e ali em vários continentes (...), eu compartilho a esperança de Santo Agostinho diante dos atos de vandalismo: "Não tenham medo. Não se trata de um mundo velho que termina, mas de um mundo novo que começa. Um novo alvorecer parece surgir no céu da História". O Papa conhece a 3ª parte do segredo de Fátima, até agora não divulgada. Ele também conhece a profecia de Nossa Se-nhora: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará." Nestes dias de agonia para milhares de irmãos nossos, unamo-nos a Maria e ao Santo Padre em sua viva esperança!
Aparição na Colina
Na terça-feira, 27.4.99, os peregrinos puderam novamente participar da aparição na Colina. De acordo com Ivan, Nossa Senhora pediu-nos, de forma especial, para vivermos a mensagem dada em 25 de abril. Disse também: "Vivam minhas mensagens para que Eu possa continuar dando-lhes outras."
Você toca muito alto
Depois do nascimento de seu primeiro filho, Marilyn, 37 anos, passou a ter sérios problemas de audição. Em Paris, seus médicos disseram que ela não deveria mais ter filhos, caso contrário, poderia ficar totalmente surda. Depois de quatro anos, Marily estava novamente grávida, esperando o segundo filho. Toda a equipe médica fez-lhe pressão para que abor-tasse. Ela, porém, resistiu com firmeza, preferindo a surdez a matar seu filho, para a grande alegria do pequeno Jean, nascido na Páscoa de 1997. Realmente, Marilyn ficou surda após o nascimento do filho. Mesmo usando aparelhos sofisti-cados, ouvia muito pouco e foi preciso aprender a leitura labial. Mas em nenhum momento lamentava por ter trazido ao mundo o pequeno Jean!
Em março deste ano, ela veio a Mediugórie, onde celebrou conosco a Festa da Anunciação. Marilyn, naturalmente, ofe-receu seu filho a Nossa Senhora. Foi uma peregrinação de muitas orações. Durante a Missa do meio-dia, em francês, sentindo-se incomodada pelo barulho do órgão da igreja, disse ao organista Agostino: "Você está tocando muito alto!" Ele respondeu que tocava normal, como sempre. Imagino que Marilyn ouviu claramente sua resposta! Sim, ela podia ouvir cada palavra!
Desde então, retirou seus aparelhos de audição, pois sua audição tinha sido recuperada perfeitamente. Nossa Senhora estava recompensando-a por ter escolhido a vida. Que maravilha! O filhinho tem agora 2 anos e sua mãe tem de volta os ouvidos para ouvir, com alegria, suas primeiras palavrinhas!
Divina Misericórdia
Em Roma, a festa da Divina Misericórdia (Domingo, 11) reuniu uma enorme multidão de fiéis na praça de São Pedro, e o clima era de grande alegria. Em Mediugórie, essa Festa foi destacada pelos principais celebrantes e poucos foram os peregrinos que não fizeram a novena da Divina Misericórdia! Aqui em Mediugórie, onde os confessionários estão entre os mais freqüentados no mundo, e onde até as pedras das montanhas são transformadas em confessionários, a Divina Mise-ricórdia é celebrada de uma forma muito especial!            Irmã Emmanuel
Jesus Misericordioso
Jesus apareceu à irmã Faustina em 22.2.1931 e pediu-lhe que fosse pintado um quadro "igual ao que você vê"  e escre-vesse embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Dois feixes de raios, um vermelho e outro branco saíam do Coração de Jesus e se alargavam até cobrirem o mundo inteiro. "Veja, irmã Faustina, estes raios significam a água e o sangue saídos do meu peito: a água que purifica as almas e o sangue que é a vida da alma. A água: os sacramentos do Batismo e da Peni-tência; o sangue: a Eucaristia." Quantas lutas ela teve que enfrentar antes que o quadro, pintado graças ao esforço do seu confessor, fosse exposto pela primeira vez no santuário de Ostra Brama, em Vilnius! Imediatamente, o quadro despertou a atenção e foram alcançadas extraordinárias graças de conversão.
Outros pedidos de Jesus: A festa da Divina Misericórdia a ser celebrada no primeiro Domingo depois da Páscoa, com uma novena a ser iniciada na Sexta-Feira Santa e o Terço da Divina Misericórdia.
Terço da Divina Misericórdia
Você o rezará no terço do Rosário que usa habitualmente. Começará com um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e o Creio. Depois, nas contas grandes do Pai-Nosso, recitará esta oração: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro. Nas contas pequenas da Ave-Maria, prosseguirá dizendo por dez vezes consecutivas: Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Para terminar, rezará, por três vezes, esta invocação: Deus Santo, Deus forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
Frei Iozo propõe 9 novenas
Iniciando-se em 18 de maio, aniversário do Papa, e com término em 6 de agosto, frei Iozo sugere que, para obter a paz, cada um assuma o compromisso da reza diária do Rosário completo (Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos) e do jejum nas quar-tas e sextas-feiras. Nas situações mais graves, Maria sempre interveio para atender a oração unânime de seu povo.          Eco de Maria
Indulgências
Continuação... (informações extraídas do "Manual de Indulgências, Normas e Concessões", editora Paulus, e da revista "Pergunte e Responderemos", nº 442. Para uma informação completa, recomendamos a leitura destas duas obras).
As considerações publicadas na edição anterior do Eco comprovam que a Igreja, ao instituir as indulgências, teve em vista auxiliar os seus filhos que tenham obtido o perdão de seus pecados, mas ainda devam prestar reparação pelos mesmos. A Igreja reconhece que na Comunhão dos Santos os fiéis vivos podem obter indulgências em favor dos irmãos falecidos que no purgatório ainda tenham de prestar satisfação por pecados cometidos nesta vida.
É muito importante notar que ninguém pode lucrar indulgência sem que tenha previamente confessado suas faltas gra-ves (as obras indulgenciadas não obtêm o perdão do pecado como tal) e sem que excite em si o espírito de contrição que o levaria a prestar as rigorosas penitências da Igreja antiga. Sem este ânimo interior, nada se pode adquirir. Donde se vê que a praxe das indulgências está longe de reduzir a religião a formalismo e mercantilismo.
Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados, nem vendeu indulgências. O perdão dos pecados, como dito, sempre foi pré-requisito para as indulgências. Mais: quando a Igreja indulgenciava a prática de es-molas, não intencionava dizer que o dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria apenas fomentar a caridade ou as dispo-sições íntimas do cristão como fator de purificação interior. Não há dúvida, porém, de que pregadores populares e muitos fiéis cristãos dos séculos XV e XVI usavam de linguagem inadequada ou errônea ao falarem de indulgências. Foi o que deu origem aos protestantes de Lutero e dos reformadores. Na verdade, é muito difícil ganhar uma indulgência plenária. Quem, ao recitar breve prece indulgenciada ou ao fazer visita a um santuário, pode ter a certeza de estar contrito dos seus pecados a ponto de não lhes ter mais o mínimo apego? O velho homem, mais ou menos arraigado em cada cristão, é ca-prichoso e sorrateiro. Para dominá-lo, é necessária assídua vigilância com o auxílio da graça.
A praxe atual - A Igreja continua a conceder indulgências plenárias e indulgências parciais. Aquelas significam a re-missão de toda a satisfação correspondente a pecados já absolvidos; estas, a remissão de parte desta satisfação.
Fica, porém, abolida a indicação de dias e anos de indulgência parcial. O valor das indulgências parciais é, doravante, expresso em termos mais compreensíveis.
Com efeito, sabemos que toda boa obra (prece, esmola, mortificação...) tem anexo a si um determinado mérito; se al-guém realiza tal obra em espírito de contrição, adquire a remissão de uma parte de sua satisfação purgatória. O Papa Paulo VI determinou que as pessoas que praticam uma ação indulgenciada pela Igreja obtêm (além da remissão anexa ao ato bom como tal) uma igual remissão devida à intervenção da Santa Igreja. Isto significa, em última análise, que a medi-da das indulgências parciais é a medida do arrependimento e do amor a Deus com que alguém pratica a ação indulgenci-ada. Se o cristão a realiza com ânimo rotineiro e tíbio, pouco lucra; ao contrário, quanto mais fervor ele empenhar na exe-cução da obra indulgenciada, tanto mais também será ele indulgenciado.
Vê-se como esta disposição é apta a fazer do instituto das indulgências um estímulo para o afervoramento da piedade dos fiéis.
O Manual de Indulgências, promulgado pelo Papa Paulo VI, em 1967, enuncia três concessões gerais que podem ter por objeto qualquer ato da vida cristã. Desde que realizada com fervor ou em espírito de oração e união com Deus, toda ação do cristão pode não apenas redundar em aumento da graça santificante em sua alma (efeito este que se segue sem-pre a qualquer ato fervoroso), mas também pode obter remissão da expiação devida a pecados anteriormente cometidos pelo cristão e alívio para as almas do purgatório. Toda a trama da vida cristã, desde que vivida de maneira consciente (afastada a rotina, que depaupera os atos humanos), pode assim adquirir valor e significado novos. Todavia, é necessário, para tanto, que o cristão procure elevar freqüentemente o seu espírito a Deus, sacudindo a tendência à indiferença ou à mediocridade que constantemente ameaçam a vida do homem sobre a terra.
Eis as três grandes concessões:
1) É concedida indulgência parcial a todo cristão que, no cumprimento de seus deveres e no suportar as tri-bulações da vida presente, levante a mente a Deus com humilde confiança, proferindo, ao mesmo tempo, alguma invocação piedosa. Esta invocação pode ser dita mentalmente apenas, não sendo necessária uma oração vocal ou labial.
Mediante esta primeira norma, a Santa Igreja tem em mira estimular os seus filhos a fazer de toda a sua vida uma ora-ção contínua, de acordo com o preceito do Senhor: "É preciso orar sempre" (Lc 18,1). Visa também a exortar os fiéis a cumprir os deveres de seu próprio estado, de modo a conservar e aumentar a união com Cristo...
A invocação, quanto à indulgência, é considerada como complemento  da obra, com a qual o fiel eleva o espírito a Deus com humilde confiança no cumprimento de seus deveres ou na tolerância das aflições da vida. A piedosa invocação completa essa elevação do espírito: ambas são como uma pérola que se insere nas atividades humanas e as adorna, ou como o sal que tempera e dá gosto...
A invocação pode ser brevíssima, expressa em uma ou poucas palavras ou só concebida na mente. Deve-se preferir aquela que melhor concorda com as circunstâncias das ações e da pessoa: ela brota espontaneamente do coração. Po-dem-se escolher as que o uso antigo mais aprovou. Eis alguns exemplos:
Creio em vós, Senhor! Graças a Deus! Seja feita a vossa vontade! Salvai-me! Senhor, não me abandoneis! Coração de Jesus que tanto nos amais, fazei que eu vos ame cada vez mais! Coração de Jesus, confio em vós! Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera! Doce Coração de Maria, sede a minha salvação! Enviai, Senhor, operários à vossa messe! Graças e louvores sejam dados a todo o momento ao santíssimo e diviníssimo Sacramento! Jesus, manso e humilde co-ração, fazei nosso coração semelhante ao vosso! Meu Deus e meu tudo! Meu Senhor e meu Deus! Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo! Senhor, aumentai a nossa fé! Senhor, salvai-nos, pois perece-mos!
2) É concedida indulgência parcial ao cristão que, movido por espírito de fé e misericórdia, coloca a sua pes-soa ou os seus bens ao serviço dos irmãos que padecem necessidades.
Desta forma, deseja a Santa Igreja incentivar o ardor da caridade nos fiéis, levando-os a servir ao próximo. Todavia, não qualquer obra de caridade é indulgenciada; requer-se seja prestada em favor de quem precise de algum benefício, quer corporal (alimento, roupa, dinheiro...), quer espiritual (consolo, instrução...).
Praticando essas obras com fervor, o cristão viverá as grandes normas ditadas pelo Senhor Jesus e os Apóstolos:
"Tive fome, e vós me destes de comer. Tive sede, e vós me destes de beber. Estive desabrigado, e me acolhestes; nu, e me vestistes; doente, e me visitastes. Estive no cárcere, e vieste ver-me. Em verdade vos digo que, todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes" (Mt 25, 35-36.40).
"Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros. Assim como eu vos amei, vós deveis amar uns aos outros. Por este sinal todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros" (Jo 13, 34s).
"A religião pura e sem mancha diante de Deus Pai é esta: confortar os órfãos e as viúvas em suas aflições e conservar-se puro da corrupção deste mundo" (Tg 1, 27). Cf. Tg 2, 15s.
"Se alguém possui bens deste mundo e, vendo seu irmão passar necessidade, lhe fechar o coração, como pode habitar nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos nem de palavra, nem de língua, mas por atos e de verdade" (1Jo 3, 17s).
E o Concílio Vaticano II enfatiza:
"Onde quer que haja alguém que careça de comida e bebida, de roupa, casa, medicamentos, trabalho, instrução, de condições necessárias para uma vida realmente humana, que esteja atormentado pelas tribulações ou pela doença, que sofra exílio ou prisão, aí a caridade cristã deve procurá-lo e descobri-lo, aliviá-lo com carinhosa assistência e ajudá-lo com auxílios oportunos" (Decreto "Apostolicam Actuositatem", nº 8).
3. É concedida indulgência parcial ao cristão que, movido por espírito de penitência, se abstenha espontaneamen-te de algo que lhe seja lícito e agradável.
Esta terceira grande determinação representa algo novo na praxe da Igreja. Visa a atender aos tempos atuais; as leis do jejum e da abstinência foram mitigadas; não obstante, os fiéis são exortados a praticar a penitência por outras vias. Na verdade, a pe-nitência nunca poderá ser surpresa na vida cristã, pois dá aos fiéis participação na Paixão de Cristo a fim de que possam ter parte igualmente na ressurreição gloriosa do Senhor. É por isso que a Santa Igreja procura estimulá-la mediante a determinação citada.
A abstinência e as privações voluntárias do cristão se tornam frutuosas, por excelência, quando são associadas à caridade, ou seja, quando redundam em benefício do próximo; que o cristão dê aos mais pobres aquilo de que não usa em seu proveito!
A penitência é recomendada por numerosos textos bíblicos:
"Se alguém quer seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me" (Lc 9,23).
"Se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo" (Lc 13,5).
"Todos aqueles que participam das lutas (do estádio), abstêm-se de tudo. Eles, para obter uma coroa corruptível; nós, pelo contrário, uma incorruptível. De minha parte, portanto, também corro, mas não na incerteza; pratico o pugilato, mas não como quem fere o ar. Trato rudemente o meu corpo e o conduzo como escravo" (1Cor 9, 25-27).
"Trazemos sempre conosco, em nosso corpo, a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo" (2Cor 4, 10).
 "Na medida em que participais dos sofrimentos de Cristo, alegrai-vos, para que, na manifestação de sua glória, vos alegreis também e exulteis" (Pd 4,13).
Outras concessões
Citamos, a seguir, orações e devoções enriquecidas de indulgências, que atraem os fiéis às obras de piedade, caridade e pe-nitência (ver texto completo no Manual de Indulgências, Normas e Concessões:
1. Indulgência Parcial:
Inspirai, ó Deus... Ato de fé. Ato de esperança. Ato de Caridade. Ato de Contrição. Adoração ao SS. Sacramento. Ó Deus verdadeiro... Aqui estamos... Divino Espírito Santo... A vós, São José... Ação de graças pelos benefícios... Santo Anjo do Se-nhor... Anjo do Senhor e Rainha do Céu... Alma de Cristo, santificai-me... Visita ao cemitério com oração pelos defuntos. Visita a cemitério de antigos cristãos ou "catacumbas". Comunhão espiritual. Creio. Ofício dos defuntos. Das profundezas, Sl 129 (130)... Doutrina cristã (ensino da)... Senhor Deus Todo-Poderoso... Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus... Ouvi-nos, Senhor Santo, Pai... Dulcíssimo Jesus (Ato de reparação)... Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano... Ladainhas (Santíssimo Nome de Jesus, Sagrado Coração de Jesus,  Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, Santíssima Virgem Maria, São José e Todos os Santos). Magnificat. Maria, ó Mãe da graça... Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria... Miserere (Sl 50 (51). Novenas (antes do Natal, Pentecostes e Imaculada Conceição). Uso de objetos de piedade (crucifixo ou cruz, terço, escapulário, medalha, bentos ritualmente, por qualquer sacerdote ou diácono). Ofícios breves (Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sagrado Coração de Jesus, Santíssima Virgem Maria, Imaculada Conceição e São José). Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. Oração mental. Oremos pelo Pontífice N... Ó sagrado banquete... Participação na sagrada pregação. Prece pela unidade dos cristãos. Recolhimento mensal. Dai-lhes, Senhor (aplicável somente às almas do purgatório)... Retribuí, Senhor, a vida eterna... Reza do Terço ou do Rosário. Leitura espiritual da Sagrada Escritura. Salve, Rainha. Santa Maria, socorrei os pobres... Santos Apóstolo Pedro e Paulo... O culto aos Santos, no dia da celebração litúrgica. Sinal da Cruz (Em nome do Pai...). Visita às igrejas estacio-nais em seu próprio dia. À vossa proteção recorremos... Tão sublime sacramento... Te Deum (A vós, ó Deus)... Veni Creator (Ó vinde, Espírito Criador)... Vinde, Espírito Santo, enchei os corações... Visitai, Senhor, esta casa... Visita pastoral, quando aí se faz a visita pastoral. Renovação das promessas do batismo em qualquer fórmula de uso.
2. Indulgência Plenária:
Adoração ao SS. Sacramento (ao menos meia hora). Visita às basílicas patriarcais de Roma (rezar Pai Nosso e Creio). Bên-ção Papal. Visita ao cemitério com oração pelos defuntos (cada dia, de 1 a 8 de novembro). Adoração da Cruz na Sexta-Feira da Paixão. Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus (nas sextas-feiras das Quaresma)... Congresso eucarístico (participação do en-cerramento). Exercícios espirituais (ao menos por três dias). Dulcíssimo Jesus (Ato de reparação, recitado publicamente na sole-nidade do Sagrado Coração de Jesus)... Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano (recitado publicamente na solenidade de Jesus Cristo Rei)... Indulgência plenária na hora da morte, através da bênção apostólica do sacerdote; ou, em sua ausência, re-citação de orações com um crucifixo ou uma simples cruz. Uso de objetos de piedade (crucifixo ou cruz, terço, escapulário, me-dalha, bentos pelo Sumo Pontífice ou por um Bispo; a indulgência plenária é ganha na solenidade dos Apóstolo São Pedro e São Paulo (29/Jun), rezando-se a profissão de fé com qualquer fórmula aprovada. Participação na sagrada pregação, no tempo das santas missões e no encerramento. Primeira comunhão (quem assiste e quem faz a primeira comunhão). Primeira missa do neo-sacerdote (celebrante e assembléia ganham a indulgência plenária). Reza do Terço ou do Rosário, na igreja, em oratório, em fa-mília, em comunidade religiosa ou piedosa associação. Jubileus de ordenação sacerdotal (25, 50, 60 anos). Leitura espiritual da Sagrada Escritura (meia hora pelo menos). Visitar as igrejas estacionais em seu próprio dia e assistir às sagradas funções. Síno-do diocesano, concedida a indulgência uma só vez ao fiel que visitar a igreja em que o sínodo se realiza (Pai Nosso e Creio). Tão sublime sacramento, na Quinta-Feira Santa, depois da missa da Ceia do Senhor e na ação litúrgica da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Te Deum (A vós, ó Deus), quando recitado em público, no último dia do ano. Veni Creator (Ó vinde, Espírito Criador), no primeiro dia de janeiro e na solenidade de Pentecostes, recitado publicamente. Via-sacra.  Visita à igreja pa-roquial na  festa do titular e no dia 2 de agosto (indulgência da Porciúncula - Pai Nosso e Creio). Visita à igreja ou altar no dia da dedicação (Pai Nosso e Creio). Visita à igreja ou oratório na comemoração de todos os fiéis defuntos, aplicável somente às almas do purgatório (Pai Nosso e Creio). Visita à igreja ou oratório de religiosos na festa do fundador (Pai-nosso e Creio). Visita pastoral, quando aí se faz a visita pastoral, assistindo a uma função sagrada presidida pelo visitador. Renovação das promessas do batis-mo em qualquer fórmula de uso, se feita na celebração da Vigília Pascal ou no aniversário de seu batismo.
Contribuições
 
As contribuições recebidas no mês de abril para os custeios do Eco foram ligeiramente maiores do que aquelas verificadas nos meses anteriores, porém ainda insuficientes para a continuidade regular do nosso informativo. Temos notado um esforço redo-brado por parte de alguns leitores, enquanto a grande maioria permanece ainda indiferente. Continua, portanto, o nosso apelo aos leitores que ainda não fizeram sua contribuição este ano: socorram-nos, a fim de garantirmos a continuidade da edição mensal do nosso Eco de Mediugórie. As con-tribuições devem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas através de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta regis-trada.
 
Festa do 18º Aniversário
Nosso próximo grupo estará partindo em 11 de junho, para as comemorações do 18º aniversário das aparições diárias de Nossa Senhora em Mediugórie, visitando, antes, a Terra Santa e santuários da Itália, perfazendo, ao todo, 17 dias. Há possibili-dade, também, de fazer apenas Mediugórie. Ainda há tempo para você juntar-se ao nosso grupo. Telefone: 061 345-7500.