Mediugórie - Eco
159
Junho 1999 - 18o. Aniversário
das Aparições
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.05.99
Queridos filhos! Também hoje os
convido a se converterem e a crerem mais firmemente em Deus. Filhinhos,
vocês procuram a paz e rezam de diferentes maneiras, mas ainda não
doaram seu coração a Deus para que Ele os plenifique com
seu Amor. Por isso, Eu estou com vocês para ensiná-los e aproximá-los
do Amor de Deus. Se amarem a Deus acima de tudo, será fácil
para vocês rezarem e abrirem a Ele seus corações. Obrigada
por terem correspondido a meu apelo.
Maria oferece a chave da
paz:
Acolher o amor de
Deus
Evidentemente, no coração
da mensagem há o atual momento crucial que estamos atravessando
e que preocupa e amedronta um pouco a todos; mas Maria nos ensina a ir
além dos acontecimentos, oferecendo-nos a chave para superá-los.
1. Também hoje convido-os a se
converterem. Conversão e oração são palavras
que Ela nos repete com freqüência. A conversão é
também o primeiro convite do Evangelho: Convertei-vos e crede no
Evangelho (Mc 1, 15). Aquele também hoje que precede ao convite
revela-nos toda a paciência materna com que Maria nos chama à
conversão: não apenas agora, mas em todas as Suas aparições
anteriores. Se acolhermos a graça de Deus, sentiremos logo a necessidade
de mudança e não continuaremos mais a pensar que são
os outros que precisam mudar.
Reflita: poderia até mesmo você
estar entre tantos cristãos condescendentes que dizem não
ser preciso se esforçar demais pelo Reino de Deus, posto que é
Jesus Quem nos salva. E, dessa forma, sentem-se tranqüilos quando
vão à Missa dominical e comportam-se como todos os bem-pensantes:
não se agite tanto, o Senhor é bom, não pode condenar
a um inferno eterno. Mas Jesus pregava bem ao contrário: Se não
vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo (Lc 13, 5). Àqueles
que não são vigilantes na espera do Senhor que vem, dirá:
Não vos conheço (Mt 25, 12).
A cada dia, devemos nos sentir ainda no
início da conversão e é uma graça entendê-la
e esforçar-nos para ir adiante, não obstante as recaídas
e fraquezas.
2. Crer mais firmemente em Deus: significa
que cremos pouco! Já no começo das aparições,
contra a nossa indiferença, Maria dizia: Vim para dizer-lhes que
Deus existe...Abandonem-se completamente a Ele. E por causa de nossas preocupações,
Jesus assegura-nos que nem mesmo um fio do nosso cabelo cairá sem
que o Pai o saiba (cf. Mt 10,30). Deus é nosso refúgio e
nossa força... Por isso, a terra pode tremer, nada tememos. As próprias
montanhas podem se afundar nos mares (Sl 45).
3. Filhinhos, vocês procuram a paz
e rezam de diferentes maneiras ... Todos desejam a paz. Também nós
rezamos de diferentes maneiras pela paz. Quais são essas maneiras*
Fazemos vigílias de orações, colocamos na Missa intenções
pela paz e muitas outras iniciativas e mensagens com essa mesma finalidade.
Embora todos proclamem a paz, essa não existe, dizia Jeremias a
quem a proclamava no templo. Aqui, no entanto, Maria coloca uma condição
particular que deve servir de reflexão, principalmente a seus filhos.
De que corações deve brotar a oração* Ela deve
partir dos corações que se doaram a Deus para que Ele os
plenifique com Seu amor. Deus deseja isto: doar-nos seu Amor para que possamos
amar conveniente e totalmente; e não apenas rezar nos momentos determinados,
ou em determinadas circunstâncias e urgentes necessidades. Ele nos
comunica o seu Espírito para amar e rezar. É este um dom
pequeno* O amor de Deus foi derramado em nossos corações
pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rom 5,5). Somente dessa forma,
permitimos que Deus aja em nós, transformando nossos corações
e fazendo-nos amar a todos com o seu Amor. Reze e espere (cf. Sl 5,4).
O que significa amar a Deus acima de tudo*
Significa estarmos atentos a Ele e deixarmo-nos conduzir por Deus em todas
as circunstâncias. Assim vamos perceber que Ele dirige todos os nossos
passos e resolve todas as coisas e que, mesmo de cada erro ou situação
negativa, Ele sabe tirar o bem, até mesmo da guerra, que é
a soma dos males, porque Ele, realmente, tudo pode. Quando toda a vida
for abandonada a Ele, a paz dos corações convertidos se libertará
e invadirá o mundo inteiro. Amontoarás, como diz o Apóstolo,
carvões em brasa (de amor) sobre a sua cabeça (dos inimigos)
Rom, 12,20. Se amarmos a Deus acima de tudo, também a oração
ganhará asas, porque será movida pelo amor.
4. Por isso, Eu estou com vocês
para ensiná-los e aproximá-los do Amor de Deus. Dessa forma,
Ela abertamente declara o motivo de sua permanência conosco, há
18 anos. Encontramo-nos fechados ao amor de Deus e Ela veio para nos despertar.
Temos confiado apenas em nós próprios e chegamos a esse ponto:
falta a paz porque sem Mim nada podeis fazer (Jo 15, 5). Ela, porém,
a Rainha da Paz, veio para fazer triunfar a paz, servindo-se de nós,
convertidos e realizados no Amor de Deus. Podemos começar, abrindo
mão de algo em favor dos mais necessitados*
Pe. Angelo
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Últimas
Os videntes Vicka, Ivan e Maria, surpreendentemente,
ainda estão tendo as aparições diárias. Maria
Pavlovic, no mês de maio, esteve aqui durante 10 dias e prometeu
retornar para o Aniversário das aparições. Ivan e
Vicka estão aqui em Mediugórie e falam aos peregrinos todos
os dias. Miriana, Ivanka e Iákov também estão aqui
em Mediugórie e levam uma vida familiar normal. Miriana e Iákov
também falam aos peregrinos ocasionalmente, ao passo que Ivanka
escolheu viver no escondimento. O fluxo de peregrinos está novamente
aumentando a cada dia. Frei Slavko (Mediugórie,
27.5.99
Maria, Memória da
Igreja
No mês de maio, a Igreja, ainda
sob o grande impulso dos acontecimentos pascais, volta-se para Maria. A
Igreja, no entanto, em nenhum momento deixa Jesus Cristo à margem,
mas, pelo contrário, por meio de Maria, procura aproximar-se
dEle ainda mais. Em sua homilia do dia 1º de janeiro, dia dedicado
a Maria, Mãe de Deus, o Papa João Paulo II, falando sobre
Maria, disse que Ela é MEMÓRIA DA IGREJA.
Podemos interpretar esta definição
também como um novo título dado a Maria pela Igreja. Sob
o ponto de vista histórico, teológico e de conteúdo,
essa definição é realmente muito forte. Nenhuma outra
pessoa, melhor que Maria, possui semelhante lembrança de Jesus,
da sua encarnação, sofrimento na Cruz, sepultura e ressurreição.
Hoje Ela transfere esta memória
à Igreja, da forma como fez nos tempos passados. O mês de
Maio é um ocasião para o cristianismo, com a sua fé
e com as suas decisões, acolher esta memória e aceitar Maria
como digna testemunha do Evangelho de Jesus em nossos tempos.
Fr. Ivan Landeka
Irmãs da Rainha da
Paz
Esta é a primeira vez que venho
a Mediugórie. Estou aqui com um grupo de vinte peregrinos. Nestes
dias, vi e vivenciei uma profunda devoção e fervor na oração,
perceptível em todos os grupos de peregrinos. A disponibilidade
para a oração é inacreditável. O espírito
fervoroso que se percebe durante as orações estimula o reavivamento
da fé nos corações de quem chega aqui.
Os frutos de Mediugórie já
podem ser vistos no Panamá, graças a Deus. Temos uma comunidade
dirigida por Francesco Verar. Ele vem a Mediugórie com freqüência
e organizou sua Igreja como esta aqui de Mediugórie. Sua comunidade
chama-se Irmãs da Rainha da Paz. Em todas as tardes, realiza o mesmo
programa de Mediugórie. Já reconheci essa Comunidade, em
25 de junho de 1998, a nível episcopal, depois de ter visto como
vive e trabalha (sua principal atividade é rezar pela paz) e quando
percebi sua espiritualidade. Estou completamente convencido de que se trata
de um fruto de Mediugórie.
D. Jose Dimas Cedeño (Arcebispo
do Panamá)
Press Bulletin
Estou curando você
Mariana é uma atraente e moderna
jovem que trabalha como decoradora de interiores no México. Em Mediugórie,
contou-nos:
"Eu era muito independente e ativa e,
como todos os jovens, fazia o que queria, e quando queria, aproveitando
ao máximo minha vida. Certo dia, aos vinte e cinco anos de idade,
fui ao cinema com alguns amigos. Um jovem, sob os efeitos de drogas, aproximou-se
de nosso carro. Ele segurava uma pistola na mão. Um amigo gritou:
"Abaixe a cabeça!", mas aquele jovem puxou o gatilho. A bala quebrou
o vidro do carro e fui atingida. No hospital, o médico teve que
extrair a bala de minha espinha dorsal, deixando-me paralítica,
sem nada sentir do peito aos pés, permanecendo apenas com alguns
movimentos nos braços.
Depois de solto, tive que encarar, perante
o juiz, o jovem que tinha atirado em mim. Não senti raiva dele e
compreendi que o melhor a fazer seria perdoá-lo. Ele vinha de uma
família importante. Ninguém de sua família tinha vindo
visitar-me nem pedir qualquer desculpa. A arma pertencia a seu pai e o
juiz desejava colocar os dois, pai e filho, na prisão. Opus-me a
isso, pois desejava-lhes apenas o bem.
Durante minha reabilitação,
tive um sonho. Jesus e Maria estavam próximos de mim e Jesus dizia:
"Estou curando você". Meu coração e corpo eram movimentados
por misterioso impulso e pensei que estivesse curada. Na realidade, aquela
fora uma cura interior, pois recebi a graça de rezar mais e melhor.
Naquele sonho, Maria tinha uma coroa de 12 estrelas e, desde aquela época,
Ela tem estado constantemente ao meu lado. Tempos mais tarde, ganhei um
vídeo sobre Mediugórie e pude reconhecer na belíssima
imagem de Tihaljina (igreja de Frei Iozo, próxima a Mediugórie)
a Senhora que vira em meu sonho! A paz com que Ela me envolveu deu-me a
força de renunciar a tudo que era obstáculo ao meu crescimento
em Deus: tomar bebidas alcoólicas e freqüentar maus ambientes
onde se encontram drogas. Deixei as más companhias e recebi a coragem
de dizer a meus amigos: "Rezem e acreditem em Jesus. Ele realmente pode
transformar a vida de vocês!" Era-me doloroso o fato de eles não
conhecerem o amor de Jesus e de Maria.
Algumas pessoas disseram-me: "Você
precisa ir a Mediugórie. Jesus e Maria estão operando muitos
milagres ali." Tomei a decisão de ir, na esperança de obter
a cura física, pois preferia ser curada por Deus do que pelos terapeutas,
o que serviria de sinal para os incrédulos.
Em Mediugórie, porém, não
obtive a cura, mas consegui uma graça maior. Compreendi que em minha
juventude eu vivia na escuridão e no vazio, em grande perigo de
perder minha alma. Agora Deus tinha se utilizado desse acidente para trazer-me
para mais perto dEle e fazer-me abrir para a verdade do amor de Deus que
eu tinha ignorado. Em Mediugórie, Nossa Senhora transformou meu
coração e seus desejos. Eu, naturalmente, ainda desejo a
cura física, porém não estou mais ansiosa por ela.
Pelo contrário, desejo, com ansiedade, que todos meus amigos conheçam
a Deus! Tenho um grande desejo de consagrar minha vida à oração
e à intercessão. Ofereço a Jesus meus sofrimentos
para que meus amigos possam ser curados do ateísmo, da falta de
fé e da falta de Deus em suas vidas, e que possam descobrir a imensa
alegria que sinto. Esta é a minha prioridade e nela encontro a maior
paz. A obsessão de ser curada desapareceu.
Nossa Senhora chorou
No dia 2 de maio, a vidente Miriana disse
às pessoas presentes que Nossa Senhora, por causa dos incrédulos,
chorou muito no início da aparição. A seguir, Ela
estendeu as mãos e rezou sobre a multidão ali reunida.
De acordo com Miriana, luminosos raios
dourados saíam de Suas mãos. Este acontecimento teve lugar
no início do tempo pascal, quando celebramos a vitória da
Luz sobre as trevas. O gesto de Maria relembra-nos o mesmo que aconteceu
diante de Catarina Labouré, Rue du Bac, em Paris, em 1830. Continuemos
a pedir-Lhe a Luz que tanto deseja conceder-nos.
Você precisa vir!
Você pode vir a Mediugórie.
Você precisa vir! Mediugórie não corre perigo algum.
As melhores testemunhas de tudo isto são os peregrinos que estão
sempre chegando. Na verdade, é mais perigoso para o futuro de sua
família permanecer em casa do que vir a Mediugórie (se você
se sente realmente chamado ou chamada) - 1.6.99.
Irmã Emmanuel
As grandes testemunhas do
amor misericordioso no século XX
Entre os grandes arautos e testemunhas
deste amor suscitados pelo Espírito Santo, irradia Santa Teresinha
do Menino Jesus uma luz particular (deixou esta terra em 1.10.1897). Ela
ofereceu-se como vítima de amor à SS. Trindade pela salvação
do mundo. No desenvolvimento do culto, em espírito e em verdade,
do amor misericordioso neste século, ocupam lugar central as aparições
de Maria Santíssima em Fátima, de 13 de maio a 13 de outubro
de 1917. Elas representam uma etapa fundamental entre as aparições
marianas iniciadas com a Medalha Milagrosa, em 1830, em Paris.
O conteúdo essencial da mensagem
de Fátima foi comunicado aos pequenos videntes logo na primeira
aparição, em 13 de maio de 1917: Vocês desejam oferecer-se
a Deus como ato de reparação pelos pecados e de súplica
pela conversão dos pecadores* Diante de sua resposta afirmativa,
Nossa Senhora abriu as mãos, comunicando-lhes uma luz tão
intensa que penetrava o íntimo de suas almas: é o dom de
uma particular plenitude de amor Trinitário que pode ser acolhido
somente por quem decide a oferecer-se incondicionalmente a Ele, como Maria.
Isto significa que a condição
essencial para acolher em plenitude o dom da Misericórdia de Deus
é nos tornarmos, nós mesmos, não somente objeto passivo
de misericórdia, mas instrumentos ativos deste amor, isto é,
decidirmo-nos a oferecer nossa vida a Deus de forma incondicional, para
que Ele possa doar-se a nós e, assim, através de nós,
realizar seus planos de salvação para muitos de nossos irmãos.
É o grande convite divino à oferta da vida pela salvação
do mundo que constitui a mensagem central de Nossa Senhora em Mediugórie.
Outro grande arauto, escolhido por Deus
para proclamar ao mundo a infinita Misericórdia do Pai, é
irmã Faustina Kowalska (1905-1938), beatificada na Páscoa
de 1993.
Outras testemunhas do amor misericordioso
de Deus, oferecidas ao nosso século: Madre Esperanza, nascida na
Espanha, em 1893, que viveu e trabalhou na Itália, onde edificou
o grande Santuário do Amor Misericordioso em Collevalen, na Úmbria;
São Maximiliano M. Kolbe que viveu, até o extremo holocausto
de Auschvitz, uma vida de inflamada consagração a Maria Imaculada;
Padre Pio de Pietrelcina, cujas virtudes espirituais são bem conhecidas,
proclamado beato no dia 2 de maio próximo passado e São Leopoldo
Mandic, nascido na Croácia.
O apelo da Rainha da Paz
em Mediugórie
O sinal espiritual que exprime em plenitude
o grande plano de graça, com extraordinária efusão
do amor Misericordioso nas últimas décadas deste século,
é representado pela contínua presença de Maria em
vários lugares e, de forma especial, em Mediugórie, onde
neste tempo se encontra a fonte da Graça (8.5.86) e de onde continuam
a fluir rios de luz e de vida para a humanidade inteira, há quase
18 anos.
A mensagem central de Mediugórie,
em estreitíssima relação com a de Fátima, conforme
mensagem de 25.8.91, reside no apelo dirigido àqueles que Deus escolheu
para a oferta da vida a Ele, através do Coração Imaculado
de Maria, para a salvação do mundo: Quero que compreendam
que Deus, no Seu plano de salvação para a humanidade,
escolheu cada um de vocês (25.01.87).
Maria convida-nos ao abandono total a
Deus, a testemunhar com a vida o amor de Deus, a sacrificar a vida pela
salvação do mundo, assegurando-nos, depois, a recompensa
que o Pai nos prometeu e garantindo-nos que Ela, como boa mãe, toma-nos
pela mão: Eu estou com vocês... não tenham medo. Se
rezarem, satanás não poderá prejudicá-los de
modo algum... Rezem. Que o Rosário esteja sempre em suas mãos
como sinal contra satanás, pois vocês Me pertencem (25.2.88).
Este é um tempo de Graça (25.6.89). Ela convida-nos a sermos
autênticos instrumentos de misericórdia, mensageiros e testemunhas
da Sua paz, neste mundo sem paz (25.7.90). Convida-nos a descobrir a indizível
alegria espiritual da oferta, escondida ao mundo e aos cristãos
indiferentes, para que a vida de cada um vocês se transforme em alegria
para Ele (25.01.90).
Ela recorda-nos, de maneira especial,
que nossa vida tem sentido e valor somente se doada por amor: Não
se esqueçam de que suas vidas não são suas, mas um
dom com o qual devem dar alegria aos outros e guiá-los para
a vida eterna (25.12.92).
Giuseppe Ferraro
As contínuas aparições
de Mediugórie revelam o papel de Maria no nosso tempo
Na história da Igreja, não
constam aparições assim tão prolongadas. Isso representa,
para os homens, um sinal do plano que Deus tem para com eles, plano em
que Maria assume uma missão particular. Quando Deus faz um plano,
este realiza-se. Para dizer a verdade, Sua obra começa, freqüentemente,
de modo silencioso e escondido, porém, através da colaboração
e da disponibilidade dos homens, tudo se realiza.
Da mesma forma ocorre também com
relação a Maria, a humilde Serva de Nazaré, com suas
aparições em várias partes do mundo e, nestes últimos
18 anos, em Mediugórie. As aparições de Maria começaram
num pequeno lugar da Herzegovina que hoje já é conhecido
em todo o mundo. Através de pequenos grupos de oração,
as mensagens de Maria são divulgadas por toda a Terra. Deus envia
Maria porque Sua presença é importante para um mundo que,
tantas vezes, tem rejeitado Deus.
Podemos também reconhecer a importância
de Maria, particularmente, para o nosso tempo, através da expressão
de João Paulo II «Totus Tuus — completamente teu, Maria».
O Papa, que visitou muitos países, cada um com suas dificuldades
próprias, e que conhece os problemas da humanidade inteira, sabe
que o homem de hoje necessita, sobretudo, da Mãe Celestial. Maria
é sempre Mãe e, como tal, preocupa-se com os problemas dos
filhos. Ela é também a Mulher que melhor sabe reconduzir
o homem perdido a Deus. Por isso, chorou ao pronunciar a palavra «Paz»,
em Mediugórie, ao dizer, no início das aparições:
Paz, paz, paz. Reconciliem-se. É preciso que reine a paz entre Deus
e os homens. Por isso é preciso crer, rezar, jejuar e confessar-se».
Quando estivermos também dispostos
a nos confiarmos completamente em Maria, com as palavras «Totus Tuus»,
Ela poderá ajudar-nos a amar mais a Jesus, para encontrar nEle a
verdadeira felicidade que ninguém no-la poderá tirar. «Disse-vos
essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria
seja completa» (Jo 15,11). Como Mãe, Ela deseja, antes de
tudo, conduzir-nos pelo caminho que leva à vida eterna. Ela ajuda-nos,
já aqui na Terra, a permanecermos unidos a Jesus e a descobrir nEle
a Vida: «Eu vim para que tenham vida e para que a tenham em abundância»
(Jo 10,10).
Padre Pio, beatificado no dia 2 de maio/99,
honrava Maria de forma particular. Sabemos que rezava o Rosário
continuamente. Quando lhe foi perguntado, sob o leito de morte, o que é
verdadeiramente importante para este tempo, respondeu: «Amem a Mãe
de Deus e façam com que Ela seja amada. Rezem o Rosário».
Este é o testemunho de um homem que tinha íntima ligação
com a Mãe Celestial. Na vida de Padre Pio, a força de Maria
foi visível de modo extraordinário, e ele via nEla a Estrela
da Esperança, que surge sobre as angústias dos nossos tempos.
Maria acolhe Seus filhos à Sua
volta a fim de que se compreendam, se ajudem e para que Ela possa conduzi-los
pela estrada que leva a Deus. Dessa forma falou a Irmã Lúcia
de Fátima, única dos três videntes que ainda vive na
Terra: «Filha Minha, não se preocupe, Meu Coração
Imaculado será o seu refúgio e o caminho mais seguro que
a levará a Deus». Hoje a fé está ameaçada.
Num mundo que se tornou agitado, as questões fundamentais do homem
estão colocadas à parte e ele vive, freqüentemente,
de maneira superficial, sofrendo por falta de sentido da vida. O homem
raramente se interroga sobre o sentido de sua existência, de onde
vem e para onde vai. Para a maioria, a pergunta sobre a existência
de Deus não mais é feita ou então é desprezada.
Por isso, torna-se sempre mais necessário
ouvir a voz de Maria, que sempre nos convida a reservarmos tempo para Deus
e para a oração, a voltarmo-nos para o essencial, porque
não só de pão vive o homem. O homem materialista de
hoje engana-se quando pensa que o «ter mais» é mais
importante do que o «ser mais». Na busca desenfreada da riqueza,
ele está sempre pronto a pisar no próximo, especialmente
se é fraco, em vez de considerá-lo e aceitá-lo na
sua dignidade de Filho de Deus. As tendências que produzem uma cultura
de morte não podem ser desprezadas e tornam-se uma verdadeira ameaça
para o homem e para a maior parte da humanidade. A Mãe do Céu
vê esses perigos que ameaçam a humanidade e, por isso, convida
o homem à conversão. Ela o convida a voltar-se para Deus,
o único que pode restituir-lhe a paz e preparar-lhe o caminho da
salvação. Helmut
Jubileu: Ano da misericórdia
O que devemos fazer
Nunca tinha acontecido que um Jubileu
fosse celebrado entre dois milênios. Jamais acontecera que, além
de tão grande número de pessoas interessadas, a sociedade
humana dispusesse de meios de transporte e de acolhimento como nos dias
de hoje.
O Jubileu cristão relaciona-se
com o hebraico, mesmo possuindo características totalmente diferentes.
Para os hebreus, o Jubileu, que acontecia a cada 50 anos, era chamado ano
da remissão, em que eram remidas as dívidas e libertados
os escravos (Lev 25, 8...). Tinha, portanto, um cunho social. Para os cristãos,
pelo contrário, a celebração do Jubileu tem um significado
unicamente espiritual. Faz parte da disciplina penitencial e implica a
remissão dos pecados e a libertação das penas devidas
à justiça divina.
Como começou – É interessante
conhecer o início do Jubileu, por causa de dois motivos convergentes.
Em 1300, era Papa Bonifácio VIII. No início do novo centenário,
uma grande multidão se reuniu em festa embaixo das janelas da residência
papal. O Pontífice estava disposto a conceder algo de novo. Estava
disposto porque (recordemos um fato pouco conhecido), um tio seu, franciscano,
verdadeiramente santo, o Beato Andrea Conti, tinha-lhe sugerido propor
um ano particular de oração e de penitência, destinado
a promover a santificação dos costumes. Assim o Papa concedeu
indulgência plenária a quem, durante aquele ano, fosse
a Roma em peregrinação e rezasse nos túmulos dos dois
grandes apóstolos, Pedro e Paulo.
O Jubileu tornou-se uma instituição
periódica, antes a cada 50 anos e, depois, a cada 25 anos. A esses
jubileus regulares, chamados Anos Santos, juntaram-se outros extraordinários,
concedidos em momentos especiais.
Características do próximo
Jubileu - Será celebrado contemporaneamente em Roma e em todas
as Igrejas do mundo. Terá início na noite de Natal de 1999,
com particular solenidade em Roma, Jerusalém e Belém. Ao
mesmo tempo, começará em todas as catedrais. Na Basílica
de São Paulo, a abertura da Porta Santa será feita em 18
de janeiro, início da semana de oração pela unidade
dos cristãos. O encerramento será no dia da Epifania do ano
2001. Assim, o tempo do Natal, que festeja o nascimento do Redentor, será
o coração do Ano Santo.
A Característica fundamental é
a reconciliação com Deus, (confissão, comunhão,
orações particulares) e a obtenção da indulgência
plenária.
Lembremo-nos de que a indulgência
jubilar pode ser adquirida uma só vez por dia (todos os dias) e
poderá ser aplicada à própria pessoa ou em sufrágio
das almas das pessoas falecidas. As condições são:
fundamentalmente, a confissão e a participação na
Eucaristia, (estas são necessárias para cada indulgência),
e a oração pelas intenções do Papa, o que testemunha
também a comunhão com a Igreja. Juntam-se, a estas, outras
condições particulares.
1. Em Roma, deve-se fazer uma piedosa
peregrinação a uma das quatro basílicas patriarcais
ou às igrejas de Santa Cruz de Jerusalém, S. Lourenço,
Santuário do Divino Amor ou a uma das catacumbas. Aí deve-se
participar da Santa Missa ou de outra celebração litúrgica.
2. Na Terra Santa, deverão ser
observadas as mesmas condições, visitando a Basílica
do Santo Sepulcro em Jerusalém, ou na Basílica da Natividade
em Belém, ou ainda na Basílica da Anunciação
em Nazaré.
3. Nas Dioceses, devem-se observar as
mesmas condições, visitando a Catedral ou outra igreja ou
Santuário, de acordo com as indicações do Bispo local.
4. Em todos os lugares, (note-se a novidade)
visitando, por certo tempo, irmãos em necessidade ou em dificuldades:
enfermos, encarcerados, idosos, isolados, deficientes, etc.
Outra novidade: Dado que a alma do Jubileu
é o espírito de penitência, pode-se adquirir indulgência
jubilar também com um generoso ato de penitência, como: renunciar,
pelo menos por um dia, ao tabaco, às bebidas alcoólicas,
jejuando..., ou fazendo generosas obras de caridade. Naturalmente, são
sempre necessárias as condições gerais: a confissão,
a eucaristia e oração pelas intenções do Papa.
O verdadeiro objetivo – É claro
que de tal amplitude de possibilidades, espera-se deste Ano Santo uma nova
ordem para a própria alma frente a Deus e um impulso para viver,
em plenitude e coerência, os compromissos da vida cristã.
Todas essas práticas foram ensinadas por Jesus Mestre para o nosso
bem, isto é, para a salvação eterna, onde o «Jubileu»
será total e para sempre. Eis porque o Jubileu é oferecido
a todos: a ricos e pobres, sãos e doentes. Longe de reduzir-se a
uma excursão, abre a alma a um caminho de verdadeira conversão,
com o arrependimento e a remissão de todas as penas do passado e
com o propósito de, no futuro, começar uma «vida nova».
Pe. Gabriele Amorth
"Naquela manhã vocês
foram verdadeiros anjos!"
Eram mais ou menos 11h da manhã.
Já havia duas horas que estávamos de pé em frente
a uma das muitas "clínicas" especializadas em encaminhar gestantes
para a realização de aborto. Nosso trabalho consistia, como
de costume, na oração do terço e na distribuição
de folhetos explicativos a todos os transeuntes que passavam por aquela
rua. Nosso pequeno grupo, de mais ou menos oito pessoas, desdobrava-se
para que nenhuma moça ou casal que estivesse prestes a entrar naquele
lugar de morte, ficasse sem aconselhamento. Com a graça de Deus,
percebemos que nessas ocasiões nossa resistência física
é, de alguma forma reforçada, pois, mesmo após muitas
horas ao sol, não sentimos sede nem vontade de nos sentar. No entanto,
precisamos ficar muito atentos para não deixar de perceber de longe
a presença de algum caso "suspeito", para então agirmos rapidamente,
antes que os agentes do centro de atendimento à morte o façam.
Num desses dias, enquanto rezávamos
o terço, percebemos que um jovem casal se aproximava vagarosamente,
tentando identificar o local que desejávamos que nunca existisse.
Imediatamente, aproximei-me do casal a propósito de entregar-lhes
um folheto. A mulher, bastante nervosa, olhava as fotos coloridas com muita
atenção. O marido nada dizia - estava perplexo. Conversamos
sobre o início da vida humana, o horrendo crime do aborto e toda
a enganosa propaganda para que mulheres se livrassem de seus problemas
pela morte de seus filhinhos nascituros.
A essa altura, alguns companheiros já
estavam rezando nesta intenção, pois percebiam que já
estávamos conversando havia muito tempo. Felizmente, um prestimoso
membro de nosso grupo aproximou-se para conversar com o casal, enquanto
eu ganhava fôlego e pedia a Deus que os livrasse. Era hora de uma
ação mais drástica; a situação não
poderia mais se estender. Então, perguntei à mulher: "Com
quantos meses você está?"
Ali estava a resposta de Deus. Ao ouvir
aquela pergunta tão simples, porém incisiva, a pobre mulher
caiu em prantos e confessou todo o intento. O casal já possuía
três filhos, e um quarto representava uma preocupação
financeira angustiante naquele momento.
Sim, caros leitores, este é um
dos principais motivos pelos quais um casal pensa em se desfazer do fruto
de suas entranhas. Mas Deus tem seus planos. Aquele casal que viera de
outra cidade, atraído talvez pela possibilidade de não ser
descoberto, encontrara ali mesmo, no local de desolação,
a mão salvadora do Senhor. Pois onde reina o pecado, a graça
de Deus abunda (Rm 5, 20). Deus os fez voltar para casa com a esperança
de que tudo se arranjaria, e de que aquele bebê, antes de ser uma
ameaça, seria, na verdade, uma grande bênção.
No dia seguinte, fomos visitá-los.
Apresentamo-nos apenas como amigos distantes do casal, que para nossa surpresa
gozava já de grande alegria. Sentamo-nos no sofá para uma
ligeira conversa com os pequeninos, que esperavam ansiosamente a chegada
do irmãozinho. Não era preciso muito. Como sempre, Deus já
tinha feito todo o trabalho, e a nossa visita era apenas a celebração
do amor do Pai.
À saída, o esposo acompanhou-nos
até o carro e pronunciou aquelas palavras que até hoje ressoam
aos nossos ouvidos e nos fazem mais conscientes de nossa missão
pró-vida: "Naquela manhã vocês foram verdadeiros anjos!"
Antes de nos envaidecer, esta frase serve
para nos lembrar que Deus é mais, e que nós, batizados, devemos
estar sempre a Seu serviço.".
(da revista Pergunte e Responderemos,
nº 443).
Envio mensal do Eco
O Eco (custo gráfico e correios)
é man-tido pelas contribuições es-pon-tâneas
dos leitores. Devido à falta de contribuições suficientes
para o envio men-sal do nosso informativo para cerca de 46.000 leitores
cadastrados, co-mu-ni-ca-mos que, a partir do próximo mês,
o Eco será enviado a todos os leitores somente nos meses em que
os recursos em caixa o permitirem.
Aos leitores que têm em seu cadastro
a anotação de contribuição feita neste ano,
a remessa continuará sendo mensal. Por esse motivo, pedimos que
todas as contribuições efetuadas, a partir de R$ 5,00, nos
sejam sempre informadas a fim de que possamos anotá-las em seu cadastro.
As contribuições devem ser
depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de
Servos da Rainha, ou enviadas através de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Agradecemos aos leitores que nos têm
ajudado com suas orações, sacrifícios e contribuições,
a manter acesa essa chama trazida do Céu pela Rainha da Paz.
Festa do 18º Aniversário
Neste dia 11 de junho, estamos partindo
com um grupo de peregrinos para participar, em Mediugórie, das comemorações
do 18º aniversário das aparições diárias
de Nossa Senhora, visitando, antes, a Terra Santa e santuários da
Itália. No dia 18, também de junho, outro grupo partirá
diretamente para Mediugórie, para participar dessa grande festa.
Nossos próximos grupos: 03/set,
10/set e 22 de dezembro. Informações pelo telefone 061 345-7500