Mediugórie - Eco 159
Junho 1999 - 18o. Aniversário das Aparições
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.05.99
Queridos filhos! Também hoje os convido a se converterem e a crerem mais firmemente em Deus. Filhinhos, vocês procuram a paz e rezam de diferentes maneiras, mas ainda não doaram seu coração a Deus para que Ele os plenifique com seu Amor. Por isso, Eu estou com vocês para ensiná-los e aproximá-los do Amor de Deus. Se amarem a Deus acima de tudo, será fácil para vocês rezarem e abrirem a Ele seus corações. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Maria oferece a chave da paz:
 Acolher o amor de Deus
Evidentemente, no coração da mensagem há o atual momento crucial que estamos atravessando e que preocupa e amedronta um pouco a todos; mas Maria nos ensina a ir além dos acontecimentos, oferecendo-nos a chave para superá-los.
1. Também hoje convido-os a se converterem. Conversão e oração são palavras que Ela nos repete com freqüência. A conversão é também o primeiro convite do Evangelho: Convertei-vos e crede no Evangelho (Mc 1, 15). Aquele também hoje que precede ao convite revela-nos toda a paciência materna com que Maria nos chama à conversão: não apenas agora, mas em todas as Suas aparições anteriores. Se acolhermos a graça de Deus, sentiremos logo a necessidade de mudança e não continuaremos mais a pensar que são os outros que precisam mudar.
Reflita: poderia até mesmo você estar entre tantos cristãos condescendentes que dizem não ser preciso se esforçar demais pelo Reino de Deus, posto que é Jesus Quem nos salva. E, dessa forma, sentem-se tranqüilos quando vão à Missa dominical e comportam-se como todos os bem-pensantes: não se agite tanto, o Senhor é bom, não pode condenar a um inferno eterno. Mas Jesus pregava bem ao contrário: Se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo (Lc 13, 5). Àqueles que não são vigilantes na espera do Senhor que vem, dirá: Não vos conheço (Mt 25, 12).
A cada dia, devemos nos sentir ainda no início da conversão e é uma graça entendê-la e esforçar-nos para ir adiante, não obstante as recaídas e fraquezas.
2. Crer mais firmemente em Deus: significa que cremos pouco! Já no começo das aparições, contra a nossa indiferença, Maria dizia: Vim para dizer-lhes que Deus existe...Abandonem-se completamente a Ele. E por causa de nossas preocupações, Jesus assegura-nos que nem mesmo um fio do nosso cabelo cairá sem que o Pai o saiba (cf. Mt 10,30). Deus é nosso refúgio e nossa força... Por isso, a terra pode tremer, nada tememos. As próprias montanhas podem se afundar nos mares (Sl 45).
3. Filhinhos, vocês procuram a paz e rezam de diferentes maneiras ... Todos desejam a paz. Também nós rezamos de diferentes maneiras pela paz. Quais são essas maneiras* Fazemos vigílias de orações, colocamos na Missa intenções pela paz e muitas outras iniciativas e mensagens com essa mesma finalidade. Embora todos proclamem a paz, essa não existe, dizia Jeremias a quem a proclamava no templo. Aqui, no entanto, Maria coloca uma condição particular que deve servir de reflexão, principalmente a seus filhos. De que corações deve brotar a oração* Ela deve partir dos corações que se doaram a Deus para que Ele os plenifique com Seu amor. Deus deseja isto: doar-nos seu Amor para que possamos amar conveniente e totalmente; e não apenas rezar nos momentos determinados, ou em determinadas circunstâncias e urgentes necessidades. Ele nos comunica o seu Espírito para amar e rezar. É este um dom pequeno* O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rom 5,5). Somente dessa forma, permitimos que Deus aja em nós, transformando nossos corações e fazendo-nos amar a todos com o seu Amor. Reze e espere (cf. Sl 5,4).
O que significa amar a Deus acima de tudo* Significa estarmos atentos a Ele e deixarmo-nos conduzir por Deus em todas as circunstâncias. Assim vamos perceber que Ele dirige todos os nossos passos e resolve todas as coisas e que, mesmo de cada erro ou situação negativa, Ele sabe tirar  o bem, até mesmo da guerra, que é a soma dos males, porque Ele, realmente, tudo pode. Quando toda a vida for abandonada a Ele, a paz dos corações convertidos se libertará e invadirá o mundo inteiro. Amontoarás, como diz o Apóstolo, carvões em brasa (de amor) sobre a sua cabeça (dos inimigos) Rom, 12,20. Se amarmos a Deus acima de tudo, também a oração ganhará asas, porque será movida pelo amor.
4. Por isso, Eu estou com vocês para ensiná-los e aproximá-los do Amor de Deus. Dessa forma, Ela abertamente declara o motivo de sua permanência conosco, há 18 anos. Encontramo-nos fechados ao amor de Deus e Ela veio para nos despertar. Temos confiado apenas em nós próprios e chegamos a esse ponto: falta a paz porque sem Mim nada podeis fazer  (Jo 15, 5). Ela, porém, a Rainha da Paz, veio para fazer triunfar a paz, servindo-se de nós, convertidos e realizados no Amor de Deus. Podemos começar, abrindo mão de algo em favor dos mais necessitados*                      Pe. Angelo
NOTÍCIAS DE MEDIUGÓRIE
Últimas
Os videntes Vicka, Ivan e Maria, surpreendentemente, ainda estão tendo as aparições diárias. Maria Pavlovic, no mês de maio, esteve aqui durante 10 dias e prometeu retornar para o Aniversário das aparições. Ivan e Vicka estão aqui em Mediugórie e falam aos peregrinos todos os dias. Miriana, Ivanka e Iákov também estão aqui em Mediugórie e levam uma vida familiar normal. Miriana e Iákov também falam aos peregrinos ocasionalmente, ao passo que Ivanka escolheu viver no escondimento. O fluxo de peregrinos está novamente aumentando a cada dia.    Frei Slavko (Mediugórie, 27.5.99
Maria, Memória da Igreja
No mês de maio, a Igreja, ainda sob o grande impulso dos acontecimentos pascais, volta-se para Maria. A Igreja, no entanto, em nenhum momento deixa Jesus Cristo à margem, mas, pelo contrário, por meio de Maria, procura  aproximar-se dEle ainda mais. Em sua homilia do dia 1º de janeiro, dia dedicado a Maria, Mãe de Deus, o Papa João Paulo II, falando sobre Maria, disse que Ela é MEMÓRIA DA IGREJA.
Podemos interpretar esta definição também como um novo título dado a Maria pela Igreja. Sob o ponto de vista histórico, teológico e de conteúdo, essa definição é realmente muito forte. Nenhuma outra pessoa, melhor que Maria, possui semelhante lembrança de Jesus, da sua encarnação, sofrimento na Cruz, sepultura e ressurreição.
Hoje Ela transfere esta memória à Igreja, da forma como fez nos tempos passados. O mês de Maio é um ocasião para o cristianismo, com a sua fé e com as suas decisões, acolher esta memória e aceitar Maria como digna testemunha do Evangelho de Jesus em nossos tempos.              Fr. Ivan Landeka
Irmãs da Rainha da Paz
Esta é a primeira vez que venho a Mediugórie. Estou aqui com um grupo de vinte peregrinos. Nestes dias, vi e vivenciei uma profunda devoção e fervor na oração, perceptível em todos os grupos de peregrinos. A disponibilidade para a oração é inacreditável. O espírito fervoroso que se percebe durante as orações estimula o reavivamento da fé nos corações de quem chega aqui.
Os frutos de Mediugórie já podem ser vistos no Panamá, graças a Deus. Temos uma comunidade dirigida por Francesco Verar. Ele vem a Mediugórie com freqüência e organizou sua Igreja como esta aqui de Mediugórie. Sua comunidade chama-se Irmãs da Rainha da Paz. Em todas as tardes, realiza o mesmo programa de Mediugórie. Já reconheci essa Comunidade, em 25 de junho de 1998, a nível episcopal, depois de ter visto como vive e trabalha (sua principal atividade é rezar pela paz) e quando percebi sua espiritualidade. Estou completamente convencido de que se trata de um fruto de Mediugórie.
D. Jose Dimas Cedeño (Arcebispo do Panamá)                         Press Bulletin
Estou curando você
Mariana é uma atraente e moderna jovem que trabalha como decoradora de interiores no México. Em Mediugórie, contou-nos:
"Eu era muito independente e ativa e, como todos os jovens, fazia o que queria, e quando queria, aproveitando ao máximo minha vida. Certo dia, aos vinte e cinco anos de idade, fui ao cinema com alguns amigos. Um jovem, sob os efeitos de drogas, aproximou-se de nosso carro. Ele segurava uma pistola na mão. Um amigo gritou: "Abaixe a cabeça!", mas aquele jovem puxou o gatilho. A bala quebrou o vidro do carro e fui atingida. No hospital, o médico teve que extrair a bala de minha espinha dorsal, deixando-me paralítica, sem nada sentir do peito aos pés, permanecendo apenas com alguns movimentos nos braços.
Depois de solto, tive que encarar, perante o juiz, o jovem que tinha atirado em mim. Não senti raiva dele e compreendi que o melhor a fazer seria perdoá-lo. Ele vinha de uma família importante. Ninguém de sua família tinha vindo visitar-me nem pedir qualquer desculpa. A arma pertencia a seu pai e o juiz desejava colocar os dois, pai e filho, na prisão. Opus-me a isso, pois desejava-lhes apenas o bem.
Durante minha reabilitação, tive um sonho. Jesus e Maria estavam próximos de mim e Jesus dizia: "Estou curando você". Meu coração e corpo eram movimentados por misterioso impulso e pensei que estivesse curada. Na realidade, aquela fora uma cura interior, pois recebi a graça de rezar mais e melhor. Naquele sonho, Maria tinha uma coroa de 12 estrelas e, desde aquela época, Ela tem estado constantemente ao meu lado. Tempos mais tarde, ganhei um vídeo sobre Mediugórie e pude reconhecer na belíssima imagem de Tihaljina (igreja de Frei Iozo, próxima a Mediugórie) a Senhora que vira em meu sonho! A paz com que Ela me envolveu deu-me a força de renunciar a tudo que era obstáculo ao meu crescimento em Deus: tomar bebidas alcoólicas e freqüentar maus ambientes onde se encontram drogas. Deixei as más companhias e recebi a coragem de dizer a meus amigos: "Rezem e acreditem em Jesus. Ele realmente pode transformar a vida de vocês!" Era-me doloroso o fato de eles não conhecerem o amor de Jesus e de Maria.
Algumas pessoas disseram-me: "Você precisa ir a Mediugórie. Jesus e Maria estão operando muitos milagres ali." Tomei a decisão de ir, na esperança de obter a cura física, pois preferia ser curada por Deus do que pelos terapeutas, o que serviria de sinal para os incrédulos.
Em Mediugórie, porém, não obtive a cura, mas consegui uma graça maior. Compreendi que em minha juventude eu vivia na escuridão e no vazio, em grande perigo de perder minha alma. Agora Deus tinha se utilizado desse acidente para trazer-me para mais perto dEle e fazer-me abrir para a verdade do amor de Deus que eu tinha ignorado. Em Mediugórie, Nossa Senhora transformou meu coração e seus desejos. Eu, naturalmente, ainda desejo a cura física, porém não estou mais ansiosa por ela. Pelo contrário, desejo, com ansiedade, que todos meus amigos conheçam a Deus! Tenho um grande desejo de consagrar minha vida à oração e à intercessão. Ofereço a Jesus meus sofrimentos para que meus amigos possam ser curados do ateísmo, da falta de fé e da falta de Deus em suas vidas, e que possam descobrir a imensa alegria que sinto. Esta é a minha prioridade e nela encontro a maior paz. A obsessão de ser curada desapareceu.
Nossa Senhora chorou
No dia 2 de maio, a vidente Miriana disse às pessoas presentes que Nossa Senhora, por causa dos incrédulos, chorou muito no início da aparição. A seguir, Ela estendeu as mãos e rezou sobre a multidão ali reunida.
De acordo com Miriana, luminosos raios dourados saíam de Suas mãos. Este acontecimento teve lugar no início do tempo pascal, quando celebramos a vitória da Luz sobre as trevas. O gesto de Maria relembra-nos o mesmo que aconteceu diante de Catarina Labouré, Rue du Bac, em Paris, em 1830. Continuemos a pedir-Lhe a Luz que tanto deseja conceder-nos.
Você precisa vir!
Você pode vir a Mediugórie. Você precisa vir! Mediugórie não corre perigo algum. As melhores testemunhas de tudo isto são os peregrinos que estão sempre chegando. Na verdade, é mais perigoso para o futuro de sua família permanecer em casa do que vir a Mediugórie (se você se sente realmente chamado ou chamada) - 1.6.99.                          Irmã Emmanuel
As grandes testemunhas do amor misericordioso no século XX
Entre os grandes arautos e testemunhas deste amor suscitados pelo Espírito Santo, irradia Santa Teresinha do Menino Jesus uma luz particular (deixou esta terra em 1.10.1897). Ela ofereceu-se como vítima de amor à SS. Trindade pela salvação do mundo. No desenvolvimento do culto, em espírito e em verdade, do amor misericordioso neste século, ocupam lugar central as aparições de Maria Santíssima em Fátima, de 13 de maio a 13 de outubro de 1917. Elas representam uma etapa fundamental entre as aparições marianas iniciadas com a Medalha Milagrosa, em 1830, em Paris.
O conteúdo essencial da mensagem de Fátima foi comunicado aos pequenos videntes logo na primeira aparição, em 13 de maio de 1917: Vocês desejam oferecer-se a Deus como ato de reparação pelos pecados e de súplica pela conversão dos pecadores* Diante de sua resposta afirmativa, Nossa Senhora abriu as mãos, comunicando-lhes uma luz tão intensa que penetrava o íntimo de suas almas: é o dom de uma particular plenitude de amor Trinitário que pode ser acolhido somente por quem decide a oferecer-se incondicionalmente a Ele, como Maria.
Isto significa que a condição essencial para acolher em plenitude o dom da Misericórdia de Deus é nos tornarmos, nós mesmos, não somente objeto passivo de misericórdia, mas instrumentos ativos deste amor, isto é, decidirmo-nos a oferecer nossa vida a Deus de forma incondicional, para que Ele possa doar-se a nós e, assim, através de nós, realizar seus planos de salvação para muitos de nossos irmãos. É o grande convite divino à oferta da vida pela salvação do mundo que constitui a mensagem central de Nossa Senhora em Mediugórie.
Outro grande arauto, escolhido por Deus para proclamar ao mundo a infinita Misericórdia do Pai, é irmã Faustina Kowalska (1905-1938), beatificada na Páscoa de 1993.
Outras testemunhas do amor misericordioso de Deus, oferecidas ao nosso século: Madre Esperanza, nascida na Espanha, em 1893, que viveu e trabalhou na Itália, onde edificou o grande Santuário do Amor Misericordioso em Collevalen, na Úmbria; São Maximiliano  M. Kolbe que viveu, até o extremo holocausto de Auschvitz, uma vida de inflamada consagração a Maria Imaculada; Padre Pio de Pietrelcina, cujas virtudes espirituais são bem conhecidas, proclamado beato no dia 2 de maio próximo passado e São Leopoldo Mandic, nascido na Croácia.
O apelo da Rainha da Paz em Mediugórie
 
O sinal espiritual que exprime em plenitude o grande plano  de graça, com extraordinária efusão do amor Misericordioso nas últimas décadas deste século, é representado pela contínua presença de Maria em vários lugares e, de forma especial, em Mediugórie, onde neste tempo se encontra a fonte da Graça (8.5.86) e de onde continuam a fluir rios de luz e de vida para a humanidade inteira, há quase 18 anos.
A mensagem central de Mediugórie, em estreitíssima relação com a de Fátima, conforme mensagem de 25.8.91, reside no apelo dirigido àqueles que Deus escolheu para a oferta da vida a Ele, através do Coração Imaculado de Maria, para a salvação do mundo: Quero que compreendam que Deus, no Seu plano de salvação para a humanidade,  escolheu cada um de vocês (25.01.87).
Maria convida-nos ao abandono total a Deus, a testemunhar com a vida o amor de Deus, a sacrificar a vida pela salvação do mundo, assegurando-nos, depois, a recompensa que o Pai nos prometeu e garantindo-nos que Ela, como boa mãe, toma-nos pela mão: Eu estou com vocês... não tenham medo. Se rezarem, satanás não poderá prejudicá-los de modo algum... Rezem. Que o Rosário esteja sempre em suas mãos como sinal contra satanás, pois vocês Me pertencem (25.2.88). Este é um tempo de Graça (25.6.89). Ela convida-nos a sermos autênticos instrumentos de misericórdia, mensageiros e testemunhas da Sua paz, neste mundo sem paz (25.7.90). Convida-nos a descobrir a indizível alegria espiritual da oferta, escondida ao mundo e aos cristãos indiferentes, para que a vida de cada um vocês se transforme em alegria para Ele (25.01.90).
Ela recorda-nos, de maneira especial, que nossa vida tem sentido e valor somente se doada por amor: Não se esqueçam de que suas vidas não são suas, mas um dom  com o qual devem dar alegria aos outros e guiá-los para a vida eterna (25.12.92).
Giuseppe Ferraro
As contínuas aparições de Mediugórie revelam o papel de Maria no nosso tempo
Na história da Igreja, não constam aparições assim tão prolongadas. Isso representa, para os homens, um sinal do plano que Deus tem para com eles, plano em que Maria assume uma missão particular. Quando Deus faz um plano, este realiza-se. Para dizer a verdade, Sua obra começa, freqüentemente, de modo silencioso e escondido, porém, através da colaboração e da disponibilidade dos homens, tudo se realiza.
Da mesma forma ocorre também com relação a Maria, a humilde Serva de Nazaré, com suas aparições em várias partes do mundo e, nestes últimos 18 anos, em Mediugórie. As aparições de Maria começaram num pequeno lugar da Herzegovina que hoje já é conhecido em todo o mundo. Através de pequenos grupos de oração, as mensagens de Maria são divulgadas por toda a Terra. Deus envia Maria porque Sua presença é importante para um mundo que, tantas vezes, tem rejeitado Deus.
Podemos também reconhecer a importância de Maria, particularmente, para o nosso tempo, através da expressão de João Paulo II «Totus Tuus — completamente teu, Maria». O Papa, que visitou muitos países, cada um com suas dificuldades próprias, e que conhece os problemas da humanidade inteira, sabe que o homem de hoje necessita, sobretudo, da Mãe Celestial. Maria é sempre Mãe e, como tal, preocupa-se com os problemas dos filhos. Ela é também a Mulher que melhor sabe reconduzir o homem perdido a Deus. Por isso, chorou ao pronunciar a palavra «Paz», em Mediugórie, ao dizer, no início das aparições: Paz, paz, paz. Reconciliem-se. É preciso que reine a paz entre Deus e os homens. Por isso é preciso crer, rezar, jejuar e confessar-se».
Quando estivermos também dispostos a nos confiarmos completamente em Maria, com as palavras «Totus Tuus», Ela poderá ajudar-nos a amar mais a Jesus, para encontrar nEle a verdadeira felicidade que ninguém no-la poderá tirar. «Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). Como Mãe, Ela deseja, antes de tudo, conduzir-nos pelo caminho que leva à vida eterna. Ela ajuda-nos, já aqui na Terra, a permanecermos unidos a Jesus e a descobrir nEle a Vida: «Eu vim para que tenham vida e para que a tenham em abundância» (Jo 10,10).
Padre Pio, beatificado no dia 2 de maio/99, honrava Maria de forma particular. Sabemos que rezava o Rosário continuamente. Quando lhe foi perguntado, sob o leito de morte, o que é verdadeiramente importante para este tempo, respondeu: «Amem a Mãe de Deus e façam com que Ela seja amada. Rezem o Rosário». Este é o testemunho de um homem que tinha íntima ligação com a Mãe Celestial. Na vida de Padre Pio, a força de Maria foi visível de modo extraordinário, e ele via nEla a Estrela da Esperança, que surge sobre as angústias dos nossos tempos.
Maria acolhe Seus filhos à Sua volta a fim de que se compreendam, se ajudem e para que Ela possa conduzi-los pela estrada que leva a Deus. Dessa forma falou a Irmã Lúcia de Fátima, única dos três videntes que ainda vive na Terra: «Filha Minha, não se preocupe, Meu Coração Imaculado será o seu refúgio e o caminho mais seguro que a levará a Deus». Hoje a fé está ameaçada. Num mundo que se tornou agitado, as questões fundamentais do homem estão colocadas à parte e ele vive, freqüentemente, de maneira superficial, sofrendo por falta de sentido da vida. O homem raramente se interroga sobre o sentido de sua existência, de onde vem e para onde vai. Para a maioria, a pergunta sobre a existência de Deus não mais é feita ou então é desprezada.
Por isso, torna-se sempre mais necessário ouvir a voz de Maria, que sempre nos convida a reservarmos tempo para Deus e para a oração, a voltarmo-nos para o essencial, porque não só de pão vive o homem. O homem materialista de hoje engana-se quando pensa que o «ter mais» é mais importante do que o «ser mais». Na busca desenfreada da riqueza, ele está sempre pronto a pisar no próximo, especialmente se é fraco, em vez de considerá-lo e aceitá-lo na sua dignidade de Filho de Deus. As tendências que produzem uma cultura de morte não podem ser desprezadas e tornam-se uma verdadeira ameaça para o homem e para a maior parte da humanidade. A Mãe do Céu vê esses perigos que ameaçam a humanidade e, por isso, convida o homem à conversão. Ela o convida a voltar-se para Deus, o único que pode restituir-lhe a paz e preparar-lhe o caminho da salvação.      Helmut
Jubileu: Ano da misericórdia
O que devemos fazer
Nunca tinha acontecido que um Jubileu fosse celebrado entre dois milênios. Jamais acontecera que, além de tão grande número de pessoas interessadas, a sociedade humana dispusesse de meios de transporte e de acolhimento como nos dias de hoje.
O Jubileu cristão relaciona-se com o hebraico, mesmo possuindo características totalmente diferentes. Para os hebreus, o Jubileu, que acontecia a cada 50 anos, era chamado ano da remissão, em que eram remidas as dívidas e libertados os escravos (Lev 25, 8...). Tinha, portanto, um cunho social. Para os cristãos, pelo contrário, a celebração do Jubileu tem um significado unicamente espiritual. Faz parte da disciplina penitencial e implica a remissão dos pecados e a libertação das penas devidas à justiça divina.
Como começou – É interessante conhecer o início do Jubileu, por causa de dois motivos convergentes. Em 1300, era Papa Bonifácio VIII. No início do novo centenário, uma grande multidão se reuniu em festa embaixo das janelas da residência papal. O Pontífice estava disposto a conceder algo de novo. Estava disposto porque (recordemos um fato pouco conhecido), um tio seu, franciscano, verdadeiramente santo, o Beato Andrea Conti, tinha-lhe sugerido propor um ano particular de oração e de penitência, destinado a promover a santificação dos costumes. Assim o Papa concedeu indulgência plenária a quem, durante aquele ano,  fosse a Roma em peregrinação e rezasse nos túmulos dos dois grandes apóstolos, Pedro e Paulo.
O Jubileu tornou-se uma instituição periódica, antes a cada 50 anos e, depois, a cada 25 anos. A esses jubileus regulares, chamados Anos Santos, juntaram-se outros extraordinários, concedidos em momentos especiais.
Características do próximo Jubileu -  Será celebrado contemporaneamente em Roma e em todas as Igrejas do mundo. Terá início na noite de Natal de 1999, com particular solenidade em Roma, Jerusalém e Belém. Ao mesmo tempo, começará em todas as catedrais. Na Basílica de São Paulo, a abertura da Porta Santa será feita em 18 de janeiro, início da semana de oração pela unidade dos cristãos. O encerramento será no dia da Epifania do ano 2001. Assim, o tempo do Natal, que festeja o nascimento do Redentor, será o coração do Ano Santo.
A Característica fundamental é a reconciliação com Deus, (confissão, comunhão, orações particulares) e a obtenção da indulgência plenária.
Lembremo-nos de que a indulgência jubilar pode ser adquirida uma só vez por dia (todos os dias) e poderá ser aplicada à própria pessoa ou em sufrágio das almas das pessoas falecidas. As condições são: fundamentalmente, a confissão e a participação na Eucaristia, (estas são necessárias para cada indulgência), e a oração pelas intenções do Papa, o que testemunha também a comunhão com a Igreja. Juntam-se, a estas, outras condições particulares.
1. Em Roma, deve-se fazer uma piedosa peregrinação a uma das quatro basílicas patriarcais ou às igrejas de Santa Cruz de Jerusalém, S. Lourenço, Santuário do Divino Amor ou a uma das catacumbas. Aí deve-se participar da Santa Missa ou de outra celebração litúrgica.
2. Na Terra Santa, deverão ser observadas as mesmas condições, visitando a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, ou na Basílica da Natividade em Belém, ou ainda na Basílica da Anunciação em Nazaré.
3. Nas Dioceses, devem-se observar as mesmas condições, visitando a Catedral ou outra igreja ou Santuário, de acordo com as indicações do Bispo local.
4. Em todos os lugares, (note-se a novidade) visitando, por certo tempo, irmãos em necessidade ou em dificuldades: enfermos, encarcerados, idosos, isolados, deficientes, etc.
Outra novidade: Dado que a alma do Jubileu é o espírito de penitência, pode-se adquirir indulgência jubilar também com um generoso ato de penitência, como: renunciar, pelo menos por um dia, ao tabaco, às bebidas alcoólicas, jejuando..., ou fazendo generosas obras de caridade. Naturalmente, são sempre necessárias as condições gerais: a confissão, a eucaristia e oração pelas intenções do Papa.
O verdadeiro objetivo – É claro que de tal amplitude de possibilidades, espera-se deste Ano Santo uma nova ordem para a própria alma frente a Deus e um impulso para viver, em plenitude e coerência, os compromissos da vida cristã. Todas essas práticas foram ensinadas por Jesus Mestre para o nosso bem, isto é, para a salvação eterna, onde o «Jubileu» será total e para sempre. Eis porque o Jubileu é oferecido a todos: a ricos e pobres, sãos e doentes. Longe de reduzir-se a uma excursão, abre a alma a um caminho de verdadeira conversão, com o arrependimento e a remissão de todas as penas do passado e com o propósito de, no futuro, começar uma «vida nova».
                         Pe. Gabriele Amorth
"Naquela manhã vocês foram verdadeiros anjos!"
Eram mais ou menos 11h da manhã. Já havia duas horas que estávamos de pé em frente a uma das muitas "clínicas" especializadas em encaminhar gestantes para a realização de aborto. Nosso trabalho consistia, como de costume, na oração do terço e na distribuição de folhetos explicativos a todos os transeuntes que passavam por aquela rua. Nosso pequeno grupo, de mais ou menos oito pessoas, desdobrava-se para que nenhuma moça ou casal que estivesse prestes a entrar naquele lugar de morte, ficasse sem aconselhamento. Com a graça de Deus, percebemos que nessas ocasiões nossa resistência física é, de alguma forma reforçada, pois, mesmo após muitas horas ao sol, não sentimos sede nem vontade de nos sentar. No entanto, precisamos ficar muito atentos para não deixar de perceber de longe a presença de algum caso "suspeito", para então agirmos rapidamente, antes que os agentes do centro de atendimento à morte o façam.
Num desses dias, enquanto rezávamos o terço, percebemos que um jovem casal se aproximava vagarosamente, tentando identificar o local que desejávamos que nunca existisse. Imediatamente, aproximei-me do casal a propósito de entregar-lhes um folheto. A mulher, bastante nervosa, olhava as fotos coloridas com muita atenção. O marido nada dizia - estava perplexo. Conversamos sobre o início da vida humana, o horrendo crime do aborto e toda a enganosa propaganda para que mulheres se livrassem de seus problemas pela morte de seus filhinhos nascituros.
A essa altura, alguns companheiros já estavam rezando nesta intenção, pois percebiam que já estávamos conversando havia muito tempo. Felizmente, um prestimoso membro de nosso grupo aproximou-se para conversar com o casal, enquanto eu ganhava fôlego e pedia a Deus que os livrasse. Era hora de uma ação mais drástica; a situação não poderia mais se estender. Então, perguntei à mulher: "Com quantos meses você está?"
Ali estava a resposta de Deus. Ao ouvir aquela pergunta tão simples, porém incisiva, a pobre mulher caiu em prantos e confessou todo o intento. O casal já possuía três filhos, e um quarto representava uma preocupação financeira angustiante naquele momento.
Sim, caros leitores, este é um dos principais motivos pelos quais um casal pensa em se desfazer do fruto de suas entranhas. Mas Deus tem seus planos. Aquele casal que viera de outra cidade, atraído talvez pela possibilidade de não ser descoberto, encontrara ali mesmo, no local de desolação, a mão salvadora do Senhor. Pois onde reina o pecado, a graça de Deus abunda (Rm 5, 20). Deus os fez voltar para casa com a esperança de que tudo se arranjaria, e de que aquele bebê, antes de ser uma ameaça, seria, na verdade, uma grande bênção.
No dia seguinte, fomos visitá-los. Apresentamo-nos apenas como amigos distantes do casal, que para nossa surpresa gozava já de grande alegria. Sentamo-nos no sofá para uma ligeira conversa com os pequeninos, que esperavam ansiosamente a chegada do irmãozinho. Não era preciso muito. Como sempre, Deus já tinha feito todo o trabalho, e a nossa visita era apenas a celebração do amor do Pai.
À saída, o esposo acompanhou-nos até o carro e pronunciou aquelas palavras que até hoje ressoam aos nossos ouvidos e nos fazem mais conscientes de nossa missão pró-vida: "Naquela manhã vocês foram verdadeiros anjos!"
Antes de nos envaidecer, esta frase serve para nos lembrar que Deus é mais, e que nós, batizados, devemos estar sempre a Seu serviço.".
(da revista Pergunte e Responderemos, nº 443).
 
Envio mensal do Eco
 
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Agradecemos aos leitores que nos têm ajudado com suas orações, sacrifícios e contribuições, a manter acesa essa chama trazida do Céu pela Rainha da Paz.
 
Festa do 18º Aniversário
Neste dia 11 de junho, estamos partindo com um grupo de peregrinos para participar, em Mediugórie, das comemorações do 18º aniversário das aparições diárias de Nossa Senhora, visitando, antes, a Terra Santa e santuários da Itália. No dia 18, também de junho, outro grupo partirá diretamente para Mediugórie, para participar dessa grande festa.
Nossos próximos grupos: 03/set, 10/set e 22 de dezembro. Informações pelo telefone 061 345-7500