Mediugórie - Eco 164
Novembro de 1999 - Todos os Santos
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.10.99:
 
 Queridos filhos! Não se esqueçam: este é um tempo de graça; por isso, rezem, rezem, rezem! Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Não se esqueçam
 As palavras não se esqueçam realmente fazem-nos lembrar algo muito importante entre nós e Deus e entre nós e os outros. Com frequência, vemos na Bíblia: não se esqueçam dos milagres e de tudo que Deus tem feito por vocês. Deus, também, promete não Se esquecer de nós, como lemos na Sagrada Escritura: mesmo que a mãe se esqueça de seu filho, Deus não o esquecerá (Is 49, 15). Deus jamais nos esquece porque criou-nos por amor, guia-nos e toma conta de nós com muito amor... Quando alguém não esquece os milagres de Deus, podemos dizer que essa pessoa tem fé, amor, confiança e paz. A fé só pode existir à base do não esquecimento...
Este é um tempo de graça. Nossa Senhora tem nos repetido esta expressão muitas vezes nestes anos... Todos os que conhecem e acompanham os acontecimentos de Mediugórie sabem que desde o primeiro dia até hoje, cada dia pode ser entendido como tempo de graça. Quanta alegria e quanta paz experimentam as pessoas ao descobrirem que Nossa Senhora está realmente aparecendo aqui* Quantas pessoas retomaram a decisão de rezar e jejuar desde o começo das aparições de Nossa Senhora aqui* Quantas decisões tomadas por pessoas que voltaram a se amar e a se reconciliar, principalmente através da Confissão, desde que Maria começou a aparecer aqui* Tudo isto é um tempo de graça...
Muito se tem falado nestes tempos sobre o Jubileu do Ano 2000 e muitas pessoas, de alguma forma, esperam que ao iniciar o mês de janeiro próximo tudo será, de alguma maneira, diferente. Esse é um falso messianismo, da mesma forma como os judeus imaginavam há 2000 anos. É importante que todos saibamos: o que irá ou não acontecer em data posterior depende somente de nós...
Rezem, rezem, rezem! Toda mãe, todo educador conhece o momento em que deve pedir mais de uma vez às crianças que façam algo, a fim de tocar seus corações de maneira mais profunda... Precisamos nos decidir pela oração e rezar mais. Nossa oração precisa ser um encontro com Deus. Em setembro, Nossa Senhora pediu-nos que nos encontrássemos com Deus na oração com alegria, o Deus que nos ama infinitamente. Graças a Deus, um novo espírito de oração surgiu e permanece nas almas de muitos peregrinos, em muitos grupos de oração e em muitas famílias...
Frei Slavko (trechos do seu comentário)
Notícias de Mediugórie
Últimas
 Vicka está em Mediugórie e, há poucas semanas, voltou a falar aos peregrinos, algo que ela não gostaria de interronper, não fosse o problema com sua saúde. Esta semana, Maria Pavlovic está aqui com os filhos. Iákov permanece na Itália. Miriana e Ivanka estão também em Mediugórie e Ivan, nos Estados Unidos. Os três, Maria Pavlovic, Ivan e Vicka ainda estão tendo as aparições todos os dias, ao passo que Ivanka, Iákov e Miriana, conforme lhes prometeu Nossa Senhora, continuarão tendo as aparições uma vez ao ano. Miriana tem também um encontro mensal com Nossa Senhora, no dia 2 de cada mês, quando, juntas, rezam por aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus. A vidente não sabe até quando continuará tendo este encontro mensal.
 Durante todo o mês de outubro, Mediugórie foi visitada por muitos grupos de peregrinos do mundo inteiro. No momento, estão em Mediugórie 14 ônibus da Hungria, um grupo da Romênia, muitos grupos da Austrália e da Polônia. Há também peregrinos do Líbano, Inglaterra, América, México, Itália e Coréia. Mediugórie continua sendo muito visitada. Neste mês, também vieram aqui muitos bispos: Dom Emílio Tataclan (Filipinas), Dom Jose de Jesus Nunez (Venezuela), Dom Christopher Kakooza e Dom Joseph Mugenyi (Uganda) e Dom Stanislas Lukumwena (Congo).              Frei Salavko
A oração do Rosário
Na tradição católica, outubro é o mês consagrado à oração do Rosário. De um lado, isso evidencia a importância desta forma de oração, sem, contudo, diminuir a grande riqueza da oração da Igreja no curso de dois mil anos. A oração do Rosário apresenta-se como forma de oração adaptada a todos e, por esse motivo, pode ter formas diversas, sem que seu conteúdo seja diminuído. Nessa maneira de rezar há um grande espaço que pode ser enriquecido de diversas maneiras e adaptado às circunstâncias, ao estado de desenvolvimento e aos costumes de oração das pessoas e dos grupos.
Rezar o Rosário é "mergulhar na atmosfera da vida de Maria, cujo conteúdo é Cristo" (Guardini). A teologia da Igreja cristã oriental define Maria como "hodegetria", ou Aquela que segue pela estrada diante da face de Deus.
                   Frei Ivan Landeka (pároco)
Quem primeiro viu Jesus Ressuscitado
 "Os que permaneceram aos pés da Cruz foram os primeiros que viram Jesus ressuscitado. Ter certeza da ressurreição dá-nos a força de perseverar aos pés da cruz. Para o cristão, é um privilégio quando pode, assim como Simão de Cirene, permanecer aos pés da cruz. Hoje Jesus percorre Sua via-sacra no tempo".
Frei Dominik Ramljak, aos peregrinos de Mediugórie, reunidos em Fulda (Alemanha), presente também ao encontro Frei Ivan Landeka que também falou aos presentes:
 "O que une as pessoas em Mediugórie é a experiência da fé. No coração opera-se uma cura interior que dá ao homem a força de ajudar os outros. Não é simples aceitar e entender a cruz. Jesus aceitou sua missão  e conduziu sua cruz até o fim. Na cruz compreende-se a história da salvação. Por esse motivo, não se pode esquecer a mensagem positiva e de salvação que a cruz oferece. As mensagens que, desde 1981, a Mãe de Deus concede em Mediugórie são uma ajuda à Igreja dos nossos tempos. A oração, a conversão, o jejum, a paz, a reconciliação e a Eucaristia são o caminho que conduz o homem a Jesus. O homem de hoje tem necessidade de um lar e este pode ser encontrado somente em Deus. A confirmação disto são os 15.000 jovens que participaram do Encontro Internacional de oração realizado em Mediugórie no mês de agosto".
América do Sul e Central têm encontro em Mediugórie
 Entre os dias 24 e 28 de setembro, 430 representantes dos centros de paz de 17 países da América Latina realizaram em Mediugórie seu 9º Encontro internacional. O tema deste ano foi "Maria exorta: retornem ao Pai". Durante o encontro, os participantes rezaram, refletiram e trocaram experiências sobre a divulgação das mensagens de paz de Nossa Senhora entre os fiéis dos países de língua espanhola.
Encontro no ano 2000
Coordenadores dos centros de paz, de grupos de oração, de ajuda humanitária e de peregrinações, ligados a Mediugórie, realizarão seu 7º Encontro Internacional, de 19 a 24 de março do ano 2000, no Hotel Sunce, em Neum, Bósnia-Herzegovina, cerca de 50 km de Mediugórie.
O encontro, que tem como tema "Mediugórie - impulso profético para o século XXI" - será coordenado pelos padres franciscanos da Paróquia de Mediugórie e contará com a presença dos videntes. (Deste encontro, participa regularmente o Coordenador da Servos da Rainha).
Bispo também precisa de ajuda
 Esta é a minha segunda vinda a Mediugórie, de forma não oficial, pois um bispo não pode vir em peregrinação a este lugar de forma oficial. Vim aqui por motivos particulares. Tenho muita fé em Nossa Senhora de Mediugórie. O bispo tem um pesado fardo a carregar e, por isso, deve ir aonde pode encontrar auxílio. Todas as crianças inteligentes procuram a mãe. Também um Bispo tem necessidade de ajuda. No início deste ano encontrei, aqui em Mediugórie, uma grande ajuda e espero que também desta vez não volte de mãos vazias.
 Tudo quanto acontece aqui não é um engano, não é falso, mas positivo. Quando se reconhece a veracidade destes acontecimentos, pensa-se no que será daqueles que não acreditam. Não há dúvidas. É bom o que acontece aqui. Aqui se vê o que deveria acontecer na Igreja: oração, Santa Missa, Confissão, adoração, conversão, grupos de oração que nascem, vocações que florescem. Tudo está à luz dos acontecimentos que Maria conduz e prepara para nós em vista do novo milênio. Grande parte do que acontece aqui é algo de que nos temos esquecido na Igreja. Maria nos chama e ensina. Da Igreja na Áustria posso dizer que nos esquecemos muito de tudo isto e devemos recomeçar a fazer tudo aquilo de que fala Maria em Mediugórie.
 Já transcorreram 18 anos desde o início das aparições. Aqui existem 6 videntes. É interessante notar como eles permaneceram firmes durante todo esse tempo e como nunca se contradizem. Este é um verdadeiro milagre. Em Lourdes, havia apenas uma vidente; em Fátima, três. Essas aparições tiveram uma duração muito breve. Aqui é completamente diferente. Nossa Senhora não fala do que vai acontecer agora. Aqui houve uma guerra horrível. Agora percebo que isto é muito sábio. Se começasse a falar do que acontece no mundo, correr-se-ia o perigo de complicar tudo. Quando perguntei ao vidente Ivan por que Nossa Senhora não fala dos problemas do mundo de hoje, respondeu-me simplesmente que Nossa Senhora nos pede o que devemos fazer agora, ou seja, rezar sozinho, em família e nos grupos de oração. Também vejo que é justamente isso. A causa da guerra e de qualquer calamidade deve ser encontrada em nós. Quando os homens encontram a paz em Deus, aí podem ser também mediadores. Por isso, Maria tem razão. Aqui as pessoas encontram a alegria, a paz e a serenidade. Eu vejo assim. Embora existam muitas coisas negativas no mundo, o melhor a ser feito é almejar o bem.
 No início, devo confessá-lo, as mensagens pareciam-me muito simples. Nós, teólogos, somos assim. Desejamos algo de grandioso. Foi assim até à minha primeira vinda. A partir de então, vejo as coisas de maneira diferente. Todas as tardes leio uma mensagem. A primeira vez que a leio, parece-me sempre muito simples, mas quando a releio uma segunda vez, percebo que ela nos diz, de maneira muito simples, aquilo de que temos necessidade. Nós desejamos sempre as grandes mudanças, coisas extraordinárias e nos esquecemos de tudo que tem início em coisas simples, no coração de cada um de nós: principalmente a paz, o caminho da santidade e depois a alegria. Maria é Mãe e fala de maneira simples. Freqüentemente medito nas palavras que dizia minha mãe: quantas vezes devo repetir? Mesmo assim continuava repetindo sempre as mesmas coisas para nos educar. Assim, o que mamãe dizia entrava no coração. Lembro-me de que nos mandava rezar e confessar. Por exemplo, cada primeira sexta-feira devia sempre nos recordar sobre a Confissão. Maria em Mediugórie escolheu a maneira mais apropriada para nos ajudar e eu Lhe sou grato por tudo isso.
 De boa vontade vim a Mediugórie, ainda que por apenas um dia, e devo reconhecer que durante esta visita pensei também em mim. Agradeço-lhes por tudo e que Deus os abençoe em tudo o que fazem.
Dom Georg Eder, arcebispo de Salisburgo, Austria, 20/set/99.       Press Bulletin
Venha comigo à Missa
Em Curaçau, Venezuela, a família Campman dirige um grande negócio. Nos últimos tempos, experimentou acontecimentos surpreendentes.
 A mãe era a única que rezava na família. Amava Jesus e Maria e, durante anos, implorava-Lhes que tocassem os corações do esposo e filhos. Anos mais tarde, em resposta a seu marido sobre o que gostaria de receber como presente de aniversário, ela disse-lhe: "Venha comigo à Missa!" Ele respondeu: "Naturalmente!" Sabendo, porém, que precisava de se confessar, prometeu ir à Missa no dia seguinte para o aniversário da esposa somente se a igreja estivesse aberta para confissões. Ele sabia que, naquela hora do dia, a igreja estaria fechada. Ao girar a maçaneta, para surpresa sua, encontrou a porta aberta! Estava vazia. Havia apenas um sacerdote andando para lá e para cá, pois, em oração, sentira que alguém em necessidade viria se confessar! Após o aniversário de sua mulher, ele retornou a seus velhos hábitos, negligenciando Deus, absorvido totalmente pelos negócios. Sem jamais se queixar, a esposa continuava rezando, em silêncio.
 Tempos depois, Hilda, a filha do casal, em viagem de negócios aos Estados Unidos, entrou numa livraria. Conta ela: "No momento em que entrei, uma linda estampa de Nossa Senhora, Rainha da Paz, chamou minha atenção. Apaixonei-me por Ela desde aquele momento!" Virando a estampa, viu que era de Mediugórie. Procurou a prateleira sobre Mediugórie e pegou dois livros. "Não conseguia devolvê-los à estante. Fui tocada pelas mensagens de Nossa Senhora. Chorei muito!"  Ela já não praticava mais a fé, embora tivesse sido batizada. "Todo um mundo novo abria-se diante de mim. Comecei a ler tudo que conseguia: Mediugórie, a vida dos santos e a minha mais recente descoberta: a fé católica!"
 Ao saber sobre as 5 pedrinhas que Nossa Senhora ensina em Mediugórie, Hilda descobriu que não se confessava havia mais de 20 anos! Aterrorizada, entrou numa igreja. "Quando saí do confessionário, estava tão feliz, tão aliviada, que não conseguia entender por que tinha ficado com tanto medo!" Experimentando agora muita alegria na vida, ela se perguntava por que as pessoas não estavam dando ouvido às aparições de Nossa Senhora e Suas urgentes mensagens. "Chorei muito e decidi, então, a partir daquele momento, dedicar minha vida ao serviço de Nossa Senhora! Retornei a Curaçau totalmente transformada!
 Mais tarde, participei de uma peregrinação a Mediugórie. Os peregrinos da casa onde fiquei tornaram-se uma só família. Não queríamos deixar Mediugórie nem nos separar! Retornando a casa, li numa revista o anúncio de programas pela televisão que possibilitavam a participação das pessoas. Não tinha nenhuma experiência com programas assim, mas encorajou-me a idéia de dividir com as outras pessoas as mensagens de Nossa Senhora e os acontecimentos de Mediugórie. Minha vida tinha sido transformada! Não tinha mais satisfação com o trabalho, que até então vinha realizando e que tinha sido "tudo" para mim até ali. Poderia trabalhar 16 horas por dia sem parar, mesmo nos domingos e feriados, e até levar trabalhos para fazer em casa durante a noite. Em minha vida não havia lugar, no tempo, para Deus. Decidi-me deixar o emprego e dedicar-me totalmente ao serviço de Nossa Senhora.
 O primeiro ano não foi fácil, pois tive momentos difíceis tentando explicar aos outros a minha mudança. Em novembro de 1996, recebi de Denis Nolan vídeos dos primeiros 7 programas para televisão. O primeiro vídeo veio também em VHS e eu o vi muitas vezes. Chorei, revivendo minha peregrinação a Mediugórie. Para passar o primeiro programa pela televisão, nosso Bispo foi pessoalmente à TV, implorando a toda sua diocese: "Abram seus corações às mensagens de Nossa Senhora". (Duas semanas depois, finalmente terminou a tradução da Bíblia para Papiamento, nosso idioma local. A Associação Bíblica traduziu os 7 programas para o papiamento, bem como para a divulgação nas igrejas e escolas). Grandes milagres e mudanças aconteceram a partir de então. Vou apresentar o testemunho de meu próprio pai.
 Meu pai foi quem mais sofreu com a minha mudança, pois o trabalho que deixei era a administração de seus negócios. Ele não conseguia entender o motivo pelo qual eu não mostrava mais interesse pelos negócios. Numa viagem à Europa, ele resolveu chegar até Mediugórie e verificar o que, na terra, poderia ter transformado sua filha. Em Mediugórie, viu-se fora dos negócios, e pôde experimentar uma paz jamais conhecida. Lá ele passou o tempo apenas caminhando e rezando o Rosário. De volta a Curaçau, não parou mais. Cada dia reserva tempo para rezar o Terço. Voltou uma pessoa transformada! Desejava levar todas as pessoas da ilha a Mediugórie, mas, em oração, teve a inspiração de trazer Mediugórie para Curaçau! O resultado é um pequeno santuário de Mediugórie no centro da ilha. "Seru di Orashion" tem seu pequeno Krizevac, com 7 metros de altura, sobre o qual foi erigida uma cruz de 12 metros. Uma capela, ainda em construção, terá Missa diariamente e adoração. Há um jardim com a representação dos mistérios do Rosário, em vidro, trabalhado por um artista local. Temos também nosso pequeno Podbrdo e a cruz azul! No seu interior há possibilidade de acomodar 1.500 pessoas sentadas! O Bispo designou esse santuário como um presente oficial da diocese das Antilhas Holandesas e Aruba para Deus Pai em vista do Grande Jubileu. Durante a consagração, realizada em 15 de agosto de 1999, o Bispo, D. William Ellis declarou: "Como ensina Nossa Senhora de Mediugórie, precisamos rezar com o coração! Espero que este local, "Seru de Orashon", seja como Mediugórie, um lugar de oração, de penitência, de conversão - muitíssimas conversões! Precisamos dele em Curaçau porque muitas pessoas estão distantes de Deus. Venham sempre rezar aqui!"
 Esta história mostra como o simples "SIM" de uma pessoa a Deus pode transformar toda uma Diocese. Com que coragem a mãe teve que perseverar em oração durante 20 anos antes que os primeiros frutos surgissem! Nossa Senhora está à nossa procura para realizar os seus planos de paz. Convida a que nos tornemos instrumentos em Suas mãos e Ela, de maneira maravilhosa, tomará conta do resto: "Rezem! Pode parecer estranho a vocês que Eu esteja sempre falando de oração, mas peço-lhes ainda: rezem! Por que hesitam? Sejam felizes com a oração. Eu, sua Mãe, tomarei conta do resto." (Fev/84).
Mediugórie: É obra de Deus!
 Dom André Lecocq, Prelado de Honra de Sua Santidade, o Papa João Paulo II, e reitor do Santuário de Montligeon, França, dedicado às almas do Purgatório, teve uma experiência fora do comum. Tendo recebido a oferta de uma passagem para Mediugórie, decidiu aceitá-la. Passando pela Eslovênia, foi recebido pelo Arcebispo de Ljubljana que o incentivou: "Mediugórie* É obra de Deus! Mediugórie não será interrompida! Hoje ninguém pode negar os bons frutos. Não é pelos frutos que reconhecemos a árvore* Mediugórie é obra de Deus e vai permanecer."
 Em Mediugórie, teve um encontro particular com Vicka que durou 15 minutos e ele, que tinha trabalhado tanto pelas almas do Purgatório, ficou muito impressionado ao ouvir aquela moça simples falar de maneira tão segura sobre as realidades do Céu. Aquele encontro convenceu-o da experiência sobrenatural de Vicka. Retornando a casa, testemunhou, de maneira positiva, sobre sua peregrinação. Para ele, a quantidade e a profundidade das confissões que atendeu confirmam a luz e a força do Santuário. Disse na Catedral de Lljubljana: "É Nossa Senhora que nos põe a caminho, da mesma forma como Ela própria pôs-se a caminho da casa de Santa Isabel. É Maria Quem pessoalmente nos convida para sua casa em Mediugórie."
 Dom Lecocq chegou a Mediugórie no dia 24 de junho de 1999. No dia 24 de julho, isto é, exatamente um mês depois, ele veio a falecer na França. Que sua intercessão nos ajude a partir deste mundo com Maria, depois de termos vivido com Ela nesta Terra.
Nossa meta é o Céu
 
 Em nossa sociedade, hoje tão apegada aos bens materiais, a atitude dos videntes com relação à morte  traz-nos alívio! Em Dublin, Ivan compartilhou: "Se vocês vissem Nossa Senhora apenas por um minuto, as coisas deste mundo perderiam imediatamente suas atrações para vocês!" E acrescentou: "Se Nossa Senhora propusesse levar-me hoje Consigo, eu aceitaria sem hesitar nem por um segundo!" Miriana diz o mesmo, apesar de seu profundo amor à família.
 Isto é um sinal para aqueles que têm medo da morte e da separação dos entes queridos. É normal sofrer quando morre uma pessoa querida. O próprio Jesus chorou quando soube que Lázaro tinha morrido. Mas o sofrimento não deve nos fechar em nós mesmos. Nossa Senhora convida-nos a agradecer a Deus pela morte, da mesma forma como o fazemos pelo nascimento. Através disso, Ela nos oferece um poderoso instrumento para a cura. Em lugar de rejeitar essa realidade, achando-a insuportável, Nossa Senhora nos conduz à maravilhosa contemplação de nosso nascimento para o Céu e deixa-nos ansiosos pelo nosso lar definitivo. "Não nos esqueçamos de que nossa meta é o Céu", diz Ela. Nossa Senhora permitiu que Ivanka visse sua mãe, morta em 1981, por 5 vezes e, a cada encontro, a beleza de sua mãe tinha aumentado. Que bela notícia para os que têm medo de estarem ficando velhos! A glória que virá excede, em muito, o que podemos imaginar!
Visita ao Purgatório
Vicka e Iákov ficaram muito chocados com a visita que fizeram ao Purgatório com Nossa Senhora, em 1981. Iákov não gosta de falar sobre esse assunto, mas Vicka o faz com alegria. Ela realça este importante aspecto: "Ao ouvir o lamento dos que estão sofrendo naquele lugar, nós ficamos aflitos. Se naquele momento não tivéssemos recebido uma especial graça de fortaleza, não seríamos capazes de suportar e permanecer lá nem por um segundo. Aquelas almas estão em grande sofrimento e, ao pensar nelas, desejo que todas deixem aquele lugar hoje mesmo e vão logo para o Céu. Nossa Senhora nos pede para rezar todos os dias por elas. Podemos ajudá-las muito! Mas infelizmente muitas pessoas se esquecem de fazê-lo. É por isso que certas almas permanecem ali por longo tempo." Se cada um de nós tivesse visitado o Purgatório como Vicka, penso que não ficaríamos um dia sem rezar por elas!
 "As indulgências deste Jubileu podem ser aplicadas em sufrágio das almas das pessoas falecidas. Essa oferta de reparação constitui um extraordinário gesto de sobrenatural caridade...". Em lugar de permanecer por mais tempo no Purgatório, vai-se diretamente para o Céu. Condições para obtenção da indulgência: Confissão sacramental individual, participação na Eucaristia, orações pelas intenções do Papa, atos de caridade e de arrependimento, peregrinações a Roma, a Jerusalém e a outras basílicas.
                                        Irmã Emmanuel
O Dom da Indulgência
1. Em íntima conexão com o sacramento da Penitência, apresenta-se à nossa reflexão um tema que tem particular relação com a celebração do Jubileu: refiro-me ao dom da indulgência, que no ano jubilar é oferecido com particular abundância, como é previsto na bula Incarnationis mysterium e nas anexas disposições da Penitenciaria Apostólica.
Trata-se dum tema delicado, sobre o qual não faltaram incompreensões históricas, que incidiram de maneira negativa na própria comunhão entre os cristãos. No atual contexto ecumênico, a Igreja sente a exigência de que esta antiga prática, entendida como expressão significativa da misericórdia de Deus, deve ser bem compreendida e acolhida. De fato, a experiência atesta como, às vezes, nos aproximamos das indulgências com atitudes superficiais, que acabam por prejudicar o dom de Deus, lançando sombra sobre as próprias verdades e os valores propostos pelo ensinamento da Igreja.
2. O ponto de partida para compreender a indulgência é a abundância da misericórdia de Deus, manifestada na cruz de Cristo. Jesus crucificado é a grande << indulgência >> que o Pai ofereceu à humanidade, mediante o perdão das culpas e a possibilidade da vida filial (cf. Jo 1, 12-13 ) no Espírito Santo ( cf. Gl. 4, 6; Rm. 5, 5; 8, 15-16 ).
Este dom, todavia, na lógica da aliança que é o coração da inteira economia da salvação, não nos atinge sem a nossa aceitação e correspondência.
À luz deste princípio, não é difícil compeender como a reconciliação com Deus, embora esteja fundada sobre uma oferta gratuita e abundante de misericórdia, implica, ao mesmo tempo, um árduo processo, no qual o homem está envolvido no seu empenho pessoal e a Igreja na sua tarefa sacramental. Para o perdão dos pecados cometidos depois do batismo, esse caminho tem o seu centro no sacramento da Penitência, mas desenvolve-se também após a sua celebração. Com efeito, o homem deve ser progressivamente << curado >> a respeito das consequências negativas, que o pecado produziu nele (e às quais a tradição teológica chama <<penas>> e <<resíduos>> do pecado).
3. À primeira vista, falar de penas após o perdão sacramental poderia parecer pouco coerente. O Antigo Testamento, porém, demostra-nos como é normal sofrer penas reparadoras depois do perdão. Com efeito, Deus depois de se ter autodefinido  <<Deus misericordioso e clemente... que perdoa a iniqüidade, a rebeldia e o pecado>>, <<mas não deixa sem punição>> (Êx 34, 6-7). No segundo livro de Samuel, a humilde confissão do rei Davi depois do seu grave pecado obtém-lhe o perdão de Deus (cf. 2 Sm 12, 13), mas não a supressão do castigo anunciado (cf. ibid. 12, 11; 16,21). O amor paterno de Deus não exclui o castigo, mesmo que este deva ser sempre compeendido  dentro duma justiça misericordiosa que, em função do próprio bem do homem, restabelece a ordem violada (cf. Hb. 12, 4-11).
Nesse contexto, a pena temporal exprime a condição de sofrimento daquele que, embora reconciliado com Deus, ainda está marcado por aqueles <<resíduos>> do pecado, que não o tornam totalmente aberto à graça. Precisamente em vista da cura completa, o pecador é chamado a empreender um caminho de purificação rumo à plenitude do amor.
Neste caminho, a misericórdia de Deus vem ao encontro com ajudas especiais. A própria pena temporal exerce uma função de <<medicina>>, na medida em que o homem se deixa interpelar por ela para a sua conversão profunda. É este também o significado da <<satisfação>> requerida no sacramento da Penitência.
4. O sentido das indulgências deve ser acolhido neste horizonte de renovação total do homem em virtude da graça de Cristo Redentor, mediante o ministério da Igreja. Elas têm a sua origem histórica na consciência que a Igreja antiga teve de poder exprimir a misericórdia de Deus, mitigando as penitências canônicas infligidas para a remissão sacramental dos pecados. A mitigação, todavia, era sempre compensada por compromissos, pessoais e comunitários, que assumissem, a título substitutivo, a função <<medicinal>> da pena.
Podemos agora compreender como por indulgência se entende a <<remissão>>, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados, cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos>> (Enchiridion indulgentiarum, Normae de indulgentiis, Livraria Editora Vaticana  1999, pág. 21; cf. Catecismo da Igreja Católica, 1471).
Existe, portanto, o tesouro da Igreja, que através das indulgências é como que <<distribuído>>. Essa <<distribuição>> não deve ser entendida como uma espécie de transferência automática, como se se  tratasse de <<coisas>>. Ela é sobretudo expressão da plena confiança que a Igreja tem de ser atendida pelo Pai, quando - em consideração dos méritos de Cristo e, por seu dom, e também daqueles de Nossa Senhora e dos Santos - Lhe pede que mitigue ou anule o aspecto doloroso da pena, desenvolvendo o seu sentido medicinal através dos outros recursos da graça. No mistério insondável da sabedoria divina, este dom de intercessão pode ser benéfico também aos fiéis defuntos, que recebem os seus fru-tos no modo próprio da sua condição.
5. Vê-se, então, como as  indulgências, longe de serem uma espécie de <<desconto>> ao empenho de conversão, são antes uma ajuda para um empenhamento mais pronto, generoso e radical. Isto é requerido a ponto de a exclusão <<de todo afeto a qualquer pecado, mesmo venial, >> ser condição espiritual para receber a indulgência plenária, (Enchiridion Indulgentiarum, pág. 25).
Enganar-se-ia então quem pensasse que pode receber este dom com a simples atuação de algumas observâncias exteriores. Estas são requeridas, ao contrário, como expressão e apoio do caminho de conversão. Manifestam em particular a fé na abundância da misericórdia de Deus e na maravilhosa realidade de comunhão que Cristo realizou, unindo, de maneira indissolúvel, a Igreja  a si mesmo como seu Corpo e sua Esposa.
Joao Paulo II, alocução de 29.09.99
A Força do Rosário
 A memória litúrgica  da Bem-Aventurada Virgem Maria do Rosário, que celebramos na passada quinta-feira, dá-me a ocasião de voltar a falar acerca do valor desta singular forma de oração mariana, que é o santo Rosário.
 Seguindo o exemplo dos meus venerados Predecessores, não deixei, em várias circunstâncias, de ressaltar a sua importância. Nela harmonizam-se admiravelmente a simplicidade e a profundidade, a dimensão individual e a comunitária. O Rosário é em si uma oração contemplativa, e possui uma grande força de intercessão: de fato, quem o recita une-se a Maria na meditação dos mistérios de Cristo, e é levado a invocar a graça própria destes mesmos mistérios nas múltiplas situações da vida e da história.
 Em outubro, mês do Rosário, recorramos com freqüência a esta oração mariana, que outrora era prece quotidiana das famílias cristãs. São tantas as intenções que se podem confiar a Nossa Senhora.
 ... No passado, a oração do Rosário ajudou a salvaguardar a integridade da fé do Povo de Deus; oxalá a prática fervorosa desta oração apoie a Igreja na passagem para o terceiro milênio, para que continue a ser profético <sinal e também instrumento da união  íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano> (Lumen Gentium, 1).
 Por esta intenção e por todas as necessidades da Igreja e do mundo, convido cada um, especialmente as crianças, as famílias e os idosos a elevar uma coral invocação a Maria durante todo mês de Outubro. Peçamos à Virgem Santa que ajude a Igreja a ser, cada vez mais e melhor, a ponte que une o homem a Deus e os homens entre si. Oremos para que seja promovido e favorecido o encontro pacífico e o diálogo respeitoso entre os povos, as culturas e as religiões.
 Maria, Virgem do Santo Rosário, rogai por nós!      João Paulo II, 16.10.99.
Aviso
 
Pedimos a nossos leitores que recebem este informativo nas igrejas, grupos de oração, etc., que, na medida do possível, também colaborem com alguma contribuição espontânea que muito nos ajudará a custear as despesas da edição mensal do nosso Eco.
As contribuições devem ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas através de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Em nome de Nossa Senhora, Rainha da Paz, a Quem suplicamos Sua Especial Bênção materna sobre cada um de vocês, expressamos nossos sinceros agradecimentos.
A Viagem
No próximo dia 23 de dezembro, estará partindo do Brasil nosso grupo de peregrinos  que participará, em Roma, da Missa do Natal com o Papa e  abertura da Porta Santa e, depois, seguirá a Mediugórie, onde permanecerá até 2 de janeiro do ano 2000! As pessoas que desejarem participar deste evento devem entrar em contato com nosso escritório, pessoalmente ou através do telefone 0xx (61)345-7500. 
Consagração a Nossa Senhora
Já temos em nosso escritório o livro Consagração a Nossa Senhora, segundo a fórmula de São Luís Maria G. de Mortfort. Informações: telefone 0XX (61) 345-7500.
Oração Final
 Deus, Pai Nosso que estais no Céu, em nome de vosso Filho, Jesus, e com Maria, Rainha da Paz, pedimo-Vos conceder-nos a graça de não nos esquecermos que nos criastes, nos amais, que sois misericordioso e que sois o Deus da paz. Concedei-nos a graça de não nos esquecermos que Jesus Cristo ofereceu-nos a salvação, a reconciliação, a libertação do pecado e de tudo que é mal. Concedei-nos a graça de abrirmos nossos corações a tudo que nos ofereceis. Pedimo-Vos que abençoeis as pessoas que perderam a esperança, para que nunca se esqueçam que sois nosso Deus. Abençoai os que não têm paz, a fim de que nunca se esqueçam que sois o Deus da paz. Abençoai os que odeiam para que nunca se esqueçam que sois o Deus do amor. Abençoai os que perderam a esperança da vida para que nunca se esqueçam que sois o Caminho, a Verdade e a Vida. Abençoai os doentes para que não se esqueçam que sois o Deus que deseja curar. Abençoai todas as pessoas e todas as famílias, a Igreja e o mundo inteiro para que não nos esqueçamos que sois nosso Deus e nosso Pai e para que, Convosco, possamos seguir o caminho da paz. Perdoai-nos, ó Pai, porque nos esquecemos tão facilmente que estais conosco. Perdoai-nos porque é tão difícil esquecermos o que é ruim, a fim de que possamos servir-Vos de coração puro. Por isso, pedimo-Vos, em nome de Cristo e com Maria, abençoai-nos e conceidei-nos a paz! Amém.        Frei Slavko Barbaric