Mediugórie - Eco 168
Março de 2000 - São José
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.00:
 
Queridos filhos! Despertem do sono da incredulidade e do pecado, pois este é um tempo de graça que Deus lhes concede. Utilizem este tempo e peçam a Deus a graça da cura do coração, a fim de que possam ver Deus e os homens com o coração. Rezem de maneira especial por aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus e testemunhem com sua vida para que também eles possam conhecer Deus e Seu incomensurável amor. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Viver para o bem de todos
Senhor, nosso Deus, agradecemo-Vos e louvamo-Vos por terdes enviado vosso Filho e porque Ele Vos revelou a todos nós. Pedimo-Vos, agora, ó Pai amoroso: mostrai-nos vosso amor para que possamos, de coração, crer em Vós. Por meio do vosso Espírito, despertai-nos do sono da incredulidade e do pecado. Apresentamo-Vos, em nome do vosso Filho, como nos pede Maria, todas as nossas feridas, pedindo-Vos que cureis nossos corações. Afastai para longe de nós tudo que nos dificulta crer em vosso amor, a fim de podermos ver a Vós e aos outros com o  coração. Perdoai-nos quando concebemos pensamentos impuros e pecaminosos. Curai-nos para que nossa vida seja para os outros um testemunho de que sois nosso Pai e de que nos amais de maneira incomensurável.
(Em silêncio, fale a Deus de suas feridas, das feridas de sua família e daquelas que você provocou nos outros, por causa do seu comportamento).
Pedimo-Vos, ó Pai, revelai vosso amor a todos os vossos filhos que ainda não o conhecem, a fim de que também eles possam, em vosso amor, encontrar forças e despertar do sono da morte. Abençoai, ó Pai, todos quantos chamastes para que possam mostrar aos outros o caminho para Vós. Abençoai o Papa, os Bispos, os sacerdotes, os membros de ordens religiosas, catequistas e missionários, todos os pais e educadores, a fim de que possam testemunhar-nos, por meio de vosso Espírito, a força de vosso amor. Libertai, nesse Ano Jubilar, vossa Igreja do sono e do pecado, a fim de que possa proclamar ao mundo vosso amor. Abençoai os videntes, a paróquia de Mediugórie e todos os peregrinos, para que possamos compreender a mensagem e viver para o bem de todos e para vossa honra. Amém.
Frei Slavko Barbaric (Mediugórie, 28/2/00)
Notícias de Mediugórie
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As aparições diárias ainda continuam para Vicka, que está em Mediugórie, para Maria Pavlovic, que mora na Itália, e para Ivan, que ainda está nos Estados Unidos. Miriana, Iákov e Ivanka estão em Mediugórie e levam vida normal com suas famílias. Miriana está se preparando para o encontro anual com Nossa Senhora, no próximo dia 18 de março. No encontro do dia 2, ela ficou sabendo a hora exata daquela aparição. Como se sabe, Miriana reza no dia 2 de cada mês com Nossa Senhora pelos que ainda não conhecem o amor de Deus.
Embora o inverno tenha sido muito frio e prolongado, vários grupos de peregrinos visitaram Mediugórie. Nestes dias, estão em Mediugórie grupos da França, Áustria, Itália, Estados Unidos, Inglaterra e Coréia. Cresce, sempre mais, o número de peregrinos croatas. No momento, Frei Iozo encontra-se pregando retiros para vários grupos. Esses retiros começam na noite do domingo e vão até a manhã da quinta-feira. Frei Slavko também está pregando retiros sobre o jejum.                      Press Bulletin
Meu coração pulsava forte
Martin é um jovem britânico de 27 anos, pertencente a uma família judia ortodoxa. Quando tinha 18 anos, uma amiga de universidade falou-lhe sobre Mediugórie. Na época, ele nada sabia sobre Jesus e Maria. Eis o seu testemunho:
Eu acreditava em Deus, porém não tinha fé forte. Para mim, isso representava apenas um aspecto cultural em minha vida.
Julie, minha amiga, irradiava serenidade e alegria. Senti-me tentado a acreditar nela. Eu tinha visto os efeitos positivos de Mediugórie em alguns amigos meus. Suas vidas estavam transformadas, havia paz e grande amor em sua convivência.
Certo dia, fui à Missa com Julie e fiquei impressionado com a pequena luz rósea acesa perto do Sacrário. Parecia a Sinagoga. Mesmo sem nada compreender sobre a Missa, vi-me envolvido por uma grande paz. Senti a presença de Deus e Seu amor tocou-me de maneira tão forte, que fiquei profundamente comovido. Comecei a chorar como jamais acontecera. Minhas lágrimas brotavam do mais íntimo do coração. Todas as vezes que Julie me falava sobre Mediugórie, meu coração pulsava forte. Fiquei sabendo que, durante uma aparição, Maria, Mãe de Jesus, falara em seu idioma nativo, o hebraico, o que muito me impressionou. Senti-me chamado a ir a Mediugórie. Em outubro de 1993, viajei para lá, querendo discernir se deveria ou não ser batizado na Igreja Católica. Em Mediugórie, experimentei a profunda paz que reina ali. Compreendi que Deus desejava que eu fosse batizado, não porque eu O escolhera, mas porque Ele oferecia a mim esse presente. A única coisa que fiz foi dizer SIM com toda a liberdade. Dessa forma, pouco tempo depois, recebi o Batismo.
Recebi em Mediugórie muitos dons e muitas graças. Ali compreendi o quanto Maria me ama. Ela me manifestou esse amor por meio do dom da paz. Chorei muitíssimo, pois entendi que esse dom não é algo que possamos adquirir por nós mesmos. Ele vem unicamente de Deus. Compreendi que Maria nos ama muito, que nos conduz a Jesus, levando-nos sempre para Ele. Convenci-me da presença de Jesus no Santíssimo Sacramento. Ele, o Pão da Vida! Conheci lá também um dos  tesouros da Igreja Católica, a comunhão dos santos. A primazia entre eles a tem "Maria de Judá" que, por excelência, aproxima-nos mais de Jesus. Descobri, também, o presente da Confissão, esse maravilhoso sacramento tão mal entendido pelos jovens. Ah, se eles compreendessem esse dom! Como temos necessidade da Confissão e do perdão! Jesus pede-nos que Lhe apresentemos nossas culpas, nossas dores! Em Mediugórie, mesmo antes de ser batizado, abri meu coração a um sacerdote e lancei fora tudo que tinha dentro. Mesmo não podendo absolver-me, disse que Deus me abençoava e ouvia minha oração. Com ansiedade, esperava o Batismo, a Confissão e a sagrada Comunhão!
Três anos depois, voltei a Mediugórie. Agora compreendo que ir lá  é atender a um convite. Deus tem me ajudado a levar outras pessoas a Mediugórie. Em minha cidade, comecei um grupo de oração que se reúne uma vez por semana para fazer Adoração e rezar o Rosário. A maioria já esteve em Mediugórie, encontrando ali a conversão e o fortalecimento da fé.
Como judeu, o que mais aprecio em Mediugórie é a presença de Maria. O papel da mãe é muito importante na família judia. Com sua presença constante, ela oferece estabilidade e ternura. Minha conversão ao Catolicismo causou muita dor a meus pais, mas mamãe continua me amando. Seu amor por mim é constante. A mesma coisa acontece com Nossa Senhora, que aparece sempre na mesma hora, todos os dias. Ela sabe que precisamos de estabilidade em nossa vida. O mundo anda a grande velocidade. Necessitamos de Maria conosco e Ela sabe disso. Ela não vai desaparecer, e isso nos dá segurança. Deus nos criou precisando de uma mãe e do seu amor materno. Os primeiros meses de nossa vida passamos no seio de nossa mãe, onde somos alimentados e amados. Na vida espiritual, também necessitamos de uma mãe. Maria é Mãe de todos, seja judeu, protestante, católico ou ateu. Ela nos ama da mesma forma. Certo dia, disse: "Se soubessem quanto os amo, chorariam de alegria!" Em Mediugórie vi muitos chorarem de alegria, eu sou um deles!
Em Mediugórie, percebi também que Maria é a "Rainha Mãe" da Bíblia, que se senta na corte com o Rei. Ela continua esse reinado na Igreja Católica, sempre ao lado do Rei Jesus. No tempo determinado por Deus, todos seremos enxertados na árvore de oliveira e o povo judeu reconhecerá que Jesus é o Messias. Conheço muitos jovens judeus que se perguntam no coração se Jesus é o Messias – esta é uma forma serena, a maneira de Deus. Não fomos nós que escolhemos Jesus, mas é Ele Quem nos escolhe. A única coisa que precisamos fazer é abrir nosso coração e dizer SIM.
Ele disse que me amava
"Quando irmã Emmanuel esteve em nossa Paróquia no Domingo passado, falava-nos de Cristo e sobre a maneira de recebê-Lo como o Menino Jesus. Parecia falar de uma maneira diferente, pois eu sempre pensava no Cristo adulto. Também pensava nEle como O via na Cruz, Cristo crucificado.
As pessoas na igreja estavam muito atentas e pareciam querer apertar o Menino Jesus contra o peito. Observei que muitas pessoas estavam profundamente tocadas por essa experiência.
Confesso-lhes que, ao pegar a imagem do Menino Jesus, Ele parecia real. Não estava mais na Cruz, mas em meus braços. A união com Ele era a de uma mãe com seu filho. Em seguida, tive a impressão de que era o meu próprio filho, Pedro, quando criança, que tinha segurado nos braços apenas duas ou três vezes. Eu tinha ficado grávida aos 16 anos e, após o parto, doei a criança. Anos depois, casei-me, mas nunca pude ter filhos. Irmã Emmanuel falava sobre as crianças que crescem sem o carinho das mães. Naquele momento, enquanto segurava Jesus como criança, pensei  em meu filho como criança, a criança que tanto desejava tomar nos braços e amar. Comecei a sentir um vazio por causa daquela perda. Chorei de dor. Era uma grande libertação para mim. Sentia que experimentava uma cura profunda.
Confesso-lhes que voltei a viver  com meu filho quando ele já tinha 19 anos. Agora, aos 33 anos, ele sofre de distúrbio provocado por sentimentos de abandono. Quando colocava o Menino Jesus na manjedoura, tinha na mente a sensação de estar colocando meu filho. Sentia que uma cura espiritual estava acontecendo não apenas em mim, mas também em meu filho. Depois de nosso dia de oração, falei a ele sobre o que sentira ao segurar o Menino Jesus. Ele ouviu em silêncio e disse que fazia poucos dias ganhara uma imagem de Nossa Senhora. Disse também que me amava. Creio que também isso é uma cura espiritual, pois, antes, nunca tinha me falado assim!
Anos atrás, eu rezava o terço 3 vezes ao dia. Depois tinha desistido. Agora recomecei a rezar como antes, porém, a maneira como Nossa Senhora me inspira e fala ao meu coração durante a contemplação dos mistérios é como se tudo que Ela viveu naqueles mistérios passasse a ser experiência minha. Ela continua me curando! Sei que Deus opera em nossa vida através de Maria. Estou muito agradecida. Aconteceu uma cura maravilhosa ao segurar o Menino Jesus nos braços. Agradeço a Deus pela cura recebida e dou-Lhe glórias."
Testemunho de uma senhora de 49 anos, de Denver   (Irmã Emmanuel)
Von Braun e Deus
Dr. Werner von Braun nasceu na Alemanha, em 1912. Faleceu com 65 anos, nos Estados Unidos, sua Pátria adotiva, a 15 de junho de 1977.
Inventou as bombas voadoras V2, com as quais a Alemanha flagelou Londres em 1945. Terminada a II Guerra Mundial, estabeleceu-se com seus colaboradores na América do Norte. Nomearam-no, primeiro, Diretor do Departamento de Mísseis Dirigidos e, pouco depois, também do Centro Espacial Kennedy.
Foi o principal inventor dos foguetes nucleares e do projeto dos vôos espaciais tripulados, sobretudo da Apolo que, por meio do foguete Saturno V, levou o homem à lua.
Homem de fé, expressou o que pensava sobre seu tema favorito: a relação entre Ciência e Religião.
«As leis naturais do universo são tão exatas que não temos dificuldade em construir um foguete para voar até à lua nem em cronometrar o vôo com a precisão da fração de segundo. Estas leis devem ter sido estabelecidas por Alguém. Algo tão bem ordenado e perfeitamente criado, como a nossa Terra e o Universo, deve ter um Criador, um Magistral Inventor. Tudo isto tão bem ordenado, tão perfeito, equilibrado com tanta precisão, tão majestoso como esta criação, só pode ser produto de uma Idéia Divina.
Tem de haver um Criador, não há outra explicação!
As duas forças mais poderosas que moldam a nossa civilização são a Ciência e a Religião. Pela Ciência o homem empenha-se em saber mais sobre os mistérios da Criação; pela Religião, procura conhecer o Criador.
Nenhuma das duas opera independentemente. É tão difícil para mim compreender um cientista que por detrás da existência do universo não reconhece uma inteligência superior, como compreender um teólogo que negue os avanços da Ciência.
Longe de serem forças independentes ou opostas, Ciência e Religião são irmãs. Ambas procuram um mundo melhor. Enquanto a Ciência procura o controle das forças da natureza que nos rodeiam, a Religião controla as forças da natureza dentro de nós.
Um vôo espacial tripulado é uma façanha assombrosa, mas abriu-nos só uma porta muito pequena para contemplar a extensão do espaço. A nossa visão por esta fresta, sobre os vastos mistérios do universo, apenas confirma a nossa crença na certeza do Criador.
O homem finito não pode compreender um Deus onipresente, onisciente, onipotente e infinito. Qualquer esforço para apreender Deus, para O reduzir à nossa compreensão, para O descrever na nossa linguagem, empobrece a Sua grandeza...
Imortalidade, para mim, é a continuação da nossa existência espiritual depois da morte. Desde o princípio da história, o homem tem acreditado na imortalidade. Esta crença tem sido um elemento essencial de muitas culturas mais evoluídas. Desde tempos imemoriais, o conceito de imortalidade tem exercido influência profunda na vida de milhões de inumeráveis pessoas.
A alma é que distingue o homem do animal. As ações dos animais são completamente controladas pelas suas necessidades básicas, tais como: fome, medo, amor e necessidade de abrigo. Estas necessidades existem nas glândulas do animal e a sua resposta aos impulsos glandulares é inteiramente automática.
Na caracterização do animal, ao contrário do que acontece com o homem, não há espaço para a liberdade de escolha, para a procura do saber, para a liberdade de duvidar.
Ainda que a Ciência não seja uma Religião, é uma atividade religiosa... O Criador é revelado pela sua Criação.
Devíamos lembrar-nos de que a Ciência existe apenas porque existem as pessoas e o seu conceito existe apenas na mente dos homens. Por detrás destes conceitos está a realidade - que nos é revelada apenas pela graça de Deus.
Há aqueles que dizem que a Ciência e a Religião são incompatíveis. Nada há mais longe da verdade. A Ciência procura responder às questões sobre a criação e a Religião procura aprender mais sobre o Criador.
Há pessoas que sustentam que o universo é um resultado acidental de um processo casual. Mas que processo do acaso poderia produzir o cérebro, ou as complexidades do olho humano?
Que processo casual poderia explicar a evolução do sistema ocular, onde os impulsos da luz acumulados são convertidos numa imagem que a mente consciente pode compreender?
Há ainda mais mistério na interação entre animais e plantas. Sabemos, por exemplo, que o olho da abelha não consegue ver o vermelho, mas é sensível a um raio de luz ultravioleta, que o olho humano não consegue distinguir...
Sejamos honestos e humildes. Pode realmente isto ser explicado sem a noção da Ação Divina, sem o Criador?».
Werner von Braun tem resposta para as pessoas que dizem ter problemas sobre a fé, porque não conseguem ver experimentalmente as coisas do além.
«Pode um físico visualizar um elétron?
O elétron é materialmente inconcebível. Mesmo assim, é tão perfeitamente conhecido pelos seus efeitos que o usamos para iluminar nossas cidades, guiar nossas linhas aéreas na escuridão da noite, e tirar as medidas mais exatas.
Que razão física têm alguns físicos para aceitarem o inconcebível elétron como real, enquanto recusam aceitar a realidade de Deus, com o fundamento de que não O conseguem conceber?
Quando, há quase dois mil anos, foi dada a oportunidade de conhecer Jesus Cristo, de conhecer Deus que decidiu viver por algum tempo como homem e entre os homens neste planeta, o nosso mundo ficou transformado.
Esse mesmo milagre poderia acontecer outra vez, se os homens aceitassem Cristo...
Sei que Ele disse: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Estou certo de que, onde quer que Ele estivesse entre nós, encorajaria a pesquisa científica e o nobre e moderno empenho do homem em compreender o trabalho de seu Pai.
Na pesquisa do novo milênio, com fé nas palavras de Jesus Cristo, a Ciência pode ser um instrumento válido em vez de impedimento.
Minha relação com Deus é muito pessoal. Penso que podemos tratá-Lo por "Tu" e dizer-Lhe quais são os nossos problemas e pedir-Lhe ajuda. Eu faço-o constantemente e para mim tem produzido resultado».
(Canadian Messeger, Toronto, de Junho 1997)  (Revista CRUZADA, órgão do Apostolado de Oração – Largo das Teresinhas, 5 – 4714-504 Braga.
Tornar-se pão como Jesus
Caríssimos irmãos e irmãs! Devo trazer-lhes alegria, porque, quando Nossa Senhora e o Senhor nos convidam à alegria, não brincam. Só podemos encontrar a felicidade, se encontrarmos o Autor da vida, o autor da felicidade. Se não encontrarmos Deus dentro de nós e não Lhe permitirmos que viva em nós, a felicidade não vem. A felicidade do Céu está em nós, a vida eterna está dentro de nós: podemos vivê-la, senti-la, apalpá-la no dia a dia. Jesus fez esta pergunta aos Apóstolos: O que dizem as pessoas de Mim? Que dizeis vós de Mim? Em nome de Jesus, pergunto-lhes: O que vocês dizem de Jesus? Sei que todos vocês, numa só voz, dirão: É o Senhor, é o Messias! Porém isto não é o suficiente.
Lembrem-se do Evangelho. Também Pedro respondeu: «És o Cristo», e pouco depois recebeu uma reprovação de Jesus: Afasta-te de Mim, Satanás! Também Pedro tinha o coração dividido. No seu coração havia uma porta aberta para ouvir Satanás. Naquele momento, S. Pedro, não estava preparado para seguir Jesus. Não basta dizer eu creio. Como diz S. Tiago, sem obras, de nada vale a fé. É preciso, portanto, caminhar e agir. S. Pedro, quando se converteu, abraçou a Cruz do Senhor, abraçou Jesus entregue à morte e ressuscitado, e só então, naquele momento, também ele ressuscitado, se tornou alegre, livre, cheio de força para realizar milagres. Desapareceu o medo e tornou-se vivo.
Caríssimos irmãos, nós, freqüentemente, reprovamos Deus nos nossos corações e dizemos: «Rezei mas Ele não me ouviu». Não. Se nós não fomos ouvidos é porque não rezamos, ou melhor, rezamos de maneira errada, procurando apenas nossos interesses e não Deus. Se não procuramos Deus, o Senhor, não podemos estar vivos interiormente, não podemos estar felizes, nem realizados; podemos ter riqueza, não sei em que medida, mas não estamos realizados. Por que dizemos que não ouvimos a resposta do Senhor? Porque não O procuramos. Não O descobrimos. Se, em nossa oração, houvesse a intenção de procurar o Senhor, veríamos Sua manifestação e Sua glória.
Fechemos a porta a Satanás e aceitemos a Cruz. Às vezes, nossas orações são um círculo vicioso, porque procuramo-nos a nós mesmos, nosso egoísmo e nosso egocentrismo.
Por isso, convido-os a seguir o que muitas vezes dizemos: Não se pode servir a dois senhores. Servir a Deus com todo o ser significa alcançar a liberdade do pássaro, alcançar a beleza da flor: o Senhor glorifica-Se ao dar-nos tudo, ao desenvolver tudo em nós. Às vezes, invocamos Deus com os lábios, mas o coração está aberto a Satanás. Agora, indico-lhes o caminho para fechar as portas, não apenas as do coração, mas também as do inferno.
Nossa Senhora, neste momento, conduz a batalha contra Satanás. Vocês entenderam a mensagem de 25.08.94? Os disparos em Saraievo, a quem eram dirigidos? Eram para impedir a viagem do Papa. Então, eram contra quem? Contra Nossa Senhora, contra Deus. A guerra que há entre os homens não é uma guerra entre eles, mas entre os espíritos. É a guerra que Satanás dirige por meio dos homens, porque lhe abriram a porta. Mas, como se abre a porta a Satanás? Pelo egoísmo. Através do egoísmo, o mundo desenvolve hoje o materialismo, o hedonismo, o poder, o prazer.
O Senhor convida-nos a procurá-Lo, e Ele dar-nos-á tudo de que precisamos. Digam-me: qual é o fruto da vida cristã? Que frutos se devem colher de um cristão? O Pão da vida eterna, aquele Pão que adoramos. Se nós, cristãos, não nos tornarmos naquele pão, se não nos alimentarmos dEle, uns aos outros, o mundo morre. Fixai bem, sem o Pão da vida eterna o mundo morre.
Dou-lhes um exemplo. Li num livro sobre a primeira guerra mundial um episódio da morte de um médico. Com sua morte, seus três filhos decidiram dividir a herança. Na busca minuciosa dos bens do pai, encontraram, no fundo de um armário meio pão petrificado. Interrogavam-se sobre o significado, de quem seria, a quem pertenceria. Então a empregada contou a história daquele pão. O pai deles estava doente e alguém do lugar, naquela falta de alimentos, trouxe-lhe meio pão, O pai, olhando o pão, disse: «Há, no lugar, uma pequena doente, levai-o a ela para que se salve». Os pais da pequena, vendo-o, disseram: «Levêmo-lo à velhinha que vive no subterrâneo, que não tem ninguém que vá visitá-la». A velhinha quando viu o pão disse para si: «Levemo-lo ao médico, ele é um benfeitor, o povo sofreria sem aquele homem. E foi assim que o pão voltou ao médico, que exclamou: «Agora não tenho medo de nada, porque sei que neste lugar reina o amor. Conservemos este pão como lembrança do nosso amor». Então, os filhos, decidiram partir aquele pão, prometendo ao pai amarem-se e viverem no amor.
Irmãos e irmãs, esta é a imagem do Pão da vida eterna, este Pão que em Jesus Cristo se tornou vivo. Na adoração, podemos entender como Ele é amor vivo: Ele dá a vida. Quando o Pão Eucarístico Se torna vivo em nós, cristãos, e nós nos transformamos neste Seu amor vivo, então estamos saciados. Aquele Pão, como todo o pão, leva à vida. Quando o cristão possui a vida divina dentro de si, nutre o mundo. Isto não é um sermão vazio. Afirmo-lhes: muitos santos, com o amor que viveram no seu coração, alimentaram regiões inteiras. Somos chamados a nos tornar pão; se não nos tornarmos pão não seremos cristãos maduros, não levaremos o nosso fruto para salvar o mundo.
O mundo morre sem o Pão da vida eterna. O pão, como sabem, prepara-se no forno, mas o Pão da vida eterna, prepara-se na provação, na cruz, onde morre todo o resto e cresce e se prepara o amor puro.
Vocês viram muitos episódios na televisão sobre a guerra na Bósnia-Herzegovina, mas não conhecem muitos mártires e santos que lá existem. Quando estava lá vi, pela televisão, uma senhora idosa: diante dos seus olhos assassinaram treze membros da família, intencionalmente. Deixaram com vida somente ela, para que sofresse. Existia nela uma profunda calma. Quando o jornalista lhe perguntou: «Como pode estar assim tão tranqüila?», ela respondeu: «Eu acredito que estas vítimas serviram ao Senhor, para a salvação do mundo».
Naquela mulher o pão da vida eterna estava preparado. A crueldade do mundo não pôde inquietá-la, não pôde destruir sua vida interior. Ela perdoou, amou os inimigos, deu a vida pelo mundo. Em união com Jesus tornou-se pão da vida eterna que nutre o mundo. As guerras não podem terminar se os cristãos não se tornam pão da vida, porque o que vem de Satanás traz a morte. Nós devemos dar a vida ao mundo. Vocês, esposos, procurem entender: se não se doarem no amor de Deus, não alcançarão a paz; não é possível ser feliz, porque a profundidade da vida de vocês está em Deus e nada mais poderá saciá-los, a não ser o Amor de Deus vivido e tornado vivo. Nenhum de nós pode ser feliz nem fechar a porta a Satanás, enquanto não nos tornamos pão eterno, maduro, preparado e doado aos outros.
Há uma visão profética de S. João Bosco, que se refere ao fim deste século, e que fala da Igreja em dificuldade, como um navio no mar em tempestade. É o Papa que a guia para poder ancorá-la entre duas colunas: sobre uma está escrito Maria, sobre outra Eucaristia. Agora, digo-lhes que chegou o tempo de estarmos, mais do que nunca, unidos a Nossa Senhora e à Eucaristia. Não ao ritual, mas sim à participação viva da Santa Missa. Como pôde aquela senhora permanecer em paz, não obstante o massacre de toda sua família? Porque amou a Deus mais do que a todos os seus familiares, amou o amor de Deus. Não basta receber a Comunhão se a tomarmos como se fosse um caramelo.
É necessário amar aquele Amor. Onde? Nas provações! Decidir mais por aquele Amor do que por todas as outras coisas e pessoas. Se dentro de nós reinar este amor por Jesus Eucarístico, o reino de Satanás arruinará. Aí ele não poderá entrar porque seria queimado como uma borboleta na chama. Se estivermos com o Amor Eucarístico vivo, Satanás nada poderá fazer. Se nos tornarmos Pão da vida eterna, Amor eterno, poderemos fechar as portas do inferno.
Se descobrirmos o Amor de Deus nas provações, saltaremos de alegria. Aqui começa nossa felicidade. As provações nunca podem molestar-nos, ainda que levemente. Tampouco a morte de quem amamos nos pode abalar, nem sequer as tragédias. Nós, cristãos, podemos ser casos trágicos ou pessoas muito felizes. Se não dermos tudo ao Senhor, de forma que o Amor de Deus penetre em todas as nossas dores, nas nossas desgraças e frustrações, permaneceremos infelizes. Se descobrirmos o Amor de Deus em todas as provações que possam atingir-nos e se permanecermos abertos ao Amor Vivo, alcançaremos a felicidade. Saltai de Alegria! Não é uma teoria, é uma realidade que está dentro do cristão, tal qual uma flor que se abre e exala seu perfume.
Podemos conseguir isto, se dermos os passos que deu S. Pedro depois da reprovação de Jesus: Ele amou o Senhor mais do que a sua vida, tornando-se assim glorioso... S. Paulo exclama: Quem nos separará do Amor de Deus? Ninguém e nada! Ah, se compreendêssemos essa oferta que o Senhor faz a cada um de nós, a cada cristão!
Vivemos ainda uma dupla lógica: «Se perco tempo na oração, não consigo fazer tudo, nem alcançar meus objetivos e o sucesso». Mas, se você não rezar, não alcançará a vida! Dizia Santo Cura D'Ars: «Se alguém quiser perder as coisas materiais, trabalhe no Domingo. Se desejar possuir muito, repouse e reze». Quando colocamos as coisas de forma inversa, tudo fica pelo avesso. Procuremos o Senhor, e que nossa oração seja um caminho para a vida eterna que está dentro de nós.(Frei Tomislav, 17. 09.94)
Não consegui ajoelhar-me
Padre Albert Shamon (New York) sempre me encanta com o seu humor travesso e, quando me provoca, não deixo de reagir. Um dia, desejando ver claramente essa história das aparições de Mediugórie, optou pela melhor solução: ir ver de perto.
Assim ele conta o seu primeiro dia:
«Estava muito inseguro e então resolvi levar o Santíssimo Sacramento comigo, como faz todo o sacerdote quando é chamado para atender um doente. Tinha a intuição de que se essas aparições fossem obra do demônio, a presença de Nosso Senhor iria criar uma tremenda confusão!
Quando cheguei, já havia uma grande multidão concentrada diante da porta que dá para a sala das aparições. Fiquei com medo de não poder entrar, mas o franciscano que vigiava a porta viu-me, reconheceu-me, afastou a multidão e disse-me que entrasse. Atribuí esse favor ao Santíssimo Sacramento que eu levava comigo.
A sala estava mais cheia do que uma lata de sardinhas e vi-me achatado contra a parede, mas, apesar de tudo, estava contente por estar ali. Miriana e Iákov, acompanhados por frei Slavko, chegaram e ficaram de joelhos no vão da porta para rezarem o Rosário. Interromperam no terceiro mistério doloroso. Frei Slavko começou então a abrir um pouco de espaço na sala e mandou deslocarem-se todos os que estavam na minha frente. Para minha grande satisfação, fiquei bem ao lado de Maria.
A aparição começou e, a um sinal de Frei Slavko, todos se ajoelharam. Todos menos eu, porque, apesar de todos os meus esforços, os joelhos recusavam-se a dobrar, estavam como que bloqueados. Confuso, inclinei-me ao máximo, para não ser notado.
Naquela noite, concelebrei a Santa Missa e meus joelhos funcionaram normalmente.
Na tarde seguinte, resolvi tentar novamente a minha sorte e posicionei-me diante da porta. O mesmo franciscano fez-me sinal para entrar e agradeci a Jesus. Mas, na hora da aparição, foi impossível pôr-me de joelhos! Apesar de todos os meus esforços, nada feito! Tive de dobrar-me novamente em dois.
Ainda com o Santíssimo Sacramento, fui autorizado pela terceira vez à aparição. Como meus joelhos ficassem novamente bloqueados, pedi à Santíssima Virgem que me dissesse o porquê. E pareceu-me que Ela dizia: "Não quero que Meu Filho Se ajoelhe diante de Mim».
Deixei Mediugórie convencido da autenticidade do que ali acontece.
Irmã Emmanuel (Mediugórie anos 90)
 
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Peregrinações Ano 2000
Março: No dia 16 deste, partirá para Roma e Mediugórie nosso primeiro grupo de peregrinos do ano.
Junho e Setembro: Terra Santa (5 dias), Roma (2 dias) e Mediugórie (7 dias). Telefone: (61) 345-7500.
Encontro em Itaici
O encontro Servos da Rainha deste ano será novamente em Itaici, de 30 de novembro a 3 de dezembro. As inscrições já estão abertas. Telefone (61) 345-7500.
Obra dos peregrinos e amigos de Mediugórie
Há mais de dois anos, a Comunidade Servos da Rainha, mantida pelos peregrinos e amigos de Mediugórie, vem dando assistência a crianças carentes e seus familiares de um bairro a 30 km de Brasília, relativamente a moradia, alimentação, vestuário, educação, esporte, lazer, religião e cultura.
Quem desejar conhecer esse trabalho e colaborar com a obra deverá entrar em contato com a Comunidade. Endereço: Q. 168, lotes 1/5, bairro Jardim Céu Azul, primeira Etapa, Valparaíso de Goiás (GO), tel.: (061) 624-3254.
Venha passar o domingo conosco e partilhar do nosso trabalho, fruto de Mediugórie, pois esperamos que a Comunidade seja um local permanente de encontro dos peregrinos e amigos de Mediugórie provenientes de todo o Brasil. Confirme sua presença com antecedência.
No dia 27 de fevereiro, tivemos a satisfação de receber 120 peregrinos e amigos de Mediugórie, de Brasília e Goiânia, para um almoço festivo.