Mediugórie - Eco 172
Julho de 2000 - São Tiago
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.06.00:
 
Queridos filhos! Hoje os convido à oração. Quem reza não tem medo do futuro. Não se esqueçam: Eu estou com vocês e os amo a todos. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Rezar e não temer o futuro
Todas as mensagens, e também esta, falam sobre a oração e convidam a rezar. Parece mesmo apropriado que, numa grande festa como hoje, Nossa Senhora nos recorde o que é realmente fundamental: rezar. Já temos falado, muitas vezes, sobre a necessidade da oração: rezar o Rosário, ir à Santa Missa, organizar adorações, rezar individualmente, na família, nos grupos de oração, ler a Sagrada Escritura, reservar tempo para a oração da manhã, durante o dia e também à noite. Reservar, realmente, um tempo para a oração, e não rezar apenas quando nada se tem a fazer, é o que pede Nossa Senhora em várias mensagens. Ela também nos convida a deixar todas as nossas desculpas e a decidirmo-nos pela oração. Em outras mensagens, ensina-nos que a oração se torne um alegre encontro com o Senhor. Pediu-nos também para rezarmos e, na oração, superar o cansaço.
Como neste grande dia Nossa Senhora nos convida à oração, devemos mesmo rever tudo que Ela nos tem dito sobre a oração e todas suas intenções. Por exemplo, é muito importante o que nos disse uma vez: "Não busquem as coisas apenas segundo seus interesses". Maria nos pede para rezar não apenas quando temos alguma necessidade, mas rezar buscando Deus como Ele é.
Estou certo de que todos aqueles que começaram a rezar diariamente, seguindo as indicações de Nossa Senhora, têm experimentado o que Ela nos fala nesta mensagem: "Quem reza não tem medo do futuro". Sabemos que hoje, pelo mundo inteiro, há pessoas que realmente espalham o medo, falam de cataclismos e do fim do mundo. Naturalmente, a nível humano, existem razões para o medo, para as angústias. Por isso, também muitas pessoas perdem o sentido da vida, perdem a vontade de viver e cresce o número de suicídios, de depressões e muitos tomam remédio para poder dormir. Tudo isso é sintoma do medo. Contudo, as pessoas que começaram a rezar, e são perseverantes, sabem muito bem que, quando se reza, quando se encontra com Deus na oração, o coração liberta-se dos medos, das angústias, porque o Senhor nos conhece. Ele tem em Sua mão nossa vida, nosso passado, presente e futuro, a nossa família. Os pais tornam-se conscientes de que seus filhos, mesmo que lhes causem muitas preocupações, são também filhos de Deus Pai, que os ama mais que eles próprios. Por isso, devemos nos entregar. Esse é também o significado do "Creio": "oferecer o coração". Depois, o Senhor opera em nós. Devemos nos livrar principalmente do medo do futuro, porque o Senhor pode mudar todas as coisas, e deseja transformar tudo em bem. A condição, no entanto, da nossa parte, é o amor.
Depois, Nossa Senhora nos diz: "Filhinhos, não se esqueçam: Eu estou com vocês e os amo a todos". Aqui está outra grande razão para nos abandonarmos a Deus. Abandonarmo-nos também com as cruzes, com os problemas e sofrimentos, sabendo que Maria caminha conosco. Ela também é peregrina, como o Papa o declara na encíclica "Mãe do Redentor". Abandonarmo-nos principalmente porque sabemos que Ela nos ama. Quando nos sentimos amados por uma Mãe assim, Mãe Mediadora e Mestra, certamente temos todas as razões para seguir adiante com alegria e paz. Naturalmente, os sofrimentos vão permanecer, os problemas continuarão, mas há uma grande diferença no coração de quem reza e acredita.
Por último, nesta mensagem Nossa Senhora também agradece aos que corresponderam a Seu convite. Esperamos que sejam muitíssimos os corações, as almas, as famílias e os grupos de oração que hoje possam de fato aceitar pessoalmente a palavra de Nossa Senhora. Ela nos agradece por termos feito o que nos recomendou, ainda que em nós existam muitas falhas. Devemos estar conscientes de que Nossa Senhora nos vê, nos conhece e nos ama, que está conosco e que nos agradece: isso nos dá um novo impulso e uma nova vontade e seguir adiante. Frei Slavko Barbaric, em 30.06.00
 
Notícias de Mediugórie
Últimas
Nesses dias, os videntes estão todos aqui e passam bem. Desejamos também agradecer por suas vidas, pelo testemunho que continuam oferecendo.
Aqui estão muitas pessoas. Nesta tarde, a Missa vespertina foi concelebrada por 150 sacerdotes e por Dom Frane Franic, bispo emérito de Split, conhecido de muitos peregrinos. Encontram-se aqui peregrinos do mundo inteiro. Participaram da celebração desta tarde cerca de trinta e cinco mil pessoas. Realmente foi uma grande festa. Muitos fiéis, dos diversos grupos lingüisticos, se confessaram, principalmente os da língua croata. Uma centena de sacerdotes atendeu às Confissões o tempo todo, desde ontem à tarde.
Na próxima sexta-feira, começará o grande retiro para os sacerdotes, para o qual se inscreveram cerca de 300 sacerdotes. Tomamos conhecimento de que também a Rádio Vaticano falou desse acontecimento.      Frei Slavko, 25.06.00 
Aparição anual a Ivanka
 
Vicka, Maria Pavlovic e Ivan, de acordo com seu testemunho, ainda têm a aparição diariamente, ao passo que Miriana, Ivanka e Iákov têm a aparição uma vez ao ano.
A aparição anual a Ivanka, neste 25.06.00, aconteceu em sua casa e durou 7 minutos, estando presente apenas Ivanka, seu esposo e três filhos. Nossa Senhora deu a seguinte mensagem:
Apresento-Me aqui como "A Rainha da Paz". Convido-os novamente à paz, ao jejum e à oração. Renovem a oração familiar e recebam minha bênção.
  Ivanka nos disse que Nossa Senhora estava contente e falou-lhe sobre o sexto segredo.
Aparição na Colina
 
O lugar das primeiras aparições, no Monte Podbrdo, quase não conteve o incontável número de peregrinos que se apertavam na noite da sexta-feira, 23 de junho, para rezar com o grupo de Ivan e participar da aparição extraordinária, às 22h30. Ivan contou que Nossa Senhora apareceu "extremamente" feliz, rodeada por três anjos, como algumas vezes acontece em dias de grandes festas. Ela permaneceu por longo tempo e, com os braços estendidos, rezou sobre nós e nos abençoou; de forma especial, rezou pela conversão dos pecadores e convidou-nos a rezar nessa mesma intenção.
O Segredo de Fátima
Transcrevemos, a seguir, na íntegra, as três partes do Segredo de Fátima e, por limitação de espaço, apenas parte das explicações e observações publicadas pela Congregação para a Doutrina da Fé, em 26.06.00:
 
Apresentação
Na passagem do segundo para o terceiro milênio, o Papa João Paulo II decidiu tornar público o texto da terceira parte do « segredo de Fátima ».
Depois dos acontecimentos dramáticos e cruéis do século XX, um dos mais tormentosos da história do homem, com o ponto culminante no cruento atentado ao « doce Cristo na terra », abre-se assim o véu sobre uma realidade que faz história e a interpreta na sua profundidade segundo uma dimensão espiritual, a que é refratária a mentalidade atual, freqüentemente eivada de racionalismo.
A história está constelada de aparições e sinais sobrenaturais, que influenciam o desenrolar dos acontecimentos humanos e acompanham o caminho do mundo, surpreendendo crentes e descrentes.
Estas manifestações, que não podem contradizer o conteúdo da fé, devem convergir para o objeto central do anúncio de Cristo: o amor do Pai que suscita nos homens a conversão e dá a graça para se abandonarem a Ele com devoção filial. Tal é a mensagem de Fátima, com o seu veemente apelo à conversão e à penitência, que leva realmente ao coração do Evangelho.
Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas. A primeira e a segunda parte do « segredo », que são publicadas em seguida para ficar completa a documentação, dizem respeito antes de mais à pavorosa visão do inferno, à devoção ao Imaculado Coração de Maria, à segunda guerra mundial, e depois ao prenúncio dos danos imensos que a Rússia, com a sua defecção da fé cristã e adesão ao totalitarismo comunista, haveria de causar à humanidade.
Em 1917, ninguém poderia ter imaginado tudo isto: os três pastorinhos de Fátima vêem, ouvem,  memorizam, e Lúcia, a testemunha sobrevivente, quando recebe a ordem do Bispo de Leiria e a autorização de Nossa Senhora, põe por escrito.
Para a exposição das primeiras duas partes do « segredo », aliás já publicadas e conhecidas, foi escolhido o texto escrito pela Irmã Lúcia na terceira memória, de 31 de Agosto de 1941; na quarta memória, de 8 de Dezembro de 1941, ela acrescentará qualquer observação.
A terceira parte do « segredo » foi escrita « por ordem de Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da (...) Santíssima Mãe », no dia 3 de Janeiro de 1944.
Existe apenas um manuscrito. O envelope selado foi guardado primeiramente pelo Bispo de Leiria. Para se tutelar melhor o « segredo », no dia 4 de Abril de 1957, o envelope foi entregue ao Arquivo Secreto do Santo Ofício. Disto mesmo, foi avisada a Irmã Lúcia pelo Bispo de Leiria.
Segundo apontamentos do Arquivo, no dia 17 de Agosto de 1959, e de acordo com Sua Eminência o Cardeal Alfredo Ottaviani, o Comissário do Santo Ofício, Padre Pierre Paul Philippe OP, levou a João XXIII o envelope com a terceira parte do « segredo de Fátima ». Sua Santidade, « depois de alguma hesitação », disse: « Aguardemos. Rezarei. Far-lhe-ei saber o que decidi ».
Na realidade, a decisão do Papa João XXIII foi enviar de novo o envelope selado para o Santo Ofício e não revelar a terceira parte do « segredo ».
Paulo VI leu o conteúdo com o Substituto da Secretaria de Estado, Sua Ex.cia Rev.ma D. Ângelo Dell'Acqua, a 27 de Março de 1965, e mandou novamente o envelope para o Arquivo do Santo Ofício, com a decisão de não publicar o texto.
João Paulo II, por sua vez, pediu o envelope com a terceira parte do « segredo », após o atentado de 13 de Maio de 1981. Sua Eminência o Cardeal Franjo Seper, Prefeito da Congregação, a 18 de Julho de 1981, entregou a Sua Ex.cia Rev.ma D. Eduardo Martínez Somalo, Substituto da Secretaria de Estado, dois envelopes: um branco, com o texto original da Irmã Lúcia em língua portuguesa; outro cor-de-laranja, com a tradução do « segredo » em língua italiana. No dia 11 de Agosto seguinte, o Senhor D. Martínez Somalo devolveu os dois envelopes ao Arquivo do Santo Ofício.
Como é sabido, o Papa João Paulo II pensou imediatamente na consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria e compôs ele mesmo uma oração para o designado « Ato de Entrega », que seria celebrado na Basílica de Santa Maria Maior, a 7 de Junho de 1981, solenidade de Pentecostes, dia escolhido para comemorar os 1600 anos do primeiro Concílio Constantinopolitano e os 1550 anos do Concílio de Éfeso. O Papa, forçadamente ausente, enviou uma radiomensagem com a sua alocução.
Para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, o Santo Padre quis, durante o Ano Santo da Redenção, tornar mais explícito o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima no dia 13 de Maio de 1982. E, no dia 25 de Março de 1984, quando se recorda o "fiat" pronunciado por Maria no momento da Anunciação, na Praça de S. Pedro, em união espiritual com todos os Bispos do mundo anteriormente "convocados", o Papa entrega ao Imaculado Coração de Maria os homens e os povos, com expressões que lembram as palavras ardorosas pronunciadas em 1981:
Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, feita em 25.03.84 pelo Papa João Paulo II:
«E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao vosso Coração: Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.
De modo especial Vos entregamos e consagramos aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.
"À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus"! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação! Encontrando-nos hoje diante Vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: "Eu consagro-Me por eles — foram as Suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade" (Jo 17, 19). Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu Coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.
A força desta consagração permanece por todos os tempos e abrange todos os homens, os povos e as nações; e supera todo o mal, que o espírito das trevas é capaz de despertar no coração do homem e na sua história e que, de fato, despertou nos nossos tempos.
Oh quão profundamente sentimos a necessidade de consagração pela humanidade e pelo mundo: pelo nosso mundo contemporâneo, em união com o próprio Cristo! Na realidade, a obra redentora de Cristo deve ser participada pelo mundo por meio da Igreja.
Manifesta-o o presente Ano da Redenção: o Jubileu extraordinário de toda a Igreja.
Neste Ano Santo, bendita sejais acima de todas as criaturas Vós, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento Divino!
Louvada sejais Vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!
Mãe da Igreja! Iluminai o Povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade! Iluminai de modo especial os povos dos quais Vós esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.
Confiando-Vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós Vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso Coração materno.
Oh Imaculado Coração! Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!
Da fome e da guerra, livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!
Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o gênero de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!
Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!
Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!
Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o "pecado do mundo", enfim o pecado em todas as suas manifestações.
Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da Esperança! ».
A Irmã Lúcia confirmou pessoalmente que este ato, solene e universal, de consagração correspondia àquilo que Nossa Senhora queria: « Sim - disse ela - está feita tal como Nossa Senhora a pediu, desde o dia 25 de Março de 1984 »
O Segredo
(Na transcrição, respeitou-se o texto original mesmo quando havia erros e imprecisões de escrita e pontuação, os quais, aliás, não impedem a compreensão daquilo que a vidente quis dizer.)
Primeira e Segunda parte do "Segredo", segundo a redação feita pela Irmã Lúcia na "Terceira Memória", de 31 de agosto de 1941, destinada ao Bispo de Leiria-Fátima:
"Bem, o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar.
A primeira foi pois a vista do inferno!
Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.
  Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:
  — Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz. (Na citada « quarta memória », a Irmã Lúcia acrescenta: « Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé etc. ».
 
Terceira parte do "Segredo", revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria-Fátima:
 
"Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse:
"Penitência, Penitência, Penitência!" E vimos n'uma luz emensa que é Deus: "algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante" um Bispo vestido de Branco "tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre". Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.                           Tuy-3-1-1944 ».
Interpretação do "Segredo"
Carta de João Paulo II à Irmã Lúcia
Reverenda Irmã
Maria Lúcia
Convento de Coimbra
Na exultância das festas pascais, apresento-lhe os votos de Cristo Ressuscitado aos discípulos: "A paz esteja contigo!"
Terei a felicidade de poder encontrá-la no tão aguardado dia da beatificação de Francisco e Jacinta que, se Deus quiser, beatificarei no próximo dia 13 de maio.
Tendo em vista, porém, que naquele dia não haverá tempo para um colóquio, mas somente para uma breve saudação, encarreguei expressamente de vir falar consigo Sua Excelência Monsenhor Tarcísio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. É a Congregação que colabora mais diretamente com o Papa para a defesa da verdadeira fé católica, e que conservou, como saberá, desde 1957, a Sua carta manuscrita contendo a terceira parte do segredo revelado dia 13 de julho de 1917 na Cova da Iria, em Fátima.
Monsenhor Bertone, acompanhado pelo Bispo de Leiria, Sua Excelência Monsenhor Serafim de Sousa e Silva, vem em Meu nome fazer-lhe algumas perguntas sobre a interpretação da "terceira parte do segredo".
Reverenda Irmã Lúcia, pode falar abertamente e sinceramente a Monsenhor Bertone, que Me referirá diretamente as suas respostas.
Peço ardentemente à Mãe do Ressuscitado pela Reverenda Irmã, pela Comunidade de Coimbra e por toda a Igreja.
Maria, Mãe da humanidade peregrina, nos mantenha sempre estreitamente unidos a Jesus, Seu dileto Filho e nosso Irmão, Senhor da vida e da glória.
Com uma especial Bênção Apostólica.
Vaticano, 19 de Abril de 2000.
Joannes Paulus II
Colóquio com a Irma Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado
O encontro da Irmã Lúcia com Sua Ex.cia Rev.ma D. Tarcisio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, por encargo recebido do Santo Padre, e Sua Ex.cia Rev.ma D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, Bispo de Leiria-Fátima, teve lugar a 27 de Abril passado (uma quinta-feira), no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra.
A Irmã Lúcia estava lúcida e calma, dizendo-se muito feliz com a ida do Santo Padre a Fátima para a Beatificação de Francisco e Jacinta, há muito desejada por ela.
O Bispo de Leiria-Fátima leu a carta autógrafa do Santo Padre, que explicava os motivos da visita. A Irmã Lúcia disse sentir-se muito honrada, e releu pessoalmente a carta comprazendo-se por vê-la nas suas próprias mãos. Declarou-se disposta a responder francamente a todas as perguntas.
Então, o Senhor D. Tarcisio Bertone apresenta-lhe dois envelopes: um exterior que tinha dentro outro com a carta onde estava a terceira parte do « segredo » de Fátima. Tocando esta segunda com os dedos, logo exclamou: « É a minha carta », e, depois de a ler, acrescentou: « É a minha letra ».
Com o auxílio do Bispo de Leiria-Fátima, foi lido e interpretado o texto original, que é em língua portuguesa. A Irmã Lúcia concorda com a interpretação segundo a qual a terceira parte do « segredo » consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirma a sua convicção de que a visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imane sofrimento das vítimas da fé no século XX.
À pergunta: « A personagem principal da visão é o Papa? », a Irmã Lúcia responde imediatamente que sim e recorda como os três pastorinhos sentiam muita pena pelo sofrimento do Papa e Jacinta repetia: « Coitadinho do Santo Padre. Tenho muita pena dos pecadores! » A Irmã Lúcia continua: « Não sabíamos o nome do Papa; Nossa Senhora não nos disse o nome do Papa. Não sabíamos se era Bento XV, Pio XII, Paulo VI ou João Paulo II, mas que era o Papa que sofria e isso fazia-nos sofrer a nós também ».
Quanto à passagem relativa ao Bispo vestido de branco, isto é, ao Santo Padre — como logo perceberam os pastorinhos durante a « visão » — que é ferido de morte e cai por terra, a irmã Lúcia concorda plenamente com a afirmação do Papa: « Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre agonizante deteve-se no limiar da morte » (João Paulo II, Meditação com os Bispos Italianos, a partir da Policlínica Gemelli, 13 de Maio de 1994).
Uma vez que a Irmã Lúcia, antes de entregar ao Bispo de Leiria-Fátima de então o envelope selado com a terceira parte do « segredo », tinha escrito no envelope exterior que podia ser aberto somente depois de 1960 pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria, o Senhor D. Bertone pergunta-lhe: « Porquê o limite de 1960? Foi Nossa Senhora que indicou aquela data? ». Resposta da Irmã Lúcia: « Não foi Nossa Senhora; fui eu que meti a data de 1960 porque, segundo intuição minha, antes de 1960 não se perceberia, compreender-se-ia somente depois. Agora pode-se compreender melhor. Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa ».
Por último, alude-se ao manuscrito, não publicado, que a Irmã Lúcia preparou para dar resposta a tantas cartas de devotos e peregrinos de Nossa Senhora. A obra intitula-se « Os apelos da Mensagem de Fátima », e contém pensamentos e reflexões que exprimem, em chave catequética e parenética, os seus sentimentos e espiritualidade cândida e simples. Perguntou-se-lhe se gostava que fosse publicado, ao que a Irmã Lúcia respondeu: « Se o Santo Padre estiver de acordo, eu fico contente; caso contrário, obedeço àquilo que decidir o Santo Padre ». A Irmã Lúcia deseja sujeitar o texto à aprovação da Autoridade Eclesiástica, esperando que o seu escrito possa contribuir para guiar os homens e mulheres de boa vontade no caminho que conduz a Deus, meta última de todo o anseio humano.
O colóquio termina com uma troca de terços: à Irmã Lúcia foi dado o terço oferecido pelo Santo Padre, e ela, por sua vez, entrega alguns terços confeccionados pessoalmente por ela.
A Bênção, concedida em nome do Santo Padre, concluiu o encontro.
Vaticano, 26.06.00
Não esquecer a promessa
Hoje, Mediugórie e o mundo estão em festa, pois celebramos o 19º aniversário das aparições de Nossa Senhora, Rainha da Paz. Ela preparou a humanidade para o Grande Jubileu de seu Filho e nosso Salvador, e deseja conduzir-nos ao 3º milênio. A travessia é cheia de perigos. Por isso,  Nossa Senhora nos orienta, dizendo:
"Queridos filhos! Convido-os à conversão individual. Este tempo é para vocês!"
Contra o Golias, deu-nos como arma, 5 pedrinhas: 1º) Oração com o coração: Rosário; 2º) Eucaristia; 3º) Bíblia; 4º) Jejum; e 5º) Confissão mensal.
Isso não é utopia! Tudo que está acontecendo em Mediugórie já é início desta transformação. Basta sentar-se no confessionário para sentir esta mudança que comove o coração do sacerdote.
Estão vindo aqui pessoas de todas as nações, raças e línguas. E esta diversidade é uma maravilhosa união. O que une a todos, é o amor a Deus, a Maria e ao próximo. Mediugórie é um permanente Pentecostes.
Agora, transferir este clima para nossas comunidades é tarefa nossa:
"Sem vocês, o Senhor não pode realizar o que deseja".
Como exemplo, temos a Irmã Elvira, fundadora da Comunidade Cenáculo, atualmente com 27 Comunidades espalhadas pelo mundo. Ouvimos o testemunho daqueles jovens que foram resgatados do fundo do poço e que hoje vivem mais felizes do que nós. Já estamos cansados das palavras vazias. Jesus também se cansa de ouvir nossas orações sem obras, sem caridade e, principalmente, sem a conversão individual.
Uma noite, subi com o grupo à montanha da Cruz, o Krizevac. Logo no início, minha lanterna apagou, mas subi sem dificuldade porque o caminho foi iluminado pelas lanternas das outras pessoas. Devemos ser luz para iluminar o caminho dos outros. Às vezes, agindo ao contrário, nós o escurecemos.
Nossa Senhora nos deu as 5 pedrinhas para defender-nos do mal.
Ao voltamos para nossas casas, não podemos nos esquecer do que prometemos a Nossa Senhora. Talvez seja impossível usar essas 5 pedrinhas. Sabemos que Davi matou Golias apenas com uma. Também nós, se escolhermos uma, Nossa Senhora ficará satisfeita. Temos que escolher e saber usar esta arma para não sermos derrotados.
Frei  Francisco Kramek, homilia proferida em Mediugórie, na Capela de Adoração, durante a Santa Missa de despedida do Grupo, em 25.06.00
Missa do 19º Aniversário
Nos dias de grandes festas, a Igreja de São Tiago se torna pequena demais para acomodar os milhares de peregrinos. Por isso, a Santa Missa vespertina do dia 25.06.00 foi celebrada no Altar circular, localizado na parte externa da igreja. Cerca de 150 sacerdotes concelebraram a Santa Missa presidida por Dom Frane Franic, bispo emérito de Split.
Graças ao perfeito sistema de alto-falantes, os fiéis puderam acompanhar piedosamente a celebração, mesmo não podendo se aproximar por causa do grande número de participantes. Estava lotada a igreja de São Tiago, a praça em frente da igreja até a calçada da rua, com pessoas sentadas inclusive no meio-fio. Do lado direito da igreja, havia fiéis por toda a área aberta, e também sob as várias coberturas novas existentes perto dos banheiros. Pelo lado esquerdo, estava repleta a área entre a igreja e os confessionários e atrás destes, até a Capela de Adoração, a galeria, souvenirs da paróquia, a casa paroquial e espaços até a rua. Os fiéis, em maior número, encontravam-se no grande pátio que vai do altar circular até o novo galpão de conferência e estacionamento dos ônibus. Havia gente também em meios às parreiras ainda existentes antes do cemitério.
O Evangelho foi proclamado em 14 idiomas. Ao término da Santa Missa, concluiu-se a novena em preparação ao 19º aniversário, que tem sido sempre a reza do Magnificat feita pelos videntes (este ano, Ivan e Maria Pavlovic). Após cada verso, os fiéis cantavam:
 Ave, Ave, Ave Maria.
Peregrinação - Terra Santa, Roma  e Mediugórie (Festa da Exaltação da Santa Cruz). Saída: 31.08.00
Informações:Telefone:(61)624-5511
Como contribuir para o Eco
Depositar no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviar cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Encontro sobre Mediugórie
Conforme já divulgado, o Encontro será realizado em Itaici (SP), de 30/Nov a 3/Dez/00. Informações e inscrições: Telefone (61) 624-5511.
Nossos telefones mudaram:
Escritório:    (61) 624-5511
Fax         :     (61) 624-2333
Mensagem:  (61) 624-2221
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