Mediugórie - Eco 178
Janeiro de 2001 - Epifania do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.12.00:
 
  Queridos filhos! Hoje, que Deus me permitiu estar com vocês, com o Menino Jesus nos braços, alegro-Me com vocês e agradeço a Deus por tudo aquilo que fez neste ano jubilar. Agradeço a Deus, de forma especial, por todas as vocações dos que disseram "sim" a Deus em plenitude. Abençôo todos vocês com a minha bênção e com a bênção de Jesus recém-nascido. Rezo por todos vocês para que nasça a alegria em seus corações e para que vocês, na alegria, também sintam a alegria que tenho hoje. Neste Menino trago-lhes o Salvador de seus corações, que os convida à santidade de vida. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Sintam minha alegria
 
No Natal, Maria vem regularmente com o Menino Jesus nos braços. É um sinal e também uma realidade. A eternidade é o que permanece, o que, diante de Deus, não se extingue, mas continua a existir. Os acontecimentos marcados pelo Espírito Santo não estão sujeitos ao desgaste do tempo, estão fora dele, na eternidade de Deus. O Natal é, portanto, o Acontecimento por excelência, para a vinda de Deus ao mundo, para o Seu nascimento no homem. Maria é eternamente Mãe. Pela graça de Deus, em momentos particulares da nossa história, Ela visita-nos, fala-nos, manifesta-Se, mas a Sua maternidade subsiste sempre, e não só em relação a Jesus, mas também em relação a nós.
Alegro-Me com vocês e agradeço a Deus por tudo aquilo que fez neste ano jubilar. A alegria foi sempre, na história de Israel, uma maneira de o povo exprimir publicamente o louvor e o agradecimento a Deus. A alegria que anima esta mensagem natalina é algo muito maior. É um estado existencial perene e não uma alegria passageira. É uma realidade imanente e não um momento de vida. Rezo por todos vocês para que nasça a alegria em seus corações e para que vocês, na alegria, também sintam a alegria que tenho hoje. A alegria de Maria não é um sentimento, é Jesus. Aquele "hoje" não é um momento, é o hoje eterno de Deus. Maria reza para que este Natal seja o nosso Natal, para que a alegria nasça em nossas almas. No nosso Batismo, Jesus já nasceu em nós, mas, para podermos permanecer fiéis temos e teremos, certamente, muito o que fazer para deixar-Lhe a liberdade de viver e crescer em nós. Que nenhum temor nos detenha. Deus concede-nos a Graça de retomar o caminho, de continuar, de recomeçar, basta tomar a decisão com um coração sincero. A vinda de Deus ao mundo está fixada na eternidade e isso poderá acontecer em todos os dias da nossa vida terrena, pois diariamente podemos encontrá-Lo na Santa Eucaristia. Neste tempo particularíssimo de graça é mais fácil ainda acolhê-Lo em nossa alma. Os frutos do Jubileu não foram ainda todos colhidos e Maria continua a visitar-nos e a instruir-nos.
Agradeço a Deus, de forma especial, por todas as vocações dos que disseram «Sim» a Deus em plenitude. Este é um fruto já maduro do Jubileu e que ainda amadurecerá se soubermos abrir-nos a Deus, dizer-Lhe um «sim» pleno, sem condicionamentos. Dessa forma, Jesus nasce por nós, condição única do nosso acolhimento. Provavelmente, o agradecimento de Maria diz respeito ao florescimento de vocações religiosas e todos nós devemos louvar e dar graças a Deus por tantas respostas positivas ao Seu pedido. Também nós, leigos, somos chamados a dar uma resposta que nos envolva plenamente, que ocupe todos os espaços da nossa existência, que oriente toda a nossa atividade, que molde todas as escolhas, decisões e atitudes.
Na alegria, também sintam a alegria que tenho hoje. Esta alegria, que é a presença de Jesus em nós e que ninguém poderá tirá-la de nós (Jo 16,22), levaremos ao mundo. Ela deve transparecer em nossos gestos, brilhar em nossos olhos, florir em nossos lábios. Sua transmissão é realizada em silêncio, testemunhada na vida diária. A alegria é um dos frutos do Espírito Santo (Gl 5,22) e um componente do Reino de Deus (Rom 14,17). Se ela está ausente em nossa vida, deveremos duvidar da nossa fé.
Neste Menino trago-lhes o Salvador de seus corações, que os convida à santidade de vida. A santidade não é uma coleção de virtudes ou de boas obras; não é um fazer, mas um ser. A santidade consiste em ser habitado por Jesus, vivido por Ele. A santidade brota da nossa adesão plena à vida que Ele deseja viver em nós e expressar-se por meio de nós. Seremos santos na medida em que Sua Vida tome o lugar da nossa. Isto pode acontecer inesperadamente, num instante, mas pode também requerer um longo caminho. Antes disso, porém, ou depois, é preciso permanecermos solidariamente ancorados em Maria, dóceis e humildes servos do Evangelho e da Igreja e, então, haverá abundância de alegria junto de Vós, e delícias eternas à Vossa direita (Sl 15,11).
                           Nuccio Quatrocchi
Notícias de Mediugórie
Últimas
Mediugórie está calma. Os padres fazem o melhor que podem para substituir Frei Slavko. Os padres franciscanos revezam-se para animar o Rosário, as vigílias de Adoração e as orações nas colinas. O novo pároco, Frei Ivan Sesar, alegra-se, vendo sua equipe seguir os passos de Frei Slavko, seguindo fielmente seu espírito de oração. Todos os compromissos e retiros programados estão sendo mantidos.
Natal em Mediugórie
 
Durante a preparação para o Natal, além do programa de oração vespertino da Igreja, rezou-se, durante a novena, o Rosário na Colina das Aparições. No período de Advento, realizaram-se três retiros de jejum e oração na casa de oração «Domus Pacis», com a participação de 100 peregrinos do país e do estrangeiro, com o objetivo de se prepararem, por meio do jejum e da oração, para o Natal, aprofundando-se, dessa forma, no segredo de Deus que Se fez Homem.
Durante a festividade do Natal, viveu-se, no Santuário da Rainha da Paz, um clima de paz, de oração e de espírito de comunhão entre os fiéis que che-garam de todas as partes do mundo.
No dia 17, corais de crianças de Dubrovnik e de Mediugórie realizaram um Concerto de Natal no Santuário. Desta forma, desejaram um Santo Natal a todos os fiéis e peregrinos. Na noite de vigília do Natal, participaram da Santa Missa vespertina milhares de fiéis. A Igreja estava repleta de fiéis. A vigília começou às 22 horas com a Adoração ao Santíssimo e terminou com a Missa do Galo.
 
Frei Liubo assume tarefas de Frei Slavko
 
Como era esperado, Frei Liubo, um franciscano residente em Mediugórie, recebeu o encargo de assumir as tarefas desempenhadas por Frei Slavko no Santuário. Ocupar-se-á, também, dos comentários das mensagens da Rainha da Paz. Ele próprio declara:
«Quero, antes de tudo, pedir à Santíssima Virgem que me ajude e abra os corações de todos os que ouvem, para que Suas mensagens possam levar a saúde física e espiritual e a tão desejada paz aos corações e às famílias. Desejo pedir a Nossa Senhora que, por causa das minhas limitações, conserte minhas faltas e meus erros. A morte do nosso irmão Slavko foi repentina e inesperada. É doloroso porque deixou um vazio em muitas pessoas, para as quais foi, com seus convites e conselhos, durante tantos anos, um verdadeiro pai, servindo fielmente a nossa Mãe Celeste. Estou consciente de que ninguém pode substituí-lo na sua fidelidade, dedicação e incansável amor à Virgem, que tanto amava. Amando, ele podia e tinha força para amar muitos que nunca experimentaram o amor humano nem o amor divino. Nos seus trabalhos, nas confissões, nas pregações e nos encontros com as pessoas, era totalmente dedicado. Estava sempre em movimento, nunca era visto parado.
Recordamos, por fim, suas reflexões feitas pela Rádio Maria sobre a mensagem de Nossa Senhora, do dia 25 de julho: «Não se esqueçam de que estão aqui na terra a caminho da eternidade e que a morada de vocês está no Céu». Frei Slavko comentou: «Maria convida a nos tornarmos e a permanecermos conscientes de que, sobre a terra, somos peregrinos e que viemos do amor de Deus. Deus quis-nos neste tempo, neste século, neste país, nesta família, onde estamos com os dons que nos deu, mas deixou-nos também livres para fazermos, depois, a nossa escolha para a vida eterna. Para chegarmos a formar esta consciência, Maria fixa duas condições: «Filhinhos, estejam abertos ao Amor de Deus e deixem o egoísmo e o pecado».
Aparição a Iákov neste Natal
 
Também este ano Iákov teve sua aparição no dia de Natal. A aparição começou às 15h20 e durou 10 minutos. Nossa Senhora veio alegre com o Menino Jesus nos braços. Abençoou a todos e deixou essa mensagem:
Queridos filhos! Hoje, que Jesus nasceu  e, com o Seu nascimento, trouxe uma imensa alegria, amor e paz, convido-os, de modo especial, a dizerem seu "sim" a Jesus. Abram seus corações para que Jesus possa entrar neles, habitar neles e começar a operar por meio de vocês. Só assim poderão compreender a verdadeira beleza do Amor, da Alegria e da Paz de Deus. Queridos filhos, alegrem-se pelo nascimento de Jesus e rezem por todos os corações que ainda não se abriram a Jesus, a fim de que Jesus possa entrar em cada um dos seus corações e possa começar a operar por meio deles, para que cada homem seja exemplo de autêntico ser humano por meio do qual Deus opera.
Importante é como se vive
Queridos irmãos e irmãs! Querido Frei Slavko! Nenhum de nós, que o conhecíamos melhor, ou que vivíamos com você, precisava perguntar em que lugar o senhor se encontrava nos domingos à tarde. Todos sabíamos muito bem que esse tempo você o tinha reservado para rezar o Rosário na Colina das Aparições. Nem a chuva, nem o sol, nem o vento, nem a tempestade, nem qualquer outra coisa podia afastá-lo dessa obrigação. Hoje, na Colina das Aparições, há um grande vazio e reina a tristeza que espera o seu convidado mais querido e assíduo. Mas você não está lá. Não está porque entregou sua alma ao Senhor da vida e da morte, ao pé da Cruz, justamente na sexta-feira, quando, pela enésima vez, tinha subido a íngreme montanha do Krizevac, meditando a Paixão e morte de seu Mestre  e Salvador, Jesus Cristo. Que simbolismo! Você amou a Cruz, carregou-a incansavelmente, adorou-a regularmente e, a seus pés, no Krizevac, veio a falecer.
Alguém escreveu que não é importante o quanto se vive, mas como se vive. Se esta é, na verdade, a medida da vida, então pode-se dizer, com segurança, que Frei Slavko viveu pelo menos três vidas. Foi um trabalhador incansável, sem horário nem lugar de trabalho fixos. Num momento falava aos peregrinos, logo em seguida, consolava os aflitos que todos os dias o buscavam, depois, corria à Aldeia da Mãe, instituição que fundou e que lhe deu muita alegria, instituição que cuida de mais de 60 crianças, principalmente órfãos de guerra e filhos de famílias separadas.  (palavras proferidas por Frei Ivan Sesar, pároco de Mediugórie, no Cemitério, por ocasião do sepultamento de Frei Slavko)
Dava o melhor de si
Antes da sua morte, Frei Slavko celebrou uma Missa no Cenáculo de Irmã Elvira. A todos aqueles jovens ex-drogados que tinham sofrido por falta de paz na família, Frei Slavko dava o melhor de si próprio, como a seus filhos espirituais. Disse-lhes nesse dia: "Sabem quando se perde a paz? É quando se começa a ver apenas um aspecto da pessoa, um lado que nos desagrada, sem levar em conta a pessoa na sua totalidade. Observando-se apenas o lado negativo, a crítica introduz-se em nós e nos esquecemos do resto. Focalizando apenas o que nos desagrada, tornamo-nos cegos, mesmo que a falha seja real. Assim, perdemos de vista o que ela fez, o que ofereceu, o que sofreu, etc. Entramos então numa visão limitada do outro, que é falsa e, prisioneiros dela, perdemos o sentido de gratidão! Sem esta gratidão, não podemos ter paz, porque é a gratidão que gera a paz. Quando alguém vem ter conosco, se lhe manifestarmos a nossa gratidão pelo que fez e por todos os seus esforços, ser-lhe-á difícil guardar rancor de nós por pequenas coisas, pois já preparamos o caminho para a paz e a reconciliação. É tão fácil as relações serem perturbadas por um defeito que nos parece intransponível!. Por que não conseguimos ultrapassar isto? É porque pusemos limites à nossa visão, ao nosso olhar. Quando isto nos acontecer, digamos: "Estou destruindo a paz!" Devemos tomar uma resolução interior, a de sermos sempre gratos e termos, em todas as circunstâncias, um olhar que reconheça o que os outros fazem por nós, que reconheça o que Deus faz por nós e ...que reconheça, de fato, o que Deus faz por nós através dos outros! Hoje a chuva incomoda-me? Demos graças a Deus! A chuva perturba os meus planos para hoje? Mas, se Deus a manda, não será porque a terra se prepara para dar o seu fruto para que possamos comer no próximo verão? Devo alargar a minha visão e deixar fluir a ação de graças. A minha paz será sempre restaurada pela gratidão!" Frei Slavko não falava de maneira teórica, mas transmitia o ensinamento que tirava da sua própria existência, da sua própria vida, através dos seus combates espirituais. Os seus últimos atos foram gestos de reconciliação. Ele aplicou-se a restaurar a paz onde ela pudesse ter sido ferida.
Sua última Missa
Na manhã do dia 24 de novembro, dia da sua passagem para a eternidade, Frei Slavko celebrou sua última Missa para um grupo de peregrinos austríacos de língua alemã. Ele disse: "Queixamo-nos sempre, gostaríamos de estar em outro lugar, em outra época, por exemplo, no tempo de Jesus. Pensamos que, assim, poderíamos amá-Lo mais, tocá-Lo, crer mais nEle... Mas podemos ter a certeza de que Deus escolheu o que é melhor para nós. Se houvesse uma época ou um lugar que nos fosse mais favorável, Ele certamente nos teria colocado ali; Ele podia fazê-lo.
Continuem seguindo adiante
Certas pessoas são tentadas a lamentar-se do vazio deixado em Mediugórie pela partida de Frei Slavko e poderão dizer : "É tarde demais, perdi a oportunidade de conhecer este padre notável!" Mas, como reagiria Frei Slavko em tal situação? Diria: "Recebi uma graça particular. Quando o dia termina, eu o esqueço". Ele não lamentava o passado e não tinha medo do futuro, vivia o presente. Duas horas depois da sua morte no Krizevac, Nossa Senhora dizia-nos: "Continuem seguindo adiante!" É exatamente o que nos teria dito Frei Slavko! Sim, como um pioneiro, ele desbravou-nos o caminho. Durante quase vinte anos, em Mediugórie, ele explicou-nos como seguir esse caminho. Chegou para nós a hora de não estarmos dependentes de um homem, mas seguir o exemplo que nos deixou e seguir o caminho da Rainha da Paz. Se esta Rainha nos diz: "seu irmão Slavko intercede por vocês", quão poderosa deve ser essa intercessão! Libertado dos limites do tempo e do espaço, das contingências da natureza humana, Frei Slavko está mais operante ainda com relação a Mediugórie e em favor daqueles que escolheram trilhar com Maria o caminho da santidade.
Não foi por acaso que Nossa Senhora nos falou da "chegada de um novo tempo", apenas um mês antes da morte de Frei Slavko (mensagem de 25 de outubro). Se chega um tempo de primavera para nós, como poderíamos então trair o espírito da mensagem de Maria e o exemplo de Frei Slavko, lamentando-nos como se fosse um outono, ou pior, um inverno, que nos é anunciado?! Mediugórie difunde-se pelo mundo para se tornar maior, mais fecunda e mais forte do que nunca!
Um dia, uma peregrina aproximou-se de Frei Slavko para lhe dizer: "Frei, o senhor deveria repousar!" Com esse tipo de preocupação, ele ficava, às vezes, muito aborrecido e, fazendo acompanhar as palavras com um gesto, respondia: "Repousarei lá no Céu!" Agora, brinco com ele no meu coração: Frei Slavko, o senhor está mesmo repousando? Porque, depois de sua morte, vejo-o trasbordante de atividade! Não, ele não deixou Mediugórie, sua porta está aberta para nós durante 24h por dia. Acabaram-se as filas de espera! Os que estão no Céu tratam cada pessoa como se fosse a única no mundo.
Oração eficaz e agradável
Quase todos os meses Nossa Senhora nos convida a rezar. Isto significa que a oração tem grande valor no plano da salvação. Mas, qual é a oração recomendada por Nossa Senhora? Como devemos rezar, a fim de que nossa oração seja eficaz e agradável a Deus? Pe. Gabriel Amorth, comentando as mensagens da Rainha da Paz durante um encontro em Roma, ajuda-nos a encontrar a resposta a essas perguntas.
"Muitos entendem a oração assim: "dai-me, dai-me, dai-me..." e depois, se não recebem o que pedem, dizem: "Deus não me ouviu!". A Bíblia diz que é o Espírito Santo Quem reza por nós com gemidos inenarráveis, para pedir as graças de que necessitamos. A oração não é o meio para fazer ceder a vontade de Deus à nossa. É legítimo que rezemos pelo que nos parece útil, pelo que julgamos necessário para nós, mas devemos nos lembrar sempre de que nossa oração deve estar sempre subordinada à vontade de Deus.
O modelo de oração deve ser sempre a oração de Jesus no horto: "Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres."  Muitas vezes, a oração não nos dá aquilo que pedimos, pelo contrário, concede-nos muito mais, porque, freqüentemente, o que pedimos não é o melhor para nós. Então a oração torna-se o grande meio que dobra a nossa vontade à vontade de Deus e faz com que nos conformemos a ela. Muitas vezes, parece que dizemos: "Senhor, eu Vos peço esta graça, concedei-ma, espero que seja conforme a Vossa vontade". Implicitamente, este é mais ou menos o raciocínio, como se conhecêssemos o que é bom para nós. Voltando ao exemplo da oração de Jesus no Horto, parece-nos que esta oração não foi atendida, porque o Pai não dispensou o cálice. Jesus o bebeu até o fim; contudo, na carta aos Hebreus lemos: "Esta oração foi atendida". Isso significa que Deus, muitas vezes, atende a Seu modo. De fato, não atendeu a primeira parte da oração: "se é possível, afasta de mim este cálice!", mas atendeu a segunda parte..."mas sim o que tu queres.". Como o Pai sabia que era melhor para Jesus e para nós que Ele sofresse, deu-Lhe forças para sofrer. Disse com clareza Jesus aos discípulos a caminho de Emaús: "Insensatos, não era necessário que Cristo padecesse e assim entrasse na Sua glória?", quase a dizer: "A humanidade de Cristo não teria tido aquela glorificação se não aceitasse suportar a Paixão" e foi bom para nós, porque da Ressurreição de Jesus decorre a nossa ressurreição, a ressurreição da carne.
Nossa Senhora exorta-nos também a rezar em grupo, em família... Deste modo, a oração torna-se fonte de união e de comunhão. Também neste caso, devemos rezar para adquirirmos forças para unir nossa vontade à vontade de Deus, porque, quando estamos em comunhão com Ele, entramos também em comunhão com os outros. Se não há comunhão com Deus, também não há entre nós.                   Pe. G. Amorth
 
Lição da mariposa
 
«Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo e um homem sentou-se para observar como a mariposa se esforçava para atravessar aquele pequeno orifício. Parecendo que já não conseguia nenhum progresso, que já tinha ido até o limite de suas forças, o homem, então, decidiu ajudá-la. Com uma tesoura, abriu o orifício e a mariposa pode sair facilmente. Mas, o seu corpo estava atrofiado, era pequeno e tinha as asas cansadas. O homem continuou observando a borboleta, esperando que em um dado momento suas asas se abrissem e ela pudesse voar. Nada aconteceu! Na realidade, aquela borboleta passou o resto da vida arrastando-se com um corpo deformado e com as asas atrofiadas. Ela nunca foi capaz de voar.  É que o homem, com a sua boa vontade de ajudar, não compreendeu que o casulo apertado e o esforço necessário para que a mariposa passasse por meio daquela pequena abertura era a maneira pela qual Deus fazia com que o fluido do seu corpo chegasse às asas e ela fosse capaz de voar, logo que estivesse livre do casulo.
Às vezes, é justamente do esforço que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse viver sem obstáculos, não seríamos suficientemente fortes e nunca poderíamos «voar».
· Pedi forças... E Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.
· Pedi sabedoria... E Deus deu-me problemas para resolver.
· Pedi prosperidade... E Deus deu-me um cérebro e músculos para trabalhar.
· Pedi coragem... E Deus deu-me obstáculos para superar.
· Pedi amor... E Deus deu-me pessoas para ajudar.
· Pedi favores... E Deus deu-me oportunidades.
Não recebi nada do que pedi... Mas recebi tudo de que precisava.
Parece-nos importante uma reflexão sobre nós mesmos, à luz deste interpelante ensinamento.
Comunidade Minuto de Deus (Colômbia)
 
Satanás e seu plano de morte
 
As reflexões sobre a ação de Satanás em nossa vida apontam a realidade «organizada» que o demônio utiliza para defender, no mundo, seu plano de morte por meio das seitas satânicas. A este propósito, citamos alguns trechos de uma entrevista dada por Pe. Gabriel Amorth à Revista «30 Giorni»
«O que sei sobre seitas satânicas chega-me por pessoas que, com enorme desgaste e com grave risco pessoal, decidem sair delas. Saem sempre extremamente marcadas, com influências diabólicas que lhes provocam grandes sofrimentos, precisando de exorcismo para serem libertadas. Quem decide sair das seitas satânicas vive num estado de grande terror. Na América, saem cadáveres, na Itália ainda não. Mas as seitas satânicas fazem malefícios, isto é, realizam rituais satânicos contra as pessoas que as abandonam.
Pergunta: Acha que as seitas satânicas estão se difundindo muito na Itália?
Resposta: Sim. Na Itália há entre seiscentas e setecentas. Trata-se de grupos muito pequenos, porque, assim, podem reunir-se com mais facilidade, tornando-se difícil descobri-las. Há só quatro grandes seitas satânicas na Itália. As outras são todas formadas por uma dezena de pessoas.
Na Itália há uma grande difusão do satanismo que vai além das seitas e envolve um grande número de pessoas. Basta pensar no rock satânico. Não acuso a música do rock - o que seria ridículo. Mas há uma expressão dele, chamado rock satânico que apregoa o niilismo mais absoluto, combate a religião católica e qualquer ordem social. Ensina que tudo é permitido e que o indivíduo é deus. Isso leva a odiar a Igreja.  Há, todavia, muitas outras formas de difusão do satanismo. Recentemente, vi um folheto na mão de uma jovem que  ensina a consagração a Satanás e todos os modos de suicídio. O número de suicídios entre os adolescentes é cada vez maior. De resto, Deus é Deus da vida e Satanás é o senhor da morte. Santo Agostinho dizia que, se Deus não freasse o demônio, ele mataria a todos nós.
P: Por que, justamente neste período, difunde-se tanto assim o satanismo?
R: Porque não encontram motivo para viver. Os jovens recebem tudo dos pais, exceto a fé. Quando a fé desaparece da vida de um povo, este abandona-se à superstição, ao ocultismo, principalmente nos nossos dias.
P: Muitos têm imagens de seitas satânicas como um jogo...
R: Infelizmente é verdade. De fato, muitos entram para vencerem uma contrariedade, um aborrecimento. O ocultismo e o satanismo têm sempre despertado grande curiosidade. Fazem experiências de emoções novas, aprendem coisas novas que fascinam. Quem entra nas seitas satânicas tem atrativos de adquirir poderes que outros não têm. Satanás dá-lhes os seus dons: riqueza, prazeres e sucessos. As mesmas tentações apresentadas a Cristo. «Dar-te-ei o mundo inteiro se, prostrado, me adorares». Sabe-se que muitos, nos dias de hoje, se ajoelham diante de Satanás!
P: Estamos diante de uma perigosa escalada do satanismo?
R: Creio que sim. Há quem se horrorize ao ler estas coisas, mas há também quem se deixa atrair e quer imitar os exemplos. Hoje o satanismo é cada vez  mais reclamado. Não é por acaso que estão aumentando os furtos de hóstias consagradas.
É preciso dizer que os seguidores de Satanás acreditam na presença real de Cristo na Eucaristia mais do que muitos católicos.»   Pe. Gabriel Amorth
                                    Eco de Maria
Livro não escrito
Querido Frei Slavko, o senhor preparou bem a chegada deste "tempo novo", este "tempo de primavera", de que falava Nossa Senhora antes do seu nascimento para o Céu. O senhor o preparou bem pelo seu infatigável zelo em nos atrair para a oração, o jejum e a conversão, parecendo incansável. Nenhum trabalho era-lhe repugnante: apanhar o lixo no Krizevac, no Podbrdo ou na "aldeia da Mãe", cantar, tocar órgão, explicar as mensagens ou a Bíblia, confessar ou pedir donativos para os órfãos, ouvir os doentes psíquicos, viajar por todos os continentes para Nossa Senhora e retomar o trabalho logo que chegava, apesar das noites sem dormir e das diferenças de fusos horários, acompanhar os videntes, escrever livros, dirigir o Santo Rosário e vigílias de adoração, rezar nas montanhas qualquer que fosse o tempo, fazer os anúncios da noite em todas as línguas, abençoar objetos, rezar pelos doentes, animar os retiros de jejum, ajudar os recuperados da droga, etc. O senhor transpôs a vida a largos passos.
Espero que, lá do alto, o senhor continue a guiar-nos na escola de Maria. Nesta escola de amor criada por Nossa Senhora, o senhor era o escriba fiel, com as publicações: "Rezem com o coração", "Adorem o meu Filho com o coração", "Celebrem a Missa com o coração", "Sigam-me com o coração", "Jejuem com o coração", etc. Faltava ao senhor escrever: "morrer com o coração! Esse livro escreveremos nós. Diremos como o senhor deu sua vida por amor a Jesus, a Maria e a cada um de nós. Obrigada!"  Denise (França)
Testemunhos de sua intercessão
Durante o mês de dezembro, quase todos os peregrinos visitaram o túmulo de Frei Slavko e pediram sua intercessão. Alguns testemunharam ter recebido grandes graças.
* Um homem, atormentado por um problema. Ao rezar junto à sepultura de Frei Slavko, recebeu uma grande iluminação interior e compreendeu o que tinha que fazer, como se a resposta estivesse escrita com todas as letras no seu espírito. A partir de então, ele passou a sentir uma grande paz.
 
* Uma mãe de família que, há vários anos, fazia um julgamento negativo de Frei Slavko, foi pedir-lhe perdão. Recebeu um sinal de reconciliação inesperado: Vicka chegou junto do túmulo e, sem saber de nada, rezou uns momentos com ela. Depois, espontaneamente, tomou-a nos braços, encostou sua face à dela, com muita ternura, como faz uma mãe com o filho que é perdoado. Esta senhora compreendeu que Frei Slavko tinha lhe enviado este sinal para lhe manifestar que o amor tinha triunfado sobre este problema e que podia partir em paz.
* Uma jovem veio confiar-se à intercessão de Frei Slavko por causa de algumas fraquezas de caráter e de dependências que a humilhavam. Enquanto rezava, uma forte luz iluminou o seu espírito, como se Frei Slavko lhe respondesse com a personalidade que lhe era própria: "Banalidades! Futilidades! São distrações inúteis. Encare o essencial e caminhe para Deus".
Esta frase foi para ela uma verdadeira libertação do seu egocentrismo.
* Pouco antes de morrer, Frei Slavko tinha socorrido Ivica, um homem da Bósnia gravemente atingido pela tuberculose, asma e conseqüências do alcoolismo. Frei Slavko sabia que este homem morreria em breve e confiou-o aos cuidados de uma família italiana que habita em Mediugórie para que pudesse morrer em paz, em ambiente de oração. Alguns dias depois da morte de Frei Slavko, Ivica contou a esta família que tinha visto Frei  Slavko em sonho e que ele lhe dissera: "Vá  preparar-se, brevemente virei buscá-lo para irmos rezar no Krizevac!" Ivica respondeu: "Não posso, estou doente!" Frei Slavko insistiu: "Sim, sim, prepare-se, virei em breve buscá-lo!" A partir desse dia, Ivica pôs-se a rezar com grande recolhimento e, conhecedor da sua falta de saúde, encarou a morte como um acontecimento próximo. Uma semana mais tarde, foi transportado ao hospital e entregou a alma a Deus.
Confiança: chave para o futuro
 
Antes de uma aparição pública, Maria Pavlovic exortou-nos, mais uma vez, a nos decidirmos pela oração nas intenções de Nossa Senhora que disse: "Quando vocês rezam pelas minhas intenções, o coração de vocês abre-se a Mim e posso transformá-lo".
Neste início de ano, optemos pela infinita Misericórdia, escolhamos a confiança e não o medo! Contemplemos o Menino Deus no Presépio, que nos dá a milagrosa chave para o futuro: a confiança.
Sonho de Dom Bosco
Quando o pequeno Domingos Sávio ainda era vivo, combinara com Dom Bosco que, se Deus o permitisse, o primeiro dos dois a chegar ao Céu viria procurar o outro para lhe falar a respeito. Domingos morreu primeiro. Em dezembro de 1876, Dom Bosco teve a seguinte visão noturna: viu Domingos Sávio no meio de jardins maravilhosos, numa paisagem deslumbrante. Em torno de Domingos havia um grande número de jovens vestidos de branco que cantavam o Hino do Cordeiro. Refeito da surpresa, Dom Bosco aproveitou para pedir a Domingos que lhe falasse do passado, presente e futuro da sua obra: "O oratório". Domingos falou-lhe primeiro do passado e do grande bem que a família espiritual de Dom Bosco já tinha realizado. Depois, mostrou-lhe um belíssimo jardim, em cuja entrada se podia ler: "Jardim Salesiano" e explicou: "Estes são todos os salesianos e também os jovens que foram salvos por você e pelos seus filhos espirituais. Conte-os, se for capaz! Porém, seriam mais ainda se você tivesse tido mais fé e maior confiança no Senhor".
A partir desse dia, Dom Bosco tomou a firme resolução de nunca mais colocar limites à sua confiança em Deus.
(síntese do relato de seu biógrafo Teresio)
                                         Irmã Emmanuel
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ÚLTIMAS - No dia 01.01.01, às 10h30 da noite, Nossa Senhora convidou os milhares de peregrinos à Colina das Aparições. Após a reza do Santo Rosário com a vidente Maria Pavlovic, Nossa Senhora apareceu, alegre e com 5 anjos. Nossa Senhora rezou longamente com os braços estendidos sobre todas as pessoas e, no final deu esta mensagem: Queridos filhos! Consagrem-se a meu Filho Jesus e a Mim. Queridos filhos! Satanás está solto das correntes. Fiquem perto de Mim! No final, abençoou a todos e voltou para o Céu.                                     Reinaldo
Peregrinações 2001
Junho - 20º aniversário das aparições - (Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Lourdes, Lanciano, Assis, Pe. Pio, Roma, Mediugórie).
Setembro - Exaltação da Santa Cruz - (Terra Santa, Lanciano, Assis, Pe. Pio, Roma, Mediugórie). Solicite o programa. Vagas limitadas.
Frei Slavko, intercedei por nós!