Mediugórie - Eco 179
Fevereiro de 2001 - Nossa Senhora de Lourdes
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.01:
 
  Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.01:
Queridos filhos! Hoje os convido a renovar a oração e o jejum com mais entusiasmo ainda, até que a oração se torne alegria para vocês. Filhinhos, quem reza não tem medo do futuro e quem jejua não tem medo do mal. Repito-lhes ainda uma vez: somente com a oração e o jejum podem-se parar as guerras - as guerras de sua incredulidade e de seu medo do futuro. Estou com vocês e ensino-lhes, filhinhos: em Deus está a paz de vocês e a sua esperança. Por isso, aproximem-se de Deus e coloquem-No em primeiro lugar em suas vidas. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Jejum: arma contra o mal
Ao comentar as mensagens de Nossa Senhora, Frei Slavko sempre nos recordava a mensagem anterior. Na mensagem de Natal, Nossa Senhora, feliz, agradece a Deus por permitir que Ela venha convidar-nos à paz e à conversão do coração. Nossa Senhora intercede para que a alegria possa nascer em nossos corações. Ela sabe muito bem que a alegria não surge sozinha: é preciso decidir-se pela oração, é preciso rezar. Para que possamos mais facilmente nos decidir, Nossa Senhora não apenas nos convida à oração, mas reza conosco e por nós.  Deus nos criou livres e deseja que, livremente, decidamo-nos por Ele.
Aqui na terra não chegamos por vontade e decisão nossa, mas por vontade de Deus, conforme o desígnio que Ele tem para com cada um de nós. No plano de Deus, não somos obrigados, mas livres para dizer "sim" ou "não" a Ele. A realização deste plano que Deus tem para com cada um depende de nós: somos responsáveis pelas nossas decisões existenciais e assumimos as conseqüências de nossas escolhas. Com o nosso "sim" diário a Deus e o nosso "não" ao pecado, conhecemos mais, dia após dia, a vontade de Deus, que é a nossa paz. Isso confirma-nos Nossa Senhora com suas mensagens. Muitas vezes, Nossa Senhora disse que a realização dos planos referentes a Suas aparições depende de nós. Muitas vezes convidou-nos a rezar pelas Suas intenções. Quando Deus criou o mundo, desejou que o homem fosse o Seu colaborador. Como naquela época, também hoje o homem colabora com Deus e com Maria quando se decide a ouvir e a seguir Seus convites maternos.
Na mensagem desta tarde Nossa Senhora convida, não se cansa, sente o desejo de repetir, de convidar-nos à oração, a fim de que a oração se torne alegria para nós. Quando alguém se decide a rezar, sente muitos obstáculos, muitas fraquezas, muitas coisas, trabalhos, que se colocam diante da oração. Se resistirmos a tudo, a oração torna-se alegria. A decisão pela oração é como um exame diário de fidelidade, como uma guerra interior e uma luta que existe em nós. Não é uma desculpa válida dizer "não tenho tempo para a oração". A pergunta verdadeira é: "Sinto ou não o desejo de Deus?" e, em última análise, "Creio ou não nEle?" Quando gosto de alguma coisa ou quando algo é importante para mim, aí certamente encontrarei o tempo necessário. "Não tenho tempo" é uma mentira, é uma máscara que nos distancia de Deus, da vida e de nós mesmos.
Nesta mensagem, Nossa Senhora nos convida também ao jejum, que é uma forte arma contra o maligno. A nossa fé não se exprime apenas espiritualmente com as palavras, mas também com o corpo. O jejum é uma expressão corporal da nossa fé. Infelizmente também na Igreja, falando de uma forma geral, o jejum foi esquecido; o jejum está limitado apenas a dois dias por ano: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa. O nosso Papa João Paulo II falou da necessidade do jejum em seu documento "Evangelium vitae"; também em Assis, com os responsáveis das outras religiões, ele rezou e jejuou. Ele nos convidou também, como o faz Nossa Senhora, à oração e ao jejum, porque estes são fortes meios contra as forças do mal. A maioria das pessoas faz a pergunta: "Como se livrar do apego às coisas que fazem mal ao homem? Como viver com simplicidade, com moderação e alegria?" O jejum é o caminho para o amor e para Deus. Um depende do outro: fé em Deus, fé no homem e fé na vida. Tudo depende do amor e de nos sentirmos amados por Deus. Nossa Senhora indica o caminho que leva a nos sentirmos amados por Deus. É uma estrada estreita e penosa, como diz Jesus, mas nos leva à vida. Todos os outros caminhos conduzem-nos à morte. Também nesta mensagem, Nossa Senhora nos diz: "Não tenham medo do mal que parece vencer neste mundo. Sou a Mãe de vocês, estou com vocês e por vocês; ouçam-Me e sigam minhas palavras. Levá-los-ei a meu Filho Jesus que lhes concederá tudo aquilo de que necessitam seus corações em profundidade".
 Frei Liubo Kurtovic
Notícias de Mediugórie
Últimas
 Como vocês já sabem, aqui em Mediugórie houve uma vigília de orações no Natal e no Ano Novo. No Ano Novo, havia cerca de 10.000 fiéis. Como não foi possível acomodar todos na Igreja, uma grande parte dos fiéis participou das celebrações na grande tenda armada atrás da igreja e no novo salão, com telecâmeras que transmitiam toda a programação da igreja. Neste primeiro mês do ano, é pequeno o número de peregrinos. Nestes dias, encontram-se aqui em Mediugórie dois grupos de peregrinos italianos de Bari e de Florença, um grupo de peregrinos coreanos e pequenos grupos de franceses e americanos.  O vidente Ivan está nos Estados Unidos. Iákov e Maria Pavlovic estão na Itália e os outros estão aqui.   Frei Liubo Kurtovic
Uma morte fecunda
Iélena Vasili, escolhida por Nossa Senhora para ser um canal vivo de seu amor por meio dos acontecimentos de Mediugórie, começa, nesta edição,  sua colaboração com o Eco. Profundamente unida de coração e alma a Frei Slavko, é a ele que deseja dedicar sua primeira reflexão.
 Nenhum de nós pode afirmar que não tenha ficado surpreso com a notícia da morte de Frei Slavko, até mesmo custando a aceitar a idéia de que seu falecimento correspondesse a um projeto preciso de Nossa Senhora. As palavras de Nossa Senhora a Maria Pavlovic consolaram-nos e mergulharam-nos no mistério da morte diante da qual cada um de nós se sente um pouco estrangeiro e confuso. Este é um mistério que nenhuma filosofia humana conseguiu penetrar, e é o mesmo que até os discípulos de Jesus rebateram por meio das palavras de Pedro que chegou a negá-lo três vezes. Não é, porém, somente o coração do homem que deseja viver; mesmo Jesus - explica João - perturbou-se na alma diante do túmulo de Lázaro e chorou, de forma que os judeus ficaram convencidos do amor que Ele nutria pelo amigo (cf. Jo 11,35).
 A morte de nosso querido Frei Slavko, se por um lado nos priva do afeto de uma pessoa por quem todos nos sentíamos amados, por outro lado porta em si muitos frutos; ele é mesmo, de fato, o grão que morre e, em conseqüência, produz fruto em abundância. Falando com vários amigos que sentiram intensamente sua "partida", chegamos à conclusão de que estamos vivendo uma nova conversão. Uma amiga me disse: "Sinto-me como se houvesse um véu a menos, vemos ainda pelo espelho, porém com maior claridade". Nesse sentido, compreendemos que estávamos encontrando o "misterium mortis; estávamos experimentando a morte "luminosa" de um outro que foi não apenas obediente até a morte como um fim, mas também como parte integrante do projeto que Deus teve com relação a ele. Sua morte nos relembra alguns aspectos da morte de Cristo. Como seu Senhor, Frei Slavko acabara de fazer a Via-Sacra e morreu como Ele, pelas três horas, hora de Sua misericórdia.
 Portanto, essa morte cristã incorpora-se em nossa vida interior. Nós a concebemos como necessária, e não como casual... É preciso ressaltar que não se trata de apenas uma passagem para a nova vida, que de alguma maneira já a vivemos em nosso Batismo e nos sacramentos, mas faz parte da prova de amor em sentido duplo. Cada um de nós vive já essa morte, isto é, dentro do corpo; basta contemplar nossas enfermidades que são um tipo de morte, ainda que incompleta. O Senhor nos convida a abandonar totalmente o homem velho e não poupa nem mesmo o corpo a que estamos tão apegados, talvez por ser nossa casa, nossa cela...  Pede-nos, pois, não apenas passar passivamente para a nova vida, mas que entreguemos a Ele o que temos recebido, a fim de possuí-lo em plenitude.
 Tudo isso já podemos viver intensamente também no espírito que fica abalado pela separação do corpo e, de alguma forma, sofre até que seja novamente reunido a ele na forma "gloriosa". Porém, viver a morte de Cristo em nosso interior significa sobretudo tornar-se simples e orientar-se para o essencial.
 Nossa vida é verdadeiramente um "sopro". Deus pode nos chamar em plena atividade, como fez com Frei Slavko, para uma entrega total de si mesmo. Não permitamos, pois, que o nosso espírito fique oprimido com preocupações superficiais; pensemos somente na caridade, porque é a única que, por fim, permanecerá. Esta vida nos foi dada para conquistar o Céu, a vida eterna é o prêmio que nos espera. Devemos, portanto, estar atentos para não nos deixarmos aprisionar pelas fraquezas dos homens, por seus julgamentos e domínios.
 A morte é sinal de que cada um de nós pertence somente a Cristo e que o juízo final cabe somente a Ele. Para antecipar esse momento, e para preparar-se para essa prova pode nos ajudar o exame de consciência a cada noite antes de nos deitar, como um pequeno juízo universal. Finalmente, encontramos a morte que, em nossas casas, pende do crucifixo. Aquele corpo é o corpo morto de Cristo, aos pés do qual  Nossa Senhora nos pediu para meditar os mistérios gloriosos, porque o Pai - nos diz o Evangelho - glorificou o Filho na cruz, a morte foi vencida. Unidos a este mistério, que também é nosso, porque, no final, se revelará também nossa glória até agora escondida em Cristo. Veneremos a Cruz como nos pede Nossa Senhora e peçamos a virtude da paciência que, como diz o Apóstolo, gera a esperança e, esta, o fruto da vida bem-aventurada.
 Finalmente, peçamos a Nossa Senhora que interceda por nós agora e na hora de nossa morte.
 Iélena Vasili
N. Senhora prepara o terreno
Palestra de Frei Slavko a um grupo de peregrinos italianos, em 8 de dezembro de 1999.
Acreditamos que Nossa Senhora ainda aparece todos os dias a Vicka, a Ivan e a Maria Pavlovic.
Já se passaram 18 anos e seis meses e não sabemos ainda até quando durarão estes encontros diários.
Aos outros três videntes Nossa Senhora aparece uma vez por ano, com a promessa de que será assim até o fim de suas vidas. Miriana tem a aparição no dia 18 de março, Ivanka no dia 25 de junho e Iákov no dia de Natal (25 de dezembro).
Tendo em vista a extensão das aparições, foram renovados os exames médicos dos videntes.
Cerca de vinte especialistas examinaram os videntes aqui em Mediugórie, em Milão e na Áustria. Os resultados foram iguais aos feitos anteriormente. Esses resultados não podem afirmar que os videntes vêem Nossa Senhora, mas demonstram que, no momento da aparição, há algo de paranormal no corpo e na psique.
Os Bispos iugoslavos, em abril de 1991, disseram que os peregrinos de Mediugórie retornam a seus lares plenos de frutos a serem transmitidos aos outros. Os frutos são a conversão, as vocações, os grupos de oração, curas físicas e interiores. Mediugórie já é reconhecida como lugar de oração; o resto depende de nós.
Não existe, na Igreja, uma fórmula em que se reconheça a autenticidade de uma aparição. Existe um reconhecimento dos fatos, dos frutos, pelos quais a Igreja não coloca obstáculos. Conto-lhes um episódio que me aconteceu um dia. Chegou a mim um sacerdote jovem, não de idade, mas de ordenação, e contou-me que, antes, fora um médico psiquiatra e fazia parte da comissão médica que se ocupava de examinar os videntes.
Ele, que não acreditava, estava curioso para conhecer uma pessoa que visse Nossa Senhora. Depois, pensou que deveria ser interessante receber  os Sacramentos, receber Jesus.
Depois, se é importante receber Jesus, é também importante fazer com que outras pessoas também O recebam. Dessa forma, começou a nascer nele a vocação para o sacerdócio. Falou com seu pároco. Converteu-se, no entanto, já estava noivo, fazia sete anos e o casamento marcado para breve.
Falou sobre isso com sua noiva que lhe disse: "Se me deixasse por outra eu ficaria chateada, mas, se é Jesus que o chama, está bem, concordo". Ele entrou para o seminário e agora é sacerdote.
Convidei esse sacerdote para o Festival dos Jovens, para que desse seu testemunho. Ele mesmo propôs o seguinte tema: "De incrédulo a sacerdote".
Em Mediugórie, recebe-se o impulso para a oração e, depois, ao retornar para suas casas, muitos formam grupos e continuam. Alguns, no entanto, se tornam peregrinos "viciados".
Relato aqui o fato de uma peregrina que encontrei próximo à Igreja, com o rosto tristonho. Perguntei-lhe o que havia de errado e ela me disse: "Estou aqui em Mediugórie, há três dias, e nada acontece". "O que deveria acontecer?", perguntei-lhe. "Faz cinco meses que vim a Mediugórie, tudo corria bem, eu rezava, estava calma, retornei a casa feliz e senti a necessidade de voltar aqui, mas agora nada sinto". Eu lhe disse: "Você rezou neste tempo?". Ela me respondeu: "O senhor sabe... a família, o marido, não encontro tempo". Disse-lhe: "Jejuou um pouco?". "Não, porque quando se cozinha para os outros não se consegue". "Você vai à Missa?". "Não, porque Domingo é o único dia em que fico em casa". "Peregrina viciada", disse-lhe. "Nossa Senhora não a quer assim. Quando veio pela primeira vez você recebeu muitos dons, mas, depois, tudo foi abandonado".
Alguns dias mais tarde, encontrei essa peregrina e seu rosto estava mais sereno. Numa mensagem, Nossa Senhora, ao final, diz: "Rezem até que a oração se torne alegria".
Os italianos têm um provérbio que diz: "O apetite vem quando se come". Quem não come não tem apetite, ou seja, quem come terá apetite.
É preciso ter alegria com a oração. Nossa Senhora reza por nós. Nossa Senhora prepara o terreno e, nós, depois, devemos continuar.
A Confissão quase já desapareceu na Alemanha e em outros países. Na Itália, talvez, é um pouco menos.
Na última mensagem, Nossa Senhora nos disse que a cruz deve ser sempre um sinal indicador de que Jesus nasceu em nossos corações, de maneira especial agora.
Quando tomamos a cruz como sinal indicador, que direção ela nos mostra? Não é uma estrada em sentido único, mas uma direção vertical e outra horizontal. O centro onde se encontram essas duas direções fica no coração.
O pecado é quando se perde o equilíbrio entre essas duas estradas. Se você encontrar alguém que tenha o coração apenas para rezar e nada mais, pare-o, porque a cruz não é assim.
Pode-se rezar até mesmo três dias consecutivos, mas, se faltar a linha horizontal, não se pode ir longe.
Assim, somos criados para andar nas duas direções. Sua cruz deve ser amor e união. É preciso carregar a cruz como Jesus.
A prova de amor é a cruz: é um pouco estranho que Nossa Senhora fale de cruz no Advento, quando se fala de alegria e de paz.
A alegria e a paz não podem vir sem tomar esta correta relação com o sinal da cruz. Dessa forma, poderemos nos tornar verdadeiros apóstolos da paz.
Agora, façamos uma oração para que a peregrinação de vocês produza muitos frutos.           Medjugorje Torino
Onde estão as vocações?
 As Irmãs Passionistas do mosteiro  Tinella, em Costigliole d´Asti (Piemonte), festejam 25 anos de sua permanência no local. Fomos ao seu encontro e descobrimos que são leitoras do nosso jornal.
 Conhecemos, também, sua história que é fantástica, quase uma lenda, e queremos, por isso, contá-la.
 Trata-se de Irmãs de clausura que não podem manter contato com o mundo externo. Para esta ocasião, no entanto, obtiveram uma permissão especial de seus superiores, e assim pudemos entrar no Mosteiro e documentar até com fotografias o seu dia a dia.
 A Comunidade é constituída por sete Irmãs...
 Até 1975, viviam em outro Mosteiro de sua Congregação, em Ovada. Os superiores escolheram-nas para dar vida a uma nova comunidade, em Costigliole, próximo a Asti.
 Havia ali um antigo convento abandonado. Fora construído pelos Frades Menores de São Francisco de Paula, em 1627, e abandonado em 1787.
 Desde então, isto é, durante 188 anos, ficou desabitado e se transformara em grande ruína.
 Pois bem, essas sete delicadas irmãs arregaçaram as mangas e empreenderam uma missão gigantesca: a reconstrução do edifício velho e a construção e uma nova ala. Não se limitaram apenas a coordenar os trabalhos. Não. Não tendo dinheiro para contratar uma empresa de construção, fizeram tudo sozinhas. Transformaram-se em serventes, pedreiros, encanadores, assentadores de cerâmica, carpinteiros, armadas de colher de pedreiro, martelos, pás, carrinhos de mão. Trabalharam todos os dias, por mais de vinte anos, criando uma magnífica estrutura que agora todos podem admirar. Um trabalho árduo, feito tanto sob o calor do verão quanto sob o frio nevoso de muitos invernos. Um trabalho que estragava suas mãos delicadas, quebrava seus ossos, enfraquecia seus corpos, mas que elas enfrentaram com incrível firmeza.
 "Os primeiros anos foram verdadeiramente terríveis", conta-nos Madre Vittoria. "Dormíamos em colchões sobre a terra, ao relento.
 No inverno, acordávamos com a água gelada nas vasilhas do banheiro. Mesmo assim, não sabemos por que, nenhuma de nós adoeceu".
 Enquanto fazíamos esse gigantesco trabalho, as irmãs nunca deixaram, ainda que por um dia, de seguir a rígida regra de sua Congregação, dedicando, ao todo, oito horas diárias à oração, incluídas as Matinas recitadas às duas horas da manhã.
 Madre Vittoria, por que enfrentaram essa árdua missão?
 "Para ter uma casa onde morar realizando a nossa vocação de "irmãs orantes", isto é, religiosas que se dedicam à oração, à vida contemplativa".
 Muitas pessoas, até mesmo fiéis, se perguntam se, em uma civilização ativa como a nossa, ainda tem sentido viver em clausura, ser "sepultadas vivas".
 "Certamente que há sentido. Nunca, como agora, a humanidade necessitou de quem leve vida contemplativa. Nós, irmãs de clausura, abandonamos o mundo não para estar fora dos problemas que a existência acarreta nem por termos "medo" do mundo.
 Fazemos esta escolha para estar completamente "dentro" da vida do mundo, no sentido de desejar amar e ajudar a todos. Somos mulheres. O nosso coração foi feito para amar.
 A todas nós não seria suficiente ter um esposo, uma família. "Desejamos mais". O Senhor ofereceu-nos o amor maior, "viver para os outros", e o aceitamos.
 A nossa escolha baseia-se numa grande verdade de Fé cristã: o Corpo Místico de Cristo. Rezamos aqui, não apenas para nós, mas principalmente para quem não tem tempo de rezar; amamos a Deus, não apenas para nós, mas principalmente por aqueles que não O amam; pedimos graças e ajuda a Deus, não para nós, mas para os irmãos que têm necessidade e que não sabem pedir.
 Temos a certeza de que, por meio do Corpo místico de Cristo, alcançamos o que pedimos. Santa Teresa do Menino Jesus era irmã de clausura.
 Morreu com 24 anos, após ter vivido 9 anos no claustro. O Papa Pio XI, em 1927, proclamou-a "padroeira de todas as missões", porque, com a sua oração intensa e contínua, era como se vivesse nos lugares das missões".
 Como transcorre o dia das senhoras?
 "Oração e trabalho, de acordo com o antigo lema monástico "Ora et labora". Oração, para estarmos unidas a Deus; trabalho, para procurar o necessário para viver.
 A oração, porém, ocupa todo o nosso dia, posto que, mesmo durante o trabalho, conservamos o silêncio e o recolhimento, pensando no Senhor".
 Vocês podem falar umas com as outras?
 "Entre nós podemos falar por meia hora, depois do almoço, ao meio-dia, e mais meia hora depois do jantar, à noite. O resto vivemos conversando com o Senhor.
 Quantas horas por dia permanecem na Igreja?
 No mínimo oito horas. Vamos à igreja para as tradicionais "horas canônicas" do Ofício divino: Matinas, Laudes, Prima, Terça, Sexta, Nona, Vésperas e Completas. E, depois, para a Missa, para a meditação, para a reza do Rosário, etc.
 Em meio a esses compromissos de oração, vocês colocam o trabalho?
   "Exatamente. Oração e trabalho, todos os dias, sempre no mesmo horário, as mesmas coisas, porém feitas com amor, em união contínua com Deus e, por meio dEle, com os nossos irmãos que estão no mundo."
 Do semblante dessas irmãs reluz uma fé e uma bondade comoventes, apenas com um pequeno véu de tristeza.
 Mas, por quê?, perguntamos.
"Nestes vinte e cinco anos", diz Madre Vittoria," fizemos grandes sacrifícios para criar este Mosteiro, mas, infelizmente, tivemos apenas uma nova vocação.
Se não chegarem novas irmãs, toda a nossa luta para reconstruir o convento terá sido inútil. Sabemos que o Senhor nunca nos abandonará, confiamos nEle, mas também vacilamos.
Vocês acham que ainda existem no mundo jovens desejosas de enfrentar uma vida difícil como a de vocês?
"Certamente existem. Há moças com o coração repleto de amor, que os sentimentos humanos não conseguem torná-las plenamente felizes.
Elas têm necessidade de um amor absoluto e podem encontrá-lo somente por meio de uma vida de total dedicação a Deus, que significa oferta total aos outros. Se essas moças nos conhecessem, poderiam, talvez, encontrar o que inutilmente procuram por outros caminhos".
Podemos dar o endereço de vocês aos leitores?
"Certamente. Convidamos as moças que o desejarem a entrar em contato conosco e a virem aqui passar alguns dias perto de nós, na hospedaria. Talvez encontrem o que há tempo seus corações procuram".
Renzo Allegri  (Medjugorje Torino)
Quem desejar entrar em contato com essas Monjas de claustro pode escrever para: Monastero Passioniste - Convento Tinella 2 - 14056 Costigliole d´Asti (AT) Itália.
 
Trabalhei sempre com amor
Antes de mais nada, se quisermos ser amigos do verdadeiro bem de nossos alunos e levá-los ao cumprimento de seus deveres, é indispensável jamais vos esquecerdes de que representais os pais desta querida juventude. Ela foi sempre o terno objeto dos meus trabalhos, dos meus estudos e do meu ministério sacerdotal; não apenas meu, mas da cara congregação salesiana.
Quantas vezes, meus filhinhos, no decurso de toda a minha vida, tive de me convencer desta grande verdade! É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando-os com firmeza e suavidade.
Tomai cuidado para que ninguém vos julgue dominados por um ímpeto de violenta indignação. É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mau humor.
Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder. Ponhamo-nos a seu serviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.
Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.
Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.
Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais e conseguireis uma verdadeira correção.
Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humanidade perante Ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não têm proveito algum para quem as merece.
Das Cartas de São João Bosco - Liturgia das Horas - 31 de janeiro
 
Oração e Bênção
 Ó Deus, nosso Pai! A Vós que criastes o mundo inteiro, a Vós que nos criastes à Vossa imagem, pedimo-Vos, pela intercessão da Mãe de vosso Filho Jesus Cristo, Maria, Rainha da Paz: concedei-nos a força para nos decidirmos pela oração; concedei-nos a fé para que possamos colocar-Vos em primeiro lugar em nossa vida. Agradecemo-Vos, ó Pai, por nos enviar Maria, nossa Mãe, que nos chama e convida, indicando-nos uma estrada que conduz à vida, à paz e à segurança. Concedei-nos, ó Pai, a fé que dá a força de caminhar e seguir os convites de Maria, para que não tenhamos medo do maligno. Sabemos, ó Pai, que onde há fé não existe medo. Desejamos, ó Pai, viver com a força que nos dá a fé em Vós. Ó Maria, nossa Mãe, obrigado por vossos convites. Pedimo-Vos que não Vos canseis conosco. Sede paciente, apesar da nossa desobediência a Vós. Sede plena de amor para conosco, ó Maria.
 Á Vós, ó Maria, apresentamos todos aqueles que ouviram Vossas palavras e seguem vossos caminhos. Apresentamo-Vos, ó Maria, todos aqueles que se encontram oprimidos pelo inimigo, todos os que não crêem e não têm mais força nem alegria de viver. Apresentamo-Vos todos os que sofrem depressão, que estão sob o influxo dos espíritos malignos, todos que são tentados pelo suicídio, todos os médicos que não têm respeito pela vida. Obrigado, Maria, pela vossa paciência para conosco, plena de amor para com cada um de nós. Obrigado, Maria, por caminhardes conosco.
 Abençoe-vos Deus Onipotente: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
Paz e Bem!    Frei Liubo Kurtovic
 
Contribuições para o Eco
 
 Depositar no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviar cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.
Peregrinações 2001
JUNHO - 20º Aniversário das Aparições - Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Lourdes, Lanciano, Assis, Pe. Pio, Roma, Mediugórie. Saída: 08/Jun
 
SETEMBRO - Exaltação da Santa Cruz
A) - Terra Santa, Lanciano, Assis, Pe. Pio, Roma, Mediugórie. Saída: 27/Ago
B) - Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Lourdes, Lanciano, Assis, Pe. Pio, Roma, Mediugórie. Saída: 23/Ago
Vagas limitadas.
 
 
Comunidade Servos da Rainha
Reconhecimento Diocesano
Apresentação
A Comunidade SERVOS DA RAINHA é uma entidade católica mariana, sem fins lucrativos, que tem por objetivo ajudar as famílias carentes no tocante a Moradia, Alimentação, Vestuário, Trabalho e Saúde, oferecendo especial apoio a crianças nas áreas de Educação, Esporte, Lazer e Ensino religioso.
Origem
Em junho de 1997, impulsionados pela mensagem de Mediugórie, iniciamos um trabalho de ajuda às famílias carentes, no Jardim Céu Azul, Valparaíso de Goiás (a 30 km do centro de Brasília - região do entorno). Depois de um ano, com a chegada de novos colaboradores e com o aumento das atividades e das famílias assistidas,  a evolução natural dessa obra requeria uma organização. Por isso, no segundo semestre de 1998, fundamos a Comunidade Servos da Rainha. Frei Francisco, em outubro de 1998, abençoou a capelinha e demais áreas da Comunidade. O novo pároco, Pe. Simão, celebrou a primeira Missa na Comunidade no dia 25 de novembro de 1998.