Mediugórie - Eco 180
Março de 2001 - Anunciação do Anjo a Nossa Senhora Mensagem da Rainha da Paz, de 25.02.01:
 
  Queridos filhos! Este é um tempo de graça. Por isso, rezem, rezem, rezem, até que compreendam o amor de Deus por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Este é um tempo de graça
Estamos nos preparando para a Quaresma, que é um tempo privilegiado e uma ocasião especial para a nossa conversão. A Quaresma é um dom que a Igreja nos oferece, não devemos desprezá-lo. Examinemos nossa vida à luz do olhar do Senhor e de Nossa Senhora. Suas aparições, que já duram por quase 20 anos, são um sinal para o nosso tempo. Os sinais são os acontecimentos que ocorrem entre nós. Em cada acontecimento está escrito algo para nós. É preciso saber ler estes sinais. Os acontecimentos são sinais por meio dos quais o Senhor escreve. Nossa Senhora, que atualmente aparece aos videntes aqui em Mediugórie, é nossa Mãe e também um profeta. Os profetas não são essencialmente aqueles que predizem os acontecimentos futuros, mas os que tornam atual a palavra de Deus, que procuram chamar nossa atenção sobre o que Deus deseja de nós neste momento. Nossa Senhora nos preparava para a Quaresma na sua mensagem anterior, convidando-nos ao jejum e à oração que faz parar até as mesmo guerras do nosso interior, que, em nós, são a causa do nosso pouco abandono ao Senhor.
A mensagem de Nossa Senhora, deste mês, é breve, mas tem um conteúdo inesgotável. Nossa Senhora chama a atenção para este tempo em que nos encontramos, "tempo de graça". Convida-nos a ser aqueles que sabem alcançar os dons da graça que Ela nos dá por meio de suas aparições e de  suas mensagens. Como existe o tempo de graça, existe também o tempo em que seremos privados dela e dos dons de Deus. Nós, que ouvimos Suas mensagens, não podemos inventar desculpas. São Pedro, no monte da Transfiguração, viveu momentos de graça, de alegria e de proximidade com Deus Pai e desejava parar e prolongar aqueles momentos, dizendo a Jesus: "Senhor, é bom estarmos aqui; podemos levantar três tendas: uma para  ti, outra para Moisés e outra para Elias. Mas Jesus lhe diz que devia subir a Jerusalém e encontrar-se com o sofrimento e a morte" (cf. Lc 9,28-36;51). Estes momentos da graça e da visita de Deus davam-lhe a força para suportar tudo quanto o esperava. Nossa Senhora também nos convida a viver estes tempos de suas aparições em Mediugórie como um dom, um tempo de graças que Deus nos dá por meio de suas aparições e de suas mensagens. Todo seu amor de Mãe é resumido em uma única palavra: "rezar"! Este seu convite parece um grito de Mãe dirigido a seus filhos. Parece não haver nada mais importante a nos dizer  neste momento. Outra estrada para nos conduzir a Deus não existe. Deus não pode e não deseja entrar em nossa vida à força. Para nós nada existe de mais importante e de mais necessário do que o amor de Deus. Temos necessidade do amor de Deus como do alimento que é necessário ao nosso corpo para permanecermos vivos e sadios. Não podemos existir como fiéis e filhos de Deus sem esta preciosíssima experiência do Seu amor. Como diz S. Paulo: "O saber passará, mas o amor, que tem sua fonte em Deus, permanece" (cf. 1Cor 13,9ss). Não vivemos porque sabemos, mas pela experiência que Deus nos ama. É preciso experimentar este amor. Como um faminto não vive porque sabe que o alimento é bom e necessário, mas vive quando se alimenta. Da mesma forma, também nós, quando experimentamos este amor, somos transfigurados e salvos. Desta experiência temos necessidade: da experiência de Deus que nos salva, que nos ama e nos liberta do medo, das dúvidas, da incredulidade, da doença e da morte. A experiência da vida sem oração nos faz sofrer muito. Como escreve o Papa João Paulo II em sua mensagem para a Quaresma intitulada: "O perdão é o único caminho para a paz" : "Existem momentos em que a experiência da oração se vive de maneira superficial, de tal forma que a palavra de Deus não consegue penetrar na vida. Assim também o sacramento da reconciliação é considerado, por muitos, sem importância, e a Missa dominical simplesmente como uma obrigação que deve ser "cumprida". Igualmente o tempo da Quaresma é um tempo de graça em que Jesus nos convida a aproximarmo-nos dEle para sentir a Sua voz em nós.                   Frei Liubo
Notícias de Mediugórie
A vida na Paróquia de Mediugórie
Depois do Natal, Ano Novo e encerramento do Ano Santo, Mediugórie está mais tranqüila. Dessa forma, os paroquianos, peregrinos, frades, freiras, comunidades e as pessoas que trabalham no Santuário podem experimentar uma renovação espiritual rezando sozinhos nas colinas, na Igreja, na Capela de Adoração, e buscando um encontro pessoal com Jesus e Nossa Senhora.
Nesse período, os Freis franciscanos têm mais tempo para os paroquianos. Com a estola no pescoço e com água benta e o livro de orações nas mãos, visitam, a pé, seus paroquianos, abençoam suas casas, lembrando-lhes da responsabilidade que possuem diante da Igreja e dos peregrinos, por causa do significado internacional de Mediugórie.                     Press Bulletin
Como é traduzida a mensagem?
Você, certamente, já se fez esta pergunta: "Como é traduzida a mensagem de Nossa Senhora em Mediugórie, no dia 25 de cada mês?"
Para cada idioma, há, pelo menos, dois tradutores. Um deles conhecedor dos dois idiomas e o outro cujo idioma natural é o croata. Não são profissionais, mas pessoas que vivem e trabalham em Mediugórie. Às 5h da tarde, eles se reúnem e, rezando o Rosário, esperam a mensagem. Depois da aparição, Maria Pavlovic transmite a mensagem em croata e os tradutores ali reunidos fazem a tradução para os diversos idiomas.
Testemunho de Frei Iozo
Nossa Senhora surpreendeu-nos escolhendo nossa pequena aldeia para ser uma nova Belém.  Ela surpreendeu não somente os moradores, mas também a mim como pároco de Mediugórie e o mundo inteiro.  Como outras intervenções do céu, esta não aconteceu com um estrondo, com um  desabamento  de terra. Não. Foi plantada uma poderosa semente, uma surpresa de amor que começou a  crescer em nossos corações. Uma surpresa de graça que começou a libertar a fé e o amor em nossos corações.  Esta semente começou a crescer.  Nossa mãe sabia como ajudá-la a crescer.
Eu estava fora de Mediugórie havia um dia e meio.  Estava terminando um retiro espiritual para Franciscanos em Zagreb. Fiquei chocado com as notícias do que estava acontecendo e não pude acreditar.  Eu não acreditei no que as crianças estavam dizendo.  Fiquei com medo de voltar a Mediugórie em tão estranhas circunstâncias.  Tinha medo de que as crianças não estivessem dizendo a verdade.  Tinha medo de mentiras.  Talvez as crianças tivessem sido induzidas a isso por ateus, por aqueles que as podiam manipular.  Eu tinha medo de que as crianças estivessem doentes.  Quando falei com elas, vi que estavam felizes, mas fiquei com medo de sentir aquela felicidade e alegria porque não tinha certeza  de estarem falando a verdade.  Meu medo era muito forte.  Gravei cada palavra deles e ouvia dia e noite quando tinha tempo.  Isto trouxe centenas de perguntas à minha mente.
Muitos amigos estavam tentando seriamente libertar-me das minhas dúvidas, tanto paroquianos quanto padres.  O Bispo mesmo visitou cinco vezes Mediugórie, rapidamente antes que eu fosse para a prisão. Ele tentou muito persuadir-me de que era verdade.  Ele falava com uma voz forte.  Apregoava sua crença de que as crianças estavam dizendo a verdade,  que nós tínhamos que acreditar nelas que tínhamos que seguir o que eles diziam.  Fiquei triste ouvindo estas palavras.  Senti tristeza ouvindo suas declarações, pelas quais ele tentava justificar sua convicção.  Ele estava furioso porque eu não podia acreditar nele. Mas eu queria ser honesto.  Como eu poderia dizer que acreditava se sentia que não?  Mas as crianças estavam todas seguras do que falavam. Todas esperavam que eu aceitasse suas visões como verdadeiras, mas eu não podia.  Por quê?  Os meus medos não me deixavam acreditar.
Mais tarde compreendi. Compreendi por que Jesus pede às pessoas, aos cristãos adultos, a todos os seus seguidores que sejam como crianças, simples e pequenas. As crianças de minha paróquia acreditaram imediatamente. Os jovens acreditavam nos  videntes.  Eles não os invejavam, e diziam que eles estavam dizendo a verdade.  Somente eu, o pároco, não conseguia acreditar neles. Jesus deseja que sejamos pequenos e obedientes. Um homem arrogante não pode acreditar, não pode aceitar uma verdade pequena e assim tão grande, sublime e divina de que falamos com Nossa Senhora.  Vejam, somente as crianças que são obedientes podem acreditar nisso. Jesus está certo quando pede isso.
Minha experiência é de que Nossa Senhora seguiu o caminho escolhido por Jesus.  Este é o caminho de  ser simples, pequeno, humilde. Minha experiência em Mediugórie não foi uma luta contra algo ou alguém, contra poderes desconhecidos. Isto não foi uma luta contra o comunismo. Nossa Senhora não escolheria de propósito um país comunista, um país que odeia a religião, que aboliu a religião.  Não, Ela não escolheu este país por causa disto.
Eu, na verdade, não sei por que Ela escolheu  este lugar no nosso país. Conheço pouco a história desta região, que está escrita no sangue dos mártires, marcada por centenas de anos de opressão causada pelos turcos e, mais tarde, por outros invasores. Conheço bem a história de nossa Igreja, que tornou-se famosa por apressar-se em dar testemunho do amor de Jesus. Sei que Nossa Senhora escolheu esta terra e este lugar pobre, uma aldeiazinha  onde nada há para ser admirado. Não há o que se olhar aqui, a não ser nosso grande tesouro: Nossa Senhora.
E agora, pessoas do mundo inteiro vêm até aqui.  Nossa Senhora escolheu uma abordagem interessante. Na minha experiência, Ela revela um plano que é conquistado com oração, jejum; e Jesus é encontrado na igreja, por meio dos sacramentos.
           Tradução:  Ehusson Chequer
           (Continua na próxima edição)
Tempo de graças
Estamos no início da Quaresma do ano 2001 e Nossa Senhora nos diz: "Este é um tempo de graça" (25/fev). Não é verdade que, com estas palavras, a Quaresma ganha um novo sentido? Embora tenhamos iniciado um tempo de renúncia, Ela nos diz que este é um tempo de muitas bênçãos! O que devemos fazer para obter o que Deus deseja conceder-nos neste "tempo de graça"?
A leitura do Evangelho do dia 26 de fevereiro (Mc 10,17-27) nos dá a resposta. Trata-se do Evangelho que relata o encontro de Jesus com o jovem rico. Depois de garantir ao Senhor que tem cumprido a lei durante toda a sua vida, o jovem faz-lhe esta pergunta: "Que devo fazer para alcançar a vida eterna?" Marcos diz que Jesus "fixou nele o olhar com amor". Com olhar amoroso Jesus viu tudo no jovem e o conheceu inteiramente. O jovem abriu-se a Jesus, dando oportunidade a Nosso Senhor de lhe fazer um pedido único e pessoal. Nesse momento, Jesus pediu-lhe algo radical: que se desfizesse de tudo que possuía e O seguisse! Jesus não pede a todos que encontra no caminho que O sigam desta maneira, mas apenas aos escolhidos (como os Apóstolos). Esse foi o momento do jovem responder ao chamado pessoal de Jesus, especialmente traçado para ele. Foi seu "momento de graça". Sabemos, pela história, que o jovem estava muito apegado às coisas materiais para responder a este chamado de Jesus. "Ele foi-se todo abatido".
Posto que este é um tempo de graça, é possível que Jesus possa fazer-nos um chamado único a cada um de nós. No decorrer da Quaresma pede-nos que deixemos muitas coisas. Jesus e Maria nos mostrarão exatamente o que é certo para cada um (tal como o Senhor fez com o jovem). Em nossos atos de desprendimento pessoal, podemos ouvir um profundo apelo do Senhor, um oferecimento de graças que transformará nossas vidas. Nossa Senhora nos diz: "Rezem, rezem, rezem, até que compreendam o amor de Deus por cada um de vocês". Esta é a essência de todo o chamado de Deus, Seu amor por cada um de nós a nível individual. Ele deseja que conheçamos a liberdade e a alegria de ser - cada um de maneira singular - Seu filho ou Sua filha. Se desejamos confiar-nos nas mãos de Jesus, seremos capazes de corresponder  a Seu convite e nos encontraremos em marcha com Ele para uma vida melhor - uma vida na terra que estará plena do Céu!
Acolhamos a graça deste tempo e abracemos esta Quaresma com uma antecipada alegria!     Irmã Emmanuel
Fazei penitência
Fixemos atentamente o olhar no sangue de Cristo e compreendamos quanto é precioso aos olhos de Deus, seu Pai, esse sangue que, derramado para nossa salvação, ofereceu ao mundo inteiro a graça da penitência.
Percorramos todas as épocas do mundo e verificaremos que em cada geração o Senhor concedeu o tempo favorável  da penitência a todos os que a Ele quiseram converter-se. Noé proclamou a penitência, e todos que o escutaram foram salvos. Jonas anunciou a ruína aos ninivitas, mas eles, fazendo penitência de seus pecados, reconciliaram-se com Deus por suas súplicas e alcançaram a salvação, apesar de não pertencerem ao povo de Deus.
Inspirados pelo Espírito Santo, os ministros da graça de Deus pregaram a penitência. O próprio Senhor de todas as coisas também falou da penitência, com juramento: Por minha vida, diz o Senhor, não me comprazo com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão (cf. Ez 33,11); e acrescentou esta sentença cheia de bondade: Deixa de praticar o mal, ó Casa de Israel! Diz aos filhos do meu povo: "Ainda que vossos pecados subam da terra até o céu, ainda que sejam mais vermelhos que o escarlate e mais negros que o cilício, se voltardes para mim de todo o coração e disserdes: 'Pai' , eu vos tratarei como um povo santo e ouvirei as vossas súplicas" (cf. Is 1,18; 63,16; 64,7; Jr 3,4; 31,9).
Querendo levar à penitência todos aqueles que amava, o Senhor confirmou esta sentença com sua vontade todo-poderosa.
Obedeçamos, portanto, à sua excelsa e gloriosa vontade. Imploremos humildemente sua misericórdia e benignidade. Convertamo-nos sinceramente ao seu amor. Abandonemos as obras más, a discórdia e a inveja que conduzem à morte.
Sejamos humildes de coração, irmãos, evitando toda espécie de vaidade, soberba, insensatez e cólera, para cumprirmos o que está escrito. Pois diz o Espírito Santo: Não se orgulhe o sábio em sua sabedoria, nem o forte com sua força, nem o rico em sua riqueza; mas quem se gloria, glorie-se no Senhor, procurando-o e praticando o direito e a justiça (cf. Jr 9,22-23; 1 Cor 1,31).
Antes de mais nada, lembremo-nos das palavras do Senhor Jesus, quando exortava à benevolência e à longanimidade: Sede misericordiosos, e alcançareis misericórdia; perdoai, e sereis perdoados; como tratardes o próximo, do mesmo modo sereis tratados; dai e vos será dado; não julgueis, e não sereis julgados; fazei o bem, e ele também vos será feito; com a medida com que medirdes, também vós sereis medidos (cf. Mt 5,7; 6,14; 7,1.2).
 Observemos fielmente este preceito e estes mandamentos, a fim de nos conduzirmos sempre, com toda humildade, na obediência às suas santas palavras. Pois eis o que diz o texto sagrado: Para quem hei de olhar, senão para o manso e humilde, que treme ao ouvir minhas palavras? (cf. Is 66, 2).
Tendo assim participado de muitas, grandes e gloriosas ações, corramos novamente para a meta que nos foi proposta desde o início: a paz. Fixemos atentamente nosso olhar no Pai e Criador do universo e desejemos com todo ardor seus dons de paz e seus magníficos e incomparáveis benefícios.
São Clemente I, papa (Séc. I, Carta aos Coríntios, Liturgia da Horas )
Pe. Angelo aproximou-me de Deus
Apresento aqui um pequeno testemunho da minha conversão. Eu não praticava a religião, era de família atéia e casei-me na Igreja  apenas para satisfazer minha mulher.  Um dia ela pediu-me que acompanhasse Pe. Angelo a Mediugórie como simples motorista. Decididamente refutei seu insistente pedido por mais de uma semana. Depois, sem saber por que, tomei a decisão de ir. Despedi-me de meus pais "ateus" que me pediram para não gastar dinheiro inutilmente trazendo para casa "imagens" ou "terços".
Eu não conhecia Pe. Angelo. Partimos e, depois de uma tranqüila viagem de 12h, em conversação cordial, chegamos ao destino. Na manhã seguinte eu o acompanhei à Comunidade Cenáculo de Irmã Elvira para a celebração da Missa. Durante a celebração, eu era o único, dentre os 75 rapazes, que não se ajoelhou... Senti-me tão embaraçado que, por respeito a eles, ajoelhei-me. Era a segunda vez na minha vida que eu fazia esse gesto. Deixei Pe. Angelo atendendo Confissões e, acompanhado de um seminarista, fui ao local das aparições e ali, por acaso, encontrei uma pequenina imagem de Nossa Senhora que, depois levei para minha mãe.
De tarde, enquanto eu o acompanhava, Pe. Angelo  perguntou-me se desejava confessar-me. Neguei com firmeza, até por que, para mim, a Confissão não fazia qualquer sentido. Com calma, Pe. Angelo explicou-me o sentido deste grande dom e, pela primeira vez, confessei-me. Depois, sozinho, fui ao Monte Krizevac e ali tive experiências particulares que muito me tocaram.
Na manhã seguinte, foi sempre Pe. Angelo quem me fez o convite para comungar. Ao receber a Eucaristia senti um grande calor no coração e, com surpresa, caí em prantos de maneira incontrolável. Comecei a sentir dentro de mim reações negativas a todos esses fatos estranhos que  estavam acontecendo comigo. Se por um lado não compreendia, pelo outro desejava compreender a todo custo. Quem me encontrava repetia sempre que a minha presença ali não era casual, mas que era Nossa Senhora quem me queria ali.
A confusão dentro de mim era sempre maior uma vez que devia decidir-me se, voltando para casa, não diria nada a ninguém ou aceitaria a mudança e suas conseqüências. Após uma noite sem dormir, decidi voltar ao Monte a ali entreguei-me completamente a Maria. Prometi que, se fosse verdade, tudo aquilo que estava sentindo e que me estava acontecendo, tornar-me-ia seu testemunho para sempre. Comecei o caminho da conversão. Senti uma presença em mim que me dava grande força e coragem. Em casa, porém, filhos e pais rejeitavam tudo. Surgiam as dúvidas, as incertezas, as dificuldades de ir a Missa na minha cidade porque me sentia julgado e desambientado. Começaram as fortes tentações, principalmente quando me encontrava na igreja. Mais difícil ainda era vencer o forte instinto de blasfemar.
Foi o início de uma conversão, de um caminho, que, apesar das muitas e fortes tentações, continua na alegria, na serenidade e na paz de quem encontrou o Senhor e de quem deseja permanecer nEle, porque somente Ele é o "desejo da minha vida".
Eco di Maria / Luciano Begotti (RE)
Era-lhe difícil jejuar
Encontrei, recentemente, uma mulher que sofria de ansiedade havia vários anos. Nunca conseguira libertar-se das preocupações com os filhos e dos problemas com o dinheiro ou o trabalho do marido. Estes pensamentos, que alimentavam a sua angústia, atormentavam-na dia e noite. Era-lhe difícil jejuar, embora procurasse viver as mensagens da Rainha da Paz. Somente quando foi a Mediugórie e jejuou com os outros peregrinos é que compreendeu finalmente o jejum.
Descobriu, nessa altura, a alegria do pão! De regresso a casa, o jejum começou a fazer parte da sua vida. Ela disse que sua angústia diminuiu. Embora a tentação do medo ainda persista, agora tem forças para resistir. A oração e o jejum tornaram-se poderosos meios de defesa contra a angústia. A oração e o jejum podem verdadeiramente parar as guerras, "as guerras devidas à vossa incredulidade e ao medo do futuro".
       Irmã Emmanuel
Meu esposo ia morrer...
No final de novembro, fui abordado em Moscou por uma mulher que conhecia minha comunidade, que também está presente em sua aldeia. Ela me disse: "Suplico-lhe que me ajude, preciso de dinheiro!" Perguntei-lhe: "Quanto?"
"Meu esposo vai morrer se não se submeter a uma cirurgia que custa US$1.300. Já consegui US$500, e faltam-me US$800."
Isso trouxe-me um problema! Eu tinha os US$800, mas já tinha planejado usá-los em outros projetos. Eu conhecia o esposo daquela mulher: ele tinha 48 anos, um tumor cerebral, vários filhos e um minguado salário de US$20 ao mês. A mulher tinha chegado ao limite de suas forças e estava chorando, porque a doença do esposo já tinha atingido o nervo que controla a visão, e, portanto, estava ficando cego. No meu íntimo, compreendi logo que era o Senhor quem me tinha enviado àquela mulher e que eu era responsável pela vida de seu esposo. Com o coração um pouco atribulado, disse-lhe: "Está bem, vou ajudar-lhe a salvar o seu esposo. Vou em casa pegar o dinheiro." Rapidez era importante porque os médicos tinham dito que a cada dia a situação se agravava.
Nas ruas de Moscou supliquei a Nossa Senhora: "Agora vós tendes que ajudar-me a organizar-me! Se eu lhe der os US$800, como vou recuperar o dinheiro que guardei para o projeto? Verdadeiramente conto Convosco!" Quando eu chegava a casa, logo aproximou-se de mim um homem que vinha da Itália. Deu-me um envelope e disse: "Padre Jim, estou muito impressionado com tudo que o Senhor tem feito na Rússia! Aqui está um donativo, use-o como melhor lhe aprouver!"  Eu lhe respondi: "Realmente você foi enviado pelo céu: faz dez minutos que prometi ajudar uma mulher a pagar a cirurgia de seu esposo." Então um pouco curioso, abri o  envelope... estava ali dentro US$1.000. Valor maior do que eu tinha pedido! Esse sinal comoveu-me profundamente. Devo confessar que esta não é a primeira vez que Nossa Senhora me ajuda. Isso impulsiona-me a dar com generosidade, a oferecer a Nossa Senhora mais de mim. Algumas vezes Ela me dá exatamente o que necessito.
Consegui mandar um Sacerdote para abençoar o paciente antes da operação. Depois, perguntei na aldeia sobre a resultado da cirurgia. A mulher procurou-me porque o anestesista tinha pedido honorário pela anestesia e o cirurgião disse: "Se quer que seu marido acorde da cirurgia, preciso de mais dinheiro." Como costuma acontecer, enfrentamos sempre um pouco de corrupção. Aí compreendi porque Nossa Senhora me tinha dado os US$1.000 e não somente os US$800. Ela tinha previsto a parte do anestesista e o suborno do médico. Seu presente cobriu até mesmo a inevitável corrupção.
Padre Jim (Irmã Emmanuel)
Proibido o uso de  objetos religiosos na escola
As escolas primárias da capital cubana proibiram a presença nas salas de aula de alunos que estejam portando objetos religiosos: crucifixos, imagens, medalhas, escapulários... Os pais das crianças protestaram junto ao Ministério da Educação. Segundo o governo, tal procedimento foi adotado para que as expressões religiosas "não atrapalhem" o trabalho político-ideológico desenvolvido com os alunos.                              Eco di Maria
Caminhos de Nossa Senhora
Comunidade Servos da Rainha
História da fundação 
Como sabemos, é comum encontrar nas ruas e estacionamentos de nossas cidades, crianças e adultos pedindo para "vigiar"  os carros.
Em início de 1997, diante do escritório da Associação Servos da Rainha, em Brasília, despertou minha atenção um desses garotos. Sempre que estacionava o carro, vinha logo dizendo: "Moço, posso vigiar o carro*"
Um dia, tivemos o seguinte diálogo:
- Qual é o seu nome*
-Rogério.
- Onde você mora*
- No Jardim Céu Azul, em Valparaíso de Goiás.
- Por que você não fica em casa, estudando, em vez de vir para a rua*
- Preciso ganhar dinheiro para ajudar minha mãe. Somos 8 menores em casa e nosso pai nos abandonou.
Sempre que o via, dava-lhe alguns trocados e conversava um pouco com ele. Dentro de mim, no entanto, nascia o desejo de visitar sua família, fato que aconteceu em junho de 1997. Numa tarde daquele mês, ao término do expediente, juntamente com as amigas Lília e Janyr, (o Rogério nos acompanhou, pois não conhecíamos o caminho) fizemos a primeira visita à família. Qual não foi a nossa surpresa ao chegar lá: não era uma casa! Apenas um barracão de alguns cômodos. Parte coberta, parte não, algumas paredes semi-destruídas e tábuas velhas servindo de porta e janelas. Quando chovia, descia água pelas telhas danificadas e a enxurrada passava por baixo das paredes e camas. O pequeno cômodo transformado em cozinha estava limpo, assim como as panelas. Não havia alimentos. Para completar, a luz, com uma fase caída, clareava pouco mais do que uma lamparina. Por sorte, naquela noite trazíamos-lhe  duas cestas de alimentos.
  Durante esta visita, senti que fora Nossa Senhora a nos levar para ajudar aquela família. Passei a fazer-lhe visitas regulares e ajudá-la com mantimentos e dinheiro. Num segundo momento, pedi-lhe que providenciasse um pedreiro para reformar sua "casa". Aumentamos a casa, fizemos muros e aterramos parte do lote que era brejoso. Ao terminar a reforma, em outubro/97, inclusive com a substituição total do telhado, a vizinha da frente pediu as telhas velhas e quebradas removidas. Pedi ao nosso pedreiro para verificar o estado do barracão dessa jovem mãe, Eliane, que pedira as telhas. Após examiná-lo, o pedreiro informou-me que o mesmo estava a ponto de cair. Resolvemos, então, fazer-lhe uma casinha, com planta aprovada pela Prefeitura local. Esta casa ficou pronta em janeiro de 1998. Nesse meio tempo, um outro vizinho do Rogério disse que o seu sonho era aterrar o seu lote, também brejoso, e construir o muro a fim de proporcionar maior segurança à sua família. Como ele tinha conhecimento na área de construção, dei-lhe o material e ele mesmo construiu o muro. Mais tarde, comprei-lhe também o material para que aumentasse um pouco mais sua casinha. Sobre estes trabalhos de ajuda às famílias, em presença de Pe. Adonias, comuniquei, por telefone, a frei Francisco, sacerdote responsável pela Capela Nossa Senhora de Fátima, existente no Bairro naquela época, hoje já transformada em Paróquia.
No Natal de 1997, com a colaboração do casal Ademar e Jane, e de Cláudia, fizemos uma ceia natalina, ao ar livre, na casa do Rogério, para essas três famílias assistidas.
Continua na próxima edição
Aconteceu na Comunidade
Nestes primeiros meses do ano, visitaram nossa Comunidade e rezaram conosco muitos peregrinos e amigos de Mediugórie, muitos deles de Brasília. De outras localidades, destacamos:
* Araraquara: Pe. Antônio Desan, Santinha Haddad, Leila Maria Fucci e Marta Borduque.
* Curitiba: Vilma Santos.
* Florianópolis: Rute Kalvon
* Fortaleza: Zuleide Veras
* Rio de Janeiro: Luiz Cleto
Em fevereiro, um grupo da Pastoral da Criança escolheu nossa Comunidade para fazer o seu retiro.
Recebemos também as crianças e jovens do movimento Mãe Rainha para uma tarde de lazer, bem como o grupo de coroinhas da nossa Paróquia.
Um grupo de Valparaíso, conduzido por Concita, veio fazer o Cenáculo.
Iniciamos o presente ano letivo em nossa Comunidade com mais de 600 crianças inscritas para as aulas de reforço escolar e pré-escolar. Para esse acompanhamento escolar, contratamos 5 monitoras e uma orientadora pedagógica, além de merendeira, encarregada de limpeza e segurança. Por ser uma região de baixo poder aquisitivo, prestamos esse serviço gratuitamente. Para pagamento desse pessoal, contamos com a ajuda de benfeitores, peregrinos e amigos de Mediugórie. Se você desejar participar dessa obra da Rainha da Paz, solicite-nos um carne para depósito de suas contribuições.
Peregrinações 2001
JUNHO - 20º Aniversário das Aparições
a) Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 16/Jun - Retorno: 30/Jun
b) Mediugórie (uma semana), Paris (Medalha Milagrosa), Lisieux, Lourdes, Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 10/Jun - Retorno:30/Jun
 
SETEMBRO - Exaltação da Santa Cruz
a) - Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 31/Ago - Retorno: 14/Set
b) - Mediugórie (uma semana), Terra Santa, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 27/Ago - Retorno: 14/Set
Vagas limitadas.
Contribuições para o Eco
 
 Depositar no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviar cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.