A descida do
Senhor à mansão dos mortos
Que
está acontecendo hoje? Um grande
silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma
grande solidão. Um
grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra
estremeceu e ficou
silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que
dormiam há
séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos
mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor
entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz
vitoriosa. Quando
Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais,
batendo no
peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no
meio de nós”. E Cristo
respondeu a Adão: “E com o teu espírito”. E tomando-o
pela mão, disse: “Acorda,
tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te
iluminará”.
Eu sou o teu
Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que
nasceram
de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na
prisão:
“Saí!”, e aos que jaziam nas trevas: “Vinde para a luz!”, e aos
entorpecidos:
“Levantai-vos!”
Eu te ordeno:
Acorda tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na
mansão dos
mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos.
Levanta-te, obra
das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste
criado à minha
semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti,
somos uma só e
indivisível pessoa.
Por ti, eu, o
teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua
condição de
escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci
à terra e fui até
mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como
alguém
sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do
paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num
jardim,
crucificado.
Vê em meu
rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida
original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar,
conforme à
minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê em minhas
costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de
teus ombros o
peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas
à árvore da cruz, por
causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos
para a árvore do
paraíso.
Adormeci na
cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva
surgiu do teu, ao
adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu
sono vai
arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança
que estava dirigida
contra ti.
Levanta-te,
vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu,
porém, já não te
coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti
a árvore,
símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora
junto de ti. Constituí
anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem
como
Deus, embora não sejas Deus.
Está preparado
o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros,
construído o leito
nupcial, preparado o banquete, as mansões e os
tabernáculos eternos adornados,
abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus
preparado para ti desde
toda a eternidade”.
De
uma antiga Homilia no grande Sábado
Santo - Séc. IV (Ofício das Leituras)
Aparição
a Miriana
A vidente
Miriana teve aparições diárias de 24 de junho de
1981 até 25 de dezembro de
1982. Na última aparição diária, depois de
confiar-lhe o décimo e último
segredo, a Virgem lhe disse que durante toda sua vida ela teria uma
aparição
por ano, no dia 18 de março, data do seu aniversário
natalício, o que, de fato,
tem se repetido durante todos estes anos. Neste 18 de março,
milhares de
peregrinos reuniram-se para rezar o Rosário, com início
às 9h da manhã, na
Comunidade Cenáculo. A aparição teve início
às 9h45 e durou 5 minutos. Miriana
disse que, em Suas palavras, Nossa Senhora se mostrava decidida. Ela
abençoou
todas as pessoas presentes e deu a seguinte mensagem:
Queridos filhos! Hoje os
convido ao amor e à misericórdia.
Amem-se mutuamente como Deus os ama. Sejam misericordiosos (pausa) -
com o
coração. Pratiquem boas obras, não demorando
demais ao fazê-las. Cada ato
misericordioso que sai do coração aproxima-os de meu
Filho.
Avisos aos
peregrinos
Queridos
peregrinos! Em nome de todos os que ajudam nesta paróquia,
desejo dar um
sincero “seja bem-vindo” a vocês e aos coordenadores de grupos.
Cordialmente,
agradeço-lhes pelo desejo e disposição em visitar
este lugar de graça e de
oração. Que Deus todo-poderoso, por intercessão de
nossa Mãe celestial, a
Rainha da Paz, premie seu empenho e esforços realizados para vir
a este lugar.
Para que sua
permanência neste Santuário seja o mais agradável e
útil possível, desejo
dar-lhes a conhecer determinadas orientações.
Peço-lhes sinceramente que as
leiam e as sigam com atenção:
1. As Santas
Missas devem ser celebradas unicamente na igreja paroquial. Na capela de Adoração é
possível celebrar
também, com autorização prévia. Segundo
prescrição da Igreja, está proibido
celebrar a Santa Missa nas pensões, hotéis, casas
particulares onde estão
hospedados, nos montes ou em qualquer comunidade ou capela que se
encontre na
área da paróquia de Mediugórie. Para
esclarecimento ou informação, podem se
dirigir ao Escritório de Informações do
Santuário.
2. Os
encontros de oração na área da paróquia
podem ser organizados exclusivamente
com a permissão do pároco.
3. Para os
encontros e práticas com os peregrinos na área da igreja,
têm autorização
unicamente os sacerdotes que trabalham na paróquia. Todos os
demais têm a
obrigação de pedir autorização ao
pároco.
4. Ninguém tem
o direito de “impor mãos, rezar sobre outras pessoas” na igreja
ou à sua volta.
5. Os
sacerdotes estão convidados a concelebrar a Santa Missa
vespertina (trazer todo
o necessário: alva, estola, celebret...) e, se tiver
jurisdição confessional,
ficar à disposição dos peregrinos para a
confissão no idioma materno ou nos
idiomas que adicionalmente falem.
6. Os
coordenadores de grupos de peregrinos devem acertar os encontros com os
sacerdotes e os videntes no Escritório de
Informações do Santuário.
7. Pedimos aos
peregrinos que tomem um guia que esteja capacitado profissionalmente
para guiar
os grupos de peregrinos em Mediugórie.
8. Os serviços
de guia podem ser solicitados no Escritório de
Informações do Santuário.
Pedimos aos coordenadores dos grupos de peregrinos que comuniquem a
chegada do
seu grupo ao Escritório de Informações do
Santuário, pelo telefone / fax 00 387
36 651 988 ou e-mail: informacije@medjugorje.hr
9.
Pedimos-lhes que não organizem qualquer programa durante a
programação
vespertina de oração do Santuário.
10. As áreas
em volta da igreja, no Podbrdo e no Krizevac, são locais de
oração.
Pedimos-lhes encarecidamente que os respeitem, comportando-se e
vestindo-se
decentemente, a fim de não perturbar as pessoas que se encontram
recolhidas em
oração. Pedimos que mantenham a limpeza dessas
áreas mencionadas.
11. Não
acendam velas no Podbrdo nem no Krizevac. As velas podem ser acesas
somente no
lugar determinado ao lado da igreja, sob a cruz de madeira. Não
deixem objetos
votivos ou fotografias no Podbrdo nem no Krizevac.
12. Na igreja
e na área circundante é proibido fumar.
13.
Conscientes da grandeza da presença de Deus, e para proteger o
clima de oração
e de recolhimento, não é permitido fotografar durante a
Santa Missa e a
Adoração.
14. É proibido
pedir qualquer tipo de doação ou esmola, exceto os
encarregados pela coleta
durante a Santa Missa. Se observarem que alguém está
fazendo isto em outro
momento, pedimos que informem imediatamente ao Escritório de
Informações do
Santuário.
15. As
intenções para a Missa, promessas votivas ou
doações para a manutenção da
igreja, podem ser entregues na Secretaria da Paróquia. Obrigado. Com
a bênção de Deus,
Frei Ivan Sesar, pároco.
Testemunho de
Frei Iozo
(Continuação do
número anterior)
No começo,
lembro-me de que Nossa Senhora dizia: “Peço que se convertam”.
Pensei que
entendia Nossa Senhora. Pensei que
Nossa Senhora estava chamando aqueles que haviam deixado a Igreja. Ela
estava
dizendo, voltem para a Igreja.
Converter significa voltar para a igreja. Eu
achei que Nossa Senhora estava chamando aqueles que não
rezavam: ”Convertam-se! Comecem a rezar”.
Eu pensava que Ela estava chamando
aqueles que não iam à Santa Missa: ”Vão
à Igreja e participem da Santa
Missa”. Pensei que Ela estava chamando aqueles que estavam deixando
suas
famílias ou abusando do álcool. Isso era o que eu pensava
que Nossa Senhora
estava dizendo ao falar: “Convertam-se”.
Mas Nossa
Senhora trouxe uma surpresa em tudo isso. Ela disse: “Eu estou falando
com você, meu filho. Por que está olhando
para os outros?” Compreendi somente uma parte. Ela não queria
falar com os que
estavam perdidos, mas despertar os que estavam perto.
Quando Ela percebeu que eu não entendia o que significava
conversão, disse: “Rezem, rezem”. Bem,
nós rezamos. Ela disse que apareceria na igreja. Quando
rezávamos, Ela
disse: ”Rezem todos os dias, rezem o
Rosário todos os dias”.
As pessoas
estavam atônitas. Ficaram na igreja a noite toda. Quando
rezávamos,
Ela apareceu e abençoou os fiéis ali reunidos. As pessoas
sentiam Sua presença
tão fortemente que, no dia seguinte, a mensagem já tinha
se espalhado por todo
o mundo, por causa do amor e do entusiasmo que brotavam de nossos
corações.
Todas as
pessoas sabiam que Nossa Senhora queria que rezássemos. Minha paróquia inteira tornou-se um
lugar em
que todas as pessoas rezavam. As crianças, esperando o
ônibus, rezavam. Os
pastores de ovelhas rezavam. As pessoas
que iam para o campo rezavam. As
pessoas convidavam as outras para rezar, em vez de tomar café.
As crianças se
encontravam depois da escola para rezar.
Elas passavam o recreio e os intervalos entre as aulas rezando
no pátio.
No caminho para a igreja, rezavam.
Mediugórie inteira tinha-se transformado numa comunidade
que rezava o
tempo todo.
Imaginei então
que Nossa Senhora estivesse feliz. E
Ela estava. Novamente apareceu e disse:
“Quando vocês rezarem, não digam as palavras
somente, não rezem só com os
lábios, rezem com o coração”.
Fiquei
pensando o que isto significaria. Imaginei que isto poderia ser feito
através
de uma meditação profunda, simples, através de
extrema concentração e calma em
nossa mente, ou através de alguma outra atividade simples.
Obviamente eu estava
enganado. Pensava o que poderia ser
rezar com o coração. Tudo o
que pensei não ajudou muito e não sabia o que Ela
estava pedindo.
Aí Ela mandou
esta mensagem: “Antes de começarem a rezar hoje, olhem para
dentro de seu
coração e procurem todos os seus inimigos. Perdoem-se uns
aos outros. Recomendem-nos ao Pai com
alegria. Rezem por eles. Desejem-lhes uma
grande
bênção, alegria e grande amor”.
No começo,
pensei que não era muito difícil.
Repeti esta mensagem na igreja, palavra por palavra. Perguntei
aos fiéis
se estava claro para eles o que Nossa Senhora estava pedindo. Eles disseram que tinham entendido. Quando perguntei-lhes se estavam dispostos a
fazer o que Nossa Senhora pedia, a igreja permaneceu em silêncio.
Você pode
imaginar, milhares de pessoas silenciosas diante de mim.
Era impossível dizer “sim” a Nossa Senhora.
Elas poderiam mentir. Embora
encontrassem Nossa Senhora todos os dias, as pessoas não
conseguiam dizer
sim. Permaneceram em silêncio.
Para mim foi
um choque a profunda luta e o vazio daquele silêncio
difícil. Não sabendo o que
poderia acontecer, quebrei
aquele deserto de silêncio, dizendo: ”Ouçam! Agora vamos
rezar por este dom. Reze em seu
coração. Feche os olhos,
mergulhe em seu coração e
reze a Deus pedindo o dom de poder perdoar”.
O doloroso
silêncio começou de novo, a luta dentro de nós
mesmos. Com medo, em meu
coração, comecei a
suspeitar: “Oh meu Deus, que é que eu posso fazer por essas
pessoas? Não podemos
verdadeiramente rezar. Nossa Senhora
não nos deixa rezar do nosso
modo porque isto não é oração verdadeira.
Não conseguimos desejar o bem aos outros.” Rezei
fervorosamente.
Depois de
vinte minutos desta luta no deserto, Nossa Senhora nos mandou seu
presente para
quebrar a barreira de silêncio que nos aprisionava. Ela destruiu
o muro e
mostrou-nos a luz. O maior dos milagres entre tantos sinais e momentos
maravilhosos, entre tantas mudanças nas pessoas e na natureza
que eu já
experimentei em Mediugórie, aconteceu naquela tarde. Enquanto eu mantinha todas aquelas pessoas no
meu coração,
aconteceu o maior sinal.
Após vinte
minutos, no meio da igreja, a voz de um homem quebrou nossas cadeias,
com uma oração que
saía do interior de sua alma,
uma oração que foi o presente de Nossa Senhora: “Jesus,
eu os perdôo. Por
favor, perdoe-me!”. E aí começou a chorar fortemente.
Todos juntos
choramos com ele. Todos sentiram no
coração: Devemos rezar com
aquelas
mesmas palavras. Preciso perdoar e
pedir perdão às pessoas e a Jesus. E
todos fizemos o mesmo. Naquela tarde, todos estávamos procurando
a mão de
alguém, a maior quantidade de mãos possível, para
apertar e dizer: ”Perdoe-me”.
Chorávamos e estávamos felizes. Sentíamos que
tínhamos sido perdoados.
Depois disto,
rezamos o Rosário. Nossa Senhora
nos
deu uma experiência maravilhosa, uma grande experiência,
uma grande
misericórdia e graça. Naquela tarde, todos sentimos que o
Universo inteiro,
todas as pessoas rezavam conosco em nossos corações. Sentimos que nossa oração, nosso
dom sagrado, vinha dos nossos
corações e disseminava-se por todo o mundo, entrando nos
corações de todos.
Trouxe paz, amor e grande alegria.
Depois, celebramos a Santa Missa.
Foi uma grande celebração de amor, pois
podíamos sentir tão fortemente a
presença de Jesus vivo dentro de nós.
No dia
seguinte, o aspecto de minha paróquia era outro. Alguns
paroquianos já não se
falavam por gerações, como geralmente acontece com muitos
camponeses no mundo
inteiro. Eles tinham inimigos por causa
de pequenas e irrelevantes coisas. Não se gostavam. Tinham
ciúmes e
invejas. Em uma noite, tudo tinha
desaparecido, derretido, esvaído.
Começaram a trabalhar e a rezar juntos, comer juntos,
amar-se
sinceramente.
Tradução: Ehusson Chequer
(Continua na próxima
edição)
São José
é
assim mesmo!
Há, em
Mediugórie, uma mulher chamada Mira, cujo marido, ferido durante
a guerra,
ficou incapacitado para o trabalho. Sem receber qualquer pensão
e sem condições
para sustentar a família, Mira precisava trabalhar fora. A
família vive na
roça, perto de Mediugórie, num pobre casebre, em
condições precárias. Tem uma
filhinha e espera outra criança.
Mira chegou a
trabalhar numa mercearia de Mediugórie mas, durante 3 meses,
não lhe pagaram o
salário. Por isso teve que deixar o trabalho. Muito preocupada,
procurou
emprego por todo o lado, inclusive para limpeza de hotéis.
Há alguns
dias, ao saber do assunto, fiquei
indignada. Pensava constantemente: “Mira precisa receber seu
salário!” Decidi
arranjar aquela soma, a qualquer preço, mas não sabia bem
como. Naquele mesmo
dia, minha amiga Betty encontrou Mira e disse-lhe: “Mira, estamos
começando a
novena de São José. Junte-se a nós e verá
como Ele vai ajudá-la. Nem precisa
pedir-lhe, comece logo agradecendo pelo que Ele vai providenciar para
você.”
Esta conversa foi antes das 6 horas da tarde.
Naquele mesmo
dia, quando saía da igreja no final do programa vespertino de
oração, fui abordada
por uma mulher que me disse: “Tenho algum dinheiro. Você conhece
alguém que
realmente precise de ajuda?” Claro, tinha Mira no coração
e contei à mulher a
sua triste história. Respondeu-me: “Pois bem, voltarei para a
Adoração e trarei
alguma coisa para ela (nos sábados, sempre há
Adoração na igreja, das 21h às
22h). Mais tarde, quando abri o envelope com a ajuda daquela senhora,
vi que o
dinheiro era suficiente para cobrir os 3 meses de salário de
Mira!
São José é
assim mesmo! Recebeu o agradecimento daquela mulher, vítima de
injustiça e, não
resistindo, imediatamente providenciou o salário todo! Levou
menos de 3 horas
para responder. Quando Mira recebeu a notícia, chorou de alegria
ao telefone e,
com humildade, repetia: “Meu Deus, que fiz para merecer isto! Meu Deus,
que
fiz!?”
Agora, Mira
está imensamente agradecida, pois sabe que tem um grande amigo
no Céu.
Afinal, São José é o
Chefe da Sagrada
Família e Esposo da Rainha da Paz.
Imã Emmanuel
Vicka
(Palavras
inspiradas recolhidas por um peregrino)
Freqüentemente,
encaramos a Quaresma como um tempo em que se fazem sacrifícios e
nos
exercitamos na renúncia, abandonando café, álcool,
chocolate, cigarros,
televisão ou aquilo a que estamos mais apegados. Mas devemos
renunciar a tudo
isso por amor a Jesus e a Maria, e não fazê-lo apenas para
glória pessoal. É
freqüente esperar-se com impaciência o fim dos 40 dias para
poder, de novo,
beber, ver televisão, etc., mas essa não é uma boa
maneira de viver a Quaresma!
A Virgem
pede-nos sacrifícios. Pede-os sempre e não apenas na
Quaresma. Durante a
Quaresma devemos oferecer a Deus todos os nossos desejos, as nossas
cruzes,
doenças, sofrimentos, a fim de acompanhar Jesus, caminhar com
Ele para o
Calvário.
Devíamos
empenhar-nos em ajudá-Lo a carregar a Cruz e perguntar-Lhe:
“Senhor, como Vos
posso ajudar? Que posso oferecer-Vos?” Porque é por todos
nós que Ele carrega a
Sua Cruz. Não digo que Ele não seja capaz de levar a Sua
Cruz, mas, quando nos
juntamos a Ele, do fundo do coração, isso torna-se uma
coisa muito bela. Eu não
me dirijo a Ele apenas quando preciso, mas caminho com Ele quando Ele
mais
precisa de mim, quando sofre por nós.
Freqüentemente,
quando temos uma cruz que podíamos oferecer-Lhe, rezamos ao
contrário :”Senhor,
peço-Vos, tirai esta cruz dos meus ombros, porque é
demasiado pesada e não
suporto!
Por que esta
cruz cai sobre mim e não sobre outra pessoa?” Não!
Não se deve rezar assim.
Nossa Senhora aconselha-nos a dizermos: “Senhor, agradeço-Vos
por esta cruz,
obrigado pelo grande dom que Vós me concedeis!”
São raros os
que compreendem o grande valor da cruz e o grande valor do dom que
são as
nossas cruzes quando oferecidas a Jesus. Podemos aprender muito por
meio da
cruz! Neste tempo de Quaresma, devemos compreender, com o
coração, quanto Jesus
nos ama e como deveríamos caminhar a Seu lado com um imenso amor
e procurar
estar unidos a Ele na Sua Paixão. É esse o
sacrifício que Ele espera de nós.
Caminhemos então assim e, quando chegar o dia de Páscoa
com a Ressurreição, não
olharemos a Ressurreição do exterior, mas ressuscitaremos
também com Jesus.
Porque teremos nos tornado interiormente livres, livres de nós
próprios e dos
nossos ídolos. Não é maravilhoso? Seremos capazes
de viver o Seu amor e a Sua
Ressurreição no interior de
nós mesmos!
Cada cruz
recebida tem a sua razão de ser. Deus nunca a dá sem uma
razão, sem um
significado, e sabe em que momento nos vai retirar essa cruz. Quando
tivermos
um sofrimento, agradeçamos a Jesus por esse dom e digamos: “Se
tendes outro
presente para mim, estou pronto. Mas primeiro suplico-Vos que me deis
força e
assim terei a coragem de levar a minha cruz e de seguir Convosco,
Senhor!”.
Lembro-me da
maneira como Nossa Senhora me falou do sofrimento, ao dizer: “Se
conhecêsseis o
grande valor do sofrimento!” É verdadeiramente uma coisa
grandiosa! E, depois,
o resto depende inteiramente de nós e da
disposição do nosso coração. Tudo
depende do nosso “sim” a Jesus. É preciso uma vida inteira para
aprender isto e
ir em frente. Todas as manhãs, quando acordamos, podemos
começar o nosso dia
com Deus. Nossa Senhora não nos pede que rezemos o dia inteiro,
mas que demos à
oração o primeiro lugar, que Deus ocupe o primeiro lugar
e, depois, que
realizemos os nossos trabalhos e cumpramos nossas
obrigações, visitemos os
doentes, etc.
Quando
praticamos um ato de caridade sem rezar, de pouco vale. Da mesma
maneira, se
rezamos mas não agimos de maneira caridosa, também pouco
adianta. As duas,
oração e caridade, devem andar sempre juntas. Assim, dia
após dia, seguiremos
em frente! (fim das palavras de Vicka).
Sabendo quanto
Vicka sofreu e com que disponibilidade oferece sua vida pelos
peregrinos que a
visitam em Mediugórie, estas palavras revestem-se de um
significado muito
especial. Na verdade, Vicka vive todos
os dias a via-sacra com Jesus e sabe quanta alegria isso produz. Que
maravilhoso conselho ela aqui nos deixa para esta Quaresma !
As palavras de
Vicka refletem as de Santa Faustina: ”Oh!
se a alma sofredora soubesse quanto Deus a ama, morreria de alegria e
de
excesso de felicidade. Conheceremos um dia o valor do sofrimento, mas
já
estaremos na impossibilidade de sofrer. Nosso é só o
momento presente.”
(Diário 963)
Cathy Nolan (rel. de
Irmã Emmanuel)
Caminhos
de Nossa Senhora
Comunidade
Servos da Rainha
História da fundação
(Continuação da
edição anterior)
Cláudia fez uma campanha para a
arrecadação de
roupas no seu local de trabalho (Correios) e pudemos ajudar muitas
famílias.
Todos os meses, comprávamos, e também ganhávamos,
cestas básicas que
distribuíamos às famílias carentes. Para algumas,
fornecíamos também leite e
pão diariamente.
As pessoas vizinhas, de uma maneira
geral, quase não
conheciam a Igreja Católica, pois a única capela com
Missa aos Domingos ficava
a quase 2km. Na outra capela, perto dessas famílias assistidas,
só havia
celebração da Santa Missa poucas vezes ao ano. Em janeiro
de 1998, conheci
Arcângela, uma jovem recém-chegada de Natal, que se
prontificou ajudar-nos,
ensinando essas famílias a rezar o Terço.
Rezávamos cada Domingo em uma das
casas.
Pelo mês de março de 1998,
percebemos que o esforço
empregado para ajudar o Rogério e seus irmãos não
estava produzindo os
resultados esperados, precisando, portanto, de uma assistência
mais efetiva. Em
maio, com a compra e reforma de uma casinha ali próxima,
começava a surgir a
idéia de formar uma comunidade para melhor atender a essas
famílias.
Por outro
lado, preocupados com o baixo nível de ensino público
local, alugamos um galpão
ali próximo e contratamos uma professora para ministrar aulas de
reforço
escolar.
Durante todo o mês de maio de 1998,
os freis
Francisco e Nicolau, responsáveis pela então capela Nossa
Senhora de Fátima,
pediram que se rezasse o terço nas casas durante todo aquele
mês. Por isso, com
a imagem de Nossa Senhora, Rainha da Paz, trazida por Cláudia,
começamos a
rezar diariamente o Santo Terço nas casas. A
participação aumentava a cada dia.
Ao término do mês de maio, sendo já grande o
número de participantes, passamos
a rezar o terço no galpão que alugamos para aulas de
reforço escolar. Em muitos
acontecimentos, víamos a intercessão de Nossa Senhora. Na
capela S. Francisco
de Assis, próxima a essas famílias, os freis
começaram a celebrar a Santa Missa
em todos os Domingos.
No início de 1998, conhecemos as
senhoras Dolores e
Maria de Jesus, responsáveis pela catequese da então
Capela Nossa Senhora de
Fátima. Essas duas senhoras deram-nos um grande apoio e
acolheram nossos
menores e adultos para as aulas de catequese, preparando-os para o
Batismo e a
Primeira Comunhão. Dessa forma, em junho de 1998, mais de 30
pessoas, entre
crianças e adultos, foram batizadas.
Por essa época, começamos a
ter a colaboração também
de Miroslav e sua esposa, que faziam recreação com as
crianças. Outros
colaboradores juntaram-se a nós.
Deus se fazia presente e muitas
graças eram
recebidas. As pessoas rezavam com fé. Com a ajuda de
benfeitores, conseguiu-se
emprego para o Rogério e para seu irmão. Sua mãe
também arranjou emprego.
Supridas as necessidades de ordem
material quanto a
habitação, roupa e alimentação, pensamos
que seria conveniente providenciar uma
quadra poli-esportiva para que
aquelas
crianças, agora alimentadas, pudessem praticar esporte e
lazer e, dessa
forma, melhorar seu
desenvolvimento físico.
Assim, com a aquisição de um lote de esquina,
construímos uma quadra esportiva,
inaugurada em outubro de 1998.
Em junho de 1998, encontramos em
Mediugórie Maria
Aparecida (Cida), uma peregrina de São Paulo que, tendo chegado
em um grupo
anterior, decidiu permanecer ali por mais tempo para retornar com esse
novo
grupo.
Perguntei-lhe:
-
E agora, depois de 45 dias em Mediugórie, que pretende
fazer da vida?
- Ainda não sei. Estou esperando
que Deus me mostre
o caminho a seguir.
- Vá
trabalhar conosco em Brasília, em um trabalho com
crianças e famílias carentes!
- Sim, vou em julho (1998), quando
retornar da
viagem a Paris, já programada.
Continua na próxima edição
OS
VIDENTES
A cada um dos videntes Nossa Senhora tem
confiado
uma missão específica a ser cumprida em benefício
das outras pessoas, como
trabalhar com as famílias, rezar pelos ateus, orientar grupos de
oração, rezar
pelo clero, pelos jovens, etc.
Normalmente, os videntes não falam
entre si sobre os
segredos nem quanto ao entendimento do que lhes disse Nossa Senhora.
Eles
guardam tudo para si. Dizem que Nossa Senhora quer assim. Um dia, ao
término de
uma aparição, Nossa Senhora despediu os demais videntes e
ficou só com o Iakov,
durante uns 10 minutos; até agora, nenhum dos outros sabe o teor
da conversa
dele com Nossa Senhora.
E quanto a
nós? Será que já descobrimos qual é a
missão que Nossa Senhora nos confiou? E
se já descobrimos, será que estamos correspondendo
à confiança depositada em
nós pela Mãe de Deus? A redação
Peregrinações
2001
JUNHO
-
20º Aniversário das Aparições
a)
Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano,
Roma. Saída:
16/Jun - Retorno: 30/Jun
b) Mediugórie
(uma semana), Paris (Medalha
Milagrosa), Lisieux, Lourdes, Veneza, Pádua, Assis, Lanciano,
Roma. Saída:
10/Jun - Retorno:30/Jun
c)
Mediugórie (uma semana)
Saída:
20/Jun - Retorno: 30/Jun
SETEMBRO -
Exaltação da Santa Cruz
a) - Mediugórie (uma
semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída:
31/Ago - Retorno: 14/Set
b) - Mediugórie (uma semana), Terra
Santa, Assis,
Lanciano, Roma.
Saída: 27/Ago -
Retorno: 14/Set
c)
-
Mediugórie
(uma semana)
Saída:
5/Set - Retorno: 14/Set
Vagas
limitadas.
Contribuições para o Eco
Depositar no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviar cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
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