Mediugórie - Eco 181
Abril de 2001 - Páscoa do Senhor

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.03.01:
 Queridos filhos! Também hoje os convido a abrirem-se à oração. Filhinhos, vocês vivem em um tempo em que Deus lhes dá grandes graças, mas vocês não sabem aproveitá-las. Vocês se preocupam com tudo o mais, porém, muito pouco com a alma e com a vida espiritual. Despertem-se do sono pesado de sua alma e, com toda  a força, digam Sim a Deus. Decidam-se pela conversão e pela santidade. Estou com vocês, filhinhos, e convido-os à perfeição de sua alma e de tudo o que fazem. Obrigada por terem correspondido ao Meu apelo.

 

A descida do Senhor à mansão dos mortos

 

 Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

             Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.

O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com o teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”.

Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: “Saí!”, e aos que jaziam nas trevas: “Vinde para a luz!”, e aos entorpecidos: “Levantai-vos!”

Eu te ordeno: Acorda tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.

Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.

Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.

Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.

Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.

De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo - Séc. IV (Ofício das Leituras)                 

 

Notícias de Mediugórie

 

Aparição a Miriana

 

A vidente Miriana teve aparições diárias de 24 de junho de 1981 até 25 de dezembro de 1982. Na última aparição diária, depois de confiar-lhe o décimo e último segredo, a Virgem lhe disse que durante toda sua vida ela teria uma aparição por ano, no dia 18 de março, data do seu aniversário natalício, o que, de fato, tem se repetido durante todos estes anos. Neste 18 de março, milhares de peregrinos reuniram-se para rezar o Rosário, com início às 9h da manhã, na Comunidade Cenáculo. A aparição teve início às 9h45 e durou 5 minutos. Miriana disse que, em Suas palavras, Nossa Senhora se mostrava decidida. Ela abençoou todas as pessoas presentes e deu a seguinte mensagem:

Queridos filhos! Hoje os convido ao amor e à misericórdia. Amem-se mutuamente como Deus os ama. Sejam misericordiosos (pausa) - com o coração. Pratiquem boas obras, não demorando demais ao fazê-las. Cada ato misericordioso que sai do coração aproxima-os de meu Filho.

    

Avisos aos peregrinos

 

Queridos peregrinos! Em nome de todos os que ajudam nesta paróquia, desejo dar um sincero “seja bem-vindo” a vocês e aos coordenadores de grupos. Cordialmente, agradeço-lhes pelo desejo e disposição em visitar este lugar de graça e de oração. Que Deus todo-poderoso, por intercessão de nossa Mãe celestial, a Rainha da Paz, premie seu empenho e esforços realizados para vir a este lugar.

Para que sua permanência neste Santuário seja o mais agradável e útil possível, desejo dar-lhes a conhecer determinadas orientações. Peço-lhes sinceramente que as leiam e as sigam com atenção:

1. As Santas Missas devem ser celebradas unicamente na igreja paroquial. Na  capela de Adoração é possível celebrar também, com autorização prévia. Segundo prescrição da Igreja, está proibido celebrar a Santa Missa nas pensões, hotéis, casas particulares onde estão hospedados, nos montes ou em qualquer comunidade ou capela que se encontre na área da paróquia de Mediugórie. Para esclarecimento ou informação, podem se dirigir ao Escritório de Informações do Santuário.

2. Os encontros de oração na área da paróquia podem ser organizados exclusivamente com a permissão do pároco.

3. Para os encontros e práticas com os peregrinos na área da igreja, têm autorização unicamente os sacerdotes que trabalham na paróquia. Todos os demais têm a obrigação de pedir autorização ao pároco.

4. Ninguém tem o direito de “impor mãos, rezar sobre outras pessoas” na igreja ou à sua volta.

5. Os sacerdotes estão convidados a concelebrar a Santa Missa vespertina (trazer todo o necessário: alva, estola, celebret...) e, se tiver jurisdição confessional, ficar à disposição dos peregrinos para a confissão no idioma materno ou nos idiomas que adicionalmente falem.

6. Os coordenadores de grupos de peregrinos devem acertar os encontros com os sacerdotes e os videntes no Escritório de Informações do Santuário.

7. Pedimos aos peregrinos que tomem um guia que esteja capacitado profissionalmente para guiar os grupos de peregrinos em Mediugórie.

8. Os serviços de guia podem ser solicitados no Escritório de Informações do Santuário. Pedimos aos coordenadores dos grupos de peregrinos que comuniquem a chegada do seu grupo ao Escritório de Informações do Santuário, pelo telefone / fax 00 387 36 651 988 ou e-mail: informacije@medjugorje.hr

9. Pedimos-lhes que não organizem qualquer programa durante a programação vespertina de oração do Santuário.

10. As áreas em volta da igreja, no Podbrdo e no Krizevac, são locais de oração. Pedimos-lhes encarecidamente que os respeitem, comportando-se e vestindo-se decentemente, a fim de não perturbar as pessoas que se encontram recolhidas em oração. Pedimos que mantenham a limpeza dessas áreas mencionadas.

11. Não acendam velas no Podbrdo nem no Krizevac. As velas podem ser acesas somente no lugar determinado ao lado da igreja, sob a cruz de madeira. Não deixem objetos votivos ou fotografias no Podbrdo nem no Krizevac.

12. Na igreja e na área circundante é proibido fumar.

13. Conscientes da grandeza da presença de Deus, e para proteger o clima de oração e de recolhimento, não é permitido fotografar durante a Santa Missa e a Adoração.

14. É proibido pedir qualquer tipo de doação ou esmola, exceto os encarregados pela coleta durante a Santa Missa. Se observarem que alguém está fazendo isto em outro momento, pedimos que informem imediatamente ao Escritório de Informações do Santuário.

15. As intenções para a Missa, promessas votivas ou doações para a manutenção da igreja, podem ser entregues na Secretaria da Paróquia. Obrigado.        Com a bênção de Deus,

Frei Ivan Sesar, pároco.

     

Testemunho de Frei Iozo

(Continuação do número anterior)

 

No começo, lembro-me de que Nossa Senhora dizia: “Peço que se convertam”. Pensei que entendia Nossa Senhora.  Pensei que Nossa Senhora estava chamando aqueles que haviam deixado a Igreja. Ela estava dizendo, voltem para a Igreja.  Converter significa voltar para a igreja.  Eu achei que Nossa Senhora estava chamando aqueles que não rezavam: ”Convertam-se! Comecem a rezar”.  Eu pensava que Ela estava chamando   aqueles que não iam à Santa Missa: ”Vão à Igreja e participem da Santa Missa”. Pensei que Ela estava chamando aqueles que estavam deixando suas famílias ou abusando do álcool. Isso era o que eu pensava que Nossa Senhora estava dizendo ao falar: “Convertam-se”.

Mas Nossa Senhora trouxe uma surpresa em tudo isso. Ela disse: “Eu estou falando com você, meu filho. Por que está olhando para os outros?” Compreendi somente uma parte. Ela não queria falar com os que estavam perdidos, mas despertar os que estavam perto.  Quando Ela percebeu que eu não entendia o que significava conversão, disse: “Rezem, rezem”.  Bem, nós rezamos. Ela disse que apareceria na igreja. Quando rezávamos, Ela disse:  ”Rezem todos os dias, rezem o Rosário todos os dias”.

As pessoas estavam atônitas.  Ficaram  na igreja a noite toda. Quando rezávamos, Ela apareceu e abençoou os fiéis ali reunidos. As pessoas sentiam Sua presença tão fortemente que, no dia seguinte, a mensagem já tinha se espalhado por todo o mundo, por causa do amor e do entusiasmo que brotavam de nossos corações.

Todas as pessoas sabiam que Nossa Senhora queria que rezássemos.  Minha paróquia inteira tornou-se um lugar em que todas as pessoas rezavam. As crianças, esperando o ônibus, rezavam. Os pastores de ovelhas rezavam.  As pessoas que iam para o campo rezavam.  As pessoas convidavam as outras para rezar, em vez de tomar café. As crianças se encontravam depois da escola para rezar.  Elas passavam o recreio e os intervalos entre as aulas rezando no pátio. No caminho para a igreja, rezavam.  Mediugórie inteira tinha-se transformado numa comunidade que rezava o tempo todo.

Imaginei então que Nossa Senhora  estivesse feliz. E Ela estava. Novamente apareceu e disse:  “Quando vocês rezarem, não digam as palavras somente, não rezem  só com os lábios, rezem com o coração”.

Fiquei pensando o que isto significaria. Imaginei que isto poderia ser feito através de uma meditação profunda, simples, através de extrema concentração e calma em nossa mente, ou através de alguma outra atividade simples. Obviamente eu estava enganado.  Pensava o que poderia ser rezar com  o coração.  Tudo o  que pensei não ajudou muito e não sabia o que Ela estava pedindo.

Aí Ela mandou esta mensagem: “Antes de começarem a rezar hoje, olhem para dentro de seu coração e procurem todos os seus inimigos. Perdoem-se uns aos outros.  Recomendem-nos ao Pai com alegria.  Rezem por eles. Desejem-lhes uma grande bênção, alegria e grande amor”.

No começo, pensei que não era muito difícil.  Repeti esta mensagem na igreja, palavra por palavra. Perguntei aos fiéis se estava claro para eles o que Nossa Senhora estava pedindo.  Eles disseram que tinham entendido.  Quando perguntei-lhes se estavam dispostos a fazer o que Nossa Senhora pedia, a igreja permaneceu em silêncio. Você pode imaginar, milhares de pessoas silenciosas diante de mim.  Era impossível dizer “sim” a Nossa Senhora. Elas poderiam mentir.  Embora encontrassem Nossa Senhora todos os dias, as pessoas não conseguiam dizer sim.  Permaneceram em silêncio.

Para mim foi um choque a profunda luta e o vazio daquele silêncio difícil.  Não sabendo o que poderia acontecer, quebrei aquele deserto de silêncio, dizendo: ”Ouçam! Agora vamos rezar por este dom.  Reze em seu coração.  Feche os olhos, mergulhe em seu coração e reze a Deus pedindo o dom de poder perdoar”.

O doloroso silêncio começou de novo, a luta dentro de nós mesmos.  Com medo, em meu coração, comecei a suspeitar: “Oh meu Deus, que é que eu posso fazer por essas pessoas?  Não podemos verdadeiramente rezar.  Nossa Senhora não nos deixa rezar do nosso modo porque isto não é oração verdadeira.  Não conseguimos desejar o bem aos outros.” Rezei fervorosamente.

Depois de vinte minutos desta luta no deserto, Nossa Senhora nos mandou seu presente para quebrar a barreira de silêncio que nos aprisionava. Ela destruiu o muro e mostrou-nos a luz. O maior dos milagres entre tantos sinais e momentos maravilhosos, entre tantas mudanças nas pessoas e na natureza que eu já experimentei em Mediugórie, aconteceu naquela tarde.  Enquanto eu mantinha todas aquelas pessoas no meu coração, aconteceu o maior sinal.

Após vinte minutos, no meio da igreja, a voz de um homem quebrou nossas cadeias, com  uma oração que saía do interior de sua alma, uma oração que foi o presente de Nossa Senhora: “Jesus, eu os perdôo. Por favor, perdoe-me!”. E aí começou a chorar fortemente.

Todos juntos choramos com ele.  Todos sentiram no coração:  Devemos rezar com aquelas mesmas palavras.  Preciso perdoar e pedir perdão às pessoas e a Jesus.  E todos fizemos o mesmo. Naquela tarde, todos estávamos procurando a mão de alguém, a maior quantidade de mãos possível, para apertar e dizer: ”Perdoe-me”. Chorávamos e estávamos felizes. Sentíamos que tínhamos sido perdoados.

Depois disto, rezamos o Rosário.  Nossa Senhora nos deu uma experiência maravilhosa, uma grande experiência, uma grande misericórdia e graça. Naquela tarde, todos sentimos que o Universo inteiro, todas as pessoas rezavam conosco em nossos corações.  Sentimos que nossa oração, nosso dom sagrado, vinha dos nossos corações e disseminava-se por todo o mundo, entrando nos corações de todos. Trouxe paz, amor e grande alegria.  Depois, celebramos a Santa Missa.  Foi uma grande celebração de amor, pois podíamos sentir tão fortemente a presença de Jesus vivo dentro de nós.

No dia seguinte, o aspecto de minha paróquia era outro. Alguns paroquianos já não se falavam por gerações, como geralmente acontece com muitos camponeses no mundo inteiro.  Eles tinham inimigos por causa de pequenas e irrelevantes coisas. Não se gostavam. Tinham ciúmes e invejas.  Em uma noite, tudo tinha desaparecido, derretido, esvaído.  Começaram a trabalhar e a rezar juntos, comer juntos, amar-se sinceramente.

Tradução: Ehusson Chequer

(Continua na próxima edição)

 

São José é assim mesmo!

 

Há, em Mediugórie, uma mulher chamada Mira, cujo marido, ferido durante a guerra, ficou incapacitado para o trabalho. Sem receber qualquer pensão e sem condições para sustentar a família, Mira precisava trabalhar fora. A família vive na roça, perto de Mediugórie, num pobre casebre, em condições precárias. Tem uma filhinha e espera outra criança.

Mira chegou a trabalhar numa mercearia de Mediugórie mas, durante 3 meses, não lhe pagaram o salário. Por isso teve que deixar o trabalho. Muito preocupada, procurou emprego por todo o lado, inclusive para limpeza de hotéis.

Há alguns dias, ao saber do assunto,  fiquei indignada. Pensava constantemente: “Mira precisa receber seu salário!” Decidi arranjar aquela soma, a qualquer preço, mas não sabia bem como. Naquele mesmo dia, minha amiga Betty encontrou Mira e disse-lhe: “Mira, estamos começando a novena de São José. Junte-se a nós e verá como Ele vai ajudá-la. Nem precisa pedir-lhe, comece logo agradecendo pelo que Ele vai providenciar para você.” Esta conversa foi antes das 6 horas da tarde.

Naquele mesmo dia, quando saía da igreja no final do programa vespertino de oração, fui abordada por uma mulher que me disse: “Tenho algum dinheiro. Você conhece alguém que realmente precise de ajuda?” Claro, tinha Mira no coração e contei à mulher a sua triste história. Respondeu-me: “Pois bem, voltarei para a Adoração e trarei alguma coisa para ela (nos sábados, sempre há Adoração na igreja, das 21h às 22h). Mais tarde, quando abri o envelope com a ajuda daquela senhora, vi que o dinheiro era suficiente para cobrir os 3 meses de salário de Mira!

São José é assim mesmo! Recebeu o agradecimento daquela mulher, vítima de injustiça e, não resistindo, imediatamente providenciou o salário todo! Levou menos de 3 horas para responder. Quando Mira recebeu a notícia, chorou de alegria ao telefone e, com humildade, repetia: “Meu Deus, que fiz para merecer isto! Meu Deus, que fiz!?”

Agora, Mira está imensamente agradecida, pois sabe que tem um grande amigo no Céu. Afinal,  São José é o Chefe da Sagrada Família e Esposo da Rainha da Paz.

Imã Emmanuel

Vicka

(Palavras inspiradas recolhidas por um peregrino)

 

Freqüentemente, encaramos a Quaresma como um tempo em que se fazem sacrifícios e nos exercitamos na renúncia, abandonando café, álcool, chocolate, cigarros, televisão ou aquilo a que estamos mais apegados. Mas devemos renunciar a tudo isso por amor a Jesus e a Maria, e não fazê-lo apenas para glória pessoal. É freqüente esperar-se com impaciência o fim dos 40 dias para poder, de novo, beber, ver televisão, etc., mas essa não é uma boa maneira de viver a Quaresma!

A Virgem pede-nos sacrifícios. Pede-os sempre e não apenas na Quaresma. Durante a Quaresma devemos oferecer a Deus todos os nossos desejos, as nossas cruzes, doenças, sofrimentos, a fim de acompanhar Jesus, caminhar com Ele para o Calvário.

Devíamos empenhar-nos em ajudá-Lo a carregar a Cruz e perguntar-Lhe: “Senhor, como Vos posso ajudar? Que posso oferecer-Vos?” Porque é por todos nós que Ele carrega a Sua Cruz. Não digo que Ele não seja capaz de levar a Sua Cruz, mas, quando nos juntamos a Ele, do fundo do coração, isso torna-se uma coisa muito bela. Eu não me dirijo a Ele apenas quando preciso, mas caminho com Ele quando Ele mais precisa de mim, quando sofre por nós.

Freqüentemente, quando temos uma cruz que podíamos oferecer-Lhe, rezamos ao contrário :”Senhor, peço-Vos, tirai esta cruz dos meus ombros, porque é demasiado pesada e não suporto!

Por que esta cruz cai sobre mim e não sobre outra pessoa?” Não! Não se deve rezar assim. Nossa Senhora aconselha-nos a dizermos: “Senhor, agradeço-Vos por esta cruz, obrigado pelo grande dom que Vós me concedeis!”

São raros os que compreendem o grande valor da cruz e o grande valor do dom que são as nossas cruzes quando oferecidas a Jesus. Podemos aprender muito por meio da cruz! Neste tempo de Quaresma, devemos compreender, com o coração, quanto Jesus nos ama e como deveríamos caminhar a Seu lado com um imenso amor e procurar estar unidos a Ele na Sua Paixão. É esse o sacrifício que Ele espera de nós. Caminhemos então assim e, quando chegar o dia de Páscoa com a Ressurreição, não olharemos a Ressurreição do exterior, mas ressuscitaremos também com Jesus. Porque teremos nos tornado interiormente livres, livres de nós próprios e dos nossos ídolos. Não é maravilhoso? Seremos capazes de viver o Seu amor e a Sua Ressurreição no interior  de nós mesmos!

Cada cruz recebida tem a sua razão de ser. Deus nunca a dá sem uma razão, sem um significado, e sabe em que momento nos vai retirar essa cruz. Quando tivermos um sofrimento, agradeçamos a Jesus por esse dom e digamos: “Se tendes outro presente para mim, estou pronto. Mas primeiro suplico-Vos que me deis força e assim terei a coragem de levar a minha cruz e de seguir Convosco, Senhor!”.

Lembro-me da maneira como Nossa Senhora me falou do sofrimento, ao dizer: “Se conhecêsseis o grande valor do sofrimento!” É verdadeiramente uma coisa grandiosa! E, depois, o resto depende inteiramente de nós e da disposição do nosso coração. Tudo depende do nosso “sim” a Jesus. É preciso uma vida inteira para aprender isto e ir em frente. Todas as manhãs, quando acordamos, podemos começar o nosso dia com Deus. Nossa Senhora não nos pede que rezemos o dia inteiro, mas que demos à oração o primeiro lugar, que Deus ocupe o primeiro lugar e, depois, que realizemos os nossos trabalhos e cumpramos nossas obrigações, visitemos os doentes, etc.

Quando praticamos um ato de caridade sem rezar, de pouco vale. Da mesma maneira, se rezamos mas não agimos de maneira caridosa, também pouco adianta. As duas, oração e caridade, devem andar sempre juntas. Assim, dia após dia, seguiremos em frente! (fim das palavras de Vicka).

Sabendo quanto Vicka sofreu e com que disponibilidade oferece sua vida pelos peregrinos que a visitam em Mediugórie, estas palavras revestem-se de um significado muito especial. Na verdade, Vicka  vive todos os dias a via-sacra com Jesus e sabe quanta alegria isso produz. Que maravilhoso conselho ela aqui nos deixa para esta Quaresma !

As palavras de Vicka refletem as de Santa Faustina: ”Oh! se a alma sofredora soubesse quanto Deus a ama, morreria de alegria e de excesso de felicidade. Conheceremos um dia o valor do sofrimento, mas já estaremos na impossibilidade de sofrer. Nosso é só o momento presente.” (Diário 963)

Cathy Nolan (rel. de  Irmã Emmanuel)

 

Caminhos de Nossa Senhora

 

Comunidade Servos da Rainha

História da fundação 

 

(Continuação da edição anterior)

Cláudia fez uma campanha para a arrecadação de roupas no seu local de trabalho (Correios) e pudemos ajudar muitas famílias. Todos os meses, comprávamos, e também ganhávamos, cestas básicas que distribuíamos às famílias carentes. Para algumas, fornecíamos também leite e pão diariamente.

As pessoas vizinhas, de uma maneira geral, quase não conheciam a Igreja Católica, pois a única capela com Missa aos Domingos ficava a quase 2km. Na outra capela, perto dessas famílias assistidas, só havia celebração da Santa Missa poucas vezes ao ano. Em janeiro de 1998, conheci Arcângela, uma jovem recém-chegada de Natal, que se prontificou ajudar-nos, ensinando essas famílias a rezar o Terço. Rezávamos cada Domingo em uma das casas.

Pelo mês de março de 1998, percebemos que o esforço empregado para ajudar o Rogério e seus irmãos não estava produzindo os resultados esperados, precisando, portanto, de uma assistência mais efetiva. Em maio, com a compra e reforma de uma casinha ali próxima, começava a surgir a idéia de formar uma comunidade para melhor atender a essas famílias.

 Por outro lado, preocupados com o baixo nível de ensino público local, alugamos um galpão ali próximo e contratamos uma professora para ministrar aulas de reforço escolar.

Durante todo o mês de maio de 1998, os freis Francisco e Nicolau, responsáveis pela então capela Nossa Senhora de Fátima, pediram que se rezasse o terço nas casas durante todo aquele mês. Por isso, com a imagem de Nossa Senhora, Rainha da Paz, trazida por Cláudia, começamos a rezar diariamente o Santo Terço nas casas. A participação aumentava a cada dia. Ao término do mês de maio, sendo já grande o número de participantes, passamos a rezar o terço no galpão que alugamos para aulas de reforço escolar. Em muitos acontecimentos, víamos a intercessão de Nossa Senhora. Na capela S. Francisco de Assis, próxima a essas famílias, os freis começaram a celebrar a Santa Missa em todos os Domingos.

No início de 1998, conhecemos as senhoras Dolores e Maria de Jesus, responsáveis pela catequese da então Capela Nossa Senhora de Fátima. Essas duas senhoras deram-nos um grande apoio e acolheram nossos menores e adultos para as aulas de catequese, preparando-os para o Batismo e a Primeira Comunhão. Dessa forma, em junho de 1998, mais de 30 pessoas, entre crianças e adultos, foram batizadas.

Por essa época, começamos a ter a colaboração também de Miroslav e sua esposa, que faziam recreação com as crianças. Outros colaboradores juntaram-se a nós.

Deus se fazia presente e muitas graças eram recebidas. As pessoas rezavam com fé. Com a ajuda de benfeitores, conseguiu-se emprego para o Rogério e para seu irmão. Sua mãe também arranjou emprego.

Supridas as necessidades de ordem material quanto a habitação, roupa e alimentação, pensamos que seria conveniente providenciar uma quadra poli-esportiva para que aquelas crianças, agora alimentadas, pudessem praticar esporte e lazer e, dessa forma, melhorar seu desenvolvimento físico. Assim, com a aquisição de um lote de esquina, construímos uma quadra esportiva, inaugurada em outubro de 1998.

Em junho de 1998, encontramos em Mediugórie Maria Aparecida (Cida), uma peregrina de São Paulo que, tendo chegado em um grupo anterior, decidiu permanecer ali por mais tempo para retornar com esse novo grupo.

Perguntei-lhe:

- E agora, depois de 45 dias em Mediugórie, que pretende fazer da vida?

- Ainda não sei. Estou esperando que Deus me mostre o caminho a seguir.

- Vá trabalhar conosco em Brasília, em um trabalho com crianças e famílias carentes!

- Sim, vou em julho (1998), quando retornar da viagem a Paris, já programada.

             Continua na próxima edição 

    

OS VIDENTES

 

A cada um dos videntes Nossa Senhora tem confiado uma missão específica a ser cumprida em benefício das outras pessoas, como trabalhar com as famílias, rezar pelos ateus, orientar grupos de oração, rezar pelo clero, pelos jovens, etc.

Normalmente, os videntes não falam entre si sobre os segredos nem quanto ao entendimento do que lhes disse Nossa Senhora. Eles guardam tudo para si. Dizem que Nossa Senhora quer assim. Um dia, ao término de uma aparição, Nossa Senhora despediu os demais videntes e ficou só com o Iakov, durante uns 10 minutos; até agora, nenhum dos outros sabe o teor da conversa dele com Nossa Senhora.

E quanto a nós? Será que já descobrimos qual é a missão que Nossa Senhora nos confiou? E se já descobrimos, será que estamos correspondendo à confiança depositada em nós pela Mãe de Deus?   A redação

 

Peregrinações 2001

JUNHO - 20º Aniversário das Aparições

a) Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 16/Jun - Retorno: 30/Jun

b) Mediugórie (uma semana), Paris (Medalha Milagrosa), Lisieux, Lourdes, Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 10/Jun - Retorno:30/Jun

c) Mediugórie (uma semana)

     Saída: 20/Jun - Retorno: 30/Jun

           

SETEMBRO - Exaltação da Santa Cruz

a) - Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 31/Ago - Retorno: 14/Set

b) - Mediugórie (uma semana), Terra Santa, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 27/Ago - Retorno: 14/Set

c)  - Mediugórie (uma semana)

Saída: 5/Set - Retorno: 14/Set

Vagas limitadas.

 

Contribuições para o Eco

 

 Depositar no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviar cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.

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