Mediugórie - Eco 183
Junho de 2001 - Sagrado Coração de Jesus
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.05.01:
 
Queridos filhos! Neste tempo de graça convido-os à oração. Filhinhos, vocês trabalham muito, porém sem a bênção de Deus. Bendigam e procurem a sabedoria do Espírito Santo para que os guie neste tempo, a fim de que compreendam  e vivam na graça deste tempo. Convertam-se, filhinhos, e ajoelhem-se no silêncio do seu coração. Coloquem Deus no centro do seu ser e, assim, poderão testemunhar na alegria as belezas que Deus lhes concede continuamente na vida de vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
 
Ajoelhem-se no silêncio do seu coração
Nesta mensagem, como nas mensagens precedentes, Nossa Senhora assegura-nos que este é um tempo de graça. Sua presença entre nós é um tempo de graça, que Ela deseja que o aproveitemos para que nossos dias e anos não transcorram no vazio. Vida e anos passam e fluem como as águas de um rio.
Nossa Senhora convida-nos ao silêncio do coração. Como alguém disse em oração: "Meu Deus, quando Vós passais e bateis à minha porta, que eu Vos ouça e abra a porta, que eu esteja em casa, dentro de mim."  Freqüentemente somos tentados a permanecermos  fora de nós mesmos, ocupados com alguma coisa e muito distraídos, enquanto Deus, por meio de Maria, nos quer reunir a todos. Temos medo de encontrar conosco mesmos e com Deus, procurando fazer algo, falar e estar permanentemente ocupados. Hoje o homem tem medo do silêncio, mas somente no silêncio do coração ele pode encontrar e ouvir a Deus e a si mesmo.
Nossa Senhora nos diz que trabalhamos muito, mas que nesse trabalho não existe a bênção de Deus, não há o sal que dá o sabor ao pão e ao alimento. Como o pão sem sal é insípido e sem sabor, da mesma forma nosso trabalho fica vazio sem a bênção que Deus concede a todos que a procuram. Bênção é a força e a luz de nossos caminhos. Por meio da bênção, luz e paz vêm a nós. Tão logo alguém comece abençoando em lugar de praguejar, desejando o bem aos outros em vez de falar mal, essa pessoa se tornará saudável, feliz e salva das mãos do inimigo. Pronunciar o nome de Deus em vão e blasfemar produz morte, doença e ruína. As palavras que pronunciamos recaem, por fim, sobre nós mesmos. A palavra pode ferir e curar, pode matar e dar a vida. Por isso, é importante vencer o mal e o pecado em nós com o bem puro e abençoado. Tudo quanto é abençoado torna-se fonte de bênçãos. Abençoe e será abençoado. Amaldiçoe e será amaldiçoado. Com a medida com que medir, você também será medido. Se você abençoar uma situação, ela não terá mais a força para feri-lo, porque, aos poucos, o problema vai diminuindo e a benção vinda de um coração puro tornar-se-á bênção para os outros. Quando você abençoa abre espaço para ser também  abençoado.
É próprio da natureza humana sentir ciúme, falar mal dos outros, até mesmo julgando os que obtiveram sucesso e riqueza na vida. Tornamo-nos invejosos e temos dificuldade de abençoar os outros que alcançaram algo na vida. Somos propensos a criticar e falar mal. Se Deus tiver dado dons visíveis a alguém, seja nobre e agradeça pela bondade de Deus, manifesta na vida de seu irmão, não permitindo que a inveja tome conta de você! Se você vir alguém abençoado pelo poder de Deus, abençoe essa pessoa e receberá a bênção também em sua vida. Esta é a promessa de Deus. Abençoe também as circunstâncias de sua vida. Abençoe e sentirá uma melhora em sua vida, porque você pode mudar os outros através do que você pensa, do que você fala e do que espera deles. Se alimentarmos as pessoas com esperança, fé, amor e verdade,  elas sairão vitoriosas. Plenificar a si e aos outros com bênçãos e boas palavras é fazer reviver em si  e nos outros todos os dons que temos e carregamos conosco.
Na plenitude do Seu amor, e através da bênção do Seu coração materno, Nossa Senhora nos oferece, por 20 anos, a graça de Sua presença em nosso meio. Aproximemo-nos de nossa Mãe celeste com o coração, para superar todo ódio, julgamentos, inveja, fofoca e maledicência. Nossa Senhora nos convida a rezar ao Espírito Santo que Deus quer enviar a todos que desejam e O procuram. Deus não pode permanecer surdo, mas responde aos desejos que brotam do coração. Precisamos abrir-Lhe a porta da nossa vida. Ele não deseja entrar à força na vida de ninguém. Resistamos a qualquer indolência e frieza do coração.
A Vós, ó Maria, Rainha da Paz, suplicamos: não Vos canseis de nós, falai-nos, adverti-nos  e guiai-nos pelas estradas da vida.                    Frei Liubo
A ação do Espírito Santo
Qual é o homem que, ao ouvir os nomes com os quais é designado o Espírito Santo, não eleva seu ânimo e o seu pensamento para a natureza divina? É chamado Espírito de Deus, Espírito da verdade que procede do Pai, Espírito de retidão, Espírito principal, e, como nome próprio e peculiar, Espírito Santo.
Volta-se para ele o olhar de todos os que buscam a santificação; para ele tende a aspiração de todos os que vivem segundo a virtude; é o seu sopro que os revigora e reanima para atingirem o fim natural e próprio para que foram feitos.
Ele é fonte da santidade e luz da inteligência; é ele Quem dá, de si mesmo, uma certa iluminação a nossa razão natural para que encontre a verdade.
Inacessível por sua natureza, torna-se acessível por sua bondade. Enche tudo com o seu poder, mas comunica-se apenas aos que são dignos; não a todos na mesma medida, mas distribuindo os seus dons em proporção da fé. Simples na essência, múltiplo nas manifestações do seu poder, está presente por inteiro em cada um, sem deixar de estar todo em todo lugar. Reparte-se e não sofre diminuição. Todos dele participam e permanece íntegro, à semelhança dos raios do sol que fazem sentir a cada um a sua luz benéfica como se fosse para ele só, e contudo iluminam a terra e o mar e se difundem pelo espaço.
Assim é também o Espírito Santo: está presente em cada um dos que são capazes de recebê-lo, como se estivesse nele só, e, não obstante, dá a todos a totalidade da graça de que necessitam. Os que participam do Espírito recebem os seus dons na medida em que o permite a disposição de cada um, mas não na medida do poder do mesmo Espírito.
Por ele, os corações são elevados ao alto, os fracos são conduzidos pela mão, os que progridem na virtude chegam à perfeição. Ele ilumina os que foram purificados de toda a mancha e torna-os espirituais pela comunhão consigo.
E como os corpos límpidos e transparentes, sob a ação da luz, se tornam também extraordinariamente brilhantes e irradiam um novo fulgor, da mesma forma também as almas que recebem o Espírito e são por ele iluminadas tornam-se espirituais e irradiam sobre os outros a graça que lhes foi dada.
Dele procede a previsão do futuro, a inteligência dos mistérios, a compreensão das coisas ocultas, a distribuição dos carismas, a participação na vida do céu, a companhia dos coros dos anjos. Dele nos vem a alegria sem fim, a união constante e a semelhança com Deus; dele procede, enfim, o bem mais sublime que se pode desejar: o homem é divinizado.
(Do Tratado sobre o Espírito Santo, de São Basílio Magno, bispo - Séc. IV - Liturgia das Horas)
Notícias de Mediugórie
Novena do 20º Aniversário
É natural que, neste 20º aniversário, todos que receberam as graças de Mediugórie se unam numa oração de agradecimento e de solidariedade para com os videntes, para com a paróquia de Mediugórie e, sobretudo, para com Nossa Senhora.
Este ano a paróquia de Mediugórie organizou uma novena à Rainha da Paz, a ser feita nos nove dias que antecedem a festa do dia 25 de junho.
Com o título "Um presente para Nossa Senhora", a novena a ser rezada diariamente, de 16 a 24 de junho, consta de:
1) Uma intenção para cada dia da novena;
2) Oração à Rainha da Paz;
3) Oração ao Espírito Santo;
4) Reza do Terço (Mistérios Gloriosos);
5) Textos preestabelecidos para meditação:
 a) um trecho do Santo Evangelho,
 b) uma mensagem de Nossa Senhora,
 c) um trecho do Catecismo da Igreja Católica;
6) Ladainha de Nossa Senhora; e
7) Oração final.
Junte-se a nós nesta novena!
A novena completa (intenção para cada dia, orações, trechos para meditação, ladainha, etc.) não vem publicada aqui por falta de espaço, mas você a encontrará em nossa página da internet:http://www.persocom.com.br/srainha
Os Videntes
Sabemos que vários cientistas estudaram seriamente os videntes no momento das aparições de Nossa Senhora. Um deles, o professor Joyeux (França), voltou em peregrinação a Mediugórie no final de abril. Durante uma conferência, falou de suas observações feitas nos anos 80, época em que realizou testes médicos nos videntes. Por exemplo, durante uma aparição, seus colaboradores colocaram lâmpadas de uma intensidade capaz de cegar diante dos olhos dos videntes, mas estes não tiveram a mínima reação. Parecia que nem as viam, que tinham os sentidos suspensos. Noutra aparição, os cientistas emitiram sons ensurdecedores junto aos ouvidos de Ivan e ele não reagiu. Nada tinha ouvido.
É evidente que algo de muito forte se passa durante a aparição. Os videntes são envolvidos pela presença da Virgem, como desligados do ambiente que os rodeia, e a realidade celeste de Nossa Senhora sobrepõe-se à realidade terrestre.
Muitos dos que já foram a Mediugórie atestam ter experimentado nesse lugar uma paz que só pode ser atribuída à presença de Nossa Senhora. Sua aparição diária propicia uma atmosfera de proteção e de paz em que nossa alma pode encontrar o repouso em Deus e uma nova abertura à Sua graça. Podemos constatar os bons frutos destas visitas do Céu. Desde 1981, Mediugórie foi visitada por milhões de almas com fome e sede de Deus. Através dos videntes e do seu fiel testemunho, muitos se converteram, foram curados, perdoados e regenerados.
                                 Irmã Emmanuel
Vicka
Vicka tem novos sofrimentos para oferecer a Deus. Recentemente, ela teve um problema nos quadris e submete-se a tratamento, todos os dias, perto de Mediugórie. Se Deus quiser, ela logo vai se recuperar!
Ela oferece, com alegria, suas dores pelas intenções de Nossa Senhora. Também nós somos convidados a seguir seu exemplo, principalmente se nosso coração estiver sobrecarregado pelas cruzes. Jesus disse à Irmã Faustina: "Uma alma que sofre está muito próxima do Meu Coração" (Diário, 1487). O sofrimento aproxima-nos muito de Jesus e pode fazer-nos um imenso bem se Lho oferecermos com amor. Vicka, muitas vezes, dá-nos testemunho disso.
Miriana
Estamos nos aproximando do 20º Aniversário das Aparições de Mediugórie e é bom refletirmos sobre este acontecimento das aparições de Nossa Senhora. O fato de Ela nos visitar constantemente, e comunicar-nos Seu amor por meio dos videntes, pode tornar-se um hábito. A Aparição de Nossa Senhora é, em si, um acontecimento inacreditável! Peregrinos que recentemente observavam Miriana durante uma aparição, contaram-nos:
"No dia 2 de abril de 2001, Miriana teve sua aparição mensal na Comunidade Cenáculo, debaixo do grande galpão aberto à multidão. O sol estava muito forte. É particularmente interessante o fato seguinte: antes da aparição, Miriana, que estava voltada para o sol, não podia olhar para a frente e mantinha as pálpebras baixas. Cada vez que tentava levantar os olhos fazia uma espécie de careta, porque a luminosidade muito forte a incomodava, como aliás a todos nós. Mas de repente, quando a Virgem lhe apareceu, Miriana levantou o rosto para o sol e olhou fixamente para um ponto à sua frente. Embora o sol lhe batesse diretamente nos olhos, ela conservou-os bem abertos durante toda a aparição e nem uma só vez pestanejou!"
Um lugar chamado Mediugórie
 Chamo-me Candace Evans, tenho 43 anos e moro em New Hampshire (Estados Unidos) com meu marido e meu filho de nove anos. Meus pais, já falecidos, eram judeus. Minha mãe, atéia. Em casa não falávamos de religião. Assim, não tive nenhuma formação ou ensino religioso, nem na infância, nem mais tarde na idade adulta.  Em 1977, uma biópsia revelou-me ser portadora de uma doença crônica do fígado. Devido a essa doença incurável, as funções vitais deterioraram-se à medida que o fígado, cada vez mais fraco, tornara-se incapaz de filtrar o sangue. Durante anos, até a primavera de 1993, a doença progrediu lentamente. Durante esse tempo, muitas coisas me aconteceram, mas nenhuma delas positiva! Eu trabalhava à noite com adultos deficientes. Numa dessas noites, enquanto trabalhava, um homem partiu a cadeira de rodas nas minhas costas, o que me deixou completamente incapacitada. Sofria muito ao menor movimento, sobretudo na região lombar e nas pernas. Foi também nessa época que descobri um nódulo na mama. O médico que fez a biópsia aconselhou-me a retirada imediata do seio. Fixada a data da cirurgia, os exames pré-operatórios revelaram uma taxa de enzimas demasiadamente elevada no fígado. Diante deste fato, o cirurgião viu-se obrigado a desistir do seu propósito, informando-me da minha incapacidade de suportar a intervenção cirúrgica.
O fígado degradou-se por causa do traumatismo sofrido na região lombar. Rapidamente não conseguia mais tomar qualquer alimento sólido. Muito fraca, só respirava com enorme sofrimento. Não conseguia ausentar-me de casa por mais de uma hora e sempre receava não poder voltar. A pele perdeu toda a elasticidade e tomou uma cor amarelo-acinzentada. Depois, perdi parte da visão e não podia mais ler. Tive de realizar vários exames e, baseados neles, os médicos disseram que nada podiam fazer. Fiquei em casa e mal conseguia ver televisão. Um dia, um pouco antes da Páscoa de 1994, passou na televisão um programa sobre Mediugórie. A princípio não dei importância, porque tratava-se de religião, algo que ignorava totalmente.
Falava da Igreja Católica, da ex-Iugoslávia e de um vilarejo chamado Mediugórie. Mas, depois, senti uma necessidade urgente de saber mais.
Após ter estudado, sem sucesso, os mapas geográficos de meu filho, encontrei num número do "National Geographic", a fotografia de uma colina coberta de cruzes, cuja legenda indicava "Mediugórie". Senti-me feliz! Tinha encontrado! Quando o meu marido voltou para casa, falei-lhe que eu precisava visitar aquele lugar. Ele pensou que eu tivesse ficado louca!
Telefonei para uma paróquia católica, perguntando se conheciam aquele lugar. A resposta foi afirmativa e anunciaram-me que, mais tarde, alguém faria contato comigo. Alguns dias mais tarde, uma senhora telefonou-me, dizendo que organizava peregrinações para Mediugórie. Eu nem sequer sabia o que era uma peregrinação, mas ela disse-me que partiria em breve e respondi que também queria ir.
A 28 de maio, surpreendentemente, parti para Mediugórie. No dia seguinte, estávamos na igreja de São Tiago, em Mediugórie, primeira igreja em que entrei na minha vida. Não sabia nada dos costumes religiosos, mas imitei as outras pessoas. Vi pessoas levantarem-se e dirigirem-se para receber a Comunhão. Senti uma consolação enorme na presença do Santíssimo Sacramento, sem, no entanto, saber do que se tratava.
Tive a impressão de ser envolvida num manto de paz e senti-me completamente imersa nesta paz maravilhosa, jamais experimentada. Foi tão belo! Alguns dias mais tarde, fomos visitar Frei Iozo. Ouvi-lo falar de Nossa Senhora com tanto amor e entusiasmo foi a coisa mais bonita do mundo. A cada um de nós ele ofertou um terço e uma belíssima estampa de Nossa Senhora. Depois, todos se dirigiram para o centro da igreja. Segui as pessoas por causa da grande paz que me invadira durante a Missa na Igreja de São Tiago. Vi os padres rezarem sobre as pessoas e algumas caírem por terra. Frei Iozo rezou sobre mim e também caí. Era tão suave, tão bom. Sentia tanta segurança, como se tivesse caído nos braços de uma mãe extremamente amorosa! Não recordo nada mais desse dia. No dia seguinte, desde que acordei, notei que o volume anormal do meu fígado (massa de gordura e de tecidos cicatrizados) tinha desaparecido! Minha pele estava normal! Não sentia nenhuma fraqueza, nenhuma dor: estava bem.
Mal regressei a casa, meu marido, feliz, notou a diferença. Depois disto, eu só desejava rezar e descobrir Jesus. Estudava quanto podia a Seu respeito. No ano seguinte, na Vigília Pascal, meu marido, meu filho e eu recebemos o Batismo e a Confirmação, na Igreja Católica. Meu filho ainda tem a mãe, meu esposo, a esposa. Nós três temos uma forte fé e estamos plenos de gratidão. Procuro viver as mensagens que Nossa Senhora nos dá em Mediugórie. Sou-Lhe muito agradecida por nos convidar a rezar, a jejuar, a ler a Bíblia, a buscar o Sacramento da Reconciliação e a receber a Eucaristia.
Todos gostaríamos de saber como viver melhor,  e Nossa Senhora dá-nos a resposta. Ela convida-nos para o Céu!"
A oração faz milagres
Denis, atingido por um câncer do cólon, foi operado na Páscoa. Eis o seu testemunho:
"Nossa Senhora nos disse em Sua mensagem de 25.03.01: Despertem do sono pesado de sua alma e, com toda a força, digam Sim a Deus. Essa mensagem causou-me mais medo do que quando soube que tinha um câncer. Compreendi que, se não respondesse a este apelo, iria lamentar por toda a eternidade.
Então, para seguir o conselho de Vicka, procurei acolher o meu câncer como um presente. Como tivesse muito medo da cirurgia, passei toda a Semana Santa perto de Jesus, repetindo: "Querido Jesus, coloco tudo em Vossas Mãos". Eu não queria que a notícia do meu câncer fosse divulgada. Eu pedia que fosse feita a vontade de Deus e não que fosse curado. Passei a sentir, a partir de então, algo muito forte que me dizia não ter ainda chegado o momento escolhido por Deus para o meu encontro com Jesus no Céu.
O cirurgião inquietou-se ao descobrir que o tumor estava prestes a atravessar a parede do cólon. O resultado da biópsia, porém, não revelou qualquer outro sinal de câncer no meu corpo. Por isso, não precisei submeter-me à quimioterapia.
Agora sinto-me agradecido por ter sido divulgada a notícia da minha doença, porque muitos rezaram! Penso que a vontade de Deus se realizou graças à oração.
 A oração opera milagres, disse Nossa Senhora quando eu estava no hospital. Isso recorda-me de que, se "tudo está nas mãos de Jesus", muitas coisas estão ainda nas nossas!"
Em Mediugórie não faltam nem orações nem milagres!
Cathy Nolan (do diário de irmã Emmanuel)
Aguardando Pentecostes
 
    «Se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna» (Jo,12,24-25).
É natural que o homem recue diante das provações da vida, quaisquer que forem. As pequenas provas de cada dia formam uma espécie de teia que ofusca a vista, o ouvido, a alma e o coração do homem, levando-o à incapacidade de perceber a presença e a ação do Espírito Santo. Com o tempo, esta teia aumenta de espessura, de modo que chega a tornar imperceptíveis os impulsos do Espírito Santo. Muitos chegam mesmo a pensar que o Espírito Santo não existe!
Para se obter uma nova abertura à presença do Espírito Santo é preciso, antes de tudo, o desapego de si mesmo.
Também neste caso, é fundamental a colaboração do Espírito Santo, porque um "despojamento" na primeira ação humana leva sempre à rigidez, ao fanatismo, à minuciosidade, tudo sintoma de um eu muito forte ou, pelo contrário, muito fraco.
A tal respeito, S. Paulo escreve que "ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento do pobres... se não tiver caridade, de nada valeria" (1Cor 13,3).
O grão de trigo que "morre" realiza, ao mesmo tempo, duas ações paralelas: priva-se de invólucro externo e revela a vida nova contida em si. É um processo harmonioso e natural, inserido perfeitamente na dinâmica da criação de que o Espírito Santo é partícipe. Quem vive esse abandono por meio do Espírito Santo experimenta uma realidade doce, bela, como para Jesus que, caminhando até à morte, permaneceu sereno; antes, consolava os outros, porque estava completamente imerso no Espírito Santo.
   O desapego completo parte da dinâmica do Batismo, porque o Batismo é morrer para si mesmo, morrer para o pecado. São Pedro explica assim aos primeiros fiéis depois do Pentecostes: Arrependei-vos, e  cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. (At 2, 38).
Os primeiros cristãos preparavam-se para essa entrega total com a penitência, com a catequese e com a firme decisão de viver para Deus. Também hoje, devemos romper com o homem velho, com aquilo que habita em nossa mente, em nosso coração, em nossa vontade, para cedermos a iniciativa à ação do Espírito Santo e para estarmos abertos à graça dAquele que a nós Se oferece completamente, sem nada reter.
Para vencer a morte, a dor, o pecado e Satanás dentro de nós, é necessário que o Espírito Santo manifeste Seu poder em todo o nosso ser. É necessário esvaziar a mente. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito (Rm 12,2), aceitando morrer para si mesmo, através do Espírito Santo.
Onde há morte nasce a vida. Mas, se essa passagem não acontecer, permaneceremos muito frágeis, susceptíveis a que todas as pequenas contrariedades nos atinjam, nos destruam. Neste caso, até as provações mais insignificantes provocam amargura e um recurso à defesa. Os mexericos, as críticas e as murmurações são armas que empunhamos para ferir os outros.
Quando, pelo contrário, invocamos o Espírito Santo, é Ele Quem nos defende, de modo inofensivo e vital, capaz de construir, sem nunca destruir.
Muita pessoas se defendem ou agridem os outros simplesmente por causa do medo. Mas, assumindo uma atitude de humildade, abrimo-nos ao Espírito Santo que tem o poder de purificar e curar os corações. Lutar com ódio contra as pessoas que nos ferem é muito prejudicial para a nossa alma, porque o ódio é uma porta aberta para Satanás. Se, pelo contrário, respondermos à ofensa com um sorriso, com bondade, com a oração, o inferno ficará imobilizado e não poderá entrar em nós. Assim se cresce, se robustece, e os frutos do Espírito Santo se transformam em virtude.
Morrer para si mesmo, aberto ao Santo Espírito, significa, substancialmente, tornar-se uma criatura nova. É preciso oferecer tudo ao Espírito Santo, para que Ele transforme a mente, o coração e purifique a alma. Somente na abertura total a Ele virá a transformação da pessoa.
Chegados a este ponto, descobrimos as virtudes fundamentais: a fé, a esperança, o amor. É a vida que floresce. É a dinâmica do Espírito Santo dentro de nós, uma fé que não é só confiança humana, mas um dom que nos une a Deus.
Descobriremos agora que os sete dons do Espírito Santo são a plenitude da ação de Deus dentro de nós: um tesouro oculto e preciosíssimo. Na realidade, o que conseguimos descobrir é infinito, porque Deus é infinito.
Por isso, é importante acolher os impulsos do Espírito Santo e sentir a necessidade de caminhar progressivamente: sem esforço, sem obrigações, sem constrangimento, mas com naturalidade, impulsionados para a necessidade de viver.
Frei Tomislav Vlasic (Eco de Maria, Rainha da Paz)
 
Vivi numa prisão
"Fui prisioneiro durante treze anos, dos quais nove em isolamento, onde celebrava a Eucaristia com umas poucas gotas de vinho e de água misturadas na palma da mão e um pouco de pão escondido num maço de cigarros. Estive na prisão por obediência, mas estou feliz. O Papa mandou-me servir aos fiéis da Diocese de Saigon (Vietnã). Eu não podia abandoná-los."
Foi uma doação levada até ao sacrifício total da própria liberdade.
Dom F. X. Nguyen Van Thuan, presidente do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, realizou, já na sua vida, o que o Papa definiu: um testemunho que pode exigir também o heroísmo do dom total de si a Deus e aos irmãos. O Prelado tem impresso em si próprio os anos de perseguições passadas no campo de concentração e de "reeducação", sendo obrigado a esconder sua cruz de Bispo no sabão. As autoridades vietnamitas prenderam-no com a acusação de ter desenvolvido atividades anti-revolucionárias e de espionagem a favor dos americanos. Encarcerado em 1988, foi declarado pessoa indesejável pela autoridade de Hanói.
Um cardeal que soube fazer-se próximo de todos os membros da Igreja que continua a ser perseguida em diversas partes do mundo, pelo único fato de pertencer a Cristo. Neste, como em outros casos, adquirem consistência as palavras pronunciadas pelo Santo Padre: "para poder enfrentar validamente as novas tarefas é necessário cultivar uma sempre mais íntima comunhão com o Senhor. É a mesma cor purpúrea das vestes que levam a recordar-vos esta urgência. Não é  talvez esta cor, símbolo do amor apaixonado por Cristo? Naquele vermelho aceso não é talvez indicado o fogo ardente do amor pela Igreja que deve alimentar em vós a prontidão, se necessário, também o supremo testemunho do sangue?
Stefânia Consoli (Eco de Maria -  Edição portuguesa)
 Testemunho de Frei Iozo
(Continuação do número anterior)
Sentir-se em união com a Igreja
Este é o princípio da Igreja original, o princípio de toda Igreja, através de todas as gerações. Nossa Senhora quer pessoas com corações amorosos. Ela transforma as pessoas e seus corações de modo que todos possam ser Igreja com um grande coração que ama todas as pessoas.
Outra coisa que Ela nos disse, chorando: "Vocês se esqueceram da Bíblia".  Nossa Senhora disse:  "Vocês se esqueceram da Sagrada Escritura".  E continuou chorando: "Por que vocês não vivem a Santa Missa?" Ela estava chorando ao pedir: "Rezem pela Paz".  E continuou chorando: "A Bíblia e a Eucaristia são os fundamentos da Igreja, suas raízes".  A  Igreja não pode desistir delas. Se o fizesse, viveria menos intensamente, como qualquer outra instituição. Poderia existir somente na sua aparência externa, sem produzir frutos.
A Igreja não pode ser separada da Bíblia. Nossa Senhora sabia disto quando disse : "A Igreja separou-se da Bíblia". Mães, vocês que estão me ouvindo, sabem onde está o sal, o trigo ou o pão em suas cozinhas. Onde está a Bíblia? Quando foi que leram juntos em família ou numa reunião de amigos? Aquele que ouve a palavra de Deus e a aceita é como um irmão, uma irmã, uma filha, uma mãe de Jesus que está capacitada a entregar-se e a servir a Jesus e, assim, possibilitar Sua encarnação. Os que ouvem a palavra de Deus não estão perdidos na escuridão. É necessário entender a Bíblia como  uma luz, como a palavra que ilumina nosso coração.  Ela ajuda você a realizar seus valores: seu amor, seu casamento, sua vida, sua mobília, seu carro, ou seu trabalho.
A Santa Missa é a raiz de nossa religião, nosso poder, nossa graça. Por meio da Santa Missa, o pão e o vinho são transformados no Corpo e no Sangue de Deus, por  meio do poder do Espírito, Verbo de Deus, e da oração da Igreja. É a Igreja sendo transformada. Torna-se exatamente o que Deus deseja, o pão que Jesus deseja dar-nos:  "Tomai e comei".  A Igreja que vive a Eucaristia torna-se alimento, luz e paz para todos. No final da Santa Missa o padre diz:  "Ide em paz, a Missa terminou". Vão. Vocês estão cheios de paz porque receberam a paz. Sejam pão, o alimento da paz. Sejam amor, porque vocês são o alimento do amor. Desde que vocês receberam o amor, sejam o pão do amor. Vão e partilhem suas vidas.
Nós não sabemos como viver a Santa Missa. Costumamos "ouvir" a Santa Missa.  Nossa Senhora não quer isto. Aprendemos a "recitar" as orações, mas isto não é o que Nossa Senhora pede.
Rezem com o coração e vivam a Santa Missa. Ouçam a Palavra de Deus, que dá a vida. O coração de Jesus está presente na Bíblia que é a palavra de Deus. Você tem que sentir o poder de Deus e entregar seu coração para sentir todo o amor.
De acordo com minha experiência, Mediugórie é o lugar onde isto acontece. Vocês perguntaram sobre minha experiência. Mediugórie oferece essa experiência aos filhos de Deus, a sua Igreja. Renova este sentimento e traz a graça de colocá-lo em seu coração.
Eu gostaria de pedir a vocês que abrissem seus corações quando ouvirem ou lerem algo sobre Mediugórie, para que não entrem em conflito com Deus. Sejam humildes. Quando Nossa Senhora diz algo, está nos pedindo para fazê-lo logo, sem demora. Estejam abertos e confiem. Ela é nossa Mãe, a ninguém critica, a ninguém ataca, não recusa ninguém. Chama-nos sempre de: "Queridos Filhos".
Gostaria de rezar para que, de hoje em diante, as bênçãos de Nossa Senhora, Suas orações e presença aqui em Mediugórie estejam no coração de cada família que ler estas palavras.
Tradução: Ehusson Chequer
Peregrinações 2001
20º Aniversário das Aparições
Nos próximos dias 16 e 18 partirão nossos peregrinos para participarem das comemorações do 20º Aniversário das Aparições diárias de Nossa Senhora em Mediugórie.
 
SETEMBRO - Exaltação da Santa Cruz
a) - Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 31/Ago - Retorno: 14/Set
b) - Mediugórie (uma semana), Terra Santa, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 27/Ago - Retorno: 14/Set
c)  - Mediugórie (uma semana), Lanciano, Roma.
Saída: 2/Set - Retorno: 14/Set
Vagas limitadas, reserve logo a sua.
Agradecimentos
 
Em nome de Nossa Senhora, agradecemos, de coração, a todos os leitores que, com suas orações e contribuições, têm permitido a continuidade do Eco com edição mensal.
As contribuições poderão ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.
Seja apóstolo de Nossa Senhora
Divulgue o Eco. Se desejar receber maior número de exemplares, entre em contato conosco, por telefone, por carta ou por e-mail.
Festa da Rainha da Paz
 A Comunidade Servos da Rainha convida os peregrinos, benfeitores e amigos de Mediugórie para um encontro comemorativo dos 20 anos de aparições diárias da Rainha da Paz em Mediugórie, a realizar-se em 15.07.01  na sede da Comunidade, quadra 168, lote 5, bairro Jardim Céu Azul (Valparaíso de Goiás - GO).
Durante o encontro, com início às 8h30 e término às 15h, teremos a reza do Santo Terço, Santa Missa, palestras e almoço comunitário.
Pedimos confirmar sua presença pelo telefone (61) 624-5511.