Mediugórie - Eco
183
Junho de 2001 - Sagrado
Coração de Jesus
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.05.01:
Queridos filhos! Neste tempo de graça
convido-os à oração. Filhinhos, vocês trabalham
muito, porém sem a bênção de Deus. Bendigam
e procurem a sabedoria do Espírito Santo para que os guie neste
tempo, a fim de que compreendam e vivam na graça deste tempo.
Convertam-se, filhinhos, e ajoelhem-se no silêncio do seu coração.
Coloquem Deus no centro do seu ser e, assim, poderão testemunhar
na alegria as belezas que Deus lhes concede continuamente na vida de vocês.
Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Ajoelhem-se no silêncio
do seu coração
Nesta mensagem, como nas mensagens precedentes,
Nossa Senhora assegura-nos que este é um tempo de graça.
Sua presença entre nós é um tempo de graça,
que Ela deseja que o aproveitemos para que nossos dias e anos não
transcorram no vazio. Vida e anos passam e fluem como as águas de
um rio.
Nossa Senhora convida-nos ao silêncio
do coração. Como alguém disse em oração:
"Meu Deus, quando Vós passais e bateis à minha porta, que
eu Vos ouça e abra a porta, que eu esteja em casa, dentro de mim."
Freqüentemente somos tentados a permanecermos fora de nós
mesmos, ocupados com alguma coisa e muito distraídos, enquanto Deus,
por meio de Maria, nos quer reunir a todos. Temos medo de encontrar conosco
mesmos e com Deus, procurando fazer algo, falar e estar permanentemente
ocupados. Hoje o homem tem medo do silêncio, mas somente no silêncio
do coração ele pode encontrar e ouvir a Deus e a si mesmo.
Nossa Senhora nos diz que trabalhamos
muito, mas que nesse trabalho não existe a bênção
de Deus, não há o sal que dá o sabor ao pão
e ao alimento. Como o pão sem sal é insípido e sem
sabor, da mesma forma nosso trabalho fica vazio sem a bênção
que Deus concede a todos que a procuram. Bênção é
a força e a luz de nossos caminhos. Por meio da bênção,
luz e paz vêm a nós. Tão logo alguém comece
abençoando em lugar de praguejar, desejando o bem aos outros em
vez de falar mal, essa pessoa se tornará saudável, feliz
e salva das mãos do inimigo. Pronunciar o nome de Deus em vão
e blasfemar produz morte, doença e ruína. As palavras que
pronunciamos recaem, por fim, sobre nós mesmos. A palavra pode ferir
e curar, pode matar e dar a vida. Por isso, é importante vencer
o mal e o pecado em nós com o bem puro e abençoado. Tudo
quanto é abençoado torna-se fonte de bênçãos.
Abençoe e será abençoado. Amaldiçoe e será
amaldiçoado. Com a medida com que medir, você também
será medido. Se você abençoar uma situação,
ela não terá mais a força para feri-lo, porque, aos
poucos, o problema vai diminuindo e a benção vinda de um
coração puro tornar-se-á bênção
para os outros. Quando você abençoa abre espaço para
ser também abençoado.
É próprio da natureza humana
sentir ciúme, falar mal dos outros, até mesmo julgando os
que obtiveram sucesso e riqueza na vida. Tornamo-nos invejosos e temos
dificuldade de abençoar os outros que alcançaram algo na
vida. Somos propensos a criticar e falar mal. Se Deus tiver dado dons visíveis
a alguém, seja nobre e agradeça pela bondade de Deus, manifesta
na vida de seu irmão, não permitindo que a inveja tome conta
de você! Se você vir alguém abençoado pelo poder
de Deus, abençoe essa pessoa e receberá a bênção
também em sua vida. Esta é a promessa de Deus. Abençoe
também as circunstâncias de sua vida. Abençoe e sentirá
uma melhora em sua vida, porque você pode mudar os outros através
do que você pensa, do que você fala e do que espera deles.
Se alimentarmos as pessoas com esperança, fé, amor e verdade,
elas sairão vitoriosas. Plenificar a si e aos outros com bênçãos
e boas palavras é fazer reviver em si e nos outros todos os
dons que temos e carregamos conosco.
Na plenitude do Seu amor, e através
da bênção do Seu coração materno, Nossa
Senhora nos oferece, por 20 anos, a graça de Sua presença
em nosso meio. Aproximemo-nos de nossa Mãe celeste com o coração,
para superar todo ódio, julgamentos, inveja, fofoca e maledicência.
Nossa Senhora nos convida a rezar ao Espírito Santo que Deus quer
enviar a todos que desejam e O procuram. Deus não pode permanecer
surdo, mas responde aos desejos que brotam do coração. Precisamos
abrir-Lhe a porta da nossa vida. Ele não deseja entrar à
força na vida de ninguém. Resistamos a qualquer indolência
e frieza do coração.
A Vós, ó Maria, Rainha da
Paz, suplicamos: não Vos canseis de nós, falai-nos, adverti-nos
e guiai-nos pelas estradas da vida.
Frei Liubo
A ação do
Espírito Santo
Qual é o homem que, ao ouvir os
nomes com os quais é designado o Espírito Santo, não
eleva seu ânimo e o seu pensamento para a natureza divina? É
chamado Espírito de Deus, Espírito da verdade que procede
do Pai, Espírito de retidão, Espírito principal, e,
como nome próprio e peculiar, Espírito Santo.
Volta-se para ele o olhar de todos os
que buscam a santificação; para ele tende a aspiração
de todos os que vivem segundo a virtude; é o seu sopro que os revigora
e reanima para atingirem o fim natural e próprio para que foram
feitos.
Ele é fonte da santidade e luz
da inteligência; é ele Quem dá, de si mesmo, uma certa
iluminação a nossa razão natural para que encontre
a verdade.
Inacessível por sua natureza, torna-se
acessível por sua bondade. Enche tudo com o seu poder, mas comunica-se
apenas aos que são dignos; não a todos na mesma medida, mas
distribuindo os seus dons em proporção da fé. Simples
na essência, múltiplo nas manifestações do seu
poder, está presente por inteiro em cada um, sem deixar de estar
todo em todo lugar. Reparte-se e não sofre diminuição.
Todos dele participam e permanece íntegro, à semelhança
dos raios do sol que fazem sentir a cada um a sua luz benéfica como
se fosse para ele só, e contudo iluminam a terra e o mar e se difundem
pelo espaço.
Assim é também o Espírito
Santo: está presente em cada um dos que são capazes de recebê-lo,
como se estivesse nele só, e, não obstante, dá a todos
a totalidade da graça de que necessitam. Os que participam do Espírito
recebem os seus dons na medida em que o permite a disposição
de cada um, mas não na medida do poder do mesmo Espírito.
Por ele, os corações são
elevados ao alto, os fracos são conduzidos pela mão, os que
progridem na virtude chegam à perfeição. Ele ilumina
os que foram purificados de toda a mancha e torna-os espirituais pela comunhão
consigo.
E como os corpos límpidos e transparentes,
sob a ação da luz, se tornam também extraordinariamente
brilhantes e irradiam um novo fulgor, da mesma forma também as almas
que recebem o Espírito e são por ele iluminadas tornam-se
espirituais e irradiam sobre os outros a graça que lhes foi dada.
Dele procede a previsão do futuro,
a inteligência dos mistérios, a compreensão das coisas
ocultas, a distribuição dos carismas, a participação
na vida do céu, a companhia dos coros dos anjos. Dele nos vem a
alegria sem fim, a união constante e a semelhança com Deus;
dele procede, enfim, o bem mais sublime que se pode desejar: o homem é
divinizado.
(Do Tratado sobre o Espírito Santo,
de São Basílio Magno, bispo - Séc. IV - Liturgia das
Horas)
Notícias de Mediugórie
Novena do 20º Aniversário
É natural que, neste 20º aniversário,
todos que receberam as graças de Mediugórie se unam numa
oração de agradecimento e de solidariedade para com os videntes,
para com a paróquia de Mediugórie e, sobretudo, para com
Nossa Senhora.
Este ano a paróquia de Mediugórie
organizou uma novena à Rainha da Paz, a ser feita nos nove dias
que antecedem a festa do dia 25 de junho.
Com o título "Um presente para
Nossa Senhora", a novena a ser rezada diariamente, de 16 a 24 de junho,
consta de:
1) Uma intenção para cada
dia da novena;
2) Oração à Rainha
da Paz;
3) Oração ao Espírito
Santo;
4) Reza do Terço (Mistérios
Gloriosos);
5) Textos preestabelecidos para meditação:
a) um trecho do Santo Evangelho,
b) uma mensagem de Nossa Senhora,
c) um trecho do Catecismo da Igreja
Católica;
6) Ladainha de Nossa Senhora; e
7) Oração final.
Junte-se a nós nesta novena!
A novena completa (intenção
para cada dia, orações, trechos para meditação,
ladainha, etc.) não vem publicada aqui por falta de espaço,
mas você a encontrará em nossa página da internet:http://www.persocom.com.br/srainha
Os Videntes
Sabemos que vários cientistas estudaram
seriamente os videntes no momento das aparições de Nossa
Senhora. Um deles, o professor Joyeux (França), voltou em peregrinação
a Mediugórie no final de abril. Durante uma conferência, falou
de suas observações feitas nos anos 80, época em que
realizou testes médicos nos videntes. Por exemplo, durante uma aparição,
seus colaboradores colocaram lâmpadas de uma intensidade capaz de
cegar diante dos olhos dos videntes, mas estes não tiveram a mínima
reação. Parecia que nem as viam, que tinham os sentidos suspensos.
Noutra aparição, os cientistas emitiram sons ensurdecedores
junto aos ouvidos de Ivan e ele não reagiu. Nada tinha ouvido.
É evidente que algo de muito forte
se passa durante a aparição. Os videntes são envolvidos
pela presença da Virgem, como desligados do ambiente que os rodeia,
e a realidade celeste de Nossa Senhora sobrepõe-se à realidade
terrestre.
Muitos dos que já foram a Mediugórie
atestam ter experimentado nesse lugar uma paz que só pode ser atribuída
à presença de Nossa Senhora. Sua aparição diária
propicia uma atmosfera de proteção e de paz em que nossa
alma pode encontrar o repouso em Deus e uma nova abertura à Sua
graça. Podemos constatar os bons frutos destas visitas do Céu.
Desde 1981, Mediugórie foi visitada por milhões de almas
com fome e sede de Deus. Através dos videntes e do seu fiel testemunho,
muitos se converteram, foram curados, perdoados e regenerados.
Irmã Emmanuel
Vicka
Vicka tem novos sofrimentos para oferecer
a Deus. Recentemente, ela teve um problema nos quadris e submete-se a tratamento,
todos os dias, perto de Mediugórie. Se Deus quiser, ela logo vai
se recuperar!
Ela oferece, com alegria, suas dores pelas
intenções de Nossa Senhora. Também nós somos
convidados a seguir seu exemplo, principalmente se nosso coração
estiver sobrecarregado pelas cruzes. Jesus disse à Irmã Faustina:
"Uma alma que sofre está muito próxima do Meu Coração"
(Diário, 1487). O sofrimento aproxima-nos muito de Jesus e pode
fazer-nos um imenso bem se Lho oferecermos com amor. Vicka, muitas vezes,
dá-nos testemunho disso.
Miriana
Estamos nos aproximando do 20º Aniversário
das Aparições de Mediugórie e é bom refletirmos
sobre este acontecimento das aparições de Nossa Senhora.
O fato de Ela nos visitar constantemente, e comunicar-nos Seu amor por
meio dos videntes, pode tornar-se um hábito. A Aparição
de Nossa Senhora é, em si, um acontecimento inacreditável!
Peregrinos que recentemente observavam Miriana durante uma aparição,
contaram-nos:
"No dia 2 de abril de 2001, Miriana teve
sua aparição mensal na Comunidade Cenáculo, debaixo
do grande galpão aberto à multidão. O sol estava muito
forte. É particularmente interessante o fato seguinte: antes da
aparição, Miriana, que estava voltada para o sol, não
podia olhar para a frente e mantinha as pálpebras baixas. Cada vez
que tentava levantar os olhos fazia uma espécie de careta, porque
a luminosidade muito forte a incomodava, como aliás a todos nós.
Mas de repente, quando a Virgem lhe apareceu, Miriana levantou o rosto
para o sol e olhou fixamente para um ponto à sua frente. Embora
o sol lhe batesse diretamente nos olhos, ela conservou-os bem abertos durante
toda a aparição e nem uma só vez pestanejou!"
Um lugar chamado Mediugórie
Chamo-me Candace Evans, tenho 43
anos e moro em New Hampshire (Estados Unidos) com meu marido e meu filho
de nove anos. Meus pais, já falecidos, eram judeus. Minha mãe,
atéia. Em casa não falávamos de religião. Assim,
não tive nenhuma formação ou ensino religioso, nem
na infância, nem mais tarde na idade adulta. Em 1977, uma biópsia
revelou-me ser portadora de uma doença crônica do fígado.
Devido a essa doença incurável, as funções
vitais deterioraram-se à medida que o fígado, cada vez mais
fraco, tornara-se incapaz de filtrar o sangue. Durante anos, até
a primavera de 1993, a doença progrediu lentamente. Durante esse
tempo, muitas coisas me aconteceram, mas nenhuma delas positiva! Eu trabalhava
à noite com adultos deficientes. Numa dessas noites, enquanto trabalhava,
um homem partiu a cadeira de rodas nas minhas costas, o que me deixou completamente
incapacitada. Sofria muito ao menor movimento, sobretudo na região
lombar e nas pernas. Foi também nessa época que descobri
um nódulo na mama. O médico que fez a biópsia aconselhou-me
a retirada imediata do seio. Fixada a data da cirurgia, os exames pré-operatórios
revelaram uma taxa de enzimas demasiadamente elevada no fígado.
Diante deste fato, o cirurgião viu-se obrigado a desistir do seu
propósito, informando-me da minha incapacidade de suportar a intervenção
cirúrgica.
O fígado degradou-se por causa
do traumatismo sofrido na região lombar. Rapidamente não
conseguia mais tomar qualquer alimento sólido. Muito fraca, só
respirava com enorme sofrimento. Não conseguia ausentar-me de casa
por mais de uma hora e sempre receava não poder voltar. A pele perdeu
toda a elasticidade e tomou uma cor amarelo-acinzentada. Depois, perdi
parte da visão e não podia mais ler. Tive de realizar vários
exames e, baseados neles, os médicos disseram que nada podiam fazer.
Fiquei em casa e mal conseguia ver televisão. Um dia, um pouco antes
da Páscoa de 1994, passou na televisão um programa sobre
Mediugórie. A princípio não dei importância,
porque tratava-se de religião, algo que ignorava totalmente.
Falava da Igreja Católica, da ex-Iugoslávia
e de um vilarejo chamado Mediugórie. Mas, depois, senti uma necessidade
urgente de saber mais.
Após ter estudado, sem sucesso,
os mapas geográficos de meu filho, encontrei num número do
"National Geographic", a fotografia de uma colina coberta de cruzes, cuja
legenda indicava "Mediugórie". Senti-me feliz! Tinha encontrado!
Quando o meu marido voltou para casa, falei-lhe que eu precisava visitar
aquele lugar. Ele pensou que eu tivesse ficado louca!
Telefonei para uma paróquia católica,
perguntando se conheciam aquele lugar. A resposta foi afirmativa e anunciaram-me
que, mais tarde, alguém faria contato comigo. Alguns dias mais tarde,
uma senhora telefonou-me, dizendo que organizava peregrinações
para Mediugórie. Eu nem sequer sabia o que era uma peregrinação,
mas ela disse-me que partiria em breve e respondi que também queria
ir.
A 28 de maio, surpreendentemente, parti
para Mediugórie. No dia seguinte, estávamos na igreja de
São Tiago, em Mediugórie, primeira igreja em que entrei na
minha vida. Não sabia nada dos costumes religiosos, mas imitei as
outras pessoas. Vi pessoas levantarem-se e dirigirem-se para receber a
Comunhão. Senti uma consolação enorme na presença
do Santíssimo Sacramento, sem, no entanto, saber do que se tratava.
Tive a impressão de ser envolvida
num manto de paz e senti-me completamente imersa nesta paz maravilhosa,
jamais experimentada. Foi tão belo! Alguns dias mais tarde, fomos
visitar Frei Iozo. Ouvi-lo falar de Nossa Senhora com tanto amor e entusiasmo
foi a coisa mais bonita do mundo. A cada um de nós ele ofertou um
terço e uma belíssima estampa de Nossa Senhora. Depois, todos
se dirigiram para o centro da igreja. Segui as pessoas por causa da grande
paz que me invadira durante a Missa na Igreja de São Tiago. Vi os
padres rezarem sobre as pessoas e algumas caírem por terra. Frei
Iozo rezou sobre mim e também caí. Era tão suave,
tão bom. Sentia tanta segurança, como se tivesse caído
nos braços de uma mãe extremamente amorosa! Não recordo
nada mais desse dia. No dia seguinte, desde que acordei, notei que o volume
anormal do meu fígado (massa de gordura e de tecidos cicatrizados)
tinha desaparecido! Minha pele estava normal! Não sentia nenhuma
fraqueza, nenhuma dor: estava bem.
Mal regressei a casa, meu marido, feliz,
notou a diferença. Depois disto, eu só desejava rezar e descobrir
Jesus. Estudava quanto podia a Seu respeito. No ano seguinte, na Vigília
Pascal, meu marido, meu filho e eu recebemos o Batismo e a Confirmação,
na Igreja Católica. Meu filho ainda tem a mãe, meu esposo,
a esposa. Nós três temos uma forte fé e estamos plenos
de gratidão. Procuro viver as mensagens que Nossa Senhora nos dá
em Mediugórie. Sou-Lhe muito agradecida por nos convidar a rezar,
a jejuar, a ler a Bíblia, a buscar o Sacramento da Reconciliação
e a receber a Eucaristia.
Todos gostaríamos de saber como
viver melhor, e Nossa Senhora dá-nos a resposta. Ela convida-nos
para o Céu!"
A oração faz
milagres
Denis, atingido por um câncer do
cólon, foi operado na Páscoa. Eis o seu testemunho:
"Nossa Senhora nos disse em Sua mensagem
de 25.03.01: Despertem do sono pesado de sua alma e, com toda a força,
digam Sim a Deus. Essa mensagem causou-me mais medo do que quando soube
que tinha um câncer. Compreendi que, se não respondesse a
este apelo, iria lamentar por toda a eternidade.
Então, para seguir o conselho de
Vicka, procurei acolher o meu câncer como um presente. Como tivesse
muito medo da cirurgia, passei toda a Semana Santa perto de Jesus, repetindo:
"Querido Jesus, coloco tudo em Vossas Mãos". Eu não queria
que a notícia do meu câncer fosse divulgada. Eu pedia que
fosse feita a vontade de Deus e não que fosse curado. Passei a sentir,
a partir de então, algo muito forte que me dizia não ter
ainda chegado o momento escolhido por Deus para o meu encontro com Jesus
no Céu.
O cirurgião inquietou-se ao descobrir
que o tumor estava prestes a atravessar a parede do cólon. O resultado
da biópsia, porém, não revelou qualquer outro sinal
de câncer no meu corpo. Por isso, não precisei submeter-me
à quimioterapia.
Agora sinto-me agradecido por ter sido
divulgada a notícia da minha doença, porque muitos rezaram!
Penso que a vontade de Deus se realizou graças à oração.
A oração opera milagres,
disse Nossa Senhora quando eu estava no hospital. Isso recorda-me de que,
se "tudo está nas mãos de Jesus", muitas coisas estão
ainda nas nossas!"
Em Mediugórie não faltam
nem orações nem milagres!
Cathy Nolan (do diário de irmã
Emmanuel)
Aguardando Pentecostes
«Se o grão
de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se
morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á;
mas quem odeia sua vida neste mundo, conservá-la-á para a
vida eterna» (Jo,12,24-25).
É natural que o homem recue diante
das provações da vida, quaisquer que forem. As pequenas provas
de cada dia formam uma espécie de teia que ofusca a vista, o ouvido,
a alma e o coração do homem, levando-o à incapacidade
de perceber a presença e a ação do Espírito
Santo. Com o tempo, esta teia aumenta de espessura, de modo que chega a
tornar imperceptíveis os impulsos do Espírito Santo. Muitos
chegam mesmo a pensar que o Espírito Santo não existe!
Para se obter uma nova abertura à
presença do Espírito Santo é preciso, antes de tudo,
o desapego de si mesmo.
Também neste caso, é fundamental
a colaboração do Espírito Santo, porque um "despojamento"
na primeira ação humana leva sempre à rigidez, ao
fanatismo, à minuciosidade, tudo sintoma de um eu muito forte ou,
pelo contrário, muito fraco.
A tal respeito, S. Paulo escreve que "ainda
que distribuísse todos os meus bens em sustento do pobres... se
não tiver caridade, de nada valeria" (1Cor 13,3).
O grão de trigo que "morre" realiza,
ao mesmo tempo, duas ações paralelas: priva-se de invólucro
externo e revela a vida nova contida em si. É um processo harmonioso
e natural, inserido perfeitamente na dinâmica da criação
de que o Espírito Santo é partícipe. Quem vive esse
abandono por meio do Espírito Santo experimenta uma realidade doce,
bela, como para Jesus que, caminhando até à morte, permaneceu
sereno; antes, consolava os outros, porque estava completamente imerso
no Espírito Santo.
O desapego completo parte
da dinâmica do Batismo, porque o Batismo é morrer para si
mesmo, morrer para o pecado. São Pedro explica assim aos primeiros
fiéis depois do Pentecostes: Arrependei-vos, e cada um de
vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos
vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. (At 2, 38).
Os primeiros cristãos preparavam-se
para essa entrega total com a penitência, com a catequese e com a
firme decisão de viver para Deus. Também hoje, devemos romper
com o homem velho, com aquilo que habita em nossa mente, em nosso coração,
em nossa vontade, para cedermos a iniciativa à ação
do Espírito Santo e para estarmos abertos à graça
dAquele que a nós Se oferece completamente, sem nada reter.
Para vencer a morte, a dor, o pecado e
Satanás dentro de nós, é necessário que o Espírito
Santo manifeste Seu poder em todo o nosso ser. É necessário
esvaziar a mente. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos
pela renovação do vosso espírito, para que possais
discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe
agrada e o que é perfeito (Rm 12,2), aceitando morrer para si mesmo,
através do Espírito Santo.
Onde há morte nasce a vida. Mas,
se essa passagem não acontecer, permaneceremos muito frágeis,
susceptíveis a que todas as pequenas contrariedades nos atinjam,
nos destruam. Neste caso, até as provações mais insignificantes
provocam amargura e um recurso à defesa. Os mexericos, as críticas
e as murmurações são armas que empunhamos para ferir
os outros.
Quando, pelo contrário, invocamos
o Espírito Santo, é Ele Quem nos defende, de modo inofensivo
e vital, capaz de construir, sem nunca destruir.
Muita pessoas se defendem ou agridem os
outros simplesmente por causa do medo. Mas, assumindo uma atitude de humildade,
abrimo-nos ao Espírito Santo que tem o poder de purificar e curar
os corações. Lutar com ódio contra as pessoas que
nos ferem é muito prejudicial para a nossa alma, porque o ódio
é uma porta aberta para Satanás. Se, pelo contrário,
respondermos à ofensa com um sorriso, com bondade, com a oração,
o inferno ficará imobilizado e não poderá entrar em
nós. Assim se cresce, se robustece, e os frutos do Espírito
Santo se transformam em virtude.
Morrer para si mesmo, aberto ao Santo
Espírito, significa, substancialmente, tornar-se uma criatura nova.
É preciso oferecer tudo ao Espírito Santo, para que Ele transforme
a mente, o coração e purifique a alma. Somente na abertura
total a Ele virá a transformação da pessoa.
Chegados a este ponto, descobrimos as
virtudes fundamentais: a fé, a esperança, o amor. É
a vida que floresce. É a dinâmica do Espírito Santo
dentro de nós, uma fé que não é só confiança
humana, mas um dom que nos une a Deus.
Descobriremos agora que os sete dons do
Espírito Santo são a plenitude da ação de Deus
dentro de nós: um tesouro oculto e preciosíssimo. Na realidade,
o que conseguimos descobrir é infinito, porque Deus é infinito.
Por isso, é importante acolher
os impulsos do Espírito Santo e sentir a necessidade de caminhar
progressivamente: sem esforço, sem obrigações, sem
constrangimento, mas com naturalidade, impulsionados para a necessidade
de viver.
Frei Tomislav Vlasic (Eco de Maria, Rainha
da Paz)
Vivi numa prisão
"Fui prisioneiro durante treze anos, dos
quais nove em isolamento, onde celebrava a Eucaristia com umas poucas gotas
de vinho e de água misturadas na palma da mão e um pouco
de pão escondido num maço de cigarros. Estive na prisão
por obediência, mas estou feliz. O Papa mandou-me servir aos fiéis
da Diocese de Saigon (Vietnã). Eu não podia abandoná-los."
Foi uma doação levada até
ao sacrifício total da própria liberdade.
Dom F. X. Nguyen Van Thuan, presidente
do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, realizou, já
na sua vida, o que o Papa definiu: um testemunho que pode exigir também
o heroísmo do dom total de si a Deus e aos irmãos. O Prelado
tem impresso em si próprio os anos de perseguições
passadas no campo de concentração e de "reeducação",
sendo obrigado a esconder sua cruz de Bispo no sabão. As autoridades
vietnamitas prenderam-no com a acusação de ter desenvolvido
atividades anti-revolucionárias e de espionagem a favor dos americanos.
Encarcerado em 1988, foi declarado pessoa indesejável pela autoridade
de Hanói.
Um cardeal que soube fazer-se próximo
de todos os membros da Igreja que continua a ser perseguida em diversas
partes do mundo, pelo único fato de pertencer a Cristo. Neste, como
em outros casos, adquirem consistência as palavras pronunciadas pelo
Santo Padre: "para poder enfrentar validamente as novas tarefas é
necessário cultivar uma sempre mais íntima comunhão
com o Senhor. É a mesma cor purpúrea das vestes que levam
a recordar-vos esta urgência. Não é talvez esta
cor, símbolo do amor apaixonado por Cristo? Naquele vermelho aceso
não é talvez indicado o fogo ardente do amor pela Igreja
que deve alimentar em vós a prontidão, se necessário,
também o supremo testemunho do sangue?
Stefânia Consoli (Eco de Maria -
Edição portuguesa)
Testemunho de Frei Iozo
(Continuação do número
anterior)
Sentir-se em união
com a Igreja
Este é o princípio da Igreja
original, o princípio de toda Igreja, através de todas as
gerações. Nossa Senhora quer pessoas com corações
amorosos. Ela transforma as pessoas e seus corações de modo
que todos possam ser Igreja com um grande coração que ama
todas as pessoas.
Outra coisa que Ela nos disse, chorando:
"Vocês se esqueceram da Bíblia". Nossa Senhora disse:
"Vocês se esqueceram da Sagrada Escritura". E continuou chorando:
"Por que vocês não vivem a Santa Missa?" Ela estava chorando
ao pedir: "Rezem pela Paz". E continuou chorando: "A Bíblia
e a Eucaristia são os fundamentos da Igreja, suas raízes".
A Igreja não pode desistir delas. Se o fizesse, viveria menos
intensamente, como qualquer outra instituição. Poderia existir
somente na sua aparência externa, sem produzir frutos.
A Igreja não pode ser separada
da Bíblia. Nossa Senhora sabia disto quando disse : "A Igreja separou-se
da Bíblia". Mães, vocês que estão me ouvindo,
sabem onde está o sal, o trigo ou o pão em suas cozinhas.
Onde está a Bíblia? Quando foi que leram juntos em família
ou numa reunião de amigos? Aquele que ouve a palavra de Deus e a
aceita é como um irmão, uma irmã, uma filha, uma mãe
de Jesus que está capacitada a entregar-se e a servir a Jesus e,
assim, possibilitar Sua encarnação. Os que ouvem a palavra
de Deus não estão perdidos na escuridão. É
necessário entender a Bíblia como uma luz, como a palavra
que ilumina nosso coração. Ela ajuda você a realizar
seus valores: seu amor, seu casamento, sua vida, sua mobília, seu
carro, ou seu trabalho.
A Santa Missa é a raiz de nossa
religião, nosso poder, nossa graça. Por meio da Santa Missa,
o pão e o vinho são transformados no Corpo e no Sangue de
Deus, por meio do poder do Espírito, Verbo de Deus, e da oração
da Igreja. É a Igreja sendo transformada. Torna-se exatamente o
que Deus deseja, o pão que Jesus deseja dar-nos: "Tomai e
comei". A Igreja que vive a Eucaristia torna-se alimento, luz e paz
para todos. No final da Santa Missa o padre diz: "Ide em paz, a Missa
terminou". Vão. Vocês estão cheios de paz porque receberam
a paz. Sejam pão, o alimento da paz. Sejam amor, porque vocês
são o alimento do amor. Desde que vocês receberam o amor,
sejam o pão do amor. Vão e partilhem suas vidas.
Nós não sabemos como viver
a Santa Missa. Costumamos "ouvir" a Santa Missa. Nossa Senhora não
quer isto. Aprendemos a "recitar" as orações, mas isto não
é o que Nossa Senhora pede.
Rezem com o coração e vivam
a Santa Missa. Ouçam a Palavra de Deus, que dá a vida. O
coração de Jesus está presente na Bíblia que
é a palavra de Deus. Você tem que sentir o poder de Deus e
entregar seu coração para sentir todo o amor.
De acordo com minha experiência,
Mediugórie é o lugar onde isto acontece. Vocês perguntaram
sobre minha experiência. Mediugórie oferece essa experiência
aos filhos de Deus, a sua Igreja. Renova este sentimento e traz a graça
de colocá-lo em seu coração.
Eu gostaria de pedir a vocês que
abrissem seus corações quando ouvirem ou lerem algo sobre
Mediugórie, para que não entrem em conflito com Deus. Sejam
humildes. Quando Nossa Senhora diz algo, está nos pedindo para fazê-lo
logo, sem demora. Estejam abertos e confiem. Ela é nossa Mãe,
a ninguém critica, a ninguém ataca, não recusa ninguém.
Chama-nos sempre de: "Queridos Filhos".
Gostaria de rezar para que, de hoje em
diante, as bênçãos de Nossa Senhora, Suas orações
e presença aqui em Mediugórie estejam no coração
de cada família que ler estas palavras.
Tradução: Ehusson Chequer
Peregrinações
2001
20º Aniversário
das Aparições
Nos próximos dias
16 e 18 partirão nossos peregrinos para participarem das comemorações
do 20º Aniversário das Aparições diárias
de Nossa Senhora em Mediugórie.
SETEMBRO - Exaltação da
Santa Cruz
a) - Mediugórie (uma semana), Veneza,
Pádua, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 31/Ago - Retorno: 14/Set
b) - Mediugórie (uma semana), Terra
Santa, Assis, Lanciano, Roma. Saída: 27/Ago - Retorno: 14/Set
c) - Mediugórie (uma semana),
Lanciano, Roma.
Saída: 2/Set - Retorno: 14/Set
Vagas limitadas, reserve logo a sua.
Agradecimentos
Em nome de Nossa Senhora, agradecemos,
de coração, a todos os leitores que, com suas orações
e contribuições, têm permitido a continuidade do Eco
com edição mensal.
As contribuições poderão
ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições
efetuadas para anotação no cadastro.
Seja apóstolo de
Nossa Senhora
Divulgue o Eco. Se desejar receber maior
número de exemplares, entre em contato conosco, por telefone, por
carta ou por e-mail.
Festa da Rainha da Paz
A
Comunidade Servos da Rainha convida os peregrinos, benfeitores e amigos
de Mediugórie para um encontro comemorativo dos 20 anos de aparições
diárias da Rainha da Paz em Mediugórie, a realizar-se em
15.07.01 na sede da Comunidade, quadra 168, lote 5, bairro Jardim
Céu Azul (Valparaíso de Goiás - GO).
Durante o encontro, com
início às 8h30 e término às 15h, teremos a
reza do Santo Terço, Santa Missa, palestras e almoço comunitário.
Pedimos confirmar sua presença
pelo telefone (61) 624-5511.