Queridos
filhos! Neste tempo de graça, convido-os a aproximarem-se ainda
mais de Deus
por meio de sua oração pessoal. Utilizem bem o tempo de
descanso e dêem à sua
alma e aos seus olhos o repouso em Deus. Encontrem a paz na natureza e
descobrirão Deus-Criador a Quem poderão render
graças por todas as criaturas;
assim encontrarão a alegria em seus corações.
Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo.
Deus é repouso
Disse Pio XI: “Da forma
como todas as mães experimentam um sentimento de
felicidade ao perceberem que o rosto de seu filho reflete algumas
características do seu, também Nossa Senhora, nossa
Mãe do Céu, tem grande desejo
de ver Seus traços e virtudes nos pensamentos, palavras e obras
daqueles que,
como filhos, acolheram a Cruz do seu Unigênito.”
Olhando para Nossa Senhora, também nós nos sentimos encorajados pela esperança de chegarmos ao lugar onde Ela se encontra. Ela é nosso orgulho. Uma de nós que conseguiu chegar às alturas. Por isso, podemos invocá-La. Tem sentido nossa devoção para com Ela. Isso é o que Deus deseja, o que Jesus exorta e o que a Igreja fielmente defende. Não é preciso ter medo de segurar nas mãos de Maria. Também José teve medo, mas um anjo apareceu-lhe em sonho e disse-lhe: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.” (Mt 1,20). Não se deve ter medo de acolher Maria como Mãe, aquela que intercede, conselheira e amiga, porque, aquilo que, graças a Ela, acontece na Igreja e em Mediugórie, vem do Espírito Santo. Aprendamos dEla a rezar, aprendamos dEla a nos libertar das dúvidas, dos complexos, dos vícios, do pecado, da fraqueza, e de um cristianismo superficial que começa e termina com a Missa dominical. Quem ama a Jesus, amará também Nossa Senhora. Quem se volta a Maria, chegará a Jesus, porque Maria recebeu um especial carisma, o dom de conduzir-nos a Jesus. Sem Jesus, Nossa Senhora seria uma pessoa normal. Nele e por Ele, Ela é a Rainha do mundo e a Rainha da Paz.
Também hoje, Ela Se nos apresenta e
diz que nos encontramos em um tempo de graça, um tempo da
benevolência de Deus.
Deus é bom para conosco e Nossa Senhora nos diz que
também podemos
aproximarmo-nos dEle por meio da oração, com nosso Sim
pessoal, caminhando ao
Seu encontro.
“Utilizem
bem o tempo de descanso”,
nos disse
Nossa Senhora. Todos desejamos descansar, pois todos temos direito ao
repouso.
Desejamos afastar-nos dos problemas, das obrigações e dos
compromissos do dia a
dia. Talvez o façamos, mas voltamos
cada vez mais cansados e sobrecarregados. O corpo não pode
descansar se a alma
está pesada, se a consciência está manchada e
sufocada pelo pecado, se vivemos
em contenda com o próximo, se carregamos em nós o peso do
ódio, o peso de não
querer perdoar, se vivemos sem paz conosco, com Deus e com os outros. O
corpo
se retrai, a pressão sangüínea aumenta, o nervosismo
e a angústia introduzem-se
no inconsciente e não nos dão nem paz nem trégua.
“Só em Deus está a paz de minh’alma,
somente nEle estão minha esperança e
salvação”, canta o salmista. O melhor
repouso está em Deus, porque somente em Deus descansam o corpo e
a alma. É bom
mergulhar em Deus, olhá-Lo, ir a Ele. Eis por que Nossa Senhora
nos diz: encontrem a paz na natureza. A natureza
é o livro de Deus, livro escrito com Suas mãos.
Aprendamos a apreciar Suas
obras, não deixemos de nos maravilhar com as belezas que
estão ao alcance das
mãos. Reconheçamos a Deus no sorriso da criança,
no vôo do pássaro, no murmúrio
do mar, na altura das montanhas. Tudo isto nos fala dEle.
A natureza não é obra humana e por
isso o homem deve investigar, interrogar e encantar-se. Quando deixamos
de
apreciar, deixamos de viver. Quando dizemos a alguém, eu te
conheço, deixamos
de investigar, de nos alegrar e de amar o outro. Deste modo, nós
o matamos
dentro de nós, e também nos mutilamos. Tanto o homem
quanto a natureza são
inexplicáveis e indescritíveis, tal como Deus o é
no seu amor e na sua paz.
Ouçamos a voz de Nossa Senhora em
nós. Que nossos olhos se abram às obras maravilhosas de
Deus para dar repouso
ao nosso corpo e à nossa alma.
Frei
Liubo Kurtovic
Rainha do mundo e da paz
Considera com
que justa disposição refulgiu, já antes da
assunção, o admirável nome de Maria
por toda a terra. Sua fama extraordinária por toda a parte se
espalhou antes
que sua magnificência fosse elevada acima dos céus. Pois
convinha que a Virgem
Mãe, em honra de seu Filho, primeiro reinasse na terra, em
seguida, fosse
recebida gloriosa nos céus. Fosse amplamente conhecida na terra,
antes de
entrar na santa plenitude. Levada de virtude em virtude, fosse assim
exaltada
de claridade em claridade pelo Espírito do Senhor.
Presente na
carne, Maria antegozava as primícias do reino futuro, ora
subindo até Deus com
inefável sublimidade, ora descendo até aos irmãos
com inenarrável caridade. Lá
recebia os obséquios dos anjos, aqui era venerada pela
submissão dos homens.
Servia-lhe Gabriel com os anjos; ao lado dos apóstolos
servia-lhe João, feliz
por lhe ter sido confiada a Virgem Mãe a ele, virgem.
Alegravam-se aqueles por
vê-la Rainha; estes por sabê-la Senhora. Todos a obedeciam
de coração.
E Ela,
assentada no mais alto cume das virtudes, repleta do oceano dos
carismas
divinos, do abismo das graças, ultrapassando a todos, derramava largas torrentes ao povo fiel e
sedento. Concedia a
saúde aos corpos e às almas, podendo ressuscitar da morte
da carne e da alma.
Quem jamais partiu de junto dela doente ou triste ou ignorante dos
mistérios
celestes? Quem não voltou para casa contente e jubiloso, tendo
impetrado de
Maria, a Mãe do Senhor, o que queria?
Ela é esposa repleta de tão grandes
bens, mãe do único esposo, suave e preciosa nas
delícias. Ela é como fonte dos
jardins inteligíveis, poço de águas vivas e
vivificantes, que correm impetuosas
do Líbano divino, fazendo descer do monte Sião até
às nações estrangeiras
vizinhas, rios de paz e mananciais de graças vindas do
céu. E assim, ao ser
elevada a Virgem das Virgens por Deus e seu Filho, o Rei dos reis, no
meio da
exultação dos anjos, da alegria dos arcanjos e das
aclamações de todo o céu,
cumpriu-se a profecia do Salmista que diz ao Senhor: Está
à tua destra a rainha recoberta de bordados a ouro, em vestes
variadas (Sl 44,10).
(Das Homilias
de Santo Amadeu, bispo - Séc.
XII - Liturgia das Horas)
Festa do
Padroeiro
A festa de São
Tiago, padroeiro de Mediugórie, foi
celebrada com uma Procissão dos fiéis conduzindo a imagem
do Santo Apóstolo, da
Igreja até o bosque, onde foi celebrada a Santa Missa.
Além dos paroquianos,
houve a participação de muitos peregrinos.
Desde o século
IX, São Tiago é venerado na Europa. Após a
ocupação da terra Santa pelos
Muçulmanos, os peregrinos voltavam de Jerusalém e traziam
suas relíquias para a
cidade de Compostela, na Espanha. São Tiago foi logo declarado
Padroeiro dos
Peregrinos. Ele é representado como um peregrino, com um
bastão na mão, uma
porunga para água e uma concha.
Press Bulletin
Missão que me
foi confiada
É impossível
descrever por meio de palavras a experiência dos encontros
diários com Nossa
Senhora durante 5 a 10 minutos e, depois, regressar à realidade
do mundo!
O vidente Ivan
sublinha a dificuldade de imergir novamente no quotidiano, depois do
encontro
com Nossa Senhora. “Talvez decorram algumas horas depois da
aparição, para
reentrar totalmente na realidade que me cerca. Procuro estar atento e
fazer bem
todas as coisas, embora Nossa Senhora nunca critique, pelo
contrário, educa,
consola e conduz para o bem.
Nos encontros,
Nossa Senhora está, geralmente, contente, mas torna-Se muito
triste quando vê o
futuro dos jovens que se drogam, dos casais que se separam e tantas
dificuldades reais que a humanidade vive hoje. É preciso
trabalhar muito com
eles, sendo esta a missão que me foi confiada por Nossa Senhora”.
O mais
importante é servi-La
“Não existe
nada mais belo e mais precioso que a presença da Mãe de
Deus no meio de nós”,
afirma Vicka, avaliando os 20 anos junto dEla. “Nós não
nos damos realmente
conta de quantas graças estão ligadas a esta Sua
permanência na terra. Pelo que
me diz respeito, a coisa mais importante
é servi-La, porque Nossa Senhora me escolheu entre
milhões de pessoas e
continuarei a agradecer-Lhe e a difundir com amor Suas mensagens.
A Santíssima
Virgem dá-nos, todos os dias, um amor novo, uma nova
esperança e a força para
tudo enfrentar. Aparece apenas por poucos minutos, mas Ela está
realmente viva
e presente no coração de quem A acolhe. Conversa,
move-Se, ri, festeja os
nossos aniversários natalícios... em suma, sente-se que
é uma presença física e
não só espiritual.
Não há
verdadeiras palavras que possam descrever aquilo que se experimenta!
Uma vez
perguntamos-Lhe: ‘Por que a Senhora é assim tão bela?’
Ela respondeu com
clareza: ‘Eu sou bela porque amo! Comecem também a amar para
serem belos. Não
pensem que a beleza vem do exterior, não. Ela vem do interior de seus corações”.
Eco de Maria
Ainda sobre o
20º Aniversário
No dia 25 de
junho, celebração do 20º aniversário das
aparições, reinava em Mediugórie uma
alegria extraordinária. Às 18h40, Maria Pavlovic verteu
grossas lágrimas de
alegria quando a Virgem lhe apareceu, resplandecente e toda vestida de
ouro.
À noite, a
Colina das Aparições era pequena para os milhares de
peregrinos que acorreram
para rezar o Rosário e assistir à aparição
de Nossa Senhora ao vidente Ivan, às
22 horas. Nossa Senhora estava acompanhada por três anjos e
abençoou todas as
pessoas presentes. Ela rezou especialmente pelos doentes e pelo que os
peregrinos Lhe apresentavam nos seus corações. Ao descer
a colina, viu-se um
magnífico fogo de artifício iluminar todo o vale, em
agradecimento a Nossa
Senhora... Um acontecimento notável em Mediugórie!
Retiro dos
Sacerdotes
273 Sacerdotes
participaram do Retiro para os Sacerdotes, realizado no início
de julho. Vieram
de todo o mundo: Vietname, África do Sul, Rússia,
Ucrânia, Estados Unidos,
etc...
O tema deste
ano foi: “Sacerdote - o Servo da Divina
Misericórdia”.
Reinavam a
oração, o recolhimento e a alegria. Maria Pavlovic veio
rezar o Rosário com
eles e, durante a aparição, Nossa Senhora deu uma
mensagem para os padres:
“Eu sou a Mãe de
vocês.
Vocês são Meus filhos. Eu os amo a todos!”
Nossa Senhora
deve exultar por ter os Seus filhos prediletos, os sacerdotes,
tão perto dEla
em Mediugórie! O renovamento do sacerdócio é um
dos Seus maiores desejos.
Como Ela é
bela
Irmã Marina
Ivankovic, 40 anos, nasceu em Bijakovici, numa casa ao lado da casa da
vidente
Maria Pavlovic. Dois meses após o início das
aparições, sentiu o desejo de
entrar para o Ordem dos Franciscanos, o que fez um pouco mais tarde,
aos 20
anos. O seu irmão Ivan foi preso pelos comunistas e esteve na
cadeia com Frei
Iozo, somente por ter dito que viu a Cruz do Krizevac girar.
Há três anos,
em Nova Yorque, na paróquia croata de S. Cirilo e S.
Metódio, ela é responsável
pela catequese, cursos de croata e de canto... Neste verão, veio
passar férias
com os pais, em Mediugórie.
No dia do 20º
Aniversário das aparições, foi ajudar as
irmãs na sacristia, porque se
apresentaram 273 padres para concelebrar a Missa vespertina, fora da
igreja,
com a presença de mais de 50.000 fiéis - segundo a
paróquia - reunidos em volta
do altar circular e nos pátios em torno da igreja. Quando
ajudava os padres a
vestirem as alvas, na sacristia localizada abaixo do altar circular, no
fundo
da igreja, irmã Auksilija disse-lhe que alguma coisa estava
acontecendo na
igreja. Irmã Marina não prestou muita
atenção porque, pensou consigo, passa-se
sempre alguma coisa nesta igreja! Mas, alguns minutos depois, teve de
ir à
sacristia da igreja e aí, pela porta que dá para o coro,
ouviu, por duas vezes,
fortes exclamações vindas do interior da igreja.
A igreja
estava repleta! Numerosos peregrinos tinham vindo procurar a igreja por
causa
do ar condicionado e do clima de recolhimento. Os alto-falantes
transmitiam as
orações e a Santa Missa do altar circular. No coro,
irmã Marina viu o padre
Branko, franciscano da paróquia, tentando acalmar o povo, que
parecia estar
vendo algo à direita do coro, onde fica a imagem de Nossa
Senhora de Lourdes.
As pessoas estendiam as mãos para a imagem. Pelos trajes
tradicionais, eram, na
maioria, peregrinos croatas, da Bósnia Central, mas misturados
com muitos
outros povos presentes para o Aniversário. Por curiosidade, a
irmã Marina
desceu os degraus do coro para se misturar com as pessoas e tentar
também acalmá-las
porque a Missa tinha somente começado. O Evangelho seria
proclamado em todas as
línguas.
Irmã Marina
ficou voltada para a imagem da Virgem. Alguns minutos mais tarde, para
seu
grande espanto, viu como que uma brancura atrás da imagem, uma
luz que
cintilava e que pulsava, como se alguma coisa fosse nascer, surgir ali.
Ficou
muito perturbada. Os peregrinos presentes, muito emocionados, numa
exclamação
geral, apontavam com as mãos para aquele lugar. Irmã
Marina surpreendeu-se por
constatar que todos reagiram no mesmo momento e pensou: "Boze dragi!
(Santo Deus !) O que se passa?"
Esta luz não
era como as do altar. Parecia que aquela brancura palpitava. Depois,
formou-se
uma silhueta, toda cintilante: era a Mãe de Deus. Ela estava
lá, em três
dimensões, bem real. Irmã Marina poderia tocá-La
se estivesse um pouco mais
próxima. Nossa Senhora tinha um véu de cor branca, em tom
azul claro, debruado
por uma fita dourada muito visível, cobrindo também a
parte superior de Sua fronte.
Irmã Marina notou que as maçãs do rosto eram
salientes; tinha as mãos abertas
para a frente, mas os cotovelos encostados no corpo (os braços
não estavam
estendidos como, por vezes, A representamos). Os lábios
não se moviam, nada
falou. A leitura do Evangelho, feita no Altar Circular, era transmitida
para
dentro da igreja: Nossa Senhora mantinha uma atitude de
oração, cabeça
levantada, mas os olhos baixos, como quem escuta. Irmã Marina
só viu o busto de
Nossa Senhora, que estava atrás da imagem, mas um pouco mais
alto. Ela
cintilava. A irmã Marina não conseguia acreditar no que
seus olhos viam: "Que beleza!" Ela não sabe
quanto
tempo durou, talvez alguns segundos; depois, Nossa Senhora retirou-se
para trás
e desapareceu. Imensamente feliz, irmã Marina voltou à
sacristia com o coração
batendo desordenadamente. Os peregrinos ficaram todos na igreja
até ao fim da
Missa, porque parece que isto já tinha acontecido quatro ou
cinco vezes desde a
preparação da Missa. Irmã Marina assistiu apenas
à última vez.
Com muita
simplicidade, a irmã Marina
partilhou esta experiência com as irmãs e outras pessoas.
Algumas horas mais
tarde, ela ainda tremia de emoção e repetia: "Como
Ela é bela! Como Ela é
bela!" O seu rosto irradiava. Irradia até agora uma alegria
contagiante.
Pequeno
milagre de Mediugórie
Chamo-me Denis
Croteau. Moro no Canadá. Estive entre vocês como simples
peregrino. Guardei uma
certa distância e não me juntei muito a vocês,
peregrinos do meu grupo, por
receio de revelar minha identidade ou de “cair”. E por quê? Por
duas razões: A
primeira é que, no Canadá, tinham-me dito que os padres
que vêm a Mediugórie
são tratados de modo especial. Na Igreja, sentam-se no coro e
não entram no
meio da multidão. Além disso, é-lhes pedido que
trabalhem, que confessem,
abençoem artigos religiosos, etc. Eu queria vir a
Mediugórie como simples
peregrino. Queria viver plenamente a peregrinação, como
um simples católico,
sem tratamento especial. Não queria viver Mediugórie a
partir do coro, mas da
nave.
É mais fácil
dizer do que fazer! Experimente viver uma semana inteira com um grupo
de 70
peregrinos sem dizer uma única vez quem você é e o
que faz. Mesmo para um bispo
não é fácil! Talvez seja até duas vezes
mais difícil. Considero um pequeno
milagre de Mediugórie o fato de eu ter conseguido.
A segunda
razão por que vim, foi para poder observar com os meus
próprios olhos o que é
exatamente Mediugórie. Para fazer essa descoberta, precisava
viver Mediugórie
como um simples peregrino. Feita a experiência, cheguei à
conclusão de que
Mediugórie é exatamente como dizem.
Concluindo,
confesso-lhes que apreciei a experiência, muito rica
espiritualmente.
Compreendo
agora a razão pela qual as pessoas que vêm a
Mediugórie sempre desejam voltar.
É realmente uma experiência especial e única. Sei
que poderia ter sido um
companheiro mais agradável, mas atingi o meu fim. Há
sempre um preço a pagar
por tudo o que queremos alcançar. A esperança que me
resta é que, um dia, nos
reencontremos no mesmo avião, no mesmo ônibus, sobre a
mesma estrada, no
caminho que leva a Mediugórie, onde vamos deixar uma parte do
nosso
coração.”
Irmã
Emanuel
Venham a
Mediugórie
Encontro-me
aqui pela primeira vez. Faz muito tempo que ouço falar de
Mediugórie. Quando se
iniciaram os acontecimentos neste lugar, encontrava-me na
América. Ao tornar-me
Bispo dos Melquitas, na Austrália, um dos meus Sacerdotes, de
Perth, pediu-me
permissão para vir a Mediugórie. Respondi-lhe: “Vai!” Ele
ficou feliz, veio a
Mediugórie e foi muito tocado. Em sua paróquia há
um grupo de oração que reza o
Rosário todos os dias. Sua vida pessoal também mudou.
Depois do meu
retorno ao Líbano, há dois anos, outro Sacerdote pediu-me
licença para vir a
Mediugórie, e eu lha concedi. Também ele se sentiu muito
tocado. Outro Sacerdote
que também veio aqui no ano passado, foi muito favorecido e sua
vida mudou.
Vejo que
Mediugórie é um lugar que vale a pena ser visitado,
porque o homem pode
retornar a Deus, pode confessar-se dignamente, converter-se com a ajuda
de
Nossa Senhora e tornar-se melhor com a ajuda da Igreja.
Sei que, por
vinte anos, chegam aqui muitíssimas pessoas de todo o mundo.
Isto, por si, já é
um milagre, algo grandioso. Aqui as pessoas se transformam, confiam-se
a Deus e
a Sua Mãe, a Bem-Aventurada Virgem Maria. É maravilhoso
ver com quanta devoção
as pessoas buscam a Eucaristia e a Confissão. Vejo enormes filas
de fiéis
esperando para se confessar. O que se precisa fazer, o que os
Sacerdotes devem
dizer aos fiéis é que sejam sinceros com Deus e que se
abram.
Gostaria de
dizer às pessoas: Venham a Mediugórie.
Os Sacerdotes de Mediugórie cumprem uma importante
missão.
Dom Georges Riachi,
patriarca de Trípoli, no Líbano
Press Bulletin
Vejo Nossa
Senhora,
mas não sou
santa
Muitas vezes
me perguntam: “Você é Maria de Mediugórie?”. Logo
me vem à mente as palavras do
Evangelho: De quem és tu? De Paulo, de Pedro, de Apolo, de
Cefas? (1Cor 1,2).
Perguntamo-nos também: de quem somos? Não dizemos que
somos “mediugorianos”. Eu
responderia: de Jesus Cristo!
Com estas
palavras, a vidente Maria Pavlovic iniciou a sua palestra no
Palácio dos
Desportos, em Florença, onde, no dia 18 de maio, se reuniram
cerca de 8.000
pessoas para festejar o 20º aniversário das
aparições da Rainha da Paz em
Mediugórie. De modo simples e familiar, Maria dirigiu-se aos
presentes em
atitude de partilha das suas experiências de vidente e dos seus
sentimentos de
cristã: empenhada, como todos nós, em percorrer o caminho
da santidade.
“Eu não quis que a
Santíssima Virgem me
aparecesse, mas apareceu” - continua Maria. “Uma vez perguntei-Lhe:
“Por quê a mim?” Ainda hoje recordo o Seu
sorriso: Deus me permitiu e Eu escolhi
vocês! - disse Nossa Senhora. Mas
muitas vezes, por causa disso, as pessoas colocam-nos num pedestal:
querem
fazer-nos santos... É verdade que eu escolho o caminho da
santidade, mas não
sou ainda santa.”
A tentação de
“santificar” antes do tempo as pessoas que vivem experiências
sobrenaturais é
muito difundida, mas revela, sobretudo, falta de conhecimento do mundo
de Deus
e um velado feiticismo. “Não se pode entender que as pessoas
considerem alguém
santo, quando ele mesmo sabe que ainda
não o é” - reforçou Maria.
Nesse caminho
eu trabalho como todos os outros, mas nem sempre me é
fácil amar, jejuar,
rezar. Não me sinto bem-aventurada só porque Nossa
Senhora me aparece! Vivo
concretamente a minha vida no mundo como mulher, esposa e mãe...
Alguns nos
tomam como verdadeiros mágicos e pedem que lhes seja predito o
futuro!"
É uma
exortação clara de uma vidente que, depois de 20 anos de
encontros diários com
a Mãe de Deus, não quer ser vista como um ideal ou como
uma estrela. Os
videntes não são mais do que espelhos de uma realidade
sobrenatural...
“Nossa Senhora
mostrou-nos diversas realidades sobrenaturais relacionadas com a vida
depois da
morte. Por fim, disse: Viram, agora
testemunhem! Creio que nossa principal missão é
testemunhar o que vimos e
também viver os ensinamentos de Nossa Senhora que não
é só Mãe, mas também
Mestra, Irmã, Amiga. Devemos testemunhar com a nossa vida para
que os outros se
enamorem dEla.
Nós devemos
estar disponíveis para todo o tipo de indagações e
de exames médicos, somente
para atrair os não crentes à fé e para os
fiéis crerem ainda mais.
Agora é
importante perseverar para que esta árvore que a Rainha da Paz
plantou cresça
sempre mais. Realmente, até agora, a pequena semente tornou-se,
depois de 20
anos, uma grande árvore cuja ramagem faz sombra até aos
confins do mundo. Todos
os dias se assiste ao nascimento de um novo grupo de
oração inspirado em Mediugórie,
inclusive na China, onde a fé cristã é fortemente
perseguida”.
É um
discurso rico de motivos, mas sobretudo
sublinha a importância de um autêntico caminho espiritual,
radicado na fé, na
esperança e na caridade, para todos aqueles que o Senhor
escolheu como seus
instrumentos e que vivem experiências místicas de diversas
naturezas. “Certa
vez, Nossa Senhora disse: “Neste mosaico toda a
pessoa é importante...”
Cada um descubra, através da oração, sua
missão, e saiba dizer a si mesmo “Eu sou importante
aos olhos de Deus!”
Será fácil, depois, pôr em prática o
mandamento de Jesus: O que vos é dito
ao ouvido,
publicai-o de cima dos telhados. (Mt 10,27).”
A grandeza da pequena Bernadete
Não te farei feliz
neste mundo, mas no outro!
Foi isso que
ouviu Bernadete da “Senhora vestida de branco” que, no dia 11 de
fevereiro de
1858, apareceu-lhe na gruta de Massabielle, em Lourdes. Bernadete era
uma menina
de apenas 14 anos, quase analfabeta e pobre em todos os sentidos, seja
pelos
escassos recursos econômicos de que dispunha a família,
seja pela sua limitada
capacidade intelectual, seja pela sua saúde extremamente
frágil, que, com seus
constantes ataques de asma, não lhe permitia respirar. Como
trabalho,
apascentava as ovelhas e, como único passatempo, o terço
que recitava
diariamente, encontrando nele conforto e companhia. Foi justamente a
ela, uma
menina aparentemente “para descartar”, segundo a mentalidade do mundo,
que a
Virgem Maria se apresentou com aquele apelativo que a Igreja tinha,
apenas
quatro anos antes, proclamado como dogma:
Eu sou a Imaculada Conceição, disse-lhe durante uma
das 18 aparições que
Bernadete teve naquela gruta próxima a Lourdes, sua cidade
natal. Ainda uma
vez, Deus tinha escolhido no mundo “aquilo
que é desprezível para confundir os sábios”,
invertendo todos os critérios
de valores e de grandeza humana. É um estilo que continua se
repetindo no
tempo, inclusive naqueles anos em que o próprio Filho de Deus
escolheu dentre
humildes e ignorantes pescadores os Apóstolos que deveriam
continuar sua missão
na terra, dando vida à primeira Igreja. “Estou
agradecida porque, se existisse uma jovem mais insignificante do que
eu, não
teria sido eu a escolhida...” escrevia a pequena Bernadete no seu
Testamento,
ciente de que Deus escolhe entre os miseráveis e os humildes
seus colaboradores
“privilegiados”.
Bernadete
Soubirous era o oposto de uma mística; sua inteligência
era apenas prática e de
pouca memória. Assim nunca se contradisse quando repetia o que
tinha visto e
ouvido “na gruta da Senhora vestida de branco e com uma cinta azul
amarrada na
cintura”. Por que acreditar nela? Justamente porque era coerente e,
principalmente, porque não buscava vantagens para si, nem
popularidade, nem
dinheiro! E depois, como fazer saber, em sua abismal ignorância,
aquela misteriosa
e profunda verdade da Imaculada Conceição que a Igreja
acabara de afirmar? Foi
justamente isso que convenceu o seu Pároco.
Se para o
mundo escrevia-se uma nova página do livro da
Misericórdia de Deus (o
reconhecimento da autenticidade das aparições de Lourdes,
veio apenas 4 anos
depois, em 1862), para a vidente começou um caminho de
sofrimento e perseguição
que a acompanhou até o fim de sua vida. Não
te farei feliz neste mundo... Nossa Senhora não brincava.
Bernadete
tornou-se logo vítima de suspeitas, interrogatórios,
acusações de todo tipo,
inclusive prisão. Quase ninguém lhe dava crédito:
era mesmo possível que Nossa
Senhora a tivesse escolhido?, dizia-se. A garota jamais se contradizia,
mas,
para proteger-se de tanta fúria, foi aconselhada a recolher-se
no Mosteiro de
Nerves. “Vim aqui para esconder-me” afirmou no dia de sua
vestição e evitava,
com cuidado, procurar privilégios ou favores somente porque Deus
a tinha
escolhido de uma forma bem diversa das outras.
Não havia
perigo, não era aquilo que Nossa Senhora tinha previsto para ela
aqui na
terra... Também no convento, na verdade, Bernadete deveria
sofrer uma série
contínua de humilhações e de injustiças,
como ela própria afirma no seu
Testamento: “Obrigada por ter repleto de amargura o
coração demasiadamente
delicado que me destes, pelos sarcasmos da Madre Superiora, sua voz
dura, suas
injustiças, suas ironias e por suas humilhações,
obrigada. Obrigada por ter
sido objeto privilegiado das reprovações, pelas quais as
Irmãs diziam: que felicidade
não ser Bernadete!”. Este era o estado de ânimo com que
ela acolhia o
tratamento que lhe era destinado por sorte, incluída aquela
amarga afirmação
que tinha ouvido da Diretora quando o Bispo estava para designar-lhe
uma
missão: “O que deseja dizer àquela que é boa para
nada?”. O homem de Deus por
nada atemorizado responde: “Minha filha, porque você é uma
pessoa boa para
nada, dar-lhe-ei o encargo de rezar!”.
Involuntariamente,
ele confiava-lhe a mesma missão que a Imaculada já lhe
tinha solicitado. Em
Massabielle, quando, por meio dela, pedia a todos:
Conversão, penitência, oração... Durante
toda sua vida, a pequena
cumpriu este desejo, rezando no escondimento e suportando tudo em
união com a
paixão de Cristo. Oferecia-o, na paz e no amor, pela
conversão dos pecadores,
de acordo com a vontade de Nossa Senhora. Uma profunda alegria a
acompanhava,
até mesmo durante os longos nove anos que passou na cama, antes
de morrer,
ainda jovem, aos 35 anos, atingida por uma doença que se
agravava sempre mais.
A quem a confortava, respondia com o mesmo sorriso que a iluminava
durante os encontros
com Nossa Senhora: “Nossa Senhora é tão bela, que todos
que A vêem desejariam
morrer para revê-La”. Quando a dor física se fazia mais
insuportável, ela
suspirava: “Não, não busco
conforto,
mas somente a força e a paciência”. Sua breve
existência transcorreu, portanto,
na humilde aceitação daquele sofrimento que servia para
resgatar muitas almas
necessitadas de reencontrar a liberdade e a salvação.
Essa era uma generosa resposta
ao convite da Imaculada que lhe apareceu e que lhe tinha falado. A
vidente
estava consciente de que sua santidade não dependeria do
privilégio de ter visto
Nossa Senhora. Bernadete concluía assim no seu Testamento:
”Obrigada, meu Deus,
por esta alma que me destes, pelo deserto da aridez interior, pela
vossa
obscuridade e pelas vossas revelações, pelos vossos
silêncios e pelas vossas iluminações;
por tudo, por Vós, ausente ou presente, obrigada Jesus”.
Stefania Consoli
Peregrinações
2001
SETEMBRO -
Exaltação da Santa Cruz
Mediugórie (uma
semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano,
Roma.
Saída: 31/Ago
- Retorno: 14/Set
Contribuições para o Eco
As contribuições
poderão ser depositadas no Banco do
Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou
enviadas
por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em
carta
registrada.
Informar
as contribuições efetuadas para anotação no
cadastro.
Comemoração
dos 20 anos das aparições
A Comunidade Servos da Rainha
promoveu, no
dia 15.07.01, encontro dos peregrinos, benfeitores e amigos de
Mediugórie para
comemorar os 20 anos das aparições diárias da
Rainha da Paz em Mediugórie.
A Santa Missa
foi celebrada pelo Pe. Edson, da cidade de Alexânia/GO, e
concelebrada pelo Pe.
José, de Goiânia. Em sua homilia, Pe. Edson discorreu
sobre a história de
Mediugórie, desde o início das aparições,
citando também o testemunho do Frei
Iozo. A sua catequese mariana, baseada no Evangelho e nas leituras do
dia,
tocou os corações dos presentes.
Pe. Simão,
pároco, que também atende a Comunidade, conduziu a
Adoração Eucarística, ao
estilo de Mediugórie, dando, no final da Adoração,
a Bênção com o Santíssimo
Sacramento.