Mediugórie - Eco 185
Agosto de 2001 - Assunção de Nossa Senhora

Mensagem da Rainha da Paz, de 25.07.01:

Queridos filhos! Neste tempo de graça, convido-os a aproximarem-se ainda mais de Deus por meio de sua oração pessoal. Utilizem bem o tempo de descanso e dêem à sua alma e aos seus olhos o repouso em Deus. Encontrem a paz na natureza e descobrirão Deus-Criador a Quem poderão render graças por todas as criaturas; assim encontrarão a alegria em seus corações. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

Deus é repouso

 

         Disse Pio XI: “Da forma como todas as mães experimentam um sentimento de felicidade ao perceberem que o rosto de seu filho reflete algumas características do seu, também Nossa Senhora, nossa Mãe do Céu, tem grande desejo de ver Seus traços e virtudes nos pensamentos, palavras e obras daqueles que, como filhos, acolheram a Cruz do seu Unigênito.”

                  Olhando para Nossa Senhora, também nós nos sentimos encorajados pela esperança de chegarmos ao lugar onde Ela se encontra. Ela é nosso orgulho. Uma de nós que conseguiu chegar às alturas. Por isso, podemos invocá-La. Tem sentido nossa devoção para com Ela. Isso é o que Deus deseja, o que Jesus exorta e o que a Igreja fielmente defende. Não é preciso ter medo de segurar nas mãos de Maria. Também José teve medo, mas um anjo apareceu-lhe em sonho e disse-lhe: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.” (Mt 1,20). Não se deve ter medo de acolher Maria como Mãe, aquela que intercede, conselheira e amiga, porque, aquilo que, graças a Ela, acontece na Igreja e em Mediugórie, vem do Espírito Santo. Aprendamos dEla a rezar, aprendamos dEla a nos libertar das dúvidas, dos complexos, dos vícios, do pecado, da fraqueza, e de um cristianismo superficial que começa e termina com a Missa dominical. Quem ama a Jesus, amará também Nossa Senhora. Quem se volta a Maria, chegará a Jesus, porque Maria recebeu um especial carisma, o dom de conduzir-nos a Jesus. Sem Jesus, Nossa Senhora seria uma pessoa normal. Nele e por Ele, Ela é a Rainha do mundo e a Rainha da Paz.

            Também hoje, Ela Se nos apresenta e diz que nos encontramos em um tempo de graça, um tempo da benevolência de Deus. Deus é bom para conosco e Nossa Senhora nos diz que também podemos aproximarmo-nos dEle por meio da oração, com nosso Sim pessoal, caminhando ao Seu encontro.

            Utilizem bem o tempo de descanso”, nos disse Nossa Senhora. Todos desejamos descansar, pois todos temos direito ao repouso. Desejamos afastar-nos dos problemas, das obrigações e dos compromissos do dia a dia. Talvez o façamos, mas voltamos cada vez mais cansados e sobrecarregados. O corpo não pode descansar se a alma está pesada, se a consciência está manchada e sufocada pelo pecado, se vivemos em contenda com o próximo, se carregamos em nós o peso do ódio, o peso de não querer perdoar, se vivemos sem paz conosco, com Deus e com os outros. O corpo se retrai, a pressão sangüínea aumenta, o nervosismo e a angústia introduzem-se no inconsciente e não nos dão nem paz nem trégua.

            “Só em Deus está a paz de minh’alma, somente nEle estão minha esperança e salvação”, canta o salmista. O melhor repouso está em Deus, porque somente em Deus descansam o corpo e a alma. É bom mergulhar em Deus, olhá-Lo, ir a Ele. Eis por que Nossa Senhora nos diz: encontrem a paz na natureza. A natureza é o livro de Deus, livro escrito com Suas mãos. Aprendamos a apreciar Suas obras, não deixemos de nos maravilhar com as belezas que estão ao alcance das mãos. Reconheçamos a Deus no sorriso da criança, no vôo do pássaro, no murmúrio do mar, na altura das montanhas. Tudo isto nos fala dEle. 

            A natureza não é obra humana e por isso o homem deve investigar, interrogar e encantar-se. Quando deixamos de apreciar, deixamos de viver. Quando dizemos a alguém, eu te conheço, deixamos de investigar, de nos alegrar e de amar o outro. Deste modo, nós o matamos dentro de nós, e também nos mutilamos. Tanto o homem quanto a natureza são inexplicáveis e indescritíveis, tal como Deus o é no seu amor e na sua paz.

            Ouçamos a voz de Nossa Senhora em nós. Que nossos olhos se abram às obras maravilhosas de Deus para dar repouso ao nosso corpo e à nossa alma.                      Frei Liubo Kurtovic

 

Rainha do mundo e da paz

 

Considera com que justa disposição refulgiu, já antes da assunção, o admirável nome de Maria por toda a terra. Sua fama extraordinária por toda a parte se espalhou antes que sua magnificência fosse elevada acima dos céus. Pois convinha que a Virgem Mãe, em honra de seu Filho, primeiro reinasse na terra, em seguida, fosse recebida gloriosa nos céus. Fosse amplamente conhecida na terra, antes de entrar na santa plenitude. Levada de virtude em virtude, fosse assim exaltada de claridade em claridade pelo Espírito do Senhor.

Presente na carne, Maria antegozava as primícias do reino futuro, ora subindo até Deus com inefável sublimidade, ora descendo até aos irmãos com inenarrável caridade. Lá recebia os obséquios dos anjos, aqui era venerada pela submissão dos homens. Servia-lhe Gabriel com os anjos; ao lado dos apóstolos servia-lhe João, feliz por lhe ter sido confiada a Virgem Mãe a ele, virgem. Alegravam-se aqueles por vê-la Rainha; estes por sabê-la Senhora. Todos a obedeciam de coração.

E Ela, assentada no mais alto cume das virtudes, repleta do oceano dos carismas divinos, do abismo das graças, ultrapassando a todos,  derramava largas torrentes ao povo fiel e sedento. Concedia a saúde aos corpos e às almas, podendo ressuscitar da morte da carne e da alma. Quem jamais partiu de junto dela doente ou triste ou ignorante dos mistérios celestes? Quem não voltou para casa contente e jubiloso, tendo impetrado de Maria, a Mãe do Senhor, o que queria?

            Ela é esposa repleta de tão grandes bens, mãe do único esposo, suave e preciosa nas delícias. Ela é como fonte dos jardins inteligíveis, poço de águas vivas e vivificantes, que correm impetuosas do Líbano divino, fazendo descer do monte Sião até às nações estrangeiras vizinhas, rios de paz e mananciais de graças vindas do céu. E assim, ao ser elevada a Virgem das Virgens por Deus e seu Filho, o Rei dos reis, no meio da exultação dos anjos, da alegria dos arcanjos e das aclamações de todo o céu, cumpriu-se a profecia do Salmista que diz ao Senhor: Está à tua destra a rainha recoberta de bordados a ouro, em vestes variadas (Sl 44,10). 

 (Das Homilias de Santo Amadeu, bispo - Séc. XII - Liturgia das Horas)

 

Notícias de Mediugórie

 

Festa do Padroeiro

 

A festa de São Tiago, padroeiro de Mediugórie,  foi celebrada com uma Procissão dos fiéis conduzindo a imagem do Santo Apóstolo, da Igreja até o bosque, onde foi celebrada a Santa Missa. Além dos paroquianos, houve a participação de muitos peregrinos.

Desde o século IX, São Tiago é venerado na Europa. Após a ocupação da terra Santa pelos Muçulmanos, os peregrinos voltavam de Jerusalém e traziam suas relíquias para a cidade de Compostela, na Espanha. São Tiago foi logo declarado Padroeiro dos Peregrinos. Ele é representado como um peregrino, com um bastão na mão, uma porunga para água e uma concha.

                                  Press Bulletin

 

Missão que me foi confiada

 

É impossível descrever por meio de palavras a experiência dos encontros diários com Nossa Senhora durante 5 a 10 minutos e, depois, regressar à realidade do mundo!

O vidente Ivan sublinha a dificuldade de imergir novamente no quotidiano, depois do encontro com Nossa Senhora. “Talvez decorram algumas horas depois da aparição, para reentrar totalmente na realidade que me cerca. Procuro estar atento e fazer bem todas as coisas, embora Nossa Senhora nunca critique, pelo contrário, educa, consola e conduz para o bem.

Nos encontros, Nossa Senhora está, geralmente, contente, mas torna-Se muito triste quando vê o futuro dos jovens que se drogam, dos casais que se separam e tantas dificuldades reais que a humanidade vive hoje. É preciso trabalhar muito com eles, sendo esta a missão que me foi confiada por Nossa Senhora”. 

 

O mais importante é servi-La

 

“Não existe nada mais belo e mais precioso que a presença da Mãe de Deus no meio de nós”, afirma Vicka, avaliando os 20 anos junto dEla. “Nós não nos damos realmente conta de quantas graças estão ligadas a esta Sua permanência na terra. Pelo que me diz respeito, a coisa mais importante é servi-La, porque Nossa Senhora me escolheu entre milhões de pessoas e continuarei a agradecer-Lhe e a difundir com amor Suas mensagens.

A Santíssima Virgem dá-nos, todos os dias, um amor novo, uma nova esperança e a força para tudo enfrentar. Aparece apenas por poucos minutos, mas Ela está realmente viva e presente no coração de quem A acolhe. Conversa, move-Se, ri, festeja os nossos aniversários natalícios... em suma, sente-se que é uma presença física e não só espiritual.

Não há verdadeiras palavras que possam descrever aquilo que se experimenta! Uma vez perguntamos-Lhe: ‘Por que a Senhora é assim tão bela?’ Ela respondeu com clareza: ‘Eu sou bela porque amo! Comecem também a amar para serem belos. Não pensem que a beleza vem do exterior, não. Ela vem do  interior de seus corações”.

Eco de Maria

 

Ainda sobre o 20º Aniversário

 

No dia 25 de junho, celebração do 20º aniversário das aparições, reinava em Mediugórie uma alegria extraordinária. Às 18h40, Maria Pavlovic verteu grossas lágrimas de alegria quando a Virgem lhe apareceu, resplandecente e toda vestida de ouro.

À noite, a Colina das Aparições era pequena para os milhares de peregrinos que acorreram para rezar o Rosário e assistir à aparição de Nossa Senhora ao vidente Ivan, às 22 horas. Nossa Senhora estava acompanhada por três anjos e abençoou todas as pessoas presentes. Ela rezou especialmente pelos doentes e pelo que os peregrinos Lhe apresentavam nos seus corações. Ao descer a colina, viu-se um magnífico fogo de artifício iluminar todo o vale, em agradecimento a Nossa Senhora... Um acontecimento notável em Mediugórie!

 

Retiro dos Sacerdotes

 

273 Sacerdotes participaram do Retiro para os Sacerdotes, realizado no início de julho. Vieram de todo o mundo: Vietname, África do Sul, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, etc...

O tema deste ano foi: “Sacerdote - o Servo da Divina Misericórdia”.

Reinavam a oração, o recolhimento e a alegria. Maria Pavlovic veio rezar o Rosário com eles e, durante a aparição, Nossa Senhora deu uma mensagem para os padres:

“Eu sou a Mãe de vocês.  Vocês são Meus filhos. Eu os amo a todos!”

Nossa Senhora deve exultar por ter os Seus filhos prediletos, os sacerdotes, tão perto dEla em Mediugórie! O renovamento do sacerdócio é um dos Seus maiores desejos.

 

Como Ela é bela

 

Irmã Marina Ivankovic, 40 anos, nasceu em Bijakovici, numa casa ao lado da casa da vidente Maria Pavlovic. Dois meses após o início das aparições, sentiu o desejo de entrar para o Ordem dos Franciscanos, o que fez um pouco mais tarde, aos 20 anos. O seu irmão Ivan foi preso pelos comunistas e esteve na cadeia com Frei Iozo, somente por ter dito que viu a Cruz do Krizevac girar.

Há três anos, em Nova Yorque, na paróquia croata de S. Cirilo e S. Metódio, ela é responsável pela catequese, cursos de croata e de canto... Neste verão, veio passar férias com os pais, em Mediugórie.

No dia do 20º Aniversário das aparições, foi ajudar as irmãs na sacristia, porque se apresentaram 273 padres para concelebrar a Missa vespertina, fora da igreja, com a presença de mais de 50.000 fiéis - segundo a paróquia - reunidos em volta do altar circular e nos pátios em torno da igreja. Quando ajudava os padres a vestirem as alvas, na sacristia localizada abaixo do altar circular, no fundo da igreja, irmã Auksilija disse-lhe que alguma coisa estava acontecendo na igreja. Irmã Marina não prestou muita atenção porque, pensou consigo, passa-se sempre alguma coisa nesta igreja! Mas, alguns minutos depois, teve de ir à sacristia da igreja e aí, pela porta que dá para o coro, ouviu, por duas vezes, fortes exclamações vindas do interior da igreja.

A igreja estava repleta! Numerosos peregrinos tinham vindo procurar a igreja por causa do ar condicionado e do clima de recolhimento. Os alto-falantes transmitiam as orações e a Santa Missa do altar circular. No coro, irmã Marina viu o padre Branko, franciscano da paróquia, tentando acalmar o povo, que parecia estar vendo algo à direita do coro, onde fica a imagem de Nossa Senhora de Lourdes. As pessoas estendiam as mãos para a imagem. Pelos trajes tradicionais, eram, na maioria, peregrinos croatas, da Bósnia Central, mas misturados com muitos outros povos presentes para o Aniversário. Por curiosidade, a irmã Marina desceu os degraus do coro para se misturar com as pessoas e tentar também acalmá-las porque a Missa tinha somente começado. O Evangelho seria proclamado em todas as línguas.

Irmã Marina ficou voltada para a imagem da Virgem. Alguns minutos mais tarde, para seu grande espanto, viu como que uma brancura atrás da imagem, uma luz que cintilava e que pulsava, como se alguma coisa fosse nascer, surgir ali. Ficou muito perturbada. Os peregrinos presentes, muito emocionados, numa exclamação geral, apontavam com as mãos para aquele lugar. Irmã Marina surpreendeu-se por constatar que todos reagiram no mesmo momento e pensou: "Boze dragi! (Santo Deus !) O que se passa?"

Esta luz não era como as do altar. Parecia que aquela brancura palpitava. Depois, formou-se uma silhueta, toda cintilante: era a Mãe de Deus. Ela estava lá, em três dimensões, bem real. Irmã Marina poderia tocá-La se estivesse um pouco mais próxima. Nossa Senhora tinha um véu de cor branca, em tom azul claro, debruado por uma fita dourada muito visível, cobrindo também a parte superior de Sua fronte. Irmã Marina notou que as maçãs do rosto eram salientes; tinha as mãos abertas para a frente, mas os cotovelos encostados no corpo (os braços não estavam estendidos como, por vezes, A representamos). Os lábios não se moviam, nada falou. A leitura do Evangelho, feita no Altar Circular, era transmitida para dentro da igreja: Nossa Senhora mantinha uma atitude de oração, cabeça levantada, mas os olhos baixos, como quem escuta. Irmã Marina só viu o busto de Nossa Senhora, que estava atrás da imagem, mas um pouco mais alto. Ela cintilava. A irmã Marina não conseguia acreditar no que seus olhos viam: "Que beleza!" Ela não sabe quanto tempo durou, talvez alguns segundos; depois, Nossa Senhora retirou-se para trás e desapareceu. Imensamente feliz, irmã Marina voltou à sacristia com o coração batendo desordenadamente. Os peregrinos ficaram todos na igreja até ao fim da Missa, porque parece que isto já tinha acontecido quatro ou cinco vezes desde a preparação da Missa. Irmã Marina assistiu apenas à última vez.

 Com muita simplicidade, a irmã Marina partilhou esta experiência com as irmãs e outras pessoas. Algumas horas mais tarde, ela ainda tremia de emoção e repetia: "Como Ela é bela! Como Ela é bela!" O seu rosto irradiava. Irradia até agora uma alegria contagiante.

 

Pequeno milagre de Mediugórie

 

Chamo-me Denis Croteau. Moro no Canadá. Estive entre vocês como simples peregrino. Guardei uma certa distância e não me juntei muito a vocês, peregrinos do meu grupo, por receio de revelar minha identidade ou de “cair”. E por quê? Por duas razões: A primeira é que, no Canadá, tinham-me dito que os padres que vêm a Mediugórie são tratados de modo especial. Na Igreja, sentam-se no coro e não entram no meio da multidão. Além disso, é-lhes pedido que trabalhem, que confessem, abençoem artigos religiosos, etc. Eu queria vir a Mediugórie como simples peregrino. Queria viver plenamente a peregrinação, como um simples católico, sem tratamento especial. Não queria viver Mediugórie a partir do coro, mas da nave.

É mais fácil dizer do que fazer! Experimente viver uma semana inteira com um grupo de 70 peregrinos sem dizer uma única vez quem você é e o que faz. Mesmo para um bispo não é fácil! Talvez seja até duas vezes mais difícil. Considero um pequeno milagre de Mediugórie o fato de eu ter conseguido.

A segunda razão por que vim, foi para poder observar com os meus próprios olhos o que é exatamente Mediugórie. Para fazer essa descoberta, precisava viver Mediugórie como um simples peregrino. Feita a experiência, cheguei à conclusão de que Mediugórie é exatamente como dizem.

Concluindo, confesso-lhes que apreciei a experiência, muito rica espiritualmente.

Compreendo agora a razão pela qual as pessoas que vêm a Mediugórie sempre desejam voltar. É realmente uma experiência especial e única. Sei que poderia ter sido um companheiro mais agradável, mas atingi o meu fim. Há sempre um preço a pagar por tudo o que queremos alcançar. A esperança que me resta é que, um dia, nos reencontremos no mesmo avião, no mesmo ônibus, sobre a mesma estrada, no caminho que leva a Mediugórie, onde vamos deixar uma parte do nosso coração.”                       

 Irmã Emanuel

 

Venham a Mediugórie

 

Encontro-me aqui pela primeira vez. Faz muito tempo que ouço falar de Mediugórie. Quando se iniciaram os acontecimentos neste lugar, encontrava-me na América. Ao tornar-me Bispo dos Melquitas, na Austrália, um dos meus Sacerdotes, de Perth, pediu-me permissão para vir a Mediugórie. Respondi-lhe: “Vai!” Ele ficou feliz, veio a Mediugórie e foi muito tocado. Em sua paróquia há um grupo de oração que reza o Rosário todos os dias. Sua vida pessoal também mudou.

Depois do meu retorno ao Líbano, há dois anos, outro Sacerdote pediu-me licença para vir a Mediugórie, e eu lha concedi. Também ele se sentiu muito tocado. Outro Sacerdote que também veio aqui no ano passado, foi muito favorecido e sua vida mudou.

Vejo que Mediugórie é um lugar que vale a pena ser visitado, porque o homem pode retornar a Deus, pode confessar-se dignamente, converter-se com a ajuda de Nossa Senhora e tornar-se melhor com a ajuda da Igreja.

Sei que, por vinte anos, chegam aqui muitíssimas pessoas de todo o mundo. Isto, por si, já é um milagre, algo grandioso. Aqui as pessoas se transformam, confiam-se a Deus e a Sua Mãe, a Bem-Aventurada Virgem Maria. É maravilhoso ver com quanta devoção as pessoas buscam a Eucaristia e a Confissão. Vejo enormes filas de fiéis esperando para se confessar. O que se precisa fazer, o que os Sacerdotes devem dizer aos fiéis é que sejam sinceros com Deus e que se abram.

Gostaria de dizer às pessoas: Venham a Mediugórie. Os Sacerdotes de Mediugórie cumprem uma importante missão.

Dom Georges Riachi, patriarca de Trípoli, no Líbano             Press Bulletin

 

Vejo Nossa Senhora,

mas não sou santa

 

Muitas vezes me perguntam: “Você é Maria de Mediugórie?”. Logo me vem à mente as palavras do Evangelho: De quem és tu? De Paulo, de Pedro, de Apolo, de Cefas? (1Cor 1,2). Perguntamo-nos também: de quem somos? Não dizemos que somos “mediugorianos”. Eu responderia: de Jesus Cristo!

Com estas palavras, a vidente Maria Pavlovic iniciou a sua palestra no Palácio dos Desportos, em Florença, onde, no dia 18 de maio, se reuniram cerca de 8.000 pessoas para festejar o 20º aniversário das aparições da Rainha da Paz em Mediugórie. De modo simples e familiar, Maria dirigiu-se aos presentes em atitude de partilha das suas experiências de vidente e dos seus sentimentos de cristã: empenhada, como todos nós, em percorrer o caminho da santidade.

Eu não quis que a Santíssima Virgem me aparecesse, mas apareceu” - continua Maria. “Uma vez perguntei-Lhe: “Por quê a mim?” Ainda hoje recordo o Seu sorriso: Deus me permitiu e Eu escolhi vocês! - disse Nossa Senhora. Mas muitas vezes, por causa disso, as pessoas colocam-nos num pedestal: querem fazer-nos santos... É verdade que eu escolho o caminho da santidade, mas não sou ainda santa.”

A tentação de “santificar” antes do tempo as pessoas que vivem experiências sobrenaturais é muito difundida, mas revela, sobretudo, falta de conhecimento do mundo de Deus e um velado feiticismo. “Não se pode entender que as pessoas considerem alguém santo, quando ele mesmo  sabe que ainda não o é” - reforçou Maria.

Nesse caminho eu trabalho como todos os outros, mas nem sempre me é fácil amar, jejuar, rezar. Não me sinto bem-aventurada só porque Nossa Senhora me aparece! Vivo concretamente a minha vida no mundo como mulher, esposa e mãe... Alguns nos tomam como verdadeiros mágicos e pedem que lhes seja predito o futuro!"

É uma exortação clara de uma vidente que, depois de 20 anos de encontros diários com a Mãe de Deus, não quer ser vista como um ideal ou como uma estrela. Os videntes não são mais do que espelhos de uma realidade sobrenatural...

“Nossa Senhora mostrou-nos diversas realidades sobrenaturais relacionadas com a vida depois da morte. Por fim, disse: Viram, agora testemunhem! Creio que nossa principal missão é testemunhar o que vimos e também viver os ensinamentos de Nossa Senhora que não é só Mãe, mas também Mestra, Irmã, Amiga. Devemos testemunhar com a nossa vida para que os outros se enamorem dEla.

Nós devemos estar disponíveis para todo o tipo de indagações e de exames médicos, somente para atrair os não crentes à fé e para os fiéis crerem ainda mais.

Agora é importante perseverar para que esta árvore que a Rainha da Paz plantou cresça sempre mais. Realmente, até agora, a pequena semente tornou-se, depois de 20 anos, uma grande árvore cuja ramagem faz sombra até aos confins do mundo. Todos os dias se assiste ao nascimento de um novo grupo de oração inspirado em Mediugórie, inclusive na China, onde a fé cristã é fortemente perseguida”.

 É um discurso rico de motivos, mas sobretudo sublinha a importância de um autêntico caminho espiritual, radicado na fé, na esperança e na caridade, para todos aqueles que o Senhor escolheu como seus instrumentos e que vivem experiências místicas de diversas naturezas. “Certa vez, Nossa Senhora disse: “Neste mosaico toda a pessoa é importante...” Cada um descubra, através da oração, sua missão, e saiba dizer a si mesmo “Eu sou importante aos olhos de Deus!” Será fácil, depois, pôr em prática o mandamento de Jesus: O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados. (Mt 10,27).”

  A grandeza da pequena Bernadete

 

Não te farei feliz neste mundo, mas no outro! Foi isso que ouviu Bernadete da “Senhora vestida de branco” que, no dia 11 de fevereiro de 1858, apareceu-lhe na gruta de Massabielle, em Lourdes. Bernadete era uma menina de apenas 14 anos, quase analfabeta e pobre em todos os sentidos, seja pelos escassos recursos econômicos de que dispunha a família, seja pela sua limitada capacidade intelectual, seja pela sua saúde extremamente frágil, que, com seus constantes ataques de asma, não lhe permitia respirar. Como trabalho, apascentava as ovelhas e, como único passatempo, o terço que recitava diariamente, encontrando nele conforto e companhia. Foi justamente a ela, uma menina aparentemente “para descartar”, segundo a mentalidade do mundo, que a Virgem Maria se apresentou com aquele apelativo que a Igreja tinha, apenas quatro anos antes, proclamado como dogma: Eu sou a Imaculada Conceição, disse-lhe durante uma das 18 aparições que Bernadete teve naquela gruta próxima a Lourdes, sua cidade natal. Ainda uma vez, Deus tinha escolhido no mundo “aquilo que é desprezível para confundir os sábios”, invertendo todos os critérios de valores e de grandeza humana. É um estilo que continua se repetindo no tempo, inclusive naqueles anos em que o próprio Filho de Deus escolheu dentre humildes e ignorantes pescadores os Apóstolos que deveriam continuar sua missão na terra, dando vida à primeira Igreja. “Estou agradecida porque, se existisse uma jovem mais insignificante do que eu, não teria sido eu a escolhida...” escrevia a pequena Bernadete no seu Testamento, ciente de que Deus escolhe entre os miseráveis e os humildes seus colaboradores “privilegiados”.

Bernadete Soubirous era o oposto de uma mística; sua inteligência era apenas prática e de pouca memória. Assim nunca se contradisse quando repetia o que tinha visto e ouvido “na gruta da Senhora vestida de branco e com uma cinta azul amarrada na cintura”. Por que acreditar nela? Justamente porque era coerente e, principalmente, porque não buscava vantagens para si, nem popularidade, nem dinheiro! E depois, como fazer saber, em sua abismal ignorância, aquela misteriosa e profunda verdade da Imaculada Conceição que a Igreja acabara de afirmar? Foi justamente isso que convenceu o seu Pároco.

Se para o mundo escrevia-se uma nova página do livro da Misericórdia de Deus (o reconhecimento da autenticidade das aparições de Lourdes, veio apenas 4 anos depois, em 1862), para a vidente começou um caminho de sofrimento e perseguição que a acompanhou até o fim de sua vida. Não te farei feliz neste mundo... Nossa Senhora não brincava. Bernadete tornou-se logo vítima de suspeitas, interrogatórios, acusações de todo tipo, inclusive prisão. Quase ninguém lhe dava crédito: era mesmo possível que Nossa Senhora a tivesse escolhido?, dizia-se. A garota jamais se contradizia, mas, para proteger-se de tanta fúria, foi aconselhada a recolher-se no Mosteiro de Nerves. “Vim aqui para esconder-me” afirmou no dia de sua vestição e evitava, com cuidado, procurar privilégios ou favores somente porque Deus a tinha escolhido de uma forma bem diversa das outras.

Não havia perigo, não era aquilo que Nossa Senhora tinha previsto para ela aqui na terra... Também no convento, na verdade, Bernadete deveria sofrer uma série contínua de humilhações e de injustiças, como ela própria afirma no seu Testamento: “Obrigada por ter repleto de amargura o coração demasiadamente delicado que me destes, pelos sarcasmos da Madre Superiora, sua voz dura, suas injustiças, suas ironias e por suas humilhações, obrigada. Obrigada por ter sido objeto privilegiado das reprovações, pelas quais as Irmãs diziam: que felicidade não ser Bernadete!”. Este era o estado de ânimo com que ela acolhia o tratamento que lhe era destinado por sorte, incluída aquela amarga afirmação que tinha ouvido da Diretora quando o Bispo estava para designar-lhe uma missão: “O que deseja dizer àquela que é boa para nada?”. O homem de Deus por nada atemorizado responde: “Minha filha, porque você é uma pessoa boa para nada, dar-lhe-ei o encargo de rezar!”.

Involuntariamente, ele confiava-lhe a mesma missão que a Imaculada já lhe tinha solicitado. Em Massabielle, quando, por meio dela, pedia a todos: Conversão, penitência, oração... Durante toda sua vida, a pequena cumpriu este desejo, rezando no escondimento e suportando tudo em união com a paixão de Cristo. Oferecia-o, na paz e no amor, pela conversão dos pecadores, de acordo com a vontade de Nossa Senhora. Uma profunda alegria a acompanhava, até mesmo durante os longos nove anos que passou na cama, antes de morrer, ainda jovem, aos 35 anos, atingida por uma doença que se agravava sempre mais. A quem a confortava, respondia com o mesmo sorriso que a iluminava durante os encontros com Nossa Senhora: “Nossa Senhora é tão bela, que todos que A vêem desejariam morrer para revê-La”. Quando a dor física se fazia mais insuportável, ela suspirava: “Não, não  busco conforto, mas somente a força e a paciência”. Sua breve existência transcorreu, portanto, na humilde aceitação daquele sofrimento que servia para resgatar muitas almas necessitadas de reencontrar a liberdade e a salvação. Essa era uma generosa resposta ao convite da Imaculada que lhe apareceu e que lhe tinha falado. A vidente estava consciente de que sua santidade não dependeria do privilégio de ter visto Nossa Senhora. Bernadete concluía assim no seu Testamento: ”Obrigada, meu Deus, por esta alma que me destes, pelo deserto da aridez interior, pela vossa obscuridade e pelas vossas revelações, pelos vossos silêncios e pelas vossas iluminações; por tudo, por Vós, ausente ou presente, obrigada Jesus”.                       Stefania Consoli

   

Peregrinações 2001

           

SETEMBRO - Exaltação da Santa Cruz

Mediugórie (uma semana), Veneza, Pádua, Assis, Lanciano, Roma.

Saída: 31/Ago - Retorno: 14/Set

 

Contribuições para o Eco

 

As contribuições poderão ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.

Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.

 

Comemoração dos 20 anos das aparições

 

A Comunidade Servos da Rainha promoveu, no dia 15.07.01, encontro dos peregrinos, benfeitores e amigos de Mediugórie para comemorar os 20 anos das aparições diárias da Rainha da Paz em Mediugórie.

A Santa Missa foi celebrada pelo Pe. Edson, da cidade de Alexânia/GO, e concelebrada pelo Pe. José, de Goiânia. Em sua homilia, Pe. Edson discorreu sobre a história de Mediugórie, desde o início das aparições, citando também o testemunho do Frei Iozo. A sua catequese mariana, baseada no Evangelho e nas leituras do dia, tocou os corações dos presentes.

Pe. Simão, pároco, que também atende a Comunidade, conduziu a Adoração Eucarística, ao estilo de Mediugórie, dando, no final da Adoração, a Bênção com o Santíssimo Sacramento.

            Participaram deste encontro, além dos amigos e vizinhos da Comunidade,  diversos peregrinos vindos de Brasília e de cidades próximas. Três ônibus trouxeram os grupos do Núcleo Bandeirante, do Cruze