Mediugórie - Eco
187
Outubro de 2001 - Nossa
Senhora do SS.Rosário
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.09.01:
Queridos filhos! Também hoje os
convido à oração, particularmente hoje quando satanás
quer a guer-ra e o ódio. Eu os convido de novo, filhinhos: rezem
e jejuem para que Deus lhes dê a paz! Testemu-nhem a paz a cada coração
e sejam portadores da paz neste mundo sem paz. Eu estou com vocês
e in-tercedo junto a Deus por cada um de vocês. E vocês não
tenham medo, porque quem reza não tem medo do mal e não tem
ódio no coração. Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo.
Não há o que
temer
A mensagem deste 25 de setembro de 2001 está relacionada
com o ataque terrorista que sofreu os Estados Unidos. O atentado ocorreu
no dia 11 de setembro e, três dias depois, a Santíssima Virgem
Maria, numa aparição extraordinária a Ivan, na Colina
das Aparições em Mediugórie, diante de mais de cinco
mil peregrinos, às 10h da noite, precisamente no dia da Exaltação
da Santa Cruz, deu a seguinte mensagem: Paz, paz, paz. Rezem pela paz.
Rezem com sua Mãe pela paz. Obrigada por terem correspondido a Meu
apelo!
Ivan comentou que Nossa Senhora, de uma forma não habitual
há vários anos, apareceu muito triste e mostrava sua dor
pela tragédia e pelos que tinham perecido.
A mensagem deste mês está relacionada com a mensagem
da Exaltação da Santa Cruz. Nossa Senhora novamente falou
da paz: Também hoje os convido à oração, particularmente
hoje quando satanás quer a guerra e o ódio.
Recordemos que, durante a guerra no Golfo Pérsico e nos
Bálcãs, Nossa Senhora também tinha falado de satanás
e apresentara a mesma fórmula para desarmá-lo: a oração
e o jejum. Nossa Senhora sabe que a paz é um dom de Deus, mas é
também conquista dos homens por meio da oração e do
jejum. Se desejamos a paz para o mundo, não devemos esperar pelos
governantes, pelas Nações Unidas..., mas confiar nos que
têm fé, nos que crêem no poder da oração
e do jejum.
Nossa Senhora diz: "Eu os convido de novo". Certamente Ela percebe
que muitos filhos Seus não vivem Suas men-sagens como deveriam.
Há vinte anos que Nossa Senhora em Mediugórie vem convidando
a humanidade a construir a paz, enquanto o demônio pensa na guerra
e no ódio. Muitos se cansam de rezar e não vêem a importância
da oração. Às vezes, precisam passar por tragédias
para reagirem e passarem a viver seriamente a oração e o
jejum. Diante dos erros dos homens que se colocam nas mãos de satanás
sem saberem o que fazem, Nossa Senhora espera que Seus filhos A escutem
e se coloquem em Suas mãos com a oração e o jejum.
Nossa Senhora tem dito que a oração e o jejum podem afastar
as guerras e, se estas já começaram, fazer com que cessem".
Ela disse que a oração e o jejum podem até evitar
as calamidades naturais. Os que amam Nossa Senhora ajudam-Na em seu projeto
de paz.
Em seguida, diz a mensagem: testemunhem a paz a cada coração
e sejam portadores da paz neste mundo sem paz. Testemunhar a presença
de Nossa Senhora não é fácil, como não é
fácil perdoar, amar... Essas são virtudes que se adquirem
com a perseverança na oração e na vida espiritual.
Nossa Senhora espera que sejamos luz para o mundo e que, em meio a tanto
ódio que reina e tanta falta de paz, tenhamos a coragem de nos deixarmos
transformar pelo Evangelho em um sinal vivo do amor de Deus para com os
outros.
Não apenas os que matam fisicamente estão sem paz.
Diariamente podemos nos encontrar com muitos mendigos da paz, enfermos
do ódio, do rancor, do egoísmo... por causa do pecado, da
droga, do sexo desenfreado, do álcool, etc. Nos-sa Senhora espera
que a todos levemos a paz. Para sermos testemunhos desta paz é preciso
conquistá-la no coração.
Nossa Senhora disse uma vez: Se vocês perderam a paz, peçam-na
a Deus, e trabalhem por ela em seus próprios corações.
Somente quando temos paz no coração, podemos ser verdadeiros
instrumentos de paz para os outros.
E continua: Eu estou com vocês e intercedo junto a Deus por
cada um de vocês. Nossa Senhora está conosco. Ela anima e
dá fé e esperança à humanidade e à Igreja.
Não há o que temer. Ela também disse que: quem reza
não tem medo do mal e não tem ódio no coração.
Por conseguinte, a oração não somente afasta
a guerra mas nos dá força e esperança nos momentos
confusos. A ora-ção é o remédio que cura a
alma, que nos ensina a perdoar e a amar até mesmo o inimigo, como
nos ensinou Jesus. Neste mês, é preciso redobrar os esforços
da oração e do jejum, agora que satanás quer novamente
a guerra. Pensemos em todas as formas possíveis de oração:
a Santa Missa, o Santo Rosário, Liturgia das Horas, Lectio Divina,
Adoração Eu-carística, Vigílias, etc... Nossa
Senhora espera que, com nossos esforços, triunfe sempre o seu Imaculado
Coração.
Pe. Francisco Verar
Meditar em casa
a homilia do domingo
"Ouço alguns dizerem: quando estamos na igreja gostamos
de escutar a doutrina e, tocados de compunção, nos senti-mos
atraídos pela palavra de Deus, mas, tão logo saímos
dali, muda nossa disposição completamente e se extingue todo
o fervor. Haveria um meio para impedir essa instabilidade?
Consideremos qual será a causa. De onde vem tal mudança?
Deriva do fato que freqüentamos lugares inconvenientes e pessoas que
não se recomendam. Não deveríeis, aos sair da igreja,
lançar-vos logo em atividades que não se harmoni-zam com
o que acabastes de ouvir. Chegando em casa deveríeis pegar o Evangelho
e junto com a mulher e os filhos reler e meditar o que vos foi dito, para
só então retomar vossos afazeres. Geralmente evitais ir logo
à praça depois do banho, para não perder o benéfico
efeito; pois a precaução é mais necessária
quando saís da igreja! Entretanto fazemos o contrá-rio disto
e perdemos os frutos da sementeira: antes que esta tenha tempo de fixar
as raízes na nossa alma, já um assalto impetuoso de preocupações
terrenas a investe e arranca tudo de nosso coração. Se não
quereis que isto aconteça mais, ao deixardes estas reuniões
considerai que não há coisa mais necessária do que
a meditação sobre os ensinamentos re-cebidos. Seria de fato
uma ingratidão e desconsideração dedicar cinco ou
seis dias aos afazeres terrenos e não dar um dia, até pequena
parte de um dia, às coisas espirituais. Não vedes que vossos
filhos estudam e repetem durante o dia in-teiro o que escutaram na escola?
Imitemo-los! Pois se cada dia jogamos a água num vaso furado, se
não pomos, no con-servar a palavra de Deus, o mesmo cuidado que
empregamos para guardar o ouro e a prata, não obteremos vantagem
al-guma em nossos encontros. Quando alguém recebe dinheiro, guarda-o
bem numa sacola e até fecha com selo; nós porém depois
de ouvirmos a palavra de Deus, infinitamente mais preciosa que o ouro e
as pedrarias, não cuidamos de guardá-la no íntimo
da alma e deixamos com indiferença que se percam do espírito
os tesouros do Espírito Santo. Quem terá pena de nós
se nos expomos a nós mesmos e nos deixamos reduzir a uma condição
de miséria? Para impedir que isto aconte-ça, assumi a lei
inviolável de consagrar um só dia da semana, mas totalmente,
a escutar e meditar a palavra de Deus. Essa aplicação constante
vos fará acorrer com mais docilidade e prontidão às
nossas sucessivas pregações; estareis pou-pando um grande
trabalho nosso e ao mesmo tempo tirareis maior proveito de nossas explicações,
ouvindo o que se se-gue com a lembrança ainda na mente do que foi
dito antes. É muito importante, de fato, para compreender o que
dizemos, recordar com exatidão o desenvolvimento de nossas exposições.
Sendo impossível que digamos tudo de uma só vez, vossa memória
deve ir coletando o que somos forçados a dizer em diversos dias,
formando-se um encadeamento, de modo que possais ver com o olho do espírito
toda a Escritura juntada num só corpo. Procurai, pois, recordar-vos
do que já temos explicado do Evangelho, de modo que se possa passar
adiante."
São João Crisóstomo (séc. IV)
Notícias de Mediugórie
Rezar o Rosário pela
Paz
Depois da oração do Angelus, no domingo, 30 de setembro,
o Papa João Paulo II convidou todos os católicos do mundo
a rezarem o Rosário pela paz, se possível, diariamente durante
todo o mês de outubro: pessoalmente, em família, na co-munidade.
Ele disse: "Que a Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda
por toda a humanidade, a fim de que nem o ódio nem a morte tenha
a última palavra."
Encontro marcado com Vicka
Em Mediugórie uma pessoa que vive as mensagens de maneira
belíssima é Vicka.
"Certa manhã, eu tinha um encontro marcado com Vicka às
8h para tratar de um importante assunto. Quando cheguei a sua casa, vi
um grande grupo de peregrinos poloneses. Vicka acenou-me que, depois de
falar ao grupo, me atenderia. As-sim, comecei a rezar enquanto esperava,
e procurei afastar de minha mente todo trabalho que me esperava em casa.
O problema foi que a atenção de Vicka para com os peregrinos
não terminava. Trinta, cinqüenta, setenta minutos se passa-ram.
Cada vez que Vicka terminava de abençoar todas as pessoas, outro
pequeno grupo aparecia. Fiquei impaciente e le-vantei-me para ir embora.
Mas Nossa Senhora reteve-me e falou em meu coração. Na verdade,
eu não tive uma visão nem uma locução interior,
mas uma inspiração clara que posso assim relatar: "Fique
e observe minha serva. Ela age da maneira que Eu aprecio. Ela coloca o
coração em tudo que faz. Veja! Observe com que alegria e
amor ela recebe as pes-soas que a procuram. Observe sua paciência.
Ela se comporta como lhe ensinei. Quanto a você, siga o seu exemplo!"
Imediatamente, minha ansiedade desapareceu e comecei a olhar toda
aquela cena com os olhos do coração. Fiquei im-pressionada
com o carinho e o amor que ela dedicava a cada pessoa por quem rezava.
Por fim, chegou a minha vez. Saí dali após ter compreendido
melhor a verdadeira graça de Mediugórie e o quanto necessitamos
dela para sermos curados; curados do nosso grande e humano senso de eficiência,
de forma que possamos produzir frutos, frutos que permanece-rão."
Irmã Emanuel
Dia sombrio na história
da humanidade
No dia 11 de setembro de 2001, o mundo mudou. Foi "um dia sombrio
na história da humanidade, uma afronta terrível à
dignidade humana! (João Paulo II).
O mundo inteiro olhava incrédulo, enquanto milhares de pessoas
inocentes eram assassinadas pelos terroristas em Nova York e em Washington.
A cena era tão horrível que as pessoas não conseguiam
afastar-se das telas da televisão. Todos nos perguntávamos
como isto podia acontecer. Não conseguíamos encontrar uma
resposta que pudesse dar senti-do àquela tragédia.
Agora só nos resta o retorno às mensagens de Nossa
Senhora.
Todos em Mediugórie estão horrorizados e profundamente
entristecidos pelo ataque terrorista contra os Estados Unidos. Um dos videntes
confirmou que estes acontecimentos não fazem parte dos segredos.
Paz! Paz! Paz!
Na noite do dia 14 de setembro, Nossa Senhora apareceu a Ivan na
Colina das Aparições. O mais importante desta apa-rição
foi o fato de Nossa Senhora ter aparecido triste. A não ser na aparição
da Sexta-feira Santa, nas demais Ela aparece sempre alegre na montanha.
As pessoas presentes afirmam: Ivan disse que Ela estava triste por causa
do grande número de Seus filhos que perderam a vida na tragédia
dos Estados Unidos. Como sempre, Nossa Senhora abençoou todas as
pessoas presentes e rezou sobre todos, de mãos estendidas. Depois,
deu esta mensagem:
Paz! Paz! Paz! Rezem pela paz. Rezem com sua Mãe pela paz.
Obrigada por terem correspondido a Meu apelo!
Eu sou sua Mãe
No dia 14 de setembro, durante a oração na Catedral
de Washington DC, o Presidente Bush lembrou a oração feita
por uma mulher, na véspera, na Catedral de S. Patrício: "Peço
a Deus que nos dê um sinal, um sinal de que ainda está aqui!".
Mediugórie é, para todos vocês - disse Nossa
Senhora - um convite à oração e também a viverem
os dias de graça que Deus lhes dá.
No mundo de hoje não há órfãos. A vidente
Maria repete incessantemente estas palavras de Nossa Senhora: Não
se esqueçam de que Eu sou sua Mãe e que os amo!
Últimas notícias
Por ocasião da festa da Natividade de Nossa Senhora, 8 de
setembro, depois do Rosário com os paroquianos e peregri-nos na
Colina das Aparições, foi abençoada uma imagem da
Rainha da paz. A imagem é de mármore branco, tem altura de
1,60m e foi projetada pelo escultor Dino Felici di Avenza (Carrara) que,
em 1987, esculpiu também a imagem da Rai-nha da Paz que se encontra
na praça diante da Igreja de Mediugórie.
A imagem de Nossa Senhora foi colocada na Colina das Aparições
e é um presente dos peregrinos da Coréia do Sul que, dessa
maneira, procuraram exprimir sua gratidão por todas as graças
alcançadas por intercessão de Nossa Senhora.
Todos os trabalhos de preparação para a colocação
da imagem no Podbrdo foram realizados pelos habitantes de Biako-vic.
Exaltação
da Santa Cruz
Na solenidade da Exaltação da Santa Cruz, 9 de setembro,
celebrada em Mediugórie no primeiro domingo depois da Natividade
de Nossa Senhora, chegaram milhares de peregrinos vindos do mundo inteiro.
Como sinal evidente da luz eterna que brilha da cruz,
este ano, na semana que antecedeu a festa, a Cruz do Krizevac foi iluminada
para recordar o significado e preparar os peregrinos para a festa.
A Santa Missa foi celebrada por Frei Mika Stoji, pároco
de Citluk.
Para aqueles que não puderam subir o Krizevac, foi
celebrada a Santa Missa ao meio-dia na Igreja paroquial, por Frei Svetozar
Kralievic, juntamente com 40 Sacerdotes. A Santa Missa vespertina, celebrada
no altar circular, foi presidida por Frei Liubo Kurtovic juntamente
com 55 Sacerdotes.
Comecei a rezar o Rosário
Devo admitir que, depois do despertar inicial da fé, minha
oração estava voltada unicamente para Jesus Cristo: Jesus
ocupava todo o espaço e não me ocorria rezar a Sua Mãe.
Há dois anos estive no Cáucaso e ali descobri que Nossa Se-nhora
ficaria contente se eu me voltasse também para Ela. Depois, já
em Moscou, uni-me a um grupo de oração onde se reza o Rosário.
Comecei então a rezar regularmente o Rosário e o
primeiro fruto foi precisamente a possibilidade de vir a Mediugórie
(tive conhecimento da necessária autorização apenas
dois dias antes de partir!). Era o mês de maio e fazíamos
exercícios espirituais sob a direção de Frei Iozo,
que nos ensinou, com extrema simplicidade, o significado da Santa Missa
e como nos abrirmos a Deus com o coração. Foi verdadeiramente
fantástico! Descobri a Bíblia e comecei a lê-la diariamente.
Comecei também a rezar o Santo Rosário: uma coisa completamente
nova para mim!
Para mim, Mediugórie significa Paz e amor, a paz e o amor
com que amo todo o mundo, um amor que quer abraçar a todos. Digo
que Mediugórie é tudo para mim! Em Moscou vive-se uma vida
frenética e não é fácil encontrar o tempo e
o silêncio necessário para rezar. Aqui, pelo contrário,
sinto que posso rezar todos os dias: de manhã subir o Krizevac,
du-rante o dia retirar-me numa capelinha, à tarde participar da
Santa Missa.
O Festival dos Jovens é uma ocasião muito importante.
Pessoalmente, convidei uma jovem ex-toxicodependente. Seus olhos brilhavam
quando sentiu esta paz e esta tranqüilidade. Ela também começou
a rezar e a ler a Bíblia.
Os jovens procuram a verdade. Sem a conversão a Deus o vazio
é imenso; por isso, os jovens procuram a droga, o di-nheiro... não
procuram a Deus. É preciso ajudá-los por meio do que acontece
em Mediugórie, por meio dos instrumentos que Nossa Senhora nos deu:
a oração, o jejum, os Sacramentos.
Todos sabem que na Rússia, desde sempre, existiu uma profunda
espiritualidade, mas foi sufocada. Hoje, poucos crê-em. Os que crêem
fazem-no muito intensamente. Temos muitíssimos problemas de ordem
espiritual. Temos vivido uma mudança muito radical na nossa vida.
Os homens sentem necessidade de Deus, mas nada fazem para encontrá-Lo.
Quando, pelo contrário, te sentes chamado por Deus, é
importante inserir-te num grupo de oração e estares com pesso-as
que seguem o Senhor. É fácil cair na tentação
de não perseverar quando alguém ao teu lado, na casa ou no
trabalho, não crê e vive como se Deus não existisse.
Agora sinto que o tempo é muito curto, tudo corre velozmente. Creio
que da-mos pouco tempo a Deus.
(De uma jovem de Moscou, presente ao Festival dos Jovens)
Eco de Maria
Desde criança eu
rezava muito
Eu tinha 10 anos quando surgiu em mim algo de novo, um dom de Deus
que me tornava capaz de ouvir e ver interi-ormente Nossa Senhora e Jesus.
Talvez nem todos sabem que também nossa alma é dotada de
uma vista e de um ouvi-do e que Deus se manifesta a ela por meio destes
sentidos interiores. Ele é um mistério para os nossos sentidos
físicos, mas Se revela àqueles que rezam e crêem. Quando
era criança, rezava muito; hoje minha mãe diz que eu era
melhor quando era pequena, isto significa que também hoje devo procurar
Deus com o mesmo ardor, de outra forma corro o peri-go de esquecê-Lo.
O dom que recebi não era nada de novo nem de estranho; existem muitas
pessoas "espirituais", velhos e jovens, que na história o tiveram.
Recordemos Santa Tereza de Ávila, ou São João da Cruz,
que o interpreta magnifi-camente, definindo-o como "uma teologia inspirada".
Tê-lo recebido pessoalmente não me coloca em uma categoria
parti-cular, pelo contrário, são os doentes que precisam
do médico, porém devem também procurá-lo, devem
saber que preci-sam dele. Como já disse, esta experiência
não era destinada somente a mim, mas a todo o grupo de oração
que Nos-sa Senhora guiava. Nossa Senhora desejava que os jovens da paróquia
se reunissem e permanecessem, por quatro anos, à sua completa disposição.
Devo dizer que Nossa Senhora era muito exigente: nos ditava as condições
precisas para favorecer nosso crescimento comunitário. Santo Agostinho
dizia: "dá-me um homem que ama e ele me compreenderá"...
e nós amávamos verdadeiramente Nossa Senhora, por isso tínhamos
confiança Nela. Também pedia-nos realmente tudo: não
perder tempo diante da televisão, renunciar aos diversos vícios...
recordo-me quando Ela nos disse até mesmo que não nos preocupás-semos
com as vestes, pois tudo isso nos seria oferecido.
Então pediu uma liberdade interior. Disse-nos que
a razão principal do nosso fechamento é a nossa preocupação
com as coisas do mundo, e também Jesus nos diz isto: "há
aqueles que recebem com alegria, mas depois as preocupações
do mundo facilmente sufocam a semente", porque a semente já foi
semeada e se não soubermos fechar o coração diante
do ataque do mal e guardar com ciúme a pureza e a paz, logo chegarão
os pássaros do céu e levarão a semente. Pode-mos pensar
em nós mesmos como a terra que o arado abre para que caia a semente,
mas que, da mesma maneira, fecha para que possa produzir frutos. Isto significa
que devemos abrir-nos diante de Deus, escutar sua Palavra, mas quando nos
assaltam palavras de egoísmo devemos fechar os ouvidos. Dessa forma
passamos horas em oração, juntos participamos da Eucaristia,
fomos às vigílias, subimos ao monte Krizevac. Nossa Senhora
pede que rezemos três horas todos os dias, aí compreendida
a Santa Missa. No grupo rezávamos três vezes por semana e
com a família três horas diariamente.
Nossa Senhora nos acompanhava cada dia. Mariana retirava-se
em oração pessoal e recebia a mensagem para o grupo de oração.
A mim a voz manifestava-se durante a oração comunitária.
O que Ela nos ensinou? Ensinou-nos a re-zar, a rezar com o coração.
Rezar sinceramente e ininterruptamente. Ensinou-nos que a oração
é o desejo ardente de Deus, porque Deus é a nossa plenitude.
Não nos deu novas formas de oração. É a oração
que nos renova. Não nos en-sinou a rezar para receber a paz ou para
resolver os nossos problemas, mas ensinou-nos a mudar a nós próprios.
A ora-ção não é apenas uma experiência
que termina quando diminui sua doçura.
A oração é um caminho e, freqüentemente,
um caminho trabalhoso. O primeiro passo consiste sempre na sincerida-de
diante de Deus. Disse-nos também que nossa oração
é atendida, de acordo com nossa sinceridade. Quando entramos em
oração, e isso fazemos no início de cada Santa Missa,
devemos apresentar a Deus nossas fraquezas. Dirigimo-nos a Deus porque
somos conscientes da nossa pequenez, mas também da Sua grandeza.
Naturalmente não é suficiente que olhemos apenas para nossas
fraquezas: Deus é muito maior do que elas, e não devemos
permitir que elas escondam a grandeza de Deus. O Senhor enfaixa e cicatriza
nossas feridas com sua Palavra e com seu Corpo.
A Palavra de Deus é um tesouro que devemos levar em
nosso coração, Palavra que nutre nossa alma. Ela deve, por-tanto,
preencher nossa alma, nossos sentidos, nossa memória, tornando-se
nossa. Devemos sempre examinar-nos sobre quais palavras habitam em nós.
Muitas vezes trata-se apenas de palavras nossas. Sabemos dizer não
ao negativismo e ao mal, ou nos fechamos em um monólogo contínuo?
Estamos unidos a Jesus em nossos pensamentos, ou escolhemos continuamente
pensamentos que são apenas nossos? Deus está em nosso coração,
mas somente Sua Palavra nos ensina a ouvir Sua voz.
Imediatamente depois da escuta, Nossa Senhora nos ensinou
a pedir. Realmente precisamos aprender a pedir. A Sagrada Escritura nos
ensina a pedir, isto é, a procurar em primeiro lugar a vontade de
Deus.
Por fim, e acima de tudo, ensinou-nos a agradecer. Todo encontro
nosso com Deus deve transformar-se em um inces-sante agradecimento. Agradecimento
que é, na verdade, um sinal de maturidade espiritual, sinal que
cura nossa visão es-piritual, sinal de que o Evangelho já
se encontra enraizado em nós, sinal que compreendemos que o sol
quente não deve brilhar amanhã somente porque brilha hoje,
mas brilha enquanto Ele o desejar e o permitir. Por isso, Nossa Senhora
nos ensinou a bendizer o Senhor, a não nos esquecermos jamais que
suas obras são boas e maiores do que o mal que po-demos encontrar.
Como vêem, hoje não posso mais falar, nem compreendo como
uma criança, mas vejo claramente o tesouro que Maria nos doou, e
que igualmente oferece também hoje aqui a nós e a vocês.
A partir dessa consciência, desperta a gratidão e a segurança
interior, porque sei que encontramos o reino de Deus e que, realmente,
vale a pena vender tudo e comprar essa pérola preciosa. Isto é
realmente ser sábio. Na verdade não é necessário
esperar a velhice para entrar no mistério da vida divina, pelo contrário,
o tempo da juventude é o tempo mais apropriado para doarmo-nos a
Jesus. A própria Nossa Senhora confirma isso, Ela escolhe os jovens
e crianças.
Popularmente, dizemos "pergunte à velhice o que fez
a juventude". Posso acrescentar, não somente à velhice, mas
também à eternidade, e por isso não devemos permitir
a nós mesmos pensar como pessoas que se relacionam somente com as
dificuldades desta vida, devemos olhar além, devemos viver a realidade
que a plenitude não está aqui e nunca será enquanto
vivermos no erro pensando que seja aqui. Ela começa aqui mas não
termina aqui. Por isso, é um bem se hoje nos sentimos desiludidos,
se descobrimos afinal que não podemos contar apenas com os outros
ou conosco mes-mos; também isto é sinal de que estamos na
estrada certa. O nosso Deus é um Deus ciumento e procura Seu lugar
em nosso coração, apesar da nossa dura cerviz. Confiemos
no Senhor e compreendamos humildemente que sua Providência nos guia.
Somos felizes porque Ele é maior do que nós, e porque sua
sabedoria ultrapassa a nossa; alegremo-nos porque somos vasos de barro
que sua ternura conhece muito bem.
Nossa Senhora nos fala freqüentemente sobre o tempo
de graças. Penso que nossa juventude seja esse tempo de graças,
porque Deus nos tem concedido muitos dons e, principalmente, o dom do amor.
O amor é o que o jovem conhece e deseja, os amigos são tudo
para ele; está totalmente aberto ao amor, e por isso é bom
ser jovem, mas é também peri-goso, porque o mundo transforma
um coração jovem e este coração pode, conseqüentemente,
ferir-se, como também cu-rar. Santo Agostinho diz: "Dize-me do que
gostas e dir-te-ei quem és". Devemos perguntar-nos seriamente: onde
está o nosso amor? Escolhemos sempre o caminho que oferece menores
problemas, com menos contrariedade? Dessa forma enve-lhecemos antes do
tempo, mas, com a fé em Jesus é preciso ter a coragem de
elevar-se acima de tudo.
Nós jovens podemos fazê-lo, não fomos
criados para contentar-nos apenas com as migalhas deste tempo; pelo contrá-rio,
fomos criados para o heroísmo. Não devemos permitir que o
peso do tempo nos sufoque. Naturalmente a solidão e o sofrimento
são apenas uma parte do caminho. Jesus nos dá também
o alimento para o caminho, isto é, seu Corpo; o me-dicamento para
quando nos ferirmos na estrada, isto é, a Confissão e, depois,
a Comunhão, que nasce quando todos es-tamos nEle ou na oração
com a família, com os amigos ... Jesus deve ser sempre o centro,
de outra forma todas as nossas ini-ciativas irão à falência.
Iélena Vasili
Santa Sé
Nem "clericalizar" leigos, nem "secularizar" sacerdotes.
A necessidade de evitar a "clericalização"
dos leigos, assim como a "secularização" dos sacerdotes,
foi o objetivo de uma carta que o Cardeal Angelo Sodano, Secretário
do Estado do Vaticano, acabou de assinar em nome de João Paulo II.
Na missiva, o Cardeal italiano reconhece que, graças
à renovação trazida pelo Concílio Vaticano
II, "os leigos assumi-ram uma consciência mais clara de sua vocação"
que os levou a uma mais "ativa participação na liturgia".
Pois bem - es-clarece - nestes anos o Magistério Pontifício
insistiu também na importância de "salvaguardar e defender
a identidade pró-pria dos sacerdotes", consciente de que os leigos
estão destinados, em primeiro lugar, "ao testemunho evangélico
no mundo e a ordenar, segundo o desígnio de Deus, as realidades
temporais".
A carta do Cardeal Sodano, tornada pública na Sala
de Imprensa do Vaticano, é dirigida ao Bispo italiano Luca Brandoli-ni,
para a LII Semana Litúrgica italiana celebrada em Riva do Garda
(Trento), em agosto.
O tema do encontro foi precisamente: "Os leigos na Liturgia:
qual o seu ministério?".
Ministérios de ação:
Nas comunidades cristãs, constata o braço direito
do Papa no governo da Santa Sé, junto dos ministérios laicos
bem es-truturados, como o missionário e o catequista, foram difundindo
aos assim chamados "ministérios de ação".
Um exemplo típico é o ministério extraordinário
da Comunhão, explica a mensagem cardinalícia, como acontece
quando "uma comunidade, em situação de emergência,
fica sem presbítero, para a celebração eucarística
do Senhor". Nestes ca-sos, "pode ser recomendado reunir-se em assembléia
em torno da Palavra de Deus, sob o guia de um ministro leigo auto-rizado".
O Cardeal Sodano continua afirmando que se trata de situações
de emergência e não normais, pois, a comunidade cristã
tem por centro a Eucaristia, que só pode ser celebrada por um sacerdote.
Há que "estar atento a não confundir sacerdócio
comum e sacerdote ministerial", adverte o Cardeal Sodano. Isto é,
esta "substituição" não deve converter-se numa "clericalização"
dos leigos, "que corre o risco de criar de fato uma estrutura eclesial
de serviço paralelo à fundada sobre o sacramento da Ordem".
Ao concluir a carta, o Cardeal Sodano, fazendo-se intérprete
dos sentimentos do Papa, pede aos participantes na Semana Litúrgica
italiana que aprofundem estas implicações teológicas,
litúrgicas, jurídicas e pastorais próprias dos ministérios
confiados aos leigos.
A Santa Sé publicou um documento dedicado explicitamente
ao argumento sobre "A colaboração de fiéis leigos
no Sagrado Ministério dos Sacerdotes" (15 de agosto de 1997).
(Carta do Cardeal Angelo Sodano sobre os seculares e a liturgia).
Eco de Maria
Peregrinações
2002
Mediugórie (10 dias)
Janeiro: 15 a 24
Junho: 20 a 29
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Aumento das tarifas postais
Em decorrência do recente aumento das tarifas postais, solicitamos
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De coração, e em nome de Nossa Senhora, agradecemos
pelas ajudas recebidas, possibilitando, assim, manter a edição
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