Mediugórie - Eco 188
Novembro de 2001 - Cristo Rei
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.10.01:
 
 Queridos filhos! Também hoje os convido a rezarem de todo o coração e a amarem-se uns aos outros. Filhinhos, vocês foram escolhidos para testemunhar a  paz e a alegria. Se não há paz, rezem e irão re-cebê-la. Por meio de vocês e de suas orações, filhinhos, a paz começará a correr pelo mundo. Por isso, filhinhos, rezem, rezem, rezem, porque a oração opera milagres no coração das pessoas e no mundo. Eu estou com vocês e agradeço a Deus por cada um de vocês que, com seriedade, acolheu e vive a oração. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Levar a sério as mensagens
As palavras são muito fracas, pequenas e insuficientes para expressar o carinho e o amor que Nossa Senhora tem a seus filhos. Sua pureza e a grandeza de seu amor não podem ser traduzidas por palavras. Cada palavra tem a força de fe-rir ou curar. Cada palavra traz consigo alma, coração, ou insensibilidade e vazio. Sabemos que as palavras de Nossa Se-nhora vêm de um Coração puro, de um Coração que vive na paz de Deus, pleno de um amor que não se cansa. Por isso, a mensagem deste mês deseja ser um sinal indicador; deseja mostrar uma direção. No trânsito, de nada serve o sinal que não é obedecido. Se ficarmos parados nunca chegaremos ao destino. Os sinais servem não apenas para não nos perder-mos, mas para também chegar ao destino. Nesse sentido, a mensagem de Nossa Senhora é para nos aconselhar, nos conduzir. Cabe a nós a decisão de segui-la ou não. Há mais de vinte anos, Nossa Senhora não apenas fala, mas brada a cada coração: Rezem! Facilmente encontramos mil razões para não rezar. Há somente uma razão para rezar: o alegre encontro com o Salvador. O fruto de nossa oração é o amor que desejamos com ardor e que buscamos, talvez, de uma maneira equivocada e em lugares falsos. Cada vez mais torna-se menor o amor nas relações interpessoais. Crescem a inveja, a difamação, a manipulação e a incompreensão. Ficamos apavorados com essa situação e nos perguntamos por que as pessoas estão assim tão corrompidas. Não nos causa muito espanto o fato de que poucas pessoas se decidem pela oração. Não nos causa estranheza o fato de que, cada vez mais, um menor número de famílias rezam juntas e carre-gam os fardos umas das outras. Não nos surpreende quando alguém ofende o nome de Deus, já que nos acostumamos com tal veneno. Não nos estranha muito se as famílias e os pais sentem vergonha de rezar juntos com os filhos. Nossa Senhora não coloca o dedo em nossas feridas, que muito bem as conhece, mas deseja atá-las com a pureza do seu amor.
Perguntamo-nos por que a oração é tão difícil. Talvez porque não acreditemos em seu poder, ou melhor, no poder que Deus tem de aproximar-se de nós e de nos salvar, libertar-nos  e curar-nos. Deus pode dar-nos somente o que lhe pedi-mos. A paz chega somente aonde as portas estão abertas. Ela está diante de tuas portas.
Podemos até rezar pela paz, porém facilmente aceitamos as fontes de discórdia: pensamentos negativos, acusações, juízos e julgamentos, suspeitas, difamações e calúnias. A paz tem seu preço, e não pode ser comprada como se compram as coisas no comércio. A paz não é algo barato, ela exige um determinado silêncio, às vezes heróico. A luta pela paz é uma luta permanente. Quem deseja ser um lutador pela paz deve preparar-se para uma guerra contra si mesmo e contra as próprias tendências negativas que provocam frutos de morte e de destruição. É necessário exercer vigilância sobre nossa boca, a fim de podermos habitar na presença dAquele que dá a paz e é a Paz. Somente por meio dos corações que vivem em paz, o Senhor pode estabelecer o reino da paz, primeiramente em nossas famílias e, depois, no mundo. Faça-mos o que for possível e Deus fará o que nos parece impossível. Se não fizermos o que está em nosso poder, nem mes-mo Deus poderá entrar á força em um coração frio e endurecido.
Penso que a maior dor de Jesus foi o fato de que as pessoas não O levaram a sério. Também Nossa Senhora disse uma vez: São muitos os que têm levado a sério minhas mensagens, porém retrocederam diante das dificuldades e dos sofrimentos. Jesus nos leva a sério. Nossa Senhora conta conosco com seriedade, por isso, tem permanecido conosco por tanto tempo. Ela, como Mãe, sente-Se agradecida para com todos que, com seriedade, seguem o chamado da Mãe. Não nos desanimemos, mas sigamos Suas palavras. Acerquemo-nos de Jesus por meio de Maria, com o coração aberto. Que seja o amor a nos aproximar de Deus, e não o medo. Dirijamo-nos a Ele antes que alguma aflição nos leve a procurá-Lo. Despertemo-nos antes que uma desgraça ou enfermidade nos pegue de surpresa e nos faça despertar da sonolência espiritual.
Ó Maria, obrigado por vossos convites, palavras e aparições. Obrigado por terdes implorado tantas graças para todos aqueles que abriram seus corações e que seguem com seriedade o apelo de vosso Coração. Obrigado, ó Maria, por aqueles que, ao visitarem este lugar, experimentarão um novo nascimento com seu Salvador. Obrigado, Maria, por tantas famílias que se reúnem em oração e se alimentam na fonte da vida. Obrigado, Maria, por tantos corações que desperta-ram por meio dos Sacramentos da Santa Confissão e da Santa Missa. Obrigado, Mãe, porque não vos cansastes de nós. Não vos canseis de chamar-nos quando nos cansarmos e nos distanciarmos.
Frei Liubo Kurtovic (Medj. 26.10.01)
Luz perene no templo do Pontífice eterno
 Que felizes, que ditosos aqueles servos que o Senhor ao voltar encontrar vigilantes! (Lc 12,37). Preciosa vigília pela qual nos mantém alerta para Deus, criador do universo, que tudo penetra e tudo supera!
 Oxalá também a mim, embora vil, mas, seu mínimo servo, se digne de tal forma sacudir-me do sono da inércia, acender o fogo da caridade divina. Que a chama de seu amor, o desejo de união com ele cintilem mais que os astros e sempre arda dentro de mim o fogo divino!
 Quem me dera serem tais os méritos, que minha lâmpada estivesse sempre acesa, à noite, no templo do meu Senhor, para iluminar todos os que entram na casa de meu Deus! Senhor, concede-me, eu te rogo, em nome de Jesus Cristo, teu Filho e meu Deus, aquela caridade que não conhece ocaso, a fim de que minha lâmpada possa acender-se e jamais se apague. Arda para mim, ilumine os outros.
 Que tu, Cristo, dulcíssimo Salvador nosso, te dignes acender nossas lâmpadas, de modo a refulgirem para sempre em teu templo, receberem perene luz de ti, que és a luz perene, para iluminar nossas trevas e afugentar de nós as trevas do mundo.
 Entrega, rogo-te, meu Jesus, Pontífice das realidades eternas, tua luz à minha candeia, para que por esta luz se mani-feste a mim o santo dos santos que te possui, ali entrando pelos umbrais do teu templo magnífico, e onde somente e sem cessar eu te veja, te contemple, te deseje. Esteja eu apenas diante de ti, amando-te, e em face de ti minha lâmpada sem-pre resplandeça, se abrase.
 Suplico tenhas a condescendência de te mostrares, amado Salvador, a nós que batemos à tua porta para que, conhe-cendo-te, só a ti amemos, só a ti desejemos, só em ti meditemos dia e noite, sempre pensemos em ti. Inspira em nós tanto amor por ti quanto é justo que sejas, ó Deus, amado e querido. Teu amor invada todo o nosso íntimo, teu amor nos possua por inteiro, tua caridade penetre em nossos sentidos todos. Deste modo, não saibamos amar coisa alguma fora de ti, que és eterno. Uma caridade tamanha que nem as muitas águas do céu, da terra e do mar jamais a possam extinguir em nós, conforme a palavra: E as muitas águas não puderam extinguir o amor (Ct 8,7).
 Que tudo se realize em nós, ao menos em parte, por teu dom, Senhor nosso, Jesus Cristo, a quem a glória pelos sécu-los. Amém.
Das Instruções de São Columbano, abade, séc. VII
 
Notícias de Mediugórie
Mediugórie tem novo Pároco
 
 O atual Pároco, Frei Ivan Sesar, que tinha sido nomeado pelo Bispo em agosto do ano passado, foi designado Vigário Provincial da Província Franciscana da Herzegóvina. Dentre outras atividades, Frei Ivan se encarregará da formação dos jovens franciscanos. O novo Pároco de Mediugórie é Frei Branko Rados, nascido em 28 de março de 1967 em Crvenica (Tomislavgrad). Após o término dos estudos na escola franciscana de Visoki, vestiu o hábito franciscano em Humac, em 1986, e estudou teologia em Saraievo, Zagreb e Graz. Foi ordenado Sacerdote em 10 de julho de 1994. Trabalhou como vigário paroquial na Igreja de Sirok Brieg por quatro anos. Desde agosto de 1998, trabalha na Paróquia de Mediugórie.
Ivan é pai pela terceira vez
Depois de Cristina e de Machela, no início de setembro nasceu Daniele. A família de Ivan vive na América e a alegria do nascimento infelizmente coincidiu com os tristes acontecimentos que envolvem todo aquele país. Que a chegada de uma nova vida seja portadora de esperança para um povo ferido pela morte.
Oásis em meio ao deserto
 Esta é a minha quarta vinda a Mediugórie. Todas as vindas a esta Terra Abençoada  são diferentes, mas acompanha-das pelo mesmo sentimento de paz, de aceitação e de recolhimento. Este lugar é um oásis em meio ao deserto de senti-mentos e de solidão que assolam o mundo. Aqui se sente a salvo de todas as coisas e na profundidade do espírito encon-tra-se a presença de Deus, de seu amabilíssimo Jesus e de nossa protetora e intercessora, a Virgem Maria. Vir a Mediugó-rie é um exercício espiritual que faz crescer a força interior positiva do ser humano e aumenta o sentimento de amor. Da mesma forma, produz o arrependimento, não apenas pelos pecados cometidos em nossa vida diária, mas pelo fato de re-conhecermo-nos afastados do Pai.
 Graças à presença de Deus, milhares de famílias do mundo inteiro têm encontrado a paz em seus corações, fizeram com que a família voltasse à fé, afastaram-se das drogas e do alcoolismo e, com amor, devolveram o que Deus nos en-tregou com amor.
Emmanuel, cantor latino-americano, ago/2001
Pedras, pedras e mais pedras
 Há muito tempo fiquei sabendo sobre Mediugórie, porém, prestei atenção realmente e tive interesse nestes aconteci-mentos somente em 1990. Naquele ano, estava hospitalizado e chegou às minhas mãos uma revista de Viena que publica "Gebetsaktion". Naquela ocasião eu a li, pela primeira vez, e prestei atenção em suas mensagens. Em primeiro lugar, im-pressionou-me o aspecto exterior de Mediugórie: pedras, pedras e mais pedras. Isso causou-me uma grande impressão. Perguntei-me: Meu Deus, de que vive essa gente? Outro aspecto que me impressionou foi a oração. Muita gente rezando, com o Terço nas mãos!
Realmente aqui há muita oração. A liturgia e as celebrações são muito ricas. A igreja está sempre repleta de fiéis, o que não acontece com outras igrejas no Ocidente, especialmente em tempo de verão. Os idiomas são os mais diversos, no entanto, todos se entendem. É surpreendente que cada um sinta que pertence a este lugar, que não é um estrangeiro, que pode participar da oração, mesmo vivendo distante.
Em Mediugórie, a Confissão é algo especial, algo que não se pode tocar com as mãos, mas é algo excepcional... Aqui muitíssimas pessoas se confessam e isso é muito importante.
Encontrei-me com alguns peregrinos e falamos um pouco. Eles sentem-se tocados, entusiasmados pelo que acontece aqui. Neste tempo sem paz, penso que Deus e Nossa Senhora nos oferecem a paz. Depende de nós aceitá-la e colocá-la em prática. Mas, se não quisermos, a Mãe de Deus e o Céu respeitam a nossa liberdade. Neste caso, não se pode fazer muito, e isso é realmente um mal. Penso, porém, que Deus pode escrever corretamente por linhas tortas. Desde que aconteceram os atentados nos Estados Unidos, eu soube que pessoas começaram novamente a rezar mais. Despertaram-se. A paz é muito importante e espero que ela realmente se realize.
O que mais me impressiona nas mensagens é a paz como tema importante de Nossa Senhora. Em seguida, o pedido sempre renovado sobre a oração e a Confissão. Nossa Senhora retorna sempre sobre a oração: não se cansem, rezem, rezem, decidam-se pela oração, rezem melhor... Penso que se reza muito, porém não se reza corretamente. Reza-se muito, existe quantidade, porém falta qualidade. Penso que devemos, segundo o desejo de Nossa Senhora, não diminuir a quantidade, mas melhorar a qualidade. É preciso rezar melhor.
Finalmente, desejo dizer que estive aqui apenas por alguns dias, mas admiro o trabalho e o heroísmo dos franciscanos na lida com tantas pessoas. Admiro todos vocês pelo empenho e trabalho. Dir-lhes-ia, por último: continuem trabalhando assim.
A Mediugórie chegam sempre novos peregrinos que desejam sentir esse clima, essa paz, esse espírito de Mediugórie. Como os franciscanos estão dispostos a isso, muitos poderão levar consigo algo de bom que continuará crescendo quando retornarem a suas casas. Isso pode ser o início da formação de novos grupos de oração, porém que antes cresça a quali-dade da oração. Não basta que as pessoas rezem muito. É um perigo freqüente que a oração fique só nos lábios e não chegue ao coração. Verdadeiramente é importante a qualidade da oração: que a vida se converta em oração.
Estou convencido da presença de Nossa Senhora aqui em Mediugórie. Se Ela não estivesse presente, tudo isto não se-ria possível, não produziria frutos. Estou convencido de que isto é obra dEla. Aos cristãos de hoje, desejo dizer-lhes: re-zem e não cessem de rezar. Se não alcançam as graças que esperam, continuem rezando, façam esforços para manter uma boa vida de oração. Levem a sério as mensagens de Mediugórie e rezem com o coração. Aconselharia isso a cada pessoa que encontrar.  Dom Hermann Reich, Bispo de Papua e Nova Guiné, em visita a Mediugórie, de 21 a 26 de Set/2001.
Sejam portadores da paz
Muitas vezes, e também na mensagem de 25 de setembro último, Nossa Senhora nos pede: Sejam portadores de paz neste mundo sem paz.
O que deseja dizer com "sejam portadores de paz"? Os acontecimentos de 11 de Setembro trazem uma nova luz a Seu apelo.
Pouco a pouco, durante as últimas semanas, revelou-se o plano dos terroristas. Sabe-se agora que pequenos grupos de ho-mens, minuciosamente treinados em técnicas terroristas, foram enviados para praticar atos de terrorismo pelo mundo. Estas "células terroristas" anônimas estão prontas a atacar de improviso. Têm a finalidade de espalhar o medo e provocar "a guerra e o ódio". Mas Deus não dormia enquanto o nosso inimigo (satanás) se preparava. Deus envia-nos Nossa Senhora, já há vinte anos, para pôr em prática um outro plano, um plano de paz. A Rainha da Paz atraiu a Mediugórie milhões de filhos Seus e aí os forma nas obras da paz, antes de os enviar de novo ao local de origem para  realizarem o Seu plano.
Devemos ser "células de paz", agindo no mundo inteiro, levando-lhe a paz e o amor. Devemos "dar testemunho da paz a to-dos os corações", vivendo a paz na nossa vida pessoal. Nossa Senhora trabalha incessantemente para nos dar as armas de que precisamos para sermos portadores da paz. Quais são essas armas? A oração, o jejum, a conversão e a Confissão! Examinemos de novo estas maravilhosas armas da paz.
REZEM! Também hoje os convido à oração, particularmente hoje quando satanás quer a guerra e o ódio. A ora-ção é a base de todas as mensagens de Nossa Senhora, que nos diz: Sem oração não existe paz (6.9.84). Deus é somente paz. Por isso aproximem-se dEle através de sua oração pessoal e depois viverão a paz em seus corações (25.2.91). Sem um diálogo contínuo e verdadeiro com Deus, não é possível fazer a Sua vontade. Temos necessidade de estar unidos à cepa de Cristo, e dela receber alimento e vida por meio da oração e dos sacramentos, para cumprirmos nossa missão no mundo. De ma-neira especial, rezemos o Rosário. No mês de outubro, o Santo Padre João Paulo II pediu que todas as famílias rezassem o Ro-sário pela paz. Rezemos!
JEJUEM! . Eu os convido de novo, filhinhos: rezem e jejuem para que Deus lhes dê a paz! (25.9.01). Nossa Senhora pede que jejuemos a pão e água, nas quartas e sextas-feiras. Ela nos diz: Também hoje os convido à oração. Somente com a oração e o jejum pode-se parar a guerra (25.4.92). É importante aprendermos a colocar nossas necessidades e desejos em segundo lugar e a abrirmo-nos às necessidades dos outros. É o que se aprende na escola do jejum, porque ele faz nascer o sen-tido do dom de si, que é fonte de paz. O cardeal Theodore McCarrick convida todos os católicos de sua Diocese a jejuar um dia por semana, até que o conflito termine. Usemos também esta arma tão importante para obter a paz!
CONVERTAM-SE! Eu os convido de novo (25.9.01). Nossa Senhora não se cansa de renovar o Seu convite. Ela sabe que a santidade é um compromisso diário. É preciso que, a cada dia, esqueçamos os cuidados conosco mesmos para colocarmos Deus em primeiro lugar. É este o caminho que conduz à paz.
CONFESSEM-SE! Por meio da reconciliação é-nos dada a paz. Afirma-o o Catecismo da Igreja Católica: "Para aqueles que recebem o sacramento da Penitência com coração contrito e disposição religiosa, este sacramento é seguido da paz e da tranqüi-lidade da consciência, acompanhadas duma grande consolação espiritual" (1468). A paz, que é um dom de Deus, vem à nossa alma quando nos reconciliamos com Ele pela Igreja. Depois de recebermos o dom da paz, trazemo-la em nós.
PAZ! Por meio da oração, da Confissão, do jejum e da conversão, recebemos de Deus o dom da paz. A paz exclui o medo. Nossa Senhora nos diz: E vocês não tenham medo, porque quem reza não tem medo do mal e não tem ódio no cora-ção (25.9.01). Só poderemos dar testemunho da paz se não tivermos medo nem ódio no nosso coração, mas, sim, unicamente amor. Os portadores da paz são os que amam e unem o mundo. O medo não é de Deus, é um pecado de desespero. Quando temos medo, não confiamos em Deus. Dizemos que Ele não pode resolver os problemas, ou que não é suficientemente forte para modificar a situação. Não se pode ser portador da paz se se tem medo ou ódio. Odiar é ser instrumento do inimigo; amar é servir a Nossa Senhora. Com o amor vocês mudam em bem tudo isso que Satanás quer destruir e de que deseja apropri-ar-se (31.7.86).
Um verdadeiro portador de paz é aquele que bendiz. Nossa Senhora diz: Bendigam e procurem a sabedoria do Espírito Santo para que os guie neste tempo (25.5.01). Para sermos portadores da paz deveremos ser mensageiros das bênçãos de Deus que recebemos por meio de Nossa Senhora em Mediugórie. Devemos transmitir esta benção a cada pessoa que encon-trarmos, a todos os que conhecemos, a todas as pessoas que trazemos em nossos corações e em nossas orações. Quando abençoamos, não podemos odiar. Quando abençoamos, não temos medo. "Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chama-dos filhos de Deus" (Mt 5, 9). Sejamos obreiros da paz, abençoemos, sejamos portadores de paz!
Para aqueles que até agora ainda não corresponderam aos apelos de Nossa Senhora, não é tarde demais. Podemos despertar nossos corações a partir de hoje, começando a viver Suas mensagens. Assim poderemos tomar parte no Seu plano de paz. O Bem é muito mais poderoso do que o Mal, e o plano de Nossa Senhora é muito mais poderoso que o do inimigo. Despertemo-nos para o Seu apelo, tornemo-nos portadores da paz!                                      Cathy Nolan
 
Comecei a chorar, chorar
Eu relutava em ir a Mediugórie, porém minha irmã insistia. Estive casada por mais de 20 anos com um homem maravi-lhoso. Para mim, foi o primeiro casamento, porém o segundo para ele (estava divorciado de sua primeira mulher). Desde o momento em que nos casamos, sofremos bastante. Nossa família afastou-se completamente de nós. O sacerdote local de nosso pequeno povoado disse-nos que vivíamos em pecado. A mim me custava acreditar que fosse pecado, pois meu es-poso era um homem bom e fiel em todos os aspectos.
Faz dois anos que meu esposo faleceu. Senti-me muito sozinha depois disso. Minha irmã pressionou-me a que eu procu-rasse a Igreja. Cada vez que tentava, sentia algo que me impedia de fazê-lo. Eu tinha vergonha e, por outro lado, sentia-me ferida por causa daquelas pessoas que tinham me acusado, embora dissessem que amavam a Deus. Mantive-me lon-ge da Igreja.
Quando minha irmã convidou-me a acompanhá-la numa peregrinação a Mediugórie, não me entusiasmei, embora acei-tasse a oportunidade de fazer algo diferente da minha rotina diária. Como já mencionei, só pensar em rezar causava-me náuseas. Embora desejasse viajar, não queria ir em peregrinação. Contudo, encontrei-me viajando para Mediugórie, em junho deste ano, por ocasião do 20º aniversário de umas aparições em que eu não acreditava! A  todo momento procura-va fugir das atividades religiosas, especialmente da oração, da Adoração ou da Missa. O guia, porém, sempre me convi-dava a participar dessas celebrações quando eu o desejasse. Mesmo resistindo ao convite, no fundo eu queria ficar junto do guia porque parecia muito seguro do que dizia sobre Nossa Senhora. Ele foi a primeira pessoa que não fez grande alarde sobre os milagres de Mediugórie, mas falava sobre as mensagens de amor que Nossa Senhora tem para com todos nós. Isto fez-me sentir mais confortável.
Ao descer do Navio em Split, senti-me enjoada e tive ódio de mim mesma e de minha irmã por ter me levado. Porém, quando chegamos a Mediugórie senti como que algo especial  se movia em meu coração. Depois de falar com o guia dentro do ônibus, algo dentro de mim me dizia que me dera uma oportunidade. O guia mencionara que Nossa Senhora ti-nha vindo para tomar conta de seus filhos enfermos de uma forma especial. Ele compartilhou comigo sua própria conver-são. Também me disse que não procurasse sinais no céu, nem na natureza, mas que olhasse em meu interior, que abrisse meu coração nos próximos  quatro dias que permanecêssemos em Mediugórie. Eu desejava fazê-lo com todas as minhas forças. Quando o guia me mostrou a colina das aparições, senti que algo dentro de mim impulsionava-me a subir. Apesar de ter medo de subir montanhas, subi com nosso grupo rezando o Rosário (que eu estava aprendendo novamente!). Lá no alto, senti o desejo de ficar sozinha. Por isso, dirigi-me a uma cruz de madeira, um pouco distante do grupo, e ali perma-neci.
Estava profundamente concentrada em mim mesma, desejando saber se meu esposo tinha ido para o céu. Ele foi um bom marido e rezei por ele. Quando resolvi ir embora, procurei o guia e o grupo, mas já tinham ido. Assim, um pouco tris-te, comecei a procurar alguém que me ajudasse a encontrar o caminho de volta. Comecei a caminhar e, de repente, avis-tei um sacerdote. Perguntei-lhe se falava espanhol. Para minha surpresa, respondeu-me que sim. Por isso, perguntei que caminho tomar para descer a colina. Ele quis saber por que eu já ia embora. Disse-lhe que já tinha visto o lugar. Respon-deu-me que eu não estava ali para ver, mas para rezar, já que esse era o único meio como realmente poderia enxergar com os olhos de meu coração. Senti-me à vontade com ele e respondi-lhe que já tinha rezado. Ele, porém, disse-me que era preciso rezar mais. Foi então que me dei conta de estar falando a um sacerdote, em espanhol! Alegrei-me de poder falar com alguém além do sacerdote que acompanhava o nosso grupo, posto que sentia vergonha de revelar-lhe meus pen-samentos. Também me lembrei que o guia tinha dito que pedisse a Nossa Senhora para colocar um sacerdote santo em minha vida, a fim de que pudesse ajudar-me a distinguir meus sentimentos e abrir meu coração. Por isso pensei: Quão depressa aten-deu o meu pedido!
Perguntei ao sacerdote se podia falar-lhe sobre mim e então comecei a contar-lhe minhas dúvidas, minha vida e sobre meu esposo, meus filhos e minha viagem a Mediugórie. Descrevi-lhe o meu profundo desejo de aproximar-me da Eucaris-tia e falei-lhe do meu medo de que isso pudesse ser um pecado, já que estivera casada com um homem divorciado. Ex-pliquei-lhe que amava o meu esposo. Foi curioso porque falei-lhe e falei-lhe, e ele escutou com uma atenção incrível, sem jamais me interromper. Quando terminei, ele olhou nos meus olhos com um olhar que jamais esquecerei, um olhar pro-fundo, pleno de compaixão e de amor, amor de alguém que está aí somente para ajudar. Então ele me falou da importân-cia da Reconciliação e do dom incomensurável que ela é para nós, como Jesus estende Suas mãos para abraçar todos os nossos pecados e curar nossos corações. Ele recordou-me algumas passagens do Evangelho, como a cura do homem pa-ralítico e o perdão a Maria Madalena. Perguntei-lhe se acreditava nas aparições. Disse-me que uma mãe sempre busca seus filhos, especialmente quando estão enfermos. Disse que a humanidade está enferma hoje em dia e perdeu a fé. Po-rém é preciso rezar, jejuar e viver de acordo com o Evangelho para descobrir um mundo maravilhoso. Ele me disse que precisamos ter fé e que por meio da oração a fé volta mais forte.
Começamos a descer a colina e, depois de um momento, percebi que lhe tinha contado toda a minha vida, que precisa-va pedir-lhe sua benção e o perdão de meus pecados. Ele me olhou e colocou sua mão sobre minha cabeça. Disse-me que procurasse confessar-me com um sacerdote, que buscasse a Confissão sacramental. Perguntei se poderia confessar-me e ele respondeu-me que já tínhamos conversado, porém que eu precisava me confessar antes da Missa, durante o Rosário. Disse-me que procurasse o sacerdote no segundo confessionário do lado de fora da igreja.
Naquela tarde, peguei o Rosário que o guia me dera e fui diretamente ao confessionário que o sacerdote me indicara, esperando encontrá-lo ali. Porém, para minha surpresa, encontrei um sacerdote da Argentina (creio) e recebi o sacra-mento da Reconciliação. Foi como um bálsamo para o meu coração! Realmente pude sentir a cura de todas as minhas fe-ridas. Tive a sensação de pertencer a Deus e a Jesus. Comecei a chorar, chorar. Já era hora de comungar quando parei de chorar e, pela primeira vez, em mais de vinte anos, recebi a Eucaristia, santo alimento! Recordo a passagem do maná do céu... e estive caminhando no deserto sem este alimento maravilhoso!
Naquela noite, enquanto caminhava com o guia, contando-lhe sobre este acontecimento maravilhoso, vi uma pequena estampa com a foto do sacerdote com quem eu havia falado aquele dia na colina. Mostrei-lhe e disse que era o sacerdote sobre o qual lhe tinha falado. Recordo que o guia alterou o semblante e demonstrou uma expressão rara, porém, sem dizer uma palavra sequer, desculpou-se com o pretexto de ir buscar umas medalhas na lojinha. Percebi que seus olhos estavam úmi-dos.
Agora compreendo porque ele não quis dizer-me quem era o sacerdote. Porém minha irmã contou-me que era o Frei Slavko, um sacerdote santo que morrera em novembro do ano passado. Agradeço-lhe por não ter comentado comigo na-quele momento, porque eu não teria compreendido. Agora posso ir pelo mundo e compartilhar o incrível amor que recebi de meu Senhor Jesus e o incrível presente que Nossa Senhora me deu em seu aniversário!
Agora rezo, jejuo e assisto diariamente a santa Missa. De maneira alguma perco a Eucaristia, depois de tudo o que perdi durante tantos anos. Quero reparar por estes anos perdidos. Rezo para que aquele guia continue levando a Mediugórie e a Nossa Senhora muitas pessoas como eu que caminham nas trevas. Também rezo por minha mãe que morreu há dez anos. Foi uma mulher muito piedosa e quando eu lhe perguntava por que rezava tanto, ela simplesmente me dizia que al-gum dia eu iria compreender. E agora o compreendo, suas orações me trouxeram a luz dez anos depois. Agora posso re-conhecer o valor de todas as minhas orações. No dia 2 de cada mês levanto-me às 4hs da manhã para rezar com Miriana e com Nossa Senhora por aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus. Rezo por todos aqueles que têm o coração transtornado e especialmente por aqueles que fazem  guerra. Estou certa de que, se jejuarmos e orarmos, eles se con-verterão e aí, sim, o Coração de Nossa Senhora e o Sagrado Coração de Jesus triunfarão.
Testemunho narrado por Roberto, guia de peregrinos do México, a respeito de uma peregrina do seu grupo,  Carmen, moradora próxima da Cidade Valles em Tamaulipas.   ( Cathy Nolan)
 Neste mês de novembro, recordamos que Frei Slavko Barbaric foi para o Céu há um ano (24.11.00). No dia seguinte de sua partida, Nossa Senhora deu a seguinte mensagem: Queridos filhos! Hoje, quando o Céu está perto de vocês de maneira especial, convido-os à oração... Alegro-Me com vocês e desejo dizer-lhes que seu irmão Slavko nas-ceu para o Céu e que intercede por vocês.
Frei Slavko Barbaric
11.4.1946—24.11.2000
 Querido Frei Slavko! Antes de tudo, pergunto-lhe: Como o senhor está? Bem? Penso que sim. Quando fecho os olhos penso quanto tudo é belo para o senhor agora: Ver plenamente o Senhor e Deus, que sempre adorou com fé e obstinação, mesmo nas dores e nas lágrimas. Só diante dEle o senhor se ajoelhou. Ele era e é o seu único Deus. Obrigada, por ter-nos aproximado dEle com sua constante presença em todas as atividades de Mediugórie.
O Senhor o encontrou trabalhando quando veio ao seu encontro no Krizevac. Sua última mensagem para mim foi esta: «Não vens repousar no Céu?». Este era o seu desejo e o senhor foi ouvido.
Está junto da Santíssima Virgem Maria, sua Mãe e Rainha, com o dom com que o esperava: a santidade. E não foi as-sim tão difícil. Quando o observo, vejo-o a rezar com o coração, obedecer, aceitar a Graça de Deus na vida, servir, não dominar, ser fiel, perseverar, jejuar e rezar, louvar, amar, amar e até amar sem esquecer de louvar a Deus e conseguir sorrir.
Sim, Frei Slavko, sua vida deixou uma marca evidente. O senhor faz falta a todos, mas está sempre presente e ajuda a todos os que lhe pedem. Provavelmente ajuda sobretudo os que não lhe pedem. O senhor ama imensamente a todos e nós também amamos o senhor.
Mais tarde ou mais cedo encontrar-nos-emos todos para louvar, adorar e rezar a Nosso Deus, na vida eterna.
Por fim, uma última pergunta: Nunca teria pensado que Nossa Senhora iria falar do senhor na mensagem do dia 25?
Não é maravilhoso? Como estou contente com o senhor e, Deus meu, quanto me falta.
Milona de Habsburg
(Em 1985, Milona de Habsburg foi a Mediugórie e lá permaneceu por 10 anos, tendo a graça de colaborar intensamente no Santuário da Rainha da Paz, junto a Frei Slavko Barbaric)
Eco de Maria
 "... O jejum permite ao homem compreender que não vive somente do pão terreno. O jejum conduz à Eucaristia, con-duz o homem a uma libertação interior, à abertura e à purificação do coração, a encontrar os verdadeiros valores. O silên-cio permite ao homem entrar na profundidade do seu coração e ali encontrar o Senhor, entregar-se a Ele, abrir-se ao seu ambiente e às pessoas. A experiência da oração nos convida a rezar mais e melhor. Que as decisões sejam tomadas de-pois da oração..."
(Retiro na "Domus Pacis", Mediugórie, de 25 a 29 de setembro de 2001)
Peregrinações 2002
21º Aniversário das Aparições
Mediugórie (10 dias)
22/Jun - 1/Jul
Reserve logo sua vaga!
Demonstração de amor
Agradecemos aos leitores que têm demonstrado seu amor a Nossa Senhora, provendo os  recursos necessários à edição men-sal do nosso Informativo. As contribuições poderão ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.
Nosso agradecimento especial às pessoas que estão colaborando com as obras sociais desenvolvidas pela Comunidade Servos da Rainha. Solicite seu carnê de contribuição.