Mediugórie - Eco 191
Fevereiro de 2002 - Apresentação do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.01.02:
 
 Queridos filhos! Neste tempo, enquanto vocês ainda olham para o ano passado, convido-os, filhinhos, a olharem profundamente o seu coração e a decidirem-se estar mais próximos de Deus e da oração. Filhinhos, vocês ainda estão presos às coisas terrenas e pouco, à vida espiritual. Que também este meu convite de hoje seja para vocês um estímulo a decidirem-se por Deus e pela conversão diária. Vocês não podem se converter, filhinhos, se não deixarem os pecados e se não se decidirem pelo amor a Deus e ao próximo. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Olhar dentro do coração
 Nossa Mãe nos exorta a tirar os olhos do passado, dos anos passados, e a voltá-los para o nosso coração, no qual habita Deus. O passado já não existe e o futuro ainda não chegou; o mais importante é o presente, agora, este momento que ja-mais voltará. Nosso futuro depende somente de nós. Neste momento cabe-nos escolher ou não a Deus. Agora podemos escolher a oração, abrir nosso coração ou fechá-lo. Maria em suas mensagens tem freqüentemente falado do coração: Rezem com o coração, jejuem com o coração, adorem meu Filho com o coração, sigam-Me com o coração. Pos-suímos o sentido da vista para ver, os ouvidos para ouvir, e um órgão para a oração, o coração. Podemos fazer uma ora-ção também sem o coração, podemos fazer muitas coisas sem o coração. Um cozinheiro pode cozinhar sem amor, os médicos podem curar sem coração, os negociantes podem trabalhar em seus negócios sem coração, os funcionários em diferentes ofícios podem esperar mal-humorados, também sem coração. Tudo isso é semelhante à comida sem sal: tudo se torna insípido e sem vida. Nossa Mãe celestial deseja despertar nossos corações adormecidos.
 Sente Deus o coração e não a razão. Como diz o pequeno príncipe: "Somente com o coração se vê bem e as coisas im-portantes permanecem escondidas." Às vezes, é necessário fechar os olhos para ver melhor.
 Podemos falar a Deus somente com o coração e com amor e não apenas com a razão. Quando a Bíblia e Nossa Senho-ra falam do coração, não se trata apenas de um órgão e nem só das emoções, nem de um sentimento de alegria ou de dor, mas sim de um espírito que não conseguimos ver com os olhos. Não vemos as raízes da árvore, mas ela vive graças às raízes.
 É difícil separar-se das coisas terrenas que não saciam, mas enganam. São Paulo diz: "... Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Quem me livrará deste corpo que acarreta a morte? Graças a Deus por meio de Cristo, Nosso Senhor" (Rm 7, 19.24)
 Nossa Senhora nos coloca nas mãos um instrumento e cabe a nós ouvi-La ou não. Nossa vida é como uma pessoa que está se afogando. Atiramos-lhe um salva-vidas para salvar-se. Cabe a ela pegá-lo ou não. A mão de Nossa Senhora está estendida a cada um de nós. Seguremo-la hoje e não amanhã, seguremos ao menos na orla de sua veste para que nos tire das trevas, da desconfiança, da dúvida e da desilusão, para uma nova vida com Cristo. É necessário desapegar-se de todo pecado: mentira, egoísmo, ódio, orgulho, blasfêmia, luxúria, alcoolismo e malvadeza. Sem uma separação dessa forma não é possível seguir adiante, da mesma forma como não é possível navegar mar a dentro em uma barca presa à costa. Assim é inútil remar. É necessário desamarrar a embarcação. Também nós devemos desprender-nos de tudo quanto nos torna prisioneiros, de forma que nossa Mãe Celestial possa conduzir-nos a Cristo. Paz e Bem.
Frei Liubo Kurtovic - Mediugórie, 26.01.2002
 
Notícias de Mediugórie
Vicka se casa com Mário
 
 No dia 26 de janeiro de 2002, sábado, foi celebrado, na Igreja paroquial de Mediugórie, o casamento de Vicka Ivankovic, natural de Mediugórie, e de Mário Miatovic, natural de Saraievo.
 O casamento foi celebrado por Fr. Branko Rados, pároco de Mediugórie. A santa Missa foi concelebrada por Fr. Iozo Zovko, Fr. Ivan Landeka e por mais de 20 sacerdotes de várias partes do mundo. Esse casamento atraiu centenas de amigos de todas as partes e mais de 30 fotógrafos e jornalistas. Vicka, a vidente sempre sorridente, que ainda hoje tem aparições diárias de Nossa Senhora, terá a seu lado, a partir de agora, um companheiro com quem partilhar o amor eter-no. Ele será um apoio seguro a serviço das mensagens de Nossa Senhora.
 Foi justamente este o tema da homilia do Fr. Branko: sal e luz. Sal da terra e luz do mundo. Vicka, a serviço das mensa-gens de Nossa Senhora, e Mário, por muito anos, colaborador de Fr. Slavko Barbaric na Vila da Mãe, já têm levado muita luz a inúmeras pessoas e têm dado assim muito sal cristão que dá sabor à vida. De agora em diante, eles farão isso jun-tos, com o Crucifixo em suas mãos, e com Jesus, forte laço de seu amor.
 Depois da cerimônia, Vicka e Mário consagraram sua união, por meio da oração, a Nossa Senhora, Rainha da Paz. Ra-pazes e moças da Comunidade Cenáculo cantaram e tocaram durante o casamento. Irmã Elvira, que veio a Mediugórie para essa solene ocasião, e os noivos, juntaram-se a eles e cantaram após a Santa Missa.
 Daqui para frente, Vicka receberá o sobrenome de seu marido: Miatovic. Morarão na casa de Krehin Gradac, próximo a Mediugórie. Ela, porém, continuará recebendo peregrinos e dando testemunho das mensagens de Nossa Senhora nas es-cadas de sua velha casa em Biakovici.
 Que Deus os abençoe e lhes dê a graça e a força para continuarem juntos, amando e servindo, como sempre fizeram. Alegremo-nos com eles.
Press Bulletin
O casamento de Vicka
Muitas pessoas comentam o casamento de Vicka com Mário, porque ela, como ninguém, encarna com alegria "a escola de Maria" em Mediugórie, tornando-lhes o Céu muito próximo, numa palavra, acessível; alguém que lhes permite tocar concretamente o Coração de Nossa Senhora. São incontáveis as bênçãos, as conversões e, mesmo, as curas ligadas à oração ou ao testemunho de Vicka. Entre tantos outros, Elisabeth, de Londres, conta-nos:
"No ano passado, vim ao Festival dos Jovens para encontrar-me com Nossa Senhora, mas não sabia muito bem onde encontrá-La. Na verdade, eu ainda não era uma fiel praticante. Não compreendia porque todos iam à igreja e sempre re-zavam. Para mim, aquilo não fazia sentido. Não tinha lido nada sobre Mediugórie. Desejava que a experiência fosse com-pletamente nova. Pensava: ‘Se Nossa Senhora está realmente aqui, Ela mesma me fará sabê-lo’. Não quero ser influenci-ada pelos outros. Portanto, eu nada sabia sobre Mediugórie, sobre os videntes... Passei a maior parte do meu tempo sozi-nha, nos cafés ou a vagar de um lado para outro, chorando e sentindo-me absolutamente só. Um dia, todas as pessoas fo-ram rezar o Rosário na Colina das Aparições. Eu não tinha terço, não sabia o que era, nem porque as pessoas rezavam assim. Parecia-me uma repetição de palavras que não despertavam interesse, parecendo não ter grande coisa a ver com Deus. Então pus-me a caminhar pela pequena rua que bordeja o sopé da Colina e vi, no seu jardim, Vicka, uma das vi-dentes. Não sabia que era Vicka, porque nem mesmo sabia qual era o seu aspecto. Mas logo que a vi, soube que era uma vidente. Via-a do outro lado da rua. Ela poderia ser uma pessoa qualquer! Mas, imediatamente, comecei a chorar, porque nunca tinha visto ninguém tão cheio de luz, tão cheio de amor. Ela irradiava. Sua face irradiava como um farol; então pre-cipitei-me para o outro lado da rua e fiquei lá, apoiada a um canto do seu jardim, olhando-a como se tivesse na minha frente um anjo ou a própria Virgem. Não falei com ela. A partir desse momento, fiquei sabendo que Nossa Senhora apare-ce aqui e que Mediugórie é  um lugar santo."
Nestes dias, Elisabeth está novamente em Mediugórie. Ela testemunha que a escola de Maria e Suas mensagens transformaram toda sua vida. O sol do amor de Deus veio triunfar sobre aquela névoa informe que antes pesava sobre seu coração.
Na quinta-feira passada, Denis Nolan e eu tivemos um encontro com Vicka. Eis, a seguir, alguns trechos da nossa con-versa (é gratificante ver com que naturalidade Vicka domina as profundas verdades da Doutrina, a liberdade e a respon-sabilidade pessoais, sem jamais ter estudado).
Pergunta: Vicka, como vê o caminho do matrimônio que você escolheu?
Vicka: Veja! Todas as vezes que Deus nos chama, devemos estar prontos, do fundo do coração, para responder ao apelo. Procurei responder ao apelo de Deus transmitindo as mensagens durante 20 anos. Fi-lo por Deus, por Nossa Se-nhora. Durante esses 20 anos, fiz isso sozinha. Nada vai mudar, a não ser que o farei por meio de uma família. Deus chama-me a fundar uma família, uma família santa, uma família para Deus. Você sabe, tenho uma grande responsabilida-de perante as pessoas. Elas procuram modelos, exemplos a seguir. Então gostaria de dizer aos jovens: não tenham medo de se comprometerem com o casamento, de escolher o caminho do casamento! Mas, para seguir um caminho seguro, seja este ou outro, o mais importante é colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida; colocar a oração em primeiro lugar, começar o dia rezando e terminá-lo em oração. Um casamento em que não se reza, seguramente não perdura, é vazio. Onde há amor, há tudo. Mas é preciso sublinhar uma coisa: o amor! Sim, mas que amor? Primeiro o amor a Deus, depois o amor à pessoa com quem irá conviver. E, depois, no caminho da vida, não esperar do casamento uma vida cor-de-rosa em que tudo seja fácil... Não! Quando se apresentam as ocasiões de sacrifício, de pequenas penitências, é preciso ofere-cê-las sempre ao Senhor, de todo o coração. Agradecer todos os dias ao Senhor por tudo o que aconteceu ao longo do dia. Por isso, digo: Queridos jovens, queridos noivos, não tenham medo! Façam de Deus a pessoa principal de sua famí-lia, o Rei de sua família. Coloquem-No em primeiro lugar, e Ele os abençoará, não só a vocês, mas também a todos os que se aproximarem de vocês.
P.: Depois do casamento, habitará em Mediugórie?
Vicka: Habitarei a alguns quilômetros daqui, mas creio que quase todas as manhãs estarei no meu posto (a escada da casa azul). Não tenho que mudar de missão, sei bem onde é o meu lugar! O meu casamento não vai mudar nada disso.
P.: Que pode dizer-nos de Mário, com quem vai se casar no dia 26 de janeiro?
Vicka: Para mim é difícil falar. Mas entre nós há uma certeza: a oração. É um homem de oração. É um homem bom. É um homem profundo, o que é muito belo. E depois, o nosso relacionamento é muito bom. Há verdadeiro amor entre nós, e então, pouco a pouco, vamos construir.
P.: Vicka, como pode uma jovem saber com que rapaz se casar?
Vicka: Sabe, com a oração é fácil, o Senhor e a Virgem respondem. Se na oração perguntar qual é a sua vocação, o Senhor certamente responde. Você deve ter boa vontade. Mas não deve se precipitar. Não ir depressa demais e pensar, ao ver o primeiro rapaz: "Este rapaz é para mim". Não, não deve fazer isso! É preciso ir devagar, rezar e esperar o mo-mento de Deus. O momento certo. É preciso ser paciente e esperar que seja Ele, Deus, que envie a pessoa certa. A paci-ência é muito importante. Todos temos tendência a perder a paciência, temos muita pressa e, depois, quando nos enga-namos, dizemos: "Mas por que, Senhor? Na verdade, este homem não era para mim". Claro, não era para você, mas era preciso ter paciência. Sem paciência e sem oração, nada pode resultar. Hoje devemos ser muito mais pacientes, mais abertos, para responder ao que deseja o Senhor.
Se alguém tem medo de mudar de vida e pensa : "Estou muito mais tranqüilo só", guarda em si mesmo o medo. Deve-mos libertar-nos de tudo o que nos perturba no fundo de nós próprios e então poderemos fazer o que o Senhor quer. Não podemos pedir uma graça e dizer: "Senhor, concedei-me esta graça", quando estamos interiormente bloqueados. Essa graça nunca nos chegará, porque no nosso interior não estamos ainda prontos. O Senhor deu-nos a liberdade, e deu-nos também a boa vontade, por isso devemos libertar-nos dos nossos bloqueios. Depois, depende de nós sermos ou não li-vres. Todos temos tendência para dizer: "Deus isto, Deus aquilo, faz assim, não faz assim"... Deus age, é certo! Mas eu própria devo ajudar e ter vontade. Devo dizer: "Quero-o, então faço-o".
P.: Vicka, você pediu a opinião de Nossa Senhora sobre seu casamento?
Vicka: Bem, eu sou como as outras pessoas: o Senhor deu-me a possibilidade de escolher. Devo escolher com todo o meu empenho. Seria muito cômodo se a Virgem nos dissesse: "Faz isto, faz aquilo". Não, Ela não utiliza esse meio. A to-dos nós Deus deu grandes dons, a fim de podermos compreender, no nosso íntimo, o que Ele nos reserva. (Vicka não fez a pergunta sobre o seu casamento à Gospa porque, diz ela: "nunca lhe faço perguntas para mim").
P.: Vicka, para muitos celibatários consagrados, você representava um pouco o seu "modelo" em Mediugórie. Agora vai se casar. Você tem algo a lhes dizer?
Vicka: Durante estes 20 anos, Deus chamou-me a ser um instrumento em Suas mãos desta maneira (celibatária). Se eu representava um "modelo" para essas pessoas, agora nada muda! Não vejo a diferença! Se tomamos alguém como exemplo, é preciso que também o deixemos responder ao apelo de Deus. Se Deus agora quer chamar-me a uma vida de família, de família santa, é porque Deus quer esse modelo, e eu devo corresponder. Não devemos olhar o que faz este ou aquele à nossa volta, mas olhar para nós mesmos e encontrar em nós aquilo a que Deus nos chama. Ele chamou-me a viver 20 anos de determinada maneira, agora chama-me a outra coisa e devo agradecer-Lhe. Tenho de Lhe responder também por esta outra parte da minha vida. Hoje, Deus precisa de exemplos de boas famílias, e eu creio que Nossa Se-nhora quer agora fazer de mim um exemplo, desta maneira. O exemplo, o testemunho que o Senhor espera que demos, não é olhando os outros com quem nos encontramos, mas escutando, cada um, o apelo pessoal de Deus. É esse o teste-munho que nós podemos dar! Não devemos procurar a nossa própria satisfação nem fazer o que queremos fazer. Antes, é preciso fazer o que Deus quer que façamos. Por vezes somos demasiado apegados ao que nos agrada e olhamos pouco ao que agrada ao Senhor. Assim, podemos viver uma vida inteira, deixar passar o tempo e apercebermo-nos, no último momento, de que nos enganamos. O tempo passou e não fizemos nada. Mas é hoje que Deus dá olhos a seu coração, olhos a sua alma, para poder ver e não perder o seu tempo. Este tempo é um tempo de graça, mas é um tempo em que é necessário fazer escolhas e estar cada vez mais decidido sobre o caminho que escolhemos.
Irmã Emmanuel - Childrenofmedjugorje
Frei Leonardo partiu
 Frei Leonardo Orec, frade franciscano muito conhecido e amado em Mediugórie e na Herzegovina, faleceu em Zagreb no dia 21 de janeiro de 2002, com 74 anos, após uma grave doença.
 De 1988 a 1991, Frei Leonardo prestou serviço em Mediugórie, inclusive como pároco de Mediugórie durante mais de um ano. Durante os três anos que esteve em Mediugórie, deixou marcantes realizações como sacerdote sábio e inteli-gente e difundiu com fervor a mensagem de paz e reconciliação de Nossa Senhora. Foi um período em que nasceram muitas idéias do seu coração e de sua mente, realizadas durante os anos seguintes. Nos tempos difíceis da repressão co-munista e das tensões beligerantes em nossas regiões, ele não se esquivou, mas resistiu com coragem e sabedoria a to-dos os ataques, inclusive daqueles que não entendiam sua visão do desenvolvimento do Santuário. Entre outros, fundou a Associação de guias de peregrinos na paróquia de Mediugórie, colocando os guias sob a proteção da igreja, aconselhan-do-os a viverem a difusão das mensagens de Nossa Senhora em primeiro lugar, como missão. Fundou também o Centro Mir (Centro de Informações de Mediugórie), criado em 1993 para difundir a mensagem de Nossa Senhora pela mídia, que representa um ponto de referência para os peregrinos em Mediugórie e seus amigos em todas as partes do mundo.
 Conhecendo muitas pessoas de todas as partes e a situação difícil da nossa gente por causa da guerra, fundou a associ-ação humanitária "Medjugorje-Mir" em Split, em 1992. Graças aos amigos de Mediugórie, essa Associação distribuiu de-zenas de toneladas de ajuda humanitária durante a guerra, ajuda que ainda continua até nossos dias. Frei Leonardo tra-balhou também com a renovação espiritual  das pessoas feridas pela guerra e, de acordo com a mensagem de paz e de reconciliação de Nossa Senhora, promoveu a união entre as nações e as religiões.
 A partir de 1997, Frei Leonardo prestou serviço na Cúria Geral Franciscana em Roma. Com a idade de 70 anos, apren-deu a falar italiano e a usar o computador. Permaneceu em Roma até julho de 2001, quando adoeceu seriamente, no ani-versário de 50 anos de sua ordenação sacerdotal.
 Todos aqueles que conheceram Frei Leonardo Orec recordá-lo-ão como grande homem, inteligente e pleno de esperan-ça. Era feliz por ser frade franciscano e a todos transmitia essa alegria.
 À luz de sua vida e de seus últimos dias, Frei Leonardo Orec, como homem e como fiel, pode-se descrevê-lo com as palavras de São Paulo: "Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé (2Tm 4,7).
 Frei Leonardo foi sepultado no dia 23 de janeiro de 2002, em Posusje, sua cidade natal. A cerimônia teve início com a Santa Missa na igreja paroquial, celebrada por Frei Slavko Soldo, provincial franciscano da Herzegovina, e concelebrada por mais de 120 sacerdotes.
 Estiveram presentes ao seu sepultamento um grande número de fiéis, muitas religiosas provenientes de toda a Bósnia, da Herzegovina e da Croácia, amigos de Mediugórie do exterior e amigos de longa data de Frei Leonardo, que o ajudaram no trabalho humanitário com a associação Medjugorje-Mir, em Split.
Ano Novo em Mediugórie
 Milhares de pessoas de todas as partes do mundo, especialmente jovens, participaram em Mediugórie da Vigília de fim de Ano e da Missa da meia-noite. A Vigília e a Adoração Eucarística foram conduzidas por Frei Branko Rados e Frei Liubo Kurtovic. Concelebraram a Santa Missa 108 sacerdotes dispostos em volta do altar e do presépio. Por causa da falta de espaço na igreja paroquial, muitos peregrinos e paroquianos foram acomodados na sala de conferências e no galpão construído para aquela ocasião. O programa foi acompanhado por meio de um telão. Eis uma parte da homilia de Frei Branko Rados:
 "O homem é grande somente quando não finge ser grande, somente quando está pronto a reconhecer a sua pequenez.
 São João Batista reconheceu: Não, não sou o Cristo. Sou aquele que prepara Sua vinda.
 Cristo revela-Se a nós grande em Sua pequenez de criança. Ele é Aquele que é maior do que toda a nossa força, do que nosso conhecimento e do que nossa inteligência, do que nossos pensamentos e do que nossos planos, do que nosso po-der e nossa riqueza.
 Deus, Senhor do tempo e da vida, deu-lhes vida e tempo. Em Seu Amor, Ele pensa em vocês desinteressadamente. Ele deseja que estejam aqui nesta noite assim como vocês são. Ele lhes deu aquilo que nenhum outro pode oferecer-lhes. Ele deu a vocês vida, amor, perdão, ajuda e felicidade. Não se esqueçam de que Ele deseja que sejam felizes, realizados como criaturas de Deus, como filhos de Deus. Este é também o desejo de vocês. Quem não quer ser feliz?
 O Menino Jesus recém-nascido nos diz nesta noite: Por vocês Eu chorei, por vocês caminhei sobre esta terra, por vocês intercedi, por vocês morri e ressuscitei. "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Comigo poderão resolver todos os pro-blemas. Eu enxugo toda lágrima, Eu curo toda dor, Eu, sozinho, posso destruir a falta de sentido de sua vida. Dou-lhes este Ano Novo para serem felizes. Estão dispostos a seguir-me?
 Ser feliz significa viver com Deus. Ser infeliz significa viver sem Deus. Meu desejo para o Novo Ano a todos vocês, que-ridos paroquianos, queridos peregrinos e amigos da Rainha da Paz é: Sejam felizes, sejam de Deus! Sejam de Deus hoje mais do que ontem. Sejam mais felizes em 2002 do que foram em 2001. Que no Novo Ano Cristo seja seu guia e seu mestre e a Rainha da Paz interceda por vocês e os console!
 Desejamos a cada um de vocês a abundância da bênção de Deus para o Novo Ano. Sejam felizes, pertençam a Deus! Paz a todos vocês!
 
Estatísticas de 2001
 Durante o ano passado, vieram a Mediugórie peregrinos de todos os continentes. Junto com eles, vieram também 1 Cardeal e 14 Arcebispos e Bispos. As Santas Missas foram concelebradas por 27.322 sacerdotes. Durante 2001, na paró-quia de Mediugórie foram distribuídas 1.164.000 santas Eucaristias.                    Press Bulletin
Paz:
fruto do amor e da oração
   por Iélena Vasili
Quando alguém perguntou a Santo Inácio como reagiria se sua Ordem acabasse, respondeu que lhe bastaria uma hora de oração. Não só ele, mas todos que rezam experimentam a paz como fruto da oração. Na oração, ou melhor, no encon-tro com Deus, quando o homem espiritual se abre a Deus, seu coração inquieto encontra repouso. A natureza do fogo é lançar as chamas para cima. De modo idêntico, também o desejo do homem tende para o alto. Somente seguindo esta ordem, a que o homem está destinado pelo vínculo da caridade, ele encontrará a paz. O homem inquieto é, pelo contrário, um homem disperso na própria afetividade e, portanto, incapaz de ordenar seus desejos que, em lugar de se voltarem para o alto, tendem para baixo. Uma pessoa assim é espiritualmente imatura e freqüentemente não tem paz. É como uma barca em constante naufrágio, que está sob a ameaça de ventos e marés que a agitam continuamente, uma barca em que, podemos  dizer, Cristo ainda dorme. Estes afetos, que Santo Agostinho identificou de maneira simbólica com os pés, isto é, como o movimento da alma, ainda caminhando sobre a terra, devem tender para o alto.
Desejo evitar que um raciocínio assim suscite idéias erradas, levando a pensar que estou condenando qualquer tipo de afeição terrena, justificando só o que se dirige a Deus. Devemos manter-nos longe de tal afirmação, pois o próprio Senhor ordena-nos que amemos o próximo — é um mandamento, não uma opção — mas fazê-lo sempre no contexto do Amor Divino. Isso nos leva a pensar que a felicidade humana é imperfeita e, por isso, incapaz de satisfazer o coração do ho-mem. A partir desta perspectiva, podemos concluir que o coração inquieto encontra repouso somente em Deus.
Nesta busca de paz, há outro tipo de erro que devemos evitar completamente: fazer da paz algo «absoluto». No passa-do, existia uma corrente mística chamada quietismo, na qual o homem colocava todas as suas forças na busca da paz e, em certo sentido, colocava Deus em segundo lugar. O Senhor convertia-se num instrumento para adquirir a paz, quando, pelo contrário, o que Jesus diz é: «Vim trazer a guerra e não a paz». O tipo de paz a que Jesus se refere é uma falsa paz: uma paz procurada sem a Cruz, sem a morte de si próprio, uma paz que nos faz recair no nosso egoísmo e nos nossos medos que, por sua vez, podem suscitar em nós uma espécie de fuga espiritual, mascarada por um aparente estado de paz.
A Paz é sempre fruto de algo: fruto da presença do Espírito Santo e das nossas boas obras. Normalmente, fala-se que temos paz de consciência depois de realizar boas obras. Falando misticamente, trata-se do repouso da alma, fruto de ter feito o bem. Fazendo o bem, a alma imita seu Criador que, depois de ter realizado a obra da Criação (que era boa a Seus olhos), no sétimo dia repousou. Podemos concluir, portanto, que a paz sem a realização do bem converte-se em paz apa-rente, ainda que também seja certo que o cristão, na busca da paz, viva uma espécie de paradoxo, porque deve contemplar sua cruz, da qual lhe virá a paz.
A fonte de nossa paz é a misericórdia de Deus. O homem, com sua queda, perdeu o sentido de justiça e a capacida-de de estabelecer a paz sobre a terra. Só com a intervenção da Graça, que é a nova ordem da criação, é possível haver paz na terra. Com confiança, precisamos buscar nossa paz no perdão do Pai, isto é, no Sacramento da Reconcilia-ção, a maior fonte de paz.
Peçamos esta graça à Rainha da Paz, que há mais de vinte anos ensina que a paz é um acontecimento pessoal entre Deus e o homem, um acontecimento «personalíssimo». Por isso, ela deve brotar do coração do homem que, por sua vez, deve levá-la à família, da qual irradiará para o mundo inteiro.
Eco de Maria - Portugal
Experiência de Mediugórie
Durante toda a segunda quinzena de janeiro, com a visita do Cônego Antônio Desan, de Araraquara (SP), foi possível realizar em nossa Comunidade toda a programação vespertina de oração, como se faz em Mediugórie: Reza do Rosário, Santa Missa, os 7 Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias, Adoração. Foi uma excelente oportunidade para as pessoas que ain-da não conheciam Mediugórie e para aquelas que, mesmo já conhecendo, puderam reviver sua viagem àquela Terra aben-çoada.
O Cônego Antônio Desan, grande amigo de nossa Comunidade e divulgador das mensagens da Rainha da Paz, veio acompanhado pelas paroquianas Santinha Haddad (organista) e Leila Maria (professora), e também pelo seminarista Nel-son (4º ano de Teologia).
 
Aos Peregrinos de 2002
21º Aniversário das Aparições
Mediugórie (10 dias): 22/Jun - 1/Jul
Diretor Espiritual:
nosso Bispo diocesano.
Ainda dispomos de algumas vagas!
Contribuições para o Eco
 
Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha
A nossos Benfeitores
Nosso agradecimento especial às pessoas que estão colaborando com as obras sociais desenvolvidas pela Comunidade Servos da Rainha. Como no ano passado, acolheremos este ano cerca de 500 crianças em nosso Educandário (jardim I, II e III e reforço escolar para alunos da 1º à 4º séries). Solicite seu carnê de contribuição.
Nosso endereço na Internet tem novo nome. Anote-o em seus "Favoritos":
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