Mediugórie - Eco
193
Abril de 2002 - São
Marcos
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.03.02:
Queridos filhos! Hoje os convido a unirem-se
a Jesus na oração. Abram-Lhe o seu coração
e dêem-Lhe tudo que há nele: as alegrias, as tristezas e as
doenças. Que este seja para vocês tempo de graça. Rezem,
filhinhos, e que cada momento seja de Jesus. Estou com vocês e intercedo
por vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Deus não é
um bombeiro
A Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha
da Paz, convida-nos à união com Jesus por meio da oração.
Há muito tempo aprendemos, no catecismo, que a oração
é um diálogo com Deus. Ao falarmos, temos necessidade de
um interlocutor, de outra pessoa. Com algumas pessoas é possível
manter um diálogo frio, que permanece apenas na superfície.
Há, no entanto, conversas que transformam, elevam e curam. A oração
é justamente este tipo de conversa, não com qualquer pessoa,
mas com Deus onipotente. O homem tem a possibilidade de dialogar com Deus,
com Jesus, porque possui um espírito divino. Porque Deus se fez
homem em Jesus, podemos falar humanamente com Ele. Temos o Espírito
Santo, fomos batizados e crismados, recebemos esta habilidade, este dom,
por meio do qual podemos estar mais próximos de Jesus.
Perguntemo-nos: onde está Jesus?
Melhor ainda, onde Ele não está? Para onde quer que olhemos,
podemos encontrá-Lo. Seu olhar e seus olhos observam com amor cada
um de nós. É importante estarmos conscientes disto para começarmos
o caminho para Ele. Jesus está sempre conosco e nós devemos
nos esforçar para estar com Ele.
A Mãe nos convida: Abram-Lhe o
seu coração e dêem-Lhe tudo que há nele. É
muito mais fácil repartir o pão com alguém, até
mesmo os bens e o dinheiro, do que acolhê-lo, levá-lo para
casa e abrir-lhe o coração. Permitir que alguém entre
nas regiões mais escondidas de sua alma é muito mais difícil.
É muito mais difícil compartilhar com alguém a parte
mais profunda de sua alegria, de seu sofrimento, das feridas e das cruzes
de sua existência. Seria possível fazê-lo com as pessoas
mais próximas, caso fosse possível realmente abrir-se profundamente
com as pessoas. Somos desconhecidos e misteriosos até mesmo para
nós próprios. Nós mesmos não nos conhecemos
em profundidade e menos ainda nos conhecem os outros. Somente Aquele, de
cujas mãos saímos, nos conhece e pode curar-nos, recuperar-nos
e preencher o vazio do nosso coração e da nossa alma. É
muito mais simples rezar que abrir o próprio coração.
Eis por que a oração não pode ajudar-nos, restaurar-nos,
pois é Deus Quem, na oração, ajuda-nos. Assim como
não é possível entrar em uma casa se as portas estiverem
fechadas, também Deus não ouve uma oração feita
sem o coração.
O maior sofrimento do homem é a
falta de confiança em Deus. Essa situação leva-o ao
medo, às dificuldades, às preocupações com
a vida e com o futuro. Se eu tiver medo que alguém possa derrubar-me,
matar-me, procurarei defender-me, proteger-me, fechando a porta à
chave. Mas, se eu tiver confiança, sentir-me-ei de forma diferente.
A mesma coisa vale também para o relacionamento com Deus. Se confio
nEle, se creio que minha vida com Ele vai ser feliz e plena, se aceito
suas palavras como divinas e não simplesmente humanas, se creio
que sua Palavra é verdade, que Ele tem palavras de vida eterna,
aí abrir-Lhe-ei as portas da minha casa e do meu coração.
Nossa Senhora nos assegura que este
é tempo de graça. Exorta-nos a não passar as horas
e os dias sem Jesus. Com Jesus tudo pode ser realizado. O problema fundamental
do homem é o seu distanciamento de Deus, trabalhar sem Ele, sem
contato com Ele. Pode acontecer com freqüência que O esqueçamos,
que O deixemos de lado ou, talvez, que O invoquemos somente para pedir
um urgente socorro quando estamos aflitos com algum problema. Talvez rezemos
cinco minutos ou meia-hora e, em seguida, O deixemos de lado em vez de
continuar a nos alimentarmos dEle.
Deus não é um bombeiro.
Ele deseja ser o meu e o seu companheiro de viagem, amigo e Salvador.
Acolhamos com seriedade as palavras
que brotam do Coração de Maria, nossa Mãe, para que
nossos dias não transcorram sem sentido e sem objetivo. Permitamos
a Jesus ressuscitar em nós também nesta Páscoa. Paz
e Bem a todos vocês.
Frei Liubo Kurtovic (Mediugórie,
26.03.2002)
O poder do sangue de Cristo
Queres conhecer o poder do sangue de Cristo?
Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa
do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano
e marcai as portas com o seu sangue. Que dizes, Moisés? O sangue
de um cordeiro tem poder para libertar um homem dotado de razão?
É claro que não, responde ele, não porque é
sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao
invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar
nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo,
o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.
Queres compreender mais profundamente
o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte
brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem
foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na
cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com
uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água,
como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia.
O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo
santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas
extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram
um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.
De seu lado saiu sangue e água.
Não quero, querido ouvinte, que trates como superficialidade o segredo
de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro
significado místico e profundo. Disse que esta água e este
sangue são símbolos do batismo e eucaristia. Foi destes sacramentos
que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela
renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo
e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a
Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada
Eva, sua esposa.
Por esta razão, a Sagrada Escritura,
falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e
carne da minha carne, que São Paulo refere, aludindo ao lado de
Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também
Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse
a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia,
também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de
sua morte.
Vede como Cristo se uniu à sua
esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer
e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta
com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à
luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem
deu o novo nascimento.
São João Crisóstomo,
bispo (séc. IV)
Notícias de Mediugórie
Ele é o princípio
e o fim
A vidente Miriana Dragicevic teve aparições
diárias de 24 de junho de 1981 até 25 de dezembro de 1982.
No última dia de aparição diária, depois de
confiar-lhe o décimo segredo, Nossa Senhora disse-lhe que, durante
toda a sua vida, ela teria uma aparição anual, no dia 18
de março. Assim tem ocorrido durante todos estes anos.
Milhares de peregrinos se reuniram para
rezar o Rosário que começou às 8h45 da manhã,
na Comunidade Cenáculo. A aparição teve início
às 9h27 e terminou às 9h34. No dia 18.03.2002, Nossa Senhora
deu a seguinte mensagem:
Queridos filhos! Como Mãe, imploro-lhes:
abram seu coração e ofereçam-no a Mim. Não
tenham medo. Eu estarei com vocês e ensiná-los-ei como colocar
Jesus em primeiro lugar. Ensiná-los-ei a amá-Lo e a pertencer
totalmente a Ele. Compreendam, queridos filhos, que sem Meu Filho não
há salvação. Vocês devem tomar consciência
de que Ele é o seu princípio e seu fim. Somente com esse
conhecimento podem ser felizes e merecer a vida eterna. Eu, como
Mãe de vocês, desejo isso para vocês. Obrigada por terem
correspondido a Meu apelo.
Encontro Internacional
Este encontro sob o tema REZEM, REZEM,
REZEM, ocorreu em Mediugórie entre os dias 17 e 21 de fevereiro.
No decurso de cinco dias, os participantes meditaram juntos sobre os temas
dos ensinamentos proferidos por Frei Ivan Dugandzic e Frei Ivan Landeka.
Estes encontros de Coordenadores dos Centros de Paz, de Grupos de Oração,
Peregrinações e Ajuda Humanitária são extremamente
importantes, tanto para quem vai a Mediugórie quanto para quem trabalha
nos serviços dos peregrinos. Além disso, a diversidade de
experiências no trabalho com os peregrinos oferece um mútuo
enriquecimento.
Press Bulletin
Voltem ao fervor inicial
Este é o tempo em que experimentamos
toda a nossa fragilidade, toda a nossa fraqueza. Freqüentemente, sentimos
que vencem os mais poderosos do que nós. Parece que estamos dentro
de uma rede da qual não sabemos como sair. Aí rezamos...
Nossa oração pode até ser um grito: Deus, onde estais?
Por que não nos socorreis? Por que não nos atendeis?
Quando os Apóstolos se encontravam
em dificuldades, diziam a Jesus: «Senhor, aumentai a nossa fé!»
Mas o Mestre não cedeu a seus pedidos.
Se tiverdes fé como um grão
de mostarda, direis a esta amoreira: arranca-te e planta-te no mar»
(Lc.17,6).
Como soa ao nosso coração
esta resposta de Jesus? Creio que todos desejaríamos uma fé
assim poderosa, capaz de transportar montanhas, para ordenar às
amoreiras a sua transplantação, para remover as montanhas
dos nossos problemas, remover os poderosos de nossos caminhos.
Neste ponto podemos compreender o sentido
profundo da resposta de Jesus. O homem egoísta queria logo a fé,
uma fé provida de certos poderes mágicos. Desejava utilizar
a fé para os seus «ritos», transformando a oração
numa fórmula mágica com tais poderes que lhe permitissem
governar sozinho o mundo e estabelecer a ordem como lhe conviesse. Mas,
o que aconteceria se Deus concedesse o poder que Lhe pedem os homens? Seria
um caos terrível, seria uma guerra sem fim, ou até, uma guerra
instantânea que destruiria tudo e todos.
Eis que sucumbe o que não tem a
alma íntegra, mas o justo vive por sua fé (Hab 2,4). Que
significa alma íntegra? É uma alma que quer entrar em harmonia
com Deus, é uma alma que a nada se apega, a ninguém, a não
ser a Deus. O apego a uma coisa que agrada, a uma pessoa simpática,
a um poder que está fora de Deus é uma idolatria, idolatria
que mostra, em seguida, sua falência e o caos que derivam da adoração
do mal, de um ídolo.
O justo viverá pela fé...
A fé é uma união profunda com Deus. A fé é
a fidelidade ao Amor de Deus. A fé é a adoração
a Deus e não a um ídolo. A fé é a luz que nos
faz compreender que todas as coisas estão nas mãos de Deus.
A fé é aquela luz que nos permite confiar a Deus o profundo
do nosso íntimo, as coisas misteriosas da nossa vida e quantos nos
rodeiam. A fé dá-nos a luz para confiarmos a Deus todos os
poderosos do mundo e colocar, sob o Seu poder, todas as coisas presentes
na terra.
Nesta fé renasce a nossa alma e
se eleva. Deus não nos responde até que a alma não
renasça, não se eleve e não realize o desígnio
divino. Às vezes, os profetas sofriam porque sentiam-se abandonados
por Deus. Até Jesus sofreu e exclamou na Cruz: «Meu Deus,
Meu Deus, por que Me abandonastes?» Mas por que acontece isto? Somente
para o nosso bem, a fim de que nossa fé possa ultrapassar nossa
lógica, nossas previsões, nossos limites, até os físicos,
a fim de ultrapassar também a fronteira da vida e da morte, para
entrar em harmonia com Deus, de modo que, por fim, não haja nenhuma
barreira entre nossa alma e Deus.
Enquanto não nos elevarmos a Deus
completamente, permanece dentro de nós um espaço para a inquietude,
para a preocupação. No nosso íntimo, desencadeia-se
a guerra, a acusação contra nós mesmos, contra os
outros, uma tendência para a união aos poderosos, mesmo aos
falsos, a unir-se a outras pessoas só para sentir prazer por um
instante, para obter um meio... Isto sempre conduz a um fracasso.
Por que, numa pessoa que reza, mesmo há
muito tempo, permanecem ainda tantos sentimentos negativos? Certamente
porque não se elevou a Deus e procura algo para si mesma, porque
procura os erros dos aliados e tem em si pensamentos de vingança,
de rebelião. Uma pessoa é atendida quando está elevada
a Deus, onde alcança a plenitude, sua plena realização
e, ao mesmo tempo, se torna instrumento perfeito pela ação
de Deus. E, quanto maior for o número dos justos, das pessoas que
permanecem fiéis a Deus, abertas por dentro à Graça
que torna a alma dinâmica, tanto mais se alargará a paz no
mundo.
A fé fraca produz um caráter
fraco. Torna-nos frágeis, sem força, sem coragem, esmagados.
Por isso, nossa oração é fraca.
S. Paulo escreve a Timóteo: Caríssimo,
eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição
das minhas mãos» (2Tim.1,6). Que dom de Deus temos dentro
de nós? Temos a vitória sobre o mal, sobre a morte. Dentro
de nós opera o Espírito Santo que ressuscitou Jesus! Temos
consciência desta grandeza? Quando rezamos, alcançamos este
poder? Toda oração precisa de serenidade, de sentimentos
de perdão, libertação interior. Se isto não
acontece, ainda não estamos abertos, permanecemos ligados a certas
coisas, a certas imagens, a certas pessoas, a pesos que esmagam. Pois Deus
não nos deu um Espírito de timidez, mas de fortaleza, de
amor e de sabedoria (2 Tim. 1,7).
S. Paulo envia seu discípulo em
missão. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de Nosso
Senhor, nem de mim, Seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado
pelo poder de Deus» (2 Tim. 1,8). Sofre também tu. Que quer
dizer isto? Significa não ter medo do sofrimento! Não te
deixes abater pelo sofrimento! Precisas de enfrentar as provocações,
as provas da vida... Tu tens o poder dentro de ti para enfrentares as provas,
para venceres o mal. Por que estás fechado? Por que estás
sobrecarregado? Por que arde em ti a tensão, a preocupação,
a vergonha? Manifesta o poder de Deus dentro de ti!
Quando o Senhor instruiu os Apóstolos
que Lhe pediam a fé, Jesus não dava uma resposta usando uma
varinha mágica, não lhes dava a fé, mas convidava-os
a crescer, a elevarem-se, a rejeitar o mal, a despertarem seu interior
e a entrarem em harmonia com Deus. Estes tempos estão repletos de
interrogativas muito profundas dirigidas a toda a humanidade. Essa situação
não se resolve com armas, nem com a política, nem com outros
meios humanos, mas somente com nossa resposta a Deus.
Estes tempos de grandes provações
são uma experiência positiva para todos nós, um convite
a entrar em oração e, por meio dela, elevar-nos a Deus com
fé, para alcançarmos a paz em nosso interior e levá-la
ao mundo.
Pe. Tomislav Vlasic (Eco de Maria)
A tarde cai e o dia já
declina
Fica conosco, pois cai a tarde e o dia
já declina, disseram os discípulos de Emaús a Jesus
(Lc 24,29). Como não Lhe fazer, ainda hoje, a mesma súplica:
Ficai conosco, amado Redentor! Por que se não fordes Vós
a vir socorrer-nos, quem o fará?
Conheço uma família muito
unida ao Senhor e à Virgem. Os membros dessa família rezam
juntos todas as noites, como pede Nossa Senhora. As crianças ouvem
os pais falar de Jesus como sendo o melhor amigo da família, o bom
pastor que invocam todos os dias. Colin é um dos 6 filhos, e a mãe,
Cathy, contou-me recentemente este maravilhoso sinal da proteção
divina sobre eles.
Uma noite, quando o deitava, Colin, de
três anos, disse-lhe:
- Mamãe, de noite ouço uma
voz que me diz: "Colin, a tua alma vai para o inferno!"
- Oh! Colin, não escute isso. Peça
a Jesus e Ele tomará conta de você! respondeu a mãe.
- Já o fiz e Jesus ensinou-me o
que devia responder - retorquiu Colin.
Então, ela perguntou-lhe o que
tinha dito Jesus e o pequeno Colin, de três anos, respondeu:
- Jesus disse-me: "Colin, quando ouvires
isso, dize: Jesus, guardai minha alma!"
Queridos amigos, Feliz Páscoa!
Na verdade, nós somos felizes porque temos Jesus por nós.
Nada temos a temer! Enquanto celebramos a Ressurreição, deixemo-nos
invadir pela graça que Jesus oferece a todos os que se decidem por
Ele: Sua vitória sobre o Mal, sobre o Maligno. Brademos ao mundo:
o Maligno é confundido até por uma criança de três
anos que simplesmente se agarra a Jesus! Irmã Emmanuel
Não perder um segundo
Em meados de março, alguns estudantes
da Universidade Notre-Dame, nos Estados Unidos, vieram passar as férias
da primavera em Mediugórie, onde encontraram o padre Mike, do Canadá,
que lhes consagrou algum tempo, encorajou-os e partilhou com eles suas
experiências. Uma noite deu-lhes o seu testemunho, com uma mensagem
muito especial.
Foi ordenado sacerdote aos 26 anos de
idade. Seis meses mais tarde, foi vítima de um grave acidente aéreo.
Em estado de choque, encontrou-se num túnel de luz e soube que era
a porta do Céu. Teve a experiência de uma alegria intensa
e de uma plenitude que nunca tinha conhecido antes. Na iminência
de encontrar o Senhor, estava repleto de paz. Naquele momento, tomou consciência
de que lhe era pedido voltar a viver na terra porque sua obra não
estava ainda terminada. Ele conta que voltou com um desejo incrível
de dizer a todos quantos encontrava que a vida é curta, que Deus
existe e que não devemos perder um só instante com coisas
de somenos importância. Aí acordou. Estava no hospital.
Durante a convalescença, que durou
cerca de um ano, padre Mike não contou a ninguém sua experiência.
Durante todo esse ano sentiu-se perdido, desorientado. Tinha a nostalgia
do Céu.
Certo dia, um paroquiano convidou-o a
ir a Mediugórie. Não estava interessado mas, por educação,
consultou a agenda para ver se tinha tempo livre naquela data. E como estava
livre, decidiu ir. Por que não? Uma viagem gratuita à Europa!
Ora, foi em Mediugórie que ele encontrou sentido para a sua vida.
O padre Mike apaixonou-se pela Gospa. Deu-se conta de que A amava muitíssimo!
Depois, durante uma conferência de Frei Iozo, teve a convicção:
Jesus queria que partilhasse com os outros sua experiência às
portas da morte. Como não tinha feito aquilo antes, sentiu-se muito
pouco à vontade. No fim da conferência, seu grupo expressou
o desejo de ter uma Missa celebrada por Frei Iozo. Para grande decepção
do padre Mike, Frei Iozo não estava disponível e pediu-lhe
que a celebrasse. Ele procurou encontrar um outro sacerdote, pois tinha
medo de ter de partilhar sua experiência. Mas, é claro, Nossa
Senhora tinha Seu próprio plano: o padre Mike acabou por fazer a
homilia e contou a sua experiência. Foi, para todos, um testemunho
muito forte. Desde então, já vai na 15ª peregrinação
a Mediugórie e partilha sua experiência da morte sempre que
é oportuno.
O padre Mike tinha também um ardente
desejo de dizer a estes estudantes algo que trazia no coração.
Vendo-os tão jovens, no início da vida e da vocação,
pediu-lhes: "Não adiem o momento de viver sua vida por Jesus. Não
devem pensar: "quando tiver o meu diploma, darei minha vida a Deus e servi-Lo-ei",
"quando me casar, poderei servir a Deus", "quando tiver concluído
meus estudos, estarei pronto para fazer a vontade de Deus". Não!
Decidam-se imediatamente a viver para Jesus. A partir de agora, coloquem-se
na mão de Deus. Não devem perder um segundo. Creiam-me, vocês
não sabem quanto tempo têm ainda para viver. Eu era um padre
tíbio quando abeirei a morte. Se tivesse morrido naquele momento,
teria malbaratado minha vida. Quando chega o fim, apenas uma coisa conta:
uma vida vivida para Deus. Vocês não conhecem a hora. Não
adiem. Vivam para Deus, procurem Deus, amem a Deus. Façam-no agora
e não amanhã. Vocês não sabem se o amanhã
existirá!"
Em Mediugórie, parece que se multiplica
a graça de colocar Deus em primeiro lugar nas nossas vidas. Após
a sua primeira peregrinação a Mediugórie, Meghan,
uma aluna do 3º ciclo de teologia, juntou-se a outros estudantes deste
grupo para encorajar os jovens a fazerem esta peregrinação:
"Vão, se tiverem meios para isso! A graça de Deus está
tão presente em Mediugórie como o ar que aí se respira.
Senti que lá o meu coração se abriu como uma flor
ao sol, e agora que regressei continuo a sentir a mesma alegria e posso
partilhá-la com os outros".
Ir. Emmanuel & Cathy Nolan
Children of Medjugorje 2002
O Cristianismo não
é uma doutrina moral.
Alguns trechos da meditação
do pregador pontifício, Cardeal Dom Cláudio Hummes, encarregado
pelo Santo Padre para dirigir, este ano, as meditações, por
ocasião dos exercícios espirituais realizados pelo Papa João
Paulo II e seus colaboradores, iniciados em 18 de fevereiro. Dom Cláudio,
Arcebispo de S. Paulo, Brasil, dirige a segunda maior Diocese da América
Latina.
Quando passamos as páginas da Bíblia,
damos conta de que a Escritura não se limita a oferecer-nos conhecimentos
sobre Deus e sobre a moral. Em primeiro lugar, apresenta-nos a ação
de Deus na história, na vida das pessoas e dos povos.
É uma história caracterizada
por encontros de Deus com os homens, a nível individual ou comunitário.
O homem, deste modo, faz experiência de Deus: Deus estabelece com
um povo, Israel, uma Aliança de Comunhão.
O encontro com Deus, com Jesus, é
muito mais do que o mero conhecimento sobre Jesus Cristo e a Sua Doutrina.
Esta dimensão é o ponto de partida para a Nova Evangelização.
De fato, o discípulo, empurrado
pelo Espírito Santo, anunciava aos outros o encontro que havia tido
com Cristo e convidava os que o escutavam a viverem essa mesma experiência.
«Eis que estou à porta e
bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em
sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo».(Ap.3,20).
Nem todos abrem a porta, com medo que
Jesus interfira em sua vida e em seus projetos pessoais, egoístas.
No entanto, Ele é a solução dos nossos problemas,
se Lhe confiarmos nossa vida sem reservas.
Onde e como se pode encontrar Jesus? Depois
da Ascensão de Jesus ao Céu, podemos encontrar-nos com Ele
na Igreja, por meio da leitura orante das Escrituras, por meio do Kerigma,
na Sagrada Liturgia, nos Sacramentos, na Comunidade e nos irmãos,
especialmente nos mais pobres, pois, Jesus disse: «todas as vezes
que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a
mim mesmo que o fizestes» (Mt. 25,40).
No mundo de hoje, a riqueza concentra-se
cada vez mais, enquanto que a miséria e a fome se alastram. A Igreja,
especialmente nós, os Bispos, necessitamos ser profundamente solidários
com os pobres. Cada um de nós tem que assumir pessoalmente este
amor concreto aos pobres como prioridade e como ponto de encontro com Cristo.
A questão dos pobres deve ser sempre um dos critérios determinantes.
O Bispo deve ser, sobretudo, discípulo
de Cristo.
Entrevista concedida à
Rádio Vaticano, por Dom Cláudio Hummes:
Pergunta: Qual o valor dos Exercícios
Espirituais?
Resposta: É um momento muito importante
para a Cúria Romana e para o Papa. Estes exercícios têm
repercussões em toda a Igreja, pois, a espiritualidade é
um ponto fundamental na vida dos pastores das almas. Por isso, é
um desafio muito grande para quem prega. Eu aceitei com autêntico
espirito de serviço.
P.: Por que o tema: "Discípulos
de Cristo para sempre"?
R.: Nós, cristãos, antes
de sermos pastores e fiéis, somos discípulos de Cristo. Portanto,
nós, os Bispos, que somos mestres da fé, temos que ser, em
primeiro lugar, autênticos discípulos. Só um bom discípulo
pode ser um bom mestre.
P.: Que conselho daria a um cristão
que quer viver intensamente a Quaresma?
R.: A Quaresma representa sempre um ponto
de conversão, uma mudança de vida. Uma mudança para
Jesus Cristo e para o próximo. Há que amar concretamente
o próximo, sobretudo o próximo mais pobre, o mais necessitado.
Isto deve ter lugar especial durante a Quaresma, ponto fundamental para
um cristão.
Como mudarei de atitude em relação
ao próximo, especialmente aos pobres, para que possam contribuir
na mudança de um mundo desigual, demasiado egoísta por uma
parte e injusto por outra...? Agência Zenit site:
ZENIT,org
Futuros Santos
O Papa João Paulo II proclamará
nove novos santos no período de 10 de Maio até 6 de Outubro.
Duas canonizações terão lugar no México e na
Guatemala.
Entre os próximos santos, encontram-se
o Beato Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1975), fundador do Opus
Dei, que será canonizado em Roma, no dia 6 de outubro, e o Beato
Padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), o frade dos estigmas, cuja cerimônia
de canonização terá lugar no dia 16 de Junho, também
em Roma.
Ao concluir a Jornada Mundial da Juventude
em Toronto, o Papa deslocar-se-á ao México para canonizar,
em 30 de julho, Juan Diego, o indígena mexicano que teve as aparições
de Guadalupe, em 1531.
No dia seguinte, estará na Guatemala
para canonizar o primeiro santo das Ilhas Canárias (nasceu na Ilha
de Tenerife), Pedro de S. José de Betancurt (1626-1667), apóstolo
dos presos e doentes na capital da Guatemala, fundador das Betelemitas
Hospitaleiras.
Segundo confirmação do porta
voz do Vaticano, Joaquim Navarro-Valls, serão proclamadas santas
duas religiosas: Paulina do Coração Agonizante de Jesus,
primeira santa do Brasil, (1865-1942), fundadora da Congregação
das Irmãs da Imaculada Conceição e Benadetta Bambiagio
Frassinello (1791-1858), italiana, fundadora da Congregação
das Religiosas Beneditinas da Providência.
O Papa canonizará também
Alonso de Orozco (1500-1591), pregador do Imperador da Espanha e Alemanha,
Carlo V; Ignazio da Santhia (1686-1770), religioso capuchinho italiano
e Umile Bisignano (1582-1637), franciscano reformador e famoso confessor.
Eco de Maria
Vamos a Mediugórie
Já fui a Mediugórie diversas
vezes. A primeira foi em junho de 1996, e a última em janeiro deste
ano, mesmo estando já há quase um ano desempregada. Milagre?
Não, confiança em Nossa Senhora.
Foi Nossa Senhora Quem me levou todas
as vezes. Ela sempre providenciou o dinheiro para a viagem e, às
vezes, de certa forma um tanto miraculosa.
Mediugórie é especial. Transforma
a nossa vida. Muda o nosso coração.
Nossa Senhora também está
aqui, mas lá é diferente. Ali Sua presença se faz
real, não por meio de sinais. Podemos senti-La viva e presente no
nosso coração. A paz torna-se visível, quase palpável.
A graça mais sublime que Nossa
Senhora alcança para nós em Mediugórie é a
do amor a Deus. Um amor puro e verdadeiro que nos traz a paz ao coração.
Passamos a vivenciar as Verdades da nossa Fé com um empenho muito
maior. Um amor imenso à Santa Missa, a Jesus Eucarístico,
à oração. O Santo Rosário deixa de ser um monólogo
cansativo e repetitivo para se tornar um diálogo com Deus e com
Nossa Mãe do Céu. Começamos realmente a viver as alegrias
do Céu já aqui na terra, mesmo tendo que subir diariamente
o nosso Krizevac.
Ninguém volta de Mediugórie
como chegou. É impossível aos filhos resistirem ao apelo
amoroso da Mãe. A mudança fica evidente.
É interessante notar que muitas
graças pedidas em Mediugórie em favor daqueles que se recomendaram
às nossas orações chegam ao Brasil antes do nosso
retorno.
Se você nutre em seu coração
o desejo de ir a Mediugórie, se recebeu o convite da Rainha da Paz
para partir em peregrinação e visitá-La naquela Terra
abençoada, não perca tempo. Deixe tudo aos cuidados dEla.
Nem sequer se preocupe fazendo contas da conversão dólar/real.
Nossa Senhora não se preocupa com isso. Quando chama, Ela sabe o
porquê e, se aceitarmos, reserva para nós um lugar no avião
e mostra-nos que temos os meios necessários, apenas não percebido
antes. Somente uma coisa é necessária e importante: preparar
o coração.
Vilma Santos (Curitiba-PR)
Algo extraordinário
aconteceu
Tenho 14 anos. Antes eu não freqüentava
a Igreja, nunca mantivera contato com a Bíblia. Embora rezasse um
Pai Nosso e uma Ave Maria antes de deitar, eu não era uma pessoa
boa para com os outros. Falava palavrões, era orgulhoso, não
ajudava os outros, provocava as pessoas. Fazia tudo que me afastava de
Deus. Minha mãe ia à Igreja, mas eu não sentia vontade
de ir com ela.
Estando um dia em casa de minha tia, vi
em cima da mesa um livro sobre Mediugórie. Comecei a lê-lo.
Naquele dia, algo extraordinário aconteceu. Começou a operar-se
uma mudança em mim. Aprendi a rezar, comecei a freqüentar a
Igreja, parei de mexer com os outros e entrei num grupo de oração.
Comecei a ver o mundo com outros olhos. Minha vida mudou para melhor. Agora
rezo o Terço, leio a Bíblia. Ainda não consegui jejuar,
mas estou tentando. Quero receber o Eco de Mediugórie e também
ajudar os outros como eu fui ajudado.
Dicler Cardoso de Abreu (São Paulo-SP)
Peregrinação
JUNHO
de 2002
21º Aniversário
das Aparições
Mediugórie (10 dias):
22/Jun - 1/Jul
Ainda temos vagas.
Convite
A Comunidade Servos da Rainha, fruto da
acolhida das aparições da Rainha da Paz em Mediugórie,
convida pessoas maduras a conhecerem esta obra da Rainha da Paz - pessoas
de ambos os sexos, livres, de boa saúde, que tenham um sincero desejo
de, na observância dos conselhos evangélicos (pobreza, obediência,
castidade) consagrar sua vida a Deus, por meio da oração
e do serviço aos mais pobres -. Escrever para:
Servos da Rainha
Caixa Postal 02576
70279-970 Brasília (DF)
Agradecimento
Em nome de Nossa Senhora, agradecemos
a todos que, com suas orações e generosas contribuições
estão possibilitando a edição mensal do nosso informativo
Eco de Mediugórie.
As contribuições poderão
ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições
efetuadas para anotação no cadastro.
Aos Benfeitores
Dirigimos nossos agradecimentos também
aos peregrinos e amigos de Mediugórie que, com suas contribuições
e doações, estão possibilitando o atendimento
gratuito, em nosso Educandário (jardim I, II e III e reforço
escolar para alunos da 1ª à 4ª séries), a cerca
de 400 crianças de famílias de baixa renda, bem como o fornecimento
de mantimentos e roupas usadas às famílias mais necessitadas.
Solicite seu carnê de contribuição.
Nosso endereço na Internet tem
novo nome. Anote-o em seus "Favoritos":
http://www.servosdarainha.org.br
E-mail:mediugórie@servosdarainha.org.br