Mediugórie - Eco 193
Abril  de 2002 - São Marcos
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.03.02:
 
Queridos filhos! Hoje os convido a unirem-se a Jesus na oração. Abram-Lhe o seu coração e dêem-Lhe tudo que há nele: as alegrias, as tristezas e as doenças. Que este seja para vocês tempo de graça. Rezem, filhinhos, e que cada momento seja de Jesus. Estou com vocês e intercedo por vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Deus não é um bombeiro
A Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, convida-nos à união com Jesus por meio da oração. Há muito tempo aprendemos, no catecismo, que a oração é um diálogo com Deus. Ao falarmos, temos necessidade de um interlocutor, de outra pessoa. Com algumas pessoas é possível manter um diálogo frio, que permanece apenas na superfície. Há, no entanto, conversas que transformam, elevam e curam. A oração é justamente este tipo de conversa, não com qualquer pessoa, mas com Deus onipotente. O homem tem a possibilidade de dialogar com Deus, com Jesus, porque possui um espírito divino. Porque Deus se fez homem em Jesus, podemos falar humanamente com Ele. Temos o Espírito Santo, fomos batizados e crismados, recebemos esta habilidade, este dom, por meio do qual podemos estar mais próximos de Jesus.
Perguntemo-nos: onde está Jesus? Melhor ainda, onde Ele não está? Para onde quer que olhemos, podemos encontrá-Lo. Seu olhar e seus olhos observam com amor cada um de nós. É importante estarmos conscientes disto para começarmos o caminho para Ele. Jesus está sempre conosco e nós devemos nos esforçar para estar com Ele.
A Mãe nos convida: Abram-Lhe o seu coração e dêem-Lhe tudo que há nele. É muito mais fácil repartir o pão com alguém, até mesmo os bens e o dinheiro, do que acolhê-lo, levá-lo para casa e abrir-lhe o coração. Permitir que alguém entre nas regiões mais escondidas de sua alma é muito mais difícil. É muito mais difícil compartilhar com alguém a parte mais profunda de sua alegria, de seu sofrimento, das feridas e das cruzes de sua existência. Seria possível fazê-lo com as pessoas mais próximas, caso fosse possível realmente abrir-se profundamente com as pessoas. Somos desconhecidos e misteriosos até mesmo para nós próprios. Nós mesmos não nos conhecemos em profundidade e menos ainda nos conhecem os outros. Somente Aquele, de cujas mãos saímos, nos conhece e pode curar-nos, recuperar-nos e preencher o vazio do nosso coração e da nossa alma. É muito mais simples rezar que abrir o próprio coração. Eis por que a oração não pode ajudar-nos, restaurar-nos, pois é Deus Quem, na oração, ajuda-nos. Assim como não é possível entrar em uma casa se as portas estiverem fechadas, também Deus não ouve uma oração feita sem o coração.
O maior sofrimento do homem é a falta de confiança em Deus. Essa situação leva-o ao medo, às dificuldades, às preocupações com a vida e com o futuro. Se eu tiver medo que alguém possa derrubar-me, matar-me, procurarei defender-me, proteger-me, fechando a porta à chave. Mas, se eu tiver confiança, sentir-me-ei de forma diferente. A mesma coisa vale também para o relacionamento com Deus. Se confio nEle, se creio que minha vida com Ele vai ser feliz e plena, se aceito suas palavras como divinas e não simplesmente humanas, se creio que sua Palavra é verdade, que Ele tem palavras de vida eterna, aí abrir-Lhe-ei as portas da minha casa e do meu coração.
 Nossa Senhora nos assegura que este é tempo de graça. Exorta-nos a não passar as horas e os dias sem Jesus. Com Jesus tudo pode ser realizado. O problema fundamental do homem é o seu distanciamento de Deus, trabalhar sem Ele, sem contato com Ele. Pode acontecer com freqüência que O esqueçamos, que O deixemos de lado ou, talvez, que O invoquemos somente para pedir um urgente socorro quando estamos aflitos com algum problema. Talvez rezemos cinco minutos ou meia-hora e, em seguida, O deixemos de lado em vez de continuar a nos alimentarmos dEle.
 Deus não é um bombeiro. Ele deseja ser o meu e o seu companheiro de viagem, amigo e Salvador.
 Acolhamos com seriedade as palavras que brotam do Coração de Maria, nossa Mãe, para que nossos dias não transcorram sem sentido e sem objetivo. Permitamos a Jesus ressuscitar em nós também nesta Páscoa. Paz e Bem a todos vocês.
Frei Liubo Kurtovic (Mediugórie, 26.03.2002)
O poder do sangue de Cristo
Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue. Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar um homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.
Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.
De seu lado saiu sangue e água. Não quero, querido ouvinte, que trates como superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.
Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne, que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.
Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento.
São João Crisóstomo, bispo (séc. IV)
 
Notícias de Mediugórie
Ele é o princípio e o fim
A vidente Miriana Dragicevic teve aparições diárias de 24 de junho de 1981 até 25 de dezembro de 1982. No última dia de aparição diária, depois de confiar-lhe o décimo segredo, Nossa Senhora disse-lhe que, durante toda a sua vida, ela teria uma aparição anual, no dia 18 de março. Assim tem ocorrido durante todos estes anos.
Milhares de peregrinos se reuniram para rezar o Rosário que começou às 8h45 da manhã, na Comunidade Cenáculo. A aparição teve início às 9h27 e terminou às 9h34. No dia 18.03.2002, Nossa Senhora deu a seguinte mensagem:
Queridos filhos! Como Mãe, imploro-lhes: abram seu coração e ofereçam-no a Mim. Não tenham medo. Eu estarei com vocês e ensiná-los-ei como colocar Jesus em primeiro lugar. Ensiná-los-ei a amá-Lo e a pertencer totalmente a Ele. Compreendam, queridos filhos, que sem Meu Filho não há salvação. Vocês devem tomar consciência de que Ele é o seu princípio e seu fim. Somente com esse conhecimento podem ser felizes  e merecer a vida eterna. Eu, como Mãe de vocês, desejo isso para vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
 
Encontro Internacional
Este encontro sob o tema REZEM, REZEM, REZEM, ocorreu em Mediugórie entre os dias 17 e 21 de fevereiro. No decurso de cinco dias, os participantes meditaram juntos sobre os temas dos ensinamentos proferidos por Frei Ivan Dugandzic e Frei Ivan Landeka. Estes encontros de Coordenadores dos Centros de Paz, de Grupos de Oração, Peregrinações e Ajuda Humanitária são extremamente importantes, tanto para quem vai a Mediugórie quanto para quem trabalha nos serviços dos peregrinos. Além disso, a diversidade de experiências no trabalho com os peregrinos oferece um mútuo enriquecimento.
                                  Press Bulletin
Voltem ao fervor inicial
Este é o tempo em que experimentamos toda a nossa fragilidade, toda a nossa fraqueza. Freqüentemente, sentimos que vencem os mais poderosos do que nós. Parece que estamos dentro de uma rede da qual não sabemos como sair. Aí rezamos... Nossa oração pode até ser um grito: Deus, onde estais? Por que não nos socorreis? Por que não nos atendeis?
Quando os Apóstolos se encontravam em dificuldades, diziam a Jesus: «Senhor, aumentai a nossa fé!» Mas o Mestre não cedeu a seus pedidos.
Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: arranca-te e planta-te no mar» (Lc.17,6).
Como soa ao nosso coração esta resposta de Jesus? Creio que todos desejaríamos uma fé assim poderosa, capaz de transportar montanhas, para ordenar às amoreiras a sua transplantação, para remover as montanhas dos nossos problemas, remover os poderosos de nossos caminhos.
Neste ponto podemos compreender o sentido profundo da resposta de Jesus. O homem egoísta queria logo a fé, uma fé provida de certos poderes mágicos. Desejava utilizar a fé para os seus «ritos», transformando a oração numa fórmula mágica com tais poderes que lhe permitissem governar sozinho o mundo e estabelecer a ordem como lhe conviesse. Mas, o que aconteceria se Deus concedesse o poder que Lhe pedem os homens? Seria um caos terrível, seria uma guerra sem fim, ou até, uma guerra instantânea que destruiria tudo e todos.
Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fé (Hab 2,4). Que significa alma íntegra? É uma alma que quer entrar em harmonia com Deus, é uma alma que a nada se apega, a ninguém, a não ser a Deus. O apego a uma coisa que agrada, a uma pessoa simpática, a um poder que está fora de Deus é uma idolatria, idolatria que mostra, em seguida, sua falência e o caos que derivam da adoração do mal, de um ídolo.
O justo viverá pela fé... A fé é uma união profunda com Deus. A fé é a fidelidade ao Amor de Deus. A fé é a adoração a Deus e não a um ídolo. A fé é a luz que nos faz compreender que todas as coisas estão nas mãos de Deus. A fé é aquela luz que nos permite confiar a Deus o profundo do nosso íntimo, as coisas misteriosas da nossa vida e quantos nos rodeiam. A fé dá-nos a luz para confiarmos a Deus todos os poderosos do mundo e colocar, sob o Seu poder, todas as coisas presentes na terra.
Nesta fé renasce a nossa alma e se eleva. Deus não nos responde até que a alma não renasça, não se eleve e não realize o desígnio divino. Às vezes, os profetas sofriam porque sentiam-se abandonados por Deus. Até Jesus sofreu e exclamou na Cruz: «Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonastes?» Mas por que acontece isto? Somente para o nosso bem, a fim de que nossa fé possa ultrapassar nossa lógica, nossas previsões, nossos limites, até os físicos, a fim de ultrapassar também a fronteira da vida e da morte, para entrar em harmonia com Deus, de modo que, por fim, não haja nenhuma barreira entre nossa alma e Deus.
Enquanto não nos elevarmos a Deus completamente, permanece dentro de nós um espaço para a inquietude, para a preocupação. No nosso íntimo, desencadeia-se a guerra, a acusação contra nós mesmos, contra os outros, uma tendência para a união aos poderosos, mesmo aos falsos, a unir-se a outras pessoas só para sentir prazer por um instante, para obter um meio... Isto sempre conduz a um fracasso.
Por que, numa pessoa que reza, mesmo há muito tempo, permanecem ainda tantos sentimentos negativos? Certamente porque não se elevou a Deus e procura algo para si mesma, porque procura os erros dos aliados e tem em si pensamentos de vingança, de rebelião. Uma pessoa é atendida quando está elevada a Deus, onde alcança a plenitude, sua plena realização e, ao mesmo tempo, se torna instrumento perfeito pela ação de Deus. E, quanto maior for o número dos justos, das pessoas que permanecem fiéis a Deus, abertas por dentro à Graça que torna a alma dinâmica, tanto mais se alargará a paz no mundo.
A fé fraca produz um caráter fraco. Torna-nos frágeis, sem força, sem coragem, esmagados. Por isso, nossa oração é fraca.
S. Paulo escreve a Timóteo: Caríssimo, eu te exorto a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos» (2Tim.1,6). Que dom de Deus temos dentro de nós? Temos a vitória sobre o mal, sobre a morte. Dentro de nós opera o Espírito Santo que ressuscitou Jesus! Temos consciência desta grandeza? Quando rezamos, alcançamos este poder? Toda oração precisa de serenidade, de sentimentos de perdão, libertação interior. Se isto não acontece, ainda não estamos abertos, permanecemos ligados a certas coisas, a certas imagens, a certas pessoas, a pesos que esmagam. Pois Deus não nos deu um Espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria (2 Tim. 1,7).
S. Paulo envia seu discípulo em missão. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, Seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus» (2 Tim. 1,8). Sofre também tu. Que quer dizer isto? Significa não ter medo do sofrimento! Não te deixes abater pelo sofrimento! Precisas de enfrentar as provocações, as provas da vida... Tu tens o poder dentro de ti para enfrentares as provas, para venceres o mal. Por que estás fechado? Por que estás sobrecarregado? Por que arde em ti a tensão, a preocupação, a vergonha? Manifesta o poder de Deus dentro de ti!
Quando o Senhor instruiu os Apóstolos que Lhe pediam a fé, Jesus não dava uma resposta usando uma varinha mágica, não lhes dava a fé, mas convidava-os a crescer, a elevarem-se, a rejeitar o mal, a despertarem seu interior e a entrarem em harmonia com Deus. Estes tempos estão repletos de interrogativas muito profundas dirigidas a toda a humanidade. Essa situação não se resolve com armas, nem com a política, nem com outros meios humanos, mas somente com nossa resposta a Deus.
Estes tempos de grandes provações são uma experiência positiva para todos nós, um convite a entrar em oração e, por meio dela, elevar-nos a Deus com fé, para alcançarmos a paz em nosso interior e levá-la ao mundo.
Pe. Tomislav Vlasic (Eco de Maria)
A tarde cai e o dia já declina
Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já declina, disseram os discípulos de Emaús a Jesus (Lc 24,29). Como não Lhe fazer, ainda hoje, a mesma súplica: Ficai conosco, amado Redentor! Por que se não fordes Vós a vir socorrer-nos, quem o fará?
Conheço uma família muito unida ao Senhor e à Virgem. Os membros dessa família rezam juntos todas as noites, como pede Nossa Senhora. As crianças ouvem os pais falar de Jesus como sendo o melhor amigo da família, o bom pastor que invocam todos os dias. Colin é um dos 6 filhos, e a mãe, Cathy, contou-me recentemente este maravilhoso sinal da proteção divina sobre eles.
Uma noite, quando o deitava, Colin, de três anos, disse-lhe:
- Mamãe, de noite ouço uma voz que me diz: "Colin, a tua alma vai para o inferno!"
- Oh! Colin, não escute isso. Peça a Jesus e Ele tomará conta de você! respondeu a mãe.
- Já o fiz e Jesus ensinou-me o que devia responder - retorquiu Colin.
Então, ela perguntou-lhe o que tinha dito Jesus e o pequeno Colin, de três anos, respondeu:
- Jesus disse-me: "Colin, quando ouvires isso, dize: Jesus, guardai minha alma!"
Queridos amigos, Feliz Páscoa! Na verdade, nós somos felizes porque temos Jesus por nós. Nada temos a temer! Enquanto celebramos a Ressurreição, deixemo-nos invadir pela graça que Jesus oferece a todos os que se decidem por Ele: Sua vitória sobre o Mal, sobre o Maligno. Brademos ao mundo: o Maligno é confundido até por uma criança de três anos que simplesmente se agarra a Jesus! Irmã Emmanuel
Não perder um segundo
Em meados de março, alguns estudantes da Universidade Notre-Dame, nos Estados Unidos, vieram passar as férias da primavera em Mediugórie, onde encontraram o padre Mike, do Canadá, que lhes consagrou algum tempo, encorajou-os e partilhou com eles suas experiências. Uma noite deu-lhes o seu testemunho, com uma mensagem muito especial.
Foi ordenado sacerdote aos 26 anos de idade. Seis meses mais tarde, foi vítima de um grave acidente aéreo. Em estado de choque, encontrou-se num túnel de luz e soube que era a porta do Céu. Teve a experiência de uma alegria intensa e de uma plenitude que nunca tinha conhecido antes. Na iminência de encontrar o Senhor, estava repleto de paz. Naquele momento, tomou consciência de que lhe era pedido voltar a viver na terra porque sua obra não estava ainda terminada. Ele conta que voltou com um desejo incrível de dizer a todos quantos encontrava que a vida é curta, que Deus existe e que não devemos perder um só instante com coisas de somenos importância. Aí acordou. Estava no hospital.
Durante a convalescença, que durou cerca de um ano, padre Mike não contou a ninguém sua experiência. Durante todo esse ano sentiu-se perdido, desorientado. Tinha a nostalgia do Céu.
Certo dia, um paroquiano convidou-o a ir a Mediugórie. Não estava interessado mas, por educação, consultou a agenda para ver se tinha tempo livre naquela data. E como estava livre, decidiu ir. Por que não? Uma viagem gratuita à Europa! Ora, foi em Mediugórie que ele encontrou sentido para a sua vida. O padre Mike apaixonou-se pela Gospa. Deu-se conta de que A amava muitíssimo! Depois, durante uma conferência de Frei Iozo, teve a convicção: Jesus queria que partilhasse com os outros sua experiência às portas da morte. Como não tinha feito aquilo antes, sentiu-se muito pouco à vontade. No fim da conferência, seu grupo expressou o desejo de ter uma Missa celebrada por Frei Iozo. Para grande decepção do padre Mike, Frei Iozo não estava disponível e pediu-lhe que a celebrasse. Ele procurou encontrar um outro sacerdote, pois tinha medo de ter de partilhar sua experiência. Mas, é claro, Nossa Senhora tinha Seu próprio plano: o padre Mike acabou por fazer a homilia e contou a sua experiência. Foi, para todos, um testemunho muito forte. Desde então, já vai na 15ª peregrinação a Mediugórie e partilha sua experiência da morte sempre que é oportuno.
O padre Mike tinha também um ardente desejo de dizer a estes estudantes algo que trazia no coração. Vendo-os tão jovens, no início da vida e da vocação, pediu-lhes: "Não adiem o momento de viver sua vida por Jesus. Não devem pensar: "quando tiver o meu diploma, darei minha vida a Deus e servi-Lo-ei", "quando me casar, poderei servir a Deus", "quando tiver concluído meus estudos, estarei pronto para fazer a vontade de Deus". Não! Decidam-se imediatamente a viver para Jesus. A partir de agora, coloquem-se na mão de Deus. Não devem perder um segundo. Creiam-me, vocês não sabem quanto tempo têm ainda para viver. Eu era um padre tíbio quando abeirei a morte. Se tivesse morrido naquele momento, teria malbaratado minha vida. Quando chega o fim, apenas uma coisa conta: uma vida vivida para Deus. Vocês não conhecem a hora. Não adiem. Vivam para Deus, procurem Deus, amem a Deus. Façam-no agora e não amanhã. Vocês não sabem se o amanhã existirá!"
Em Mediugórie, parece que se multiplica a graça de colocar Deus em primeiro lugar nas nossas vidas. Após a sua primeira peregrinação a Mediugórie, Meghan, uma aluna do 3º ciclo de teologia, juntou-se a outros estudantes deste grupo para encorajar os jovens a fazerem esta peregrinação: "Vão, se tiverem meios para isso! A graça de Deus está tão presente em Mediugórie como o ar que aí se respira. Senti que lá o meu coração se abriu como uma flor ao sol, e agora que regressei continuo a sentir a mesma alegria e posso partilhá-la com os outros".
Ir. Emmanuel & Cathy Nolan
Children of Medjugorje 2002
O Cristianismo não é uma doutrina moral.
Alguns trechos da meditação do pregador pontifício, Cardeal Dom Cláudio Hummes, encarregado pelo Santo Padre para dirigir, este ano, as meditações, por ocasião dos exercícios espirituais realizados pelo Papa João Paulo II e seus colaboradores, iniciados em 18 de fevereiro. Dom Cláudio, Arcebispo de S. Paulo, Brasil, dirige a segunda maior Diocese da América Latina.
Quando passamos as páginas da Bíblia, damos conta de que a Escritura não se limita a oferecer-nos conhecimentos sobre Deus e sobre a moral. Em primeiro lugar, apresenta-nos a ação de Deus na história, na vida das pessoas e dos povos.
É uma história caracterizada por encontros de Deus com os homens, a nível individual ou comunitário. O homem, deste modo, faz experiência de Deus: Deus estabelece com um povo, Israel, uma Aliança de Comunhão.
O encontro com Deus, com Jesus, é muito mais do que o mero conhecimento sobre Jesus Cristo e a Sua Doutrina. Esta dimensão é o ponto de partida para a Nova Evangelização.
De fato, o discípulo, empurrado pelo Espírito Santo, anunciava aos outros o encontro que havia tido com Cristo e convidava os que o escutavam a viverem essa mesma experiência.
«Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo».(Ap.3,20).
Nem todos abrem a porta, com medo que Jesus interfira em sua vida e em seus projetos pessoais, egoístas. No entanto, Ele é a solução dos nossos problemas, se Lhe confiarmos nossa vida sem reservas.
Onde e como se pode encontrar Jesus? Depois da Ascensão de Jesus ao Céu, podemos encontrar-nos com Ele na Igreja, por meio da leitura orante das Escrituras, por meio do Kerigma, na Sagrada Liturgia, nos Sacramentos, na Comunidade e nos irmãos, especialmente nos mais pobres, pois, Jesus disse: «todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt. 25,40).
No mundo de hoje, a riqueza concentra-se cada vez mais, enquanto que a miséria e a fome se alastram. A Igreja, especialmente nós, os Bispos, necessitamos ser profundamente solidários com os pobres. Cada um de nós tem que assumir pessoalmente este amor concreto aos pobres como prioridade e como ponto de encontro com Cristo. A questão dos pobres deve ser sempre um dos critérios determinantes.
O Bispo deve ser, sobretudo, discípulo de Cristo.
Entrevista concedida à Rádio Vaticano, por Dom Cláudio Hummes:
Pergunta: Qual o valor dos Exercícios Espirituais?
Resposta: É um momento muito importante para a Cúria Romana e para o Papa. Estes exercícios têm repercussões em toda a Igreja, pois, a espiritualidade é um ponto fundamental na vida dos pastores das almas. Por isso, é um desafio muito grande para quem prega. Eu aceitei com autêntico espirito de serviço.
P.: Por que o tema: "Discípulos
de Cristo para sempre"?
R.: Nós, cristãos, antes de sermos pastores e fiéis, somos discípulos de Cristo. Portanto, nós, os Bispos, que somos mestres da fé, temos que ser, em primeiro lugar, autênticos discípulos. Só um bom discípulo pode ser um bom mestre.
P.: Que conselho daria a um cristão que quer viver intensamente a Quaresma?
R.: A Quaresma representa sempre um ponto de conversão, uma mudança de vida. Uma mudança para Jesus Cristo e para o próximo. Há que amar concretamente o próximo, sobretudo o próximo mais pobre, o mais necessitado. Isto deve ter lugar especial durante a Quaresma, ponto fundamental para um cristão.
Como mudarei de atitude em relação ao próximo, especialmente aos pobres, para que possam contribuir na mudança de um mundo desigual, demasiado egoísta por uma parte e injusto por outra...?    Agência Zenit site: ZENIT,org
Futuros Santos
O Papa João Paulo II proclamará nove novos santos no período de 10 de Maio até 6 de Outubro. Duas canonizações terão lugar no México e na Guatemala.
Entre os próximos santos, encontram-se o Beato Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1975), fundador do Opus Dei, que será canonizado em Roma, no dia 6 de outubro, e o Beato Padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), o frade dos estigmas, cuja cerimônia de canonização terá lugar no dia 16 de Junho, também em Roma.
Ao concluir a Jornada Mundial da Juventude em Toronto, o Papa deslocar-se-á ao México para canonizar, em 30 de julho, Juan Diego, o indígena mexicano que teve as aparições de Guadalupe, em 1531.
No dia seguinte, estará na Guatemala para canonizar o primeiro santo das Ilhas Canárias (nasceu na Ilha de Tenerife), Pedro de S. José de Betancurt (1626-1667), apóstolo dos presos e doentes na capital da Guatemala, fundador das Betelemitas Hospitaleiras.
Segundo confirmação do porta voz do Vaticano, Joaquim Navarro-Valls, serão proclamadas santas duas religiosas: Paulina do Coração Agonizante de Jesus, primeira santa do Brasil, (1865-1942), fundadora da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição e Benadetta Bambiagio Frassinello (1791-1858), italiana, fundadora da Congregação das Religiosas Beneditinas da Providência.
O Papa canonizará também Alonso de Orozco (1500-1591), pregador do Imperador da Espanha e Alemanha, Carlo V; Ignazio da Santhia (1686-1770), religioso capuchinho italiano e Umile Bisignano (1582-1637), franciscano reformador e famoso confessor.
Eco de Maria
Vamos a Mediugórie
Já fui a Mediugórie diversas vezes. A primeira foi em junho de 1996, e a última em janeiro deste ano, mesmo estando já há quase um ano desempregada. Milagre? Não, confiança em Nossa Senhora.
Foi Nossa Senhora Quem me levou todas as vezes. Ela sempre providenciou o dinheiro para a viagem e, às vezes, de certa forma um tanto miraculosa.
Mediugórie é especial. Transforma a nossa vida. Muda o nosso coração.
Nossa Senhora também está aqui, mas lá é diferente. Ali Sua presença se faz real, não por meio de sinais. Podemos senti-La viva e presente no nosso coração. A paz torna-se visível, quase palpável.
A graça mais sublime que Nossa Senhora alcança para nós em Mediugórie é a do amor a Deus. Um amor puro e verdadeiro que nos traz a paz ao coração. Passamos a vivenciar as Verdades da nossa Fé com um empenho muito maior. Um amor imenso à Santa Missa, a Jesus Eucarístico, à oração. O Santo Rosário deixa de ser um monólogo cansativo e repetitivo para se tornar um diálogo com Deus e com Nossa Mãe do Céu. Começamos realmente a viver as alegrias do Céu já aqui na terra, mesmo tendo que subir diariamente o nosso Krizevac.
Ninguém volta de Mediugórie como chegou. É impossível aos filhos resistirem ao apelo amoroso da Mãe. A mudança fica evidente.
É interessante notar que muitas graças pedidas em Mediugórie em favor daqueles que se recomendaram às nossas orações chegam ao Brasil antes do nosso retorno.
Se você nutre em seu coração o desejo de ir a Mediugórie, se recebeu o convite da Rainha da Paz para partir em peregrinação e visitá-La naquela Terra abençoada, não perca tempo. Deixe tudo aos cuidados dEla. Nem sequer se preocupe fazendo contas da conversão dólar/real. Nossa Senhora não se preocupa com isso. Quando chama, Ela sabe o porquê e, se aceitarmos, reserva para nós um lugar no avião e mostra-nos que temos os meios necessários, apenas não percebido antes. Somente uma coisa é necessária e importante: preparar o coração.
Vilma Santos (Curitiba-PR)
Algo extraordinário aconteceu
Tenho 14 anos. Antes eu não freqüentava a Igreja, nunca mantivera contato com a Bíblia. Embora rezasse um Pai Nosso e uma Ave Maria antes de deitar, eu não era uma pessoa boa para com os outros. Falava palavrões, era orgulhoso, não ajudava os outros, provocava as pessoas. Fazia tudo que me afastava de Deus. Minha mãe ia à Igreja, mas eu não sentia vontade de ir com ela.
Estando um dia em casa de minha tia, vi em cima da mesa um livro sobre Mediugórie. Comecei a lê-lo. Naquele dia, algo extraordinário aconteceu. Começou a operar-se uma mudança em mim. Aprendi a rezar, comecei a freqüentar a Igreja, parei de mexer com os outros e entrei num grupo de oração. Comecei a ver o mundo com outros olhos. Minha vida mudou para melhor. Agora rezo o Terço, leio a Bíblia. Ainda não consegui jejuar, mas estou tentando. Quero receber o Eco de Mediugórie e também ajudar os outros como eu fui ajudado.
Dicler Cardoso de Abreu (São Paulo-SP)
 
Peregrinação
JUNHO de 2002
21º Aniversário das Aparições
Mediugórie (10 dias): 22/Jun - 1/Jul
Ainda temos vagas.
Convite
A Comunidade Servos da Rainha, fruto da acolhida das aparições da Rainha da Paz em Mediugórie, convida pessoas maduras a conhecerem esta obra da Rainha da Paz - pessoas de ambos os sexos, livres, de boa saúde, que tenham um sincero desejo de, na observância dos conselhos evangélicos (pobreza, obediência, castidade) consagrar sua vida a Deus, por meio da oração e do serviço aos mais pobres -. Escrever para:
Servos da Rainha
Caixa Postal 02576
70279-970 Brasília (DF)
Agradecimento
 
Em nome de Nossa Senhora, agradecemos a todos que, com suas orações e generosas contribuições estão possibilitando a edição mensal do nosso informativo Eco de Mediugórie.
As contribuições poderão ser depositadas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.
Aos Benfeitores
Dirigimos nossos agradecimentos também aos peregrinos e amigos de Mediugórie que, com suas contribuições e doações, estão possibilitando  o atendimento gratuito, em nosso Educandário (jardim I, II e III e reforço escolar para alunos da 1ª à 4ª séries), a cerca de 400 crianças de famílias de baixa renda, bem como o fornecimento de mantimentos e roupas usadas às famílias mais necessitadas. Solicite seu carnê de contribuição.
Nosso endereço na Internet tem novo nome. Anote-o em seus "Favoritos":
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