Mediugórie - Eco 195
Junho de 2002 - 25/Nossa Senhora Rainha da Paz
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.05.02:
 
 Queridos filhos! Hoje os convido a colocarem a oração em primeiro lugar em sua vida. Rezem, e que a oração, filhinhos, seja alegria para vocês. Eu estou com vocês, e intercedo por todos vocês; e vocês, filhinhos, sejam alegres portadores das minhas mensagens. Que sua vida Comigo seja alegria. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Sua vida Comigo seja alegria
 Nossa Mãe celestial caminha conosco e acompanha-nos com suas palavras e mensagens maternais, por meio de suas aparições que já se prolongam por 21 anos. Ela acompanha nossa vida tanto por meio do tempo litúrgico da Igreja quanto através da época em que vi-vemos. Ela, como Mãe da Igreja, Igreja em caminho com seus filhos. Como o antigo Israel, também a Igreja se distancia da escravidão do Egito, do diabo, por meio do Mar Vermelho e do deserto das provações e sofrimentos, até entrar na Terra Prometida. Maria, nossa Mãe, foi fiel, uma peregrina, prosseguindo em seu caminho de fé. Ela foi adiante porque soube guardar em seu Coração todas as palavras e lembranças, como um tesouro de vida. O evan-gelista São Lucas assim escreve: "Sua mãe guardava todas estas coisas no seu co-ração" (Lc 2,51). Destas recordações e deste tesouro nos fala hoje nossa Mãe Maria, que é nossa estrela polar e nossa guia. O Papa, em sua Encí-clica Redemp-toris Mater, escreveu: "A Igreja, sustentada pela pre-sença do Cristo, caminha no tempo para o fim dos séculos e se dirige ao encontro do Senhor que vem. Nesta es-trada... avançamos pelo mesmo caminho da Virgem Maria, que fez um caminho de fé e fielmente guardou sua união com o Filho até a cruz. Também Maria, como cada um de nós, voltava seus pensamentos a tudo quanto acontecia à sua volta e diante dos quais se encontrava. "Maria conservava todas estas palavras, me-ditava-as no seu coração" (Lc 2,19), descobrindo o sentido disso justamente na ressurreição. Nós, como Ma-ria, não somos dispensados do esforço para refletir, guardar e acolher as palavras que Deus proclama por meio das Sa-gradas Escrituras e de outros homens, por meio dos acontecimentos e de tudo quanto ocorre em nós e à nossa volta.
 Da mesma forma como não sabía-mos que Ela iria aparecer, não sabe-mos também por quanto tempo suas aparições e seu apelo divino durarão. Os videntes apenas respondem: "Para nós não é muito tempo." O tempo não pode ser longo na presença das pessoas amadas e de  quem é amado. Na verdade, é muito mais difícil estar com quem não se ama, da forma como é difícil realizar um trabalho que não agrada. Em 1985, os videntes perguntaram a Nossa Senhora: "Por que a Senhora está conosco por tanto tempo assim?" Ela respondeu com ou-tra pergunta: "Vocês estão enfadados?" Desde en-tão, eles nunca mais fizeram essa pergunta. Seu amor maternal para com os filhos dá-Lhe a força de falar por tanto tempo assim e, com constância, repetir quase as mesmas palavras que São Paulo escreveu aos filipenses: "Meus irmãos, ale-grai-vos no Senhor. Tornar a escrever-vos as mesmas recomendações, a mim por certo não me é penoso, e a vós é-vos conveniente (Fil 3,1).
 É muito mais seguro e fácil viver e crescer na fé em presença dAquela que hoje nos fala e vem a nós. Hoje Deus nos fala por meio dEla, não ontem ou amanhã. Hoje. Posso estar mais perto de Deus por meio de Nossa Senhora, como tam-bém posso afastar-me dEle. Se não cresço a cada dia na minha fé, ando para trás e o retorno a Deus tornar-se-á muito mais difícil.
 Hoje os convido a colocarem a oração em primeiro lugar em sua vida. O sinal que Deus e a oração não estão em primeiro lugar em minha vida são as dificul-dades de encontrar tempo para a ora-ção, as distrações, os milhares de motivos e pretextos que eu encontro tão facil-mente para adiar o encontro com Deus na oração. A oração é a fonte e o ca-minho da alegria, repete-nos Nossa Se-nhora também hoje. Neste caminho não estamos sozinhos. Com Ela, Amada por Deus, nós podemos e devemos estar felizes no caminho da fé, até o momento final, quando então compreenderemos com-pletamente os nossos sofrimentos, a busca, as cruzes e as alegrias da vida.
 Como diz uma oração: "Maria, as pes-soas vão se esquecer do que a Se-nhora disse e fez, mas não se esquecerão como se sentiram por vossa causa. Nenhuma motivação ou dúvi-da humana pode apagar a experiência da presença de Deus."
 Ó Maria, nossa Mãe, imploro-Vos: que vossas palavras possam encontrar lu-gar nos corações de todos aqueles que Vos aceitam como Mãe que nos conduzirá a Jesus, nosso Salvador.
     Frei Liubo Kurtovic, Med. 26.5.2002.
 
Notícias de Mediugórie
A vida em Mediugórie
Durante o mês de abril, na Paróquia de Mediugórie, foram distribuídas 90.000 Comunhões e as Santas Missas foram cele-bradas por 2004 sacerdotes provenientes da região e do exterior. Durante este mês, vieram a Mediugórie grupos de pere-grinos da Áustria, Ale-manha, Itália, República Eslovaca, In-glaterra, Hungria, Estados Unidos, Bél-gica, Haiti, Filipinas, Malta, Eslovênia, Irlanda, Luxemburgo, Polônia, Grécia, Lituânia, Coréia, República Tcheca, Hong Kong, Líbano, Suíça, Letônia, Taiti, Holanda, Ucrânia, Croácia e Bós-nia-Herzegovina.            Press Bulletin
Os olhos de Mediugórie
É conhecido o ditado: os olhos são o espelho da alma. E é isso mesmo. Os olhos são o espelho da nossa realidade inte-rior. Dos olhos, quase sem muito esforço, podemos ler a realidade da vida de qualquer pessoa. Nos olhos dos irmãos ou das irmãs vemos se so-mos compreendidos, amados, nota-dos... A mentira não se esconde ao olhar, os olhos dão sempre os indicati-vos da verdade.
Observar os olhos dos peregrinos de Mediugórie é uma experiência especial. Olhar o outro diretamente nos olhos é um grande mistério, mas, ao mesmo tempo, acessível a todos. Parece-me que os fiéis em Mediugórie têm nos olhos um dife-rente esplendor. Os olhos neste Santuário, depois do encontro com Deus, tornam-se cintilantes pelo esplendor interior. Às vezes, estes olhos se tornam sinal de esperança, de calor, de fé... Ainda que as pessoas cheguem aqui com um olhar aflito, cansado da vida, desiludido dos ho-mens e com má imagem dos outros nos olhos, aqui tudo se transforma. O fiel aqui se torna outra pessoa. E não apenas o fiel, mas qualquer hóspede casual que abra o coração, os olhos da alma. O peregrino, sob a proteção da Rainha da Paz, levanta seus olhos para a fonte da luz, para o Céu, que é a fonte do máximo esplendor. Subindo os montes de Mediugórie, desfiando o Ro-sário, procurando o próprio caminho que leva ao topo, os fi-éis se elevam e mudam. É difícil que alguém perma-neça insensível.
Os peregrinos neste Santuário, há 21 anos, encontram Deus face a face, com seu olhar direto no dEle. O mesmo acon-tece no confessionário. Aqui o homem se reconcilia com o passado, lança fora o velho e se torna um homem novo. No confessionário, o fiel abandona as trevas e entra em um espaço de luz que é visível a qualquer olhar. Daí a oportuna afir-mação: Me-diugórie é o confessionário do mundo!
E dessa forma, Mediugórie completa 21 anos. Mediugórie segue adiante juntamente com seus frutos e testemu-nhos. A primavera da vida, de que a Virgem falou em sua mensagem de 25 de abril, aqui é percebida como em ne-nhuma outra parte. Eis por que pode-mos dizer que em Mediugórie existe uma só estação: a primavera. Aqui Deus semeia sempre no-vos grãos que produzem frutos em grande quanti-dade. E os olhos dos fiéis, com seu es-plendor, é como se velassem sobre as noites de Mediugórie, afastando a es-curidão do desespero. Possam os olhos dos fiéis e a primavera espiritual de Mediugórie chegar à plenitude da vida a que Nossa Senhora nos convida. Outra coisa: ver-nos-emos face a face no dia 25 de junho, dia em que a Mãe estará conosco de maneira especial.
Frei Mario Knezovic - Press Bulletin
Novena no 21º Aniversário
É bom que, neste 21º aniversário, to-dos aqueles que receberam as graças de Mediugórie se unam numa oração de agradecimento e de solidariedade para com os videntes, para com a pa-róquia de Mediugórie e, sobretudo, para com Nos-sa Senhora.
No ano passado, a paróquia de Me-diugórie organizou uma novena à Rai-nha da Paz, a ser feita nos nove dias que antecedem a festa do dia 25 de ju-nho.
Com o título "Um presente para Nossa Senhora", a novena a ser re-zada diariamente, de 16 a 24 de junho, consta de:
1) Uma intenção para cada dia da novena;
2) Oração à Rainha da Paz;
3) Oração ao Espírito Santo;
4) Reza do Terço (Mistérios Glorio-sos);
5) Textos preestabelecidos para me-ditação:
 a) um trecho do Santo Evangelho,
 b) uma mensagem de Nossa Se-nhora,
 c) um trecho do Catecismo da Igreja Católica;
6) Ladainha de Nossa Senhora; e
7) Oração final.
Junte-se a nós nesta novena!
A novena completa (intenção para cada dia, orações, trechos para medi-tação, ladainha, etc.) não vem publi-cada aqui por falta de espaço, mas você a encontrará em nossa página da internet:http://www.servosdarainha.org.br
A mais bela criação de Deus
Na popularíssima nação da Índia, a variedade de culturas e etnias expres-sam-se também no interior da Igreja Católica, que conta com 153 Bispos, 23 mil sacerdotes diocesanos, 80 mil reli-giosas e religiosos e muitos fiéis leigos.
Ivan Dias, Cardeal e Arcebispo de Bombaim, depois de ter participado do Consistório do ano passado em Roma, disse que, em sua terra, o culto à Mãe de Deus é particularmente vivo. Refe-rindo-se à sua história pessoal, disse: «Foi Nossa Senhora Quem me chamou e deu perseverança à minha vocação de sacerdote.
É uma devoção que atingiu as famí-lias. Foram meus pais que me deram a conhecer Maria, como Mãe e Mestra. Ela era o centro da nossa família e era venerada com a oração do Santo Ro-sário, juntos,  todas as noites».
A Igreja de Bombaim, onde o Arce-bispo vive, é muito dinâmica e cen-trada nos Sacramentos e em Nossa Senhora. «Maria é a criação mais bela de Deus - continua D. Dias - disse S. Luís Maria de Montfort: Deus reuniu to-das as águas e chamou-as mar; reu-niu todas as graças e chamou-as Ma-ria. E acrescentou - Maria é a bússola que indica sempre Jesus... é o ímã que atrai o Espírito Santo. O Amor a Nossa Senhora é visto por toda a Índia. Esta devoção faz parte da ternura que pro-fessamos e que distingue a nossa fé católica, isto é: Jesus, Maria e o Papa.
O povo católico tem, verdadeira-mente, uma fé viva e contagiante e Deus atrai muitas pessoas para a fé cristã, graças aos exemplos de muitos testemunhos e da intercessão direta de Sua Mãe."
Santos e Diabos
(Pe. Gabriel Amorth)
Perguntam-me, com freqüência, du-rante entrevistas para a televisão ou jornais, que dons particulares deve ter um exor-cista e que meios usa para li-bertar as pessoas possessas. Talvez eu tenha desiludido os entrevistadores respondendo  que o exorcista não tem qualquer qualidade especial ou meio extraordinário: toda sua força está no Nome de Jesus. Dessa forma, é bela a declaração que Pedro fez no Sinédrio, quando foi preso porque - note-se o grande delito! - havia curado um alei-jado. Que força usou? Qual era o seu misterioso poder? Pedro proclamou com voz forte: «...É no nome de Jesus Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, que este ho-mem se apresenta curado diante de vós. Não há outro nome dado aos ho-mens que nos possa salvar.» (At 4, 10-11).
«No Meu nome expulsareis demô-nios».
Todos nós exorcistas vemos também a força da invocação dos aspectos da Paixão de Cristo. Sobre esses valores salví-ficos a Bíblia insiste. Por eles ve-mos a eficácia da invocação do San-gue de Cristo, das Suas lágrimas, da Sua Cruz, da Sua Morte e Ressurrei-ção, do Seu lado aberto.
Invocamos, em primeiro lugar, o Es-pírito Santo, para que nada venha se-não por obra do Espírito. E invocamos a Santís-sima Virgem, pois é Ela Quem esmaga a cabeça de Satanás e Quem intercede por todas as graças. Se há ainda algum teólogo que não acredite na universal mediação de Maria, ou que é Ela a medianeira de todas as graças, que se disponha a exorcizar e tocará com as mãos nesta verdade. Temos também a ajuda dos Anjos e dos Arcanjos, particularmente de S. Miguel, príncipe das legiões celestes. E temos ainda a ajuda dos Santos, fre-qüentemente de surpresa. Muitas ve-zes, acontecem-me casos de posses-sões diabólicas resolvidos graças tam-bém à intercessão de um santo que nunca foi invo-cado, nem nenhum dos presentes ter por ele particular devo-ção, mas, num  belo momento, no meio do exorcismo, faz-se sentir a sua presença  que naquele momento veio  resolver o caso.
Mas há um outro aspecto, relativa-mente aos santos, que me permito re-velar. Iludir-me-ei, mas desejo servir de estimulo para os estudos históricos que ainda não foram feitos. Gostaria que se escrevesse uma história: Santos e dia-bos, ou seja, a luta contínua que há entre eles e que toca dois aspectos, ambos muito interessantes: de um lado, os tormentos que os demônios infligem aos santos: as perseguições, mesmo as torturas de sangue. Por ou-tro, as vitórias dos santos e, entre es-tas, é lógico que, como exorcista, eu seja sobretudo atingido pela freqüência e pela facilidade com que os santos li-bertam pessoas endemoninhadas. São episódios freqüentíssimos, historica-mente provados, que os lemos na vida dos santos de todos os tempos.
Durante três séculos, a Igreja católica quase deixou de lado os exorcismos. Por isso temos hoje carência de exor-cistas e de sua preparação. Os santos sempre libertaram pessoas endemoni-nhadas. Se olho para trás, recordo S. Bento que não era exorcista, contudo, sua eficácia contra o demônio era tal, que Honório III proclamou-o padroeiro dos exorcistas. Ainda hoje é difundida sua medalha de proteção contra o ma-ligno. Se olho para os tempos recentes, recordo S. João Bosco, seja pelos tre-mendos assaltos que o demônio o fazia sofrer, seja por sua eficácia na li-bertação das pessoas, até mesmo com sua simples presença. Vendo depois minhas experiências pessoais, não posso fazer por menos que alongar-me um pouco sobre o Padre Pio.
Padre Pio, um grande lutador, fiel a uma velha promessa, feita há mais de 40 anos, ajuda-me continuamente no duro ministério de exorcista.
Quem conhece sua vida sabe quanto ele lutou continuamente contra o de-mônio, e sabe quantos sofrimentos e vingan-ças diabólicas sofreu, por motivo do seu ministério voltado para arrancar do maligno as almas e ofertá-las ao Senhor. Foi uma luta incessante, sobre a qual vou fixar-me em algumas pas-sagens fundamentais. Padre Pio confidenciava, num pre-cioso escrito enviado a seu diretor espiritual, Padre Agosti-nho de S. Marco em Lamis, que «as aparições diabólicas come-çaram-lhe desde seus cinco anos de idade e, du-rante quase vinte anos, foram sempre de formas obsceníssimas, huma-nas, mas sobretudo brutais».
A primeira grande luta é narrada so-bre uma visão, para colocar-se atento quando o Padre Pio tinha cinco anos. A data é incerta, mas a época é aquela. Ele então sentiu-se convidado a lutar contra um homem horrível, «de des-medida altura, a ponto de tocar as nu-vens com a cabeça.»
Um personagem resplandecente a seu lado, talvez S. Miguel, exortou-o a bater-se contra aquele monstro gi-gante, asse-gurando-lhe sua assistên-cia. O empurrão foi terrível, mas o pe-queno Francesco - como se chamava o Padre Pio - levou a melhor, graças à ajuda daquele personagem misterioso que o havia encorajado. Tal episódio que o Padre Pio sempre o teve como muito significativo, terminou com as palavras do personagem luminoso: «Aquele, contra quem combatestes, voltará sempre ao ataque. Combate de valentes: eu te ajudarei sempre, a fim de que tenhas sempre êxito em abatê-lo.»
«Meus filhos espirituais serão teus»
Quando visitei Padre Pio pela pri-meira vez, em 1942, não pensava que voltaria a ele  durante vinte e seis anos. Era es-tudante de liceu. Licenciei-me em jurisprudência e, depois, entrei na Pia Sociedade de São Paulo. Uma vez ordenado sa-cerdote, não me bas-tava ser filho espiritual de Padre Pio. Comecei a ter também meus filhos es-pirituais. Eu quis levá-los todos eles a Pe. Pio e a ele os recomendava.
Foi assim que obtive uma promessa. Um belo dia, Padre Pio disse-me: «Querido Padre, tenho um grande favor a pedir-lhe». Ele encorajou-me a falar, inclinou-se todo sobre mim e mostrou-me um grande sorriso. Disse-me: «Quero que todos os meus filhos espi-rituais, do presente e do futuro, sejam automaticamente também seus filhos espirituais. Se o Padre os toma a seu cargo eu fico tranqüilo».
Sorriu ainda mais e fechou os olhos para uma breve reflexão. Depois disse-me: «Sim, filhinho, está bem». E eu: «Então todos eles não lhe chamarão mais Padre Pio. mas Frei Pio». A esta saída minha, ele riu de gosto. Ele era muito divertido.
Da minha parte, continuei a contar com sua ajuda e a senti-lo próximo, nos vários encargos que desempe-nhava. Agora, pois, quando faço exor-cismos, não tenho a mínima dúvida de que todos os que recorrem às minhas orações vêm sob a proteção do Padre Pio, sem saber.
Em algumas ocasiões, a presença de Padre Pio é sensível. Às vezes, os pa-cientes sonharam que o viram ao lado, a sustentá-los nos seus sofrimentos. Em várias ocasiões, durante o exor-cismo, o demônio urra aterrorizado: «Por aquele frade! Aquele frade não o quero». E depois, esmagado por mi-nhas perguntas, é forçado a dizer que o Padre Pio estava ali presente.
A canonização do Padre Pio será no próximo dia 16 de junho. Unamo-nos espiritualmente e este evento e rece-bamos as graças que Deus deseja conceder ao mundo por meio de Seu amado filho de Pietrelcina.
Maria, Rainha da Paz
                       por Giuseppe Ferraro
A Rainha da Paz chama-nos inces-santemente a uma plena comunhão com Seu Esposo Divino e a força do Altíssimo que, na Anunciação, misteriosamente desceu sobre Ela e A en-volveu com a sua sombra (Lc.1,35). Maria quer, realmente, introduzir e as-sociar Seus filhos ao mistério da res-tauração do mundo do Filho que, como afirma o Magistério da Igreja, «Deus O estabeleceu como o Primogênito entre muitos irmãos  (Rm 8, 29), isto é, entre os fiéis, com cuja renovação e forma-ção Ela coopera com amor maternal» (LG 63), dado que, «a maternidade de Maria, na economia da graça, perdura sem interrupção...» (LG 62).
Esta eminente missão materna de Maria, que brota da insondável Miseri-córdia do Pai, realiza-se hoje, de modo extraor-dinário, através da especial pre-sença no mundo da Mãe da Igreja, que quer fazer nascer de novo, por obra do Espirito Santo, os membros do Corpo Místico de Jesus. Por isso, hoje Nossa Senhora chama uma multidão de filhos a cooperar com Ela na reconstituição do Filho nas almas de multidões de fi-eis, pedindo-lhes para oferecerem com simplicidade, liber-dade e amor, a vida a Deus para a salvação do mundo.
Maria pede-nos para darmos, do fundo do coração, um «SIM» incondici-onal aos projetos de Amor do Pai, ca-paz de in-troduzir-nos na mesma dinâ-mica da oferta total que Ela mesma vi-veu, de modo inflamado, o SIM da Sua  Concepção Imaculada e, na sua ex-pressão mais alta, no momento da Anunciação e aos pés da Cruz.
Para levar a termo tal extraordinário plano de graça, Maria pede-nos para abrirmos o coração ao dom do Espírito Santo, percorrendo, sob Sua sapiente guia materna, um caminho espiritual de um incondicional abandono a Jesus, a fim de que seja sempre Ele a viver e a manifestar as obras do Pai em nós, fa-zendo-nos realmente «luz do mundo e sal da terra»: Di-rijam seus corações para a oração e peçam que o Espí-rito Santo derrame-Se sobre vocês (9.05.85); «Nestes dias convido-os, em particular, a abrirem o seu cora-ção ao Espírito Santo... Abram o co-ração e abandonem a sua vida a Jesus, a fim de que Ele opere por meio dos seus corações...» (23.05.85).
De fato, só na plena participação da vida no Espírito Santo podemos ser testemunhas eficazes no mundo da alegria e da luz pascal do Ressusci-tado: «Rezem, filhinhos, para que o Espírito Santo habite em vocês em plenitude e, assim, possam teste-munhar na alegria a todos que estão distantes da fé» (25.05.2000). Tam-bém podemos proclamar com a vida a vitória do amor puro de Deus sobre to-dos os poderes das trevas, que hoje, mais do que nunca, ameaça escurecer a esperança e a comunhão de amor entre irmãos: «Rezem, filhinhos, es-pecialmente pelos dons do Espírito Santo, a fim de que, no espírito de amor, a cada dia e em toda situação, estejam mais próximos do irmão e superem toda dificuldade com sa-bedoria e amor» (25.05.2000).
Nossa Senhora ajuda-nos a descobrir e a vencer os muitos obstáculos espi-rituais e idolatrias escondidas, que se ani-nham nas pregas dos nossos cora-ções doentes, resistindo obstinada-mente à ação vivificante do Espírito Santo, arriscando tudo para malograr irreparavelmente os frutos da graça na alma: «Queridos filhos, vocês estão excessivamente presos às coisas materiais e, por isso, perdem tudo aquilo que Deus deseja dar-lhes. Convido-os a pedir os dons do Espí-rito Santo, que agora lhes são ne-cessários para que vocês possam testemunhar a Minha presença e tudo aquilo que dou a vocês. Queri-dos filhos, abandonem-se inteira-mente a Mim, para que possa guiá-los plenamente. Não se preocupem com as coisas materiais»  (17.04.86).
            (continua no próximo número)
A presença de N. Senhora
Apresento o testemunho verdadeiro de minha filha Catarina, ocorrido no Festival dos Jovens, em 2001, em Me-diugórie.
Aconteceu-lhe a cura súbita e repen-tina do estado depressivo em que se encontrava. Uma depressão nunca é curada repentinamente; demora sem-pre alguns meses, ficando sempre al-gumas seqüelas no cérebro. Com mi-nha filha aconteceu o contrário. Além da cura instantânea, ela foi libertada de alguns conflitos internos. Deixemos que ela mesma conte:
«Sou a Catarina, tenho 17 anos, sou estudante e moro com meus pais e mi-nha irmã.
Sempre tive conflitos interiores desde muito cedo, talvez pelo fato de me ter desenvolvido e amadurecido precoce-mente. Devido a isto e a outros fatores, comecei a sentir, faz um ano, uma de-pressão nervosa, bastante forte, que abalou muito a mim e a minha família. Este período de profundo desespero e desânimo durou cerca de sete meses. Durante esse tempo, fui acompanhada por psiquiatras que me mantinham me-dicada. Mas, enfim, os medicamentos apenas me aneste-siavam, pois a tris-teza e as tendências suicidas não de-sapareciam. Cheguei mesmo a tentar o suicídio.
Com o passar do tempo, e com o apoio incondicional da família e ami-gos, fui recuperando o sorriso que há muito tinha perdido.
Entretanto, entrei de férias e, em agosto, meu pai decidiu ir comigo a Mediugórie. Fomos numa "excursão" e nossa esta-da lá demorou oito dias.  A vontade de permanecer lá não era grande, pois encontrava-me bastante deprimida e Mediugó-rie não era, sem dúvida, o local onde eu preferiria estar.
Tudo, porém, se transformou quando a guia do nosso grupo decidiu - após ter-lhe falado sobre minha depressão - levar-me a um padre e contar-lhe o que se tinha passado comigo. Nesse mo-mento, o padre colocou suas mãos so-bre minha ca-beça. Foi como se tirasse "um peso de cima de mim" pois, em seguida, senti uma tranqüilidade e uma paz de espírito inexplicáveis! No dia seguinte, 5 de agosto, aniversário de Nossa Senhora, durante a celebração da Eucaristia, comecei a sentir um ar-rependimento muito grande por tudo quanto de errado tinha feito na vida. Senti, ao mesmo tempo, a presença de Nossa Senhora! Após este espaço de tempo, de choro e de arrependimento, senti uma felicidade enorme, jamais expe-rimentada, que me envolveu com-pletamente! Percebi que tinha sido transformada! Hoje agradeço muito a Nossa Senhora por me ter con-cedido estas graças, pois transforma-ram-me numa pessoa mais forte e com vontade de enfrentar a vida!
 
Missa Solene em Belém
Que alegria ver que o enviado espe-cial do Papa, o Cardeal Etchegaray, pôde celebrar uma Missa solene em Belém, no Domingo passado! A cerca de mil fiéis entusiasmados, ele explicou que "a paz entre os homens, a paz en-tre os povos, só pode nascer e crescer se primeiro existir em cada homem...", fazendo assim eco da escola de Nossa Senhora de Mediu-górie. Irmã Emmanuel
Eu vi Nossa Senhora!
Leila, 52 anos, é viúva e mãe de 3 fi-lhos. Mora no Líbano, na Planície de Bekaa. Quando decidiu vir a Mediu-górie tinha o coração despedaçado pela angústia e pela tristeza. Foi a irmã quem a incentivou a vir. Mas, por causa do peso que a oprimia, veio como um autômato, sem nenhuma convicção. O marido morrera de câncer no fígado, havia quatro anos. Depois de sua morte, ela parou de rezar, não vivia mais. Fugia de todos e fechava-se numa revolta e tristeza aparente-mente sem saída. No 4º dia da peregrinação, telefonou à irmã, desesperada: "Não sei o que vim fazer aqui, sinto-me terri-velmente mal. O pior é que aí no Lí-bano também é terrível, não encontro paz. Melhor seria se tivesse ficado em casa!" A irmã tratou de encorajá-la, as-segurando-lhe que, acompanhada por outros, estava rezando muito para que ela encontrasse a paz. Também ofere-cia Missas e Vias-Sacras em sua inten-ção.
Sexta-feira passada, 10 de maio, Leila estava junto à Cruz Azul (ao pé da Colina das Aparições), afastada da multidão que se encontrava reunida na Igreja para o Rosário. Chegou também uma amiga do seu grupo que propôs rezarem um terço. Leila sentou-se numa pedra e a amiga noutra e reza-ram em silêncio, para respeitar a ora-ção de pessoas francesas que chega-ram. Então Leila, no coração, clamou à Virgem todo o seu sofrimento dizendo: "Por que me deixastes vir aqui se ainda sofro mais do que no Líbano? Vede que não tenho paz. Peço-Vos, ajudai-me! E se vedes alguma coisa que blo-queia a paz no meu coração, suplico-Vos que ma tireis, porque já não su-porto mais. Abençoai-me, dai-me um sinal! Se me libertardes, prometo rezar um Terço todos os dias da minha vida pela alma do meu marido."
O céu estava muito nublado, tinha chovido. Por volta das 18h30, Leila le-vantou os olhos e, surpresa, viu o sol se movi-mentar e brilhar com uma in-tensidade jamais vista. No entanto, po-dia fixar os olhos nele sem os molestar. Parecia que o sol crescia e pulsava, indo e vindo em sua direção, num mo-vimento semelhante ao de um coração que bate. Transformou-se numa hóstia imensa e, depois, a Virgem apareceu, de braços abertos para baixo, como para acolher alguém. Estava vestida de branco, resplandecente de luz e, junto dEla, havia uma cruz luminosa. Depois, apareceu Jesus, junto de Nossa Se-nhora, com a coroa de espinhos. Leila via somente o Seu rosto, ensangüen-tado. Ele olhava para Leila que se pôs a chorar, não querendo acreditar no que seus olhos viam. Ficou assim, de olhos fixos nEle durante 20 minutos, sem poder fazer o mais pequeno mo-vimento. A amiga ouviu-a dizer em voz alta, várias vezes em libanês: "Não partais, ficai ainda!" Por seu lado, ou-tras pessoas presentes, entre as quais alguns franceses, viam o mesmo, mas sem o rosto de Cristo.
Depois deste acontecimento, Leila só conseguia repetir: "Obrigada, meu Deus, pela graça que me destes!"
Não desejo dar a descrição detalhada do que Leila viu, e menos ainda pro-nunciar-me sobre esta manifestação particular. Mas se a árvore se reco-nhece pelos frutos, todos nós vemos que Leila se tornou outra pessoa. A paz invadiu-a profundamente, a oração voltou a brotar do seu coração e, so-bretudo, seu terrível bloqueio em rela-ção ao marido desfez-se. Pela primeira vez Leila pode conceder o perdão que nunca tinha dado antes, perdoar os anos de sofrimento conjugal que este falecimento tinha como que encerrado no seu coração, sem possibilidade de sair de lá. Pouco importa o que Leila viu com seus olhos, mas uma coisa é certa: tornou-se leve e sua felicidade é indizível! A paz interior finalmente in-vadiu-a! Nessa mesma noite, telefonou à irmã para lhe dizer, chorando de ale-gria: "Eu vi Nossa Senhora! Eu vi Jesus!"
Muitas pessoas, como Leila, ficam encerradas na revolta e na amargura depois da morte de alguém que lhes é próximo, quando não puderam perdoar-se mutuamente durante a vida dessa pessoa. Muitos pensam então que já é tarde demais para fazer as pazes, crêem ter perdido definitivamente a oportunidade de se reconciliar com o defunto que agora já não pode falar-lhes. Daqui resultam graves perturba-ções na alma, de que o maligno se serve facilmente, muitas vezes, até le-var ao desespero a pessoa que ainda ficou nesta vida. Mas as graças de Deus não são limitadas pelo tempo e pelas cir-cunstâncias! Com Ele, nunca é dema-siado tarde, sobretudo para a miseri-córdia. Como é importante fazer a paz tanto com os mortos como com os vivos! Deus con-cede esta graça de libertação; é preciso desejá-la e pedi-la. Do outro lado, o falecido vê agora as coisas de forma muito diferente. O erro está em fixar a imagem do morto no estado em que estava quando nos deixou, como se a sua morte fosse o seu ponto final. Ora, o que se passa com ele é muito diferente; sua saída deste mundo transformou-o profunda-mente, mais profundamente que qual-quer conversão espetacular o teria feito na ter-ra. Mesmo que ainda sofra no Purgatório, ama agora todos os ho-mens com um amor puro, sem man-chas, totalmente in-suflado por Deus; agora já não pode pecar, deseja para os seus o que o próprio Deus deseja: com toda a sua alma despo-sa e ama a vontade de Deus. Assim, as más re-cordações que poderiam persistir no coração dos que ficam, por assim di-zer "caducam"; portanto é importante que se libertem delas o mais rapidamente possível.
Em Mediugórie, encontram-se nume-rosas pessoas de luto. Eu constato que a Mãe de Deus intervém com poder para consolar Seus filhos. Ela varre as velharias que paralisam tantos cora-ções. Basta pedir-Lhe e abrirmo-nos sinceramente a esta graça de renova-ção; então a vida se infiltrará nestes corações, como mostra a experiência de Leila, (geralmente sem visões nem manifestações extraordinárias!).
Irmã Emmanuel - Childrenofmedjugorje
Os videntes
Maria Pavlovic está na Itália com a família. Vicka está ainda em missão por alguns dias. Ivan voltou a Mediugó-rie no dia 10, depois de sua longa au-sência "invernal". Os encontros de ora-ção do grupo e as aparições à noite na Colina vão recomeçar, para grande alegria dos peregrinos. Irmã Emmanuel
 
Peregrinação
SETEMBRO de 2002
Exaltação da Santa Cruz
Mediugórie (10 dias)
Saída prevista: 12 de Setembro
Contribuições para o Eco
 
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