Mediugórie - Eco
198
Setembro de 2002 - 8/Natividade
de Nossa Senhora
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.08.02:
Queridos filhos! Também hoje
Eu estou com vocês em oração para que Deus lhes dê
uma fé ainda mais forte. Filhinhos, a fé de vocês é
fraca e, além disso, nem sequer estão conscientes do quanto
não estão predispostos a pedir a Deus o dom da fé.
Por isso, estou com vocês, filhinhos, para ajudá-los a compreender
minhas mensagens e colocá-las na vida. Rezem, rezem, rezem e, somente
na fé e por meio da oração, a alma de vocês
encontrará a paz, e o mundo, a alegria de estar com Deus. Obrigada
por terem correspondido a Meu apelo.
Rezem, Rezem, Rezem!
Como sabemos, no dia 25 de cada mês
temos a mensagem de Nossa Senhora, Rainha da Paz. No dia 25, Nossa Senhora,
já por vários anos, dá-nos uma mensagem para nos servir
de estímulo e recor-dar as principais mensagens que nos transmite
desde o início.
Na mensagem deste 25 de agosto, Nossa
Senhora nos disse: Também hoje Eu estou com vocês em oração
para que Deus lhes dê uma fé ainda mais forte. Nossa Mãe
se preocupa com a fé de seus filhos. Sabemos que a base segura de
nossa relação com Deus e de nossa participação
na Igreja é sempre a fé. Quanto maior a fé, tanto
mais forte será nossa participação na Igreja, nossa
vida de comu-nhão com Deus, nossa solidariedade com os mais pobres,
nosso ministério a serviço dos mais necessi-tados e nosso
apostolado.
Na mensagem de 25 de agosto, Nossa Senhora
demonstra sua preocupação pela falta de fé firme em
muitos de seus filhos e faz-nos tomar consciência de que em muitos,
realmente, a fé é fraca e, além disso, nem sequer
estão conscientes do quanto não estão predispostos
a pedir a Deus o dom da fé. Sabemos que, desde o início,
Nossa Senhora deu aos sacerdotes do Santuário de Mediugórie
uma mensagem em que os convidava a trabalhar pela fé do povo de
Deus. Sabemos que a nós, como sa-cerdotes, cabe sempre estimular,
promover e fortalecer a fé dos fiéis. Sem dúvida,
nem sempre cum-primos com essa obrigação, e não somente
os sacerdotes, mas também os catequistas, etc. Quando a fé
é abalada por um escândalo, inclusive de alguns ministros,
é ocasião propícia para que todos bus-quemos fortalecer
o dom da fé.
Nesta mensagem Nossa Senhora nos recorda
que a fé não é apenas uma conquista do homem, mas
também uma resposta ao chamado de Deus. Nossa Senhora deseja que
cada um trabalhe para alcan-çar este dom, que cada um peça
a Deus o dom de uma fé forte.
Disse-nos, também: Por isso, estou
com vocês, filhinhos, para ajudá-los a compreender minhas
mensagens e colocá-las na vida.
Cada uma das mensagens de Nossa Senhora
conduz ao fortalecimento da fé. Sabemos que estas principais mensagens,
que Nossa Senhora desde o início nos apresenta em Mediugórie,
são um meio para o fortalecimento: da comunhão com Deus,
da vida de oração assídua, da participação
freqüente na Eucaristia e no sacramento da Confissão, da leitura
diária da Bíblia, do jejum duas vezes por semana - nas quartas
e sextas-feiras a pão e água – e da participação
em um grupo de oração. Tudo isto leva ao fortalecimento da
fé. Por isso, é preciso ver as mensagens de Nossa Senhora
como um meio que temos à nossa disposição, não
somente para a paz, mas para o fortalecimento da fé. Deus, por meio
da prática destas mensagens, concede-nos, como um dom, o fortalecimento
da fé.
Na segunda parte da mensagem, Nossa Senhora
novamente nos apresenta seu tríplice convite à ora-ção.
Diz-nos: Rezem, rezem, rezem e, somente na fé e por meio da oração,
a alma de vocês encon-trará a paz, e o mundo, a alegria de
estar com Deus.
Quando Nossa Senhora convida à
oração, não faz nenhuma imposição. Ela
sempre respeita a liber-dade de seus filhos. É verdade que pediu
a oração do Rosário, porém, não nos
obriga. O Rosário é um recurso que temos à nossa disposição.
Há também outros meios: a Adoração a Jesus
Sacramentado, a Liturgia das Horas, a meditação diária
de um texto da Bíblia, jaculatórias e outras orações
aprovadas pela Igreja.
Com este tríplice chamado à
oração, Nossa Senhora não deseja que deixemos de lado
nossa primei-ra ocupação. Como nos disse em outras oportunidades,
também agora nos recorda a importância da oração,
estar em comunhão com Deus. Por meio da oração, nossa
fé se fortalece, cresce. É um meio eficaz que Nossa Senhora
apresenta para que a alma encontre a paz. Diante dos problemas, das dificul-dades
pessoais, individuais, eclesiais, muitos desanimam, ficam desorientados
e perdem a paz. Na ver-dade, esta paz poderá ser recuperada, diz-nos
Nossa Senhora, por meio da oração contínua e, sobretu-do,
colocando em prática as mensagens que Ela nos dá. Com o testemunho
de fé do cristão fiel, que encontrou a paz, também
quem está a seu lado recebe luz, justamente pelo testemunho de vida.
Certa vez, disse a Rainha da Paz: Se vocês,
queridos filhos, viverem minhas mensagens, não têm necessidade
de dizer isso aos outros com palavras, porque quem os vê perceberá
o que peço.
Nossa Senhora deseja que cada um
de seus filhos seja instrumento de paz neste mundo sem paz. A vida de oração
incessante faz-nos encontrar a paz que muitas vezes as palavras e as dificuldades
nos fazem perder. Desta maneira, com o testemunho do fiel, e com o programa
da intercessão que podemos apresentar ao Senhor com nossas orações,
jejuns e sacrifícios, também o mundo desperta para a alegria
de estar com Deus.
Esta mensagem nos traz, como de outras
vezes, a exortação missionária de poder levar paz
e espe-rança àqueles corações que a perderam
ou que não a conhecem, justamente por não estarem em co-munhão
com Deus.
Ao final, Nossa Senhora termina com a
saudação habitual: Obrigada por terem correspondido a Meu
apelo!
Pe. Francisco Verar
Notícias de Mediugórie
O casamento de Iélena
Iélena Vassili, de Mediugórie
(que tem o dom de locução interior) e Massimiliano Valente,
de Roma, casaram-se em Mediugórie, sábado, 24 de agosto,
durante a Santa Missa, concelebrada por 20 sacerdotes, inclusive Frei Ivan
Landeka. Foram testemunhas do casamento a vidente Maria Pa-vlovic e seu
marido Paulo Lunetti.
Iélena Vassili é conhecida
por todos os peregrinos e amigos de Mediugórie como uma das duas
adolescentes que vêem Nossa Senhora “com o coração”,
isto é, que vivem a experiência conheci-da na Igreja como
“locução interior”.
Por meio de Iélena e Mariana, Nossa
Senhora fundou e orientou um grupo de oração. Por meio de
Iélena, Nossa Senhora disse: Eu mesma guiarei o grupo e darei as
regras de consagração. Todos os demais no mundo podem consagrar-se
de acordo com estas regras. Reflitam du-rante um mês, mas digam-lhes
as condições que Eu estou colocando: antes de tudo, re-nunciem
a tudo e coloquem-se totalmente nas mãos de Deus. Que cada um renuncie
a todo o medo, porque, quando se abandona a Deus, não há
lugar para nenhum medo. Todas as dificuldades que encontrarem serão
para seu crescimento espiritual e para a glória de Deus. Convido
os jovens e as pessoas solteiras, porque os que estão casados já
têm suas obriga-ções. Porém, qualquer um que
deseje participar deste programa poderá segui-lo, pelo me-nos parcialmente.
Eu guiarei o grupo.
Após concluir seus estudos preparatórios
em Mostar, Iélena decidiu fazer Teologia, História da Igreja
e Línguas orientais, primeiramente nos Estados Unidos e, depois,
em Roma, onde reside atualmente. Ao longo de todos estes anos, Iélena
esteve à disposição dos peregrinos durante suas férias
escolares. Nossos votos são de que ela continue passando parte de
seu tempo aqui em Me-diugórie, dando testemunho de sua particular
experiência de oração, que é um chamado a todos
nós, um aprofundamento na vida interior com Deus.
Press Bulletin
Conheço o Céu
e a Terra
(entrevista do vidente Ivan)
Se nos lembramos bem, Mediugórie,
no início, era apenas Mediugórie, mas, nos últimos
anos, tornou-se uma grande rede que abraça o mundo inteiro.
Poderia dizer que hoje o mundo inteiro
está unido por uma rede de centros que se tornaram ins-trumentos
para a divulgação das mensagens. Existe, porém, ainda
muito a ser feito. Muitas coisas surgiram: inveja, ciúme e outras
coisas ruins, mas elas não devem sufocar o que há de
bom e po-sitivo. É necessário estimular as pessoas honestas
que trabalham neste vinhedo do Senhor e de Nossa Senhora, que desejam levar
aos outros os frutos sãos e maduros. É preciso começar
na própria família e, depois, de um centro ao outro, cobrir
toda a rede. Os centros são algo positivo, mas é muito importante
que eles sejam bem organizados e orientados espiritualmente. O grupo de
oração deve ser dirigido por um sacerdote, como recomenda
Nossa Senhora. Ela também afirma que um leigo pode dirigir um grupo
de oração, mas deve estar unido a um sacerdote.
O que pensa das mensagens e das aparições,
desde o início até nossos dias?
Os primeiros anos das aparições
foram caracterizados pelo fato de que as mensagens eram vivi-das com decisão.
Pode-se dizer que as aparições eram vividas com grande entusiasmo
e as men-sagens eram aceitas e, como apelo de Nossa Senhora, eram colocadas
em prática. Em seguida, com o passar do tempo, aconteceu que as
pessoas esperavam as mensagens, mas, no dia se-guinte, perguntavam-nos
se Nossa Senhora tinha dito algo de novo. Como poderemos esperar uma nova
mensagem de Nossa Senhora se não temos sequer começado a
viver aquilo que nos havia dito no dia anterior? Devemos começar
a viver as mensagens. Somente assim, Nossa Senhora nos poderá dar
novas mensagens. De outra forma, tratamo-nas superficialmente. Admiramos
sua beleza, notamos o quanto são maravilhosas. Quando não
são bonitas, ficamos tristes momentane-amente e, no dia seguinte,
não sentimos mais qualquer responsabilidade e logo as esquecemos.
Acredito que Nossa Senhora, com suas mensagens,
desejava ser para nós uma orientadora ain-da mais profunda se tivéssemos
começado a viver as mensagens que já nos deu. Mas, infeliz-mente
ainda não alcançamos este nível para permitir a Nossa
Senhora dar-nos algo mais, algo fundamental, uma mensagem mais forte, justamente
porque não crescemos o suficiente para aceitar e compreender plenamente
as mensagens que já temos. Não construímos bases sólidas
sobre as quais Nossa Senhora possa construir algo novo. Devemos saber uma
coisa: as mensa-gens que Nossa Senhora nos dá são muito importantes
na realização de seus planos. Nossa Se-nhora disse em uma
mensagem: Queridos filhos, Eu estou com vocês e desejo ajudá-los
para que venha a paz, mas preciso de vocês, queridos filhos! Eu posso
realizar com vocês a paz, por isso, queridos filhos, decidam-se pelo
bem. Ela deseja dizer-nos que devemos, em primei-ro lugar, escolher a paz,
Deus, o Evangelho, a Palavra verdadeira e viva e também vivenciá-la.
Nossa Senhora, nestes vinte e um anos, nada nos disse de novo, todos nós
sabemos. Ensinam-nos isso nossa tradição cristã e
nossa fé. O que importa é somente o quanto aceitamos e vivemos
o que Ela nos disse: paz, conversão, oração, jejum
e penitência, fé forte, amor e esperança. Estas são
as mensa-gens. Tudo isso já era claro para nós, até
mesmo antes das aparições de Nossa Senhora. A questão
principal, porém, é que, mesmo se tudo já nos era
claro, não o vivíamos. Com freqüência, encontro
pes-soas que me perguntam por que Nossa Senhora vem assim, com tanta freqüência,
o que Ela nos pede sempre? Depois dizem que também no Evangelho
Nossa Senhora é normalmente silenciosa e aqui, pelo contrário,
está sempre falando. E acrescentam: temos a Igreja, o Evangelho,
os Sacramentos. Res-pondo: Sim, é verdade, nós temos a Igreja,
o Evangelho, os Sacramentos, mas o que importa é sempre a mesma
pergunta que também Nossa Senhora nos faz a cada dia, isto é,
o quanto vivemos aquilo que já sabemos? Esta é a questão
chave: começar a viver aquilo que o Evangelho nos ensina e aquilo
que Nossa Senhora nos diz. Tudo isto que Nossa Senhora nos diz é
dito também por meio do Evangelho, somente de maneira mais simples
para que possamos acolhê-lo e vivê-lo.
Você nunca falou com Nossa Senhora
por que Ela continua a dar-nos as mensagens com in-sistência, não
obstante não sejam vividas suficientemente?
Nunca falamos diretamente e jamais Lhe
fizemos pergunta a respeito disso. O homem de hoje deseja sempre perguntar
alguma coisa, deseja ver para convencer-se de que existe algo e, depois,
começar a mudança. O homem procura sinais exteriores. Nossa
Senhora sempre diz: Sejam vocês mesmos um sinal vivo! Hoje somos
o sinal vivo. Por que motivo temos ainda necessidade de outros sinais?
Deve-mos nos tornar sinais vivos, é isto que a todos nós
pede Nossa Senhora. Nestes 21 anos, Ela nos tem falado com paciência
e firmeza. Ela nos fala de muitas coisas que devemos alcançar com
as men-sagens e com tudo aquilo que nos dá. Mas tratamos tudo isso
com superficialidade, como se nada acontecesse. Nossa Senhora desejaria
que nós, unindo-nos a Ela, nos afastássemos de todas aquelas
coisas que não são boas para o mundo.
A paróquia, que no início
aceitou as mensagens, em seguida esfriou-se um pouco. Ela não cor-respondeu
plenamente ao apelo de Nossa Senhora. Talvez, também, por causa
dos sacerdotes que hoje atravessam um período de grande crise. Hoje,
o maior perigo é que os sacerdotes se afastem da Igreja. Recordo-me
ainda bem quando Frei Ivan Dugandzic, há 16 anos, durante um encontro
conosco, videntes e sacerdotes, disse que a coisa pior seria se ninguém
pudesse orientar e acompanhar espiritualmente os videntes. Para todos nós,
e falo sobretudo por mim próprio, é im-portante, além
da orientação de Nossa Senhora, ter também um sacerdote
que nos conduza. Nos últimos anos era Frei Slavko quem nos orientava.
Agora escolhi outro sacerdote, com quem falo, não apenas durante
a Confissão, mas nos encontramos também duas vezes por semana.
Frei Ivan Dugandzic enfatizou isso, há 16 anos, o que para nós
é um aspecto muito importante. Hoje aconte-ce algo diferente, algo
novo, para o qual se nos põe a seguinte pergunta: Quem orientará
os sacer-dotes? Vivemos hoje uma crise por causa da busca de bens materiais
que tem atingido também os sacerdotes e, seguramente, não
é uma coisa boa. Por isso, Nossa Senhora deseja dizer a todos os
sacerdotes, a nós videntes e a todos: Queridos filhos, neste mundo
sejam peregrinos a cami-nho! Devemos ouvir estas palavras, isto é,
que somos peregrinos nesta terra, com muita atenção, e devemos
nos esforçar para mudar e fazer aquilo que Nossa Senhora e o Evangelho
nos dizem.
Para você, qual a importância
do encontro com Nossa Senhora?
Devo dizer que, durante estes vinte e
um anos, cada encontro com Nossa Senhora tem sido uma experiência
nova. Ela me fala das coisas que fez durante sua vida e, com suas narrações,
procura indicar-me a estrada a seguir, principalmente quando fala sobre
minha família. Orienta-me quanto à educação
dos filhos, orienta-me o que devo mostrar a eles, em que devo prestar mais
atenção. Posso somente sublinhar que se trata de uma verdadeira
escola. Uma escola de paz, de amor e de oração. Espero com
impaciência cada encontro com Nossa Senhora. Sinto-me muito próximo
a Ela. Nossa Senhora é, para mim, uma Segunda mãe, ao lado
da minha mãe natural que me criou por dezesseis anos. Nossa Senhora
está cuidando de mim há 21 anos. Quando falo de mães,
pos-so dizer que as duas são boníssimas mães. As duas
me ensinam, me educam, desejam o meu bem. Não poderei jamais agradecer
a Deus suficientemente por este presente que me deu. Sei que, por isso,
tenho uma grande responsabilidade diante de Deus e dos homens. Estou disposto
a sacrificar até minha vida por tudo aquilo que Deus me deu.
Como vidente, já conhece os dois
mundos. Como você percebe a diferença?
É difícil, muito difícil
comparar as duas realidades. Eu, todos os dias, permaneço durante
quase cinco minutos, durante a aparição, no outro mundo e
as vinte e três horas e cinqüenta e cinco mi-nutos restantes
permaneço neste mundo. É difícil fazer uma comparação
entre esses dois mundos. É muito difícil para mim suportar
também o fim da aparição e da alegria a ela ligada.
Quando volto à realidade deste mundo, vejo tudo e pergunto-me por
que não posso viver neste mundo como na-queles cinco minutos passados
no Céu.
Mas depois de ter refletido por um pouco
de tempo, entendo a realidade em que vivo e compre-endo que não
pode ser diferente.
Se você examinar tudo aquilo que
aconteceu nestes anos passados, como você se vê den-tro destes
grandes acontecimentos?
Os acontecimentos de Mediugórie
ajudaram-me muito a crescer e a desenvolver uma personali-dade madura para
a vida e para o mundo. Freqüentemente viajo e, em todo lugar que paro,
todos querem mostrar-me as belezas do lugar. Às vezes, isso não
me agrada. Depois de ver Nossa Se-nhora, o Paraíso, os anjos, São
José, a vida aqui na terra nada tem de interessante. Tenho sempre
diante dos olhos o Paraíso. Tenho somente uma única recordação
do que aconteceu nestes anos que se passaram. Procuro ser uma testemunha
do tempo em que vivo, um missionário, indepen-dentemente do fato
de ter uma família. Mas também com a família pode-se
ganhar muito, pode-se conseguir, talvez, mais do que um sacerdote. Ambos
são sacramentos, e neles podemos ver os apóstolos. Que alegria
seria se hoje existissem mais famílias santas que pudessem ajudar
a difun-dir a mensagem de Nossa Senhora. Mas infelizmente isto acontece
só raramente.
Ivan, para terminar, o que deseja dizer?
Gostaria de procurar ser um bom apóstolo
de Nossa Senhora. Não obstante as numerosas difi-culdades da vida,
é preciso continuar pela estrada que Ela nos mostra, o caminho da
santidade.
(revista “Medj., un invito alla preghiera”)
O Perfume de Rosas
Sou Suzan, 65 anos, dos Estados Unidos.
Em 1996, minha mãe faleceu subitamente e deixou em meu coração
um profundo vazio. Por aquele tempo, uma amiga convidou-me a tomar parte
em um grupo que partia para Mediugórie. Depois de me ter comprometido,
comecei a pensar em todas as dificuldades que teria para deixar meu pai
sozinho durante 10 dias, visto que minha mãe partira para o Céu.
Convidei-o a ir comigo, mas ele recusou. Abatido pela dor, nada lhe dava
prazer. Per-severei no meu pedido, mas ele sempre dizia “não”. Até
que um dia me perguntou como poderia obter um passaporte.
Em Mediugórie, tudo nos encantou,
especialmente a subida à Colina das Aparições. Eu
pensava constantemente: ‘Não me admiro de Nossa Senhora ter escolhido
este lugar!’ Contemplando do alto a encantadora aldeia, ouvindo os galos
cantarem ao longe e os cânticos subirem da igreja de S. Tiago, sentia-me
no Paraíso. Durante todo o tempo que passamos ali, enquanto caminhávamos
pelos campos ou ficávamos sentados perto da igreja, meu pai perguntava-me
se eu sentia perfu-mes de rosas. “Não”, nunca os senti.
Na última tarde, tínhamos
previsto assistir a programação de oração vespertina
do lado de fora da igreja, na esperança de ver o sol girar. Mas
minha amiga Kelly ainda não tinha ido à Colina das Aparições
e eu disse-lhe: ‘Você não pode partir sem ter ido lá!
Vou com você.’ Se Nossa Senhora quisesse, conceder-nos-ia ver o sol
girar durante nossa subida, pensávamos. Subimos a colina re-zando
o Rosário. Fixávamos o olhar no sol, mas ele brilhava tanto,
que tive até dor de cabeça.
Chegadas ao alto, sentamo-nos nas pedras
e rezamos o terço da Divina Misericórdia, com difi-culdade,
porque nenhuma de nós o conhecia bem. Depois, pus-me a ler a oração:
No alto da Co-lina das Aparições, no livro ‘Rezem com o Coração’.
Estava tão emocionada que Kelly teve de terminar a leitura. Isso
decidiu-a a comprar o livro. Quando chegamos novamente em baixo, fomos
bater na casa paroquial para comprar o livro, mas alguém nos pediu
que esperássemos. Após qua-renta minutos de espera, no escuro
e com um calor abrasador, saiu um frade que nos disse: ‘Fiz-vos esperar,
não foi?’ Tomou-nos pelo braço e conduziu-nos à loja
dos franciscanos. Mais tarde, ao ver a foto do padre na capa do livro,
percebemos que era Frei Slavko.
Ao retornar, compreendi que eu tinha sido
o instrumento de Maria para levar meu pai a Mediugó-rie, para que
seu coração pudesse sarar e encontrar a paz depois da morte
da minha mãe.
Quando regressei aos Estados Unidos, procurei
um meio de difundir as mensagens de Nossa Senhora. Ela mesma tomou a direção
das coisas e tudo ficou bem organizado. A idéia era abrir uma loja
para Ela. Encontrei uma de aluguel que, além de um pouco cara, precisava
também de alguns reparos. Comprei, por bons preços, expositores
de segunda mão. Uma livraria católica, que estava sendo fechada,
vendeu-me todo o material por bom preço, excetuados os livros. Quatro
meses após meu regresso de Mediugórie, inauguramos a loja
com o nome: “Presentes da Miseri-córdia Divina’ (o nome é
uma outra história!). Foi abençoada por um padre e consagrada
a nossa Mãe e Rainha do Céu. Também fiz isso em honra
da minha mãe da terra.
Alguns meses mais tarde, quando recitava
o terço da Divina Misericórdia estendida na minha cama e
de olhos fechados, senti, de repente, Mediugórie, o perfume de Mediugórie...
eu estava lá! Recusava-me a abrir os olhos para não perder
essa sensação. Interiormente, passava diante de mim cada
detalhe de minha última subida à Colina das Aparições.
Revi tudo, mesmo o que tinha esquecido. E no meio disto Nossa Senhora disse-me:
‘Tu não viste o sol girar, mas recebeste a Misericórdia Divina’.
Então os meus olhos abriram-se e compreendi, sem sombra de dúvida,
que Ela falava da loja. Tinha pensado sempre que a viagem fora para ajudar
meu pai; mas agora Nos-sa Senhora confirmava-me que a vontade de Deus era
a loja, e que Ele me tinha confiado essa responsabilidade no preciso momento
em que estava sentada naquela pedra, no alto da Colina. Cada vez que volto
a pensar nisso, sou tomada de emoção como no dia em que estava
na Colina.
Voltei a Mediugórie no ano seguinte,
simplesmente para subir novamente a Colina das Apari-ções.
Sentei-me sobre a mesma pedra e agradeci a Jesus e a Maria.
Deus permitiu-me abrir ‘Presentes da Misericórdia
Divina’ e servir aos que aí se dirigem, já são transcorridos
seis anos. Esse lugar vê surgirem testemunhos incríveis; na
lojinha de Nossa Senho-ra partilham-se alegrias e tristezas. Que bênção!
Deus seja louvado. Ele permitiu-me ter minha pe-quena parte nesse plano
miraculoso”.
Ir. Emmanuel (childrenofmedjugorje)
Aniversário de N.
Senhora
Nossa Senhora convidou a todos nós
para o seu 2018º aniversário (5 de agosto de 2002) no Podbrdo
e, naquela tarde, milhares de jovens cobriam a Colina das Aparições.
Foi extraordinário! Nossa Mãe chegou acompanhada de três
anjos e expressou Sua alegria por nos ver todos à Sua volta. Depois
da aparição, cantamos os parabéns em todas as línguas
presentes.
Nesta ocasião, esperávamos
dEla uma palavra-chave, um conselho para os jovens da nossa ge-ração.
E não faltou, porque a mensagem que Ela deu continha dois convites
muito significativos:
a) Convidou os jovens à santidade!
Isto quer dizer que Ela não faz nenhuma diferença entre aque-les
jovens que Ela formou durante anos na Sua maravilhosa escola e todos os
outros jovens pre-sentes no festival, qualquer que seja o seu contexto
atual. Somos TODOS chamados à santidade!
b) Pediu aos jovens que começassem
a rezar. Muitos deles estão comprometidos com toda a es-pécie
de meios de COMUNICAÇÃO, e-mails, telefones portáteis,
navegação na internet, etc... Mas a oração
não é justamente a via para uma realidade melhor, infinitamente
mais preciosa e durável: a COMUNHÃO dos corações?!
Nessa tarde, a Mãe do Céu indicou-lhes a única via
de acesso àquilo que mais lhes falta, àquilo com que sonham
desesperadamente: o verdadeiro amor!
Querida Nossa Senhora, quando estivermos
distraídos e vazios, quando errarmos sem des-tino, atraí
nossas almas para a beleza do Céu!!
Ir. Emmanuel (childrenofmedjugorje)
O Messias está chegando!
Durante muitos anos, o Precursor de Jesus,
no deserto, anunciava, clamava, exortava, suplica-va: convertei-vos...
O Messias está chegando! Da mesma forma, nestes 21 anos de aparições
marianas, Frei Iozo Zovko repete incansavelmente seu testemunho sobre a
vinda da Mãe de Deus a Mediugórie e sobre os sinais que Ela
nos dá para chegarmos a seu Filho e obter a paz. «Hoje, milhões
de pessoas estão dispostas a dar a vida por Maria», afirma
Frei Iozo, já famoso em todo o mundo. Em poucos anos, Nossa Senhora
mudou a face da terra. Prova disso são os numerosos peregrinos que
chegam a Mediugórie, de todos os países do mundo, não
apenas católicos, mas também de outros credos e confissões.
Ultimamente, chegam muitos ortodoxos da Rússia, da Gré-cia...».
Como S. João Batista, também
Frei Iozo se inflama quando começa a falar de Deus e de Nossa Senhora,
desejando que aquele fogo inflame as almas de todos os que o escutam. Seis
mil pesso-as estavam reunidas no Palarossini (em Ancona - Itália)
para viverem um dia de oração com o franciscano da província
de Herzegovina, num encontro sob o tema: «Eis aí tua Mãe»,
mística au-rora do terceiro milênio.
«Mediugórie não é
uma história para crianças - disse Frei Iozo - mas é
uma vida nova, uma mudança radical para o homem. Nossa Senhora continua
chamando-nos à oração, sobretudo em família,
porque hoje as trevas, a noite instalou-se em nossas casas.
Que devemos fazer, então, para
crescer na fé? É simples: «Fazer como aqueles milhões
de pes-soas que mudaram de vida só porque nestes 21 anos Nossa Senhora
entrou em seus corações!»
S.C.(Eco de Maria)
Confessaram-se na Montanha
Nos últimos dois séculos,
temos tido conhecimento de que Nossa Senhora tem aparecido a cri-anças
e adultos, sendo portadora de mensagens que se sintetizam na mesma trilogia:
Oração, Pe-nitência e Jejum. Consta que em 1981, Nossa
Senhora apareceu a 6 crianças, numa aldeia da Herzegovina (Mediugórie)
— ex-Iugoslávia — e que, ao longo destes vinte e um anos, tem-Se
ma-nifestado aos videntes.
Eu já tinha visitado vários
Santuários Marianos, mas não conhecia este, embora tivesse
esse desejo há muito tempo.
Aqui aprendi a rezar mais e a apreciar
o valor da oração. Fiquei sensibilizado com os milhares de
pessoas que à volta do altar do pavilhão rezavam com muita
devoção.
Estive presente nos locais das aparições,
de dia e de noite, onde rezamos o terço. Rezáva-mos nos percursos,
nos caminhos e nos locais das aparições. Foi impressionante
a subida ao monte Krizevac, numa quinta-feira, iniciando a subida às
6 horas e terminando às 9, meditan-do a Via-Sacra, comentada por
Frei Iozo. No fim da Via-Sacra, foi impressionante ver os sa-cerdotes confessarem-se
uns aos outros, num gesto de humildade e de fé, à volta desse
monte. Somente num gesto de fé foi possível subir e descer
esse monte, por uma espécie de caminho constituído de grandes
pedras, que nem os animais tinham capacidade de subir e descer. Entretanto,
viam-se homens e mulheres, crianças e jovens, pessoas deficientes
e obesas, pessoas descalças, saltando e percorrendo aqueles caminhos
sinuosos, cheios de pe-dras grandes e pequenas. Uma pessoa curiosa que
presenciasse aquele espetáculo, certa-mente diria: Aquelas pessoas
são malucas; são doidos que assim procedem.
Mas as pessoas de fé, pelo contrário,
diriam: É o amor que motiva este procedimento.
Embora a Igreja não tenha reconhecido
oficialmente as aparições aos videntes de Mediugórie,
não há dúvida de que a mensagem transmitida aos videntes,
sobre a oração pela paz, pelos não crentes, o jejum
e o sacrifício, já estão implantados neste local.
Tenho a certeza de que, devido ao crescimento
do número de sacerdotes e bispos e de milhares de leigos que ali
vão, dentro de pouco tempo o Santo Padre vai reconhecer oficialmente
este local de oração e as aparições aos seis
videntes. Quanto a mim e aos padres que estiveram comigo, fi-camos tocados
por este testemunho de orarão.
Uma pessoa que sobe e desce o monte Krizevac
fica mais convertida para Deus.
Houve, até, sacerdotes que subiram
e desceram duas vezes no mesmo dia esse monte, rezando e meditando os passos
de Jesus Cristo no monte do Calvário.
Vale a pena visitar Mediugórie.
Pe. Antônio Simões, sacerdote
português (Eco de Maria)
Peregrinações
2003
Maio: França,
Espanha e Portugal (Lourdes, Medalha Milagrosa,
Lisieux, Cura d’Ars, Burgos, São Tiago de Compostela, Lisboa, Fátima
(13 de maio). Saída: 02.05.03. Volta: 16.05.03.
Diretor espiritual: Pe. Simão Sieczka,
pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Céu
Azul)
Encontro sobre Mediugórie
A Associação Servos da Rainha
organiza regularmente um Encontro para quem deseja aprofundar, no recolhimento
e na oração, o caminho interior na escola de Maria.
Esse Encontro será uma oportunidade
para quem ainda não foi à Terra Abençoada fazer, mesmo
no Brasil, uma experiência da espiritualidade mariana de Mediugórie.
Para quem já esteve lá, servirá para reavivar a chama
já acesa, através do reencontro dos amigos do grupo de peregrinos,
dos testemunhos e da reza do Santo Rosário, Santa Missa, Via-Sacra
e Adoração eucarística.
O Encontro será realizado na Comunidade
Servos da Rainha, de 14 a 17 de novembro deste ano.
Assegure logo sua participação.
Vagas limitadas. Telefone (61) 624-5511.
Contribuições
para o Eco
As contribuições poderão
ser deposita-das no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições
efetuadas para anotação no cadastro.