Mediugórie - Eco
199
Outubro de 2002 - Mês
do Santo Rosário
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.09.02:
Queridos filhos! Também neste
tempo sem paz, convido-os à oração. Filhinhos, rezem
pela paz para que, no mundo, cada homem sinta amor pela paz. Somente quando
a alma encontra paz em Deus ela sente-se feliz e o amor percorre o mundo.
De maneira especial, filhinhos, vocês são chamados a viver
e a dar testemunho da paz: paz em seus corações e nas famílias,
e, por meio de vocês, a paz propagar-se-á também no
mundo. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Testemunhem a paz!
Nesta mensagem a Bem-Aventurada Virgem
Maria nos fala que caminha conosco e, sem cessar, convida, chama os corações
e almas a voltarem-se para Deus, fonte da vida. Quase todas as mensagens
de Nossa Senhora começam com o convite à oração,
a um diálogo com Deus. A oração não é
uma fórmula mágica para solucionar problemas pessoais, familiares
ou mundiais. É um convite a uma relação de amor com
Deus. A oração aproxima-nos de Deus. A oração
tem um propósito: que nossos corações se façam
humildes e dependentes de Deus. O homem, por natureza, tende à autonomia
e à independência. Mas Jesus nos diz: “... porque sem mim
nada podeis fazer” (Jo, 15,5b). Somente quando, por meio da oração,
nos tornamos amigos de Deus, quando nos tivermos aproximado dEle, é
que Ele nos poderá dar tudo. O fruto dessa aproximação
é a paz, da qual Nossa Senhora fala nesta mensagem. Deus não
deseja dar-nos migalhas ou uma parte de Si, mas completamente. Também
nós devemos, em primeiro lugar, buscar o encontro com Ele, antes
de pedir-Lhe algo. Somente quando tivermos encontrado Deus, é que
teremos tudo: a alegria, a paz, a saúde, a vida. Só então
é que as tragédias, padecimentos, cruzes e enfermidades não
serão mais horríveis nem terríveis, e que, com Deus,
tudo terá sentido.
Nossa Senhora fala de um tempo sem paz.
O tempo de inquietação nasce nos corações humanos
sem paz, nos quais Deus não está presente. Estamos conscientes
de que reina demasiada falta de paz em nós e à nossa volta,
e isso dificulta crermos facilmente nas palavras de Jesus: “A paz vos deixo,
minha paz vos dou; não a dou como o mundo vo-la dá” (Jo,
14,27).
Somente quando a alma encontra paz em
Deus, sente-se feliz, e o amor começará a percorrer o mundo,
nos diz nossa Mãe Celestial. Madre Teresa costumava dizer: “As obras
de amor são obras de paz”. O amor produz a paz. Há muita
falta de paz porque não existe amor. E Deus é amor. Deus
é necessário ao coração humano, à família
e a este mundo, assim como a chuva à terra árida.
Ninguém, como a Mãe de Deus,
amou Jesus. Por isso, Ela é a única que conhece a melhor
maneira de amá-Lo. Ela não O guardou para Si de maneira egoísta,
mas levou-O a sua prima Isabel. E cada um de nós, quando recebemos
Jesus na Santa Comunhão, é convidado a levá-Lo a seus
entes queridos, àqueles que Deus colocou em nosso caminho. Conservar
Jesus para si, significa perdê-Lo. Neste caso, não são
necessárias grandes coisas e obras, nem milagres e curas sensacionais.
A Mãe de Deus não foi grande por algumas obras humanas e
milagres, mas porque permitiu a Deus, que nEla e por meio dEla, realizasse
Sua vontade. Ela esvaziou-Se plenamente, a fim de que Deus pudesse morar
completamente nEla. Renunciou a sua vontade e desejos para que a vontade
e os desejos de Deus pudessem realizar-se nEla e, por meio dEla, em nós
e neste mundo. Se desejarmos o amor, se desejarmos Deus, iremos encontrar-nos
diante de um caminho de sacrifício, de um caminho estreito e íngreme,
mas que conduz à vida. Deus, em Seu Filho Jesus tudo nos concedeu,
nada nos pede, apenas um pouco de oração, de jejum, de tempo,
de sacrifício. Nosso Deus é um Deus exigente, como o é
Nossa Senhora aqui. Ela é exigente conosco porque nos ama, porque
somos importantes para Ela. É muito mais fácil não
aceitar suas mensagens, porém não é o melhor. Nossa
Mãe vem nos visitar hoje, a você e a mim, para dizer-nos que
este mundo não está faminto de riquezas nem de dinheiro,
mas de amor, isto é, de Deus. Há tantas pessoas ricas que
são verdadeiramente pobres de coração.
Nossa Senhora vem a este lugar trazer
a abundante riqueza de Seu Coração para no-la dar. Sejamos
os primeiros a dar os primeiros passos e a seguir sua voz maternal, não
esperando que outros o façam, porque poderá acontecer que
nunca comecemos.
Frei Liubo Kurtovic Medj. 26.09.2002
O Papa: Rezem o Rosário
Antes da oração do Angelus,
no dia 29 de setembro passado, em Castel Gandolfo, o Santo Padre relembrou
aos fiéis que no mês de outubro consta na Liturgia a celebração
da festa de Nossa Senhora do Rosário, o que deve levar-nos a redescobrir
esta tradicional oração, tão simples, mas tão
profunda. Ele disse: “o Rosário é o caminho de contemplação
da face de Cristo, rezado, por assim dizer, com o olhos de Maria.
Por isso, é a oração
que está no coração do Evangelho, e está em
completa harmonia com a inspiração do Concílio Vaticano
II e em perfeita linha com a indicação que dei na Carta Apostólica
“Novo Millenio Ineunte”. É necessário que a Igreja navegue
“mar a dentro” no novo milênio, recomeçando pela contemplação
da face de Cristo.
Por isso, desejo sugerir a reza do Rosário
a cada um, individualmente, às famílias e às Comunidades
cristãs. Para reforçar este pedido, eu estou também
preparando um documento que ajudará a redescobrir a beleza e profundidade
desta oração.
Quero confiar, mais uma vez, a grande
causa da paz à oração do Rosário. Estamos diante
de uma situação internacional eivada de tensões...
Podemos ver que, embora sempre necessárias, as tratativas políticas
pouco ajudam quando o espírito permanece exacerbado e não
há habilidade em demonstrar disposição interior em
retomar o caminho do diálogo. Mas, quem pode infundir tais sentimentos,
senão Deus? É mais necessário do que nunca que orações
pela paz sejam elevadas a Ele pelo mundo inteiro. Justamente nesta perspectiva,
o Rosário revela-se como uma particular e apropriada oração.
Ele constrói a paz também porque, enquanto implora a graça
de Deus, planta em quem o reza a semente do bem, cujos frutos de justiça
e solidariedade brotam na vida das pessoas e da comunidade.
Estou pensando nas nações,
e também nas famílias: que imensa paz seria assegurada nas
relações familiares, se o Rosário fosse rezado na
família!”
Minha oração
predileta
Outubro, mês consagrado a Nossa
Senhora e à reza do Rosário.
O Papa João Paulo II, treze dias
após eleito Papa, em outubro de 1978, antes do Angelus do meio dia,
exclamou: “O Rosário é a minha oração predileta.
Que maravilhosa oração! Maravilhosa em sua simplicidade e
em sua profundidade”. O Papa, homem de oração e fiel venerador
da Mãe Celestial, manifestou, não apenas a verdade de seu
interior, mas a verdade de muitos outros que no Rosário reconhecem
uma maneira própria de rezar e o próprio estado espiritual.
O Rosário, na verdade, é, em si, uma oração
simples e, como tal, tem conquistado os corações dos cristãos.
Sem dúvida, o Rosário, como nos diz o Papa, tem sua profundidade
e riqueza. Precisamente essa profundidade e conteúdo podem ser experimentados
por numerosos fiéis quando rezam o Rosário em Mediugórie.
Com o Rosário na mão, isso
é certo, podemos tornar-nos pessoas diferentes. Nossa Senhora o
sabe e, por causa disso, convida-nos a essa formosa e sublime devoção.
Nossa Senhora, com o mesmo amor maternal, convidou à reza do Rosário
em Fátima, Lourdes, Mediugórie... O Rosário é
um convite a caminhar por Belém, Nazaré, Jerusalém...
Ele é sempre uma lição na escola da Virgem Maria.
Por meio do Rosário, chegamos a Jesus, identificamo-nos com a figura
da Serva de Deus e entramos no espaço do sagrado. O Rosário
é uma arma poderosa nas mãos do cristão. Ao passar
suas contas rezando, ao parar em cada mistério, convertemo-nos em
pessoas que podem e têm direito de conduzir a humanidade ao Criador
de tudo.
Por meio da oração, o fiel
estabelece o diálogo entre o Céu e a Terra. O Rosário
é o melhor amigo na solidão, na enfermidade, na preocupação,
no medo... Alguém escreveu certa vez: “Cada um tem algo com que
se defender. A criança tem o grito e o choro, a mulher, a ternura
e as lágrimas, o homem, a força e a decisão, e nós
católicos temos Cristo e Maria, a Eucaristia e o Rosário”.
Frei Mario Knezovic
Notícias de Mediugórie
Esperança da paz
interior
Acontece algo que vai para além
da minha razão. A Santíssima Virgem coloca-nos diante de
um desafio. A quem duvida, talvez Ela, com o tempo, dará mais Luz.
Nossa vinda aqui está voltada à
vivência da fé. Fico entusiasmado quando vejo muitos cristãos
que chegam de todas as partes do mundo e falam a mesma língua: a
língua da oração.
Aqui a Santíssima Virgem manifesta-Se
como Rainha da Paz. Só Deus sabe quanto estão os corações
inquietos. Desejamos apenas a paz que vem de Deus.
Esta foi uma oportunidade também
para encontrar-me com muitos peregrinos. Vi quanta ruptura existe em seus
corações. Acredito que, os que vêm aqui, não
são turistas, mas vêm na esperança de encontrar a paz
em Maria. Vieram para confiar o seu sofrimento a Nossa Senhora, na esperança
de encontrar a paz interior.
(Bispo do Gabão, visita feita em
agosto)
Exaltação
da Santa Cruz
Foi celebrada em Mediugórie, em
setembro, no primeiro Domingo depois da Natividade de Nossa Senhora, a
festa da Exaltação da Santa Cruz, que reuniu mais de 40 mil
peregrinos.
Como é habitual, já durante
a noite chega a Mediugórie um rio de peregrinos, sendo que muitos
deles percorrem centenas de quilômetros a pé, tendo alguns
feito o percurso descalços.
Como sinal evidente da luz eterna que
resplandece da Cruz, este ano, dez dias antes da solenidade, a cruz do
Krizevac foi iluminada, para lembrar seu significado e preparar os peregrinos
para as festividades.
A Santa Missa, concelebrada por 60 sacerdotes,
foi presidida por Frei Jure Brkic. Para os peregrinos que não puderam
subir o Krizevac, na Igreja paroquial foi celebrada Missa ao meio dia,
presidida por Frei Liubo Kurtovic. A Santa Missa vespertina, celebrada
no exterior da Igreja, foi presidida por Frei Ivan Dugandzic e concelebrada
por 55 sacerdotes.
Breves apontamentos sobre a Cruz erigida
no alto do monte Krizevac, em 1933, para comemorar o 1900º aniversário
da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus: na cruz
está escrito «A Jesus Cristo, Redentor da Humanidade, em sinal
de fé, amor e esperança». Na cruz, entre outras relíquias
vindas de Roma na ocasião, está um pedaço da Cruz
que os cristãos consideram ser da Cruz em que Jesus Cristo foi crucificado,
da qual um pedaço maior é conservado na Igreja da Santa Cruz
de Jerusalém, em Roma.
Sucessivamente, instaurou-se o uso de
celebrar a Santa Missa aos pés daquela Cruz no primeiro Domingo
após a Natividade de Nossa Senhora, em recordação
à Exaltação da Santa Cruz, subindo um longo e difícil
caminho, quase impossível, que conduz à Cruz. Os peregrinos
cumprem a devoção da Via Sacra, com estações
definidas por altos relevos em bronze, ali colocados ao lado de imagens
de Nossa Senhora. A Virgem segue Jesus ao longo da Via Sacra.
Press Bulletin
Do Papa a Frei Iozo
Em 1992, durante a guerra na Bósnia,
Frei Iozo encontrou-se com o Santo Padre e este lhe dirigiu as seguintes
palavras: “Eu estou com você, proteja Mediugórie, proteja
as mensagens da Virgem!”
Ontem vieram peregrinos poloneses agradecer
a Frei Iozo pelos vinte e um anos de seu testemunho em favor das aparições
de Mediugórie e entregaram-lhe nota de agradecimento assinada pela
mão trêmula do seu mais célebre compatriota, João
Paulo II.
A nota de agradecimento foi entregue a
Frei Iozo pessoalmente por Krystina Gregorezyk, na igreja de Siroki Brieg.
A mensagem foi escrita em Roma, imediatamente após o regresso do
Papa da Polônia. Krystyna, que trabalha no Vaticano como colaboradora
do Santo Padre, tinha tomado o café da manhã com o Papa,
antes de partir para Mediugórie, juntamente com vários outros
poloneses. O Papa assinou a carta em sua presença. Krystyna conta
que o Papa estava muito alegre durante o café e fez muitas perguntas
sobre Mediugórie. Ele estava feliz também por ouvir os testemunhos
que lhe transmitiam os peregrinos poloneses. Eis o teor da mensagem:
“Concedo, do fundo do coração,
uma Bênção Apostólica particular a Frei Iozo
Zovko, O.F.M., e invoco uma nova efusão de graças e de favores
celestes e a contínua proteção da Bem-Aventurada Virgem
Maria. João Paulo II”
Cathy Nolan (childrenofmedjugorje)
Ser Um com Jesus
È muito significativa a maneira
como Nossa Senhora insiste na fé! É muito importante que
nos tornemos verdadeiros fiéis! Não é de admirar que
Ela goste tanto da oração do Creio, que chegou mesmo a dizer
aos videntes ser esta a Sua oração preferida. Como boa judia
piedosa nos exorta: “O mais importante é ter uma fé firme!”
Num país ex-comunista como o nosso, isto vale seu peso em ouro...
No plano espiritual, muitos dizem: “Eu
creio em Deus, mas não pratico”. Muitas vezes este “Eu creio em
Deus” significa “Eu sei que Deus existe, mas não pratico, porque
este pensamento de que Deus existe não me dá razões
para mudar minha vida”. Do mesmo modo, eu creio que tal constelação
de estrelas existe no céu, e daí? Em que isso muda minha
vida? Com muito humor, Frei Slavko comparava isto a um homem que dissesse:
“Sou fumante, mas não fumo”.
Para compreender o extraordinário
amor de Maria pelo Creio e Seu imenso desejo de fazer de nós “verdadeiros
fiéis que crêem”, precisamos penetrar, com Ela, no sentido
profundo, real e bíblico da palavra “Creio” em hebraico: “ani maamin”.
Ora, na Bíblia, as palavras mais espirituais, as mais divinas, são
tiradas das realidades mais concretas e mais encarnadas da criação,
o que confere à nossa religião judaico-cristã o sentido
profundo da Encarnação. Não, “ani maamin” não
quer dizer “eu sei que isso existe”. Quer dizer “eu adiro”. Trata-se de
uma ação física muito real: eu colo-me a isso, estou-lhe
agarrado, faço corpo com isso, como um adesivo adere ao vidro do
carro. (Se colo o adesivo “Amo Mediugórie!” no vidro do meu carro,
ele segue-me aonde vou, não se pode olhar o carro sem ver também
o adesivo! E sempre vocês podem tentar descolá-lo!).
Se digo “Eu creio em Jesus”, significa
que adiro a Ele com todo o meu ser, que me “colo” a Ele e à sua
inteira realidade, faço corpo com Ele, estou onde Ele está,
vou aonde Ele vai, apanho com as pedras se O lapidam, recebo o beijo se
O beijam, numa palavra, sou Um com Ele. Se minha fé for firme (se
a cola for boa), nada poderá separar-me dEle. Se minha fé
for fraca, se a cola for má, à menor provação,
à menor violência, descola. Vou separar-me, distanciar-me
e errar sozinho. Hoje, Nossa Senhora nos diz: A fé de vocês
é fraca. Isso significa que nossa “cola” é de má qualidade
e que não aderimos firmemente a Deus. Vocês nem sequer estão
conscientes, diz-nos Ela. De fato, estamos ainda tão longe dEle
que nem sequer temos consciência de que passamos ao lado do amor
divino, sem nEle crer. Estamos ainda presos a nossos “mesquinhos interesses”
e fazemos com muita freqüência escolhas más para nossas
adesões.
Abandonemos esta falsa interpretação
da palavra “Fé” que consiste num pensamento (bom) de que Deus existe.
A cultura greco-latina intelectualizou-a. Voltemos à fonte da revelação
bíblica e ao sentido da Encarnação. Também
satanás sabe que Deus existe! Ele não tem, acerca disso,
qualquer dúvida. Não é um fiel, mas o exemplo
perfeito do infiel: ele não adere, está “desconectado” para
sempre de Deus. (O cristão não diz “creio em satanás”,
mas “sei que satanás existe”, porque não deseja aderir a
ele).
Neste processo de adesão, a cola
é evidentemente a graça. Para obter a boa cola, só
existe um caminho: a oração! Rezem para ter uma fé
forte, diz-nos Nossa Senhora.
No Creio, não apenas afirmo “Creio
em Deus”, mas também confesso que creio nos vários mistérios
da vida de Jesus, nas diversas ações do Espírito Santo,
na ressurreição dos mortos, etc... Ora, o que encanta Nossa
Senhora quando os fiéis rezam o Creio é o poder criativo,
transformante e vivificante desta profissão da nossa fé.
Mais uma vez, reportemo-nos ao que Ela própria aprendeu no colo
de S. Joaquim e de Santa Ana: quando um fiel confessa com os lábios
uma realidade da fé, essa realidade fortifica-se nele, vive nele,
atualiza-se e torna-se-lhe real.
Assim, todas as vezes que eu professo,
com todo o meu coração: “Creio na Ressurreição”,
é toda a realidade da Ressurreição que se desenvolve
em mim, e eu me torno um pouco mais ressuscitado em Cristo. Não,
não é relato de um velho livro de história! Eu vivo
a Ressurreição! Se digo: “Creio no Espírito Santo”,
permito a este Espírito que desenvolva concretamente todas as Suas
dimensões em mim.
Um dia perguntei a Vicka: “Em tua opinião,
porque é que Nossa Senhora ama tanto o Creio?” Ela respirou fundo,
o seu olhar mudou, vi que queria comunicar-me um tesouro inestimável,
mas não encontrava palavras suficientemente belas. Acabou por me
dizer: “Veja! No Creio! Se tu soubesses! O Pai está vivo! Jesus
está vivo! O Espírito está vivo!” E ela só
tinha na boca esta palavra: Vivo!
Ir. Emmanuel
Josemaría Escrivá
O Fundador do Opus Dei foi canonizado
no dia 6 deste mês de outubro.
Josemaría Escrivá de Balaguer
nasceu em Barbastro (Espanha), em 9 de janeiro de 1902.
No inverno de 1917-1918, ocorreu um fato
que teve influência decisiva no futuro de Josemaría Escrivá:
durante a época de Natal, caiu uma forte nevada sobre a cidade e,
um dia, reparou umas pegadas na neve. Eram as pegadas de um frade carmelita
que caminhava descalço. Interrogou-se: Se há pessoas que
fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, não
serei eu capaz de Lhe oferecer alguma coisa? Surge, assim, na sua alma,
uma divina inquietação: comecei a pressentir o Amor, a dar-me
conta de que o coração me pedia alguma coisa grande, que
fosse amor.
No dia 28 de março de 1925, Josemaría
foi ordenado sacerdote, em Saragoça.
O Opus Dei nasceu no dia 2 de outubro
de 1928. São Josemaría estava fazendo um retiro espiritual
e, enquanto meditava nos apontamentos das moções interiores
recebidas de Deus nos últimos anos, de repente viu (é a palavra
que sempre utilizará para descrever a experiência fundacional)
a missão que Nosso Senhor lhe queria confiar: abrir na Igreja um
novo caminho vocacional, orientado a difundir a procura da santidade e
a realização do apostolado mediante a santificação
do trabalho quotidiano no meio do mundo, sem mudar o estado de vida.
Nas perseguições, lembrava-se
sempre da passagem que diz: «todos os que querem viver piedosamente
em Jesus Cristo serão perseguidos» (2 Tim 3, 21), e recomendava
a seus filhos espirituais que, perante as ofensas, se esforçassem
em perdoar e esquecer: calar, rezar, trabalhar, sorrir.
O mundo é muito pequeno, quando
o Amor é grande. O desejo de inundar a terra com a luz de Cristo
levou-o a aceitar as solicitações de numerosos Bispos que,
de todos os lugares do mundo, lhe pediam ajuda do apostolado do Opus Dei
para a evangelização.
Nas sessões do Concílio,
o Magistério solene confirmou aspectos fundamentais do espírito
do Opus Dei: o chamamento universal à santidade, o trabalho profissional
como meio de santidade e de apostolado, o valor e os legítimos limites
da liberdade do cristão em matérias temporais, a Santa Missa
como centro e raiz da vida interior, etc. Santidade no meio do mundo.
Ao longe, no horizonte, o céu toca
a terra. Mas não se esqueça de que, onde de verdade o céu
e a terra se tocam, é no seu coração de filho de Deus.
Ele estava profundamente convencido de
que, para alcançar a santidade no trabalho quotidiano, era necessário
esforço para ser alma de oração, alma de profunda
vida interior. Quando se vive desta forma, tudo é oração,
tudo pode e deve conduzir-nos a Deus, alimentando, da manhã à
noite, esta relação contínua com Ele. Todo o trabalho
pode ser oração e todo o trabalho, que é oração,
é apostolado.
Sua vida interior era alimentada na oração
e nos sacramentos, que se manifestava no amor apaixonado pela Eucaristia,
na profundidade com que vivia a Santa Missa como centro e raiz da sua própria
vida, na terna devoção a Nossa Senhora, a São José
e aos Anjos da Guarda, na fidelidade à Igreja e ao Papa.
Comemorou, em 28 de março de 1975,
as bodas de ouro da ordenação sacerdotal. Nesse dia, sua
oração foi como que uma síntese de toda a sua vida:
passados cinqüenta anos, sou como uma criança que balbucia.
Devo começar, recomeçar minha luta interior de cada dia.
E assim até o fim dos dias que me restem: sempre a recomeçar.
São Josemaría morreu, em
conseqüência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho
de 1975, ao meio dia, no seu quarto de trabalho, aos pés de um quadro
de Nossa Senhora, a quem lançou seu último olhar.
Milagre para a canonização
Dr. Manuel Nevada Rey, médico espanhol
e especialista em traumatologia, durante quase quinze anos operou fraturas
e outras lesões, expondo suas mãos à ação
de Raio-X.
A partir de 1962, começou a sentir
sintomas da radiodermitis, agravando-se sempre mais essa doença
e, a partir de 1984, teve que limitar suas atividades a cirurgias menores,
porque suas mãos estavam gravemente afetadas. No verão de
1992, teve que abandonar completamente as cirurgias. Nesse período,
não se submeteu a qualquer tratamento.
A radiodermitis é uma enfermidade
típica dos médicos que expõem suas mãos à
ação das radiações dos equipamentos de Raio-X
durante um tempo prolongado. Trata-se de uma enfermidade evolutiva que
progride até provocar, com o passar dos anos, a aparição
do câncer de pele. A radiodermitis não tem cura. Os únicos
tratamentos conhecidos são os cirúrgicos (enxertos de pele
ou amputação das partes afetadas). Até hoje, nenhum
caso foi constatado de cura espontânea dessa doença.
Em novembro de 1992, Dr. Nevado conheceu
Luís Eugênio Bernardo, engenheiro agrônomo que trabalhava
num organismo do governo espanhol. Ao saber da enfermidade do médico,
ofereceu-lhe uma estampa do fundador do Opus Dei, beatificado em 17 de
maio daquele ano e falou-lhe que pedisse sua intercessão para a
cura da radiodermitis.
A partir de então, Dr. Nevado começou
a confiar sua cura ao Beato Escrivá. Poucos dias depois desse encontro,
viajou com sua esposa a Viena, para participar de um congresso médico.
Visitaram várias igrejas e encontraram estampas do Beato Josemaría.
“Isto me impressionou – explica Dr. Nevado – e animou-me a rezar mais por
minha cura”. Desde o dia em que começou sua cura por intercessão
do Beato Josemaría Escrivá, as mãos foram melhorando
e, em quinze dias, desapareceram completamente as lesões. A cura
foi total, a ponto de, a partir de janeiro de 1993, ele voltar a realizar
operações cirúrgicas sem qualquer problema.
Em 10 de julho de 1997, a Consulta Médica
da Congregação para as Causas dos Santos emitiu, por unanimidade,
o seguinte diagnóstico: “cancerização de radiodermitis
crônica grave em 3º grau, em fase de irreversibilidade”. A cura
completa das lesões, confirmada pelos exames objetivos efetuados
no paciente em 1992, 1994 e 1997, foi declarada como “muito rápida,
completa, duradoura e, cientificamente, inexplicável”.
Eco de Maria
Observar as normas da Igreja
Castel Gandolfo, 23 de setembro (Zenit.Org)
— O Papa João Paulo II alertou, neste sábado, ao encontrar-se
com um grupo de Bispos brasileiros, quanto à tendência de
«clericalização dos leigos» provocada por interpretações
erradas do Concílio Vaticano II.
No final da visita a Roma do grupo de
prelados brasileiros, país com o maior número de católicos,
o Papa falou, no seu discurso, que hoje se dá uma «confusão
de funções» originada por interpretações
teológicas erradas. «Entre os objetivos da reforma litúrgica,
estabelecidos pelo Concílio Vaticano II, estava a necessidade de
levar todos os fiéis à participação nas cerimônias
litúrgicas, mas na prática, nos anos posteriores ao Concílio,
com o objetivo de dar cumprimento a este desejo, foi-se estendendo arbitrariamente
a confusão de funções naquilo que se refere ao ministério
sacerdotal e à função dos leigos».
Sintomas desta confusão, segundo
o Papa, são «a recitação indiscriminada e comum
da oração eucarística, homilias pronunciadas por leigos»
o abuso na «distribuição da Comunhão por parte
de leigos».
Estes «graves abusos» insistiu,
tiveram, «com freqüência, sua origem nos erros doutrinais,
sobretudo no que se refere à natureza da Liturgia, do sacerdócio
comum dos cristãos, da vocação e missão dos
leigos, e também no que se refere ao ministério ordenado
dos sacerdotes».
As conseqüências deste fenômeno,
segundo o Papa, são «a escassa observância de certas
leis e normas eclesiásticas, a interpretação arbitrária
do conceito de «suplência»: a tendência à
«clericalização» dos leigos, etc.».
Se bem que «a liturgia é
ação de todo o Corpo Místico de Cristo, do Seu Corpo
e dos Seus Membros», é verdade que «nem a todos corresponde
a mesma função, pois nem todos participam do mesmo modo no
sacerdócio de Cristo».
Confirmou que os fiéis não
ordenados podem «exercer algumas tarefas e funções
de colaboração no serviço pastoral» só
«quando estão expressamente habilitados pelos seus respectivos
pastores consagrados, segundo as prescrições do Direito».
Por outro lado, acrescentou o sucessor
de Pedro, «os membros do Conselho Pastoral Diocesano ou paroquial
gozam exclusivamente do voto consultivo e, por esse motivo, não
pode ser considerado como deliberativo.
O Bispo, - insistiu - deve «escutar
os fiéis, clérigos e leigos, para formar uma opinião»,
mas «estes não podem formular um juízo definitivo sobre
a Igreja», pois corresponde ao Bispo discernir e pronunciar-se, não
por uma mera questão de consciência, mas como Mestre da fé».
Neste contexto, o Papa referiu-se também
ao «restabelecimento do diaconato permanente dos homens casados»
que «constitui um enriquecimento importante para a missão
da Igreja».
Este serviço - concluiu - terá
que «estar sempre limitado às prescrições do
Direito, dado que corresponde aos presbíteros o exercício
do pleno poder ministerial», evitando assim «ambigüidades
que poderão confundir os fiéis, sobretudo nas celebrações
litúrgicas».
Madre Teresa de Calcutá
Cidade do Vaticano, 24.09.02 (Zenit. org.)
— Os Bispos e Cardeais da Congregação Vaticana para as Causas
dos Santos reconheceram que Madre Teresa de Calcutá viveu durante
toda a sua vida as virtudes em grau heróico.
O reconhecimento, que tem lugar depois
de uma investigação abrangente de 80 mil páginas,
constitui um passo decisivo para a beatificação da religiosa
nascida em 1910, em Skópie, capital da Macedônia, e falecida
em 5 de setembro de 1997.
Neste mês de outubro, os Cardeais
e Bispos da Congregação reunir-se-ão novamente para
se pronunciarem sobre um milagre atribuído à intervenção
de Agnes Gonxha Bojalixure (este é o seu nome de batismo): A cura
de um tumor no abdômen de uma mulher.
O Papa João Paulo II poderá
assistir à reunião e promulgar imediatamente o Decreto de
reconhecimento, tanto das «virtudes heróicas» como do
milagre de Madre Teresa.
Falecida há 5 anos, a religiosa
poderá ser beatificada no ano 2003. O processo de beatificação,
portanto, baterá recorde dos tempos modernos. Foi formalmente aberto
em 26 de julho de 1999, pouco menos de dois anos depois do falecimento
da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 1979. Se bem que o processo deveria
ter começado cinco anos depois da sua morte, João Paulo II
dispensou, de maneira totalmente excepcional, desta norma a religiosa fundadora
das Missionárias da Caridade.
Peregrinações
2003
Maio: França, Espanha e Portugal
(Lourdes, Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Burgos, São Tiago
de Compostela, Lisboa, Fátima (13 de maio). Saída: 02.05.03.
Volta: 16.05.03.
Diretor espiritual: Pe. Simão Sieczka,
pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Céu
Azul)
Encontro sobre Mediugórie
Este encontro é aberto a todos
que desejarem aprofundar, no recolhimento e na oração, o
caminho interior na escola de Maria.
O Encontro será realizado na sede
da Comunidade Servos da Rainha, cerca de 30 km do centro de Brasília,
de 14 a 17 de novembro próximo.
Aos participantes que vierem de outros
Estados, pedimos nos informar a hora da chegada na Rodoferroviária
ou no Aeroporto de Brasília para providenciarmos o traslado até
a Comunidade. Para os interessados, vamos organizar um passeio em Brasília,
na segunda-feira, dia 18.
Assegure logo sua participação.
Vagas limitadas. Telefone (61) 624-5511.
Contribuições
para o Eco
As contribuições poderão
ser deposita-das no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições
efetuadas para anotação no cadastro.
Aviso
Para entrada na Bósnia-Herzegovina
há necessidade de “Visto“ prévio do Passaporte. Como no Brasil
não há embaixada daquele País, quem desejar ir por
conta própria a Mediugórie precisa requerer o “visto” com
antecedência mínima de um mês junto a seu agente de
viagem que deverá obtê-lo em Saraievo ou em outro país
em que haja embaixada da Bósnia-Herzegovina.