Mediugórie - Eco 199
Outubro de 2002 - Mês do Santo Rosário
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.09.02:
 
 Queridos filhos! Também neste tempo sem paz, convido-os à oração. Filhinhos, rezem pela paz para que, no mundo, cada homem sinta amor pela paz. Somente quando a alma encontra paz em Deus ela sente-se feliz e o amor percorre o mundo. De maneira especial, filhinhos, vocês são chamados a viver e a dar testemunho da paz: paz em seus corações e nas famílias, e, por meio de vocês, a paz propagar-se-á também no mundo. Obrigada por terem correspondido a  Meu apelo.
Testemunhem a paz!
Nesta mensagem a Bem-Aventurada Virgem Maria nos fala que caminha conosco e, sem cessar, convida, chama os corações e almas a voltarem-se para Deus, fonte da vida. Quase todas as mensagens de Nossa Senhora começam com o convite à oração, a um diálogo com Deus. A oração não é uma fórmula mágica para solucionar problemas pessoais, familiares ou mundiais. É um convite a uma relação de amor com Deus. A oração aproxima-nos de Deus. A oração tem um propósito: que nossos corações se façam humildes e dependentes de Deus. O homem, por natureza, tende à autonomia e à independência. Mas Jesus nos diz: “... porque sem mim nada podeis fazer” (Jo, 15,5b). Somente quando, por meio da oração, nos tornamos amigos de Deus, quando nos tivermos aproximado dEle, é que Ele nos poderá dar tudo. O fruto dessa aproximação é a paz, da qual Nossa Senhora fala nesta mensagem. Deus não deseja dar-nos migalhas ou uma parte de Si, mas completamente. Também nós devemos, em primeiro lugar, buscar o encontro com Ele, antes de pedir-Lhe algo. Somente quando tivermos encontrado Deus, é que teremos tudo: a alegria, a paz, a saúde, a vida. Só então é que as tragédias, padecimentos, cruzes e enfermidades não serão mais horríveis nem terríveis, e que, com Deus, tudo terá sentido.
Nossa Senhora fala de um tempo sem paz. O tempo de inquietação nasce nos corações humanos sem paz, nos quais Deus não está presente. Estamos conscientes de que reina demasiada falta de paz em nós e à nossa volta, e isso dificulta crermos facilmente nas palavras de Jesus: “A paz vos deixo, minha paz vos dou; não a dou como o mundo vo-la dá” (Jo, 14,27).
Somente quando a alma encontra paz em Deus, sente-se feliz, e o amor começará a percorrer o mundo, nos diz nossa Mãe Celestial. Madre Teresa costumava dizer: “As obras de amor são obras de paz”. O amor produz a paz. Há muita falta de paz porque não existe amor. E Deus é amor. Deus é necessário ao coração humano, à família e a este mundo, assim como a chuva à terra árida.
Ninguém, como a Mãe de Deus, amou Jesus. Por isso, Ela é a única que conhece a melhor maneira de amá-Lo. Ela não O guardou para Si de maneira egoísta, mas levou-O a sua prima Isabel. E cada um de nós, quando recebemos Jesus na Santa Comunhão, é convidado a levá-Lo a seus entes queridos, àqueles que Deus colocou em nosso caminho. Conservar Jesus para si, significa perdê-Lo. Neste caso, não são necessárias grandes coisas e obras, nem milagres e curas sensacionais. A Mãe de Deus não foi grande por algumas obras humanas e milagres, mas porque permitiu a Deus, que nEla e por meio dEla, realizasse Sua vontade. Ela esvaziou-Se plenamente, a fim de que Deus pudesse morar completamente nEla. Renunciou a sua vontade e desejos para que a vontade e os desejos de Deus pudessem realizar-se nEla e, por meio dEla, em nós e neste mundo. Se desejarmos o amor, se desejarmos Deus, iremos encontrar-nos diante de um caminho de sacrifício, de um caminho estreito e íngreme, mas que conduz à vida. Deus, em Seu Filho Jesus tudo nos concedeu, nada nos pede, apenas um pouco de oração, de jejum, de tempo, de sacrifício. Nosso Deus é um Deus exigente, como o é Nossa Senhora aqui. Ela é exigente conosco porque nos ama, porque somos importantes para Ela. É muito mais fácil não aceitar suas mensagens, porém não é o melhor. Nossa Mãe vem nos visitar hoje, a você e a mim, para dizer-nos que este mundo não está faminto de riquezas nem de dinheiro, mas de amor, isto é, de Deus. Há tantas pessoas ricas que são verdadeiramente pobres de coração.
Nossa Senhora vem a este lugar trazer a abundante riqueza de Seu Coração para no-la dar. Sejamos os primeiros a dar os primeiros passos e a seguir sua voz maternal, não esperando que outros o façam, porque poderá acontecer que nunca comecemos.
Frei Liubo Kurtovic  Medj. 26.09.2002
 
O Papa: Rezem o Rosário
Antes da oração do Angelus, no dia 29 de setembro passado, em Castel Gandolfo, o Santo Padre relembrou aos fiéis que no mês de outubro consta na Liturgia a celebração da festa de Nossa Senhora do Rosário, o que deve levar-nos a redescobrir esta tradicional oração, tão simples, mas tão profunda. Ele disse: “o Rosário é o caminho de contemplação da face de Cristo, rezado, por assim dizer, com o olhos de Maria.
 Por isso, é a oração que está no coração do Evangelho, e está em completa harmonia com a inspiração do Concílio Vaticano II e em perfeita linha com a indicação que dei na Carta Apostólica “Novo Millenio Ineunte”. É necessário que a Igreja navegue “mar a dentro” no novo milênio, recomeçando pela contemplação da face de Cristo.
Por isso, desejo sugerir a reza do Rosário a cada um, individualmente, às famílias e às Comunidades cristãs. Para reforçar este pedido, eu estou também preparando um documento que ajudará a redescobrir a beleza e profundidade desta oração.
Quero confiar, mais uma vez, a grande causa da paz à oração do Rosário. Estamos diante de uma situação internacional eivada de tensões... Podemos ver que, embora sempre necessárias, as tratativas políticas pouco ajudam quando o espírito permanece exacerbado e não há habilidade em demonstrar disposição interior em retomar o caminho do diálogo. Mas, quem pode infundir tais sentimentos, senão Deus? É mais necessário do que nunca que orações pela paz sejam elevadas a Ele pelo mundo inteiro. Justamente nesta perspectiva, o Rosário revela-se como uma particular e apropriada oração. Ele constrói a paz também porque, enquanto implora a graça de Deus, planta em quem o reza a semente do bem, cujos frutos de justiça e solidariedade brotam na vida das pessoas e da comunidade.
Estou pensando nas nações, e também nas famílias: que imensa paz seria assegurada nas relações familiares, se o Rosário fosse rezado na família!”
Minha oração predileta
Outubro, mês consagrado a Nossa Senhora e à reza do Rosário.
O Papa João Paulo II, treze dias após eleito Papa, em outubro de 1978, antes do Angelus do meio dia, exclamou: “O Rosário é a minha oração predileta. Que maravilhosa oração! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade”. O Papa, homem de oração e fiel venerador da Mãe Celestial, manifestou, não apenas a verdade de seu interior, mas a verdade de muitos outros que no Rosário reconhecem uma maneira própria de rezar e o próprio estado espiritual. O Rosário, na verdade, é, em si, uma oração simples e, como tal, tem conquistado os corações dos cristãos. Sem dúvida, o Rosário, como nos diz o Papa, tem sua profundidade e riqueza. Precisamente essa profundidade e conteúdo podem ser experimentados por numerosos fiéis quando rezam o Rosário em Mediugórie.
Com o Rosário na mão, isso é certo, podemos tornar-nos pessoas diferentes. Nossa Senhora o sabe e, por causa disso, convida-nos a essa formosa e sublime devoção. Nossa Senhora, com o mesmo amor maternal, convidou à reza do Rosário em Fátima, Lourdes, Mediugórie... O Rosário é um convite a caminhar por Belém, Nazaré, Jerusalém... Ele é sempre uma lição na escola da Virgem Maria. Por meio do Rosário, chegamos a Jesus, identificamo-nos com a figura da Serva de Deus e entramos no espaço do sagrado. O Rosário é uma arma poderosa nas mãos do cristão. Ao passar suas contas rezando, ao parar em cada mistério, convertemo-nos em pessoas que podem e têm direito de conduzir a humanidade ao Criador de tudo.
Por meio da oração, o fiel estabelece o diálogo entre o Céu e a Terra. O Rosário é o melhor amigo na solidão, na enfermidade, na preocupação, no medo... Alguém escreveu certa vez: “Cada um tem algo com que se defender. A criança tem o grito e o choro, a mulher, a ternura e as lágrimas, o homem, a força e a decisão, e nós católicos temos Cristo e Maria, a Eucaristia e o Rosário”.            Frei Mario Knezovic
Notícias de Mediugórie
Esperança da paz interior
Acontece algo que vai para além da minha razão. A Santíssima Virgem coloca-nos diante de um desafio. A quem duvida, talvez Ela, com o tempo, dará mais Luz.
Nossa vinda aqui está voltada à vivência da fé. Fico entusiasmado quando vejo muitos cristãos que chegam de todas as partes do mundo e falam a mesma língua: a língua da oração.
Aqui a Santíssima Virgem manifesta-Se como Rainha da Paz. Só Deus sabe quanto estão os corações inquietos. Desejamos apenas a paz que vem de Deus.
Esta foi uma oportunidade também para encontrar-me com muitos peregrinos. Vi quanta ruptura existe em seus corações. Acredito que, os que vêm aqui, não são turistas, mas vêm na esperança de encontrar a paz em Maria. Vieram para confiar o seu sofrimento a Nossa Senhora, na esperança de encontrar a paz interior.
(Bispo do Gabão, visita feita em agosto)
Exaltação da Santa Cruz
Foi celebrada em Mediugórie, em setembro, no primeiro Domingo depois da Natividade de Nossa Senhora, a festa da Exaltação da Santa Cruz, que reuniu mais de 40 mil peregrinos.
Como é habitual, já durante a noite chega a Mediugórie um rio de peregrinos, sendo que muitos deles percorrem centenas de quilômetros a pé, tendo alguns feito o percurso descalços.
Como sinal evidente da luz eterna que resplandece da Cruz, este ano, dez dias antes da solenidade, a cruz do Krizevac foi iluminada, para lembrar seu significado e preparar os peregrinos para as festividades.
A Santa Missa, concelebrada por 60 sacerdotes, foi presidida por Frei Jure Brkic. Para os peregrinos que não puderam subir o Krizevac, na Igreja paroquial foi celebrada Missa ao meio dia, presidida por Frei Liubo Kurtovic. A Santa Missa vespertina, celebrada no exterior da Igreja, foi presidida por Frei Ivan Dugandzic e concelebrada por 55 sacerdotes.
Breves apontamentos sobre a Cruz erigida no alto do monte Krizevac, em 1933, para comemorar o 1900º aniversário da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus: na cruz está escrito «A Jesus Cristo, Redentor da Humanidade, em sinal de fé, amor e esperança». Na cruz, entre outras relíquias vindas de Roma na ocasião, está um pedaço da Cruz que os cristãos consideram ser da Cruz em que Jesus Cristo foi crucificado, da qual um pedaço maior é conservado na Igreja da Santa Cruz de Jerusalém, em Roma.
Sucessivamente, instaurou-se o uso de celebrar a Santa Missa aos pés daquela Cruz no primeiro Domingo após a Natividade de Nossa Senhora, em recordação à Exaltação da Santa Cruz, subindo um longo e difícil caminho, quase impossível, que conduz à Cruz. Os peregrinos cumprem a devoção da Via Sacra, com estações definidas por altos relevos em bronze, ali colocados ao lado de imagens de Nossa Senhora. A Virgem segue Jesus ao longo da Via Sacra.
                                   Press Bulletin
Do Papa a Frei Iozo
Em 1992, durante a guerra na Bósnia, Frei Iozo encontrou-se com o Santo Padre e este lhe dirigiu as seguintes palavras: “Eu estou com você, proteja Mediugórie, proteja as mensagens da Virgem!”
Ontem vieram peregrinos poloneses agradecer a Frei Iozo pelos vinte e um anos de seu testemunho em favor das aparições de Mediugórie e entregaram-lhe nota de agradecimento assinada pela mão trêmula do seu mais célebre compatriota, João Paulo II.
A nota de agradecimento foi entregue a Frei Iozo pessoalmente por Krystina Gregorezyk, na igreja de Siroki Brieg. A mensagem foi escrita em Roma, imediatamente após o regresso do Papa da Polônia. Krystyna, que trabalha no Vaticano como colaboradora do Santo Padre, tinha tomado o café da manhã com o Papa, antes de partir para Mediugórie, juntamente com vários outros poloneses. O Papa assinou a carta em sua presença. Krystyna conta que o Papa estava muito alegre durante o café e fez muitas perguntas sobre Mediugórie. Ele estava feliz também por ouvir os testemunhos que lhe transmitiam os peregrinos poloneses. Eis o teor da mensagem:
“Concedo, do fundo do coração, uma Bênção Apostólica particular a Frei Iozo Zovko, O.F.M., e invoco uma nova efusão de graças e de favores celestes e a contínua proteção da Bem-Aventurada Virgem Maria. João Paulo II”
Cathy Nolan (childrenofmedjugorje)
Ser Um com Jesus
È muito significativa a maneira como Nossa Senhora insiste na fé! É muito importante que nos tornemos verdadeiros fiéis! Não é de admirar que Ela goste tanto da oração do Creio, que chegou mesmo a dizer aos videntes ser esta a Sua oração preferida. Como boa judia piedosa nos exorta: “O mais importante é ter uma fé firme!” Num país ex-comunista como o nosso, isto vale seu peso em ouro...
No plano espiritual, muitos dizem: “Eu creio em Deus, mas não pratico”. Muitas vezes este “Eu creio em Deus” significa “Eu sei que Deus existe, mas não pratico, porque este pensamento de que Deus existe não me dá razões para mudar minha vida”. Do mesmo modo, eu creio que tal constelação de estrelas existe no céu, e daí? Em que isso muda minha vida? Com muito humor, Frei Slavko comparava isto a um homem que dissesse: “Sou fumante, mas não fumo”.
Para compreender o extraordinário amor de Maria pelo Creio e Seu imenso desejo de fazer de nós “verdadeiros fiéis que crêem”, precisamos penetrar, com Ela, no sentido profundo, real e bíblico da palavra “Creio” em hebraico: “ani maamin”. Ora, na Bíblia, as palavras mais espirituais, as mais divinas, são tiradas das realidades mais concretas e mais encarnadas da criação, o que confere à nossa religião judaico-cristã o sentido profundo da Encarnação. Não, “ani maamin” não quer dizer “eu sei que isso existe”. Quer dizer “eu adiro”. Trata-se de uma ação física muito real: eu colo-me a isso, estou-lhe agarrado, faço corpo com isso, como um adesivo adere ao vidro do carro. (Se colo o adesivo “Amo Mediugórie!” no vidro do meu carro, ele segue-me aonde vou, não se pode olhar o carro sem ver também o adesivo! E sempre vocês podem tentar descolá-lo!).
Se digo “Eu creio em Jesus”, significa que adiro a Ele com todo o meu ser, que me “colo” a Ele e à sua inteira realidade, faço corpo com Ele, estou onde Ele está, vou aonde Ele vai, apanho com as pedras se O lapidam, recebo o beijo se O beijam, numa palavra, sou Um com Ele. Se minha fé for firme (se a cola for boa), nada poderá separar-me dEle. Se minha fé for fraca, se a cola for má, à menor provação, à menor violência, descola. Vou separar-me, distanciar-me e errar sozinho. Hoje, Nossa Senhora nos diz: A fé de vocês é fraca. Isso significa que nossa “cola” é de má qualidade e que não aderimos firmemente a Deus. Vocês nem sequer estão conscientes, diz-nos Ela. De fato, estamos ainda tão longe dEle que nem sequer temos consciência de que passamos ao lado do amor divino, sem nEle crer. Estamos ainda presos a nossos “mesquinhos interesses” e fazemos com muita freqüência escolhas más para nossas adesões.
Abandonemos esta falsa interpretação da palavra “Fé” que consiste num pensamento (bom) de que Deus existe. A cultura greco-latina intelectualizou-a. Voltemos à fonte da revelação bíblica e ao sentido da Encarnação. Também satanás sabe que Deus existe! Ele não tem, acerca disso, qualquer dúvida.  Não é um fiel, mas o exemplo perfeito do infiel: ele não adere, está “desconectado” para sempre de Deus. (O cristão não diz “creio em satanás”, mas “sei que satanás existe”, porque não deseja aderir a ele).
Neste processo de adesão, a cola é evidentemente a graça. Para obter a boa cola, só existe um caminho: a oração! Rezem para ter uma fé forte, diz-nos Nossa Senhora.
No Creio, não apenas afirmo “Creio em Deus”, mas também confesso que creio nos vários mistérios da vida de Jesus, nas diversas ações do Espírito Santo, na ressurreição dos mortos, etc... Ora, o que encanta Nossa Senhora quando os fiéis rezam o Creio é o poder criativo, transformante e vivificante desta profissão da nossa fé. Mais uma vez, reportemo-nos ao que Ela própria aprendeu no colo de S. Joaquim e de Santa Ana: quando um fiel confessa com os lábios uma realidade da fé, essa realidade fortifica-se nele, vive nele, atualiza-se e torna-se-lhe real.
Assim, todas as vezes que eu professo, com todo o meu coração: “Creio na Ressurreição”, é toda a realidade da Ressurreição que se desenvolve em mim, e eu me torno um pouco mais ressuscitado em Cristo. Não, não é relato de um velho livro de história! Eu vivo a Ressurreição! Se digo: “Creio no Espírito Santo”, permito a este Espírito que desenvolva concretamente todas as Suas dimensões em mim.
Um dia perguntei a Vicka: “Em tua opinião, porque é que Nossa Senhora ama tanto o Creio?” Ela respirou fundo, o seu olhar mudou, vi que queria comunicar-me um tesouro inestimável, mas não encontrava palavras suficientemente belas. Acabou por me dizer: “Veja! No Creio! Se tu soubesses! O Pai está vivo! Jesus está vivo! O Espírito está vivo!” E ela só tinha na boca esta palavra: Vivo!             Ir. Emmanuel
Josemaría Escrivá
O Fundador do Opus Dei foi canonizado no dia 6 deste mês de outubro.
Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha), em 9 de janeiro de 1902.
No inverno de 1917-1918, ocorreu um fato que teve influência decisiva no futuro de Josemaría Escrivá: durante a época de Natal, caiu uma forte nevada sobre a cidade e, um dia, reparou umas pegadas na neve. Eram as pegadas de um frade carmelita que caminhava descalço. Interrogou-se: Se há pessoas que fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, não serei eu capaz de Lhe oferecer alguma coisa? Surge, assim, na sua alma, uma divina inquietação: comecei a pressentir o Amor, a dar-me conta de que o coração me pedia alguma coisa grande, que fosse amor.
No dia 28 de março de 1925, Josemaría foi ordenado sacerdote, em Saragoça.
O Opus Dei nasceu no dia 2 de outubro de 1928. São Josemaría estava fazendo um retiro espiritual e, enquanto meditava nos apontamentos das moções interiores recebidas de Deus nos últimos anos, de repente viu (é a palavra que sempre utilizará para descrever a experiência fundacional) a missão que Nosso Senhor lhe queria confiar: abrir na Igreja um novo caminho vocacional, orientado a difundir a procura da santidade e a realização do apostolado mediante a santificação do trabalho quotidiano no meio do mundo, sem mudar o estado de vida.
Nas perseguições, lembrava-se sempre da passagem que diz: «todos os que querem viver piedosamente em Jesus Cristo serão perseguidos» (2 Tim 3, 21), e recomendava a seus filhos espirituais que, perante as ofensas, se esforçassem em perdoar e esquecer: calar, rezar, trabalhar, sorrir.
O mundo é muito pequeno, quando o Amor é grande. O desejo de inundar a terra com a luz de Cristo levou-o a aceitar as solicitações de numerosos Bispos que, de todos os lugares do mundo, lhe pediam ajuda do apostolado do Opus Dei para a evangelização.
Nas sessões do Concílio, o Magistério solene confirmou aspectos fundamentais do espírito do Opus Dei: o chamamento universal à santidade, o trabalho profissional como meio de santidade e de apostolado, o valor e os legítimos limites da liberdade do cristão em matérias temporais, a Santa Missa como centro e raiz da vida interior, etc. Santidade no meio do mundo.
Ao longe, no horizonte, o céu toca a terra. Mas não se esqueça de que, onde de verdade o céu e a terra se tocam, é no seu coração de filho de Deus.
Ele estava profundamente convencido de que, para alcançar a santidade no trabalho quotidiano, era necessário esforço para ser alma de oração, alma de profunda vida interior. Quando se vive desta forma, tudo é oração, tudo pode e deve conduzir-nos a Deus, alimentando, da manhã à noite, esta relação contínua com Ele. Todo o trabalho pode ser oração e todo o trabalho, que é oração, é apostolado.
Sua vida interior era alimentada na oração e nos sacramentos, que se manifestava no amor apaixonado pela Eucaristia, na profundidade com que vivia a Santa Missa como centro e raiz da sua própria vida, na terna devoção a Nossa Senhora, a São José e aos Anjos da Guarda, na fidelidade à Igreja e ao Papa.
Comemorou, em 28 de março de 1975, as bodas de ouro da ordenação sacerdotal. Nesse dia, sua oração foi como que uma síntese de toda a sua vida: passados cinqüenta anos, sou como uma criança que balbucia. Devo começar, recomeçar minha luta interior de cada dia. E assim até o fim dos dias que me restem: sempre a recomeçar.
São Josemaría morreu, em conseqüência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975, ao meio dia, no seu quarto de trabalho, aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lançou seu último olhar.
 
Milagre para a canonização
Dr. Manuel Nevada Rey, médico espanhol e especialista em traumatologia, durante quase quinze anos operou fraturas e outras lesões, expondo suas mãos à ação de Raio-X.
A partir de 1962, começou a sentir sintomas da radiodermitis, agravando-se sempre mais essa doença e, a partir de 1984, teve que limitar suas atividades a cirurgias menores, porque suas mãos estavam gravemente afetadas. No verão de 1992, teve que abandonar completamente as cirurgias. Nesse período, não se submeteu a qualquer tratamento.
A radiodermitis é uma enfermidade típica dos médicos que expõem suas mãos à ação das radiações dos equipamentos de Raio-X durante um tempo prolongado. Trata-se de uma enfermidade evolutiva que progride até provocar, com o passar dos anos, a aparição do câncer de pele. A radiodermitis não tem cura. Os únicos tratamentos conhecidos são os cirúrgicos (enxertos de pele ou amputação das partes afetadas). Até hoje, nenhum caso foi constatado de cura espontânea dessa doença.
Em novembro de 1992, Dr. Nevado conheceu Luís Eugênio Bernardo, engenheiro agrônomo que trabalhava num organismo do governo espanhol. Ao saber da enfermidade do médico, ofereceu-lhe uma estampa do fundador do Opus Dei, beatificado em 17 de maio daquele ano e falou-lhe que pedisse sua intercessão para a cura da radiodermitis.
A partir de então, Dr. Nevado começou a confiar sua cura ao Beato Escrivá. Poucos dias depois desse encontro, viajou com sua esposa a Viena, para participar de um congresso médico. Visitaram várias igrejas e encontraram estampas do Beato Josemaría. “Isto me impressionou – explica Dr. Nevado – e animou-me a rezar mais por minha cura”. Desde o dia em que começou sua cura por intercessão do Beato Josemaría Escrivá, as mãos foram melhorando e, em quinze dias, desapareceram completamente as lesões. A cura foi total, a ponto de, a partir de janeiro de 1993, ele voltar a realizar operações cirúrgicas sem qualquer problema.
Em 10 de julho de 1997, a Consulta Médica da Congregação para as Causas dos Santos emitiu, por unanimidade, o seguinte diagnóstico: “cancerização de radiodermitis crônica grave em 3º grau, em fase de irreversibilidade”. A cura completa das lesões, confirmada pelos exames objetivos efetuados no paciente em 1992, 1994 e 1997, foi declarada como “muito rápida, completa, duradoura e, cientificamente, inexplicável”.
                                    Eco de Maria
Observar as normas da Igreja
Castel Gandolfo, 23 de setembro (Zenit.Org) — O Papa João Paulo II alertou, neste sábado, ao encontrar-se com um grupo de Bispos brasileiros, quanto à tendência de «clericalização dos leigos» provocada por interpretações erradas do Concílio Vaticano II.
No final da visita a Roma do grupo de prelados brasileiros, país com o maior número de católicos, o Papa falou, no seu discurso, que hoje se dá uma «confusão de funções» originada por interpretações teológicas erradas. «Entre os objetivos da reforma litúrgica, estabelecidos pelo Concílio Vaticano II, estava a necessidade de levar todos os fiéis à participação nas cerimônias litúrgicas, mas na prática, nos anos posteriores ao Concílio, com o objetivo de dar cumprimento a este desejo, foi-se estendendo arbitrariamente a confusão de funções naquilo que se refere ao ministério sacerdotal e à função dos leigos».
Sintomas desta confusão, segundo o Papa, são «a recitação indiscriminada e comum da oração eucarística, homilias pronunciadas por leigos» o abuso na «distribuição da Comunhão por parte de leigos».
Estes «graves abusos» insistiu, tiveram, «com freqüência, sua origem nos erros doutrinais, sobretudo no que se refere à natureza da Liturgia, do sacerdócio comum dos cristãos, da vocação e missão dos leigos, e também no que se refere ao ministério ordenado dos sacerdotes».
As conseqüências deste fenômeno, segundo o Papa, são «a escassa observância de certas leis e normas eclesiásticas, a interpretação arbitrária do conceito de «suplência»: a tendência à «clericalização» dos leigos, etc.».
Se bem que «a liturgia é ação de todo o Corpo Místico de Cristo, do Seu Corpo e dos Seus Membros», é verdade que «nem a todos corresponde a mesma função, pois nem todos participam do mesmo modo no sacerdócio de Cristo».
Confirmou que os fiéis não ordenados podem «exercer algumas tarefas e funções de colaboração no serviço pastoral» só «quando estão expressamente habilitados pelos seus respectivos pastores consagrados, segundo as prescrições do Direito».
Por outro lado, acrescentou o sucessor de Pedro, «os membros do Conselho Pastoral Diocesano ou paroquial gozam exclusivamente do voto consultivo e, por esse motivo, não pode ser considerado como deliberativo.
O Bispo, - insistiu - deve «escutar os fiéis, clérigos e leigos, para formar uma opinião», mas «estes não podem formular um juízo definitivo sobre a Igreja», pois corresponde ao Bispo discernir e pronunciar-se, não por uma mera questão de consciência, mas como Mestre da fé».
Neste contexto, o Papa referiu-se também ao «restabelecimento do diaconato permanente dos homens casados» que «constitui um enriquecimento importante para a missão da Igreja».
Este serviço - concluiu - terá que «estar sempre limitado às prescrições do Direito, dado que corresponde aos presbíteros o exercício do pleno poder ministerial», evitando assim «ambigüidades que poderão confundir os fiéis, sobretudo nas celebrações litúrgicas».
Madre Teresa de Calcutá
Cidade do Vaticano, 24.09.02 (Zenit. org.) — Os Bispos e Cardeais da Congregação Vaticana para as Causas dos Santos reconheceram que Madre Teresa de Calcutá viveu durante toda a sua vida as virtudes em grau heróico.
O reconhecimento, que tem lugar depois de uma investigação abrangente de 80 mil páginas, constitui um passo decisivo para a beatificação da religiosa nascida em 1910, em Skópie, capital da Macedônia, e falecida em 5 de setembro de 1997.
Neste mês de outubro, os Cardeais e Bispos da Congregação reunir-se-ão novamente para se pronunciarem sobre um milagre atribuído à intervenção de Agnes Gonxha Bojalixure (este é o seu nome de batismo): A cura de um tumor no abdômen de uma mulher.
O Papa João Paulo II poderá assistir à reunião e promulgar imediatamente o Decreto de reconhecimento, tanto das «virtudes heróicas» como do milagre de Madre Teresa.
Falecida há 5 anos, a religiosa poderá ser beatificada no ano 2003. O processo de beatificação, portanto, baterá recorde dos tempos modernos. Foi formalmente aberto em 26 de julho de 1999, pouco menos de dois anos depois do falecimento da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 1979. Se bem que o processo deveria ter começado cinco anos depois da sua morte, João Paulo II dispensou, de maneira totalmente excepcional, desta norma a religiosa fundadora das Missionárias da Caridade.
Peregrinações 2003
Maio: França, Espanha e Portugal (Lourdes, Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Burgos, São Tiago de Compostela, Lisboa, Fátima (13 de maio). Saída: 02.05.03. Volta: 16.05.03.
Diretor espiritual: Pe. Simão Sieczka, pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima (Jardim Céu Azul)
 
Encontro sobre Mediugórie
Este encontro é aberto a todos que desejarem aprofundar, no recolhimento e na oração, o caminho interior na escola de Maria.
O Encontro será realizado na sede da Comunidade Servos da Rainha, cerca de 30 km do centro de Brasília, de 14 a 17 de novembro próximo.
Aos participantes que vierem de outros Estados, pedimos nos informar a hora da chegada na Rodoferroviária ou no Aeroporto de Brasília para providenciarmos o traslado até a Comunidade. Para os interessados, vamos organizar um passeio em Brasília, na segunda-feira, dia 18.
Assegure logo sua participação. Vagas limitadas. Telefone (61) 624-5511.
 
Contribuições para o Eco
 
As contribuições poderão ser deposita-das no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Informar as contribuições efetuadas para anotação no cadastro.
Aviso
Para entrada na Bósnia-Herzegovina há necessidade de “Visto“ prévio do Passaporte. Como no Brasil não há embaixada daquele País, quem desejar ir por conta própria a Mediugórie precisa requerer o “visto” com antecedência mínima de um mês junto a seu agente de viagem que deverá obtê-lo em Saraievo ou em outro país em que haja embaixada da Bósnia-Herzegovina.