Mediugórie - Eco
201
Dezembro de 2002 - Natal
do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.11.02:
Queridos filhos! Convido-os também
hoje à conversão. Abram seus corações a Deus,
filhinhos, por meio da Santa Confissão e preparem suas almas para
que o Menino Jesus possa novamente nascer em seus corações.
Permitam-Lhe transformá-los e conduzi-los pelo caminho da paz e
da alegria. Filhinhos, decidam-se pela oração. De maneira
particular agora, neste tempo de graça, em que seus corações
anseiam pela oração. Eu estou perto de vocês e intercedo
diante de Deus por todos vocês. Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo.
Convido-os à Conversão
A Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de cada pessoa, dirige
também hoje sua palavra materna a quantos desejam ouvi-La, escutá-La.
Ela nos diz: Convido-os à conversão, como tem feito nestes
últimos 21 anos. As palavras de Nossa Senhora fazem eco às
palavras de João Batista: “Fazei penitência porque está
próximo o Reino dos céus” (Mt 3,2). Por meio de Maria, o
tempo de graças chega a nós, tempo em que o Reino dos céus
deseja habitar no coração dos homens. Por meio de Maria,
o Salvador do mundo veio a nós. Ele deseja, também neste
ano, nascer em nossos corações. Conver-são significa
mudança de caminho, de direção, de mentalidade, de
práticas e hábitos pecaminosos. É difícil,
muito difícil mudar, mas é possível. Isso exige uma
vigilância permanente e perseverança, combate constante, implicando
quedas e soerguimentos. Jesus fala-nos sobre o caminho estreito, que conduz
à vida. Ele deseja dizer-nos que, neste caminho, fica-remos cansados,
vamos suar, cair e sangrar, mas felizes os que perseverarem até
o fim. A vida é um combate. Diz um provérbio: “Quem não
quer combater, é-lhe melhor não viver”. No Velho Testamento,
o sofredor Jó nos fala: “A vida do ho-mem sobre a terra é
uma luta” (Jó 7,1).
Maria, nossa Mãe, experimentou a mesma sorte de combate,
renúncia e morte de si própria, permitindo, assim, Deus viver
nEla. Sua glorificação no Céu mostra que Ela estava
na estrada certa. No momento do encontro com Deus, por meio do anjo Gabriel,
Ela não disse: “Entendi o que você me disse”, mas “Eis aqui
a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Lc 1,38).
Podemos até não entender tudo, mas é importante que
confiemos na Palavra de Deus, que confiemos nas palavras maternais dirigidas
a nós nessa mensagem simples, onde, com o coração,
tocamos o coração materno que pulsa por cada um de nós.
Conversão é obra de Deus, obra que se realiza em
nós se O permitirmos. Não posso converter-me e muito menos
con-verter os outros. O que posso fazer é desejá-la ardentemente,
buscá-la, com todas as minhas faculdades, com todas as minhas forças
e com todo o poder que Deus me deu e colocou à minha disposição.
O problema não está no nosso distan-ciamento de Deus, mas
em nossa negligência e em nossa falta de vontade de nos aproximar
dEle, amá-Lo e conhecê-Lo. Deus se doa a quem O procura de
todo o coração.
Nesta mensagem, Nossa Senhora nos relembra o sacramento da Santa
Confissão, por meio da qual podemos abrir nos-sos corações
e preparar nossas almas, de forma que Jesus possa aí nascer. Ainda
hoje, Jesus quer e deseja nascer. Hoje, também, Ele está
sedento de nós e do nosso tempo, de nossa oração,
e, acima de tudo, de nossos corações para recebê-Lo.
Quando Jesus entra na vida de uma pessoa, de forma alguma ela é
a mesma, mas é transfigurada e renovada. É uma vida repleta
de paz e de alegria que este mundo não pode dar.
A expectativa da chegada e do nascimento do Salvador do mundo e
dos homens, o tempo do Advento, está diante de nós. Permitamos
a Jesus entrar em nossas casas e em nossas famílias. Que as portas
de nossa família e de nossa vida se abram para o Natal. Fiquemos
em casa, dentro de nós mesmos, para encontrá-Lo e levá-Lo
aos outros, como Maria.
Obrigado, Maria, por estar perto de nós. Obrigado por não
parar de interceder e rezar conosco e por nós.
Frei Liubo Kurtovic, Med.26.11.02
Ai de mim, se não
evangelizar!
Percorremos as aldeias de neófitos, que receberam os sacramentos
cristãos há poucos anos. Esta região não é
cultivada pelos portugueses, já que é muito estéril
e pobre; e os cristãos indígenas, por falta de sacerdotes,
nada sabem a não ser que são cristãos. Não
há ninguém que celebre para eles as sagradas funções;
ninguém que lhes ensine o Símbolo, o Pai-Nosso, a Ave-Maria
e os Mandamentos da Lei de Deus.
Desde que aqui cheguei, não parei um instante: visitando
com freqüência as aldeias, lavando na água sagrada os
meni-nos ainda não batizados. Assim, purifiquei grandíssimo
número de crianças que, como se diz, não sabem absolutamente
distinguir entre a direita e a esquerda. Estas crianças não
me permitiam recitar o ofício divino, nem comer, nem dormir, enquanto
não lhes ensinasse alguma oração; foi assim que comecei
a perceber que delas é o reino dos céus.
À vista disto, como não podia, sem culpa, recusar
pedido tão santo, começando pelo testemunho do Pai, do Filho
e do Espírito Santo, ensinava-lhes o Símbolo dos Apóstolos,
o Pai-Nosso e a Ave-Maria. Observei que são muito inteligentes;
se houvesse quem os instruísse nos preceitos cristãos, não
duvido que seriam excelentes cristãos.
Nestas paragens, são muitíssimos aqueles que não
se tornam cristãos, simplesmente por faltar quem os faça
tais. Veio-me muitas vezes ao pensamento ir pelas academias da Europa,
particularmente a de Paris, e por toda a parte gritar como louco e sacudir
aqueles que têm mais ciência do que caridade, clamando: “Oh!
Como é enorme o número dos que, excluídos do céu,
por vossa culpa se precipitam nos infernos!”
Quem dera que se dedicassem a esta obra com o mesmo interesse com
que se dedicam às letras, para que pudessem prestar contas a Deus
da ciência e dos talentos recebidos!
Na verdade, muitos deles, impressionados por esta idéia,
entregando-se à meditação das realidades divinas,
talvez estivessem mais preparados para ouvir o que Deus diria neles: abandonando
as cobiças e interesses humanos, se fizessem atentos a um aceno
ou vontade de Deus. De certo, diriam de coração: Eis-me aqui,
Senhor; que devo fazer? (At 9,10; 22,10). Envia-me para onde for do teu
agrado, até mesmo para a Índia.
Das Cartas de São Francisco Xavier a Santo Inácio
– Séc. XVI
Haverá Natal este
ano?
Há alguns anos, nasceu em Lüttich um menino sem braços.
Oito dias depois, o recém-nascido recebeu uma dose de barbitúricos.
A dose foi muito forte e a criança morreu.
Falou-se muito desse acontecimento, de sua mãe, de sua família
e da responsabilidade dos médicos. Pouco se falou dessa vítima
inocente.
Faço-os conhecer esta história porque ela poderá
servir de ajuda neste tempo que estamos vivendo – o Advento. Du-rante estas
semanas, preparamo-nos para a alegre notícia que veio do Oriente
– o Salvador do Mundo, Jesus Cristo, nas-ceu. Nós cristãos
celebramos cada ano este acontecimento no Natal. Sem dúvida, essa
celebração exige uma profunda preparação.
Por isso, Deus, por meio da Igreja, concede-nos um tempo de preparação
do nosso interior. Precisamos aproveitá-lo. Todo o momento é
um dom e uma ocasião para crescer na vida espiritual e humana. Se
desperdiçarmos esse tempo de preparação, o momento
da festa não produzirá o fruto esperado e não se refletirá
em nós. Se não vivermos cada mo-mento de maneira consciente,
como nos pede o Evangelho, como poderemos, então, ser testemunhas
do nosso tempo e dos acontecimentos? Por isso, devemos viver conscientemente
o tempo do Advento, com um espírito aberto às inspira-ções
de Deus. Somente assim teremos direito de ir ao encontro do Natal com a
esperança no nascimento de Jesus em nossos corações.
Para terminar, volto à imagem do início. A criança
nasceu e morreu. É uma verdade que, infelizmente, acontece tam-bém
em nossa vida espiritual. Jesus nasce no Natal, porém, precisamos
perguntar: Ele permanece vivo em nós? Em muitos, parece, dorme ou
morre incessantemente. Jesus deseja viver em todos continuamente. Ele deseja
viver em todos, mas uma dose muito poderosa de mal, dependência,
blasfêmia, luxúria, não permite que Ele cresça
e viva.
Uma coisa é certa: também neste ano Ele baterá
à porta de nossos corações. Dependerá de nós
sua vida ou morte em nós. À pergunta, se acaso haverá
Natal para nós, poderemos dar a resposta, individualmente!
Frei Mario Knezovic
Notícias de Mediugórie
Os peregrinos do mês
No mês de novembro, visitaram Mediugórie grupos de
peregrinos provenientes da Itália, França, África
do Sul, Líbano, Malásia, Alemanha, Nova Zelândia, Austrália,
Estados Unidos, Áustria, Coréia, Brasil, Inglaterra, Irlanda,
Eslovênia, Bélgi-ca, Suíça, Romênia, Indonésia,
Canadá, Hungria, Polônia, Holanda, Espanha, Malta, El Salvador,
Arábia Saudita, Argenti-na, Portugal, República Tcheca, Eslováquia,
Índia, Iugoslávia, Filipinas, Croácia e Bósnia-Herzegovina.
A pedagogia de Maria
Durante o Festival Internacional da Juventude, em agosto de 2002,
havia cerca de 260 sacerdotes em Mediugórie. Um deles era Frei Maasburg,
sacerdote da Diocese de Viena, presentemente em Roma, ex-colaborador da
“Radio Maria” a ní-vel internacional, que neste ano trabalha no
processo de beatificação de Madre Teresa (único membro
do grupo que não faz parte da Congregação).
Em 1982, quando o Papa João Paulo II consagrou o mundo ao
Imaculado Coração de Maria, Frei Leo, juntamente com um bispo,
celebrou, secretamente, a Santa Missa no Kremlin, em Moscou, realizando
a mesma consagração no coração da União
Soviética. Por muitos anos, ele acompanhou Madre Teresa em suas
viagens e também esteve com ela por oca-sião da abertura
de suas casas em diversos países. Frei Leo tem dirigido retiros
para as irmãs de Madre Teresa pelo mun-do inteiro. Em 1998, quando
Madre Teresa abriu suas primeiras casas em Moscou e na Armênia, Frei
Leo foi seu diretor espiritual por muitos meses e, por isso, o primeiro
sacerdote católico “oficial” na União Soviética. Transcrevemos,
a seguir, sua entrevista concedida a Frei Mario Knezovic.
Pergunta: Frei Leo Maasburg, poderia dizer-nos algo sobre si e
sobre sua vida?
Resposta: Sou austríaco, sacerdote da Diocese de Viena.
Fui ordenado há 20 anos. Trabalhei apenas alguns anos em Viena.
Depois disso, sou como um “cigano”! Primeiramente, Frei Werenfried van
Straaten, que dirigia a organização “Igreja em Necessidade”,
mandou-me pelo mundo inteiro trabalhar em diversos projetos da Igreja,
como, por exemplo, a formação de seminaristas e similares.
Depois disto, trabalhei por sete anos na “Rádio Maria”. Nestes sete
anos, abrimos estações da Rádio em trinta países
e, como “cigano”, ficava em casa somente um ou dois dias por mês.
Depois disto, vi-ajei com Madre Teresa durante sete anos, pregando retiros
para as irmãs, o que me fez viajar pelo mundo inteiro. Creio que
a palavra “cigano” descreve-me melhor. Agora estou em Roma e trabalho na
Congregação para a Causa dos Santos.
P.: Quais são suas impressões sobre o trabalho
de anunciar Cristo e Nossa Senhora pelos meios de comunicação?
R.: A experiência no rádio ensinou-me muitas coisas
importantes. Por natureza, geralmente, a mídia tem um papel edu-cativo.
Se os homens são responsáveis por seu destino, então
o rádio é um dos pilares dessa responsabilidade. Parece,
infelizmente, que em nosso tempo, a mídia, em vez de ser um instrumento
para a educação, está se transformando em um instrumento
de sedução. É por isso que os meios de comunicação
católicos têm uma grande responsabilidade. Acho que o rádio
tem um lugar privilegiado dentro dos meios de comunicação
da Igreja. Vivemos em um tempo de consumis-mo, e o rádio distingue-se
muito da televisão pelos seguintes motivos: a televisão produz
imagem que está fora de nós e nós a “engolimos”. O
rádio produz imagem dentro da pessoa, dentro de nossa imaginação...
P.: A Igreja de hoje sabe fazer uso dos meios de comunicação
e nós estamos suficientemente abertos a esses meios de transmissão
da Boa Nova?
R.: Penso que Jesus foi muito corajoso quando confiou sua
missão aos homens! Como sempre, alguns são mais fiéis,
outros, menos. Creio que o mesmo acontece com a Igreja em matéria
do uso dos meios de comunicação. Se acreditamos que há
realmente uma batalha entre o Reino de Deus e o reino de satanás,
que todos nós estamos envolvidos nessa ba-talha, então compreenderemos
que os meios de comunicação, o poder, o dinheiro e a publicidade
são hoje armas nessa luta. Estamos todos sujeitos a essas tentações.
Alguns perdem, outros ganham. É importante que a Igreja busque a
vitória, que não se comprometa com o mundo. Darei a você
um simples exemplo: hoje, estações de rádio e de televisão
estão sendo financiadas, quase que exclusivamente, ou por publicidade
ou apoio político, e estes são, precisamente, duas tenta-ções!
Se a Igreja abandona-se nas mãos da publicidade ou do poder político,
a evangelização vai evaporar. Você não vai poder
tocar o coração com a Palavra de Deus e, ao mesmo tempo,
vender meias! Os meios de comunicação são, certa-mente,
um dom de Deus para a evangelização. Formulamos votos para
que a Igreja faça bom uso deles!
P.: O senhor está agora trabalhando na preparação
da beatificação de Madre Teresa. Pode nos dizer algo sobre
esse assunto?
R.: Como você sabe, o Santo Padre liberou este processo do
tempo de espera que, regularmente, leva cinco anos. O processo diocesano
foi aberto imediatamente na Índia e, no final do último verão,
foi transferido para Roma. Na primeira semana depois da Páscoa,
o grupo de colaboradores da Congregação para a Causa dos
Santos entregou a documentação de 83.000 páginas contendo
os testemunhos (“Positio”) à Congregação para a Causa
dos Santos. Constam do processo os relatos da vida da Serva de Deus, sua
vida, suas virtudes... Agora, estamos esperando o reconhecimento do milagre.
Um grupo de teólogos responsáveis pelo estudo do processo
já o examinou e aceitaram a “Positio”. A equipe de médicos
que devia investigar o milagre já o reconheceu. O reconhecimento
dos resultados está agora nas mãos do Colégio de Carde-ais.
É o Papa quem, depois disso, pode fixar a data da beatificação.
(NB: No dia 1º de outubro de 2002, a Igreja reconhe-ceu o milagre
e Madre Teresa pode ser beatificada na primavera de 2003).
P.: Frei Leo, o senhor vem freqüentemente a Mediugórie.
Qual é sua posição com relação a Mediugórie
e a devoção que se desenvolve aqui?
R.: Vim a Mediugórie pela primeira vez em 1983. Acho
que já vim aqui sete ou oito vezes. Cada visita é sempre
uma grande graça. Ouvi centenas de testemunhos de pessoas que encontraram
a conversão e a fé em Mediugórie. Como sa-cerdote,
o que mais me impressiona é que, aqui, você não tem
problema por falta de confissões! Em Viena, em algumas paróquias,
atendemos a uma ou duas confissões por mês, e aqui, o sacerdote
precisa ser cauteloso para não começar a atender confissões
muito cedo de manhã, porque não poderá sair do confessionário
antes do anoitecer! A graça é palpável e visível
até para o cego.
P.: Qual é a sua opinião pessoal a respeito das aparições
de Nossa Senhora aqui em Mediugórie? O senhor pensa que podemos
dizer hoje: “Nossa Senhora está presente aqui”?
R.: Eu não vi Nossa Senhora, mas tenho sentido aqui
uma real e excepcional concentração de graças. Conheço
dois dos videntes e posso dizer que tive ótimas impressões
deles, com relação a sua normalidade e seu sério desejo
de santidade.
P.: Pode-se sentir os frutos em Mediugórie. Como podem estes
frutos ser úteis para a Igreja universal e para o cristia-nismo?
R.: Estou convencido de que cada graça concedida por Deus
é sempre nova. A colaboração entre Madre Teresa e
a graça de Mediugórie é visível. Muitas irmãs
de Madre Teresa receberam sua vocação em Mediugórie.
Padres que foram tocados em Mediugórie ou receberam sua vocação
em Mediugórie estão próximos à espiritualidade
das irmãs de Madre Teresa.
P.: O senhor participou do Festival Internacional dos Jovens
aqui em Mediugórie. Nossa Senhora conduz-nos a Cristo, e o Papa
também faz isso incessantemente. Os sacerdotes estão trabalhando
suficientemente para levar Cristo aos jovens que estão sedentos
da real verdade?
R.: Não. Creio que nós não fazemos o suficiente,
porque nunca se faz demais. Meu desejo é que cresçamos em
tudo quanto o amor exige. Acredito que, um dia, veremos todas as possibilidades
que Deus nos ofereceu por meio de diversas fontes de graça, e creio
que nossa tristeza, ou, noutras palavras, nosso purgatório, será
realmente ver tudo quanto pude-mos fazer e não o realizamos!
P.: Quando o senhor vem a Mediugórie, provavelmente
tem suas expectativas e, quando volta para casa, porta consigo os frutos.
Quando o senhor retorna ao serviço, o que permanece depois da peregrinação
a Mediugórie?
R.: Não conheço a experiência de outros
sacerdotes, de outros peregrinos, mas venho a Mediugórie como se
viesse para casa, uma ou duas vezes ao ano, esperando que mamãe
lave minhas roupas e remende minhas meias. Ela sempre o faz. Freqüentemente
acontecia que, quando eu já estava longe, na viagem, encontrava
na bagagem um pacote de casta-nhas ou de chocolate. Creio que Mediugórie
significa isso para mim hoje. Embora possa acontecer que alguém
nada sinta aqui, mais tarde descobrirá os presentes. Nossa Senhora
se parece com todas as outras mães.
P.: O senhor pode sentir Mediugórie de perto. O que
poderia dizer aos peregrinos que vêm aqui?
R.: Aprendi uma coisa de Madre Teresa: não é importante
o que esperamos e o que desejamos. A única coisa impor-tante é
confiar-se à direção de Jesus e de Maria. Certamente
há pessoas que vêm com grandes problemas, porém o maior
problema é sempre a falta de santidade! Trazemos conosco pessoas
que se confiam às nossas orações, mas não deve-mos
limitar o Senhor e Nossa Senhora aos dons que Eles nos dão. Isso
é, com certeza, precisamente uma das caracterís-ticas de
Mediugórie, porque, quando se vai a Lourdes, espera-se uma cura
física ou espiritual. Quando você vai a Mediu-górie,
deseja que Nossa Senhora o aproxime de Jesus. Gosto de comparar Lourdes,
Fátima e Mediugórie: isto é, de fato, a pedagogia
de Nossa Senhora. Em Lourdes, o símbolo é a água,
que significa purificação e Batismo, a Imaculada. Em Fá-tima,
a missão é orientada para os outros: rezar, crer, sacrificar-se
pelos outros. Em Mediugórie, tudo está centrado na Eu-caristia
e na Santa Confissão como preparação ao Banquete Eucarístico.
Acredito que esta é a pedagogia de Nossa Se-nhora.
Um milagre atrás
do outro
“Não duvido da autenticidade de Mediugórie. Estive
aqui três vezes e, aos sacerdotes que me perguntam, respondo: vão
e sentem-se no confessionário. Verão um milagre atrás
do outro... por intercessão de Maria e pela força de Deus.
Foi-nos dito: “Pelos frutos o reconhecerão”. O coração
e a alma das mensagens de Mediugórie são, seguramente, a
Eucaristia e o Sacramento da Reconciliação.
Não existe qualquer dúvida de que isto é
obra de Deus. Como já disse: não se pode deixar de acreditar
depois de se passar algum tempo no confessionário. Também
os sinais e os milagres são um dom da misericórdia de Deus,
porém, para os sacerdotes, o maior de todos os milagres é
poder ver as pessoas em torno do altar de Deus. Já estive em muitos
santuários, permaneci muito tempo em Guadalupe, estive oito vezes
em Fátima e em Lourdes. É a mesma Nossa Senho-ra, a mesma
mensagem, porém aqui em Mediugórie está a palavra
atual da Virgem para o mundo. No mundo existe muita angústia e sofrimento.
Nossa Senhora está conosco o tempo todo, porém está
de uma maneira especial conosco em Me-diugórie.”
À pergunta: “Está sabendo que no mundo nasceram
milhares de grupos de oração impulsionados pelas mensagens
de Nossa Senhora de Mediugórie...? Isto é sinal de que a
Igreja reconhece a palavra de Deus nas palavras de Nossa Senho-ra»?
Respondeu Dom Pearce:
“Nós temos um grupo de oração na catedral
em Providência, onde moro atualmente. Chamam-nos “a pequena Igreja
do Apóstolo São Tiago”. O grupo se reúne todas as
tardes para a Adoração do Santíssimo Sacramento do
Altar, a bênção e a Santa Missa.
Muitos retornaram a Deus depois dos acontecimentos de 11 de setembro
do ano passado, porém penso necessitarmos muito mais de que todos
voltem verdadeiramente a Deus. Rezamos para que isso aconteça com
a esperança de que nos convertamos ao Senhor antes que ocorram outras
tragédias que nos obriguem a aprender a lição. Não
obstante, também isso é obra da misericórdia de Deus.
Sabemos muito bem que Deus, em seu amor misericordioso, em sua providência,
fará tudo para que nenhum dos filhos se perca completamente, e é
isso que verdadeiramente conta.
Gostaria de dizer a todos: venham a este lugar com a mente aberta,
em oração, confiem sua viagem a Nossa Senhora. Venham, e
o Senhor fará o resto.”
Dom George Pearce, Arcebispo emérito das ilhas Fiyi, setembro
de 2002.
Oásis de Deus
“Estive em Mediugórie em 1987. Naquela época
tudo era mais simples do que agora, porém o Espírito ainda
está neste lugar e a presença de Nossa Senhora é total.
Por toda a parte percebe-se a graça maravilhosa de Deus que atua
na vida das pessoas. Encontrei pessoas que aqui vieram constrangidas por
problemas de drogas, álcool. Encontrei pessoas em situações
trágicas e existenciais. Deus Se revela e Se manifesta. Um sacerdote
me contou que estava cansado de confes-sar, que tinha deixado o confessionário
e queria sair, mas as pessoas fizeram-no voltar! O grande número
de confissões é sinal indicador suficiente da presença
de Deus neste lugar. Incrível. Para mim isso é Mediugórie.
As aparições de Nossa Senhora não são para
mim um problema. É uma questão de fé. Não podemos
obrigar ninguém a acreditar nem a ser de-voto. O mais que podemos
fazer é testemunhar com o próprio exemplo. Essa é
a liberdade que Deus dá a todos nós. Ele espera que respondamos
com fé e amor.
A mensagem fundamental de Mediugórie é totalmente
sólida. Estamos no final do ano 2002, porém as pessoas estão
ainda constituídas de corpo e alma e todos carregamos a marcas do
pecado original. Nossas necessidades são as mes-mas que existiam
no tempo dos Apóstolos e em todos os tempos. Somos filhos de Deus
e nossas necessidades são tão grandes quanto as necessidades
de cada geração.
Por isso, a mensagem deve ser a mesma! Não podemos
viver sem Deus. Isso é a maravilha de Mediugórie. É
um oásis de Deus, é a vida da Igreja tal como deveria ser.
A vida do sacerdote consiste em fazer com que as pessoas voltem a Deus,
as pessoas que se perderam, porque pensavam que a fé não
era importante. Agradecemos a Deus por nos dar este lugar. Já estive
em outros lugares, porém Mediugórie é uma luz que
resplandece no tempo atual.”
Dom Pearse Lacey, bispo emérito de Toronto, Canadá,
em outubro de 2002
Frei Iozo
Frei Iozo Zovko é membro atuante de nossa Ordem. Ele foi
pároco de Mediugórie quando se iniciaram as aparições
de Nossa Senhora em 1981. Naquele tempo, o regime comunista governava nosso
país. Como pároco de Mediugórie, Frei Iozo foi preso
pelo regime comunista. Depois de solto, ele continuou divulgando as mensagens
da Rainha da Paz.
Em nossa Ordem, Frei Iozo é conhecido como um sacerdote
carismático que sofreu pela fé e ainda continua sofrendo.
Ele passa longas horas em oração, aconselhando e pregando.
A maior parte do tempo ele passa na igreja, até 10 horas por dia.
Os que se opõem às aparições da Virgem
Santíssima em Mediugórie estão sempre acusando Frei
Iozo, procurando im-pedir sua missão. Os que aceitam Mediugórie,
no entanto, consideram-no um sacerdote dedicado. Por isso pedem suas orações
e convidam-no a pregar retiros. Encontramos, entre aqueles que o convidam,
muitos sacerdotes e bispos. Frei Io-zo mostra-se incansável em sua
missão.
Trechos de uma carta de Fr. Slavko Soldo OFM, Provincial Franciscano
da Província da Assunção da Bem-Aventurada Virgem
Maria na Herzegovina.
Press Bulletin / Mediugórie
Preparem-se para a Missa
Rezem ao Espírito Santo. No início da novena da Imaculada,
em 1983, Iélena Vasili veio ao escritório paroquial dizer
que Nossa Senhora desejava que se rezasse ao Espírito Santo antes
da Missa. Aceitamos e acolhemos o convite, empenhando-nos na oração,
pensando que o convite fosse somente durante a Novena, e assim o fizemos.
No dia 12 de janeiro de 1984, Iélena chegou novamente trazendo
nova Mensagem da Rainha da Paz: «Por que deixa-ram de rezar ao Espírito
Santo? Pedi-lhes para rezar sempre e, em todos os períodos do ano,
para que o Espírito Santo Se derrame sobre todos vocês. Recomecem
então a rezar!» Obedecemos e, todas as tardes, antes de Missa,
começamos a cantar um hino ao Espírito Santo.
O Espírito Santo é o Espírito que Deus prometeu
e enviou aos Apóstolos, à Igreja e, por meio dEle, renova
a Terra. É o Espírito que, no início, pairava sobre
as águas e que trouxe paz e ordem. É o Espírito de
Deus que Ressuscitou dos mor-tos, que curou doentes, que aqueceu a quantos
tinham frio e agora concede os próprios dons em abundância
a quantos Lho pedem.
De modo particular, trata-se do Espírito que nos pode conduzir
ao mistério eucarístico da presença de Cristo. Sem
o Espírito o homem nada pode. É oportuno também invocá-Lo
em todas as situações e necessidades e, sobretudo, quando
nos preparamos para o encontro com Cristo, no sacrifício da Santa
Missa.
Ofereça-se com Jesus sobre o Altar - Nossa Senhora é
a Mãe da Palavra de Deus, Aquela que primeiro se ofereceu na fé.
Depois, Jesus Se encarnou e se fez homem no Seu Coração puríssimo,
que a graça de Deus tinha preservado do pecado e pleno de Misericórdia.
Ela, portanto, enquanto Mãe, foi feita a primeira «vítima»
e Seu primeiro «tabernáculo», o Santuário de
Jesus, para Sua presença divina entre os homens.
Portanto, Sua única missão e desejo é ainda
hoje o de ensinar-nos a dizer SIM e a tornar-nos «vítima viva
para agradecer a Deus». Ela ensina-nos, de modo materno, como celebrar
a Santa Missa. Maria não fala da Missa de maneira teológica,
nem usa imagens bíblicas, nem tampouco aponta para prescrições
litúrgicas. Nossa Senhora deseja simples-mente que nós «vivamos»
e «experimentemos» a Eucaristia; «Queridos filhos, convido-os
a uma oração mais ativa e à freqüência
à Missa. Desejo que cada uma de suas Missas seja experiência
de Deus (16.5.85)... E reforçou ainda mais em 3 de abril de 1986:
«Queridos filhos, convido-os a viverem a Santa Missa. Muitos de vocês
experimentaram sua beleza, mas existem aqueles que não vêm
(à Missa) voluntariamente. Eu os escolhi, queridos filhos, e Jesus,
na Santa Missa, dá a vocês as Suas graças. Por isso,
vivam conscientemente a Santa Missa e sua vinda (para assisti-la) seja
plena de alegria. Venham com amor e acolham, em vocês, a Santa Missa».
Tornem-se Eucaristia para os outros - Depois de termos participado
da Santa Missa com o coração, estamos prepa-rados para viver
no Espírito e para lutar contra as obras da carne. Nesta luta pela
vida obtêm-se vitórias e experimentam-se derrotas, cometem-se
pecados e recebem-se feridas. O amor e a cura das feridas são reais
e eficientes. Assim, apro-ximemo-nos da Missa que Jesus celebra para nós,
e saiamos renovados e preparados.
Podemos até dizer que no momento em que Jesus celebra a
Santa Missa para nós, inicia-se a nossa Missa, o nosso sacrifício
pelos outros. Isto cresce graças ao sacrifício de Cristo.
Nossa vida, também, pode ser uma Missa, uma Eucaristia para os outros,
que nos realiza, nos une... Estamos unidos a Cristo, numa verdadeira unidade
de vida. Torna-mo-nos sacrifício vivo, para a glória ao Pai.
Tornamo-nos Sua presença no mundo, continuando a obra da redenção,
de-pois de sermos nós mesmos os frutos desta redenção.
Por isso, a vida cristã é uma vida essencialmente
eucarística, pode-se dizer que é uma vida de amor que se
dá vo-luntária e alegremente aos outros. Deste modo, a Eucaristia
torna-se fonte de paz. De fato, todo o caminho de paz é tam-bém
caminho eucarístico. Quanto mais desinteressado for o amor demonstrado
aos outros, tanto mais facilmente se con-seguirá a paz com Deus
e com os homens.
Do livro «Celebrem a Missa com o coração»,
de Frei Slavko.
Peregrinações
2003
Maio: França, Espanha e Portugal
(Lourdes, Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Burgos, São Tiago
de Compostela, Lisboa, Fátima (13 de maio). Saída: 02.05.03.
Volta: 16.05.03.
Vagas limitadas. Se você ainda não
recebeu o programa completo, solicite-o. Tel. (61)624-5511
Banco Postal
A partir de agora, as contribuições para o Eco de
Mediugórie poderão ser deposita-das também nas agências
dos Correi-os que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem
como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na
mesma conta.
As contribuições podem também continuar sendo
feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos
da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de
Servos da Rainha, em carta registrada.
As contribuições efetuadas devem ser informadas para
anotação no cadastro.