Mediugórie - Eco
202
Janeiro de 2003 - Sagrada
Família
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.12.02:
Queridos filhos! Este é um tempo
de grandes graças, mas também um tempo de grandes provações
para todos aqueles que desejam seguir o caminho da paz. Por isso, filhinhos,
convido-os novamente: rezem, rezem, rezem, não com palavras, mas
com o coração. Vivam minhas mensagens e convertam-se. Estejam
conscientes do dom que Deus me concedeu de estar com vocês, especialmente
hoje quando tenho em meus braços o Menino Jesus, Rei da Paz. Desejo
dar-lhes a paz, e vocês levem-na em seus corações e
dêem-na aos outros, até que a paz de Deus reine no mundo.
Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Grandes graças
e grandes provações
A Bem-Aventurada
Virgem Maria, também neste ano, dá à luz Jesus para
nós. Conduz-nos a Ele e nô-Lo dá com o desejo e com
o pedido de que O recebamos como Ela O recebeu. Deus Pai, em seu eterno
amor e sabedoria, quando se completou a plenitude dos tempos, aproximou-se
de Maria, por meio do anjo Gabriel, e perguntou-Lhe se queria ser a Mãe
do divino Menino Jesus. Deus não obriga, não impõe,
mas atrai e oferece sua salvação. Maria pronunciou seu “Sim”
em nome da humanidade, em nome de todas as gerações, em nome
de cada um de nós. Seu “Sim” segue ressoando até nossos dias.
No Corpo e no Coração de Maria havia lugar para Deus. Deus
se inclinou diante da criatura – Maria – pedindo Sua colaboração
para o plano de salvação do homem. Deus não quis ser
somente Deus. Também se fez homem. O Criador quis converter-se em
criatura. Dessa forma, mostrou o valor do homem e sua capacidade de receber
e aceitar o Salvador. São inconcebíveis e inescrutáveis
os caminhos do amor de Deus pelo homem. Deus se faz pequeno, insignificante,
abandonando-Se e dando-Se a nós. Deus sabe que o homem pode recebê-Lo
em sua vida e por isso vem a ele.
Nesta mensagem, Maria coloca no
coração essas palavras: Este é um tempo de grandes
graças, mas também um tempo de grandes provações.
O Apóstolo São Tiago fala, em sua Carta, sobre a utilidade
das provações: “Considerai que é suma alegria, meus
irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo
que a prova da vossa fé produz a paciência (Tg 1,2-3). A experiência
da vida nos mostra que a graça vem acompanhada de provações.
Isso também nos comprova a vida de Maria, que era plena de provações,
padecimentos e dificuldades. Apesar de tudo, Ela cantava seu Magnificat,
porque descobriu que Deus era o único tesouro. Nossa Senhora é
a realização mais pura da fé. Durante toda sua vida,
até o último instante, sua fé nunca vacilou. Ela jamais
deixou de acreditar que a Palavra de Deus se cumpriria.
A fé pode ser exposta a uma provação
difícil. O mundo em que vivemos, as situações, as
injustiças, a experiência do mal e do sofrimento, parecem
contradizer a Boa Nova e a encarnação de Deus. É necessário
sempre e, de novo, recorrer aos testemunhos da fé. Um dos testemunhos
mais puros e luminosos, o modelo que temos diante de nós, é
Nossa Senhora, que Deus nos dá nestes dias e no nosso tempo. Ela
não vem com o Coração e com as mãos vazias.
Em Suas mãos traz o Salvador do mundo, o Rei da Paz. Assim se mostrou
no primeiro dia das aparições. Nisto consiste todo o programa
de suas mensagens, apelos e vindas. Trazer-nos Jesus e conduzir-nos a Ele.
A Mãe não deixa de bater à porta de nossos corações
como fizera às portas dos habitantes de Belém, para que acolhessem
Jesus que Ela lhes levava no Coração. Até hoje não
se cansa, mesmo encontrando muitas portas fechadas nas casas de famílias
e nos corações. Também nesta Noite santa, Ela vem
a nós com Jesus. Não fiquemos surdos nem cegos diante do
dom do Céu que se abriu para acolher-nos e dar-nos calor em nossas
noites e casas frias. Que ninguém, ao nosso lado, fique ao relento
por causa de nossa distância e egoísmo.
Obrigado, Mãe querida, pelo
Salvador que nos ofereceis, que destes à luz para nós!
Fr. Liubo Kurtovic, Mediugórie,
26.12.02.
Notícias de Mediugórie
Aparição anual
a Iákov Colo
Na última aparição
diária, em 12 de setembro de 1998, Nossa Senhora disse a Iákov
que ele continuaria tendo a aparição uma vez por ano, sempre
no dia 25 de dezembro. Assim aconteceu também neste ano. Nossa Senhora
veio com o Menino Jesus nos braços. A aparição teve
início às 17h20 e durou 7 minutos. Nossa Senhora deu a seguinte
mensagem:
Queridos filhos! Hoje, no dia do amor
e da paz, com Jesus em meus braços, convido-os à oração
pela paz. Filhinhos, sem Deus e sem oração vocês não
podem ter paz. Por isso, filhinhos, abram seus corações para
que neles nasça o Rei da Paz. Somente desta maneira, vocês
podem testemunhar e levar a paz de Deus a este mundo sem paz. Eu estou
com vocês e abençôo-os com minha bênção
materna.
O Natal em Mediugórie
Os paroquianos e os fiéis das paróquias
vizinhas prepararam-se com uma novena. Além do programa vespertino
de oração da igreja, durante a novena rezou-se o Rosário
na Colina das Aparições.
Durante o Advento, realizaram-se dois
retiros de jejum e oração na casa de oração
“Domus Pacis”. Participaram dos retiros cerca de 100 peregrinos croatas
e austríacos. Com jejum e oração prepararam-se para
o Natal e aproximarem-se do mistério do Deus nascido na Terra.
Durante as festividades do Natal, no Santuário
da Rainha da Paz, reinou um clima de paz, de oração e de
espírito comunitário entre os fiéis que chegaram de
todas as partes do mundo. No dia do Natal, havia centenas de peregrinos
estrangeiros. Na noite da vigília, milhares de fiéis participaram
da Santa Missa vespertina. Na igreja, repleta de fiéis, a vigília
de oração começou às 22h e terminou com a Missa
do galo. A festa do Natal transcorreu em clima de verdadeira paz e alegria
natalinas com todos reunidos em volta de sua Mãe.
No dia 17 de dezembro, a orquestra militar
de Mostar e o grande coral da Paróquia da Rainha da Paz de Mediugórie
realizaram seu concerto de Natal na igreja de Mediugórie. No dia
22 de dezembro, um coral de crianças de Dubrovnik, “As crianças
de Dubrovnik cantam”, e “As pombinhas da paz”, o coral de crianças
de Mediugórie, realizaram seu concerto do Natal, e, dessa maneira,
desejaram um Feliz Natal a todos os fiéis e peregrinos de Mediugórie
de todas as partes do mundo ali presentes.
Como nos anos anteriores, os jovens da
comunidade “Cenáculo”, durante as comemorações do
Natal, realizaram, em três ocasiões, uma encenação
do presépio vivo. Por meio de uma expressão teatral e musical
originais, mostraram aos fiéis reunidos que, na verdade, vivem o
lema de sua comunidade, “Das trevas à luz”, e que é possível
encontrar a saída do inferno da droga e das dependências na
vida.
Press Bulletin
Posso fazê-lo HOJE!
Há dias, em Mediugórie,
encontrei Kathleen que me contou sua história. Embora trabalhasse
na Suíça, vinha com freqüência a Mediugórie
porque queria aprender a rezar. Quando o Santo Padre declarou 1987 como
Ano Mariano, ela decidiu fazer tudo para corresponder ao apelo do Papa.
Deixou o emprego e veio passar o ano com a Virgem em Mediugórie.
Desejava esvaziar-se completamente de si própria para entrar de
corpo e alma na escola de amor de Maria. Tinha visto que Nossa Senhora
formava os jovens do grupo de oração de uma maneira maravilhosa
e queria “pegar as migalhas que caíam de suas mesas”. Chegou a Mediugórie
apenas com o porta-moedas e o passaporte. Colocou no banco da última
fila da igreja a carteirinha com as moedas e rezou assim: “Jesus, sinto-me
em casa! Quando se chega em casa, coloca-se bolsa na mesa e não
se preocupa mais com ela. Por isso deixo-a aqui! Só tenho o tempo
necessário para subir ao Krizevac e retornar antes da Missa.
Vós sabeis, Jesus, quanto à dormida. Para ser sincera, gostaria
de ter uma cama, mas não é preciso. Vós decidireis...”
Apesar da chuva, Kathleen estava determinada
a dormir na Colina das Aparições. Primeiro, subiu ao Krizevac
e voltou à igreja a tempo da Santa Missa vespertina. Depois, pôs-se
a caminho Colina das Aparições.
No caminho, ouviu que uma voz a chamava.
Era Maria Pavlovic. A vidente, que a vira na Missa, interrogava-se sobre
quem seria aquela moça. Uma vizinha da vidente Maria Pavlovic, Draga,
estava presente e pôde traduzir. Maria convidou Kathleen para entrar
em sua casa e apresentou-a a sua família (mãe, pai, irmão
e irmã). Depois, entrando em seu quarto, Maria Pavlovic disse: “Esta
é minha cama” e , mostrando a outra cama do quarto, disse: “essa
é a sua!”. Kathleen replicou: “Essa é a cama de sua irmã,
Milka!” “Não, respondeu Maria, ela parte esta noite para os Estados
Unidos”. Foi assim que Kathleen teve um leito, ao lado de Maria Pavlovic.
Partilhou aquele quarto durante sete anos!
Ouvi esta história pela primeira
vez em 1987 e lembro-me de ter sentido inveja. Mesmo agora, quinze anos
mais tarde, ouvindo a história da boca da própria Kathleen,
senti um pouquinho de inveja e interroguei-me: “Que fazia eu em 1987, de
tão importante, que me impediu corresponder plenamente ao apelo
de Nossa Senhora (e do Santo Padre) de me doar sem reservas? Estaria presa
a algo que me impedia um completo abandono como o fez Kathleen? Aí
veio-me este pensamento: posso fazê-lo HOJE!
Denis Nolan
As Doze Estrelas da Igreja
A milhares de jovens reunidos em Mediugórie,
Padre Daniel Angel traçou um percurso, que arriscamos dizer «astronômico»,
para definir as particularidades da Igreja: as doze estrelas luminosas
que coroam Maria, Mãe e Rainha da Igreja.
O Santo Padre, em Toronto, disse aos jovens
uma frase muito simples: «Se amais a Jesus, amais a Igreja».
Peçamos a Maria que nos ajude a ver e a amar a Igreja tal como Ela
a vê e a ama. Falarei da Igreja formada por doze estrelas.
A primeira estrela é a Igreja eterna,
a Igreja na sua totalidade. A Igreja é eterna porque tem o seu início
no Coração da Santíssima Trindade, através
de todos os séculos e de toda a história. Ela é constituída
por três galáxias interligadas. A primeira, a galáxia
do Céu, é a mais numerosa: a maior parte da Igreja está,
de fato, no Céu. Todas as vezes que a Mãe do Céu vem
nos visitar na Terra, mostra-nos a existência do Céu e o nosso
futuro, a nossa imortalidade.
Entre a Igreja do Céu e a da Terra
há outra pequena galáxia que chamamos Purgatório.
O Amor de Deus é tão grande, que, se no momento da morte
nosso coração não estiver ainda como o de uma
criança, com o Purgatório o Senhor dá-nos a maravilhosa
oportunidade de nos tornarmos puros como as crianças.
Na Terra vive-se o tempo da fé,
no Purgatório o tempo da esperança gozosa e no Céu
não se vive nada mais do que o amor. Entre estas galáxias
há uma incessante comunicação de amor e de vida.
Segunda estrela. Jesus nunca está
só. Ele não pode existir sem Sua Igreja. Em Abraão
vemos a Igreja nos seus primórdios. Antes do nascimento de Jesus
na Terra, já existia a Igreja. Aqui encontrava-se Maria, Igreja
que acolheu Deus que veio aos homens. E assim foi também com relação
a José, João, Isabel, Zacarias, os pastores, os Magos...
Jesus estava também rodeado por Sua Igreja quando iniciou Sua vida
missionária. De fato, disse a Natanael, a Pedro e a João:
«Segui-Me!»
A Igreja é o berço da Palavra
de Deus, tal como Maria é o berço de Deus na Terra. É
a Igreja que nos transmite tudo de Jesus e que nos dá Sua presença.
Não apenas fala dEle, mas nô-Lo oferece na Eucaristia. Não
haveria Eucaristia sem a Igreja. Todas as vezes que evangelizamos, não
anunciamos uma mensagem ou uma teoria, mas damos aos outros a Pessoa de
Deus, enquanto Seus embaixadores.
Terceira estrela: Jesus identifica-se
com Sua Igreja. No caminho de Damasco, quando Saulo pergunta: «quem
és tu, Senhor?», Ele não disse: «Sou Jesus dos
cristãos que tu persegues», mas apenas: «Sou Jesus que
tu persegues». E todas as perseguições contra a Igreja
que acontecem em qualquer parte do mundo atacam Jesus na Sua Igreja. A
Igreja continua fazendo, no tempo e no espaço, o que Jesus fez durante
33 anos na Palestina: liberta os prisioneiros, cura os enfermos e abre
o Céu aos moribundos.
Quarta estrela: A Igreja não é
somente o Corpo de Jesus, mas, ao mesmo tempo, é também a
esposa.
É uma esposa que pode até
ser infiel, mas o Esposo nunca a abandonará. A união de Jesus
com Sua Igreja é uma união nupcial, mística e fisiológica,
porque Jesus une-se a Sua Igreja dando Seu Corpo na Eucaristia.
Quinta estrela: A Santa Igreja dos pecadores
nunca separa santidade e pecado. A Igreja dá toda a santidade de
Deus, sobretudo por meio dos Sacramentos. Graças a eles os pecadores
podem tornar-se santos. Esta santidade de Deus é-nos transmitida
por pobres pecadores. Consciente disto, o Santo Padre, durante o Jubileu,
pediu perdão por todas as infidelidades da Igreja nos últimos
dois mil anos, um gesto que exprime toda a santidade da Igreja que ele
representa.
Sexta estrela: A Igreja que mostra o seu
lado mais belo. Em todas as partes, ao longo dos séculos, os primeiros
hospitais, os primeiros leprosários, orfanatos, casas de acolhimento
de idosos ou doentes da Aids, foram fundados por discípulos de Jesus.
Onde há sofrimento, a Igreja está presente.
A Igreja, com os seus Santos, marcou a
história, salvou a cultura humana, porque em todos os lugares sempre
defendeu o homem do próprio homem.
Sétima estrela: A Igreja renova-se
continuamente numa eterna primavera.
A Jornada Mundial da Juventude é
precisamente a manifestação da eterna juventude da Igreja.
Qual líder político ou religioso seria capaz de reunir centenas
de milhares de jovens vindos de todo o mundo, senão o nosso Papa,
João Paulo II? E, contudo, o Santo Padre não reúne
os jovens em torno da sua pessoa, mas reúne os embaixadores da juventude
de todo o mundo à volta de Deus na Eucaristia.
Oitava estrela: A Igreja vive a harmonia
entre o esqueleto e o resto do corpo. O esqueleto é o que o próprio
Jesus constituiu: os Bispos, os Sacerdotes, os Sacramentos, etc... O sangue
que corre nas suas veias é, pelo contrário, tudo o que o
Espírito Santo desperta na vida da Igreja: como a santidade, as
obras de caridade, as comunidades religiosas, especialmente todas as novas
comunidades, recém-fundadas. Não se pode separar o que Jesus
deu do que dá o Espírito Santo: Elas são as duas mãos
do Pai com as quais Deus construiu o Corpo da Igreja.
Nona estrela: A unidade da Igreja. O sonho
de Deus é que todos seus filhos sejam um. O primeiro milênio
foi marcado por uma Igreja indivisa em si mesma. O segundo milênio,
recém-terminado, foi, pelo contrário, um tempo de grandes
fraturas na Igreja. Neste terceiro milênio, Deus dará novamente
à Igreja, ao Seu Corpo, a sua original unidade. Será muito
mais bela do que no início, porque, nesta última fase, cada
Igreja local aprofundou em alguns aspectos que, unidos uns aos outros,
transmitirão uma plenitude extraordinária. A unidade cria-se
à volta do coração da Igreja, a Eucaristia.
Décima estrela: A Igreja Missionária.
Como vamos guardar para nós todo este tesouro de novidades, de beleza,
de Luz? A Igreja cura-nos do pecado e elimina muitos sofrimentos. Se todos
vivessem com Jesus o Evangelho, não haveria mais guerras, não
haveria Aids, divórcios, nem crianças abandonadas...
Sabemos que Jesus é a única
resposta a todas as expectativas do homem. Como eu posso viver a intimidade
com Ele sem fazer tudo para dá-Lo e revelá-Lo aos outros?
Isto é o que me levou ao deserto quando era eremita: não
podia suportar a idéia de que os jovens pudessem se suicidar, enquanto
eu levava em mim a vida do próprio Deus. Vejo que também
Mediugórie, desde há mais de vinte e um anos, é uma
verdadeira escola de evangelização para o mundo. A própria
Virgem chama-nos freqüentemente, com palavras fortes assim: «Testemunhem
a alegria de Deus com sua vida», «Quero que, por meio de vocês,
o mundo inteiro conheça o Deus da alegria. Sejam todos o reflexo
de Jesus, sejam a Luz que resplandece nas trevas».
Décima primeira estrela: A Igreja
é o único lugar na Terra onde a vida e o amor estão
protegidos. Saímos de um século de guerras contínuas
do homem contra o homem, e como se isto não bastasse, milhares e
milhares de crianças foram assassinadas antes de nascer. Satanás
não suporta tudo o que é fraco, pequeno, pobre, porque todas
as crianças nos fazem lembrar Jesus menino no seio de Maria; cada
pessoa que sofre faz lembrar o Homem da Cruz.
Também toda a propaganda da eutanásia
foi extraída textualmente da ideologia de Hitler, de 1932. Satanás
revolta-se porque recusou ajoelhar-se diante do recém-nascido e
dizer-Lhe: «Tu és o meu Criador». A Igreja está
implicada neste grande combate entre a vida e a morte. E a Igreja, como
uma mãe, defende seus pequenos. Encontramos milhares de jovens que
lutam pela vida. O Espírito Santo suscita em todas as gerações
muitos jovens capazes de consagrarem-se, de viverem na pureza até
ao matrimônio, capazes de confiar a Maria sua própria afetividade,
jovens não só católicos, mas também protestantes,
ortodoxos, hebreus.
Décima segunda estrela: A Igreja
é vitoriosa. Neste grande combate para salvar a vida e o amor, a
Igreja é já vitoriosa. Já não precisa crer
na Ressurreição de Jesus, porque já viu Jesus Ressuscitado
na Sua Igreja. Viu que nenhuma perseguição, por terrível
que seja, poderá encerrar por muito tempo a Igreja nas catacumbas,
porque nenhuma pedra poderá ter Jesus fechado no Sepulcro mais do
que algumas horas. Amém!
Olhe para o Krizevac!
No início, quatro frades franciscanos
do mosteiro de Humac, Frei Ianko Búbalo, Frei Vinko Dragicevíc,
Frei Stanko Vasíli e eu próprio, íamos todos os dias
a Mediugórie para auxiliar nas confissões. No dia 22 de outubro
de 1981, quatro meses depois da primeira aparição, não
seria diferente dos outros dias. Chegamos a Mediugórie pelas quatro
horas da tarde e, imediatamente depois de ter estacionado o carro diante
da igreja, Frei Zrínco Cuvalo pediu-me para ficar um momento em
seu gabinete, antes das confissões. Muitas pessoas vinham ter com
ele. Quis falar-me. Quando estava em seu escritório, sem nada pensar
no momento, olhei por uma janela para a Montanha do Krizevac e reparei
que não estava lá a cruz. No lugar da cruz, erguia-se uma
coluna branca e luminosa. Rapidamente, esta coluna branca e luminosa transformou-se
em estátua de contornos femininos. Chamei imediatamente Frei Tomislav
Vlasic para que viesse ao escritório e disse-lhe: "Olhe para o Krizevac!".
Ele olhou por um momento e foi buscar o binóculo para que todos
pudéssemos ver melhor e distinguir aquela anormal aparição.
Os Freis Ianko e Stanko juntaram-se a nós. Revezamo-nos para ver
com o binóculo, Frei Tomíslav, Frei Ianko, Frei Stanko e
eu. Tivemos o binóculo duas vezes nas mãos.
Eu estava emocionado. Estava lá,
a imagem de uma mulher, com as mãos estendidas, olhando para a Igreja
paroquial. Vi simplesmente Sua forma. Não podia distinguir
os olhos, a boca e os cabelos... De tempos em tempos, parecia que a silhueta
se inclinava para a direita e para a esquerda. Esta aparição
durou aproximadamente meia hora.
Eu sentia emoção e uma impressão
muito especial de alegria. Um pensamento me veio ao coração:
«É uma recompensa da Santíssima Virgem, depois de quatro
longos e esgotantes meses atendendo confissões em Mediugórie».
Muitos peregrinos que estavam na igreja,
e à volta dela, viram a aparição. Todos os que estavam
presentes, estavam de joelhos, rezando, cantando e exultando de alegria,
com os olhos resplandecentes, olhando para o Krizevac.
Estou pronto para confirmar a verdade
deste testemunho, até sob juramento, em qualquer momento.
Frei Luka Susac
Nada podia deter-me!
Frei Tomislav Vlasic é, podemos
dizê-lo, o porta-voz da Virgem e dos videntes de Mediugórie.
É um sacerdote muito comprometido com a liturgia. Ele chegou a Mediugórie,
pela primeira vez, no dia de S. Pedro. Iákov foi o primeiro vidente
com quem falou. Eis o que ele contou dessa conversa:
«Falou-me simples e abertamente,
e não era, de forma alguma, complicado. Fiquei convicto de que aquela
criança vivia uma experiência muito especial. Eu não
era capaz de chegar a qualquer conclusão sobre a natureza do fenômeno.
Em seguida, falei com Miriana. Fiz-lhe algumas perguntas. Estava um pouco
inquieta, porque acabava de sair dum interrogatório.
Ela me disse que a tinham colocado num necrotério e, depois, com
doentes mentais. Perguntei-lhe se voltaria de novo à Colina. Disse-me
que estava em dúvida: "Provavelmente não voltarei lá,
porque, se eles me levarem duas vezes ao necrotério, terei uma crise
nervosa". Falo sobre este detalhe porque, no mesmo dia, Miriana voltou
à Colina e, quando lhe perguntei por que é que tinha voltado,
visto ter demonstrado antes estar com dúvidas, estar com medo e
que talvez não voltasse, ela respondeu: "Quando chegou a hora de
ir para a Colina, ninguém seria capaz de deter-me. Simplesmente,
já não havia dúvida, se devia ir ou não!»
Frei Tomislav, falando sobre a aglomeração
na Colina, no momento das aparições, disse que ali se rezava,
mas sem grande unidade e sem organização particular. «Senti
a necessidade de levar as pessoas para a igreja, para lá rezar e
ajudá-las a compreender. Depois fui à casa de Marinko Ivankovíc,
onde encontrei cinco dos jovens. Falei com eles e minha impressão
foi de que estavam bem. Não notei que estivessem preocupados com
coisa alguma ou sob influência de drogas. Suas reações
eram normais». Frei Tomislav Vlasic
Como se tornar santo
Padre Karl Walner, cisterciense austríaco,
em sua participação no Festival dos Jovens em Mediugórie,
falou, de modo um pouco irônico, mas facilmente compreensível,
daquilo que hoje o Papa confia aos jovens como missão: Ser Santo
no Terceiro Milênio.
«O tema é muito extenso -
começou o jovem monge - mas desejo, mesmo assim, tentar dizer-lhes
o que fazer para ser santo.
Quero explicar um pouco o termo santo.
Hoje todos querem a mesma coisa, isto é, ser belos. A beleza exterior
tem desenvolvido uma verdadeira e própria indústria, transformando-se
num grande ideal, mas também num grande engano.
Agradar-me-ia que todos se tornassem belos,
não somente por fora, mas também por dentro. A Igreja chama
todos a esta beleza. Ser santo significa irradiar a própria beleza
interior.
Um dia, antes da minha ordenação
sacerdotal, encontrei a mulher mais bela do mundo: Madre Teresa de Calcutá.
Fui tocado, sobretudo, pelo seu rosto profundamente sulcado pelas rugas.
Contudo, ela irradiava uma força especial, uma força que
lhe vinha de sua união com Deus.
É agradável a Deus conceder-nos
um lugar onde nos tornamos mais belos e onde nossos corações
são purificados: a Confissão. Seus pecados não O entristecem,
mesmo que lhes pareça serem sempre os mesmos. Procurem novamente
o confessionário e permitam que Deus opere em vocês. Não
existiu santo no mundo que um dia pudesse dizer: «Eis, agora sou
tão santo que não preciso me confessar”. Pelo contrário,
quanto mais a pessoa estiver próxima de Deus, tanto mais sente o
peso dos pequenos pecados.
Portanto, se confessarmos nossos pecados,
eles não constituirão mais um obstáculo no caminho
para Deus, mas serão meio para seguir adiante.
Três conselhos para se tornar santo.
Primeiro: ser teimoso; depois, prepotente e, por fim, impertinente.
Naturalmente entende-se, em primeiro lugar,
uma santa teimosia. Esta qualidade é útil até no amor.
Creio que, à primeira vista, não existe amor, mas apenas
namoro, ou seja, um fogo no coração que arde de entusiasmo.
É já uma coisa boa enamorar-se, mas é indispensável
que, crescendo, se torne amor. Tudo isso requer tempo, empenho e uma luta
quotidiana. Em poucas palavras: perseverança.
Assim acontecerá na nossa relação
com Deus. Na parábola do semeador, Jesus diz que se a semente cair
num terreno pouco profundo, logo murcha. Vocês devem saber então
que Mediugórie começa depois de Mediugórie. Aqui vocês
estão cheios de entusiasmo, mas, quando estiverem em suas casas,
devem, com teimosia, realizar o que Nossa Senhora lhes pede.
Todos os santos eram teimosos. No Antigo
Testamento, lê-se como o Patriarca Jacó - pai de Israel -
lutou toda a noite com o Anjo do Senhor. De manhã, o Anjo tentou
partir, mas Jacó deteve-O, dizendo: «Não te deixo,
até que me abençoes!». Quando me tornei sacerdote,
esta Palavra foi-me muito útil, porque, para ser sacerdote, precisa-se
ser verdadeiramente teimoso! No caminho, passa-se através de inumeráveis
cruzes, pequenas e grandes e, pensa-se freqüentemente que Deus nos
abandonou completamente. É este o momento para dizer: «não
te deixo, até que me abençoes!».
Não só corajosos, mas até
prepotentes. Somos chamados a ser verdadeiramente entusiastas de Deus e
a ter uma tal força interior, a ponto de refleti-la também
no exterior. Por que nós cristãos vivemos uma espécie
de complexo de inferioridade? Por que somos tão covardes quando
devemos testemunhar nossa fé?
Devemos ser reconhecidos a nosso Papa
João Paulo II que dá à Igreja tantos beatos e santos.
Neles podemos ver claramente que também eram pessoas de carne e
osso, com muitos pecados e fraquezas. Apesar disso, foram muito grandes
na sua coragem ao testemunhar a fé. Devemos ter a mesma coragem
de S. Francisco quando soube restituir a seu próprio pai tudo que
possuía, a coragem de Santo Cura d’Ars que fazia penitência
no lugar dos que a ele se confessavam, a coragem de Maximiliano Kolbe que
ofereceu sua vida por um pai de família.
Viver a santa impertinência. Quando
encontramos pessoas que vivem segundo os modelos que o mundo propõe,
perguntamo-nos se realmente somos normais: vamos à Igreja, quando
quase ninguém vai; rezamos, quando os outros consideram coisa vã;
esforçamo-nos em perdoar e ser humildes, quando os outros seguem
em frente de modo egoísta. Parece-nos estarmos no erro, pois o mundo
nos mostra como tudo é normal sem Deus. Mas isto é errado!
Precisamos rezar para obtermos a graça
de não nos envergonharmos de mostrar a nossa fé. Temos medo
de parecermos doidos? Mas não pode acontecer melhor! Jesus disse
a Seus discípulos: «Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem,
quando vos perseguirem».
Em minha vida, vi sempre como a corajosa
confissão da fé tem o poder de transformar os outros e de
quebrar as falsas idéias que o homem pode ser feliz sem Deus. Quem
está convicto disto engana-se a si mesmo. Agora é o momento
de fazer funcionar a nossa «santa impertinência» para
mostrar-lhes o caminho, como alcançar a verdadeira felicidade.
As vestes do imperador. Muitos conhecem
a fábula daquele imperador, de tal modo vaidoso, que ordenou, por
ocasião especial, um traje que pudesse fazer com que todos ficassem
impressionados. O alfaiate, de má fé, propôs-lhe um
traje confeccionado com um tecido particular, que se apresentaria invisível
aos olhos das pessoas tolas.
Na verdade, o traje nunca existiu e, na
ilusão de envergar tecidos extraordinários (e na certeza
de se julgar inteligente), o imperador acabou por apresentar-se aos seus
súditos somente com roupas íntimas. Ninguém tinha
a coragem de dizer coisa alguma para não arriscar-se a parecer louco,
preferindo convencer-se de que o rei estava realmente vestido.
A ilusão durou até que uma
criança exclamou a verdade, dando assim coragem também aos
outros para reconhecerem que estavam enganados.
Também nós vivemos hoje
num mundo feito de geniais enganos. A vida sem Deus, sem oração,
sem sacramentos propõe-se-nos bela e atraente, mas, na realidade,
é uma mentira. Devemos então ser suficientemente impertinentes,
como aquela criança da fábula, e dizer ao mundo: «Também
vocês caminham nus! Venham, creiam em Jesus e em Maria e encontrarão
a felicidade». Eco de Maria
Notícias da Comunidade
Natal das Crianças
Todos os anos, benfeitores e amigos de
Mediugórie promovem uma festa natalina para as crianças que
freqüentam a Comunidade Servos da Rainha. Este ano, no dia 21 de dezembro,
mais de 1000 crianças participaram da festa. Além do lanche,
refrigerante, doces, bombons e sorvete, todas ganharam brinquedo. Promotores
desse evento: Aléssia e Eugênio Bontempo, Maria Aparecida
e Paulo F. Xavier, Maria Soledade Chaves, Aparecida e João Paganini,
M. Ângela Silveira Matos Silva, Rute Kalvon, Cláudia Furtado
T. Silva, Marilena Rodrigues de Souza e funcionários dos Correios
que, além de promoverem muitas brincadeiras para as crianças,
trouxeram-lhes muita alegria com o tradicional Papai Noel distribuindo
balinhas e doces. Além destes, houve outros colaboradores que não
relacionamos aqui por falta de espaço. Deus lhes pague por sua generosidade.
Ano Novo na Comunidade
Como em Mediugórie, houve vigília
de oração e adoração eucarística na
noite do dia 31, seguida da Santa Missa, com a consagração
exatamente à meia-noite. Assim, pudemos entrar no Ano Novo adorando
a Jesus que chegava na Eucaristia. Celebrou a Santa Missa Pe. Pedro (Ks.
Piotr Stepie?), recém-chegado da Polônia. Ele, fervoroso devoto
da Rainha da Paz, já esteve em Mediugórie cinco vezes e agora,
sempre que pode, vem rezar conosco o Rosário e celebrar a Santa
Missa.
Agradecimentos
Retribuímos, de coração,
os votos de Feliz Natal e de Boas Festas recebidos por cartas e cartões
dos amigos e leitores do Eco no Brasil e no exterior. Que a ternura do
menino Jesus sempre os acompanhe.
Queremos expressar também, em nome
de Nossa Senhora, Rainha da Paz, nossos agradecimentos a todos quantos
têm contribuído com suas orações e ajuda financeira
para a manutenção da edição mensal do Eco de
Mediugórie, possibilitando, assim, a continuidade da divulgação
das mensagens da Rainha da Paz.
Por último, não podemos
deixar de manifestar a nossa profunda gratidão aos benfeitores da
Comunidade Servos da Rainha que, como as mãos estendidas de Nossa
Senhora para os mais necessitados, custeiam as despesas com professoras
para o atendimento escolar gratuito a mais de 400 crianças (Jardim
I, II, III e reforço escolar para a 1ª, 2ª, 3ª e
4ª séries). Se você desejar participar também
desta obra da Rainha da Paz, solicite-nos um carnê para contribuições
espontâneas.
Peregrinações
2003
Maio: França, Espanha e Portugal
(Lourdes, Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Burgos, São Tiago
de Compostela, Lisboa, Fátima (13 de maio). Saída: 02.05.03.
Volta: 16.05.03.
Vagas limitadas. Se você ainda não
recebeu o programa completo, solicite-o. Tel. (61)624-5511.
Como contribuir para o Eco
A partir de agora, as contribuições
para o Eco de Mediugórie poderão ser deposita-das também
nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta
600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos
BDN, na mesma conta.
As contribuições podem também
continuar sendo feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5,
em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
As contribuições efetuadas
devem ser informadas para anotação no cadastro.