Mediugórie - Eco
203
Fevereiro de 2003 - Nossa
Senhora de Lourdes
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.01.03:
Queridos filhos!Com esta mensagem convido-os
novamente a rezarem pela paz. Especialmente agora, quando a paz está
em crise, sejam vocês aqueles que rezam e testemunham a paz. Filhinhos,
sejam paz neste mundo sem paz. Obrigada por terem correspondido a
Meu apelo.
Rezem pela paz
A Bem-aventurada Virgem Maria pede novamente
a Seus filhos que ouçam e correspondam a Seu apelo materno, à
voz da paz. O convite é dirigido no amor e na liberdade da aceitação.
Na voz maternal de Nossa Senhora não há intimidação,
amargura, ameaça, pessimismo, medo ou pânico. O som de suas
palavras provém de um Coração pleno da paz de Deus.
Ela percebe bem o estado do mundo, porém não se entrega ao
desespero. Vê também a crise do mundo, do homem, da família,
do jovem e do idoso. Sem dúvida, Ela também vê muito
bem as possibilidades que o homem tem de alcançar e testemunhar
a paz que nos oferece e à qual nos chama. Maria, nossa Mãe,
deseja conduzir-nos à experiência do coração
em paz, à qual se chega no abandono a Deus, sem resistência
nem tensão. O salmista nos fala disso: “Senhor, meu coração
não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante.
Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. Ao contrário,
mantenho em calma e sossego a minha alma. Tal como uma criança no
seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. Israel, põe
tua esperança no Senhor, agora e para sempre.” (Sl 130).
É necessário desenvolver-nos
e exercitar-nos na confiança em Deus Todo-poderoso que deseja oferecer-nos
essa experiência. Esta experiência de confiança e tranqüilidade
é um tesouro que, vivido, deseja-se oferecer aos outros. Todos já
tivemos a experiência do encontro com uma pessoa agressiva e também
com alguém que tem um coração em paz. Fugimos dos
agressivos, afastamo-nos deles porque representam uma ameaça para
nossa paz e geram intranqüilidade. Sem dúvida, o encontro com
uma pessoa de coração calmo, uma pessoa que não insulta,
não calunia, não ataca, não odeia, enobrece-nos. Sentimos
que nesse encontro nós também recebemos paz daquela pessoa.
A causa mais freqüente da intranqüilidade e da tensão
é a desconfiança que surge do sentimento de ameaça.
Como diz Ladislau Boros: “O verdadeiro cristão se reconhece pela
força da benignidade, pelo caráter santo e a força
do abandono.” Quando uma pessoa, mesmo suportando uma situação
de extrema dor, continua perseverando e não se rebela contra ninguém,
nem permite que seu padecimento se transforme em ódio e desejo de
vingança, entra, então, no mundo uma força nova. É
uma grande felicidade encontrar uma pessoa bondosa. Ela deixará
uma marca para toda a vida.”
Estes são os frutos da fé,
da confiança e do Espírito Santo que operam em nós.
A fé dá à nossa existência calma e paz. Crer
em alguém significa ter a possibilidade de conhecer essa pessoa.
Se não acredito em alguém, não poderei conhecê-lo,
porque encontro-me fechado a ele. O mesmo acontece com relação
a Deus. Se não creio no que Jesus me diz no Evangelho, não
poderei jamais experimentar o que Ele promete a mim em Sua Palavra.
As palavras de Nossa Senhora nas mensagens,
como o Evangelho, podem parecer distantes, ideais e impossíveis
de se realizarem na vida. Esta mensagem de Nossa Senhora recorda-nos as
palavras de Jesus: “Sejam perfeitos, como é perfeito vosso Pai que
está nos céus.” À primeira vista, parecia um pedido
impossível. O Evangelho, na realidade, pede ao homem o impossível
para suas forças humanas. Esta impossibilidade pedida no Evangelho
deveria conduzir-nos a não nos apoiarmos em nós mesmos, mas
em Deus. Somente assim, obteremos a paz. Se procurarmos realizar estas
exigências com nossas forças, seremos derrotados e nos sentiremos
frustrados. As mulheres na África têm o costume de levar um
peso na cabeça e conseguem manter o equilíbrio, podendo andar
muitos quilômetros. É necessário compreender corretamente
o Evangelho, quando São João diz: “O amor de Deus consiste
em cumprir seus mandamentos, e seus mandamentos não são um
peso.” (1Jo 5,3). Apoiemo-nos em Deus. Vejamos nEle Alguém mais
importante do que nós mesmos. Permitamos que Ele tome a iniciativa
em nossa vida, porque é mais importante o que Ele opera em nós
do que aquilo que fazemos. Permitamos que seu amor nos toque para que sua
paz possa entrar em nossas vidas, palavras, encontros e ações.
Fr. Liubo Kurtovic, Mediugórie,
26.1.2003.
Notícias de Mediugórie
Ano Novo em Mediugórie
Na vigília de oração
do Ano Novo, reuniram-se este ano em Mediugórie milhares de peregrinos
de numerosos países de todos os continentes. A vigília de
oração foi conduzida pelo pároco, Fr. Liubo Kurtovic,
e Fr. Mário Knezovic. Da concelebração participaram
cerca de cem sacerdotes. Por falta de espaço na igreja paroquial,
os peregrinos e paroquianos participaram da oração por meio
de um telão colocado no auditório e no galpão levantado
para aquela ocasião. A vigília e a Santa Missa se prolongaram
das 22h até 1h da madrugada, traduzidas em vários idiomas.
Em nosso mundo sem paz, em que freqüentemente
parece não haver esperança, essa multidão orante,
especialmente os jovens, numerosos em Mediugórie por ocasião
do Ano Novo, é um sinal de esperança para um mundo melhor.
Vicka e filha passam bem
No dia 13 de janeiro, às 11 horas,
no hospital de Mostar, Vicka deu à luz uma menina, Maria Sofia (por
cesariana). Mãe e bebê encontram-se bem! Com Mário
e Vicka, demos graças a Deus Criador e confiemos esta nova vida
à Sua proteção!
Meus olhos e meu coração
Minha amiga do Leste convidara Miriana
para visitar seu País e lá teria a aparição
mensal do dia 2. Mas Miriana disse-lhe que Nossa Senhora lhe pedira que
ficasse em Mediugórie para as aparições do dia 2 de
cada mês. Um dia, disse Nossa Senhora a Miriana: “Meus olhos e o
Meu coração permanecerão aqui, mesmo quando Eu deixar
de aparecer”. (18.3.96)
Convidei-os como Mãe
Desde o ano 2000, a Virgem chama os peregrinos
à Colina das Aparições no Ano Novo e dá uma
mensagem por meio da vidente Maria Pavlovic. Este ano a vidente Maria não
estava em Mediugórie. No dia 2 de janeiro, quando Nossa Senhora
apareceu a Miriana para sua oração mensal pelos que não
crêem, deu a Miriana uma mensagem para todos os peregrinos reunidos
no galpão verde do Cenáculo. Habitualmente, Miriana não
transmite mensagem das aparições do dia 2.
“Queridos filhos, convidei-os como uma
Mãe convida os filhos, e vocês corresponderam. Permitam que
encha seus corações de amor para que eles se tornem verdadeiramente
corações de amor que poderão oferecer amor aos outros,
sem reserva. É desta forma que melhor poderão ajudar-Me em
Minha missão pela conversão dos Meus filhos que ainda não
fizeram a experiência do amor de Deus e do meu Filho. Obrigada!”
(2.1.2003).
Iákov fala aos jovens
Entreguem sua vida nas mãos de
Maria!
Muitos jovens têm medo de se abrirem
a Deus e a Nossa Senhora. Muitos dizem: “Como será minha vida se
me converto?”... Basta pensar na paz e na alegria que brota dos corações
dos jovens quando se reúnem para rezar juntos e se convencem de
que estes são dons que só Deus pode dar. Muitos interrogam-se
pelo fato de a Santíssima Virgem Maria aparecer por tanto tempo.
Há uma forte razão: Ela vem por nós, porque nos ama,
porque é nossa Mãe, porque quer que recebamos o bem e porque
Se ocupa de nós. Nossa Senhora vem porque quer levar-nos a uma meta,
que é Jesus Cristo. Há 21 anos que Ela nos mostra o caminho
para chegar a Seu Filho: o caminho da oração, da conversão,
da paz, do jejum e da Santa Missa. Para acolhermos tudo isto, não
devemos agitar-nos, basta abrir-nos a Maria, como Ela mesma diz numa mensagem:
«É suficiente que se abram a Mim, o resto faço-o Eu.».
Precisamos começar a rezar seriamente, a rezar com o coração
e a sentir nascer, pouco a pouco, em nós, a paz e a alegria. A vinda
a Mediugórie só tem sentido se aceitarmos a conversão
pessoal, o início de uma vida nova, com Deus, e levá-la conosco
para casa. Todos somos chamados a sermos testemunhas de Nossa Senhora.
Quando regressarmos a casa, não é importante dizer que estivemos
em Mediugórie. É importante que os outros reconheçam
Mediugórie em nós. Este é o exemplo que Nossa Senhora
nos pede para darmos.
Creio que ainda não compreendemos
a grandeza do Amor de Nossa Senhora por nós! Basta pensar que Ela
vem à Terra, há muitos anos, precisamente por nós...
Que grande graça!... Quantas vezes nos disse em Suas mensagens:
«Obrigada por terem correspondido a Meu apelo»! Devemos interrogar-nos
se realmente correspondemos a Seu apelo...
Durante 17 anos seguidos, todos os dias,
vi Nossa Senhora, vi Seu belíssimo rosto, senti Sua bondade, vi-A
como Mãe. Quando Ela me disse que não mais viria, exceto
no Natal, pensei: «Como será minha vida de agora em diante?
Como conseguirei viver sem vê-La todos os dias? Mas agora compreendo
que não é importante ver Nossa Senhora com os olhos, o mais
importante é vê-La com o coração. Nossa Senhora
quer estar em cada coração. Não devemos limitar-nos
a pedir, é preciso colocar toda a nossa vida em Suas mãos».
Irmã Emmanuel
Um oásis no deserto
O que se deveria fazer em Mediugórie
para satisfazer os peregrinos que chegam do mundo inteiro? Nossa Senhora
disse duas coisas a esse respeito: «Desejo criar aqui um Oásis
de Paz». Vejamos o que é um oásis! Quem viajou
pela África e ou pela Terra Santa e visitou o deserto já
viu com seus próprios olhos. É um lugar onde há uma
profunda harmonia, porque as árvores e as flores são criadas
por Deus. Ele dá, não somente a harmonia, mas a dá
em abundância. É um lugar de vida. Em Mediugórie, no
oásis criado pela Santíssima Virgem Maria, todas as pessoas
podem encontrar o alimento certo, adequado, e podem se tornar
uma árvore que produz frutos para os outros.
Nosso mundo é um
deserto
Hoje, o nosso mundo é um deserto
em que sofrem, sobretudo, os jovens, porque todos os dias ingerem o veneno
transmitido pelos meios de comunicação e o nocivo exemplo
dos adultos. Assim, desde pequenos, assimilam coisas que podem até
destruir-lhes a alma.
Nesse deserto caminha satanás.
De fato, como lemos na Bíblia, o deserto é também
um lugar onde se encontra o demônio. É preciso combatê-lo,
se desejamos permanecer com Deus. Ele criou em nosso tempo um oásis
no meio do deserto, onde se pode viver na graça e pela graça.
Como Nossa Senhora vê Mediugórie?
Como um lugar onde brota uma fonte de
graças, «um oásis», como disse Ela própria
numa mensagem: «um lugar onde Meus filhos podem vir e beber a água
pura que brota do lado de Cristo. Água abençoada, água
santa».
Sempre que rezo no jardim, ao lado de
minha casa, e se une a mim um grupo de peregrinos, pouco a pouco, noto
como eles se transformam. Poderia tirar uma foto antes e depois de ter
rezado o Rosário: mostrariam um visual diferente. Não parecem
as mesmas pessoas!
Aqui em Mediugórie há uma
incrível graça que brota da oração. Nossa Senhora
deseja oferecê-la a nós. Deseja que nós, habitantes
e peregrinos da vila, nos tornemos frutos bons para alimentar aos outros
que estão ainda no deserto, famintos e sedentos.
O inimigo de Mediugórie
Devemos proteger este oásis, porque
aqui o demônio está muito ativo. Introduz-se nas pessoas e
rompe a harmonia, a unidade. Queria também tirar água, mas
não pode fazê-lo porque ela vem de Deus, e Deus é Deus.
Em compensação, pode sujá-la, pode destruir, impedir
os peregrinos de mergulharem na oração e na escuta das mensagens
da Virgem, fazendo com que elas permaneçam a nível superficial,
perdendo-se nas distrações. «Satanás quer transformar
os peregrinos em curiosos».
A Mediugórie chegam também
pessoas que não procuram Nossa Senhora, mas apenas o divertimento.
Vêm dos centros vizinhos: de Citluk, Ljubuski, Mostar, Sarajevo,
Split, etc... porque sabem que aqui há uma concentração
do mundo como nunca antes vista nesta região.
Depois, há os que querem receber
algo pelo seu dia de trabalho em Mediugórie. Para muitos, depende
do modo como são preparados os guias. Tenho visto grupos que regressam
a casa sem saber quase nada do que verdadeiramente aqui se vive. O motivo
é que não rezaram e estão dispersos em mil giros,
sem receberem a verdadeira mensagem de Mediugórie e o toque da graça.
Estes afanam-se em fotografar tudo e todos. Deste modo não podem
mergulhar na oração. Tudo depende da capacidade e da profundidade
espiritual do guia. Como é bom ter um só objetivo: guiar
as almas para a conversão e para a verdadeira paz do coração.
Um lugar de encontro
Alguns perguntam por que não se
organizam retiros vocacionais e cursos da Sagrada Escritura, aqui
em Mediugórie.
Eu penso que Mediugórie é
um lugar onde simplesmente se encontra Nossa Senhora e onde se aprende
a rezar. Depois em casa, após este belíssimo encontro, Maria
dirá, através da oração, como prosseguir. No
mundo há de tudo e, se você procurar, encontrará onde
aprofundar aquilo que recebeu em Mediugórie.
Talvez no futuro, nasçam outras
iniciativas, mas até agora Nossa Senhora quis apenas o simples encontro
com Ela. As pessoas têm necessidade da Mãe, precisam
de estar num lugar onde acontece a cura interior e física. Chegam
como órfãos e voltam como filhos de Nossa Senhora. Meu convite
é este: venham a Mediugórie, subam os montes, peçam
a Nossa Senhora que os visite, porque este é um lugar de aparições
diárias. Ela o fará, mesmo que você não perceba
com seus sentidos exteriores. Sua visita acontecerá e você
perceberá em casa, quando se sentir mudado. Maria quer que vivamos
o encontro com Seu Coração materno, com Sua ternura, com
Seu Amor por Jesus. Venham aqui entre os braços da Mãe
e acabará toda a solidão. Não há mais lugar
para o desespero, porque temos uma Mãe que é também
Rainha, uma Mãe que é também muito bela e forte. Aqui
você caminhará de maneira diferente, porque a Mãe está
aqui, Ela toma sua mão e não mais o deixará.
Madre Teresa tinha-A pela
mão
Um dia, Madre Teresa de Calcutá,
que ansiava vir a Mediugórie, contou um episódio de sua infância
ao Bispo Hnilica, em Roma, que lhe havia perguntado a que atribuía
o seu grande sucesso:
«Quando tinha 5 anos, caminhava
com a minha mãe por meio dos campos, até uma vila um pouco
distante. Caminhava pela mão da mãe e estava feliz. A certo
ponto, minha mãe parou e disse-me: Você tomou minha mão
e sente-se segura porque eu conheço o caminho. Do mesmo modo deve
dar sua mão à de Nossa Senhora e Ela a guiará
sempre pelo caminho certo em sua vida. Não deixe nunca Sua mão!».
É o que faço! Este convite
estava estampado no meu coração e na minha memória.
Em minha vida sempre tive a mão de Maria... Hoje não me arrependo
de tê-lo feito!».
Mediugórie é o lugar certo
para segurar a mão de Maria; o resto virá depois. Aqui acontece
um encontro profundo, é quase um choque psico-afetivo, não
só espiritual. No mundo em que as mães estão diante
de um computador ou fora de casa, as famílias separam-se ou estão
ameaçadas a se separar. Os homens têm sempre mais necessidade
da Mãe celestial.
Mais graças que aos
videntes
Organizemos este encontro com Nossa Senhora,
leiamos as mensagens e, no momento da aparição, abramo-nos
inteiramente a Ela. Falando do momento da aparição
aos videntes, Nossa Senhora disse à Vicka,: «Quando venho,
dou-lhes graças como nunca antes havia dado. Mas estas mesmas graças
as quero dar também a todos os Meus filhos que abrem seus corações
à Minha vinda». Não podemos ter inveja dos videntes,
porque, quando Ela aparece, se Lhe abrirmos o coração, receberemos
as mesmas graças, e até maiores em relação
a eles, porque recebemos a bênção de acreditar sem
ver.
Um ramalhete, um mosaico
na unidade.
Todas as vezes que abrimos o coração
e acolhemos Nossa Senhora, Ela cumpre Sua obra maternal de purificação,
de encorajamento, de ternura, e expulsa o mal.
Se todos os que visitam ou habitam em
Mediugórie vivessem isto, tornar-nos-íamos aquilo que nos
disse a Rainha da Paz: um oásis, um ramalhete de flores, um mosaico.
Cada pequena peça do mosaico no lugar certo cria um quadro maravilhoso,
mas, se as peças estiverem misturadas, o resultado será outro.
Todos devemos trabalhar pela unidade, mas por aquela unidade centrada no
Senhor e no Seu Evangelho. Se alguém desejar fazer unidade em torno
de si, se quiser ser o centro da unidade, ela tornar-se-á falsa,
toda humana, não poderá ser duradoura. A unidade faz-se só
com Jesus e não por acaso. Maria disse: «Convido-os a enamorarem-se
do Santíssimo Sacramento do altar. Assim estarão unidos com
o mundo inteiro» (25.09.95).
Se vivermos a Eucaristia em todos os Seus
aspectos, com o coração, se fizermos da Santa Missa o centro
de nossa vida, aí acreditaremos em Mediugórie, verdadeiro
oásis de paz, sonhado por Maria, não só para os católicos,
mas para todos. Desta forma, nunca mais haverá falta de água,
de alimento, de beleza e da Graça Divina a nossos jovens sedentos
e a nosso mundo angustiado, mergulhado em profunda crise.
Irmã Stefânia Consoli
(Eco de Maria)
Maria atrai multidões
Em 1º de dezembro de 2002, o Cardeal
Schonborn, em sua homilia na catedral de Viena, assim falou sobre Mediugórie:
“Maria realiza hoje um trabalho de missionária no mundo inteiro,
na Argentina, no México, no Sri Lanka, em Mediugórie. Onde
estiver a Virgem, as pessoas vêm!
A Virgem Maria é uma poderosa missionária
que atrai milhões de pessoas para Seu Filho. Não desejo pronunciar-me
sobre Mediugórie do ponto de vista de um julgamento da Igreja. Mas
posso afirmar e repetir uma coisa: esse lugar é mesmo manifestamente
um imenso “centro missionário” do Céu, onde milhares e milhares
encontram a oração, a confissão, a conversão,
a reconciliação, a cura e uma fé mais profunda.
Meses após ter pregado ao Santo
Padre no retiro da Quaresma de 1998, o Cardeal Schonborn, principal autor
do Catecismo da Igreja Católica, declarou: “É ou será
muito importante que os Bispos tomem também sob sua proteção
a pastoral de Mediugórie, para que os frutos que lá são
manifestos sejam protegidos de possíveis desenvolvimentos infelizes”.
(Lourdes,18.07.1998)
Chega Tomé, volta
Timóteo
Eu não acreditava em Mediugórie.
Chegava mesmo a opor-me às aparições. No entanto,
permitia que meus paroquianos falassem entre si sobre o assunto e rezassem
o Rosário na igreja.
Fiquei sabendo que muitos deles iam a
Mediugórie e alguns dos paroquianos deram-me vídeos (que
permaneceram em meu escritório sem serem vistos, por cerca de dois
anos), revistas e artigos para ler (que nunca olhei), e especialmente uma
pilha de jornais de Wayne Weible para distribuir às pessoas (que
provavelmente queimei).
Finalmente, cedi e fui a Mediugórie.
Por quê? Porque alguns de meus adolescentes foram lá e regressaram
transformados. Estavam agora perguntando se poderiam vir à Igreja
durante a semana, à tarde, para rezar o Rosário. Eu sabia
que isto não era normal... Tendo sido professor de escola secundária
por 14 anos, sabia o que os jovens fazem ou não.
Estes adolescentes falavam sobre Mediugórie
nas reuniões da Organização Católica de Jovens
e, às vezes, desfaziam-se em lágrimas. Isto para mim foi
difícil de aceitar. Eu temia que estes jovens estivessem ficando
perturbados e, depois, deprimidos, chegassem mesmo a abandonar a Igreja.
Por isso, senti que era minha responsabilidade
ir e conhecer Mediugórie por mim mesmo, antes de julgar sem ter
conhecimento. Eu não estava convencido de que Maria estivesse aparecendo
em Mediugórie, apesar de crer que Ela poderia fazê-lo.
Eu acreditava em Lourdes e Fátima,
sempre levava um terço comigo e praticava devoções
marianas. Quando fui nomeado pároco, consagrei minha paróquia
à Santíssima Mãe.
Quando o avião decolou em Houston,
pedi a Deus que, se Sua Mãe estivesse verdadeiramente aparecendo
em Mediugórie, eu queria que Ele me enviasse um sinal por meio de
alguém que me falasse sobre um segredo que somente Ele e eu conhecíamos.
Finalmente chegamos a Mediugórie.
Dirigindo-nos para a Missa das 10h da
manhã, vimos um grupo de adolescentes ajoelhados diante do cercado
em frente à Igreja, rezando o terço. Os adultos comentaram
sobre a maravilha que era ver os adolescentes rezando em público,
com tanta disciplina e devoção. Ao aproximarmo-nos, reconheci
que os adolescentes eram de minha paróquia. Não deixei de
sentir-me orgulhoso dos jovens, apesar de refletir que não tinha
vindo a Mediugórie apreciar seu valor.
Em seguida, começou a Santa Missa
concelebrada por cerca de 50 sacerdotes. Os cânticos maravilhosos
e as respostas entusiastas contribuíram para uma grande experiência.
Sem dúvida, senti que não tinha vindo à ex-Iugoslávia
para compartilhar uma grande Eucaristia com muitos sacerdotes e fiéis.
Esta experiência poderia ter acontecido igualmente em qualquer outro
lugar.
Mais tarde, subi à Colina das Aparições,
junto com um grupo de peregrinos em oração, que também
subiam. Eu não tinha a mínima idéia de que era a Colina
das Aparições! Simplesmente acompanhava as orações
e seguia-os.
Depois do jantar, meu grupo disse: "Vamos
à Missa da tarde". Achei que estavam exagerando, pois já
tinham participado da Missa naquele dia. Mesmo assim os acompanhei em traje
civil. Não tinha a intenção de concelebrar, e não
queria que ninguém me molestasse buscando um sacerdote por alguma
razão.
Com um livro de Thomas Merton nas mãos,
sentei-me num banco fora da Igreja, o que muita gente fazia em Mediugórie
por causa das grandes multidões. Enquanto isso, os fiéis,
tanto dentro quanto fora da igreja, rezavam o Rosário (dirigido
pela paróquia por meio de alto-falantes). Eu me juntei a eles.
A Missa teve prosseguimento. Quando começaram
as leituras (em croata, é claro), eu não podia entender qualquer
palavra, por isso comecei novamente a leitura do livro. Porém, quando
chegou a vez do Evangelho e a homilia, comecei a prestar atenção.
Algo maravilhoso aconteceu. Dei-me conta
de que estava compreendendo cada palavra e cada frase em croata! Eu pensei:
"Meu Deus, isto é o que aconteceu em Pentecostes, quando as pessoas
de todas as raças e línguas entendiam perfeitamente como
se fosse seu próprio idioma". Depois, descobri que não fora
o único a experimentar o fenômeno pentecostal.
Soube que nosso grupo tinha planejado
levantar-se cedo no dia seguinte (festa de Corpus Christi) e ir a uma cidade
próxima, chamada Tihaljina, para ouvir um frade chamado Iozo. Não
tinha ouvido falar sobre ele e disse com um certo descaso: "Viemos de tão
longe até Mediugórie, onde há muitos sacerdotes. Agora
vamos nos levantar tão cedo, tomar outro ônibus, e viajar
a outra cidade... tudo para ouvir um sacerdote falar". Mesmo assim, mesmo
contrariado, fui com o grupo a Tihaljina.
Durante o Rosário ali, apareceu
o sacerdote. Quando começou a falar, dei-me conta de que era o sacerdote
que tinha pregado na noite anterior, a quem eu tinha escutado e compreendido.
Era mesmo Frei Iozo. Por meio de uma intérprete, ele nos deu uma
belíssima catequese e meditação sobre Mediugórie.
Sussurrei a nosso guia que gostaria de conhecer aquele sacerdote.
Depois da Missa, todos nos aproximamos
de Frei Iozo para que nos abençoasse... Quando chegou a mim, frei
Iozo colocou uma mão sobre minha cabeça (eu estava vestido
com traje civil) e a outra sobre a cabeça do homem a meu lado...
Enquanto seguia abençoando a fila de fiéis, Frei Iozo voltou
até mim e apontou para o crachá de minha lapela, onde estava
escrito "Retiro MIR - Padre Tim Deeter".
Frei Iozo disse, surpreso "Tim?" Expliquei,
em latim, que meu nome era Timóteo, e que era um sacerdote. "Ah
Timóteo", disse ele. Colocou então ambas as mãos sobre
minha cabeça e senti um forte calor passar por meu corpo, da cabeça
aos pés.
Gostei muito da visita a Tihaljina. Foi
uma experiência interessante... Voltamos a Mediugórie para
a Missa e Rosário da tarde. Decidi concelebrar e consegui um lugar
na frente.
No dia seguinte, eu me rendi. Expressei
minha entrega passando todo o dia atendendo confissões... isto é,
das 8h30 às 22h30, com apenas meia hora de descanso para comer
alguma coisa.
Foi o melhor dia do meu sacerdócio!
Satisfação em cada minuto. Eu antes me perguntava: “Como
São João Maria Vianney podia passar até 18 horas diárias
confessando?” Agora compreendi que não tinha sido tão pesado
para ele, mas uma experiência de fé. Uma pessoa atrás
doutra, de todas as partes do mundo. Vinham se confessar, convencendo-me
de que Deus estava ali em Mediugórie e que Ele estava movendo os
corações... corações duros, à conversão.
Nos dias seguintes, vi o sol pulsando.
Fui testemunha da cura de um homem aleijado, que se levantou de sua cadeira
de rodas e começou a andar. A este ponto, nada mais em Mediugórie
me surpreendia. Concluí que Mediugórie era um grande milagre.
Os cristãos estavam fazendo ali
o que Cristo pedira há 2.000 anos: rezando juntos, cantando, curando,
perdoando. Sentia que, enquanto Roma é a cabeça da Igreja,
Mediugórie é seu coração.
No dia seguinte, soube que o líder
do nosso grupo tinha arranjado um encontro meu com Frei Iozo, privativamente.
Infelizmente, devido a uma série de atrasos, cheguei a Tihaljina
com quatro horas de atraso, criando assim, de início, uma impressão
desagradável. Anka, a intérprete de Frei Iozo, explicou que
ele tinha muitos compromissos e que eu deveria limitar-me a poucos minutos.
Fiquei esperando no corredor da entrada
de seu escritório. Ele veio com seus braços abertos e me
cumprimentou como "Tomé". "Não, Frei" respondi, “meu nome
é Timóteo". Ele sorriu. "Não" replicou, "tu vieste
aqui como Tomé (o apóstolo incrédulo) porém
vais voltar como Timóteo". Então disse-lhe: "Eu sou o pároco
destes jovens peregrinos que amam muito o senhor".
Frei Iozo, agora sorridente, fez um jogo
com a palavra pároco, a qual literalmente quer dizer "pastor". Ele
disse: "Ah, sim, as ovelhas trouxeram o pastor aqui. Porém agora
o pastor deve voltar para casa e conduzir as ovelhas".
Frei Iozo pôs as mãos nos
meus ombros e sussurrou-me ao ouvido o segredo que eu tinha pedido a Deus,
quando o avião partira de Houston. Emocionado, fixei o olhar em
Frei Iozo. Convenci-me de que Frei Iozo é uma especial testemunha
da vida e do ministério de Cristo, curando e perdoando. Também
compreendi que todos os sacerdotes podem fazer o mesmo. Nosso dever sacerdotal
é curar, perdoar e propagar a palavra de Deus.
Finalmente disse: "Frei Iozo, quero ser
um bom sacerdote, um sacerdote santo". Como nunca antes, este objetivo
ficou claro em minha mente. Frei Iozo levantou e disse-me: "Devo ir agora
a Mediugórie, porém pedi a Anka que lhe falasse sobre as
coisas que eu desejaria transmitir-lhe".
Com lágrimas nos olhos, ela descreveu
a prisão de Frei Iozo e os sofrimentos que ele suportara e ainda
suporta até agora.
Ela disse: "Frei Iozo sabe que sua paróquia,
como Mediugórie, é pequena e rural, que seus paroquianos
são pessoas simples e devotas, e que amam Nosso Senhor e Sua Mãe.
Ele também sabe que o senhor promove a devoção, não
somente a Ela, mas também ao Santíssimo Sacramento. Frei
Iozo está feliz porque o senhor trabalha com gente jovem e
incentiva a confissão freqüente".
Anka continuou: "Frei Iozo disse que o
senhor deve anunciar as mensagens de Nossa Senhora quando voltar a sua
paróquia e aconselhar seus paroquianos a escutar Suas mensagens
com muito amor. O Senhor também deve exortá-los a rezar,
especialmente o Rosário diariamente, a jejuar (si possível,
a pão e água, todas as quartas e sextas-feiras), a confessar-se
pelo menos uma vez por mês, a viver juntos em paz e a reformar suas
vidas".
Prosseguiu Anka: "Frei Iozo disse que
o senhor, como pastor, deve sempre preparar as pessoas para receber Jesus
Cristo... que o senhor, padre, oriente seus fiéis na verdade católica
e que os torne fortes, de forma que sua paróquia e sua Igreja sejam
um refúgio para todos aqueles que estão buscando um santuário
onde possam ser verdadeiramente católicos".
Percebi, enquanto ouvia Anka, que muito
do que Frei Iozo disse vinha diretamente de Nossa Senhora. Perguntei a
Anka: Frei Iozo vê Nossa Senhora? "Sim, frequentemente...”
Pe. Tim Deeter (Medjugorje Sentinela)
Peregrinações
2003
Maio: França, Espanha e Portugal
(Lourdes, Medalha Milagrosa, Lisieux, Cura d’Ars, Burgos, São Tiago
de Compostela, Lisboa, Fátima (13 de maio). Saída: 02.05.03.
Volta: 16.05.03.
Vagas limitadas. Se você ainda não
recebeu o programa completo, solicite-o. Tel. (61) 624-5511.
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As contribuições para o
Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9,
conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque
nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Poderão também ser deposita-das
nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta
600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos
BDN, na mesma conta.
As contribuições efetuadas
devem ser informadas para anotação no cadastro.
Comunidade Servos da Rainha
Início do ano letivo - As aulas
para nossas 500 crianças (reforço escolar e pré-escolar)
terão início no começo de março.
Durante todo o período de férias,
acolhemos diariamente um bom número de crianças para recreação,
oração do terço, lanche e um pouco de catequese.
Agradecemos aos benfeitores da Comunidade
que, com suas contribuições, estão possibilitando
o atendimento gratuito a todas essas crianças. Se você sente
no coração o desejo de participar também desta obra
da Rainha da Paz, solicite-nos um carnê para contribuições
espontâneas. A Comunidade está sempre aberta às visitas.