Mediugórie - Eco 205
Abril de 2003 - 20 / Páscoa do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.03.03:
 Queridos filhos! Também hoje os convido a rezarem pela paz. Rezem com o coração, filhinhos, e não percam a esperança, porque Deus ama Suas criaturas. Ele deseja salvá-los, cada um de vocês, por meio de minhas aparições aqui. Convido-os ao caminho da santidade. Rezem e, na oração, estejam abertos à vontade de Deus, e assim, em tudo o que fazem, realizem o plano de Deus em vocês e por meio de vocês. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Não percam a esperança
Nossa Senhora nos apresenta nesta mensagem: Rezem com o coração e não percam a esperança. Acontece que o homem, às vezes, perde a esperança e pensa que Deus não o escuta, como se tivesse Se retirado deste mundo e distanciado de suas criaturas. Mas Deus, por acaso, esqueceria o que criou?
Nas palavras de Nossa Senhora desta mensagem, sentimos uma esperança indestrutível, apesar das ameaças de guerras, catástrofes e prognósticos tenebrosos que tomam conta dos jornais.
 Nossa Senhora fala que também nós somos responsáveis pela paz. A paz não acontece sem o nosso empenho. É verdade que o homem recorre a Deus mais facilmente quando acontece alguma desgraça ou aflição. A ameaça de guerra e tudo aquilo que põe em risco a vida despertam o homem da sonolência espiritual. Aí ele toma consciência de que existe Alguém que é Absoluto, Onipotente, que não se sente ameaçado como nós. Por isso, é necessário que, novamente, encontremos os fundamentos e a fonte de nossa vida, a pedra sobre a qual construiremos e apoiaremos nossa vida e este mundo.
 Na carta apostólica do Papa “No Começo do Novo Milênio”, percebemos também esperança, apesar de tudo que não promove a esperança num futuro melhor.
 Nosso Deus, em Jesus Cristo, como também Nossa Senhora, viveram  neste mundo e tiveram os corpos que nós temos, passaram por nossos caminhos de vida. Não ficaram privados nem isentos do sofrimento, da cruz e das alegrias e dores da vida. Podemos cair no desespero ou reagir com a fé. Ou desânimo ou fé. Sustentar-se em Deus, na Palavra de Deus, sem qualquer apoio, como fez São Pedro ao se lançar às águas, apegando-se unicamente à palavra de Jesus “Vem” (Mt. 14,29). Ele acreditou em Jesus. A fé e a esperança são muito semelhantes, quase idênticas.
 Os grandes santos não foram tentados na fé e no amor, mas na esperança. O próprio Jesus, no Getsêmani, foi tentado na esperança. Teresa de Lisieux estava em seu leito de morte e foi igualmente tentada na esperança, quando o diabo lhe disse: “Minha querida, acaso crês de fato que existe algo depois da morte?” O Cura dArs, em várias ocasiões, preparou sua mala para fugir de Ars. Ele tentou fugir, não por ter perdido a fé ou o amor, mas porque não vislumbrava qualquer esperança.
 Existe um meio para não perder a esperança. É aquele que o próprio Jesus utilizou quando foi tentado na esperança, ou provocado para que se desviasse da vontade do Pai: Ele passava a noite rezando. A fonte da esperança é a oração, e a oração exige estado de vigilância.
Para exercitarmo-nos na esperança, é preciso conquistar essa disposição permanente com que Nossa Senhora pronunciou seu Sim – à vontade de Deus. Por meio de seu Sim, Deus realizou obras maravilhosas. O Sim de um coração humano abre a porta a Deus por meio da qual Ele pode entrar neste mundo e salvá-lo.
Hoje, Nossa Senhora também pronuncia esse Sim por meio de suas aparições neste lugar, convidando-nos ao caminho da santidade. Nosso Santo Padre, o Papa, nos chama ao caminho da santidade. Assim nos fala em sua carta Novo Millenio Ineunte: “Seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, vivida segundo uma ética minimalista e uma religiosidade superficial.” Jesus, no Sermão da Montanha, disse: “Sejam perfeitos como meu Pai que está no Céu é perfeito” (Mt 5,48). Como se nos quisesse dizer: sejam felizes como é feliz vosso Pai celestial. Ouçamos as palavras com que Nossa Senhora faz-nos sentir o eco das palavras de Jesus e permitamos que nos guie para Ele.
Frei Liubo Kurtovic, Mediugórie, 26.3.2003.
O Bem da Caridade
Diz o Senhor no Evangelho de João: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros (Jo 13,35). E também se lê numa Carta do mesmo Apóstolo: Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor (1Jo 4,7-8).
Examine-se a si mesmo cada um dos fiéis, e procure discernir com sinceridade os mais íntimos sentimentos de seu coração. Se encontrar na sua consciência algo que seja fruto da caridade, não duvide que Deus está com ele; mas se esforce por tornar-se cada vez mais digno de tão grande hóspede, perseverando com maior generosidade na prática das obras de misericórdia.
Se Deus é amor, a caridade não deve ter fim, porque a grandeza de Deus não tem limites.
Para praticar o bem da caridade, amados filhos, todo tempo é propício. Contudo, estes dias da Quaresma nos exortam de modo especial a isso. Se desejamos celebrar a Páscoa do Senhor com o espírito e o corpo santificados, esforcemo-nos o mais possível por adquirir essa virtude que contém em si todas as outras e cobre a multidão dos pecados.
Ao  aproximar-se a celebração deste mistério que ultrapassa todos os outros, o mistério do sangue de Jesus Cristo que apagou nossas iniqüidades, preparemo-nos, em primeiro lugar, mediante o sacrifício espiritual da misericórdia; o que a bondade divina nos concedeu, demo-lo também nós àqueles que nos ofenderam.
Seja, neste tempo, mais ampla nossa generosidade para com os pobres e todos os que sofrem, a fim de que os nossos jejuns possam saciar a fome dos indigentes e se multipliquem as vozes que dão graças a Deus. Nenhuma devoção dos fiéis agrada tanto a Deus como a dedicação para com os seus pobres, pois nesta solicitude misericordiosa ele reconhece a imagem de sua própria bondade.
Não temamos que essas despesas diminuam nossos recursos, porque a benevolência é uma grande riqueza e não podem faltar meios para a generosidade onde Cristo alimenta e é alimentado. Em tudo isso, intervém aquela mão divina que ao partir do pão o faz crescer, e ao reparti-lo multiplica-o.
Quem dá esmola, faça-o com alegria e confiança, porque tanto maior será o lucro quanto menos guardar para si, conforme diz a santo Apóstolo Paulo: aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará pão como alimento, ele mesmo multiplicará vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça. (2Cor 9,10), em Cristo Jesus, nosso Senhor, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos Séculos dos Séculos. Amém.
Dos Sermões de S.Leão Magno, papa(Séc.V)
Notícias de Mediugórie
Aparição anual a Miriana
Miriana teve aparições diárias de 24 de junho de 1981 até 25 de dezembro de 1982, quando lhe foi revelado o décimo segredo. Naquele dia Nossa Senhora também disse que não lhe apareceria mais diariamente, mas somente nos dias do seu aniversário (18 de março).
No dia 18 de março deste ano, encontravam-se reunidos mais de mil peregrinos na Comunidade Cenáculo, rezando o Rosário. Nossa Senhora chegou às 8h55 e permaneceu com a vidente até às 9h02. Ela deixou a seguinte mensagem:
«Queridos filhos, neste tempo santo, de penitência e de oração, convido-os particularmente a uma escolha. Deus concedeu-lhes a liberdade de escolher a vida ou a morte. Escutem com o coração minhas mensagens para reconhecerem o que devem fazer e que caminho tomar para encontrar a vida. Meus filhinhos, sem Deus vocês nada poderão fazer; não se esqueçam disso nem por um instante. Quem são vocês e o que serão na terra, quando a ela retornarem. Não irritem Deus, mas sigam-Me para a vida. Obrigada, por estarem aqui».                  Press Bulletin
O Papa com os jovens
Estima-se que 300 mil jovens estarão no aeroporto de Madri no dia 3 de maio para receber o Papa João Paulo II. No dia seguinte, na Praça de Colón, serão canonizados os beatos espanhóis: Pedro Poveda, José Maria Rubio, Genoveva Torres, Ângela da Cruz e Maravilhas de Jesus. O Papa terá encontros institucionais com Sua Majestade o Rei, com José Maria Aznar e com o líder do principal partido da oposição, o socialista José Luís Rodrigues Zapateiro.
                                            Eco de Maria
Vicka: voltarei à minha escada!
(Entrevista com Vicka, dois meses após o nascimento de sua filhinha)
Vicka: Penso que em breve voltarei à minha escada!
Pergunta: Oh! Sua escada!? Os peregrinos vão ficar muito felizes!
V.: Para mim será uma grande alegria! Olha que sou muito feliz com minha família e minha filha, mas quero dizer-lhes que estar com os peregrinos é uma grande alegria que me enche o coração. Transmitir-lhes as mensagens da Virgem e poder comunicar-lhes o amor que a Virgem me deu...
P.: No momento, fala-se muito da guerra. Você pode explicar como salvaguardar a paz?
V.: Nossa Senhora nunca fala de guerra. E a senhora, irmã, sabe bem que aqui nós tivemos a guerra! A mim Nossa Senhora nunca deu qualquer mensagem sobre a eventualidade de uma guerra. Mas isso vê-se no Seu rosto, no Seu comportamento, na Sua maneira de Se apresentar... Ela demonstrava um grande sofrimento. E, pouco a pouco, a guerra chegou. Ela nunca nos colocou medo, dizendo que estouraria uma guerra ou que deveríamos fazer isto ou aquilo. No entanto, antes que começasse a guerra, Ela foi nos dizendo muitas vezes (como continua a fazer agora), que podemos deter as guerras com nosso jejum e oração. Então devemos ajudá-La a parar as guerras com nosso jejum e nossa oração!
P.: Na escola da Virgem, o que é a verdadeira paz, a paz divina e não simplesmente humana?
V.: Como a Gospa já nos ensinou, a primeira coisa a fazer é libertarmo-nos de tudo o que é negativo no interior do nosso coração, limparmos a menor parcela negativa... E, em seguida, pedir à Virgem esta graça da paz. Quando peço a Nossa Senhora que me dê a verdadeira paz, a serenidade, quando peço com o coração, Ela ma concede! Basta pedir! Mas é preciso pedir com confiança e amor! E pedir que nos mude! Não recebemos a paz apenas pronunciando uma simples palavra! Olhe que hoje há muita gente dizendo: eu quero a paz, eu preciso de paz! São apenas palavras! É preciso dizer: quero mudar! Quero purificar meu coração! Depois desta purificação interior, a paz vem a meu coração...
P.: Nestes tempos um pouco particulares para o mundo, como é o rosto da Virgem quando aparece a você?
V.: Ela se mostra bastante contente! Não quero dizer que Ela esteja muito feliz, mas contente! Isso posso ler no seu rosto, como a senhora e eu podemos ver-nos agora...
P.: Do seu ponto de vista, o que o Ano do Rosário poderá mudar?
V.: Irmã, a senhora sabe que tudo depende de nós, da maneira como correspondemos ao pedido do Papa. Há muito tempo que Nossa Senhora recomenda a oração do Rosário! E agora que temos estes novos Mistérios, devemos rezar ainda mais. É uma grande alegria vivenciá-los! Não devemos pensar: há um novo terço, que faremos? Não; devemos é começar! Só quando começarmos, sentiremos em nosso coração o que isso significa, o que o Senhor quer fazer. Primeiro fazem-se as coisas, depois vêem-se os frutos.
P.: Agora uma pergunta um pouco estranha... Imagine que o presidente Bush venha visitá-la. Que lhe diria?
V.: Posso dizer isto: Neste momento rezo pelo Iraque e pela América. Pouco importa que venha Bush, eu digo a verdade tal como ela é! Compreende? Se ele viesse agora, eu não teria palavras particulares para ele. Como disse a Virgem, Ela ama todas as pessoas com o mesmo amor. Também eu procuro seguir Seu exemplo: amar todos os homens como Ela os ama. Que venha Bush ou alguém como Saddam, e eu diria como digo a todos: devem agir em tudo segundo sua consciência. E isso é tudo! Quanto ao resto, devemos rezar. Rezemos e os recomendemos a Nossa Senhora para que os ajude.
         Denis Nolan (Childrenofmedjugorje)
Continua no próximo número...
Maria acompanha-me
Há dois dias, Zenit noticiou: “O Papa João Paulo II visitará a Bósnia Herzegovina em junho de 2003.” Há oito anos, o Santo Padre anunciou publicamente, perante uma delegação croata oficial ao Vaticano, que desejava visitar Mediugórie. Inúmeros bispos, entre os quais o cardeal Tomasek, afirmam que o Santo Padre lhes disse que, se não fosse Papa, já teria ido a Mediugórie para atender confissões dos peregrinos.
No final de sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude 2003, o Papa diz: “Em minha vida, sempre experimentei a presença amorosa e eficaz da Mãe do Senhor. Maria acompanha-me todos os dias no cumprimento de minha missão como sucessor de Pedro.”
Denis Nolan (Childrenofmedjugorje)
Escola de Oração
Como se sabe, além dos seis videntes, Nossa Senhora manifestou-se também, por meio do dom de «locução interior», a outras duas crianças: Iélena e Mariana Vassili, hoje, casadas.
A Mariana, Nossa Senhora confiava mensagens destinadas à formação e ao crescimento do grupo de oração que a própria Virgem Maria pedira para organizar.
Numa entrevista, Mariana conta suas recordações, sobretudo como o dom recebido, quando ainda pequena, está hoje produzindo frutos em sua vida espiritual e familiar.
Pergunta: Mariana, após tanto tempo, desde quando Nossa Senhora fazia você ouvir Sua voz para conduzir o grupo de oração, como vive em você essa recordação?
Mariana: Para ser exata, o grupo nunca acabou, se bem que, durante um longo período, teve reduzido seu número de participantes a uma dezena de pessoas que continuavam a reunir-se para rezar. Hoje, porém, para Mediugórie, aconselha-se a existência de um grupo de oração formado pela jovem geração e guiado por um sacerdote, tal como Frei Tomislav nos conduzia.
P.: Durante estes últimos anos você tem levado uma vida mais retirada para se dedicar ao marido e aos filhos, ainda que, ultimamente, seus testemunhos sejam mais freqüentes.
M.: É verdade, mas também tenho necessidade de «absorver» a quantidade e intensidade das experiências vividas de pequena. E, em todo o caso, sentia a exigência de dar prioridade à minha família, sobretudo nestes primeiros anos de vida familiar.
Hoje, as famílias, vivem de modo muito superficial. O trabalho impõe-se ao resto, tudo se faz às pressas, faz-se tudo, menos rezar. Mas interroguemo-nos: Por que é assim, se a Santíssima Virgem nos disse para colocarmos a oração em primeiro lugar? Se não damos à oração o lugar que lhe pertence, é normal não encontrar tempo para rezar... Agora «devemos» fazer isto, depois aquilo... Talvez amanhã possamos rezar... e, por fim, nunca o fazemos!
Quantas vezes Nossa Senhora nos disse para iniciarmos o dia com a oração, a fim de que tudo decorra em paz e harmonia. Precisamos rezar para que Deus nos dê força, discernimento e vontade de acolher tudo o que acontecer ao longo do dia, inclusive os freqüentes imprevistos. Se nos deixarmos acompanhar pela bênção de Deus, tudo nos parecerá mais fácil de suportar.
P.: É isso que fazem as famílias?
M.: Devemos, sobretudo, rezar com as crianças. Nossa Senhora disse-nos muitas vezes que, hoje, as famílias têm muitos problemas com os jovens, precisamente pela falta de oração em casa. Não se pode pretender que um jovem comece a rezar aos 18 ou 20 anos, se ele nunca viu seus pais rezarem! Se os pais tivessem dado o exemplo, a oração seria para ele algo normal. Por isso, é importante rezar com as crianças, porque elas compreendem facilmente que a oração é um momento de comunhão.
De manhã, cada um de nós reza por sua conta, mas, à noite, reunimo-nos sempre para a oração comum. Rezamos juntos o terço e são meus filhos que perguntam quando vamos começar. Estou convencida de que, se as crianças vivessem isto desde pequenas, elas encontrariam mais facilmente seu caminho na vida e teriam força para enfrentar as dificuldades. Parece-me claramente que esta decisão pela oração em família trago-a dentro de mim como fruto do grupo de oração.
P.: Como guiava Nossa Senhora o grupo? Quando chegavam as mensagens?
M.: Geralmente Nossa Senhora dava-me a mensagem quando me encontrava ainda em casa, antes de sair para o encontro.
Começava a rezar e, depois, chegavam Suas palavras que serviriam para dirigir o encontro. No fim, dava uma mensagem a Iélena, normalmente mais breve, com a bênção final.
Acontecia também que, a um determinando momento do encontro, Iélena recebia uma mensagem com um tema e sobre o qual conversávamos — depois de nos havermos dividido em pequenos grupos — com o objetivo de tornar-nos mais abertos. Por fim, um representante de cada grupo passava aos outros as conclusões.
P.: Parece-me que a modalidade da intervenção de Nossa Senhora mudava segundo as circunstâncias.
M.: Sim. Nunca havia um tempo preestabelecido em que Ela se manifestava, como acontece com os seis videntes. O tempo não tinha nenhum valor, mas é importante sublinhar que as mensagens chegavam só durante a oração. Frei Tomislav disse-nos logo que o nosso era um dom de oração, ativo somente durante a oração.
Nossa Senhora advertiu-nos que não teríamos este dom por toda nossa vida, mas, para dizer a verdade, parece-me que, em certo sentido, o dom permanece dentro de nós, ainda que já não recebamos mensagens diárias, nem sintamos a Virgem como antes. A oração permanece como dom para toda a nossa vida.
P.: Você tem saudade?
M.: Penso muitas vezes que, se tivéssemos permanecido mais ligados ao grupo, ou melhor, àquele tipo de oração, se, em suma, tudo tivesse permanecido como antes, talvez Nossa Senhora tivesse continuado a falar-nos. Repito, nunca deixei de rezar, sobretudo em família, mas é muito diferente. Contudo, compreendo que Deus tem um plano e nós não podemos modificá-lo.
P.: Quanto tempo permaneceram juntos para terminar a «Escola de Oração»?
M.: Nossa Senhora pediu que permanecêssemos juntos durante quatro anos, para nos conhecermos, a fim de que ficasse mais fácil a nossa abertura. As pessoas à nossa volta não compreendiam e custavam aceitar. Interrogavam-se: para que serve um grupo de oração? Por que durar quatro anos? Nós respondíamos: vocês precisam vir ao grupo para compreender o porquê... Por que razão quatro anos, não sei. Este é o desejo da Santíssima Virgem. Permanecer até o fim nada decidindo sobre nosso futuro. Devíamos simplesmente estar presentes e Ela mesma nos guiava com uma série de mensagens que estão, em certo sentido, unidas entre si. Este chamamento à constância e à fidelidade servia para evitar o mau costume que se dá nos grupos de oração: vai-se uma vez e outras não. Assim perde-se tudo! Sem conhecermos uma pessoa, como se pode falar de relação sincera, ao fim de dois meses? Assim não se pode chegar à abertura do coração.
P.: Que aconselha então a um grupo de oração que quer viver a oração em profundidade?
M.: Se se quer crescer juntos, é indispensável um longo período para poder abrir-se completamente, rezando e partilhando juntos. Conosco a Virgem quis que no início nos reuníssemos uma vez por semana, depois, duas, e, depois, três... Não pediu tudo de uma só vez, mas gradualmente, passo a passo. O terceiro ponto que Nossa Senhora havia assinalado era o sábado, dedicado exclusivamente a partilhar as experiências e as mensagens que nos dava, porque as mensagens não são iguais para todos: cada um as entende à sua maneira e, na hora de partilhar, é possível o enriquecimento pela opinião dos irmãos, ajudando-nos mutuamente.
P.: Sabemos que a Virgem designou Frei Tomislav como guia do grupo. Com que freqüência vocês o encontravam?
M.: Desde o princípio, Frei Tomislav estava sempre presente, um verdadeiro e autêntico guia do grupo. A própria Virgem havia pedido a presença de um sacerdote, porque nós éramos meninas de 10 e 11 anos e não tínhamos a mínima idéia de como formar um grupo, de como fazer, etc... Então Iélena perguntou por que teria que ter um sacerdote para guiar o grupo. Nossa Senhora respondeu que um grupo sem sacerdote é como uma sala de aula sem professor, sobretudo no princípio. Assim, Frei Tomislav aceitou e organizou tudo. Creio que ele é realmente a única testemunha do que ocorreu no princípio.
P.: Eram na época meninas, mas  cresceram. Que influiu o «dom» no seu desenvolvimento pessoal?
M.: É uma pergunta freqüente. Devo dizer que nós crescemos com este dom, portanto, tudo era muito natural. Temos o privilégio de que as famílias aqui, em Mediugórie, antes das aparições, já acreditavam muito, a fé já estava presente. Rezava-se em todas as casas. Uma vez, Nossa Senhora disse aos videntes que escolheu Mediugórie precisamente porque aqui encontrava fé. Por isso, tudo o que ocorreu não nos pareceu muito estranho. Naturalmente, com as mensagens compreendemos que no passado se vivia mais uma tradição do que uma fé autêntica. Contudo, esta constituía uma base para o aprofundamento, como passo sucessivo, na vida espiritual.
P.: Como se comporta um adolescente com um dom tão extraordinário?
M.: Nem sempre é fácil, sobretudo quando víamos nossos amigos fazer o que queriam, enquanto nós tínhamos que estar à disposição dos peregrinos, do grupo, etc... Talvez tivéssemos um pouco de ciúme. O nosso era um dom, mas também um sacrifício. Tenho, contudo, uma belíssima recordação de que nunca vou me esquecer. Além de ser um dom, era também uma grande responsabilidade, como a dos videntes que, em nome desta responsabilidade, há 22 anos não possuem vida privativa. Se aceitamos os grandes dons de Deus, devemos estar dispostos também a dar tudo o que esperam de nós. Somos apenas instrumentos por meio dos quais Maria dá Suas mensagens ao Mundo. E devemos fazê-lo não só com palavras, mas sobretudo com o exemplo. Isto aplica-se também aos peregrinos que não devem considerar concluída sua peregrinação depois de terem vindo a Mediugórie, como disse Nossa Senhora numa mensagem. Devem, no entanto, continuar com a oração e o jejum, para que seu testemunho não esteja composto só de histórias sobre Mediugórie, mas que transpareça em sua vida, por meio de mudanças, que a viagem de fato produziu frutos em sua vida.                             Ir. Stefania Consoli
Continua no próximo número...
 
Um Caminho de Conversão
 Muitas pessoas, só depois de terem visitado Mediugórie, começaram a carregar o Terço nas mãos, sem nunca  terem tido conhecimento como usá-lo. É, de fato, no contato com o Terço, que muitos começaram a «tocar» o Amor de Maria. Um Amor que faz funcionar o misterioso mecanismo que se chama conversão. O que acontece é um verdadeiro contato, é a manifestação de uma presença que a oração do Rosário favorece.
Aprendendo a usar o Terço, obtém-se a graça de ter Maria pela mão e, com Ela, começa-se a percorrer um caminho. É um caminho de alegria, de dor, de glória e de luz. Um caminho que tem como meta Seu Filho Jesus. Maria faz-Se então companheira neste caminho que Ela mesma percorreu e Se apresenta como Mestra. Ela nos é sempre solícita e guia nossos passos. Do Rosário, pode-se dizer que é uma síntese da nossa fé. Quando reza o Rosário, o cristão coloca-se em escuta, permitindo a Maria ensinar-lhe os mistérios da vida de Cristo, que só Ela compreendia. Cada momento de oração é anúncio do «Mistério», do kerigma, é permitir que o Evangelho nos seja anunciado. O Rosário é o instrumento mais amado por Nossa Senhora para nossa evangelização.
Enquanto o contemplamos, ao mesmo tempo gera em nós um fascínio. É uma notícia que faz transbordar, um sentido de encanto dentro de nós. Aí nosso olhar se concentra no que há nEla: Maria torna-se objeto da nossa atenção e, assim, o Rosário, não só o contemplamos com Ela, mas nEla.
Cada Ave Maria é anúncio do Mistério que se incarna nEla, o Mistério da nossa Salvação que Ela vive dentro de Si. Dessa forma, Maria torna-se a causa da nossa alegria. Esta atitude, aparentemente difícil, é fundamental na oração: sentir que o Mistério vem a mim e me ergue, me alivia da angústia diária causada por minha pequenez, ou pela dos outros.
É um Mistério - Maria é testemunha - que não só vem de mim mas quer estar em mim. Também eu, como a Santíssima Virgem, sou convidada a ser uma mãe do Mistério que se quer encarnar em mim. Dessa forma, transmite uma contínua contemplação e interiorização. Maria, como nossa Mãe, gera o Verbo de Deus, Jesus em nós. É aqui que quer chegar o Rosário. Deus deseja unir-se a nós, faz-Se Carne na carne de Maria para que se verifique uma união com a nossa humanidade. Uma união que muda a nossa humanidade, não de modo mágico, mas por meio da Cruz na glória. “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai”.
O primeiro passo é, naturalmente, a reza do Rosário. O pior Rosário é aquele que não é rezado. Devemos ter a coragem de fazer calar em nós as muitas vozes que roubam nossa concentração. Apresentemo-las a Deus no início de nossa oração e deixemos que Deus nos ilumine também sobre elas e nos conduza da preocupação à perfeita paz. Uma vez alcançada a paz, a alma se deleitará em  seu Criador e ampliar-se-á Sua presença. Quanto mais proveitosos se tornam nosso trabalho e nossas relações, mais repousaremos na oração!
Enquanto rezamos o Rosário, é bom ler um trecho da Sagrada Escritura da qual o Rosário é essencialmente inseparável. É verdade que isso é apenas uma parte daquilo que constitui o «âmago» do mistério, um antegozo de tudo, de modo que não somente a Escritura ajuda a rezar Rosário, mas é o Rosário que revela a Escritura.
Enfim, podemos dizer que o Rosário é uma oração não apenas de comunhão  com Deus, mas também com os outros.
Alternando-se as vozes, tornam-se como um coro de diversas harmonias que, como uma só voz - sinal de unidade - se eleva a Deus. A Santíssima Virgem deseja que o rezemos sobretudo em família, de manhã ou à  noite. É preciso pedir a Deus o amor pelo Rosário. A Ela, Rainha do Santo Rosário, peçamos fazer-nos descobrir as glórias. Iélena Vassili
 
 
Peregrinações 2003
Paris, Medalha Milagrosa, Lisieux, Mediugórie (7 dias).
Saída: 07.07.03. Volta: 19.07.03.
Vagas limitadas. Mais informações por carta ou pelo telefone:
 (61) 624-5511.
Como contribuir para o Eco
 
As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Poderão também ser deposita-das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta.
As contribuições efetuadas devem ser informadas para anotação no cadastro.
Convite
A Comunidade Servos da Rainha, fruto da acolhida das mensagens da Rainha da Paz, em Mediugórie, convida moças, de 18 a 25 anos de idade, que, na observância dos conselhos evangélicos (pobreza, obediência e castidade), tenham sincero desejo de se consagrarem a Deus, por meio da oração, do trabalho, do serviço aos mais necessitados e do amor à Eucaristia. Moças que, com muita esperança e entusiasmo, busquem, na generosidade gratuita e sem medo, uma forma mais perfeita de vida no seguimento de Cristo, sob a maternal orientação de Maria, Rainha da Paz. Se você estiver interessada em conhecer esta obra da Rainha da Paz, escreva-nos. Coragem!
Ordenação Diaconal
No dia 25 de março, durante a Santa Missa mensal da Comunidade Servos da Rainha, seu coordenador, Reinaldo de Araújo Pinheiro, recebeu o Sacramento da Ordem (primeiro grau), pela imposição das mãos de Dom Agostinho Stefan Januszewicz, Bispo da Diocese de Luziânia (GO). O diácono Reinaldo, após decorrer o prazo estabelecido pelo direito Canônico, e ao término dos estudos teológicos, receberá o segundo grau deste Sacramento, o Presbiterado. Agradeçamos a Deus por esta vocação cultivada e formada segundo o Coração Imaculado da Rainha da Paz.