Mediugórie - Eco
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Maio de 2003 - 13 / Nossa
Senhora de Fátima
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.04.03:
Queridos filhos! Também hoje os convido a abrirem-se
à oração. No tempo da Quaresma que passou, vocês
compreenderam o quanto são pequenos e quão pequena é
a fé de vocês. Filhinhos, decidam-se também hoje por
Deus, a fim de que Ele, em vocês e por meio de vocês, transforme
os corações das pessoas e também seus corações.
Sejam alegres portadores de Jesus Ressuscitado neste mundo sem paz, que
anseia ardentemente por Deus e por tudo que é de Deus. Eu estou
com vocês, filhinhos, e amo-os com especial amor. Obrigada por terem
correspondido a meu apelo.
Decidam-se hoje
Em suas mensagens, a Bem-Aventurada Virgem Maria, freqüentemente,
menciona a palavra “hoje”, agora, neste momento. Ela deseja dizer-nos que
o ontem já passou e o amanhã ainda não chegou. Existe
somente o presente, o agora. É agora que devo decidir-me por Deus
e pela oração; é agora que devo me tornar uma pessoa
que crê. Quantas pessoas vivem crucificadas entre o ontem e o amanhã,
e não vivem o “hoje”. Assim não vivem consigo mesmas, nem
no tempo presente, o que Deus lhes oferece. A maioria de Suas mensagens
começa com: “Também hoje os convido”. Nada mudou na força,
no amor e na exigência dos apelos e mensagens de Nossa Senhora. Ela
continua a mesma, pois não precisa de qualquer mudança. Perguntemo-nos
o quanto já mudamos ou se permanecemos iguais. Retrocede quem não
progride no caminho da fé. A vida espiritual não é
comodidade nem tibieza, mas uma luta constante nos caminhos da fé.
Como disse o Jó sofredor: “Não é servidão a
vida do homem sobre a terra?” (Jó 7,1a). Se precisamos lutar para
assegurar a existência material, é preciso lutar ainda mais
para progredir no caminho espiritual da fé em Deus. O próprio
Jesus nos convida e nos diz: “Vigiai e orai para não cairdes em
tentação” (Mt 26,41).
A Quaresma foi um dom e uma ocasião para olhar-nos diante
de Deus, na verdade. Nesta mensagem Nossa Senhora também nos convida
a essa verdade. Somos sempre pequenos diante de Deus e somos realmente
criaturas que, em tudo, dependemos do Criador. A graça consiste
em conhecer e compreender quão pequenos somos e quão pequena
é nossa fé. Não se pode mais dizer: “Eu creio em Deus
cem por cento”, “Eu amo muito a Deus”. Sempre descobrimos espaços
em nós, onde não permitimos que Deus entre.
Nossa Senhora nos convida a decidirmo-nos: “Decidam-se também
hoje por Deus”. Cada um é responsável por sua vida e por
suas decisões. Ainda que Maria, como Mãe, nos chame com insistência,
Ela não pode fazê-lo em nosso lugar. Ela fez o mais que pôde.
Ainda que nos ame imensamente, Ela não pode viver nossa vida, em
nosso lugar, nem pode morrer em nosso lugar. Ela não nos tira a
liberdade da decisão, assim como Deus não Lhe tirou a liberdade
quando, na Anunciação, enviou-Lhe o anjo Gabriel. Em sua
liberdade, Maria poderia ter dito: “Isso é muito difícil
para mim, supera minhas forças e poder”. Em sua liberdade pronunciou
seu “Sim” a Deus. Hoje Ela nos diz e testemunha que não Se enganou,
por isso sabe que não nos enganaremos se decidirmo-nos por Deus.
“Deus espera nossa decisão – diz Santa Teresa de Ávila –
para tudo realizar em nós”. Sem nossa decisão, Ele não
pode nem deseja ir contra nossa livre vontade. Quando permitimos que Deus
atue, Ele poderá mudar nossos corações e os corações
dos outros, em nós e por meio de nós. Não podemos
converter ninguém com nossas observações, pregações
e belos discursos humanos. Isso é obra de Deus. O que podemos fazer
é preparar-lhe o terreno em nosso próprio coração,
criar um espaço para Deus em nós. Somente assim Jesus Ressuscitado
terá espaço para vir a este mundo que necessita e ardentemente
deseja Deus. Santo Agostinho no-lo confirma: “Vós o estimulais para
que encontre deleite em vosso louvor; criastes-nos para Vós e nosso
coração estará sempre inquieto enquanto não
repousar em Vós.” (Confissões I, 1).
Nossa Senhora promete que está e permanecerá conosco.
Ela veio com o Coração pleno do amor de Mãe para doar-Se
a todos que desejarem abrir-se e receber Seu amor. Permitamos que Ela nos
guie. Não tenhamos medo, como Ela não o teve ao dar sua vida
a Deus.
Fr. Liubo Kurtovic, Mediugórie 26.04.2003.
Mistérios da glória
“A contemplação do rosto de Cristo não
pode deter-se na imagem do crucificado. Ele é o Ressuscitado!”.
O Rosário sempre expressou esta certeza da fé, convidando
o crente a ultrapassar as trevas da Paixão, para fixar o olhar na
glória de Cristo com a Ressurreição e a Ascensão.
Contemplando o Ressuscitado, o cristão descobre novamente as razões
da própria fé (cf. 1 Cor 15, 14), e revive não só
a alegria daqueles a quem Cristo Se manifestou – os Apóstolos, Madalena,
os discípulos de Emaús –, mas também a alegria de
Maria, que deverá ter tido uma experiência não menos
intensa da nova existência do Filho glorificado. A esta glória,
onde com a Ascensão Cristo Se senta à direita do Pai, Ela
mesma será elevada com a Assunção, chegando, por especialíssimo
privilégio, a antecipar o destino reservado a todos os justos com
a ressurreição da carne. Enfim, coroada de glória
– como aparece no último mistério glorioso – Ela resplandece
como Rainha dos Anjos e dos Santos, antecipação e ponto culminante
da condição escatológica da Igreja.
No centro deste itinerário de glória do Filho
e da Mãe, o Rosário põe, no terceiro mistério
glorioso, o Pentecostes, que mostra o rosto da Igreja como família
reunida com Maria, fortalecida pela poderosa efusão do Espírito,
pronta para a missão evangelizadora. No âmbito da realidade
da Igreja, a contemplação deste, como dos outros mistérios
gloriosos, deve levar os crentes a tomarem uma consciência cada vez
mais viva da sua nova existência em Cristo, uma existência
de que o Pentecostes constitui o grande “ícone”. Desta forma, os
mistérios gloriosos alimentam nos crentes a esperança da
meta escatológica, para onde caminham como membros do Povo de Deus
peregrino na história. Isto não pode deixar de impeli-los
a um corajoso testemunho daquela «grande alegria» que dá
sentido a toda sua vida.
(Da Carta Apostólica “Rosário da Virgem
Maria”, de João Paulo II, 16.10.2002).
Notícias de Mediugórie
A Páscoa em Mediugórie
Na vigília do Domingo de Ramos, na Igreja paroquial de
São Tiago Apóstolo, de Mediugórie, foi realizado um
concerto com o tema “As sete últimas palavras de Jesus”. Esta obra
de Joseph Haydn foi executada pela Orquestra Sinfônica de Câmara
da cidade de Mostar, sob a direção do maestro Tonko Ninic.
Durante a Semana Santa, e no dia da Páscoa da Ressurreição,
chegavam continuamente a Mediugórie vários grupos de peregrinos
que desejavam permanecer neste lugar e, ao mesmo tempo, prepararem-se para
celebrar a festividade cristã mais importante - a Páscoa.
No Santuário de Mediugórie, milhares de peregrinos participaram
da Páscoa. Entre eles, os mais numerosos vieram da Áustria.
Naqueles dias, excepcionalmente numerosos eram os peregrinos provenientes
de todas as regiões da Croácia e das paróquias vizinhas
que vieram a Mediugórie para se confessarem por ocasião da
Páscoa. Um dado que demonstra o grande número de peregrinos
que visitaram Mediugórie, durante os dias da Semana Santa: cada
tarde, durante o programa vespertino de oração, que dura
três horas, havia, em média, 20 sacerdotes ouvindo os fiéis
em Confissão.
O Tríduo Pascal transcorreu em Mediugórie em clima
de recolhimento e oração dos peregrinos reunidos. Por causa
do grande número de peregrinos estrangeiros, as celebrações
do Tríduo Pascal foram realizadas em 10 idiomas.
O firme propósito
de jejuar
(Vicka: Parte final de sua entrevista)
Pergunta: A Virgem, numa mensagem recente, falou do jejum. O
que você tem a dizer aos que têm medo de jejuar ou que acham
que é demasiado duro?
Vicka: Você sabe, tudo o que se faz e não vem do
coração é difícil!
É preferível não fazê-lo. Se digo:
“hoje é difícil para mim, estou confusa, tenho fome”, etc...,
então é melhor não jejuar, porque Deus não
força ninguém.
É você que deve sentir no coração
a necessidade de responder ao que Nossa Senhora pede e, depois, corresponder-Lhe
de todo o coração. A Virgem Maria quer que respondamos com
o coração; mas se seu coração não estiver
disponível, é melhor não fazê-lo. Porque Deus
não força. “Tenho dores de cabeça, tenho tonturas...”
Estas são desculpas, compreende? Apenas desculpas para não
fazê-lo. Nossa Senhora quer que, pelo jejum, purifiquemos nosso coração.
É esse o jejum mais importante! Ela pede que jejuemos às
quartas e sextas-feiras a pão e água. A única maneira
que temos de jejuar bem é começarmos pelo firme propósito
de jejuar. Quando temos uma vontade forte, conseguimos fazer tudo! É
também assim com o pecado. Meu jejum vai purificar-me do meu pecado
e de todas as coisas que me perturbam. Isso agrada muito a Nossa Senhora.
Se hoje jejuo a pão e água e, em seguida, tenho mil pensamentos
maus, faço o mal, sou mau, então é melhor não
jejuar. Primeiro tenho que desenraizar minha maldade e, em seguida, dar
um passo adiante.
P: E você, Vicka, como faz para rezar com o coração?
Pode dar algum conselho àqueles que dizem: “Não consigo rezar
com o coração, não consigo abrir meu coração...”?
V: Cada um de nós deve experimentar. Minha experiência
é pessoal, rezo à minha maneira, como o Senhor me concede.
Para mim, rezar é uma alegria, porque respondo a Deus! Decidi corresponder!
Os que dizem que não podem, é porque não querem, porque
têm receio de ter que mudar seu próprio íntimo. Na
realidade, o Senhor espera-os. Espera o momento em que dirão muito
simplesmente: “Senhor, fazei de mim o que quiserdes!” Mas primeiro devemos
pensar que Deus nos ama. Eu sei que Deus me ama, por isso me entrego totalmente
a Ele. E assim, logo que Lhe abro meu coração, Ele faz-me
avançar.
Todas as orações podem ser feitas de diversas
maneiras. Eu rezo de determinada maneira, você de outra, e é
diferente para cada um de nós. Só importa o fato de rezarmos
com o coração, de desejarmos rezar com o coração!
Desde que tenhamos esse desejo, Deus está sempre pronto para satisfazê-lo.
Quero aprender a rezar!
Meu marido e eu fomos convidados para irmos em peregrinação
a Mediugórie, bem como nove outros membros da família, católicos
tíbios como eu.
Meu marido, que era batista, queria juntar-se a nós unicamente
para nos provar que a Virgem não estava verdadeiramente em Mediugórie.
Assim perderíamos a fé e nos tornaríamos batistas!
De fato, tudo o que posso dizer é que nossa vida nunca
mais foi a mesma, para nossa grande surpresa! Meu marido vagueava por Mediugórie,
dizendo que sentia algo que não sabia identificar se era cólera,
tristeza ou felicidade... Depois, no terceiro dia, disse-me: “Quero aprender
a rezar o Terço”! Em meu íntimo, experimentava coisas maravilhosas.
Subimos ao monte da Cruz e oferecemos nossa vida a nossa Mãe e a
Seu Filho. Pedimos-Lhes que fizessem conosco o que quisessem. Juntos, dissemos-Lhes
que amávamos nossos filhos e tudo faríamos por eles.
Três anos após nosso regresso, Deus permitiu-nos
adotar cinco belas crianças que vieram completar nossa família
(já tínhamos dois filhos). Agora temos a alegria de ser uma
família de nove. Meu marido tornou-se católico fervoroso.
Nossa Senhora conduziu cada um de nós, passo a passo. Depois do
regresso de Mediugórie, instalamos uma capela para adoração
na nossa paróquia, fonte de bênçãos para a comunidade
paroquial durante três anos.
Denis Nolan (childrenofmedjugorje)
Escola de Oração
(Continuação da entrevista de Mariana)
P.: Há quem se espante porque a Virgem repete sempre
as mesmas coisas. O que você pensa?
M.: Admiramo-nos porque Nossa Senhora repete sempre as mesmas
coisas, porém, quem de nós vive o que Ela pede? Quem reza
três vezes por dia como Ela pediu? Quem jejua duas vezes por semana?
Quase ninguém! A Mãe de Deus não repete as mensagens
sem motivo, mas porque deseja que atendamos seus pedidos concretamente.
Se isto acontecesse, não as repetiria, você não acha?
P.: O que acha da duração destas aparições?
M.: Contemplando todos estes anos em que a Mãe de Deus
aparece em Mediugórie, não podemos duvidar que nos encontramos
frente a um grandíssimo sinal para a humanidade. Penso que aqui
em Mediugórie deveria acontecer algo de especial para o mundo, algo
de novo, começar de novo a voltar-se para Deus. Quando saímos,
só se ouvem coisas negativas na televisão, nos jornais, nas
conversas... Nada se ouve que nos alegre. Acontece isso porque se parte
sempre de coisas que estão longe de Deus, sobretudo de coisas materiais.
Não há coração, não há amor,
não há paz.
P.: Quer dizer que Mediugórie precisa ser um lugar em
que não apenas se reza, mas também em que se contempla Deus?
M.: Nossa Senhora, numa mensagem, disse: Vocês precisam
estar conscientes de que Deus está com vocês, está
dentro de vocês, não nas nuvens. Quando O compreendermos e
começarmos a rezar nesta perspectiva, tudo mudará.
No início de nossa caminhada, Nossa Senhora convidava-nos
a irmos à natureza e descobrir a criação de Deus.
Devíamos logo tentar escrever ou partilhar com os outros o que tínhamos
experimentado naquele momento. Naturalmente, não se tratava de «fazer
uma excursão», mas sim mergulhar na criação,
pensando que Deus a havia preparado para nós, para que a usássemos
e Lhe déssemos glória.
P.: A Virgem escolheu a natureza como lugar onde aparecer. Não
acha que isso deve significar alguma coisa?
M.: Estou certa que sim. Ela repetia-nos com freqüência
que é muito importante ouvir Deus no silêncio e na paz que
se encontra na natureza... Hoje, perdeu-se esta dimensão e é
um dos problemas da humanidade. Ninguém olha à sua volta,
vê somente o que está diante de si e começa a correr
velozmente para alcançá-lo. Já não se tem tempo
nem calma. Quer-se chegar a tudo e a nada se chega... Isso é muito
triste! E para quê? Para obter bens materiais, que ficam aqui enquanto
você está destinado a ir mais além. Nossa Senhora recordou-nos,
muitas vezes, que as coisas deste mundo são passageiras. Nunca nos
devemos esquecer: nossa vida é apenas uma preparação
para a eternidade, para o que nos espera depois. Deixemos, pois, de olhar
para o que os outros fazem. Se eles querem correr e acumular stress, que
o façam, mas nós não devemos perder nossa identidade.
Quanto mais o homem possui, mais pensa que nada tem, e assim nunca será
feliz!
P.: Como vamos terminar esta entrevista?
M.: Com as palavras de um livro muito curioso, que li recentemente.
O autor conta ter tido um sonho em que entrevistava Deus. A primeira pergunta
era se Deus tinha tempo disponível. A resposta, expressa por Deus
com um sorriso não se fez esperar: Meu tempo é a eternidade.
Mais adiante, o hipotético entrevistador perguntou: O que mais O
surpreende nos homens? Deus respondeu: Surpreende-Me o fato de sempre terem
pressa. Não pensam no presente, mas no que virá no futuro
e, portanto, não vêem nem o presente nem o futuro. Em seguida
Deus acrescentou: Rico não é quem tem mais, mas quem necessita
menos. Porém, o que mais me surpreende nos homens é o fato
de que vivem como se nunca tivessem de morrer e morrem como se nunca tivessem
vivido!
Ir. Stefania Consoli
Grupo de Oração
Frei Tomislav Vlasic era diretor espiritual do grupo de oração
que Nossa Senhora conduziu em Mediugórie, por meio das mensagens
dadas a Iélena e Mariana Vassili.
Pedimos a ele que expusesse, à luz de sua longa experiência,
como deve ser formado um grupo de oração, segundo as orientações
dadas por Nossa Senhora.
“Muitas pessoas têm me pedido para explicar-lhes como
rezar. Muitos visitam diversos santuários, inclusive Mediugórie.
Alguns coordenam grupos de oração e desejam uma orientação.
Quando retornam a casa, freqüentemente falta-lhes a possibilidade
concreta de continuar o caminho da espiritualidade. A seguir, indico alguns
pontos fundamentais.
Antes de tudo, ‘rezando aprende-se a rezar’. O essencial não
é o método ou o suporte prático, e sim o desejo sincero
de encontrar-se com Deus e de viver em comunhão com Ele. A partir
daqui, forma-se um grupo que busca Deus. Descobre-se, depois, um coordenador
e, possivelmente, um sacerdote que acompanhe o grupo. Em todo o caso, o
grupo deve relatar tudo a um sacerdote e, por meio dele, à Igreja.
É preciso também ter bem claro se é sério
o tipo de grupo que se pretende formar, se deseja percorrer um caminho
de maturidade cristã e de santidade. É importante pôr
bases sólidas. Que os membros sejam sérios, maduros e decididos.
Que entre eles possa desenvolver-se a comunhão de Deus. Se o grupo
for grande, é bom subdividi-lo em grupos menores.
Os atuais grupos de oração de Mediugórie
vivem um clima de particular graça. Podem ser modelo para outros,
e comunicar suas experiências.
Colhendo a realidade da graça e dos fatos ocorridos em
Mediugórie, indicarei duas orientações para a oração.
Na paróquia de Mediugórie verificam-se acontecimentos
que se dão em três lugares, que podemos chamá-los de
vértice de um triângulo: a Colina das Aparições,
onde Nossa Senhora apareceu em 25.06.81, pela primeira vez; o monte Krizevac
com a cruz construída no ano jubilar de 1933 e a igreja paroquial,
onde se reúne o povo de Deus.
Estes três vértices do triângulo estão
inseridos num turbilhão contínuo de Graça. O que acontece
num dos três lugares indicados, tem repercussão nos outros
dois.
Colina das Aparições. A Santíssima Virgem
Maria chama-nos. Ela é nossa Mãe, a Mãe da Igreja
de Cristo, a Mãe de Deus. É a aurora da salvação,
a Imaculada, a Criatura Redentora. Maria é a Graça que Deus
nos deu (cfr. Catecismo da Igreja Católica).
Assim como a vida de cada pessoa tem início no seio da
mãe, também na vida espiritual, nós nos voltamos,
em primeiro lugar, para a Mãe, consagrando-nos ao Seu Coração
Imaculado, a fim de nos conduzir para Deus. Este é um passo que
cada um espera, independentemente das experiências particulares da
presença de Maria num determinado lugar.
Em Biakovici, paróquia de Mediugórie, aos seis
videntes foi dada a graça particular de encontrarem-se com Nossa
Senhora e de receberem as mensagens. O conteúdo de todas as mensagens
é precisamente isto: Consagração a Nossa Senhora e
caminhar com Ela para alcançar a vida com Deus. Cito uma mensagem
muito eloqüente, sendo, aliás, todas as outras semelhantes
a esta: «Queridos filhos, também hoje os convido à
conversão total, que é difícil para todos os que não
escolhem Deus. Convido-os, queridos filhos, à total conversão
a Deus (...) Eu rezo todos os dias por vocês e desejo aproximá-los
de Deus sempre mais, mas não posso se vocês não desejarem.
Por isso, queridos filhos, coloquem suas vidas nas mãos de Deus.
Eu os abençôo. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo»
(25.1.88).
Para se deixar conduzir por um caminho de oração,
é preciso escolher Deus acima de tudo. «Completou-se o tempo;
o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho»
(Mc. 1,15).
A alma encaminha-se para Deus e sua glória, não
se detendo nas necessidades imediatas. «Buscai, em primeiro lugar
o Reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas vos serão
dadas em acréscimo» (Mt. 6,33).
O Sim a Deus e a Seu plano de salvação, sincero
e completo, se confiado a Maria, será protegido e encaminhado com
ternura materna. Todas as pessoas sinceramente abertas a Maria podem alcançar
isto.
O Krizevac. Não precisamos procurar cruzes. Encontramo-las
já na vida. Nossa sabedoria consiste no saber carregá-las,
vendo o significado para nossa existência e superando-as na paz.
Nas provações, o olhar do cristão volta-se imediatamente
para Jesus pregado no lenho da cruz. NEle compreende-se o mistério
da vida. Quem a Ele se une é levado a entrar na vida plena. (Fil.2,5-11).
Maria acompanha-nos no caminho da cruz, une-Se ao Sacrifício de
Cristo e nos confia a Ele, para que, juntos, possamos chegar ao Pai.
Nossa vida atinge a maturidade, entra na plenitude quando nos
tornamos capazes de nos oferecermos a Deus e aos outros, quando unimos
todos os sacrifícios ao Sacrifício de Cristo e nos inserimos
em Sua oração. Assim elevamo-nos ao Pai e anulamos o poder
de Satanás. «Queridos filhos, também hoje desejo convidá-los
a rezar e ao abandono total a Deus. Saibam que Eu os amo e, por amor, venho
aqui para mostrar-lhes o caminho da paz e da salvação das
almas. Desejo que Me obedeçam e não permitam que Satanás
os seduza. Queridos filhos, Satanás é forte e, por isso,
peço suas orações a fim de que aqueles que estão
sob o seu influxo possam salvar-se. Testemunhem com seu exemplo e sacrifiquem
suas vidas pela salvação do mundo. Eu estou com vocês
e lhes agradeço. Depois, no Céu, receberão do Pai
a recompensa que lhes foi prometida. Por isso, filhinhos, não se
preocupem. Se rezarem, Satanás não pode prejudicá-los
nem um pouco, porque vocês são filhos de Deus e Ele tem Seu
olhar sobre vocês. Rezem! Que o Terço esteja sempre em suas
mãos, como sinal contra Satanás, que pertencem a Mim. Obrigada,
por terem correspondido a Meu apelo». (25. 2.88).
Deste modo, tudo em nós, através de nós,
em união com Jesus Cristo, é elevado ao Pai.
A Igreja Paroquial. No Krizevac a alma não sente peso,
mas abre-se. A experiência do oferecimento a Jesus é a experiência
da elevação ao Pai e da entrada na relação
viva com Ele. O horizonte abre-se agora em todas as direções
e a alma respira livremente a fé, a esperança, a caridade,
e experimenta a Ressurreição.
Partindo desta experiência, os discípulos são
encaminhados com a Santíssima Virgem Maria para o Cenáculo,
onde veio o Espírito Santo, formando assim a primeira comunidade
cristã. Assim acontece com cada um de nós.
Na Igreja, somos conduzidos pelo Espírito Santo e encaminhados
para a plenitude: «Muitas coisas tenho ainda a dizer-vos, mas não
podeis agora suportar. Quando vier o Espírito da Verdade, Ele vos
conduzirá à verdade plena, porque não falará
de si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido e vos anunciará
as coisas futuras. Ele Me glorificará, porque receberá do
que é Meu e vos anunciará. Tudo o que o Pai tem é
Meu, Por isso vos disse: ele receberá do que é Meu e vos
anunciará» (Jo. 16, 12-15).
(trecho extraído de «Eucaristia Vivente»)
Continua no próximo número...Eco de Maria
Como é grande o Seu
Amor!
Ontem, depois de uma longa ausência por causa do nascimento
da sua filhinha, Vicka regressou a seu lugar de sempre, sua escada, onde
costuma receber os peregrinos. Já tinha dito que o retorno à
escada lhe dava muita alegria. «Estou muito feliz com minha família,
com minha filha, mas desejo dizer que estar com os peregrinos é
uma grande alegria, uma alegria que invade meu coração. Passar
as Mensagens da Rainha da Paz é sentir-me capaz de dar aos outros
o Amor que a Santíssima Virgem oferece a mim».
Pergunta: Agora, um ano depois de viver no estado de casada,
que pode dizer aos jovens, principalmente sobre a vida em família?
Vicka: Percebo que os jovens são um pouco medrosos sobre
a mudança de vida, porque hoje em dia eles vivem muito à
vontade, fazendo tudo que desejam. Desejo dizer-lhes que tenham mais confiança
em si mesmos. Por exemplo, eu me sinto muito bem, em família, com
meu esposo, verdadeiramente bem! Quero dizer a todos que não tenham
medo, que se abram e escutem, porque Deus chama cada um de nós.
Devemos estar disponíveis para ouvir o que Deus quer e, depois,
escolher o caminho.
Os jovens de hoje experimentam uma grande confusão e
vivem um momento muito difícil. Por isso, Nossa Senhora pede: «Rezem
pelos jovens, rezem pelas famílias». Nossa filha, Maria Sofia,
é para nós uma grande alegria. Ela é vida, alegria,
um precioso fruto que o Senhor nos deu. Eu e meu esposo agradecemos a Deus
este belíssimo dom.
P.: Que sente no coração por sua filha, um amor
novo? Tudo isto é novo para você?
V.: Isso não se pode explicar! É algo muito grande.
...Quão grande é Deus!
Com este pequeno dom posso ver como Deus cria, como criou esta
nova criatura. Como é grande o Seu Amor!
Continua no próximo número... Eco de Maria
Mediugórie: novo
Pentecostes
O mais importante a considerar não é o fluxo de
peregrinos, nem o elevado número de milagres confirmados. O fundamental
é que milhões de pessoas se sentem na obrigação
de aprofundar a própria fé e de voltarem-se para Deus, que
haviam abandonado, comportando-se de modo irresponsável na própria
vida.
Um lugar de amor e de concórdia. A base dos que se formam
espiritualmente em Mediugórie é o Evangelho proclamado pela
boca «da Mãe de todos os homens e, em particular, dos crentes»
(Concílio Vaticano II).
É um milagre extraordinário que tantas pessoas,
provenientes de todo o mundo, e dos mais diversos extratos culturais, de
idades e raças diversas, possam unir-se tão forte e sinceramente
no mesmo sentimento de convicção, como irmãos e irmãs.
Aqui ninguém é estrangeiro para o outro, ninguém ofende
o outro. O amor e o respeito caracterizam as relações recíprocas
e dão ao outro a força para superar todos os obstáculos
sociais, civis e lingüísticos, e simplesmente criar relações
fraternas que seriam, de outro modo, difíceis de instaurar.
O encontro com os outros é enriquecido graças
à experiência religiosa. Transmitido este enriquecimento,
os homens alargam sua visão, abatem a mesquinhez do ânimo,
do isolamento e do egoísmo, tornando-se mais sensíveis às
desventuras e às necessidades dos outros.
Muitas pessoas, não obstante a distância que as
separa de Mediugórie, vêm aqui até 50 vezes e, seguramente,
não o fariam se não tivessem encontrado aqui algo que procuram
em vão noutros lugares.
O Espírito Santo. Uma profunda e completa análise
de todos os acontecimentos ocorridos em Mediugórie remete para a
presença e obra do Espírito Santo neste lugar. Sua obra consiste
na consagração e na salvação dos homens. Pelo
Espírito Santo, Deus relaciona-se com o mundo e os homens unem-se
ao Pai.
Mediugórie é a atualização de Pentecostes
e o mesmo Espírito a torna reconhecível. Este é o
lugar onde os discípulos de Jesus se reúnem juntamente com
Maria, depois da ascensão de Jesus ao Céu. A Igreja reunida,
à volta de Maria, reza. O Espírito Santo vem e infunde Sua
graça: fé, conversão, profecia. Dele procedem os dons
de cura e de milagres. Ele muda os homens e a face da terra. Estimula numerosos
peregrinos, provenientes de todo o mundo, a reunirem-se à volta
da Santíssima Virgem, que lhes fala.
Todos os que vieram a Mediugórie e se converteram, fizerem-no
com o auxílio do Espírito Santo. Não existe sequer
uma só graça, que não venha dEle. São milhões
de pessoas que neste lugar se confessaram, abandonaram o pecado e modificaram
seu comportamento anterior. Agora estão ressuscitados, graças
à colaboração com o dom do Espírito Santo,
que lhes concedeu uma força maior que o pecado e do hábito
de pecar.
Pressupostos para uma paz verdadeira. O ajustamento das relações
com Deus, a fé, a conversão e o amor nas relações
com Deus e com o próximo tornam-se coisas normais
Estas são as condições para uma paz verdadeira,
pela qual o homem representa o obstáculo maior. Sem um homem interiormente
disposto, não existe um mundo ordenado. A transformação
humana vem com o Espírito Santo que torna o homem partícipe
da natureza de Deus. Deste modo, o homem está pronto a viver e a
comportar-se harmoniosamente com relação às leis da
natureza, realizando a paz e difundindo-a no mundo.
Frei Ljudevit Rupcic’
O que mancha o homem
Desejamos que cada fiel e peregrino preste atenção
nas palavras ditas por Jesus. Certa vez, disse Jesus a seus discípulos:
“O que sai da boca vem do coração, e é isso que mancha
o homem. Do coração provêm as más intenções,
os homicídios, os adultérios, as fornicações,
os roubos, os falsos testemunhos, as difamações.” (Mt 15,18-19)
Por estas palavras de Jesus, podemos compreender a importância
de nossa forma de falar que, com freqüência, converte-se em
uma linguagem de julgamentos, ódio, calúnia, mentira… Por
isso, cada homem, especialmente o fiel, sua linguagem e maneira de falar
deveriam ser a voz de Deus em nosso tempo. Jesus nos chama a usar uma forma
de falar que abençoe, que em cada um haja espaço para a Boa
Nova – para a Palavra que se encarnou.
O salmista nos adverte que devemos manter nossa língua
afastada do mal e nossos lábios de palavras enganosas. Somos testemunhas
de quanto mal pode provocar nos corações das pessoas apenas
uma palavra pronunciada irresponsavelmente. Palavras falsas e ásperas
são causa de guerras, inquietação, brigas… Por isso,
a responsabilidade pela forma de falar deve estar profundamente arraigada
em nosso ser. Devemos submeter cada palavra ao juízo da consciência
e colocá-la em harmonia com ela. A palavra pronunciada em momento
de ira e de vingança fere, primeiramente, a consciência de
quem a pronuncia, e as conseqüências afetam a quem escuta.
Quando Jesus fala e adverte, sempre o faz por amor. E
quando Jesus levanta a voz, Ele quer despertar e levantar o outro, tirando-o
do mau caminho, e não humilhá-lo. A parte componente da pregação
de Jesus em cada ocasião é o amor para com aqueles que o
escutam. Essa maneira de falar deve ser também a nossa, porque chamamo-nos
e somos discípulos de Jesus.
Com freqüência, ouvimos como Nossa Senhora fala de
uma maneira maternal. Em Mediugórie, Ela, por meio dos videntes,
dirige-Se ao mundo inteiro com palavras maternais. Nossa Senhora nos fala
com carinho, o que é evidente pela maneira como chama os videntes:
“fihinhos”. Sejamos também portadores dessas lindas palavras porque
elas abrem todas as portas, e as portas de cada coração.
Que nossa linguagem seja a linguagem do amor, linguagem que será
uma nova esperança e um impulso sincero para que os outros possam
viver de acordo com o plano de Deus.
Que toda ira, palavra ruim e também blasfêmia,
sejam afastadas de nós, por amor de Deus.
Fr. Mário Knezovic Press Bulletin
Peregrinações
2003
Paris, Medalha Milagrosa, Lisieux, Mediugórie (7 dias).
Saída: 07.07.03. Volta: 19.07.03.
Vagas limitadas. Mais informações por carta ou
pelo telefone:
(61) 624-5511. Os interessados nesta peregrinação
devem nos mandar, até o final deste mês de maio, cópia
do Passaporte para obtermos a tempo o Visto de entrada na Bósnia-Herzegovina
Como contribuir para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie
podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada.
Poderão também ser deposita-das nas agências
dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como
nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma
conta.
As contribuições efetuadas devem ser informadas
para anotação no cadastro.