Mediugórie - Eco
208
Julho de 2003 - 16 / Nossa
Senhora do Carmo
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.06.03:
Queridos filhos! Também hoje, com grande alegria, convido-os
a viverem minhas mensagens. Estou com vocês e agradeço-lhes
porque, em suas vidas, vocês colocaram em prática aquilo que
lhes estou dizendo. Convido-os a viverem ainda mais minhas mensagens com
renovado entusiasmo e alegria. Que a oração seja sua prática
diária. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Ver o bem no próximo
Neste 25 de junho de 2003, deu-se o 22º aniversário
das aparições da Rainha da Paz em Mediugórie. Sua
mensagem convida a associarmo-nos a Sua alegria por ter à Sua volta
milhares de filhos vindos do mundo inteiro para felicitá-La.
Nossa Senhora não veio anunciar-nos verdades novas, mas
sugerir-nos normas práticas de vida cristã. Por dois motivos
Deus concedeu a sua Mãe a maioria das grandes aparições:
primeiro, porque a missão de Maria ainda não terminou nesta
terra, desde que o Redentor A proclamou nossa Mãe quando estava
na Cruz, e, segundo, porque Ela é a Medianeira de todas as graças.
Por isso, todas as graças extraordinárias que acompanham
suas Aparições passam por Suas mãos.
Nossa Senhora insiste em que vivamos Suas mensagens.
Em nossa vida, não é suficiente apenas comer.
É preciso também assimilar o alimento. Da mesma forma, Ela
nos convida a colocar em prática Seus ensinamentos, tornando-os
transparentes, e a testemunhar com nossa vida Suas mensagens.
A Rainha da Paz agradece-nos por estarmos colocando em prática
o que Ela vem nos ensinando. Uma mãe sempre destaca o positivo de
seus filhos e esquece seus defeitos. Maria é muito nobre e generosa
em Seu julgamento. Para animar-nos, louva nossos pequenos êxitos
e nossos esforços em seguir Suas mensagens, mesmo sem grande mérito
de nossa parte. Como boa mestra, ensina-nos a arte e a generosidade de
ver o bem em nosso próximo.
Convida-nos a renovar o entusiasmo e a alegria, a viver
e a promover Suas mensagens que são verdadeiros ensinamentos, a
trabalhar pelo Reino de Seu Filho, a doar-nos por seu amor. Suas palavras
são espírito e por isso dão vida; suas mensagens contêm
a força de Deus, força que continua operando para converter-nos
mais e mais para Deus.
No final, conclui com seu habitual: "Obrigada por terres correspondido
a Meu apelo." Ela é uma Mãe que sabe sempre agradecer a correspondência
de seus filhos, mas que, por outro lado, torna-nos responsáveis
pelo cumprimento de nosso compromisso.
Pe. Tibério Munari
Notícias de Mediugórie
Peregrinos de Mediugórie
Cada ano, desde que Nossa Senhora aparece em Mediugórie,
e isso já faz 22 anos, no aniversário das Aparições,
dia 25 de junho, Mediugórie se torna local de grandes testemunhos
da presença de Nossa Senhora em nosso meio. Peregrinos de todas
as partes do mundo vêm agradecer a Nossa Senhora por Sua presença,
onde demonstra seu amor materno para com cada filho, convidando-o a seguir
o caminho de Jesus.
Naturalmente, vêm a Mediugórie também aqueles
que procuram a si próprios. Não se encontrando, questionam,
esperam milagres, vivem com espírito aventureiro... Esse é
o caminho de Mediugórie, em que o peregrino de María põe
seus pés e seu coração. Para Nossa Senhora, ninguém
é estrangeiro nem vagabundo. Todos são da família,
irmãos e irmãs em Cristo.
Os peregrinos de Mediugórie são – confirma-o a
experiência de muitos anos - de espírito aberto, embebidos
de confiança em Deus, e renovados graças ao Sacramento da
Penitência. Isto é, chegam com os braços estendidos
e dispostos a mudar de vida e a tomar decisões com consequências
eternas. Apesar disso, pode acontecer que, às vezes, quanto à
fé e ao entusiasmo, possamos adormecer e nos fechar às graças
do Céu, como se grandes graças se tornassem algo comum para
nós. Em tal situação, é necessário recomeçar
a mudança e renovar-se com o entusiasmo inicial, aquele que provém
da fonte.
Recordemos a mensagem de Nossa Senhora, de 1998, que diz: “Convido-os
a renovarem em suas famílias o fervor dos primeiros dias, em que
os convidei ao jejum, à oração e à conversão.”
Nossa Senhora parece sentir que o primeiro entusiasmo diminuiu,
que nos tornamos frios e presunçosos.
Renovar o primeiro entusiasmo! O que isso significa? Sabemos
que esse entusiasmo no tempo em que as coisas eram difíceis, interna
e externamente, significou um impulso para os testemunhos de Mediugórie.
Aquele entusiasmo ajudou a caminhar pelos matagais e espinhos daquela região,
rompeu as cadeias do mal, foi o princípio da renovação
espiritual, de um novo impulso e esperança. Esse entusiasmo foi
vivido e demonstrado pelos testetemunhos das aparições. E,
finalmente, aquele entusiasmo fez-nos todos amigos e testemunhas da presença
de Nossa Senhora.
As pessoas, levadas pela presença de Nossa Senhora, diziam-nos:
“Não tenham medo!” São as mesmas palavras que Cristo sempre
nos repete. Nossa Senhora nos chama a renovar esse entusiasmo. Por isso,
não adormeçamos, elevemos nosso espírito a fim de
poder mover montanhas e, dessa forma, inspirar a outros. Mediugórie,
lugar onde chegam peregrinos em grande número, é, e deve
ser, uma voz no deserto, para nosso tempo e para toda a Igreja. Aqui Deus,
por Maria, novamente nos recorda as palavras de Jesus: “Vinde a mim todos
que estão aflitos e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” (Mt 11,28).
Por isso, levados pela força da fé e de um entusiasmo renovado,
corramos ao encontro do Deus vivo que Maria novamente nos oferece.
Frei Mario Knezovic
De onde vêm os grupos
Durante o mês de junho, visitaram Mediugórie grupos
de peregrinos provenientes da Itália, Polônia, Coréia,
África do Sul, Alemanha, Irlanda, Áustria, Eslovênia,
França, Ilhas Reunião, República Tcheca, Inglaterra,
México, Eslováquia, Romênia, Canadá, Hungria,
Suiça, Índia, Bélgica, Albânia, Grécia,
Letônia, Líbano, Croácia e Bósnia-Herzegovina.
Corpus Christi
Durante a Solenidade de Corpus Christi, no dia 19 de junho,
85 jovens receberam o sacramento da Santa Confirmação, ministrado
pelo bispo de Mostar, Dom Ratko Peric. O pároco de Mediugórie,
Frei Branko Rados, dirigiu palavras de boas-vindas ao bispo.
Depois da Santa Missa vespertina, segundo o costume, naquele
dia realizou-se na paróquia a procissão com o Santíssimo
com a participação de grande número de sacerdotes
estrangeiros e do país, e de numerosos paroquianos e peregrinos.
A marcha da paz
Na véspera do 22º Aniversário das aparições
de Nossa Senhora, 24 de junho, foi realizada a décima primeira "Marcha
pela Paz". Teve início com uma oração e bênção
dos peregrinos diante do mosteiro franciscano de Humac. Os peregrinos,
em torno de 3.000, partiram em procissão para Mediugórie
pouco depois das 6h da manhã. Ao chegarem a Mediugórie, os
peregrinos reuniram-se diante da igreja para as orações finais
e bênção.
A "Marcha pela Paz" é uma iniciativa surgida nos corações
dos peregrinos e amigos de Mediugórie nos dias mais difíceis
da guerra, em 1992. Ainda que os anos da guerra já tenham ficado
para trás, Nossa Senhora, em suas mensagens, faz-nos lembrar “…as
guerras em nossos corações…” Aquela procissão de oração,
de 13 km, é uma resposta à falta de paz, à violência,
ao ódio, e, ao mesmo tempo, um estímulo à paz e verdadeira
reconciliação.
22º Aniversário
Durante estes 22 anos, a mensagem de paz de Nossa Senhora tem
sido difundida pelo mundo inteiro por meio dos peregrinos. Ela tem alcançado
os locais mais distantes da terra e tem feito de Mediugórie a paróquia
do mundo. Confirmação disso é a presença de
aproximadamente 80.000 fiéis visitando Mediugórie por ocasião
do 22º Aniversário. Citar todos os países, cujos fiéis
visitaram o Santuário da Rainha da Paz, é praticamente impossível.
Havia peregrinos dos 5 continentes.
De forma especial, vieram muitos peregrinos locais, muitos deles
chegaram a Mediugórie descalços para pedir a paz a Nossa
Senhora, Rainha da Paz.
Devido à diversidade de idiomas, durante a manhã
dos dias 24 e 25 de junho, as Santas Missas foram celebradas em 16 idiomas.
Durante esses dois dias, foram distribuídas 24.000 Santas Comunhões.
A Santa Missa da véspera do aniversário, dia 24
de junho, foi presidida por Frei Gabriel Mioc e concelebrada por 135 sacerdotes.
Desta Santa Missa participaram cerca de 15.000 fiéis. No dia do
aniversário, participaram da Santa Missa vespertina cerca de 35.000
fiéis. Esta Santa Missa foi presidida por Frei Miro Sego e concelebrada
por 180 sacerdotes provenientes de vinte países.
Aparição anual
a Ivanka
A vidente Ivanka Ivankovic teve sua aparição anual
regular no dia 25 de junho de 2003. Segundo o testemunho dos videntes,
Vicka, Maria Pavlovic e Ivan ainda têm aparições diárias,
enquanto que Miriana, Ivanka e Iákov têm aparições
uma vez por ano.
Por ocasião da última aparição diária
a Ivanka, no dia 7 de maio de 1985, Nossa Senhora, depois de confiar-lhe
o último e décimo segredo, disse-lhe que, durante o resto
de sua vida, teria aparições uma vez por ano, no aniversário
das aparições. Assim aconteceu também este ano, no
dia 25 de junho. A aparição, que durou 10 minutos, ocorreu
na casa de Ivanka. Naquela aparição estava presente toda
a família de Ivanka: seu esposo e três filhos.
Nossa Senhora deu a mensagem seguinte:
“Não temam, eu estou sempre com vocês. Abram seus
corações para que entre o amor e a paz. Rezem pela paz, paz,
paz.”
Nossa Senhora estava muito feliz e falou a Ivanka amplamente
sobre Sua vida.
Papa e Fiéis de Mediugórie
Em princípios de junho, o Santo Padre, João Paulo
II, visitou pela terceira vez a República da Croácia, e,
no dia 22 de junho, pela segunda vez, visitou a Bosnia-Herzegovina. Os
fiéis se encontraram com o Santo Padre em quatro cidades croatas.
Na celebração Eucarística em Dubrovnik, estavam presentes
cerca de 1.100 paroquianos e peregrinos de Mediugórie. Naquela ocasião,
o Papa beatificou irmã Maria de Jesus Crucificado Petkovic, em Dubrovnik,
e Ivan Merz. Novos beatos, rogai por nós!
Press Bulletin
Aniversário das aparições
Estas aparições não têm precedente
na história da Igreja. A Mãe de Deus vem todos os dias, fazem
22 anos! Diferentemente de Fátima, com 6 aparições,
e de Lourdes, com 18, Nossa Senhora aparece todos os dias aos videntes
de Mediugórie, à mesma hora, durante todos estes anos. Uma
história que recentemente me contou um amigo pode esclarecer um
pouco o porquê destas vindas diárias, tão intensas
e regulares da nossa Mãe do Céu.
Trata-se de uma jovem que sofria de anorexia. Tinha seguido
muitas terapias mas nada parecia ajudá-la a vencer o problema. A
família lutava para encontrar um tratamento, pois a jovem não
conseguia se alimentar e e emagrecia cada vez mais. Finalmente, um terapeuta
sugeriu um novo método, chamado terapia de ligação,
na qual a jovem passaria 6 meses em contato constante com sua mãe.
Comeria tudo o que a mãe comesse, dormiria com a mãe, acompanharia
a mãe aonde quer que fosse, em suma, seria inseparável da
mãe durante esses 6 meses. O pensamento era de que, de certo modo,
os laços não se teriam corretamente estabelecido com a mãe
quando era bebê, e, por isso, sua personalidade não se desenvolvera
corretamente. A anorexia era uma expressão do desnorteamento de
seu “eu”. Esta terapia foi um sucesso! A jovem ficou curada!
Quão importante é nossa relação
com a nossa mãe! É através da mãe que a criança
percebe pela primeira vez que é amada, que sua vida é importante,
e que as relações de amor são possíveis. Por
seus cuidados constantes e sua presença, a mãe ajuda a criança
a desenvolver-se e a tornar-se uma pessoa sadia, confiante e convencida
de que a vida é boa.
Vivemos numa época em que muitas pessoas são destruídas,
porque a família é atacada e dizimada. Muitas famílias
são destruídas.
Não é de admirar que a Mãe de Jesus e nossa
Mãe venha a nós regularmente todos os dias, à mesma
hora. Ela faz essa ligação conosco; ajuda-nos a identificarmo-nos
completamente com Ela, a prendermo-nos a Ela que nos ama como uma mãe.
Ela deseja que nossa pessoa se desenvolva plenamente até nos tornarmos
pessoas integradas e sadias, conforme o plano de Deus. Todos os dias Ela
vem para se juntar a nós, para nos estreitar a Si e nos mostrar
Seu amor.
Também nos dá mensagens regularmente. À
primeira vista, algumas podem parecer repetitivas. Mas sempre direcionam-nos
para nosso destino, nossa esperança. Como toda a mãe, Ela
sempre repete seus convites. Repete e volta a repetir a verdade sobre nós
mesmos e sobre Deus, nosso Pai. Este é, para nós, um tempo
de verdadeira “terapia de ligação”! Nós estamos sendo
“ligados” ao Imaculado Coração de Maria e, por Ele, ao Sagrado
Coração de Jesus.
Agradeçamos a nossa Mãe que vem fielmente todos
os dias para nos unir a Si, ajudar-nos a curar e tornar-nos essas pessoas
completas que Deus quer que sejamos. Com uma Mãe assim, temos a
certeza de sermos curados e unidos ao Pai!
Sorriu e disse: Mediugórie!
Verônica e Alex, desde 1998, vêm regularmente todos
os anos da África do Sul para agradecer a Deus e louvá-Lo.
Eis sua história:
Durante 22 anos, Verônica fora cega. Sua retina sofrera
danos e já não mais podia enxergar. Verônica sempre
rezava a Jesus e Maria com firmeza de fé. Numa noite de 1998, em
que se sentia mal, começou a rezar. De repente, apesar de cega,
viu de pé, diante dela, Jesus que, com os braços estendidos,
fazia-lhe sinal de que se aproximasse. Mostrou-lhe uma aldeia, um monte
com uma grande cruz no alto, pequenas lojas e casas ao longo de uma rua,
uma grande igreja com dois sinos e, no interior, no terceiro vitral, Nossa
Senhora. Verônica disse a Jesus: “Não sei onde fica este lugar.”
Jesus simplesmente fitou-a, sorriu e disse: “Mediugórie!”
Pela manhã, contou ao marido, Alex, tudo que tinha visto
e que Jesus chamara o local “Mediugórie”. Telefonaram a um agente
de viagens e perguntaram-lhe se conhecia aquele lugar. Seu agente nunca
ouvira falar! Alguns dias mais tarde, por meio de um amigo que acabava
de chegar de uma peregrinação, souberam como ir a Mediugórie.
Quando chegaram à aldeia, Alex sabia exatamente onde
tudo estava, tão bem Verônica tinha descrito sua visão!
O correio, a ponte, a igreja. Quando passavam no carro pela rua principal,
tudo era igual ao que aparecera a Verônica. Foram ouvir Vicka que
falava na escada de sua casa azul. Estavam lá tantos peregrinos,
que Alex e Verônica ficaram comprimidos na parte de trás.
Entretanto, enquanto Vicka falava, Alex reparou que ela fixava o olhar
em Verônica. Disse à mulher: “Ela está olhando para
ti!” Depois, Verônica ouviu seu marido dizer-lhe: “Ela faz sinal
com a mão e sorri para você”. Depois, quando Vicka terminou
de falar, Alex disse: “Ela desce e vem em nossa direção...
Está exatamente diante de você!” Então Vicka colocou
a mão sobre os olhos de Verônica e rezou. Quando Vicka retirou
a mão, um olho já estava completamente curado e Verônica
podia ver!
Saltando de alegria pelas ruas, Verônica expressava sua
gratidão! Ela, que fora cega, agora podia ver! No dia seguinte à
sua cura, Verônica participou com Alex de uma palestra dada por Frei
Svet, no salão amarelo, atrás da igreja. Durante a conferência,
Verônica teve a surpresa de ver animar-se o quadro de Nossa Senhora
que está na parede do fundo. Fez-se silêncio na sala como
se todos soubessem o que se passava. Então Verônica viu que
Nossa Senhora tinha nas mãos uma bandeira azul escuro com a palavra
“África”!
Denis Nolan (childrenofmedjugorje)
Orações pelo
Papa
No final de sua terceira viagem à Croácia, ao
concluir sua oração no Santuário de Nossa Senhora
de Trsat, em Rijeka, que, segundo a tradição, foi custódia
da Santa Casa de Nazaré, de 1291 a 1294, mais tarde transportada
para Loreto, João Paulo II voltou a pedir orações
por ele durante sua vida e também depois de sua morte. «Em
nome da comunhão vivida durante este Rosário, rezai por mim
durante minha vida e também depois de minha morte», disse
o Papa. João Paulo II havia pronunciado esta mesma frase no Santuário
mariano de Kalwaria, na Polônia, em Agosto de 2002.
A Plenitude da Alegria
A Santíssima Virgem Maria continua convidando-nos à
alegria. Alegria como fruto de oração, como sentimento com
que devemos divulgar Suas mensagens.
Quando o sofrimento e as dificuldades, que frequentemente batem
à nossa porta, fazem-se sentir na vida, dificilmente damos lugar
à alegria, como se este sentimento estivesse em contradição
com as dores.
Nossa Senhora ajuda-nos, mais uma vez, a compreender que o júbilo
não procede somente de situações «agradáveis»
e que cada acontecimento na vida pode ser motivo de alegria. A Santíssima
Virgem, de fato, além de ser «a cheia de graça»
é também a «cheia de alegria»: fruto do Seu encontro
vivo com o Senhor.
O Evangelista Lucas apresenta-A exultando no Espírito
Santo, quando a jovem menina de Nazaré, obediente à voz do
Anjo, faz explodir Sua alegria diante da prima Isabel: «Minha alma
glorifica o Senhor e Meu espírito exulta em Deus, Meu Salvador».
Maria, melhor do que qualquer outra criatura, compreendeu que Deus realiza
ações maravilhosas: Ele mostra Sua Misericórdia, Ele
levanta os humildes, Ele é fiel às Suas promessas...
Testemunha alegre do Amor do Pai, Maria vive plenamente também
o sofrimento que Deus destina a cada filho Seu e, com grande força
e dignidade, assiste, aos pés da Cruz, os dramáticos instantes
derradeiros da vida de Jesus Crucificado. Mas, nEla não há
desespero: Seu Coração estava aberto, sem limites, à
alegria da Ressurreição que Cristo havia anunciado.
A Virgem, símbolo da nova Jerusalém, realiza perfeitamente
as palavras proféticas de Isaías: «Com grande alegria
eu me rejubilarei no Senhor, e meu coração exultará
de alegria em meu Deus, porque me fez revestir as vestimentas da salvação.
Envolveu-me com o manto de justiça, como um neo-esposo cinge o turbante,
como uma jovem esposa se enfeita com as suas jóias (Is. 61,10).
Ao lado de Cristo, Maria resume em Si todas as alegrias, por
isso, voltamo-nos para Ela como «causa da nossa alegria». É
a Ela que devemos pedir que nossa alegria seja reflexo vivo de nossa condição
de remidos, de cheios de graça, de filhos do Altíssimo.
Eco de Maria
Coração Imaculado
Triunfa
Em 1983, o famoso teólogo Von Balthasar disse: «Entramos
num tempo em que a Santíssima Virgem Maria encontrará lugar
em toda a Igreja. Nossa Senhora não é uma Santa, é
a Mãe de Deus, é a Mãe de Igreja, é a criatura
nova e, dentro da Igreja, deve manifestar-Se com todo o esplendor. Devemos
relacionar-nos com Ela tal como Deus previu».
Para entrar numa relação viva com Maria, para
penetrar no Seu Coração Imaculado, que, como anunciou em
Fátima, está destinado a triunfar, é importante, antes
de tudo, assumir uma atitude ativa e dinâmica. Como escreveu Santo
Agostinho: «Deus criou-nos sem nós, mas não nos salvará
sem nós». Toda a beleza do homem está na sua liberdade
e na livre participação na dinâmica de Deus no Universo,
que responde à missão que o Senhor nos confiou de governar
a criação e a criatura, por meio da nossa resposta a Deus.
Existe uma atitude passiva, estática, que nada tem a
ver com o Triunfo do Coração Imaculado de Maria. São
diversas as situações em que o homem permanece passivo interiormente.
Um elemento, que geralmente causa passividade, é o medo oculto no
fundo da alma e que leva a pessoa a temer até mesmo Deus. Assim
não é possível triunfar! Também a indiferença
é uma característica da passividade interior: a indiferença
na aproximação ao próximo, na comunicação
da paz... Como pode levar o perdão ao outro, se está ferido
dentro de si?
O que leva ao Triunfo do Coração Imaculado de
Maria é uma atitude dinâmica, que favorece a abertura interior,
aquela mesma abertura que encontramos na Virgem no momento da concepção
de Jesus. O perigo que se corre nas comunidades, nos santuários,
nos movimentos espirituais é o de parar. Quando pára a dinâmica
numa alma, tudo pára.
O que não é Triunfo do Coração Imaculado
de Maria? As fantasias, os proselitismos, fanatismos, o uso da força
e os esquemas humanos que condicionam a ação de Deus. O que,
pelo contrário, constitui o Seu Triunfo? É simplesmente a
realidade. São Paulo, na carta aos Efésios, escreve que somos
imaculados, ou melhor, santos e imaculados. O Triunfo de Maria ocorrerá
quando formos capazes de corresponder plenamente à graça
que nos faz imaculados.
João Paulo II, quando esteve em Fátima, consagrou
o mundo a Nossa Senhora, consagrou-o «confiadamente a Maria».
É preciso também acrescentar outra expressão: «abandono
a Maria», que significa literalmente abandonar, dar, a fim de que
Ela dê tudo a Deus. Quando nos confiamos a Maria não pertencemos
mais a nós, a nossa vida pertence a Deus por meio da Virgem.
Deus deu-nos Maria como mãe; o Seu Coração
é o «jardim novo» onde podemos reapropriar-nos da nossa
originalidade e, na base da nossa resposta, põe-se em movimento
o poder do Triunfo do Seu Coração Imaculado. Pode parecer
estranho, mas sem nós não é possível. Por isso,
em Mediugórie, Nossa Senhora disse: «sem vocês, sem
suas orações não posso ajudá-los». É
belíssimo! Somos chamados a construir um mundo novo juntamente com
Nossa Senhora. Somos chamados a participar no plano maravilhoso da salvação
da humanidade!
O caminho até o Triunfo do Coração Imaculado
de Maria passa por nosso coração. É preciso ter a
consciência de possuir a pureza da Imaculada. Muito frequentemente
nos sentimos castigados, frustrados, abandonados por Deus; a fé
parece-nos quase uma ilusão, fora da realidade. Realmente, já
possuímos, com o Batismo, a pureza da Imaculada, mas o demônio
tenta afastar-nos desta consciência para tirar-nos a esperança.
Como combatê-lo? Acreditando que em todos os instantes recebemos
de Deus tudo gratuitamente...
Deus é bom, ama bons e maus. Então, por que tantas
vezes não Lhe permitimos que nos ame, quando cometemos erros, quando
somos frágeis, quando somos fracos? Por que não permitimos
Sua bondade gratuita comunicar-Se aos outros através de nosso coração?
Todas as nossas orações, jejuns, sacrifícios servem
para abrir-nos, para superarmos as barreiras dentro de nós e unir-nos
à infinita bondade de Deus... Chegamos mesmo a nos admirar, e nos
perguntamos: Por que, depois de tantos anos de penitência, não
estamos transformados? A resposta é simples: porque pretendemos
nos transformar por nossos próprios meios.
Se quisermos entrar no Coração da Imaculada, deveremos
pedir-Lhe ajuda e acolher a bondade gratuita de Deus, em Quem se escondem
todas as virtudes. Que a Imaculada encontre essa bondade em nossos corações
e gere Deus em nós. Assim seremos instrumentos do Triunfo do Seu
Coração Imaculado.
Eco de Maria
Continente da Esperança
No dia 27 de março, o Papa falou sobre os desafios do
anúncio do evangelho no «continente da esperança»
- termo utilizado em vários documentos oficiais da Igreja Católica
- onde se encontram quase metade dos católicos do mundo, ao receber
em audiência a Comissão Pontifícia para a América
Latina.
«A Igreja necessita de muitos e qualificados evangelizadores
que, com novo ardor, renovado entusiasmo, espírito eclesial, tansbordantes
de fé e de esperança, falem cada vez mais de Jesus Cristo.
Estes evangelizadores - Bispos, Sacerdotes e Diáconos, religiosos
e religiosas, fiéis leigos - são, sob a guia do Espírito
Santo, os protagonistas indispensáveis na tarefa evangelizadora,
na qual contam mais as pessoas do que as estruturas, ainda que estas sejam,
de certo modo, necessárias.
Tais estruturas devem ser simples, leves, só as indispensáveis,
de forma que não angustiem, mas ajudem e facilitem o trabalho pastoral.
Por outro lado, terão que ser eficazes, segundo as exigências
dos tempos atuais». Explicou diante da Comissão presidida
pelo Cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação
do Vaticano para os Bispos.
É importante aproveitar todas as técnicas modernas
para a evangelização, mas evitando-se excessiva burocratização,
multiplicação de viagens e reuniões, ocupação
de pessoas, tempo e recursos econômicos que poderiam destinar-se,
com proveito, à ação direta do anúncio evangélico
e à atenção aos necessitados.
As estruturas e organizações, assim como o estilo
de vida eclesial -- sublinhou -- têm de refletir sempre o rosto simples
da América Latina, para facilitar uma maior aproximação
às massas deserdadas, aos indígenas, aos emigrantes e desempregados,
aos trabalhadores, aos marginalizados, aos enfermos, e, em geral, aos que
sofrem, isto é, a todos os que são o objetivo da vossa opção
preferencial.
A Comissão Pontifícia para a América Latina,
criada pelo Papa Pio XII em 1958, tem a missão de aconselhar e ajudar
as Igrejas particulares daquela área, assim como estudar os problemas
doutrinais e pastorais que encontrem, prestando particular atenção
à promoção da Nova Evangelização.
Eco de Maria
Retornem ao fervor incial
Todas as mensagens da Rainha da Paz são significativamente
voltadas para uma precisa categoria de destinatários: os «queridos
filhos», que, em muitíssimos casos, na expressão original
croata, é ainda mais terna: “meus queridos pequeninos”. Diz-se que
Maria aponta, de modo especial, a condição mais importante
para que Seus apelos maternos produzam frutos de graças nos corações:
acolhê-los com a simplicidade e a humildade dos verdadeiros filhos,
abertos ao dom de uma paternidade e de uma maternidade oferecidas do Alto.
A Rainha da Paz quer, de fato, conduzir-nos a vivenciar plenamente
o dom da prole divina, incansavelmente oferecida por «Aquele do qual
toda a paternidade nos Céus e na Terra toma o nome (Ef. 3,14-15),
para fazer-nos sempre mais participantes na relação da perfeita
comunhão com o Pai, que arde no coração do Filho:
«Filhinhos, convido-os de novo à oração, porque
com a oração vocês podem viver a conversão.
Cada um de vocês se tornará, na simplicidade, semelhante a
uma criança aberta ao amor do Pai» (25.07.96).
Não é por acaso que a Rainha da Paz escolheu,
como testemunhas da Sua presença em Mediugórie, jovens que,
no início das aparições, tinham idades compreendidas
entre 10 e 16 anos. De resto, também noutras grandes aparições
marianas do fim do milênio, especialmente em Lourdes e em Fátima,
os interlocutores escolhidos por Maria eram todos muito jovens, mas perfeitamente
à altura de corresponder, até com fidelidade heróica,
a Seus convites maternos. É no eterno estilo de Deus que «escolheu
o que na terra é louco para confundir os sábios, aquilo que
no mundo é fraco para confundir os fortes» (1Cor. 1,27).
Tudo isto quer exprimir uma mensagem espiritual bastante mais
profunda do que, à primeira vista, parece um aviso insistente vindo
do Céu para esta pobre humanidade, tragicamente embriagada com o
orgulho luciferiano (também espiritual!), que recusa e dissipa irresponsavelmente
o dom mais precioso do Ressuscitado: a paternidade divina, única
e verdadeira fonte de paz, de alegria e de vida nova para os corações
dos homens e para o universo inteiro.
De fato, o mundo e, não raro, até algumas instituições
eclesiais parecem esquecer com muita desenvoltura a inequivocável
norma evangélica: «Em verdade vos digo, que se não
vos converterdes e não vos tornardes como criancinhas, não
entrareis no Reino do Céus. Porque, quem se fizer humilde como este
menino será o maior no Reino dos Céus» (Mt. 18, 3-5).
Às palavras de Maria fazem significativamente eco ao
ensinamento profético do atual Pontífice: «Na criança
há algo que não pode faltar a quem quer entrar no Reino dos
Céus. Ao Céu estão destinados os simples como as crianças,
os cheios de confiante abandono, bondosos e puros. Somente estes podem
encontrar em Deus um Pai e virem ser, à sua volta, graças
a Jesus, semelhantes filhos de Deus». (Carta do Papa às crianças
no ano da família 13.12.94).
Não parece casual a perfeita sintonia das mensagens da
Rainha da Paz com a ação magisterial do Papa, que propôs
ao mundo atual a via privilegiada para alcançar com segurança
a perfeição do amor evangélico, a «pequena via»
da infância espiritual, admiravelmente encarnada por Teresa do Menino
Jesus, por ele mesmo proclamada solenemente «Doutora da Igreja universal,
em 19 de outubro de 1997. Naquela ocasião, ele afirmou: «...O
vértice, como nascente e fim, do Amor Misericordioso das três
Pessoas Divinas..., a base, a experiência de ser filhos adotivos
do Pai, em Jesus Cristo, é o sentido mais autêntico
da infância espiritual, isto é, a experiência da prole
divina sob a moção do Espírito Santo. A base frente
a nós, o próximo, os outros, em cuja salvação
devemos colaborar com e em Jesus, com o mesmo Seu Amor Misericordioso»
(Carta Apostólica).
É precisamente este o conteúdo mais verdadeiro
e profundo do apelo de Nossa Senhora em Mediugórie, a chave de ouro
que nos conduz aos tesouros das graças e da alegria celeste encerrados
no Coração do Pai, preparados para os filhos deste tempo:
«Também Eu os convido à vida com Deus e ao abandono
total a Ele... Desejo que cada um de vocês descubra a alegria e o
amor que se encontra somente nEle e somente Ele pode dar. Deus não
deseja nada mais de vocês, a não ser o seu abandono»
(25.05.89). Maria continua a esperar com materna inquietação
o nosso «sim» «para oferecê-lo a Jesus, para que
Ele nos encha de novo da Sua Graça» (25.05.92). É,
de fato, este o único meio capaz de abrir os níveis mais
profundos da alma para acolher e doar plenamente o amor de Deus «que
está derramado nos nossos corações através
do Espírito que nos foi dado» (Rm 5,5), para fazer-nos realmente
«instrumentos nas suas mãos para a salvação
do mundo» (25.03.94). É o caminho da oferta da vida a Deus,
ao qual nos convida constantemente a Rainha da Paz, o caminho espiritual
a percorrer com a simplicidade e a liberdade de verdadeiros «pequenos
filhos», plenamente abertos a viver com filial e confiante abandono
ao Pai, «rico em Misericórdia», todas as situações
de alegria e de sofrimento que Ele tem sabiamente disposto sobre o único
caminho que conduz à plena comunhão com o Coração
inflamado de amor: «O Meu Coração, o Coração
de Jesus e o seu coração se fundam num único coração
de amor e de paz» (25.07.99).
por Giuseppe Ferraro
Como contribuir para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie
podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também
ser deposita-das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal,
Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus
caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. As contribuições
efetuadas devem ser informadas para anotação no cadastro.