Mediugórie - Eco 208
Julho de 2003 - 16 / Nossa Senhora do Carmo
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.06.03:
 
Queridos filhos! Também hoje, com grande alegria, convido-os a viverem minhas mensagens. Estou com vocês e agradeço-lhes porque, em suas vidas, vocês colocaram em prática aquilo que lhes estou dizendo. Convido-os a viverem ainda mais minhas mensagens com renovado entusiasmo e alegria. Que a oração seja sua prática diária. Obrigada por terem correspondido a meu apelo.
Ver o bem no próximo
 Neste 25 de junho de 2003, deu-se o 22º aniversário das aparições da Rainha da Paz em Mediugórie. Sua mensagem convida a associarmo-nos a Sua alegria por ter à Sua volta milhares de filhos vindos do mundo inteiro para felicitá-La.
Nossa Senhora não veio anunciar-nos verdades novas, mas sugerir-nos normas práticas de vida cristã. Por dois motivos Deus concedeu a sua Mãe a maioria das grandes aparições: primeiro, porque a missão de Maria ainda não terminou nesta terra, desde que o Redentor A proclamou nossa Mãe quando estava na Cruz, e, segundo, porque Ela é a Medianeira de todas as graças. Por isso, todas as graças extraordinárias que acompanham suas Aparições passam por Suas mãos.
Nossa Senhora insiste em que vivamos Suas mensagens.
Em nossa vida, não é suficiente apenas comer. É preciso também assimilar o alimento. Da mesma forma, Ela nos convida a colocar em prática Seus ensinamentos, tornando-os transparentes, e a testemunhar com nossa vida Suas mensagens.
A Rainha da Paz agradece-nos por estarmos colocando em prática o que Ela vem nos ensinando. Uma mãe sempre destaca o positivo de seus filhos e esquece seus defeitos. Maria é muito nobre e generosa em Seu julgamento. Para animar-nos, louva nossos pequenos êxitos e nossos esforços em seguir Suas mensagens, mesmo sem grande mérito de nossa parte. Como boa mestra, ensina-nos a arte e a generosidade de ver o bem em nosso próximo.
 Convida-nos a renovar o entusiasmo e a alegria, a viver e a promover Suas mensagens que são verdadeiros ensinamentos, a trabalhar pelo Reino de Seu Filho, a doar-nos por seu amor. Suas palavras são espírito e por isso dão vida; suas mensagens contêm a força de Deus, força que continua operando para converter-nos mais e mais para Deus.
No final, conclui com seu habitual: "Obrigada por terres correspondido a Meu apelo." Ela é uma Mãe que sabe sempre agradecer a correspondência de seus filhos, mas que, por outro lado, torna-nos responsáveis pelo cumprimento de nosso compromisso.
Pe. Tibério Munari
 
Notícias de Mediugórie
Peregrinos de Mediugórie
Cada ano, desde que Nossa Senhora aparece em Mediugórie, e isso já faz 22 anos, no aniversário das Aparições, dia 25 de junho, Mediugórie se torna local de grandes testemunhos da presença de Nossa Senhora em nosso meio. Peregrinos de todas as partes do mundo vêm agradecer a Nossa Senhora por Sua presença, onde demonstra seu amor materno para com cada filho, convidando-o a seguir o caminho de Jesus.
Naturalmente, vêm a Mediugórie também aqueles que procuram a si próprios. Não se encontrando, questionam, esperam milagres, vivem com espírito aventureiro... Esse é o caminho de Mediugórie, em que o peregrino de María põe seus pés e seu coração. Para Nossa Senhora, ninguém é estrangeiro nem vagabundo. Todos são da família, irmãos e irmãs em Cristo.
Os peregrinos de Mediugórie são – confirma-o a experiência de muitos anos - de espírito aberto, embebidos de confiança em Deus, e renovados graças ao Sacramento da Penitência. Isto é, chegam com os braços estendidos e dispostos a mudar de vida e a tomar decisões com consequências eternas. Apesar disso, pode acontecer que, às vezes, quanto à fé e ao entusiasmo, possamos adormecer e nos fechar às graças do Céu, como se grandes graças se tornassem algo comum para nós. Em tal situação, é necessário recomeçar a mudança e renovar-se com o entusiasmo inicial, aquele que provém da fonte.
Recordemos a mensagem de Nossa Senhora, de 1998, que diz: “Convido-os a renovarem em suas famílias o fervor dos primeiros dias, em que os convidei ao jejum, à oração e à conversão.”
Nossa Senhora parece sentir que o primeiro entusiasmo diminuiu, que nos tornamos frios e presunçosos.
Renovar o primeiro entusiasmo! O que isso significa? Sabemos que esse entusiasmo no tempo em que as coisas eram difíceis, interna e externamente, significou um impulso para os testemunhos de Mediugórie. Aquele entusiasmo ajudou a caminhar pelos matagais e espinhos daquela região, rompeu as cadeias do mal, foi o princípio da renovação espiritual, de um novo impulso e esperança. Esse entusiasmo foi vivido e demonstrado pelos testetemunhos das aparições. E, finalmente, aquele entusiasmo fez-nos todos amigos e testemunhas da presença de Nossa Senhora.
As pessoas, levadas pela presença de Nossa Senhora, diziam-nos: “Não tenham medo!” São as mesmas palavras que Cristo sempre nos repete. Nossa Senhora nos chama a renovar esse entusiasmo. Por isso, não adormeçamos, elevemos nosso espírito a fim de poder mover montanhas e, dessa forma, inspirar a outros. Mediugórie, lugar onde chegam peregrinos em grande número, é, e deve ser, uma voz no deserto, para nosso tempo e para toda a Igreja. Aqui Deus, por Maria, novamente nos recorda as palavras de Jesus: “Vinde a mim todos que estão aflitos e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” (Mt 11,28). Por isso, levados pela força da fé e de um entusiasmo renovado, corramos ao encontro do Deus vivo que Maria novamente nos oferece.
                           Frei Mario Knezovic
De onde vêm os grupos
Durante o mês de junho, visitaram Mediugórie grupos de peregrinos provenientes da Itália, Polônia, Coréia, África do Sul, Alemanha, Irlanda, Áustria, Eslovênia, França, Ilhas Reunião, República Tcheca, Inglaterra, México, Eslováquia, Romênia, Canadá, Hungria, Suiça, Índia, Bélgica, Albânia, Grécia, Letônia, Líbano, Croácia e Bósnia-Herzegovina.
Corpus Christi
 
Durante a Solenidade de Corpus Christi, no dia 19 de junho, 85 jovens receberam o sacramento da Santa Confirmação, ministrado pelo bispo de Mostar, Dom Ratko Peric. O pároco de Mediugórie, Frei Branko Rados, dirigiu palavras de boas-vindas ao bispo.
Depois da Santa Missa vespertina, segundo o costume, naquele dia realizou-se na paróquia a procissão com o Santíssimo com a participação de grande número de sacerdotes estrangeiros e do país, e de numerosos paroquianos e peregrinos.
 
A marcha da paz
 
Na véspera do 22º Aniversário das aparições de Nossa Senhora, 24 de junho, foi realizada a décima primeira "Marcha pela Paz". Teve início com uma oração e bênção dos peregrinos diante do mosteiro franciscano de Humac. Os peregrinos, em torno de 3.000, partiram em procissão para Mediugórie pouco depois das 6h da manhã. Ao chegarem a Mediugórie, os peregrinos reuniram-se diante da igreja para as orações finais e bênção.
A "Marcha pela Paz" é uma iniciativa surgida nos corações dos peregrinos e amigos de Mediugórie nos dias mais difíceis da guerra, em 1992. Ainda que os anos da guerra já tenham ficado para trás, Nossa Senhora, em suas mensagens, faz-nos lembrar “…as guerras em nossos corações…” Aquela procissão de oração, de 13 km, é uma resposta à falta de paz, à violência, ao ódio, e, ao mesmo tempo, um estímulo à paz e verdadeira reconciliação.
 
22º Aniversário
Durante estes 22 anos, a mensagem de paz de Nossa Senhora tem sido difundida pelo mundo inteiro por meio dos peregrinos. Ela tem alcançado os locais mais distantes da terra e tem feito de Mediugórie a paróquia do mundo. Confirmação disso é a presença de aproximadamente 80.000 fiéis visitando Mediugórie por ocasião do 22º Aniversário. Citar todos os países, cujos fiéis visitaram o Santuário da Rainha da Paz, é praticamente impossível. Havia peregrinos dos 5 continentes.
De forma especial, vieram muitos peregrinos locais, muitos deles chegaram a Mediugórie descalços para pedir a paz a Nossa Senhora, Rainha da Paz.
Devido à diversidade de idiomas, durante a manhã dos dias 24 e 25 de junho, as Santas Missas foram celebradas em 16 idiomas. Durante esses dois dias, foram distribuídas 24.000 Santas Comunhões.
A Santa Missa da véspera do aniversário, dia 24 de junho, foi presidida por Frei Gabriel Mioc e concelebrada por 135 sacerdotes. Desta Santa Missa participaram cerca de 15.000 fiéis. No dia do aniversário, participaram da Santa Missa vespertina cerca de 35.000 fiéis. Esta Santa Missa foi presidida por Frei Miro Sego e concelebrada por 180 sacerdotes provenientes de vinte países.
Aparição anual a Ivanka
A vidente Ivanka Ivankovic teve sua aparição anual regular no dia 25 de junho de 2003. Segundo o testemunho dos videntes, Vicka, Maria Pavlovic e Ivan ainda têm aparições diárias, enquanto que Miriana, Ivanka e Iákov têm aparições uma vez por ano.
Por ocasião da última aparição diária a Ivanka, no dia 7 de maio de 1985, Nossa Senhora, depois de confiar-lhe o último e décimo segredo, disse-lhe que, durante o resto de sua vida, teria aparições uma vez por ano, no aniversário das aparições. Assim aconteceu também este ano, no dia 25 de junho. A aparição, que durou 10 minutos, ocorreu na casa de Ivanka. Naquela aparição estava presente toda a família de Ivanka: seu esposo e três filhos.
Nossa Senhora deu a mensagem seguinte:
“Não temam, eu estou sempre com vocês. Abram seus corações para que entre o amor e a paz. Rezem pela paz, paz, paz.”
Nossa Senhora estava muito feliz e falou a Ivanka amplamente sobre Sua vida.
Papa e Fiéis de Mediugórie
Em princípios de junho, o Santo Padre, João Paulo II, visitou pela terceira vez a República da Croácia, e, no dia 22 de junho, pela segunda vez, visitou a Bosnia-Herzegovina. Os fiéis se encontraram com o Santo Padre em quatro cidades croatas. Na celebração Eucarística em Dubrovnik, estavam presentes cerca de 1.100 paroquianos e peregrinos de Mediugórie. Naquela ocasião, o Papa beatificou irmã Maria de Jesus Crucificado Petkovic, em Dubrovnik, e Ivan Merz. Novos beatos, rogai por nós!                   Press Bulletin
Aniversário das aparições
Estas aparições não têm precedente na história da Igreja. A Mãe de Deus vem todos os dias, fazem 22 anos! Diferentemente de Fátima, com 6 aparições, e de Lourdes, com 18, Nossa Senhora aparece todos os dias aos videntes de Mediugórie, à mesma hora, durante todos estes anos. Uma história que recentemente me contou um amigo pode esclarecer um pouco o porquê destas vindas diárias, tão intensas e regulares da nossa Mãe do Céu.
Trata-se de uma jovem que sofria de anorexia. Tinha seguido muitas terapias mas nada parecia ajudá-la a vencer o problema. A família lutava para encontrar um tratamento, pois a jovem não conseguia se alimentar e e emagrecia cada vez mais. Finalmente, um terapeuta sugeriu um novo método, chamado terapia de ligação, na qual a jovem passaria 6 meses em contato constante com sua mãe. Comeria tudo o que a mãe comesse, dormiria com a mãe, acompanharia a mãe aonde quer que fosse, em suma, seria inseparável da mãe durante esses 6 meses. O pensamento era de que, de certo modo, os laços não se teriam corretamente estabelecido com a mãe quando era bebê, e, por isso, sua personalidade não se desenvolvera corretamente. A anorexia era uma expressão do desnorteamento de seu “eu”. Esta terapia foi um sucesso! A jovem ficou curada!
Quão importante é nossa relação com a nossa mãe! É através da mãe que a criança percebe pela primeira vez que é amada, que sua vida é importante, e que as relações de amor são possíveis. Por seus cuidados constantes e sua presença, a mãe ajuda a criança a desenvolver-se e a tornar-se uma pessoa sadia, confiante e convencida de que a vida é boa.
Vivemos numa época em que muitas pessoas são destruídas, porque a família é atacada e dizimada. Muitas famílias são destruídas.
Não é de admirar que a Mãe de Jesus e nossa Mãe venha a nós regularmente todos os dias, à mesma hora. Ela faz essa ligação conosco; ajuda-nos a identificarmo-nos completamente com Ela, a prendermo-nos a Ela que nos ama como uma mãe. Ela deseja que nossa pessoa se desenvolva plenamente até nos tornarmos pessoas integradas e sadias, conforme o plano de Deus. Todos os dias Ela vem para se juntar a nós, para nos estreitar a Si e nos mostrar Seu amor.
Também nos dá mensagens regularmente. À primeira vista, algumas podem parecer repetitivas. Mas sempre direcionam-nos para nosso destino, nossa esperança. Como toda a mãe, Ela sempre repete seus convites. Repete e volta a repetir a verdade sobre nós mesmos e sobre Deus, nosso Pai. Este é, para nós, um tempo de verdadeira “terapia de ligação”! Nós estamos sendo “ligados” ao Imaculado Coração de Maria e, por Ele, ao Sagrado Coração de Jesus.
Agradeçamos a nossa Mãe que vem fielmente todos os dias para nos unir a Si, ajudar-nos a curar e tornar-nos essas pessoas completas que Deus quer que sejamos. Com uma Mãe assim, temos a certeza de sermos curados e unidos ao Pai!
Sorriu e disse: Mediugórie!
Verônica e Alex, desde 1998, vêm regularmente todos os anos da África do Sul para agradecer a Deus e louvá-Lo. Eis sua história:
Durante 22 anos, Verônica fora cega. Sua retina sofrera danos e já não mais podia enxergar. Verônica sempre rezava a Jesus e Maria com firmeza de fé. Numa noite de 1998, em que se sentia mal, começou a rezar. De repente, apesar de cega, viu de pé, diante dela, Jesus que, com os braços estendidos, fazia-lhe sinal de que se aproximasse. Mostrou-lhe uma aldeia, um monte com uma grande cruz no alto, pequenas lojas e casas ao longo de uma rua, uma grande igreja com dois sinos e, no interior, no terceiro vitral, Nossa Senhora. Verônica disse a Jesus: “Não sei onde fica este lugar.” Jesus simplesmente fitou-a, sorriu e disse: “Mediugórie!”
Pela manhã, contou ao marido, Alex, tudo que tinha visto e que Jesus chamara o local “Mediugórie”. Telefonaram a um agente de viagens e perguntaram-lhe se conhecia aquele lugar. Seu agente nunca ouvira falar! Alguns dias mais tarde, por meio de um amigo que acabava de chegar de uma peregrinação, souberam como ir a Mediugórie.
Quando chegaram à aldeia, Alex sabia exatamente onde tudo estava, tão bem Verônica tinha descrito sua visão! O correio, a ponte, a igreja. Quando passavam no carro pela rua principal, tudo era igual ao que aparecera a Verônica. Foram ouvir Vicka que falava na escada de sua casa azul. Estavam lá tantos peregrinos, que Alex e Verônica ficaram comprimidos na parte de trás. Entretanto, enquanto Vicka falava, Alex reparou que ela fixava o olhar em Verônica. Disse à mulher: “Ela está olhando para ti!” Depois, Verônica ouviu seu marido dizer-lhe: “Ela faz sinal com a mão e sorri para você”. Depois, quando Vicka terminou de falar, Alex disse: “Ela desce e vem em nossa direção... Está exatamente diante de você!” Então Vicka colocou a mão sobre os olhos de Verônica e rezou. Quando Vicka retirou a mão, um olho já estava completamente curado e Verônica podia ver!
Saltando de alegria pelas ruas, Verônica expressava sua gratidão! Ela, que fora cega, agora podia ver! No dia seguinte à sua cura, Verônica participou com Alex de uma palestra dada por Frei Svet, no salão amarelo, atrás da igreja. Durante a conferência, Verônica teve a surpresa de ver animar-se o quadro de Nossa Senhora que está na parede do fundo. Fez-se silêncio na sala como se todos soubessem o que se passava. Então Verônica viu que Nossa Senhora tinha nas mãos uma bandeira azul escuro com a palavra “África”!
Denis Nolan (childrenofmedjugorje)
Orações pelo Papa
No final de sua terceira viagem à Croácia, ao concluir sua oração no Santuário de Nossa Senhora de Trsat, em Rijeka, que, segundo a tradição, foi custódia da Santa Casa de Nazaré, de 1291 a 1294, mais tarde transportada para Loreto, João Paulo II voltou a pedir orações por ele durante sua vida e também depois de sua morte. «Em nome da comunhão vivida durante este Rosário, rezai por mim durante minha vida e também depois de minha morte», disse o Papa. João Paulo II havia pronunciado esta mesma frase no Santuário mariano de Kalwaria, na Polônia, em Agosto de 2002.
A Plenitude da Alegria
A Santíssima Virgem Maria continua convidando-nos à alegria. Alegria como fruto de oração, como sentimento com que devemos divulgar Suas mensagens.
Quando o sofrimento e as dificuldades, que frequentemente batem à nossa porta, fazem-se sentir na vida, dificilmente damos lugar à  alegria, como se este sentimento estivesse em contradição com as dores.
Nossa Senhora ajuda-nos, mais uma vez, a compreender que o júbilo não procede somente de situações «agradáveis» e que cada acontecimento na vida pode ser motivo de alegria. A Santíssima Virgem, de fato, além de ser «a cheia de graça» é também a «cheia de alegria»: fruto do Seu encontro vivo com o Senhor.
O Evangelista Lucas apresenta-A exultando no Espírito Santo, quando a jovem menina de Nazaré, obediente à voz do Anjo, faz explodir Sua alegria diante da prima Isabel: «Minha alma glorifica o Senhor e Meu espírito exulta em Deus, Meu Salvador». Maria, melhor do que qualquer outra criatura, compreendeu que Deus realiza ações maravilhosas: Ele mostra Sua Misericórdia, Ele levanta os humildes, Ele é fiel às Suas promessas...
Testemunha alegre do Amor do Pai, Maria vive plenamente também o sofrimento que Deus destina a cada filho Seu e, com grande força e dignidade, assiste, aos pés da Cruz, os dramáticos instantes derradeiros da vida de Jesus Crucificado. Mas, nEla não há desespero: Seu Coração estava aberto, sem limites, à alegria da Ressurreição que Cristo havia anunciado.
A Virgem, símbolo da nova Jerusalém, realiza perfeitamente as palavras proféticas de Isaías: «Com grande alegria eu me rejubilarei no Senhor, e meu coração exultará de alegria em meu Deus, porque me fez revestir as vestimentas da salvação. Envolveu-me com o manto de justiça, como um neo-esposo cinge o turbante, como uma jovem esposa se enfeita com as suas jóias (Is. 61,10).
Ao lado de Cristo, Maria resume em Si todas as alegrias, por isso, voltamo-nos para Ela como «causa da nossa alegria». É a Ela que devemos pedir que nossa alegria seja reflexo vivo de nossa condição de remidos, de cheios de graça, de filhos do Altíssimo.
Eco de Maria
Coração Imaculado Triunfa
Em 1983, o famoso teólogo Von Balthasar disse: «Entramos num tempo em que a Santíssima Virgem Maria encontrará lugar em toda a Igreja. Nossa Senhora não é uma Santa, é a Mãe de Deus, é a Mãe de Igreja, é a criatura nova e, dentro da Igreja, deve manifestar-Se com todo o esplendor. Devemos relacionar-nos com Ela tal como Deus previu».
Para entrar numa relação viva com Maria, para penetrar no Seu Coração Imaculado, que, como anunciou em Fátima, está destinado a triunfar, é importante, antes de tudo, assumir uma atitude ativa e dinâmica. Como escreveu Santo Agostinho: «Deus criou-nos sem nós, mas não nos salvará sem nós». Toda a beleza do homem está na sua liberdade e na livre participação na dinâmica de Deus no Universo, que responde à missão que o Senhor nos confiou de governar a criação e a criatura, por meio da nossa resposta a Deus.
Existe uma atitude passiva, estática, que nada tem a ver com o Triunfo do Coração Imaculado de Maria. São diversas as situações em que o homem permanece passivo interiormente. Um elemento, que geralmente causa passividade, é o medo oculto no fundo da alma e que leva a pessoa a temer até mesmo Deus. Assim não é possível triunfar! Também a indiferença é uma característica da passividade interior: a indiferença na aproximação ao próximo, na comunicação da paz... Como pode levar o perdão ao outro, se está ferido dentro de si?
O que leva ao Triunfo do Coração Imaculado de Maria é uma atitude dinâmica, que favorece a abertura interior, aquela mesma abertura que encontramos na Virgem no momento da concepção de Jesus. O perigo que se corre nas comunidades, nos santuários, nos movimentos espirituais é o de parar. Quando pára a dinâmica numa alma, tudo pára.
O que não é Triunfo do Coração Imaculado de Maria? As fantasias, os proselitismos, fanatismos, o uso da força e os esquemas humanos que condicionam a ação de Deus. O que, pelo contrário, constitui o Seu Triunfo? É simplesmente a realidade. São Paulo, na carta aos Efésios, escreve que somos imaculados, ou melhor, santos e imaculados. O Triunfo de Maria ocorrerá quando formos capazes de corresponder plenamente à graça que nos faz imaculados.
João Paulo II, quando esteve em Fátima, consagrou o mundo a Nossa Senhora, consagrou-o «confiadamente a Maria». É preciso também acrescentar outra expressão: «abandono a Maria», que significa literalmente abandonar, dar, a fim de que Ela dê tudo a Deus. Quando nos confiamos a Maria não pertencemos mais a nós, a nossa vida pertence a Deus por meio da Virgem.
Deus deu-nos Maria como mãe; o Seu Coração é o «jardim novo» onde podemos reapropriar-nos da nossa originalidade e, na base da nossa resposta, põe-se em movimento o poder do Triunfo do Seu Coração Imaculado. Pode parecer estranho, mas sem nós não é possível. Por isso, em Mediugórie, Nossa Senhora disse: «sem vocês, sem suas orações não posso ajudá-los». É belíssimo! Somos chamados a construir um mundo novo juntamente com Nossa Senhora. Somos chamados a participar no plano maravilhoso da salvação da humanidade!
O caminho até o Triunfo do Coração Imaculado de Maria passa por nosso coração. É preciso ter a consciência de possuir a pureza da Imaculada. Muito frequentemente nos sentimos castigados, frustrados, abandonados por Deus; a fé parece-nos quase uma ilusão, fora da realidade. Realmente, já possuímos, com o Batismo, a pureza da Imaculada, mas o demônio tenta afastar-nos desta consciência para tirar-nos a esperança. Como combatê-lo? Acreditando que em todos os instantes recebemos de Deus tudo gratuitamente...
Deus é bom, ama bons e maus. Então, por que tantas vezes não Lhe permitimos que nos ame, quando cometemos erros, quando somos frágeis, quando somos fracos? Por que não permitimos Sua bondade gratuita comunicar-Se aos outros através de nosso coração? Todas as nossas orações, jejuns, sacrifícios servem para abrir-nos, para superarmos as barreiras dentro de nós e unir-nos à infinita bondade de Deus... Chegamos mesmo a nos admirar, e nos perguntamos: Por que, depois de tantos anos de penitência, não estamos transformados? A resposta é simples: porque pretendemos nos transformar por nossos próprios meios.
Se quisermos entrar no Coração da Imaculada, deveremos pedir-Lhe ajuda e acolher a bondade gratuita de Deus, em Quem se escondem todas as virtudes. Que a Imaculada encontre essa bondade em nossos corações e gere Deus em nós. Assim seremos instrumentos do Triunfo do Seu Coração Imaculado.         Eco de Maria
Continente da Esperança
No dia 27 de março, o Papa falou sobre os desafios do anúncio do evangelho no «continente da esperança» - termo utilizado em vários documentos oficiais da Igreja Católica - onde se encontram quase metade dos católicos do mundo, ao receber em audiência a Comissão Pontifícia para a América Latina.
«A Igreja necessita de muitos e qualificados evangelizadores que, com novo ardor, renovado entusiasmo, espírito eclesial, tansbordantes de fé e de esperança, falem cada vez mais de Jesus Cristo. Estes evangelizadores - Bispos, Sacerdotes e Diáconos, religiosos e religiosas, fiéis leigos - são, sob a guia do Espírito Santo, os protagonistas indispensáveis na tarefa evangelizadora, na qual contam mais as pessoas do que as estruturas, ainda que estas sejam, de certo modo, necessárias.
Tais estruturas devem ser simples, leves, só as indispensáveis, de forma que não angustiem, mas ajudem e facilitem o trabalho pastoral. Por outro lado, terão que ser eficazes, segundo as exigências dos tempos atuais». Explicou diante da Comissão presidida pelo Cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação do Vaticano para os Bispos.
É importante aproveitar todas as técnicas modernas para a evangelização, mas evitando-se excessiva burocratização, multiplicação de viagens e reuniões, ocupação de pessoas,  tempo e recursos econômicos que poderiam destinar-se, com proveito, à ação direta do anúncio evangélico e à atenção aos necessitados.
As estruturas e organizações, assim como o estilo de vida eclesial -- sublinhou -- têm de refletir sempre o rosto simples da América Latina, para facilitar uma maior aproximação às massas deserdadas, aos indígenas, aos emigrantes e desempregados, aos trabalhadores, aos marginalizados, aos enfermos, e, em geral, aos que sofrem, isto é, a todos os que são o objetivo da vossa opção preferencial.
A Comissão Pontifícia para a América Latina, criada pelo Papa Pio XII em 1958, tem a missão de aconselhar e ajudar as Igrejas particulares daquela área, assim como estudar os problemas doutrinais e pastorais que encontrem, prestando particular atenção à promoção da Nova Evangelização.                    Eco de Maria
Retornem ao fervor incial
Todas as mensagens da Rainha da Paz são significativamente voltadas para uma precisa categoria de destinatários: os «queridos filhos», que, em muitíssimos casos, na expressão original croata, é ainda mais terna: “meus queridos pequeninos”. Diz-se que Maria aponta, de modo especial, a condição mais importante para que Seus apelos maternos produzam frutos de graças nos corações: acolhê-los com a simplicidade e a humildade dos verdadeiros filhos, abertos ao dom de uma paternidade e de uma maternidade oferecidas do Alto.
A Rainha da Paz quer, de fato, conduzir-nos a vivenciar plenamente o dom da prole divina, incansavelmente oferecida por «Aquele do qual toda a paternidade nos Céus e na Terra toma o nome (Ef. 3,14-15), para fazer-nos sempre mais participantes na relação da perfeita comunhão com o Pai, que arde no coração do Filho: «Filhinhos, convido-os de novo à oração, porque com a oração vocês podem viver a conversão. Cada um de vocês se tornará, na simplicidade, semelhante a uma criança aberta ao amor do Pai» (25.07.96).
Não é por acaso que a Rainha da Paz escolheu, como testemunhas da Sua presença em Mediugórie, jovens que, no início das aparições, tinham idades compreendidas entre 10 e 16 anos. De resto, também noutras grandes aparições marianas do fim do milênio, especialmente em Lourdes e em Fátima, os interlocutores escolhidos por Maria eram todos muito jovens, mas perfeitamente à altura de corresponder, até com fidelidade heróica, a Seus convites maternos. É no eterno estilo de Deus que «escolheu o que na terra é louco para confundir os sábios, aquilo que no mundo é fraco para confundir os fortes» (1Cor. 1,27).
Tudo isto quer exprimir uma mensagem espiritual bastante mais profunda do que, à primeira vista, parece um aviso insistente vindo do Céu para esta pobre humanidade, tragicamente embriagada com o orgulho luciferiano (também espiritual!), que recusa e dissipa irresponsavelmente o dom mais precioso do Ressuscitado: a paternidade divina, única e verdadeira fonte de paz, de alegria e de vida nova para os corações dos homens e para o universo inteiro.
De fato, o mundo e, não raro, até algumas instituições eclesiais parecem esquecer com muita desenvoltura a inequivocável norma evangélica: «Em verdade vos digo, que se não vos converterdes e não vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino do Céus. Porque, quem se fizer humilde como este menino será o maior no Reino dos Céus» (Mt. 18, 3-5).
Às palavras de Maria fazem significativamente eco ao ensinamento profético do atual Pontífice: «Na criança há algo que não pode faltar a quem quer entrar no Reino dos Céus. Ao Céu estão destinados os simples como as crianças, os cheios de confiante abandono, bondosos e puros. Somente estes podem encontrar em Deus um Pai e virem ser, à sua volta, graças a Jesus, semelhantes filhos de Deus». (Carta do Papa às crianças no ano da família 13.12.94).
Não parece casual a perfeita sintonia das mensagens da Rainha da Paz com a ação magisterial do Papa, que propôs ao mundo atual a via privilegiada para alcançar com segurança a perfeição do amor evangélico, a «pequena via» da infância espiritual, admiravelmente encarnada por Teresa do Menino Jesus, por ele mesmo proclamada solenemente «Doutora da Igreja universal, em 19 de outubro de 1997. Naquela ocasião, ele afirmou: «...O vértice, como nascente e fim, do Amor Misericordioso das três Pessoas Divinas..., a base, a experiência de ser filhos adotivos do Pai, em Jesus Cristo,  é o sentido mais autêntico da infância espiritual, isto é, a experiência da prole divina sob a moção do Espírito Santo. A base frente a nós, o próximo, os outros, em cuja salvação devemos colaborar com e em Jesus, com o mesmo Seu Amor Misericordioso» (Carta Apostólica).
É precisamente este o conteúdo mais verdadeiro e profundo do apelo de Nossa Senhora em Mediugórie, a chave de ouro que nos conduz aos tesouros das graças e da alegria celeste encerrados no Coração do Pai, preparados para os filhos deste tempo: «Também Eu os convido à vida com Deus e ao abandono total a Ele... Desejo que cada um de vocês descubra a alegria e o amor que se encontra somente nEle e somente Ele pode dar. Deus não deseja nada mais de vocês, a não ser o seu abandono» (25.05.89). Maria continua a esperar com materna inquietação o nosso «sim» «para oferecê-lo a Jesus, para que Ele nos encha de novo da Sua Graça» (25.05.92). É, de fato, este o único meio capaz de abrir os níveis mais profundos da alma para acolher e doar plenamente o amor de Deus «que está derramado nos nossos corações através do Espírito que nos foi dado» (Rm 5,5), para fazer-nos realmente «instrumentos nas suas mãos para a salvação do mundo» (25.03.94). É o caminho da oferta da vida a Deus, ao qual nos convida constantemente a Rainha da Paz, o caminho espiritual a percorrer com a simplicidade e a liberdade de verdadeiros «pequenos filhos», plenamente abertos a viver com filial e confiante abandono ao Pai, «rico em Misericórdia», todas as situações de alegria e de sofrimento que Ele tem sabiamente disposto sobre o único caminho que conduz à plena comunhão com o Coração inflamado de amor: «O Meu Coração, o Coração de Jesus e o seu coração se fundam num único coração de amor e de paz» (25.07.99).       por Giuseppe Ferraro
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