Mediugórie - Eco
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Agosto de 2003 - 16 / Nossa
Senhora das Neves
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.07.03:
Queridos filhos! Também hoje, convido-os à oração.
Filhinhos, rezem até que a oração se torne alegria
para vocês. Somente assim, cada um de vocês descobrirá
a paz no coração e sua alma estará feliz. Vocês
sentirão a necessidade de testemunhar aos outros o amor que sentem
em seus corações e em suas vidas. Eu estou com vocês
e intercedo diante de Deus por todos vocês. Obrigada por terem correspondido
a meu apelo.
Somente assim descobrirão
a paz
Nossa Senhora, Rainha da Paz e Mãe de todos nós,
é perseverante como toda mãe que deseja que o filho trilhe
na vida pelo bom caminho. A Mãe Maria não deseja libertar-nos
do peso das responsabilidades, da decisão pessoal e livre por Deus,
tal como Ela própria não foi poupada de Se decidir livremente
e de Seu “Faça-se em Mim segundo tua Palavra”, em resposta ao Anjo
Gabriel. Maria, como Jesus, age conosco com grande paciência. Fala-nos
com delicadeza para não tirar nossa liberdade. Jesus, no Evangelho,
fala a seus ouvintes por meio de comparações veladas para
que cada um possa ver o suficiente e decidir-se livremente pelo Reino de
Deus, e não à força. Nossa Senhora poderia, também,
aparecer a todos. Para Ela não seria problema, porém deseja
que nossa liberdade permaneça intata, assim como nossa decisão
por Deus, que aqui se aproximou de nós por meio dEla. Como aparece
no Evangelho, também hoje podemos valorizar ou não esta graça.
Deus Se nos oferece gratuita e simplesmente. E é justamente por
causa dessa simplicidade que as mensagens de Nossa Senhora dão testemunho
durante estes 22 anos de graças.
Nossa Senhora, ainda hoje, convida-nos, ofecendo-nos a oração
como instrumento em nossas mãos. Tão logo começamos
a seguir Deus, descobrimos quão pouco O conhecemos e quão
pouco nos conhecemos a nós mesmos. A oração sempre
conduz à alegria, isto é, a Deus que é fonte da alegria.
“Somente assim, cada um de vocês descobrirá a paz
no coração e sua alma estará feliz” – nos diz Nossa
Senhora. Não existe outro caminho nem outro meio por meio do qual
possamos nos aproximar de Deus. E é justamente esse meio o que representa
a maior dificuldade para o homem e do qual este foge e se esconde, encontrando
mil razões e justificativas. Se nos colocarmos diante de nós
e diante de Deus, poderemos, com certeza, admitir que rezamos pouco. Rezamos
muito menos do que nossa alma necessita. Percebemos facilmente quando nosso
corpo sente necessidade de alimento. A alma em nós está escondida;
por isso nos descuidamos dela mais facilmente. Ela chora, clama, e nós
a esquecemos e a abandonamos. Nosso corpo tem necessidade da higiene, de
ser lavado, da mesma forma acontece com a alma. Somente Aquele que a criou
e que a conhece melhor pode lavá-la. Nós não nos conhecemos
suficientemente, menos os outros, somente Deus é Quem conhece e
penetra os segredos de nossos corações. Se nos deixarmos
levar e nos descuidarmos, descobriremos as conseqüências: nervosismo,
insatisfação, intranqüilidade, tensão, impossibilidade
de perdoar e de viver alegremente. O homem questiona-se qual a origem de
tudo isso em sua vida. A razão está na subalimentação
e no abandono de nossa alma. Nossa Senhora não nos fala sobre as
conseqüências e sobre os aspectos negativos, mas suas palavras
nos conduzem ao caminho de Deus, a tudo que é positivo, bom e santo
que o coração humano ardentemente deseja.
“Sentirão a necessidade de testemunhar aos outros o amor
que sentem em seus corações” – diz-nos Maria. O sentido de
nossa busca e aproximação de Deus não é ficar
com Ele, pois isto seria um egoísmo espiritual. O sentido e o objetivo
de nossa vida é levar os outros a Deus, testemunhar que Ele é
o Deus vivo e para Ele não existe ninguém distante ou escondido.
Isso é o que faz a Mãe Maria durante todos estes anos. Ela
o fez depois do encontro com o Anjo Gabriel, levando Jesus a sua prima
Isabel e assim se tornou a primeira missionária do amor de Deus
e de seu Reino.
Não estamos sozinhos nem abandonados, confirma-nos nossa
Mãe Celestial. Ela é nossa intercessora e advogada. Nenhum
dos que a Ela recorrem fica desamparado. Confiemos a Ela nossas famílias
para que permaneçam no caminho da vida.
Frei Liubo Kurtovic
Mediugórie, 26.07.2003
Notícias de Mediugórie
Aparições
e Videntes
Em 24.6.1981, por volta das 18 horas, seis jovens da paróquia
de Mediugórie, Ivanka Ivankovic, Miriana Dragicevic, Vicka Ivankovic,
Ivan Dragicevic, Ivan Ivankovic e Milka Pavlovic viram no monte Crnica,
no lugar chamado Podbrdo, uma figura branca com um Menino nos braços.
Surpresos e assustados, não se aproximaram.
No dia seguinte, à mesma hora, dia 25.6.1981, quatro
deles, Ivanka Ivankovic, Miriana Dragicevic, Vicka Ivankovic e Ivan Dragicevic,
sentiram-se fortemente atraídos para o local em que, no dia anterior,
tinham visto Aquela que reconheceram imediatamente como a Santíssima
Virgem Maria. A eles juntaram-se Maria Pavlovic e Iákov Colo. O
grupo de videntes de Mediugórie tinha, então, se formado.
Com a Virgem eles rezaram e conversaram. A partir daquele dia, os videntes
têm tido aparições diárias, estando eles juntos
ou separados. Milka Pavlovic e Ivan Ivankovic não viram mais Nossa
Senhora.
Miriana Dragicevic-Soldo nasceu em 18.3.1965, em Saraievo. Ela
teve aparições diárias de 24 de junho de 1981 até
25 de dezembro de 1982. Nesse dia, depois de confiar-lhe o décimo
segredo, Nossa Senhora disse-lhe que, durante toda sua vida, aparecer-lhe-ia
uma vez ao ano – no dia 18 de março, aniversário natalício
de Miriana. A partir do dia 2 de agosto de 1987, segundo suas palavras,
no dia dois de cada mês, Miriana ouve em seu interior a voz de Nossa
Senhora; de vez em quando também A vê, reza com Ela pelos
que não crêem. Miriana é casada, tem duas filhas, e
vive com sua família em Mediugórie. A intenção
de oração que lhe confiou Nossa Senhora é de rezar
pelos que não crêem – aqueles que ainda não conhecem
o amor de Deus.
Ivanka Ivankovic-Elez nasceu em
21.6.1966, em Biakovici, paróquia de Mediugórie. Foi a primeira
que viu Nossa Senhora. Teve aparições diárias até
7 de maio de 1985. Naquele dia, depois de confiar-lhe o décimo segredo,
Nossa Senhora disse-lhe que, durante toda sua vida, aparecer-lhe-ia uma
vez por ano – no aniversário das aparições, dia 25
de junho. Ivanka é casada, tem três filhos, e mora com a família,
em Mediugórie. A intenção de oração
que Nossa Senhora lhe confiou é rezar pelas famílias.
Iákov Colo nasceu em 6.3.1971,
em Saraievo. Teve aparições diárias até 12
de setembro de 1998. Naquele dia, depois de confiar-lhe o décimo
segredo, Nossa Senhora disse que lhe apareceria uma vez por ano,
no Natal, 25 de dezembro. Iákov é casado, tem três
filhos, e mora com a família em Mediugórie. A intenção
de oração que Nossa Senhora lhe confiou é rezar pelos
enfermos.
Ivan Dragicevic nasceu em 25.5.1965,
em Biakovici, paróquia de Mediugórie. Continua tendo aparições
diárias. Nossa Senhora confiou-lhe nove segredos. Ivan é
casado, tem três filhos, e mora com a família nos Estados
Unidos e em Mediugórie. A intenção de oração
que Nossa Senhora lhe confiou é rezar pelos jovens e pelos sacerdotes.
Vicka Ivankovic-Miatovic nasceu
em 3.9.1964, em Biakovici, paróquia de Mediugórie. Continua
tendo aparições diárias. Nossa Senhora confiou-lhe
nove segredos. Vicka é casada, tem uma filha e mora em Krehin Grac,
próximo de Mediugórie.
A intenção de oração que Nossa Senhora
lhe confiou é rezar pelos enfermos.
Maria Pavlovic-Lunetti nasceu em
1.4.1965, em Biakovici, paróquia de Mediugórie. Continua
tendo aparições diárias. Por meio dela, Nossa Senhora
transmite Sua mensagem mensal à paróquia e ao mundo no dia
25 de cada mês. De 1.3.1984 a 8.1.1987, essas mensagens eram dadas
todas as quintas-feiras. A partir de 1987, a mensagem é dada no
dia 25 de cada mês. Nossa Senhora confiou-lhe nove segredos. Maria
é casada, tem quatro filhos, e mora com a família na Itália
e em Mediugórie. A intenção de oração
que Nossa Senhora lhe confiou é rezar pelas Almas do Purgatório.
(dos arquivos do Centro de Informações "MIR"
Mediugórie)
Um caminho para Deus
Ao comemorar-se o 22º Aniversário da presença
da Rainha da Paz entre nós, em Mediugórie, parece-me importante
fazer uma pergunta fundamental: qual o objetivo desta Sua longa presença?
Somente compreendendo verdadeiramente o objetivo, pode-se compreender o
caminho que a Santíssima Virgem Maria nos propõe.
Maria é Mãe e aplica uma pedagogia maternal. Nos
primeiros anos das aparições, a curiosidade espalhava-se
e as atenções de todos estavam voltadas para a procura de
milagres mais externos. Aí a própria Santíssima Virgem
chamou-nos a atenção relativamente a tal atitude que, no
fundo, distraía-nos do profundo caminho espiritual ao qual Ela queria
conduzir-nos.
Creio que o objetivo das aparições em Mediugórie
é ajudar-nos a colocar Deus no centro de nossa vida, isto é,
converter-nos a Ele. Ao compreendermos isto, descobriremos também
que Mediugórie é, sobretudo, um caminho para Deus, mais que
uma realidade externa. A paróquia de Mediugórie, as aparições,
os videntes.... têm apenas o objetivo de fazer-nos entrar numa relação
de amizade com Jesus, que se revela por meio dos Sacramentos e por meio
da Igreja.
As Mensagens da Santíssima Virgem Maria convidam-nos
realmente a integrar-nos ativamente no caminho de nossas paróquias
(mensagem de 31.10.85), porque só na Comunidade Cristã encontramos
a Eucaristia que, como nos ensina o Concílio, é «fonte
e vértice» da vida eclesial e também do nosso caminho
espiritual pessoal.
Se, ao invés de se falar tantas palavras sobre Mediugórie,
nos empenhássemos em percorrer o caminho indicado por Maria, e o
testemunhássemos com nossa vida, muitos problemas relacionados com
o acolhimento deste fenômeno desapareceriam. Os frutos testemunham
mais eficazmente que palavras e a Rainha da Paz deseja que sejamos
testemunhos vivos de Sua presença (20.09.85).
Mesmo já tendo passado 22 anos, o perigo da dispersão
continua existindo e, por isso, Deus educa-nos através das circunstâncias
da vida quotidiana de Mediugórie que são muito mutáveis.
Por exemplo, as aparições, hoje, acontecem nas casas
particulares dos videntes, e muito raramente os peregrinos podem assisti-las.
Muitos lamentam este fato, mas creio que faz parte de um plano preciso
de Maria, que deseja ensinar-nos que todos devemos acolhê-La no coração,
mais do que vê-La com os próprios olhos.
A vidente Vicka disse que, se abrirmos o coração
no momento das aparições, Nossa Senhora vem a cada um de
nós, de modo particular, onde quer que estejamos (não só
em Mediugórie, mas também em nossas casas). Devemos acolhê-La
só no nosso coração.
A oração torna-se agora uma experiência
fundamental maior para o peregrino em Mediugórie. Isto é
o que Nossa Senhora deseja. Por quê? Porque só o peregrino
que encontra profundamente Deus na oração, guiado por Maria,
poderá tornar-se, na vida de cada dia, verdadeiro testemunho da
presença da Rainha da Paz.
Depois de todos estes anos, a Santíssima Virgem Maria
tem-nos levado a viver, cada vez mais em profundidade, suas Mensagens em
nosso coração, e continua a encorajar-nos a procurá-La
diariamente, na normalidade de nossa vida. Se Ela viver em nossos corações,
poderá servir-Se de nós como instrumentos e guiar-nos-á
sempre para Deus. Assim, também a Igreja poderá acolher plenamente
a graça da presença da Rainha da Paz e renovar-se sempre
mais no amor de Deus. Manuel Reato
A visita de Maria de Nazaré
«A que devo que a Mãe do meu Senhor venha a mim?»
Palavras com que Santa Isabel acolheu a Santíssima Virgem Maria
que, levando Jesus em seu ventre, visitou sua parente anciã. Com
estas palavras, Santa Isabel desejava dizer: «A que devo que a Cheia
de Graça, isto é, a Portadora da Graça que enche o
Seu seio, entre na minha casa e permaneça, para partilhá-La
comigo?».
Palavras antigas mas sempre novas, porque também nós,
diariamente visitados em Mediugórie pela Virgem de Nazaré,
podemos agradecer pelo privilégio de acolhê-La e de aceitar
os dons que Ela nos traz.
«Este é um tempo de graça...» repete-nos
incansavelmente a Santíssima Virgem Maria em Suas mensagens.
Talvez Ela também queira dizer: Este é o tempo em que lhes
trago Jesus vivo, dispensador de todas as graças: acolhei-O, acolhei-Me
como naquele tempo acolheu-Me Isabel. Dessa forma, do mais profundo do
seu ser brotará também um canto que engrandecerá o
Senhor e aperceber-se-á das «grandes coisas» que
Ele faz em sua vida: de como muitas vezes Deus tem «estendido o poder
do Seu braço» para levantá-lo de suas quedas; de como
tem «dispersado os pensamentos dos soberbos» que querem escravizá-lo
e humilhá-lo, de como Ele o tem «enchido de bens», todas
as vezes que você tem fome de amor, de justiça, de verdade,
de equidade... De como Ele o tem resgatado pelos seus direitos, fazendo
cair os «prepotentes dos tronos», quando vê «a
humildade dos Seus servos»...
Como não sentir verdadeiramente estas palavras que Maria
sussurra no nosso coração todas as vezes que, na oração,
nos aproximamos dEla e nos colocamos em atitude de escuta! Como não
exultar pela vida nova que entra em nós, nos nossos dias, quando
acolhemos Maria, fazendo coisas simples, aparentemente insignificantes,
mas cheias de intimidade e de confiança!
Deus, em Maria, «olhou a humildade» de quem soube
fazer-se «Sua Serva», isto é, pronta para o serviço
e para o dom de Si. Também nós atraímos o olhar do
Onipotente que se enternece ao ver-nos empenhados a romper com o nosso
orgulho, tentando superar as angústias, fruto do nosso egoísmo,
para colocar-nos a serviço dos irmãos. Quem se encontrar
conosco poderá exclamar «bem aventurados vós que haveis
acreditado no cumprimento das Palavras do Senhor» (cf. Lc 1,45),
vós que estais cheios da Graça e desejais comunicá-La
ao mundo. Obrigada, porque não a trazeis para vós mesmos,
mas A dais, a fim de que também nossas vidas se tornem um Magnificat!
Stefania Consoli
Vão e experimentem
“Já faz tempo que alguém me falou que, em Mediugórie,
Nossa Senhora estava aparecendo diariamente. Essa notícia produziu
em mim certa curiosidade e desejei vir e ver. Falei sobre o assunto com
algumas pessoas. Alguns, como eu, estavam abertos, enquanto outros pensavam
que se tratasse de uma brincadeira, que seria impossível. Eu sempre
desejei vir, mas não tinha recursos financeiros.
Em Johanesburg, oriento vários grupos marianos. Falei-lhes
sobre meu desejo. Um dia, chamou-me pelo telefone uma senhora desconhecida
e disse: “Gostaríamos que fosse conosco numa peregrinação
a Mediugórie.” Respondi-lhe: “Naturalmente. Estava esperando essa
oportunidade!”
A devoção e a fé em Nossa Senhora são,
às vezes, muito fracas e inexistentes. Alguns consideram impossível
Nossa Senhora estar aparecendo assim por tanto tempo, diariamente. Pessoalmente,
considero que este é um grande desafio para nossa fé, se
considerarmos que no plano geral de Salvação nada é
surpreendente, que tudo isso aconteceu, acontece e acontecerá no
plano da Salvação. Pessoalmente, não tenho problemas
em acreditar que Nossa Senhora esteja aparecendo em Mediugórie diariamente.
Poderia, inclusive, aparecer permanentemente, pois sabemos que Ela está
constantemente conosco em qualquer parte. Não A vemos, mas
Deus pode permitir que Ela seja vista. Por isso, acredito que Nossa Senhora
pode ser vista em Mediugórie diariamente. Considero que o desafio
de Mediugórie está completamente de acordo com o ensinamento
da Igreja e com a formação teológica que recebemos
como sacerdotes. Penso que o verdadeiro desafio consiste em colocar em
prática o que já aprendemos. Para mim, o desafio de Mediugórie
consiste no seguinte: despertar o que já temos no coração
e na mente e refletir sobre nossa vida. Impressionou-me profundamente o
espírito de oração e de devoção que
reina aqui. Estive no retiro para sacerdotes e fiquei impressionado com
o espírito cordial, o espírito fraterno que reina entre os
sacerdotes que chegam de diversos países, plenos de seriedade e
pontualidade, plenos de oração e vigílias. Observei
que os sacerdotes tinham fome de tudo isso. Os palestrantes foram excelentes.
A quem me perguntar sobre Mediugórie, apenas direi isto: Vão
e experimentem por si próprios! Isso é tudo!”
D. Gerard Ndlovu, Bispo Emérito de Umzimklu, África
do Sul (Press Bulletin)
Aqui a fé está
viva
De 7 a 9 de junho, esteve em Mediugórie Dom Salvador
Pinheiro Garcia Calderon, ordinário militar de Lima, Peru. O Bispo
participou do encontro com o Santo Padre em Dubrovnik, Croácia.
Durante sua permanência em Mediugórie, falou com
os franciscanos do lugar e conheceu de perto a vida de oração
da paróquia. Subiu a Colina das Aparições e o monte
Krizevac. Tocou-lhe, de modo particular, a devoção dos fiéis
durante o programa de oração da tarde na Igreja.
Eis o que falou sobre suas impressões: «Aqui a
fé está viva, aqui sinto o quanto Deus é indispensável
a cada um de nós, porque, subindo o Krizevac, vi muitíssimos
fiéis, velhos e novos, sadios e doentes, que rezavam sinceramente.
É evidente que se dá glória a Deus e, por isso,
fico agradecido».
Última esperança:
a fé cristã
Chegaram a Mediugórie 32 peregrinos de Haifa, Israel,
acompanhados por Frei Naaman, sacerdote libanês que trabalha em Israel,
na grande paróquia Greco-Católica de Haifa.
Um dos peregrinos disse: «No meio dos conflitos pelos
quais nosso país está passando, nossa única esperança
é a fé cristã. Viemos da Terra Santa, mas nossa fé
diz-nos que a terra inteira deve ser santa e que devemos rezar por toda
a gente e pela paz no mundo inteiro».
Uma pétala seca de
rosa
Regina é mãe de três meninas. Antes, não
tinha qualquer relacionamento com Nossa Senhora, mas sua vida transformou-se
depois que seus amigos começaram a falar-lhe sobre Mediugórie.
“A cada gravidez eu ficava doente: enxaquecas, náuseas,
aversão a todo o tipo de alimentos e dores abdominais. Quando esperava
meu quarto filho, aconteceu o mesmo! Estava tão doente que tinha
que mandar meus filhos para a casa de familiares, seguidamente, durante
várias semanas, e também para a casa de amigos. O médico
ameaçava hospitalizar-me se continuasse a emagrecer. Ficava de cama,
na penumbra dum quarto. Não é necessário dizer que
começava a pensar em não ter mais filhos!
Durante o tempo da doença, supliquei à Virgem
que Se me mostrasse. Tinha ouvido amigos falarem das aparições
de Mediugórie. Sentia-me intrigada com a notícia das aparições
de Nossa Senhora, em nossos dias, numa aldeia tão distante.
Falei a Nossa Senhora que desejava conhecê-La melhor e
amá-La da forma como meus amigos A amavam!
Durante minhas terríveis enxaquecas, comecei a pedir
a Maria que Se sentasse junto de mim. Pedia-o constantemente, dizendo-Lhe
que acreditava verdadeiramente que Ela estava ali.
Uma sexta-feira, mandei meus filhos para casa da Meghan, uma
das amigas que conheciam Mediugórie. Nesse dia, eu estava muito
doente. À noite, depois de ter provocado vômitos, deitei-me
e senti-me horrivelmente mal. No dia seguinte, pela manhã, ainda
estava deitada, quando meu marido trouxe-me do carro uma sacola com as
fraldas do bebê que, na véspera, eu enviara com minhas filhas
para a casa de Meghan. Logo que ele deixou a sacola no quarto, senti-me
melhor. Sentei-me, senti fome e comi alguma coisa. Depois, vesti-me e comecei
um dia normal! Isto parecia-me tão normal, que nem sequer dei-me
conta da diferença. Para mim foi o mais belo dia do mundo! No fim
do dia, encontrei na sacola de fraldas um envelope da Meghan. Dentro dele
estava uma pétala seca de rosa e umas palavras de Meghan, explicando
que a pétala tinha sido abençoada pela Virgem durante Sua
aparição a um dos videntes de Mediugórie. Por isso,
enviara-me a pétala, rezando para que ela me trouxesse uma bênção!
Ora, esta pétala entrou no meu quarto, na sacola de fraldas,
no sábado de manhã, e foi exatamente naquele momento em que
fiquei curada! A presença física da pétala de rosa
bastou para me curar, apesar de só mais tarde, à noite, ter
sabido que estava lá. Desde esse momento, sinto-me cem vezes melhor,
tomo banho com as crianças e brinco com elas no escorregador! Sou
muito reconhecida a Jesus e a Maria por viver de novo! Desde então,
meu marido e eu tencionamos ir a Mediugórie! Isto que recebemos
é um maravilhoso sinal da presença e do amor de Maria!”
childrenofmedjugorje
Vocês são responsáveis
pelas mensagens!
No mês passado, o Cardeal Crescenzio Sepe, Perfeito da
Congregação para a Evangelização dos Povos,
ao dedicar um santuário a Nossa Senhora das Sete Dores em Kibeho,
em Ruanda, pediu para que as pessoas “esquecessem o triste passado da guerra
fratricida”. Kibeho foi uma das regiões mais duramente atingidas
pelo genocídio que ensangüentou a África central entre
1994 e1995.
Eu estava com a vidente Ivanka durante sua aparição
anual em Mediugórie, no dia 25 de junho de 1993, antes de começarem
aqueles acontecimentos. Durante a aparição, a Virgem mostrou
a Ivanka cenas horríveis em que negros matavam outros negros. Nossa
Senhora disse a Ivanka que tudo aquilo podia ser evitado se correspondêssemos
mais a Seu pedido de oração e de sacrifício. Ivanka
foi fiel, como vidente, em receber e transmitir a mensagem. E nós
fomos fiéis em viver e dar a conhecer a mensagem? A Virgem diz-nos,
a todos: “Vocês são responsáveis pelas mensagens!”
(5.8.86). Que esta lembrança nos leve a viver ainda mais intensamente,
e com renovado entusiasmo, as mensagens de Nossa Senhora!
childrenofmedjugorje
“Eis o Mistério da
fé”
A Jornada Mundial de Oração pela Santificação
dos Sacerdotes coincide com a solenidade do Sagrado Coração
de Jesus, que neste ano se celebra nesta sexta-feira, 27 de junho, com
o lema proposto pelo cardeal Darío Castrillón Hoyos, Prefeito
da Congregação Vaticana para o Clero: «A Eucaristia
e o sacerdote, unidos inseparavelmente pelo amor de Deus».
Numa carta enviada aos bispos e sacerdotes do mundo, por aquela
ocasião, o purpurado colombiano constata que «a festa do Sagrado
Coração de Jesus nos convida a contemplar o amor que surge
da fonte inesgotável de Cristo e se difunde a toda a humanidade
por meio do “Dom por excelência”, que é a Eucaristia».
A Festa do Sagrado Coração de Jesus foi divulgada
a partir das aparições de Cristo (a mais famosa aconteceu
em 16 de junho de 1675), a Santa Margarida Maria de Alacoque (1647-1690),
religiosa da Visitação, na localidade francesa de Paray-le-Monial.
Segundo as atas do processo de canonização, Cristo,
na aparição, confessou à religiosa Sua dor pelos pecados
e sacrilégios da humanidade, mas sobretudo pelas infidelidades dos
que se consagraram a Ele.
O Cardeal Castrillón, em sua carta, explica que «cada
Celebração Eucarística está destinada a despertar
a consciência dos que participam dela».
«No sacerdote desperta a responsabilidade para com um
mundo que deve ser transformado, transfigurado pela Eucaristia».
«Pronunciando ou ouvindo as palavras “Eis o Mistério
da fé”, o sacerdote entende melhor que este brado de fé o
impulsiona para um mundo no qual Cristo opera maravilhas e sente urgir
dentro de si o sentido improrrogável missionário de estender
seu Reino por todas as partes», sublinha a carta vaticana.
«A maravilha desta presença abre a porta da alma
do sacerdote para uma nova esperança, que supera todos os obstáculos
que se acumulam na vida de seu ministério, muitas vezes em meio
a lutas e provas».
A carta é um comentário à última
encíclica de João Paulo II, «Ecclesia de Eucharistia
vivit», que tem por objetivo redescobrir o mistério do amor
deixado por Cristo neste Sacramento como meio para renovar, desde seus
fundamentos, a vida da Igreja Católica.
Noutra mensagem enviada pelo Cardeal Castrillón a todos
os Bispos do mundo, ele dá indicações sobre o modo
como pode ser vivida esta Jornada. Sugere momentos de «prolongada
adoração ao Santíssimo Sacramento», como meio
para redescobrir o valor da Eucaristia e, portanto, a identidade do Sacerdote.
Eco de Maria
O Rosário nos ajudou!
Se na Ucrânia fosse erigido um monumento dedicado a quem
salvaguardou a fé cristã durante a sangrenta perseguição
comunista, deveria ser de «uma mulher idosa com o rosário
nas mãos».
O Bispo Markijan Trofimiak revela: «Não posso imaginar
minha mãe sem o Rosário nas mãos, nem tão pouco
os fiéis daquela época tão difícil, sem o Rosário...
Para melhor dizer, não posso imaginar o renascimento da nossa Igreja
na Ucrânia sem o Rosário».
Hoje não são apenas as mulheres idosas que rezam
o Rosário. A geração dos «filhos dos mártires»
compreenderam, na própria pele, o valor do Terço. Sim, na
Ucrânia toca-se com a mão a força do Rosário.
A irmã Emilia Vandye escreve que as «Ave-Marias» transformaram
os «gulag» em santuários, em «mosteiros»
de oração. E o sacerdote Zenovij Koltun, sobrevivente da
perseguição, afirma: «A oração comunitária
do Rosário era sempre a fonte da vida espiritual. Um pequeno cordão
atado, que ninguém podia reconhecer e denunciar, estava sempre comigo,
no caminho ou no trabalho. Meu irmão, com um simples lápis
ou uma caneta, fazia rosários marcando as contas».
Eco de Maria
Como se vissem o invisível
Na expectativa do Papa, os «novos evangelizadores»
deverão ser selecionados entre «pessoas que sejam peritos
e enamorados de Deus», porque, sublinhou, recordando os ensinamentos
de Paulo VI, «o mundo reclama evangelizadores que lhes falem de um
Deus conhecido e que seja seu familiar, como se vissem o invisível».
Eco de Maria
Como contribuir para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie
podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também
ser deposita-das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal,
Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus
caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. As contribuições
efetuadas devem ser informadas para anotação no cadastro.
Ordenação
Sacerdotal
Convite
A Comunidade Servos da Rainha convida
benfeitores, peregrinos e amigos de Mediugórie para a Ordenação
Sacerdotal de seu coordenador, o Diácono Reinaldo de Araújo
Pinheiro, a ser realizada na Catedral de Luziânia (40 Km de Brasília),
às 10hs, do dia 11 de outubro de 2003, por imposição
das mãos de Dom Agostinho Stefan Januszewicz.
Os participantes provenientes de outros
Estados e cidades poderão, se desejarem, ser acomodados na Casa
de Retiro da Comunidade ou em Hotel próximo. Para tanto, pedimos
confirmar sua presença com antecedência, pelo telefone
(61) 624-5511.
Podemos providenciar, também, os
translados do Aeroporto ou Rodoferroviária para a Comunidade e para
a Catedral. Sejam todos bem-vindos.