Mediugórie - Eco 210
Setembro 2003 - 08 / Natividade de Nossa Senhora
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.08.03:
 
Queridos filhos! Também hoje os convido a agradecer a Deus em seus corações por todas as graças que Ele lhes concede, também por meio dos sinais e das cores que estão na natureza. Deus deseja aproximá-los dEle e exorta-os a darem-Lhe glória e louvor. Por isso, convido-os, mais uma vez, filhinhos, rezem, rezem, rezem e não se esqueçam: Eu estou com vocês! Intercedo junto a Deus por cada um de vocês até que sua alegria nEle seja completa. Obrigada por terem correspondido a meu apelo
Agradeçam a Deus
Na mensagem de hoje, Nossa Senhora nos convida à oração de agradecimento por tudo que Deus nos tem dado e nos concede. Tudo quanto Ele criou é para o homem e pelo homem. Isso nos é confirmado no livro do Gênesis: “Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os viventes que se movem sobre a terra.” E Deus continuou dizendo: “Eu lhes dou todas as plantas que produzem semente sobre a terra, e todas as árvores que dão frutos com semente: elas lhes servirão de alimento.” (Gn 1,28 b -29). Deus criou o homem graças a seu imenso amor. No coração do homem está impresso o selo de seu Espírito e de seu amor, da maneira mais perfeita. Todas as outras criaturas são apenas sinais da presença de Deus. O homem é a imagem de Deus. O coração humano está intranqüilo enquanto não repousa em Deus; por isso nada pode trazer paz ao homem, a não ser Deus. Ninguém e nada pode extinguir no homem este desejo, esta fome e sede de Deus. A história nos confirma que Deus tem morada perene no coração e na mente das pessoas de todas as gerações. O homem busca a Deus de diversas formas, consolando-se com diversas fontes que podem, muitas vezes, ser falsas. Com Nossa Senhora estamos seguros de que chegaremos à fonte sadia, a Deus. Promete-nos sua intercessão até que nossa alegria nEle seja completa.
Da forma como Deus olhou misericordiosamente a pequenez de sua Serva, a sempre Virgem Maria, assim Deus olha e ama cada homem. Nossa Senhora nos orienta a olhar primeiramente tudo que nos rodeia, as maravilhosas obras de Deus que, por si mesmas, sem o Criador, não poderiam ter existido. Pelas coisas e criaturas criadas concluímos que o Criador existe. Se as criaturas podem ser tão formosas e perfeitas, quanto não o será seu Criador! Desprezar o que Deus criou é o mesmo que desprezar o próprio Criador. Este mundo que nos rodeia, cada homem e nós mesmos, somos obra de suas mãos e de seu amor. Este mundo é o mundo de Deus, e todo o universo respira a vida do Deus vivo. Tudo o que somos, o que vemos e temos não é nosso, mas de Deus. Não nos pertencemos a nós mesmos, mas a Deus. A Terra não é nossa, mas de Deus, é obra sua. Por isso o homem deve permanentemente investigar este mundo maravilhoso e suas leis, que ainda não conhece totalmente. Por ser o homem um estrangeiro aqui na Terra, e pelo fato de a Terra não ser obra sua, ele deve investigar e conhecer suas leis.
Um escritor eslovaco escreveu uma novela chamada: “A quem pertence o sol”, que fala sobre um menino de família muito pobre. Ele não sabia que era pobre porque viviam felizes. Veio a descobri-lo porque, na escola, começaram a chamá-lo de pobre. Então o menino perguntou a sua mãe: “Por que somos pobres?” Recebeu esta resposta: “Porque esta casa não é nossa, porque isto não é nosso, nem isso é nosso…” O menino ficou surpreso. Isso ele não o sabia. Por fim, fez a última e decisiva pergunta: “E então, a quem pertence o sol?” A resposta da mãe causou-lhe muita alegria: “O sol pertence ao bom Deus.” Foi a revelação da paternidade divina que o acompanhou durante toda sua vida.
Comecemos a agradecer a Deus. Aprendamos a rezar dando graças não apenas pelo bem e pela beleza em nossa vida, mas também pelo que é difícil, cansativo e incompreensível, sabendo que Deus, para aqueles que o amam,  tudo converte em bem.
Aprendamos com Maria e rezemos com Ela.                 Fr. Liubo Kurtovic
Mediugórie, 26.08.2003
 
Notícias de Mediugórie
Assunção de N. Senhora
 
Na festa da Assunção de Nossa Senhora, milhares de peregrinos, provenientes do país e do estrangeiro, visitaram Mediugórie. Durante a manhã, foram celebradas Santas Missas em aproximadamente dez idiomas. A Santa Missa vespertina foi presidida pelo Provincial, Frei Slavko Soldo, da Província Franciscana de Herzegovina, com a presença de 45 sacerdotes concelebrantes. Também este ano, um grande número de peregrinos croatas descalços chegaram durante a noite, depois de dezenas de quilômetros de caminhada.
Jovens em Mediugórie
Também este ano, de 31 de julho a 6 de agosto, realizou-se em Mediugórie o Encontro Internacional de jovens em que se reuniram aproximadamente 17.000 jovens de todo o mundo. No encontro estiveram presentes cerca de 350 sacerdotes que chegaram com seus jovens paroquianos. O tema do encontro foi: “Abram-me seus corações por meio do Rosário”. No programa vespertino de oração, além dos jovens, participaram também cerca de 20.000 fiéis.
Os conferencistas e os testemunhos convidaram os jovens a que, por meio da reza do Rosário com Nossa Senhora, conhecessem Jesus Cristo, irmão de cada homem e Salvador do gênero humano, tão necessário hoje em dia aos jovens.
Este encontro foi também uma experiência espiritual excepcional para todos os jovens que dele participaram; por isso convidamos os jovens a que, no próximo ano, venham a Mediugórie renovar sua fé em Deus, na Igreja e no Papa. O encontro foi traduzido simultaneamente em 19 idiomas.
Na manhã da Transfiguração, depois da Missa de encerramento do encontro no alto do monte Krizevac, de manhã bem cedinho, o sol começou a aparecer sobre a cruz. Todos os que vão a Mediugórie são encarregados também de difundir as mensagens da Rainha da Paz.                                 Press Bulletin
Franciscanos de Mediugórie
Os franciscanos de Mediugórie pertencem à província Assunção da Virgem Maria, da Herzegovina. Uma bela pintura mural da Assunção decora a nova catedral franciscana de Mostar. Este quarto mistério glorioso tem, para nós, filhos da Virgem de Mediugórie, uma profundidade suplementar. Nossa Senhora volta do Céu no Seu corpo. Recebemos qualquer coisa especial que antes não tinha sido oferecida pelo Céu. Este dia de festa é nosso de maneira muito especial.
                         Childrenofmedjugorje
Um sacrifício por amor
Quando São Maximiliano se apresentou voluntariamente para ser levado para o bunker da fome em vez de outro prisioneiro, introduziu Deus nesta situação. Cada vez que nós fazemos o menor sacrifício por amor, introduzimos Deus nessa situação particular ou nessa relação. Vamos dar hoje à Virgem esse presente: um pequeno sacrifício por amor. Somos chamados a ser como São Maximiliano. Na situação em que nós próprios nos encontramos, vemos pessoas que têm medo ou que estão sozinhas, condenadas à morte pelo inimigo. Não sabem para onde se dirigir. Podemos levar-lhes o oásis de paz que é Mediugórie, levando-lhes nossa fé e nossa confiança em Jesus. Podemos encorajá-las e enchê-las de esperança, com nossa oração e nosso amor. É uma tarefa que cabe a todos nós: proteger o oásis de paz para que permaneça sempre intacto. Com nossa fé e com nosso amor podemos proteger Mediugórie e estendê-lo ao mundo inteiro. É essa a batalha em que nos encontramos.
Se durante a falta de luz eu me encontrasse preso no metrô de Nova Iorque, teria introduzido Deus naquela situação? Está escrito na primeira leitura da Missa de hoje que dois sinais apareceram no céu (Ap 12). Uma batalha espiritual feroz. Temos que estar de um ou do outro lado, não há meio termo.
Cidade da Imaculada
Recordo-me de ter falado, há anos, com Francis Gajowniczek, o homem cujo lugar São Maximiliano tomou no bunker da fome. Alegramo-nos, juntos, com todas as graças oferecidas hoje ao mundo através de Mediugórie e ele me falou algumas palavras do Padre Kolbe: “Penso que, em cada nação, deveria ser erigida uma ‘Cidade da Imaculada’, permitindo assim à Imaculada agir por todos os meios, inclusive os mais modernos. Todas as descobertas deveriam ser utilizadas para servi-La, seja no comércio, na indústria, no desporto, ou mesmo na rádio e na televisão. Numa palavra, toda descoberta iluminaria nossas mentes e inflamaria nossos corações!”
Imagens que convertem
1. O simples fato de ver Mediugórie pela televisão pode conduzir à graça da conversão.
A atriz Lola Falana disse que, em 1988, estava de cama, sofrendo de uma esclerose em placas, quando, por acaso, viu na televisão alguma coisa sobre Mediugórie. A Virgem Maria era algo novo para ela (pois não era católica), mas Lola disse que daria toda sua celebridade a Deus em troca de poder ir àquela aldeia e também poder subir aquela Colina. Sentiu que Maria lhe dizia sim, que iria a Mediugórie e subiria o monte Krizevac! Lola foi lá e ficou curada. Ela abraçou o Catolicismo e, desde então, centra sua vida diária nos Sacramentos e no Rosário!
2. Em junho de 1974, virei as costas para Deus, para a Igreja e para o sacerdócio. A decisão de abandonar tudo aquilo em que antes acreditava não foi tomada numa noite. Processou-se ao longo de anos e eu jurava, a mim mesmo, nunca mais voltar nem para o sacerdócio nem para a Igreja. Os dezessete anos que se seguiram à minha partida do ministério ativo foram difíceis e cheios de provações. Mas tinha tomado minha decisão de não voltar atrás. Um dos meus amigos padres perguntou-me um dia se alguma vez pensara em voltar. Embora apreciasse o fato de ele se preocupar comigo, respondi-lhe que era impossível, pois tinha deixado de acreditar. Deus era real? Era uma força no universo? Era uma pessoa? Já nada sabia. Espiritualmente, tinha tocado o fundo.
Em agosto de 1988, assisti um programa chamado “Pittsburgh, hoje”. O programa da tarde era consagrado aos estranhos acontecimentos numa pequena aldeia da Iugoslávia, chamada Mediugórie. Por uma razão desconhecida, decidi gravar aquele programa para assisti-lo mais tarde. Naquela noite assisti o vídeo, não uma vez, mas duas, três vezes. Não me cansava. Quis saber mais. Escrevi à cadeia de televisão para pedir mais informações.
Devagar, mas com firmeza, minha vida começou a mudar. Até então, qualquer que fosse a teologia que eu professasse, era quase inteiramente oposta aos ensinamentos da Igreja. A um certo momento, já tinha negado todo o mistério sacramental, especialmente o ensinamento da Igreja sobre a Eucaristia. O que aconteceu depois é difícil explicar, porque não ocorreu tudo de uma única vez. De repente, percebi que novamente estava acreditando. Não havia mais dúvidas, mais perguntas, eu acreditava! Obrigado meu Deus, eu acredito!
Já não me confessava havia 18 anos. Senti a necessidade de contar tudo a um sacerdote. Descobri um franciscano de Nossa Senhora da Ponta, em Pittsburgh. Quando saí da igreja, estava espiritualmente purificado, pela primeira vez, depois de muitos anos.
O pensamento de retomar ativamente o ministério sacerdotal ainda não me passara pela mente. Estava feliz e contente por ter reencontrado a fé. Que mais poderia pedir? O milagre aconteceu num sábado de manhã, dia 24 de setembro de 1988, na antiga festa de Nossa Senhora de Rançon. Acordei por volta das 5h30 da manhã. O primeiro pensamento que me veio à mente foi que deveria retomar o sacerdócio! Cerca de um ano depois, recebi um chamado do Bispo. Tinha boas notícias. Roma tinha respondido favoravelmente e retomei o ministério sacerdotal. Em junho de 1993, fiz uma peregrinação a Mediugórie, em ação de graças ao Senhor e a Nossa Senhora, pelas numerosas bênçãos e graças recebidas. A coroação desta minha viagem foi subir a montanha da Cruz, onde ajoelhei para agradecer. Concelebrar todos os dias a Santa Missa na igreja de São Tiago foi uma experiência que jamais esquecerei. Que felicidade, quantas lágrimas de alegria!»
3. Jim Jennings, considerado sem esperança pelos oficiais da prisão, tinha passado a maior parte de sua vida atrás das grades. Cumprindo pena por assassinato numa penitenciária do Estado de New Jersey, assistiu pela televisão algo sobre Mediugórie. Em seu íntimo, compreendeu que era verdade. Acreditou imediatamente e recebeu nesse momento a graça da conversão! E esse fogo da conversão propagou-se. Pouco tempo depois, os prisioneiros consagraram a prisão ao Coração Imaculado de Maria! Nestes últimos quinze anos, o caminho nem sempre foi fácil para Jimmy. Nos quatro primeiros meses de sua liberdade condicional dormia no sofá de nossa sala de oração. Ele continua neste caminho até hoje. Para ele e sua mulher Kathryn, a fé católica é a coisa mais preciosa que possuem.
Denis Nolan - childrenofmedjugorje
Ordenado Bispo secretamente
Experimentei poderosamente Mediugórie em 1989, quando rezava pelo fim do comunismo em meu país. Por causa das medidas repressivas dos comunistas, fui ordenado Bispo secretamente, posto que as ordenações públicas não eram permitidas.
Como Bispo e pessoa de fé, vejo Mediugórie como uma força e uma graça em minha vida. A cada passo, percebe-se como Nossa Senhora está aqui presente de maneira especial. Aqui as pessoas rezam e sentem a presença de Deus. Em meu país, as pessoas conhecem os acontecimentos de Mediugórie e sempre manifestam o desejo de ter um Terço de Mediugórie. Em Mediugórie, vêem-se muitos jovens que rezam e, por meio de Nossa Senhora, procuram Deus. Isso é sinal de nova abertura à mensagem de Deus. Naturalmente, voltarei outra vez a este lugar de oração, porque aqui todos nós estamos, por meio de Nossa Senhora, mais próximos de Jesus. E onde está Jesus, está também Nossa Senhora.
Dom Irynei Bilyk, Bispo  de Buchach, Ucrânia (Press Bulletin)
A alegria de ter Jesus
(Frei Slavko Barbaric, jan/98)
A situação atual das aparições é esta: Somente três videntes têm as aparições diárias de Nossa Senhora. São eles: Maria Pavlovic, Ivan e Iákov. Vicka está numa quarta pausa nas aparições, que durará até 29 de fevereiro. Para ela foi uma triste surpresa esta nova pausa, mas aceitou-a com muita tranqüilidade.
As atuais mensagens são os pontos-chave para entendermos os apelos principais de Maria Santíssima: paz, conversão, oração, penitência e fé.
Todas as mensagens dos dias 25 de cada mês, assim como as que recebíamos às quintas-feiras, são como pedras de um mosaico: colocadas uma ao lado da outra, teremos a figura completa. Colocando cada mensagem ao lado das demais, entenderemos os grandes apelos da Virgem Maria. As mensagens parecem todas iguais, principalmente para os que as lêem e depois as deixam de lado. Mas se as colocarmos lado a lado e meditarmos sobre elas, perceberemos a grande sabedoria de Maria.
Uma expressão importante, que Nossa Senhora repete sempre, é: "Queridos filhos!' Esta saudação é muito significativa; não são palavras vazias e sem sentido. Segundo a experiência dos videntes, Maria Santíssima é, sobretudo MÃE - Mãe que nos ama, nos abençoa e confia na nossa colaboração.
É a própria Nossa Senhora Quem nos apresenta ao Senhor. Isto é importante, porque Ela continua sendo a Mãe que fica conosco. Numa mensagem, disse: «Estou com vocês e continuarei com vocês no caminho de sua conversão». O fato de aparecer continuamente é uma prova de que Ela está caminhando conosco.
Como Mãe, convida-nos à consagração. Isto significa, em primeiro lugar, deixar de lado o caminho da dessacralização, porque o pecado desconsagra-nos. O convite à consagração significa sermos chamados a uma profunda conversão.
A consagração tem, também, outro aspecto importante: Nossa Senhora convida cada um de nós à conversão e, sobretudo, à santidade. Viver a santidade é viver unido a Deus. Sabemos que, depois do primeiro pecado, o homem não mais conseguiu suportar a presença do Criador. Com o pecado, separou-se da união, da comunidade. Nossa Senhora quer que pertençamos novamente à comunidade e, junto com Ela, que caminhemos ao encontro de Jesus. Consagrando-nos teremos a ajuda necessária na hora do perigo e das tentações.
A expressão "Alegrem-se comigo" é também carregada de sentido. Na mensagem do dia de Natal, Nossa Senhora convida-nos à alegria. E, para entender essa alegria, temos de pensar em seu sentido bíblico.
Podemos perguntar-nos se é possível ser alegres no mundo de hoje. Não nos faltam motivos para sermos tristes e desesperados. Contudo, Maria Santíssima fala-nos da alegria bíblica, que não depende de nenhuma contingência humana. O meu coração deve ser alegre por causa do nome de Jesus, pois Seu nome é Emanuel, Deus conosco. Este é o motivo mais profundo para vivermos alegres: Deus está conosco! Quando entendermos isso, viveremos alegres, apesar das dificuldades deste mundo.
Isto não significa que não tenhamos sofrimentos. Nossa Senhora certamente sofreu, quando Jesus era maltratado. Mas a alegria bíblica é mais profunda que qualquer situação de nossa alma. Daí se entende como pôde participar da Crucifixão de Seu Filho. Por causa dessa alegria, conseguiu, no dia mais doloroso de Sua vida, ser Mãe e Mãe de toda a humanidade. Ela vivia a alegria bíblica, vivia o Emanuel. Desejava apenas ser totalmente de Deus: «Sou sua escrava!». É também esta a disposição que dá forças para vivermos como cristãos, mesmo nas situações mais difíceis de nossa vida.
Sem entendermos tudo isso, comportar-nos-emos como os pagãos, que agem por vingança ou por ódio: vivem somente uma perspectiva humana.
Nossa Senhora nos diz numa de Suas mensagens: «Hoje quero entregar-lhes meu Filho». Ela nos dá aqui a razão mais profunda para sermos alegres: ter Jesus! Convida-nos, portanto, a abrir nosso coração a Jesus.
O problema, contudo, é o seguinte: Maria Santíssima oferece-nos Jesus com amor. Mas só pode levar Seu Filho até à porta de nosso coração; ali, Ela pára. Também a onipotência de Deus pára diante do nosso coração. Por isso, o convite: «Desejo que abram seus corações!» Que significa "abrir o coração?”. Todos temos amigos e sabemos que uma palavra amiga tem um valor especial. Pode ajudar-nos nas horas difíceis, desde que estejamos prontos a recebê-la. Isso é, a «abrir o coração» e deixar a palavra entrar e agir. Na Igreja e no Evangelho ouvimos lindíssimas palavras de Jesus. Palavras que nos dizem: «Eu os amo tanto que morro por vocês!» Se formos abertos a elas, perceberemos logo a profundidade dessa afirmação e vislumbraremos nessa doação de Cristo a alegria e a paz, o amor e a consolação que tanto queremos receber.
Podemos fazer uma retrospectiva de nossa vida e ver o quanto temos sido fechados à ação da Palavra de Deus. O perdão, por exemplo, é uma abertura. Se não perdoarmos, permaneceremos com nosso coração fechado para Deus. Ele convida-nos a perdoar, sem condições. Se colocarmos condições, nivelamo-nos aos pagãos e aos ateus. E não poderemos rezar, sem ter o coração aberto a Deus.
Estejamos atentos ao que nos diz Nossa Senhora: «Eu dou-lhes Jesus». Quando se doa alguma coisa, certamente respeita-se a liberdade do outro. Nossa Senhora falou muitas vezes sobre o respeito à nossa liberdade, submetendo-Se a ela. Esta é uma verdade de importância capital para nós.
O amor deve reinar em nós. Se os pais quiserem transmitir os valores da fé a seus filhos, só o conseguirão com amor. Se o sacerdote quiser exercer bem seu ministério sacerdotal, só o conseguirá com amor.  Eco de Maria,
Uma pedra mata Golias
O Terço afugenta o inimigo
(por Frei Iozo Zovko)
No início das aparições, não acreditei. Dizia que não era preciso Nossa Senhora aparecer, pois já tínhamos a Eucaristia, e tínhamos Ela própria na Igreja.
Acreditava que os videntes estavam sendo manipulados pelo regime de nosso país, e poderiam também estar doentes. Com exceção dos próprios pais, as outras pessoas acreditavam neles.
Depois da primeira aparição, jovens e crianças só falavam do acontecimento; o povo esperava a hora das aparições e todos subiam à Colina com os videntes.
Para mim, acreditar era tornar-me criança, pois, os videntes eram crianças e adolescentes. Quando a gente cresce, passa a usar sempre o raciocínio e torna-se difícil ter coração de criança. Já os pastores de Belém, quando ouviram os anjos anunciarem que Jesus havia nascido, não levantaram objeções: simplesmente foram ver o que havia ocorrido.
O Bispo de Mostar quis saber o que eu pensava a respeito das aparições e eu disse-lhe que nada pensava. Dias depois, ele manifestou o desejo de ter um encontro comigo. Convidei-o a que viesse aqui, e ele veio. Antes de dirigir qualquer pergunta aos videntes, pediu-lhes que fizessem um juramento. Depois, particularmente, falou longamente com cada um separadamente e, posteriormente, com todos juntos. Eu esperava do lado de fora, nervoso. Quando o Bispo saiu, disse-me que os meninos falavam a verdade e que a nós caberia somente acreditar e fazer o que as mensagens pediam. Ele chegou a ficar irritado com meu ceticismo, porque eu queria razões e motivos para acreditar. Na Missa, ele falou ao povo sobre o fenômeno e pediu que acreditassem. O Bispo continuou acreditando e eu fui preso.
Isto mostra o comportamento do Bispo no início. Aqui vemos como a fé é um dom de Deus. Somos distribuidores dessa fé, e não construtores da mesma. Hoje eu acredito e o Bispo não! O crer ou não depende da disponibilidade de cada um de nós.
Quando Nossa Senhora aparecia na Colina, todos iam lá. Depois, apareceu numa aldeia vizinha. Em seguida, Iákov disse-me que Ela apareceria na Igreja. Perguntei aos videntes o que deveria dizer ao povo e eles responderam-me: «A nós, não interessa se o povo sabe ou não onde Ela aparece; as pessoas até nos atrapalham, pois fazem muito barulho e são curiosas demais. Nós precisamos de silêncio para estar a sós com Nossa Senhora».
Não era costume vir gente à igreja durante o dia; ficava vazia o dia todo, mas, depois das aparições, o povo começou a vir e a rezar. Quando as pessoas vinham da Colina, passavam na igreja para rezar e lá ficavam como uma platéia que espera a chegada dos atores, para dizer-lhes alguma coisa. Comecei então a pensar e decidi começar a rezar o Terço com eles.
O povo superlotava não só a igreja mas também a praça em frente, muito atentos. Pensei então dizer-lhes que não acreditava no que estava acontecendo e que não se esquecessem que o centro de nossa fé é Cristo. Porém, o pequeno Iákov disse-me que tinha um recado para o povo. Coloquei-o sobre o altar, porque ele era pequeno e o microfone, fixo. Ele disse que Nossa Senhora havia dito ser Seu desejo que todos continuassem a rezar como estavam rezando. O povo aplaudiu espontaneamente e rezou a noite toda! Quando rezavam, vi Nossa Senhora aparecer sobre todos e abençoar a multidão em oração. Naquele momento disse-lhes que Nossa Senhora realmente aparecia, que isso era verdade e que também eu acreditava. A partir daí, o povo continuou a rezar na igreja e nas famílias, e queria que eu lhe transmitisse tudo o que Nossa Senhora dizia aos videntes. Uma vez Nossa Senhora disse que Satanás estava presente aqui e fiquei preocupado com essa afirmação. Se Ela estava presente, como Satanás estava também? Ela lembrou-nos, porém, que para vencê-lo era necessário fazer muita penitência e muito jejum.
Fiquei surpreso com a resposta do povo ao apelo de jejum de uma forma inacreditável: todos jejuavam: católicos, ortodoxos, todos! Tinham o almoço preparado, mas não comiam. A atitude do povo foi como a de Moisés, quando ouviu a voz do Senhor: mudou completamente. As pessoas sentiram a força de Deus operando nelas, como Moisés sentira.
Uma das primeiras conseqüências do jejum foi o desejo que todos tiveram de se confessar. Pedi, então, ajuda a outros padres. Na primeira sexta-feira havia muitos padres no meio da multidão e ainda pedi ajuda aos conventos vizinhos; confessamos a tarde inteira. Senti, então, pela primeira vez, o que era uma conversão. O povo a experimentou de forma visível.
Nossa Senhora iniciou aqui uma escola. Para entrarmos nessa escola não podemos estar impuros, precisamos de nos purificar, de nos penitenciar. Assim, vemos que quando Ela nos fala em jejum não está pensando só em termos de penitência. Jejum é também purificação. Diante de Jesus Cristo não posso dizer: «Eu te amo, eu te quero bem», se não estou purificado.
Há muitas formas de jejum: nada ler num certo dia, não ver televisão noutro, ficar horas diante de Jesus no Sacrário sem nada dizer, pois estou diante de meu Deus.
Um dia chegou aqui um padre americano que nunca jejuara. Refletiu, contudo, a respeito do jejum de Cristo e viu que também podia jejuar. No terceiro dia, sentiu-se fraco; depois de uma semana estava melhor; aos quarenta dias passava muito bem com pão e suco. Mais tarde ele voltou a Mediugórie e disse-me que agora quando celebrava a Santa Missa sentia que Deus estava presente; que quando lia a Bíblia, ouvia mesmo Deus falar-lhe. O jejum purificou-o e ele pôde agora perceber mais fortemente a presença de Deus.
Insiste-se muito aqui sobre a importância da oração com o coração, sobre o valor da Missa, do Rosário, da Bíblia, do Jejum. Tudo isto é importante para nossa salvação. Deus deu a Moisés a força necessária e um símbolo: o cajado. Com o cajado, Moisés fez jorrar água da rocha, fez o mar abrir-se. A Davi deu cinco pedras para derrubar Golias; Davi teve medo. Mas no momento do confronto com o gigante, não utilizou o raciocínio humano. Antes, pensava: Eu não posso, mas o meu Deus pode e com Sua força vencerei!». Também Jesus mandava seus discípulos fazerem todas as coisas em Seu nome. E em nome de Jesus eles faziam milagres, expulsavam demônios, e tinham força e poder. Em toda a história da Igreja nunca houve tantas conversões como agora, nestes anos aqui em Mediugórie.
Hoje temos nossa arma, nosso «cajado», o Rosário. Maria Santíssima nos diz: «Rezem o Rosário». Através dessa oração, que não exclui as outras, podemos afastar até guerras e calamidades. Mas é preciso crer sem reservas.
Assim como para Davi a força de Deus se manifestou nas pedras, para nós manifesta-se por meio do Rosário. A pedra que matou Golias não foi nem a quarta nem a quinta, mas sim a primeira. Assim, metaforicamente falando, temos nas cinco pedras os cinco mistérios de cada Terço. Se rezarmos com fé, já no primeiro mistério afugentaremos o Inimigo.
A atual crise da Igreja não tem origem na falta de livros e teorias; não nos faltam nem uma coisa nem outra. O que falta à Igreja é oração. Temos de empunhar o nosso cajado e sentir a força de Deus, colocar-nos de joelhos e rezar. Não é com greves, manifestações e outras coisas que nós resolveremos a solução, mas somente com a oração. Não há Golias invencível. Sempre poderemos vencê-lo, mas nessa luta nada pode substituir a poderosa arma que é a oração.
A Igreja sabe o que é rezar. Além de Jesus, o grande Mestre da oração, ela teve outros grandes mestres durante os séculos. A nossa geração, contudo, esqueceu-se disso e acha perda de tempo passar algumas horas por dia diante do Senhor.           Eco de Maria
Como contribuir para o Eco
 
As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita-das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.
Última peregrinação do ano
No dia 29 de outubro partirá nosso próximo grupo de peregrinos. Além de permanecer 7 dias em Mediugórie, este grupo visitará também Roma, Assis, Santa Rita de Cássia, Loreto (com a casinha de Nazaré) e Lanciano (milagre Eucarístico).
Excepcionalmente, este grupo será acompanhado, desde o Brasil, pela nossa guia Katarina, que virá da Croácia para a Ordenação Presbiteral do Coordenador da Comunidade. Como sempre, o grupo terá também um sacerdote como diretor espiritual. Vagas limitadas. Reserve logo a sua. Tel.: (61)  624-5511.
 
Ordenação Sacerdotal
Convite
A Comunidade Servos da Rainha convida benfeitores, peregrinos e amigos de Mediugórie para a Ordenação Sacerdotal de seu coordenador, o Diácono Reinaldo de Araújo Pinheiro, a ser realizada na Catedral de Luziânia (40 Km de Brasília), às 10hs, do dia 11 de outubro de 2003, por imposição das mãos de Dom Agostinho Stefan Januszewicz.
Os participantes provenientes de outros Estados e cidades poderão, se desejarem, ser acomodados na Casa de Retiro da Comunidade ou em Hotel próximo. Para tanto, pedimos confirmar sua presença com antecedência, pelo telefone  (61) 624-5511.
Podemos providenciar, também, os translados do Aeroporto ou Rodoferroviária para a Comunidade e para a Catedral. Sejam todos bem-vindos.