Mediugórie - Eco
211
Outubro / Novembro 2003
- 27 / N. S. das Graças
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.09.03:
Queridos filhos!
Também hoje os convido a aproximarem-se do meu Coração.
Somente assim compreenderão o dom de minha presença aqui
entre vocês. Desejo, filhinhos, conduzi-los ao Coração
de meu Filho Jesus, mas vocês resistem e não querem abrir
seus corações à oração. Convido-os novamente,
filhinhos: não sejam surdos, mas compreendam que meu convite é
salvação para vocês. Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo.
Não amanhã,
mas hoje
Também hoje Nossa Senhora interpela todos os filhos que
escutaram seu convite. Ela não nos chama amanhã, nem ontem,
mas hoje, neste momento que é o momento mais importante de nossa
vida. Não podemos parar a vida nem o tempo. Estes se encaminham
para um fim, para um novo início. Nossa Senhora deseja que comecemos
a preparar-nos para nossa eternidade. De nossa decisão hoje depende
também este futuro, nossa eternidade. “O hoje” divino perpassa toda
a Bíblia, até nossos dias, até nosso “hoje” aqui,
por meio dEla.
Nossa Senhora nos convida a aproximar-nos do seu Coração
Imaculado, santo e materno. É este o Coração que amou
Jesus, que acreditou em Jesus. É com este mesmo Coração
que Ela nos ama. Muitas vezes, como hoje, nos disse: Desejo, filhinhos,
conduzi-los ao Coração de meu Filho. O caminho que conduz
a Jesus, e ao qual Nossa Senhora nos chama, é um caminho de fé
e de oração.
Nossa Senhora conhece bem as aspirações e os desejos
do coração humano. Não podemos enganar nosso coração
com coisas mortas, com a boa comida e as bebidas, com os prazeres e as
comodidades. Temos necessidade de outros alimentos que Deus nos oferece.
Necessitamos da palavra e do amor de Deus. Também hoje o homem tem
fome de Deus, está faminto de um amor verdadeiro e puro, mais do
que das coisas materiais. Em tudo isso Deus pode satisfazer o homem, preencher
seu vazio, libertando-o da inquietação, da escravidão,
do medo e do pecado.
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina:
O desejo de Deus está escrito no coração
do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e
Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem
há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de
procurar.
O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta
vocação do homem à comunhão com Deus. Este
convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com Ele, começa com
a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus
o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem
só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente
este amor e se entregar ao seu Criador”. (Catecismo 27)
Não é somente o homem que deseja Deus ardentemente,
mas também Deus, hoje, por meio de Maria, e aqui, de maneira particular,
deseja o homem ardentemente. Deus deseja que o homem seja alegre, feliz,
completo, porém não o fará com a força, com
uma vara, mas com o amor, ao qual todos fomos chamados a abrir livremente
o coração.
O Coração divino foi traspassado. Uma espada de
dor traspassou o Coração e a alma de Maria. Os Corações
de Jesus e de Maria não cessam de sangrar e de sofrer por causa
de nossos pecados: blasfêmias, surdez e cegueira, por causa de nossa
resistência e incompreensão. Não obstante isso, Deus
chama, porque não pode calar, enquanto sua criatura, o homem, tomou
um caminho errado.
Deus não se distanciou do homem, por isso, não
nos distanciemos tampouco nós de Deus, porque desta forma
nos afastamos de nós mesmos e da vida.
Que em nós, e por meio de nós, no mundo, em nossa
família, possa realizar-se o desejo de Maria, revelado em uma de
suas mensagens: Desejo que o Coração de Jesus, o Meu e os
seus sejam um único coração de amor.
Frei Liubo Kurtovic, Mediugórie, 26.09.2003.
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.10.03:
Queridos filhos! Convido-os novamente
a consagrarem-se a meu Coração e ao Coração
de meu Filho Jesus. Desejo, filhinhos, conduzi-los todos pela estrada da
conversão e da santidade. Somente assim, por meio de vocês,
podemos conduzir muitíssimas almas pela estrada da salvação.
Não demorem, filhinhos, mas digam de todo o coração:
Desejo ajudar a Jesus e a Maria para que muitíssimos irmãos
e irmãs conheçam a estrada da santidade. Assim sentirão
a alegria de ser amigos de Jesus. Obrigada por terem correspondido a Meu
apelo.
O Coração
que nos ama
Também hoje nesta mensagem, Maria Santíssima abre
seu Coração pleno de amor com estas palavras simples de sua
mensagem. É quase impossível colocar em palavras tudo que
Maria, como Mãe, sente por nós, seus filhos. Ela deseja que
sejamos santos, e isso significa ser felizes, normais e sãos. Vale
a pena ser tudo isso, lutando para consegui-lo com todas as forças
vitais disponíveis. O desejo e a oração de Jesus e
Maria estão dirigidos a nós, aqui e agora, por meio da mensagem
de Nossa Senhora. Nossa Senhora nos chama, a cada um, para acreditarmos
que Deus deseja nosso bem, que Deus nos ama. Deus não ama somente
os bons e os santos, mas também os maus. O problema é que
nem todos respondem a esse amor. Sem amor, a vida do homem na terra é
difícil e quase impossível, não somente sem o amor
de Deus, mas também sem o calor, a compreensão, a bondade
e o amor humanos. Não poderíamos viver se, desde o nascimento
e de diversas formas, e em muitas situações da vida, não
tivéssemos recebido esse amor. O amor é o terreno em que
podemos apoiar nossa vida. É a condição fundamental
da vida para todas as pessoas.
Todo homem se pergunta: Deus me ama? Se permito que essa verdade
entre em meu coração, em meus pensamentos, sentimentos e
em minha vida, tudo se torna mais belo e diferente. Lamentavelmente, existem
muitas experiências negativas, experiências do mal e da maldade
que nos fazem mudar de idéia e colocam à prova nossa fé
no amor de Deus, que Jesus testemunha para nós com sua vida. Jesus
mesmo experimentou maldade infernal em si mesmo, porém não
abandonou o homem nem deixou de amá-lo. Deus não deixou de
sacrificar nem mesmo seu Filho Jesus, para nos convencer de que somos amados.
Jesus se deixou crucificar para que nos déssemos conta do que Deus
está disposto a fazer por nós. De nossa parte, é necessário
responder com confiança à verdade desse acontecimento. Se
respondermos a Jesus e a seu amor com fé, fazemo-nos eternos e indestrutíveis.
São Paulo diz: “O Filho de Deus me amou e se entregou
por mim” (Gl 2,20). Jesus nos amou com um Coração humano,
não de plástico, mas um Coração que sente o
sofrimento, a dor e a alegria, sente tudo o que nós sentimos. Não
existe em nossa vida algo que Jesus não tenha sentido, a não
ser o pecado.
No Coração de Maria, não se extinguiu o
desejo de levar-nos pelo caminho da conversão e da santidade. Desde
o momento em que Jesus confia a Ela cada um de nós, por meio do
Apóstolo João: “Mulher, eis aí o teu filho”, Maria
é Mãe que não voltou atrás nem se deixou atemorizar
por tão difícil e responsável tarefa, a de conduzir-nos
a Deus pelo caminho da santidade, à vida, e não qualquer
vida, mas a vida em abundância.
Não demorem, nos adverte Maria, porque a perda de tempo
é também perda de graça. Jesus e Maria necessitam
de nós, necessitam de você, de mim, para que os outros possam
alcançar a vida que é Deus. Quem experimenta o amor de Deus
não pode permanecer tranqüilo e indiferente a todos aqueles
que ainda não o experimentaram. O amor de Deus não pode ser
conservado para si, para seu próprio deleite. É preciso dá-lo
a todos para que todos possam experimentá-lo, buscá-lo e
desejá-lo com todo o coração. Cada cristão
é missionário no local onde vive, para as pessoas que encontra
e para aquelas que o rodeiam. Não nos cansemos e não nos
detenhamos no caminho ao qual nos chama Maria.
Fr. Liubo Kurtovic, Medj, 26.10.2003
Notícias de Mediugórie
Exaltação
da Santa Cruz
A Solenidade da Exaltação da Santa Cruz foi celebrada
em Mediugórie no septuagésimo aniversário do início
da construção da grande Cruz sobre o monte Sipovac, conhecido
hoje como Krizevac.
Dom Abílio Ribas, Bispo de S. Tomé e Príncipe,
natural de Arcos de Valdevez, Portugal, presidiu a Santa Missa, concelebrada
por cerca de 40 sacerdotes.
Aparição a
Miriana
É raro a vidente Miriana transmitir a mensagem que recebe
no dia 2 de cada mês. Na aparição do dia 2 de outubro,
Miriana disse que Nossa Senhora chorou ao dar-lhe esta mensagem: “Queridos
filhos, entreguem-me seus corações completamente. Permitam
que os leve a meu Filho, que lhes dá a verdadeira paz e a verdadeira
alegria. Não se deixem enganar pelas falsas luzes que os cercam
e que lhes são oferecidas. Não deixem que Satanás
os domine por uma falsa paz e uma falsa alegria. Venham a Mim. Eu estou
com vocês!”
O Papa e Mediugórie
Numa de suas viagens à Polônia, irmã Emmanuel
foi levada à casa de uma família em que o marido e a mulher
tinham sido colaboradores e amigos do Papa quando era Arcebispo de Cracóvia.
E, por vezes, ainda se comunicava com eles por carta. Aquele casal mostrou-lhe
cartas do Santo Padre, escritas à mão, em que lhes dizia
que todos os dias ia, com o coração, a Mediugórie,
para unir sua oração à dos peregrinos ali presentes!
Denis Nolan (childrenofmedjugorje)
A Jesus por Maria
Logo no início das aparições, quando estava
ainda em Roma, ouvi falar de Mediugórie. Nós, sacerdotes,
falávamos freqüentemente disso e, na época, tínhamos
também sacerdotes jovens e estudantes na Croácia e na Bósnia-Herzegovina
que nos informavam sobre este acontecimento. A este respeito havia duas
posições opostas: de um lado os que estavam a favor de Mediugórie,
impressionados e entusiasmados com os acontecimentos; do outro, os céticos,
que se mantinham à distância.
Muitos austríacos têm vindo a Mediugórie
ao longo destes anos. Muitos falam a favor e com entusiasmo, porque experimentaram
uma mudança pessoal. Neste lugar de graças da Virgem, experimentaram
profundamente Jesus Cristo nos Sacramentos, especialmente na Confissão
e na Eucaristia. Foram tocados pela libertação. Esses falam
da paz, da harmonia entre Deus e os homens, e também entre os próprios
homens. A harmonia leva à paz e o seu fruto mais belo é a
alegria. Muitos regressam a casa com muita alegria, felizes. Contudo, naturalmente,
existem também os céticos que dizem: esperemos o juízo
da Igreja.
Desde o primeiro momento, sempre me impressionaram os peregrinos
deste lugar, pelo ambiente de oração, de alegria e de paz
interior. Penso que, como disse Jesus Cristo, a boa árvore pode
ser reconhecida pelos frutos.
Ao morrer na Cruz, Jesus Cristo deixou-nos Sua herança,
Sua Mãe. Maria Santíssima, Mãe de Deus, é nossa
Mãe celestial que nos ama como ama o seu Divino Filho. O Concílio
Vaticano II disse que a Bem-Aventurada Virgem Maria, depois da Assunção
ao Céu, permanece junto dos Seus filhos, ajuda-os e guia-os. Por
isso, a possibilidade da Aparição da Mãe de Deus existe.
Sabemos que a Igreja reconheceu as Aparições em
La Salette, Lourdes e Fátima. A Mãe de Deus é o modelo
da Igreja. Ela nos ama, ama os homens, ama Seus filhos e os conduz à
salvação, a Jesus Cristo: «Por Maria a Jesus».
Os temas mais importantes que encontramos no coração de Lourdes
e de Fátima, e também em Mediugórie, são: a
oração, a Eucaristia, penitência, a conversão,
o Sacramento da Reconciliação, o compromisso e a oração
pela paz. Estas são intenções que encontramos no Evangelho
e que também Jesus colocou no nosso coração.
Dom Ludwig Schwarz, Bispo auxiliar de Viena (Áustria),
set/2003
Reza-se e confessa-se
As pessoas de minha Diocese sabem muito pouco sobre Mediugórie.
Lourdes e Fátima são mais conhecidas, mas a voz sobre Medjugorje
também se propaga. Cada vez que venho descansar na Europa, as pessoas
procuram saber minha opinião sobre Mediugórie. Por isso,
quis vir pessoalmente ver. Esta é a segunda vez que venho aqui.
Estive aqui há dois anos e prometi que voltaria. Alegro-me por ter
regressado!
Em Mediugórie, as pessoas mergulham numa atmosfera de
oração e silêncio, o que, de fato, é muito positivo.
Reza-se e confessa-se muito, as celebrações são riquíssimas
e com muita vida. Vejam os frutos. Os frutos dependem da árvore.
Os frutos que vejo e experimento, dos quais escuto, são tão
credíveis que eu, pessoalmente, estou convicto de que a Virgem Santíssima
está efetivamente atuando aqui, que Ela aparece. Os videntes são
autênticos. Pergunto-me como têm resistido por tanto tempo.
Tocou-me a atmosfera deste lugar. Uma vez tive a possibilidade de falar
com a vidente Maria Pavlovic, em Viena, Áustria. Compreendemo-nos
muito bem. Disse-lhe que em Papua Nova Guiné, as mensagens da Virgem
chegam com muita demora, mas queremos segui-las e vivê-las.
Quero dar um conselho geral: Estarmos abertos ao que as mensagens
anunciam e ao que diz a Sagrada Escritura. As mensagens concordam plenamente
com a Sagrada Escritura e nada dizem de novo. Salientam permanentemente
o que está escrito. Em Suas mensagens, a Santíssima Virgem
fala freqüentemente de santidade. “Decidam-se pela santidade”. Não
é fácil, mas é ao que Cristo nos convida. Ele disse:
“Sede perfeitos como perfeito é o Pai Celeste”. O Apóstolo
Paulo disse. “A vontade de Deus é que sejais santos”. A aspiração
à santidade é um convite dirigido a cada um de nós».
Dom Herman Raich, Bispo de Wabag -Papúa Nova Guiné,
set/2003
Ardente desejo de rezar
Ter ido a Mediugórie em 1986 foi um verdadeiro milagre
Naquele ano eu estava terrivelmente só, divorciada e com quatro
filhos. Tinha perdido meus pais quando as crianças ainda eram pequenas.
Meu pai e meu avô morreram alcoólatras, e eu mesma debatia-me
contra esse pecado! Apesar de 14 anos de oração, participação
da Santa Missa e da reza do Rosário, recaía no alcoolismo.
Participei de muitas conferências, encontros de oração,
seminários e orações de cura, e mesmo assim não
conseguia abandonar o vício. Eu sabia que o Senhor desejava uma
cura completa!
Fui a Mediugórie determinada a rezar e bombardear o Céu
com orações, pois sabia que era a minha última oportunidade.
Eu sentia que o peso do meu problema empurrava-me para uma rampa escorregadia
e Satanás zombava, dizendo: “Tu morrerás como o teu pai!”
Encontrava-me no terraço da casa de Vicka, cercada de
pessoas que, desesperadamente, tentavam falar-lhe ou atrair, a todo o custo,
a atenção da vidente. Tive pena dela e não quis fazer
o mesmo, apesar de desejar muito que ela rezasse sobre mim. Quando pensava
não ter nenhuma possibilidade, vi, em meio à multidão,
um espaçozinho livre, à sombra, perto da escada que levava
ao terraço. Abri caminho para lá e apoiei a cabeça
na rampa, fechei os olhos e comecei a rezar. Quando abri os olhos, Vicka
estava à minha frente, sorrindo-me, enquanto abria caminho para
a escada. Peguei suas mãos e coloquei-as sobre minha cabeça.
Juntei minhas mãos em oração, e supliquei-lhe com
os olhos. Ela rezou brevemente sobre mim e desapareceu no alto da escada.
Nessa tarde vi a cruz do monte Krizevac girar tão fortemente que
tive a impressão de estar lá eu mesma, como num carrossel!
Durante a Missa da noite, levantei os olhos e vi que a lua estava completamente
vermelha. Fiquei assim toda a noite. Sentia-me tão próxima
do céu! Nunca tinha sentido isto antes, e nunca mais voltei a senti-lo.
De regresso a casa, comecei a falar de Mediugórie por toda a parte,
a todas as pessoas ou grupos que quisessem ouvir. Passaram-se dois meses
e tomei consciência de que já não bebia, nem sentia
necessidade de fazê-lo! Passaram-se dezessete anos. Desde aquela
época, vivi dramas e grandes aflições, mas nunca mais
tive a tentação de beber; apenas um ardente desejo de rezar.
Cathy (childrenofmedjugorje)
Preciso ir a Mediugórie
Chamo-me Colette. Sou francesa, meu marido inglês, e tenho
duas filhas nascidas nos Estados Unidos.
Vivemos atualmente na Pensilvânia. Nossa família
não é, ou melhor, não era católica muito fiel.
Tanto meu marido como eu tivemos experiências infelizes com a Igreja
Católica e queríamos ficar afastados dela o mais possível.
Em março de 2003, alguma coisa de verdadeiramente estranho
aconteceu. No dia 17 de março, no momento em que a guerra ia começar,
acordei absolutamente convencida de que o mundo corria para sua destruição
e que eu devia fazer duas coisas:
- Criar um grupo de oração no meu bairro para
rezar pela paz. No passado, nunca fizera nada desse gênero e não
me lembrava sequer de uma única oração. Habitava em
um novo bairro e as pessoas pensariam certamente que eu tivesse perdido
a cabeça. Mas este sentimento era tão forte e persistente
que tinha, pelo menos, de tentar.
- Ir a Mediugórie. Tinha ouvido, alguns anos antes, uma
amiga falar dessas aparições. Sabia o que lá se passava.
A mensagem era tão forte que disse a meu marido: Preciso ir imediatamente
a Mediugórie.
Estava perplexa com o que me acontecia, mas, curiosamente, não
me questionava sobre isso. Em maio de 2003, inscrevi-me numa peregrinação
de uma semana. No momento em que entrei no ônibus, tomei consciência
de que um sorriso se fixava no meu rosto e que era invadida por uma alegria
que não conseguia explicar. Não sabia por que ia a Mediugórie.
No ônibus rodeavam-me católicos fervorosos, alguns deles,
peregrinos de longa data. Em vez de me sentir à parte, sentia-me
acolhida. Ninguém me rejeitou por causa de minhas perguntas, de
minhas dúvidas, ou de minha evidente falta de fé. Parecia
que todos que encontrei durante aquela viagem estavam lá para ajudar-me
em minha busca.
Chegando a Mediugórie, logo absorvi sua atmosfera, as
pessoas e os acontecimentos. Estava impressionada ao ver a graça
que parecia impregnar todas as coisas e todas as pessoas. A Confissão
parecia-me algo natural, embora doloroso, pois não me confessava
havia trinta anos. Também parecia natural ficar sentada na igreja
durante longas horas por dia, por vezes até nove horas. Lentamente
vieram-me à memória as orações da infância
e surpreendi-me por voltar a rezá-las com fervor. De repente, reencontrei
o sentido delas.
Minhas emoções oprimiam-me. Não parava
de chorar. Chorava muito pela mediocridade de minha vida espiritual passada,
comparada ao que poderia ter sido. Chorava, procurando a misericórdia;
chorava constatando quanto tempo tinha estado só.
Em Mediugórie encontrei pessoas que têm fé;
afirmo isso porque vi padres chorar durante a Missa. Não vi Nossa
Senhora nem assisti a uma aparição, mas senti algo muito
forte que me envolvia. Senti o Amor, o Amor incondicional, o Amor que perdoa
tudo.
No fim daquela semana, eu rezava o Rosário com os outros
peregrinos, com uma nova fé que crescia em mim. Nossa Senhora tinha
me pegado pela mão e eu segurava-a bem, com medo que Ela me largasse.
A viagem de regresso foi cheia de emoções de toda a espécie.
Como nos falara o guia, a verdadeira peregrinação começaria
com o regresso.
Tinha receio de perder o sentimento de estar ligada a algo muito
grande e poderoso. Tinha medo que o mundo e seu egoísmo opressivo
me engolissem. Mas não havia necessidade de me inquietar. Como nos
dissera nosso guia: “Entreguem todas suas preocupações à
Virgem e Ela tomará conta de vocês”. Desde o regresso, minha
vida é uma seqüência de pequenos acontecimentos significativos
que me apontam estar no caminho certo. Este é o último:
Tinha cortado relações com meu irmão mais
velho, fazia mais de trinta anos. Ele sofria de esquizofrenia e vivia só,
em Paris, incapaz de trabalhar ou de ter vida social. Sua família
afastara-se dele por causa de sua incontrolável violência
e loucura aterrorizante durante muitos anos.
Quando voltei de Mediugórie, descobri que os fortes sentimentos
de ódio e rancor, que alimentava contra ele, tinham desaparecido
de repente. Pareceu-me evidente que queria retomar o contato com ele e
pedir-lhe perdão. Começamos a nos corresponder pela Internet,
trocando timidamente notícias sobre nossa vida presente. Isto passou-se
em julho. Depois, em 12 de agosto, recebi um telefonema avisando que ele
tinha falecido. Tinha sucumbido a uma crise cardíaca, sendo uma
das numerosas vítimas do calor infernal que atingiu neste verão
a França.
Sua morte causou-me um grande choque. Eu estava triste e, ao
mesmo tempo, sentia que ele tinha podido encontrar um lugar melhor onde
não mais teria sofrimento, solidão, dor, rejeição.
Agradeci à Virgem por me ter acompanhado e pela imensa graça
de nos ter dado este momento privilegiado de reconciliação.
Toda a minha família ficou admirada com a ligação
entre minha viagem imprevista a Mediugórie, a reconciliação
com meu irmão e sua morte súbita.
Sei muito bem que tudo isto poderia não passar de uma
coincidência. Mas quando se viveu sob a ameaça de um homem
louco e se aprendeu a temê-lo, a odiá-lo e, por uma graça
inexplicável sente-se impulsionado a pedir-lhe perdão, e
esse homem morre poucas semanas depois, uma luz vem desvendar um grande
plano que não se pode imaginar.
Agora participo diariamente da Missa! Minha vida está
plena de esperança e de paz. Sinto-me feliz por pessoas que, como
vocês, se empenham em divulgar Mediugórie e as mensagens da
Virgem. Desejo a todos que vão a Mediugórie que façam
a experiência da força que ali se manifesta.
childrenofmedjugorje
Nossa vida é um Rosário
Encontrava-me num pequeno país, celebrando a Santa Missa.
Ao falar do Rosário, perguntei: que acham do Rosário?
Ninguém respondeu. Insisti: O que contemplamos no Rosário?
Depois de um breve silêncio, uma menina de 6 ou 7 anos
respondeu: com o Rosário contemplamos a vida de Jesus. Fiquei surpreso.
Exerço o ministério sacerdotal no Santuário
de Nossa Senhora do Rosário em Pompéia, fundado por um advogado
napolitano. Um dia, tomado de angústia, e em grande aflição
interior em relação à salvação da sua
alma, ouviu claramente uma voz no coração: «Se procuras
a salvação, propaga o Rosário».
Era a Santíssima Virgem Maria que lhe falava. Naquele
momento, os sinos de uma pequena capela soavam anunciando o meio-dia. Ajoelhado,
após a oração do «Angelus», respondeu
com grande decisão: Se é promessa de Maria que quem propaga
o Rosário se salva, eu não deixarei esta Terra sem propagar
o Rosário.
Tempos atrás, para muitos, esta oração
era considerada de pouca importância, mas hoje, graças ao
Santo Padre que nos fez donos de um documento autorizado - a carta Rosarium
Virginis Mariae - compreendemos com clareza seu significado. O Rosário
é contemplar o Rosto de Cristo com Maria.
Contemplando este Rosto abrimo-nos ao acolhimento do Mistério
da Vida Trinitária, para experimentarmos sempre, renovadamente,
o Amor do Pai e gozar a alegria do Espírito Santo (RVM 9). Refletindo
num espelho a Glória do Senhor, somos transformados, de glória
em glória, naquela mesma Imagem, sempre mais resplandecente, pela
ação do Espírito do Senhor (2 Cor 3,18).
Guiados por Maria, temos nossa mão em Sua mão.
Ela com o Rosário cumpre Sua tarefa de transformar em Cristo nossa
vida.
Assim, o Mistério da Vida de Cristo desce à nossa
vida e nossa vida em Cristo torna-se um Rosário. Os Mistérios
do Rosário são os Mistérios de nossa vida e, enquanto
percorremos nosso caminho de fé, notamos que as fases da vida de
Jesus são como as nossas.
Com os Mistérios Gozosos vivemos as grandes alegrias,
das quais o Senhor faz-nos participantes. Não é a alegria
uma característica do cristão? Como não ser alegre
quando o Senhor nos faz compreender Seu desígnio a cada um de nós,
como aconteceu a Maria no momento da Anunciação? Também
nós, como Maria, recebemos de Deus o anúncio de conceber
Cristo em nossa alma. Mas para concebê-Lo devemos estar dispostos
interiormente a acolhê-Lo quando Jesus se faz carne em nós.
Depois, não é difícil comunicá-Lo. O Espírito
Santo comunica nossa intimidade com Jesus.
Com os Mistérios da Luz contemplamos Sua vida pública,
a revelação de Si mesmo e do Pai, em sinais, palavras e prodígios.
Qual o discípulo que não é chamado a mostrar
Cristo, como João no momento do Batismo: Eis o Cordeiro de Deus
que tira o pecado do mundo e a revelar, ao mesmo tempo, o Rosto Misericordioso
do Pai?
Com os Mistérios Dolorosos contemplamos o infinito Amor
que Deus teve por cada um de nós, até tocar o ponto mais
alto: Não há, de fato, Amor maior que o de dar a vida pelos
irmãos: Obedecendo ao Pai até à morte e à morte
de Cruz.
Se dizes que teu amor por Deus é grande, como vem à
tua mente agir diversamente? Como não valorizar tanto sofrimento,
tantas injustiças e opressões que existem à nossa
volta? O mal que há no mundo dá-nos a possibilidade de estarmos
unidos à Paixão de Cristo.
Com os Mistérios Gloriosos, contemplamos já aqui
na Terra aquilo que os olhos não vêem, nem ouvidos ouvem,
nem jamais penetrou o coração do homem. A Esperança
não nos ilude, porque o Amor de Deus foi derramado em nossos corações.
Vive-se de modo diferente com esta Esperança no coração.
O Santo Cura d’Ars dizia que também as dores se derretem como neve
ao sol.
Nosso caminho não é diferente do caminho de Jesus.
Ele tocou todas estas fases primeiro, passou da aflição à
alegria, do fracasso ao sucesso, do desespero ao conforto, das tentações
à vitória, do nascimento à morte. Em tudo semelhante
a nós, exceto no pecado, e viveu também todos os efeitos
do pecado. Por fim, passou da morte à glória. Por este motivo,
em virtude da humanidade de Cristo, somos participantes da Sua própria
vida.
Em nossa vida tudo tem valor. Em Cristo nada está perdido,
até nossa trágica fragilidade e também nossos pecados
servem-nos, antes, para merecermos um grande Redentor.
Quando rezamos o Rosário, nossa própria vida torna-se
um Rosário.
Por D. Andrea Fontanella (Eco de Maria)
O poder do Rosário
Em todas as grandes aparições do fim do
milênio, Nossa Senhora chama Seus filhos a «abrirem-se à
Graça que Cristo alcançou com os Mistérios de sua
Vida, Morte e Ressurreição, para nós», mediante
a oração do Rosário.
Também o Papa convida energicamente a Igreja Universal
a renovar a oração do Rosário, aliada à íntima
contemplação do Mistério de Cristo, através
do olhar e do Coração Imaculado da Mãe.
Nosso Papa atribui explicitamente à oração
do Rosário um especial poder de graça, capaz de reconduzir
o coração e a mente do povo de Deus ao essencial núcleo
salvífico da fé, única fonte de vida Divina no mundo,
o Mistério Pascal de Cristo Morto e Ressuscitado, que representa
desde sempre, e até o fim dos tempos, a única força
capaz de rasgar as densas espirais de trevas, que agora, como nunca, apertam
com mordaça mortal a cidade dos homens.
O Papa faz também referência explícita aos
numerosos e urgentes apelos que, neste tempo, a Santíssima Virgem
Maria dirige a Seus filhos: «numerosos sinais demonstram quanto a
Virgem Santa quer hoje exercitar precisamente através desta oração
materna, à qual o Redentor moribundo confiou, na pessoa do discípulo
predileto, todos os filhos da Igreja: «Mulher eis o Teu filho!»
(Jo 19,26).
Com efeito, Nossa Senhora, hoje de modo especial em Mediugórie,
como já no passado, em Lourdes e Fátima, não se cansa
de chamar o mundo a voltar-se para a contemplação dos Mistérios
da Vida de Jesus, na íntima e profunda comunhão com a chama
de amor do seu Coração Imaculado, para acolher plenamente
as graças extraordinárias que o Pai dispôs para este
tempo especial: «Queridos filhos! Hoje Eu os convido a começarem
a rezar o Rosário com viva fé; assim, Eu poderei ajudá-los...
Queridos filhos, convido-os a rezarem o Rosário: o Rosário
seja, para vocês, um compromisso a ser cumprido com alegria. Dessa
forma compreenderão por que estou assim, por tanto tempo, com vocês:
desejo ensiná-los a rezar...» (12.06.86). Que todos os dias
rezem pelo menos o Rosário: os Mistérios Gozosos, Dolorosos
e Gloriosos» (14.08.84).
Os urgentes apelos de Maria à oração do
Rosário neste tempo não podem ser reduzidos a níveis
meramente devocionais, mas inscrevem-se a pleno título no eterno
desígnio Divino de imprimir o século do Triunfo do Coração
Imaculado da Mãe nos tempos do cumprimento da obra da salvação
do Filho e da recapitulação nEle de todas as coisas. «Desejo
também que todos vocês sejam ativos neste tempo que, através
de Mim, está unido ao Céu de modo especial...» (25.05.96);
«Este tempo é o meu tempo e é por isso, filhinhos,
que novamente os convido a rezar» (25.01.97).
O Rosário é, de fato, a arma espiritual hoje oferecida
aos filhos da Igreja para se envolverem vitoriosamente no decisivo combate
espiritual, profeticamente anunciado na Sagrada Escritura, em ação
contra as forças das trevas, que se encarniçam na desagregação
dos fundamentos da vida humana e da comunhão entre os homens: «Queridos
filhos! Hoje, como nunca,, convido-os à oração. Que
a sua oração seja oração pela paz. Satanás
é forte e deseja destruir não só a vida humana, mas
também a natureza e o planeta em que vocês vivem. Por isso,
queridos filhos, rezem para poderem se proteger, por meio da oração,
com a bênção da paz de Deus. Deus enviou-Me a vocês,
para ajudá-los. Se quiserem, apeguem-se ao Rosário. Somente
o Rosário pode fazer milagres no mundo e em suas vidas...»
(25.01.91).
Por Giuseppe Ferraro / Eco de Maria
Como contribuir para o Eco
As contribuições para o
Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9,
conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque
nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão
também ser deposita-das nas agências dos Correios que possuam
Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco
e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos
depósitos efetuados devem ser enviados para anotação
no cadastro.
Peregrinação
2004
Estamos organizando uma peregrinação
para Mediugórie em maio do próximo ano. Mais detalhes nas
próximas edições do Eco.
Retiro na Comunidade
Quem desejar fugir do barulho do mundo
durante os dias do carnaval está convidado a participar do nosso
retiro, que inclui a experiência de Mediugórie (Santa Missa,
Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras, etc). Reserva de
vagas pelo telefone (61) 624-5511 ou por carta.
Ordenação
Sacerdotal
Agradeço a todos
que vieram, de perto e de longe, para minha Ordenação Sacerdotal,
ocorrida no dia 11 de outubro em Luziânia (Go). Agradeço também
pelas orações e pelas expressões de carinho transmitidas
por cartas, telegramas, cartões, e-mails, telefone e presentes recebidos.
Senti-me muito feliz ao ver a alegria estampada no rosto de tanta gente
amiga, vinda de várias partes do Brasil, e também da Croácia,
para esta grande festa e também confraternização que
tinha o perfume de Mediugórie.
Por intercessão de
Nossa Senhora, Rainha da Paz, abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai
e Filho e Espírito Santo. Amém.
Padre Reinaldo de Araújo
Pinheiro