Mediugórie - Eco 211
Outubro / Novembro 2003 - 27 / N. S. das Graças
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.09.03:
 Queridos filhos! Também hoje os convido a aproximarem-se do meu Coração. Somente assim compreenderão o dom de minha presença aqui entre vocês. Desejo, filhinhos, conduzi-los ao Coração de meu Filho Jesus, mas vocês resistem e não querem abrir seus corações à oração. Convido-os novamente, filhinhos: não sejam surdos, mas compreendam que meu convite é salvação para vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Não amanhã, mas hoje
Também hoje Nossa Senhora interpela todos os filhos que escutaram seu convite. Ela não nos chama amanhã, nem ontem, mas hoje, neste momento que é o momento mais importante de nossa vida. Não podemos parar a vida nem o tempo. Estes se encaminham para um fim, para um novo início. Nossa Senhora deseja que comecemos a preparar-nos para nossa eternidade. De nossa decisão hoje depende também este futuro, nossa eternidade. “O hoje” divino perpassa toda a Bíblia, até nossos dias, até nosso “hoje” aqui, por meio dEla.
Nossa Senhora nos convida a aproximar-nos do seu Coração Imaculado, santo e materno. É este o Coração que amou Jesus, que acreditou em Jesus. É com este mesmo Coração que Ela nos ama. Muitas vezes, como hoje, nos disse: Desejo, filhinhos, conduzi-los ao Coração de meu Filho. O caminho que conduz a Jesus, e ao qual Nossa Senhora nos chama, é um caminho de fé e de oração.
Nossa Senhora conhece bem as aspirações e os desejos do coração humano. Não podemos enganar nosso coração com coisas mortas, com a boa comida e as bebidas, com os prazeres e as comodidades. Temos necessidade de outros alimentos que Deus nos oferece. Necessitamos da palavra e do amor de Deus. Também hoje o homem tem fome de Deus, está faminto de um amor verdadeiro e puro, mais do que das coisas materiais. Em tudo isso Deus pode satisfazer o homem, preencher seu vazio, libertando-o da inquietação, da escravidão, do medo e do pecado.
 O Catecismo da Igreja Católica nos ensina:
O desejo de Deus está escrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.
O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com Ele, começa com a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador”. (Catecismo 27)
Não é somente o homem que deseja Deus ardentemente, mas também Deus, hoje, por meio de Maria, e aqui, de maneira particular, deseja o homem ardentemente. Deus deseja que o homem seja alegre, feliz, completo, porém não o fará com a força, com uma vara, mas com o amor, ao qual todos fomos chamados a abrir livremente o coração.
O Coração divino foi traspassado. Uma espada de dor traspassou o Coração e a alma de Maria. Os Corações de Jesus e de Maria não cessam de sangrar e de sofrer por causa de nossos pecados: blasfêmias, surdez e cegueira, por causa de nossa resistência e incompreensão. Não obstante isso, Deus chama, porque não pode calar, enquanto sua criatura, o homem, tomou um caminho errado.
Deus não se distanciou do homem, por isso, não nos distanciemos  tampouco nós de Deus, porque desta forma nos afastamos de nós mesmos e da vida.
Que em nós, e por meio de nós, no mundo, em nossa família, possa realizar-se o desejo de Maria, revelado em uma de suas mensagens: Desejo que o Coração de Jesus, o Meu e os seus sejam um único coração de amor.
Frei Liubo Kurtovic, Mediugórie, 26.09.2003.
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.10.03:
Queridos filhos! Convido-os novamente a consagrarem-se a meu Coração e ao Coração de meu Filho Jesus. Desejo, filhinhos, conduzi-los todos pela estrada da conversão e da santidade. Somente assim, por meio de vocês, podemos conduzir muitíssimas almas pela estrada da salvação. Não demorem, filhinhos, mas digam de todo o coração: Desejo ajudar a Jesus e a Maria para que muitíssimos irmãos e irmãs conheçam a estrada da santidade. Assim sentirão a alegria de ser amigos de Jesus. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
O Coração que nos ama
Também hoje nesta mensagem, Maria Santíssima abre seu Coração pleno de amor com estas palavras simples de sua mensagem. É quase impossível colocar em palavras tudo que Maria, como Mãe, sente por nós, seus filhos. Ela deseja que sejamos santos, e isso significa ser felizes, normais e sãos. Vale a pena ser tudo isso, lutando para consegui-lo com todas as forças vitais disponíveis. O desejo e a oração de Jesus e Maria estão dirigidos a nós, aqui e agora, por meio da mensagem de Nossa Senhora. Nossa Senhora nos chama, a cada um, para acreditarmos que Deus deseja nosso bem, que Deus nos ama. Deus não ama somente os bons e os santos, mas também os maus. O problema é que nem todos respondem a esse amor. Sem amor, a vida do homem na terra é difícil e quase impossível, não somente sem o amor de Deus, mas também sem o calor, a compreensão, a bondade e o amor humanos. Não poderíamos viver se, desde o nascimento e de diversas formas, e em muitas situações da vida, não tivéssemos recebido esse amor. O amor é o terreno em que podemos apoiar nossa vida. É a condição fundamental da vida para todas as pessoas.
Todo homem se pergunta: Deus me ama? Se permito que essa verdade entre em meu coração, em meus pensamentos, sentimentos e em minha vida, tudo se torna mais belo e diferente. Lamentavelmente, existem muitas experiências negativas, experiências do mal e da maldade que nos fazem mudar de idéia e colocam à prova nossa fé no amor de Deus, que Jesus testemunha para nós com sua vida. Jesus mesmo experimentou maldade infernal em si mesmo, porém não abandonou o homem nem deixou de amá-lo. Deus não deixou de sacrificar nem mesmo seu Filho Jesus, para nos convencer de que somos amados. Jesus se deixou crucificar para que nos déssemos conta do que Deus está disposto a fazer por nós. De nossa parte, é necessário responder com confiança à verdade desse acontecimento. Se respondermos a Jesus e a seu amor com fé, fazemo-nos eternos e indestrutíveis.
São Paulo diz: “O Filho de Deus me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Jesus nos amou com um Coração humano, não de plástico, mas um Coração que sente o sofrimento, a dor e a alegria, sente tudo o que nós sentimos. Não existe em nossa vida algo que Jesus não tenha sentido, a não ser o pecado.
No Coração de Maria, não se extinguiu o desejo de levar-nos pelo caminho da conversão e da santidade. Desde o momento em que Jesus confia a Ela cada um de nós, por meio do Apóstolo João: “Mulher, eis aí o teu filho”, Maria é Mãe que não voltou atrás nem se deixou atemorizar por tão difícil e responsável tarefa, a de conduzir-nos a Deus pelo caminho da santidade, à vida, e não qualquer vida, mas a vida em abundância.
Não demorem, nos adverte Maria, porque a perda de tempo é também perda de graça. Jesus e Maria necessitam de nós, necessitam de você, de mim, para que os outros possam alcançar a vida que é Deus. Quem experimenta o amor de Deus não pode permanecer tranqüilo e indiferente a todos aqueles que ainda não o experimentaram. O amor de Deus não pode ser conservado para si, para seu próprio deleite. É preciso dá-lo a todos para que todos possam experimentá-lo, buscá-lo e desejá-lo com todo o coração. Cada cristão é missionário no local onde vive, para as pessoas que encontra e para aquelas que o rodeiam. Não nos cansemos e não nos detenhamos no caminho ao qual nos chama Maria.
Fr. Liubo Kurtovic, Medj, 26.10.2003
Notícias de Mediugórie
Exaltação da Santa Cruz
A Solenidade da Exaltação da Santa Cruz foi celebrada em Mediugórie no septuagésimo aniversário do início da construção da grande Cruz sobre o monte Sipovac, conhecido hoje como Krizevac.
Dom Abílio Ribas, Bispo de S. Tomé e Príncipe, natural de Arcos de Valdevez, Portugal, presidiu a Santa Missa, concelebrada por cerca de 40 sacerdotes.
Aparição a Miriana
É raro a vidente Miriana transmitir a mensagem que recebe no dia 2 de cada mês. Na aparição do dia 2 de outubro, Miriana disse que Nossa Senhora chorou ao dar-lhe esta mensagem: “Queridos filhos, entreguem-me seus corações completamente. Permitam que os leve a meu Filho, que lhes dá a verdadeira paz e a verdadeira alegria. Não se deixem enganar pelas falsas luzes que os cercam e que lhes são oferecidas. Não deixem que Satanás os domine por uma falsa paz e uma falsa alegria. Venham a Mim. Eu estou com vocês!”
O Papa e Mediugórie
Numa de suas viagens à Polônia, irmã Emmanuel foi levada à casa de uma família em que o marido e a mulher tinham sido colaboradores e amigos do Papa quando era Arcebispo de Cracóvia. E, por vezes, ainda se comunicava com eles por carta. Aquele casal mostrou-lhe cartas do Santo Padre, escritas à mão, em que lhes dizia que todos os dias ia, com o coração, a Mediugórie, para unir sua oração à dos peregrinos ali presentes!
Denis Nolan (childrenofmedjugorje)
A Jesus por Maria
Logo no início das aparições, quando estava ainda em Roma, ouvi falar de Mediugórie. Nós, sacerdotes, falávamos freqüentemente disso e, na época, tínhamos também sacerdotes jovens e estudantes na Croácia e na Bósnia-Herzegovina que nos informavam sobre este acontecimento. A este respeito havia duas posições opostas: de um lado os que estavam a favor de Mediugórie, impressionados e entusiasmados com os acontecimentos; do outro, os céticos, que se mantinham à distância.
Muitos austríacos têm vindo a Mediugórie ao longo destes anos. Muitos falam a favor e com entusiasmo, porque experimentaram uma mudança pessoal. Neste lugar de graças da Virgem, experimentaram profundamente Jesus Cristo nos Sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia. Foram tocados pela libertação. Esses falam da paz, da harmonia entre Deus e os homens, e também entre os próprios homens. A harmonia leva à paz e o seu fruto mais belo é a alegria. Muitos regressam a casa com muita alegria, felizes. Contudo, naturalmente, existem também os céticos que dizem: esperemos o juízo da Igreja.
Desde o primeiro momento, sempre me impressionaram os peregrinos deste lugar, pelo ambiente de oração, de alegria e de paz interior. Penso que, como disse Jesus Cristo, a boa árvore pode ser reconhecida pelos frutos.
Ao morrer na Cruz, Jesus Cristo deixou-nos Sua herança, Sua Mãe. Maria Santíssima, Mãe de Deus, é nossa Mãe celestial que nos ama como ama o seu Divino Filho. O Concílio Vaticano II disse que a Bem-Aventurada Virgem Maria, depois da Assunção ao Céu, permanece junto dos Seus filhos, ajuda-os e guia-os. Por isso, a possibilidade da Aparição da Mãe de Deus existe.
Sabemos que a Igreja reconheceu as Aparições em La Salette, Lourdes e Fátima. A Mãe de Deus é o modelo da Igreja. Ela nos ama, ama os homens, ama Seus filhos e os conduz à salvação, a Jesus Cristo: «Por Maria a Jesus». Os temas mais importantes que encontramos no coração de Lourdes e de Fátima, e também em Mediugórie, são: a oração, a Eucaristia, penitência, a conversão, o Sacramento da Reconciliação, o compromisso e a oração pela paz. Estas são intenções que encontramos no Evangelho e que também Jesus colocou no nosso coração.
Dom Ludwig Schwarz, Bispo auxiliar de Viena (Áustria), set/2003
Reza-se e confessa-se
As pessoas de minha Diocese sabem muito pouco sobre Mediugórie. Lourdes e Fátima são mais conhecidas, mas a voz sobre Medjugorje também se propaga. Cada vez que venho descansar na Europa, as pessoas procuram saber minha opinião sobre Mediugórie. Por isso, quis vir pessoalmente ver. Esta é a segunda vez que venho aqui. Estive aqui há dois anos e prometi que voltaria. Alegro-me por ter regressado!
Em Mediugórie, as pessoas mergulham numa atmosfera de oração e silêncio, o que, de fato, é muito positivo. Reza-se e confessa-se muito, as celebrações são riquíssimas e com muita vida. Vejam os frutos. Os frutos dependem da árvore. Os frutos que vejo e experimento, dos quais escuto, são tão credíveis que eu, pessoalmente, estou convicto de que a Virgem Santíssima está efetivamente atuando aqui, que Ela aparece. Os videntes são autênticos. Pergunto-me como têm resistido por tanto tempo. Tocou-me a atmosfera deste lugar. Uma vez tive a possibilidade de falar com a vidente Maria Pavlovic, em Viena, Áustria. Compreendemo-nos muito bem. Disse-lhe que em Papua Nova Guiné, as mensagens da Virgem chegam com muita demora, mas queremos segui-las e vivê-las.
Quero dar um conselho geral: Estarmos abertos ao que as mensagens anunciam e ao que diz a Sagrada Escritura. As mensagens concordam plenamente com a Sagrada Escritura e nada dizem de novo. Salientam permanentemente o que está escrito. Em Suas mensagens, a Santíssima Virgem fala freqüentemente de santidade. “Decidam-se pela santidade”. Não é fácil, mas é ao que Cristo nos convida. Ele disse: “Sede perfeitos como perfeito é o Pai Celeste”. O Apóstolo Paulo disse. “A vontade de Deus é que sejais santos”. A aspiração à santidade é um convite dirigido a cada um de nós».
Dom Herman Raich, Bispo de Wabag -Papúa Nova Guiné, set/2003
Ardente desejo de rezar
Ter ido a Mediugórie em 1986 foi um verdadeiro milagre Naquele ano eu estava terrivelmente só, divorciada e com quatro filhos. Tinha perdido meus pais quando as crianças ainda eram pequenas. Meu pai e meu avô morreram alcoólatras, e eu mesma debatia-me contra esse pecado! Apesar de 14 anos de oração, participação da Santa Missa e da reza do Rosário, recaía no alcoolismo. Participei de muitas conferências, encontros de oração, seminários e orações de cura, e mesmo assim não conseguia abandonar o vício. Eu sabia que o Senhor desejava uma cura completa!
Fui a Mediugórie determinada a rezar e bombardear o Céu com orações, pois sabia que era a minha última oportunidade. Eu sentia que o peso do meu problema empurrava-me para uma rampa escorregadia e Satanás zombava, dizendo: “Tu morrerás como o teu pai!”
Encontrava-me no terraço da casa de Vicka, cercada de pessoas que, desesperadamente, tentavam falar-lhe ou atrair, a todo o custo, a atenção da vidente. Tive pena dela e não quis fazer o mesmo, apesar de desejar muito que ela rezasse sobre mim. Quando pensava não ter nenhuma possibilidade, vi, em meio à multidão, um espaçozinho livre, à sombra, perto da escada que levava ao terraço. Abri caminho para lá e apoiei a cabeça na rampa, fechei os olhos e comecei a rezar. Quando abri os olhos, Vicka estava à minha frente, sorrindo-me, enquanto abria caminho para a escada. Peguei suas mãos e coloquei-as sobre minha cabeça. Juntei minhas mãos em oração, e supliquei-lhe com os olhos. Ela rezou brevemente sobre mim e desapareceu no alto da escada. Nessa tarde vi a cruz do monte Krizevac girar tão fortemente que tive a impressão de estar lá eu mesma, como num carrossel! Durante a Missa da noite, levantei os olhos e vi que a lua estava completamente vermelha. Fiquei assim toda a noite. Sentia-me tão próxima do céu! Nunca tinha sentido isto antes, e nunca mais voltei a senti-lo. De regresso a casa, comecei a falar de Mediugórie por toda a parte, a todas as pessoas ou grupos que quisessem ouvir. Passaram-se dois meses e tomei consciência de que já não bebia, nem sentia necessidade de fazê-lo! Passaram-se dezessete anos. Desde aquela época, vivi dramas e grandes aflições, mas nunca mais tive a tentação de beber; apenas um ardente desejo de rezar.
            Cathy (childrenofmedjugorje)
 
Preciso ir a Mediugórie
Chamo-me Colette. Sou francesa, meu marido inglês, e tenho duas filhas nascidas nos Estados Unidos.
Vivemos atualmente na Pensilvânia. Nossa família não é, ou melhor, não era católica muito fiel. Tanto meu marido como eu tivemos experiências infelizes com a Igreja Católica e queríamos ficar afastados dela o mais possível.
Em março de 2003, alguma coisa de verdadeiramente estranho aconteceu. No dia 17 de março, no momento em que a guerra ia começar, acordei absolutamente convencida de que o mundo corria para sua destruição e que eu devia fazer duas coisas:
- Criar um grupo de oração no meu bairro para rezar pela paz. No passado, nunca fizera nada desse gênero e não me lembrava sequer de uma única oração. Habitava em um novo bairro e as pessoas pensariam certamente que eu tivesse perdido a cabeça. Mas este sentimento era tão forte e persistente que tinha, pelo menos, de tentar.
- Ir a Mediugórie. Tinha ouvido, alguns anos antes, uma amiga falar dessas aparições. Sabia o que lá se passava. A mensagem era tão forte que disse a meu marido: Preciso ir imediatamente a Mediugórie.
Estava perplexa com o que me acontecia, mas, curiosamente, não me questionava sobre isso. Em maio de 2003, inscrevi-me numa peregrinação de uma semana. No momento em que entrei no ônibus, tomei consciência de que um sorriso se fixava no meu rosto e que era invadida por uma alegria que não conseguia explicar. Não sabia por que ia a Mediugórie. No ônibus rodeavam-me católicos fervorosos, alguns deles, peregrinos de longa data. Em vez de me sentir à parte, sentia-me acolhida. Ninguém me rejeitou por causa de minhas perguntas, de minhas dúvidas, ou de minha evidente falta de fé. Parecia que todos que encontrei durante aquela viagem estavam lá para ajudar-me em minha busca.
Chegando a Mediugórie, logo absorvi sua atmosfera, as pessoas e os acontecimentos. Estava impressionada ao ver a graça que parecia impregnar todas as coisas e todas as pessoas. A Confissão parecia-me algo natural, embora doloroso, pois não me confessava havia trinta anos. Também parecia natural ficar sentada na igreja durante longas horas por dia, por vezes até nove horas. Lentamente vieram-me à memória as orações da infância e surpreendi-me por voltar a rezá-las com fervor. De repente, reencontrei o sentido delas.
Minhas emoções oprimiam-me. Não parava de chorar. Chorava muito pela mediocridade de minha vida espiritual passada, comparada ao que poderia ter sido. Chorava, procurando a misericórdia; chorava constatando quanto tempo tinha estado só.
Em Mediugórie encontrei pessoas que têm fé; afirmo isso porque vi padres chorar durante a Missa. Não vi Nossa Senhora nem assisti a uma aparição, mas senti algo muito forte que me envolvia. Senti o Amor, o Amor incondicional, o Amor que perdoa tudo.
No fim daquela semana, eu rezava o Rosário com os outros peregrinos, com uma nova fé que crescia em mim. Nossa Senhora tinha me pegado pela mão e eu segurava-a bem, com medo que Ela me largasse. A viagem de regresso foi cheia de emoções de toda a espécie. Como nos falara o guia, a verdadeira peregrinação começaria com o regresso.
Tinha receio de perder o sentimento de estar ligada a algo muito grande e  poderoso. Tinha medo que o mundo e seu egoísmo opressivo me engolissem. Mas não havia necessidade de me inquietar. Como nos dissera nosso guia: “Entreguem todas suas preocupações à Virgem e Ela tomará conta de vocês”. Desde o regresso, minha vida é uma seqüência de pequenos acontecimentos significativos que me apontam estar no caminho certo. Este é o último:
Tinha cortado relações com meu irmão mais velho, fazia mais de trinta anos. Ele sofria de esquizofrenia e vivia só, em Paris, incapaz de trabalhar ou de ter vida social. Sua família afastara-se dele por causa de sua incontrolável violência e loucura aterrorizante durante muitos anos.
Quando voltei de Mediugórie, descobri que os fortes sentimentos de ódio e rancor, que alimentava contra ele, tinham desaparecido de repente. Pareceu-me evidente que queria retomar o contato com ele e pedir-lhe perdão. Começamos a nos corresponder pela Internet, trocando timidamente notícias sobre nossa vida presente. Isto passou-se em julho. Depois, em 12 de agosto, recebi um telefonema avisando que ele tinha falecido. Tinha sucumbido a uma crise cardíaca, sendo uma das numerosas vítimas do calor infernal que atingiu neste verão a França.
Sua morte causou-me um grande choque. Eu estava triste e, ao mesmo tempo, sentia que ele tinha podido encontrar um lugar melhor onde não mais teria sofrimento, solidão, dor, rejeição. Agradeci à Virgem por me ter acompanhado e pela imensa graça de nos ter dado este momento privilegiado de reconciliação. Toda a minha família ficou admirada com a ligação entre minha viagem imprevista a Mediugórie, a reconciliação com meu irmão e sua morte súbita.
Sei muito bem que tudo isto poderia não passar de uma coincidência. Mas quando se viveu sob a ameaça de um homem louco e se aprendeu a temê-lo, a odiá-lo e, por uma graça inexplicável sente-se impulsionado a pedir-lhe perdão, e esse homem morre poucas semanas depois, uma luz vem desvendar um grande plano que não se pode imaginar.
Agora participo diariamente da Missa! Minha vida está plena de esperança e de paz. Sinto-me feliz por pessoas que, como vocês, se empenham em divulgar Mediugórie e as mensagens da Virgem. Desejo a todos que vão a Mediugórie que façam a experiência da força que ali se manifesta.            childrenofmedjugorje
Nossa vida é um Rosário
Encontrava-me num pequeno país, celebrando a Santa Missa. Ao falar do Rosário, perguntei: que acham do Rosário?
Ninguém respondeu. Insisti: O que contemplamos no Rosário?
Depois de um breve silêncio, uma menina de 6 ou 7 anos respondeu: com o Rosário contemplamos a vida de Jesus. Fiquei surpreso.
Exerço o ministério sacerdotal no Santuário de Nossa Senhora do Rosário em Pompéia, fundado por um advogado napolitano. Um dia, tomado de angústia, e em grande aflição interior em relação à salvação da sua alma, ouviu claramente uma voz no coração: «Se procuras a salvação, propaga o Rosário».
Era a Santíssima Virgem Maria que lhe falava. Naquele momento, os sinos de uma pequena capela soavam anunciando o meio-dia. Ajoelhado, após a oração do «Angelus», respondeu com grande decisão: Se é promessa de Maria que quem propaga o Rosário se salva, eu não deixarei esta Terra sem propagar o Rosário.
Tempos atrás, para muitos, esta oração era considerada de pouca importância, mas hoje, graças ao Santo Padre que nos fez donos de um documento autorizado - a carta Rosarium Virginis Mariae - compreendemos com clareza seu significado. O Rosário é contemplar o Rosto de Cristo com Maria.
Contemplando este Rosto abrimo-nos ao acolhimento do Mistério da Vida Trinitária, para experimentarmos sempre, renovadamente, o Amor do Pai e gozar a alegria do Espírito Santo (RVM 9). Refletindo num espelho a Glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, naquela mesma Imagem, sempre mais resplandecente, pela ação do Espírito do Senhor (2 Cor 3,18).
Guiados por Maria, temos nossa mão em Sua mão. Ela com o Rosário cumpre Sua tarefa de transformar em Cristo nossa vida.
Assim, o Mistério da Vida de Cristo desce à nossa vida e nossa vida em Cristo torna-se um Rosário. Os Mistérios do Rosário são os Mistérios de nossa vida e, enquanto percorremos nosso caminho de fé, notamos que as fases da vida de Jesus são como as nossas.
Com os Mistérios Gozosos vivemos as grandes alegrias, das quais o Senhor faz-nos participantes. Não é a alegria uma característica do cristão? Como não ser alegre quando o Senhor nos faz compreender Seu desígnio a cada um de nós, como aconteceu a Maria no momento da Anunciação? Também nós, como Maria, recebemos de Deus o anúncio de conceber Cristo em nossa alma. Mas para concebê-Lo devemos estar dispostos interiormente a acolhê-Lo quando Jesus se faz carne em nós. Depois, não é difícil comunicá-Lo. O Espírito Santo comunica nossa intimidade com Jesus.
Com os Mistérios da Luz contemplamos Sua vida pública, a revelação de Si mesmo e do Pai, em sinais, palavras e prodígios.
Qual o discípulo que não é chamado a mostrar Cristo, como João no momento do Batismo: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e a revelar, ao mesmo tempo, o Rosto Misericordioso do Pai?
Com os Mistérios Dolorosos contemplamos o infinito Amor que Deus teve por cada um de nós, até tocar o ponto mais alto: Não há, de fato, Amor maior que o de dar a vida pelos irmãos: Obedecendo ao Pai até à morte e à morte de Cruz.
Se dizes que teu amor por Deus é grande, como vem à tua mente agir diversamente? Como não valorizar tanto sofrimento, tantas injustiças e opressões que existem à nossa volta? O mal que há no mundo dá-nos a possibilidade de estarmos unidos à Paixão de Cristo.
Com os Mistérios Gloriosos, contemplamos já aqui na Terra aquilo que os olhos não vêem, nem ouvidos ouvem, nem jamais penetrou o coração do homem. A Esperança não nos ilude, porque o Amor de Deus foi derramado em nossos corações.
Vive-se de modo diferente com esta Esperança no coração. O Santo Cura d’Ars dizia que também as dores se derretem como neve ao sol.
Nosso caminho não é diferente do caminho de Jesus. Ele tocou todas estas fases primeiro, passou da aflição à alegria, do fracasso ao sucesso, do desespero ao conforto, das tentações à vitória, do nascimento à morte. Em tudo semelhante a nós, exceto no pecado, e viveu também todos os efeitos do pecado. Por fim, passou da morte à glória. Por este motivo, em virtude da humanidade de Cristo, somos participantes da Sua própria vida.
Em nossa vida tudo tem valor. Em Cristo nada está perdido, até nossa trágica fragilidade e também nossos pecados servem-nos, antes, para merecermos um grande Redentor.
Quando rezamos o Rosário, nossa própria vida torna-se um Rosário.
Por D. Andrea Fontanella (Eco de Maria)
O poder do Rosário
  Em todas as grandes aparições do fim do milênio, Nossa Senhora chama Seus filhos a «abrirem-se à Graça que Cristo alcançou com os Mistérios de sua Vida, Morte e Ressurreição, para nós», mediante a oração do Rosário.
Também o Papa convida energicamente a Igreja Universal a renovar a oração do Rosário, aliada à íntima contemplação do Mistério de Cristo, através do olhar e do Coração Imaculado da Mãe.
Nosso Papa atribui explicitamente à oração do Rosário um especial poder de graça, capaz de reconduzir o coração e a mente do povo de Deus ao essencial núcleo salvífico da fé, única fonte de vida Divina no mundo, o Mistério Pascal de Cristo Morto e Ressuscitado, que representa desde sempre, e até o fim dos tempos, a única força capaz de rasgar as densas espirais de trevas, que agora, como nunca, apertam com mordaça mortal a cidade dos homens.
O Papa faz também referência explícita aos numerosos e urgentes apelos que, neste tempo, a Santíssima Virgem Maria dirige a Seus filhos: «numerosos sinais demonstram quanto a Virgem Santa quer hoje exercitar precisamente através desta oração materna, à qual o Redentor moribundo confiou, na pessoa do discípulo predileto, todos os filhos da Igreja: «Mulher eis o Teu filho!» (Jo 19,26).
Com efeito, Nossa Senhora, hoje de modo especial em Mediugórie, como já no passado, em Lourdes e Fátima, não se cansa de chamar o mundo a voltar-se para a contemplação dos Mistérios da Vida de Jesus, na íntima e profunda comunhão com a chama de amor do seu Coração Imaculado, para acolher plenamente as graças extraordinárias que o Pai dispôs para este tempo especial: «Queridos filhos! Hoje Eu os convido a começarem a rezar o Rosário com viva fé; assim, Eu poderei ajudá-los... Queridos filhos, convido-os a rezarem o Rosário: o Rosário seja, para vocês, um compromisso a ser cumprido com alegria. Dessa forma compreenderão por que estou assim, por tanto tempo, com vocês: desejo ensiná-los a rezar...» (12.06.86). Que todos os dias rezem pelo menos o Rosário: os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos» (14.08.84).
Os urgentes apelos de Maria à oração do Rosário neste tempo não podem ser reduzidos a níveis meramente devocionais, mas inscrevem-se a pleno título no eterno desígnio Divino de imprimir o século do Triunfo do Coração Imaculado da Mãe nos tempos do cumprimento da obra da salvação do Filho e da recapitulação nEle de todas as coisas. «Desejo também que todos vocês sejam ativos neste tempo que, através de Mim, está unido ao Céu de modo especial...» (25.05.96); «Este tempo é o meu tempo e é por isso, filhinhos, que novamente os convido a rezar» (25.01.97).
O Rosário é, de fato, a arma espiritual hoje oferecida aos filhos da Igreja para se envolverem vitoriosamente no decisivo combate espiritual, profeticamente anunciado na Sagrada Escritura, em ação contra as forças das trevas, que se encarniçam na desagregação dos fundamentos da vida humana e da comunhão entre os homens: «Queridos filhos! Hoje, como nunca,, convido-os à oração. Que a sua oração seja oração pela paz. Satanás é forte e deseja destruir não só a vida humana, mas também a natureza e o planeta em que vocês vivem. Por isso, queridos filhos, rezem para poderem se proteger, por meio da oração, com a bênção da paz de Deus. Deus enviou-Me a vocês, para ajudá-los. Se quiserem, apeguem-se ao Rosário. Somente o Rosário pode fazer milagres no mundo e em suas vidas...» (25.01.91).
Por Giuseppe Ferraro / Eco de Maria
 
Como contribuir para o Eco
 
As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita-das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.
Peregrinação 2004
Estamos organizando uma peregrinação para Mediugórie em maio do próximo ano. Mais detalhes nas próximas edições do Eco.
Retiro na Comunidade
 
Quem desejar fugir do barulho do mundo durante os dias do carnaval está convidado a participar do nosso retiro, que inclui a experiência de Mediugórie (Santa Missa, Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras, etc). Reserva de vagas pelo telefone (61) 624-5511 ou por carta.
 
Ordenação Sacerdotal
Agradeço a todos que vieram, de perto e de longe, para minha Ordenação Sacerdotal, ocorrida no dia 11 de outubro em Luziânia (Go). Agradeço também pelas orações e pelas expressões de carinho transmitidas por cartas, telegramas, cartões, e-mails, telefone e presentes recebidos. Senti-me muito feliz ao ver a alegria estampada no rosto de tanta gente amiga, vinda de várias partes do Brasil, e também da Croácia, para esta grande festa e também confraternização que tinha o perfume de Mediugórie.
Por intercessão de Nossa Senhora, Rainha da Paz, abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Padre Reinaldo de Araújo Pinheiro