Mediugórie - Eco212
Dezembro 2003 - 25 / Natal do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz, de 25.NOV.03:
Queridos filhos! Peço-lhes queeste tempo seja para vocês um estímulo ainda mais forte àoração. Neste tempo, filhinhos, rezem para que Jesus nasçaem todos os corações, especialmente naqueles que nãoO conhecem. Sejam amor, alegria e paz neste mundo sem paz. Eu estou comvocês e intercedo junto a Deus por cada um de vocês. Obrigadapor terem correspondido a Meu apelo.
Sejam amor, alegria e paz
Nossa Senhora nos estimula novamente à oração neste Advento. O período do Advento e o da Quaresma são períodos do ano litúrgico em que a Igreja, como Mãe, convida-nos aexaminar nosso caminho de vida, a tomar decisões concretas e realizardeterminados passos em direção a Deus. Também hoje,como em todos estes anos, Nossa Senhora deseja que nossos dias nãopassem no vazio, que não percamos tempo, que não nos esqueçamosde Deus neste tempo em que vivemos. Deus nos chama, nos busca e anima pormeio de Maria.
Para uma mãe, os filhos são sua maior alegria.Podemos imaginar quanta alegria somos para Maria, Rainha da Paz. Ela é“Causa de nossa alegria”, e convida-nos a sermos também alegriapara Ela. Seu único desejo é que Jesus nasça em nossoscorações. O momento em que Nossa Senhora se sente mais tristeé quando perdemos Jesus, quando Ele não está conosco,ou quando não estamos com Ele. É necessário fazertudo o que esteja ao nosso alcance para voltar a Jesus, encontrá-Lonovamente. Humanamente falando, também Jesus e Maria sofrem quandonos distanciamos dEles, quando, de alguma forma e por alguma razão,nós Os abandonamos. A Mãe nos conduz a seu Filho. Com Elaé sempre mais fácil encontrá-Lo e permanecer com Ele.Ela não opera outra obra mais importante do que essa, porémsó poderá realizá-la com nossa colaboração. Por isso nos anima e coloca em nosso coração esses meiosque a Igreja, em seu seio, oferece a seus filhos ao longo dos séculos, conduzindo-os a Deus e fazendo-os nascer para uma nova vida em Deus.
O objetivo das mensagens e das aparições de Nossa Senhora é que todos conheçam a Deus, que todos se encontrem com Ele. Deseja que Deus, por meio de nós, chegue a todos. Estamos unidos uns aos outros e somos responsáveis uns pelos outros. Deusnão tem outro caminho para vir a este mundo, às pessoas,senão por meio de alguém. Deus quer vir a este mundo pormeio de mim e de você. Por outro lado, se não vem dessa forma,como poderia vir? O único sentido de nossa vida é permitir-Lhevir. Se não Lhepermitirmos fazê-lo, então onde estariao sentido de nossa vida, e quem somos nesta Terra sem Ele?
Deus deseja vir neste Advento e no Natal que se aproxima. Eletem tempo. Ele tem a eternidade. E nós temos somente este hoje,este momento. Nossa eternidade não é nossa, mas de Deus.Deus necessita de nossa simplicidade. Deus necessita de nossa companhia.
Somente estando próximos de Deus poderemos, a cada dia, transformar-nos em amor, alegria e paz para este mundo, como nos dissea Virgem Santíssima. As obras de amor são obras de paz. Quandoo amor é compartilhado com alguém, a paz invade quem a oferecee também quem a recebe. Quando há paz Deus está presentee, dessa forma, Deus toca nossa alma e manifesta seu amor para conosco,derramando a paz e a alegria em nossos corações.
A beata Madre Teresa rezava: “Conduzi-me da morte à vida,da mentira à verdade. Conduzi-me do desespero à esperança, do temor à confiança. Conduzi-me do ódio ao amor,da guerra à paz. Que a paz plenifique nossos corações,nosso mundo e nosso universo. Paz, paz, paz.”
Não estamos sozinhos, Maria Santíssima está conosco, com Sua presença e a força de Seu amor materno,desejando que a paz de seu Coração entre em cada coração. Permitamos que Ela o faça.
Frei Liubo Kurtovic, Mediug. 26.11.2003.
Testemunhos de Mediugórie
O peregrino descalço
Mediugórie é um lugar onde se escutam insólitas histórias da vida concreta das pessoas, porém, àsvezes, também de grupos de pessoas. É um local propíciopara a verdade sobre nossa vida de ontem, de hoje e de amanhã. Apresença de Nossa Senhora, Sua abertura e presença maternal,oferece às pessoas confiança e a segurança de quepodem sair de sua realidade escondida e encarar a verdade. Tanto isso éverdade que, certo dia, encontrei em Mediugórie um jovem descalçono caminho para a Igreja. Perguntei-lhe: “Por que você caminha descalço?”. Ele me respondeu: “Subi o Krizevac´ e peregrinei com a intenção de conseguir a graça de amar e aceitar novamente  minha esposa!” Assim me respondeu e continuou o caminho para a Igreja.
A resposta desse peregrino fala evidentemente de como compreendeu Jesus, de como compreendeu o que Nossa Senhora deseja de nós. Elenão veio a Mediugórie rezar para que os outros mudem e oaceitem, mas porque deseja mudar a si mesmo. Ele aceitou totalmente o convitefundamental de Jesus à conversão. Em suas mensagens, NossaSenhora fala freqüentemente sobre isso. O apelo de Nossa Senhora àconversão é, na verdade, somente uma advertência doque Jesus nos revelou e do que espera de nós. Um pensador espiritualmoderno, Gregory Mayers, escreve: “O homem não se libertaráde seus pesadelos enquanto não acordar”. Em sentido figurado, desejatransmitir-nos como devemos sacudir-nos, despertar-nos. Com freqüênciapode nos acontecer, falando no contexto dessa frase, que decidamos esperar– como se tivesse outra pessoa que iria fazê-lo em nosso lugar. Semdúvida, sabemos que Jesus deseja que façamos algo, que adiramosa Ele de uma forma pessoal. A mensagem de Jesus, como a de Nossa Senhora,sempre se dirige a cada um de nós.
Diante de nós existe um tempo em que fomos chamados adespertar nossa fé e a dirigir-nos ao presépio de Belém.Jesus adverte a todos nós a que estejamos despertos e em constanteoração. Unicamente despertos na fé, podemos ser capazesde mudar-nos e de converter-nos. Só assim poderemos nos livrar dos“pesadelos”. A Igreja, nesse sentido, tem oferecido o tempo do Adventocomo um tempo adequado para colocar em ordem as coisas em nosso templopessoal, a fim de que Jesus possa ser o habitante principal de nosso interior.O Advento é um tempo de decisão, de promessas e de novastarefas. Que estas promessas sejam uma aliança com Deus. Em nossaspromessas incluamos a decisão de que nós, tal como esse peregrinodo começo do texto, nos transformemos e procuremos novamente amare aceitar a cada um. Que a ternura e a pequenez de Jesus recém-nascido,a Quem esperamos, penetrem nosso ser, conquistem e plenifiquem nossos corações.Despertos na fé, e decididos a nos libertar dos pesadelos e do desespero,dispostos a tirar os sapatos para entrar no lugar da renúncia eda conversão, esperemos o Rei recém-nascido que éo único objetivo de todo peregrino do Senhor.
Fr. Mario Knezovic
Viagem transatlântica
Maria Elisabete, 45 anos, professora numa escola americana,dá um testemunho magnífico de que nada é impossívela Deus para aqueles que, na oração, abrem seu coração e se deixam conduzir pelo Espírito Santo.
“Em 1990, para fazer uma peregrinação a Mediugórie, precisava do aval de meu marido. Tratava-se de fazer uma viagem transatlântica, para um país comunista, e encontrar o dinheiro que não tínhamos, e uma baby-sitter para as crianças.
Mas o apelo era demasiado forte; eu precisava ir lá.Quando abordei o assunto, meu marido aceitou ocupar-se das crianças.Interrogava-me sobre o que iria encontrar quando chegasse lá. Pensavaque seria um agradável afastamento das exigências dos quatrofilhinhos.
Durante muitos anos, pensei que não era uma boa mãe. Por vezes, tinha necessidade de repousar para retomar o fôlego. Sabia que esta viagem me ajudaria a fazer uma reflexão sobre a vida, afamília e o caminho a seguir no futuro.
No terceiro dia da viagem, confiei ao padre meus pecados, passando pelo temido sacramento da Confissão. Na última tarde, frustrada por não compreender uma única palavra das homilias em croata, levei para a igreja um livro de homilias em inglês. Logo que o abri, deparei com uma homilia que falou a meu coração. Eu sabiaque Deus me convidava a voltar à reconciliação e vique ainda tinha de resolver alguma coisa que me impedia de ter uma relação mais estreita com Deus.
Ao sair da igreja, não se ouvia qualquer ruído.A escuridão do céu tornava a temperatura mais fria e a esplanada deserta ainda mais desolada. Bizarramente, notei que na fila dos confessionários estavam duas luzes acesas. Dirigindo-me para a pensão, senti queDeus me empurrava para os confessionários. Não queria irlá. Fiz um trato comigo mesma: Se um dos confessores for da línguainglesa, eu vou.
O primeiro tinha a identificação: “polonês”. “Uf”! Pensei ter escapado. Mas a seguinte indicava: “inglês”. Respireiprofundamente e abri a porta.
Quando me ajoelhei, o padre colocou um crucifixo em minhas mãos. Comecei a falar. O padre parecia saber porque eu estava ali. Caíram meus disfarces.                A contracepção era o tema que tinha de olhar de frente. Comomuitos outros católicos, conhecidos meus, meu marido e eu tínhamos praticado o controle dos nascimentos. Não compreendíamosa razão do ensinamento da Igreja, e não nos preocupávamoscom isso. Éramos adultos instruídos e responsáveis.Nossa atitude era, na realidade, muito arrogante. Mas, pelo poder do EspíritoSanto, compreendi que meu marido e eu tínhamos deixado Deus completamente fora do nosso casamento. Nossa união era supostamente baseada nosacramento do Matrimônio. Dávamo-nos um ao outro em tudo,exceto no que podia gerar a vida. Nossa relação deveria sercomo uma corda formada por três cordões (meu marido, eu eDeus), sendo Deus o cordão que lhe dá a resistência.Excluindo Deus de nossa união, esta estava incompleta e corria orisco de se desfazer. Meu coração mudara totalmente e eusabia que também minha vida mudaria. Deus não dizia que devíamoster mais filhos, visto que já tínhamos quatro e, por vezes,já me era difícil criá-los. Ele nos disse que nosabríssemos a Ele em nossa união. No dia seguinte, no caminhode regresso, tinha a impressão de ter entrevisto o céu. Nãosei quanto tempo passei no confessionário, mas quando acabei compreendique Deus ia pedir-me que fizesse certas coisas que nunca antes imaginara.
De regresso a casa, expliquei a meu marido a mudançade planos. Preocupava-me um pouco sua reação, por causa dosproblemas financeiros que tínhamos no momento. Quando lhe expliqueitudo o que me tinha acontecido, e como éramos chamados a abrir-nosverdadeiramente a Deus no nosso casamento, ele concordou plenamente. Faltava-nosaprender muita coisa, o que nos empenhamos em fazer. Temos agora 23 anosde casamento e, a partir de 1990, tivemos mais quatro filhos. Embora, àsvezes, isso tenha exigido muito esforço, confesso que o plano debênção de Deus sobre nossa família era maiordo que eu poderia imaginar. Quando os ninhos dos nossos amigos começarama esvaziar-se, nós continuávamos a ter uma casa cheia. Tenhopor vezes necessidade de sossego, mas a alegria real que os filhos trazem,mesmo no meio do barulho, da confusão e das responsabilidades, éverdadeiramente um presente de Deus.
Aceitamos o risco de nos abrir, de ser generosos com Deus, epercebemos, em troca, que Deus nunca Se deixa ultrapassar em generosidade.Sempre que tínhamos uma nova boca para sustentar, Deus, de maneirainimaginável, providenciava tudo. Temos de ser bons administradoresdos bens recebidos, mas nada nos falta e temos sido abençoados aocêntuplo.
Regressei com uma vontade imensa de aprender e meu marido juntou-se nesta procura do verdadeiro alimento. Hoje sou mãe de oito filhosmaravilhosos, de 21 a 4 anos, e espero que alguns correspondam ao chamadoao sacerdócio ou à vida religiosa. Ensino teologia (e nãomais contabilidade) a adolescentes que têm sede do conhecimento deDeus. Esta é a minha paixão. Ardo de desejo de anunciar oEvangelho a quem queira escutar-me. Também tenho de lutar, porquesou pecadora e necessito muito do meu Redentor. Sei, no entanto, que possofazer todas as coisas por Cristo que vive em mim.”
Ir. Emmanuel (childrenofMedjugorje)
Eu vou até eles
«Tomei conhecimento de Mediugórie atravésde revistas e de testemunhos de pessoas que regressavam daqui. Numa Igrejada minha Diocese encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Mediugórie. Já temos a imagem e Mediugórie é conhecida entre nós!
Quero contar uma história interessante: Penso que foiem 1990 que um grupo das Filipinas veio a Mediugórie. Aqui vêmas pessoas que têm dinheiro para pagar as despesas da viagem. O sacerdote que acompanhava o grupo foi convidado e veio gratuitamente, tal como acontece hoje. Subiu ao monte e perguntou a Nossa Senhora: «Só quemtem dinheiro pode vir a Mediugórie? Que acontece aos outros?»Então ouviu uma voz clara e forte que lhe respondeu: «Eu vouaté eles, eu estou com eles!» Diz ele: «Quando escuteiisto senti uma grande felicidade. A Santíssima Virgem vai atéeles! Existe uma graça para os que vêm a este lugar, mas aVirgem vai pessoalmente aos que não podem vir!»
A posição oficial da Igreja filipina éa mesma de Roma. Mediugórie não foi ainda reconhecida oficialmentepor Roma, mas vejo que muita gente tem sido estimulada a mudar para umavida melhor, neste lugar. A Igreja não proíbe ninguémde vir aqui e, de fato, muitos filipinos vêm aqui. Vemos bons frutos,vemos a influência de Mediugórie neles. Eu sinto-me felizquando vejo que as pessoas rezam mais, recebem a Santa Comunhãocom mais freqüência, freqüentam a Santa Missa e confessam-secom freqüência. Penso que isso é obra da Virgem, quesignifica muito. Talvez estejamos esperando algum milagre espetacular paraque a Igreja reconheça Mediugórie. Contudo, já existemmuitos, muitos milagres, muitas graças que acontecem na vida daspessoas. Basta o fato de que as pessoas estejam mais próximas deDeus. Isto é um sinal!
Como sacerdote e Bispo, considero-me um sacerdote de Maria.Faço o trabalho de Maria. Como sacerdote e Bispo, é necessárioconduzir as pessoas a Jesus e levar Jesus às pessoas. Quanto maisvivo, mais sinto em mim o Espírito de Maria, mais me sinto capazde cumprir minha missão. Aqui, pessoalmente, sinto-me muito, muitofeliz.
De manhã, bem cedo, enquanto os outros dormiam, fui à Colina das Aparições. Fazia muito frio. Não sabiao caminho, mas pedi à Virgem que mo mostrasse. No caminho perdimeu lenço, mas encontrei uma flor. Era a única flor que vino caminho. Colhi-a e quando cheguei à imagem, eu estava emocionadocomo uma criança pequena. Disse: «Virgem Mãe, tenhouma flor para Vós». Ao rezar, senti uma paz muito profunda.A Virgem fez-me compreender que Se sentia muito feliz com minha presençaali. Rezei por todas as pessoas, especialmente pelos peregrinos de meugrupo. Também eles se sentem muito felizes neste lugar. Depois daSanta Missa, fomos todos à Colina e foi maravilhoso rezar em comunidade.Os mais jovens ajudavam os mais idosos a subir... Esta é a imagemda nossa vida aqui na Terra: devemos ajudar-nos uns aos outros. Quandochegamos ao cimo, vimos a imagem da Virgem e foi maravilhoso.
As mensagens deste lugar são muito atuais e dirigidasa todos nós. Sempre vi a Santíssima Virgem como uma enviadaespecial de Jesus. Ela deseja que todos nós, rigorosamente todos,sejamos santos. Por isso, realiza esforços especiais a fim de chegara nós, de ajudar-nos, de recordar-nos o que devemos fazer e comoalcançar o Reino. Isto é um claro sinal do Seu grande Amorpor todos nós. Também é uma prova de que a Virgemse ocupa ativamente de nós e trabalha para o nosso bem. Ela desejaque todos nos sintamos realmente felizes e que tenhamos uma paz verdadeira.É necessário que escutemos Suas mensagens; que as leiamose as ponhamos em prática. O Salmo de hoje nos diz: «Se hojeescutardes a Sua voz, não endureçais os vossos corações!»Que seus corações estejam abertos às mensagens e queas apliquem na vida!
Eu procedo como instrumento da Santíssima Virgem, Mãe de Deus. Ela tem aparecido em muitas ocasiões e em diversos lugares. Sua mensagem provém de Deus. Pede-nos que rezemos e rezemos. Queponhamos Deus em primeiro lugar, no lugar mais importante de nossa vida.Por isso, devemos converter-nos e voltar o coração, a mentee toda a nossa vida para Deus.
Nosso coração está frequentemente presoàs coisas materiais, como o dinheiro, o poder e coisas semelhantes.Nossa Senhora pede-nos que coloquemos nossa atenção naquiloque nos diz Seu Filho. A Santa Missa, a Santa Comunhão, a SantaConfissão... Que nos ocupemos mais dos outros, que façamossacrifícios, que façamos obras de caridade em favor dos outros.Se cumprirmos melhor as mensagens, se amarmos a Deus e nos amarmos unsaos outros, eu creio que experimentaremos a verdadeira paz entre nós,qualquer que seja nossa proveniência, já que nossos coraçõesestão abertos, nos aceitaremos uns aos outros. Assim compreenderemosque, no final de contas, todos somos uma família, uma grande família,composta de irmãos e irmãs. Somos uma família e temosum Pai. Quão maravilhoso é quando rezamos com sinceridadee dizemos: «Pai Nosso». Assim compreenderemos que todos somosirmãos e irmãs que nos amamos. Isto é o que a Virgemdeseja... O fruto da missão de Nossa Senhora somos todos quantosnos convertemos numa família, numa Igreja.
Sinto-me como em casa, como se a Virgem me tivesse dito: Estaé tua casa!
Dom Jesus A Cabrera, bispo de Alaminos (Filipinas), em visitaa Mediugórie, de 15 a 17 de outubro/2003.
Isso é obra de Deus
«Inteirei-me dos acontecimentos de Mediugórie através da gente que vem a este lugar durante tantos anos. Agora, estou aqui pela primeira vez. Vim com um sacerdote meu amigo, Padre Henry Dorsch, que veio a Mediugórie cinco vezes nos últimos quinze anos. Esta é a sexta vez que ele vem. Freqüentemente me falava de Mediugórie. Ele faz muito sacrifício. É um bom e fiel sacerdote. Valorizou-o grandemente a experiência que teve em Mediugórie. Não é um segredo que ele me tenha influenciado, como também muitos outros me falaram da vinda a Mediugórie. Isso despertou-me maisinteresse. Este ano tive a oportunidade de vir e, por isso, estou aqui.Vim para ver com meus próprios olhos, escutar com meus ouvidos e,depois, ter uma opinião.
Desde tenra idade estou fortemente ligado às aparições da Virgem em Fátima. Quando tinha onze ou doze anos, senti uma poderosa devoção à Virgem de Fátima. E hoje também é assim, creio verdadeiramente nessas aparições e,também, nas aparições de Lourdes. Quando tinha dezanos vi o filme «A canção de Bernardete» quefalava de Bernardete e Lourdes. Isso impressionou-me profundamente, foipara mim muito importante. Estas duas aparições foram umaparte importante da minha vida. Mediugórie é algo diferente,dado que ainda não tenha recebido o reconhecimento da Igreja. Comomuitos outros, espero a decisão final da Igreja. Há algoem mim que deseja acreditar nestas aparições. Vim ver com meus olhos... Creio que aqui existem frutos espirituais maravilhosos. É evidente que as pessoas são muito devotas, fiéis, fervorosas, recebem os Sacramentos e rezam muito. Não podemos ficar indiferentes ao que vemos.
Creio que este lugar, onde se reúnem pessoas de todoo mundo, é verdadeiramente especial. Vêm para rezar e têmexperiências muito boas. Muitos convertem-se, muitos regressam àfé, alguns convertem-se à fé católica. Ouvirelatos sobre curas, mas não tenho provas pessoais. Vejo muitose bons frutos, vejo muitas coisas boas, e isso é obra de Deus, obrado Espírito Santo. Não há dúvida. Nãoestou em posição de dizer se a Virgem aparece neste lugar,não sei. Estou aberto a isso, tenho o espírito e o coraçãoabertos. Não tenho uma convicção pessoal, mas estouaberto à decisão da Igreja. Espero essa resposta!
Aqui vejo a experiência da vivência da fécristã na sua totalidade. A gente aqui crê e vive sua fé.Isto se pode ver. Isso está no seu coração e na suaalma. Todos somos membros da mesma família. Todos somos irmãose irmãs. Isso é que fica evidente. Encontra-se gente de todoo mundo. Muitos europeus e também da América. Há gentede todas as raças: brancos, morenos e negros... e todos sãoirmãos e irmãs, todos estão de acordo e todos têma mesma fé. Todos juntos participamos da Eucaristia, partilhamosa mesma fé em Deus, em Jesus Cristo e no amor à Virgem. Estaé uma manifestação da Igreja em geral, da féque todos partilhamos. Isto é maravilhoso. Direi a meus fiéisque isto é uma experiência maravilhosa, que é bom quea gente venha a este lugar e que reze, que abra a alma e o coração,que se interrogue se por acaso Deus o está chamando. Seguramente,sua vinda trará, para muitos, bens espirituais. Penso que serãoabençoados por virem a Mediugórie».
Dom Thomas L. Dupre, bispo de Springfield, Massachusetts (EUA), em visita a Mediugórie nos fins de outubro.
Estou aqui pela primeira vez
Segundo informação de Dom Tarcisio, no contextoda preparação desta peregrinação foi difícil superar a dificuldade da obtenção dos vistos para a Bósnia-Herzegovina: cada peregrino estava sujeito a um colóquio individual na embaixada da Bósnia-Herzegovina situada na África do Sul, mas a organizadora, após 3 meses de preparativos, conseguiu que o referido colóquio fosse feito no Malawi.
Acerca de Mediugórie, Dom Tarcisio disse: «Estouaqui pela primeira vez e estou feliz por estar aqui. Em 1989, ouvi falarpela primeira vez de Mediugórie quando um de nós veio aquicom o Bispo daquela época. Eu estou agora mais envolvido que antes.Construímos uma réplica da Cruz que vocês têmaqui na Montanha do Krizevac.
Vejo que este é realmente um lugar de oração e, certamente, nós estamos muito gratos aos videntes que nos inspiram confiança. Um deles disse que a idéia da vinda a Mediugórie não deve ser para vê-los mas para rezar e aprofundar a vidaespiritual e a devoção à Santíssima VirgemMaria. Eu estou também muito grato à Igreja. Penso que organizaramo programa muito bem. Vocês ajudam realmente as pessoas a rezarempara viverem individualmente diante de Deus, para se libertarem. Érealmente bom estar aqui.
No Malawi há 3 milhões de católicos entre 11 milhões de habitantes. Nós queremos partilhar, porquea partilha está influenciando nossa fé e a fé dosoutros. Eu acredito que, se nós pusermos Deus em primeiro lugar,se lutarmos contra a pobreza espiritual, Deus intervirá na pobrezamaterial. Às vezes, pensamos que podemos fazer tudo sozinhos, masestá errado. O espírito de partilha enriquece a todos. Todosnós, na Europa e na África, devemos rezar com nossa vida!
Dom Tarcísio Ziyaye, Malawi (África), em visitaa Mediugórie, nov/2003.
Imaculada Conceição
O que diz a Tradição, desde os primeiros séculos.
O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamadopelo Papa Pio IX, na presença de 53 cardeais, de 43 arcebispos,de 100 bispos e mais de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo,no dia 8 de dezembro de 1854.
...O evangelista São Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: “Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, Mãe de Deus e sempre Virgem Maria”.
Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição.
Uma de suas orações começa nestes termos: “Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais”. Mais adiante, é pela intercessão da ImaculadaVirgem Maria que o Sacerdote invoca Deus em favor dos fiéis: “Pelaspreces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santae Imaculada Virgem Maria.”
Terminamos o primeiro século com as palavras de SantoAndré, Apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsulEgeu, passagem que figura nas atas do martírio do Apóstolo,e data do primeiro século: “Tendo sido o primeiro homem formadode uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascessede uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antesformara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido”(Cartas dos Padres de Acaia).
A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhumacontradição se levantou na primitiva Igreja.
No século segundo, os escritos dos Santos Padres falamda Imaculada Conceição como um fato indiscutível.Entre os escritores e oradores deste século, contamos: S. Justino,apologista e mártir; Tertuliano e Santo Ireneu.
No terceiro século, existem também textos claros em defesa da Imaculada Conceição, mas em menor quantidade.
Santo Hipólito, bispo do Porto e mártir, escreveu em 220: “O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãede Deus toda pura”. Mais além ele diz: “Como o Salvador do mundotinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada VirgemMaria”.
Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina e as tradições de sua época, escreveu: “Maria, a VirgemMãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna Mãedeste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado, sendo Elaúnica, como único é seu próprio Filho.”
Num de seus sermões sobre S. José, Orígenes faz o mensageiro celeste dizer ao santo: “Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no Céu;não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma MãeImaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria”.
No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos eem maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis de Santo Atanásio, de Santo Efrém, de S. Basílio Magno, de Santo Epifânio, e de muitos outros, que constituem a plêiade gloriosa dos grandes Apóstolos do culto à Virgem Santíssima e, de modo particular, de Sua Imaculada Conceição.
Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar a Imaculada Conceição: “Era justo e conveniente, diz ele,fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho deDeus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado”. (Lut. in postil. maj.).
Para terminar, transcrevemos
um pequeno soneto.
Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto.Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrara veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresados sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôso seguinte soneto:
“Sou verdadeira Mãe de um Deus que é Filho, esou sua Filha, ainda ao ser-Lhe Mãe; Ele de eterno existe e é meu Filho. Eu nasci no tempo e sou sua Mãe.
Ele é meu Criador e é meu Filho, e eu sou suacriatura e sua Mãe; foi divinal prodígio ser meu Filho, umDeus eterno, e ter a Mim por Mãe.  O ser da Mãe équase o ser do Filho, visto que o Filho deu o ser à Mãe efoi a Mãe que deu o ser ao Filho; se, pois, do Filho teve o sera Mãe, ou há de se dizer manchado o Filho ou se diráImaculada a Mãe.
Conta-se que o Papa Pio IX chorou ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.        Eco de Maria
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Peregrinação 2004
FÁTIMA  e MEDIUGÓRIE
Saída: 10.05.2004
Retorno: 22.05.2004
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Retiro na Comunidade
Quem desejar fugir do barulho do mundo durante os dias do carnaval está convidado a participar do nosso retiro, que inclui a experiência de Mediugórie (Santa Missa, Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras, etc). Reserva de vagas pelo telefone (61) 624-5511 ou por carta.
Natal e Ano Novo
na Comunidade
A Santa Missa na Comunidade, por ocasião do Natal e doAno Novo, será celebrada sempre à meia-noite. As pessoasque desejarem participar, e que vierem de fora, poderão hospedar-sena
Casa de Retiro da Comunidade.
Horário das Missas na Comunidade: diariamente, às 7h e às 19h.
No Domingo, há Missa também às 11h.
Desejoa todos os Leitores do Eco um  Feliz Natal e próspero Ano Novo.
Pelaintercessão de Nossa Senhora, Rainha da Paz e Mãe do Príncipe da Paz, abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Pe.Reinaldo de Araújo Pinheiro