Mediugórie - Eco212
Dezembro 2003 - 25 / Natal
do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz,
de 25.NOV.03:
Queridos filhos! Peço-lhes queeste
tempo seja para vocês um estímulo ainda mais forte àoração.
Neste tempo, filhinhos, rezem para que Jesus nasçaem todos os corações,
especialmente naqueles que nãoO conhecem. Sejam amor, alegria e paz
neste mundo sem paz. Eu estou comvocês e intercedo junto a Deus por
cada um de vocês. Obrigadapor terem correspondido a Meu apelo.
Sejam amor, alegria e paz
Nossa Senhora nos estimula novamente à oração
neste Advento. O período do Advento e o da Quaresma são períodos
do ano litúrgico em que a Igreja, como Mãe, convida-nos aexaminar
nosso caminho de vida, a tomar decisões concretas e realizardeterminados
passos em direção a Deus. Também hoje,como em todos
estes anos, Nossa Senhora deseja que nossos dias nãopassem no vazio,
que não percamos tempo, que não nos esqueçamosde Deus
neste tempo em que vivemos. Deus nos chama, nos busca e anima pormeio de
Maria.
Para uma mãe, os filhos são sua maior alegria.Podemos
imaginar quanta alegria somos para Maria, Rainha da Paz. Ela é“Causa
de nossa alegria”, e convida-nos a sermos também alegriapara
Ela. Seu único desejo é que Jesus nasça em nossoscorações.
O momento em que Nossa Senhora se sente mais tristeé quando perdemos
Jesus, quando Ele não está conosco,ou quando não estamos
com Ele. É necessário fazertudo o que esteja ao nosso alcance
para voltar a Jesus, encontrá-Lonovamente. Humanamente falando, também
Jesus e Maria sofrem quandonos distanciamos dEles, quando, de alguma forma
e por alguma razão,nós Os abandonamos. A Mãe nos conduz
a seu Filho. Com Elaé sempre mais fácil encontrá-Lo
e permanecer com Ele.Ela não opera outra obra mais importante do que
essa, porémsó poderá realizá-la com nossa colaboração.
Por isso nos anima e coloca em nosso coração esses meiosque
a Igreja, em seu seio, oferece a seus filhos ao longo dos séculos,
conduzindo-os a Deus e fazendo-os nascer para uma nova vida em Deus.
O objetivo das mensagens e das aparições de Nossa
Senhora é que todos conheçam a Deus, que todos se encontrem
com Ele. Deseja que Deus, por meio de nós, chegue a todos. Estamos
unidos uns aos outros e somos responsáveis uns pelos outros. Deusnão
tem outro caminho para vir a este mundo, às pessoas,senão por
meio de alguém. Deus quer vir a este mundo pormeio de mim e de você.
Por outro lado, se não vem dessa forma,como poderia vir? O único
sentido de nossa vida é permitir-Lhevir. Se não Lhepermitirmos
fazê-lo, então onde estariao sentido de nossa vida, e quem somos
nesta Terra sem Ele?
Deus deseja vir neste Advento e no Natal que se aproxima. Eletem
tempo. Ele tem a eternidade. E nós temos somente este hoje,este momento.
Nossa eternidade não é nossa, mas de Deus.Deus necessita de
nossa simplicidade. Deus necessita de nossa companhia.
Somente estando próximos de Deus poderemos, a cada dia,
transformar-nos em amor, alegria e paz para este mundo, como nos dissea Virgem
Santíssima. As obras de amor são obras de paz. Quandoo amor
é compartilhado com alguém, a paz invade quem a oferecee também
quem a recebe. Quando há paz Deus está presentee, dessa forma,
Deus toca nossa alma e manifesta seu amor para conosco,derramando a paz e
a alegria em nossos corações.
A beata Madre Teresa rezava: “Conduzi-me da morte à
vida,da mentira à verdade. Conduzi-me do desespero à esperança,
do temor à confiança. Conduzi-me do ódio ao amor,da
guerra à paz. Que a paz plenifique nossos corações,nosso
mundo e nosso universo. Paz, paz, paz.”
Não estamos sozinhos, Maria Santíssima está
conosco, com Sua presença e a força de Seu amor materno,desejando
que a paz de seu Coração entre em cada coração.
Permitamos que Ela o faça.
Frei Liubo Kurtovic, Mediug. 26.11.2003.
Testemunhos de Mediugórie
O peregrino descalço
Mediugórie é um lugar onde se escutam insólitas
histórias da vida concreta das pessoas, porém, àsvezes,
também de grupos de pessoas. É um local propíciopara
a verdade sobre nossa vida de ontem, de hoje e de amanhã. Apresença
de Nossa Senhora, Sua abertura e presença maternal,oferece às
pessoas confiança e a segurança de quepodem sair de sua realidade
escondida e encarar a verdade. Tanto isso éverdade que, certo dia,
encontrei em Mediugórie um jovem descalçono caminho para a
Igreja. Perguntei-lhe: “Por que você caminha descalço?”.
Ele me respondeu: “Subi o Krizevac´ e peregrinei com a intenção
de conseguir a graça de amar e aceitar novamente minha esposa!”
Assim me respondeu e continuou o caminho para a Igreja.
A resposta desse peregrino fala evidentemente de como compreendeu
Jesus, de como compreendeu o que Nossa Senhora deseja de nós. Elenão
veio a Mediugórie rezar para que os outros mudem e oaceitem, mas porque
deseja mudar a si mesmo. Ele aceitou totalmente o convitefundamental de Jesus
à conversão. Em suas mensagens, NossaSenhora fala freqüentemente
sobre isso. O apelo de Nossa Senhora àconversão é, na
verdade, somente uma advertência doque Jesus nos revelou e do que espera
de nós. Um pensador espiritualmoderno, Gregory Mayers, escreve: “O
homem não se libertaráde seus pesadelos enquanto não
acordar”. Em sentido figurado, desejatransmitir-nos como devemos sacudir-nos,
despertar-nos. Com freqüênciapode nos acontecer, falando no contexto
dessa frase, que decidamos esperar– como se tivesse outra pessoa que
iria fazê-lo em nosso lugar. Semdúvida, sabemos que Jesus deseja
que façamos algo, que adiramosa Ele de uma forma pessoal. A mensagem
de Jesus, como a de Nossa Senhora,sempre se dirige a cada um de nós.
Diante de nós existe um tempo em que fomos chamados adespertar
nossa fé e a dirigir-nos ao presépio de Belém.Jesus
adverte a todos nós a que estejamos despertos e em constanteoração.
Unicamente despertos na fé, podemos ser capazesde mudar-nos e de converter-nos.
Só assim poderemos nos livrar dos“pesadelos”. A Igreja,
nesse sentido, tem oferecido o tempo do Adventocomo um tempo adequado para
colocar em ordem as coisas em nosso templopessoal, a fim de que Jesus possa
ser o habitante principal de nosso interior.O Advento é um tempo de
decisão, de promessas e de novastarefas. Que estas promessas sejam
uma aliança com Deus. Em nossaspromessas incluamos a decisão
de que nós, tal como esse peregrinodo começo do texto, nos
transformemos e procuremos novamente amare aceitar a cada um. Que a ternura
e a pequenez de Jesus recém-nascido,a Quem esperamos, penetrem nosso
ser, conquistem e plenifiquem nossos corações.Despertos na
fé, e decididos a nos libertar dos pesadelos e do desespero,dispostos
a tirar os sapatos para entrar no lugar da renúncia eda conversão,
esperemos o Rei recém-nascido que éo único objetivo
de todo peregrino do Senhor.
Fr. Mario Knezovic
Viagem transatlântica
Maria Elisabete, 45 anos, professora numa escola americana,dá
um testemunho magnífico de que nada é impossívela Deus
para aqueles que, na oração, abrem seu coração
e se deixam conduzir pelo Espírito Santo.
“Em 1990, para fazer uma peregrinação a Mediugórie,
precisava do aval de meu marido. Tratava-se de fazer uma viagem transatlântica,
para um país comunista, e encontrar o dinheiro que não tínhamos,
e uma baby-sitter para as crianças.
Mas o apelo era demasiado forte; eu precisava ir lá.Quando
abordei o assunto, meu marido aceitou ocupar-se das crianças.Interrogava-me
sobre o que iria encontrar quando chegasse lá. Pensavaque seria um
agradável afastamento das exigências dos quatrofilhinhos.
Durante muitos anos, pensei que não era uma boa mãe.
Por vezes, tinha necessidade de repousar para retomar o fôlego. Sabia
que esta viagem me ajudaria a fazer uma reflexão sobre a vida, afamília
e o caminho a seguir no futuro.
No terceiro dia da viagem, confiei ao padre meus pecados, passando
pelo temido sacramento da Confissão. Na última tarde, frustrada
por não compreender uma única palavra das homilias em croata,
levei para a igreja um livro de homilias em inglês. Logo que o abri,
deparei com uma homilia que falou a meu coração. Eu sabiaque
Deus me convidava a voltar à reconciliação e vique ainda
tinha de resolver alguma coisa que me impedia de ter uma relação
mais estreita com Deus.
Ao sair da igreja, não se ouvia qualquer ruído.A
escuridão do céu tornava a temperatura mais fria e a esplanada
deserta ainda mais desolada. Bizarramente, notei que na fila dos confessionários
estavam duas luzes acesas. Dirigindo-me para a pensão, senti queDeus
me empurrava para os confessionários. Não queria irlá.
Fiz um trato comigo mesma: Se um dos confessores for da línguainglesa,
eu vou.
O primeiro tinha a identificação: “polonês”.
“Uf”! Pensei ter escapado. Mas a seguinte indicava: “inglês”.
Respireiprofundamente e abri a porta.
Quando me ajoelhei, o padre colocou um crucifixo em minhas mãos.
Comecei a falar. O padre parecia saber porque eu estava ali. Caíram
meus disfarces. A
contracepção era o tema que tinha de olhar de frente. Comomuitos
outros católicos, conhecidos meus, meu marido e eu tínhamos
praticado o controle dos nascimentos. Não compreendíamosa razão
do ensinamento da Igreja, e não nos preocupávamoscom isso.
Éramos adultos instruídos e responsáveis.Nossa atitude
era, na realidade, muito arrogante. Mas, pelo poder do EspíritoSanto,
compreendi que meu marido e eu tínhamos deixado Deus completamente
fora do nosso casamento. Nossa união era supostamente baseada nosacramento
do Matrimônio. Dávamo-nos um ao outro em tudo,exceto no que
podia gerar a vida. Nossa relação deveria sercomo uma corda
formada por três cordões (meu marido, eu eDeus), sendo Deus
o cordão que lhe dá a resistência.Excluindo Deus de nossa
união, esta estava incompleta e corria orisco de se desfazer. Meu
coração mudara totalmente e eusabia que também minha
vida mudaria. Deus não dizia que devíamoster mais filhos, visto
que já tínhamos quatro e, por vezes,já me era difícil
criá-los. Ele nos disse que nosabríssemos a Ele em nossa união.
No dia seguinte, no caminhode regresso, tinha a impressão de ter entrevisto
o céu. Nãosei quanto tempo passei no confessionário,
mas quando acabei compreendique Deus ia pedir-me que fizesse certas coisas
que nunca antes imaginara.
De regresso a casa, expliquei a meu marido a mudançade
planos. Preocupava-me um pouco sua reação, por causa dosproblemas
financeiros que tínhamos no momento. Quando lhe expliqueitudo o que
me tinha acontecido, e como éramos chamados a abrir-nosverdadeiramente
a Deus no nosso casamento, ele concordou plenamente. Faltava-nosaprender
muita coisa, o que nos empenhamos em fazer. Temos agora 23 anosde casamento
e, a partir de 1990, tivemos mais quatro filhos. Embora, àsvezes,
isso tenha exigido muito esforço, confesso que o plano debênção
de Deus sobre nossa família era maiordo que eu poderia imaginar. Quando
os ninhos dos nossos amigos começarama esvaziar-se, nós continuávamos
a ter uma casa cheia. Tenhopor vezes necessidade de sossego, mas a alegria
real que os filhos trazem,mesmo no meio do barulho, da confusão e
das responsabilidades, éverdadeiramente um presente de Deus.
Aceitamos o risco de nos abrir, de ser generosos com Deus, epercebemos,
em troca, que Deus nunca Se deixa ultrapassar em generosidade.Sempre que
tínhamos uma nova boca para sustentar, Deus, de maneirainimaginável,
providenciava tudo. Temos de ser bons administradoresdos bens recebidos,
mas nada nos falta e temos sido abençoados aocêntuplo.
Regressei com uma vontade imensa de aprender e meu marido juntou-se
nesta procura do verdadeiro alimento. Hoje sou mãe de oito filhosmaravilhosos,
de 21 a 4 anos, e espero que alguns correspondam ao chamadoao sacerdócio
ou à vida religiosa. Ensino teologia (e nãomais contabilidade)
a adolescentes que têm sede do conhecimento deDeus. Esta é a
minha paixão. Ardo de desejo de anunciar oEvangelho a quem queira
escutar-me. Também tenho de lutar, porquesou pecadora e necessito
muito do meu Redentor. Sei, no entanto, que possofazer todas as coisas por
Cristo que vive em mim.”
Ir. Emmanuel (childrenofMedjugorje)
Eu vou até eles
«Tomei conhecimento de Mediugórie atravésde
revistas e de testemunhos de pessoas que regressavam daqui. Numa Igrejada
minha Diocese encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Mediugórie.
Já temos a imagem e Mediugórie é conhecida entre nós!
Quero contar uma história interessante: Penso que foiem
1990 que um grupo das Filipinas veio a Mediugórie. Aqui vêmas
pessoas que têm dinheiro para pagar as despesas da viagem. O sacerdote
que acompanhava o grupo foi convidado e veio gratuitamente, tal como acontece
hoje. Subiu ao monte e perguntou a Nossa Senhora: «Só quemtem
dinheiro pode vir a Mediugórie? Que acontece aos outros?»Então
ouviu uma voz clara e forte que lhe respondeu: «Eu vouaté eles,
eu estou com eles!» Diz ele: «Quando escuteiisto senti uma grande
felicidade. A Santíssima Virgem vai atéeles! Existe uma graça
para os que vêm a este lugar, mas aVirgem vai pessoalmente aos que
não podem vir!»
A posição oficial da Igreja filipina éa mesma
de Roma. Mediugórie não foi ainda reconhecida oficialmentepor
Roma, mas vejo que muita gente tem sido estimulada a mudar para umavida melhor,
neste lugar. A Igreja não proíbe ninguémde vir aqui
e, de fato, muitos filipinos vêm aqui. Vemos bons frutos,vemos a influência
de Mediugórie neles. Eu sinto-me felizquando vejo que as pessoas rezam
mais, recebem a Santa Comunhãocom mais freqüência, freqüentam
a Santa Missa e confessam-secom freqüência. Penso que isso é
obra da Virgem, quesignifica muito. Talvez estejamos esperando algum milagre
espetacular paraque a Igreja reconheça Mediugórie. Contudo,
já existemmuitos, muitos milagres, muitas graças que acontecem
na vida daspessoas. Basta o fato de que as pessoas estejam mais próximas
deDeus. Isto é um sinal!
Como sacerdote e Bispo, considero-me um sacerdote de Maria.Faço
o trabalho de Maria. Como sacerdote e Bispo, é necessárioconduzir
as pessoas a Jesus e levar Jesus às pessoas. Quanto maisvivo, mais
sinto em mim o Espírito de Maria, mais me sinto capazde cumprir minha
missão. Aqui, pessoalmente, sinto-me muito, muitofeliz.
De manhã, bem cedo, enquanto os outros dormiam, fui à
Colina das Aparições. Fazia muito frio. Não sabiao caminho,
mas pedi à Virgem que mo mostrasse. No caminho perdimeu lenço,
mas encontrei uma flor. Era a única flor que vino caminho. Colhi-a
e quando cheguei à imagem, eu estava emocionadocomo uma criança
pequena. Disse: «Virgem Mãe, tenhouma flor para Vós».
Ao rezar, senti uma paz muito profunda.A Virgem fez-me compreender que Se
sentia muito feliz com minha presençaali. Rezei por todas as pessoas,
especialmente pelos peregrinos de meugrupo. Também eles se sentem
muito felizes neste lugar. Depois daSanta Missa, fomos todos à Colina
e foi maravilhoso rezar em comunidade.Os mais jovens ajudavam os mais idosos
a subir... Esta é a imagemda nossa vida aqui na Terra: devemos ajudar-nos
uns aos outros. Quandochegamos ao cimo, vimos a imagem da Virgem e foi maravilhoso.
As mensagens deste lugar são muito atuais e dirigidasa
todos nós. Sempre vi a Santíssima Virgem como uma enviadaespecial
de Jesus. Ela deseja que todos nós, rigorosamente todos,sejamos santos.
Por isso, realiza esforços especiais a fim de chegara nós,
de ajudar-nos, de recordar-nos o que devemos fazer e comoalcançar
o Reino. Isto é um claro sinal do Seu grande Amorpor todos nós.
Também é uma prova de que a Virgemse ocupa ativamente de nós
e trabalha para o nosso bem. Ela desejaque todos nos sintamos realmente felizes
e que tenhamos uma paz verdadeira.É necessário que escutemos
Suas mensagens; que as leiamose as ponhamos em prática. O Salmo de
hoje nos diz: «Se hojeescutardes a Sua voz, não endureçais
os vossos corações!»Que seus corações estejam
abertos às mensagens e queas apliquem na vida!
Eu procedo como instrumento da Santíssima Virgem, Mãe
de Deus. Ela tem aparecido em muitas ocasiões e em diversos lugares.
Sua mensagem provém de Deus. Pede-nos que rezemos e rezemos. Queponhamos
Deus em primeiro lugar, no lugar mais importante de nossa vida.Por isso,
devemos converter-nos e voltar o coração, a mentee toda a nossa
vida para Deus.
Nosso coração está frequentemente presoàs
coisas materiais, como o dinheiro, o poder e coisas semelhantes.Nossa Senhora
pede-nos que coloquemos nossa atenção naquiloque nos diz Seu
Filho. A Santa Missa, a Santa Comunhão, a SantaConfissão...
Que nos ocupemos mais dos outros, que façamossacrifícios, que
façamos obras de caridade em favor dos outros.Se cumprirmos melhor
as mensagens, se amarmos a Deus e nos amarmos unsaos outros, eu creio que
experimentaremos a verdadeira paz entre nós,qualquer que seja nossa
proveniência, já que nossos coraçõesestão
abertos, nos aceitaremos uns aos outros. Assim compreenderemosque, no final
de contas, todos somos uma família, uma grande família,composta
de irmãos e irmãs. Somos uma família e temosum Pai.
Quão maravilhoso é quando rezamos com sinceridadee dizemos:
«Pai Nosso». Assim compreenderemos que todos somosirmãos
e irmãs que nos amamos. Isto é o que a Virgemdeseja... O fruto
da missão de Nossa Senhora somos todos quantosnos convertemos numa
família, numa Igreja.
Sinto-me como em casa, como se a Virgem me tivesse dito: Estaé
tua casa!
Dom Jesus A Cabrera, bispo de Alaminos (Filipinas), em visitaa
Mediugórie, de 15 a 17 de outubro/2003.
Isso é obra de Deus
«Inteirei-me dos acontecimentos de Mediugórie através
da gente que vem a este lugar durante tantos anos. Agora, estou aqui pela
primeira vez. Vim com um sacerdote meu amigo, Padre Henry Dorsch, que veio
a Mediugórie cinco vezes nos últimos quinze anos. Esta é
a sexta vez que ele vem. Freqüentemente me falava de Mediugórie.
Ele faz muito sacrifício. É um bom e fiel sacerdote. Valorizou-o
grandemente a experiência que teve em Mediugórie. Não
é um segredo que ele me tenha influenciado, como também muitos
outros me falaram da vinda a Mediugórie. Isso despertou-me maisinteresse.
Este ano tive a oportunidade de vir e, por isso, estou aqui.Vim para ver
com meus próprios olhos, escutar com meus ouvidos e,depois, ter uma
opinião.
Desde tenra idade estou fortemente ligado às aparições
da Virgem em Fátima. Quando tinha onze ou doze anos, senti uma poderosa
devoção à Virgem de Fátima. E hoje também
é assim, creio verdadeiramente nessas aparições e,também,
nas aparições de Lourdes. Quando tinha dezanos vi o filme «A
canção de Bernardete» quefalava de Bernardete e Lourdes.
Isso impressionou-me profundamente, foipara mim muito importante. Estas duas
aparições foram umaparte importante da minha vida. Mediugórie
é algo diferente,dado que ainda não tenha recebido o reconhecimento
da Igreja. Comomuitos outros, espero a decisão final da Igreja. Há
algoem mim que deseja acreditar nestas aparições. Vim ver com
meus olhos... Creio que aqui existem frutos espirituais maravilhosos. É
evidente que as pessoas são muito devotas, fiéis, fervorosas,
recebem os Sacramentos e rezam muito. Não podemos ficar indiferentes
ao que vemos.
Creio que este lugar, onde se reúnem pessoas de todoo mundo,
é verdadeiramente especial. Vêm para rezar e têmexperiências
muito boas. Muitos convertem-se, muitos regressam àfé, alguns
convertem-se à fé católica. Ouvirelatos sobre curas,
mas não tenho provas pessoais. Vejo muitose bons frutos, vejo muitas
coisas boas, e isso é obra de Deus, obrado Espírito Santo.
Não há dúvida. Nãoestou em posição
de dizer se a Virgem aparece neste lugar,não sei. Estou aberto a isso,
tenho o espírito e o coraçãoabertos. Não tenho
uma convicção pessoal, mas estouaberto à decisão
da Igreja. Espero essa resposta!
Aqui vejo a experiência da vivência da fécristã
na sua totalidade. A gente aqui crê e vive sua fé.Isto se pode
ver. Isso está no seu coração e na suaalma. Todos somos
membros da mesma família. Todos somos irmãose irmãs.
Isso é que fica evidente. Encontra-se gente de todoo mundo. Muitos
europeus e também da América. Há gentede todas as raças:
brancos, morenos e negros... e todos sãoirmãos e irmãs,
todos estão de acordo e todos têma mesma fé. Todos juntos
participamos da Eucaristia, partilhamosa mesma fé em Deus, em Jesus
Cristo e no amor à Virgem. Estaé uma manifestação
da Igreja em geral, da féque todos partilhamos. Isto é maravilhoso.
Direi a meus fiéisque isto é uma experiência maravilhosa,
que é bom quea gente venha a este lugar e que reze, que abra a alma
e o coração,que se interrogue se por acaso Deus o está
chamando. Seguramente,sua vinda trará, para muitos, bens espirituais.
Penso que serãoabençoados por virem a Mediugórie».
Dom Thomas L. Dupre, bispo de Springfield, Massachusetts (EUA),
em visita a Mediugórie nos fins de outubro.
Estou aqui pela primeira vez
Segundo informação de Dom Tarcisio, no contextoda
preparação desta peregrinação foi difícil
superar a dificuldade da obtenção dos vistos para a Bósnia-Herzegovina:
cada peregrino estava sujeito a um colóquio individual na embaixada
da Bósnia-Herzegovina situada na África do Sul, mas a organizadora,
após 3 meses de preparativos, conseguiu que o referido colóquio
fosse feito no Malawi.
Acerca de Mediugórie, Dom Tarcisio disse: «Estouaqui
pela primeira vez e estou feliz por estar aqui. Em 1989, ouvi falarpela primeira
vez de Mediugórie quando um de nós veio aquicom o Bispo daquela
época. Eu estou agora mais envolvido que antes.Construímos
uma réplica da Cruz que vocês têmaqui na Montanha do Krizevac.
Vejo que este é realmente um lugar de oração
e, certamente, nós estamos muito gratos aos videntes que nos inspiram
confiança. Um deles disse que a idéia da vinda a Mediugórie
não deve ser para vê-los mas para rezar e aprofundar a vidaespiritual
e a devoção à Santíssima VirgemMaria. Eu estou
também muito grato à Igreja. Penso que organizaramo programa
muito bem. Vocês ajudam realmente as pessoas a rezarempara viverem
individualmente diante de Deus, para se libertarem. Érealmente bom
estar aqui.
No Malawi há 3 milhões de católicos entre
11 milhões de habitantes. Nós queremos partilhar, porquea partilha
está influenciando nossa fé e a fé dosoutros. Eu acredito
que, se nós pusermos Deus em primeiro lugar,se lutarmos contra a pobreza
espiritual, Deus intervirá na pobrezamaterial. Às vezes, pensamos
que podemos fazer tudo sozinhos, masestá errado. O espírito
de partilha enriquece a todos. Todosnós, na Europa e na África,
devemos rezar com nossa vida!
Dom Tarcísio Ziyaye, Malawi (África), em visitaa
Mediugórie, nov/2003.
Imaculada Conceição
O que diz a Tradição,
desde os primeiros séculos.
O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamadopelo
Papa Pio IX, na presença de 53 cardeais, de 43 arcebispos,de 100 bispos
e mais de 50.000 romeiros vindos de todas as partes do mundo,no dia 8 de
dezembro de 1854.
...O evangelista São Marcos, na Liturgia que deixou às
igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: “Lembremo-nos,
sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, Mãe
de Deus e sempre Virgem Maria”.
Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja
composição data do primeiro século, encontramos diversas
menções explícitas da Imaculada Conceição.
Uma de suas orações começa nestes termos:
“Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória
de nossos pais”. Mais adiante, é pela intercessão da
ImaculadaVirgem Maria que o Sacerdote invoca Deus em favor dos fiéis:
“Pelaspreces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora,
a Santae Imaculada Virgem Maria.”
Terminamos o primeiro século com as palavras de SantoAndré,
Apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsulEgeu,
passagem que figura nas atas do martírio do Apóstolo,e data
do primeiro século: “Tendo sido o primeiro homem formadode uma
terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascessede uma
Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antesformara o
homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido”(Cartas
dos Padres de Acaia).
A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida
no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhumacontradição
se levantou na primitiva Igreja.
No século segundo, os escritos dos Santos Padres falamda
Imaculada Conceição como um fato indiscutível.Entre
os escritores e oradores deste século, contamos: S. Justino,apologista
e mártir; Tertuliano e Santo Ireneu.
No terceiro século, existem também textos claros
em defesa da Imaculada Conceição, mas em menor quantidade.
Santo Hipólito, bispo do Porto e mártir, escreveu
em 220: “O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria,
a Mãede Deus toda pura”. Mais além ele diz: “Como
o Salvador do mundotinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da
Imaculada VirgemMaria”.
Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina
e as tradições de sua época, escreveu: “Maria,
a VirgemMãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna
Mãedeste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado,
sendo Elaúnica, como único é seu próprio Filho.”
Num de seus sermões sobre S. José, Orígenes
faz o mensageiro celeste dizer ao santo: “Este menino não precisa
de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no Céu;não
precisa de Mãe no Céu, porque tem uma MãeImaculada e
casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria”.
No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre
a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos eem
maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis
de Santo Atanásio, de Santo Efrém, de S. Basílio Magno,
de Santo Epifânio, e de muitos outros, que constituem a plêiade
gloriosa dos grandes Apóstolos do culto à Virgem Santíssima
e, de modo particular, de Sua Imaculada Conceição.
Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar
a Imaculada Conceição: “Era justo e conveniente, diz
ele,fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho
deDeus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado”. (Lut. in postil.
maj.).
Para terminar, transcrevemos
um pequeno soneto.
Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pes. Bassiti e Pignataro,
estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto.Para
humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrara veracidade
da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresados sacerdotes,
pela boca do menino possesso, o demônio compôso seguinte soneto:
“Sou verdadeira Mãe de um Deus que é Filho,
esou sua Filha, ainda ao ser-Lhe Mãe; Ele de eterno existe e é
meu Filho. Eu nasci no tempo e sou sua Mãe.
Ele é meu Criador e é meu Filho, e eu sou suacriatura
e sua Mãe; foi divinal prodígio ser meu Filho, umDeus eterno,
e ter a Mim por Mãe. O ser da Mãe équase o ser
do Filho, visto que o Filho deu o ser à Mãe efoi a Mãe
que deu o ser ao Filho; se, pois, do Filho teve o sera Mãe, ou há
de se dizer manchado o Filho ou se diráImaculada a Mãe.
Conta-se que o Papa Pio IX chorou ao ler esse soneto que contém
um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada.
Eco de Maria
Como contribuir para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie
podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome
de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado,a favor
de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão tambémser
depositadas nas agências dos Correios que possuam BancoPostal,
Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradescoe seus caixas
eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dosdepósitos
efetuados devem ser enviados para anotaçãono cadastro.
Peregrinação
2004
FÁTIMA e MEDIUGÓRIE
Saída: 10.05.2004
Retorno: 22.05.2004
Vagas limitadas. Solicite o programa completo. Informações
pelo tel.: (61) 624 5511.
Retiro na Comunidade
Quem desejar fugir do barulho do mundo durante os dias do carnaval
está convidado a participar do nosso retiro, que inclui a experiência
de Mediugórie (Santa Missa, Confissão, Rosário, Via-Sacra,
palestras, etc). Reserva de vagas pelo telefone (61) 624-5511 ou por carta.
Natal e Ano Novo
na Comunidade
A Santa Missa na Comunidade, por ocasião do Natal e doAno
Novo, será celebrada sempre à meia-noite. As pessoasque desejarem
participar, e que vierem de fora, poderão hospedar-sena
Casa de Retiro da Comunidade.
Horário
das Missas na Comunidade: diariamente, às 7h e às 19h.
No Domingo,
há Missa também às 11h.
Desejoa todos os Leitores do Eco um Feliz Natal e próspero Ano
Novo.
Pelaintercessão de Nossa Senhora, Rainha da Paz e Mãe do Príncipe
da Paz, abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito
Santo. Amém.
Pe.Reinaldo de Araújo Pinheiro