Mediugórie - Eco213
Janeiro 2004 - 04 / Epifania do Senhor

Mensagem da Rainha da Paz,de 25.Dez.03:

Queridos filhos! Também hoje Eu os abençôo a todos, com meu Filho Jesus nos braços, e apresento-lhes Ele, que é o Rei da Paz, para que lhes conceda sua paz. Estou com vocês e amo todos vocês, queridos filhos. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

Amo todos vocês

A Santíssima Virgem Maria, Rainha da Paz, dirige-se a nós:“Queridos filhos, também hoje...” Também hoje,como durante todos estes anos e a cada Natal, Maria Santíssima vema nós com seu Filho Jesus, o Rei da Paz, nos braços. Tambémhoje, como noprimeiro dia das aparições, quando os videntes,ainda crianças, viram Nossa Senhora pela primeira vez na colina Crnica,quando Nossa Senhora, a Mãe do Céu, veio com o Menino Jesusnos braços. Como se desejasse dizer: trago-lhes Jesus e levo-os aJesus. De que mais podemos necessitar? Por isso devemos buscar e aspirarao mais elevado, porque Deus não deseja apenas um pouco, mas tudo,não qualquer vida, mas a vida com Ele. E essa vida começa desdeagora.
Ninguém jamais suspeitara que tantos corações durante todos estes anos experimentariam seu encontro com Deus neste lugar, seu novo nascimento e renovação. Assim foi antes, assim é agora. Ainda assim, não podemos calcular nem imaginar a força e aprofundidade do amor e da paciência de Deus com relaçãoao homem. Deus tem paciência para com o homem e espera que ele finalmenteacrediteque Deus deseja oferecer-lhe nada menos do que a Si mesmo. Por isso,no Natal, é importante para nós esperar em algo e em alguém.AVirgem Santíssima aqui nos traz algo pessoal, a paz. Ele éumapessoa que tem seu nome, é o Rei da Paz, Jesus Cristo, o recémnascido. Não nos contentemos com a mediocridade, a tibieza, a tradição e os costumes que acompanham o Natal, mas desejemos ardentemente aquilo que é a essência do Natal. Quando soubermos disso, entãotudo tem sentido. Terá sentido a roupa de festa, a comida e a bebida,etodos os enfeites que acompanham o Natal. Como diz um refrão: “Para que serve sermos apressados na vida, se não há um objetivo?” Assim acontece com nossa fé. Para que nos servem todos os costumes religiosos exteriores, se não soubermos em que se fundamenta tudoisso?
Dia de Natal é o dia de Jesus e o nosso dia. Ele criou essa festividade, solenidade para nós. Ele, o Rei da Paz, não veio somente para viver conosco, mas também para morrer por nós e para sempre ficar conosco. Ele é Emanuel, Deus conosco. Deus O enviou por nós e para nossa salvação.
Somente os pequenos e humildes descobrem Deus. Quantos pequenos e humildes descobriram Jesus por meio de Maria e de sua presença aqui entre nós. Somente os humildes se dão conta de que o coração de uma criança vê mais do que o coração de um adulto. Mas também os adultos podem ter o coração de uma criança. Os humildes, ou seja, as pessoas com coração de criança, vêem que entre nós aconteceu algo de inconcebível para nossa mente humana, algo grandioso. Também neste Natal Jesus vem nos dizer que nossas culpas foram redimidas, que Deus nada tem contra nós, veio nos resgatar das trevas, da falta de paz e do extravio. Entrou também em nossos túmulos para conceder-nos a vida. Entrou em nossos ódios para levar-nos ao amor. Jesus Cristo é, na verdade, o Natal. Deusdesceu à nossa terra, concebido pelo Espírito Santo no seioda Bem-Aventurada Virgem Maria. Também hoje Ele nos vem por meio deMaria.
Observando cada criança, e também o Menino Jesus no presépio, parece-nos delicado, fraco e inacreditável. Porém, debaixodessa aparência exterior, esconde-se a força invencíveldo Céu, que deseja tomar fôlego em cada um de nós sepermitirmos quese aproxime de nós. Maria Santíssima, Rainhada Paz, jános diz pela milésima vez: estou com vocêse amo-os, a todos.Ela ama a todos nós, embora não consigamoscompreender. Se Aaceitarmos, será grandíssima ajuda para nossasalvaçãoe sinal de uma nova vida, para nós e para nossopróximo. Peçamos ao Senhor para que isso se realize.                     Fr. LiuboKurtovic
Mediugórie, 26.12.2003

Aparição anual a Iákov

Também neste dia 25 de dezembro, Iákov teve sua aparição anual. Nossa Senhora veio com o Menino Jesus nos braços. A aparição teve início às 15h15 e durou 8 minutos. Nossa Senhora deu a seguinte mensagem:

Queridos filhos! Hoje, quando Jesus deseja conceder-lhes, de maneira particular, a paz, convido-os a rezarem pela paz em seus corações. Filhinhos, sem paz em seus corações não poderão sentir o amor e a alegria do nascimento de Jesus. Por isso, filhinhos, hoje, de forma particular, abram seus corações e comecem  a rezar. Somente por meio da oração e do abandono total o coração de vocês ficará pleno do amor e da alegria de Jesus. Eu os abençôo com a minha bênção materna.


Mediugórie em casa

Estou em Mediugórie pela primeira vez. Vim com um grupo de leigos, com 5 sacerdotes e uma religiosa. Sinto-me feliz por estar aqui.
Ouvi falar sobre Mediugórie pela primeira vez em 1989, quando um dos nossos veio a este lugar com nosso Bispo de então. Agora me sintomuito unido a Mediugórie, porque na diocese de Blantyre construímos uma cruz igual à que se encontra no Krizevac.
Vejo que este é verdadeiramente um lugar de oração.Agradecemos aos videntes por tudo que transmitem. Um deles disse que nãose pode vir a Mediugórie para vê-los, mas para rezar e aprofundara vida espiritual e a devoção à Santíssima VirgemMaria.
Sinto-me agradecido também pelas pessoas da Paróquia. Penso que organizam muito bem o programa de oração. Realmente ajudam as pessoas a rezar, a buscar a Deus de maneira pessoal, livremente, tocando o interior dos corações. Verdadeiramente é bom estar aqui.
Estamos levando para casa muitos terços! Em Malaui existem cerca de 11 milhões de habitantes, dos quais 3 milhões são católicos. Queremos doar estes terços a eles, porque, quando partilhamos algo com alguém, fortalecemos nossa fé e a fé dos outros. Creio que, se colocarmos Deus em primeiro lugar, se lutarmos contra a pobreza espiritual, Deus se ocupará de tirar-nos da pobreza material. Às vezes, pensamos que podemos fazê-lo sozinhos, porém isso é um erro. A partilha enriquece a todos.
Todos nós, na Europa e na África, deveríamos pregarsem palavras, isto é, deveríamos pregar com nossa vida.
A organizadora do nosso grupo de peregrinos de Malaui, Sra. Gay Russell,nos disse:
Em setembro de 2000, eu estava preparando uma peregrinaçãopara o Jubileu em Roma, e continuar até Mediugórie. Em oração, diante do Santíssimo, perguntei: “Por que eu, Senhor? Por que eu posso ir novamente? E que será dos malauianos que nunca poderão ir àquele lugar?” Momentos depois, telefonou-se Tony Smith com a proposta de procurar na proximidade de Blantyre um monte em cujo topo pudéssemos erigir uma cruz como a que existe no Krizevac e colocar uma Via-Sacra como aquela que existe em Mediugórie… isso seria a Mediugórie dos malauianos… Tinha sido a resposta à minha oração. Numa fração de segundo, o projeto foi concebido e iniciado. A construção do Santuário ainda continua.
Dom Tarcísio Ziyaye, Arcebispo de Blantyre, Maluai.

Sim, eu me abandono!

Quando entrou no consultório do seu pneumologista, em Chicago, Colleen dirigiu-se à recepcionista e disse: “Eu sou Colleen Willard”. No consultório todos a conheciam de vista e responderam: “Não, não é Colleen Willard”. Indignada, ela respondeu: “Sim, sou eu”. Correram para o gabinete do médico gritando: “Dr Duggan, Dr Duggan, chegue aqui!” Sem compreender esta emoção, Dr. Duggan veio rapidamente. Viu Colleen e foi como que atingido por um raio. Sua vida mudou completamente: “Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!”
Colleen tinha um tumor inoperável no cérebro, que afetava a hipófise e todas as grandes e pequenas funções motoras; estava fraquíssima; sua tiróide estava reduzida ao tamanhode uma semente de uva, sofria de esclerose em placas, de lúpus, defibromialgia, e de nove outras doenças mortais dolorosas. A ClínicaMayo (primeira clínica de investigação dos Estados Unidospara câncer do cérebro e traumatismos da coluna e medula) lembravamuitas vezes a Colleen que, mesmo que não tivesse câncer docérebro, o simples fato de estar viva era um milagre.
Apesar do sofrimento, Colleen veio pedir-nos para se tornar voluntária na nossa Associação: “St Clare Helper of the Poor”. Tornou-se uma das nossas melhores coletoras de fundos para os refugiadose carentes da Bósnia, utilizando simplesmente o telefone quando avoz lhe permitia.
Nos últimos estágios do câncer, os sofrimentos de Colleen levaram-na ao extremo, sendo a oração seu único recurso. Já não podia subir a escada que levava ao seu quarto ou a seu oratório, nem ir ao banheiro sem assistência; o simples fato de tocar sua pele causava-lhe uma dor inimaginável. John, o marido, continuava trabalhando enquanto que o filho, de 21 anos, ficava em casa para tomar conta dela. Um dia falei-lhe de nossas numerosas peregrinações a Mediugórie. Colleen desejou ir lá, mas bem sabia que não podia deslocar-se fisicamente. E também, por causa das numerosas faturas que chegavam da Clínica Mayo, a família não dispunha dos meios necessários. Entretanto, Colleen disse-nos: “Não quero ir lá para me curar, mas apenas para fazer a experiência da Virgem e desse lugar santo!” Isto passou-se em abril. Em agosto, Colleen telefonou-nos: “John e eu rezamos para fazermos essa peregrinação”. Respondi: “Nas tuas condições, só pela graça de Deus poderás deslocar-te à Europa”. “Não, Gail, disse-me ela, nós rezamos com todo o nosso coração e eu disse ao Senhor: ‘Senhor, se realmente queres que eu vá, necessito de uma confirmação. Pede ao Padre Agniello que me telefone amanhã, e eu saberei que devo ir’. No dia seguinteo Padre Agniello telefonou-me e disse: ‘Colleen, não sei porque, mas senti vontade de te telefonar esta manhã’.”
Foi assim que ela soube que devia ir. Era a confirmação.
Estávamos a poucas semanas da viagem a Mediugórie, fazendoos preparativos. John pagou os bilhetes e combinamos encontrar-nos em Chicago. Eu disse a John que era importante fazer um segundo seguro para Colleen,para o caso de o seu estado se agravar em Mediugórie e ela vir a morrer, porque o custo do repatriamento poderia ser muito alto.
Quando embarcaram no avião, Colleen e John foram colocados por milagre na classe executiva. Colleen tomava um medicamento de 2 em 2 horas, paracontrolar a dor. No aeroporto de Split, John e Jack levantaram-lhe os pés,um de cada vez, para a levarem até o ônibus.
Apesar de todo o sofrimento, ela estava alegre, sorria sempre e louvava o Senhor por ter chegado tão longe. No dia seguinte de manhã, enquanto Vicka falava, Colleen foi levada, na sua cadeira de rodas, o mais próximo possível de Vicka, para poder vê-la melhor. Mas todas as pessoas que estavam à sua volta empurravam-na e se apoiavam nela; as mães levavam os filhos e passavam-nos por cima de sua cabeça. Então pensei: “Cometi um terrível engano, trazendo-aaqui. Senhor, perdoa-me, peço-Te! É uma provaçãodemasiado grande para ela!” Exatamente nesse momento, sua cabeçatombou para trás e pensei que ela morrera. Ela tinha-me dito que podiamorrer a qualquer momento se a hipófise falhasse ou se recebesse umapancada forte na cabeça. O marido que estava bastante atrás,abriu caminho na multidão, levantou-lhe a cabeça e pôs-lhedebaixo da língua uma mistura de morfina com outro medicamento. Esperamos.Ela demorou muito tempo para voltar a si.
Quando Vicka acabou de falar, abriu caminho na multidão e aproximou-se de Colleen. As primeiras palavras que lhe dirigiu em inglês foram:“Louvado seja Deus! Louvado seja Deus!” Vicka abriu os braçose estreitou-a contra o peito, apertou-a nos braços e, segurando-a,beijou-a. Depois, pousou a mão esquerda na cabeça de Colleene, quando ia pousar também a direita, os peregrinos puxaram-lha paraempilhar nela pedidos de oração, terços e fotografias.Vicka manteve muitotempo a mão na cabeça de Colleen que nãoparava de dizer:“Minha cabeça é como um carvãoardente! Minha cabeçaqueima! Tenho a impressão de que umaespiral me atravessa o corpo!”Depois de ter rezado por Colleen durantecerca de 10 minutos, apertou-a nosbraços e beijou-a de novo. Colleenchorava.
Depois colocamos Colleen num táxi. John levou-a para um lugar mais à frente, na igreja. Jack e eu ficamos na parte de trás daigreja. Mais tarde Colleen contou-nos que, logo que o celebrante inicioua Consagração, ela ouviu a Virgem Maria dizer-lhe: “Minhafilha, abandona-te a Deus Pai! Abandona-te a Meu Esposo, o EspíritoSanto! Abandona-te a MeuFilho Jesus!” E ainda: “Abandona-teagora!” E Colleen respondeu: “Sim, abandono-me agora, abandonotudo pela glória do Céu, tudo pela glória de Deus.”
Nesse momento, ela sentiu suas pernas formigando e compreendeu que algo tinha acontecido. No fim da Missa, percebeu que estava curada e levantou-se dacadeira de rodas. Eu fiquei estupefata. John estava atrás dela e empurrava a cadeira vazia! Colleen saiu da igreja caminhando! Fomos ao restaurante‘Chez Victor’ e as pessoas vinham vê-la. Tinham ouvidofalar da cura ou tinham-na visto. Entrou andando na pensão e aíse divertiu empurrando o marido na cadeira de rodas. No dia seguinte, subiusozinha aColina das Aparições. Depois conseguiu subir atéà6ª Estação da Via Sacra do Krizevac. Ela sentia-secomforças para subir até o alto, mas, a pedido de um padre,ficourezando em vez de continuar a subida.
Quando voltou aos médicos que a tratavam nos Estados Unidos, Colleen fez todos os exames e os resultados foram todos normais. Desde então a tiróide funciona normalmente, o tumor do cérebro desapareceu, e não há mais qualquer sinal de doença em seu corpo. Mas Colleen e John pensavam: como explicar a cura aos médicos da Clínica Mayo? Logo que ela entrou para a consulta, o médico afastou a cadeira para trás e disse: “Então, foi a Mediugórie! É a terceira cura importante que nos vem de lá!” O problema estava resolvido, não havia nada para explicar.
A cura de Colleen juntou-se a centenas de outras curas nos registros da paróquia de S. Tiago, curas muito semelhantes às de Lourdes. Mas a história de Colleen está longe de ter terminado. Assim como servia corajosamente a Jesus e aos pobres antes de se curar, pela oferta de dores terríveis e constantes, ela oferece agora sua saúde para responder ao apelode Jesus. As palavras-chave da vida de Colleen e de todas as graçasincríveis dela decorrentes são verdadeiramente: “Sim,eu me abandono!”

Dar a Deus parte do tempo

Frei Iozo declarou a um grupo de peregrinos: “As famílias de vocês são um deserto. Há falta d´água. Vocês têm os Direitos Humanos, têm trabalho, muitos de vocêstêm dinheiro, mas não têm a bênçãode Deus. Por que existe tanto sofrimento em suas famílias? Por quenão há alegria? Quando começou este deserto? Apagou-sea lâmpada que brilhava no seio de suas famílias quando disseramnão ter tempo para rezar!”
O abandono a Deus alimenta, de paz e de alegria, nossa alma. Quando pensamos não ter tempo de rezar, é sinal de que começamos a usar a lógica humana. Aí nossos fardos tornam-se demasiadamentepesados para suportar, sentimo-nos deprimidos e sós, e perdemos estaluz interior...
Começa o ano de 2004! Nossa união com Deus se dá pela oração. Estejamos abertos e mudemos nossos horáriosa fim de incluirmos a oração em nossa vida diária. Deitemo-nos mais cedo para podermos rezar mais cedo pela manhã. Passemos menos tempo diante da televisão ou em conversas e levemos menos trabalho para casa. Demos a Deus uma parte do nosso tempo. Mudemos a direção de nossa vida.
Depois de 22 anos de aparições, Nossa Senhora ainda nos diz: “Comecem a rezar!”
A qualidade do nosso Ano de 2004 será proporcional à nossavida de oração.               ChildrenofMediugórie

O terço

Um instrumento tradicional na recitação do Rosário é o terço. No seu uso mais superficial, reduz-se freqüentemente a um simples meio para contar e registrar a sucessão das Ave Marias. Mas, presta-se também a exprimir simbolismos, que podem conferir maior profundidade à contemplação.
A tal respeito, a primeira coisa a notar é como o terço converge para o Crucificado, que desta forma abre e fecha o próprio itinerário da oração. Em Cristo, está centrada a vida e a oração dos crentes. Tudo parte dEle, tudo tende para Ele, tudo por Ele, no Espírito Santo, chega ao Pai.
Como instrumento de contagem que assinala o avançar da oração, o terço evoca o caminho incessante da contemplação e da perfeição cristã. O Beato Bártolo Longo via-o também como uma “cadeia” que nos prende a Deus. Cadeia sim, mas uma doce cadeia; assim se apresenta sempre a relação com um Deus que é Pai. Cadeia “filial”, que nos coloca em sintonia com Maria, a «serva do Senhor», e em última instância com o próprio Cristo que, apesar de ser Deus, Se fez «servo» por nosso amor.
É bom alargar o significado simbólico do terço também à nossa relação recíproca, recordando através dele o vínculo de comunhão e fraternidade que a todos nos une em Cristo.
Segundo a praxe comum, são vários os modos de introduzir oRosário nos distintos contextos eclesiais. Em algumas regiões,costuma-se iniciar com a invocação do Salmo 69/70: «ÓDeus, vindeem nosso auxílio; Senhor, socorrei-nos e salvai-nos»,para decerto modo alimentar, na pessoa orante, a humilde certeza da suaprópriaindigência; ao contrário, noutros lugares começa-secoma recitação do Creio em Deus Pai, querendo de certo modocolocara profissão de fé como fundamento do caminho contemplativoquese inicia. Estes e outros modos, na medida em que dispõem melhoràcontemplação, são métodos igualmentelegítimos.A recitação termina com a oraçãopelas intençõesdo Papa, para estender o olhar de quem rezaao amplo horizonte das necessidadeseclesiais. Foi precisamente para encorajaresta perspectiva eclesial do Rosário que a Igreja quis enriquecê-locom indulgências sagradas paraquem o recitar com as devidas disposições.
Assim vivido, o Rosário torna-se verdadeiramente um caminho espiritual, onde Maria faz de mãe, mestra e guia, e apóia o fiel com asua poderosa intercessão. Como se admirar de que o espírito,nofinal desta oração em que teve a experiência íntimada maternidade de Maria, sinta a necessidade de se expandir em louvores à Virgem Santa, quer com a oração esplêndida da Salve Rainha, quer através das invocações da Ladainha Lauretana!  É o remate dum caminho interior que levou o fiel ao contato vivo com o mistério de Cristo e da sua Mãe Santíssima.
A distribuição no tempo - O Rosário pode ser recitado integralmente todos os dias, não faltando quem louvavelmente o faça. Acaba assim por encher de oração as jornadas de tantos contemplativos, ou servir de companhia a doentes e idosos que dispõem de tempo emabundância. Mas é óbvio – e isto vale com maisforte razãoao acrescentar-se o novo ciclo dos mistérios luminosos– quemuitos poderão recitar apenas uma parte, segundo uma determinadaordemsemanal. Esta distribuição pela semana acaba por daràssucessivas jornadas desta uma certa “cor” espiritual,de modoanálogo ao que faz a Liturgia com as várias fases doano litúrgico.
« Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus »
A oração tem a profundidade teológica duma oração adaptada a quem sente a exigência duma contemplação mais madura.
A Igreja reconheceu sempre uma eficácia particular ao Rosário, confiando-lhe, mediante a sua recitação comunitáriae a sua prática constante, as causas mais difíceis. Em momentos em que estivera ameaçada a própria cristandade, foi à força desta oração que se atribuiu a libertação do perigo, tendo a Virgem do Rosário sido saudada como propiciadora da salvação.
À eficácia desta oração, confio de bom gradohoje – como acenei ao princípio – a causa da paz no mundoea causa da família.
A paz - O Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação de Cristo, Príncipe da paz e « nossa paz » (Ef 2, 14). Quem assimila o mistério de Cristo – e o Rosário visa isto mesmo – apreende o segredo da paz e dele faz um projeto de vida. Além disso, devido ao seu caráter meditativo com a serena sucessão das “Ave Marias”, exerce uma ação pacificadorasobre quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo desi mesmo e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira que é umdom especial do Ressuscitado (cf. Jo 14, 27; 20, 21).
O Rosário é oração de paz também pelos frutos de caridade que produz. Se for recitado devidamente como verdadeira oração meditativa, ao facilitar o encontro com Cristo nos mistérios não pode deixar de mostrar também o rosto de Cristo nos irmãos, sobretudo nos que mais sofrem. Como seria possível fixar nos mistérios gozosos o mistério do Menino nascido em Belém, sem sentir o desejo de acolher, defender e promover a vida, preocupando-se com o sofrimento das crianças nas diversas partes do mundo? Como se poderia seguiros passos de Cristo revelador, nos mistérios da luz, sem se empenhara testemunhar as suas “bem-aventuranças” na vida diária? E como contemplar a Cristo carregado com a cruz ou crucificado, sem sentir a necessidade de se fazer seu “cireneu” em cada irmãoabatido pela dor ou esmagado pelo desespero? Enfim, como se poderia fixaros olhos na glória de Cristo ressuscitado e em Maria coroada Rainha,sem desejar tornar este mundo mais belo, mais justo, mais conforme ao desígnio de Deus?
Em suma o Rosário, ao mesmo tempo que nos leva a fixar os olhos em Cristo, torna-nos também construtores da paz no mundo. Pelas suascaracterísticas de petição insistente e comunitária,em sintonia como convite de Cristo para « orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18, 1), aquele permite-nos esperar que, também hoje, sepossa vencer uma “batalha” tão difícil como éa da paz. Longe de constituir uma fuga dos problemas do mundo, o Rosárioleva-nos assim a vê-los com olhar responsável e generoso, ealcança-nos a força de voltar para eles com a certeza da ajudade Deus e o firme propósito de testemunhar em todas as circunstâncias« a caridade, que é o vínculo da perfeição».
A família: os pais... O Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. Outrora, esta oração era particularmente amada pelas famílias cristãs e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar perder esta preciosa herança. Importa voltar a rezar em família e pelas famílias, servindo-se ainda desta forma de oração.
Na Carta apostólica Novo millennio ineunte, encorajei a celebração da Liturgia da Horas pelos próprios leigos na vida ordinária das comunidades paroquiais e dos vários grupos cristãos. Omesmo desejo fazer quanto ao Rosário. Trata-se de dois caminhos, não alternativos, mas complementares, da contemplação cristã. Peço, pois, a todos aqueles que se dedicam à pastoral das famílias para sugerirem com convicção a recitação do Rosário.
A família que reza unida permanece unida. O Santo Rosário,por antiga tradição, presta-se de modo particular a ser umaoração onde a família se encontra. Os seus diversosmembros, precisamenteao fixarem o olhar em Jesus, recuperam tambéma capacidade de se olharem sempre de novo olhos nos olhos para se comunicarem,solidarizarem-se, perdoarem-se mutuamente, recomeçarem com um pactode amor renovado pelo Espírito de Deus.
Muitos problemas das famílias contemporâneas, sobretudo nassociedades economicamente evoluídas, derivam do fato de ser cada vezmais difícil se comunicar. Não conseguem estar juntos, e osraros momentos paraisso acabam infelizmente absorvidos pelas imagens dumatelevisão. Retomar a recitação do Rosário emfamília significa inserir na vida diária imagens bem diferentes– as do mistério que salva: a imagem do Redentor, a imagem desua Mãe Santíssima. A família, que reza unida o Rosário,reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-seJesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-senas suas mãos necessidades e projetos, e dEle se recebe a esperançae a força para o caminho.
... E os filhos - É bom e frutuoso também confiar a esta oração o itinerário de crescimento dos filhos. Porventura não é o Rosário o itinerário da vida de Cristo, desde a sua concepção até à morte, ressurreição e glória? Hoje se torna cada vez mais árdua para os pais a tarefa de seguirem osfilhos pelas várias etapas da sua vida. Na sociedade da tecnologiaavançada, dos mass-media e da globalização, tudo setornou tãorápido; e a distância cultural entre as geraçõesé cada vez maior. Os apelos mais diversos e as experiênciasmaisimprevisíveis cedo invadem a vida das crianças e adolescentes,e os pais sentem-se às vezes angustiados para fazer face aos riscosque aqueles correm. Não é raro experimentarem fortes desilusões,constatando a falência dos seus filhos perante a seduçãoda droga, o fascínio dum hedonismo desenfreado, as tentaçõesda violência, as expressões mais variadas de falta de sentidoe de desespero.
Rezar o Rosário pelos filhos e, mais ainda, com os filhos, educando-os desde tenra idade para este momento diário de “paragem orante” da família, não traz por certo a solução de todos os problemas, mas é uma ajuda espiritual que não se deve subestimar. Pode-se objetar que o Rosário parece uma oração pouco adaptada ao gosto das crianças e jovens de hoje. Mas a objeção parte talvez da forma muitas vezes pouco cuidada de o rezar. Ora, ressalvada a sua estrutura fundamental, nada impede que a recitação do Rosário para crianças e jovens, tanto em família como nos grupos, seja enriquecida com atrativos simbólicos e práticos, que favoreçam a sua compreensão e valorização. Por que não tentar? Uma pastoral juvenil sem descontos, apaixonada e criativa – as Jornadas Mundiais da Juventude deram-me a sua medida! – pode, com a ajuda de Deus, fazer coisas verdadeiramente significativas. Se o Rosário for bem apresentado, estou seguro de que os próprios jovens serão capazes de surpreender uma vez mais os adultos, assumindo esta oração e recitando-a com o entusiasmo típico da sua idade.

Deu suavida por Mediugórie

No dia 24 de novembro foi comemorado, em Mediugórie e em Citluk, o terceiro aniversário do falecimento de Frei Slavko Barbaric.
Em Mediugórie, os fiéis recordaram Frei Slavko através da oração da Via Sacra no Krizevac, lugar do falecimento, e na Santa Missa vespertina. A Via Sacra com textos de Frei Slavko foi dirigida por Frei Mario Knezovic e Frei Liubo Kurtovic. A  Santa Missa solene foi presidida por Frei Tomislav Pervan. Na homilia, Frei Tomislav recordou os primeiros dias das Aparições de Mediugórie, os videntes e as pessoas que, de modo especial, caracterizaram este lugar.
Segundo suas palavras, Frei Slavko é seguramente um dos que deramuma marca à espiritualidade de Mediugórie e, por isso, ocupaumlugar verdadeiramente especial na história de Mediugóriee noscorações dos que responderam “sim” ao apelode NossaSenhora.
Destes eventos participaram numerosos peregrinos e paroquianos, entre osquais as crianças e os trabalhadores da «Aldeia da Mãe» que Frei Slavko fundou. Durante todo o dia, numerosos fiéis rezaram no túmulo de Frei Slavko.
Os alunos e trabalhadores da escola secundária «Frei SlavkoBarbaric» também comemoraram o dia 24 de novembro, dia da escolaque leva seu nome. Naquele dia, fez parte da comemoração apeça teatral «E nós tivemos esperança».Depois, os alunos jogaram uma partida de futebol, terminando o programa comum almoço comunitário.
Cada aniversário da morte de Frei Slavko faz-nos recordar tudo o que este grande homem e sacerdote fez para a difusão das mensagens daRainha da Paz, empregando todas suas forças até à suamorte.
Cada aniversário é um novo estímulo a abrir-se ao Espírito de Deus que pode fazer milagres nos corações de quem O escuta.

Como contribuir para o Eco

As contribuições para o Eco de Mediugórie podem serfeitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servosda Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servosda Rainha, em carta registrada. Poderão também ser depositadasnas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicosBDN, na mesmaconta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devemser enviados paraanotação no cadastro.

Peregrinação 2004

Saída: 10.05.2004.
Retorno: 22.05.2004.
Fátima (dias 11, 12 e 13) Lisboa (dia 14), Mediugórie (de 15 a 21 de maio). Visto do Passaporte. Por exigência do Governo da Bósnia, temos necessidade de obter o “visto” com um mês de antecedência à saída do Brasil. Por este motivo, só poderemos acolher para este grupo os interessados que até 31 de março tiverem efetuado o pagamento da peregrinação e encaminhado a nós seu passaporte atualizado, a fim de providenciarmos o referido “visto”. Solicite o programa da viagem e tome sua decisão o quanto antes.

Retiro no carnaval

Quem desejar fugir do barulho do mundo durante os dias do carnaval está convidado a participar do nosso retiro na Comunidade Servos da Rainha, que inclui a experiência de Mediugórie (Santa Missa, Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras, etc). Reserva de vagas pelo telefone (61) 624-5511 ou por carta.

Encontros mensais

Convidamos os peregrinos, leitores do Eco, amigos de Mediugórie ebenfeitores, para um encontro mensal, na Comunidade Servos da Rainha, noprimeiro sábado de cada mês, a partir das 14h. Serãomomentos de oração do Rosário, Santa Missa, Adoração,Palestras e estreitamento dos laços de amizade. Estes Encontros terminarãono Domingo, com a Santa Missa às 11h e, em seguida, o almoço.