Mediugórie - Eco213
Janeiro 2004 - 04 / Epifania
do Senhor
Mensagem da Rainha da Paz,de
25.Dez.03:
Queridos filhos! Também hoje Eu os abençôo
a todos, com meu Filho Jesus nos braços, e apresento-lhes Ele, que
é o Rei da Paz, para que lhes conceda sua paz. Estou com vocês
e amo todos vocês, queridos filhos. Obrigada por terem correspondido
a Meu apelo.
Amo todos vocês
A Santíssima Virgem Maria, Rainha da Paz, dirige-se a nós:“Queridos
filhos, também hoje...” Também hoje,como durante todos
estes anos e a cada Natal, Maria Santíssima vema nós com seu
Filho Jesus, o Rei da Paz, nos braços. Tambémhoje, como noprimeiro
dia das aparições, quando os videntes,ainda crianças,
viram Nossa Senhora pela primeira vez na colina Crnica,quando Nossa Senhora,
a Mãe do Céu, veio com o Menino Jesusnos braços. Como
se desejasse dizer: trago-lhes Jesus e levo-os aJesus. De que mais podemos
necessitar? Por isso devemos buscar e aspirarao mais elevado, porque Deus
não deseja apenas um pouco, mas tudo,não qualquer vida, mas
a vida com Ele. E essa vida começa desdeagora.
Ninguém jamais suspeitara que tantos corações durante
todos estes anos experimentariam seu encontro com Deus neste lugar, seu novo
nascimento e renovação. Assim foi antes, assim é agora.
Ainda assim, não podemos calcular nem imaginar a força e aprofundidade
do amor e da paciência de Deus com relaçãoao homem. Deus
tem paciência para com o homem e espera que ele finalmenteacrediteque
Deus deseja oferecer-lhe nada menos do que a Si mesmo. Por isso,no Natal,
é importante para nós esperar em algo e em alguém.AVirgem
Santíssima aqui nos traz algo pessoal, a paz. Ele éumapessoa
que tem seu nome, é o Rei da Paz, Jesus Cristo, o recémnascido.
Não nos contentemos com a mediocridade, a tibieza, a tradição
e os costumes que acompanham o Natal, mas desejemos ardentemente aquilo que
é a essência do Natal. Quando soubermos disso, entãotudo
tem sentido. Terá sentido a roupa de festa, a comida e a bebida,etodos
os enfeites que acompanham o Natal. Como diz um refrão: “Para
que serve sermos apressados na vida, se não há um objetivo?”
Assim acontece com nossa fé. Para que nos servem todos os costumes
religiosos exteriores, se não soubermos em que se fundamenta tudoisso?
Dia de Natal é o dia de Jesus e o nosso dia. Ele criou essa festividade,
solenidade para nós. Ele, o Rei da Paz, não veio somente para
viver conosco, mas também para morrer por nós e para sempre
ficar conosco. Ele é Emanuel, Deus conosco. Deus O enviou por nós
e para nossa salvação.
Somente os pequenos e humildes descobrem Deus. Quantos pequenos e humildes
descobriram Jesus por meio de Maria e de sua presença aqui entre nós.
Somente os humildes se dão conta de que o coração de
uma criança vê mais do que o coração de um adulto.
Mas também os adultos podem ter o coração de uma criança.
Os humildes, ou seja, as pessoas com coração de criança,
vêem que entre nós aconteceu algo de inconcebível para
nossa mente humana, algo grandioso. Também neste Natal Jesus vem nos
dizer que nossas culpas foram redimidas, que Deus nada tem contra nós,
veio nos resgatar das trevas, da falta de paz e do extravio. Entrou também
em nossos túmulos para conceder-nos a vida. Entrou em nossos ódios
para levar-nos ao amor. Jesus Cristo é, na verdade, o Natal. Deusdesceu
à nossa terra, concebido pelo Espírito Santo no seioda Bem-Aventurada
Virgem Maria. Também hoje Ele nos vem por meio deMaria.
Observando cada criança, e também o Menino Jesus no presépio,
parece-nos delicado, fraco e inacreditável. Porém, debaixodessa
aparência exterior, esconde-se a força invencíveldo Céu,
que deseja tomar fôlego em cada um de nós sepermitirmos quese
aproxime de nós. Maria Santíssima, Rainhada Paz, jános
diz pela milésima vez: estou com vocêse amo-os, a todos.Ela
ama a todos nós, embora não consigamoscompreender. Se Aaceitarmos,
será grandíssima ajuda para nossasalvaçãoe sinal
de uma nova vida, para nós e para nossopróximo. Peçamos
ao Senhor para que isso se realize.
Fr. LiuboKurtovic
Mediugórie, 26.12.2003
Aparição
anual a Iákov
Também neste dia 25 de dezembro, Iákov teve sua aparição
anual. Nossa Senhora veio com o Menino Jesus nos braços. A aparição
teve início às 15h15 e durou 8 minutos. Nossa Senhora deu a
seguinte mensagem:
Queridos filhos! Hoje, quando Jesus deseja conceder-lhes, de maneira particular,
a paz, convido-os a rezarem pela paz em seus corações. Filhinhos,
sem paz em seus corações não poderão sentir o
amor e a alegria do nascimento de Jesus. Por isso, filhinhos, hoje, de forma
particular, abram seus corações e comecem a rezar. Somente
por meio da oração e do abandono total o coração
de vocês ficará pleno do amor e da alegria de Jesus. Eu os abençôo
com a minha bênção materna.
Mediugórie
em casa
Estou em Mediugórie pela primeira vez. Vim com um grupo de leigos,
com 5 sacerdotes e uma religiosa. Sinto-me feliz por estar aqui.
Ouvi falar sobre Mediugórie pela primeira vez em 1989, quando um dos
nossos veio a este lugar com nosso Bispo de então. Agora me sintomuito
unido a Mediugórie, porque na diocese de Blantyre construímos
uma cruz igual à que se encontra no Krizevac.
Vejo que este é verdadeiramente um lugar de oração.Agradecemos
aos videntes por tudo que transmitem. Um deles disse que nãose pode
vir a Mediugórie para vê-los, mas para rezar e aprofundara vida
espiritual e a devoção à Santíssima VirgemMaria.
Sinto-me agradecido também pelas pessoas da Paróquia. Penso
que organizam muito bem o programa de oração. Realmente ajudam
as pessoas a rezar, a buscar a Deus de maneira pessoal, livremente, tocando
o interior dos corações. Verdadeiramente é bom estar
aqui.
Estamos levando para casa muitos terços! Em Malaui existem cerca de
11 milhões de habitantes, dos quais 3 milhões são católicos.
Queremos doar estes terços a eles, porque, quando partilhamos algo
com alguém, fortalecemos nossa fé e a fé dos outros.
Creio que, se colocarmos Deus em primeiro lugar, se lutarmos contra a pobreza
espiritual, Deus se ocupará de tirar-nos da pobreza material. Às
vezes, pensamos que podemos fazê-lo sozinhos, porém isso é
um erro. A partilha enriquece a todos.
Todos nós, na Europa e na África, deveríamos pregarsem
palavras, isto é, deveríamos pregar com nossa vida.
A organizadora do nosso grupo de peregrinos de Malaui, Sra. Gay Russell,nos
disse:
Em setembro de 2000, eu estava preparando uma peregrinaçãopara
o Jubileu em Roma, e continuar até Mediugórie. Em oração,
diante do Santíssimo, perguntei: “Por que eu, Senhor? Por que
eu posso ir novamente? E que será dos malauianos que nunca poderão
ir àquele lugar?” Momentos depois, telefonou-se Tony Smith com
a proposta de procurar na proximidade de Blantyre um monte em cujo topo pudéssemos
erigir uma cruz como a que existe no Krizevac e colocar uma Via-Sacra como
aquela que existe em Mediugórie… isso seria a Mediugórie
dos malauianos… Tinha sido a resposta à minha oração.
Numa fração de segundo, o projeto foi concebido e iniciado.
A construção do Santuário ainda continua.
Dom Tarcísio Ziyaye, Arcebispo de Blantyre, Maluai.
Sim, eu me abandono!
Quando entrou no consultório do seu pneumologista, em Chicago, Colleen
dirigiu-se à recepcionista e disse: “Eu sou Colleen Willard”.
No consultório todos a conheciam de vista e responderam: “Não,
não é Colleen Willard”. Indignada, ela respondeu: “Sim,
sou eu”. Correram para o gabinete do médico gritando: “Dr
Duggan, Dr Duggan, chegue aqui!” Sem compreender esta emoção,
Dr. Duggan veio rapidamente. Viu Colleen e foi como que atingido por um raio.
Sua vida mudou completamente: “Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!”
Colleen tinha um tumor inoperável no cérebro, que afetava a
hipófise e todas as grandes e pequenas funções motoras;
estava fraquíssima; sua tiróide estava reduzida ao tamanhode
uma semente de uva, sofria de esclerose em placas, de lúpus, defibromialgia,
e de nove outras doenças mortais dolorosas. A ClínicaMayo (primeira
clínica de investigação dos Estados Unidospara câncer
do cérebro e traumatismos da coluna e medula) lembravamuitas vezes
a Colleen que, mesmo que não tivesse câncer docérebro,
o simples fato de estar viva era um milagre.
Apesar do sofrimento, Colleen veio pedir-nos para se tornar voluntária
na nossa Associação: “St Clare Helper of the Poor”.
Tornou-se uma das nossas melhores coletoras de fundos para os refugiadose
carentes da Bósnia, utilizando simplesmente o telefone quando avoz
lhe permitia.
Nos últimos estágios do câncer, os sofrimentos de Colleen
levaram-na ao extremo, sendo a oração seu único recurso.
Já não podia subir a escada que levava ao seu quarto ou a seu
oratório, nem ir ao banheiro sem assistência; o simples fato
de tocar sua pele causava-lhe uma dor inimaginável. John, o marido,
continuava trabalhando enquanto que o filho, de 21 anos, ficava em casa para
tomar conta dela. Um dia falei-lhe de nossas numerosas peregrinações
a Mediugórie. Colleen desejou ir lá, mas bem sabia que não
podia deslocar-se fisicamente. E também, por causa das numerosas faturas
que chegavam da Clínica Mayo, a família não dispunha
dos meios necessários. Entretanto, Colleen disse-nos: “Não
quero ir lá para me curar, mas apenas para fazer a experiência
da Virgem e desse lugar santo!” Isto passou-se em abril. Em agosto,
Colleen telefonou-nos: “John e eu rezamos para fazermos essa peregrinação”.
Respondi: “Nas tuas condições, só pela graça
de Deus poderás deslocar-te à Europa”. “Não,
Gail, disse-me ela, nós rezamos com todo o nosso coração
e eu disse ao Senhor: ‘Senhor, se realmente queres que eu vá,
necessito de uma confirmação. Pede ao Padre Agniello que me
telefone amanhã, e eu saberei que devo ir’. No dia seguinteo
Padre Agniello telefonou-me e disse: ‘Colleen, não sei porque,
mas senti vontade de te telefonar esta manhã’.”
Foi assim que ela soube que devia ir. Era a confirmação.
Estávamos a poucas semanas da viagem a Mediugórie, fazendoos
preparativos. John pagou os bilhetes e combinamos encontrar-nos em Chicago.
Eu disse a John que era importante fazer um segundo seguro para Colleen,para
o caso de o seu estado se agravar em Mediugórie e ela vir a morrer,
porque o custo do repatriamento poderia ser muito alto.
Quando embarcaram no avião, Colleen e John foram colocados por milagre
na classe executiva. Colleen tomava um medicamento de 2 em 2 horas, paracontrolar
a dor. No aeroporto de Split, John e Jack levantaram-lhe os pés,um
de cada vez, para a levarem até o ônibus.
Apesar de todo o sofrimento, ela estava alegre, sorria sempre e louvava o
Senhor por ter chegado tão longe. No dia seguinte de manhã,
enquanto Vicka falava, Colleen foi levada, na sua cadeira de rodas, o mais
próximo possível de Vicka, para poder vê-la melhor. Mas
todas as pessoas que estavam à sua volta empurravam-na e se apoiavam
nela; as mães levavam os filhos e passavam-nos por cima de sua cabeça.
Então pensei: “Cometi um terrível engano, trazendo-aaqui.
Senhor, perdoa-me, peço-Te! É uma provaçãodemasiado
grande para ela!” Exatamente nesse momento, sua cabeçatombou
para trás e pensei que ela morrera. Ela tinha-me dito que podiamorrer
a qualquer momento se a hipófise falhasse ou se recebesse umapancada
forte na cabeça. O marido que estava bastante atrás,abriu caminho
na multidão, levantou-lhe a cabeça e pôs-lhedebaixo da
língua uma mistura de morfina com outro medicamento. Esperamos.Ela
demorou muito tempo para voltar a si.
Quando Vicka acabou de falar, abriu caminho na multidão e aproximou-se
de Colleen. As primeiras palavras que lhe dirigiu em inglês foram:“Louvado
seja Deus! Louvado seja Deus!” Vicka abriu os braçose estreitou-a
contra o peito, apertou-a nos braços e, segurando-a,beijou-a. Depois,
pousou a mão esquerda na cabeça de Colleene, quando ia pousar
também a direita, os peregrinos puxaram-lha paraempilhar nela pedidos
de oração, terços e fotografias.Vicka manteve muitotempo
a mão na cabeça de Colleen que nãoparava de dizer:“Minha
cabeça é como um carvãoardente! Minha cabeçaqueima!
Tenho a impressão de que umaespiral me atravessa o corpo!”Depois
de ter rezado por Colleen durantecerca de 10 minutos, apertou-a nosbraços
e beijou-a de novo. Colleenchorava.
Depois colocamos Colleen num táxi. John levou-a para um lugar mais
à frente, na igreja. Jack e eu ficamos na parte de trás daigreja.
Mais tarde Colleen contou-nos que, logo que o celebrante inicioua Consagração,
ela ouviu a Virgem Maria dizer-lhe: “Minhafilha, abandona-te a Deus
Pai! Abandona-te a Meu Esposo, o EspíritoSanto! Abandona-te a MeuFilho
Jesus!” E ainda: “Abandona-teagora!” E Colleen respondeu:
“Sim, abandono-me agora, abandonotudo pela glória do Céu,
tudo pela glória de Deus.”
Nesse momento, ela sentiu suas pernas formigando e compreendeu que algo tinha
acontecido. No fim da Missa, percebeu que estava curada e levantou-se dacadeira
de rodas. Eu fiquei estupefata. John estava atrás dela e empurrava
a cadeira vazia! Colleen saiu da igreja caminhando! Fomos ao restaurante‘Chez
Victor’ e as pessoas vinham vê-la. Tinham ouvidofalar da cura
ou tinham-na visto. Entrou andando na pensão e aíse divertiu
empurrando o marido na cadeira de rodas. No dia seguinte, subiusozinha aColina
das Aparições. Depois conseguiu subir atéà6ª
Estação da Via Sacra do Krizevac. Ela sentia-secomforças
para subir até o alto, mas, a pedido de um padre,ficourezando em vez
de continuar a subida.
Quando voltou aos médicos que a tratavam nos Estados Unidos, Colleen
fez todos os exames e os resultados foram todos normais. Desde então
a tiróide funciona normalmente, o tumor do cérebro desapareceu,
e não há mais qualquer sinal de doença em seu corpo.
Mas Colleen e John pensavam: como explicar a cura aos médicos da Clínica
Mayo? Logo que ela entrou para a consulta, o médico afastou a cadeira
para trás e disse: “Então, foi a Mediugórie! É
a terceira cura importante que nos vem de lá!” O problema estava
resolvido, não havia nada para explicar.
A cura de Colleen juntou-se a centenas de outras curas nos registros da paróquia
de S. Tiago, curas muito semelhantes às de Lourdes. Mas a história
de Colleen está longe de ter terminado. Assim como servia corajosamente
a Jesus e aos pobres antes de se curar, pela oferta de dores terríveis
e constantes, ela oferece agora sua saúde para responder ao apelode
Jesus. As palavras-chave da vida de Colleen e de todas as graçasincríveis
dela decorrentes são verdadeiramente: “Sim,eu me abandono!”
Dar a Deus
parte do tempo
Frei Iozo declarou a um grupo de peregrinos: “As famílias de
vocês são um deserto. Há falta d´água. Vocês
têm os Direitos Humanos, têm trabalho, muitos de vocêstêm
dinheiro, mas não têm a bênçãode Deus. Por
que existe tanto sofrimento em suas famílias? Por quenão há
alegria? Quando começou este deserto? Apagou-sea lâmpada que
brilhava no seio de suas famílias quando disseramnão ter tempo
para rezar!”
O abandono a Deus alimenta, de paz e de alegria, nossa alma. Quando pensamos
não ter tempo de rezar, é sinal de que começamos a usar
a lógica humana. Aí nossos fardos tornam-se demasiadamentepesados
para suportar, sentimo-nos deprimidos e sós, e perdemos estaluz interior...
Começa o ano de 2004! Nossa união com Deus se dá pela
oração. Estejamos abertos e mudemos nossos horáriosa
fim de incluirmos a oração em nossa vida diária. Deitemo-nos
mais cedo para podermos rezar mais cedo pela manhã. Passemos menos
tempo diante da televisão ou em conversas e levemos menos trabalho
para casa. Demos a Deus uma parte do nosso tempo. Mudemos a direção
de nossa vida.
Depois de 22 anos de aparições, Nossa Senhora ainda nos diz:
“Comecem a rezar!”
A qualidade do nosso Ano de 2004 será proporcional à nossavida
de oração.
ChildrenofMediugórie
O terço
Um instrumento tradicional na recitação do Rosário é
o terço. No seu uso mais superficial, reduz-se freqüentemente
a um simples meio para contar e registrar a sucessão das Ave Marias.
Mas, presta-se também a exprimir simbolismos, que podem conferir maior
profundidade à contemplação.
A tal respeito, a primeira coisa a notar é como o terço converge
para o Crucificado, que desta forma abre e fecha o próprio itinerário
da oração. Em Cristo, está centrada a vida e a oração
dos crentes. Tudo parte dEle, tudo tende para Ele, tudo por Ele, no Espírito
Santo, chega ao Pai.
Como instrumento de contagem que assinala o avançar da oração,
o terço evoca o caminho incessante da contemplação e
da perfeição cristã. O Beato Bártolo Longo via-o
também como uma “cadeia” que nos prende a Deus. Cadeia
sim, mas uma doce cadeia; assim se apresenta sempre a relação
com um Deus que é Pai. Cadeia “filial”, que nos coloca
em sintonia com Maria, a «serva do Senhor», e em última
instância com o próprio Cristo que, apesar de ser Deus, Se fez
«servo» por nosso amor.
É bom alargar o significado simbólico do terço também
à nossa relação recíproca, recordando através
dele o vínculo de comunhão e fraternidade que a todos nos une
em Cristo.
Segundo a praxe comum, são vários os modos de introduzir oRosário
nos distintos contextos eclesiais. Em algumas regiões,costuma-se iniciar
com a invocação do Salmo 69/70: «ÓDeus, vindeem
nosso auxílio; Senhor, socorrei-nos e salvai-nos»,para decerto
modo alimentar, na pessoa orante, a humilde certeza da suaprópriaindigência;
ao contrário, noutros lugares começa-secoma recitação
do Creio em Deus Pai, querendo de certo modocolocara profissão de
fé como fundamento do caminho contemplativoquese inicia. Estes e outros
modos, na medida em que dispõem melhoràcontemplação,
são métodos igualmentelegítimos.A recitação
termina com a oraçãopelas intençõesdo Papa, para
estender o olhar de quem rezaao amplo horizonte das necessidadeseclesiais.
Foi precisamente para encorajaresta perspectiva eclesial do Rosário
que a Igreja quis enriquecê-locom indulgências sagradas paraquem
o recitar com as devidas disposições.
Assim vivido, o Rosário torna-se verdadeiramente um caminho espiritual,
onde Maria faz de mãe, mestra e guia, e apóia o fiel com asua
poderosa intercessão. Como se admirar de que o espírito,nofinal
desta oração em que teve a experiência íntimada
maternidade de Maria, sinta a necessidade de se expandir em louvores à
Virgem Santa, quer com a oração esplêndida da Salve Rainha,
quer através das invocações da Ladainha Lauretana!
É o remate dum caminho interior que levou o fiel ao contato vivo com
o mistério de Cristo e da sua Mãe Santíssima.
A distribuição no tempo - O Rosário pode ser recitado
integralmente todos os dias, não faltando quem louvavelmente o faça.
Acaba assim por encher de oração as jornadas de tantos contemplativos,
ou servir de companhia a doentes e idosos que dispõem de tempo emabundância.
Mas é óbvio – e isto vale com maisforte razãoao
acrescentar-se o novo ciclo dos mistérios luminosos– quemuitos
poderão recitar apenas uma parte, segundo uma determinadaordemsemanal.
Esta distribuição pela semana acaba por daràssucessivas
jornadas desta uma certa “cor” espiritual,de modoanálogo
ao que faz a Liturgia com as várias fases doano litúrgico.
« Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus
»
A oração tem a profundidade teológica duma oração
adaptada a quem sente a exigência duma contemplação mais
madura.
A Igreja reconheceu sempre uma eficácia particular ao Rosário,
confiando-lhe, mediante a sua recitação comunitáriae
a sua prática constante, as causas mais difíceis. Em momentos
em que estivera ameaçada a própria cristandade, foi à
força desta oração que se atribuiu a libertação
do perigo, tendo a Virgem do Rosário sido saudada como propiciadora
da salvação.
À eficácia desta oração, confio de bom gradohoje
– como acenei ao princípio – a causa da paz no mundoea
causa da família.
A paz - O Rosário é, por natureza, uma oração
orientada para a paz, precisamente porque consiste na contemplação
de Cristo, Príncipe da paz e « nossa paz » (Ef 2, 14).
Quem assimila o mistério de Cristo – e o Rosário visa
isto mesmo – apreende o segredo da paz e dele faz um projeto de vida.
Além disso, devido ao seu caráter meditativo com a serena sucessão
das “Ave Marias”, exerce uma ação pacificadorasobre
quem o reza, predispondo-o a receber e experimentar no mais fundo desi mesmo
e a espalhar ao seu redor aquela paz verdadeira que é umdom especial
do Ressuscitado (cf. Jo 14, 27; 20, 21).
O Rosário é oração de paz também pelos
frutos de caridade que produz. Se for recitado devidamente como verdadeira
oração meditativa, ao facilitar o encontro com Cristo nos mistérios
não pode deixar de mostrar também o rosto de Cristo nos irmãos,
sobretudo nos que mais sofrem. Como seria possível fixar nos mistérios
gozosos o mistério do Menino nascido em Belém, sem sentir o
desejo de acolher, defender e promover a vida, preocupando-se com o sofrimento
das crianças nas diversas partes do mundo? Como se poderia seguiros
passos de Cristo revelador, nos mistérios da luz, sem se empenhara
testemunhar as suas “bem-aventuranças” na vida diária?
E como contemplar a Cristo carregado com a cruz ou crucificado, sem sentir
a necessidade de se fazer seu “cireneu” em cada irmãoabatido
pela dor ou esmagado pelo desespero? Enfim, como se poderia fixaros olhos
na glória de Cristo ressuscitado e em Maria coroada Rainha,sem desejar
tornar este mundo mais belo, mais justo, mais conforme ao desígnio
de Deus?
Em suma o Rosário, ao mesmo tempo que nos leva a fixar os olhos em
Cristo, torna-nos também construtores da paz no mundo. Pelas suascaracterísticas
de petição insistente e comunitária,em sintonia como
convite de Cristo para « orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18,
1), aquele permite-nos esperar que, também hoje, sepossa vencer uma
“batalha” tão difícil como éa da paz. Longe
de constituir uma fuga dos problemas do mundo, o Rosárioleva-nos assim
a vê-los com olhar responsável e generoso, ealcança-nos
a força de voltar para eles com a certeza da ajudade Deus e o firme
propósito de testemunhar em todas as circunstâncias« a
caridade, que é o vínculo da perfeição».
A família: os pais... O Rosário foi desde sempre também
oração da família e pela família. Outrora, esta
oração era particularmente amada pelas famílias cristãs
e favorecia certamente a sua união. É preciso não deixar
perder esta preciosa herança. Importa voltar a rezar em família
e pelas famílias, servindo-se ainda desta forma de oração.
Na Carta apostólica Novo millennio ineunte, encorajei a celebração
da Liturgia da Horas pelos próprios leigos na vida ordinária
das comunidades paroquiais e dos vários grupos cristãos. Omesmo
desejo fazer quanto ao Rosário. Trata-se de dois caminhos, não
alternativos, mas complementares, da contemplação cristã.
Peço, pois, a todos aqueles que se dedicam à pastoral das famílias
para sugerirem com convicção a recitação do Rosário.
A família que reza unida permanece unida. O Santo Rosário,por
antiga tradição, presta-se de modo particular a ser umaoração
onde a família se encontra. Os seus diversosmembros, precisamenteao
fixarem o olhar em Jesus, recuperam tambéma capacidade de se olharem
sempre de novo olhos nos olhos para se comunicarem,solidarizarem-se, perdoarem-se
mutuamente, recomeçarem com um pactode amor renovado pelo Espírito
de Deus.
Muitos problemas das famílias contemporâneas, sobretudo nassociedades
economicamente evoluídas, derivam do fato de ser cada vezmais difícil
se comunicar. Não conseguem estar juntos, e osraros momentos paraisso
acabam infelizmente absorvidos pelas imagens dumatelevisão. Retomar
a recitação do Rosário emfamília significa inserir
na vida diária imagens bem diferentes– as do mistério
que salva: a imagem do Redentor, a imagem desua Mãe Santíssima.
A família, que reza unida o Rosário,reproduz em certa medida
o clima da casa de Nazaré: põe-seJesus no centro, partilham-se
com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-senas suas mãos necessidades
e projetos, e dEle se recebe a esperançae a força para o caminho.
... E os filhos - É bom e frutuoso também confiar a esta oração
o itinerário de crescimento dos filhos. Porventura não é
o Rosário o itinerário da vida de Cristo, desde a sua concepção
até à morte, ressurreição e glória? Hoje
se torna cada vez mais árdua para os pais a tarefa de seguirem osfilhos
pelas várias etapas da sua vida. Na sociedade da tecnologiaavançada,
dos mass-media e da globalização, tudo setornou tãorápido;
e a distância cultural entre as geraçõesé cada
vez maior. Os apelos mais diversos e as experiênciasmaisimprevisíveis
cedo invadem a vida das crianças e adolescentes,e os pais sentem-se
às vezes angustiados para fazer face aos riscosque aqueles correm.
Não é raro experimentarem fortes desilusões,constatando
a falência dos seus filhos perante a seduçãoda droga,
o fascínio dum hedonismo desenfreado, as tentaçõesda
violência, as expressões mais variadas de falta de sentidoe
de desespero.
Rezar o Rosário pelos filhos e, mais ainda, com os filhos, educando-os
desde tenra idade para este momento diário de “paragem orante”
da família, não traz por certo a solução de todos
os problemas, mas é uma ajuda espiritual que não se deve subestimar.
Pode-se objetar que o Rosário parece uma oração pouco
adaptada ao gosto das crianças e jovens de hoje. Mas a objeção
parte talvez da forma muitas vezes pouco cuidada de o rezar. Ora, ressalvada
a sua estrutura fundamental, nada impede que a recitação do
Rosário para crianças e jovens, tanto em família como
nos grupos, seja enriquecida com atrativos simbólicos e práticos,
que favoreçam a sua compreensão e valorização.
Por que não tentar? Uma pastoral juvenil sem descontos, apaixonada
e criativa – as Jornadas Mundiais da Juventude deram-me a sua medida!
– pode, com a ajuda de Deus, fazer coisas verdadeiramente significativas.
Se o Rosário for bem apresentado, estou seguro de que os próprios
jovens serão capazes de surpreender uma vez mais os adultos, assumindo
esta oração e recitando-a com o entusiasmo típico da
sua idade.
Deu suavida
por Mediugórie
No dia 24 de novembro foi comemorado, em Mediugórie e em Citluk, o
terceiro aniversário do falecimento de Frei Slavko Barbaric.
Em Mediugórie, os fiéis recordaram Frei Slavko através
da oração da Via Sacra no Krizevac, lugar do falecimento, e
na Santa Missa vespertina. A Via Sacra com textos de Frei Slavko foi dirigida
por Frei Mario Knezovic e Frei Liubo Kurtovic. A Santa Missa solene
foi presidida por Frei Tomislav Pervan. Na homilia, Frei Tomislav recordou
os primeiros dias das Aparições de Mediugórie, os videntes
e as pessoas que, de modo especial, caracterizaram este lugar.
Segundo suas palavras, Frei Slavko é seguramente um dos que deramuma
marca à espiritualidade de Mediugórie e, por isso, ocupaumlugar
verdadeiramente especial na história de Mediugóriee noscorações
dos que responderam “sim” ao apelode NossaSenhora.
Destes eventos participaram numerosos peregrinos e paroquianos, entre osquais
as crianças e os trabalhadores da «Aldeia da Mãe»
que Frei Slavko fundou. Durante todo o dia, numerosos fiéis rezaram
no túmulo de Frei Slavko.
Os alunos e trabalhadores da escola secundária «Frei SlavkoBarbaric»
também comemoraram o dia 24 de novembro, dia da escolaque leva seu
nome. Naquele dia, fez parte da comemoração apeça teatral
«E nós tivemos esperança».Depois, os alunos jogaram
uma partida de futebol, terminando o programa comum almoço comunitário.
Cada aniversário da morte de Frei Slavko faz-nos recordar tudo o que
este grande homem e sacerdote fez para a difusão das mensagens daRainha
da Paz, empregando todas suas forças até à suamorte.
Cada aniversário é um novo estímulo a abrir-se ao Espírito
de Deus que pode fazer milagres nos corações de quem O escuta.
Como contribuir
para o Eco
As contribuições para o Eco de Mediugórie podem serfeitas
no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servosda Rainha,
ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servosda Rainha,
em carta registrada. Poderão também ser depositadasnas agências
dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta600.002-9, bem como
nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicosBDN, na mesmaconta.
Os comprovantes dos depósitos efetuados devemser enviados paraanotação
no cadastro.
Peregrinação 2004
Saída: 10.05.2004.
Retorno: 22.05.2004.
Fátima (dias 11, 12 e 13) Lisboa (dia 14), Mediugórie (de 15
a 21 de maio). Visto do Passaporte. Por exigência do Governo da Bósnia,
temos necessidade de obter o “visto” com um mês de antecedência
à saída do Brasil. Por este motivo, só poderemos acolher
para este grupo os interessados que até 31 de março tiverem
efetuado o pagamento da peregrinação e encaminhado a nós
seu passaporte atualizado, a fim de providenciarmos o referido “visto”.
Solicite o programa da viagem e tome sua decisão o quanto antes.
Retiro
no carnaval
Quem desejar fugir do barulho do mundo durante os dias do carnaval está
convidado a participar do nosso retiro na Comunidade Servos da Rainha, que
inclui a experiência de Mediugórie (Santa Missa, Confissão,
Rosário, Via-Sacra, palestras, etc). Reserva de vagas pelo telefone
(61) 624-5511 ou por carta.
Encontros mensais
Convidamos os peregrinos, leitores do Eco, amigos de Mediugórie ebenfeitores,
para um encontro mensal, na Comunidade Servos da Rainha, noprimeiro sábado
de cada mês, a partir das 14h. Serãomomentos de oração
do Rosário, Santa Missa, Adoração,Palestras e estreitamento
dos laços de amizade. Estes Encontros terminarãono Domingo,
com a Santa Missa às 11h e, em seguida, o almoço.