Mediugórie
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Eco214
Fevereiro 2004 - 11 /
Nossa Senhora de Lourdes
Mensagem da Rainha da
Paz,de
25.Jan.04:
Queridos
filhos! Também hoje os convido à oração.
Rezem, filhinhos, de maneira especial, por todos aqueles que ainda
não conhecem
o amor de Deus. Rezem para que seus corações se abram e
se aproximem de meu Coração
e do Coração de meu Filho Jesus, para que possamos
transformá-los em pessoas de
paz e de amor. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Conhecer o amor de Deus
Nossa Mãe
Celestial, a Rainha da Paz, dirige sua palavra celestial a todos
nós,
incansável e pacientemente com um amor que exige. O amor de
nossa Mãe Celestial
não nos deixa passivos, mas deseja impulsionar-nos a fazer algo
de bom e
perfeito por Deus no próximo. Só poderemos ser
impulsionados se permitirmos que
Deus nos toque e anime. Só quem soube e experimentou quanto Deus
o ama poderá
também dar aos outros o que ele próprio recebeu.
Não podemos dar o que não
temos, e não podemos ter se não pedirmos a Deus. E Ele
não dá pouco, mas
abundantemente.
Ninguém
pode
dizer: “Amo a Deus o máximo”. Sempre poderemos amá-Lo
mais, e com renovada
força.
Nossa Senhora
deseja que compreendamos o quanto Deus nos ama. O amor de Deus é
tão terno, que
nunca se nos impõe. Deus nunca turva a alma, mas, de
preferência, a atrai e a
plenifica com seu amor. Mas Deus não pode preencher um
espaço já ocupado com
algo diferente. É necessário esvaziar-se para que Ele nos
possa plenificar.
Jesus nos ensina: “Felizes os que
têm
coração puro, porque verão a Deus”. Somente um
coração puro vê a Deus e
reconhece no próximo alguém pelo qual também ele
é responsável. Todos somos
responsáveis uns pelos outros e estamos unidos uns aos outros
mediante laços
espirituais invisíveis. Todos irradiamos em torno de nós
o bem ou o mal. O bem
do outro é também é meu.
Também
hoje, Deus,
por meio de Maria Santíssima, necessita de nossas mãos,
nossa voz, nossos pés,
a fim de que, por meio de nós, possa amar este mundo. Deus
não espera de nós
obras grandiosas e sensacionais, mas que busquemos colocar amor em tudo
que
fazemos. Não podemos nem devemos reter para nós o amor de
Deus. O objetivo de
nossos intentos, nossas orações e obras não
consistem em que nos aproximemos
sozinhos de Deus e permaneçamos com Ele, mas que procuremos
levar a Ele todas
as pessoas que colocou em nosso caminho. Fundamentalmente, que Ele, por
meio de
nós, as atraia para Si, dê-lhes saúde, paz e
liberdade.
Disse a Beata
Madre Teresa: “O verdadeiro amor sempre atrai sofrimento, padecimento.”
A dor e
o padecimento sempre andam juntos. Cristo demonstrou isso. Ele
também nos amou
na dor. Ele nos amou porque era-Lhe agradável. Chegou até
a morte na cruz.
Jesus ensina-nos, dizendo-nos: “Não há maior amor do que
dar a vida pelos
amigos. Vocês são meus amigos se fizerem o que lhes
mando.”
Hoje o mundo
está
faminto de amor, não de coisas, nem de dinheiro. Fomos criados
para o amor. Se
não temos amor, procuramos preencher esse vazio com coisas e
prazeres
ilusórios. Mas não podemos enganar nosso
coração e nossa alma. Nossa alma busca
a fonte da qual foi criada. A maior necessidade do homem é amar
e ser amado.
Adoecemos quando não amamos nem experimentamos que Deus nos ama.
Por isso,
nesta mensagem, Nossa Senhora nos convida: “Rezem”. A
oração não é uma
necessidade psicológica, mas uma exigência de amor para
com Deus. O amor é
oração. Se não rezarmos, não poderemos
amar. Se não amarmos, não teremos força
para morrer a nós mesmos e a nosso egoísmo que fere a
nós e aos que nos
rodeiam.
Não nos
cansemos
de seguir pelo caminho indicado por Nossa Senhora. Ela está
conosco para conduzir-nos
a Deus, fonte da vida.
Fr. Liubo Kurtovic,
Mediugórie. 26.1.04
Notícias de Mediugórie
Participação na
Santa Missa
Durante o
mês de
dezembro, no Santuário da Rainha da Paz de Mediugórie,
foram distribuídas
69.000 santas comunhões. As Santas Missas foram celebradas, ou
concelebradas,
por 1.089 sacerdotes do país e do estrangeiro. Durante o ano de
2003, na
paróquia de Mediugórie, foram distribuídas
1.179.000 santas comunhões, e as
Santas Missas foram celebradas, ou concelebradas, por 27.498
sacerdotes.
Durante o mês de
dezembro, visitaram Mediugórie grupos de peregrinos provenientes
da França,
Estados Unidos, Itália, Áustria, Inglaterra,
Lituânia, Coréia, Líbano, Sri
Lanka, Hong Kong, Canadá, Alemanha, República Tcheca,
Eslováquia, Eslovênia, Austrália,
Polônia, Croácia, e Bósnia-Herzegovina.
Mediugórie via
satélite
Na Festa do Natal,
25 de dezembro, a Rádio Mir de Mediugórie começou
a transmissão de seus
programas, ao vivo, por meio de satélite. Dessa forma, nossa
Rádio e a voz de
Mediugórie podem ser sintonizadas pelos ouvintes da Europa, do
Oriente Médio e
do Norte da África. De sua rica programação,
destacamos especialmente a
transmissão diária, ao vivo, do programa vespertino de
orações (Santa Missa,
Santo Rosário e Adoração a Jesus no
Santíssimo Sacramento do Altar) da igreja
de São Tiago Apóstolo. Podem ouvir essa
transmissão todas as tardes, a partir
das 17h no inverno e, no verão, a partir das 18h.
Como
sintonizar a Rádio?
Nome do
satélite:
HOT BIRD 6
Posição:
13° E
(graus leste)
Transponder No. 90
Freqüência
de
recepção: 12 520 MHz
Polarização:
Y
(vertical)
Symbol rate: 27
500
FEC (Forward Error
Correction): ¾
Apoio a este
projeto. Dado que esta iniciativa exige grandes recursos financeiros,
sentimos a
liberdade de pedir a todos os devotos da Rainha da Paz de
Mediugórie, aos
ouvintes e a todos aqueles que desejam difundir a mensagem de Nossa
Senhora e a
voz de Mediugórie, que nos apóiem com suas
doações. Somente assim poderemos
ampliar até seu Continente o raio de alcance da Rádio.
Encaminhe suas
doações. Doações do exterior: Informativni
centar MiR Mediugórie. Zagrebacka
banka BH - D.D. Mostar. Conta:
ZABA BA 22 / 7100-48-06-027746.
Doações da Bósnia-Herzegovina: conta no Zagrebacka
Banka: 3381202200130247
Agradecemos, antecipadamente,
a todos pelo amor dedicado a esta obra de difusão das mensagens
de Nossa
Senhora!
Fundação “Frei Slavko”
No dia 29 de
dezembro, em Mediugórie, foi celebrado o “Dia do Estudante”,
organizado pela
Associação “Frei Slavko Barbaric”.
As
conferências
para os estudantes presentes foram realizadas por Frei Ivan Dugandzic (a Biblia nos fala por imagens), Frei
Branka Separovic (O que têm os croatas em
seu cofre), e Prof. Dr. Zvonimir Separovic. Foi aberta uma
exposição
artística de pinturas “Mediugórie 2003”, em que os
estudantes da Associação
participaram com breves cantos e tomaram parte no programa de
oração vespertino
da igreja de Santiago Apóstolo em Mediugórie. Do dia 29
de dezembro até 1º de
janeiro, a Associação organizou a renovação
espiritual e a vigília do Ano Novo
para os estudantes.
Todos que
desejarem ajudar na consecução dos objetivos desta
Fundação podem dirigir-se a
este endereço: Fundação “Fr. Slavko Barbaric” –
Mediugórie, PP 29, 88266
Mediugórie, Bósnia-Herzegovina; tel./fax: 00387 36 651
549.
Ano novo em
Mediugórie
Na vigília
de
oração do Ano Novo, em Mediugórie, reuniram-se
milhares de peregrinos de
numerosos países, de todos os continentes. A vigília de
oração foi conduzida
pelo pároco, Frei Liubo Kurtovic, e por Fr. Mario Knezovic. Da
concelebração
participaram cerca de cem sacerdotes. Por falta de espaço na
igreja paroquial,
os peregrinos e paroquianos participaram da oração por
meio de um telão
colocado no auditório e no galpão levantado para as
celebrações de fim de ano.
A vigília e a Santa Missa se prolongaram das 22h até a 1h
da madrugada e foram
traduzidas para vários idiomas.
Em nosso mundo
inquieto, onde freqüentemente parece não existir mais
esperança, essa multidão
que reza na passagem do Ano Novo, especialmente um grande número
de jovens de
Mediugórie, é sinal de esperança de um mundo
melhor.
O dia primeiro do
Ano foi abrilhantado com um grande evento: Mariana Zovko, da Alemanha,
realizou
um concerto de música sacra na igreja paroquial.
Encontro de casados
O quarto
encontro
internacional para casados realizou-se em Mediugórie, de 11 a 14
de fevereiro
de 2004. O tema do encontro foi: “O
fruto da paz é o Amor e fruto do amor é o perdão” (Mensagem de Nossa Senhora, 25 de janeiro de 1996).
O encontro foi realizado
no auditório situado atrás da igreja paroquial.
Encontro
Internacional
O 11º
Encontro
Internacional dos coordenadores de centros de paz, de grupos de
oração, de
peregrinos e associações caritativas de
Mediugórie, realizar-se-á em
Mediugórie, de 22 a 26 de fevereiro de 2004. O tema do encontro
será: “A
Penitência e o homem contemporâneo”.
Press Bulletin
Madre Teresa de Calcutá
Em Roma estivemos
com a Irmã Nirmala Joshi, que sucedeu Madre Teresa como
Superiora das
Missionárias da Caridade. Ela contou que, na manhã de seu
falecimento, Madre
Teresa tinha ditado uma carta dirigida a: «Meus queridos
filhos».
O que se segue
é
surpreendente se pensarmos no amor e dedicação
incomensuráveis que Madre Teresa
tinha pelos pobres.
«Imaginem
que, por
ter feito pequenas coisas com um grande amor, a Igreja a fez Doutora,
como
Santo Agostinho e a grande Santa Teresa! É exatamente como no
Evangelho, quando
Jesus diz ao que estava sentado no último lugar: “Amigo, vem
para a frente.”
Permaneçamos pequeninos e sigamos o caminho de confiança,
de amor e de alegria
de Teresinha, e então se cumprirá a promessa de nossa
Mãe: dar santos à nossa
Mãe Igreja.»
A Madre Teresa
faleceu às 21h30, depois de um dia em que seu corpo enfraqueceu
muito. Segundo
os testemunhos de suas irmãs, relatados no filme: “Mother
Teresa: The Legacy”,
em seus últimos momentos, Madre Teresa pediu ajuda, dizendo:
“Não consigo
respirar!” As irmãs que cuidavam dela trouxeram uma
máscara de respiração e
fixaram-lha no nariz. Mas exatamente nesse momento houve um defeito na
corrente
elétrica que a impediu de funcionar. Correram à procura
de ajuda e procuraram
outra fonte de energia que também não funcionou. Pela
primeira vez, em vinte
anos de existência, a eletricidade faltou no convento onde vivia
Madre Teresa!
E Madre Teresa
morreu no escuro, privada de ar. Morreu na cruz, identificada com
tantos pobres
que ela amava!
Embora Madre
Teresa tenha recomendado às suas conselheiras que nunca
revelassem seus mais
secretos pensamentos sobre sua vida espiritual, os trâmites para
sua
canonização revelaram coisas muito surpreendentes. Cartas
datadas dos anos 50 e
60, assim como testemunhos de diretores espirituais de seus
últimos anos,
mostram-nos que Madre Teresa viveu vários anos na noite
espiritual. “Só sinto
esta dor terrível de uma perda, a dor de me sentir rejeitada por
Deus, de Deus
que não é Deus, de Deus que na verdade não
existe”. O reverendo Neuner, um
jesuíta da Índia que escreve sobre Madre Teresa para a
imprensa mundial,
escreveu sobre os atrozes combates interiores de Madre Teresa:
“Nós não podemos
aspirar a algo que não está intimamente próximo de
nós”. Mas o que emanava dela
era bondade, luz, alegria, esperança! É a vida de uma
mística, duma mística que
fez das palavras: “Tenho sede!” sua divisa, de uma mística que
se identificou
tão bem com Jesus, que a sede das almas do Salvador se tornou
sua própria
sede.
Ir. Emanuel
“Um
Menino nos conduzirá”
Em
Mediugórie
sucedeu um acontecimento sem precedentes. Desde 1981, Nossa Senhora
aparece
sempre na Noite de Natal trazendo o Menino Jesus recém-nascido
nos braços. Pela
primeira vez, desde há 22 anos, Nossa Senhora veio com o Menino
Jesus fora do
Natal, durante Sua aparição a Miriana, no dia 2 de
janeiro, às 9h12 da manhã,
debaixo da tenda verde do Cenáculo. Mas desta vez, em lugar de O
ter ao colo,
elevava-O bem alto diante de Si, em frente da multidão, e
apresentava-O a todas
as pessoas presentes, de modo que, com Seu olhar, podia abraçar
a todos. Quando
Miriana saiu do êxtase, estava tão entusiasmada com o
acontecimento, que se pôs
imediatamente a escrever a mensagem recebida durante a
aparição. Disse mais
tarde que quase não pôde ver o Menino Jesus, só de
costas, porque Ele estava
voltado para a multidão.
Esta é a
mensagem que Nossa Senhora nos
deixou por meio de Miriana:
“Hoje trago-lhes
Meu Filho, seu Deus. Abram seus corações para saberem
aceitá-Lo e trazê-Lo com
vocês. Acolham a felicidade e a paz que Ele lhes oferece.
Obrigada por terem
correspondido a Meu apelo”.
Esta vinda do
Menino Jesus ao meio de nós
reveste-se de um significado que não devemos deixar passar. Por
que o Menino
Jesus veio neste início de 2004? Por que Nossa Senhora pede “O
trazermos
conosco”? Por que nossa Mãe vê que temos necessidade desta
graça especialmente agora?
Como vamos abrir nossos corações a este “Bebê” que
Ela nos dá com tanta
insistência? Miriana não deu explicações,
esse não é seu papel. Mas, em oração,
cada um de nós saberá, de maneira singular, fazer a
ressonância desta mensagem
que lhe é dirigida. Que o Menino Jesus esteja verdadeiramente no
centro de
nosso coração e cative nossa atenção,
porque, segundo o profeta Isaías, “Um
Menino nos conduzirá”.
Ir. Emmanuel
(childrenofmedjugorje)
Núpcias
místicas
Para
exprimir o Amor que Deus dispensa à humanidade é
freqüentemente usada na Sagrada Escritura a palavra núpcias,
que nos
leva a compreender melhor como Deus quer unir-Se a cada um de
nós, numa relação
esponsal. Quer no Antigo como no Novo Testamento, encontram-se textos
que
descrevem a união de Amor que Deus dispensa a Suas criaturas,
com esta
linguagem: «Desposar-te-ei para sempre, desposar-te-ei
conforme a justiça e
o direito, com benevolência e ternura. Desposar-te-ei com
fidelidade» (Os.
2,21-22). Basta pensar também no Cântico dos
Cânticos que é todo um hino à
união, às núpcias. No Evangelho, recordamos a
palavra das núpcias do filho do
rei (Mt 22,1-14): Por fim, o Apocalipse revela-nos, de modo claro, a
realização
das núpcias do Cordeiro.
É
bom
conhecer estes termos sobre nossa relação com Deus.
Só quem vive esta relação
esponsal compreende o que significa estarmos unidos a Ele.
O
ponto
central das núpcias entre Deus e o homem realiza-se na
Encarnação. Aqui Deus
casa com a natureza humana, une-Se de
um modo admirável a cada um de nós no seio bendito de
Maria, onde o Verbo de
Deus se faz homem. Estas são as verdadeiras núpcias, a
plenitude de todas as
uniões, porque, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Deus realiza
Sua união com
Sua criatura e nada pode separá-los.
A
obra de
Deus é para a eternidade e não só para o tempo
presente. O Batismo tornou-nos
Seus filhos para sempre: Recebendo-o, pedimos a Deus esposá-Lo
para a
eternidade. Deste modo, advêm também os demais
sacramentos. A eternidade
cala-se na nossa vida e nós encontramo-nos imersos nela.
Uma
união
especial é vivida pelo sacerdote com Cristo, Sumo e eterno
Sacerdote. Aquilo
que foi vivido fisicamente com a Encarnação, veio
misticamente com a Ordenação.
O sacerdote está estruturado no
plano de ser um Cristo mesmo, isto é, é Ele que vive em
nós, é Ele que batiza,
é Ele que celebra o Sacrifício, é Ele que anuncia
o Reino, etc. E, quanto mais
o sacerdote vive este mistério, tanto mais Cristo se faz vivo
nele e continua
Sua missão de Redenção para todo o gênero
humano.
Nós,
sacerdotes, nunca teremos profunda consciência da dignidade que
Deus nos
confiou.
Também
o
matrimônio está ordenado à geração de
novos filhos com o fim de conservar a
humanidade e encher a terra, tal como as núpcias do sacerdote
com Cristo. O
sacerdote vivendo plenamente seu carisma de ser Cristo, com sua vida
é chamado
a gerar a vida de Cristo nas almas.
O
Santo
Padre recorda que a primeira missão do Pastor é a de
viver o sacrifício de
Cristo e ensinar a povo e vivê-lo.
Precisamente no sacrifício de Cristo, Deus consuma as
núpcias com sua criatura.
Deus quis, assim, unir a humanidade a Si e continua a fazê-lo
mediante a ação
da Igreja e dos sacerdotes.
Na
Igreja
são propostas muitas linhas pastorais e a própria Igreja
ocupa-se de mil
assuntos, de diversas realidades, para acompanhar o ritmo do mundo que
muda
continuamente, mas não conseguimos fazer o mundo andar no ritmo
de Deus.
O sacerdote é aquele que oferece, aquele que se interpõe
entre Deus e o homem.
Nós, se estivermos plenamente em Deus, poderemos levar a
humanidade às núpcias
eternas com Deus, cabeça e Esposo da Igreja.
É
necessário retirar-se, estar em silêncio e em contato
direto com Deus na oração, para elevar-se e consumar as
místicas núpcias e
ser renovado e mais convicto de que Deus nos ama, que somos chamados a
testemunhar a qualquer um que Deus é Amor.
Eco de Maria
Pe. Andrea Fontanella (Pompeia)
Diálogo com
as Comunidades
Há
dias, li
a seguinte frase de Santo Irineu que viveu no século II: «A
glória de Deus é
o homem vivo». De fato, o Pai é glorificado quando o
homem acolhe em si a
vida, não só a física, mas também a divina,
que é a autêntica união com nosso
Criador.
A
cultura de
morte que nos envolve e impregna nossa sociedade quer sufocar todos os
elos da
felicidade e da vitalidade que quer fluir alegre, independentemente dos
problemas que se encontram quotidianamente.
Neste
caminho, sentimo-nos provocados por um grande desafio, que é o
de ser
testemunha da força vital que somente se alcança
através de uma relação viva
com Deus. Cada um de nós experimenta que a oferta da vida unida
ao sacrifício
de Jesus abre horizontes desconhecidos, mas que se tornam uma realidade
concreta. As situações de dor, de fadiga, de medo, se
doadas liberalmente não
deixam amarguras ou bloqueios em nós, mas sentimos interiormente
uma força que
não nos pertence, que nos eleva e transforma nosso ser, nosso
sentir.
Entrando
nesta dinâmica de vida nas pequenas e nas grandes
ocasiões, descobrimos adiante
que este é o segredo para estarmos sempre ligados à fonte
da vida. Não queremos
nunca perder este contato, não permitamos que esta
comunhão com o Pai, no Seu
Filho, seja sufocada.
O
Amor que
Deus nos dá gratuitamente nasce da comunhão com Ele e,
naturalmente, leva-nos à
comunhão com os irmãos e irmãs. Deus dá-nos
vida porque nos ama, nos reveste com Seu Amor. Cada um de nós
é chamado a dar a
vida aos outros. Existe a ação de gerar fisicamente, mas
nós somos também
chamados a gerar espiritualmente, a ser o Amor que não se
bloqueia diante do
pecado dos outros, diante da agressividade, ou da desconfiança.
Por isso, nos
damos conta da necessidade da união íntima com Deus, mas
também da comunhão
fraterna. Quando não podemos acolher o Amor de Deus, por causa
de nossos
limites, de nossa fraqueza, podemos recebê-lo do irmão que
aceita iluminar
nossas trevas.
Nossas
comunidades devem tornar-se lugar de promoção da vida,
lugar em que se ama, se
sente amado de modo verdadeiro, isto é, no Espírito de
Verdade, na Luz que
ilumina nas trevas, mas só para abrir novos espaços
à vida. Viver no Amor de
Deus significa estar com a mesma confiança diante dEle quando
vemos emergir em
nós o mal ou o bem, saber acolher o outro quando se encontra na
Luz ou nas
trevas. A vida que flui em nós, e entre nós, esta troca
de amor, é o único meio
que temos para expulsar para longe tudo o que é mal, dado que as
trevas não
suportam a luz e o amor é muito mais forte que o ódio.
Deus
espera
nossa decisão, nosso «querer livremente», esta
colaboração profunda com Ele,
para que o amor possa regressar ao local onde foi sufocado, negado,
rejeitado.
Também o deserto florirá, as estéreis darão
à luz. Também, este ano, acolhamos
Nosso Salvador que aceitou encarnar-Se para nos restituir à
vida, que flui
copiosamente nos que O amam.
Ir.Sabina Rosciamo
O dom do
Jejum
1º -
Destes-nos, com o dom da
oração, o jejum como arma poderosa para defender-nos
eficazmente das ações do
maligno e para resolver todos os problemas pessoais e coletivos.
2º - Este dia
me recorda o que
sofrestes atrozmente por mim: Vossa Paixão para redimir-me e
pedir-me também a
mim um pouco de penitência, para purificar-me a fim de poder
ajudar a salvar as
almas dos irmãos que estão longe de Vós.
3º Vós
sois Pão de Vida Eterna, para que, quem O comer, não
tenha mais
fome. Sois a Água que dessedenta para sempre. Vós dais-me
hoje deste Pão da
Vida e esta Água salutar.
Irmãos, seja
Cristo o nosso
Alimento, seja Cristo a Água Viva: nEle saboreamos a embriaguez
do Espírito.
Amém.
Eco de Maria
Estava preso e me visitaste
Com
que eloqüência
ressoam estas palavras de Jesus, carregadas de todas as
situações de
sofrimento, de solidão, de privação. Ele divide o
peso, sendo Ele mesmo
consolação e conforto.
Cristo
aproxima-se de quem se encontra imerso em condições em
que não escolhera: era forasteiro, tinha fome e sede, estava nu,
doente,
encarcerado... continua a lista no Evangelho, um triste elenco que
indica os
lugares onde Jesus espera ser visitado por nós, isto é,
nas almas dos que, de
algum modo, sofrem tudo isto.
Mas
quando o
Amor entra no papel da dor humana, transforma-o, redime-o e converte-o
em fonte de luz para este mundo
ofuscado pelo egoísmo. É assim que
situações aparentemente penosas se convertem
em testemunhos vivos de salvação.
Para
mostrar
como o Amor de Deus e da Santíssima Virgem Maria visita os
presos, publicamos
vozes que nos chegam da prisão de
Benevento (Itália):
«Queridíssimos
da redação! Em nome de todos
desejo dar graças por terem respondido
nossa carta e pelas estampas da Imaculada que nos enviaram.
Distribuí-as em
cada cela e todos ficaram muito contentes pelas mensagens que nos
aliviam e,
sobretudo, nos dão muita esperança.
Alegro-me
pelo esforçado trabalho que levam adiante
com grande tenacidade. Conheci seu jornal por acaso. Um Domingo, quando
limpava
a sacristia, organizando os vários impressos, encontrei o Eco.
Algo me
impulsionou a lê-lo. Dobrei-o, porque o guarda reclamava meu
retorno a minha
cela. Depois de o ter lido, já na cela, passei-o depois aos meus
irmãos que
acharam muito interessante. Por isso, pensei em escrever-lhes.
Escrevo
estas palavras a todos os leitores, olhando a
Rainha da Paz e quase vendo-os refletidos no Seu olhar de Mãe.
Imagino as
famílias com os rostos de tantos cônjuges, de muitos
filhos. Imagino ministros
do Senhor e pessoas consagradas. Imagino adultos e jovens.
Que
bom é
pensar que a imagem de Maria une tantas pessoas no mundo. Podemos estar
muito distantes no espaço, mas através da
oração estamos, com o coração, todos a Seus
pés.
Com
Suas
contínuas mensagens, Maria convida-nos a escutá-La. Mas
quer fé, essa flor que
vive nos corações e que precisa alimentar com
perseverança. A fé é também fonte
de bondade que se há de cultivar para que possa criar
raízes. Considero-me
muito afortunado por ter recebido o chamado para valorizar e
compreender toda
sua importância.
A
Virgem
está a nosso lado através de nossos irmãos,
intermediários da Sua atenção: fala-nos e
sorri-nos. Se
estou só, significa que posso
oferecer
minha solidão ao Senhor. Ele a transformará em tesouro
para os mais atribulados.
O Senhor pede-me paciência, talvez para salvar muitas almas que
não crêem. Bendito seja Deus!
A
vida é
esperar sempre, esperar contra toda a esperança, reconhecer
nossas misérias e não olhar para as misérias
dos outros: crer que Deus existe e que Ele é um Deus de Amor. O
amor liberta o
homem de tudo que o escraviza, só o amor faz respirar, crescer,
florir. Então a
nossa vida se converte em felicidade, ainda que no sofrimento, para
que nós vivamos na carne a beleza de viver e de morrer.
Certamente,
devemos libertar-nos de muitos estorvos. Mas há métodos
práticos, há caminhos,
há indicações claras, há Maria na
«célula» da nossa alma que nos chama. A Sua é
uma pequena voz silenciosa.
Em
minha
vida conheci muitos perigos,
arrisquei a
morte muitas vezes. Experimentei na carne dos meus, que amo e,
portanto, na
minha carne, a maldade do homem, sua perversidade, sua crueldade, sua
iniqüidade. Acabei por concluir algo inquestionável: o que
conta é apenas
amar.
Tenho
uma só tristeza: a de não me ter feito santo,
mas sinto fortemente que com o amor de Jesus Misericordioso tudo se
pode. Todos
somos chamados à santidade.
Saúdo-os
com a esferográfica e com o coração.
Permaneçam serenos, todos. Não percam o caminho da
fé, da esperança; falem a si
mesmos e aos outros, dêem força e vigor espiritual aos
mais fracos. Vocês
mesmos sairão revigorados.
Que
a
Santíssima Virgem Maria, com Seu sorriso, ilumine todas suas
casas. Sobre todos vocês invoco a bênção do
Senhor: Paz e
Alegria para todos».
Ciro Antonio
Bozzetti (da cadeia de
Benevento– Itália)
Porque
sofrer
Não desperdiçar
esse dom!
A
dor esconde o grande perigo de te encerrares na
jaula de tua miséria.
Parece-te
que cortas relações com teus amigos; te sentes abandonado
na mais negra solidão.
Por
caridade, rompe decididamente tuas grades
e mergulha no infinito de Deus,
onde encontrarás explicações para tua
cruz e terás a força para sofrer com fé e
amor.
Não
te deixes congelar no egoísmo, mas aquece-te no
sopro vital da Graça, com sorriso aberto de quem aceita o
sofrimento em
desconto dos seus pecados, para glória da Santíssima
Trindade e edificação dos
irmãos.
Sabes
quanto bem fazes deste modo! Por que estragar
os sofrimentos dando-lhe moeda falsa com tuas razões,
fechamentos, rebeliões...
quando podes transformá-los em moeda preciosa, aceitando-os com
humildade,
doçura e confiança?
Bastaria
dez
por cento das dores que atormentam a humanidade, vividas no verdadeiro
amor, para transformar a terra num Paraíso! Mas nem a todos
é
dado conhecer os Mistérios do Reino de Deus.
Convence-te
daquilo que vou dizer:
A
dor é a
mestra mais sábia que já existiu.
A
dor é a
amiga mais fiel que podes encontrar no caminho de tua vida.
A
dor é a
médica mais experimentada que te liberta de tantos males.
A
dor é a
arquiteta mais genial que consegue construir em ti a verdadeira
personalidade.
A
dor é a banqueira mais esperta que acumula
capital de mérito no banco da Providência.
A
dor é a
defesa mais segura no meio de tantos perigos morais.
A
dor é a
advogada mais ilustre que sabe defender-te no tribunal do Senhor...
Não
conseguirei nunca dizer o bem que nos alcança este dom do
Céu, que é sempre
acompanhado pelo sigilo da Misericórdia infinita de Deus. Reflexão de um Eremita (Eco de Maria).
A
Comunidade convida
Manhã:
Santa Missa, diariamente, às 7h.
Programa
vespertino: Diariamente, das 18h
às 20h30 - Santo Rosário,
Santa Missa, Confissões e, nas 2ª.f, 5ª.f e
sábados, também Adoração
Eucarística.
Como contribuir para o Eco
As
contribuições para o Eco de
Mediugórie podem ser feitas no
Banco do Brasil,
Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas
por meio
de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta
registrada.
Poderão também ser depositadas nas agências
dos Correios que possuam Banco
Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco
e seus caixas
eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos
depósitos efetuados devem
ser enviados para anotação no cadastro.
Peregrinação
2004
Saída:
08.05.2004.
Retorno:
22.05.2004.
Santiago de
Compostela (dia 10), Fátima (dias 11, 12 e 13), Lisboa (dia 14),
Mediugórie (de
15 a 21 de maio). Visto do Passaporte - Por exigência do Governo
da
Bósnia, temos necessidade de obter o “visto” com um mês de
antecedência à saída
do Brasil. Por este motivo, só poderemos acolher para este grupo
os
interessados que até 31 de março tiverem efetuado o
pagamento da peregrinação e
encaminhado a nós seu passaporte atualizado, a fim de
providenciarmos o
referido “visto”. Solicite o programa da viagem e tome sua
decisão o quanto
antes.
Retiro
no
carnaval
Quem
desejar
fugir do barulho do mundo durante os dias do carnaval está
convidado a
participar do nosso retiro na Comunidade Servos da Rainha, que inclui a
experiência de Mediugórie (Santa Missa, Confissão,
Rosário, Via-Sacra,
palestras, etc). Reserva de vagas pelo telefone (61) 624-5511 ou por
carta.
Encontros
mensais
Convidamos os peregrinos, leitores do
Eco, amigos de Mediugórie e benfeitores, para um encontro
mensal, na Comunidade
Servos da Rainha, no primeiro sábado de cada mês, a partir
das 14h. Serão
momentos de oração do Rosário, Santa Missa,
Adoração, Palestras e estreitamento
dos laços de amizade. Estes Encontros terminarão no
Domingo, com a Santa Missa
às 11h e, em seguida, o almoço.
Mediugórie no Brasil
É desejo de
Nossa Senhora que o mundo inteiro
se torne uma grande Mediugórie. A Comunidade Servos da Rainha
oferece a você esta oportunidade, ou seja, fazer a
experiência de Mediugórie
aqui no Brasil: (Santa Missa, Adoração ao SS. Sacramento
do Altar,
Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras) da forma como
se faz em Mediugórie.
Você poderá vir sozinho ou em grupo. Temos
acomodação na Comunidade para grupo
de até 80 peregrinos. Os peregrinos serão assistidos pelo
Pe. Reinaldo, da Comunidade.
Informe, pelo telefone (61) 624-5511, a data provável da
chegada, o número de
peregrinos e o tempo previsto de
permanência na Comunidade.