Mediugórie - Eco218
Agosto / Setembro de 2004 - Exaltação da Santa Cruz


Mensagem da Rainha da Paz, de 25.JUL.2004:
 
Queridos filhos! Mais uma vez os convido: estejam abertos a minhas mensagens. Desejo, filhinhos, aproximar todos vocês a meu Filho Jesus; por isso, rezem e jejuem. Convido-os, de modo particular, a rezarem por minhas intenções, para poder apresentá-los a meu Filho Jesus, e Ele transforme e abra seus corações ao amor. Quando tiverem amor no coração, reinará a paz em vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

  Mensagem da Rainha da Paz, de 25.AGO.2004:


Queridos filhos! Convido todos vocês à conversão do coração. Decidam-se, como nos primeiros dias de minha vinda aqui, por uma total mudança de sua vida. Assim, filhinhos, terão a força de ajoelharem-se e, diante de Deus, abrirem seus corações. Deus ouvirá suas orações e as atenderá. Eu intercedo diante de Deus por cada um de vocês. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
 
 
Notícias & Testemunhos

 O Paraíso começa aqui

    O homem procura continuamente qualquer coisa. Se pedirmos o amor verdadeiro e sincero a Nossa Senhora, que é Mãe, Ela estará sempre disposta a no-lo conceder, mas, em troca, espera também algo de nós. Sinto que hoje, de modo especial, vivemos um tempo de grandes graças, em que homem é convidado, não somente a  pedir, mas também a agradecer e a dar. Não estamos ainda conscientes de quanta alegria se experimenta na oferta. Se eu me sacrifico por Nossa Senhora (Ela mesma me pede), sem nada procurar  para mim mesma, e depois peço algo para os outros, sinto no coração uma alegria especial e vejo que Nossa Senhora fica feliz. A Mãe alegra-se, tanto quando oferece quanto quando recebe. O homem deve rezar e oferecer-se, por meio da oração. O resto será concedido no momento apropriado.
    Nossa Senhora explicou muitas vezes que, quando Deus nos dá uma cruz - a doença, o sofrimento, etc. -, devemos acolhê-la como grande dom. Ele sabe porque a entrega e quando a retoma: o Senhor pede só nossa paciência.
    Nossa Senhora disse: «Quando o dom da cruz chega, vocês não estão preparados para acolhê-la, dizem sempre: mas por que eu e não os outros? Não. Vocês devem agradecer e rezar, dizendo: Senhor, obrigado por este dom. Se tiverdes ainda mais alguma coisa para dar-me, estou disposto a aceitar, mas peço-Vos, dai-me força para carregar minha cruz com paciência e amor... Em vocês entrará a paz. Nunca podem imaginar o valor que o sofrimento tem aos olhos de Deus!
    É muito importante rezar por todas as pessoas que recusam aceitar a cruz. Elas têm necessidade de nossas orações e, com nossa vida e exemplo,  podemos fazer muito.
    Devo dizer que, pessoalmente, estou felicíssima, porque sinto uma grande alegria dentro de mim e muita paz. Em parte, é mérito meu, porque desejo viver contente, mas, sobretudo, é o Amor de Nossa Senhora que no-lo concede. A Santíssima Virgem Maria  pede-nos simplicidade, humildade e modéstia... Tanto quanto me é possível, esforço-me, com todo o coração, para oferecer aos outros aquilo que Nossa Senhora me dá.
    A Rainha da Paz disse que o Paraíso já se vive aqui na terra e, depois, simplesmente continua. Mas essa «passagem» é importantíssima: se eu vivo o Paraíso aqui e sinto-o dentro de meu coração, estarei preparada para morrer a qualquer momento que Deus me chamar, sem resistências. Ele quer que estejamos preparados todos os dias, se bem que ninguém sabe quando será. Então, a «grande passagem» não é outra coisa que nossa preparação.
    Há também quem opõe resistência e luta contra a idéia da morte. Por isso, com o sofrimento, Deus dá-lhe uma «oportunidade». Ele dá  o tempo e a graça para vencer sua batalha interior.
    O medo não vem de Deus! Uma vez Nossa Senhora disse: «Se sentem no coração alegria, amor, satisfação, significa que estes sentimentos vêm de Deus. Mas se sentem inquietude, insatisfação, ódio, tensão, devem saber que isso vem de outro lado». Por isso, devemos discernir sempre. Quando a inquietação começa a perturbar a mente, o coração e a alma, devemos logo lançá-la fora. A melhor arma para descartá-la é o Terço nas mãos, a oração feita com amor.
    Nossa Senhora recomenda o Rosário. Se Ela o sugere, significa que Lhe dá prazer! Contudo, qualquer oração é boa se é rezada com o coração.
Quase nunca estou em silêncio! Não porque não goste, antes, tenho-o como muito bom. No silêncio a pessoa pode interrogar a própria consciência, pode recolher-se e escutar Deus. Mas minha missão é encontrar as pessoas ou alguém que espera de mim uma palavra.
    O maior silêncio cria-se quando, a um determinado momento do testemunho, convido as pessoas a calar, enquanto eu rezo por todos os seus problemas e dificuldades. Estes momentos têm uma duração de 15 a 30 minutos. Hoje em dia, as pessoas não têm tempo para parar, para rezar em silêncio, e assim prolongo aquela experiência, de modo que alguém possa encontrar-se a si mesmo e olhar para dentro. Depois,  pouco a pouco, a consciência dará o seu fruto. As pessoas dizem-se muito contentes, porque, naqueles momentos, sentiram-se bem, como se estivessem no Paraíso.
    A Santíssima Virgem disse: «Muitas vezes as pessoas escutam Minhas mensagens com um ouvido e, depois, as fazem sair pelo outro, nada permanecendo no coração». Os ouvidos não são importantes, mas o coração. Se a pessoa quer mudar-se a si mesma, aqui há muita possibilidade. Mas se procura sempre o melhor para si, permanecendo egoísta, torna vã as palavras de Nossa Senhora.
    Nossos encontros são, a maior parte das vezes, constituídos só de oração. Nossa Senhora gosta de rezar o Credo, o Pai Nosso, o Glória ao Pai....
    Também cantamos juntas, não ficamos muito em silêncio! No começo, Nossa Senhora falava mais, mas agora dá preferência à oração.
    Se rezarmos com o coração sincero a fim de que o Senhor nos dê alegria, vamos recebê-la. Em 1994, tive um pequeno acidente: para salvar do fogo uma avó e um neto, queimei-me. Foi uma situação difícil. As chamas queimaram meus braços, o peito, o rosto, a testa... No hospital de Mostar, disseram-me que eu tinha necessidade de fazer uma cirurgia plástica. Durante o percurso, na ambulância, disse à minha mãe e à minha irmã: cantem um pouco! Logo reagiram com surpresa: mas como podemos cantar neste momento! Você está desfigurada! Então respondi: alegrem-se, agradeçamos a Deus!
    Quando chegamos ao hospital, uma amiga, vendo-me, disse: você está muito queimada, como pode permanecer assim? Eu respondi serenamente: se Deus quer que eu permaneça assim, aceitarei em paz. Pelo contrário, se deseja que tudo seja curado completamente, significa que este episódio foi um dom para eu salvar uma avó e seu neto. Estou no início de minha missão, na qual devo servir só a Deus.
    Acredite: um mês depois nada mais tinha, nem uma pequena cicatriz! Estou muito feliz. Todos me diziam: veja-se no espelho? Eu respondia: não, não o farei... Eu vejo-me por dentro: só ali encontro o meu espelho!
    Se a pessoa rezar com o coração e com amor, a alegria nunca faltará. Mas hoje se anda muito ocupado com coisas que não são importantes e foge-se do que dá alegria e felicidade. Se as famílias colocam os bens materiais em primeiro lugar, não podem esperar alegrias, porque elas só têm matéria. Se queremos que Deus seja a Luz, o Centro e o Rei da família, não devemos temer: a alegria surgirá. Nossa Senhora está triste, porque Jesus tem o último lugar  nas famílias, ou até nada tem, absolutamente.
    Não é tanto uma expulsão quanto uma prova de força. Sucede que, frente às diversas situações, dizemos: «Mas isto eu posso  fazer só! Por que devo procurar Deus se eu posso  estar no primeiro lugar?»
    É uma ilusão, já que não nos é dado deixar Deus de lado. Ele é tão bom e simples que no-lo permite. Ele sabe que, antes ou depois, regressaremos a Ele. Deus dá à pessoa uma liberdade completa, mas permanece perto e espera sempre o seu regresso.
    Aqui vêm muitos peregrinos todos os dias. Pessoalmente não mais direi a alguém: Você deve fazer isto ou aquilo, deve crer, deve conhecer Nossa Senhora.... Se o pedem, então direi de outra forma, permanece na sua vontade. Porém, tome conta que não está aqui por acaso, está chamado pela Santíssima Virgem. Isto é um chamamento. Portanto, se Nossa Senhora o conduziu aqui, significa que espera algo de você! Deve descobrir a sós, no seu coração, aquilo que Ela espera de você.
    Os jovens encontram-se numa situação muito, muito difícil. Nossa Senhora disse que podemos ajudá-los apenas com nosso amor e oração. Aos jovens, disse: «Queridos jovens, tudo o que o mundo lhes oferece passa. Estejam atentos: Satanás quer usar cada momento livre para si mesmo». Neste tempo, o demônio está particularmente ativo entre os jovens e nas famílias, que ele quer cada vez mais destruir.
    As famílias estão em perigo, porque não há diálogo, não há oração, não há nada! Por isso, Nossa Senhora quer que se renove a oração nas famílias; pede que os pais rezem com os filhos e os filhos com os pais, até que Satanás seja desarmado. Esta é a base da família: a oração. Se os pais dessem tempo aos filhos, não haveria problemas, mas hoje os pais deixam os filhos entregues a eles mesmos, para terem mais tempo para si e para tantas tolices, sem compreenderem que os filhos se perdem.
    Rezarei por todos vocês e os apresentarei a Nossa Senhora. A Rainha da Paz os abençoe com sua Paz e seu Amor. Uma grande e sincera saudação do coração. Vicka.                                  Entrevista a Stefania Consoli

 

Bilhetes para N. Senhora

 

    Esta bela exposição de Zeliko fala por si.
  Zeliko amava muito Nossa Senhora e mantinha com Ela uma correspondência secreta: habitando muito próximo dos videntes, ele arranjava sempre uma maneira de colocar no lugar das aparições um pequeno bilhete para Nossa Senhora, antes da aparição. Às vezes, suas palavrinhas de amor eram algumas linhas escritas às pressas, por falta de tempo. Outras vezes, limitava-se mesmo a desenhar um simples coração num pedacinho de papel; mas lá estava seu gesto de amor! Certo dia, Zeliko abandou seu belo hábito, porque o grande número de peregrinos lhe absorvia todo o tempo. Durante oito dias, não escreveu “o doce bilhete”. Por fim, procurou tranqüilizar sua consciência: “Ah, minhas palavrinhas nada são. O que faz Nossa Senhora com meus pobres rabiscos?! Ela vê o meu coração, e isso é o mais importante!...” No entanto, naquele dia, o vidente chamou Zeliko e disse:
    - Escute!
    - O que há? Perguntou ele com voz inquieta.
  - Nossa Senhora apareceu muito, muito feliz! Disse-me que lhe transmitisse esta mensagem: “Agradeço muito seu bilhete. Ele me deu grande alegria. Durante estes oitos dias, senti muito a falta deles!” Foi isso, Zeliko, o que Ela me disse para transmitir a você.
Naquele dia Zeliko ficou repleto de alegria e manteve-se em silêncio por longo tempo.

                              

Tinha somente o Terço

              

    Se você já veio a Mediugórie, sem dúvida, cruzou com Ruzica, 82 anos, quando ela caminha penosamente através dos campos, até seu posto favorito, na estrada de terra que leva à Colina das Aparições, onde vende terços e paninhos feitos à mão. Seus cabelos brancos estão cobertos pelo tradicional lenço das avós. Todo o corpo está marcado pelas rugas que a sabedoria dos anos oferece. Contou como, um dia, ficou com a coluna encurvada, quase em ângulo reto.
    Antes do plantio dos parreirais, eram as plantações de tabaco que coloriam as paisagens de Mediugórie. Seu pai e irmãos trabalhavam duramente todo o dia, plantando e, depois, colhendo folhas de tabaco que lhes asseguravam uma vida precária e muito simples. Um dia, em que ela os ajudava na colheita, um saco de tabaco caiu-lhe sobre as costas. Naquela época, não havia hospital para emergência nem remédios contra a dor. Para aliviar as dores, possuía somente o Terço. Miraculosamente, com paciência e oração, suportou o sofrimento, até a coluna ficar curada por si mesma. Por falta dos cuidados apropriados, ficou encurvada para sempre, como o cabo torcido de uma colher. Perguntei-lhe como teve tanta paciência no sofrimento. Respondeu-me: “Jesus e Maria!”. Eis a verdadeira fé! Se pudéssemos ver os frutos da fé, não teríamos nenhuma necessidade de aparições! Como cegos, caminharíamos com confiança, sabendo que nossos obstáculos aparentes são nossas maiores ajudas. Isso não nos dá paz suficiente para avançar passo a passo na fé e mudar toda nossa vida? É esse o segredo da santidade. Santa Teresinha escreveu: “A santidade é uma disposição do coração que nos torna humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes da nossa fraqueza e confiantes, até à audácia, na bondade do nosso Pai do Céu.”

 

Salvo com uma Ave-Maria

 

    Certo dia, Nossa Senhora pediu ao pequeno Iákov, então com 10 anos, que rezasse com fervor em cada etapa do dia. Na semana seguinte, quando jogava futebol com os companheiros, lembrou-se do pedido de Nossa Senhora. Mas não tinha vontade alguma de rezar. No entanto, recolheu-se e rezou apressadamente uma Ave-Maria para agradar a Nossa Senhora. Naquela noite, durante a aparição, Nossa Senhora agradeceu pelo esforço realizado e, para encorajá-lo, disse-lhe que Se serviu de  sua oração, embora curta, para fazer o bem. Mostrou-lhe um homem na Ásia que pôde ser salvo com sua pequena oração. Iákov era uma criança quando as aparições começaram; teria podido pensar que era o menos importante dos videntes. Mas, para sua grande surpresa, foi a ele que Nossa Senhora disse, em primeiro lugar: “Você é importante para Mim!”
    Hoje, Nossa Senhora continua a dizer-nos: “Cada um de vocês é importante”. Nossa fraqueza e nossa pobreza dão-nos a audácia de nos oferecermos ao Senhor tal como somos. É precisamente porque somos pobres que Ele nos quer dar tudo, para que nos alegremos e irradiemos o Seu amor pelos homens. Teresinha diz: “Porque são fracos... Façam o que eu faço: Conquistem Deus pelo coração! Lancem-se em Seus braços e peçam para serem castigados com um beijo. Como poderia Ele resistir? Quando jogamos nossas faltas nesta fornalha, com uma total confiança filial, como podem não serem consumidas para sempre?” Não nos é dado ver o que está diante de nós, em particular nos momentos mais sombrios de nossa vida. Freqüentemente, perguntam-nos: “Que faz na vida?” “Quanto ganha?” “Em que etapa da vida espiritual se encontra?” A nossa vida é avaliada segundo a escala de valores do mundo. NÃO! Nós somos importantes porque somos filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança! Jesus derramou Seu sangue por nós! Temos todos uma maneira única de O amar! Se Ele perder um de nós, ninguém substituirá este filho, a Seus olhos! Ele ama cada um de nós como a pupila de Seus olhos! Sua maior alegria é unir-Se a nós no amor, se Lhe permitirmos. Madre Teresa de Calcutá dizia, muitas vezes, que Teresinha (de Lisieux) era seu grande modelo, porque tinha muitos segredos a partilhar sobre a maneira de irradiar Seu amor. Madre Teresa dizia: “O cristão é um tabernáculo do Deus vivo. Ele criou-me, escolheu-me, veio habitar em mim, porque me ama. Agora que sabem até que ponto Deus os ama, é natural que passem o resto da vida irradiando amor.” E também: “Para poder levar Sua paz, Sua alegria, Seu amor, devemos primeiro tê-lo em nós, porque não podemos dar o que não possuímos.”                                                                                                   Irmã Emmanuel

 

O milagre de Mediugórie

 

    Muitos podem testemunhar este «milagre», contudo, nem sempre temos  a consciência de seu específico valor. É tempo de dar o nome justo àquilo que, ao longo de 23 anos, acontece naquele pequeno lugar da Bósnia-Herzegovina,  que mudou a vida a milhares de pessoas. Não nos referimos aos milagres de cura ali ocorridos (embora também esses sejam importantes) e aos eventos sensacionais, mas à realidade extraordinária que se vai tornando «ordinária», precisamente pelas visitas diárias da Rainha da Paz.
    A cada 25 de junho, aniversário das Aparições, somos convidados a refletir com mais atenção sobre o profundo significado desta prolongada presença de Nossa Senhora na Terra. Uma permanência incomum, como nunca antes, para a humanidade, que talvez não mais acontecerá, apesar das numerosíssimas aparições da Mãe de Deus no passado.
    Quem “acreditou” sabe que Mediugórie é um capítulo muito importante no Livro da Salvação: páginas de uma história freqüentemente incompreendida, combatida, julgada, hostilizada e criticada, também por quem na Igreja seria chamado a protegê-la e a promovê-la. Contudo, a «história de Mediugórie» é muito amada pelos partidários da paz de que o mundo, hoje, tanto precisa.
    É amada por quem, naquela terra pedregosa e privada de atrativos, encontrou-se a si mesmo e o sentido da própria vida. É amada por quem, em Mediugórie, recuperou a coragem de ser um destemido testemunho de fé no meio da atual sociedade incrédula e indiferente. É amada por quem havia perdido a própria dignidade por causa da dependência e escravidão, e reconquistou a liberdade de filho de Deus.
    Homens e mulheres deixaram-se interpelar pela graça e aceitaram colocar-se em discussão, decidindo abandonar as falsas seguranças que o mundo oferece, para se abrirem a um caminho mais luminoso, embora nem sempre fácil, nem sempre cômodo, mas salvífico.
    O “milagre de Mediugórie” é “uma presença”: a de uma Mãe puríssima que continua iluminando os corações de Seus filhos. É a visita dAquela que fez de Sua vida um permanente «SIM» à vontade de Deus.
    Num mundo cheio de falsidade e ilusões, onde o homem está habituado a sofrer passivamente as escolhas de outros (dos políticos, poderosos, comerciantes, Mass Media....), o «SIM» eterno da Santíssima Virgem Maria abriu, em Mediugórie, a porta a tantos outros «sim». Sua constante disponibilidade aos planos de Deus vem contagiando nossas consciências adormecidas, porque a cultura tecnológica habituou as pessoas a obterem o máximo resultado com o mínimo esforço.
    Encorajados pelo exemplo de Maria, as pessoas empenham-se em corresponder: oferecemo-nos para trabalhar... Nestes 23 anos, assistimos a um contínuo florir de novas conversões, de mudanças radicais de vida. Os sacerdotes atendem confissões profundas e sinceras, como, geralmente, não acontece em suas paróquias. Os jovens descobrem seus caminhos e muitíssimos empreendem a vida consagrada e sacerdotal.   Os doentes, que geralmente têm o costume de se lamentarem, compreendem que o oferecimento do sofrimento tem um valor que, certas vezes, supera o da cura da saúde.
    Os milagres neste Santuário não são recebidos para permanecerem inertes: somos chamados a participar, com a própria adesão e vontade de sair de um estado doentio e de morte por meio da oração, do sacrifício, da freqüência aos Sacramentos... Dessa forma, obter-se-á uma «cura dinâmica», que nos vê protagonistas, mais que beneficiários da graça, uma cura que não se detém ao sintoma do mal, mas penetra,  pouco a pouco, nos extratos mais profundos do nosso ser, até a completa redenção. A Rainha da Paz, não quer os «milagres», mas os filhos curados e ativos, colaboradores no precioso processo de salvação.
    Vinte e três anos de aparições não podem reduzir-se  a um episódio a ser comentado, bem ou mal, e, depois, arquivado. Esses acontecimentos constituem-se em um evento digno de contemplação e, depois, vivenciado.
    Na atual mentalidade do “usa e joga fora”, a duração do fenômeno Mediugórie suscita, por vezes, quase um escândalo: «Por que assim tão longo?», perguntam muitos.
    No passado, empregavam-se séculos para construir catedrais. Hoje em dia, pré-fabrica-se e monta-se tudo em pouco tempo. Não estamos habituados a projetos de longa duração. Quem não aceita esforço e renúncia não consegue compreender o que a Rainha da Paz está construindo aqui. Tijolo após tijolo, está recriando o coração de uma humanidade em ruínas, degradada e humilhada. Ela sabe que precisa de tempo para ensinar-nos a crescer «em sabedoria e graça», como fizera com seu Filho, Jesus.
   «Rezem, Rezem, Rezem.... Paz, Paz, Paz.... Jejum...» Incansável e paciente, a Mãe continuará a repetir estas palavras, até que  as façamos nossas, começando a vivê-las verdadeiramente. De fato, se bem que os frutos são copiosos e positivos, existe também o perigo da «habitualidade» à graça. Acontece que, inicialmente, com entusiasmo, acolhíamos os convites e logo os colocávamos em prática. Depois, os primeiros fervores enfraqueceram-se, deixando que os propósitos se transformassem no habitual. O risco é que a um certo ponto nos «enfastiamos» e, como um vestido velho, colocamos de lado todas as boas intenções. Maria, pelo contrário, está sempre à espera, atenta às vozes de Deus, pronta para servi-Lo e a dar-nos o seu amor.
    Também este ano, gente de todas as partes do Mundo acorreu a Mediugórie para festejá-la com corações gratos e afetuosos. A Santíssima Virgem estava muito contente. Mas depois, quantos permitiram que Ela estivesse «viva» em sua alma, e não apenas uma pequena imagem colocada na cômoda?
    A resposta está na consciência de cada um... É a resposta dos «Queridos filhos» que receberam tudo dEla e que a Ela deveriam dar tudo, tornando visível Seu rosto no mundo. Somos responsáveis por Sua graça e não podemos desculpar-nos.
Ofereçamos a Deus um «sim» fiel, e a Rainha da Paz continuará a alegrar-se: «Obrigada, por terem correspondido a meu apelo». Stefânia Consoli

 

Dez por um!

 

    Um pintor polonês, companheiro do padre Kolbe no campo de concentração de Auschwitz, descreve, como testemunha ocular, a famosa cena que fez do padre Kolbe um mártir da caridade.
    Pela manhã, os prisioneiros foram informados de que um deles tinha fugido. Atingiu-os uma onda de pânico, porque a regra do campo não perdoava: dez por um! “Se esta noite ainda não o tivermos encontrado, berrou o Kapo, morrerão dez!” Os prisioneiros esperaram todo o dia, imóveis sob o sol de agosto, ameaçados constantemente pelos cães e pelos chicotes dos Kapos. À noite, os guardas designaram dez homens para os deixarem morrer de fome e sede. Um dos condenados desabou em soluços: tinha mulher e filhos e suplicava que o poupassem. Nesse momento o padre Kolbe, que estava em frente, destacou-se da fileira e, para estupefação de todos, dirigiu-se ao oficial. Todos os prisioneiros o seguiam com o olhar, petrificados. Pensavam: “É doido, vai fazer com que o matem!” Nunca nenhum prisioneiro ousara mexer nem mesmo o dedo mindinho diante dos seus carrascos durante estas intermináveis estadas em pé no pátio do campo. Mas o padre estava calmo, com pleno auto-domínio e visivelmente decidido. O chefe do campo perguntou-lhe quem era. “Sou Padre Católico”, respondeu serenamente o padre Kolbe. E pediu então para tomar o lugar do homem condenado. Silêncio de morte! O oficial berrou: “Vai com eles!” O pedido estava aceito. O pintor viu então padre Kolbe alinhar-se atrás dos nove condenados à morte que se afastavam. Caminhava calmamente, fechando a marcha. Antes de desaparecer aos olhos dos companheiros, voltou-se, levantou a mão, e fez-lhes um sinal de amizade. Para os prisioneiros foi esta a última imagem do padre.
    Mas desde o primeiro dia deste longo martírio, ouviram os condenados cantar a Deus do fundo dos seus bunkers, celas minúsculas onde não tinham lugar para se mexer! Na cela do padre Kolbe, os gritos de desespero e as blasfêmias rapidamente deram lugar a hinos ao Senhor. O padre preparava-os para o reencontro com Deus! Para estupefação dos carcereiros, os cânticos estenderam-se às celas em redor, e toda a prisão se pôs a elevar louvores a Deus! Já antes desse dia, o padre tinha o hábito de fazer pequenas homilias a seus companheiros de campo, exortando-os sempre a que não se deixassem abater. “Rezem! Permaneçam firmes”, dizia-lhes, “Esperem contra toda a esperança”! Ele era tuberculoso e só tinha um pulmão desde a juventude. Este bunker foi, de certa maneira, sua última paróquia. Celebrou nesse reduto infame sua última “missa cantada”!
    Dez dias depois, foi preciso utilizar a cela para outras vítimas, por isso o soldado de serviço veio retirar os corpos. Encontrou nove cadáveres, mas o padre Kolbe vivia ainda, luminoso, radioso. Quando o soldado quis dar-lhe a injeção da morte, ele estendeu humildemente o braço com um olhar que sorria. Assim testemunhou o soldado durante o processo. Segundo ele, o padre tinha um olhar tão cheio de amor que os oficiais do campo lhe disseram: “Baixa os olhos!”
    Padre Kolbe foi portador de paz e amor no meio deste inferno. Trazia nele a força de Jesus ressuscitado, capaz de tudo! Depois de sua morte, os prisioneiros diziam aos que chegavam de novo: “Agora não é nada, comparado com o que vivemos no seu tempo!” Até mesmo o chefe do campo foi tocado: Depois da libertação em 1945, os americanos encontraram-no escondido numa chácara e entregaram-no aos poloneses que o enforcaram no meio do campo, em frente aos fornos crematórios. No momento da morte, ele pediu a assistência de um padre católico”...
    Quando João Paulo II canonizou padre Kolbe, escolheu como tema da homilia: “Não há maior amor do que dar a vida por aqueles que se amam”.
    São Maximiliano Kolbe é celebrado no dia 14 de agosto. 

 

Nas mãos de N. Senhora

 

    Em Lourdes, ao chegar à Gruta das aparições esta manhã, o Santo Padre ajoelhou-se foi tomado por uma forte emoção. Teve o dom das lágrimas e pareceu cair, como Jesus no caminho da cruz. Não pôde pronunciar o seu discurso e entregou-o a um Cardeal.
    No início da Procissão das Velas, terminou sua alocução aos peregrinos com esta invocação: “Rainha da Paz, rogai por nós!”
    Mais tarde declarou: “Eu sou um doente entre os doentes. Estou no fim da minha vida”.
    Um jornalista fez ao Santo Padre esta pergunta: “Qual é o seu segredo?” Ele respondeu:
    - Estou de mãos dadas com Ela.                                                                                                           Ir Emmanuel

 

Eucaristia

 

    Pode acontecer que certas circunstâncias, como a doença ou ausência de padre, não nos permitam ir todos os dias à Santa Missa. Mas Jesus não Se detém no Seu desejo de vir a nós! Podemos então fazer uma “comunhão espiritual” ou “comunhão de desejo”, isto é, convidar Jesus que venha a nós como numa comunhão sacramental. Ele virá com alegria entregar-Se a nós segundo a abertura do nosso coração, e comunicar-nos-á todos os dons que reserva para nós. Muitos santos faziam numerosas “comunhões espirituais” todos os dias e, por isso, davam passos de gigante na santidade. Por exemplo, Santa Faustina mantinha um  diálogo de amor com Jesus na Eucaristia que recebeu a graça de O guardar nela constantemente, como Lhe tinha pedido.
   O Papa do “Totus Tuus”, que Maria “escolheu para estes tempos”, deseja indicar-nos o melhor caminho. Eis um resumo de sua Encíclica sobre a Eucaristia:
  “Se, em nosso tempo, o cristianismo deve distinguir-se sobretudo pela arte da oração, como não sentir a necessidade renovada de permanecer demoradamente em conversa espiritual, em adoração silenciosa, em atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Muitas vezes, queridos Irmãos e Irmãs, fiz esta experiência e recebi daí força, consolação e apoio! Desejo, mais uma vez, lembrar esta verdade, pondo-me com vocês perante este imenso mistério de misericórdia. Que mais podia Jesus fazer por nós? Na Eucaristia, Ele mostra-nos verdadeiramente um amor que dura “até ao fim”, um amor que não tem medida”. (da Carta Encíclica - A Igreja vive da Eucaristia).
  O Anjo de Fátima é também chamado “Anjo da Eucaristia”, porque apareceu aos três pastorzinhos trazendo um cálice na mão com a Eucaristia. Mediugórie é a continuação de Fátima, um local onde a Virgem deseja revelar os segredos iniciados em Fátima (25.08.91).
    A vidente Lúcia conta-nos como foi aquele inesquecível momento de sua vida: ¨De joelhos, o rosto por terra, pusemo-nos a repetir a oração do Anjo: “Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-Vos...” Não sei quantas vezes repetimos esta oração, até que vimos brilhar por cima de nós uma luz desconhecida. Levantamo-nos para ver o que se passava e voltamos a ver o Anjo. Tinha na mão direita um cálice, sobre o qual estava suspensa uma Hóstia, da qual caíam algumas gotas de sangue no cálice. O Anjo deixou o cálice suspenso no ar, ajoelhou-se perto de nós e fez-nos repetir três vezes:
    Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E, pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração, e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.
    Depois levantou-se e tomou em suas mãos o Cálice e a Hóstia. Deu-me a Sagrada Hóstia e repartiu o Sangue do cálice com Jacinta e Francisco, dizendo “Tomem e bebam o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparem por seus crimes e consolem o seu Deus”. Prostrando-se de novo por terra, repetiu conosco mais três vezes a mesma oração: “Santíssima Trindade...” e desapareceu. Ficamos na mesma atitude, repetindo sempre as mesmas palavras. E quando nos levantamos, vimos que já era noite e  hora de voltar para casa”.
(Memórias da Irmã Lúcia) Ir. Emmanuel

 

Última peregrinação de 2004
Só Mediugórie

Ainda temos algumas vagas.
Decida-se logo. Saída 12.10 e chegada 21.10.
Tel.: (61) 624-5511


Como contribuir para o
Eco

 As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita­das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.

 

Notícias da Comunidade 

 

Mediugórie no Brasil

    É desejo de Nossa Senhora que o mundo inteiro se torne uma grande Mediugórie. A Comunidade Servos da Rainha oferece a você esta oportunidade, ou seja, fazer a experiência de Mediugórie aqui no Brasil: (Santa Missa, Adoração ao SS. Sacramento do Altar, Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras) da forma como se faz em Mediugórie. Você poderá vir sozinho ou em grupo. Temos acomodação na Comunidade para grupo de até 80 peregrinos. Os peregrinos serão assistidos por Pe. Reinaldo, da Comunidade. Informe, pelo telefone (61) 624-5511, a data provável da chegada, o número de peregrinos e  o tempo previsto de permanência na Comunidade.

 

Participe

    Manhã: Santa Missa, diariamente, às 7h.
    Tarde, programa vespertino: Diariamente, das 18h às 20h30 - Santo Rosário, Santa Missa, Confissões.
    Adoração ao SS. Sacramento: nas 2ª.f, 5ª.f e sábados, durante o programa vespertino de orações.
    Aos Domingos, Santa Missa também às 11h. 
   Endereço da Comunidade: Quadra 168, lote 1/5, Bairro Jardim Céu Azul, Valparaíso de Goiás (GO), a 25 km do centro de Brasília.Telefone: 624-5511.