Mediugórie - Eco219
Outubro / Novembro de 2004 - Anjos da Guarda


Mensagem da Rainha da Paz, de 25.SET.2004:
 Queridos filhos! Também hoje os convido a serem amor onde existe ódio, e alimento onde existe fome. Filhinhos, abram seus corações  e que suas mãos estejam estendidas e sejam generosas, para que cada criatura, por meio de vocês, agradeça a Deus Criador. Rezem, filhinhos, e abram seus corações ao amor de Deus; vocês não conseguirão se não rezarem. Por isso,  rezem, rezem, rezem. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
 
  Mensagem da Rainha da Paz, de 25.OUT.2004:

Queridos filhos! Este é um tempo de graça para a família, por isso convido-os a renovar a oração. Que Jesus habite no coração de sua família. Aprendam, na oração, a amar tudo o que é santo. Imitem a vida dos santos, que eles sejam para vocês um estímulo e mestres na estrada da santidade. Que cada família se torne testemunho do amor neste mundo sem oração e sem paz. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.

 

Jesus no coração da família

Nossa Mãe celestial, na mensagem deste mês dirige-Se às famílias. Ninguém como Ela tem tanta experiência e virtudes com relação à família. Nossa Senhora foi adolescente e noiva, esposa de José e Virgem, Mãe do Filho de Deus e viúva depois da morte de José. Sentiu e viveu todas as alegrias e dores da vida familiar, os entusiasmos e as angústias, os medos e a morte, inclusive a tragédia mais dolorosa, a do Filho crucificado. Também Se alegrou com a festa pascal do Filho Ressuscitado. Começou servindo humildemente e terminou reinando no céu.

Ela não apenas desfruta da glória celestial, mas vem nos visitar, aparece e cuida de nós, seus filhos, que ainda estamos percorrendo o caminho que nos leva à meta final e à glória. Por isso dá-nos Sua palavra, chama, aconselha e ensina. As palavras de Maria são claras e simples; referem-se a nossa vida diária, a nossas relações no ambiente familiar onde nascemos e somos educados. Assim, para Nossa Senhora, que é também Mãe, a família, pais e filhos, é muito importante. Seu amor para com os filhos nos impulsiona a cumprir a primeira e maior responsabilidade dos pais, a educação dos filhos. Essa responsabilidade é maior que todas as tarefas profissionais e oficiais, que todas as tentativas de fazer carreira na sociedade. São Paulo dizia: “Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel.” (1 Tm 5,8). Nossa Senhora é para nós um exemplo de educação e um modelo de vida familiar. Ela tem em seu Coração um tesouro que deseja entregar também a nós. Os evangelhos dão testemunho: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu Coração.” (Lc 2,19). O mesmo evangelho destaca: “Sua mãe guardava todas estas coisas no seu Coração.” (Lc 2,51). Em Maria temos esse tesouro maravilhoso da sabedoria de Deus que Ela deseja dar a nós e a nossas famílias. A maneira de educar da Virgem Santíssima no âmbito dos fatos humanos foi, olhando de fora, tão comum que ninguém em Nazaré pôde vislumbrar o Messias e Deus em seu Filho. Maria era exteriormente tão comum como são suas mensagens, nas quais a vida de Deus se esconde para nós. Olhando de dentro, a maneira de educar de Maria foi fora do comum em sua simplicidade, perfeita em todos os aspectos e procedimentos, posto que estava consciente de que estava educando humanamente o Santo dos Santos. Para tal educação necessitava ter um coração perfeito e uma alma em harmonia.

Nossa Senhora nos chama à santidade. A santidade é algo incomum no comum das pessoas. Sabe-se que não vem em primeiro lugar a educação dos filhos no conhecimento pedagógico e profissional, mas no comportamento exemplar dos pais. Existem muitos profissionais no âmbito da pedagogia cientifica que não educaram bem seus filhos, mas também muitas mães iletradas que educaram bem seus filhos. A mãe educa melhor com seu ser de bondade que com seu conhecimento profissional.

Jesus está à porta de cada família com desejo de entrar e compartilhar conosco. O chamado de Jesus à porta poderá ser ouvido pela família que reza unida. Não permitamos que nada, exceto Jesus, esteja no centro de nossas famílias.

Frei Liubo Kurtovic, Mediugórie 26.10.2004

 

Notícias & Testemunhos

Quem tem medo não tem fé

Perguntei a Miriana o que havia de mais importante para transmitir em minhas conferências. Antes mesmo de refletir, saiu-lhe dos lábios esta resposta: “Dá-lhes a esperança! Mostra-lhes o amor!” Evocando alguns dos fardos e problemas das pessoas no Ocidente, chamou minha atenção a epidemia de medo que hoje afeta muitos corações. Sabemos bem que Miriana, como os outros cinco videntes, recusa “adocicar a pílula” quando se trata de transmitir as palavras exigentes da Virgem. Apesar disso, nessa manhã Miriana surpreendeu-me quando disse: “Quem tem medo não tem fé”. À primeira vista, estas palavras parecem duras. Mas, refletindo nelas, vemos que oferecem boas razões para nos alegrarmos e esperarmos. É muito simples: quanto mais nos apegarmos a Jesus, menos medo teremos. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais o medo se afasta de nós. Devemos verdadeiramente colocar na cabeça que o medo e o amor são incompatíveis. Onde há amor o medo está ausente, e, como Deus é puro amor, o amor verdadeiro expulsa o medo.

Miriana recordou-me essa maravilhosa mensagem recebida nos anos 80: “Aqueles que têm Deus por Pai para sua família, que Me têm por Mãe, e que fazem da Igreja sua casa, nada têm a recear do futuro, nada a temer dos segredos”. Que estas palavras estejam bem enraizadas em todos os lares! Gosto muito da maneira como S. Paulo resume isto: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8, 31).

De fato, o único medo que devemos permitir entrar em nosso coração é o medo de estarmos separados de Deus (pelo pecado grave e rejeição da misericórdia). Estarmos separados de Deus é o único desastre verdadeiro. Nossa Senhora enfatiza: “Peço-lhes, não permitam que Eu derrame lágrimas de sangue por causa das almas que se perdem no pecado” (22.03.84)

Depois destes conselhos sobre o medo, Miriana continuou, dizendo com convicção: “Sabes, nada há que não possamos obter com a oração e o jejum. Às vezes, as pessoas perguntam-me: ‘Miriana, que posso fazer, nesta situação, além de rezar?’ Perguntam isso porque ainda não perceberam o grande poder da oração! Por que deveríamos procurar outro meio se já temos o maior e mais poderoso? Nosso esforço deveria consistir em rezar melhor, em rezar mais, tendo mais confiança em Deus que nos conduz como um pai faz com seus filhos! Esta confiança não deixa qualquer lugar para o medo. É ela que torna nossa oração poderosa”.

Ouvindo isto, decidi permanecer vigilante: quando os medos se infiltrarem em meu coração, mergulharei imediatamente na oração, em vez de deixar funcionar minha imaginação.

Miriana acrescentou: “São muitos os peregrinos italianos que me perguntam: ‘Miriana, por que Nossa Senhora pede isto ou aquilo em Suas mensagens?’ Ora, nós, os videntes, nunca Lhe perguntamos por quê,  pois sabemos que nossa vida está nas mãos de Deus”.                                                                     

Ir. Emmanuel

O importante é seu coração

Madre Teresa de Calcutá tinha grande capacidade de tocar as pessoas, com uma simples palavra. Todos os dias, suas longas horas diante do Santíssimo Sacramento (vividas na aridez, é preciso sublinhá-lo!) enchiam-na da Palavra viva de Deus e esta Palavra manava dela sobre aqueles que a rodeavam ao longo do dia.

Certo dia, uma mulher indiana muito rica veio visitá-la, coberta de jóias caras e vestida com um sari magnífico. Esta mulher foi tocada pela luz que emanava de Madre Teresa. Ela também queria esta luz, queria aproximar-se de Deus. Propôs e a Madre Teresa dar-lhe muito dinheiro. Madre Teresa respondeu-lhe que o importante não era seu dinheiro, mas seu coração. É o coração que deve transformar-se!

- Quanto custa o sari que a senhora usa? Perguntou Madre Teresa.

A mulher pensou e depois disse o preço: Extravagante!

- Bom - respondeu Madre Teresa. Da próxima vez que vieres visitar-me, veste um sari menos caro.

- Só isso? Espantou-se a mulher que contava com uma palavra radical, como se vê na vida dos santos.

Mudar o estilo do seu sari parecia-lhe pouca coisa, mas incomodava um pouco sua vaidade feminina. Empenhou-se neste conselho muito simples. E empenhou-se bem porque, fazendo o possível por tornar o vestuário mais sóbrio, deixou pouco a pouco que a graça de Deus a penetrasse. Tinha aberto a porta do coração e, espontaneamente, outros elementos de sua vida transformaram-se. Voltou a visitar Madre Teresa com um sari menos luxuoso e ela repetiu-lhe o mesmo: “Da próxima vez veste um sari ainda mais simples!”. E assim, várias vezes seguidas. Finalmente, Madre Teresa insistiu para que a mulher vestisse um sari ainda mais pobre que o dela! No afã deste pequeno esforço repetido, a mulher viveu uma conversão radical de vida e tornou-se um maravilhoso instrumento de Deus em Calcutá.

Madre Teresa tinha visto bem: esta mulher não teria suportado uma mudança imediata muito radical. Teria, sem dúvida, baixado os braços na primeira contrariedade e depressa teria perdido o combate contra a falta de coragem. Mas a sabedoria deste caminho humilde, com este pequeno esforço repetido, permitiu-lhe fazer mexer tudo na vida, ao ritmo de sua capacidade de amor do momento, com a bênção de Deus. Uma pequena escolha levava a outra. Foi um crescimento que respeitou o ritmo do coração, como uma flor que aspira os raios de sol mas que se abre segundo suas leis internas. Por vezes, as flores que abrem muito depressa duram menos tempo.

Ir. Emmanuel

 

O Ano da Eucaristia

(17.10. 2004 -  29.10. 2005)

Estou contente em anunciar o especial Ano da Eucaristia (João Paulo II)

Terá inicio com o Congresso Eucarístico Mundial, no mês de outubro de 2004 no México e terminará com a próxima Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar no Vaticano, no mês de outubro de 2005, anunciou o Papa no dia de Corpus Christi.

É este, portanto, o novo encontro no caminho da Igreja do Terceiro Milênio. «O Ano da Eucaristia coloca-se no quadro do projeto pastoral que indiquei na Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte, pela qual convidei os fiéis a «reencaminhar-se para Cristo», acrescentou o Pontífice em outra ocasião. Contemplando mais assiduamente o Rosto do Verbo Encarnado, realmente presente no Sacramento, eles poderão exercitar-se na arte da oração e empenhar-se na alta medida da vida cristã, que é condição essencial para desenvolver, de modo eficaz, a nova evangelização».

Parece que a Eucaristia domina os pensamentos do Papa, do documento Ecclesia de Eucharistia a outras iniciativas: toda sua atenção parece centrar-se neste grande Mistério, como coração pulsante do Corpo Místico de Cristo.

Com um golpe, o Papa eleva a Eucaristia do nível celebrativo e devocional, que se torna o Grande Mistério, a Seu lugar original, isto é, a ser fonte de força espiritual e inspiração para a nova etapa missionária.

O pensamento do Santo Padre, que é magistério e doutrina da Igreja, é resumido neste binômio: «fazer Eucaristia» quer dizer «anunciar Cristo».

E, com efeito, aquele Cristo, que o Papa diz olhar, onde encontramos? Ele vive e está presente na Eucaristia para nós .

Para o Papa, como deveria ser também para nós, a Eucaristia, a Santa Missa não é um pio exercício ou uma oração como outra que se faz para nos tornarmos melhores ou para obter graças, mas algo de essencial para a vida da Igreja e do cristão, algo sem o qual a vida espiritual priva-se de seu alimento e a missão perde seu alcance. Isto do Papa João Paulo II não é uma simples devoção à Eucaristia, devido à sua formação tradicionalista polonesa, mas uma verdadeira e precisa «estratégia pastoral», ou melhor, um modo de conduzir a Igreja, colocando no centro o que é fundamental para ela, e não expedientes da moda, para atrair pessoas.

Este olhar pleno de fé e de amor do Papa à Eucaristia faz justiça a alguns críticos do documento da Congregação para o Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos Redemptionis Sacramentum, para assinalar e corrigir formas de tratamento superficial dos Divinos Mistérios ou verdadeiros e próprios abusos na celebração da Eucaristia ou a nível ecumênico.

Demasiada minuciosidade? Zelo mal posto? «Os abusos e as negligências - alguns dizem – corrigem-se com a formação mais que com a constrangimento  e tanto menos denúncia». Mas basta - como dizem estas pessoas - propor a todos os sacerdotes uma «segunda leitura guiada» da Introdução geral ao Missal. Os métodos são sempre discutíveis e perfectíveis, mas a importância da Eucaristia é demasiadamente grande, para continuar a calar e suportar faltas de respeito e abusos. Quanto mais uma pessoa ama uma coisa, mais a defende e protege, com todos os meios que pode.

«Que tendes vós cristãos de mais querido? perguntava o Imperador na «Narração do Anticristo de Soloviev». E o Staretz respondia com doçura: «Grande soberano, aquilo que nós temos de mais querido no cristianismo é o próprio Cristo, Ele mesmo e tudo o que vive dEle, já que sabemos que nEle mora corporalmente a plenitude da divindade». Cristo mesmo e quanto dEle vem é o horizonte total e o significado exaustivo da vida. Os que confessam Cristo Filho de Deus não são uma vanguarda intelectual nem se distinguem por uma marcada coerência moral, mas são os que não aceitam servir a dois patrões: Deus e mundo. Os que têm aprendido de Cristo o princípio de como a Igreja deve estar no mundo, princípio que é fonte de salvação e método de civilidade. «E deste Cristo - podemos continuar - que temos de mais querido? A Eucaristia: onde Cristo vive e está presente para nós. Assim, as recomendações não são mais demasiadas. Resta também a verdade. Permanece a recuperação do sacro, melhor, a recuperação da fé.    

                             Pe. Nicolino Mori 

 

Maria, Mãe da Eucaristia

Há uma relação profunda que, no mundo atual, liga, de modo vital, a presença de Maria à Eucaristia.

Já em Fátima, os pastorinhos foram preparados para o encontro com a Santíssima Virgem através do «Pão da Vida» e do «Cálice da Salvação», prodigiosamente administrados pelas mãos do Anjo da Paz, nas aparições celestes no sítio do Cabeço.

Foi, certamente, em virtude desta especial Graça Eucarística, extraordinariamente viva e operante no coração das crianças, testemunhas do Amor puríssimo da Imaculada, que Ela pôde pedir-lhes, logo na primeira aparição: «quereis oferecer-vos a Deus... em ato de reparação pelos pecadores... e de súplica pela reparação dos pecados?» (cf. Diário de Lúcia), obtendo imediatamente um «sim» sem reservas.

Em Mediugórie, onde Maria deseja que «se cumpra, com nossa ajuda, tudo o que Ela deseja realizar, segundo os segredos iniciados em Fátima» (25.08.91), a dimensão eucarística é ainda mais explícita e central. Aqui, de fato, como repete em Sua última mensagem mensal, a Santíssima Virgem chama-nos, não só a aproximar-nos diariamente, com íntima participação do coração, do Mistério Eucarístico, a «Participar diariamente na Santa Missa, recebendo a Santa Comunhão» (26.06.83), «participem ativamente da Eucaristia» (26.07.84), porém, ainda mais radical, envolvendo todo o espaço de nossa vida no turbilhão inflamado do Amor Trinitário presente na Eucaristia, sem farsas «por Cristo, em Cristo e com Cristo», verdadeiro «alimento» espiritual para o mundo: «Queridos filhos, convido-os, também hoje, a ser amor onde há ódio e alimento onde há fome» (26.09.04).

Maria, «Mulher Eucarística com Sua “vida inteira» (Ecclesia de Eucharistia nº 53) chama-nos a tornar-nos, como Ela, verdadeira «Eucaristia viva» dada a todos os homens para a salvação do Universo.

Este é o núcleo profundo do apelo espiritual de Mediugórie, uma graça intensamente eucarística, que tem suas raízes e seu mais verdadeiro fundamento constitutivo no Mistério do «Amor sem medida» contido no Coração do Altíssimo, que palpita incessantemente na Eucaristia. Uma Graça que quer fazer de cada um de nós sinal vivo e canal puro para toda a criação deste mesmo fogo de Amor Divino que arde no Sacramento do Altar. Vocês não compreendem suficientemente a profundidade do Amor Divino na Eucaristia» ( 26.07.04).

Isto é a graça inefável que o Espírito «com gemidos inefáveis» intercede hoje por Sua Esposa. Isto também é o apelo profético que o atual Pontífice dirige à igreja Univesal, particularmente neste ano consagrado à Eucaristia: «Maria fez Sua, com toda Sua vida ao lado de Cristo, a dimensão sacrifical da Eucaristia» e «toda a Igreja é chamada a imitá-La em sua relação com este Mistério Santíssimo» (Ecclesia de Eucharistia nº 53,54).

A fim de que a vida de Deus corra plenamente em nós, e através de nós, as almas e o Universo inteiro a alcance, é preciso, como, de fato, Maria sabe fazer sublimemente, acolher sem reservas a «loucura da Cruz» que incendiava o Coração de Cristo, por meio da oferta incondicional da vida «como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus» (Rm 12,12).

Para que isso se realize concretamente em nossa vida, Nossa Senhora guia-nos por um caminho espiritual dirigido à abertura - em quem responde a Seu apelo - de todo o espaço interior, a fim de que o Coração Eucarístico de Cristo possa dilatar-se plenamente em nós, até transformar também nossos pobres corações feridos em verdadeiro alimento celeste e numa fonte de água viva para o mundo. Por isso, Maria chama-nos à contemplação contínua - em íntima união com Seu Coração Imaculado - da face de Cristo, vivo e presente, de modo especialíssimo no Santíssimo Sacramento, para conduzir-nos gradualmente a uma estável comunhão de alma com o Esposo Celeste, onde reside a fonte do Amor puro de Deus, para toda a criação. «Adorem, sem interrupção, o Santíssimo Sacramento do Altar. Eu estou sempre presente quando os fiéis estão em adoração. Neste momento são alcançadas graças particulares» (15.03.1984).

Melhor ainda, Maria convida-nos e impele-nos, além do louvável nível devocional, a instaurar, com o Filho vivo e ressuscitado na Eucaristia, «um verdadeiro diálogo de amor» (cf. Novo Millennio Ineunte, nº 33), capaz de suscitar «um verdadeiro fascínio do coração, uma autêntica e inebriante comunhão nupcial com o Coração Eucarístico de Jesus, única fonte de vida para todo o Universo, aquele «rio de água límpida como cristal» que produz frutos de vida «que servem para curar as nações»: «Queridos filhos convido-os a enamorarem-se do Santíssimo Sacramento do Altar. Filhinhos, adorem-nO em suas paróquias e, assim, estarão unidos com o mundo inteiro. Jesus Se tornará amigo de vocês e não falarão dEle como de alguém que apenas conhecem. A união com Ele será alegria para vocês e tornar-se-ão testemunhas do Amor de Jesus, que Ele tem por cada criatura. Filhinhos, quando adoram a Jesus, vocês estão também perto de Mim» (25.09.95).

Este é o verdadeiro caminho da paz, ao qual Maria não cessa de atrair incansavelmente os passos vacilantes de seus filhos. Só aqui poderão brotar decisivas correntes de vida nova para a Igreja e para o mundo. Ela deseja fazer entrar seus filhos no Santuário Celeste por meio da porta imaculada do Seu Coração, para introduzi-los plenamente na liturgia cósmica do Cordeiro Imaculado, a fim de que, em cada pulsar, o Coração Eucarístico do Filho Divino, oferecido para a salvação do mundo, seja a suprema ligação da Mãe.

É esta a única fonte de cada dom perfeito, o sinal e o anúncio autêntico dos novos céus e da nova terra que toda a criação espera com impaciência e que já resplandecem no coração de quem decidiu corresponder incondicionalmente ao apelo da Rainha da Paz.

Giuseppe Ferraro

  

Aparição no Podbrdo

Sexta-feira, 10 de setembro, às 22h30. Apenas tínhamos chegado a Mediugórie, logo soubemos que naquela noite se podia participar das orações com o vidente Ivan e seu grupo na Colina das Aparições e, depois, estar presente na aparição. Milhares de pessoas subiram ao monte. Uma noite sem lua, mas com um firmamento fantástico, coberto de estrelas cintilantes. Com os cânticos e o Santo Rosário esperávamos a chegada da Estrela mais bela, a Santíssima Virgem Maria. E chegou! Um silêncio profundo, irreal. Todos estávamos presos a Ela. Quantas coisas disseram a Ela cada um dos milhares de peregrinos presentes durante aqueles longos minutos de silêncio! Quantas invocações! Quantos pedidos! Quantos agradecimentos! Intensíssimo aquele Pai-Nosso e aquele Glória rezados justamente a Seu lado, no meio da aparição.

Por fim, após o «Magnificat», Ivan disse: «Esta noite, Nossa Senhora veio particularmente alegre. Veio com três Anjos. À chegada, saudou-nos, dizendo: «Seja Louvado Jesus Cristo, meus queridos filhos!». Depois, rezou por longo tempo sobre todos as pessoas presentes, com as mãos estendidas, e abençoou a todos com Sua bênção materna. Em seguida, rezou de modo especial pelos doentes aqui presentes. Eu recomendei-Lhe todos: nossas necessidades, nossas intenções, as famílias e, especialmente, os doentes. Ela deixou a seguinte mensagem: «Queridos filhos! Convido-os a rezar pela paz. Paz, paz, paz, queridos filhos. Obrigada, queridos filhos, por terem correspondido a Meu apelo».

Com Nossa Senhora rezamos um Pai-Nosso e um Glória. Depois, ao sinal da luz e da Cruz, partiu, despedindo-nos «Ide em paz, meus queridos filhos».

Descemos com o coração transbordante de alegria, com uma responsabilidade mais urgente: intensificar a oração para obter o dom da paz. Basta ver o que acontece no mundo para compreender a razão por que Nossa Senhora está preocupada.

 

Exaltação da Santa Cruz

Numerosos peregrinos e paroquianos participaram da Festa da Exaltação da Santa Cruz, no Krizevac, dia 12 de setembro. Como já é tradição, muitos peregrinos croatas chegam descalços, vindos de longe, caminhando diversos dias e repousando na beira da estrada. Nos longos decênios do regime comunista, celebrar a Santa Missa desta Festa aqui aos pés da Cruz era um acontecimento excepcional. E não menos excepcional era a resposta comovente e sofrida dos numerosos fiéis católicos de toda a região.

Há 23 anos que se juntam aqui também peregrinos provenientes de todas as partes do mundo. Todos sobem pelas íngremes trilhas desta montanha santa, o «Calvário» de Mediugórie. A montanha fica repleta de fiéis.

A Cruz de cimento foi construída em 1933, quando o Papa Pio XI proclamou o Ano Santo da Redenção, sugerindo às paróquias construíssem uma cruz, para recordar a todos, e continuamente, a Redenção operada por Jesus. A Cruz do Krizevac tem 8,56 metros de altura e o pároco da época, Frei Bernardin Smoljan, com seus paroquianos inseriram uma relíquia da Santa Cruz vinda de Roma. Esculpiram-se estas palavras: «A Jesus Cristo Redentor do gênero humano, em sinal de nossa fé, amor e esperança, em recordação do 1900º aniversário da Paixão de Cristo. Jesus, livra-nos de todo o mal».

Em 1988, foram dispostos painéis de bronze com as estações da Via-Sacra, que serve de grande ajuda para a meditação e oração ao longo da subida. 

Depois de termos levado ajudas a muitos pobres e refugiados sérvios, muçulmanos e croatas, participamos também desta festa, subindo o santo monte em oração.

No alto da montanha, pensando no sacrifício de Jesus, unimos ao Seu o sacrifício e o sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Não só os 800.000 refugiados da Bósnia, mas todos os milhões de pobres e perseguidos, completamente esquecidos, em tantos cantos do mundo: vítimas do terrorismo satânico, reféns inocentes, etc..

Recordamos as palavras ditas pela Rainha da Paz dois dias antes, na aparição a Ivan: Juntos com Ela, rezamos sob a Cruz pela paz, precisamente como Ela mesma nos havia pedido.

                              Alberto Bonifácio

 

Frei Slavko continua vivo

Frei Slavko Barbaric’ permanece no coração de todos nós.

Sua carga humana e a profundidade espiritual que conseguia transmitir estão impressas em nossa recordação  e continuam a viver por meio de numerosos escritos que deixou.

Obtivemos seu livro «Rezem juntos com o coração alegre» para continuarmos a refletir sobre os diversos aspectos da oração comunitária.

Além disso, aproveitamos a ocasião para recordar o aniversário da sua morte, ocorrida em 24.11.2000.

 

O Silêncio do coração

Muitas vezes, Nossa Senhora em Suas mensagens convida-nos ao silêncio do coração, ensinando-nos, assim, as condições fundamentais da oração.

O encontro tem necessidade de  tempo e de silêncio do coração, que deriva da liberdade interior e do amor. Quem é livre e ama, terá paz e silêncio no coração, graças a ele estará apto a escutar Deus e os outros à sua volta

Neste ponto, é importante compreender como se perde o silêncio do coração. Toda forma de dependência, de si mesmo, dos outros ou das coisas materiais ameaçam este silêncio e a paz.

Se alguma vez alguém nos ofendeu, logo no nosso coração surgem pensamentos que geram raiva, egoísmo, orgulho, desejo de vingança e não mais estamos dispostos a escutar nem os que nos rodeiam, nem a Deus. Para que nossa oração possa ser um encontro no silêncio e na paz, devemos, antes de tudo, rezar, até que o coração esteja liberto de tudo o que é obstáculo para o encontro com Deus. Por esse motivo, a primeira parte da oração deve ser sempre purificação e dela deve vir o perdão e a libertação. Só é possível um novo encontro quando isto se verificar.

Muitos cristãos não rezam  ou rezam muito pouco e, além disso, não vivem a oração como algo que liberta e dispõe ao bem, perdendo assim o significado da oração.

Quanto mais o homem está oprimido e tem experiências negativas, tanto mais tem necessidade de uma oração de preparação para o encontro de oração.

No programa de oração vespertina de Mediugórie, há esta preparação que consiste na oração do Rosário uma hora antes da Santa Missa.

Nossa Senhora sempre recomendou a oração do Rosário para a purificação e para se poder rezar corretamente.

Sem esta preparação não acontecerá o encontro e sem o encontro nunca haverá os frutos da oração. Quem, depois da oração, está nervoso, triste, egoísta, fechado aos outros, deve interrogar-se  seriamente sobre o que fazer e o que ainda deve rezar para poder viver as promessas que Deus fez aos que O encontram na oração.

Empenhemo-nos na oração, individual, familiar e de grupo, a fim de que nossa vida se plasme segundo a vontade de Deus e possamos, já aqui sobre a terra, viver a plenitude da vida de Deus e preparar-nos para a plenitude final da vida que os olhos humanos ainda não viram, os ouvidos ainda não ouviram e o coração deseja, como diz S. Paulo.

 

Como contribuir para o Eco

    As contribuições para o Eco de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9, conta 403.964-5, em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e cruzado, a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão também ser deposita­das nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0 Conta 600.002-9, bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos BDN, na mesma conta. Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para anotação no cadastro.

 

Peregrinações 2005
    Maio: Fátima, Mediugórie
    Julho: Itália, Mediugórie
    Setembro: T.Santa, Mediugórie
    Programa completo e preços estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de dezembro.

 

Notícias da Comunidade

Mediugórie no Brasil

É desejo de Nossa Senhora que o mundo inteiro se torne uma grande Mediugórie. A Comunidade Servos da Rainha oferece a você esta oportunidade, ou seja, fazer a experiência de Mediugórie aqui no Brasil: (Santa Missa, Adoração ao SS. Sacramento do Altar, Confissão, Rosário, Via-Sacra, palestras) da forma como se faz em Mediugórie. Você poderá vir sozinho ou em grupo. Temos acomodação na Comunidade para grupo de até 80 peregrinos. Os peregrinos serão assistidos por Pe. Reinaldo, da Comunidade. Informe, pelo telefone (61) 624-5511, a data provável da chegada, o número de peregrinos e  o tempo previsto de permanência na Comunidade.

 

Participe

    Manhã: Santa Missa, diariamente, às 7h.
    Tarde, programa vespertino: Diariamente, das 18h às 20h30 - Santo Rosário, Santa Missa, Confissões.
    Adoração ao SS. Sacramento: nas 2ª.f, 5ª.f e sábados, durante o programa vespertino de orações.
    Aos Domingos, Santa Missa também às 11h. 
    Endereço da Comunidade: Quadra 168, lote 1/5, Bairro Jardim Céu Azul, Valparaíso de Goiás (GO), a 25 km do centro de Brasília.Telefone: 624-5511.