Queridos
filhos! Este é um tempo de graça para a
família, por isso convido-os a renovar a oração.
Que Jesus habite no coração de
sua família. Aprendam, na oração, a amar tudo o
que é santo. Imitem a vida dos
santos, que eles sejam para vocês um estímulo e mestres na
estrada da
santidade. Que cada família se torne testemunho do amor neste
mundo sem oração
e sem paz. Obrigada por terem correspondido a Meu apelo.
Jesus no coração da
família
Nossa Mãe celestial, na mensagem
deste mês dirige-Se
às famílias. Ninguém como Ela tem tanta
experiência e virtudes com relação à
família. Nossa Senhora foi adolescente e noiva, esposa de
José e Virgem, Mãe do
Filho de Deus e viúva depois da morte de José. Sentiu e
viveu todas as alegrias
e dores da vida familiar, os entusiasmos e as angústias, os
medos e a morte, inclusive
a tragédia mais dolorosa, a do Filho crucificado. Também
Se alegrou com a festa
pascal do Filho Ressuscitado. Começou servindo humildemente e
terminou reinando
no céu.
Ela não apenas desfruta da
glória celestial, mas vem
nos visitar, aparece e cuida de nós, seus filhos, que ainda
estamos percorrendo
o caminho que nos leva à meta final e à glória.
Por isso dá-nos Sua palavra,
chama, aconselha e ensina. As palavras de Maria são claras e
simples;
referem-se a nossa vida diária, a nossas relações
no ambiente familiar onde
nascemos e somos educados. Assim, para Nossa Senhora, que é
também Mãe, a
família, pais e filhos, é muito importante. Seu amor para
com os filhos nos impulsiona
a cumprir a primeira e maior responsabilidade dos pais, a
educação dos filhos.
Essa responsabilidade é maior que todas as tarefas profissionais
e oficiais,
que todas as tentativas de fazer carreira na sociedade. São
Paulo dizia: “Quem
se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria
família, é um renegado,
pior que um infiel.” (1 Tm 5,8). Nossa Senhora é para nós
um exemplo de educação
e um modelo de vida familiar. Ela tem em seu Coração um
tesouro que deseja
entregar também a nós. Os evangelhos dão
testemunho: “Maria conservava todas estas
palavras, meditando-as no seu Coração.” (Lc 2,19). O
mesmo evangelho destaca:
“Sua mãe guardava todas estas coisas no seu
Coração.” (Lc 2,51). Em Maria temos
esse tesouro maravilhoso da sabedoria de Deus que Ela deseja dar a
nós e a
nossas famílias. A maneira de educar da Virgem Santíssima
no âmbito dos fatos
humanos foi, olhando de fora, tão comum que ninguém em
Nazaré pôde vislumbrar o
Messias e Deus em seu Filho. Maria era exteriormente tão comum
como são suas
mensagens, nas quais a vida de Deus se esconde para nós. Olhando
de dentro, a
maneira de educar de Maria foi fora do comum em sua simplicidade,
perfeita em
todos os aspectos e procedimentos, posto que estava consciente de que
estava
educando humanamente o Santo dos Santos. Para tal
educação necessitava ter um coração
perfeito e uma alma em harmonia.
Nossa Senhora nos chama à
santidade. A santidade é
algo incomum no comum das pessoas. Sabe-se que não vem em
primeiro lugar a
educação dos filhos no conhecimento pedagógico e
profissional, mas no
comportamento exemplar dos pais. Existem muitos profissionais no
âmbito da
pedagogia cientifica que não educaram bem seus filhos, mas
também muitas mães
iletradas que educaram bem seus filhos. A mãe educa melhor com
seu ser de
bondade que com seu conhecimento profissional.
Jesus está à porta de cada
família com desejo de
entrar e compartilhar conosco. O chamado de Jesus à porta
poderá ser ouvido
pela família que reza unida. Não permitamos que nada,
exceto Jesus, esteja no
centro de nossas famílias.
Frei Liubo Kurtovic, Mediugórie
26.10.2004
Quem
tem medo não tem fé
Perguntei a Miriana o que havia de mais
importante
para transmitir em minhas conferências. Antes mesmo de refletir,
saiu-lhe dos
lábios esta resposta: “Dá-lhes a esperança!
Mostra-lhes o amor!” Evocando
alguns dos fardos e problemas das pessoas no Ocidente, chamou minha
atenção a
epidemia de medo que hoje afeta muitos corações. Sabemos
bem que Miriana, como
os outros cinco videntes, recusa “adocicar a pílula” quando se
trata de
transmitir as palavras exigentes da Virgem. Apesar disso, nessa
manhã Miriana
surpreendeu-me quando disse: “Quem tem medo não tem
fé”. À primeira vista,
estas palavras parecem duras. Mas, refletindo nelas, vemos que oferecem
boas
razões para nos alegrarmos e esperarmos. É muito simples:
quanto mais nos apegarmos
a Jesus, menos medo teremos. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais
o medo
se afasta de nós. Devemos verdadeiramente colocar na
cabeça que o medo e o amor
são incompatíveis. Onde há amor o medo está
ausente, e, como Deus é puro amor,
o amor verdadeiro expulsa o medo.
Miriana recordou-me essa maravilhosa
mensagem
recebida nos anos 80: “Aqueles que têm Deus por Pai para sua
família, que Me
têm por Mãe, e que fazem da Igreja sua casa, nada
têm a recear do futuro, nada
a temer dos segredos”. Que estas palavras estejam bem
enraizadas em
todos os lares! Gosto muito da maneira como S. Paulo resume isto: “Se
Deus é
por nós, quem será contra nós?” (Rm 8, 31).
De fato, o único medo que devemos
permitir entrar em
nosso coração é o medo de estarmos separados de
Deus (pelo pecado grave e
rejeição da misericórdia). Estarmos separados de
Deus é o único desastre
verdadeiro. Nossa Senhora enfatiza: “Peço-lhes, não
permitam que Eu derrame
lágrimas de sangue por causa das almas que se perdem no pecado”
(22.03.84)
Depois destes conselhos sobre o medo,
Miriana
continuou, dizendo com convicção: “Sabes, nada
há que não possamos obter com
a oração e o jejum. Às vezes, as pessoas
perguntam-me: ‘Miriana, que posso
fazer, nesta situação, além de rezar?’ Perguntam
isso porque ainda não perceberam
o grande poder da oração! Por que deveríamos
procurar outro meio se já temos o
maior e mais poderoso? Nosso esforço deveria consistir em rezar
melhor, em rezar
mais, tendo mais confiança em Deus que nos conduz como um pai
faz com seus
filhos! Esta confiança não deixa qualquer lugar para o
medo. É ela que torna
nossa oração poderosa”.
Ouvindo isto, decidi permanecer vigilante:
quando os
medos se infiltrarem em meu coração, mergulharei
imediatamente na oração, em
vez de deixar funcionar minha imaginação.
Miriana acrescentou: “São muitos os
peregrinos
italianos que me perguntam: ‘Miriana, por que Nossa Senhora pede isto
ou aquilo
em Suas mensagens?’ Ora, nós, os videntes, nunca Lhe perguntamos
por quê, pois sabemos que
nossa vida está nas mãos de
Deus”.
O importante é seu
coração
Madre Teresa de Calcutá
tinha
grande capacidade de tocar as pessoas, com uma simples palavra. Todos
os dias,
suas longas horas diante do Santíssimo Sacramento (vividas na
aridez, é preciso
sublinhá-lo!) enchiam-na da Palavra viva de Deus e esta Palavra
manava dela
sobre aqueles que a rodeavam ao longo do dia.
Certo dia, uma mulher indiana
muito rica veio visitá-la, coberta de jóias caras e
vestida com um sari
magnífico. Esta mulher foi tocada pela luz que emanava de Madre
Teresa. Ela também
queria esta luz, queria aproximar-se de Deus. Propôs e a Madre
Teresa dar-lhe
muito dinheiro. Madre Teresa respondeu-lhe que o importante não
era seu dinheiro,
mas seu coração. É o coração que
deve transformar-se!
- Quanto custa o sari que a
senhora usa? Perguntou Madre Teresa.
A mulher pensou e depois disse o
preço: Extravagante!
- Bom - respondeu Madre Teresa.
Da próxima vez que vieres visitar-me, veste um sari menos caro.
- Só isso? Espantou-se a
mulher
que contava com uma palavra radical, como se vê na vida dos
santos.
Mudar o estilo do seu sari
parecia-lhe pouca coisa, mas incomodava um pouco sua vaidade feminina.
Empenhou-se neste conselho muito simples. E empenhou-se bem porque,
fazendo o
possível por tornar o vestuário mais sóbrio,
deixou pouco a pouco que a graça
de Deus a penetrasse. Tinha aberto a porta do coração e,
espontaneamente, outros
elementos de sua vida transformaram-se. Voltou a visitar Madre Teresa
com um
sari menos luxuoso e ela repetiu-lhe o mesmo: “Da próxima vez
veste um sari
ainda mais simples!”. E assim, várias vezes seguidas.
Finalmente, Madre Teresa
insistiu para que a mulher vestisse um sari ainda mais pobre que o
dela! No afã
deste pequeno esforço repetido, a mulher viveu uma
conversão radical de vida e
tornou-se um maravilhoso instrumento de Deus em Calcutá.
Madre
Teresa tinha visto bem: esta mulher não teria suportado uma
mudança
imediata muito radical. Teria, sem dúvida, baixado os
braços na primeira
contrariedade e depressa teria perdido o combate contra a falta de
coragem. Mas
a sabedoria deste caminho humilde, com este pequeno esforço
repetido,
permitiu-lhe fazer mexer tudo na vida, ao ritmo de sua capacidade de
amor do
momento, com a bênção de Deus. Uma pequena escolha
levava a outra. Foi um
crescimento que respeitou o ritmo do coração, como uma
flor que aspira os raios
de sol mas que se abre segundo suas leis internas. Por vezes, as flores
que
abrem muito depressa duram menos tempo.
Ir. Emmanuel
O Ano da
Eucaristia
(17.10.
2004 - 29.10. 2005)
Estou
contente em anunciar o especial Ano da Eucaristia (João
Paulo II)
Terá
inicio com o Congresso Eucarístico Mundial, no mês de
outubro de 2004
no México e terminará com a próxima
Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos,
que terá lugar no Vaticano, no mês de outubro de 2005,
anunciou o Papa no dia
de Corpus Christi.
É este, portanto, o novo
encontro no caminho da Igreja do Terceiro Milênio. «O Ano
da Eucaristia
coloca-se no quadro do projeto pastoral que indiquei na Carta
Apostólica Novo
Millennio Ineunte, pela qual convidei os fiéis a
«reencaminhar-se para
Cristo», acrescentou o Pontífice em outra ocasião.
Contemplando mais assiduamente
o Rosto do Verbo Encarnado, realmente presente no Sacramento, eles
poderão
exercitar-se na arte da oração e empenhar-se na alta
medida da vida cristã, que
é condição essencial para desenvolver, de modo
eficaz, a nova evangelização».
Parece que a Eucaristia
domina os pensamentos do Papa, do documento Ecclesia de Eucharistia a
outras iniciativas: toda sua atenção parece centrar-se
neste grande Mistério,
como coração pulsante do Corpo Místico de Cristo.
Com um golpe, o Papa eleva a
Eucaristia
do nível celebrativo e devocional, que se torna o Grande
Mistério, a Seu lugar
original, isto é, a ser fonte de força espiritual e
inspiração para a nova
etapa missionária.
O pensamento do Santo Padre, que
é magistério e doutrina da Igreja, é resumido
neste binômio: «fazer Eucaristia»
quer dizer «anunciar Cristo».
E, com efeito, aquele Cristo,
que o Papa diz olhar, onde encontramos? Ele vive e está presente
na Eucaristia
para nós .
Para o Papa, como deveria ser
também
para nós, a Eucaristia, a Santa Missa não é um pio
exercício ou uma oração como
outra que se faz para nos tornarmos melhores ou para obter
graças, mas algo de
essencial para a vida da Igreja e do cristão, algo sem o qual a
vida espiritual
priva-se de seu alimento e a missão perde seu alcance. Isto do
Papa João Paulo
II não é uma simples devoção à
Eucaristia, devido à sua formação
tradicionalista polonesa, mas uma verdadeira e precisa
«estratégia
pastoral», ou melhor, um modo de conduzir a Igreja, colocando
no centro o
que é fundamental para ela, e não expedientes da moda,
para atrair pessoas.
Este olhar pleno de fé e
de amor
do Papa à Eucaristia faz justiça a alguns críticos
do documento da Congregação
para o Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos Redemptionis
Sacramentum,
para assinalar e corrigir formas de tratamento superficial dos
Divinos Mistérios
ou verdadeiros e próprios abusos na celebração da
Eucaristia ou a nível ecumênico.
Demasiada minuciosidade? Zelo
mal posto? «Os abusos e as negligências - alguns dizem –
corrigem-se com a formação
mais que com a constrangimento e tanto
menos denúncia». Mas basta - como dizem estas pessoas -
propor a todos os
sacerdotes uma «segunda leitura guiada» da
Introdução geral ao Missal. Os
métodos são sempre discutíveis e
perfectíveis, mas a importância da Eucaristia
é demasiadamente grande, para continuar a calar e suportar
faltas de respeito e
abusos. Quanto mais uma pessoa ama uma coisa, mais a defende e protege,
com
todos os meios que pode.
«Que tendes vós
cristãos
de mais querido? perguntava
o Imperador na «Narração do Anticristo de
Soloviev». E o Staretz
respondia com doçura: «Grande soberano, aquilo que
nós temos de mais querido no
cristianismo é o próprio Cristo, Ele mesmo e tudo o que
vive dEle, já que
sabemos que nEle mora corporalmente a plenitude da divindade».
Cristo mesmo e
quanto dEle vem é o horizonte total e o significado exaustivo da
vida. Os que
confessam Cristo Filho de Deus não são uma vanguarda
intelectual nem se distinguem
por uma marcada coerência moral, mas são os que não
aceitam servir a dois patrões:
Deus e mundo. Os que têm aprendido de Cristo o princípio
de como a Igreja deve
estar no mundo, princípio que é fonte de
salvação e método de civilidade. «E
deste Cristo - podemos continuar - que temos de mais querido? A
Eucaristia:
onde Cristo vive e está presente para nós. Assim, as
recomendações não são mais
demasiadas. Resta também a verdade. Permanece a
recuperação do sacro, melhor, a
recuperação da fé.
Pe.
Nicolino Mori
Maria, Mãe da Eucaristia
Há uma
relação profunda que, no
mundo atual, liga, de modo vital, a presença de Maria à
Eucaristia.
Já em Fátima, os
pastorinhos
foram preparados para o encontro com a Santíssima Virgem
através do «Pão da Vida»
e do «Cálice da Salvação»,
prodigiosamente administrados pelas mãos do Anjo da
Paz, nas aparições celestes no sítio do
Cabeço.
Foi, certamente, em virtude
desta especial Graça Eucarística, extraordinariamente
viva e operante no
coração das crianças, testemunhas do Amor
puríssimo da Imaculada, que Ela pôde
pedir-lhes, logo na primeira aparição: «quereis
oferecer-vos a Deus... em
ato de reparação pelos pecadores... e de súplica
pela reparação dos pecados?»
(cf. Diário de Lúcia), obtendo imediatamente um
«sim» sem reservas.
Em Mediugórie, onde Maria
deseja
que «se cumpra, com nossa ajuda, tudo o que Ela deseja
realizar, segundo os
segredos iniciados em Fátima» (25.08.91), a
dimensão eucarística é ainda
mais explícita e central. Aqui, de fato, como repete em Sua
última mensagem
mensal, a Santíssima Virgem chama-nos, não só a
aproximar-nos diariamente, com
íntima participação do coração, do
Mistério Eucarístico, a «Participar
diariamente na Santa Missa, recebendo a Santa Comunhão»
(26.06.83), «participem
ativamente da Eucaristia» (26.07.84), porém, ainda
mais radical, envolvendo
todo o espaço de nossa vida no turbilhão inflamado do
Amor Trinitário presente
na Eucaristia, sem farsas «por Cristo, em Cristo e com
Cristo», verdadeiro
«alimento» espiritual para o mundo: «Queridos
filhos, convido-os, também
hoje, a ser amor onde há ódio e alimento onde há
fome» (26.09.04).
Maria, «Mulher
Eucarística com
Sua “vida inteira» (Ecclesia de Eucharistia nº 53) chama-nos
a tornar-nos, como
Ela, verdadeira «Eucaristia viva» dada a todos os homens
para a salvação do
Universo.
Este é o núcleo
profundo do
apelo espiritual de Mediugórie, uma graça intensamente
eucarística, que tem
suas raízes e seu mais verdadeiro fundamento constitutivo no
Mistério do «Amor
sem medida» contido no Coração do Altíssimo,
que palpita incessantemente na Eucaristia.
Uma Graça que quer fazer de cada um de nós sinal vivo e
canal puro para toda a
criação deste mesmo fogo de Amor Divino que arde no
Sacramento do Altar. Vocês
não compreendem suficientemente a profundidade do Amor Divino na
Eucaristia» (
26.07.04).
Isto
é a graça inefável que o Espírito
«com gemidos inefáveis» intercede hoje
por Sua Esposa. Isto também é o apelo profético
que o atual Pontífice dirige à
igreja Univesal, particularmente neste ano consagrado à
Eucaristia: «Maria fez
Sua, com toda Sua vida ao lado de Cristo, a dimensão sacrifical
da Eucaristia»
e «toda a Igreja é chamada a imitá-La em sua
relação com este Mistério Santíssimo»
(Ecclesia de Eucharistia nº 53,54).
A fim de que a vida de Deus
corra plenamente em nós, e através de nós, as
almas e o Universo inteiro a alcance,
é preciso, como, de fato, Maria sabe fazer sublimemente, acolher
sem reservas a
«loucura da Cruz» que incendiava o Coração de
Cristo, por meio da oferta
incondicional da vida «como sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus» (Rm
12,12).
Para que isso se realize
concretamente
em nossa vida, Nossa Senhora guia-nos por um caminho espiritual
dirigido à abertura
- em quem responde a Seu apelo - de todo o espaço interior, a
fim de que o
Coração Eucarístico de Cristo possa dilatar-se
plenamente em nós, até transformar
também nossos pobres corações feridos em
verdadeiro alimento celeste e numa
fonte de água viva para o mundo. Por isso, Maria chama-nos
à contemplação
contínua - em íntima união com Seu
Coração Imaculado - da face de Cristo, vivo
e presente, de modo especialíssimo no Santíssimo
Sacramento, para conduzir-nos
gradualmente a uma estável comunhão de alma com o Esposo
Celeste, onde reside a
fonte do Amor puro de Deus, para toda a criação. «Adorem,
sem interrupção, o
Santíssimo Sacramento do Altar. Eu estou sempre presente quando
os fiéis estão
em adoração. Neste momento são alcançadas
graças particulares»
(15.03.1984).
Melhor ainda, Maria convida-nos
e impele-nos, além do louvável nível devocional, a
instaurar, com o Filho vivo
e ressuscitado na Eucaristia, «um verdadeiro diálogo de
amor» (cf. Novo Millennio
Ineunte, nº 33), capaz de suscitar «um verdadeiro
fascínio do coração, uma
autêntica e inebriante comunhão nupcial com o
Coração Eucarístico de Jesus, única
fonte de vida para todo o Universo, aquele «rio de água
límpida como cristal»
que produz frutos de vida «que servem para curar as
nações»: «Queridos
filhos convido-os a enamorarem-se do Santíssimo Sacramento do
Altar. Filhinhos,
adorem-nO em suas paróquias e, assim, estarão unidos com
o mundo inteiro. Jesus
Se tornará amigo de vocês e não falarão dEle
como de alguém que apenas conhecem.
A união com Ele será alegria para vocês e
tornar-se-ão testemunhas do Amor de
Jesus, que Ele tem por cada criatura. Filhinhos, quando adoram a Jesus,
vocês
estão também perto de Mim» (25.09.95).
Este
é o verdadeiro caminho da paz, ao qual Maria não cessa de
atrair incansavelmente
os passos vacilantes de seus filhos. Só aqui poderão
brotar decisivas correntes
de vida nova para a Igreja e para o mundo. Ela deseja fazer entrar seus
filhos
no Santuário Celeste por meio da porta imaculada do Seu
Coração, para
introduzi-los plenamente na liturgia cósmica do Cordeiro
Imaculado, a fim de
que, em cada pulsar, o Coração Eucarístico do
Filho Divino, oferecido para a
salvação do mundo, seja a suprema ligação
da Mãe.
É esta a única
fonte de cada dom
perfeito, o sinal e o anúncio autêntico dos novos
céus e da nova terra que toda
a criação espera com impaciência e que já
resplandecem no coração de quem
decidiu corresponder incondicionalmente ao apelo da Rainha da Paz.
Giuseppe Ferraro
Aparição
no Podbrdo
Sexta-feira,
10 de setembro, às 22h30. Apenas tínhamos chegado a
Mediugórie,
logo soubemos que naquela noite se podia participar das
orações com o vidente
Ivan e seu grupo na Colina das Aparições e, depois, estar
presente na aparição.
Milhares de pessoas subiram ao monte. Uma noite sem lua, mas com um
firmamento
fantástico, coberto de estrelas cintilantes. Com os
cânticos e o Santo Rosário
esperávamos a chegada da Estrela mais bela, a Santíssima
Virgem Maria. E
chegou! Um silêncio profundo, irreal. Todos estávamos
presos a Ela. Quantas
coisas disseram a Ela cada um dos milhares de peregrinos presentes
durante
aqueles longos minutos de silêncio! Quantas
invocações! Quantos pedidos!
Quantos agradecimentos! Intensíssimo aquele Pai-Nosso e aquele
Glória rezados justamente
a Seu lado, no meio da aparição.
Por
fim, após o «Magnificat», Ivan disse: «Esta
noite, Nossa Senhora veio particularmente
alegre. Veio com três Anjos. À chegada, saudou-nos,
dizendo: «Seja Louvado
Jesus Cristo, meus queridos filhos!». Depois, rezou por
longo tempo sobre
todos as pessoas presentes, com as mãos estendidas, e
abençoou a todos com Sua
bênção materna. Em seguida, rezou de modo especial
pelos doentes aqui
presentes. Eu recomendei-Lhe todos: nossas necessidades, nossas
intenções, as famílias
e, especialmente, os doentes. Ela deixou a seguinte mensagem: «Queridos
filhos! Convido-os a rezar pela paz. Paz, paz, paz, queridos filhos.
Obrigada,
queridos filhos, por terem correspondido a Meu apelo».
Com
Nossa Senhora rezamos um Pai-Nosso e um Glória. Depois, ao sinal
da luz e da
Cruz, partiu, despedindo-nos «Ide em paz, meus queridos filhos».
Descemos
com o coração transbordante de alegria, com uma
responsabilidade
mais urgente: intensificar a oração para obter o dom da
paz. Basta ver o que
acontece no mundo para compreender a razão por que Nossa Senhora
está preocupada.
Exaltação da Santa Cruz
Numerosos
peregrinos e paroquianos participaram da Festa da
Exaltação da
Santa Cruz, no Krizevac, dia 12 de setembro. Como já é
tradição, muitos peregrinos
croatas chegam descalços, vindos de longe, caminhando diversos
dias e repousando
na beira da estrada. Nos longos decênios do regime comunista,
celebrar a Santa
Missa desta Festa aqui aos pés da Cruz era um acontecimento
excepcional. E não
menos excepcional era a resposta comovente e sofrida dos numerosos
fiéis católicos
de toda a região.
Há 23 anos que se juntam
aqui também
peregrinos provenientes de todas as partes do mundo. Todos sobem pelas
íngremes
trilhas desta montanha santa, o «Calvário» de
Mediugórie. A montanha fica
repleta de fiéis.
A Cruz de cimento foi
construída
em 1933, quando o Papa Pio XI proclamou o Ano Santo da
Redenção, sugerindo às
paróquias construíssem uma cruz, para recordar a todos, e
continuamente, a Redenção
operada por Jesus. A Cruz do Krizevac tem 8,56 metros de altura e o
pároco da
época, Frei Bernardin Smoljan, com seus paroquianos inseriram
uma relíquia da
Santa Cruz vinda de Roma. Esculpiram-se estas palavras: «A
Jesus Cristo
Redentor do gênero humano, em sinal de nossa fé, amor e
esperança, em recordação
do 1900º aniversário da Paixão de Cristo. Jesus,
livra-nos de todo o mal».
Em 1988, foram dispostos
painéis
de bronze com as estações da Via-Sacra, que serve de
grande ajuda para a meditação
e oração ao longo da subida.
Depois de termos levado ajudas a
muitos pobres e refugiados sérvios, muçulmanos e croatas,
participamos também
desta festa, subindo o santo monte em oração.
No alto da montanha, pensando no
sacrifício de Jesus, unimos ao Seu o sacrifício e o
sofrimento de tantos irmãos
e irmãs. Não só os 800.000 refugiados da
Bósnia, mas todos os milhões de pobres
e perseguidos, completamente esquecidos, em tantos cantos do mundo:
vítimas do
terrorismo satânico, reféns inocentes, etc..
Recordamos as palavras ditas
pela Rainha da Paz dois dias antes, na aparição a Ivan:
Juntos com Ela, rezamos
sob a Cruz pela paz, precisamente como Ela mesma nos havia pedido.
Alberto
Bonifácio
Frei Slavko continua vivo
Frei Slavko Barbaric’
permanece no coração de todos nós.
Sua carga humana e a
profundidade
espiritual que conseguia transmitir estão impressas em nossa
recordação e continuam a
viver por meio de numerosos escritos
que deixou.
Obtivemos seu livro «Rezem
juntos com o coração alegre» para continuarmos
a refletir sobre os diversos
aspectos da oração comunitária.
Além disso, aproveitamos
a
ocasião para recordar o aniversário da sua morte,
ocorrida em 24.11.2000.
O Silêncio do
coração
Muitas vezes, Nossa Senhora em
Suas mensagens convida-nos ao silêncio do coração,
ensinando-nos, assim, as
condições fundamentais da oração.
O encontro tem necessidade
de tempo e de silêncio do
coração, que
deriva da liberdade interior e do amor. Quem é livre e ama,
terá paz e silêncio
no coração, graças a ele estará apto a
escutar Deus e os outros à sua volta
Neste ponto, é
importante compreender como se perde o silêncio do
coração. Toda forma de
dependência, de si mesmo, dos outros ou das coisas materiais
ameaçam este
silêncio e a paz.
Se alguma vez alguém nos
ofendeu,
logo no nosso coração surgem pensamentos que geram raiva,
egoísmo, orgulho,
desejo de vingança e não mais estamos dispostos a escutar
nem os que nos
rodeiam, nem a Deus. Para que nossa oração possa ser um
encontro no silêncio e
na paz, devemos, antes de tudo, rezar, até que o
coração esteja liberto de
tudo o que é obstáculo para o encontro com Deus. Por esse
motivo, a primeira
parte da oração deve ser sempre purificação
e dela deve vir o perdão e a
libertação. Só é possível um novo
encontro quando isto se verificar.
Muitos cristãos
não rezam ou rezam muito pouco e,
além disso, não
vivem a oração como algo que liberta e dispõe ao
bem, perdendo assim o significado
da oração.
Quanto mais o homem está
oprimido e tem experiências negativas, tanto mais tem necessidade
de uma oração
de preparação para o encontro de oração.
No programa de
oração vespertina
de Mediugórie, há esta preparação que
consiste na oração do Rosário uma hora antes
da Santa Missa.
Nossa Senhora sempre recomendou
a oração do Rosário para a
purificação e para se poder rezar corretamente.
Sem esta
preparação não
acontecerá o encontro e sem o encontro nunca haverá os
frutos da oração. Quem,
depois da oração, está nervoso, triste,
egoísta, fechado aos outros, deve
interrogar-se seriamente sobre o que
fazer e o que ainda deve rezar para poder viver as promessas que Deus
fez aos
que O encontram na oração.
Empenhemo-nos na
oração, individual,
familiar e de grupo, a fim de que nossa vida se plasme segundo a
vontade de
Deus e possamos, já aqui sobre a terra, viver a plenitude da
vida de Deus e
preparar-nos para a plenitude final da vida que os olhos humanos ainda
não viram,
os ouvidos ainda não ouviram e o coração deseja,
como diz S. Paulo.
Como
contribuir para o Eco
As contribuições para o Eco
de Mediugórie podem ser feitas no Banco do Brasil, Ag. 0452-9,
conta 403.964-5,
em nome de Servos da Rainha, ou enviadas por meio de cheque nominal e
cruzado,
a favor de Servos da Rainha, em carta registrada. Poderão
também ser depositadas
nas agências dos Correios que possuam Banco Postal, Ag. 241-0
Conta 600.002-9,
bem como nas agências Bradesco e seus caixas eletrônicos
BDN, na mesma conta.
Os comprovantes dos depósitos efetuados devem ser enviados para
anotação no
cadastro.
Notícias da Comunidade
Mediugórie no Brasil
É desejo de Nossa Senhora que o
mundo inteiro se
torne uma grande Mediugórie. A Comunidade
Servos da Rainha oferece a você esta oportunidade, ou seja,
fazer a
experiência de Mediugórie aqui no Brasil: (Santa
Missa, Adoração ao SS. Sacramento do Altar,
Confissão, Rosário, Via-Sacra,
palestras) da forma como se faz em Mediugórie.
Você poderá vir sozinho ou em grupo. Temos
acomodação na Comunidade
para grupo de até 80 peregrinos. Os peregrinos serão
assistidos por Pe.
Reinaldo, da Comunidade. Informe, pelo telefone (61) 624-5511, a data
provável da
chegada, o número de peregrinos e o
tempo previsto de permanência na Comunidade.
Participe